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    Connor Mcleary

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    Connor Mcleary - Página 12 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Ankou Qui Abr 01, 2021 6:05 pm









    Uma gargalhada divertida ressoa quando elas chamam ele de macho tóxico.

    - O que?! - uma surpresa forçada pra ser falsa  - Vocês nem me pagaram um jantar? Nem um beijinho e já tão pensando no prato principal? - ele ri se divertindo e provocando como se voltasse à faculdade, como se nem tivesse uma vampira cotoca no porta-malas.

    --

    - Nem vem com essas pra cima de mim não, o único que fura aqui sou eu. - a voz era cheio de malícia, ele sabia que não podia dar um momento de sossego pra Dona, até Lizbeth parecia gostar daqueles duplos sentidos de quinta série. - Nunca fiz essa parada, era mais trabalho nos treinos e nos jogos, sabe de ficar tirando, de perder… Beleza, mas tem que ser um daqueles pequenos, tipo um brilhantezinho… Vai ajudar né? Eu acho… - Não tinha a menor convicção na voz se aquilo ajudava sobre o “marginal” que Dona queria que ele parecesse.

    Ele capta a piada e imagina o que ela poderia querer dizer, mas não completamente, ele não ri, tampouco parece se incomodar com a piada e a proximidade de Dona.

    Ele se senta e deixa ela se aproximar com o brinco, a voz soa baixo - Próxima vez que eu for caçar cê pode ir comigo, aí tu pode ver se é propaganda enganosa… - o gemido que se transforma num rosnado baixo vem em seguida conforme o brinco vaza a orelha, não tinha se amarrado nada naquilo como Dona achava, então ele prossegue, ainda mais provocador. - Eu só caço com as armas e a armadura que a mãe me deu - ele faz questão de por ênfase na armadura, dá umas piscadela pra ela e se levanta.

    Ele presta atenção nas dicas de Dona, os anéis boa parte vão pra mão esquerda, exatamente a mão ruim, o soco inglês sempre no bolso, queria a mão boa pra usar em qualquer emergência. - Certo. - ele responde concordando.

    --

    - Um C e uma cruz - ele se refere a marca da pureza, ou pelo menos o que ela parecia, o que vinha bem a calhar com o apelido que Fumaça havia arranjado pra ele - Meu trabalho é garantir que ninguém se machuque. - é tudo que ele fala sobre as cicatrizes e as marcas, deixando a entender como se aquilo fosse uma consequência.

    - É chega de barba de mendigo. - Não que o cabelo a aquela altura estivesse muito diferente.

    O toque de Lizbeth é agradável, a toalha quente também, pelos minutos seguintes era como se ele se rendesse, o corpo retesado parece relaxar.

    Ele ri quando ela pergunta o nome dele, agora o sorriso no rosto liso parece se encaixar perfeitamente, faz a palavra bonitão parecer ser um elogio pobre. - Connor, e sério, o nome do meu amigo lá é Colosso. - ele arqueia as sobrancelhas, enquanto as palavras não soam exatamente orgulhosas, mas como se o nome tivesse uma história que ele não queria contar.

    Ele fica silencioso quase o tempo todo enquanto ela mexe no cabelo dele, a cabeça longe com a opinião dividida em relação a Fumaça, e em como ele deixava uma garota inocente daquelas flertar com a morte tão de perto sem ela saber, ele respira fundo parecendo sonolento. - É vou sim, mas não por muito tempo é só um bico. - não conseguia nem imaginar o que Emillie pensaria dele se tornar leão de chácara pra traficante, quando ele lembrava dela o coração apertava mais e ele parecia encolher e ficar mais silencioso ainda.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Abr 05, 2021 12:48 pm

    Connor escreveu:...Eu só caço com as armas e a armadura que a mãe me deu...

    "É? Então não deve caçar muito bem tropeçando por aí." Ela ri da própria graça segurando o brinco na orelha de Connor, mesmo com ele levantando ela ainda não larga. "Espera, cara, só um segundinho. Nem doeu." Ela solta quando não consegue mais segurar e dá de ombros. O brinco fica no lugar.


    Connor escreveu:Meu trabalho é garantir que ninguém se machuque.

