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    Connor Mcleary

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    Connor Mcleary - Página 19 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Ankou Dom Mar 20, 2022 1:24 pm

    Ele corre em direção a porta tudo pra dar de cara com o sujeito antiquado, ou no mínimo hispster, as patas dianteiras freiam e ele só não escorrega mais porque assume a forma de Dalu, é claro que o sujeito era um uratha, era a porra do cara que tinha ficado pra trás pra vigiar algo que eles não queriam de jeito nenhum que saísse de lá, não queria a ponto de concretarem aquela merda.

    Connor parecia um trombadinha gigantesco com a camisa marrom amarrada sobre o rosto, ele pensa e fazer alguma tirada com a cara do sujeito, por um instante ele quer colocar aquele cara na lona, mas não tem tempo pra aquilo, isso e Richard tinha enfatizado bem o motivo de não apelar pra Amy ou Sebastian fazer aquele, a porta se fecha do mesmo jeito que havia aberto, sem toque algum, tudo tranca e trava, até a porra da catraca e ele sabia que o sujeito não perderia o tempo dele. - Talvez na próxima. - ele fala alto e não era bem uma tirada, mas era.

    A vidraça passava cinco Connors, mas só precisava de um, ele se lança contra ela e protege os olhos, ele confia na roupa blindada que haviam dado pra ele, além de que vidro nem era tanto problema assim, ele corre na direção contrária ao sujeito, seu improviso certamente devia lhe ganhar algum tempo junto do elemento surpresa.

    Ele nem para um segundo sequer, a forma de Dalu toda escondida num horário noturno daquele era o menor dos seus problemas, mesmo que fosse parece um mondrongo com gigantismo, no caminho ele afrouxa as luvas pra esconder as garras.

    Seu objetivo agora era correr e uma moto, a maldita moto.

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    Mensagem por Wordspinner Seg Mar 21, 2022 11:10 am

    Connor escreveu: Talvez na próxima.

    "Não precisa correr." Como se ele pudesse sentir. Ou talvez só ver. "Me ouve. Vamo conversar, negociar..." Ele talvez fosse dizer mais quando vidro explodiu para todo lado com a passagem de Connor. "Eu faço um juramento: Não te machuco se ficar e conversar." Connor corre e ouve as chaves do carro entre os seus passo e as batidas do coração. Um sussurro distante. Então vem o motor, o ronco baixo mais imaginado que ouvido. As luzes do farol. O pneu no asfalto cantando aquela canção aguda e desesperada.

    Os tiros foram a porra de uma surpresa. Uma surpresa de merda. Uma saraivada nas costas. Costas enormes e fáceis de acertar. Ele treme com os impactos e derrapa batendo numa lixeira grande. Sente sangue escorrendo nas pernas, mas não das costas. Doeu, mas o casaco segurou as balas que bateram nele. O lua cheia pula para o telhado de um mercadinho de uma vez só vendo o carro derrapar e contornar para encontrar. Não esperou para ver se o cara tinha outro cartucho para esvaziar no rahu, pulou em uma varanda e correu e jogou no prédio ao lado e foi pulando até o chão pelas saidas de incêndio. Ninguém.

    O lua cheia corre e procura uma moto. Procura uma moto e corre. Alguma delas tinha que estar largada no meio da rua. Tinha que estar. Mas não estavam. O medo e o aumento da criminalidade tinham chegado até ali. Ele xinga para si mesmo ainda sentindo as balas escorrendo da carne. Quando parava de correr ele mancava com a perna esquerda. Só um pouco. Quase nada. Mas era desesperador estando dentro do tanque dos tubarões.

    Ele sente como se tivesse sido puxado, mas eram só os próprios reflexos agindo. Um garagem de grades altas e pontas afiadas. Uma moto lá dentro. O cadeado não foi um grande desafio. Mas as pessoas já tinham visto ele aqui e ali. Tinha certeza que tinham tirado alguma foto. Era impossível fugir pela sua vida e ser invisível ao mesmo tempo. Ele olha a moto e tem certeza que estava grande demais para ela. Uma magrela feita para correr nas montanhas e trilhas, ele literalmente não caberia nela desse jeito.

    --

    Connor acelera a toda pela avenida. Tinha sido difícil chegar até ali pelas ruas desenhecidas seguindo placas e o caminho que o google maps entendia que ele queria. Não dava nem para parar e escrever ou corrigir. Ele xingou quando entendeu que a forma familiar do impala pesado e baixo era o carro que o estava esperando na academia. O desgraçado vinha rápido do acostamento. Tinha passado a noite toda torcendo por menos gente e odiando cada momento em que era visto ou acompanhado. Mas agora queria todo transito que pudesse. Não tinha quase nada. O farol alto era além do que qualquer fabricante poria em um carro. Eram um ultraje e um carro que Connor ia usar de escudo simplesmente sai da pista e encosta xingando. Era difícil ver com os retrovisores brilhando feito farois. Era impossível ver o carro ali. Mas nem precisava. O filho da puta tava atrás dele explodindo HighWay to Hell.

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    Mensagem por Ankou Seg Mar 21, 2022 1:38 pm

    Ele não responde, na verdade ele se importa pouco ou nada com o que o cara tem pra falar, tinha era vontade de virar ele do avesso, se sentia confiante pra fazê-lo, mesmo depois de tomar todas aquelas balas, o que o preocupava não era o cara, era o resto da turma dele que naquele instante deviam estar correndo na direção de barulhos de tiros.

