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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Dom Ago 15, 2021 2:23 am



    - E cá eu pensando que ia ser fodendo. - sarcasmo puro na voz, tava ficando difícil fazer o molenga do Fredo se dar bem, mas tinha certeza que eventualmente ia chegar lá.

    - Ela tem gosto de carne queimada e ossos velhos, olhos grandes e amarelos - ele completa assim que Tuya diz contar com a ajuda dele, a voz tão gelada quanto a dela, mas por dentro cheio de asco - Já somos cinco correndo pra morte, o que é mais uma possibilidade de dar merda? - ele balança a cabeça em negativo, como se esperasse que merda ia ser o normal daquela caçada.

    Ele parece não se importar com os restos da capa, ou da vitória de Dalia seja lá qual fosse, não importava mais, nem sequer importava se a mãe tinha mentido pra ele, ou só soubesse da metade da história.

    Tudo que vem na cabeça era o filho, um filho que ele queria tanto ver nascido e saudável, ele se agacha, os braços apoiados sobre os cotovelos, dá pra ver a moral escorrendo pelo canto do rosto. - Axel, como tá o Axel, já pirou de vez? - se sentia idiota por perguntar aquilo, ele sabia melhor que ninguém como o Elodoth estava, ainda assim a cabeça pende pro lado na direção de Richard como se esperasse uma resposta dele, mas a resposta já não importava mais, era questão de tempo até dar merda, se é que já não tinha dado.

    Tinha perguntado na esperança de terem achado, visto algo, ou mesmo se planejado de alguma forma, aquilo era realmente loucura, as palavras de Richard ou Dalia não importavam mais.

    - Urum Da Takus. - ele repete o juramento pra ele mesmo, era só no que tentava se focar, nem mesmo questionaria a liderança de Dalia na caçada pelo menos não diretamente - Eu vou seguir aquele que for capaz de fazer laço espiritual de alcateia comigo por um dia, até mesmo Verdade Ardente. - ele não se lembra bem de como Brendan tinha feito aquilo, mas ele se lembra de ser filho do corvo pro um dia. Na voz não tinha orgulho ou maldade alguma, só não queria morrer sozinho, esquecido num pedaço qualquer do Hisil - Ser alfa da boca pra fora é fácil. - Ele estende a mão pra Dalia como se esperasse um convite, no entanto ele olha pra cada um dos demais urathas presentes.

    Connor não parecia minimamente disposto a colocar aquela requisição honesta em nenhuma negociata, a últimas palavras são pra Fredo - Vai na fé primo, sem medo, eu posso voltar faltando um pedaço, mas a gente se vê depois. - tava realmente disposto a voltar vivo, só não tinha certeza ainda se conseguiria.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Ago 18, 2021 9:35 pm

    "Ruim. Pior desde que eles perderam Francis." Alguma emoção forte escondida sob a fachada blasé. Richard não demonstrava o suficiente para Connor saber se aquilo era tristeza ou reprovoção. "Mas vai ter tempo pra ouvir a história quando sair de lá." A cabeça aponta para a escuridão. O mato parece vivo com a brisa noturna. Mas Connor sabia que não era só mato no seu caminho.

    Ninguém parece feliz com Dalia no comando. Era uma troca difícil de engolir. Um uratha cheio de marcas e cartas na manga por uma desconhecida marrenta sem uma boa razão. Tuya parece ainda maia contrariada que o Anshega. "Melhor merecer cada passo. Podem ser os últimos. " ela claramente queria dizer outra coisa.

    "Não esquentem. Eu sou boa de improviso e o Rory aqui é bom de matar espíritos." Ela parece tensa. "Tenho algo melhor ainda Rei Vermelho." Ela mostra no pulso uma pulseira com contas ver amarronzadas e tira quatro. Rory faz uma careta só de ver. "Aqui. Uma para cada um." Claramente isso não incluia o ithaeur, mas ela foi a primeira a mastigar o treco e fazer uma cara de morte e náusea. "Amargo." Ela limpa a garganta e engole de novo. Logo deposita uma delas na mão de Connor. Depois Tuya e por último o puro. "Vocês precisam saber que isso significa que a gente tá junto. É aceitar e comer. Aceitar é sempre amargo." Ela diz como se ainda tivesse o gosto na boca.

    As sementes eram duras e amargas, mas o laço é instantâneo. Ele sente o abraço quente de Amarra Fogo e as pessoas parecem mais simples, mais próximas. Mais reais. O lua cheia consegue sentir elas ali.


    O momento aconchegante dura pouco. Logo estão todos andando no escuro. O farol da moto perdido lá atrás.

    --

    Mais de perto o loci era o contrário do que deveria, seco e vazio. Nenhum espírito por perto. Na verdade era difícil até olhar para ele. Pensar também, ele parecia querer escapar das memórias. Quase invisível aos sentidos e pensamentos. Podrriam ter se perdido mais de uma vez não fosse o Anshega, ele parecia imune à enganação do lugar.

    O lugar em si não parecia nada especial. Nenhum pouco diferente de um dos muitos morros baixos e cobertos de grama. Alguma coisa enterrada tinha sido importante algum dia, ou mesmo o local em si.

    "Fizeram esse lugar. Esse loci." Era a voz de Tuya cheia de certeza. O Anshega concordava em silêncio. Os outros pareciam não ter o que contribuir ali.

    Dalia passa a mão na grama e respira fundo. A noite ainda densa em volta dos urathas. "Vai ser mais difícil que a gente achou que ia ser." Os dedos acariciando as lâminas verdes no chão.

    Voz de Rory corta o ar séria e fria. Complemente profissional. "Nada. Mais escuro lá que aqui." Os olhos negros pontilhados de estrelas compeltavam a fala do garra sangrenta.

    "Eu vou na frente." É a voz confiante do Anshega. "Nem fodendo." Dalia diz se levantando rápido. "Eu primeiro. Eu corro na frente." Cada palabra pronunciada sozinha com enfase. Talvez seja orgulho ou dever. Mas ela faz mais questão que Verdade Ardente e acaba sendo a primeira.

    Não que os outros fiquem esperando ela chegar para começar a travessia. O dromo ali era fino, mas parecia cheio de malícia e ódio. Como se algo habitasse aquele grande espaço cinza e quisesse fazé-los em pedaços.

    O chão do outro lado ela seco e macio. Feito de um pó fino que se desfazia ao toque. O ar era imóvel e vazio. O céu era um amarelo doente que não lançava luz nenhuma. Tudo isso era ruim. "Merda, não é o mesmo lugar essa porra." A voz do ithaeur tremia de raiva. "Mais uma ilusão ou só um caminho mais pro fundo?" Ninguém parecia ter a resposta.

    "Sente o cheiro?" Tuya perguntava calma, o que não combinava nada com a forma de dalu. Dalia tonha mudado para o lobo gigante. Por enquantoera a única. Mas Verdade Ardente tinha uma pistola na mão que cheirava a morte e Rory um machado e uma faca comprida e fina. Tuya permanecia de mãos vazias guardadas pacientemente na frente do corpo.

    Os cinco começam a procurar já que não tinha cheiro nenhum ali. Eles parecem rodar por horas uma espiral cada vez maior se afastando do loci. Procurando naquele deserto de pó com o céu amarelo. Nem uma brisa. Nem um som. Nem um habitante. Só as suas respirações e passos no vazio tão completo que parecia infinito.


    OFF:


    Coroa do Rei Vermelho: Ao ser ativada ela brilha majesticamente deixando muito difícil olhar diretamente para a cabeça do uratha, todos os ataques mirados na cabeça tem uma penalidade de -2. Se for usado por um Mestre do Ferro o brilho é vermelho ao invez do dourado habitual e além disso todos os Mestres do Ferro em duas milhas conseguem ver o brilho e entendem o que isso significa.


    Connor se lembra de uma história em que os heróis não conseguiam achar a presa de forma alguma e a solução deles foi provocá-la com uma mensagem direta. A presa era tão grande e confiante que encontrou os caçadores ela mesma.

