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    Mensagem por Ankou Dom Set 26, 2021 7:54 pm



    - Todos nós… - ele sussurra fazendo o hálito quente permear a parte de cima do cabelo dela, as mãos descendo pelas costas e as acariciando como se fosse possível trazer ela ainda mais pra perto, quando nem era.

    Ele não responde a pergunta dela, ele não tem nem tempo, um beijo no topo da cabeça dela e ele escorrega pra longe empurrado pelos dedos dela, sentindo ela se transformar entre os dedos dele e correr pra longe. - Merda... - ele sussurra pra ele mesmo, ela longe demais pra ouvir, mas certamente não longe pra sentir a solidão dele, doía quase que fisicamente.

    Ele se junta aos outros sabendo do dia de amanhã, nem de perto ele compartilhava a mesma felicidade ou excitação, mas ele podia tomar um drink e conversar com eles, mesmo achando Dalia irritantemente feliz, agora ela só parecia pior.

    Os pontos e as suturas, a dor parece ser a melhor coisa daquilo tudo, porque ela distrai de todo o resto, distrai do dia de amanhã quando nenhum deles seria alcateia mais…

    --

    O corpo descola da parede quando ele percebe a presença de Tuya, diferentemente dela ele abre um sorriso largo e caloroso - O mesmo guerreiro traiçoeiro que te propôs os laços mais sagrados que existem, e nem era matrimônio. - metade eram palavras dela, a outra metade algo sério escondido dentro de um tom jocoso.

    - Bom te ver Tuya, você tá linda - dessa vez a voz é macia e carinhosa. - Mas as pulseiras nem são a sua cara, mas eu também não usaria ouro nessas bandas. - ele olha pra ela de cima a baixo mais uma vez, só pra contemplar a beleza dela e se recosta na parede de novo, se controlando pra não invadir o espaço dela, o pé apoiado na parede, as pernas levemente abertas, muitos pequenos sinais que faziam dele todo um convite pra ela chegar mais perto.
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    Mensagem por Wordspinner Sab Out 02, 2021 8:22 pm

    Ela move o pulso para perto do rosto. "Minha irmazinha fez. São uma lembrança boa." Ela parecia vulneravel com o rosto corado e o sorriso sem dentes. "Se você quiser eu vou estar a noite vendo as luzes perto do mar. No parque, tem musicos e dançarinos." Ela olha para o lado sem se mover. Suspira rápido e tenta esconder. "Você vem? Me ver?" Ela olha para ele de novo com olhos escuros e atentos.

    Ela espera ele falar, coloca um dedo em cima do nariz. "Toma um banho."

    --

    A noite estava quente, quase vinte graus. Cheia também. A alegria casual do porto lutava para brilhar e brilhava em varias cores nos postes. Algum festival que ele não saberia dizer qual. Fitas coloridas dançando ao sabor da brisa do mar. A longa rua de pedras que corria toda orla. O pier enorme onde as pessoas andavam entre as barracas do eterno parque de diversões. Alguns metros separavam alguns dos restaurantes mais caros da cidade de um dos lugares mais popular e acessível da cidade.

    Ela ouvia a música diferente. As vozes estranhas. Tanta gente. Qualquer um podia ter uma faca de prata com o nome dele. Um esbarrão e era o fim e um sujeito do tamanho dele recebia um monte de esbarrões. Uma menininha no pescoço do pai aponta para ele e ri puxando o cabelo do homem.

    Cheiro de gente. De sapato e sorvete. Madeira e mar. Cachorro quente e cachorro cachorro. Metal e graxa. Medo e excitação. Comida e temperos estranhos também Indo e vindo no ar agitado com seu encontro com o mar.

