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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Qua Fev 24, 2021 9:52 pm








    Não bastava ser a pior noite da vida dele, o resto todo tinha também que ser infernal, ou era infernal porque ele era o problema? Não dava pra dar uma resposta real pra aquela pergunta.

    Ele pensou que ganharia um tempo quando tivesse estacionado, mas já tinham quatro caras de olho nele, o cheiro deles nem enganava, nem ali ele conseguia ficar em paz.

    - Guerra fria é? - ele só comenta, nem fazia questão mesmo que o sujeito respondesse, mas a verdade é que ficava mais tranquilo com a presença do uratha ali. Ele dá uma risada de nervoso - Eu só cheguei na cidade, tem quatro caras me mirando, fui xingado três vezes e um taxista filho da puta quase arrancou meu retrovisor… Acolhedor. - dá pra ver o descontentamento e o cansaço nele, assim como o sarcasmo na voz.

    Ele junta os pacotes das porcarias que tinha trazido na viagem pra comer e soca tudo dentro de uma sacola plástica fazendo uma maçaroca de embalagens que ia parar na lateral do banco do motorista. - Sobe aí. - Ele espera o sujeito entrar e começa a acelerar.

    - Já lidei com gente pior, mais de um e com gente que valia mais de quatro. - Não tem orgulho nenhum na voz por aquilo, há tempos atrás haveria, mas não mais. Mas ele nem ia negar que tava desconfortável com a situação.

    - Então vai ficar escondendo o nome ou vai me dizer pelo menos como te conhecem? - a pergunta sai trivial e Connor estende a mão pro sujeito, mas brevemente, ela volta pro volante após um cumprimento rápido, ou não.

    Quando ele chega no próximo sinal parado ele pergunta - Então, pra onde?
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    Mensagem por Wordspinner Sex Fev 26, 2021 1:59 pm

    "Esses putos tão junto com os puros. Mas não são nem um pouco moles." Ele diz dando a volta no carro. "Guerra fria nada, pisa fora da linha e eles te esquentam. Eu não piso fora. Os desgraçados são leais e cumprem a palavra." Ele ajeita o chapéu e indica o caminho enquanto manda um dedo de novo para eles. "Uma manhã calma então. Sorte que ainda da tempo de agitar as coisas."

    "Falaram que tu era um machão falador com a boca maior que o braço. Eu aposto meus bagos que aqueles putos ali te metem num monte de sache de comida de cachorro. Me chama de fumaça qui. Racista? É sim. Mas é meu nome." Ele aperta a mão de Connor. "Vai seguindo reto por enquanto e eu vou indicando." Ele fala olhando pela janela. Aqui e ali ele xinga alguém ou cumprimenta uma pessoa. Uma vez ou outra ele empurra ou puxa o braço de Connor para esquivar de um taxista ou outro barbeiro.

    --

    Os dois entram por um túnel e lá pegam uma virada no escuro lá dentro. Cones separavam o lugar como uma área em construção. Alguns equipamentos largados ali. "Era pra ser uma estação de metro aqui e eles iam ligar com os ônibus. Deu alguma coisa errada e a gente tá ficando com o lugar." A única luz era a dos faróis e quando eles iluminam as duas pessoas ali dentro elas parecem ter descolado da parede. Fumaça mete a mão no cursor do farol para apagar. "Bora, chegamos garoto." Ele desce do carro e começa a falar em alguma outra língua com eles. "Relaxa irmão, é que o Frances não gosta de ingleses. Mó otário. Ele fica de putaria pra falar, mas ele entende o que a gente fala." Em segundos a visão de Connor se acostuma com a escuridão. Não dá para ver nada mesmo assim. A garota que estava ali acende um cigarro e então tudo parece mais visível. Ela passa um para o outro cara, um sujeito tão alto quanto ela era baixa. Ele diz alguma coisa em algo que deve ser francês e anda na direção do carro. "Ele te ajuda com as malas." A voz dele estava em outro lugar. Estava na frente de uma porta que se abre deixando mais luz entrar.

    --

    Do lado de dentro o lugar era muito simples. Uma parede cheia de computadores, eletrônicos e um monte de fios. Um sofá longo de couro cheio de almofadas. As luzes são todas leds coloridos nas paredes. Um aparelho de ar condicionado no canto ao lado de uma geladeira. O lugar era todo de concreto. Uma escada bem aberta levava a obra inacabada de uma estação de metro. Um grande buraco quadrado era uma janela para a escuridão. "Aqui na mesa." Fumaça aponta para a única mesa no lugar onde mal caberiam quatro pessoas. "São anões?" Ela pergunta. Ela é quase uma anã. Definitivamente não passa de 1,50 e se passa não chega a 1,60. O cabelo colorido em cima do rosto branco demais. Ela fica na ponta dos pés para ver melhor as bolsas. Ela se veste como uma mistura de punk com gótica. "Dona, não chama os outros de anão cara. Não pede." A voz dele era cheia de humor.
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    Mensagem por Ankou Sex Fev 26, 2021 3:13 pm








    - É dá pra ver… Ashenga filhos da puta! - O descontentamento piorava visivelmente, impossível não se preocupar com Dover, mesmo que fosse ex-casa agora. Ele escuta sobre a honestidade dos sujeitos, mas não retruca, apenas em seguida - Não, definitivamente não, nada de agitar nada por hoje, to só o pó, só quero terminar isso e tirar uma soneca. - aquela ideia sim, parecia no mínimo animadora.

    Ele não consegue conter o sorriso quando o cara fala que os caras conseguiram derrubar ele como se estivesse pronto pra provar o contrário, mas não retruca - Fumaça? Ok. Tu não parece do tipo que fica doido com essas coisas, é um nome legal. Você deve ser um caçador ardiloso, certeza. - Todo mundo tinha o amigo negão que tinha apelido de Negão, o racismo tava mais na intenção do que nas palavras pelo menos Connor pensava assim.

    Ele segue com o carro, ainda se acostumando com o trânsito turbulento de Londres, prestando atenção com as “dicas” de Fumaça.

    Ele chega no lugar prestando atenção aos detalhes, a história e aos sujeitos, não questiona nem pergunta nada, parece um gigante mudo por um tempo, até que ele fala alguma coisa em russo, inteligível parecendo um monte de Ps e Rs, mas ele traduz em seguida com um sorriso no rosto - Então o francês deve odiar só metade de mim. - ele estende a mão pro sujeito e cumprimento de qualquer forma, mesmo que não esperasse polidez nenhuma dele.

    Ele repete o gesto com cada um deles. - Connor. - ele diz se apresentando e segue com a mala mais pra dentro olhando todos aqueles computadores, não sabia reconhecer a diferença de uma placa mãe e uma placa de vídeo, só sabia que eram coisas diferentes com nomes diferentes.

    Ele joga a mala com os coitados no pino de madeira sobre a mesa e abre - Não eram quando eu encontrei. - Ele engaja no humor bizarro dos dois. - Eu encontrei eles já estavam desacordados, foi uma merda com eles em Dover, desabaram literalmente um prédio subterrâneo na cabeça deles, eu e uns amigos precisamos cavar um monte pra desenterrar esses merdas, tive que fazer umas aparas pra tirar eles de lá. - Pronto agora eles tinham a história, mas Connor não ficou contente - Eu sei que a curiosidade matou o gato, mas pra que diabos você quer essas coisas? Estudar como os poderes deles funcionam? Se os bracinhos voltam? - a pergunta era relaxada sem pressão alguma, afinal aquilo nem era da conta dele.