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    Mensagem por Ankou Qui Ago 19, 2021 1:05 am

    Axel estar ruim era esperado, a morte de Franco não, ou talvez fosse, ele só não gostou de ouvir isso, um dos punhos se cerraram reflexivamente, a mão estaria ensanguentada agora, sorte que não tinha nenhuma garra pra cortar a carne, o olhar assassino olhando pro nada, se controlando pra não olhar pro puro, pra não voar no pescoço dele só pra ter em quem colocar a culpa, mais uma falha, mais uma maldita falha, ou era Franco o caçador desleixado que sempre foi. Ele respira fundo a veia saltada na testa nem tá lá mais, aquilo era uam falha do Guardião Feroz, se fosse, Rei vermelho tinha acabado de nascer, ou pelo menos ele repetia isso mentalmente até acreditar que era verdade.

    Ele se foca naquela pequena e improvável reunião, ouve a ameaça de Tuya, mas dá de ombros, a verdade é que tinha mais fé nela do que em Dalia, seja lá quem fosse Dalia, mas isso mais pelo respaldo de Dona do que outra coisa, Tuya não tinha se provado me nada também, não pra ele.

    Boa de improviso? Nem tinha certeza, era só a palavra dela, não lembrava de ter visto ela na sala de reunião junto dele e Fumaça, até acreditaria se fosse um deles, mas ele lembraria de um abdome ripado daqueles, lembraria sim, não tinha esquecido o de Jenna até hoje.

    Ela o chama pelo nome, o nome que Fumaça o tinha dado - Bandibocudo. - ele resmunga, inteligível, mas parece satisfeito quando a demanda dele é atendida, mesmo que ela fosse uma ninguém, ou alfa de sabe-se lá o que.

    Ele come a coisa, a cara dele nem é diferente da dela, a engolida atravessada dá pra ouvir, o tamanho dele ajuda, queria que tivesse água pra ajudar a descer, mas nem tinha. - Achei algo pior que a bala de bosta do Harry Potter. - ele comenta lembrando como aquilo tinha gosto horrível e Dalia tinha achado algo ainda pior, mas é clara a tentativa de um último desestressar antes daquilo tudo começar.

    O mais impressionante vem depois, os laços se formando, eles todos pareciam tão simples de entender, pelo menos em seu estado geral, quando foi que havia desenvolvido aquilo? Aquela empatia espiritual? Se tivesse um inimigo ali na vista de um deles e ele estivesse de costas ele saberia, ele ficou mais do que devia olhando pro nada, se perguntando se aquilo era normal, se era algum sentido que havia desenvolvido enquanto não tinha ninguém, pela necessidade de ter alguém, a ligação tornava eles mais simples e reais, e isso fazia ele sentir mais falta ainda da própria alcateia, a ideia de conseguir sentir o bebê na barriga de Emillie daquela forma faz ele tremer e arrepiar, faz ele querer ir embora de verdade e achar onde quer que ela estivesse, claro que tinha que ser algo, não era natural antes, agora era, Anne podia virar homem, e ele podia sentir o coração deles pulsando, não precisava e nem queria uma explicação plausível daquilo, só era.

    Apesar de momentaneamente embasbacado, no momento seguinte ele parece frio, anestesiado de verdade, confortável na medida do possível, um sorriso sonso, sem mostrar os dentes no rosto, ele veste a coroa dobrando a capinha de rei e a colocando de volta no bolso, afinal o que era um rei sem uma coroa? Mas a forma de lobo a faz sumir e ele atravessa por último.

    --

    O loci, sem nada nem ninguém, um loci do esquecimento? Do tipo que alimentava de alguma forma espíritos como Vigia do Passado? Aquilo “cheirava” mal, ele não gosta nada daquilo, não gosta desde o princípio, ele cuidou dos locis dos Algozes por meses, desde o início, aquilo nem parecia um loci.

    Connor concordava junto do Anshega com as palavras de Tuya, na verdade nem chamaria de loci, no máximo de uma travessia, mas nem ia debater aquilo,

    - Eu prometi pra mim que ele não ia me ver chegando, ele já sabe que a gente tá aqui, já sabe que tem gente atrás dele, mas ele não sabe quem eu sou mais, nem que eu vou achar ele. - Connor desce de Dalu pro lobo de novo, as palavras confiantes, mas em momento algum ele discorda de Dalia.

    No momento seguinte ele para olhando a disputa entre Dalia e o Anshega como algo estúpído, quase infantil, e pensar que seria ele a fazer uma merda dessa tempos atrás, talvez por motivos diferentes, mas seria, ele preferia que eles fossem na frente, aquilo não era uma caçada de glória, não era a porra de uma corrida, era uma caçada de um treco esperto que estava há anos escapando dos urathas, ele prefere a retaguarda, nenhum Irraka ali, então era a vez dele de brincar de fingir ser um.

    Ele prefere não enfiar a cara no pó, a areia fina pareciam cinzas velhas amassadas e degradadas pelo tempo, ele lembra de todas as visões que teve, a do churrasco quando Emillie deu as boas notícias da gravidez, mas mais ainda do gosto de queimado e dos olhos do desgraçado olhando pra ele, arranhando a mente, a frustração de Rory parece não afetar Connor, por dentro ele parece se divertir, não dava pra matar o que não dava pra encontrar, nesse exato momento Rory era uma carta fora do baralho, Dalia, não parecia saber uma porra sequer, tava ali pra se provar em que? Ou era vingança?

    Ele acompanha Tuya na forma de Dalu a coroa na cabeça pendendo pra um lado de maneira engraçada - Zero vontades de inalar esse pó. - ele para agachado próximo a ela, aquela coisa vinha contaminando Caça nas Trevas por gerações, ele se lembrava em como Axel deixava as presas perdidas na floresta. - A melhor maneira de fugir do caçador é saber como ele caça. - ele olha os outros três rodando em círculos, frustrados - Ele tá aqui, só saber onde olhar… - ele permanece pensativo.

    Connor coça o rosto como se procurasse a braba que ele não tinha mais, a história ressoa na cabeça, pelo menos uma centena de anos, ninguém tinha achado a coisa nem mesmo Voz-da-Sombra, talvez a coisa pudesse achar eles, se tinha uma coisa em que ele era bom era provocar, anos de prática e chacota na escola e faculdade. - Cuida das minhas costas… - ele diz pra Tuya sem explicar.

    A voz afinada de propósito num tom fino mesmo pra um Dalu, ressoando na primeira língua - Olha ela, cheia de cagaço se se escondendo, já matou tanto lobo e não consegue encarar cinco lobinhos de bosta, parece até um aborto de Gaffling - ele grita a todos pulmões e ri de verdade, mas não para, a coroa na cabeça começa a brilhar, a luz alcançando uma área gigantesca - To nem aí então, vou fazer dessa a minha casa, vou cagar aqui, mijar até fim dessa porra de deserto criar aqui o meu castelo e marcar tudo como meu, tu se fudeu, vai viver com uratha que é a coisa que você mais ama, vou foder a oriental gostosa e ela vai me dar todos os meus filhos que vão morar aqui e depois os filhos deles, e você vai ser conhecida como Aborto-de-Gaffling, e sua história de covardia será repassada até o fim da minha linhagem. - ele gosta da adrenalina a ponto de se sentir feliz no meio daquele monte de ódio, ainda assim os olhos atentos esperando uma porrada de qualquer lugar, felizmente sua nova percepção lhe dava a vantagem de sentir pelos olhos dos companheiros.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Ago 25, 2021 3:54 pm

    As palavras de Connor fazem todos eles parerem tensos. Os olhos dos urathas indo de um canto ao outro. Ninguém nem mesmo pisca. Nenhum som. Nenhum movimento que não os do lua cheia e então... Então do meio do silêncio seco explode a gargalhada de Dalia. "Acho que ele não ouviu grandalhão!" Ela grita aliviada. "Sabe embrulhar pra presente?" O Anshega e Tuya não pareciam ter levado com tanta leveza o que Connor fez. Eles pareciam assustados. Rory? Ele parecia intensamente motivado. "Você consegue? Mandar uma mensagem para ele?" Claro que Connor sabia. Só não era tão divertido.

