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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Qui Abr 01, 2021 6:05 pm









    Uma gargalhada divertida ressoa quando elas chamam ele de macho tóxico.

    - O que?! - uma surpresa forçada pra ser falsa  - Vocês nem me pagaram um jantar? Nem um beijinho e já tão pensando no prato principal? - ele ri se divertindo e provocando como se voltasse à faculdade, como se nem tivesse uma vampira cotoca no porta-malas.

    --

    - Nem vem com essas pra cima de mim não, o único que fura aqui sou eu. - a voz era cheio de malícia, ele sabia que não podia dar um momento de sossego pra Dona, até Lizbeth parecia gostar daqueles duplos sentidos de quinta série. - Nunca fiz essa parada, era mais trabalho nos treinos e nos jogos, sabe de ficar tirando, de perder… Beleza, mas tem que ser um daqueles pequenos, tipo um brilhantezinho… Vai ajudar né? Eu acho… - Não tinha a menor convicção na voz se aquilo ajudava sobre o “marginal” que Dona queria que ele parecesse.

    Ele capta a piada e imagina o que ela poderia querer dizer, mas não completamente, ele não ri, tampouco parece se incomodar com a piada e a proximidade de Dona.

    Ele se senta e deixa ela se aproximar com o brinco, a voz soa baixo - Próxima vez que eu for caçar cê pode ir comigo, aí tu pode ver se é propaganda enganosa… - o gemido que se transforma num rosnado baixo vem em seguida conforme o brinco vaza a orelha, não tinha se amarrado nada naquilo como Dona achava, então ele prossegue, ainda mais provocador. - Eu só caço com as armas e a armadura que a mãe me deu - ele faz questão de por ênfase na armadura, dá umas piscadela pra ela e se levanta.

    Ele presta atenção nas dicas de Dona, os anéis boa parte vão pra mão esquerda, exatamente a mão ruim, o soco inglês sempre no bolso, queria a mão boa pra usar em qualquer emergência. - Certo. - ele responde concordando.

    --

    - Um C e uma cruz - ele se refere a marca da pureza, ou pelo menos o que ela parecia, o que vinha bem a calhar com o apelido que Fumaça havia arranjado pra ele - Meu trabalho é garantir que ninguém se machuque. - é tudo que ele fala sobre as cicatrizes e as marcas, deixando a entender como se aquilo fosse uma consequência.

    - É chega de barba de mendigo. - Não que o cabelo a aquela altura estivesse muito diferente.

    O toque de Lizbeth é agradável, a toalha quente também, pelos minutos seguintes era como se ele se rendesse, o corpo retesado parece relaxar.

    Ele ri quando ela pergunta o nome dele, agora o sorriso no rosto liso parece se encaixar perfeitamente, faz a palavra bonitão parecer ser um elogio pobre. - Connor, e sério, o nome do meu amigo lá é Colosso. - ele arqueia as sobrancelhas, enquanto as palavras não soam exatamente orgulhosas, mas como se o nome tivesse uma história que ele não queria contar.

    Ele fica silencioso quase o tempo todo enquanto ela mexe no cabelo dele, a cabeça longe com a opinião dividida em relação a Fumaça, e em como ele deixava uma garota inocente daquelas flertar com a morte tão de perto sem ela saber, ele respira fundo parecendo sonolento. - É vou sim, mas não por muito tempo é só um bico. - não conseguia nem imaginar o que Emillie pensaria dele se tornar leão de chácara pra traficante, quando ele lembrava dela o coração apertava mais e ele parecia encolher e ficar mais silencioso ainda.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Abr 05, 2021 12:48 pm

    Connor escreveu:...Eu só caço com as armas e a armadura que a mãe me deu...

    "É? Então não deve caçar muito bem tropeçando por aí." Ela ri da própria graça segurando o brinco na orelha de Connor, mesmo com ele levantando ela ainda não larga. "Espera, cara, só um segundinho. Nem doeu." Ela solta quando não consegue mais segurar e dá de ombros. O brinco fica no lugar.


    Connor escreveu:Meu trabalho é garantir que ninguém se machuque.

    "Então cê tá no trampo certo, né? Fazendo segurança. Engraçado a Dona sempre se importar com como as pessoas parecem, ela é doida e fala um monte de merda. Mas tem um bom coração lá no fundo." Ela fala como se estivesse pensando no assunto para se decidir.


    Connor escreveu:... e sério, o nome do meu amigo lá é Colosso.

    Ela dá de ombros como se não ligasse muito, mas segura uma risada.


    Connor escreveu: É vou sim, mas não por muito tempo é só um bico.

    "Tudo começa assim aí depois nem tem mais graça fazer outra coisa e você nem se sente preso. Se sente em casa. Tem festa todo mês com o pessoal do fumaça." Ela se dá por satisfeita retirando a toalha e largando o cabelo. "Não posso fazer mais nada por você. Esse sotaque de mato vai ficar e não tem o que resolver." Ela faz um gesto de apresentar e olha o reflexo de Connor no espelho com cara de satisfeita. "Agora é só fazer cara de matador." Ela sorri algo doce e gentil e depois faz uma careta boba.

    --

    Dona demora bastante para aparecer. Ela chega jogando um molho de chaves em um arco longo e lento para Connor. Ele sente as chaves de ferro nas mãos e o lugar todo parece mais real com seu piso de madeira escura e as paredes cor de creme. Não era um lugar em que Dona moraria, nem Connor. Era um lugar neutro e velho. Limpo, mas velho. Feito por gente que nem devia estar respirando mais.

    Os passos da bota com sola dura vão se aproximando e fazendo barulho demais no chão. "Fumaça vem amanhã te apresentar. Agora é a ultima chance de fazer perguntas ou meter o pé. Depois disso é fechamento total." Ela faz sinal com o polegar e a outra se toca que precisa dar um pouco de privacidade aos dois. Ela bufa e sai arrastando os pés bem contrariada. Ela não resmunga nem reclama com palavras. Dona espera ela sair para se encostar na parede agora sem nenhum humor. séria como a morte.
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    Mensagem por Ankou Seg Abr 05, 2021 4:23 pm









    Ela tinha dado uma boa resposta finalmente e ele gargalha quase que de maneira incontrolável, até perceber que tinha mais olhos sobre ele que gostaria, de clientes e atendentes da loja.

    --

    - É… - a única coisa que ele se manifesta sobre o “trabalho” não é como se tivesse muita escolha de qualquer forma - Dona e Fumaça foram uma grata surpresa, na real eu esperava mais gente do jeitão do Francês, tu conhece ele não? - não tinha malícia na pergunta, nem vontade de arrancar nada de Lizbeth sobre o cara, só conversa casual. - É a Dona é gente boa mesmo, e quem não é doido né? - ele responde com um sorriso no rosto.

    Ele passa a mão no rosto e olha o cabelo, pelo menos não iam chamar ele de Justin Bieber mais, o cabelo diferente, arrumado, ele gira o pescoço e dá pra ouvir o estalo alto, um olhar e expressão satisfeita.

    Ele olha pra Lizbeth, um olhar faminto e perigoso, algo agressivo que parece que vai partir ela com os olhos, ele toma dois ou três passos em direção a ela uma atitude claramente ameaçadora, invasiva, o tamanho ajuda a tornar tudo mais assustador- Matador o bastante? - Ele ri e se afasta.

    - Dona tá certa, o que tu veste e como aparenta manda uma mensagem, e não é só ela que se importa com as aparências, tu se importa com o que é importante pra você também, o cabelo, o piercing… - ele levanta as sobrancelhas como se tivesse toda razão do mundo, mas não coloca lenha naquela conversa, só se senta largado no sofá que estala pelo tamanho e peso dele.

    Ele ocupa o tempo jogando conversa fora com Lizbeth, perguntando mais sobre ela e Londres, era o recém chegado precisava saber onde ficavam as coisas que não fossem pontos turísticos.

    --

    Ele cata as chaves no ar tão rápido que o braço se torna um vulto por um mero instante, surpresa nenhuma pra Lizbeth depois dele ter perguntado de alguma academia e falado que treinava boxe, menos ainda pra Dona que agora sabia exatamente sob que lua ele corria com a marca no braço, exposta, pra ele só um reflexo, ele olha pro molho de chaves na palma da mão e era como se aquilo selasse alguma permanência naquela situação de merda.

    Ele espera Lizbeth dar a privacidade que foi tacitamente imposta, fica calado até ela sair, ele bate com a palma da mão no assento do sofá e chega pro lado abrindo espaço pra Dona, era bom que ela nem precisava de muito e ele precisava demais, uma combinação perfeita pra situação.

    - Eu só tenho perguntas, tipo, até onde eu posso ir, o que é território neutro e não, onde eu posso caçar sem incomodar ninguém, qual é da treta local com os puros, por que eu cheguei na cidade e tinham quatro deles fungando meu rabo, Fumaça viu, continuo a perguntar? - ele diz como se tivesse bom o bastante ou se ela queria mais.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Abr 07, 2021 6:57 pm

    "Frances é um idiota a não ser que você fale frances com ele. Cuzão..."

    Connor escreveu:- Matador o bastante?

    "Preciso ir no banheiro." É tudo que ela diz olhando para ele com olhos arregalados. Precisava mesmo.

    Connor escreveu: o piercing…

    "Claro que eu me importo C!" Ela fala de dentro do banheiro. Eventualmente ela sai e fala muito sobre a cidade, claro que sem qualquer pista dos mundos ocultos. Ela poderia falar sem parar por horas sobre as festas, as pessoas, as coisas exoticas sendo vendidas. Ela é fascinada pela cidade.

    --

    "A treta com os puros é longa e sangrenta. Acho que nessas pedras tem mais sangue uratha que em qualquer lugar do mundo. Debaixo delas também." Ela se joga no sofá ao lado dele cruzando a perna com as botas. "Eu tava aqui na ultima grande mudança, mas já tiveram um monte dessas, já teve uma família desses desgraçados sentados no trono com coroa na cabeça e tudo. A gente tava na merda por aqui nos ultimos anos. Os caras eram muitos e cheios de aliados. Os sangue sugas tavam com eles. Os cães irlandeses também. Tinham até uns feiticeiros doidos fechados com eles. Na merda mesmo. O caralho do rio ainda é fechado com os caras. Totalmente. Ele tá corrompido e louco, mas é um puta de um gigante forte pra cacete. " Ela gesticula bastante e chega a acertar Connor sem querer enquanto fala. "Não que a gente não tivesse lutando, tentando. Os que caçam nas sombras já tinham deixado a cidade faz tempo e se agarravam a uns cantos velhos e cheios de poeira e levaram pau até o fim. A maioria morreu. Os garras iam e voltavam, sempre uma guerra nova para eles. Pagam de durões, mas adoram uma retirada tática. Uns chupadores de pau do caralho. Fumaça vai dizer que eu não tava aqui desde o começo e que sem os caras isso ia ser tudo canteiro de puro." Ela segura um dos dedos de Connor como se fosse mordê-lo fora quando fala dos garras.