    - Bem sobre o acordo… Temos algo a discutir? Achei que Amy já tinha te informado de tudo, os lambe-lambe pra sumir com as imagens do meu chegado. - Ele olha pro lado pra aquele monte de computadores - É certeza que você tem os equips certos e um monte de bons acordos do lado de lá. O segundo fica de gesto de boa vontade, sobressalente pra você fazer o que quiser, eu vou precisar me instalar de alguma forma na cidade, vou precisar de boa vontade também. - ele mantém o olhar fixo em Fumaça esperando alguma resposta.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Mar 02, 2021 4:23 pm

    "Menos ardiloso do que eu gostaria, parsa. Mas depois que a gente resolver isso te arranjo um canto pra desabar hoje. Melhor do que tu dar mole por aí. Essa cidade tá em guerra a tantos anos com tanta coisa diferente que eu nem imagino como é a paz." Ele fala sem seriedade nenhuma. Se ele começasse a rir logo depois Connor ia acreditar que é tudo mentira.

    Quando Connor fala em Russo o Francês o olha com desgosto evidente, como se tivessem vomitado nele. Mas não diz nada. A garota dá um tapinha na mão do rahu. "Encantada. Pode chamar de Dona." Ela brinca com o cigarro na boca enquanto fala. A fumaça era fedida e ácida. O homem alto só ignora o cumprimento do recém chegado. "Relaxa, ele só um cuzão porque não te conhece. Depois ele arranja um bom motivo pra te odiar também." Ela mostra os dedos do meio para ele e levanta o cigarro junto com os lábios. Ele só balança a cabeça.


    "Porra eu ouvi essa história, tu tava lá? Como foi isso?" Fumaça empurra a cabeça dela com um dedo e ela reclama, mas deu pra ver que não se machucou. "Presta atenção cara, ele achou os malucos já no sono. Meu parsa, a gente precisa saber como os caras funcionam. O que fortalece eles. O que enfraquece. Que porra a gente pode meter no sangue de alguém pra foder esses putos. Pegou a visão?" O francês alguma coisa em outra língua e a vez de Fumaça levantar o dedo do meio para ele sem nem olhar. "Amy passou a parada. Alexia, bota 'O otário vacilão' na tela grande." Um dos monitores que nem é o maior começa a passar imagens do Franco levando o tiro. "Essa parte tá suave. Eu dou descarga nessa merda aí. Mas como você disse tu trouxe dois e eu to pagando por um. " Dona começa a falar por cima dele "Aí, cês vem todos para cá? Eu adoraria dar uma de Dona nesse palhaço do vídeo, meter nele na linha." Fumaça coloca a mão na cabeça dela e isso faz ela parecer uma criança inconveniente.

    "Eu te arranjo um canto enquanto precisar. Ela não sabe o que tá falando não." Ele coloca a mão em uma das estacas e ela cala a boca. Connor acha que sabe o porque. Provavelmente ela sentiu o mesmo frio na espinha. "Vai passar a parada pra um pen drive Dona. Depois cê fala de putaria com a carne nova." Ela sai resmungando. Ela fala baixo, mas naquele silêncio tenso é fácil de ouvir. "Deve caber meu braço todo nele..."

    Quando a mão do homem deixa a estaca de madeira Connor respira aliviado. Não precisava de um vampiro para completar o bolo de merda. "Por enquanto pega suas paradas e pode descer pela escada, lá embaixo a gente tem uns espaços pra uma soneca de emergência. Enquanto isso eu limpo a parada e quando cê acordar tem comida nas maquinas, se não tiver notas é só dar um tapa que cai." Ele fecha as bolsas e vai na direção dos computadores.



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    Mensagem por Ankou Ter Mar 02, 2021 6:04 pm








    - Agradecido. - Ele responde sem cerimônia, tava cansado, precisava daquela soneca eventualmente. - Guerra, é isso que é, o tempo todo… - ele reclama sem objetivo, só por estar irritado.

    --

    O sorriso de Connor se alarga quando o francês o olha pior ainda ao tempo que aceita com aprovação o cumprimento de Dona - É bom ele entrar na fila, tem um monte de gente me odiando nesse exato momento. - devia ter alguma animação, mas ela não existia de verdade.

    Ele olha sério pros dois perto da mesa quando o assunto se tornam os vampiros - Eu não sei muito sobre esses caras, sei que eles controlam as pessoas, sei das estacas e sol, e essa parada aconteceu há uns dois anos, e tinha um deles lá soterrado ainda ativo, como? Não sei. Achei que sangue fosse combustível pra eles, mas pode ser que seja só senso comum… Eu sei que o pessoal de Dover não se estressava com eles, até descobrirem um puteiro sanguinário ou algo assim, aí sim explodiram a porra toda, mas antes, tinha um pacto de não agressão ou coisa assim… Por mim eles podem ir todos pro caralho, só o que me falaram já deu nojo. - dá pra ver a indignação real sobre os vampiros vindo da carranca que ele fazia - Provavelmente não falei nenhuma novidade né? - é, mas era honesto no que sabia.

    Connor olha o vídeo na tela, tinha semanas que não olhava pra aquelas imagens, é era uma merda, tão fedida quanto parecia ser. - Não tem nós mais, só eu, moça… Só eu… - o olhar parece perdido por um instante, mas ele não parece fazer questão de se explicar, ainda que desse pra ver estampado na cara dele que tinha dado merda, e das grandes, ele se desvia com um sorriso amarelo - Tá se perguntando porque eu to aqui? Dever, e eu ainda gosto dele, mesmo ele sendo um merdeiro… Alguém tem que fazer o serviço afinal certo? - a pergunta retórica é seguido de um nó na garganta que dá pra “ouvir” ele engolir.

    Ele olha apreensivo pro Fumaça quando ele coloca a mão na estaca e se alivia logo assim que ele retira a mesma, ele mantém silêncio enquanto Dona se retira, dava pra sacar que obviamente tinha dado merda com os putos, mas decidiu que era melhor não se meter.

    - Show! - talvez fosse a única palavra animada que ele tinha dado desde que chegou ali, queria mesmo dormir, ele nem pensa duas vezes antes de pegar a mala de roupas e objetos pessoais e ir pro lugar indicado, ele se ajeita o melhor que pode e deita com o rosto vidrado no celular.

    Eu sei que as coisas parecem ruins agora, mas eu não te deixei pra trás ou eles por que eu quis, foi preciso… Eu não te abandonei, nem você e nem o bebê, tudo que eu mais quero é vocês nos meus braços, acordar do seu lado todas as manhãs.

    Minha mãe vai te dar todo o suporte que você precisar, você é família, assim que eu me ajeitar você vem morar comigo se você quiser.

    Beijos, te amo muito.

    Ele termina a mensagem pra Emillie e desliga o celular, fica olhando pro teto e pensando nela boa parte do tempo, e tentando racionalizar que merda tinha sido aquela com Samantha, ter feito aquilo agora soava tão estúpido… A preocupação fica na cabeça o tempo todo, vai de Emilie pra Samantha, e do medo dele se dar conta de tá comendo o bebê direto da barriga da companheira do nada, até que o sono e o cansaço são fortes demais pra resistir e o que se segue é o escuro… Por enquanto...