    Alguém ter visto ou as fotos nos escuro lhe preocupavam pouco, não havia nada exposto, era só um mondrongo na rua com atitudes suspeitas, na pior das hipóteses nada que Fumaça não pudesse resolver, pelo menos ele acreditava.

    A porcaria da moto forçava ele voltar a forma humana e ele o fazia atrás do muro fora de qualquer vista curiosa, mesmo que tivessem visto ele entrar, era por essa merda que ele precisava da moto que tinha o tamanho dele, mas ele não escolhe, não tem o luxo de escolher, ele só tira a chave do bolso e enfia ela na ignição, a mágica acontecendo nas mãos a coisa liga no momento seguinte, ligaria até se tivesse sem gasolina.



    Nada de trânsito, quase nada de pessoas, era muito tarde pra isso, o Impala surgindo nas costas Highway to Hell era irônico, o cara gostava de ser engraçadinho, autoestrada uma porra, não ainda, não antes de despistar o filho da puta, talvez nem depois, ele freia brusco pra  deixar o carro passar por ele, mas o cara não é burro e guina o carro em direção Connor que tira a perna da reta, pra não perder ela pela terceira vez e o carro bate em cheio dá pra ver o tanque da porra da moto amassando, um pedaço do descanso de pé se quebrando totalmente, felizmente ela não para de funcionar, o cara faz a proposta de novo e o Rahu xinga mentalmente tudo que pode. - Numa próxima, 99890281, pergunta pela mamãe. - Connor retruca antes de guinar a moto e passar pelo beco mais próximo, sabia que ele não ia ter tempo de seguir. O número de telefone passado caía num puteiro do centro de Dover que os moleques iam na época da faculdade.

    Um, dois, três becos depois ele para e respira, o filho da puta do gps mandando virar pra direita, ele olha a tela, mas aquela merda parece desconfigurada, ele olha pra cima e tenta ver as estrelas, sem sucesso, malditas luzes da cidade, não conseguia traçar uma direção e ficava muito frustrado por isso, não fazia uma puta ideia de onde havia ido parar, podia estar dentro do território de outros puros e nem mesmo saber, pelo menos não avistava o carro do cara em lugar nenhum, o que trazia certo alívio.

    A vida nas ruas tinham o ensinado que havia valor real nas menores coisas, ele olha as placas e não faz muito sentido, já que ele nunca havia visto ou ouvido falar naquelas ruas, mas a luz alaranjada vindo de um beco abrigava gente local, tinha certeza disso, tinha certeza que tinha um monte de gente em volta de um latão pegando fogo. Ele tira o capuz improvisado antes de parar perto dos moradores de rua - Preciso do caminho pra chegar em Dover dou cem pratas pra você se me dizer, minha mãe tá no hospital. - ele diz com urgência e aponta pra um velho, um mendigo mais próximo, o rosto desesperado nem era uma mentira ele queria sair logo dali de qualquer jeito. O sujeito desembucha mais rápido do que todas as balas que ele havia levado nas costas, esperando seu pagamento.

    No momento seguinte em que o velho termina sua explicação Connor acelera a moto - Deus lhe pague cem, coloca essa na conta do Abreu. - ele se abaixa logo enquanto uma garrafa de birita vazia passa voando próximo a cabeça dele junto de um monte de profanidades sendo desferidas pela boca literalmente suja do sujeito. Finalmente ele ganha a estrada, mas não se mantém nela quando começa a reconhecer as coisas ele pega uma estrada de chão e paralela que iria culminar dentro do território dos Dragões, não queria dar chance ao acaso, e seu veículo era muito melhor aproveitado e apropriado pra um terreno mais acidentado.

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    Mensagem por Wordspinner Sab Mar 26, 2022 9:07 pm

    Uma, duas, três ruas. Então o farol de novo. Na contra mão, o impala fazia o cérebro dele doer com aquela maldita luz. O Lua cheia vira sem nem olhar e acelera. O barulho que a moto vazia nunca ia deixar ele se perder na cidade, não a noite com o ronco ecoando nos prédios. O desgraçados do Impala logo ficava para trás, na verdade nem tentava perseguir ele.

    Para alguém que conhecesse a cidade eram óbvios os caminhos e as direções de Connor. Claro que estava Indo para Dover. Claro que ia usar o caminho mais rápido de todos.

    Na segunda vez ele só acende o farol depois de jogar o carro com tudo. Não era um carro discreto, mas não dava para ouvir ele chegando e Connor já tava cheio de manchas na visão do farol. Mesmo assim ele sabia o caminho bem o bastante depois que o mendigo o informou.

    Um bloqueio na avenida que ia levar ele a melhor parte do caminho. Guardas sonolentos parando todo o transito. Não tinha por onde passar sem começar uma perseguição com a policia. Melhor dar a volta nos caras e entrar mais a frente.

    Na entrada seguinte, lá estava o impala. Mas dessa Connor desviou e alternou a rota de novo. Ele vem outra vez atrás, mais uma investida que arranca o retrovisor e quase joga o Lua cheia no chão. Mas a moto era menor e ele se enfia em um parque com ela. O cara nem tenta seguir. Dá ré e some.

    Dali para frente Connor se afasta das principais e não tem mais problemas com o impala. Só com o tempo. Demorava mais. Era mais arriscado. Cada minutos extra era uma chance a mais de uma alcateia estar na cola dele. Uma alcateia grande e organizada? Pequena e debilitada?

