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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Ankou Qua Dez 15, 2021 1:36 am

    - Não podia concordar mais, mas esse caso são escolhas ruins e os puros querendo cagar com meu Feng Shui. - o tom era meio conformista, não era como se tivesse alguma escolha de qualquer forma.



    As mensagens enviadas são um tanto quanto de praxe, elas explicam “o dom” e o rastro confuso que ele deixa, as respostas chegam mais rápido do que ele esperava, ele fica satisfeito com a clareza e honestidade de Bradley, surpreso com a proximidade de Margareth, mas o que Ormomu faz é assustador, ele só tem certeza de que aquilo não é totalmente real por causa do reflexo do velho no espelho - Cruza Portal eu presumo, um nome nunca precedeu tão bem alguém. - ele comenta, ou pelo menos tenta só pra descobrir que estava sonhando pouco depois, o homem sabia como caminhar no mesmo conduíte dos antepassados. - Meu cú. - ele murmura baixo pra ele mesmo, coça o rosto.

    - Aeroporto? Tá… - estava meio atônito - Seu amigo em Tohori não é nada discreto, cabelos cinzas, negro, alto esguio, com uma lança e um colar de contas, e literalmente cruza portais. - o tipo de gente que ele não gostava de lidar, gente velha, complicada e muito provavelmente insana.



    Quando a hora chegar

    A mensagem do celular é prontamente respondida assim que ele percebe ela lá, aquilo ainda levaria meses.



    - Ruim pelo ruim eu fico com a cerveja. - ele diz como quem se recusava a beber daquele chá amargo e coloca um six pack de uma marca barata em cima da mesa tira uma garrafa e bebe quase a metade numa golada só.

    - Margareth Estalos… - ele respira fundo - Eu te desapontei duas vezes né mãe? A primeira quando me juntei aos Meninna e você teve a certeza de que eu ia morrer, e é verdade era pra eu ter morrido mesmo, a segunda quando eu vesti vermelho, tu detesta a gente, a Amy principalmente, mas nem é pela tribo né? É pessoal, e porque eles são forasteiros, vô detestava os forasteiros… Eu vejo gente morta. - as últimas palavras saem num tom leviano e jocoso, sussurradas igual ao molequinho do filme, mas a graça nem dura muito tempo - Na verdade é pior, eu revivo as memórias deles, dos que vieram antes de mim, as do vô, o tempo todo, a capa que tu falou que um cara tinha levado pra Tokyo, é, nem tá lá, ele rasgou pra usar essência e botar o Rei Lobo na lona, Ariel, Clera, Monica, nomes que eu nunca ouvi falar, ele puto por que o Crestwood transou com ela na década de 60, o cara tava perto da morte e nem sabia, perto mesmo… Pensa no velho lutando com todas as forças contra o Kuruth? - ele faz um bico e arqueia as sobrancelhas, dá mais uma golada na cerveja. - Aí que tá, sair de uma tribo pra entrar na outra é feio pra caralho, mas feio só pra quem não tem conhecimento de causa - ele sorri com uma certa nostalgia - Ele falou, garoto você é um mal perdedor, o que você quer é poder, poder pra ganhar… Ele tava certo, eu sou um péssimo perdedor… - ele termina de virar a garrafa.

    - Dom, Dharma, Karma, uruca, maldição, chama como quiser a real é que essa merda tá mexendo com a minha cabeça, uma sensação de dejavú interminável, sonhando com o passado e coisas que eu nunca vivi… É aí que entra a Estalos, ela foi uma das indicadas pra me ajudar a colocar essas coisa toda no lugar, ou talvez simplesmente cortar a conexão. - ele diz como quem não sabia muito mais que isso - Eu sempre quis a verdade, agora eu tenho cada dia mais elas, até mesmo as mais inconvenientes, mas quando a gente faz nossa própria cota de decisão bosta, a gente para de julgar e só aceita que dói menos. - no fim apenas silêncio um olhar frio, distante e inquebrável.
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    Mensagem por Wordspinner Ter Dez 21, 2021 3:20 am

    "Parece ele." Ela fala com linhas de confusão se traçando no rosto. "Mas não conversei muito com ele." O caminho para o aeroporto é cheio de de um carinho ansioso e tocado mais de uma vez por melancholia e saudade. A despedida feita de subita e ardente paixão leva a oriental embora, mas ela olha para trás mais de uma vez com olhos cheios de esperança.

    --

    A mãe faz uma careta de desgosto para a cerveja e torce o nariz assim que ele começa a falar.

    Connor:Eu te desapontei duas vezes né mãe?

    "Bem mais." Ela diz olhando a cerveja, mas as palavras são cheias de graça e humor. Mas o que o filho diz logo rouba toda leveza do momento. Ela acompanha o que ele diz cada vez mais séria.

    Ela alcança a mão do filho com dedos que parecem pequenos perto dos dele. Segura firme por um instante e depois abranda. Amolece o aperto em um carinho.

    "Nossa família tem sua cota de conexões estranhas com a Sombra. Eu não imaginava que você estivesse passando por algo assim. " Ela passa a outra mão bem de leve no braço do filho traçando uma das marcas. "Histórias. O passado é cheio delas e a maioria nem vale a pena ser revisitada."

    Ela suspira e olha pro horizonte antes de falar. "Velha Estalos já era velha quando mudou. Um caso raro, eu sei. Ela diz que mudou depois de morrer, dá pra ver como ela foi parar nos sombras descarnados. A velha tem mesmo uma afinidade com a morte fora do comum. E ela estala. Igual madeira quando anoitece. Não sei dizer a idade dela, mas a conheço de uma visita academica a Arsenal. Eu gostei muito dela." A mãe finalmente solta o filho e bebe um bom gole de seu chá amargo.

    "Eu não odeio os Mestres do Ferro." Ela fala subitamente emburrada. "Não todos eles. Acho que é um pouco do meu pai as vezes. Os Crestwood são problema. Vão se enfiando aos poucos se metendo em tudo. Tão uteis e prestativos." Ela fala como se fosse um crime. "Logo eles estão julgando e apontando e contando as histórias deles." Ela suspira de novo e toma mais um gole. "Amarga."
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    Mensagem por Ankou Ter Dez 21, 2021 2:05 pm

    - É, ele veio dizer oi, veio conferir com os próprios olhos, pareceu satisfeito com o que viu… - ele comenta sem certeza nenhuma de que aquilo era realmente verdade, até a presença dele nem deveria ser.

    Ele recebe cada toque e devolve na mesma intensidade, as despedidas eram sempre assim, foi a mesma coisa da primeira vez, ela com esperança de que ele fosse junto, e ele com esperança de que ela não fosse, aquela merda doía toda vez, o lado mais possessivo de Connor gritava internamente pra forçar ela ficar de alguma forma, uma artimanha, força bruta, mais todas aquelas opções que sempre terminaria obviamente numa merda catastrófica e por isso mesmo ele nunca se movia, era o rei em cheque e por hora era melhor assim..

    - Volta rápido pra mim. - são as últimas palavras dele pra ela, ele não gostava de dizer adeus, porque dava um sentimento de que ela nunca ia voltar.



    Ele meneia em positivo quando ela ela dizia que o desapontamento eram além daquelas duas vezes, mas não dá corda, tampouco ele tinha intenção de fazer daquele momento um dos felizes - Tudo vale a pena ser revisitado, permite com que falhas futuras sejam evitadas, o fracasso é tão importante quanto a glória pra que o primeiro não se repita, uma decisão ruim nunca vai deixar de ser uma decisão ruim, mas às vezes é a única decisão a ser tomada. - Ele fica em silêncio por um instante pensando no que a mãe dizia sobre o que ele estava passando -  Não é como se eu tivesse escolha de qualquer forma. - ele gira a mão deixando as palmas se encontrarem com a da mãe.

    O pouco que ele ouve de Estalos o faz ficar intrigado e curioso - Talvez ela tenha essa conexão, mas nesse caso é diferente, a morte é um processo, um processo de mudança, eu sou incapaz de entender e explicar os pormenores, mas é certo que o fim de um uratha não termina com a morte não segue o padrão dos humanos, não tem paraíso, não tem ir de encontro a mãe, é outra coisa, outra coisa que eu ainda não sei o que é. - Ele não admite, mas nem precisava, queria respostas, queria saber quando fosse a hora dele, mas a verdade é que queria algum conforto na morte dos urathas que ele considerava querido, principalmente do avô.

