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    [!ON!] As amizades

    Raijecki
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    Mensagem por Raijecki em Sex Maio 08, 2020 7:12 pm

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    Mensagem por Mystic Stranger em Sex Maio 08, 2020 8:33 pm



    Mackenzie Baker





    Digamos que fazer amizade com Mackenzie é um pouco difícil. E foi assim quando conseguiu seu primeiro amigo, no seu segundo ano na escola de bruxos. Uma amizade um tanto inusitada entre uma Corvinal e um Sonserino.

    Mackenzie era sempre importunada por Charlie, que era muito curioso em relação ao mundo trouxa. E isso acabava o levando a fazer perguntas e mais perguntas. Mas depois de um tempo isso passou a ser divertido para o garoto animado. E Mackenzie não via deverão nenhuma nas gracinhas daquele garoto. Tanto que em um dos seus dias de puro estresse acabou por fazer uma cena daquelas, após ter caído na fonte de pátio com seus próprios pés. Após jogar na cara dele o quanto foi rude e mimado ela o ignorou por dias.

    Num desses dias, Mackenzie estava sendo importunada por outros garotos. Mas com a sorte do destino, Charlie estava lá para ajudá-la a recuperar suas coisas. Já arrependida pelo que fez dias atrás, Mack deu o braço a torcer e pediu desculpas e que começassem do começo.

    XxxxX

    Um ano depois Mackenzie conheceu um grupo de que parecia passar por problemas e a menina mais confiante do que antes, não exitou em ajudar os colegas.

    Como uma pequena heroína ela surgiu entre aqueles que perturbava o outro grupo e com um rápido movimento conjurou um enxame de abelhas, conseguindo com que eles escapassem e corressem de volta ao vilarejo. Onde Tommy convida a todas para o Três Vassouras em forma de agradecimento e comemoração aquela pequena proeza. Entre risadas e copos de cerveja amanteigada,Tommy, Axcelandra e Lykke criaram laços e uma bela amizade.

    E como um privilégio, Tommy e Mack se tornaram uma dupla nas aulas de poções. Eles só não podiam imaginar o que viria acontecer em seguida.






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    Mensagem por Bravos em Sab Maio 09, 2020 11:59 am



    Ekon Mbah






    Estavam na aula de Transfiguração e normalmente Ekon ajudava Lykke no entendimento dos feitiços. Naquele dia, porém, o garoto estava avoado, cheios de pensamentos distantes da aula. A colega da Grifinória o trouxe de volta à realidade, perguntando-lhe o que estava acontecendo. - Eu... Er... Sabe, meus pais são funcionários das maiores instituições bruxas: o Gringotes e o Ministério da Magia. É incrível, nossa, muito prestígio e respeitabilidade... Mas... - Olhou para ela com uma cara que dizia que aquelas palavras empolgadas acerca do ofício dos pais eram uma mentira deslavada.

    - O que eu queria mesmo era jogar quadribol. Sempre quis ser goleiro. Hoje é o dia da inscrição dos novos jogadores. Mas acho que se eu me inscrever, não vou mais voltar atrás com isso. - As pressões que sofrem os adolescentes são difíceis de medir, ainda mais Ekon que por vezes, hesitava no ímpeto de se afirmar, embora fosse bem ciente das suas capacidades. São as incoerências típicas da idade.

    Lykke o aconselhou a ir fundo. Ele não poderia ficar preso à biografia dos pais dele, afinal. O semblante de Ekon se abriu e a partir dali, ele passou a confiar na garota por sua capacidade de pensar com a própria cabeça. Mais tarde naquele dia se inscreveu para goleiro. Isso aconteceu há dois anos. Hoje, Lykke o ajuda com a matéria de Adivinhação, que ele é um zero à esquerda.


    Ekon estava na orla da floresta, sozinho, a noite. O motivo era um tanto quanto inusitado. Na Inglaterra não era tão comum, embora alguns o fizessem. Mas na Nigéria era bastante e a família trouxe essa prática: fumo bruxo! Claro, não era incentivado para os mais jovens, mas Ekon surrupiou uns charutos do pai naquele ano e estava treinando fazer as formas na fumaça.

    Ele ia para floresta fazer isso para não ser notado. Mas de repente alguém vinha se aproximando. Ele apagou o charuto e meteu-o no bolso. Era Charlie. Ele parecia transtornado com algo. - Opa... - Mas ele demorou a responder e quando respondeu, falava de seus pais. Que não os conhecia e que só tinha aquela lembrança dele. - Nossa... Então você não sabe realmente nada além dessas fotos? Quem o criou? Eu sinto muito.