    A roda da frente toca o chão de terra. Alívio escorre pela espinha. Uma fazenda a frente. Ele ia ter de dar a volta ou... A porra do farol de novo. O motor do Impala gritando de esforço enquanto o carro sacolejava nos buracos. Aquela era a pior estrada que ele tinha encontrado e isso trazia um sorriso involuntário ao rosto do rahu. Mesmo assim dessa vez ele o perseguia. Os segundos passavam e o impala não ficava para trás, só ficava mais sujo e ferrado. Também não chevaga mais perto.

    A dor veio antes do som. Abafado e distante. O som, não a dor. Essa era profunda e intima e aguda. Ela tomava tudo. Era toda cor do mundo e cheiravam a torrada e sangue. E tinha gosto de terra e grama.

    Ele acordou no chão. O Impala em algum lugar lá na frente. Era só luz. A moto ele nem lembrava mais. Só ouvia os uivos e o vento assobiando no buraco na cabeça dele. Qualquer humano estaria morto. A maioria dos urathas também. Tudo era dor e cada pedaço dele estava no lugar errado.

    Mais uivos. Mais uivos. De quem? Dele mesmo? Não, ele tinha gritado? Estava gritando?

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    Mensagem por Ankou Dom Mar 27, 2022 1:38 am

    Ele não responde, na verdade ele se importa pouco ou nada com o que o cara tem pra falar, tinha era vontade de virar ele do avesso, se sentia confiante pra fazê-lo, mesmo depois de tomar todas aquelas balas, o que o preocupava não era o cara, era o resto da turma dele que naquele instante deviam estar correndo na direção de barulhos de tiros.

    O maldito era persistente, era isso que dava se embrenhar no território alheio sem um real planejamento, sem ser cunhado pra aquilo, não sabia onde tava com a cabeça quando aceitou aquela proposta de Richard, agora estava quase sem cabeça nenhuma, duvidava que Amy ou Sebastian pudessem fazer um trabalho mais limpo, eles também não eram cunhados pra aquilo, eram feitos pra guerra assim como ele.

    Não chegou nem mesmo a sentir dor direito talvez o dano tinha sido extenso demais ou simplesmente acertado no lugar certo ou errado, era pra isso que os guerreiros eram feitos, mas perder uma parte da cabeça faz com que ele perca a noção de onde está por um instante, é uma força mental descomunal pra não apagar e no momento seguinte é a forma de guerra que toma conta. O que sobrou da moto voa em direção ao tiro que ele sabia que havia vindo das costas, uma roda fica na mão no entanto, a coitada já tinha dado tudo que podia.

    Ele se põe atrás de uma pedra pra ficar fora da linha de visão do tiro - Tu nunca vai matar um filho da lua com isso, já te disse eu não vim aqui pra lutar, não hoje, sorte sua eu acho, tu não é bom nisso. - ele gargalha como se tudo aquilo fosse muito engraçado, na verdade era assustador que ainda conseguisse falar, mais assustador ainda aquele balaço certeiro não ter deixado nenhuma marca, a não ser o sangue no próprio rosto.

    Uivos e gritos, esperava que fosse a porra da cavalaria chegando, mas não ia esperar pra ter certeza, ele chuta a roda pra um lado da pedra e usa a força e velocidade descomunal pra correr na direção oposta, por um instante ele é só um vulto enorme serpenteando pelo mato e entre as árvores, em distâncias mais longas em urshul e nas partes mais acidentadas em dalu, o que fosse mais conveniente, tinha que dar o fora, e nem era pelo conselho de Richard, aquela coisa já tinha passado dos limites, ele podia tirar sarro de um cara, mas uma alcateia inteira ia ser problemático demais.

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    Mensagem por Ankou Dom Mar 27, 2022 1:40 am

    O maldito era persistente, era isso que dava se embrenhar no território alheio sem um real planejamento, sem ser cunhado pra aquilo, não sabia onde tava com a cabeça quando aceitou aquela proposta de Richard, agora estava quase sem cabeça nenhuma, duvidava que Amy ou Sebastian pudessem fazer um trabalho mais limpo, eles também não eram cunhados pra aquilo, eram feitos pra guerra assim como ele.

    Não chegou nem mesmo a sentir dor direito talvez o dano tinha sido extenso demais ou simplesmente acertado no lugar certo ou errado, era pra isso que os guerreiros eram feitos, mas perder uma parte da cabeça faz com que ele perca a noção de onde está por um instante, é uma força mental descomunal pra não apagar e no momento seguinte é a forma de guerra que toma conta. O que sobrou da moto voa em direção ao tiro que ele sabia que havia vindo das costas, uma roda fica na mão no entanto, a coitada já tinha dado tudo que podia.

    Ele se põe atrás de uma pedra pra ficar fora da linha de visão do tiro - Tu nunca vai matar um filho da lua com isso, já te disse eu não vim aqui pra lutar, não hoje, sorte sua eu acho, tu não é bom nisso. - ele gargalha como se tudo aquilo fosse muito engraçado, na verdade era assustador que ainda conseguisse falar, mais assustador ainda aquele balaço certeiro não ter deixado nenhuma marca, a não ser o sangue no próprio rosto.