    Connor dá uma risada suave olhando pra ela falando em relação aos Crestwoods - Isso não são os Crestwood, é o Lobo Vermelho, eles só fazem o trabalho que devem fazer… Julgar, apontar e contar histórias não é o que todos nós fazemos? Não é exatamente o que você tá fazendo em relação a eles agora? - o tom de voz suave, sem acusação nenhuma - Não que eles sejam santos, não mesmo, todos nós somos canalhas em algum aspecto, caras como falecido Tio Billy, Aedan e o tal do Gregory me deixam mais pé atrás do que qualquer Farsil Luhal na face da terra, esses caras escolheram serem canalhas, e o Axel quer colocar o maluco pra dentro dos Algozes. - ele abre a segunda cerveja e toma um longo gole - Melhor ele do meu lado que contra mim eu acho. - isso pra nem dizer que le poderia virar a casaca se ficasse sozinho e louco.

    Abruptamente ele volta ao assunto anterior - Então, vai me apresentar a Estalos? Por que tudo que eu tenho é um nome e a cidade que ela mora.  - ele permanece confortavelmente sentado bebericando a cerveja.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 30, 2021 1:01 am

    Connor: - É, ele veio dizer oi, veio conferir com os próprios olhos, pareceu satisfeito com o que viu

    Ela sorri, a boca lentamente assumindo a forma nova. "Isso quer dizer que eu sou muito boa nisso."

    "Rápido, sim, correndo. Sempre correndo." E ele sabia que ela queria dizer mais de uma coisa.

    --

    Connor: - Tudo vale a pena ser revisitado, permite com que falhas futuras sejam evitadas, o fracasso é tão importante quanto a glória pra que o primeiro não se repita, uma decisão ruim nunca vai deixar de ser uma decisão ruim, mas às vezes é a única decisão a ser tomada.

    "Dá para passar a vida toda olhando o passado sem nunca chegar no fim. Não se afunde demais nele."


    Connor: ... não tem ir de encontro a mãe, é outra coisa, outra coisa que eu ainda não sei o que é.

    "Então estamos iguais, também não sei o que vem depois." Ela diz pensativa.

    Connor:...Julgar, apontar e contar histórias não é o que todos nós fazemos? Não é exatamente o que você tá fazendo em relação a eles agora?

    Ela faz uma careta como quem bate o dedinho na quina da cama. "Já pegaram você. Tarde demais. É um deles agora." Ela diz sem veneno real. "É Tudo fachada. Aquele monte de falsidade só quer controle, acha que sabe o caminho que todos tem que seguir. Era pior quando vagava nas ilhas se metendo em qualquer coisa. Uma vez um Garra Sangrenta jurou de morte como um traidor." Ela suspira decepcionada. "Não deu em nada no final. Sebastian é o sobrinho desse cara por sinal. Não que isso signifique muita coisa." Esse era o mais perto de uma fofoca que ele tinha visto a mãe fazer.

    "Claro que vai defender a sua tribo e apontar para outros que só estão fazendo seu trabalho." Um toque leve e charmoso de sarcasmo leva um pequeno sorriso aos lábios dela. "É um deles mesmo."

    "Quer mesmo ser apresentado? Posso te levar lá. Ela não é má. É esquisita e está mais perto da morte que a maioria. Não é tão rápida quanto antes. Nem tão forte também. Mas a mente é fria e organizada. " Ela dá de ombros como se não importasse. "Eu gostaria de conhecer ela se fosse você. Com sorte pega gosto por conhecer o passado certo." Um outro sorriso, dessa vez mais afiado.

    "Ta aqui o que você queria." Ela coloca um caderno com capa de couro na mesa. Alto, mas fino. Com cheiro de velho.

    As fibras estalam quando ela abre as páginas amarelas com fotos preto e branco. Ela continuou virando as páginas até elas ficarem coloridas. Ele parou em uma foto de uma Ash adolescente em frente a um mural desbotado cheio de flores.

    A última foto era essa.

    "Quando conheço seu pai." Ela suspira. "Tem uns trinta e tantos anos essa aqui." Um sorriso bobo e nostalgico no rosto. Ela se vestia como uma garota do campo na foto.

    "Me diz o que quer saber das mulheres que meu Pai teve?" Um fio na voz. "Ariel foi logo antes da mamãe. Sua avó, irmã do pai da tia Elise." Era engraçado ver ela chamar tia Elise de tia. Especialmente quando estava dizendo que eram primas.

    "Ele perdidamente apaixonado por essas aí. Uma coisa doente. Billy roubou Clera dele. Mas a filha era igual a mãe e papai ficou olhando ela de longe, mas Ariel? A única filha de Monica. Todas eram o ponto fraco do seu avô." Ela balança a cabeça e espera a reação do filho.
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    Mensagem por Ankou Qui Dez 30, 2021 2:53 am

    O abraço apertado tira Tuya do chão, seguido de um beijo molhado e longo de despedida.

    Sempre correndo, mas ele acreditava em mudanças e talvez um dia ela não fosse mais.



    - Nah, só o bastante pra saber o que tudo isso significa - ele retruca bem seguro de si, aproveitando e abrindo outra garrafa de cerveja de maneira despreocupada.

    Ele dá de ombros quando ela fala do pós vida, não havia nada pra ser discutido ali e por mais absurdo que aquilo parecesse ele devia estar mais perto de alguma verdade relacionada aos urathas e a morte do que ela.

    Ele ri genuíno e divertido quando ela fala dos Crestwood e dos Mestres do Ferro - Isso é uma questão de perspectiva, talvez eles queiram o que eu quero, todas as alcateias correndo como uma só invés de cooperando apenas por ordem de necessidade. Não fiz dois convites pra Legião se juntar ao protetorado porque morro de amores por eles… Eu sabia e disse pra todo mundo que a vida do vô só nos tinha comprado tempo, mas quem é que quer dar ouvidos a um moleque novo e bocudo certo? - a voz tem uma ponta de frustração - Aquela noite me ensinou parte do peso real da lua cheia, da mesma forma que eu sabia que ele não ia voltar um dia antes eu sabia do rio de merda que vinha em seguida, também começou a me ensinar que urathas não escutam, então eu decidi escutar… - ele não precisava continuar falando mais nada, ela sabia de todo o resto, nem tinha vontade de ficar ruminando aquilo.

    Ainda assim ele parece se divertir com a “fofoca” sobre o tio de Sebastian, o sorriso brota no canto do rosto mesmo sem ele querer - Deve ser amigo do Krantz, eu juro que queria perguntar pra ele se ele odiava mais os Farsil Luhal ou o Stuarts, mas a piada perdeu a graça depois que o coroa partiu… - o sorriso havia sumido, tão rápido quanto havia brotado, o respeito verdadeiro pela figura e postura de Quebra Correntes.

    Ele olha o “caderno” que percebe que ao abrir era um álbum de fotos antigas, e escuta atentamente a mãe. - Clera era uma Ithaeur, não era dele pra ser tomada, não era de ninguém. - Ele retruca, mas sem repreensão verdadeira - Eu vi a marca dela… Mas isso com certeza não fez as coisas serem menos problemáticas, suponho. Eu tenho uma avó que eu nunca ouvi lhufas sobre, e Ariel… Ariel é um caso aparte, é quase como se eu pudesse sentir o cheiro dela, ela parece ter marcado profundamente todos aqueles com quem ela teve contato, o próprio filho a chama de Louca dos Cristais, me peguei pensando se esses cristais não são do tipo que prendem espíritos? Eu não acredito em destino nem em coincidências, o vô me mostra essa mulher se deitando com outro cara pra dias depois eu encontrar com o filho dela longe de tudo e de todos feito um filhote perdido num lugar que nem era pra ele supostamente estar… Sem chance, ele quer que eu veja alguma coisa, eu só to tentando entender a mensagem. - dava até pra sentir o cheiro da curiosidade dele, a cerveja desce mais uma vez pela garganta enquanto ele parece esperar ávido por histórias.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Jan 10, 2022 8:56 pm

    Connor: Isso é uma questão de perspectiva, talvez eles queiram o que eu quero, todas as alcateias correndo como uma só invés de cooperando apenas por ordem de necessidade. Não fiz dois convites pra Legião se juntar ao protetorado porque morro de amores por eles… Eu sabia e disse pra todo mundo que a vida do vô só nos tinha comprado tempo, mas quem é que quer dar ouvidos a um moleque novo e bocudo certo?