    "Os Sombras nunca foram fortes aqui e os fodões reizinhos do caralho atrapalhavam mais que ajudavam. Nem o Fumaça defende eles aqui. Bando de desgraçado cheio de segredinho. Sabe o que eles disseram? Não é a hora. Toda vez que a gente pedia ajuda. Não é a hora. Hora de que filhos da puta?!" Ela bate com a mão fechada na própria perna com força e faz uma careta. "Tem um monte de herói sendo comido pelo chão debaixo desse concreto todo. A gente tava perdendo rua por rua. Eles tavam sempre na nossa frente. A gente sangrava eles, mas a caralha do juramento ficava no meio da porra do caminho. Você tira um desses canalhas da luta e uma semana depois ele volta. Agora se eles tiram um dos nossos? Era pra sempre. Especialmente os nazistas da Guarda Branca. Agora tão todos lambendo as bolas do capeta. Mas eram uns sanguinários. Não tinham a menor honra e não poupavam ninguém. Eram loucos." Ela fala mais baixo e mais rápido. Mais irritada. O rosto ficando vermelho.

    "Três coisas mudaram muito. A gente tava pronto pra largar o barco ou sei lá explodir os caras e descer o nível só para se vingar. Punhos Sangrentos chegou na cidade vindo lá de Sherfield no cu de lugar nenhum e surra um dos cara na frente de todo mundo. Ela tinha uma Ithaeur junto com ela que puxou algum truque da cortola e fez os caras aceitarem isso. Eles tavam bebados de glória de tanto surrar a gente e isso fez os desgraçados ficarem mais putos ainda. Ponto um e a merda ficou pior. " Ela faz um com o dedo.

    "Depois disso? Donovan decidiu que era hora medir o pau. Veio com um monte de reizinho tocar o louco na sombra. Trombetas soando e o caralho. Uma porra de uma tempestade enorme jogou tudo pra cima e encheu nosso coração de esperança. A gente começou a afiar as garras correndo pra pular na vingança. Sabe no que deu? Uma derrota super constrangedora. Pronto. Era hora de ir embora. Os puros tinham recebido reforço. A real é que eles estavam prestes a lançar um ataque esmagador e os Reizinhos acabaram interrompendo isso, mas os desgraçados ficaram ainda mais felizes e vencer Donovan Fala Prata. Definitivamente era hora de dar no pé. Só Fala Prata, Punhos e Fumaça ainda queriam alguma coisa por aqui. Fumaça porque essa era a casa dele. Punho porque era doida. Donovan porque tinham fodido com o orgulho dele matada mais de vinte dos desgraçados dele." Ela suspira e sorri com crueldade levantando um segundo dedo.

    "Terceiro? Sabe porque o Fumaça te recebeu tão bem? Pronto pra limpar a bunda do seu coleguinha por um pedaço de morto que a gente podia ir lá pegar?" Ela coloca os dois dedos na boca como se fossem um pau que ela queria muito chupar. "Punho puxou uns favores do cu e em menos de 24 horas a gente recebe um monte de cabeças numa porra de uma cesta de bambu. Puros? Não. Os feiticeiros deles, entregues por um bando de olho azul que cê conhece. Mesmo assim não tinha jeito. Ninguém tava do nosso lado na cidade, mesmo com Sindicado entragando os a cestinha de cabeças deles. Nem com as palavras doces do Donovan a gente ia conseguir. Era suicidiu inglório. A sexta de cabeças não é a terceira coisa. Ela faz levantando o terceiro dedo e cutucando Connor com todos os dedos de uma vez. "Olhos do Céu inventou que tinha um ritual que trazer as sombras dos nossos ancentrais pro campo de batalha. Um K.O. enorme? Claro porra, mas colou pra segurar a gente. Noite escura sem lua. A gente lutou uma semana pra esperar uma dessas. A merda do ritual foi simples e assustador demais porque..." A voz dela sumiu. Os olhos perdidos no passado em algum lugar que ela não conseguia ver.

    "Porra você sentia, saca? Claro que saca. Eu vi a porra das sombras descolando do chão. Saindo das nossas sombras, escorrendo dos pés. Os puros não atacaram aquele dia. A gente atacou, a gente foi pra cima. A gente ia morrer com nossos imãos que tinham ido antes da gente. Mas não tinha luta nenhuma. Só sangue e puros escalpelados. As marcas arrancadas da carne. " Ela suspira esquecendo dos dedos. "Acabou assim. Eles nunca mais chegaram desse lado do rio. Tão escondidos até hoje, um dia eles vão esquecer ou entender. Mas até lá... Donovan dobrou os vampiros na mesma noite e os caras agora jogam com os dois lados fingindo que são exclusivos de cada um. Fumaça odeia eles e tá esperando os caras escorregarem. Ou ele vai matar os caras quando achar que consegue." Ela levanta deixando a mão passar na perna de Connor. "Os cães não passam pra cá também porque os puros não vem pra apoiar eles. Mas não dá mole que os caras não conseguem ir pra sombra, mas ainda podem te matar pra cacete. A gente acabou enterrando eles e todo mundo foi embora. Ninguém quis saber que porra de ritual era aquele se é que era um. As vezes eu acho que eles só queriam enrolar os puros ou sei lá... enrolar a gente até alguma merda escrota demais acontecer. A gente tava em quase nada da cidade e eles tinham tudo e... Eles mereciam. Mereciam. Mas era uma merda muito estranha com tanto cheiro um por cima do outro e aonteceu quando a gente não tinha mais olheiro nenhum. Outros vampiros cheios de prata? Alguma outra coisa? Um monte de espírito profano? Porra eu não sei, mas deu certo e Fumaça ama os caras."

    Ela da de ombros indo para a porta. "Amy ligou e ele começou a se preparar pra chance de te ajudar. Eu fiquei com um pouco de medo. Cê tem alguma coisa com isso? Eu não quero que chegue o dia de matar os sangue suga ou de atravessar o rio. Eu devia. Mas não quero." A voz dela agora é baixa e sem energia. Quase outra pessoa.
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    Mensagem por Ankou Qua Abr 07, 2021 10:35 pm








    Uma única pergunta sobre a cidade foi o bastante pra desencadear a “Lizbethzilla”, mas nem se queixava dela dar aquele monte de informações úteis, considerando que ele só queria saber de alguma academia, farmácia ou mercado próximo.

    --

    - Sempre é longa e sangrenta… - ele retruca, mas não interrompe, não era bem o que ele tinha perguntado, mas quem se importa, ele tinha tempo sobrando, pela primeira vez nos últimos quase cinco meses tinha tempo sobrando.

    Dona escreveu:...levaram pau até o fim. A maioria morreu.

    - É isso o que a gente faz, luta, leva pau, continua lutando e morre, e isso soa tão estúpido… - ele comenta coçando o cenho com a voz pesada.

    Dona escreveu:Pagam de durões, mas adoram uma retirada tática.

    Connor ri e meneia a cabeça em positivo, como se soubesse exatamente o que ela queria dizer, quando ela fala dos Sombras Descarnadas no entanto o semblante de fecha. - E pensar que queriam que eu fosse um deles… - animação nenhuma na voz. - Tratos demais, compromissos demais, tempo demais pro outro lado.

    No restante do tempo ele fica calado escutando aquela história toda atônito, a treta profunda em níveis que ele não conseguia perceber por completo, mas a julgar pela raiva e desconforto de Dona nem ela, ele não comenta mais nada por um bom tempo, apenas se põe como um bom ouvinte.

    Dona escreveu:Cê tem alguma coisa com isso?

    - Eu?! - ele ri, de nervoso e se levanta - Parece mesmo que eu sei o que diabos eu to fazendo né? - ele tapa o rosto com as mãos e esfrega - Eu sei lá Dona, minha família é velha, você falou de heróis mortos e enterrados, pode ter certeza que eu descendo de um bando deles, minha mãe adora bater no peito e falar cheio de orgulho que a gente tá por aqui desde o século VI e um monte de outros trecos que eu não lembro… Não vou nem negar que meu nome abre portas, um bando de Sombras Descarnadas e Senhores da Tempestades, cheio de segredos muitos deles corroídos pelo tempo, tinham Caça nas Trevas também, ainda deve ter, não em Dover, mas deve ter. - ele balança a cabeça em negativa e se aproxima dela de maneira calma, apoiando as mãos sobre os ombros dela que escorregam até acharem as mãozinhas pequenas dela seguido de dois pequenos puxões como se convidasse ela de volta pro sofá.

    - Olha eu sei como é não ter ninguém pra conversar ok? Você precisava falar e eu sou um bom ouvinte… - ele balança a cabeça em negativo com o olhar perdido - É estranho escutar essas histórias, eu não era nem uratha quando isso rolou e de alguma forma me sinto derrotado saca? Como se eu tivesse feito alguma cagada. - ele coça a cabeça com uma expressão de dúvida, se perguntava se era o peso do juramento sobre ele ou se era só doido, mais doido que o resto.

    Ele olha pra Dona com um semblante cristalino - Olha porque a gente não senta com o Fumaça e pergunta a ele, só ele vai te dar as respostas que tu quer ok? - ele cutuca o ombro dela como se tentasse animar ela de alguma forma - E aquela caçada, quero morder algo do outro lado, recarregar as baterias. - o olhar dele é sugestivo de alguma maneira, mas ele sabia muito bem que não devia pisar na sombra sem saber de nada - Tu me deixou curioso pra ver o rio agora, mesmo que seja de longe. - ele abre a porta esperando ela tomar a frente.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Abr 15, 2021 11:49 am

    Connor escreveu:Parece mesmo que eu sei o que diabos eu to fazendo né?

    Ela ri com o canto da boca. "As vezes a gente não saber e faz mesmo assim." Quando Connor a puxa pelas mãos ela vai sem resistir. "Como assim tu sabe? Tua mãe é uratha, metade da sua família é... O que você mais tem é gente pra conversar." Incrédula.

    Connor escreveu:Como se eu tivesse feito alguma cagada.

    "C, ninguém vacilou. Ninguém fez merda. Os caras ganharam daquela vez até a gente ganhou e minhas entranhas torcem só de lembrar daquilo. Teve um que a gente achou em um escritório, ele tava sentado na cadeira dele como se ainda tivesse trabalhando. Morto, todo rasgado ainda segurando a caneta." Ela segura a boca travando os dentes e espera Connor continuar.

    Connor escreveu: respostas que tu quer ok?

    Ela parece assustada. "Eu quero? Eu quero que essa porra fique enterrada. Quero que metam concreto armado em cima disso." Quando ele abre a porta ela parece um pouco decepcionada. "Te levo pra caçar, mas não se liga muito no rio. Dá pra ver o cuzão de qualquer lugar." Ela guia Connor até o Loci que eles vão usar. A noite ajudaria na travessia e Dona tinha um espelho de maquiagem que colocou para ajuda ainda mais. Era como atravessar um muro de tijolos com a cara. Era muito difícil passar.