    Uivos e gritos, esperava que fosse a porra da cavalaria chegando, mas não ia esperar pra ter certeza, ele chuta a roda pra um lado da pedra e usa a força e velocidade descomunal pra correr na direção oposta, por um instante ele é só um vulto enorme serpenteando pelo mato e entre as árvores, em distâncias mais longas em urshul e nas partes mais acidentadas em dalu, o que fosse mais conveniente, tinha que dar o fora, e nem era pelo conselho de Richard, aquela coisa já tinha passado dos limites, ele podia tirar sarro de um cara, mas uma alcateia inteira ia ser problemático demais.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Abr 01, 2022 11:37 pm

    Ele chuta a roda para uma lado da pedra e ouve a explosão até com os ossos. Ele sente o fogo que gruda na pele. O barulho do trovão. A luz absolutamente cegante. A escuridão verdadeira era feita de formas brilhantes. O silêncio era um grito sem fim metálico e cortante. O seu corpo era uma só queimadura gigante. Pura agonia. Era tudo que ele era. Queria poder pensar. Queria poder pensar que não sentiu a segunda bala. Que não sentiu os ossos partidos. O pulmão perfurado e cheio de sangue. Que não conhecia o desespero e o medo da morte. Ele queria saber pelo menos para onde estava correndo.

    Só uma opção. Não era nem mesmo uma questão. Nem mesmo uma decisão. Só um reflexo de um corpo feito para sobreviver.

    A clareza retorna carregada pela fúria ancestral que corre na forma da guerra. Mas o fogo ainda era demais. O teria consumido em alguns segundos sem a vitalidade indestrutível do gauru. Ainda assim precisava de um alvo. A mente estava cada vez mais fraca. Mais desgastada. Ele corre e a arrisca a fúria mortal guiando a si mesmo para a escuridão, mas ele era a luz. Ele era um incêndio ambulante e sentia a pele e a carne caindo dos ossos para ser feita de novo pelo poder da forma da guerra.


    A luz diminui ao mesmo tempo que o calor aumenta com o fogo procurando seus ossos como algo vivo e cruel. O tiro vem acompanhado de um grito alto de agonia que poderia ser dele, mas vinha de muito longe. Não havia espaço para fraqueza, a forma da guerra percebia a dor, mas não se dobrava a ela. Ele continua correndo e a fúria continua exigindo sangue e retribuição. Mas todos os seus ossos dizem para continuar correndo e era só isso que ele era. Que ele sentia. Ele sentia como um monte de ossos queimados. Sentia como se fosse feito de cinzas e dor.

    Mas nenhum tiro. Ninguém perto o suficiente para ele perceber. Mas voltar a forma humana séria deixar o fogo o consumir.

    "Puta que pariu caralho eu preciso daquela coisa de fogo agora." Era pavor na voz. Pavor irrestrito. Medo e dor. Mas não mais dor do que ele sentia.

    Não era um inimigo, não. Mas era melhor que a fúria mortal.

    Connor sente a garra rasgando tecido duro e pele e carne e rapando nos ossos. Um grito. Sangue uratha.

    O lua cheia levanta o uratha menor. Mais fraco. Fraco demais. O fogo some. Escorrendo dele como água para longe. A dor continua lá. A dor além do que a forma de guerra podia reparar. Mas estava livre.


    "Me solta! Me solta! Ele vai me matar! Socorro, vem me salvar!" Era Jay sangrando por debaixo do colete de kevlar. Os olhos arregalados. O corpo de dalu desesperado para impedir a forma de guerra de surgir. Connor vê a própria mão segurando o irraka e mal consegue se lembrar de como aquilo foi decisão dele. "Me solta porra, eu te salvei!" O irraka parecia pronto para fugir, se ao menos tivesse os pés no chão.

    Off escreveu:Total final, mais um ponto de fdv gasto e 5 agravado. Parabéns. Se você decidir fugir agora, acabou.

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    Mensagem por Ankou Sab Abr 02, 2022 12:39 am

    A situação havia esquentado o sangue, a carne e os ossos, daquela vez era melhor ser sortudo e confiar na mãe, ele resiste ao kuruth, tudo que pode, mas a mãe sabe o que é melhor no final, aquilo era um segundo de pensamento, não, um milésimo, como se pudesse ouvir da própria boca do vô.

    Podia contar três deles, se tivesse surpreendido um certeza que daria conta dos outros dois, mas assim daquele jeito…? O conselho de Richard era melhor, haviam motivos pelos quais Amy e Sebastian lutariam, Connor não, ele não tinha nada a ganhar ali, ele já havia ganhado tudo que queria ganhar.

    Connor parece a porra do Alien pronto pra comer a cabeça de um coitado, as garras atravessando o colete de Jay como se fosse feito de papel, o lobo mal reconhece o outro uratha, a outra mão vai no pescoço e ele quer carne , a baba quente escorre sobre a cara de Jay, mas o juramento diz que não, no fundo o sentimento é o mesmo de quando a mãe negava um pirulito no bar do Joe, infantil, violento e contrariado.

    No momento seguinte ele segura o rosto de Jay, as mãos trêmulas, umas delas preta, carbonizada em carne viva - Shhhh tá tudo bem mano. - os dentes largos do Dalu batendo um no outro, não sabia se as palavras eram pra Jay ou ele mesmo, ainda estava cheio de adrenalina da fuga, integralmente trêmulo, a dor das queimaduras pareciam distante. - Desculpa por essa merda. - ele diz pelos machucados e coloca ele no chão no momento seguinte.

    As garras afiadas cortam a árvore próxima, uma mensagem clara, clara e desmoralizante.

    Hoje não "Oathbreaker".

    Ele ri com escárnio, metade da arcada dentária superior faltando, ele não sabia o nome do cara, mas não importava.