    Ela da uma risadinha involuntaria. "Quando tiver o que tá pedindo, vi odiar." Ela fala sem gravidade, como quem fala de batatas e cenouras.

    "Mas quem? Quem você tá ouvindo? O Coiote? O lobo vermelho?" Ela gira uma das cervejas olhando o rotulo distraida.

    Connor: Deve ser amigo do Krantz, eu juro que queria perguntar pra ele se ele odiava mais os Farsil Luhal ou o Stuarts, mas a piada perdeu a graça depois que o coroa partiu

    "Aquele era um cara inteligente. Uma perda enorme. Krantz tá procurando um jeito de se vingar pode ter certeza. Aquele doido varrido." As palavras eram ditas sem muita vontade, sem nenhum veneno.

    Connor: Clera era uma Ithaeur, não era dele pra ser tomada, não era de ninguém.

    "Nenhuma mulher é. Mesmo assim é como ele sentia." Desapontamento. Isso e saudade.

    "Se ele tá te mandando uma mensagem. Se ele sabe o que tá fazendo. Se for ele." Claramente preocupada ela segura o braço do filho e olha bem para ele.

    "Sua avô foi uma ótima mãe. Uma mulher do próprio tempo. Já não era uma menininha quando eu nasci e não estava mais aqui quando você nasceu. " Um sorriso leve acompanhava as lembranças. "Ela é uma pessoa que você nunca teve. Nunca vai ter. Mas ia ter gostado dela, tia Elise adorava ela. Agora Ariel?" Ela suspira fundo. Parece prestes a falar, mas toma um gole longo ao invest disso.

    "Ariel era perdida, desligada e sedutora. Sem nenhuma vergonha. Ela nem funcionava igual a gente. A parteira disse que se sentiu mal quando ela nasceu. Escuro e frio. Ela via a Sombra desde o começo e as pessoas fofocavam que ela tinha aprendido a primeira língua antes do inglês. Era ingênua as vezes e manipuladora também. Por causa dela Kandice é tão vigiada. Todo Mundo achava que Ariel seria uratha. Ela falava com os lunos. Bastante."

    Ela coloca uma mão no cabelo, afundando os dedos e mechendo como se pudesse cavar as memórias. "Então ela começou com a feitiçaria. Parentes não tem dons. Não como ela tinha. Não o que ela podia fazer. Rituais que só ela podia executar. Foi próibida claro. Mas você não proibia Ariel, ela só ficou boa em esconder. Não boa o bastante." Ela parecia sentir alguma coisa."

    "Não sei tudo. Não sei exatamente os detalhes. Mas a gotta d'agua foi em Sparhall. Eu perguntei. Nunca me contaram exatamente o que aconteceu. "outro suspiro. "Só o resultado. Ela nunca mais poria os pés em Dover."



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    Mensagem por Ankou Seg Jan 10, 2022 10:22 pm


    - Talvez, mas eu nunca vou saber se nunca acontecer… Zero problemas em seguir o maior, se for honesto, é o caminho. - no fundo tudo terminava dentro do juramento por mais suaves que as palavras fossem. - O problema é que raramente é honesto. - e aquela sim era a face do lobo vermelho, sem máscara nenhuma, nem fazia questão de vestir nenhuma ali.

    O sorriso de canto vem quando ela cita o lobo vermelho - Ele também, mas é o tempo todo e de muitas formas. - ele se levanta calmamente, não queria destruir a cadeira, dá mais um gole na cerveja - A lua te avisou disso? - ele toma a forma de Dalu de maneira fluída, exibindo os pelos vermelhos pra mãe, e ela sabia tão bem quanto ele que ele antes era tão escuro quanto a noite - Eu tenho certeza que o Franco viu, algum papo há muito tempo de ser um leprechaun galego gigante - tic tic tic, o barulhos das garras batendo sobre a mesa, e ele logo volta pra forma humana e se senta de volta como se nada tivesse acontecido.

    - É… Doido varrido, mas bom, ele vai com certeza morder até o osso até alguém pedir penico. Ainda tem Chaya e Simon na conta… As coisas estão quietas ou eu que me isolei demais? Nenhum dos Algozes me disse nada externo ainda se é que sabem de alguma coisa. - existia uma ponta de insatisfação nele, mas o incômodo some tão rápido quanto apareceu.

    ”Ash” escreveu:"Nenhuma mulher é. Mesmo assim é como ele sentia."

    - Conheço o sentimento, uma merda de se desprender disso. - Ele ri de maneira leve - Os dois primeiros meses, a Millie em outra e cada cara que ela ficava eu me sentia um corno, mesmo que não fosse verdade. - ele dá de ombros como se aquilo tivesse pouca importância agora.

    No momento seguinte Connor parece estático olhando pra mãe absorvendo cada palavra dela sobre Ariel, um monte de coisas pareciam começar a fazer sentido agora - Claro, ela tinha a própria agenda e tava cagando com o juramento debaixo do nariz de todo mundo… - Ou assim pelo menos ele imaginava. - Os montes de desenhos do vô, cheira a arrependimento de alguma forma.- nenhuma verdade ou certeza, era só o sentimento que vinha nele quando pensava naquilo. - Fredo te mostrou eles certo? - ele perguntava só pra ter certeza, mas era certo que sim.

    De uma hora pra outra ele parece sair daquela postura pensativa, ele vira a segunda garrafa de cerveja - Então, tenho certeza que minha motoca não passou despercebida na garagem. - Ele comenta como quem não quer nada. - Quando encontrei ela tava escondida no mato, tinha o cheiro do James, de outros Uivadores também, mas foi feita sob medida, como uma luva, quando botei a mão nela jurei que ia ter algum carinha dentro, mas nada, nadinha mesmo, talvez um jeito do Richard dizer obrigado? Nem sei, ele não reclamou, eu não fiz questão de devolver, mas tem um tempo que eu to procurando uma Lobo de Aço, mas ninguém sabe ou quis me dar o paradeiro de uma, então já que eu não consigo puxar uns palitos pra achar uma nada me impede de tentar fazer uma, ou pelo menos ajudar alguém a me ajudar, então, não tem nenhum cara cruzando a linha mais do que devia por aí merecendo uma chibata? - ele diz aquilo sorriso e de forma meio engraçada, mas o olhar era sério e as palavras tentadoras, aquelas coisas sempre soavam tentadoras pros Sombras Descarnadas, mas ele retruca antes dela responder qualquer coisa - Nem sempre é questão de precisar, algumas vezes é só questão de status, mas eu ia adorar ter uma montaria pra me deslocar rápido por trás da linha dos Anshega. - e logo um sorriso pernicioso e sutil toma conta do rosto dele.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Jan 19, 2022 11:48 am

    Connor: O problema é que raramente é honesto.

    Ela Faz um barulho com que demonstra clara descrença.

    Connor: A lua te avisou disso?

    "Só mais uma trapaça do Lobo Vermelho." Mas não parece desdem.

    Connor: É… Doido varrido, mas bom, ele vai com certeza morder ... se é que sabem de alguma coisa.

    "Eu o vi babando sangue dos dentes de prata na Lua cheia." Ela diz decepcionada. "Ele quer vingança." Ela olha o horizonte. "Precisa..."

    Connor: Fredo te mostrou eles certo?

    "Sim, ela desenha bem. Tem muito sentimento. Ela desenhou na casinha que nem existe mais. Desenhou a mãe. Desenhou Billy e o Pai juntos fumando na varanda olhando o por do sol. Ela desenhou muita coisa que não existe mais." Um suspiro triste a faz esvaziar. "Difícil acreditar que ela pudesse ser algo tão perigoso assim. Olhando o Fredo, menos ainda."

