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    Lucas, o Investigador

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    Lucas, o Investigador Empty Lucas, o Investigador

    Mensagem por 1o0oP (Lui) em Dom Mar 29, 2020 8:03 pm


    Aqui se desenrola a história de Lucas!
    Lucas, o Investigador Lucas10
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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por 1o0oP (Lui) em Sex Jun 05, 2020 10:00 am



    Hoje é mais um dia comum na vida de Lucas!


    Acorda cedo, levanta, escova os dentes ... Se dá uma olhada no espelho por um longo tempo, tentando se entender, mas desiste.


    Dá uma olhada no quarto dos filhos, pra ver se estão bem ... Estão dormindo.


    Fecha a porta sem fazer barulho e vai para a cozinha, começa a comer uns frios que dormiram na geladeira, mantendo o péssimo costume de não cuidar bem da saúde.


    Passa alguns minutos, e então chega Bete, uma mulher de meia idade, cabelos castanhos escuros, sempre amarrados com coque, pele surrada, com vários pés de galinha, um pouco acima do peso, e uma empatia muito acima da media, que só está altura de sua simplicidade e leiguice com relação a qualquer assunto que não seja senso comum. "Onde Cristina foi arrumar uma babá/diarista/quebra galho/faz tudo tão confiável? Se perguntava Lucas"


    —  Bom dia Sr. Lucas, vim buscar os garotos, eles vão conosco hoje passar o dia no sítio da tia deles, espero que não se importe. Sorri.


    —  O Sr. deveria comer melhor, se me permite intrometer. Eles estão no quarto?


    Então ela vai buscá-los, os acorda, escova os dentes, troca roupas, e faz uma mochila pra cada.


    Mateus passa bocejando, não dá a mínima para o pai, mas troca olhares quando passa para o banheiro.


    Luiza vai correndo até a cozinha dar um beijo no "pa-pai", e já começa a falar toda eufórica: —  Pai, paaai, eba, hoje eu vou no sítio da tia Cristina, lá tem um monte de coisas pra fazer, tem cachorro, gato, galinha, papagaio, bla ... bla ... bla ... Só para de falar quando é interrompida, e puxada por Bete para escovar os dentes e trocar.


    Após ajudar Bete a arrumar uma coisa ou outra, Lucas já se prepara para o trabalho, começa a vestir sua farda da polícia civil, e se despede dos filhos quando saem!


    Mateus dá um abraço e um beijo no pai, mas não parece estar muito empolgado, ele já dissera que não curte muito ir para o Sítio, diz que lá não tem nada pra ele fazer.


    A delegacia de polícia em que Lucas trabalha diariamente, onde tem seu próprio escritório com não mais de um telefone, um desktop velho e lento, e vários arquivos de suas próprias investigações, fica não muito longe de sua casa! Lá há quatro viaturas, o tenente Wagner, a quem deve responder, e quatro cabos, Rique, André, Diogo e Rodrigo. Lucas mal os vê, trabalha mais em seu escritório, com seus papéis, fazendo suas pesquisas e respondendo ao Tenente. Só precisa sair quando deseja investigar locais de crime, ou locais suspeitos.


    Não demora muito Rodrigo passa para pegar Lucas, aquele não era um costume que ele admirava muito, não se sentia bem sendo levado, mas como não havia se preocupado em tirar uma carta, não estava autorizado a pegar as viaturas!


    Lucas olha pela janela, do lado de dentro, e confirma que é Rodrigo quem está businando.


    Vamos começar no status quo, mandar um pouco de Roleplay e logo as coisas engrossam naturalmente! Espero que ainda esteja animado, seja bem vindo @JTaguchi
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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por JTaguchi em Sab Jun 06, 2020 10:37 am

    - Lucas! - a voz de Bianca ecoa pelo campo verde e florido. - Duvido que você consegue me pegar!

    O lugar é bonito e idílico, um refúgio no fundo da mente de Lucas criado para que ele tentasse lidar com a dor da perda. Grama verde, flores coloridas, temperatura amena e uma brisa suave que leva o perfume para todos os cantos. Bianca corre livremente, rindo e chamando-o para mais uma daquelas corridas que os dois faziam quando eram adolescentes - um tempo que hoje, parece outra vida.

    Lucas corre atrás dela. Entretanto, suas pernas lhe parecem pesadas e o espaço se dilata e se distorce, aumentando ainda mais a distância entre ele e Bianca. Por mais que ele corra, sua esposa está sempre a alguns passos na frente. A risada dela começa a parecer distante enquanto aquele jardim paradisíaco se dissolve e se transforma num cemitério sombrio e frio. Uma névoa densa lhe cobre os tornozelos e uma brisa gélida sopra, balançando os galhos secos das árvores ao redor.