    Mas era impossível negar que ele estava aliviado de ainda estar respirando. Todos assistem ele mandando a mensagem, ela iria chegar onde quer que a criatura estivesse. O que quer que fosse. No meio de todo aquele pó o lua cheia não esperava uma resposta. Mas a voz apareceu na cabeça dele assim que terminou o ritual. "Tão perto. Tão cedo... Tão saboroso." Eles sentiram o vento revirando toda aquela poeira. Uma parede gigante de poeira avançando rápido de todas as direções. Um uivo cortante vinha de dentro da cabeça do lua cheia.

    Todos eles olhavam e esperavam. A poeira começou a queimar os olhos muito antes de a parede chegar feita de puro pó. Um círculo furioso gritando em volta deles. "Venham! Venham logo. Eu estou com fome..." O rosto aparecia de um lado e de outro só para mudar de posição e agora parecer três. "Eu vou comer você primeiro caçador arrependido. Somos velhos amigos, você e eu. Não vou fazer você assistir seus amigos morrerem, não sou um monstro afinal..."

    Todos olham de um lado para o outro. Connor já está se movendo quando Dalia grita para não irem. Uma armadilha ela diz, Tuya concorda um instante depois. Verdade Ardente demorou mais a parar que Connor e estava na beirada, de frente para o paredão furioso de poeira. Ele tira uma pedra de um cordão no pescoço e a joga. Ela afunda e desaparece lá dentro para explodir em fogo no momento seguinte. Ossos grandes do outro lado aparecem emoldurados pela luz. Grandes como a porra de uma baleia se baleias ficam tão grandes assim.

    A poeira avança com a explosão e engole o puro sem um som sequer. O céu reclama com trovões lentos que parecem querer rachar a cabeça do lua cheia. "Se apressam tanto para morrer pequenos urathas. Tão perdidos sozinhos..."

    Um uivo sofrido e irado atravessa a mortalha escura e agitada. "Ele não está sozinho, tem mortos com…" Tuya não consegue terminar a frase porque os esqueletos estão correndo para eles a toda. Como se músculos poderosos movessem os membros ossudos. Atrás deles vem a tempestade de poeira e junto com ela o cheiro que Connor já conhecia.

    Os esqueletos são impressionantes. Rápidos e fortes. Não tinham nenhuma delicadeza ou finesse. Mas eram hábeis e diretos. Dedos que terminavam em pontas. Dentes afiados procurando carne. Tuya esquivava e empurrava. Mas desapareceu na poeira. Dalia uivava algo que fazia o sangue correr quente e forte no corpo. Enchia o espírito de vontade de lutar. Os machados de Rory dançavam no ar. Então a poeira e os esqueletos estavam sobre Connor. A poeira virava lama nos olhos. Uma lama escura e grudenta.

    Connor usa sua primeira carta na manga. O rosto do deus vermelho que morava no seu corpo. "Os mortos não tem medo. Eles vão arrancar a carne dos seus ossos. Eles não sabem..." a risada na cabeça de Connor é de gelar a medula nos ossos, mas não era da criatura. Alguma coisa se agitava dentro do lua cheia e fazia ele esquecer o que tinha ao redor. "Melhor voltar a lutar."

    As palavras se formavam inteiras na cabeça dele como uma descarga elétrica selvagem. Os olhos de Connor estavam limpos e os esqueletos pendurados na sua carne. Ele não sabia para onde tinha avançado ou como, mas estava de frente para a enorme ossada de lobo e o Anshega que lutava desesperado só para sobreviver mais um instante.

    Alguma coisa negra e viscosa como piche se agarrava aos ossos. No lugar dos olhos chamas que tingiam tudo de roxo, mas iluminavam menos do que atrapalhavam a ver. Como se corroessem a luz normal ao invés de iluminar. Havia muitos esqueletos e Connor sabia que cada um deles poderia ter acabado com ele antes da mudança. As garras e dentes afiados rasgando a pele e músculo e fazendo jorrar sangue. Sangue que logo virava lama na furiosa tempestade se poeira. Os inimigos não se importavam. Mas cada piscada era uma agonia manchada e gosmenta e lutar de verdade era quase impossível com aquilo se enfiando no nariz e impedindo a respiração.

    Um dos esqueletos é arrancado de cima dele. Não dá para ver nada além de lama de novo. Mas ouvir os gritos do Anshega e sentir a sua dor era fácil. A dor do outro gritava nos nervos de Connor. O desespero dos outros também, assim como a incoerente exultação de Dalia.

    Dano:
    Connor tem um total de 9 de dano letal nesse momento.


    Ele sentia ossos partindo sob as garras e dentes. Mesmo assim mãos arrancadas ainda cavavam a carne dele, cabeças arrancadas ainda mastigavam seus membros. Não via um palmo na sua frente. Sabia onde estavam os seus companheiros de alcateia e isso era tudo. A poeira fina enlameava tudo, até suas feridas que tentavam curar. Uma lama fria e ácida que fervia o sangue. Connor avança, a dor era grande, mas o campo de batalha é lugar do lua cheia e ele sabe que ainda pode avançar. Ele sente a aproximação de Dalia e Rory, sente Tuya lutando na sua dança selvagem e quase intocada.

    Um apito alto e a tempestade desaparece por um momento. O apito permanece. Os esqueletos também. Connor é obrigado a apelar para a forma da guerra e preservar seu corpo. O movimento joga os esqueletos para longe por um instante e quebra em pedaços mais um. A forma da guerra ainda clareia os olhos e a calmaria não deixa a tempestade voltar. "Aqui! Aqui, porra!" Ela tinha um monte de canos torcidos apitando na mão direita, Rory lutava em volta dela contra os esqueletos. Centrado nela a calmaria que deixava Connor ver por um tempo. po. "Truques não vão proteger vocês por muito tempo." A voz parecia fazer o circulo diminuir e a tempestade aproximar. "Rei Vermelho, abre caminho pro Guardião de Ferro dar uma boa olhada pro monstrengo!" Ela não espera, só corre para a cortina de poeira a afastando cada vez mais devagar indo na direção onde o puro ainda lutava completamente entregue a fúria. Ela passa se enfiando entre Rory e um dos esqueletos que não se importa de mudar de alvo cravando dentes e garras nela. O ithaeur vai logo atrás, mas os dois eram menores que Connor e nenhum deles é um lua cheia, não importa quanta fúria a cahalith tenha.

    Quando a tempestade finalmente se afasta dos velhos ossos gigantes o monstro não parece nada preocupado. Brincando com o puro com as patas da frente que maiores que ele. po. "Veio pegar o seu lugar na fila?" Um movimento e o Anshega é jogado longe demais. Os dentes afiados se viram sem pressa para o uratha. Rory deixa os machados de lado um instante dando toda a atenção a criatura gigantesca. Os esqueletos imediatamente correm para o ithaeur e no mesmo instante o monstro se move na direção de Connor e junto com ele a tempestade de poeira cobre tudo de novo.

    Dano:
    1 agravado e mais nada
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    Mensagem por Ankou Qua Ago 25, 2021 5:23 pm



    Connor fica frustrado, um bico surgindo no rosto - Por que nunca pode ser tão legal quanto deveria? - ele diz sem graça, mas pelo menos eles pareciam ter entendido o plano, ou talvez ele fosse meio deslumbrado pelas histórias dos Cahalith e definitivamente as coisas nunca aconteciam exatamente como eles contavam. - Aham, dessa vez ele vai ouvir. - ele responde Rory enquanto se abaixa e começa a  riscar os símbolos no pó fino, ele repete as mesmas palavras que saem voando ao vento.