    Connor: tentar fazer uma, ou pelo menos ajudar alguém a me ajudar, então, não tem nenhum cara cruzando a linha mais do que devia por aí merecendo uma chibata?

    "Eu já vi essa moto antes. Era do pai da Asia. Era um Sombra Descarnada também, mas cismava em correr com os Uivadores. Além de ir a igreja com fé." Ela dá de ombros como se não importasse, ou não conseguisse entender. "Não faltam candidatos pra um bom alinhamento com os espíritos testando a gente. Agora, eles vão ser o melhor para a sua moto? O tipo de espírito e como se faz também faz diferença e os veíulos são bem comportados. Ou pelo menos discretos." Ela parece pensar um pouco. "Temos uma estrada criando problemas. Uma porta corta fogo causando. Um espírito de dor e frio atormentando moradores de rua. Uma Torre de celular vendendo segredos por aí. Problemas menores? É, mas os mais graves tem sido tratados com severidade e rapidez. Mesmo assim ainda aparecem."






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    Mensagem por Ankou Qua Jan 19, 2022 7:34 pm


    Só o barulho do ar meio risonho vem quanto a expressão descrente da mãe, pareciam concordar em discordar.

    - Uma trapaça boa diga-se de passagem, funcionou no final das contas - era uma puta dor de cabeça a menos, isso ninguém podia negar, nem reclamar já que quem pagou o “preço” havia sido ele e estava bem satisfeito.



    Não fazia ideia de quem era ou eram dentes de prata, mas podia assumir que era um dos puros ou uma alcateia deles. - Todo mundo já sabia disso, não fosse os outros Garras caídos em batalha ele usaria outra desculpa e o Atiçador joga lenha na fogueira… - ele respira pesado e tão desapontado quanto a mãe, isso principalmente porque sabia que uma hora ele seria chamado pelo dever e aquilo ia de uma forma ou de outra virar um problema dele também, podia deixar aquilo recair sobre os ombros de Amy e ou Sebastian, mas sabia que seria incapaz de não se meter naquela sujeira.

    Pensava no vô, e em como ele resolveria aquilo rápido, provavelmente sem derramar uma gota de sangue, pensava que nenhum daqueles caras teriam coragem de pular na ciranda contra o velho, já que o resultado não seria nada diferente do que a Amy tinha feito com o candango na primeira reunião que havia feito parte, com a diferença é que se teria a certeza de um lado vencedor.



    Ele não retruca, nem pergunta mais nada relacionado a Ariel, os desenhos deixavam a mãe nostálgica, ela falava de coisas que ele tinha visto, mas nem podia identificar, era melhor deixar aquela conversa por ali mesmo, talvez nem houvesse nada mais que ela pudesse responder de verdade.



    Era incapaz de esconder a surpresa no olhar, nem mesmo sabia que o pai de Asia tinha sido uratha - O que tem de errado com isso? - Ele retruca dando uma risadinha. - Difícil sim é imaginar um cara religioso entre eles, cada um se agarra ao que pode pra não enlouquecer eu acho… - as palavras não eram animadoras, mas honestas. - Então o que aconteceu com ele, se foi ou zarpou de Dover? - era melhor prevenir do que remediar, nem queria cometer uma outra eventual gafe com Asia.

    Ele fica pensativo quando a mãe fala dos espíritos mais problemáticos, e se tinha alguém que sabia dessas coisas era ela - As Lobos de Aço são famosas por serem indestrutíveis ou silenciosas, a moto é grande, mas vai levar bomba com uma capotada ou se destruir com uma garrada de um gauru como qualquer outra moto, além disso ela não atravessa pro outro lado se eu precisar, a porta parece o melhor candidato, eu preciso dela inteira e funcionando quando o bicho pegar, mas você me diz, tu que viu a maldita coisa, não eu. - mas imaginava pela natureza de uma porta corta-fogo que fosse boa o bastante, já que a coisa era feita pra segurar fogo e explosões. - E tem mais, se eu conseguir qualquer favor dos vizinhos desagradados com esses caras do outro lado já é algo precioso, a gente derruba até os quatro se precisar. - dúvida nenhuma na voz, parecia pura disposição.

    Ele coça a testa - Esse meu tempo em Small Heath, eu tive que fazer sacrifícios pra manter o “Feng Shui” do lugar e ganhar favores das outras cortes, problema é que a maior parte das vezes eu cacei a corte do medo, não o bastante pra extinguir eles e ser desonesto, mas o bastante pra segurar a influência deles no bairro próximo do que sempre foi, acontece que isso deixou eles desgostosos comigo, então eu tenho que buscar refúgio e favores novos em outros lugares, pelo menos por enquanto, mas essa merda vai explodir, questão de tempo… - agora só tinha que pensar em uma maneira de explodir na cara dos puros invés da deles.
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    Mensagem por Ankou Seg Jan 24, 2022 11:04 pm



    @Wordspinner

    "Atiçador pode até ser útil. Pelo menos para mostrar o que acontece quando você vai longe demais. Nestor quer arrastar os dois para serem julgados por um Luno. "


    Ela balança a mão como se quisesse se livrar da ideia.


    -- "Coma, ele tá apagado e ninguém sabe como acordar ele. Nem eu e Maria. Não sei onde tá" a voz era triste e angustiada ao mesmo tempo.

    --

    "A gente precisa lidar com o medo, mas está difícil. Eles estão sendo cuidadosos. Muito cuidadosos. Estão a anos nisso e estamos lutando uma guerra dissimulada. O protetorado ajudou nisso. Mas agora tá desmoronando e a Fiadora precisa ser convencida a ficar do nosso lado. "

    Ela dá de ombros e sorri.

    "Nunca vi fazerem uma moto dessas. Não sei que espírito colocar e nem as especificações. O resultado final pode ser dramaticamente diferente. Mas porque não fala com Olhar Curioso. Ele vai cobrar, mas posso te ajudar a caçar tendo certeza que não vai fazer merda. "

    Ela sorri de novo e dessa vez parece animada

    @Ankou

    Connor vira o rosto, o olhar vai ao chão levemente abatido, ele nem conseguia imaginar o tamanho da merda que era aquilo, mas a notícia só reforçava que ele teria que interferir, ele conseguia imaginar o avô dizendo na mente dele que aquilo era o dever dele, um gole na cerveja desce audível, arrastado e seco - Melhor deixar o Brendan e os outros meia lua decidirem isso. - As palavras saem sem força, ainda que fosse verdade, mesmo que o tio provavelmente tivesse razão.

    O olhar se arregala pra mãe, a face em total descrença como se aquilo fosse impossível de alguma forma, mesmo que no fundo ele sabia que naquele mundo qualquer coisa era possível, mas ele não questiona. - Que merda… - ele tinha vontade de ajudar o camarada, só por causa de Asia, mas se a mãe nem Maria conseguiam fazer algo por ele, dificilmente ele conseguiria, era melhor deixar o assunto intocado, e fingir que a moto era um presente ou algo esquecido pelos uivadores.



    - Os Algozes vão ser os primeiros a terem que tomar uma decisão em relação a isso, pode apostar, eu voltei agora, mas o Caminhante tá ostracizado pela própria corte, eu não vou negar meu dedo de culpa nisso, nem do Axel afrontando o fulano atrás do espelho, a corte do medo ostracizada por todo o resto, então a gente tá ficando numa sinuca, Axel perdeu muito tempo fazendo resenha com a vizinhança e ficou relaxado no hisil, e Small Heath vai ter que mudar, vai ter de aprender a lidar com a merda junto do resto da cidade - Connor sabia que precisava investir nas prioridades, mais um pouco e ele sabia que podia passar do ponto e riscar o juramento da tribo, era hora de mudar.

    - Ela é aliada do protetorado desde sempre não é? Não vejo ela nos ajudando, mas também não vejo interferindo. - a verdade é que não gostava dela, todo apagão e eles eram extorquidos, mas sabia que não podiam se dar ao luxo de arranjar mais um inimigo pra lista.