    Ele sentia as tabuas vibrando com os passos de toda aquela gente. Gritos das crianças no barco viking. Os casais na roda gigante. Ele demorou para achar Tuya e ela estava tentando ser vista. Na beira, distante da multidão. O cabelo preto preso contra a mãos invisíveis do vento. Ela olhava pessoas dançando em um grande circulo. Eles se moviam seguindo uma música rápida e dramatica. Triste e profunda.
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    Mensagem por Ankou Sab Out 02, 2021 11:35 pm

    Ele meneia em positivo, as palavras dela parecem contagiar ele com uma energia boa - Agora ela ficaram mais bonitas que ouro. - ele diz de bem humor e honesto.

    O momento seguinte faz Connor ficar  incrédulo olhando pra ela, ele observa cada detalhe, até a cor dela, fazia ela ficar ainda mais linda. O dedão enorme dele faz um carinho na orelha pequena e delicada dela - Não perderia isso por nada. - o olhar dele animado e brilhante.

    Ele ri no momento seguinte - Até dois. - ossos do ofício, mas definitivamente era melhor ele ter ficado mais afastado dela cheirando daquele jeito.

    --

    O dia foi cheio, caçar por essência nunca era fácil, os espíritos cobrando sua propina pesada só pra ele se tranquilizar pela duração da lua, a corte do medo se espalhando e ele sabia bem os motivos, eram seu alvo principal desde que havia chegado ali, mas sem jamais desrespeitar a presa, no final das contas ele ainda tentava fazer daqueles poucos quarteirões que havia se apossado serem menos infernais tentando de todas as formas honrar o juramento da tribo.

    No fim do dia ele tava tomando banho numa casa de família, dois andares abaixo do apartamento de Emillie, isso depois de uma boa cagada no vaso e usar o barbeador e a escova de dentes do cara. Eles tinham uma viagem pra casa da sogra no fim de semana, a grana que a família tava começando a juntar pra comprar o carro no fim do ano enfiada numa meia embolada no fundo do armário, ele sabia por que ele viu e ouviu tudo, o sujeito confiava tanto em bancos quanto confiava em vacinas - Burro do caralho. - pelo menos eram quase dois mil pro bolso, dava pra comer pelo mês, nada de carro aquele ano, nada de pistas e coisas destrancadas deixadas pra trás, exceto o dinheiro faltando. Ele chega no térreo e para na frente das caixas de correio, a massaroca de dinheiro no bolso em notas pequenas, a caixa de correio de Emillie se abre como que por mágica, um envelope de promoção de alguma merda que ele não lê fica com quase todo o dinheiro dentro. - Burro do caralho. - a segunda vez ele fala pra ele mesmo batendo a portinhola e fazendo ela se trancar com a força do pensamento, ele tenta se focar em Tuya, pensar nela faz a noite parecer melhor.

    --

    Connor nem parece que vivia largado na rua mais, os cabelos penteados levemente sem corte, a barba feita, o queixo quadrado e largo amostra, o pouco dinheiro que tinha tava no bolso fundo interno da jaqueta junto da carteira que ele nem carregava mais no bolso de trás da calça, as roupas limpas, com cheiro de guardadas na real já que ele mal se trocava, mas o perfume do cara que ele tinha acabado de furtar mascarava, talvez não o bastante pro nariz dela, mas quem ligava, tava cheiroso.

    A cabeça ia a mil, invadida por todos aqueles estímulos, e ele gostava de cada um deles, até do cheiro da graxa, menos o pensamento da facada de prata, aquilo não era legal, ele para no caminho em uma das barracas e compra um drops de bala Halls preta, a sensação boa das narinas ardendo, o hálito fresco, um prazer que ele não tinha fazia tempo.

    Nem sabia sobre o que era a festa, geralmente ele sabia, fazia ele ter a impressão de que tudo aquilo era mais distante, de que gente como ele normalmente não se expõe a aquelas situações mais, mas no geral era bom tirar férias de vez enquanto, mesmo as pessoas esbarrando nele.