    "Então cê tá no trampo certo, né? Fazendo segurança. Engraçado a Dona sempre se importar com como as pessoas parecem, ela é doida e fala um monte de merda. Mas tem um bom coração lá no fundo." Ela fala como se estivesse pensando no assunto para se decidir.


    Connor escreveu:... e sério, o nome do meu amigo lá é Colosso.

    Ela dá de ombros como se não ligasse muito, mas segura uma risada.


    Connor escreveu: É vou sim, mas não por muito tempo é só um bico.

    "Tudo começa assim aí depois nem tem mais graça fazer outra coisa e você nem se sente preso. Se sente em casa. Tem festa todo mês com o pessoal do fumaça." Ela se dá por satisfeita retirando a toalha e largando o cabelo. "Não posso fazer mais nada por você. Esse sotaque de mato vai ficar e não tem o que resolver." Ela faz um gesto de apresentar e olha o reflexo de Connor no espelho com cara de satisfeita. "Agora é só fazer cara de matador." Ela sorri algo doce e gentil e depois faz uma careta boba.

    --

    Dona demora bastante para aparecer. Ela chega jogando um molho de chaves em um arco longo e lento para Connor. Ele sente as chaves de ferro nas mãos e o lugar todo parece mais real com seu piso de madeira escura e as paredes cor de creme. Não era um lugar em que Dona moraria, nem Connor. Era um lugar neutro e velho. Limpo, mas velho. Feito por gente que nem devia estar respirando mais.

    Os passos da bota com sola dura vão se aproximando e fazendo barulho demais no chão. "Fumaça vem amanhã te apresentar. Agora é a ultima chance de fazer perguntas ou meter o pé. Depois disso é fechamento total." Ela faz sinal com o polegar e a outra se toca que precisa dar um pouco de privacidade aos dois. Ela bufa e sai arrastando os pés bem contrariada. Ela não resmunga nem reclama com palavras. Dona espera ela sair para se encostar na parede agora sem nenhum humor. séria como a morte.
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    Mensagem por Ankou Seg Abr 05, 2021 4:23 pm









    Ela tinha dado uma boa resposta finalmente e ele gargalha quase que de maneira incontrolável, até perceber que tinha mais olhos sobre ele que gostaria, de clientes e atendentes da loja.

    --

    - É… - a única coisa que ele se manifesta sobre o “trabalho” não é como se tivesse muita escolha de qualquer forma - Dona e Fumaça foram uma grata surpresa, na real eu esperava mais gente do jeitão do Francês, tu conhece ele não? - não tinha malícia na pergunta, nem vontade de arrancar nada de Lizbeth sobre o cara, só conversa casual. - É a Dona é gente boa mesmo, e quem não é doido né? - ele responde com um sorriso no rosto.

    Ele passa a mão no rosto e olha o cabelo, pelo menos não iam chamar ele de Justin Bieber mais, o cabelo diferente, arrumado, ele gira o pescoço e dá pra ouvir o estalo alto, um olhar e expressão satisfeita.

    Ele olha pra Lizbeth, um olhar faminto e perigoso, algo agressivo que parece que vai partir ela com os olhos, ele toma dois ou três passos em direção a ela uma atitude claramente ameaçadora, invasiva, o tamanho ajuda a tornar tudo mais assustador- Matador o bastante? - Ele ri e se afasta.

    - Dona tá certa, o que tu veste e como aparenta manda uma mensagem, e não é só ela que se importa com as aparências, tu se importa com o que é importante pra você também, o cabelo, o piercing… - ele levanta as sobrancelhas como se tivesse toda razão do mundo, mas não coloca lenha naquela conversa, só se senta largado no sofá que estala pelo tamanho e peso dele.

    Ele ocupa o tempo jogando conversa fora com Lizbeth, perguntando mais sobre ela e Londres, era o recém chegado precisava saber onde ficavam as coisas que não fossem pontos turísticos.

    --

    Ele cata as chaves no ar tão rápido que o braço se torna um vulto por um mero instante, surpresa nenhuma pra Lizbeth depois dele ter perguntado de alguma academia e falado que treinava boxe, menos ainda pra Dona que agora sabia exatamente sob que lua ele corria com a marca no braço, exposta, pra ele só um reflexo, ele olha pro molho de chaves na palma da mão e era como se aquilo selasse alguma permanência naquela situação de merda.