    A calmaria se torna um mar de pó fino e uma situação de merda de uma hora pra outra, não que Connor estivesse esperando diferente só era muita merda pra dar conta ao mesmo tempo - Arrependido nunca, só parte da jornada. - dúvida nenhuma nem na voz ou no pensamento.

    Tudo que Connor faz então é diminuir a distância entre ele e os mortos indo em direção a silhueta que havia sido mostrada pela luz da explosão, mesmo com os olhos breados de pó não importava , os esqueletos machucam, mas ele não para nem um instante, num primeiro instante ele invoca a força do pai lobo destruindo tudo que pode, no segundo instante é o instinto assassino de luna junto de uma fúria mortal, por último ele tem certeza que não ia aguentar fora da forma de guerra e ela é a última arma.

    A voz na cabeça e os trovões parecem distantes, ele quer violência, ele quer aquela coisa gigantesca morta, mas ele nem hesita quando Dalia pede pra ele ganhar tempo pro Ithaeur conseguir colocar os olhos na coisa gigantesca, ele corre e desce pra forma de urshul só alongar o corpo e fazer daqueles caras quase como um monte de pinos de boliche - Faz contar! - ele vocifera pro Ithaeur, no momento seguinte voltando a forma de guerra tão fácil quanto respirar, a dor agora é real, mesmo que fosse um arranhão, um pedaço de ulna, tíbia ou fêmur, cravado no corpo que ele puxava como se fosse um alfinete.

    Eu... Guerreiro... Da lua. - a cabeça não raciocinava mais direito, a forma de guerra nem permitia muito mais, ele não fica ofendido em ser comparado com o Anshega, mas demandava respeito, a verdade é que estava irritado demais com a criatura pra ligar pro puro.

    Mais esqueletos indo pra cima de Rory, mas dessa vez não tinha como ignorar a besta gigantesca indo pra cima dele próprio, não tinha como não tentar lutar contra aquilo ou ele seria dividido em dois, fazer o impensável era exatamente o que precisava naquele momento, a força nas pernas e braços que permitiam ele correr tão rápido, ele se lança, não em direção ao monstro, mas pra baixo dele, as garras e presas buscando tudo que pudesse morder e arrancar, tentando fazer o tamanho da coisa um problema pra ela própria, correndo pra longe pra parte de trás dela enquanto as garras eram deixadas pra cima, tentando deixar as costas da coisa livre pros outros quatro.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Ago 27, 2021 7:50 pm

    O lua cheia se veste de guerra e sente a fúria manchar as bordas de tudo. Sente também a mente de Dalia unindo os membros da alcateia de uma forma primitiva e basal. Ele sente os reflexos e instintos sendo compartihados, os pequenos detalhes do campo de batalha sendo analizados por todos ao mesmo tempo em um conjunto que parece certo. Um conjunto que permite ao lua cheia ser mais rápido que o esperado. Alguns passos dentro da poeira entre as pernas do monstro e ele já não vê quase nada. Vultos vermelhos feito de fúria e então os braços de Connor encontram uma das patas com força. Força o suficiente para arrebentar um carro. Força o suficiente para fazer os ossos dá mão racharem e o ombro poderoso sair do lugar.

    Connor não para de se mover tentando ir onde não pudesse ser acertado. A poeira que mal ficava parada o bastante para dar um passo explode em um monte de formas afiadas e roxo e vermelhas. Uma parte grande do uratha fica para trás ali, mas a forma da guerra é mais rápida em refazer o que sumiu. Ele sente Tuya mais ferida. Sente Rory desesperado e concentrado ao mesmo tempo. Sente Dalia comprando todo tempo que pode para o ithaeur. O puro finalmente deixava a forma da guerra para trás e o som da arma é um alívio.

    Connor acerta uma costela no caminho, mas pular para pegá-la o deixa vulnerável e uma das patas de trás o alcança no ar jogando o uratha dilacerado para trás. O monstro não está mudando de posição como o lua cheia queria, mas sua atenção está nele. A criatura parece querer cumprir sua palavra e o matar primeiro, mas sem perder o espetáculo de ver os outros lutando com os esqueletos. O puro dispara de novo e dessa vez Connor vê o estrago brilhando em uma explosão verde pestilenta no crânio do monstro. A dor da criatura tem um gosto doce.

    Connor continua procurando o lugar perfeito movido pela forma da guerra. A perna de trás de move diferente jogando o monstro em cima do Anshega e por um instante longe do alcance de Connor. A velocidade do monstro com seus membros enormes era fora de escala, assim como sua força e agilidade. As presas se fecham sobre o Anshega e a tempestade arrefece permitindo que eles vejam. Deixando eles olharem o puro ser mastigado por ossos e sombra escura. Alguns espíritos aparecem onde fetishes são quebrados, mas eles são devorados na mesma medida que o Anshega. Perdoe o contra tempo... Ele diz sem deixar cair nenhum pedaço. Os olhos roxos brilhando mais forte. Os ossos trincados sendo preenchidos pela meleca preta. Por um momento Connor vê que seus golpes tinham surtido algum efeito. Um efeito pifio se comparado a gigantesca forma a sua frente. O lua cheia é obrigado a correr na direção do monstro ou desistir e fugir. Fugir para onde? Onde aquilo não conseguiria alcançá-lo? A criatura poderia seguí-los até o loci e até chegar antes deles.

    Dalia empurra Rory para Tuya quando ele tenta avançar para a criatura. As intenções são mais fáceis de ler do usar os olhos. O monstro gargalha. Uma imitação do que os humanos chamariam de humor, alguma coisa que ele provavelmente arrancou das mentes que corrompeu. A tempestade pega de novo. Forte e intensa. Cobrindo tudo. O fetish que Dalia usou mais cedo é quebrado e um espírito de vento furioso é carregado pela tempestade. "Vai de novo. Mais um pouco e Rory trás a Tuya." A voz dela entrava na cabeça dele de algum lugar dentro, um lugar mais fundo que a sua mente consciente.

    Dalia corria junto com ele na forma da guerra.

    Vamos começar de verdade? Finalmente! Ele exultava. O lua cheia é o alvo novamente. Mas dessa vez ele percebe que o inimigo é mais rápido e ainda mais brutal que antes, a dor quando os dentes o arrancam do chão. A sensação das farppas e serras o debulhando. O estranho milagre de saber que Tuya dividia parte da sua dor, sangrando suas feridas. A proteção inesperada que ele sabe vir da fúria do ithaeur correndo no seu corpo. Sem isso ele estária mais que gravemente ferido de novo. O lua cheia tenta alcançar os olhos do inimigo e sente a força emprestada por Dalia queimando nos músculos.

    Não é o suficiente.

    Dano:


    Chegamos a 4 agravado nesse momento


    Outra vez, a sanidade já o abandonando enquanto seu corpo é mastigado. Ainda dentro do que a forma da guerra conseguiria refazer, mas um instante fora dela e sua morte garantida. Novamente os dentes entram na sua carne. Outra vez os companheiros são a barreira entre ele a destruição. Dalia tira parte da atenção da criatura subindo no seu pescoço com garras e presas. Rory crava suas lâminas na pata esquerda e Tuya do outro lado, quebrada e sangrando, começa o que seria o lento trabalho de dilacerar o monstro.

    Então a cortina vermelha da fúria. "Você lutou bem filho. " A voz do avó. "Se entregue a fúria, é assim que fomos feitos." O lua cheia sente suas garras cravando bem fundo no monstro, mais fundo que nunca. Os olhos roxos de estrelas queimam de odio e dor. A força inescapável o prende entre dentes. "Seu corpo sabe o que fazer, a mãe lhe fez perfeito para isso."

    Então a cortina da fúria se parte em uma corrente de eletricidade que faz o tempo parecer correr mais devagar, só parecer. "Ou você me empresta isso tudo..." A voz traiçoeira e sem consideração do Lobo Vermelho. "Todos nos precisamos de um pouquinho de sorte... Eu tenho sete..." Um sussurro sedutor que prometia arrancar o kuruth de Connor e o devolver a dor e a miséria de ser só ele novamente. Só um uratha.