    O loci em si era nós fundos de um bar, um beco apertado demais, sujo demais. O chão era molhado e não estava estava chovendo. O lugar fedia e era escuro pra caralho. O espelho de Dona era um leve brilho enfiado em um buraco na parede. Era tão desagradável que Connor só percebeu que Dona não tinha se aproveitado de estar ali espremida quando chegaram do outro lado. O que era até pior. Bem pior.

    O Hisil ali era cheio e movimentado. Cheio como shopping em dia de liquidação. O ar era cheio de vapores e boa parte deles vivos, hostis. Os prédios olhavam de um lado para o outro suspeitos, paranoicos. Dona muda de forma assim que atravessa. "Cuidado." Ela economiza dizendo uma só palavra e sai do beco. Os passos tão rápidos quanto ela consegue. Connor consegue sentir coisas se movendo a baixo do chão, coisas duras raspando no concreto embaixo dele. Ele ouve um som alto de vidro e quebrando e concreto rachando. Os olhos são atraídos para o som e ele vê um prédio enorme devorando um outro menor. Um parecia desabar sobre o outro.

    Dona puxa o seu braço com força. Eles tinham que continuar se movendo. Ela tira um isqueiro do bolso assim que eles viram uma esquina bem movimentada cheia vozes e letras. "Filho da puta." Connor sabia que não era com ele. Uma grande bola de neve cheia de televisores e fios e alto falantes. A coisa tenta fugir assim que é vista atacando uma loja de eletrodomésticos. Dona guarda o isqueiro puta e muda de forma de novo. Nenhuma sutileza, nenhum espaço para palavras. A forma da guerra.
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    Mensagem por Ankou Qui Abr 15, 2021 7:06 pm










    Dona escreveu:"Como assim tu sabe? Tua mãe é uratha, metade da sua família é... O que você mais tem é gente pra conversar."

    Ele dá uma risada breve com uma ponta de escárnio - O que eu mais tenho é gente pra me dizer que eu to errado ou me dizer o que fazer, isso não é conversar. - no fim o olhar dele é de alguém que tinha feito alguma caquinha, como se desse razão as palavras que ele alegava escutar da família, mas ele não prossegue, faz questão de não prosseguir.


    Dona escreveu:"C, ninguém vacilou. Ninguém fez merda…

    - Eu sei, mas eu lembro do meu vô falando que o juramento pra mim é mais pesado, ou eu sou só mais maluco do que deveria… - a cara parece quase se transforma numa expressão de dor e ele não faz questão nenhuma de esconder a marca de pureza escarificada no ombro, ele lembrava do vô, impossível não sentir saudade.

    Dona escreveu:"Eu quero? Eu quero que essa porra fique enterrada.

    Por fim ele só dá de ombros e levanta as mãos mostrando as palmas pra ela - Se você não quer mexer nessa merda muito menos eu… - a expressão de “eu não tenho nada haver com isso” completa tudo que ele tinha pra falar sobre o assunto.

    Ele segue com ela pra fora do apartamento trancando a porta assim que ele sai, o celular em mãos digitando com uma certa dificuldade como sempre, os dedos eram grandes demais.

    To indo dar um corre e vou ficar sem sinal de celular, mandei mensagem pra Millie, acho que ela não viu, não sei o que tá rolando, tô preocupado, ela tá contigo?

    A mensagem é enviada pra Ash, ele sabia que não ia ter tempo de ver até a resposta até voltar da sombra.

    No caminho ele troca uma garrafa de uísque barato por dois punhados de cinza do latão de um grupo de mendigos e uma sacola grande e limpa, ou aparentemente limpa.

    Após a travessia horrível ele se transforma em Dalu, e retira as roupas sem o menor pudor, ele,olha pra Dona e dá um sorriso convencido com as sobrancelhas arqueadas como se tivesse avisado, e definitivamente mata a curiosidade dela, a coisa era tão grande quanto ele tinha falado, talvez maior até do que ela tivesse imaginado, mas ele não perde tempo, nem parece ter orgulho daquilo propriamente, ele mistura o próprio sangue de um corte superficial que ele faz com uma das garras na palma de uma das mãos, as marcas logo são pintadas no corpo com um unguento negro de sangue e cinzas, as marcas da caçada, ele se oferece pra fazer o mesmo por Dona se ela quisesse.

    O que se segue é quase um brado de guerra, que fala da vida e honra aos ancestrais, o pai lobo e a caçada como direito dos uratha, enquanto o pé bate no chão no ritmo de algo parecido com um raka como se fosse um aviso pra todo o resto se afastar dali, quando finalmente termina dá pra ver as veias calibrosas de Connor a flor da pele, mesmo por debaixo de toda aquela pelagem negra, ele arfando de pé sobre um ponto mais alto logo acima do beco, ele joga as sacolas pra baixo e deixa elas no loci, uma com o resto das cinzas e a outra com todos os objetos que ele tinha levado, incluindo a faca e o soco inglês, assim como suas roupas e o celular.

    - Esse lugar é um inferno, saudades Dover. - ele comenta sem surpresa conforme vai andando com Dona, ele segue logo atrás dela, quase ao lado, era melhor assim, ela conhecia melhor o terreno.

    Finalmente quando eles acham o alvo não dá pra esconder que ele toma um susto com ela assumindo a forma de guerra logo tão cedo, mas ver a marca da sabedoria marcada na pele dela lhe arranca um sorriso, ou o mais próximo que um Dalu conseguia de sorrir, ele por sua vez toma a forma de urshul e avança com tudo sobre o alvo, ele quer morder e estraçalhar, e tirar a atenção total de Dona com sua forma gauru nanica, dar a ela a melhor chance de bater onde dói mais.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Abr 18, 2021 4:13 am

    Connor escreveu:...isso não é conversar.


    Para surpresa dele Dona concorda com a cabeça pensativa.

    Connor escreveu: ...mais maluco do que deveria…

    Ela dá de ombros. "E quem não é?" Uma mão pousa no braço do rahu como uma tentativa fraca de consolo.

    A resposta de Ash é rápida. "Por enquanto ela tá com os seus amigos, mas vou convocar o protetorado, eles tem mais no prato do que conseguem mastigar. Vou pegar ela para os Corvos." Não era exatamente o que ele queria ouvir e não tocava no assunto de verdade. Como Emillie estava?


    Connor escreveu:...saudades Dover.

    "Você não viu nem os feriados." ela fala mortalmente séria.

    --

    A luta é rápida e Dona também. A ithaeur é pequena, mas compensa com pernas ageis e fortes e um salto enorme se enrolando na criatura. O monstro feito de espíritos tenta fugir de Connor também. Tenta se afastar e derreter. Mas Connor morde e rasga. Ele tenta escalar, mas Dona puxa e escala ele. Uma explosão de vidro e luz e eletricidade. Doeu. Muito. Connor sente o cheiro do próprio sangue. Dá própria carne queimada. Dona foi arremessada longe. O monstro tenta fugir de novo, mas Connor não tinha se movido um centimetro e o agarra com unhas e dentes. Dona logo se junta a ele o monstro não dura muito. Esgotado e dilarecado. Os dois correm até onde ele poderia se refazer de novo. Destruir sua essencia ali é ainda mais fácil. Dona já tinha voltado a forma de dalu. Quando o trabalho termina ela ri. "Cê nem se ligou." Ela aponta e Connor percebe a grande muralha cinza e verde correndo no meio da cidade. Olhos vigiando lá de dentro. Olhando para ele. "Tái o rio." Era maior que os predios. Uma eterna, lenta e enorme correnteza. Uma força malevolente e gananciosa. "Tá aqui embaixo também. Ele vive se enfiando nos esgotos tentando mecher com a internet e eletricidade e os cabos de telefone. " Ela bate no ombro do raru com força e satisfação. "Mandou bem C. Eu bem que podia me acostumar com isso."

    --

    Dias depois Fumaça tinha apresentado ele aos outros dois. Eram exatamente o que ele falou. Virar as gostas para Timizinho fazia os pelos do pescoço dele arrepiarem. O cara era o tipo de desgraçado que tá sempre a um sopro da cadeira eletríca. Além de tudo o cara era corajoso e sabia usar uma faca, mas não melhor do Connor sabia usar os próprios punhos. Ele ainda tava com um tapa olho. A mensagem de Fumaça tira ele dali. "Urgente. Chega mais." Nunca dizia muito, mas sempre o bastante.

    Connor sabia onde ir. Quando ele chegou podia ver o vampiro no telão. A mesma cara magra e desesperada. Mais morto do que um cadáver. "Tamo começando. Manda sua lista."

    --

    Parecia que a coisa toda tinha durado uma eternidade e um piscar de olhos. "Vaza ainda não." Ele bate algumas vezes na mesa com os nós dos dedos e a imagem na tela muda. Um telefone desenhado na tela. "A coisa tá estranha lá pro seu lado, você pediu uma linha segura e tá aí. Quando terminar Tuya tá ali fora. Conta pra ela o que puder de Dover, ela tá indo para lá em uns dois dias pra ajudar numa caçada. Os puros roubaram uns parentes por lá e a gente pegou umas conversas aqui sobre mandar gente pra lá. Não sei se é pista falsa. Mas é só falar o número pra Alexia e ela te cola com o outro lado. Sem endereços por favor. Nem datas." Ele bate a caneta no bloco de anotações cheio do que ele pegou durante a entrevista com o vampiro. Dona que estava quieta o tempo todo dá um aperto no braço de Connor cheia de afeto. Olhos passam pelos dele lentamente.

    --

    No fim da ligação o rahu sabe que a uratha o espera do lado de fora. Ele ainda não tinha a visto, mas tinha ouvido algumas histórias. Dona achava ela algum tipo de exemplo de dureza. Fumaça dizia que ela era corajosa e tenaz, mas talvez isso não fosse um elogio. Ele sabia que se abrisse a porta a mulher estaria esperando do outro lado para falar sobre o lugar que ele tinha abandonado. Para perguntar e perguntar e futucar a ferida sem nem saber.
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    Mensagem por Ankou Dom Abr 18, 2021 6:08 am









    Ela não é uma coisa pra você pegar, tu sabe que não funciona assim, mas eu prefiro ela aí segura do que lá no perigo.

    A resposta é mais rápida ainda, mas não seria enviada até ele sair da sombra.

    --

    Destruir a essência daquela aberração é um deleite, dá pra ver ele se empanturrando dela, aproveitando o momento selvagem pra se usar de forma inteligente do Gauru pra recuperar a cara queimada.

    Já em Dalu ele olha o rio quando Dona indica - É tava focado demais em pegar alguma coisa. Essa porra é gigante. - definitivamente nunca tinha visto nada igual aquilo. Ele desvia o olhar pra Dona e o rio alguma vezes,, se recordava da história recentemente contada, não tinha uratha que ia deitar aquela coisa na ignorância e funcionava quase como que um escudo pros caras. - Fala Prata, Punhos e Fumaça, você me disse o que eles queriam, mas nunca disse o que a Dona quer. - se ele entoasse a voz um pouco dava pra jurar que era uma daquelas frases de duplo sentido de quinta série que eles passaram o dia todo jogando um pro outro, mas a voz soava bem séria, dava pra sentir o drama dela na pele dessa vez.