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    Mensagem por Wordspinner Sex Mar 05, 2021 7:46 pm

    Connor escreveu:Provavelmente não falei nenhuma novidade né?

    "Nah."

    Connor escreveu:Alguém tem que fazer o serviço afinal certo?

    "É. Alguém tem que enfiar a mão na merda."

    --

    Connor acorda com Fumaça do lado da maca. "Fala aí malandro. Trouxe um big mac pra te acordar." Ele coloca o pacote de papel na maca do lado e se senta. Era estranho lá embaixo com essas macas, já que não parecia uma enfermaria. "Os picolés são bons. Legitimos. Produto de qualidade mesmo. Tu odeia mesmo os caras sem nem ter falado com um deles. Tu é o Blade da fazenda?" Ele pergunta sem dar muita importância ao que ele mesmo tá falando. "É cansativo o ritual, mas seu brother tá limpo. Não tem mais a bunda dele sendo furada na internet." Ele pega suga um canudo que termina em um copo pela metade de milk shake. "Então tu tá voando sozinho por aí... quer um lugar pra desabar uns dias?" Ele não olha para Connor quando faz a pergunta e isso é bom. Diminui a vergonha.

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    Mensagem por Ankou Sex Mar 05, 2021 9:09 pm








    É, já havia imaginado que o conhecimento limitado dele não seria de ajuda mesmo.

    Ele só meneia em positivo pra Dona em seguida sobre enfiar a mão na merda, afinal era esse o trabalho dele, sempre sobrava pro lua cheia enfiar a mão na merda…

    --

    Ele abre os olhos, as coisas ainda parecem no lugar, ele ainda estava vivo, nem havia se tornado um monstro canibal. - Eu tentando parar com isso e tu incentiva… - ele parece de muito melhor humor agora depois de dormir, ele meneia em positivo em agradecimento a fumaça e abre o sanduba sem cerimônias apenas tomando cuidado pra não deixar cair nada de dentro dele.

    - Quê? Sério mesmo que achou que eu ia despencar da puta que pariu pra te trazer presunto trolado, ou fake? - não tem irritação na voz, ele morde a comida em seguida e tosse se engasgando quando é chamado de “Blade da fazenda” segurando o riso antes que ele faça uma bagunça - Tu tá fazendo esses trecos de rato de laboratório e sou eu que odeio eles? - ele fica pensativo, mastigando. - Esses caras não são humanos, nem lobos, nem espíritos, são parasitas de pessoas, eu não odeio, ODEIO! Mas é aquilo prevenido morreu de velho. E as histórias não ajudam, tráfico de pessoas, crianças envolvidas, escravagismo… - ele não continua a argumentar e se foca no sanduíche.

    Quando ele menciona ele voando sozinho a expressão de Connor não muda, mas o olhar se torna triste no ato, ele fica em silêncio, por mais tempo que deveria, chega a ser constrangedor, ele termina o sanduíche que não levou mais que seis bocadas por que ele foi educado.

    - Resumindo… Dover tem uma maldição, os Caça nas Trevas lá enlouquecem, tem gente que acha que é maldição mesmo, outros candangos uma entidade braba, talvez até um Idigan escondido em algum não lugar… Eu achei que tivesse mais tempo, mas a gente sempre acha… Eu cheguei perto demais cara, quase cruzei a linha e nem sei se eu to livre dessa merda, mas desde que não piore tá sossegado. No processo eu tive que me descolar dos companheiros de forma mais rápida e brusca que eu pensava que seria, eu espero encontrar algum sustento em algum lugar, vai ser uma merda, minha companheira tá grávida e eu não pretendo deixar meu bebê ou ela na bosta, ou nas costas da minha família. - as últimas palavras tem até uma pitada de gana e possessão. - É isso maninho, eu não posso voltar pra casa… - as palavras finais não são animadoras e ele não parece muito incentivado a continuar aquela conversa.

    - E vocês? Essas macas tem uma história? Esse refúgio também, não é algo que eu estava esperando encontrar. - Definitivamente inusitado. Ele perguntaria do ritual, achou aquilo mais estranho ainda, mas preferiu não bedelhar naqueles assuntos.

    Logo ele responde - É, eu até podia bancar uma quarto mofado no lado ruim da cidade, mas prefiro ficar onde não vai ter Ashenga nem outras alcateias querendo meu rabo, mas na casa do bom homem quem não trabalha não come, eu tenho certeza que posso dar uma mão se precisar. - ele dá de ombros, achando aquilo uma troca justa.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Mar 13, 2021 4:45 am

    Connor escreveu:isso e tu incentiva…

    "Uma bosta mesmo, mas é o que tinha."

    Connor escreveu:...presunto trolado, ou fake?

    "Cê nem imagina. Podia nem saber o que é..." Ele dá de ombros. "Eu tenho razão pra isso. Eu infelizmente sei que tem uns desses putos que não são tão escrotos assim. Mataria eles todos de uma vez sem piscar se tivesse a chance." Ele ouve o rahu em silêncio paciente até ele fazer uma pergunta. "Tem uma historia sim, mas é menos merda que a sua. Ela iam ser descartadas porque um hospital mudou o contrato e ia modernizar. A gente criou uma empresa de reciclagem falsa só pra pegar elas. Uma oportunidade que a gente agarrou."

    "Tu quer ajudar então? De boas. Mas tá seguro dessa maldição? Isso não passa não? " Ele mastiga um pouco olhando para o Rahu. "Se eu tivesse dois vendedores de tempero me enrolando. Tirando umas graminhas aqui e ali, sendo espertos. Mas não tanto. O que eu faço com eles? Ele passa uma batata no molho e joga na boca com uma cara de satisfação. Ele se estica esperando a resposta do rahu.
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    Mensagem por Ankou Sab Mar 13, 2021 5:45 am








    - Podia, mas a fonte era confiável. - ele fala com confiança, ele ouve Fumaça retrucar em seguida - Pelo visto já deu merda, não é a primeira vez que você tenta pegar um lambe-lambe né? - a pergunta soava quase como um pensamento alto.

    - Poucas histórias são mais merdas que a minha, a não ser que termine com alguém morrendo… - não era uma afirmação verdadeiramente palpável, mas viver era mais pesado que escutar a história, dava pra ver como ele sentia aquilo na pele, a expressão mudava pra algo melancólico ainda que momentaneamente.

    - Nossa quanto trabalho.
    - ele retruca em relação as macas - Mas parece ter sido divertido. - ele diz com um sorriso de canto.

    Ele respira fundo com a pergunta do sujeito - Fica suave eu tenho certeza que não é contagioso… - ele não prossegue na conversa, mas dava pra ver estampado no rosto dele que aquela história tinha muitos detalhes desagradáveis.

    Logo ele fica olhando pro sujeito com aquela pergunta estranha, a testa franzida como se não tivesse entendendo porra nenhuma - Difícil responder sem um contexto, mas eu no seu lugar com certeza faria eles se foderem, se é caso de polícia, deixa eles cuidarem, senão você tira deles onde dói mais no bolso ou credibilidade que permite eles enganarem? Qual é a treta? - ele diz sem entender muito a questão.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Mar 16, 2021 4:18 am

    Connor escreveu:...que você tenta pegar um lambe-lambe né?

    "É, conheci um mano nas colonias que tinha uma fazendinha desses putos..." Ele fala despreocupado.