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    Mensagem por Ankou Sab Ago 28, 2021 11:57 pm



    Falar era difícil, formar qualquer sentença na cabeça era quase impossível, o uratha em sua condição normal estaria xingando até a última geração daquele desgraçado, isso é se ele fosse capaz de ter gerações.

    Ver Verdade-Ardente morrer daquela forma é amargoso, era como perder um irmão que ele nunca teve, um sentimento que talvez só os uratha entendessem, que só os laços de alcatéia eram capazes de formar.

    Lá no fundo bem lá no fundo de alguma forma havia felicidade ou aceitação, não importava muito o nome que quisessem dar pra aquilo, mas estava fazendo o que havia nascido pra fazer.

    O corpo dentro da bocarra do monstro sendo dilacerado e voltando o quão intacto quanto podia, ele escuta a voz do avô vindo de algum lugar, com uma verdade tão dura e absoluta que ele tem vontade de chorar, a morte dos amigos todas passam pela cabeça, o gosto do próprio sangue o faz lembrar da carne doce deles, e ele resiste tudo que ele pode, faz tudo que dá pra fazer antes de perder o controle.

    O soco na mandíbula do espirito soa como um trovão, a força tão monstruosa que só a lua seria capaz de deter, ele tinha avisado antes do embate começar, a criatura se enganava achando que seria tão fácil quanto o Anshega, numa fração de segundo depois ele está em cima da cabeça do monstrengo, uma risada chiada vindo do fundo da garganta, o máximo que a forma de guerra conseguia rir. - FRACO...SOZINHO... E FRACO... - Não dá pra distinguir o que é escárnio, ameaça ou ódio, no final a forma de guerra não foi feita pra falar nem ele mesmo consegue diferenciar essas coisas mais.

    "Melhor ser sortudo de verdade", ele responde num reflexo mental pra voz vermelha, tentando se livrar da fúria, no momento seguinte Connor some, ele é só um vulto vermelho se distanciando, a forma de urshul partindo como um relâmpago pra longe, ele não chega a abandonar o campo de batalha, ele procura tomar um fôlego se é que isso era possível, ele tinha dado seu melhor, tinha dado tudo que podia, mas preferia sair com todo mundo dali vivo do que terminar aquela caçada morto, com todos eles mortos.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Ago 29, 2021 2:05 am

    Connor sente a fúria escorrendo para fora dele de uma forma visível, uma grande confusão de linhas e sombras e vultos vermelhos. A velocidade e a força do predador vão juntos com ela. A fraqueza, a dor, a energia. O salto para longe se torna uma queda assustadora. Uma queda interrompida por uma violenta explosão de chamas roxas queimando a sua pele que deveria estar coberta por pelos grosso, mas ele se sentia preso na forma de hishul. Humano demais. Vulnerável demais.

    Dano:
    5 agravado e 6 letal

    Connor sente uma ventania impossível o impedindo de se chocar com tudo no chão e percebe que a tempestade de poeira novamente foi afastada. Ele sente pelo elo, agora fraco, que tem com sua alcateia mais sete. Um deles bem do seu lado, coberto de vermelho dos pés a cabeça. "Agora é só não morrer." a voz era familiar, como se estivesse dentro da cabeça dele. Mas dessa vez não era a voz da Loba Vermelha. O monstro estava realmente ferido por Connor e tinha feito aquilo de novo, enchendo o corpo com a coisa negra. A explosão tinha jogado Rory bem perto de Connor. "Mas que porra é essa Mcleary?" Connor conseguia ver e sabia que Rory também estava vendo, provavelmente todos eles. Vendo as sete formas vermelhas lutando junto com Dalia e Tuya. "Mostre sua cara Sagrim-Ur, eu já matei um de vocês e vou devorar todos que não submeterem. Só Urfarah existe a minha altura e você o assistiu morrer sem fazer nada!" O vulto ao lado de Connor se lança para frente no ar em asas negras empurradas por uma torrente de vento intensa que parecia vir do nada.

    "Abra os olhos! Urfarah está aqui!" Um dos estranhos que pareciam ter aparecido do nada enfia uma lança com uma ponta comprida na forma de um dente na pata do monstro que faz o negrume se afastar e vaporizar. Aquela voz também parecia muito familiar. Connor suspeitava que todas elas seriam. Ele sente o sangue correndo para fora dele e a regeneração não encontra energia para realmente recuperá-lo. Ele se sentia traido e enganado. Ele sentia como se tivesse feito um acordo com o diabo.

    O monstro monstra o desespero tentando fugir imediatamente, Dalia consegue se agarrar a ele, mas Rory e Tuya não são rápidos o bastante. Um dos vultos vermelhos aparece do nada na frente do monstro e crava uma espada no ombro direito que repete o mesmo efeito. Esse uratha na forma da guerra é jogado para longe com uma patada titânica que o torce em angulos estranhos. Em segundos os outros estão sobre o monstro que treme e se debate fazendo ossos cairem no chão a distância. A distância que consolova Connor. O monstro era grande e forma demais e ainda tinha surpresas guardadas. "Não! Não! Não é assim! Urfarah morreu. Vocês não são ele! Impossível." O desespero do monstro era assustador. A risada fria de Sagrim-Ur ecoava no ar, sua voz vinha depois com acidez e zombaria. "Pequenos urathas não, é? Luna os encheu de segredinhos, nem suas fraquezas estão seguras? HA! Você é ultrapassado e seu nome nunca mais será ouvido abominação... nunca mais!" No fim o ódio fervia na voz sem corpo e queimava no coração de Connor. Queimava pelas lembranças da corrupção. Queimava com uma esperança assustadora de que estária livre. Que os que caçam nas sombras estariam livres. Era longe demais para ver os detalhes do fim, mas impossível não notar quando eles todos desapareceram e a regeneração de Connor voltou a funcionar. "Fez a escolha certa essa noite e os mais perigosos dos seus irmãos viram o que fez."

    Todos viam os ossos. Tuya correndo para eles. Rory estica uma mão para o rahu. O ithaeur quebrado, mas estava de pé. Dalia uiva na forma da guerra. Tuya grita não de novo e de novo. A dor de Dalia e sua felicidade são fáceis perceber pelo sentido novo que Connor tinha mesmo a essa distância. O corpo e a mente imploravam por descanso. O corpo e a mente queriam ir embora para casa tão rápido quanto os vultos tinham ido e vindo. A frustração e raiva de Tuya também eram palpáveis. Rory estava tão cansado e irritado quanto ele. Tão ansioso para sair de lá quanto ele. A sensação do triunfo estava sendo atrasada pelo que quer que Dalia estivesse fazendo. Então pelo elo ele sente a passagem da presença. Uma presença enorme, menor que a Sagrim-Ur, porém muito menos sútil. Muito menos amistosa. Era algo faminto e sem limites, sem cuidados.

    Dalia uivou de novo e mais alguém uivou com ela. Um lobo enorme com o pelo amarelado e lustroso, tão dourado quanto um lobo pode ser prateado. O lobo cresce enquanto os ossos desaparecem sendo sugados para ele. Tuya se deixa cair de joelhos. Derrotada em uma batalha que o lua cheia nem sabia que estava sendo lutada. Quando o ultimo dos ossos desaparece o lobo some e uma marca brilha no pelo de Dalia. Uma marca amarelada como a cicatriz no peito de Connor que o marcava como um mestre do ferro. "Que nenhuma fronteira seja santuário para sua presa." A voz parecia vir de Dalia, mas não era dela. Ela repete as palavras assombrada. Rory e Tuya dividem o assombro, mas sem o mesmo encanto.