    Ele devolve os cumprimentos dela sobre a luta com um afago na nuca. - Cê é mais rápida do que eu imaginava. - a surpresa genuína. - Mas isso, juro que eu não esperava. - ele diz tocando de leve a escarificarão da marca da sabedoria, quase um carinho, se sentiu mais tranquilo em ela ser uma Ithaeur do que qualquer outro augúrio que aparentasse ser.

    --

    Definitivamente Timizinho era o tipo de pessoa que ele evitou a vida inteira, não fosse o fato de ser uratha provavelmente nunca estaria ali, nem mesmo pra olhar na cara do sujeito, ele cumprimenta os caras com a mão de poucos anéis, ele se sentia estúpido se olhando no espelho, mas acreditava no “bom gosto” de Dona pra aquelas coisas.

    - Preciso ir, ordens do chefe. - ele fala pros caras e não se explica, toma o rumo da “toca” como ele mesmo estava chamando nos últimos tempos, por falta de um nome melhor, ele se depara com aquela situação toda, o cara fodido como sempre, pelo visto eles não se recuperavam de maneira ordinária, provavelmente precisavam de sangue,, era a única explicação já que o tempo parecia não resolver.

    As perguntas uma chuva delas, boa parte desmistificando o que era loucura de Hollywood ou não, alho, água corrente e cruzes estavam definitivamente entre as perguntas, por fim ele entra em algo mais pessoal e mesmo que não pudesse voltar pra Dover.

    Como eles se organizavam lá, se alguém era responsável pelo tráfico de humanos e estoque de sangue, vivo ou não, quem era o chefe, se havia mais de um e se a forma como se organizavam dem Dover era comum a qualquer lugar da Inglaterra ou era algo mais regional.

    --

    Ele põe a lista de lado e se prepara pra levantar assim que Fumaça recolhe, recebendo o recado da linha segura, ele arregala os olhos quando ele fala de parentes raptados, a carranca se formando é impossível de esconder, como se ele estivesse pronto pra correr de volta naquele instante, ele se apoia na mesa de cabeça baixa, o rosnado vem na garganta sem querer, incontrolável, o corpo dele treme, quase um impulso violento mesmo sob o toque carinhoso de Dona, quando os olhares se cruzam o dele é de fúria e violência pura - Foi mal. - o corpo tenso e o olhar esmaecem, ele traz Dona mais pra perto quase num abraço e esfrega a mãozorra nas costas pequenas dela.

    Ele tira o celular e o deixa sobre a mesa do lado do display da Alexia,, assim como os anéis, ele realmente não gostava de usar aquelas coisas. - Vamo resolver isso com a Tuya primeiro, faço as ligações depois. - ele queria liberar a mulher logo e ter um tempo só pra aquilo, sem pressão.

    Ele passa pela porta sem cerimônias, e sem medir a mulher, um cumprimento simples e ele se senta onde estiver disponível. - Você pode recorrer aos Algozes ou aos Uivadores - era estranha falar sobre a alcateia não sendo parte dela - Lobo Partido e Lágrimas da Lua tem um mapa com os locis da cidade, a maioria pequeno ou insignificante demais pra ser clamado, mas o bastante pra você se forçar de um lado pro outro… A cidade é um queijo suíço, e o dromo é diferente daqui,, não é como enfiar a cara numa parede, muito mais suave. - Ele olha sério pra mulher, nos olhos dela - Sparhall, a cidade vizinha, já era, mataram quase todo mundo, quase, Sopro da Morte viveu uma vida lá, você pode encontrar ele com os Corvos, o lugar agora é um antro de Ashenga, certeza que não vão te negar nada já que tu tá indo ajudar, nem eu, pode perguntar o que você quiser. - diz de forma solícita sem se preocupar com as feridas ou o que ela poderia achar dele, se é que ela sabia do que havia acontecido.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Abr 19, 2021 3:59 pm

    Ash vê a mensagem e nem responde. Horas depois ela manda uma foto de Emillie na floricultura. O semblante perdido de sempre parecia triste e não desajeitado.

    --

    Connor escreveu:Mas isso, juro que eu não esperava.

    Ela apoia o rosto na mão dele. "Eu só quero o que todo mundo quer. Ser feliz e quebrar os escrotos." Ela coloca uma mão na barriga de Connor. "Chega mais perto." A voz cheia de desafio. Os olhos intensos e doces. A mão se fecha pegando pano e carne. O rosto virado para ele.


    --

    O vampiro parecia honesto. Parecia querer colaborar. Parecia existir somente para responder as perguntas. Alho não era nada e nem prata. Mas o sol era forte e o fogo também. A organização deles tinha sido baseada em força no passado, antes de a maior parte deles ir para debaixo da terra. Lá eles tinham um conselho e do lado de fora era uma outra coisa. A maioria dos humanos ali eram descendentes dos servos do passado ou orfãos entregues pelas mães. Alguns desses nunca tinham ido ao lado de fora. O conselho debaixo da terra trocava com o monarca acima com moedas de ouro vermelho. Ele diz que nunca vendiam humanos ou sangue, eram tão poucos. Eles trocavam sangue com os servos, poder para eles e sustento para os vampiros. A forma como faziam em Dover era única até onde ele sabia, excluidos dos outros vampiros até certo ponto. Mas na superfície eles eram diferentes. Ele mesmo tinha sido um deles e encontrou refugio abaixo do solo.

    Na selva de concreto eles eram uma corte cruel e excitante. Sombras, fumaça e espelhos. Seda, ouro e sangue. Medo e desejo. Tudo era permitido e oculto. Mentiras sobre mentiras. Eles traficaram humanos antes. Alguns deles ainda se lembrariam de quando as leis permitiam isso. O mundo mudava e eles mudavam mais devagar. Mercúrio e mel. Eles sempre incentivavam doações de sangue. Sempre incentivavam alimentar os mais despresíveis da sociedade. Pra que controlar a polícia se você pode ficar fora dos olhos deles. Muito mais fácil. As expressões dele são tão intensas. Tão humanas no rosto morto. Ele deixou as luzes da cidade para o subterrâneo quando comprou uma parte de um fluxo de sangue, como eles chamavam ali, crianças vindas do leste europeu. Crianças. Ele nunca tinha tido escravos antes até essa noite e só por ela.

    Há anos ele não tinha contato com a corte acima do solo. Não era corajoso o suficiente para lutar com qualquer arma que fosse. Como eles estavam agora? Não sabia. Definitivamente tinham feito algo depois do dia das explosões. Isso teria mudado tudo.

    --

    Connor Mcleary - Página 12 Tuya10



    Tuya ouve o rahu com paciência serena, não parece a criatura da qual Fumaça falou. Mas Ash também não parece, não é? Ela move a cabeça quando Connor fala concordando ou aceitando as suas informações. Quando ele fala sobre o dromo um sorriso toca seus lábios sem nunca deixar os dentes aparecerem. Quando o lua cheia diz a ultima palavra ela balança a cabeça novamente. "Anshega." Ela diz marcando cada parte da palavra. A voz era doce e calma. Lenta como uma brisa. "Me conte sobre a sua tribo. Me conte sobre os Beshilu." Os olhos o tempo todo nos de Connor com respeito e curiosidade. O inglês dela tinha um forte sotaque, mas as palavras ditas na primeira língua eram perfeitas como música.
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    Mensagem por Ankou Seg Abr 19, 2021 7:49 pm









    Olhar a imagem dela daquele jeito fazia ele sentir um impulso de voltar pra Dover no mesmo instante, como se precisasse tocá-la e dizer que tava tudo bem, mesmo que não estivesse, mas sabia que isso era impossível.

    --

    Connor ri com a resposta dela, até lança um certo olhar de admiração - Eu sei que todos nós temos nossos pedaços quebrados, mas você consegue seguir em frente de forma tão leve… - era um elogio ao mesmo tempo uma constatação, era óbvio que não era tão simples pra ele.

    Sentir o rosto peludo do Dalu dela contra a mão era estranhamente excitante, ele não arreda o pé, segura ela por uma das nádegas e arrasta pra cima, dá pra sentir a extensão do corpo dela esfregando por todo o caminho até o rosto fica frente a frente, ele não diz nada de início, na verdade a mente dele viaja de volta a conversa dele e de Brendan antes da primeira reunião do protetorado de Dover que ele tinha participado, sobre como era transar em outras formas, logo ele se foca em Dona de novo - A gente não devia fazer isso… - Já tinha dado merda antes, não sabia se a falta de retorno do contato com Emillie se dava por que ela descobriu ou pelo fato dele ter ido embora, sem explicar nada direito pra ela, mas de qualquer forma o andamento da história não ia bem.

    As palavras sem muita convicção, o corpo e o olhar são traidores filhos da puta, excitado, querendo morder o pescoço dela e colocar tudo que tem a prova, era quase como perder a virgindade pela segunda vez, mas ele não dá um segundo passo, ainda que parecessem ser fogo e pólvora a centímetros um do outro com os rostos quase colados.

    --

    Quando finalmente Connor mede Tuya de fato ele abre um sorriso incontrolável, um sorriso que fica totalmente fora de contexto do assunto, um olhar de quem já conhecia aquele tipo de postura que ela tinha, logo ele percebe o quão esquisito aquilo parece e se atenta de volta ao assunto. - Tem dois lá, Lobo Partido e Imaculada, ela chegou há menos tempo, fugida de Sparhall junto com Sopro da Morte, e é isso, eles são os únicos que saíram vivos. Eu não sei como os dois realmente estão, provavelmente enlouquecendo. - Dá pra ver um semblante triste aparecer ele no instante seguinte. - Eu sabia das histórias, paguei pra ver, quase me fodi, quase virei uma marionete do filho da puta, com vontade de comer meu próprio braço… É rolou isso com outro cara lá, de uma outra geração, Garras de Ébano viu! - o mesmo sorriso volta no rosto, algo sincero e saudoso - Uma outra Cahalith com bolas de aço igual você, que no olho só parece uma mulher bonita que não oferece perigo, mas a gente sabe que não é bem por aí. - o sorriso se fecha, e ele prossegue - Eu senti o cheiro e o gosto do filho da puta, se eu pegar o rastro eu acho ele, o problema é que ele consegue me ver de muito mais longe que eu consigo ver ele, muita gente jurou de pé junto que era uma maldição, uma porra que é! É uma entidade braba, que odeia o juramento, minha aposta um Idigan muito pistola com a tribo, poderia até ser um Maeljin? Muito exótico? Mas eu nunca ouvi falar de Cães Infernais por lá, mas de feridas já, uma só, mas faz uma centena de anos… - ele dá de ombros como se não tivesse mais nada a dizer sobre a tribo ou opinião nenhuma a dar.