    Ele roda de um lado pro outro procurando por ela, demorou mais do que ele gostaria, afinal aquele dia todo tinha sido preparado pra aquele momento, quando ele finalmente acha ele olha ela de longe com os cabelos soltos ao vento, ele não anda em direção dela assim que a vê, ele para e observa como se quisesse guardar aquela imagem na memória, como se fosse uma das coisas mais bonitas que ele já viu, mas não o bastante pra ficar constrangedor.

    - Cê nem consegue ser menos linda né? - ele fala aquilo fitando os lábios dela e se controlando no momento seguinte. - Boa noite. - ele diz no momento seguinte pra não deixar de ser polido, logo se colocando do lado dela, a mão indo no ombro, suave fazendo um carinho discreto.

    O olhar dele desvia pra dança só por um momento e isso por que a coisa chama atenção demais, a mão dele agora desce pro braço dela onde estavam as pulseiras da irmã. - Tu só gosta da dança ou tem algum significado especial também? - e diz parecendo genuinamente interessado, era verdade que queria conhecer ela melhor, a mulher era sempre tão misteriosa, ainda que fizesse parte do charme dela.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Out 07, 2021 5:50 pm

    Ela esconde os olhos quando ele fala. Olha para o chão por um longo segundo. No momento seguinte as luzes da noite estão refletidas nos olhos escuros.

    "É só uma dança de um lugar distante e quente onde o inverno não tem dentes." Ela diz com uma voz sonhradora levantando a mão do lua cheia com dela. A mulher desliza as contas coloridas das pulseiras para a palma do uratha sem as tirar do braço. "Já viu antes?" Ela pergunta olhando para uma mulher com uma saia comprida e coloridas rodopiando como um turbilhão. Tantas cores juntas pareciam algo surreal. Mais colorido que qualquer festival da colheita de Dover. Coisa de imigrantes.

    "Quer tentar?" Ela olha esperançosa. Chegando Mais perto. "Só um pouco." Ela olhava dentro dos olhos dele agora.
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    Mensagem por Ankou Qui Out 07, 2021 7:26 pm

    Ele sorri de uma orelha a outra por que sabe que constrangeu ela, e vê o quanto ela nem está acostumada aquilo, era bom saber que ele próprio não tinha perdido o jeito com as garotas.

    As palavras seguintes dela tiram o sorriso dele, elas soam quase poéticas, se é que o Rahu tinha cultura suficiente pra entender poesia, a verdade é que nem gostava muito, mas ele entendia a dor da solidão como ninguém, uma mão permanece no braço e a outra acaricia o rosto pequeno e delicado dela, os dedos escorrendo pela nuca agora, mas a mãozorra mantinha o dedão acariciando a maçã do rosto dela, tão leve que nem dava pra acreditar que um cara daquele tamanho era capaz daquilo, ele nem diz nada, só meneia em positivo com um olhar um tanto triste como se entendesse exatamente o que ela queria dizer.

    - Não, mas é lindo. - talvez ele até tivesse visto, mas era superficial demais pra ter ligado, a aquela altura o Connor humano estaria aos beijos com alguma garota da faculdade em um canto escuro qualquer da festa.

    Ele ri quando ela pergunta - Quero, mas tem que ser do meu jeito… Eu tinha um e oitenta com catorze anos, pensa num cara desengonçado? Eu conseguia ser pior. - ele diz ainda se divertindo, mas o humor escorre pra fora do corpo assim que ela se aproxima demais e os olhares ficam fixos um no outro, sendo substituído por borboletas no estômago.

    Ele não inventa, ele sabe que não é bom dançarino, sabe que nasceu pra guerra e nada mais, dois pra lá e dois pra cá, agarradinho e confortável é o melhor que ele pode fazer, mas ele aproveita cada segundo colado nela, até o final da música.