    --

    O caminho de volta é lento e dolorido e sangrento. Curativos foram feitos antes de começarem a andar. Feitos em silêncio. Porém assim que começaram a andar de novo. "Puta que pariu Mcleary aquilo foi incrível pra cacete! Porra de onde você tirou isso? Porra! Não me faz uma surpresa dessa de novo." Ela falava cheia de adimiração, o que era um pouco engraçado já que ela estava com uma parte da cara queimada. Tuya fala logo depois. "Foi a diferença entre a vida e a morte. Nossas chances não eram nada boas..." Ela olhava para o horizonte enquanto falava procurando o loci para voltar. "Eu vi o defeito dele, eu vi. Isso não faz nenhum sentido. Era o próprio Pai Lobo..." Rory estava tão espantado quanto desconfiado. "Eu não tava preparado para isso. Não mesmo. Nem o outro cara, a real é que ele parecia casca grossa. Aquele Anshega..."

    Dalia segura o braço de Rory e o de Connor também. As mãos firmes nos músculos dos urathas. Os olhos brilhando de animação e orgulho. "Seus filhos da puta incríveis! Vocês conseguiram!" Ela olha para Tuya como se pudesse incluí-la com o olhar. A voz cheia de uma animação e até afeto. "Nós quatro fomos do caralho!" Ela dá uns passos a frente cheia de alegria. Rory olha para Connor desconfiado de novo quando Dalia disse quatro.


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    Mensagem por Ankou Dom Ago 29, 2021 5:24 am



    Mãos humanas, aquela forma toda desengonçada, a única coisa que ele pode fazer quando o fogo vem é tapar o rosto, os braços grandes são o bastante pra salvar a cabeça, mas não o resto, o corpo batendo no chão logo em seguida é tão ruim quanto, a dor é tanta que aquilo nem parece nada, uma, duas ou talvez três costelas, quem liga, só não é pior porque alguma coisa amortece a queda dele, alguma coisa que ele nem viu.

    Ficar de paisagem era ainda mais desesperador, os laços afastados, o sujeito desesperado do lado dele pedindo respostas que ele não tinha, não ainda, ele tenta se levantar sem sucesso algum, o que resta é se arrastar pra trás, furioso, como se as cartas na manga de Sagrim jogassem ele pra morte como um objeto usado. Ele alcança o leãozinho dentro do bolso da jaqueta de couro “ E aí pronto pra morrer?” se conectar com o leão lá dentro e fazer ele entender e talvez até ver pelos olhos dele dão veracidade as palavras, dessa vez quem gargalha é ele.

    A visão vacila por um instante, o sangue correndo pra fora do corpo, que mesmo todo queimado sente frio. Ele para de se arrastar só quando a distância faz ele se sentir seguro, ainda que dada aquela escala falsamente seguro, mas é melhor quando a criatura se desmonta e a parte do deus vermelho que lhe cabe volta a morar nele, a carne se regenera o que pode, não sobrava muitas forças nem energia nele, o bastante pra tentar estancar o sangramento ou parte dele talvez. Ele escuta a voz e ri sozinho - É, aguentei mais de dez segundos de porrada com ele. - ele fala como se tivesse orgulhoso, fala pro nada, pro além como se Rory nem estivesse ali, mas ele só fala a verdade, daquela vez honesto, tão honesto quanto um Mestre do Ferro poderia ser.

    Sair do chão é um esforço hercúleo, mesmo com a ajuda do Ithaeur, agora é ele que parece todo feito de macarrão e não só os braços do primo - Ela é sempre assim? - ele pergunta a Rory, mas dá pra perceber que ele só está sendo educado, a vontade era de dar um tabefe dentro da cara dela, uma vontade que muda bem rápido quando ele dá um passo pra trás e vê o lobo agressivo atravessando sabe-se lá de onde.

    Connor olha e parece compreender exatamente o que aconteceu ali - Sem chance… - o olhar incrédulo e ele divide o mesmo sentimento e quase a mesma expressão de Rory e Tuya, ele sabia como aquilo mudava o jogo, mudava a porra toda.

    --

    Ele prefere o silêncio porque falar dói, andar doi, até viver ali dói, ele rosna quando o braço queimado dele é tocado, a animação dela irrita, mas talvez só pelo fato dele estar naquele estado deplorável, a mente no entanto parece melhor, principalmente quando finalmente ele parece livre de toda aquela escuridão, mais ainda quando ele sai daquele espaço de cinzas e pó fino.

    - Cinco. - Ele não gostava do Anshega tanto quanto qualquer um ali, o sentimento de ver ele partir daquela forma cruel e rápida já era distante, mas o de sentir os sentimentos dele na hora da morte não, por mais que fossem de lados opostos Connor sentia que Dalia e todos eles deviam algum respeito a ele. - Verdade-Ardente merece respeito, mesmo não tendo chegado ao fim. - a voz imparcial, carregada de dever e respeito.

    Mesmo debaixo de toda aquela dor ele ri com um sorriso que parecia ainda mais pontudo que o usual, uma fileira quase perfeita de dentes, tosca porque tinha um faltando e renascendo, parecendo um dentinho de criança pulando pra fora da gengiva - Eu fiz uma escolha e aguentei mais de 10 segundos de porrada com o Aborto, eu escolhi caçar, pelo juramento, por um irmão enlouquecendo e por uma promessa que eu fiz... - ele se cala em seguida, como se tivesse mais alguma carta na manga, ele dizia muito, mas não falava nada, ele lembrava de Richard dizendo que os Uivadores precisavam de um Elodoth, o rosto quase transbordava paz por um instante. Ele podia racionalizar o que tinha acontecido, talvez ele tivesse mais pistas que todo mundo, só sentiu que não devia, não devia explicações a ninguém, a nenhum deles, já tinha falado demais até.

    Quando ele chega na moto as queimaduras aparecem mais na jaqueta de couro do que na pele, mas ele ainda cheira a sangue fresco, as feridas remendadas às pressas por debaixo das roupas empapadas de sangue - Merda eu adorava essa jaqueta. - a jaqueta de couro vermelha, tinha sido um saco de achar no tamanho dele, mas ele não parece verdadeiramente zangado.

    Ele usa os trapos da roupa arrebentada pra secar o que sobrava de sangue no corpo, ele apalpa o saco e o rosto, olha os dentes no espelho retrovisor da moto e parece satisfeito, logo ele troca de roupas pegando uma muda nova de dentro de uma das bolsas no bagageiro da moto, ele nem parece se importar com a nudez, os pertences voltam seguros pra pros bolsos internos da jaqueta marrom e mais discreta que a outra, a lona dobrada volta pro bagageiro.

    Ele se encolhe um pouco no banco, um espaço minúsculo entre ele e o tanque, em seguida ele olha pra Tuya e dá dois tapinhas na lata. - Carona? - ele nem faz questão de esconder o olhar insidioso e cheio de malícia.

    Passo a passo ele dá ré na moto, antes de sair de volta pra estrada ele olha pra Dalia - Comemore o quanto quiser, mas vê se não quebra meu primo. - a voz soa entre algo jocoso e ameaçador, mas existe um claro incentivo pra aquilo acontecer, fica ainda mais claro quando ele arqueia as sobrancelhas e dá de ombros como se aquilo não fosse mais problema dele.

    A cabeça meneia em positivo e ele olha no rosto de cada um deles. - Nós caçamos bem hoje. - foi a única ponta de orgulho que ele demonstrou todo aquele tempo, como se conseguisse de alguma forma se redimir pela grande caçada passada, como alguém que tivesse errado muito pra finalmente acertar, o motor da moto ronca no momento seguinte e ele tem a estrada a frente.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Set 03, 2021 7:22 pm

    O Leão dentro da pedra toma consciência do que está acontecendo. Sem ter para onde fugir ele rugi cheio de raiva. Fúria quente e branca dentro da pedrinha em forma de leão. Ele queria sair e lutar. "Essa não é uma morte digna! Fazer parte disso não é existir." Ele se rebela contra sua prisão. Em vão.