    Logo ele se volta pro assunto dos Beshilu - Ratos filhos da puta, é uma infestação fudida deles, é tudo que é rato vai pra lá, matam pelo menos uma hoste grande por ano, pelo menos foi o que eu ouvi dizer, eu mais uns camaradas achamos um templo que os caras veneravam os ratos, comiam a comida deles, bebiam do leite azedo e no porão uma sacerdotisa dava as criancinhas deles pra hoste comer, deu a própria filha - ele olha pra mão hasteada - eu parti a filha da puta em dois… - a voz cheia de violência e ódio revivendo o momento na cabeça, mas logo ele cerra os punhos e retorna ao que dizia. - A merda era muito maior do que a gente podia conter, mas a gente colocou uns caras na cola da hoste… Eu nunca tive tempo de matar essa merda, tinha coisa pior que precisava de mais atenção na época. - uma ponta de decepção. - Mas pelo menos eu dei um jeito de fechar a porra do lugar, pode procurar depois “RATOS BANDIDOS, BOMBEIROS HERÓIS – COMPLETO” , tá tudo no Youtube, deu uma merda fodida, gente que não tinha nada haver pagou o pato, mas era isso ou eles continuarem a ter guarita naquele lugar podre! - E ainda apesar da tragédia ele parecia ter orgulho daquilo.

    - Lobo Partido é  alucinado em caçar os caras, ele tenta achar padrões de como eles se deslocam pela cidade… Eu acho que o assunto dele é pessoal, alguma coisa haver com a morte do pai ou com a transformação dele, eu não sei ao certo, mas tentar achar esses caras é praticamente tudo que ele faz no tempo livre dele. Se tem alguém que sabe como andam as coisas sobre isso é ele. - Ele diz com aquele tom de quem reprova um hábito não saudável como fumar, mas era o máximo que ele chegava, realmente não culpava Axel por aquele comportamento, sabia que outros urathas eram muito piores.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Abr 22, 2021 11:09 am

    Dona aproxima o rosto do dele. Desvia no ultimo momento e ele sente a lateral do rosto dela no seu. Sente os dentes dela na orelha. Os lábios. A língua. As mãos da pequena apertam com força, garras cortando a pele. A pele tão forte e sensível ao mesmo tempo. O cheiro dela era mais intenso do que antes, os sentidos do dalu deixavam tudo mais intenso e a mente com uma parte de lobo já era mais direta e instintiva. As pernas de Dona afastavam e aproximavam os dois. Uma das mãos procurava o corpo dele descendo pela barriga.

    --

    Connor escreveu:...Eu não sei como os dois realmente estão, provavelmente enlouquecendo.

    Ela não diz nada, mas uma tristeza profunda passa por seu semblante como a sombra de um pássaro em voo.

    Connor escreveu:...não é bem por aí.

    Ela sorri de novo do mesmo jeito. "Melhor fazer segredo disso..." A voz suave.

    Connor escreveu:...mas faz uma centena de anos…

    "Histórias tem muito valor. As coisas que uma pessoa viu podem salvar outras e os erros do passado podem ser menos repetidos." A voz não entrega nada além do ar gentil e comportado.

    Connor escreveu:...guarita naquele lugar podre!

    "Cultos tem que ser esmagados, aos Beshilus mais ainda." A voz era pura concordância e suavidade. Mas dessa vez com aço afiado sob a seda.

    Por fim ela considera calmamente o rahu e suas palavras. "Lobo Partido para os Beshilu. Mas se quiser outras histórias, histórias antigas. Quem devo procurar?" Ela parece pensar por um instante depois disso. "Se eu precisar de caminhos novos, a quem devo perguntar?"
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    Mensagem por Ankou Qui Abr 22, 2021 6:21 pm









    A língua é como uma lixa delicada, molhada e quente na orelha, a respiração perto demais e o estalar dos lábios parecem amortecer todos os sentidos, um rosnado baixo ecoa na garganta dele, dessa vez não de violência ou raiva, mas de prazer, ele quebrava o pescoço oferecendo mais a orelha, os olhos fechados, a boca entreaberta, a respiração ofegante já não mais de cansaço da caçada, a mão já repousada sobre uma nádega dela aperta mais e mais, ela toda contra o corpo.

    As mãos tentam alcançar onde as calças apertadas dela não deixam, o último momento de sanidade é tentar desabotoar a porcaria, mas o botão escapole, dá pra ouvir ele quicando no chão e rolando pra algum lugar, ele puxa as roupas de todos os cantos, o barulho das linhas da costura se esgarçando até que não tem mais nada pra tirar.

    Ele gira o corpo dela ainda contra o dela, dava pra sentir as costas inteiras dela contra o peito, as garras raspam a pele, mas a mão tem um toque suave nos lugares que dão mais prazer, ele lambe e morde a nuca dela junto de um rosnado que não significava nada.

    Ele a solta e descola o corpo por um instante e no momento seguinte tem um nariz gelado no bumbum dela, a língua quente e molhada do lobo gigante em todo o resto, fazendo um convite, os sentidos uma loucura fazendo a força de vontade se o único empecilho de montar ela daquele jeito mesmo.

    --

    Ele lança um olhar afiado pra Tuya - Seu segredo tá a salvo. - e logo faz um gesto como se passasse um zíper na boca e abre um sorriso sedutor.

    - Histórias antigas… - Ele faz um bico engraçado. - Bem , Garra de Ébano e Canção no Vento são as cahaliths mais antigas locais eu acho, ambas Sombras Descarnadas, o quanto você acha que vai conseguir arrancar delas? Atiçador é ainda menos confiável, mas você pode tentar a sorte, melhor falar com Sorriso Sangrento pra ele ser a ponte entre vocês. Eu já tentei perseguir histórias antigas, pra ver se eu chegava numa solução pro problema dos Caça no território, são porras de becos sem saída. - Ele meneia em negativo sem muita esperança no semblante. - Sopro da Morte é o Cahalith mais velho agora, talvez ele saiba de coisas que os outros não sabem, eu nunca tive a oportunidade de conversar com ele sobre essas coisa. Mas vocês que são Cahaliths que se entendam. - a coisa soava como quem desejava boa sorte.

    Ele fica pensativo no instante seguinte - Novos caminhos… - Ele arqueia uma sobrancelha, tentando entender exatamente o que ela queria dizer com aquilo, tentando formar a melhor resposta na cabeça. -  Quebra Correntes, ele é um velho Elodoth que é absolutamente tudo sobre novos caminhos, literalmente, um Garra Sangrenta pacifista, dá pra imaginar isso!? Eu gosto da atitude dele, ele é um cara legal e agradável de conversar, do tipo que parece que era um poço de violência e em algum momento descobri que nem tudo se resolve no braço… É eu sinto a mesma dor… - a última frase escapole, baixa como uma lição pra ele mesmo. - Ele e Olhar Curioso, Irraka esperto, foi ele que me chamou a atenção de como rolava correr sem fazer barulho - ele dá uma piscadela pra Tuya um olhar e sorriso esperto como se ela soubesse exatamente do que ele tava falando, se não sabia uma pena pra ela.

    Ele se levanta meio inquieto e busca um gole de água no lugar mais próximo onde podia encontrar na Toca, ele bebe até se fartar, alguma coisa pinga na camisa, mas ele não se importa, logo ele se volta pra mulher mais uma vez - Então, mais alguma pergunta? Mais alguma coisa que eu possa ajudar? - Ele soa solícito esperando uma resposta.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Abr 24, 2021 4:37 am

    A paixão dos dois corre de uma forma para a outra. Sangue e suor espalhado entre os corpos. Pelos e sabores. Mordidas. Fungadas. Lambidas. Apertos. O ar espacando dos pulmões para a noite fria. Nuvens de fumaça flutuando entre as luzes da cidade.


    --

    O rosto dela permanece pensativo e suave durante quase tudo que o rahu fala. Ela move a cabeça seguindo o que ele diz. "Você me disse muita coisa. O suficiente para não precisar pensar. Eu vou te ajudar. Vou caçar o que está devorando você." Aquelas palavras pegaram Connor de surpresa, não era o que ele imaginava. Não era o que ele achava que ia acontecer. "Agora eu preciso ir e sonhar. " O tom de voz era definitivo. Ela faz uma cumprimento definitivamente esquisito e distante se virando em um volta de seda. Ela se afasta andando para o tunel. Os carros passando com suas luzes de cores e pinturas diferentes. Brilhos que emolduram ela.

    --

    Connor acorda sentindo o cheiro de fumaça. Ele se levanta rápido e sente algo pesado o empurrando para baixo. "Quieto garoto." A voz inconfundível e impossível. "Não é como se fosse ter pressa agora." No meio da fumaça uma chama ardia. O charuto aceso. Os olhos claros brilhando logo atrás. Os olhos de Connor se acostumando lentamente com o escuro. Ele estava sentado na maca, mas o resto era todo diferente. Ele via a casa de novo. Não a casa dos algozes, via a casa onde nasceu. Onde tudo mudou. Sangue nas paredes e no sofá em frangalhos. Tripas no chão. Uma cabeça no ponche. Um tap, tap, tap de sangue pingando de uma mesa. "É isso que você é?" As palavras saiam com fumaça junto. Ele não sentia o cheiro do sangue, mas sentia o gosto.

    O velho se move com a fumaça, quase uma nuvem. Quase uma tempestade cobrindo tudo. O brilho do fogo deixa faz a luz ser como relâmpagos. "Nasceu do sangue e da dor pela segunda vez. Sua mãe gritava feito a Banshee quando você nasceu na primeira." A voz muda o que Connor vê a sua volta. Cada tentativa de falar é coberta com um trovão. Toda vez que ele tenta se levantar a mão pesada e marcada do avô o alcança do passado, das lembranças, para empurrá-lo de volta.

    A tempestade eterna na sombra. A cidade se espalha sob os seus pés. Do alto do planetário. "Foi uma luta e tanto. Vocês foram batizados numa fogueira e tanto. Um bando de filhotes abraçando o medo." Fumaça é soprada na direção dele de novo. Através dela ele vê os Patas de Ferro mortos. Os olhos sinistros do teurge nele. A ferocidade incontida do cahalith. A precisão da elodoth. O poder da rahu. A lua cheia fez ele parecer uma criança. Ele e Axel. Os dois lobos escuros contra ela teriam sido uma pequena distração. "Esse tipo de poder." A voz do velho corta a imagem no momento em que alguém mais intervere na luta. "É o que você quer. Não mente pra você. Ambição tá escrita nos seus ossos." A chama da ponta do charuto sai de perto dos olhos e é jogada para longe. Os riscos e faiscas que ela deixa no ar arrastam o lua cheia de lembrança em lembrança. Cada vez que ele compromete, cada vez que disse para si mesmo que aquele preço era o certo a pagar. Quando ele diz a si mesmo que aquela mentira era bem pequena, que era só uma omissão só o que ele precisava fazer. Que a percepção do outro era incontrolável.