    Ele espera Lizbeth dar a privacidade que foi tacitamente imposta, fica calado até ela sair, ele bate com a palma da mão no assento do sofá e chega pro lado abrindo espaço pra Dona, era bom que ela nem precisava de muito e ele precisava demais, uma combinação perfeita pra situação.

    - Eu só tenho perguntas, tipo, até onde eu posso ir, o que é território neutro e não, onde eu posso caçar sem incomodar ninguém, qual é da treta local com os puros, por que eu cheguei na cidade e tinham quatro deles fungando meu rabo, Fumaça viu, continuo a perguntar? - ele diz como se tivesse bom o bastante ou se ela queria mais.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Abr 07, 2021 6:57 pm

    "Frances é um idiota a não ser que você fale frances com ele. Cuzão..."

    Connor escreveu:- Matador o bastante?

    "Preciso ir no banheiro." É tudo que ela diz olhando para ele com olhos arregalados. Precisava mesmo.

    Connor escreveu: o piercing…

    "Claro que eu me importo C!" Ela fala de dentro do banheiro. Eventualmente ela sai e fala muito sobre a cidade, claro que sem qualquer pista dos mundos ocultos. Ela poderia falar sem parar por horas sobre as festas, as pessoas, as coisas exoticas sendo vendidas. Ela é fascinada pela cidade.

    --

    "A treta com os puros é longa e sangrenta. Acho que nessas pedras tem mais sangue uratha que em qualquer lugar do mundo. Debaixo delas também." Ela se joga no sofá ao lado dele cruzando a perna com as botas. "Eu tava aqui na ultima grande mudança, mas já tiveram um monte dessas, já teve uma família desses desgraçados sentados no trono com coroa na cabeça e tudo. A gente tava na merda por aqui nos ultimos anos. Os caras eram muitos e cheios de aliados. Os sangue sugas tavam com eles. Os cães irlandeses também. Tinham até uns feiticeiros doidos fechados com eles. Na merda mesmo. O caralho do rio ainda é fechado com os caras. Totalmente. Ele tá corrompido e louco, mas é um puta de um gigante forte pra cacete. " Ela gesticula bastante e chega a acertar Connor sem querer enquanto fala. "Não que a gente não tivesse lutando, tentando. Os que caçam nas sombras já tinham deixado a cidade faz tempo e se agarravam a uns cantos velhos e cheios de poeira e levaram pau até o fim. A maioria morreu. Os garras iam e voltavam, sempre uma guerra nova para eles. Pagam de durões, mas adoram uma retirada tática. Uns chupadores de pau do caralho. Fumaça vai dizer que eu não tava aqui desde o começo e que sem os caras isso ia ser tudo canteiro de puro." Ela segura um dos dedos de Connor como se fosse mordê-lo fora quando fala dos garras.

    "Os Sombras nunca foram fortes aqui e os fodões reizinhos do caralho atrapalhavam mais que ajudavam. Nem o Fumaça defende eles aqui. Bando de desgraçado cheio de segredinho. Sabe o que eles disseram? Não é a hora. Toda vez que a gente pedia ajuda. Não é a hora. Hora de que filhos da puta?!" Ela bate com a mão fechada na própria perna com força e faz uma careta. "Tem um monte de herói sendo comido pelo chão debaixo desse concreto todo. A gente tava perdendo rua por rua. Eles tavam sempre na nossa frente. A gente sangrava eles, mas a caralha do juramento ficava no meio da porra do caminho. Você tira um desses canalhas da luta e uma semana depois ele volta. Agora se eles tiram um dos nossos? Era pra sempre. Especialmente os nazistas da Guarda Branca. Agora tão todos lambendo as bolas do capeta. Mas eram uns sanguinários. Não tinham a menor honra e não poupavam ninguém. Eram loucos." Ela fala mais baixo e mais rápido. Mais irritada. O rosto ficando vermelho.