    - Fazer merda? Eu? Sei de nada. - ele dá um sorriso de canto levemente malicioso, como se a coisa nem fosse com ele - Ele não dá ponto sem nó, ele já sabe que eu fiquei interessado em uma dessas em Londres, eu só sei que isso existe por causa do pessoal de lá, eu piso em Dover e ele coloca uma motoca azeitada dessas na minha mão? - ele ri e gargalha de leve - Eu acredito em coincidências, mas essa passou longe… Pode apostar que ele vai querer que a gente se livre de um problema pra ele e ele deve ter o problema certo - ele fica calado alguns segundos a mais como se aquela realização fosse uma epifania - Essa coisa tem que tá pronta pro plano dele, saja lá qual for o plano, nem importa eu já sei onde eu vou estar. - no flanco e na retaguarda dos puros, era exatamente onde queria estar, brutal, rápido e rasteiro. - É vamo pagar uma visita por que não? - ele diz logo terminando a cerveja em um único gole.

    @Wordspinner

    "Ela é uma aliada antiga e ajuda bastante. Ela vende informações para gente e dificulta quando outras pessoas querem mexer na nossa corrente elétrica. Além de não vender para o outro lado. Ela cobra carro? Cobra. Mas vale o preço, ela forte e ser vista do nosso lado faz diferença. "
    Ela aperta os olhos com alguma suspeita. "Olhar Curioso não é de foder amigos, mas costuma arriscar muito. A gente pode achar outra ajuda." Ela diz sem compartilhar a empolgação e propósito do filho.

    @Ankou

    A revelação da mãe faz ele pensar por que a revelação de coisas tão simples como aquilo era tão difícil e por que mesmo como um dos alfas do protetorado na época ele nunca tinha sido informado de coisas como aquela.

    Ele não discorda, ainda assim ele achava aquela acordo com a Fiandeira péssimo, era como pagar por algo que eles tinham direito, mas ele não retruca, na verdade nem esboça qualquer reação.

    - Nunca disse que é, e sim ele arrisca mais do que deveria às vezes, mas eu acredito nas intenções dele, de que ele quer ver os puros tão longe daqui quanto eu, assim como eu acredito que ele e Sebastian tem traçado alguma coisa inteligente e meticulosa pra fazer exatamente isso, e de que ele vai precisar de toda ajuda que conseguir ter, eu não sei como ou quando vai ser, mas eu sei onde eu vou estar quando eu precisar estar. - Ele pausa por um instante - Isso é difícil de explicar, cê teria que ser uma lua cheia pra entender. - ele responde duplamente satisfeito primeiro porque era uma verdade pra ele, segundo por que era exatamente o tipo de resposta que a mãe daria quando estivesse decidia a encerrar um argumento sem explicações posteriores.

    Ele se levanta - Bora na Olena, to precisando de um puro malte, essa cerveja tem gosto de mijo, você paga. - ele ri e anda até a porta a esperando.

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    Mensagem por Ankou Qua Fev 02, 2022 2:43 pm



    @Wordspinner

    "Você quer que eu vá assistir você se vender de peão pra um sem Lua? Por causa de uma moto?" Ela balança a cabeça em negação, mas não parece inclinada a demovê-lo da ideia. "Não esquece de avisar os caras." Ela põe uma nota de 50 na mesa. "Eu vou pegar um cinema com seu pai, mas me liga quando tiver tudo resolvido e a mamãe puder te ajudar."


    --

    O bar da Olena parecia o mesmo. Era cedo demais para um movimento grande. Mas tinha um coroa acima do peso comendo feijão com linguiça e bacon. Um casal de jovens magrelos e cabeludos se atracando num canto que podiam ser dois caras ou duas minas, ou qualquer combinação.

    Olena mesmo não tava em lugar nenhum. Mas Bran tinha uma garrafa de cerveja e uma limonada cheia de gelo na mesa. Uma mesa redonda e pequena bem na esquina e longe da janela.

    Ele acena quando Connor passa pela porta.

    @Ankou

    Aquilo soava irritante, Connor revira os olhos por um instante, não fazia ideia de onde vinha aquele orgulho, pra ele soava como trabalho, tão simples quanto cortar a grama do vizinho pra ganhar 50 pratas. A cidade sendo cada vez mais cercada pelos Anshega e ela indo pegar um cinema, aquilo sim soava quase como uma ofensa, mas ele não diz nada, só passa a mão no dinheiro - Suave. - ele diz confirmando que avisaria a ele sobre as pretensões dela de se juntar na caçada.



    Ele passa olhando pro tiozinho gordo, mas não fala nada - Cêis deviam achar um quarto! - ele diz de maneira grosseira e firme olhando os sujeitos se atracando daquela forma no bar, não é como se ele nunca tivesse feito igual, mas não era obrigado a aturar aquela merda e a vida não era justa, mas ele não faz nada além de encarar um pouco e se volta pra quem quer que estivesse no balcão, que surpreendentemente não era Olena.

    Ele pede a garrafa da reserva especial, daquela reserva que poucos sabiam que era envelhecida com sangue à beira de um loci, ele pega a garrafa e deixa a nota de cinquenta sem querer muito se importar se custava mais ou menos que aquilo, qualquer coisa falaria pra por o restante na conta de Axel.

    Ele pede dois copos nenhum gelo, ele se aproxima da mesa de Bran - E aí meu chapa qual a boa? - coloca a garrafa e os dois copos em frente ao homem, serve um dos copos e dá uma golada - Puta merda, eu tava com saudade disso. - o prazer estampado na face, dava pra ouvir ele engolir a saliva logo após a bebida - Vi que tá pegando leve, mas fica à vontade. - ele aponta com a cabeça pra garrafa e se senta.

    - Como tão as crianças? Tudo certinho? - ele pergunta polido, mas parecia se importar de verdade, no entanto não faz rodeios - To precisando falar com o Rich ele tá por aí?

    @Wordspinner

    Os jovens nem se incomodam em olhar. Já o atendente do bar recebe o dinheiro com sorriso simpatico. Simpatico demais.

    "Essa porra aí mata, meu mano. Mata demais." Ele assiste o uratha beber. "Eu não bebo mais. Real."

    "Rich pediu para eu checar qual era a tua. Ele tá ocupado, mas se for parada séria ele se desenrola. Os muleque tão tudo sempre testando os limites de alguma coisa. Tá meio bagunçado agora."

    @Ankou

    - Bom pra você. - ele diz simpático - Isso é a última coisa que eu lembro de ter feito algum efeito, eu espero que mate mesmo. - ele diz dando uma golada maior sem qualquer arrependimento.

    - É sério, sério o bastante pra dona Ash querer entrar, a opinião dele é importante, nem vai tomar tanto do tempo dele, a não ser que ele queira… - ele diz servindo-se mais um pouco da bebida amadeirada.

    - Não estamos nós todos fazendo isso? - ele retruca em relação às crianças - Tá bagunçado pra todo mundo, a gente finge que eles não percebem, mas lá no fundo eles sabem que tem algo fora do lugar, nem precisa de palavras pra isso. - ele dizia, por experiência própria.

    @Wordspinner

    Bran bebe devagar da sua limonada e concorda o tempo todo. Porém "É pra eu dizer que tu tá sendo cheio dos segredos? Acho que vai ter que ficar para depois então. Chega lá depois das seis." Ele levanta devagar ainda com o copo na mão, mas não vai a lugar algum. Fica ali olhando o Rahu.

    @Ankou

    - Não é nem segredo - Connor sorri -  É só o tipo de coisa que a gente não envolve Sangue por que é melhor não, mas se tu vai mandar um recado então diz pra ele que ele me deu um montaria que precisa de uma alma, precisa de uma pele de ferro, e diz também que ele não passou na peneira do Brendan e que eu só quero ajudar. Só isso. - tinha certeza que se Bran repetisse as palavras ele ia entender - Seis, é uma hora atrasado pro chá, mas tudo bem. - ele arqueia as sobrancelhas e se levanta colocando a garrafa dentro do bolso interno da jaqueta e virando o copo sobre a mesa.

    @Wordspinner

    Bran sorri. "Yo." E balança a mão como se pudesse apagar o que foi dito. "Rich tá te esperando nos fundos. Chega lá." Ele dá um passo na direção da saida e então se vira de volta. "Essa porra aí é veneno, tá ligado?" E estende a mão em comprimento.