    A chama cai na água de uma lago escuro e cria ondas vermelhas como o sangue. Os reflexos ali mostram cada truque sujo e atalho. Quando ele usa a ignorância dos companheiros de alcateia para se forçar na posição de alfa. Quando ele foge de todas as formas de um compromisso com Krantz. Quando ele descobre outro jeito de alcançar Emillie. Quando ele espera o inimigo baixar a guarda e o faz pagar por isso. "Você sempre quer ganhar. Sempre." Agora ele se sentia sozinho na escuridão, a sua volta as ondas verlhemas. No fundo, a voz falava de onde o fogo estava. "Você não é um bom guardião garoto. Não é uma boa sombra. Não é um bom fantasma." Ele sente a marca da tribo ardendo. Ele olha e vê os dedos do velho apertando ela. "É isso que você é?" Mas voz agora é a dele mesmo.

    O cheiro de sangue uratha trás ele de volta. As garras da própria mão fundas na carne. A lâmpada lá em cima falhando. Os olhos queimando com o cheiro da fumaça, ou das lágrimas. A garganta fechada de alguma emoção sem nome. O coração martelando contra as costelas. O ar saindo em bafos curtos e espremidos. A sensação de que aquilo já tinha acontecido antes lentamente se afastando para morrer na escuridão atrás dos olhos.
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    Mensagem por Ankou Sab Abr 24, 2021 7:54 am









    Tudo termina na mesma forma que começou, Connor estava no chão em Dalu, absolutamente exausto olhando pro céu, a lua cheia fazia tudo claro como o dia, a luz dela batendo nele agora pareciam carícias depois de todo aquele furor - Liberdade… - ele sussurra, a coisa não devia ter feito nenhum sentido pra Dona, mas o sentimento era o mesmo que ele teve quando tava junto com Sam, mas talvez num nível maior de compreensão.

    Podia jurar que se a coisa tivesse sido gravada ia ter gente se perguntando se tavam caindo na porrada ou trepando, mas ele nem perde tempo fazendo essa piadinha, ele só aproveita o pós sexo e o momento pra ficar deitado com o corpo de Dona enrolado sobre o dele e olhando a lua.

    --

    Os olhos de Connor se arregalam em uma nítida surpresa com as palavras dela, ele se levanta antes dela sair - Olha eu sei que provavelmente não vou conseguir te dissuadir da ideia, eu sei o que uma Cahalith procura com isso, resolver um problema que fode uma tribo inteira por pelo menos um século? É digno de entrar pra história das lendas lendárias, mas tem muita gente do povo lá em risco, a coisa é muito maior do que eu, Lobo Partido ou Imaculada, ela não tem pra onde correr, ele é teimoso igual uma mula empacada, mas eu também vou te dar algo pra pensar e talvez ajude na solução. O velho Cahalith líder de High Cup Hill disse que o que quer que atacava a gente não atacava os Sombras Descarnadas e que a gente devia confiar nos olhos deles, ele nunca disse como ou porquê disso e o Sombra que corria com a gente abandonou a alcateia assim que uma caçada deu merda, abandonou a gente no meio dela, Ethan Parker… Se ele viu algo medonho o bastante pra deixar a alcateia dele na merda eu não sei, se ele achou que a gente não era bom o bastante eu também não sei, o cara simplesmente vazou… - ele olha pra ela com respeito devido - De qualquer forma eu não vou ser ingrato, obrigado e boa sorte. - ele não tem mais nenhuma palavra a dizer sobre o assunto, ele se cala e observa a mulher formosa sair do recinto.

    --

    Ele levanta crente que tem algo pegando fogo, mas estranhamente a fumaça não era densa o bastante “Névoa aqui?” Jurou por um segundo que era sacanagem do Francês, devia ter ido pra casa, mas havia caído no sono assim que Chloe havia desligado lhe deixando tranquilo e longe daquele surto de adrenalina.

    A pressão vem logo assim que ele tenta se levantar, a força tão real, a voz lhe deixa pasmo, completamente sem palavras, os olhos arregalados incrédulos, o cheiro do charuto, ele reconheceria aquela merda em qualquer lugar do mundo.

    Olhar ao redor pra casa era perturbador, mas sentir o gosto da carne fazia ele salivar e dava pra ouvir ele engolir uma quantidade generosa dela, mas olhar pra aquilo tudo lhe fazia o ar faltar nos pulmões, tinha certeza que tava tendo um ataque de pânico parecia a porra de um asmático, soava como um aliás.

    Finalmente ele consegue ver o avô quase perfeitamente se movendo como fumaça, ele quer perguntava se ele tinha virado um espírito e se era isso que os urathas se tornavam quando partiam, ele tenta diversas vezes e todas elas abafadas por trovões, tinha tantas perguntas sem respostas, ele percebeu que aquilo ali não era um conversa, era ele levando o único e maior sabão do avô, um sabão que nunca tinha vindo em vida, agora vinha pra lhe assombrar seja lá onde ele estivesse.

    “Puta que prariu!” o susto era inegável como era possível todos aqueles caras estarem ali, lhe julgando, de alguns ele nem conhecia a face mas estavam ali do mesmo jeito, a face queima em vergonha ele abaixa a cabeça em sinal de submissão e desculpa, mas o velho tinha razão em todas as suas palavras poder era o que ele queria, poder pra vencer, ele era um vencedor tinha vencido a vida inteira nas competições, mas tava cansado de perder como Uratha, por maior que fosse o tamanho dele, ele ainda era fraco e jovem, mas tava cansado de perder e tomar porrada de tudo que era lado, tava cansado de ser impotente e não poder proteger quem ele queria proteger.

    A dor nas costas queimando nem se comparavam a dor das palavras de que ele não era um bom fantasma e ele sabia disso, concordava com cada uma delas e sentia vergonha por isso. - Axel e Rail são muito melhores fantasmas que eu, mas é por isso que eles morrem - Quando ele fala isso já o faz com as garras desenterrando-se da própria mão - Por que eles precisam ser tão teimosos? - era incompreensível, chegava a soar estúpido.

    Naquele momento ele nem entendia o que tinha acontecido, mas a luz piscando daquela forma era quase prova cabal de algo espiritual forte tinha passado pelo lado de lá enquanto dormia, havia a Loba Caçadora literalmente o destituído? Não sabia, mas tinha certeza que ele devia fazer alguma coisa em relação a isso.

    Ele fica sentado na maca atônito pensando no vô e em como ele tinha vergonha dele do outro lado, seja lá onde esse outro lado fosse, no paraíso dos Uratha? Nem sabia. Ele se aproxima do banheiro, as mãos pelo menos já haviam parado de sangrar, ele se refresca e se refaz como pode, ele sai perambulando pela rua, tentando respirar ar fresco, buscando um lugar alto, um prédio qualquer.

    Ele começa a cerimônia do mensageiro, a mais cuidadosa e bem feita que ele podia fazer, a mensagem ia diretamente a Loba Caçadora, era curta como o ritual exigia, mas explícita em mostrar seu humilde respeito, pedir seu perdão e sua retirada da tribo, agradecendo os ensinamentos que eles foram capazes de lhe dar. Sabia que nunca receberia uma resposta, ela devia estar ocupada demais caçando pra mandar uma, mas só sentia que devia aquele agradecimento.

    Ele olha pra cima procurando a lua, já era a porra da lua nova, nem tava lá pra ver, nem se quisesse, como sempre Londres era nublado com uma chuva fina e enervante - Ele não gostava dela eu tenho certeza, mas nenhum uratha ia desrespeitar aquela força. - as palavras pra si mesmo, os pensamentos na Loba de Ferro.

    Ele desce o prédio pelas escadas de incêndio da mesma forma que subiu, ele segue o cheiro de Dona da Toca até a moradia dela, era fácil ainda mais tendo provado do sangue dela, ele sabe que ela tá dormindo lá dentro, mas ele nem quer acordar ela, conhecia a rotina da vigília, então ele fica escorado na parede colocando os pensamentos em dia até perceber movimento lá dentro, ele bate na porta e a cara dele não é nada menos do que a de um funeral.

    Ele não fala nada até se alojar no sofá mais próximo - Cê fica uma delícia só de calcinha. - ele perguntaria se ela atendia todo mundo assim, mas era óbvio que aquela trepada animal e provar o sangue servia pros dois lados, tinha certeza que ela sabia que ele estava do lado de fora desde que ela acordou, porém as palavras saem desanimadas e ele não prossegue.

    - Eu falei com meu avô hoje… Ele morreu faz duas semanas. - aquilo tudo soava como insanidade pura. - Eu não sei se foi colateral da Loba Caçadora que mandou tirar minha marca ou se foi realmente ele, mas ele me mostrou umas verdades, e me deu um esporro pra valer… E eu fui honesto e pedi minha saída da tribo. - aquilo estranhamente trazia alguma sensação de conforto, mas ao mesmo tempo um vazio tremendo.

    Cê conheceu a Loba de Ferro? - ele olha pra baixo com vergonha - Eu, Amy e mais quatro, a gente matou ela, uma merda fudida, ela locaça por causa de uma porra de um alien, mas ela era tão forte que ela quase empacotou todo mundo, quase me partiu no meio… Eu to cansado de me fuder Dona, eu ganhei tudo que eu tinha pra ganhar antes de me transformar dezenas de torneios de boxe amador, os últimos dois County Championships pela Griffith, e nem vem sacanear os times daqui de Londres num chegaram nem na final pra encarar a gente. - finalmente o olhar perdido dele se volta pra ela com alguma determinação - Eu quero continuar ganhando Dona… Shaw sempre dizia que eu era bom em fazer merda, é eu sou realmente bom em fazer merda, o melhor merdeiro da alcateia. - até uma ponta de orgulho nascia no olhar. - Se a gente não é bom em fazer merda a gente não é bom em nada. Foi meu primo que me falou isso, o Senhor da Tempestade mais engomado e almofadinha que tu vai conhecer, mas com um coração enorme. - a lembrança trazia algum conforto.

    - Adapte-se ou morra. Foi o que eu falei pro Shaw antes da gente ir pra essa merda de caçada que terminou na morte da Loba, que bosta de Caça nas Trevas fala uma merda dessas? Quando o corpo dela tava no chão sem vida foi a mesma merda que o William Crestwood me falou, eu sabia ali, mas eu nem queria dar o braço a torcer, ele saiu carregando a Asia no colo, eu tava tão fudido que nem isso eu podia fazer por ela, eu fiquei com vontade de amassar a cara dele, real, por que ele só praticamente chegou pra costurar a galera e eu não podia levar a mocinha indefesa no braço. - a voz o tempo todo soa cheia de decepção com ele mesmo.

    - Sabe por que eu me juntei a eles? Eles são atrelado a Loba Caçadora, ora porras, é claro que eles são os melhores caçadores, se eu caçar tudo que se move e não deixar nada perigoso chegar perto de quem eu amo logo eu reduzo o perigo, mas a porra do Beshilu mais perigoso rodando em Dover tá dentro de um corpo humano, estranho e fedorento o bastante pra gente descobrir sem esforço, mas que se passa só por um cara fedorento e aparentemente doente que pode enganar e comer um inocente fácil. Um puta pensamento de moleque burro né? - ele dá um riso curto da própria ridicularidade - Puta critério esperto, um gênio. - finaliza o comentário sendo ácido com ele mesmo.