    Ele queria os lábios dela, mas decidiu que queria comprar aquela fantasia de verdade, só mais um pouco, um beijo na testa e um carinho nos cabelos perfeitos e logo a mão dele corre entrelaçando pelos dedos dela, como um casal de namorados fora de suspeita alguma. - Vem, vamo comer alguma coisa. - ele diz convidativo, mas a verdade é que tava com fome e fazia tempo que não comia nada de verdade.

    Ele para de frente a uma barraquinha de espetinhos com kanjis orientais que ele nem reconhecia, mas o cheiro era bom, ele sabia que não era mongolês já que usava o mesmo alfabeto do russo - Eu sei que não é das suas bandas mas você deve conhecer melhor do que eu. - a verdade é que ele comeria qualquer coisa que estivesse em cima da chapa, já tinha comido coisas muito piores, nada podia ser pior que rato com tempero de esgoto ele só queria deixar ela ter o prazer de escolher. Ele pede uma cerveja pra ele e paga pela bebida que ela quiser.

    Ele a guia pra um banco de frente pro mar, dessa vez com um braço sobre os ombros dela, a mantendo bem pertinho. No banco ele dá a primeira mordida em um dos vários espetinhos, o rosto de prazer a boca cheia d’água, ele tapa a boca - Tão bom. - alguma coisa do mar, lula ou polvo, nem sabia, mas era bom, era a melhor coisa que havia comido a semana toda.

    Ele se levanta só pra jogar os restos no lixo e volta pro mesmo lugar - Tá sujo aqui. - ele diz levando o dedão no canto dos lábios dela e lambendo logo depois. Ele se aproxima mais pertinho e enlaça os ombros dela de novo.

    - O que aconteceu aquele dia eu nunca tinha sentido antes - ele começa falando sério - Eu senti a fúria, o medo, a vontade de caçar sua e de todos eles, e eu senti você sentindo a minha dor, senti sua alegria em pé na moto, senti coisas que eu não sei descrever, senti seu coração batendo junto do meu debaixo da árvore e eu nunca senti nada tão especial assim. - as palavras dele saem sem medo de errar, sentimentos que talvez pela inexperiência ele fosse incapaz de por em palavras.

    Ele aproxima o rosto dela e dá um beijo na bochecha macia dela, mas logo o rosto está frente a frente - A gente tá nos domínios da rainha imortal. - ele diz meio jocoso fazendo o possível pra deixar ela confortável. - Ninguém vai te reprimir se você me beijar. - dar pra sentir os lábios roçando nos dela, mas ele não avança, ele não queria forçar ou tomar essa decisão por ela.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Out 11, 2021 3:30 am

    Ela dá um tapinha de leve fazendo as pulseiras chacoalharem. "Não pode ser tão ruim. Lutar e dançar é tão parecido."

    Ela escapa dele na música, girando e ropiando antes de voltar para os seus braços. "Posso te ensinar a dançar?" Ela pergunta tão perto. A perna por cima da dele e no momento seguinte ela escorre e se pendura como se fosse cair imitando a dançarina.

    Ela o segue até a barraca com os espetos e pede um de cada. Não o atrapalha quando ele quer pagar tudo ela prova um de cada antes de parecer que gostou de algum. Ela sorri de novo. "É bom, nem tudo da minha terra é bom. Tem muitas coisas boas pelo mundo." Um olhar fugaz na direção de Connor.

    Ele fala da caçada e ela permace imóvel. Olhos escuros capturados por ele. Ela confirma levemente com a cabeça. O rosto corado, quente com o sangue na pele. Ele chega mais perto. Ela não recua. A respiração quente no rosto do rahu. Ele sente os dedos dela na nuca antes dos lábios partirem contra os dele. O coração do lua cheia corre para a boca. Ela parecia pronta pra quebrar e fugir. Mas ficava. Explorando a boca do outro com a língua. Uma das mãos o puxando e a outra empurrando seu peito. As unhas cavando a camisa tentando chegar na pele.