    Ficou ainda sem saber o que fazer e então sugeriu: - Talvez encontrando pessoas das fotos e perguntando sobre seus pais você descubra algo, não? - E como pensou que ele já deveria ter pensado nisso várias vezes, emendou, sem saber ao certo se poderia manter aquela palavra: - Talvez eu possa até te ajudar nisso, futuramente. - Deu-lhe dois tapas no ombro. Quem sabe ele se animasse assim...?






    Khaleesi
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    Mensagem por Khaleesi em Sab Maio 09, 2020 3:50 pm



    Lykke Lorenhal




    O começo da jornada de Lykke em Hogwarts não foi das melhores, crédito sendo dado a dois pequenos obstáculos: primeiro, a bruxa se viu tendo que aprender matérias difíceis sobre assuntos que ela sequer sonharia que existiam; segundo, tinha de fazer o seu melhor pra aproveitar o tempo livre sem possuir qualquer laço de amizade com outros alunos, o que geralmente resultava em horas na biblioteca tentando corrigir o primeiro problema.

    Embora o segundo problema pudesse parecer um pouco mais complicado, antes que pudesse perceber, Lykke havia se cercado com algumas poucas, mas sinceras, amizades. O grupo incomum se formou de forma natural, juntando algumas relações aqui e ali pra formar um time único de “excluídos talentosos”.

    Foi no segundo ano escolar que a garota pareceu realmente aflorar. Trocou estudos com Ekon, um sonserino surpreendentemente amistoso, que eventualmente confiou nela para lhe aconselhar sobre o futuro.

    - Mas Ekon, se você não seguir seus sonhos, ninguém vai segui-los por você! – disse, pausando brevemente para pensar em como convencê-lo, mas logo continuou – Minha mãe queria que eu fosse en melker, sabia? É tipo uma mungidora. Eu também adoraria isso e tal, ordenhar cabras deve ser muito legal, mas hoje em dia acho que Auror combina mais comigo. – ela se perde por um curto momento, sorrindo ao se imaginar retirando leite de uma grande norsk melkegeit – Foi um choque pra ela, obviamente, mas saiba que agora ela me apoia completamente.

    Continuaram conversando e no fim, estranhamente, pareceu funcionar. Desde então, Lykke apreciou bastante a companhia que o garoto lhe fazia em aulas que antes pareciam tão maçantes. O respeito parecia ser mútuo.

    Também no fim do mesmo ano, se aproximou de sua colega de classe Axcelandra, depois que a mesma defendeu Lykke contra alguns insultos. Lados opostos da mesma moeda, as bruxas acabaram se mesclando muito bem, tendo entrado em Hogwarts no mesmo ano, já estavam acostumadas com a presença uma da outra.

    Com o tempo, Lykke conheceu Charlie, Mackenzie, Reynard e Thomas. Juntos, tinham o costume de tomar cerveja amanteigada para relembrar a excursão que havia oficialmente juntado o grupo. Embora Lykke sempre se pronuncie sobre não gostar do sabor, que de acordo com ela era amanteigado demais, só precisou responder uma vez o porquê de beber mesmo assim.

    - Pelo sentimento, é claro. - disse um dia, quando questionada, em tom exasperado - Tomar esse bloco de açúcar disfarçado de bebida me trás tooodos os tipos de memórias boas. Dá até uma nostalgia né?






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    Mensagem por Hylian em Dom Maio 10, 2020 1:17 pm





    Charlie Thorps


    Nuwanda





    @Radiomancer


    Charlie pouco tinha contato com os trouxas, até menos do que ele realmente gostaria de ter. Isso porquê ele tinha certa fascinação por tal cultura e o método como sobreviviam a vida sem um pingo de magia para lhes ajudar, isso era simplesmente inacreditável em sua opinião. Mas ainda que tivesse tanto interesse no mundo oposto, ele não podia deixar de cultivar certos preconceitos que adquirira ainda na infância baseados na sociedade fechada, limitada e egocêntrica que lhe dera boas vindas em sua chegada ao mundo.