    "Três coisas mudaram muito. A gente tava pronto pra largar o barco ou sei lá explodir os caras e descer o nível só para se vingar. Punhos Sangrentos chegou na cidade vindo lá de Sherfield no cu de lugar nenhum e surra um dos cara na frente de todo mundo. Ela tinha uma Ithaeur junto com ela que puxou algum truque da cortola e fez os caras aceitarem isso. Eles tavam bebados de glória de tanto surrar a gente e isso fez os desgraçados ficarem mais putos ainda. Ponto um e a merda ficou pior. " Ela faz um com o dedo.

    "Depois disso? Donovan decidiu que era hora medir o pau. Veio com um monte de reizinho tocar o louco na sombra. Trombetas soando e o caralho. Uma porra de uma tempestade enorme jogou tudo pra cima e encheu nosso coração de esperança. A gente começou a afiar as garras correndo pra pular na vingança. Sabe no que deu? Uma derrota super constrangedora. Pronto. Era hora de ir embora. Os puros tinham recebido reforço. A real é que eles estavam prestes a lançar um ataque esmagador e os Reizinhos acabaram interrompendo isso, mas os desgraçados ficaram ainda mais felizes e vencer Donovan Fala Prata. Definitivamente era hora de dar no pé. Só Fala Prata, Punhos e Fumaça ainda queriam alguma coisa por aqui. Fumaça porque essa era a casa dele. Punho porque era doida. Donovan porque tinham fodido com o orgulho dele matada mais de vinte dos desgraçados dele." Ela suspira e sorri com crueldade levantando um segundo dedo.

    "Terceiro? Sabe porque o Fumaça te recebeu tão bem? Pronto pra limpar a bunda do seu coleguinha por um pedaço de morto que a gente podia ir lá pegar?" Ela coloca os dois dedos na boca como se fossem um pau que ela queria muito chupar. "Punho puxou uns favores do cu e em menos de 24 horas a gente recebe um monte de cabeças numa porra de uma cesta de bambu. Puros? Não. Os feiticeiros deles, entregues por um bando de olho azul que cê conhece. Mesmo assim não tinha jeito. Ninguém tava do nosso lado na cidade, mesmo com Sindicado entragando os a cestinha de cabeças deles. Nem com as palavras doces do Donovan a gente ia conseguir. Era suicidiu inglório. A sexta de cabeças não é a terceira coisa. Ela faz levantando o terceiro dedo e cutucando Connor com todos os dedos de uma vez. "Olhos do Céu inventou que tinha um ritual que trazer as sombras dos nossos ancentrais pro campo de batalha. Um K.O. enorme? Claro porra, mas colou pra segurar a gente. Noite escura sem lua. A gente lutou uma semana pra esperar uma dessas. A merda do ritual foi simples e assustador demais porque..." A voz dela sumiu. Os olhos perdidos no passado em algum lugar que ela não conseguia ver.

    "Porra você sentia, saca? Claro que saca. Eu vi a porra das sombras descolando do chão. Saindo das nossas sombras, escorrendo dos pés. Os puros não atacaram aquele dia. A gente atacou, a gente foi pra cima. A gente ia morrer com nossos imãos que tinham ido antes da gente. Mas não tinha luta nenhuma. Só sangue e puros escalpelados. As marcas arrancadas da carne. " Ela suspira esquecendo dos dedos. "Acabou assim. Eles nunca mais chegaram desse lado do rio. Tão escondidos até hoje, um dia eles vão esquecer ou entender. Mas até lá... Donovan dobrou os vampiros na mesma noite e os caras agora jogam com os dois lados fingindo que são exclusivos de cada um. Fumaça odeia eles e tá esperando os caras escorregarem. Ou ele vai matar os caras quando achar que consegue." Ela levanta deixando a mão passar na perna de Connor. "Os cães não passam pra cá também porque os puros não vem pra apoiar eles. Mas não dá mole que os caras não conseguem ir pra sombra, mas ainda podem te matar pra cacete. A gente acabou enterrando eles e todo mundo foi embora. Ninguém quis saber que porra de ritual era aquele se é que era um. As vezes eu acho que eles só queriam enrolar os puros ou sei lá... enrolar a gente até alguma merda escrota demais acontecer. A gente tava em quase nada da cidade e eles tinham tudo e... Eles mereciam. Mereciam. Mas era uma merda muito estranha com tanto cheiro um por cima do outro e aonteceu quando a gente não tinha mais olheiro nenhum. Outros vampiros cheios de prata? Alguma outra coisa? Um monte de espírito profano? Porra eu não sei, mas deu certo e Fumaça ama os caras."