    Connor escreveu:...termine com alguém morrendo…

    "Tem dessas aí em cada lixeira e cada fundo de garrafa." Como se Connor nem soubesse. Connor fala sobre as macas. "Trampo mesmo, mas valeu a pena sim. Pegamo um monte de coisa. Deu pra meter uma condição em um monte maloca. Umas toca pro povo cair quando dá ruim." ele bate uma batata frita na mão enquanto fala como se pudesse mostrar os lugares em um mapa.

    O rahu diz que não era contagioso e isso não parece mudar nada na atitude do outro. Como se ele não se importasse desde o começo. A resposta de Connor a situação dos vendedores faz ele rir. "Meu brother..." ele diz rindo. "... Caso de polícia? Isso giria lá da fazenda?" Ele espreme as palavras entre as risadas. "C, teu nome veio pra minha porta muito bem relacionado. Eu tenho cara de quem vende tempero branquelo?" Ele tira um cigarro enrolado com folha de ceda do bolso e o acende com um tazer bem pequeno que parece uma daquelas chaves de carro retrateis. "Que um tapa parsa?" Ele diz depois de uma tragada bem longa. "É da boa mesmo. Os caras tão me roubando, C. Tão tirando grana que devia ser minha, se ligou? O problema nem é a grana, eles são bons, mas a parada é eles acharem que são mais espertos que eu." Ele solta a fumaça que estava presa durante a fala. Ela escapa devagar pelo nariz.

    "É mano... me faz acreditar que tu merece a moral que deram. Me dá uma ideia e uma ideia boa. Meu brtoher, me manda uma ideia fora da caixa." Ele gesticula fazendo uma caixa na altura da cabeça dele e finge que tira algo invisível e selvagem de lá.

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    Mensagem por Ankou Ter Mar 16, 2021 7:55 am








    A expressão de nojo brota na face de Connor assim que Fumaça menciona a fazenda de vampiros, nem conseguia imaginar que tipo de ambiente devia ser aquilo.


    - É, tá certo é bom ter uns lugares reserva pra quando dá merda, lá em Dover a gente tinha a reserva, uma noite de acampamento, tudo que precisa pra escapar da merda… - ele comenta como se nitidamente sentisse falta.

    - Pera aí, graminhas não eram uma metáfora, tu vende bagulho é isso? - ele fica em silêncio com a boca em formato de O - Ok, agora eu entendi o por que de Fumaça, faz sentido… - Ele diz logo acompanhando a risada do sujeito e não demora nem um minuto ele acende um bagulho. - Nah, to de boas, com certeza essas coisas não são pra mim. - ele para e pensa por um instante - pelo menos eu não saí pela porta ainda, eu acho que é uma mudança.

    Não imaginava por que ele queria uma ideia dele em específico, mas ele tinha ideias, mais de uma na verdade. - Você quer respeito, mas não quer acabar com os caras. Hummm... Medo mano, medo é sempre a resposta, eles saberem que você sabe provavelmente já é o bastante pra colocar eles com medo, mas tem uma sacanagi de foder, leva eles pra cima de um prédio alto, o mais alto que você conseguir, amarra um nylon num tijolo e a outra ponta nas bolas deles, deixa eles se borrarem o bastante e corta o fio, leva eles bem pra beira e joga o tijolo… Eu já vi gente tentando pular atrás sem mesmo se tocar de que iam perder a vida invés de só as bolas hipoteticamente, já vi gente se cagar e se mijar, quando desespero passar você diz que da próxima vez tu não vai cortar o nylon sem eles perceberem… - Ele ri como se tivesse uma lembrança de algo que tinha ficado no passado - O que os caras mais valorizam é o pau e o ego frágil… É, mas a gente sabe que isso no nosso mundo é brincadeira de criança e que você pode resolver isso com um, “Eu sei onde tu mora, ou onde tua família mora”, ou pode quebrar uma perna de cada, mas qual seria a graça certo?  - ele faz uma pausa momentânea e então prossegue - Dado isso grava a porra toda, grava eles implorando pra não terem as bolas cortadas pelo nylon, grava eles sendo humilhados, sem pegar o rosto de ninguém só o deles, faz eles confessarem, e deixa isso na mão de gente de confiança pra eles nunca mais pisarem fora da linha. A gente poderia ficar aqui a noite toda pensando em outras formas de chantagear e emascular eles certo? - Considerava que ele estava lidando com trombadinhas ou algo assim, nada desesperador afinal.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Mar 20, 2021 4:30 pm

    Connor escreveu:tudo que precisa pra escapar da merda…

    "As vezes é mesmo C. As vezes é só pensar um pouco com calma." A voz dele é tranquila, mas um pouco triste.

    Connor escreveu:...tu vende bagulho é isso?

    "Vendo sensações e esperança e paz e força também. As pessoas procuram todo tipo de coisa nas drogas. A gente é cheio de buraco e tenta tapar com qualquer coisa." Ele fala balançando o cigarro como se fosse uma prova cabal. Depois disso ele ouve Connor até o final. "Sombrio pra cacete isso C. Tu fez essa porra com quem?" Ele dá uma batida de leve com os nós dos dedos no metal da maca. "Os caras foram espertos, não quero eles planejando uma fuga. Quero eles um tanto mais honestos comigo, só. Que se acha de algo mais indireto? Te boto de segurança dos caras e tu vai aprendendo as coisas aí daqui a uma semana ou sei lá tu ameaça entregar eles se não te passarem a grana toda do desvio, que cê acha?" Ele puxa de novo dando um tempo para Connor pensar. "Já fica como teu salário, tá ligado? Só não pode afrouxar porque os caras são bons, Timizinho dá medo mano, ele é doido e o Carter é bom de lábia e vai te oferecer alguma coisa melhor que eu, mas é golpe e nem parece." Ele ri como se tivesse orgulho dos caras.

    --

    O grito chama a atenção de Connor. Ele estava cochilando quando ouviu o som ecoando no espaço vazio do refúgio. Ele mal tem tempo para pensar antes de subir as escadas. O grito de novo. "MARIA!" O rahu finalmente consegue ver Fumaça de pé ao lado de Dona, ambos de costa. Do outro lado da mesa o Francês segura o que parece uma gaiola de ferro atropelada com um cachorro dentro. Mas não. Ele lembra das palavras de Franco quando encontraram os dois vampiros juntos."MARIA!" Ele grita de novo e as imagens fazem mais sentido. O cheiro de sangue também. O vampiro está aferrado com barras nos ossos que ainda tem. A mulher em pedaços e seca na frente dele. "Foi mal C, não sabia que ia ser tão rápido." Ele fala sem olhar, mas Dona olha para o rahu de um jeito travesso e faminto. Francês diz alguma coisa em francês e Fumaça responde em espanhol. Os olhos desesperados do vampiro saltam de um para o outro. Ele começa a implorar em todas essas línguas, cada uma delas. Lágrimas de sangue descem de seu rosto. No meio de um monte de baboseira estrangeira Connor consegue entender as palavras em inglês, tão cheias de emoção que o seu peito aperta a despeito de tudo que vê. "Não acordem ela por favor. Ela nunca quis isso, ser isso. Por favor, não destruam ela. Eu imploro. Eu imploro. Os condenados vão todos para o inferno sejam monstros os santos. Ela não merece isso, por favor eu imploro." Ele muda língua de novo e talvez esteja só se repetindo. Mas o rosto seco e sujo de sangue é tão expressivo e apaixonado que faz o rahu pensar em si mesmo. Ele ficaria assim se fosse Millie?