    O tempo se estica até quebrar quando o beijo acaba. Os olhos dela fechados. A respiração ofegante. Assim como a dele.

    Demora um segundo para fazer sentido o que ela fala. As palavras escorrendo lentamente para dentro da consciência. "Eu quero isso. Só isso." Ela abre os olhos sorrindo. "Vem comigo!" Ela levanta e corre sem olhar para trás. Ela corre e gargalha e pula em cima da amurada quase caindo no mar. "Eu to feliz." Ela fala quando ele chega perto. "Feliz."
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    Mensagem por Ankou Seg Out 11, 2021 7:27 am

    - Talvez pra você com seus movimentos ninjas, eu só sei bater onde dói. - ele diz com um sorriso no rosto, era algo que ele realmente podia se orgulhar diferente de suas capacidades de dançarino.

    - Cê pode tentar, mas vai ser um milagre. - ele fala aquilo sem sombra de dúvidas enquanto acaricia respeitosamente o corpo dela em movimento, a agilidade dela não lhe é estranha, os movimentos a deixam ainda mais perfeitamente bela, ele no entanto parece um poste parado em relação a ela, um poste que pelo menos ela pode rodopiar em volta e ter todo apoio que pode.

    Ela o olhando daquela forma mesmo que de forma ligeira o faz perceber quando ele havia ganho o jogo, ele retruca na mesma moeda - Eu não conheço muito sobre lá, conheço os Khans mais famosos, Gengis, Kublai, umas histórias das que todo mundo sabe, mas conheço alguém que eu gosto de lá. - ele nem mede as palavras, a ofensiva era toda dele, era o papel dele ali.

    Depois da refeição decente e esperada e ele abrir honestamente tudo sobre a caçada, ele sente a verdade dele trazendo a honestidade dela pra mais perto em todos os aspectos, o semblante dela nada frio como nunca havia visto antes, controlado menos ainda, a inabilidade dos orientais de lidar com parceiros amorosos, ele não é alheio a isso, muito menos alheio do quão aquilo deve ser especial pra ela.

    Uma das mãos enlaçando na cintura fina, a outra nos joelhos que ele não tem dificuldade nenhuma de agarrar os dois ao mesmo tempo, ele puxa ela inteira mais pra perto, não pro colo dele, mas o bastante pras duas pernas dela ficarem sobre uma única perna dele.

    Era a primeira mulher em muito tempo que ele queria de verdade, desconsiderando as drogas quando estava com Sam, ou a bomba ambulante que Emillie era.

    Enquanto entregue ao prazer do beijo tão aguardado a mão acaricia uma das coxas dela, nada invasivo, nada reprovável. Quando os lábios se separam ele nem sabe pra onde fica no norte mais, o barulho da festa pareceu mais longe do que realmente estava, o foco totalmente voltado pra respiração dela e dele e isso ele podia escutar bem. - Isso sim é como você merece ser beijada, como eu mereço. - a voz um sussurro manso, o rosto se esfregando no dela, uma bitoca na bochecha e outra no pescoço.

    - Só isso? Um beijo ok? Você precisa melhorar suas ambições. - a bochecha corada, o corpo excitado fazia dele um péssimo mentiroso naquele instante, o tom jocoso só reforçava a ironia, mas ele sabia bem que ela não falava do beijo na verdade.

    Ele não parece ligar dela brincar de andar sobre a guarda do cais pro mar, tinha absoluta certeza de que ela era capaz de se equilibrar sobre superfícies ainda mais difíceis que uma amurada grossa de pedra.

    Ele a segue com o semblante tranquilo agora depois de uma breve caminhada, ele a puxa de volta pra baixo, a segura e deixa ela escorrer pelo corpo até tocar o chão - Não é esse o propósito de hoje? Se feliz? - a pergunta retórica faz ele buscar os lábios dela de novo, dessa vez ainda mais afastado da festa, ela pequena e espremida contra o muro, dessa vez o beijo menos voraz, mais carinhoso.