    Não fazia parte da personalidade do Sr. Thorps se meter em brigas, muito menos brigas de trouxas, até por que ele pouco conhecia sobre o assunto. Bruxos não viam com bons olhos tal tipo de conduta, muito menos no Reino Unido, reino este que o Sr. Thorps fazia parte. Charlie tivera que brigar contra o orgulho, o sentimento ferido e a animação de ter participado por fim de um momento inteiramente trouxa, ou como sua avó costumava dizer “delinquentes”.

    Charlie se divertiu com a exigência do professor para que Reynard pedisse por desculpas, após o ato repudiado e inconsequente que havia feito. –
    Eu não te desculpo, por que em realidade tanto faz para você as minhas desculpas ou não, mas te aviso que... – seu aviso fora abafado pelo aviso ainda mais autoritário do professor. Em geral, Charlie não costumava a obedecer ao corpo docente, com grande exceção de apenas um em questão, mas ele nunca revelara o porquê de abaixar sua cabeça em manifestação de profundo respeito apenas a um único individuo morador de todo o castelo.

    Thorps assistiu o seu colega e também atacante sair correndo pelos corredores, sentiu vontade de ir atrás, mas fora interrompido por seus colegas que muitos desgostaram da situação, outros acharam emocionante como os sujeitinhos de sangue misturados se defendiam. Aqueles eram termos que em realidade Charlie não costumava usar, mas não podia dizer o mesmo pelos colegas e amigos que o rodeavam.

    Edward, um aluno da sonserina também do mesmo ano aproximou-se de Charlie com os punhos cerrados, o olhar faminto por vingança e cochichou –
    Só dizer a hora e o local, a gente acaba com esse...

    Relaxe! – respondeu Charlie com o olhar fixo no corredor que Reynard correu.

    Charlie assomou-se sem delongas pelo corredor quando conseguiu despistar os colegas e amigos de casa. Ele iria atrás daquele que feriu seu orgulho sozinho, afinal não precisava de muitos para isso, mas abaixou completamente a guarda quando se aproximou de um Reynard entristecido quase aos prantos. Ele nada entendeu sobre a oração em um idioma que ele nunca ouviu na vida, seria árabe?

    Está invocando você-sabe-quem? – perguntou trazendo um sorrisinho sarcástico no canto de sua boca. Charlie não podia deixar de trazer certa graça as insuportáveis e monótonas histórias do tal salvador do mundo.






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    Mensagem por Lnrd em Dom Maio 10, 2020 8:08 pm



    Axcelandra Maverickson





    Havia um abismo entre fazer uma pergunta e aceitar a resposta. Ainda mais quando quem acusa pressupõe a culpa do interrogado. “Você foi o responsável por essa estratagema diabólico?”, questionava a autoridade daquela sala. “Ande, Thomas Thompson”. Não precisava mencionar nome e sobrenome, mas a sonoridade daqueles “ts” todos permitia quase cuspir aquelas palavras. “Confesse!”.

    A coisa toda fora uma peça pregada por sabe-se lá quem. Na verdade, desconfianças havia muitas, mas forma alguma de provar. “Isso é coisa daqueles garotos, certeza!”, pensou a menina, com um dedo de raiva.

    Única outra pessoa presente no ambiente vazio, Axcelandra testemunhava o interrogatório com uma sobrancelha soerguida. Ela tinha o álibi de ter passado a tarde na enfermaria por conta de um envenenamento acidental e pegara uma “carona” na saída, uma caminhada na qual tirava dúvidas “bobas” de novata em Hogwarts com alguém que já lecionava lá fazia anos e provavelmente sabia todos os tipos de magias imagináveis. Poderia apenas seguir calada, não se intrometendo na situação constrangedora.

    Mas aquilo a estava incomodando. Adultos achavam que sempre tinham a razão, que crianças eram estúpidas e insolentes. Ela sempre tentara se intrometer nos assuntos “de gente grande”, curiosa com o trabalho do pai no ministério ou com os assuntos estranhos que a mãe conversava com todo o tipo de gente esquisita, acabando sempre enxotada. “Você é muito pequena pra entender. Vá brincar com suas coisas...”.

    Foi então que decidiu-se por intervir. Diziam que ela tinha um “talento” natural para o convencimento, então decidiu pô-lo à prova.

    Me... me desculpa”, começou, “mas achei que demoraria pra começarmos a fazer poções avançadas...”, e o “achei” era uma maneira menos direta de dizer “você falou no primeiro dia de aula”. Confrontar alguém do corpo docente seria uma grande ousadia pra uma “criança”, mas ela sabia ser bem “abusada”.
    - ... e, bem... olha a cara de paspalho de garoto! Eu não acho que ele conseguiria fazer isso nem que se esforçasse muito, sinceramente... .