    Aquele monstro morto vivo e parasita podia de verdade sentir alguma coisa bonita com tanta intensidade? E ele? Ele também podia?

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    Mensagem por Ankou Sab Mar 20, 2021 5:47 pm








    - Repete essa porra até você acreditar, mas nada contra se você não fizer alguém vai fazer… - ele respira fundo - Eu fui criado a minha vida inteira com meus pais me dizendo que usar drogas eram uma puta falta de caráter, e nunca fumei nada disso até ontem… Tem gosto de merda e mal tem efeito, minha mãe tava nessa festa com a gente fumando um baseado do tamanho de um charuto, hipocrisia forte eu acho. - por mais ou por menos a decepção ficava exposta na face o olhar perdia o pouco viço que ainda tinha.

    Ele sorri com a pergunta - Não fiz, nunca fiz, mas fizeram esse trote na minha ex-facul na década de noventa, proibiram os trotes depois disso, pelo menos é a história que contam… Se é verdade ou é só usado como desculpa pela reitoria eu não sei. - Ele balança a cabeça em negativo - Até ontem eu tava ligado a um Ensih do medo, acho que se tornou um velho hábito... Talvez um mal hábito eu acho...? - ele dá de ombros e fica pensativo na proposta subsequente de Fumaça. - Fechado, mas eu não me responsabilizo como eles vão terminar no fim das contas… - a voz não tinha animação nenhuma, ou qualquer orgulho.

    --

    Connor chega na sala vazia crente que precisa dar uma voadora em alguém, ainda atordoado e desconjuntado, ele se põe no lugar, ajeita a roupa e não retruca Fumaça, eles podiam pelo menos terem avisado que iam finalmente acordar o sujeito…

    Dava pena do cara, dava pra sentir na carne o desespero dele, até mesmo se imaginar na posição dele - Cala boca cara, se eles te quisessem morto tu já tinha ido dar um rolê meio dia. - Não era educado e nem polido, mas lá no fundo era uma tentativa de acalmar o sujeito, ainda assim ele decide não confiar nos instintos, ele só tinha arranjando problema confiando neles, preferia olhar o sujeito como se fosse a Loba de Ferro, como algo infectado e louco, e que entendia muito bem das emoções humanas.

    Ele se foca em Dona por um instante e naquele olhar dela - Eu já vi esse olhar antes… Cê é problema moça, problema puro! - ele não explicitava bem se aquilo era um elogio ou não, o olhar ficava perdido e a mente por um instante lembrava de Asia, por mais que ela e Dona não tivessem nada semelhante além da expressão do olhar, ele balança a cabeça em negativo e desvia o olhar pra Fumaça e logo depois pro vampiro.

    - Cotoco, tu devia ser um dos grandes né? Ou sortudo, terminou quase inteiro… Foi uma merda pra te tirar daquela joça. Eu confesso que fiquei curioso pra saber como vocês operam… Prendem gente? Comem criancinha? - dava pra jurar que era uma piada de mal gosto, mas não havia humor nenhum na voz, ele não prossegue, só se recosta na parede do lado oposto e observa o que Fumaça ia decidir fazer com aquela situação.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Mar 24, 2021 7:09 pm

    Connor escreveu: ...charuto, hipocrisia forte eu acho.

    "Tu é uratha agora C. A porra é toda diferente, as regras são outras. Se tua mente não explodiu com a mudança e a sombra tu perdeu uns parafusos importantes pra caralho, parsa." Ele respira fundo como se fosse falar algo, mas só deixa a fumaça sair. "As vezes é mais fácil entender as coisas com a drogas C. Isso não justifica botar essas porras na rua pra nego vender até as cuecas pra comprar tóxico, mas não sou babá de ninguém. A gente não é herói." Ele dá de ombros, ele não tem como saber que Connor prefere ser o herói.


    Connor escreveu:Talvez um mal hábito eu acho...?

    "Se tu anda na linha prateada quem liga pro resto? A vida é difícil e nem todo mundo pode ser limpo e feliz." Ele diz com fumaça saindo do nariz. "Não quebra os malucos, eles não servem pra nada quebrados. Tu pode ficar com o ap em cima da lojinha enquanto procura um espaço melhor, o lugar tá vazio, mas é bem cuidado. Dona morava lá só que levou a tralha dela toda. Ainda deve ter um sofá. Mas cê pode ficar aqui também até se ajeitar. " Ele estica a mão para selar o acordo. "Tá dentro então." Não era uma pergunta.

    --

    O Francês olha de cara feia pra Connor, mas é exatamente como ele olha para todo mundo. Não dizia nada. O vampiro olha para ele com sangue nos olhos. Sangue cobrindo a parte branca. Sangue escorrendo pela face. A iris muito escura, duas janelas para o abismo. "Que bom que cê é rápido. O monte de músculos ali tá certo, tu tá na nossa mão e vai colaborar. A parte boa é que tu vai poder falar o quanto quiser e vai ter gente para ouvir e todo dia tu vai ganhar um tantinho de sangue." Parecia que ele ia falar mais. O vampiro estava polidamente esperando sua chance de implorar de novo. Mas Francês enfia a estaca de novo. "Esse cara vai ter uma salinha. Precisamos fazer uns testes ainda. Ver se ele tem aqueles poderes de entrar na cabeça das pessoas e essa picolé de presunto também. Vamo fazer um vídeo blog desse malandro. A gente tem um cofre velho que eu to reformando faz anos só pra isso."

    Dona olha de novo para Connor. "A gente pode assistir juntinhos." Ela vira o corpo de uma lado para o outro mexendo no cabelo. "Dentro um do outro e dividindo fone de ouvido." Ela sorri como se fosse uma brincadeira, mas não era.

    Francês arrasta o corpo para fora. "E aí? Vamo acordar essa morta aí, também?" ela cutuca o rosto da outra e até enfia o dedo na boca da outra. "Agora não. Vamo fechar ela no concreto com uma câmera pra poder mostrar pro cara o que tá rolando com ela. Ele vai pedir." Ele olha bem a mulher seca na mesa. "Será que ela é bonita? C, parsa, faz uma lista aí de perguntas. A gente começa por elas pra aquecer o maluco e fazer ele se acostumar a responder a gente." Dona faz uma cara decepcionada, mas pega a bolsa mesmo assim e começa a lentamente guardar a mulher. "Quer me agarrar esse peso grandão?" ela fala com a voz macia e Fumaça revira os olhos.

    "Alexia, bota 'O picolé' no tela grande." E então Connor vê a cena toda de novo quatro várias câmeras diferentes. Quatro delas focavam em cada um ali. Fumaça começa analisando a imagem dele mesmo durante toda a curta conversa. "Chega aqui C. Vê se tu nota algo estranho, não deu pra te colocar a par de tudo, mas era bom ter alguém por perto pra se de alguma forma o cara levasse a gente. Mas olha aí, tem um close em cada um e mais umas outras pra ter certeza que pegamos tudo." Ele abre a camisa e tira uns fios e sensores. Depois conecta eles em um dos computadores. Provavelmente Dona e Francês também estavam monitorados. Ele tira uma pulseira que se revela um smartwatch. "Esses bagulhos medem tudo. Tudo não, mas um monte de coisa e vamo ver o que se eles pegaram alguma coisa. Tá vendo esse momento?" Ele aponta para a cara do vampiro. "O coração do desgraçado bateu e tinha eletricidade nos nervos dele. Os putos tem sentidos, mas foi só um pico e depois nada." ele bate na tela com os olhos arregalados do vampiro paralisados na tela. "A gente vai aprender bem isso tudo. Eu acho que vou vender essa porra pra Tuya depois, vai adorar ela C. Ela odeia os picolés com muita força, uma puta duma cahalith com bolas de titânio. Ela vai ficar doida, então se encontrar ela por aí nem mete essa língua nos dentes que eu não quero k.o. " Ele dá play de novo no vídeo da mesma forma imperceptível que ele fez para parar. Os olhos dele não saem da tela.