    - Amanhã outra merda vai surgir gata e a gente vai estar lá pra tentar resolver, são pequenos momentos como esses que fazem tudo ainda valer apena, um beijo bom, ou quando você ri com sua alcateia, quando você ajuda o primo perdido a achar um caminho, quando tu escuta seu filho chorar pela primeira vez gritando pro mundo que ele tá vivo… Não tive o prazer ainda, mas quero muito. -  não tinha a menor sombra de dúvida, sobre nenhuma daquelas palavras.

    Ele pega no queixo delicado dela e dá um selinho - Você tem razão, eu não sou um andarilho como você, meu coração está em Dover, minha família, meus ancestrais, a alcateia que eu fui um dos fundadores e que eu larguei na mão, com quem eu pretendo me acertar se é que isso é possível, um erro do passado também, esperando um bebê meu, eu acho, mas que eu não posso abandonar até ter certeza, e eu tentando provar pra mim mesmo que eu mereço minhas marcas e que a morte de Lyall foi realmente o certo a fazer e isso eu só vou saber quando um luno me disser que foi, por que algumas coisas até mesmo as crias mais canalhas do lobo vermelho tem que fazer por merecer, uma hora a conta chega, eu ainda sou um lua cheia, eu sou tão bom quando meu juramento diz que eu sou - ele acaricia os cabelos lisos dela e a olha com carinho - Eu quero você feliz Tuya, eu quero te conhecer de verdade, inclusive o seu nome você nunca disse, não o de batismo, mas o verdadeiro, ou nunca te deram um? - ele pergunta aquilo com um pouco de tristeza - Eu quero sentir seu coração batendo de novo junto do meu, eu quero que você corra comigo e com os meus e nunca se sinta sozinha de novo, esse tipo de solidão machuca, enlouquece, eu só botei um pé pra dentro dela e não quero voltar. - ele se afasta de leve dela e toma uma postura ereta e respeitosa - mas eu entendo se não for nada disso que você quer, eu também compreendo a vontade de derrubar uma presa grande, talvez não tão bem quanto você, mas entendo, eu sei da importância do seu papel. - Ele beija a testa dela e aproxima o corpo de novo - Mas eu sei que você não precisa carregar o mundo nas costas, eu fiz isso e quase perdi a vida, ninguém serve os propósitos da lua nem ao juramento morto. - o desabafo era só algo que ele precisava dizer, ele fica em silêncio por um tempo, ele precisava deixar ela processar a verdade.

    Ele lembra do avô, a expressão dele é idêntica a do velho quando ele olha pra Tuya, ele lembra da promessa que ele fez quando achava que ser uratha era uma maldição - Eu só quero que você me prometa uma coisa, que você nunca mais vai dizer que um filho seu é uma pedra a ser carregada, eles são a única coisa boa que você vai deixar pra trás, suas histórias um dia serão esquecidas só através deles que você vai continuar existindo de alguma maneira, a única prova de que você fez alguma diferença. - a voz séria, sem pressão e sem dúvidas.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Out 18, 2021 1:50 am

    Ela ajeita calmamente o cabelo quando ouve o lua cheia falar. Assopra uma mecha e a enrola no dedo. O rosto fica cada vez mais sério, triste até. "Você não fala como se fosse verdade. Como se quisesse ser feliz hoje, agora." Ela se senta na amurada com as pernas esticadas. O cabelo enrolado em um coque. "Porque? Porque tentar acabar? Para onde você tá correndo?" Ela fala devagar lutando com sotaque.

    Ela sorri e encosta na cabeça dele. "Porque a pressa? Porque? Pode ser só Connor Mcleary?" Ela suspira. "Não quero, não cobra. Não planeja. Espera o sol nascer." Ela sorri. "Vem, fala de você e me beija de novo." Ela se recusa a responder qualquer coisa sobre urathas ou o juramento. Ela pergunta sobre a infâncias e as paixões e os amores de Connor. Ela volta para a dançar e andar entre as pessoas. Ela pergunta sobre elas e pergunta sobre acessórios e cada detalhe que para ela era estranho.