    A cartada era questionável, uma saída pouco honrosa. Mas quem ligava, desde que fosse eficiente?
    - Além do mais... – disse, fazendo um gesto com a mão para que pudessem falar um pouco mais próximo, em voz ligeiramente mais baixa, apesar de não ter sido o suficiente para que Thomas não escutasse –... ouvi dizer que o avô dele não é muito bem da cabeça. Essas coisas são de família, sabe? Não duvidaria nada se ele tivesse algum problema de inteligência... .

    Aquilo era cruel. Muito cruel de se dizer, uma jogada deveras baixa.
    A garota era definitivamente venenosa.

    ###

    Talvez fosse o cabelo azul, talvez fossem as encaradas que Thomas distribuía, talvez fosse a tentativa de se enturmar com todos naquele primeiro ano de Hogwarts, mas a culpa de uma brincadeira de mal gosto estava sendo imputada a ele. Ele sabia quem havia espalhado a alcunha... ele estava lá, inclusive riu sem achar graça, e isso o irritou profundamente, mas também o fez acreditar ser merecedor daquela advertência. Sabia que contar a verdade não seria o suficiente para um adulto acreditar.

    Fazer amizade com pessoas babacas tinha um preço que tão logo foi cobrado, já em seu primeiro ano. Aquele evento o fez perceber que não podia ser inocente, e que devia estar um passo a frente de possíveis algozes. O fez querer dar o troco. Ninguém sairia ileso.

    Então, houve a interferência de Axcelandra, de uma maneira nada sutil, extremamente ofensiva, mas que o fez se livrar das acusações. Assim que se afastaram dos professores ele disse – Você não é melhor que os idiotas que inventaram seu apelido, e não espere um agradecimento. Na verdade, não sei por que se intrometeu – esbravejou.

    Enquanto terminava seu pequeno “sermão”, percebeu a rápida química/amizade que seu furão fêmea Starlight teve com Nostradamus, o que o fez mudar de ideia quanto a “nunca mais trocar palavras com aquela garota”. Ele respirou fundo, juntando calma, e complementou – eu sei quem inventou seu apelido, e foi a mesma pessoa que me colocou nesta enrascada. Eu estava junto e não fiz nada a respeito, então também foi minha culpa, mas... mas você realmente tem uma “língua de cobra”! – e agora deu um meio sorriso. – Podemos unir forças e fazer a pessoa se arrepender de ter feito isso, o que você acha? – e estendeu a mão para um cumprimento.

    ###

    Axcelandra acompanhou tudo muda e tão imóvel quanto uma peça de xadrez esperando o próximo movimento. Sabia que o melhor era deixar o garoto terminar de extravasar o que estivesse sentindo, afinal, havia enfiado o dedo no que era claramente um chaga. Não havia como desfazer o malfeito.

    Chegou a fazer como se pretendesse dizer algo, mas voltou a fechar a boca, mantendo-se como um túmulo.

    A atenção – e algo da tensão – daquele encontro foi dissipada quando os familiares, inocentemente ou não ignorando todo o ocorrido, deram por começar a cheirar e a brincar um com o outro. Foi aí que escutou o novamente o menino se abrir sobre todo aquele "imbróglio".

    Encarou a mão dele e de novo o rosto, antes de finalmente voltar a soltar a língua.
    - Desculpa – Disse ela, parecendo sincera –. Não era minha intenção que escutasse o final – Não havia como negar o que tinha feito, mas não era o tipo de "brincadeira" que costumava fazer.

    E, com aquilo, apertou a mão dele, aceitando o trato.

    Porém, depois de uma pequena pausa, completou num tom de monólogo interno, como se refletisse alto para si mesma... que não deixava de ter um algo de cômico.
    - Você sabe, eu não sou nem Son-se-ri-na pra esse tipo de coisa – e encarou-o com um sorriso de canto de boca. Nada como uma piada sobre as casas pra quebrar o gelo... ou começar outra briga.