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    Mensagem por Ankou Qui Mar 25, 2021 12:36 am








    Por um longo tempo o desânimo visível ficava estampado no rosto, a cara de peixe morto sem reação ou sem vontade de reagir, mas em algum momento da conversa algo muda, o olhar ganha um brilho duvidoso. É verdade que ele preferia ser o herói, mas era verdade também que estava longe disso, o herói de verdade nunca ia bater o pé e exigir o quinhão como recompensa, e era isso que ele tava fazendo o tempo todo, e talvez Fumaça fosse mais herói do que ele…

    Ele aperta a mão dele por impulso, com um olhar sem muita convicção, como se não prometesse nada, mas que escolha tinha afinal?

    --

    Quando Fumaça assume a palavra ele encara o vampiro, já não existe a mínima compaixão da parte dele, ainda mais depois de ver aquele olhar, o francês mal encarado devolve a estaca pra onde ela originalmente estava, Connor nem titubeia, nada visível, mas por algum diabo de motivo aquilo parecia errado, muito errado.

    A atenção é tomada por Fumaça logo em seguida, a ideia parecia pior ainda, mas a verdade inegável era que eles nunca iam conhecer como eles agiam sem ter uma cobaia, ou duas, ele não questiona, não tava mesmo em posição de fazer isso.

    Dona escreveu:A gente pode assistir juntinhos...

    Ele olha Dona de cima abaixo, impossível não olhar o que tá sendo oferecido, mas não passa disso - Se eu soubesse que tu recebe as visitas assim eu teria vindo mais cedo. - deveria ser uma piada ou gracejo, mas não tinha sentimento ou humor nenhum, quase como se fosse uma resposta automática de quem tava muito acostumado a aquilo - Nah, pensar com meu pau não tem me ajudado… - Não era uma negativa convicta, soava quase como autorreflexão, fazendo ele ficar distante um tempo.

    Fumaça escreveu:"Será que ela é bonita? C, parsa, faz uma lista aí de perguntas.

    A cara de nojo brota sem esforço - Sério? - O negão quase consegue arrancar um sorriso dele, quase.

    Dona escreveu:Quer me agarrar esse peso grandão?

    Connor permanece praticamente mudo até Dona perguntar se ele não queria ajudar ela com o cotoco de vampira seca - É por que não? - ele diz incompatível com a “doçura” dela, mas nitidamente com muito mais na cabeça do que sendo premeditadamente rude.

    Fumaça escreveu:Alexia, bota 'O picolé' no tela grande.

    - Parece que ser chamado morto-vivo faz sentido. É tanta dúvida que eu não sei nem por onde começar, de acordo com meu livrinho de regras - livrinho nitidamente metafórico - esses caras não deveriam nem existir. - ele já tinha afirmado antes, não eram humanos, não eram espíritos e nem clamados, eram no mínimo aberrações, abominações que nem deveriam estar ali, não de acordo com a cosmologia que ele conhecia.

    - Tuya é? - ele fica pensativo, a descrição de alguma forma levava a cabeça dele de volta pra mãe que jogava algum brilho de volta pro olhar - Relaxa, não vou falar nada, eu fui criado por uma Cahalith com bolas de titânio, é só falar não e bater o pé. - ele diz como se algum humor voltasse à tona.

    Finalmente ele descola da parede - Vou ajeitar as perguntas. - ele diz se movendo em direção a vampira seca, ele entrelaça a mão pelos cabelos frios dela e segura levantando e puxando o treco cadavérico, fazendo-a fica pendurada - Cacete! Essa porra não arrebenta… Foi uma merda passar a faca neles, por que o resto seria diferente né mesmo? - ele diz irônico olhando pra Dona - Então onde eu boto a Buceta Seca? O chorão já parece acomodado... - perguntava mostrando gentileza, rindo com os novos apelido maldosos que ele tinha arranjado pros vampiros.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Mar 26, 2021 9:31 pm

    Connor escreveu:...é só falar não e bater o pé.

    "Faz do seu jeito, só não xisnova." Fumaça mostrava uma confiança natural que Connor não tinha certeza se merecia.

    Connor escreveu:Então onde eu boto a Buceta Seca?

    "Menos ódio C ela não pode te fazer mal. Mas bota Buceta Seca na traseira do carro branco. Francês já deve ter saído com o outro." Ela fala olhando para o próprio rosto na gravação, já completamente esquecida de levar a vampira. "Tá aberto atrás, é só botar." Ela diz com uma risadinha.

    Connor segue para onde Francês levou o primeiro corpo. Ele ainda vê o carro do cara saindo. Mas tem um carro branco ali. Uma mulher gordinha de gabelo colorido e roupas pretas sentada no banco do motorista com fones de ouvido. O porta malas aberto com algumas garrafas vazias e uma caixa de ferramentas aberta. Ela nem percebe quando Connor coloca o cadáver. Continua cantando baixinho e mandando um solo irado na guitarra invisível dela.

    --

    Lá dentro Fumaça e Dona estão fazendo uma lista que Alexia está passando na em uma outra tela. Eles falam números e citam momentos expressões e sabe se mais o que. O resultado final é que não perceberam nada. Se o Chorão fez alguma coisa..."Não deu pra perceber. Ou nem colou mesmo. Mas o cara tava sem combustível e vou manter assim. Assim que tu souber o que perguntar me passa C." Dona dá um pulinho para frente. "Fumaça disse que cê vai cuidar do Timizinho e do Carter. Adivinha quem vai te levar lá pra conhecer eles? Euzinha, depois de te arranjar umas roupas legais tipo ex presidiário ou algo assim." Ela diz com um sorriso enorme enquanto mede Connor com os olhos. "Não precisa fazer nada que não queira. Mas arranja mesmo umas roupas novas C monta um personagem pra ficar mais fácil andar fora do seu caminho. Alexia, enviar para arquivos pro porão." A maquina não responde mas volta para tela de descanso fazendo o vídeo sumir.
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    Mensagem por Ankou Sex Mar 26, 2021 11:27 pm








    Connor meneia em positivo pra Fumaça, não tinha motivo nenhum pra sacanear o cara que tinha estendido uma mão amiga pra ele, mas lá no fundo ele tinha certeza que o que quer que ele descobrisse sobre os vampiros ele podia usar de trunfo contra a tal da Tuya, talvez algo além de moeda de troca.

    Ele prossegue carregando a vampira, com um olhar leve sobre Dona e a súbita compaixão pela noiva cadáver, a gargalhada vem logo em seguida - Buceta Seca é foda! - ele fala desconjuntado entre o riso, era a primeira risada divertida e genuína que ele tinha conseguido dar, como se escapasse da realidade por um instante.