    --

    Rory faz um barulho com a boca quando Connor fala sobre Verdade Ardente. "Sem ele a gente tava fodido." Ele olha para Connor. "Você primeiro, então talvez a gente tivesse bem e fossemos só três voltando. Não tava vendo muita coisa." Dalia continua radiante. "É um novo começo! Eu não vou esquecer do Anshega que mudou o jogo para gente. O Anshega que quebrou a porra da balança de vez! Verdade Ardente vai ser lembrado para sempre!"

    Tuya é quem fala depois. "Tenho certeza que ele preferia ter sido esquecido para todo sempre." Um sorriso leve nos lábios. Ela faz qur não quando ele oferece carona. "Procure ajuda lua cheia, eu mataria você. Eu aprendi hoje e sou mais humilde agora que quando a noite caiu. Tenho muito o que pensar e uma história para contar o quanto antes." Ela segura o que sobrou do vestido na sua mesura tradicional. Tudo era controlado. Menos os olhos. Eles prometiam um fogo que todo resto negava.

    "Você tá certo Rei Vermelho eu tenho que comemorar. Minha alcatéia ia ficar feliz de te conhecer." A voz de Dalia ainda era cheia de energia e disposição. Rory balança a cabeça e olha para os próprios ferimentos e depois para a o rosto queimado de Dalia. "Já se olhou no espelho?" A provocação clara e bem humorada. O garra sangrenta também queria comemorar. Era fácil ficar perto dos três. Naquele momento eram alcatéia. Nada do que eles diziam tinha hostilidade real, na verdade era caloroso. "Yaz pode tapar seus buracos. Mas ela não chupa pau nenhum." A voz de Dalia infiltrada de risadas. "Tem uma garota do pessoal do Morte que chupa profissional." Ela cutuca Rory que gargalha antes de negar com a cabeça. "Nem vem que eu te vi olhando a loirinha." Ela olha Connor. "Se quiser, é só seguir a gente. Tu tem onde ficar." Ela olha para Tuya em seguida e faz uma arminha apontando para ela. "Cê também durona." A voz calorosa ainda tinha riso. Rory já estava em movimento. Um lobo correndo na noite. Um lobo uivando no escuro.
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    Mensagem por Ankou Sex Set 03, 2021 9:07 pm



    Connor gargalha na cara do Leão, da mesma forma que o bicho provocou ele da primeira vez em que se encontraram, ele sente a fúria do espírito quase alimentando a dele própria, mas sabia tanto quanto o próprio Leão que ele estava em desvantagem.

    --

    - Já aprendi a aceitar que merda acontece e que dói mais que esse monte de rasgo no corpo. - ele diz apertando um trapo e fazendo uma careta.

    Connor fica parado sentado sobre o banco da moto ouvindo as palavras de Dalia - Isso vai deixar os Tocado Pelo Fogo malucos… - Ele não falava mais nada, mas saber que um deles ajudou a subir uma nova tribos de destituídos seria enlouquecedor no mínimo, aquilo de alguma forma cheirava a mais problema, tudo cheirava a problema. No momento seguinte ele meneia em positivo como se concordasse com Tuya, talvez ele próprio quisesse ser esquecido pra sempre ali, as palavras de Fumaça vindo à tona na mente, ele não queria ser um nome grande, um nome grande significava colocar Emillie em perigo, significava puros na cola dele, mas tinha mais preocupação por ela do que ele mesmo.

    Quando Tuya responde sobre o convite Connor sorri - Eu to contando com isso, ficaria decepcionado se fosse diferente, só ajuda o maluco hoje que ele tá doente. - Ele bate no tanque mais duas vezes refazendo o convite - É uma carona, para de pensar no que vai contar, deixa isso pra amanhã, a gente precisa deixar assentar toda essa doideira. - ele fala tentando anestesiar todo mundo.

    Ele olha pra Dalia em seguida - Não to interessado numa mamada agora, mas com certeza preciso de uns pontos. - ele diz acompanhando a risada dos dois, e balançando a cabeça em negação pra toda aquela loucuras, os comentários bestas de Dalia, ela parecia menos irritante agora, não totalmente, a felicidade e sorrisos demasiados eram irritantes, mas talvez ela só fosse assim mesmo.

    - Sigo vocês pela estrada. - ele diz sem muita disposição de correr naquele momento, o olhar continua em Tuya como se ele tivesse ainda a esperando subir na moto.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Set 07, 2021 8:09 pm

    Todos eles concordam quando Connor fala sobre como os tocados pelo fogo vão reagir. Uma certa ansiedade compartilhada como eletricidade no ar.

    "Uma carona é o que você diz, mas tudo que caiu da sua boca agora foi feito para me desviar dos meus objetivoa e me deitar nos seus." Apesar das palavras ela anda até a moto e sobe, ficando de pé com as mãos nos ombros de Connor. "Você vai devagar, não é? Eu sempre quis fazer isso." Os olhos dela fitando o escuro onde os outros dois lobos tinham acabado de desaparecer correndo.
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    Mensagem por Ankou Ter Set 07, 2021 8:58 pm



    Connor sorri pra Tuya, agora com os dentes todos no lugar - Ninguém tinha mencionado nada de deitar, mas eu gosto do jeito que você pensa. - ele dá uma piscadela e o sorriso se alarga mais ainda, até ele tomar um ar levemente mais sério - O Povo é forte, mas não indestrutível. - naquele estado ele podia dizer isso por experiência própria, o tom apaziguador de quem queria descanso, ou quase, talvez "férias".

    Ele parece contente quando ela sobre na moto, mesmo que não fosse como ele queria, um jeito nada convencional - Olha aí, ela tem senso de humor e aventura. - o tom provocador e divertido.

    Ele começa a acelerar gradativamente, ele olhava pra ela, mesmo que não precisasse pra sentir a adrenalina dela correndo pelas veias - Apoia mais no direito. - ele diz quando a dor incomoda demais no ombro esquerdo, em piores condições que o outro, na verdade todo o lado esquerdo do ombro pra baixo mais sofrido.

    Quando perto de chegar ele freia de propósito pra ela se desequilibrar, mas segura o corpo dela planejadamente bem antes a trazendo pra baixo e deixando os pés dela tocarem o chão suavemente, o sorriso se mantinha o tempo todo no rosto até não estar mais lá - Você sangrou por mim hoje, eu não faço a menor ideia de como você fez, mas eu não poderia estar mais agradecido. - Talvez nem tivesse vivo se não fosse por ela. As palavras sussurradas no ouvido, um desejo crescente, um beijo no rosto, o corpo dela agora solto, livre pra ir se quisesse, o próximo beijo não seria tão juvenil e inocente quanto o primeiro se ela escolhesse ficar.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Set 10, 2021 1:39 pm

    Ela gargalha e se segura com uma mão só quando ele reclama. Por um instante, tão feliz quanto uma adolescente rebelde. Os dedos segurando com força os músculos de Connor. Ela nem parecia perceber.

    Ela grita quando ele freia bruscamente, mas não surpresa ou medo. Pura alegria. Ao invés de cair nos braços do uratha ela desliza exatamente para onde ele queria que ela fosse. Os pés esticados para tocar o chão como uma bailarina.

    Ela sorri quando ele beija o seu rosto. Os dedos dela tocam levemente a pele beijada e depois delicadamente pousam nos lábios dele. "O que máscara e o que é verdade lua cheia?" Ela se aproxima e beija as costas da própria mão. Um beijo rápido e cheio de riso. Olhos fixos nos dele como que encantados.
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    Mensagem por Ankou Sex Set 10, 2021 3:44 pm

    Tirando o ombro lascado de Connor ele parece se divertir quase quanto Tuya, quando ela desliza por ela ele traz ela mais perto ainda pro corpo, dá, pra sentir o lobo dele se contorcer pedindo ação, mas ele se comporta dentro do possível.

    Ele mordisca os dedos dela assim que ela os encosta em seus lábios, palavras olhos dele brilharem, um sorriso incontrolável brotar no rosto, sorriso esse que ela não conseguia ver, mas sentir bem perto da pele do rosto - A sua comportada, delicada, polida e inquebrável, puro charme. - ele segura a mão dela delicadamente e beija exatamente onde ela o havia feito.