    Bianca está parada junto a uma sepultura cuja cova está aberta. Lucas corre até ela, sentindo a urgência crescer dentro de si. Pela primeira vez, sente que pode alcançá-la. Ele toca em seu ombro, o coração quase saindo pela boca. Ela se vira, revelando o semblante cadavérico, a pele repuxada e cinzenta, as órbitas oculares vazias. Formigas começam a sair dali. Ela cai de costas na cova, que se fecha sozinha. Lucas então se vê sozinho naquele cemitério que se tornou sua vida.

    ***


    Ele acorda às quatro da manhã, bem antes do normal. O sonho de quase todas as noites, exceto aquelas em que ele toma remédios para dormir. Apesar dos péssimos hábitos para com a própria saúde, Lucas se recusa a se tornar um viciado em remédios - até porque, eles podem afetá-lo no trabalho e atualmente, trabalho é a única coisa que ele tem.

    Depois de um tempo olhando no espelho do banheiro na vã tentativa de se entender, ele descobre a mão tremendo enquanto segura com força na borda da pia. Não faz sentido. Sente-se um grande egoísta por achar que só tem ao trabalho, uma vez que as crianças estão vivas e saudáveis. No entanto, elas estão distantes e Lucas não faz ideia do que fazer para não perdê-los. Ele sabe que o tempo está passando e sabe da dor que os dois sentem pelo que aconteceu com a mãe, mas sente-se completamente impotente. Trabalhar feito um condenado parece muito mais fácil.

    Pela próxima meia hora, Lucas corre na esteira que tem nos fundos da casa enquanto ouve jazz nos fones de ouvido. Não que ele tenha algum apreço por exercícios físicos, mas é uma questão de trabalho. E não pode permitir que sedentarismo excessivo prejudique seu desempenho. Além disso, a esteira serve para manter a mente vazia e concentrada, que é um estado propício para boas ideias na hora de fazer uma investigação. Quando termina, toma um banho e vai para a cozinha fuçar na geladeira - e acaba novamente com um imenso sanduíche de frios amanhecidos numa baguete de quatro queijos. Tudo muito pesado, gorduroso e calórico, acompanhado de uma quantia imensa e desproporcional de café preto, forte e extremamente amargo. Existe uma variedade gigantesca de viciados no mundo: cocaína, álcool, adrenalina, sexo e redes sociais. Lucas é viciado em café e sem qualquer esperança ou chance de recuperação. A cafeína acelera sua mente, espanta o sono e ajuda no trabalho.

    Trabalho. Tudo se resume a trabalho.

    É quase sete horas quando Bete chega. Lucas a recebe bem, apesar de não vê-la com frequência.

    Bete escreveu:—  Bom dia Sr. Lucas, vim buscar os garotos, eles vão conosco hoje passar o dia no sítio da tia deles, espero que não se importe. Sorri.
    —  O Sr. deveria comer melhor, se me permite intrometer. Eles estão no quarto?

    Ele sorri e a cumprimenta amigavelmente. Sente-se grato à irmã por ter conseguido uma empregada tão boa. Se rolar uma promoção nesse ano, ele pretende dar um aumento para ela.

    - Bom dia, Bete. Você está completamente certa nisso, mas acho que tenho sido muito negligente com minha alimentação. Ainda bem que você sempre me lembra disso. - diz, na tentativa de se esquivar sem ser rude. - As crianças estão no quarto, ainda dormindo. Fique à vontade para acordá-los.

    Enquanto Bete faz as mochilas das crianças, Luíza aparece animada e falante, como sempre. Ela pula no colo do pai e fala sobre suas expectativas de passar o dia no sítio da tia, e isso faz um imenso nó em sua garganta: faz muito tempo que não passa o dia com eles. A maior prova disso é quando Mateus passa por ele, sem dizer uma palavra. Lucas gostaria de dizer que vai buscá-los para passar um tempo juntos e ver seus desenhos, mas já quebrou promessas demais com o garoto. Ele tem razão em estar magoado.

    A despedida é rápida. Luíza é pura empolgação, uma cópia perfeita de Bianca. Mateus parece entediado, carregando seu caderno de desenho, sua caixa de lápis de cor e um boneco do Batman que ganhou do pai no último natal. Parece que o boneco é uma tentativa de manter o pai por perto em momentos como aquele.

    Uma vez sozinho, ele se troca e vai para a delegacia. Hora do trabalho.

    A delegacia é um lugar pequeno, bagunçado e cheio de velharias que são inúteis há pelo menos vinte anos. Quem em sã consciência pensa que é possível trabalhar com máquinas de escrever em plena era dos computadores? Quem foi o idiota que teve a ridícula ideia de achar que trabalhar com computador comprado em 2001 ainda é normal? Não é à toa que a resolução dos crimes é quase um milagre por aqui.

    Depois de cumprimentar o tenente Wagner, ele se enfia em sua sala. Chamar isso aqui de um escritório é um exagero: o lugar é um cubículo com um telefone, um computador jurássico e papéis pregados no mural da parede. Felizmente, Lucas é organizado e mantém o lugar impecável a ponto de saber quando alguém mexe em qualquer coisa ali dentro. Seus colegas aprenderam, às duras penas, que é quase impossível mentir para ele.