    - Tu pensa em alguma coisa além de sacanagem? - ele pergunta como quem já sabia a resposta, era uma bela bosta ser uratha nesse aspecto, não quer fosse muito melhor antes, mas antes ele não tinha nem fôlego e nem esperma infinito. - Mals cortar seu barato... - o olhar fica perdido um instante, dá pra sentir o peso na voz que é rapidamente disfarçado - Mas cê tá ligada que só não ia ficar três dias de cadeira de roda porque tu regenera - a referência dispensava apresentações.

    Ele segue as instruções de Dona e larga a vampira na traseira do carro, fechando o porta mala em seguida, passa o olho na motorista e dá uma respirada profunda tentando captar o cheiro dela, mas fora isso não dá muita bola e toma caminho de volta pra sala.

    Ele observa por um instante, mas entende pouco do que estavam procurando, se é que havia algo a ser achado nas filmagens - Suave. - ele responde prontamente e calmo pra Fumaça, já tinha um monte de perguntas na cabeça pra lista.

    Dona por sua vez era implacável e Fumaça parecia saber muito bem disso - Mah o que tem de errado com as minhas roupas? - a pergunta sai inocente de verdade, a dúvida estampada no olhar junto da testa franzida.

    Os conselhos de Fumaça não passam despercebidos, Connor eventualmente chegaria a alguma solução parecida, mas o sujeito tava facilmente há dois passos a frente, ele meneia em positivo e olha pra Dona. - As damas primeiro. - ele aponta pra porta fazendo menção exatamente como a etiqueta formal exigia, de forma impecável, mas lógico que existia um pequeno escárnio por debaixo daquilo tudo, na verdade nem sabia se iriam pela saída normal do lugar ou se ela desencavaria uma porta secreta, ou algo ainda mais bizarro.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Mar 28, 2021 4:18 am

    Connor escreveu:Tu pensa em alguma coisa além de sacanagem?

    Ela dá de ombros e faz um barulho de resmungo como se nem tivesse palavras.

    Connor escreveu: três dias de cadeira de roda porque tu regenera

    Ela olha para ele com um sobrancelha levantada. "E você que ia ficar o resto da vida sem conhecer nada melhor?"

    Ele sente o cheiro da humana ali, lavanda também, um pouco de batata frita misturando tudo. Ela nem percebe ou nem se importa com o porta malas. Nem uma gota de sangue uratha.

    "Tem nada de errado com as suas roupas C. Esse é o problema cara. Temos que colocar uma mensagem aí." Dona levanta a mão pedindo para ele parar. "Mamãe vai vestir o carinha e ele vai ficar legal. Gosta de futebol? Melhor não tirar o bigode... A gente pode tacar um brinco ai também, um monte de aneis em uma mão só." Ela faz um circulo com o polegar e o indicador. "Uns grossões bem brutos. Mas só depois das roupas, eles vão dizer o que a nossa cura não deixa sua pele dizer. Eles vão dizer que cê bate pesado. Que levar uma na cara vai custar uns dentes." Ela fala andando para fora de novo, mas ao mesmo tempo rodando em volta dele. Ela dava negativas com a cabeça para as próprias ideias. Depois tinha outra que ela achava melhor só para negar no instante seguinte.

    Os dois acabam indo para o carro da gordinha. Surpreendendo Connor ela indica o banco de trás e vai no da frente. Ela se esforça para assutar a outra abrindo a porta subitamente. "Vagabunda! Piranha! Sua drogada! Chupadora de pau! Punhetera de merda!" Ela tinha uma boca suja e a voz era mais velha do que o rosto, um dos dois estava mentindo. "O gostoso no banco de trás é o C, dá oi pra ele. Só oi mesmo porque ele não gosta de xotas." Ela diz implicando com os dois ao mesmo tempo. "Ela é uma palhaça mesmo cara, uma vagabunda chupadora de pau que se acha engraçadona." Dona tinha um sorriso enorme no rosto. A outra finalmente parecia menos vermelha. O rosto bem redondo e com maquiagem rosa parecia mais infantil ainda desse jeito. Batom rosa com gloss. blush rosa tambem. Sombra rosa nos olhos. Os olhos dela eram cinza da cor do mar. Isso tudo debaixo de um cabelo com umas seis cores diferentes. Ela tinha um piercing no nariz com formato de serpente.

    --

    Dona leva os dois em um monte de lojas sem nunca se preocupar com o cadáver no porta malas. Ela tinha uma missão e essa missão era deixar Connor não só ameaçador, mas subversivo. Ela não queria que ele parecesse cruel ou sujo. Ele precisava ostentar um pouco, porque? Cabia como uma luva no personagem, ele precisava vender aquilo com menos palavras e mais visão. Ela não obrigava ele a nada, mas fazia muitas sugestões e não parava até terem certeza de que algo servia exatamente no que ela imaginava. Ela sempre pagava. "Vai passar." ela falava todas as vezes e a outra sempre perguntava se ainda tinha grana ali. Lizbeth era o nome dela. Dona a chamava pelo nome inteiro e ela era um doce sempre que Dona não estava implicando com ela. Era meio tapada, mas isso provavelmente servia aos urathas tanto protegia ela. Afinal, nem por um instante ela falou do volume extra no porta malas.

    A viagem termina com Connor subindo para o ap em que passaria os próximos dias. Ele é meio que traficado para lá enquanto Dona faz uma algazarra na loja que ficava no primeiro piso. Onde suas presas estavam. Lizbeth sobe com ele. Eles iam ajeitar a ultima parte do visual dele. Cortar cabelo? Aparar a barba? Brinco? Trejeitos? Perfume? Connor tinha que se sentir confortável olhando no espelho, mas também precisava parecer alguém que não só quebraria sua cara por pouco, mas aceitaria uma grana pra não precisar fazer isso.

    Ele olha em volta, o lugar era pequeno demais. Muitos dos imóveis ali eram. Feitos para gente menor com menos espaço. Espaço era ouro em Londres e Connor ocupava um espaço do caralho. A bolsa com as coisas novas no chão. "Dona disse pra eu trazer seu carro amanhã." Ela se joga na única cadeira da sala. "Eu to estudando física, mas eles pagam okay pra eu ficar de leva e trás. Vale mais a pena que ser uber." Ela dá de ombros. "Eu sei cortar cabelo, vai querer? Só não sei bem como é corte bandido... cê sabe?" Ela pergunta com esperança na voz.

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    Mensagem por Ankou Dom Mar 28, 2021 6:50 pm








    Um sorriso ferino brota no rosto - Sério? Essa foi a melhor resposta que você conseguiu pensar? - ele diz como quem tivesse ganho alguma coisa, com uma aura de vitória, mas decide não continuar jogando lenha naquela fogueira.

    Por um tempo ele continua olhando pra Fumaça e Dona sem entender nada - Rugby. - ele responde pra só depois entender que a pergunta era retórica, e ele olha incrédulo pra ela quando ela fala de bater pesado, na concepção dele tudo nele fazia as pessoas levarem a acreditar nisso, na verdade mais do que ele gostaria.

    Se sentia um peixe fora d’água, totalmente, no entanto seguia com a correnteza.

    Ouvir aquele monte de palavrões vindo da gordinha fazia ele olhar escabreado pra situação, nem mesmo entendia o que tinha rolado entre elas e o motivo das ofensas, que no final nem pareciam como ofensas reais - E aí beleza? E sim eu gosto de xotas. - ele cumprimenta com toda simpatia que é capaz de expressar estendendo uma mãozorra em cumprimento pra gordinha  - Essa propaganda negativa toda é só por que você quer alguma exclusividade  ou por que eu não deixei você brincar com o colosso? - ele não ajuda mesmo, ele parece gostar da provocação e se divertir com aquilo a ponto do semblante agora parece muito mais leve, mas já tinha certeza que não faria Dona recuar ou passar vergonha, nem se esfregasse o pau na cara dela.