    - Vamo dar o fora daqui, eles não tão felizes. - parece indiferente agora se era escárnio ou verdade, mas uma possível perseguição era possível, eles iam chegar ali de uma forma ou de outra.

    Ele seguiria com Jay pra fora dali, pensamentos ecoando na cabeça, não da dor, não da fuga desesperada, mas a cabeça em Stuarts e por fim em Franco, ele tinha sucedido onde eles tinham falhado, ainda assim não tinha sorriso nenhum, satisfação nenhuma, só alguma espécie de dor, de sentimento de perda, ainda assim aquela noite não passaria em branco, aquela história iria parar nos "ouvidos" dos Cahalunim, ele reclamaria seu quinhão.

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    Mensagem por Wordspinner Seg Abr 04, 2022 2:30 pm

    Os Dragões contaram como ficaram esperando por ele. Sem saber exatamente por onde ele iria sair. Sem poder chegar mais perto sem alertar os puros. O que entregou foi o tiro. Mesmo com o abafador de chama era um tiro.

    Jay foi na direção de Connor porque era mais forte que Rail se precisasse acarregar o Rahu. Os irrakas eram os mais rápidos pra cruzar essa distância. Era caro, mas valia a pena.

    Os Dragões falavam bastante de tudo que tinha rolado. Rail insistiu em que Connor fosse tratado e esgotado Edrick tirou uns pedaços de costela e colou tudo. Amy olhava para Connor com orgulho e satisfação, mas não disse nada. Nem falou nada quando pegou o casaco e a malha e guardou.

    Deram água para ele. Muita água. Rail revistou a pele dele tirando crostas queimadas e limpando com pano umidecido de bebês.

    Até aí tudo é turbolento mais faz sentido.

    Então vem um grande amassado de memórias claras, porém embaralhadas. Fora de ordem. Da casa. De Sam. De dor. De sangue. De Chloe. De ... Elas terminavam todas as vezes em uma nuvem de fumaça escura.

    "Não era para estar aqui." A voz de trovão fazia relâmpagos correrem no ar. Quase dava para ver o velho delimitado em sombras. Mas lá estava a brasa na altura do rosto. "Não é a hora de dizer que tenho orgulho do seu caminho. É hora de você voltar lá e caminhar. Mas Connor não tinha ido a lugar nenhum. Nem se sentia disposto a ir. Só queria ficar ali.

    A presença se aproxima. A fumaça espessa e fria escorre em volta do Lua cheia. "Garoto, onde foi que você se enfiou?" Ele podia ouvir a risada na voz aspera.
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    Mensagem por Ankou Seg Abr 04, 2022 3:20 pm


    Na verdade nunca tinha sido tão bom ver os Dragões na vida, entrar pra dentro do território deles é puro alívio, não que não tivesse vontade ou coragem de voltar lá e dar na cara daquele sujeito maldito, mas tinha que adimitir que tinha que ficar inteiro pra fazer isso.

    A dor era uma companheira inseparável, dava vontade de dar uma porrada no japinha cutucando a ferida horrorosa, ele resvala o olhar pra Amy e dá um sorriso com os dentinhos voltando a crescer  - Esse é irmão desse. - ele diz apontando pros olhos, um de cada vez, entre uma careta de dor e outra - E tu não vai ganhar mais nenhum deles. - era pra ser engraçado, até devia ser em algum nível doentio, mas ele trinca os dentes, ruge e rosna quando Eadrick puxa um pedaço de osso maior. - Para com essa porra! - já chega ele na real nem aguentava mais dor, a cola de alguma forma é um alívio, tava tudo fodido, mas pelo menos não doía mais do jeito que tava doendo.

    Ele entrega o que é exigido dele e só pede roupas limpas em troca, a mochila ele ia dar a Richard depois, era parte do trato dele, ele tinha que cumprir a tradição.



    Eu morri? - A pergunta tem um tom inocente, calmo, letárgico até. Ele olha pras próprias mãos e elas não parecem diferentes do que eram, ele caça nos bolsos e acende um charuto ele mesmo, o gosto do tabaco bom era como sempre foi, ele nem lembrava que ainda tinha daqueles, tinha certeza que havia fumado o último no funeral do vô.

    Ele dá um trago na coisa que ilumina o rosto dele um pouco, um prazer cheio de culpa, mas ele não parecia se importar - Eu to cansado vô… Metade da minha alcateia me odeia, minha garota me vê a cada dois meses, só me sobrou o juramento e minha filha, mas não é o bastante, eu to sobrevivendo e não vivendo, e convenhamos, você nunca vai dizer que tem orgulho de mim. - a expressão do rosto de Connor toma um misto de dor, tristeza e raiva - Você nunca me achou bom o bastante pra ser um Corvo e continua não achando, e eu nunca nem soube o porque. - a voz cheia de ressentimento, o olhar acusador pra figura, mas ele se segura, ele engole o nó na garganta, amargo.

    - Os Anshega, são uma máquina de guerra bem treinada e armada, e a gente não tem vinte Connor pra sairem daquela merda vivo, da mesma forma que a gente não tinha vinte Daniel, só um não vai resolver o problema… Eu não sei o que eles querem, mas eles não querem cadáveres, eles já teriam isso se quisessem como foi em Sparhall e eu não sei o que fazer - ele cai de joelhos a forma do dalu tomando conta, metade é choro e a outra metade é um rosnado mordendo o charuto, algo inumano, as mãos na frente do rosto. - Eu to cansado de perder gente. - fúria queimando por dentro - A gente tem que revidar ou largar essa porra de uma vez, eu não sirvo morto pra lua, eu não quero minha filha na mão de um bando de canalhas malucos - era tudo uma bola de neve, coisas que ele tinha vontade de colocar pra fora, coisas que nem deveria dizer pra ele por que sabia que iam diminuir ainda mais ele pro próprio avô, mas foda-se, ele tava morto, ele não tinha mais obrigação com nada.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Abr 06, 2022 8:08 pm

    Connor: E tu não vai ganhar mais nenhum deles

    "Não botaria grana nisso. Dentes came muito fácil." Era Jenna mostrando uma mão cheia de esmalte quebrado e cuspe vermelho.