    - Dona, nunca teve mais claro pra mim, a mensagem do vô, eu acho que todo mundo merece uma segunda chance, eu também mereço - o olhar pra ela se torna ferino era como o de um depressivo que começava a acordar pra outra coisa - Desculpa jogar essa merda toda em você logo de manhã, mas tu e Fumaça poderiam fazer um teste pra mim? - a aquela altura ele provavelmente estaria falando alguma gracinha, mas não daquela vez. - Eu to ferido Dona, eu preciso me reconstruir, eu to ferido aqui. - ele aponta com os dois dedos pra têmpora. - Se eu não mudar agora, vai tá tudo perdido pra mim. - dizia depositando as esperanças na nanica.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Abr 28, 2021 4:37 am

    "Liberdade pra ser comido por um monstro, vamo pro outro lado." Ela se sacode e se estica antes de começar a correr, ou quase isso. Pés ainda descalços vacilando pela rua fria.

    --

    Ela não se vira, mas para ouvindo o que ele diz. No fim ela balança a cabeça mais uma vez e continua andando.

    --

    Assim que Connor termina o ritual ele sente o frio da noite de novo. Ele se sente sozinho como nunca sentiu antes. Como se fosse um floco de poeira no espaço enorme e frio. A marca some como se nunca tivesse existido, não parecia que podia ser fácil assim, mas era. Ele se sente frágil e doente. Sente os músculos exaustos. Sente cada passo pesado. Na porta de Dona ele já está suando. O corpo quente e febril.

    --

    A casa de Dona era estranhamente fofa. Tinha uma parede de pelúcia rosa com prateleiras de vidro bem na sala expondo todo tipo de brinquedo sexual. Connor falar da calcinha, mas ela só da de ombros.

    Connor escreveu:Cê conheceu a Loba de Ferro?

    "Quem não conheceu? Ela era quase tão conhecida como a Punhos. Ela corria com Olhos do Céu quando eles vieram matar os feiticeiros." Connor diz que matou ela e Dona claramente já sabia, não demonstrou surpresa. Mas sim nojo. Ou raiva. Ou os dois. Mas não se afastou."É um bunda mole mesmo, com o próprio pau tão fundo no próprio cu que acha que é fodão e..." Ela coloca uma voz mais grave e chorosa ao mesmo tempo. "Aí eu perdi tanto eu sofri tanto. É tão injusto não ser o mais fodão de tudo..." Ela faz como se fosse vomitar. "Cresce cara. A porra da Loba de Ferro perdeu e você ganhou. Abre a porra dos olhos. Você tá vivo, você ganhou Oh Grande fazedor de merda maior de todos." Ela fala com ironia e se movendo bastante, mas não parece prestes a tacar um consolo alienígena nele e ela se segura para deixar ele continuar. Adapte-se ou morra ele disse e ela ia ouvir. Ela queria ouvir.

    Não que ela pareça impressionada dali pra frente. Muito pelo contrário, faz o lua cheia pensar nas palavras de novo. Especialmente quando ela bufa sobre a parte de carregar Asia. Ou ela bufa sobre mais coisa, mas só nessa parte. Quando ele fala sobre os beshilu e a escolha de tribo e ele mesmo ela concorda com veemência e gosto. Como se finalmente ele tivesse começado a falar a língua dela. "Claro que você merece uma segunda chance sua porta desnivelada." Ela se entorta para o lado e faz um barulho imitando rangido com a boca. "C, o professor tá sempre olhando por cima do seu ombro, não da pra esquecer ele que nem cê pode esquecer os outros caras. Ele tá aqui." Ela bate no próprio ombro. "A gente aceita qualquer filho da puta? Aceita." A pergunta era afiada e a resposta decepcionada. "Mas a gente prefere os afiados. Você faz esse pedido pro Fumaça e ele aceita na hora, aceitaria antes de você bater aqui e ele ver que tua cara lisinha." Ela fica em pé e na ponta do pé se deixando desequilibrar de proposito e andando sem rumo.


    "Tu tem que mudar C, tem que ficar melhor e não só melhor em fazer tua parada. Não pode continuar ingênuo assim. Cheio de histórias e ainda não se ligou que isso não é uma corrida de cem rasos. Isso é uma maratona e uma corrida de revezamento ao mesmo tempo." Ela suspira olhando pela janela se segurando em um consolo bem grande que tudo parece um pouco cômico e tragico ao mesmo tempo. "Que porra louca cara. Eu dancei com ela, a gente cantou junto e lutou junto e eu devo a porra toda pra eles..." Ela aperta o consolo com força, os dedos afundando na borracha dura. Ela solta os dedos e vira para Connor com olhos vermelhos e brilhantes. "Você diz na minha casa que matou um dos meus heróis e chama isso de derrota? Você ganhou. Vocês ganharam, sabe como você sabe? Cê tá respirando e fazendo escolhas e ela não. Cê precisa saber disso pra correr com a Loba Vermelha. Não é para ser o melhor. Não é para não apanhar. A gente vence sem merecer porque que porra de diferença faz merecer alguma coisa?" Os olhos dela mudam de cor, as pupilas encolhem no amarelo. "Nenhuma!" A voz dela muda com o resto do corpo. Ela chega mais perto, muito rápido. A presença do dalu faz o corpo de Connor pedir pra sair do caminho. "Sabe o nome deles? Tem um milhão de mensagens que eles nunca responderam no meu celular. Essa sua bunda que não aguenta um dedinho tá sentada no lugar preferido do irlandes bebado dela. Eles treparam ai mesmo." Ela fala a voz falha como se aquilo fosse uma lembrança importante, mas ela nem estava no meio da coisa.

    Ela estica as mãos para segurar o rahu. "Eu não vou te dar porra de teste nenhum." A voz baixa, quase um sussurro quando ela chega mais perto. Toda agressividade desapareceu por um instante. No seguinte era fome. Ela coloca uma perna no sofá do lado de Connor. "Mas se você adivinhar o que fazer agora eu convenço peço pro Fumaça." A voz baixa era quase um ronronar, feita toda na garganta. Os dedos procurando a pele dele no pescoço e nos ombros.


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    Mensagem por Ankou Qua Abr 28, 2021 7:31 am









    Connor parece pouco ou nada preocupado, uma risada gutural que chega a ser macabra surge da garganta dele - Tá arregando no seu próprio território, os gathra tão atrasados? - ele diz em tom de brincadeira e provocação, mas segue ela.

    --

    - É, eu ganhei, mas foi uma bosta de vitória amarga do caralho, daquelas que não se faz questão de esfregar na cara dos outros… Pelo menos eu não Dona. Shaw e Franco foram correndo pra contar aquilo pros Cahalunim, mas eu tenho essa porra aqui pra honrar - ele aponta pro próprio ombro direito e Dona sabia exatamente o que tinha marcado lá.

    O cenho se fecha quando ela bufa enquanto ele fala de Asia - Ah porra, eu só queria sair bem na fita e eventualmente comer ela, satisfeita? - ele fala a verdade, contrariado mas fala e muda logo de assunto - Eu nunca me desculpei com os moleques, a filha dela saca? Eu devia fazer isso, ela tem um puta “six pack” o mais bonito que eu já vi numa mina com a estrutura dela e eu já vi muitos. - Ele faz um bico e arqueia uma sobrancelha e fica olhando pro nada como se pudesse visualizar exatamente o que ele dizia.

    Quando ela fala que ele merece uma segunda chance, os olhos dele brilham, ela tinha todo direito de dizer que não. - Comigo não, os que eu encontrei foram legais, foram os Uivadores que me ajudaram nos meus primeiros dias, quando eu tava sangrando igual um porco foi o William que me costurou e salvou meu rabo, quando eu cheguei aqui sem norte foi o Fumaça que me deu guarita, quem me animou naquele dia de merda foi você, de quantos filhos da puta tamo mesmo falando? As regras do jogo mudaram no dia que eu me tornei uratha, só que eu não tava jogando de acordo com as regras, ou eu tava às vezes a gente faz o certo sem saber não é? - Ele começa a gargalhar como se lembrasse de algo muito engraçado - Eu passei a porra de um Ithaeur dos Garras casca grossa do caralho pra trás Dona, e toda vez que eu lembro da cara de cu dele dá vontade de rir. E ele vai querer meu couro, duas vezes se eu for um Mestre do Ferro e sonhar em aparecer em Dover. - ele fala descontrolado rindo entre os dentes - Só por que ele ouvia só o que ele queria, não importava quantas vezes eu falasse. - ele meneia em negativo revivendo no olhar perdido a cara do Krantz no momento  da “derrota”

    A voz de repreensão vem em seguida - Vocês não dizem que o certo é saber o limite da linha, porra Dona, ela tava locaça mas ainda era uma de nós, aquela porra foi um tiro de misericórdia, mas fui eu que puxei a merda do gatilho, e não tem discurso motivacional que vai fazer eu me sentir bem com isso… Uma pena que ela teve que morrer pra virar minha heroína também, meu avô precisou voltar do além pra me mostrar isso, uma pena, eu queria ter trocado uma ideia com ela um dia. - O tom simpático e verdadeiro.

    Ela avançar daquele jeito em Dalu faz ele ficar apreensivo, mas definitivamente ele não queria peitar ela, não por que não achasse que podia vencer, simplesmente não queria. Ele continua sentado sereno conforme ela fala da Loba e o irlandês dela, mas logo ele percebe o jogo de Dona, no fim tudo termina em putaria com, ele se levanta e não cede - Cê perdeu a vantagem quando falou que o Fumaça aceitaria sem pensar duas vezes. - o rosto perto demais do dela um olhar afiado - Tá pistola por que não levou fé no tamanho e não conseguiu engolir metade do meu cacete né? Agora quer dar o troco e me colocar pra mamar grelo. - ele diz se divertindo, Dona tinha um incrível poder de fazer ele esquecer dos momentos ruins.

    Ele puxa a calcinha dela como quem queria que o corpo viesse junto mas a coisa simplesmente se rasga - Ops, foi mal. - ele fala falsamente como se importasse, puro cinismo.

    Ele se mantém sentado no mesmo lugar, ele dá um tapa na bunda dela - Nada de outras formas se você quiser manter seu AP inteiro. - é a única hora que ele fala sério, logo ele força a perna dela a descer e gira o corpo dela, umas das mãos nas costas dela faz o corpo dela se dobrar, ele não tem o menor pudor de fazer o que tem que fazer, o rosto enterrado nas partes íntimas dela, mas sem deixar ela ganhar qualquer controle sobre a cabeça dele.

    O zíper da calça dele é o único barulho que além das respirações e gemidos, ele logo para e puxa ela com força o bastante pra ela cair sentada no sofá do lado dele, uma mão balança o próprio sexo na "engorda" - Tenta engolir mais da metade pra me deixar no grau, e depois me mostra como é que ela sentava no irlandês. - aquilo era ser um verdadeiro filho da puta, era quase como que transar em cima do caixão da defunta, mas era assim que eles honrava os seus de um jeito ou de outro não era? Era ele que soava desafiador agora, mas no fundo ele sabe que com aquela canseira anormal que sentia ele não tinha condições de brincar igual da ultima vez, pelo menos algum prazer podia fazer ele esquecer do vazio que sentia.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Maio 08, 2021 3:36 am

    Connor escreveu: ...a filha dela saca?...