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    Mensagem por Radiomancer em Seg Maio 11, 2020 9:34 am



    Reynard






    O transtornado garoto de 10 anos ouvia o que aquele que tinha agredido falava. Seus olhos marejados não escondiam o fato dele ter demorado alguns segundos pensando no que ia dizer. Estava na ponta da língua, mas desapareciam como açúcar na boca. "M-me d-desculpe. V-você ''podeia'' t-t-ter ''murrido''." - era nítido como o seu inglês era ainda precário e o seu pesar não ajudava muito, mas a sua mensagem estava ali. O menino Rey tentava olhar para os lados, tentando esconder seu arrependimento, mas o seus pulmões se enchiam dessa atmosfera pesada e anciã desse castelo. "Não v-vai acont-tecer nova-a-amente." - dizia o ressentido ao agredido, tentando fugir dali para o mais longe possível. Com o pânico atacando seus pensamentos, deixando sua mente mais conturbada, ele não sabia o que fazer além de congelar e esperar o medo passar. Reynard estava rendido.






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    Mensagem por Shmul em Seg Maio 11, 2020 10:23 am



    Thomas Thompson





    @Lnrd

    Havia um abismo entre fazer uma pergunta e aceitar a resposta. Ainda mais quando quem acusa pressupõe a culpa do interrogado. “Você foi o responsável por essa estratagema diabólico?”, questionava a autoridade daquela sala. “Ande, Thomas Thompson”. Não precisava mencionar nome e sobrenome, mas a sonoridade daqueles “ts” todos permitia quase cuspir aquelas palavras. “Confesse!”.

    A coisa toda fora uma peça pregada por sabe-se lá quem. Na verdade, desconfianças havia muitas, mas forma alguma de provar. “Isso é coisa daqueles garotos, certeza!”, pensou a menina, com um dedo de raiva.

    Única outra pessoa presente no ambiente vazio, Axcelandra testemunhava o interrogatório com uma sobrancelha soerguida. Ela tinha o álibi de ter passado a tarde na enfermaria por conta de um envenenamento acidental e pegara uma “carona” na saída, uma caminhada na qual tirava dúvidas “bobas” de novata em Hogwarts com alguém que já lecionava lá fazia anos e provavelmente sabia todos os tipos de magias imagináveis. Poderia apenas seguir calada, não se intrometendo na situação constrangedora.

    Mas aquilo a estava incomodando. Adultos achavam que sempre tinham a razão, que crianças eram estúpidas e insolentes. Ela sempre tentara se intrometer nos assuntos “de gente grande”, curiosa com o trabalho do pai no ministério ou com os assuntos estranhos que a mãe conversava com todo o tipo de gente esquisita, acabando sempre enxotada. “Você é muito pequena pra entender. Vá brincar com suas coisas...”.

    Foi então que decidiu-se por intervir. Diziam que ela tinha um “talento” natural para o convencimento, então decidiu pô-lo à prova.

    Me... me desculpa”, começou, “mas achei que demoraria pra começarmos a fazer poções avançadas...”, e o “achei” era uma maneira menos direta de dizer “você falou no primeiro dia de aula”. Confrontar alguém do corpo docente seria uma grande ousadia pra uma “criança”, mas ela sabia ser bem “abusada”.
    - ... e, bem... olha a cara de paspalho de garoto! Eu não acho que ele conseguiria fazer isso nem que se esforçasse muito, sinceramente... .

    A cartada era questionável, uma saída pouco honrosa. Mas quem ligava, desde que fosse eficiente?
    - Além do mais... – disse, fazendo um gesto com a mão para que pudessem falar um pouco mais próximo, em voz ligeiramente mais baixa, apesar de não ter sido o suficiente para que Thomas não escutasse –... ouvi dizer que o avô dele não é muito bem da cabeça. Essas coisas são de família, sabe? Não duvidaria nada se ele tivesse algum problema de inteligência... .

    Aquilo era cruel. Muito cruel de se dizer, uma jogada deveras baixa.
    A garota era definitivamente venenosa.

    @Shmul

    Talvez fosse o cabelo azul, talvez fossem as encaradas que Thomas distribuía, talvez fosse a tentativa de se enturmar com todos naquele primeiro ano de Hogwarts, mas a culpa de uma brincadeira de mal gosto estava sendo imputada a ele. Ele sabia quem havia espalhado a alcunha... ele estava lá, inclusive riu sem achar graça, e isso o irritou profundamente, mas também o fez acreditar ser merecedor daquela advertência. Sabia que contar a verdade não seria o suficiente para um adulto acreditar.