    Então é hora do ritual. Lucas liga o computador e se pergunta se vai ser necessário fazer uma macumba para que ele pegue. Enquanto não obtém a resposta, coloca tabaco em seu cachimbo e começa a fumar, enchendo a sala com fumaça. Aproveita e vai até a recepção encher sua caneca com café. Com tabaco e cafeína, é impossível ter um desempenho ruim.

    - Bom dia, Santiago. - cumprimenta Rodrigo, um de seus subordinados.

    Ele olha atentamente para o parceiro. O uniforme está bem alinhado, mas Rodrigo está mancando levemente. Também nota que, ao parar, ele tira um pouco do peso da perna esquerda. Toda semana, Rodrigo joga futebol com os amigos e é um ótimo atacante - que significa ser marcado por qualquer zagueiro para levar muita porrada durante a partida.

    - Jogo violento ontem, não? - pergunta, sem olhar para ele. - Venceram, pelo menos?

    Logo depois, Rodrigo sai dali e vai fazer alguma coisa. Não demora muito e alguém buzina do lado de fora. Na primeira vez, Lucas não atende. Na segunda, resolve olhar pela janela: é Rodrigo. Provavelmente tem algum lugar para investigar. Respira fundo, ajeita a pistola no coldre, confere a munição extra e vai para fora.

    - Muito bem, Rodrigo. - diz, assim que se senta no banco do passageiro. - Para onde vamos hoje?

    OFF:
    Bora pro jogo, Lui! o/
    Animação a mil. Sucesso pra gente!
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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por 1o0oP (Lui) em Seg Jun 08, 2020 8:05 pm



    Lucas entra no carro de seu colega, mas neste momento peculiar uma ideia brota em sua mente, como uma epifania!


    — Sim! Claro! Diz de supetão olhando bem além deste mundo. O amigo com o carro ligado olha estranho para Lucas, pensando consigo: —  Maluco ...


    Mas lucas então sente a necessidade extrema de verificar novamente seus arquivos no computador! O carro ainda está parado e seu colega olhando para ele, confuso.


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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por JTaguchi em Ter Jun 09, 2020 10:38 am

    Lucas pensa por um segundo, lembrando-se dos arquivos no computador. Não sabe porque, mas de repente pensa que precisa urgentemente verificar alguma coisa neles.

    - Rodrigo, espere aqui. Só um segundo. - ele diz, e sai do carro sem esperar resposta.

    Uma vez de volta à sala, ele liga o monitor (por precaução, só desliga o computador quando termina o expediente) e clica nos arquivos, procurando alguma coisa que possa lhe parecer suspeita. Momentos como esse são raros, mas precisam ser respeitados. Muitos crimes já foram resolvidos simplesmente com um momento de inspiração momentânea como este.
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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por 1o0oP (Lui) em Seg Jun 29, 2020 10:37 am




    Lucas vai rolando a rodinha do mouse, e diversas imagens vão passando em sua frente. São imagens relativas aos antigos desaparecimentos. Figuras que mostram registros do último lugar onde cada um dos desaparecidos foram vistos! Conforme os locais vão passando, Lucas imagina um mapa em sua mente, vai desenhando linhas sobre o mapa, e cruzando-as. Pouco minutos depois: Eureka!! Lucas já pode ver as linhas se cruzando numa certa região da cidade! A princípio, é somente um palpite, uma intuição, mas por que não? Talvez os desaparecimentos estejam ligados à um local próximo de onde ocorreram! Não custa dar uma olhada. Ele acessa o seu aplicativo de maps, em seu smartphone, que acredita ser melhor do que o desktop em que trabalha, traça uma rota e volta pro carro. Chegando lá, seu amigo o espera: — O que houve Lucas?



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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

    Mensagem por JTaguchi em Ter Jun 30, 2020 8:33 am

    Lucas olha para a tela do computador de forma obsessiva e frenética, parecendo um viciado. Tira do bolso um bloquinho e caneta e começa a fazer anotações enquanto tenta, ao mesmo tempo, colocar uma localização no mapa em seu smartphone. Embora saiba que o celular funciona melhor que o desktop, é um tanto antiquado e não gosta da ideia de depender de tecnologia em geral. Na sua opinião, a mente continua sendo a melhor arma para realizar um bom trabalho.

    Munido de suas anotações, pistola e localização, ele volta para o carro onde seu colega o espera com uma grande interrogação no rosto. Lucas tem manias que a maioria de seus colegas não entende.

    Rodrigo escreveu:— O que houve Lucas?

    Ele mostra as anotações, sacudindo o bloquinho na frente de Rodrigo.

    - Tive uma ideia. Um palpite. - explica, gesticulando em direção ao volante. - Vamos, toque essa geringonça. Vou te passar a localização. Acho que temos uma ponta solta no caso.
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    Lucas, o Investigador Empty Re: Lucas, o Investigador

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      Data/hora atual: Seg Jul 06, 2020 5:19 am