    @Ankou

    Connor revira os olhos - Achei que o nosso relacionamento já tinha passado dessa fase. - as palavras saem com uma pontada de tédio, mesmo que a outra metade fosse levemente jocosa - Veneno sim, mas nem tá dando grau… Pelo menos é gostoso. - dava pra sentir o cheiro de álcool de longe conforme ele falava, mas era só isso que ficava de vestígio, ele adentra pra parte dos fundos logo depois de apertar a mão de Bran e lhe dar dois tapinhas nas costas.

    @Wordspinner

    "Só precisava saber se era uma parada urgente." Ele não parece arrependido. "Não se assusta, mudaram uma parada lá."

    --

    Connor passa para a area de trás com as mesas compridas sem cobertura. As poucas portas que ninguém nunca abria pareciam querer convidá-lo.

    Mas Olhar Curioso era fácil de ver trabalhando em alguma coisa que já foi uma serra elétrica. Ele não parece ter visto ou ouvido o Rahu. Porém o Lua cheia via as marcas na primeira língua sendo feitas com meticuloso cuidado.

    @Ankou

    O olhar de Connor agora é sério - Mano se não tem convite pra queimar uma carne e ver teta de fora é sério. - mas a seriedade pra cima de Bran não dura mais que isso.



    Connor olha em volta assim que cruza as portas, nunca imaginaria que mantinham uma oficina nos fundos do bar, mas era um lugar bom como qualquer outro.

    Ele se recosta do lado da porta e fica parado, era impressionante como um cara daquele tamanho conseguia se esgueirar tão facilmente, uma prova de que a prática levava a  perfeição e nada menos que isso, mas ele sabia que não ia passar muito tempo despercebido ali, era só uma questão da barulheira parar. - Aqui tá ele montando um arsenal nos fundos do bar… - Connor sorri assim que Richard se volta pra ele - Tô de volta da clausura, dessa vez pra começar a incomodar. - ele diz se aproximando do Irraka estendendo uma mão.

    - Cê me relegou uma montaria cara, agora eu quero colocar uma alma na coisa, mas cê sabia disso desde Londres, Dona cantou isso pra você né? - o tom é curioso e longe de qualquer acusação - Aquela moto merece mano… Tem algo diferente nela eu soube disso assim que botei a mão, era como ver as estrelas estampadas no preto do tanque dela, mãe tá com uma lista de espíritos que ela quer descer a chibata no melhor estilo Hirfathra Hissu, dentre eles uma porta furta fogo, a pergunta que eu não sei responder é se vai ser útil pra fazer daquela motoca uma Pele de Ferro, a coisa é feita pra ser indestrutível e é disso que eu preciso pra correr rápido e rasteiro na retaguarda dos filhos das puta dos Anshega quando a merda explodir. - ele pigarreia - Mas eu não vim aqui só pra te pedir uma dica e talvez uma mão ou as duas pra terminar esse pequeno projeto… Cara Brendan tá de olho em tu há meses, ele sabe que vc tá tramando algo, e da onde eu to olhando aqui as coisas não vão terminar bonitas, provavelmente nem inteiras… Vamos ter surpresas na próxima reunião do protetorado? - ele diz se aproximando de qualquer lugar que fosse firme e não tivesse muitos objetos pra ele se escorar.

    @Wordspinner

    Richard vira devagar para o uratha e então chega para trás com um susto. Um par de oculos enormes distorcendo os olhos. "Que merda." Ele tira os oculos que estavam em um suporte elastico. "Cê fica muito feio nessas lentes. São de aumento." Como se explicasse tudo. O irraka pega a mão de Connor com sua mão magrela de dedos compridos.

    Ele faz cara de que não sabe de nada. Uma cara muito boa e seria. "Só tinha uma moto do seu tamanho. Amy fez faz uns anos, mas minha mãe melhorou muito ela." Não tinha humor, não tinha malícia. Ele poderia estar falando sobre a independência da Estonia, era história.

    "Deve ter surpresas, todas tem tido com os Anshega no nosso cangote." Ele parece pensar um pouco antes de cobrir a máquina aberta com o resto do couro que estava embaixo dela. "Chega mais." Ele vai para um das portas sem pressa. Respira fundo. Então passa.

    Só faz sentido quando Connor passa pela porta ele mesmo. O frio. O arrepio levantando a pele. O cheiro de prata e sombras. O lugar era só uma sala com uns sofas e iluminação meia boca. "Foda, né? Ruim de se acostumar." Ele se senta ao lado de um bebedouro de parede e enche um copo descartável barulhento de água. "A porta deve servir. Deve sim. Se for forte o bastante." Um gole raso. "Aquilo ali fora é parte da minha estratégia. Você não pode só matar os Anshega, mas surrar eles bem forte afasta os caras e aquilo ali vai ser uma boa. Mas to precisando de alguém pra ir lá olhar na cara deles e bater um papo." Ele olha Connor com muita calma e tranquilidade enquanto toma mais um gole. "Topa?" Como se tivesse convidando ele para jogar um jogo meio batido e sem graça

    @Ankou

    Connor dá uma risadinha - Tem gente que discordaria de você, mas eu nem preciso de lente de aumento. - ele leva na esportiva e fazendo piada do próprio tamanho.

    - Amy é? - ele diz surpreso - Ah eu sabia que tinha dedo da sua mãe, dá pra ver que o trampo é muito profissional - aí a surpresa vai embora completamente, mas toma um ar contente - Só não sabia desses dotes motociclísticos da Amy. - ele diz enquanto acompanha o Richard pra próxima porta.

    Ele meneia em positivo quando richard fala dos Anshega, mas não comenta nada sobre, ele passa pela porta e parece entender perfeitamente o que era aquilo ali, ele sorri apesar de todo desconforto - Sala de visita pros Anshega, olha eu acho que pelo andar da carruagem vai precisar de cômodos extras… - Ele olha as paredes e toca uma delas, com certeza devia ter uma camada de prata por trás daquela sala “normal”, era aquela coisa da área cinza do juramento que todos os Farsil Luhal gostavam de fazer uso. - Melhor que terminar igual a Legião. - ele diz sem alegria nenhuma, e não parece disposto a continuar o assunto.

    Ele escuta com atenção a proposta de Richard - Esse papo é com gente que por algum milagre desistiu dessa guerra e não tem condição de sair fora, ou é tipo, falar com a minha mão? - A verdade era que nunca havia negado fogo, mas não ia se enfiar numa enrascada daquela às cegas. - Eu e mais quantos? - ele pergunta sem brincadeira e sem rodeios daquela vez.

    @Wordspinner

    "Ela fez de sucata. As vezes de peças roubadas também." Ele dá de ombros. "A mãe faz um trabalho demais."

    "Vocês tem uma dessas, na real. Deslocada no dromo, não dá para ver nada e tem espetos feitos de prata. Seis folhas de materiais diferentes nas paredes e um favor de um irralunin."


    Ele levanta uma das almofadas do sofá e tira uma mochila. Abre e tira o que parece um tecido vermelho sangue. "Só você. Tem duas coisas que eu quero de lá." Ele estica o tal tecido no chão e era um espécie de  macacão fino e maleável. "Não dá para cortar. Bom, dá. Mas cê entendeu. Sebs que arranjou, a gente tem dois. Esse cabe em você. " Ele volta a fuçar na mochila sem parar de falar, como se fosse tirar um pacote de salgadinhos dela. "Umas fitas e um livro. Entrar é moleza, te explico se topar." Ele fala como se não fosse muito importante. "Tem muita história entre os caras e Sebs ou a Amy e quem mais eu ia confiar? Essa chave aqui é uso único, mas liga uma moto qualquer." Ele diz balançando uma chave aparentemente normal e volta a fuçar a mochila.

    "Faz parte do disfarce." Ele desiste e tira um casaco preto enorme  debaixo da mochila. Um segundo antes ele parecia o forro do sofá.

    "Esse é a prova de balas, melhor não testar com um calibre alto, se pegar num osso ainda vai doer pra cacete e rachar tudo."  Ele coloca o casaco no braço do sofá.