    Fazer amizade com pessoas babacas tinha um preço que tão logo foi cobrado, já em seu primeiro ano. Aquele evento o fez perceber que não podia ser inocente, e que devia estar um passo a frente de possíveis algozes. O fez querer dar o troco. Ninguém sairia ileso.

    Então, houve a interferência de Axcelandra, de uma maneira nada sutil, extremamente ofensiva, mas que o fez se livrar das acusações. Assim que se afastaram dos professores ele disse – Você não é melhor que os idiotas que inventaram seu apelido, e não espere um agradecimento. Na verdade, não sei por que se intrometeu – esbravejou.

    Enquanto terminava seu pequeno “sermão”, percebeu a rápida química/amizade que seu furão fêmea Starlight teve com Nostradamus, o que o fez mudar de ideia quanto a “nunca mais trocar palavras com aquela garota”. Ele respirou fundo, juntando calma, e complementou – eu sei quem inventou seu apelido, e foi a mesma pessoa que me colocou nesta enrascada. Eu estava junto e não fiz nada a respeito, então também foi minha culpa, mas... mas você realmente tem uma “língua de cobra”! – e agora deu um meio sorriso. – Podemos unir forças e fazer a pessoa se arrepender de ter feito isso, o que você acha? – e estendeu a mão para um cumprimento.

    @Lnrd

    Axcelandra acompanhou tudo muda e tão imóvel quanto uma peça de xadrez esperando o próximo movimento. Sabia que o melhor era deixar o garoto terminar de extravasar o que estivesse sentindo, afinal, havia enfiado o dedo no que era claramente um chaga. Não havia como desfazer o malfeito.

    Chegou a fazer como se pretendesse dizer algo, mas voltou a fechar a boca, mantendo-se como um túmulo.

    A atenção – e algo da tensão – daquele encontro foi dissipada quando os familiares, inocentemente ou não ignorando todo o ocorrido, deram por começar a cheirar e a brincar um com o outro. Foi aí que escutou o novamente o menino se abrir sobre todo aquele "imbróglio".

    Encarou a mão dele e de novo o rosto, antes de finalmente voltar a soltar a língua.
    - Desculpa – Disse ela, parecendo sincera –. Não era minha intenção que escutasse o final – Não havia como negar o que tinha feito, mas não era o tipo de "brincadeira" que costumava fazer.

    E, com aquilo, apertou a mão dele, aceitando o trato.

    Porém, depois de uma pequena pausa, completou num tom de monólogo interno, como se refletisse alto para si mesma... que não deixava de ter um algo de cômico.
    - Você sabe, eu não sou nem Son-se-ri-na pra esse tipo de coisa – e encarou-o com um sorriso de canto de boca. Nada como uma piada sobre as casas pra quebrar o gelo... ou começar outra briga.

    @Mystic Stranger

    As rusgas do primeiro ano envolvendo Tommy e Axcelandra contra o grupinho de alunos desagradáveis perdurou por todos os anos que se seguiram em Hogwarts, se entendendo além dos perímetros do castelo, chegando até em Hogsmeade.

    Conforme os anos foram passando, mais o grupo de amigos crescia, tanto é que o evento envolvendo Lykke e Axcelandra foi apenas mais um dos momentos de confronto, e marcou a entrada de uma nova integrante.

    Foi no começo do terceiro ano, durante uma das excursões pra fora do castelo que o trio (Thomas, Axcelandra e Lykke) foi emboscado por seus cinco arque-inimigos. Desprevenidos, os três amigos foram forçados a se distanciar do vilarejo, para posteriormente serem Bullynados. Por ventura, uma garota introvertida contemplava calmamente a paisagem da região, e pode perceber ao longe a situação que ocorria.

    Devido aos seus estudos e dedicação, Mackenzie tinha um vasto repertório para um bruxo de terceiro ano, e não deve dificuldade de arquitetar um plano para livrar os outros.

    Depois de salvos, os quatro foram até o Pub Três Vassouras e saborearam uma deliciosa cerveja amanteigada e porque não um “Mack” n’ cheese. (zueira. hahahahaha). Eventualmente ele convidou Mack para ser sua dupla nas aulas de poção.

    Para a infelicidade de todos, as aulas de poções eram junto de seus “rivais”, e Thomas não soube em um primeiro momento se foi por descuido ou uma sabotagem de terceiros, mas a adição do último ingrediente da fatídica poção deu muito ERRADO!