    --



    Quando o sol finalmente nasce ela se agarra ao braço do rahu com força. "Eu tenho cinco dias no meu hotel. Eu fiz um juramento e eu preciso caçar em muitos lugares e não posso ficar. Não posso correr sempre unida." Ela fala sem olhar para ele. "São só cinco dias, mas divide eles comigo e eu vou sempre voltar e podemos ser só Tuya e Connor e podemos ser só o Rei Vermelho e Questiona o Céu. Podemos ser só um do outro sempre." O rosto dela sobe lentamente. Os olhos escuros procurando nos deles, afundando dentro dele. Ela se estica na ponta dos pés devagar.
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    Mensagem por Ankou Seg Out 18, 2021 3:09 am

    - Desculpa. - ele parece compartilhar a tristeza dela de alguma forma, era ele sendo inconveniente verdadeiro. - Eu só disse o que precisava falar. - o que ela precisava saber.

    Ser um Farsil Luhal havia de alguma forma amargado aquelas festas pra ele, como se todas elas fossem de mentira, como se tudo fosse uma mentira grande e gorda, ele não responde sobre o que ela queria sobre ser só o Connor. Connor tinha morrido numa lua cheia três meses atrás, o que tinha sobrado daquele cara, nem ele sabia dizer mais, nem sabia ou precisava rotular mais nada.

    Ele se aproxima dela no entanto quando ela pede pra contar dele e um beijo, ele cola nela sobre a amurada - Não tem muito o que dizer eu sou só esse idiota aqui mesmo. - ele diz roçando o rosto no dela e procurando os lábios de novo, ele puxa ela da amurada pra cima dele devagar, uma mão nas costas e outra na cintura, o corpo dela todo colado ao dela, com ela suspensa no ar.

    Ele deixa a cabeça dele passear nas trivialidades nas histórias do passado, fala da escola e da faculdade, do time de rugby, dos torneios de boxe que o pai dele o treinava pra ir, ele viaja de volta numa retrospectiva nostálgica, fala cada coisa dali de Dover de como é, dos motivos, mas pergunta tudo de volta das terras dela, como é, os costumes, da família e da irmã que ela gostava de carregar as pulseiras.

    --

    Ele puxa ela  mais pra perto quando ela aperta o braço dele, ele a abraça e deixa as mãos descansando sobre os ombros dela, fazendo um carinho na lateral do pescoço. - Você é corajosa mesmo, precisa de culhão de aço pra fazer esse tipo de juramento, nem quero saber com que tipo de cara tu lidou pra fazer isso. - não tinha nenhuma desaprovação nas palavras dele, quem era ele pra julgar qualquer coisa ou sob que circunstâncias ela tomou aquele juramento.

    Ele faz um carinho no rosto dela e sorri quando ela fala o nome. - Seu nome lhe cai bem. - ele gira o rosto dela com uma das mãos, suave buscando o olhar, ele meneia em positivo logo em seguida e lhe dá um selinho, a real é que já tinha desistido de ter qualquer relacionamento que fosse dentro do padrão que ele considerava normal, normal era algo que não existia mais na vida dele. - Ok vamos ser só Connor e Tuya. - ele beija ela de verdade dessa vez, com o corpo abaixado o bastante pra ela não precisar ficar na ponta dos pés, a sensação extasiante de ter ela tão perto, o corpo tão quente, a mulher tão linda e tão forte - Os desgraçados fazem acordos por lua, eu tenho a lua livre. - ele sussurra pra ela concordando com a proposta, trazendo pra mais perto um beijo estalado no pescoço, o corpo cheio de vontades, a respiração ofegante.
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