    "Poderia mandar alguém mais discreto? Sim, mas furtividade demanda tempo e paciência. Os puros vão saber quando botar o pé no território deles e vão correr atrás. Eu ia precisar de um mestre muito bem equipado pra dar uma volta atrás da outra nos caras. Eles tem nariz." Ele bate de leve no próprio. "O livro tá na parede de uma academia e tem uma gangue tomando conta do lugar. Sabe qual é? Preciso de alguém que possa quebrar esses caras sem arriscar o segredo e sem perder tempo. Também tem que roubar uma fita do museu. História oral, tá disfarçada lá." Ele tira uma garrafa com um liquido estranho e esfumaçado.

    "Passa isso e embaralha os rastros. Você tem tudo e se os puros te acharem eu sei que tu vai meter o pé sem tentar se vingar da surra que levou semana passada. Sacou? Claro, se tu precisar correr melhor usar a rota mais próxima pro território dos Dragões. Os caras tão mais perto de Sparhall. É o caminho óbvio? É, mas tão vigiando e tu vai ter reforço certo assim que disser sim." Ele parece se lembrar de Algo.

    "A moto é sua claro, se disser sim, quando tu voltar eu boto uma alma nela." Ele não sorri. Não mostra ansiedade. Só se ajeita e espera. Espera dando todo espaço possível para ele dizer sim ou não.


    @Ankou

    - Pois nem parece, não parece mesmo, nem faz jus. - ele diz em tom de elogio sobre a moto, mas encerrado o assunto por hora.

    - Aham, todo mundo ficou maluco sem saber o que diabos era aquilo, Jay nem fez questão de explicar na época, se é que ele sabia o que era. - ele comenta como se fosse um daqueles cagaços que depois se acaba achando engraçado.

    Connor escuta atentamente a proposta, e era exatamente o tipo de coisa que ele gostava de fazer, era bater e correr, era fazer o que gostaria de ter feito no próprio teste da tribo. - Cara o que você tem feito além de aprisionar um monte de espíritos? - Ele pergunta retoricamente após ver tantos fetiches - Melhor nem falar nada pra dona Ash, seja lá como for ela quer caçar esses caras que ela mencionou pra mim e ela faz questão de vir junto, eu tento resolver essa treta pra você e a gente vê se a tal porta serve, e nem uma palavra sobre isso com ela, é exatamente o tipo de coisa que ela não queria que eu fizesse. - mas era exatamente o tipo de coisa que ele sabia que ia precisar fazer por isso precisava da moto.

    - Só me diz que essas paradas é parte de algo maior pra ver os puros longe daqui. - é a única satisfação verdadeira que ele cobra de Richard.

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    Mensagem por Wordspinner Seg Fev 07, 2022 8:42 pm

    "Jay não sabe os detalhes. Mas sabe que não deve se enfiar numa dessas sem olhar." Ele faz que não com a cabeça. "Na real, nunca entre de cabeça num bloco de escuridão."

    Ele dá de ombros quando Connor fala sobre aprisionar espíritos.

    "Não se liga. Eu fico quieto. Mas os Dragões vão estar atentos, é o território mais perto da area que tu vai. Não tenta usar as pernas para fazer o caminho de volta, se tentar eu vou ter que contar para Dona Ash no seu funeral. Sacou? Tu não é mais rápido e não ganha na corrida longa de um carro cheio de puros. A Sombra? Nem tenta. Tá cheia de aliados deles. Cheia. Filhos da puta do caralho." Um pouco de emoção aparece no final. Raiva.

    "Escolher teu tempo, de noite ou dia ou o que for. Me dá um aviso pra deixar nosso pessoal de alerta. É o que eu posso fazer, sacou? Mais que isso e eles podem se ligar. Sempre tem alguém pra dar nos dentes. Nem um piu disso fora de um lugar seguro e tu tem mais chances de voltar inteiro."

    --

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    Mensagem por Ankou Seg Fev 07, 2022 9:00 pm



    Connor não responde nada mas franze a testa e arqueia uma sobrancelha, que tipo de idiota Richard achava que ele era?

    Ele escuta as recomendações com cuidado - Nem tava pretendendo correr a pé. - Ele tinha certeza que Richard achava ele algum tipo de idiota. - Eu vou me preparar, encher o tanque e ir às onze da noite. - ele é objetivo e sem rodeios.

    Se aquela empreitada não fosse algo realmente sério ele ia machucar Richard podia ter certeza disso, ele volta pra casa dos Algozes e futuca na caixa no sótão, as luvas respingadas de sangue o fazem lembrar de Franco, mas não era ela que estava exatamente procurando e sim a faixa com os escritos dourados, ia precisar dela no museu, ou pelo menos assim imaginava.

    Ele passa o resto do dia até o horário como se não houvesse nada demais acontecendo, uma passada no loci pouco antes da corrida pra encher totalmente o tanque, onze horas ele estava exatamente onde disse que estaria.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Fev 17, 2022 11:58 am

    Como sempre o loci tinha somente a energia do dia e Connor consegue +2 de essência antes de ir. As imagens que ele tinha do lugar eram todas da internet. O museu de história antiga de Sparhall era um prédio grande, mas não imponente. Era sem graça até, coberto de bege e sem nenhum estilo. Só um bloco velho com uma entrada grande e fechada. As câmeras nem incomodam ele. O uratha estava preparado.

    Mas as sombras eram cheias de perigos sem forma. Pior, com formas de Anshega. Eles estariam no rastro dele a qualquer momento. Na verdade já sabiam que estava no território, só precisavam achá-lo. Quão bons seriam? Quão rápido? Quais truques eles tinham? O lua cheia não podia ficar parado. As janelas com grade de ferro não eram uma opção perfeita, longe disso. A dupla de guardas preguiçosos na entrada eram um problema a ser contornado. Eles, ou a porta dos fundos, que era uma grande entrada de serviço com uma grade de metal que descia até o chão. O lua cheia olha para as faixas com os dizerem em dourado e sabe que elas vão ajudar.

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    Mensagem por Ankou Sex Fev 18, 2022 2:46 pm

    Ele sabe exatamente quando ultrapassa a barreira entre o nada e o território dos Anshega, ele nem esperava uma defesa menos efetiva, ele conhecia as próprias defesas dele, era difícil combater um inimigo que ele conhecia tão bem, pessoas como ele próprio, truques impossíveis de enganar.

    Ele não pensa duas vezes, ele nem mesmo sabe o que representa a garrafa do líquido esfumaçado com exatidão, mas sabe que ela vai sacanear com os rastros dele, ou deveria fazer isso tempo o bastante pros puros ficarem pra trás.

    A mochila nas costas estava vazia, as luvas eram velhas e surradas, mas em perfeito uso, a balaclava improvisada era uma camisa velha marrom escura que se destacava pouco ou nada no escuro, a roupa no corpo eram as que Richard havia cedido e a velha bota surrada de sempre.

    Ele arrebenta a faixa assim que pisa no quarteirão do museu, e jurava que haveria um espetáculo maior como curtos nos postes, algo assim, mas nada, a coisa vira só escuridão, ele podia apagar metade do bairro, mas preferia ser discreto, já estava pisando em solo inimigo, não precisava de mais atenção com uma rede inteira de energia caindo por culpa dele.

    Ele sabia que os guardas preguiçosos não iam ficar parados, devia ser desesperador nem mesmo as lanternas funcionarem, ele sorri reflexivamente por debaixo dos panos cobrindo o rosto, o pânico alheio sempre trazia algum prazer impossível de negar.

    Pular o muro é moleza, até divertido, ele passa correndo pela faixa externa longe dos guardas, e ganha o controle de todas as portas e janelas assim que toca o prédio do museu, ele adentra por uma das janelas tomando sua forma de cachorro no meio do processo, era mais rápido assim, mais fácil de passar pela janela apertada, mais fácil de se locomover pelo museu e melhor de ver no escuro.

    A porta dos guardas não cede como se estivesse emperrada, tudo estava trancado mais do que deveria estar, ele roda de um lado pro outro no museu, não fazia ideia de onde encontrar o que Richard havia pedido, mas uma fita não estaria em exposição, certamente num acervo, e ele está diante da placa quando a ideia lhe ocorreu, fitas velhas e empoeiradas numa caixa, ele não escolhe, só enfia tudo dentro da mochila - Algumas vezes sortudo. - ele sussurra pra ele mesmo como num pensamento alto e logo volta pra sua forma de cachorro querendo ser o mais rápido possível.