    Ela da de ombros indo para a porta. "Amy ligou e ele começou a se preparar pra chance de te ajudar. Eu fiquei com um pouco de medo. Cê tem alguma coisa com isso? Eu não quero que chegue o dia de matar os sangue suga ou de atravessar o rio. Eu devia. Mas não quero." A voz dela agora é baixa e sem energia. Quase outra pessoa.
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    Mensagem por Ankou Qua Abr 07, 2021 10:35 pm








    Uma única pergunta sobre a cidade foi o bastante pra desencadear a “Lizbethzilla”, mas nem se queixava dela dar aquele monte de informações úteis, considerando que ele só queria saber de alguma academia, farmácia ou mercado próximo.

    --

    - Sempre é longa e sangrenta… - ele retruca, mas não interrompe, não era bem o que ele tinha perguntado, mas quem se importa, ele tinha tempo sobrando, pela primeira vez nos últimos quase cinco meses tinha tempo sobrando.

    Dona escreveu:...levaram pau até o fim. A maioria morreu.

    - É isso o que a gente faz, luta, leva pau, continua lutando e morre, e isso soa tão estúpido… - ele comenta coçando o cenho com a voz pesada.

    Dona escreveu:Pagam de durões, mas adoram uma retirada tática.

    Connor ri e meneia a cabeça em positivo, como se soubesse exatamente o que ela queria dizer, quando ela fala dos Sombras Descarnadas no entanto o semblante de fecha. - E pensar que queriam que eu fosse um deles… - animação nenhuma na voz. - Tratos demais, compromissos demais, tempo demais pro outro lado.

    No restante do tempo ele fica calado escutando aquela história toda atônito, a treta profunda em níveis que ele não conseguia perceber por completo, mas a julgar pela raiva e desconforto de Dona nem ela, ele não comenta mais nada por um bom tempo, apenas se põe como um bom ouvinte.

    Dona escreveu:Cê tem alguma coisa com isso?

    - Eu?! - ele ri, de nervoso e se levanta - Parece mesmo que eu sei o que diabos eu to fazendo né? - ele tapa o rosto com as mãos e esfrega - Eu sei lá Dona, minha família é velha, você falou de heróis mortos e enterrados, pode ter certeza que eu descendo de um bando deles, minha mãe adora bater no peito e falar cheio de orgulho que a gente tá por aqui desde o século VI e um monte de outros trecos que eu não lembro… Não vou nem negar que meu nome abre portas, um bando de Sombras Descarnadas e Senhores da Tempestades, cheio de segredos muitos deles corroídos pelo tempo, tinham Caça nas Trevas também, ainda deve ter, não em Dover, mas deve ter. - ele balança a cabeça em negativa e se aproxima dela de maneira calma, apoiando as mãos sobre os ombros dela que escorregam até acharem as mãozinhas pequenas dela seguido de dois pequenos puxões como se convidasse ela de volta pro sofá.

    - Olha eu sei como é não ter ninguém pra conversar ok? Você precisava falar e eu sou um bom ouvinte… - ele balança a cabeça em negativo com o olhar perdido - É estranho escutar essas histórias, eu não era nem uratha quando isso rolou e de alguma forma me sinto derrotado saca? Como se eu tivesse feito alguma cagada. - ele coça a cabeça com uma expressão de dúvida, se perguntava se era o peso do juramento sobre ele ou se era só doido, mais doido que o resto.

    Ele olha pra Dona com um semblante cristalino - Olha porque a gente não senta com o Fumaça e pergunta a ele, só ele vai te dar as respostas que tu quer ok? - ele cutuca o ombro dela como se tentasse animar ela de alguma forma - E aquela caçada, quero morder algo do outro lado, recarregar as baterias. - o olhar dele é sugestivo de alguma maneira, mas ele sabia muito bem que não devia pisar na sombra sem saber de nada - Tu me deixou curioso pra ver o rio agora, mesmo que seja de longe. - ele abre a porta esperando ela tomar a frente.
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      Data/hora atual: Qua Abr 14, 2021 11:22 pm