    "Entrar e sair. Sem alarde. Sem riscos." Diz sentado ao lado dela com o rosto coberto por bolhas de queimadura.

    "Quer uma mão?" Amy pergunta para ele e não surpriende ao jogar uma mão rasgada na altura do pulso.

    Edrick passa a mão na ferida dolorida. "Cê quer um osso? Pra lembrar?" E fisga um cordão com os dedos sujos de sangue. Sangue Mcleary. Ossos cortados em pedaços pequenos com rabiscos de pauzinhos. Em outro lugar, em outra hora e em outra pessoa poderiam ser um trabalho com massa e tinta. Connor sabia o que era.

    --

    "Ainda fala como um filhote impertinente querendo justiça pela sua dor, perdão pelos seus crimes e atenção por qualquer avanço." A voz começava contrariada mas terminavam em uma risada engasgada. Uma tosse seca. A fumaça descia quando tinha que subir. Escorria feito oleo.


    Connor: Você nunca me achou bom o bastante pra ser um Corvo e continua não achando, e eu nunca nem soube o porque.

    "Para de choramingar garoto, me culpar pelas suas falhas não resolve nada." As palavras tinham cheiro de chuva e tempestade. "Você nunca nem tentou. Mordeu a isca que Olhar Curioso jogou e acha que eu sou o anzo?" Tinha humor Ali. Ele se divertia. Talvez fosse solitario ali. Talvez ele não achasse os erros que apontava tão ruins.


    Connor: Os Anshega, são uma máquina de guerra bem treinada e armada, e a gente não tem vinte Connor pra sairem daquela merda vivo, da mesma forma que a gente não tinha vinte Daniel, só um não vai resolver o problema… Eu não sei o que eles querem, mas eles não querem cadáveres, eles já teriam isso se quisessem como foi em Sparhall e eu não sei o que fazer.

    "É bom que não tenham vinte de você. Iam ficar rodando em circulos medindo o pau." A brasa brilha vermelha quando ele traga mais uma vez. "Eles querem o que você quer. Tudo. Caça. Segurança. Glória. Dominação. Libertar os irmãos das Correntes da Lua. Os caras querem ganhar." Os relâmpagos deixam o rosto dele quase visível. Quase.

    Connor: . - Eu to cansado de perder gente. - fúria queimando por dentro - A gente tem que revidar ou largar essa porra de uma vez, eu não sirvo morto pra lua, eu não quero minha filha na mão de um bando de canalhas malucos.

    "É isso que eles pensam da gente." O silêncio cresce enquanto as nuvens diminuem. O trovão rola distante se afastando. "Me diz uma coisa garoto... Meu corpo. Como vocês pegaram ele de volta?" Sem as nuvens ele era só uma sombra preenchida com as lembranças de Connor. As expressões. Os detalhes. As emoções.
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    Mensagem por Ankou Qua Abr 06, 2022 8:50 pm


    Connor ri mesmo em meio a toda aquela dor - Sempre tem risco, eu achei que fosse conseguir dar a volta nos caras, mas um deles tava vigiando o livro - Ele vira a cabeça em direção de Amy -  o treco chumbado na parede, bem diferente da foto que o Rich mostrou, valioso o bastante pro cara não se mover. - ele diz como se ela soubesse do que ele tava falando.

    Ele gargalha com o humor doentio de Amy, xinga ao mesmo tempo pela dor, a piada da mão era uma merda, tão ruim que ele não conseguiu se segurar.

    - Quero. - ele responde Eadrick de pronto. - Um bom o bastante pra fazer um pingente e eu desfilar com ele na cara dos desgraçados. - no rosto agora aparecia ranço, além de dor.



    As palavras do velho faziam Connor engolir seco e tomar sua calma de volta, ele traga fundo o charuto, um charuto que nem devia existir, que provavelmente estava só na cabeça dele - Eu fui jogado num balaio com um monte de outros moleques que não sabiam nada sobre ser uratha. - ele retruca, sem compartilhar do humor do avô, mas sem perder a ternura - Você achou que levou um xeque-mate e deixou ele ir em frente, é o que é, mas eu não vou mais reclamar, ou pedir por reconhecimento. - ele tinha as marcas dele, de cada sacrifício, elas deviam ser boas o bastante, elas eram as únicas que importavam.

    - Até agora eu só quero eles longe da ilha, que voltem pro buraco de onde saíram. - ele diz discordando do avô, mas não negaria nenhum Anshega convertido.

    Ele revira os olhos quando o avó faz a piada com a cara dele, o velho de alguma forma parecia diferente, relaxado, uma imagem que ele nunca havia visto, ou não havia visto em muito tempo, ele estava morto afinal, o que pior poderia acontecer com ele?