    Ele sabia muito bem que no final das contas eles se resumiam a um monte de instintos, alguns mais básicos e fundamentais como o que ele estava sujeito naquele instante.

    A verdade é que ele queria aquela mulher desde o primeiro instante que havia posto os olhos nela, talvez porque ela fosse oriental e ele nunca tinha visto uma realmente mais de perto, talvez porque ela lembrasse a mãe em alguns aspectos e Freud tivesse mais razão do que ele gostaria de acreditar, talvez uma mistura dos dois.

    No momento seguinte ele mordisca o pescoço dela e segue com beijos estalados de propósito, que vão subindo e deslizando até os lábios, umas das mãos enormes segura o rosto dela e traz pra perto, ele a beija profundamente, línguas se entrelaçando, sem pressa, a outra mão indo pra cintura, acariciando o corpo por cima do vestido, as pernas fazendo força pra equilibrar a moto enquanto ele puxa ela pra cima, pra mais perto ainda.

    A mão que segurava o rosto agora desliza pra trás da cabeça desprendendo o cabelo dela, e logo desliza pelos cabelos grossos e escuros, ele se afasta só um pouco pra olhar pra ela daquele jeito - Jesus… - a palavra escapa sem querer enquanto ele morde o lábio inferior, mas ela merecia mais do que isso, as partes baixas “doendo” por serem negadas, ele tentando acalmar a respiração enquanto ela ficava mais bonita do que antes.

    - É melhor a gente sair daqui antes que eu tenha que encher um assaltante de porrada. - ele diz com algum humor na voz tentando abafar a excitação sexual - Mas hoje a noite é nossa pode ter certeza, é isso e ser remendado. - ele diz abrindo de leve a jaqueta e olhando os trapos que seguravam o braço, como se fossem cola barata pra um encanamento furado.

    Ele ajuda ela se ajeitar na moto, dessa vez exatamente como ele queria e segue na direção que seus sentidos apontavam Dalia, Rory e outras pessoas que ele não fazia ideia de quem eram.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Set 14, 2021 8:00 pm

    Ela balança a cabeça quando ele fala do assaltante. Ainda tinha mato dos dois lados da estrada, mas dava para ver as luzes da casa grande que a Irmandade estava usando. Uma casa rural com celeiro e tudo. Os carros parados no amplo espaço que tinham.

    Ela segura a mão dele contra o rosto de novo e balança a cabeça outra vez. "Fico lisonjeada. Mais que isso." Ela faz que não com a cabeça de novo. A pele do rosto quente contra a palma da mão do lua cheia.

    "Eu não sou uma máscara. Se ainda quiser, pode me levar para dançar quando tiver pensando direito." Ela passa a mão com cuidado nos labios e os dedos afundam no cabelo bagunçando a cascata negra e Lisa.

    A cahalith se vira subitamente para as luzes. "Eu não vou comemorar Rahu traiçoeiro. Não penso menos de vocês. Só espero que aceite que não somos iguais." Ela diz olhando as luzes. A mulher move o corpo de um lado para o outro se descolando dele. Se afastando, mas na direção da escuridão.
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    Mensagem por Ankou Ter Set 14, 2021 10:07 pm



    Concordava em discordar dela, todos eles usavam máscaras, por menores que fossem, todos eles tinham quatro máscaras a face verdadeira era sempre a forma do Pai Lobo não importava se os outros lobos gostavam de negar isso.

    No momento seguinte o motor da moto desliga entre os carros do povo da alcateia, a camisa e a jaqueta ficam pra trás, mas ele não vai pra casa, ele segue Tuya até parar poucos passos dela - Eu já pensei muito desde que te conheci na toca do Fumaça, se tivesse deixado isso claro antes eu pelo menos ia ter um braço inteiro. - o tom jocoso, como se quisesse eliminar a tensão do momento.

    Ele se aproxima mais e mais dela, as mãos indo em direção a cintura, o olhar sério em direção aos olhos puxados dela. - Eu tive na sua pele duas vezes, sem tribo, sem alcateia. - ele puxa o corpo dela pra perto até colar com o dele, ainda olhando pra baixo pra face dela - a segunda vez doeu mais, muito mais. - a voz chega a dar uma embargada e ele engole seco - Ser um Farsil Luhal é abraçar a diferença e aceitar que não tem receita de bolo pra porra nenhuma como eu achava que tinha, é parte do processo. - ele faz um carinho no rosto dela e jogando os cabelos pra trás, a adrenalina da caçada já tinha ido embora, e mesmo que ela fosse tão bonita ele tava longe de pensar com a cabeça de baixo naquele momento. - Seu caminho já é solitário e penoso o bastante, não precisa ser assim hoje - ele aproxima o rosto do dela até as testas ficarem unidas - Só não termina de arrancar meu braço, ele já foi mastigado o bastante por um dia. - ele volta pro tom jocoso tentando aliviar o peso do momento e a própria dor.

    Ele abraça ela no momento seguinte, com um braço só puxando ela pra cima um corpo arrastando no outro até ela ficar da "altura" dele. - Ninguém nunca me falou o seu nome, não Tuya, o seu nome de verdade. - ele cola o rosto no dela e sopra no ouvido - Canta o seu nome pra mim eu quero ouvir. - a voz macia e suave, o corpo junto do dela imprensando-a contra a árvore mais próxima, os lábios procurando os dela outra vez.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Set 19, 2021 7:57 pm

    Quando ele a levanta ela encolhe as pernas e relaxa o pescoço no ombro do uratha. Quando ele a colocar contra a árvore e procura sua boca com a dele encontra os dedos dela fechados fortemente sobre os lábios. Ela faz que não com a cabeça e empurra devagar e então mais forte até ele abrir espaço para ela falar. "Pouco me interessa uma noite fácil de conforto." A voz tinha uma especie de tristeza e desesperança, mas nenhuma reprovação. "Você não tá pronto pro que eu desejo. Seu coração está preso aqui nesse chão... Eu quero alguém possa estar preso em mim." Os dedos acariam de leve o rosto de Connor. Só a ponta das unhas deslizando com cuidado. "Podia ser você. Não é. Não vai ser. Uma noite pode parecer fácil hoje, mas vai ser uma pedra pra eu carregar pra sempre." A outra mão aperta o vestido sobre o seio. Sobre o coração que ele conseguir sentir batendo.
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    Mensagem por Ankou Dom Set 19, 2021 8:40 pm


    Ele consegue compartilhar o mesmo sentimento que ela. - Às vezes uma noite fácil de conforto é tudo que a gente tem, tudo que a gente consegue agarrar. - felicidade nenhuma, só os próprios demônios do Rahu rondando o pensamento dele.

    As palavras dela cortam como navalhas, exatamente por que ele sabe que tudo que ela diz é verdade - Tem gente que depende de mim aqui. - ele quis, por um momento ele quis sair de Dover e ir junto com ela pra onde diabo fosse, não ia negar que mesmo sem querer ela conseguia mexer com ele de uma forma que ele nem podia imaginar antes daquela caçada.

    - Fica, faz minha zombaria pro Abominável ser real, você não tem porra nenhuma mais pra provar pra ninguém, vamo correr junto. - não tinha nada de jocoso vindo dele dessa vez, muito menos da boca pra fora, é tudo muito real, ele nem conseguia disfarçar a admiração por Tuya no olhar brilhante que ele a dava.

    Ele toma a nuca dela suavemente com uma das mãos e traz a cabeça dela pra perto do corpo, sem afobação, os dedos enterrado no cabelo acariciando a cabeça de forma suave, o nariz encostado no topo da cabeça dela, Connor fecha os olhos e respira fundo pra lembrar do cheiro dela. - Nós somos criaturas de mudança, tudo muda, nós mudamos o mundo hoje, você não precisa ir. - nem eram palavras, só sentimento e emoção vazando pra cabeça dela por sentidos que pareciam sair do controle.
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