    - Cêis duas são só amor. - ele diz completando com uma risada leve e breve - Maneiro o piercing aliás.- Um elogio bem colocado fazia milagres, tinha certeza que ela tinha gasto um tempo considerável pra exibir algo que quase ninguém perceberia ou faria questão de ressaltar, e ele fazia questão de ser atencioso e de se mostrar como tal.

    Ele se volta pra Dona assim que eles saem do carro em direção a primeira loja, o semblante é sério dessa vez - Sério… Valeu, valeu mesmo. - ele não fazia questão de explicar pra ela o porque tava agradecendo, mas ela tinha feito o dia dele muito mais suportável, e logo a piadinha seguinte de duplo sentido e sexual deixava bem claro que era bom ela não ir se acostumando com aquele lado gentil...

    --

    Em algum momento daquele banho de loja ele comentava - Tudo beleza com anéis, mas nada de brincos.. - ele olha pra Dona e sussurra - Eu não vou usar coisa de pressão e não é como se um tradicional fosse ficar no lugar… Como tu furou essa porra? Prata?! - Se referia aos piercings dela.

    Ele seguia a onda perdido, dava pra ver que aquilo se tornava cansativo muito rápido pra ele, por fim ele nem se importava mais e simplesmente acatou as sugestões de Dona como se implorando pra aquele suplício terminar logo, ainda que por dentro ele ria percebendo que ela sacaneava e fazia algo com a máquina de cartão de crédito todas as vezes que ela se dispunha a pagar, aquele cartão de crédito devia até tá fora da validade...

    Chegar no lugar era um alívio mesmo que fosse apertado e pequeno, aquela coisa de lojas e comprar roupas não era pra ele, ainda mais que a metade das peças sempre ficavam apertadas e eles tinha sempre que escutar o vendedor dizer que não tinha do tamanho dele.

    - Suave. - ele responde sem preocupação sobre o carro enquanto para de frente pra porta do banheiro e coloca um sorriso forçado no rosto, deixando amostra uma fileira de dentes brancos que somados aquela barba toda fazia ele ter cara de um psicopata e refletiam diretamente pra ele do espelho do armário - Nada dessa porra, eu deixei ela escolher minhas roupas do meu cabelo e minha barba escolho eu. - ele diz procurando algo como uma tesoura mas sem muito sucesso, era de se esperar que a menina não carregasse o kit cabeleireiro com ela.

    Ele tira a jaqueta e depois a camiseta deixando amostra a cicatriz com o símbolo da pureza no ombro que de nada ia significar pra garota senão uma escarificação, mas a quantidade de pontos torso afora eram horrorosamente abundante, ele puxa a faca bowie do bolso da jaqueta jogada no canto - Isso não vai ser bonito - ele diz pra Lizbeth pouco antes de cortar um dos pontos e sair puxando o filamento que fisgava cada milímetro. Ele não demora muito pra retirar boa parte dos pontos, os machucados todos pareciam cicatrizes recentes que ele tinha certeza que não estariam lá no dia seguinte, no entanto ele nem toca no olho arrancado, ele já podia sentir o globo ocular novo no lugar, mas tinha certeza que ainda tava cego, não queria e nem podia deixar a menina ver demais.

    Ele recoloca a camiseta e se volta pra garota - Só acerta meu cabelo, o corte lateral nem aparece mais e nem to afim de refazer. - tava nitidamente desleixado cheio de pontas e sem corte - Sabe fazer barba também? Pode usar a faca se não tiver navalha. - Ele vira a faca pra ela com o lado do cabo enquanto segura na lâmina.

    - Educação física… Pelo menos eu costumava cursar. - dava a impressão nítida de que aquilo havia ficado pra trás.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Abr 01, 2021 4:24 pm

    Connor escreveu:E sim eu gosto de xotas.


    Dona ri cheia de aprovação. "Vagabunda." A outra diz sem força e Dona reage como se fosse um elogio.

    Connor escreveu:...deixei você brincar com o colosso?

    "Macho tóxico!" Elas dizem juntas, mas também sem nenhum peso. "Só acredito vendo bebê." "Cheio de propaganda enganosa por aí."

    --

    "Você fura usando o brinco, se quiser eu te furo todinho." Ela fala aproveitando o tom baixo para se aproximar e mesmo na ponta dos pés ela não alcança o ouvido de Connor, nem o ombro. Mas uma das mãos segura a coxa dele como a aparando de uma queda. "Vai doer, mas cê vai amara, C." Ela fala com a voz animada, faminta. Os dedos apertam a perna de Connor e a parte de fora da perna dela esfrega na dele.

    No fim ele fica com dez aneis de aço inoxidável. "Melhor que prata pra manter limpo e não vão cortar os seus dedos por causa deles." Era uma piada interna. Eram todos bandas grossas de aço. Uns tinham correntes, outros pareciam ter sido martelados a frio e outros tinham padrões de nós. Ela achou ameaçador o bastante e lembrou que não era um pra cada dedo. Que era pra maior parte deles ficar na mão que ele queria que os caras achassem que fosse a mão boa. "A mentira começa nos detalhes que eles não vão perceber que perceberam, se escolher enganar, vai até o fim e usa essa mão até pra coçar o saco, Certo?"

    --

    Lizbeth fala cheia de pena. A voz dela treme como se estivesse sentindo dor de verdade. "Quem fez isso com você?" Ela logo coloca os dedinhos nas cicatrizes e marcas. "Foi você mesmo né?" Ela belisca uma das cicatrizes. "Eu sei fazer, senta aí." Ela vai no banheiro e volta com as mãos molhadas e uma toalha enxarcada que ela usa pra umidecer os cabelos de Connor e limpar os ombros. Ela passa os dedos pela barba. Unhas afiadas tocando a pele sensível do rosto por baixo dos pelos.

    Ela trata o rahu com muito cuidado evitando que ele quebre. Connor se sente como uma taça de cristal. O final não fica muito diferente, mais afiado, medido, preciso. Quando ela termina, coloca a toalha no micro ondas e devolve para o rosto de Connor. "É Colosso, tá bonitão. Qual seu nome? Não pode ser C." Ela faz um gesto como se levasse uma chave a boca e trancasse e depois jogasse a chave fora. Os olhos encaram os dele pelo espelho. A toalha quente no rosto. A mão dela por cima da toalha quente.

    Ela ouve qualquer resposta o rahu dê. "Vem muita coisa da China e da India pra cá, Masala Chay, Cardamomó, baunilha e sei lá mais o que. O cheiro é gostoso o dia todo. Cê vai trabalhar aqui pro Fumaça?" A mão dela passa no cabelo dele como um pente testando os penteados. "Acho que um tom mais claro ia ficar melhor em você. Combina com os olhos. Aqui também tem cursos bons de educação física. Aposto que o Fumaça te ajuda a pagar." Ela diz com toda a certeza de que ele é alguma especie de filantropo e não o tipo de pessoa que deixaria ela carregar um cadáver por Londres sem nem imaginar isso, pior, um que pode levantar e te devorar.
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