    Ele respira fundo e baixa o olhar, tentando buscar nas memórias o que havia acontecido. -  Wiilliam Crestwood foi quem te tirou do campo de batalha, disse que não foram os Anshega que te derrubaram, nem a prata dos caçadores, os ossos da feiticeira foram compartilhados, limpos ressequidos e cheios de essência, mãe e Maria te enterraram no cemitério da família eu acho, mas nunca houve cerimônia, exceto que seus feitos foram lembrados e houve um adeus de todos presentes na noite seguinte onde o protetorado se reúne. - era quase tudo ou tudo que conseguia lembrar daquele dia - Brendan tava arrasado, eu conformado, eu já sabia, você sabia, queria voltar mais sabia, eu queria que voltasse, mas sabia. - ele respira fundo e agora senta relaxado no vazio, dá um trago de novo mo charuto.

    - O que tem o seu corpo, por que isso é relevante? - Ficou intrigado, de todas as coisas que ele podia perguntar, aquela era uma das menos prováveis, ou assim ele considerava.

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    Mensagem por Wordspinner Sab Abr 09, 2022 8:15 pm

    Connor: ...o treco chumbado na parede, bem diferente da foto que o Rich mostrou, valioso o bastante pro cara não se mover


    Amy não parece saber do que ele tá falando. Mas se mostra disposta a ajudar com o quebra cabeça. "Era território urdaga antes. Quem ficava ali mesmo?" Mas ninguém parece saber a resposta. "Eles tinham um ithaeur dos nossos. Mestre do Ferro." Ela completa para ser bem clara. "Paranoico com informação. não confiava em arquivos digitalis. 'muito vulneráveis'." Ela diz com uma voz forçada e um sorriso que morre rápido.


    Connor: Um bom o bastante pra fazer um pingente e eu desfilar com ele na cara dos desgraçados

    "Mãos tem muitos ossos bons." Ele parece ter uma ideia na hora. O rosto iluminado pela compresão e então escurecido por uma ironia cruel. "Três. O dedo do gatilho." Satisfeito e final.

    --

    Connor: ...mas eu não vou mais reclamar, ou pedir por reconhecimento

    "Faz disso um juramento, garoto." A voz cheia de expectativa. "Vocês pareceram bem felizes com o modo como aconteceu. Eu não vou esquecer sua cara orgulhosa com o titulo de alfa." Sem escarnio. Sem ironia. Sem emoção. Era difícil imaginar a verdade.


    Connor: Até agora eu só quero eles longe da ilha, que voltem pro buraco de onde saíram

    "Desculpe um velho por não falar só do presente. Não falar só da faca que você quer tirar da carne, mas da que está disposto a usar também." De alguma forma ele parecia achar graça.

    Connor: exceto que seus feitos foram lembrados e houve um adeus de todos presentes na noite seguinte onde o protetorado se reúne.

    "Então ela morreu mesmo. Ele nunca teria deixando ela ir." Como se pudesse ver outro momento. "Ele não lutou, sabia garoto?" A voz cheia de perplexidade e não acusação. "Não se escondeu. Não fugiu." Ele balança a cabeça e traga de novo. A fumaça pesada desce. "Você tinha que acordar. Tinha que acordar, irmão..."

    Connor: O que tem o seu corpo, por que isso é relevante?

    "Não é." A voz trovejava e as nuvens ficavam mais densas, escalando Connor. "A cerveja preta do George. É o que vai ajeitar você, garoto." Ele se levanta e com ele a tempestade. Ela é tudo que existe até ele acordar.





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    Mensagem por Ankou Dom Abr 10, 2022 1:58 am


    - De certa forma sim, mas com o preço certo o cara deveria saber que isso nem faz diferença. - ele retruca, mas a verdade é que ele poderia saber de alguma maneira pra proteger as informações e por isso os fazia em livros, mas nem entraria nesse mérito.

    - Hummm… - Connor parecia tão satisfeito quanto - Ele não vai usar um desses pelo menos pro resto da semana mesmo. - ele diz em aprovação, e espera seu dedo de presente.



    - Você sabe que isso nunca vai acontecer… - ele diz reconhecendo a própria falha de caráter - Mas eu vou me esforçar. - havia uma convicção duvidosa naquelas palavras, mas ele não era um Senhor da Tempestade, nunca seria.

    No momento seguinte ele respira fundo - Na verdade na hora eu nem sabia o que tava acontecendo direito, depois eu esperava que você tivesse dado um passo afrente e impedido de acontecer, a gente tinha todo direito de se fuder, o que o Richard fez nunca mais vai acontecer de novo, não enquanto eu estiver pisando em Dover… Presas fracas fazem caçadores fracos, um morreu, outro se entregou a violência completa e a passar por cima do juramento com o resto da Legião, o outro só recua, acuado, mesmo tendo mais urathas sob a guarda e comando dele do que antes, e passou por cima do juramento e degolou um Anshega, mas pelo menos ele carrega sua marca da vergonha. - ele encara o avô, cisudo como só um Mcleary poderia ser - Eu não sei se morri ou se essa é uma outra conversa estranha que finalmente eu estou tendo oportunidade de falar, mas o que me fez sentir forte e completo não foi a alcateia, foi viver como a Mãe mandou viver, a jogada de Richard não deu a oportunidade de ninguém amadurecer do jeito que devia. - ele diz convicto, praticamente inabalável, como se aquele pensamento já tivesse sido remoído de novo e de novo, mas não soava como uma reclamação, soava sem sentimento algum na verdade, nem mesmo tom de acusação.