    @Shmul

    Mack se lembrava muito bem quando conheceu Tommy e seus amigos. Eles se encontravam em uma das situações que ela mais odiava no mundo, estava frio e aqueles garotos eram o cúmulo dos idiotas. Mas ficará feliz, pois podia usar um encanto que aprenderá recentemente.

    Chegará de surpresa, entrando na frente de Tommy & Cia. - Abelharus! - ela havia conjurado um enxame de abelhas na direção dos garotos, que logo começaram a correr para longe, enquanto que ela fazia sinal para que seus cumprisses corresse para o lado oposto. Aquele dia fora realmente muito engraçado, acabaram indo comemorar com alguns copos de cerveja amanteigada no pub três vassouras, ganhou novos amigos inesperados e um dupla para as aulas de poção.

    Sabendo que aquela pequena travessura contra os garotos que adoravam prática bullying pela escola, podia se voltar contra ela e os novos amigos mais tarde. Ela andava mais atenta, mas naquele fatídico dia Mack não fora tão focada a sua volta. Ela disse para tomar cuidado, Tommy estava ciente disso. Mas, algo havia sido mudado e Mack ficou completamente em choque quando viu a grande labareda e o rosto de Tommy através dela.






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    Mensagem por Hylian em Seg Maio 11, 2020 5:26 pm





    O Covil dos Dragões


    Excitare DRACO!







    O Coven era um lugar misterioso e sorrateira, na verdade era aquele típico lugar que ninguém jamais imaginasse que pudesse ter existido ou ainda existir nos dias atuais. Isso porquê mais de quinhentos anos se passaram e não se houve quaisquer indícios de que realmente existisse, nem mesmo mitos ou rumores eram passados a diante, talvez tivesse morrido com as gerações seguintes. Uma hora a verdade do passado passa a ser lenda e sua credibilidade se vai juntamente com a necessidade de se acreditar que um dia existiu.

    Os seis quartanistas não descobriram os prazeres do então chamado Covil do Dragão ao mesmo tempo, cada um sentiu ter sido escolhido pelo acaso, ou o destino que pairava sobre eles com um legado inimaginável e, por alguma estranha razão, todos eles foram levados a sua maneira e tempo aquele lugar frio, sujo e nada aconchegante nas profundezas das masmorras. Era possível escutar com clareza os barulhos típicos do fundo do grande lago negro e, as vezes, o canto dos sereianos atravessava as grossas paredes de pedra e o Covil era agraciado com tal melodia.


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    O lugar não possuía iluminação nenhuma e os seis aventureiros tiveram a impressão de que não se havia feito uma faxina ali talvez nos últimos quinhentos anos, o que reforçava a veracidade da história escrita em um diário antigo de folhas amareladas que eles encontraram certa vez quando infringiam as regras adentrando a área restrita da biblioteca sem permissão.


    [!ON!] As amizades L5H5zS9


    Era difícil dizer o real tamanho do lugar, devido a pouca luminosidade, mas era um salão enorme coberto por palha e pequenos gravetos por todos os cantos, alguns móveis antigos corroídos pelo tempo. Eles encontraram uma mesa redonda no centro do Covil e sobre ela jazia um pequeno baú velho que logo descobriram ter sido trancado com magia e não adiantava se cansarem de usar “Alohomora” ou qualquer outro feitiço conhecido que pudesse abrir ou romper o lacre mágico. Havia na base da caixa de tesouros os seguintes dizeres:  

    “O Covil dos Dragões

    Aqui deixo minhas ultimas lembranças e o que sobraram desta.  Como ultimo respiro, selarei os nossos bens mais preciosos e assim como os dragões levantarei minhas asas em busca dos meus sonhos. Aqui deixo também um agradecimento a todos que fizeram parte:



    Ao Rabo-Córneo que me ensinou o valor da Justiça;
    Ao Dragão-Negro que me ensinou o valor da Sabedoria;
    Ao Meteoro-Chinês que me ensinou o valor da Sinceridade;
    Ao Dente-Víbora que me ensinou o valor da Esperança;
    Ao Olho de Opala que me ensinou o valor da Inocência;
    Ao Dorso-Cristado que me ensinou o valor da Coragem;
    Ao Barriga de Ferro que me ensinou o valor da Introspecção.


    Quando sete varinhas distintas tocassem sobre o baú, seis vozes clamassem por seus guardiões, então a mágica teria efeito e a caixa revelaria seu interior..."


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