    Estava satisfeito, a ação tinha sido muito mais rápida do que imaginava que seria, ele nem mesmo sai pela mesma janela quando acha uma outra maior e melhor de passar no lado oposto do prédio, ele libera as portas pros guardas assim que sai, a coisa toda deveria parecer muito com um roubo que ainda deveria estar acontecendo, ainda mais quando os postes da frente ainda estavam ligados e o prédio todo apagado.

    Ele pula o muro de volta como se fosse uma cerquinha de jardim e a luz volta assim que ele se desprende do prédio, assim como ele sente o controle das portas e janelas escapando de sua mente, já tinham feito o serviço delas, mas ele nem para mesmo pra olhar pra trás, segue pro beco mais próximo e toma sua forma de cachorro de volta, dessa vez a essência no corpo impulsiona as pernas, ele não corre mais do que um cachorro deveria, pelo menos não em rua aberta, mas era um cachorro muito mais rápido do que o habitual, algo próximo de um treinado pra correr, o livro era um alvo mais fácil, pelo menos assim ele imaginava, esperava menos pessoas da gangue no lugar, se é que teria alguém, o livro tinha um título e lugares mais apropriados pra se olhar.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Mar 13, 2022 7:38 pm

    A luz pisca e falha nos postes e então em algumas janelas perto demais. Alguém dá um grito e uma garrafa é estourada em algo duro como uma parede. As grades da janela eram apertadas demais para um cachorro pequeno e impossíveis para ele. Foi melhor passar pela porta dos fundos que tentar se livrar dos guardas. A grade abriu obedecendo o dom, mas quando fechou ele já ouvia passos do lado de fora.

    Sair pela janela era tão os impossível quanto antes. Mas era a única opção com os guardas nas duas entradas, o dom podia trancar a porta toda vez que eles paravam de segurá-las, mas não as impedia de abrir. O cachorro enorme saiu correndo entre as portas sem ser impedido por mais que alguns gritos ofendidos.

    Assim que a luz volta o alarme dispara e eles tem mais do que um cachorro para se preocupar.

    Quando Connor chega no segundo endereço seu estomago se aperta com uma sensação fria de pânico. Primeiro, o lugar era uma porra de academia com tatame e sacos de pancadas e um painel com trofeus bem onde o livro deveria estar. Segundo, porque não tinha ninguém, mas fedia a uratha.

    A fachada basica de concreto com ferro pintado de preto. Tinha uma aparência de força e peso inquebráveis. Mas uma janela enorme para expor o lugar de pé direito alto por onde passariam cinco Connor lado a lado.

    Ele olhava para dentro e via o balcão da recepção e armários impessoais no caminho. Uma pequena catraca para entrada e outra para saida e então o lugar era um grande salão aberto. Uma escada no fundo e banheiros ao lado.


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    Mensagem por Ankou Dom Mar 13, 2022 7:55 pm



    A situação tinha mudado de algo pueril e divertido pra um cagalhão imenso de um instante pro outro, ele tinha certeza de que sua prersença não tinha passada despercebida pelos puros na entrada, agora tinha certeza de que eles saberiam que ele esteve no museu, era uma questão de tempo até chegarem na porra da academia seguindo o rastro dele, ele tinha certeza que o rastro embaralhado da garrafa não duraria pra sempre.

    Não ter ninguém podia significar muitas coisas, coisas que ele não tinha tempo pra traçar um plano objetivo, não com uma alcateia colada no rabo dele, ele sabia que tinha minutos, o cheiro dos caras tão presentes significava que eles frequentavam o local mais do que ele gostaria, ele não conseguia perceber ninguém, não à vista pelo menos, ainda assim ele não se descuida, o truque é o mesmo do museu, tomar controle das portas e procurar no lugar certo, pelo menos dessa vez parecia mais fácil, mas precisava ser mais rápido que podia, mas esguio que pudesse.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Mar 18, 2022 3:47 pm

    Entrar foi fácil e não foi difícil perceber o porque. Não tinha nada importante ali. Pesos organizados perto do espelho. Um tatame meio gasto. Nada de livro. Nada de papel. Um quadro branco cheio de anotações. Umas televisões na parede. Cheiro de uratha. Cheiro de suor. Cheiro de sangue também. Ele sente as portas e vai checando uma a uma.

    O lua cheia fica de saco cheio do lugar. Nada demais. Nada suspeito. Nada útil. Até que ele chega em uma porta que não existe. Existe e não abre e quando ele olha tentando entender o porque, lá está o painel da academia. Tinta ferro e concreto bem no meio do lugar. Em destaque. Aquilo estava travando a porta. o que tinha do outro lado? Impossível saber dali.

    Nenhum alarme. Nenhum som além do pouco transito noturno. A porta fazia um click metalico toda vez que ele tentava a abrir. Click. Click. Click e nada.
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    Mensagem por Ankou Sex Mar 18, 2022 6:14 pm

    Uma rápida olhada ao redor e ele procura por câmeras ainda que duvidasse que houvessem elas ali, eles arrebentaria usando o ponto cego delas e tudo que veriam caso houvesse seria um cachorro zanzando de um lado pro outro.

    Ele toma distância da porta concretada, ficava se perguntando quem caralhos faria aquele tipo de coisa? O pior é que esse tipo de coisa era feita pra manter coisas indesejáveis dentro, mas não tinha sentido cheiro de nada, sentiria cheiro até de um cadáver velho do outro lado, tão bem quanto qualquer cachorro da polícia.

    Cuidados aparte com o segredo ele toma sua forma gigantesca de urshul, as portas todas se trancam exceto a que ele queria abrir, os músculos ganham ainda mais força conforme a essência corre cada centímetro dele, ele avança com tudo sobre a porta, ele queria forçar e derrubar, tinha certeza que o concreto era fino, fino o bastante pra não terem refeito a parede inteira, em uma mistura de uma força impossível e um peso estratosférico ele quer jogar tudo abaixo, as garras gigantescas cravando com toda força que tinha, os dentes trincados e o rosnado baixo, ele nem tinha dúvida de que a coisa toda viria abaixo, não tinha tempo pra duvidar, as patas traseira colocavam ainda mais empuxo e pressão sobre a “porta” usando o corpo todo de alavanca.

    Ele sabia que teria pouco tempo, o treco todo devia ter soado como uma batida de carro num lugar fechado, faria mais barulho ainda se a parede viesse abaixo, se a coisa não estivesse lá não teria escolha senão voltar só com metade do que Richard havia pedido.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Mar 20, 2022 12:56 am

    O peso era menor que a força. Bem menor. O Lua cheia tromba e bate e empurra e puxa e vê a construção mais recente rachar e cair. Ele rosnava e tremia abrindo o buraco, aumentando ele. Arrancando lascas da porta de madeira maciça que deveria abrir, mas tinha trancas e cadeados para impedir isso.

    Ela estava logo abaixo de uma parede de drywall que era muito bem feita, mas não era muito resistente. Poeira para todo lado. O som de pedra sendo mastigada por algum gigante de aço e depois madeira e uma nova forma de poeira no ar. O nariz dele queimava e torcia sem ele mandar. Finalemente um buraco grande o bastante para o braço entrar. Não precisava de mais. Mudou para dalu e encheu a mochila com tudo que encontrou lá dentro. Velocidade acima de precisão. Ele ouviu papel rasgar, sentiu também, mas colocou tudo na mochila. Nada que cola e fita adesiva não resolvesse.

    O cachorro. Vira na direção da saida e vê um carro parado na porta. Ouve o assobio antes de ver o homem recostado no capo. Fly me to the moon. Ele só conhecia a música porque a mãe gostava. Uma música velha do Frank Sinatra. O homem se vestia feito um mafioso dos anos cinquenta, uma mistura de formal, vulgar, charuto e perigo.

    Ele era uratha e qualquer uratha tão perto já teria ouvido o lua cheia. Agora a música? Era uma cortesia, uma ameaça ou pura arrogância?
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