    Dona revira os olhos, mas não diz nada.

    Connor escreveu:...às vezes a gente faz o certo sem saber não é?

    Ela ri. "As vezes a gente faz. Mas se tu acha que os Uivadores não tiraram o deles ou que o William não planejou o que ia rolar e tá lucrando? Os Uivadores não meteram vocês em nada? Fumaça não é nenhum santo também. Mas pode confiar nele." A voz dela passa de desconfiança diveritida para incredulidade e termina em absoluta honestidade.


    Connor escreveu:...vai fazer eu me sentir bem com isso…

    "Melhor mesmo." Ela fala com a raiva fácil dos urathas. Um desafio instintivo sem nenhum veneno real. Ela ouve o resto da frase e sorri. "Se tivesse conhecido ela talvez estivesse morto agora, não é qualquer um que consegue tentar matar a Lyall, seja lá como ela tivesse."

    No fim ela volta a forma humana, mas surpreende gravando as garras nos ombros dele quando sobe no seu colo.


    --

    A água do choveiro era quente. Era um daqueles choveiros cheios de duchas pelos lados. Era pequeno demais para Connor, mas era uma perfeita caixa de vapor para Dona. "Vamo ver se eu to certa então. Bora falar com o Fumaça." Ela diz saindo pingando de uma nuvem de vapor. As roupas estavam penduradas do lado de fora. Ela se veste rápido para alguém com tantos acessórios para colocar. Prática metódica. Aquilo faz Connor pensar se Dona que ele conhece não é só um desfarce elaborado.

    Ela pega uma perna de algum bixo da geladeira morde e oferece um pedaço. Assim que Connor segura a peça pelo osso ela tira uma garrafa de suco de maçã e outra de leite da geladeira. As duas de vidro e bebe um gole de cada antes de decidir ficar com o leite e empurrar a outra para o lua cheia. Ela pega chaves guardadas em uma das gavetas onde alguém guardaria talheres. Morde mais um pouco de carne. Pega uma arma de algum lugar embaixo da bancada de madeira, uma 22 pequena. Bebe mais um pouco e pega um cartão rosa que faz o barulho errado quando ela bate na geladeira. Metal. Ela não para de andar. Os passos ritmados como se ouvisse uma música só dela. Mais uma mordida e ela tira um subo mágico de detrás do micro-ondas. "Nunca se atrase." Ela diz mostrando o cubo depois de empurrar um pouco da carne com leite. Imediatamente ela começa a rodar pela cozinha no sentido contrário arrumando coisas e guardando e fechando. "Bora, meio mole, Fumaça vai reclamar que a gente tá atrasado."

    --

    "Tá atrasada Dona." A voz meio entediada e meio irratada. Ele olha para Connor e o cumprimenta de longe enquanto se aproxima da entrada. "C quer entrar na tribo. Ele acha que tá pronto pra vestir o vermelho." Ela diz sorrindo com olhos brilhando de alegria e aquela música que só ela ouve movendo os ossos dela. Fumaça olha de um para o outro. Levanta uma sobrancelha para Connor. "É isso mesmo C? Manda a letra." A voz quase neutra. Quase.

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    Mensagem por Ankou Sab Maio 08, 2021 5:20 am









    Dona escreveu:...Mas pode confiar nele.

    - Eu posso ser novo nessa porra toda, fazer minhas cagadas, mas não sou burro, é claro que eles ganharam algo, mas eu nem ligo… - ele coça o rosto exatamente como se ainda tivesse barba, algum vício motor ainda enraizado - Cinco urathas, no mesmo mês, um em cada lua, isso devia ter uma razão certo? - a pergunta é praticamente retórica como se implorasse por uma resposta que ele sabia que não viria - Não parece inteligente colocar todos numa alcateia pra defender um território, parece mais inteligente absorver eles nas alcateias existentes e rachar o território entre elas. - deu de ombros, não era ele que mandava nas coisas tampouco entendia das coisas como entendia hoje.

    Ele só meneia em positivo quando ela fala de Fumaça, não era como se ele tivesse escolha, tava no fundo do poço, sem tribo, sem alcateia, sem porra nenhuma qualquer um que estendesse a mão pra ele era bem vindo.

    Dona escreveu:Se tivesse conhecido ela talvez estivesse morto agora...

    Ele meneia em negativo - Eu disse trocar ideia, não porrada. - Agora era ele que revirava os olhos - Cê não quer saber como ela tava, deixa isso pra lá. - e mesmo nunca tendo conhecido a Loba de Ferro as palavras saiam pesadas, e a tristeza passa nos olhos como uma sombra rápida.

    Quando ela crava as garras ele rosna e ri ao mesmo tempo, daquela vez não tem nada de exploratório, de novas descobertas, é só ele irritado com ela, empurrando o que tem com força, mesmo que no fundo ele duvidasse que fosse causar algum incômodo a julgar pela coleção de consolos dela.

    --

    Ele fecha o chuveiro assim que ela pisa do lado de fora do box, as roupas dele espalhadas em volta da sala, ele se veste só colocando tudo de volta no corpo, ele tira um naco de carne com uma dentada e aceita o suco de maçã - Leite tem gosto de bosta de vaca, sério? - ele diz num misto de nojo e gozação e parece bem contente com a garrafa de suco, mesmo que fosse só pelo sabor e pra ajudar a carne terrivelmente gelada descer.

    - Rá, não tinha nada meio mole quando tu tava sentando nele, nem na cama, nem contra parede e nem no chuveiro. - ele diz com uma falsa irritação na voz, mas no fim ele mostra alguma frustração verdadeira que nem parece conectada a Dona.

    --
    Ele escuta Fumaça dar a bronca esperada em Dona, talvez fosse até algo rotineiro pra ela - Pode por o atraso dela na minha conta dessa vez. - ele diz cumprimentando o uratha - Ela tá certa cara, a Loba Caçadora não acha que eu devia caçar como ela mais, eu acho que eu nunca cacei como um deles, mesmo tendo aprendido a caçar com eles, até meu vô falecido voltou da puta que pariu pra me falar isso e me mostrar meu lugar, então eu pedi as contas… - ele fala aquilo tudo como se tivesse contando algo que acabou de ver na esquina, mas a expressão muda rápido. - É uma merda saca? É como se lá no fundo da alma você sempre sentisse uma vibração te dizendo o que fazer e essa porra morre quando você pede as contas. - ele estava possesso com alguma coisa que ele não podia bater, que ele mesmo tinha feito.

    - Ah se deu alguma interferência nas suas paradas foi isso, a luz tava piscando quando eu saí - ele dizia apontando em direção dos computadores que nunca pareciam desligados.

    - Olha eu sei que eu não mereço a porra de um teste e eu sei que você não se importa com isso. - Sair de uma tribo pra entrar em outra no mesmo dia parecia bem escroto na cabeça dele, mas ele precisava parar de se importar com aquelas coisas pra vestir vermelho de verdade - Então tudo que eu posso fazer é pedir por um teste. - as últimas palavras soam de cara limpa e mostrava que ele se importava com aquilo, ele busca o lugar mais próximo pra se sentar e olha pra Fumaça como se esperasse uma resposta.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Maio 09, 2021 3:51 am

    Connor escreveu:... e rachar o território entre elas.

    "Eu não sei os porques, mas pode apostar que Olhar Curioso pensou nisso que você falou e jogou as cartas que tinha pra conseguir o que imaginou possível. " Ela dá de ombros como se não soubesse de verdade a resposta, mas tem a sombra de um sorriso no rosto. Algo leve e divertido, mas cínico também.

    Connor escreveu:Eu disse trocar ideia, não porrada.

    "Claro que disse e ela nunca ia tentar matar você. Era a coisa. Eu sei que era. Mas se tu conhecesse ela ia querer fazer de tudo pra trazer a mulher de volta. Ia olhar pra ela e ver uma pessoa foda e não um monstro que uns E.T.s do outro mundo mandaram você não matar." Dá para sentir tristeza na voz dela e ela não nega as palavras seguintes de Connor, pelo contrário, as confirma com a cabeça e uma expressão solene de perda. Tudo dura um instante.

    --

    Ele diz para Fumaça botar o atraso na conta dele, mas parece que ele nem ouviu. O resto ele parece ouvir. Pelo menos vira os olhos para o rosto de Connor, olhos quase tão escuros quanto a pele, mais até na verdade. Difícil ter certeza. Ele coloca a mão na perna quando Connor fala de pedir as contas e lança um olhar furtivo sobre o ombro, como se esperasse ver alguém lá.

    Quando o lua cheia cita os eletrónicos ele balança a mão como quem dispensa o problema. "Tudo que c pode fazer é pedir um teste?" Mas ele olha para Dona e ela bufa e vai até uma das enormes janelas sem vidro que dão para a escuridão lá debaixo onde Connor sabia que tinham macas e mais um monte de tralha. "Tu fez a parada com meus vendedores do seu jeito. Meteu pra eles que eu já sabia e me roubou de uma chance de surpreender os caras. Tu me fudeu C. Não foi o que a gente combinou." A voz dele era séria, mas não tinha rancor. "Eu me viro. Eu me adapto. Strike um." Ele sorri. Dentes bem brancos. "Tu deixou teus manos na mão e nem fez isso na cara deles. A gente engana e trapaceia, mas tem que ter uma razão." Connor percebe que ele não disse que a razão tinha que ser boa. "Strike dois." Ele levanta dois dedos na frente do rosto. "Você chafurdou no sangue de um dos motivos de eu estar aqui falando contigo, cabeça no pescoço e pé em Londres." Ele levanta um terceiro dedo e faz uma careta. "Strike três seu puto arrogante." Os olhos dele feitos de puro desafio. Era tudo que Connor não esperava. Quando aqueles três dedos em riste passam no pescoço negro do uratha ele sente um arrepio frio percebendo o quão sozinho e indefeso ele estava ali.

    A gargalhada alta também pega ele de surpresa. Ela começa em Dona e logo também escapa de Fumaça. "Cê tinha que ver a sua cara C." Dona começa a falar logo depois mesmo por cima da reação de Connor. "Ele é bom nisso né. " As gargalhadas se tornam expressões calorosas e animadas. Sorrisos. "Me dá uma semana C. Nada, me dá dois dias e eu te arranjo a entrada. Vai ser moleza." Ele fala com orgulho na voz e imediatamente tira o telefone do bolso e começa a digitar. Dona vira de costas para Fumaça e faz as palavras com a boca, mas sem som. "Que nem seu pau." Ela balança uma das mãos como um membro meio flacido e com a outra finge que está enfiando algo na boca, a língua empurrando a bocheca. No fim ela passa um dedo nos lábios como quem tira um pouco de molho que escorreu no canto da boca.

    --

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