    - Eu fiz porque sabia que era o mais apto, fiz de um jeito que você gostou, sem falar nada, encarando um Garra Sangrenta de frente esperando ele fazer o primeiro movimento, e entrar numa luta de garras e presas que ele sabia que tava perdida, o meu orgulho nem tava nisso, tava na hora que eu fui consultado, que eu me senti relevante pra alguma bosta, como se tivesse tirado um dez e te mostrado o boletim. - ele coça o cenho - Infantil? Aham, mas se o Franco tivesse tomado a liderança a gente ia tá enterrado junto com ele. - e é por isso que ele nunca se sujeitaria a uma liderança permanente sob um Garra Sangrenta, a vida o havia ensinado muitas coisas depois daquele dia.

    Conforme o velho continua falando era como se peças fosse se encaixando num quebra cabeça gigantesco. - A feiticeira era ela. - ele gargalha, ele faz um facepalm, ele chega a coçar uma barba que ele já não tem há muito tempo. - Ariel, era a Ariel, por isso o tio Billy se rendeu a eles… - As palavras eram quase de descrença - De tudo que eu podia imaginar, todas as propostas possíveis que ele teria recebido dos Puros, o rostinho bonito e entrepernas de uma senhora de pelo menos sessenta anos não era exatamente o que eu esperava. - é claro que Connor tinha a perfeita sensação de que aquilo havia sido só o último prego do caixão, ainda assim lhe soava inacreditável. - Ou talvez feitiçaria… - ele queria acreditar na feitiçaria, o desgosto era menor.

    Ele tenta ir atrás do avô, mas ele simplesmente some e ele acorda mesmo assim, tinha certeza pelo menos de que estava vivo agora, ele pensa na cerveja preta do tio, aquilo não parecia fazer o menor sentido, mas agora a afirmação havia atiçado sua curiosidade.
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    Mensagem por Wordspinner Qua Abr 13, 2022 3:25 am

    O dedo chega na manhã seguinte. Bem a tempo de ele pegar antes de ir para o tio George. Jun em uma roupa de corrida coladinha e colorida deixou a caixa de papelão de montar, fina e marrom com um Marco sonolento que a perdeu para um Joe preocupado com o cheiro dela.

    "Hey C, tão te mandando um bagulho meio estranho." Ele balança a caixa na direção do uratha maior sem disfarçar a curiosidade.

    --
    O avô não da mais nenhuma resposta. Nenhum sinal.

    --

    Ele ouve barulho das botas afundando no chão, esmagando grama e pedrinhas a esmo. Era melhor um calçado firme, já que a dor o acompanhava a cada movimento. Cada respiração. Esforço extra sempre fazia sangrar. Corridas sempre faziam tossir sangue. O ar mais puro da fazenda era frio e cheio de cheiros.

    Terra molhada. Folhas. Muitas folhas diferentes. Os legumes e as hortaliças. Os cães da propriedade. O oleo dos caminhões e tratores. Os carvalhos lá no fundo do outro lado da cerca do Sr.Mortmer que nunca morria e nem parava de trabalhar.

    O céu cinza não caia bem com as plantações e parte delas ficava coberta. Longas lonas brancas. Um galpão torto que George chamava de celeiro. As cinco vacas da família pastavam gordas e soltas. Preguiçosas e lentas. Mastigando e mastigando.

    O frio entrava pela roupa e fincava raizes nos pontos e fazia elas doerem até o osso. A regeneração de Connor não estava se comportando. Errática. Consumia energia contra a vontade as vezes. Ficava horas sem dar qualquer sinal de existir. Era preocupante para um uratha, mais ainda para um Lua cheia. Ele continuou andando até o casa o menor dos prédios. Menor que a estufa. Menor que o galpão. Menor que a gararem de madeira que ficava ao lado e menor até que o galinheiro. Galinheiro que não era de forma alguma pequeno.

    George estava de costas para a porta de entrada aberta. A casa cheirava a linguiça frita e ovos. O som do garfo no prato. George também mastigava o almoço. Connor se lembra que ele almoçava bem cedo. A caneca vermelha, ou talvez laranja, estava ao lado dele. O cheiro era cerveja. George adorava cerveja.





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    Mensagem por Ankou Qua Abr 13, 2022 4:26 pm


    Ele sorri pros meninos. - O cara me encheu de bala ontem, aí arrancaram a mão dele e me deram o dedo de presente, Eadrick é bom em limpar ossos… - Ele diz exatamente o que tem dentro da caixa, na primeira língua pra ter certeza que Marco iria entender completamente. - Vai ficar bonito de pingente. - mais macabro que bonito, pros uratha mais desafiador e dominante que macabro. Ele toma o dedo e deixa no quarto, não tinha tempo de lidar com isso agora.



    A porra do anestésico sacaneado tinha zoado o sistema dele, a regeneração funcionando de maneira errática era o pior, mas era quase se sentir humano de novo, por um momento ele desejou dar meia volta e fingir que aquilo não existia, que os últimos dez meses tinham sido só loucura, que ia acordar dentro de uma sala acolchoada dentro de um hospício, mas ele sabia que não ia acontecer. Seria sobre isso que o vô tinha falado? A cerveja ia “limpar” o organismo dele?

    Ele olha trezentos e sessenta graus, adorava aquele lugar que não era dele só por que era da família dele, respirar fundo dói, mas trás satisfação, ele ama cada cheiro, das terra molhada, das plantas, dos cachorros, até os ruins como o de bosta de vaca.

    Ele se aproxima da porta e bate nela, mesmo aberta, só pra anunciar sua presença. - Dia tio. - a comida era cheirosa, a cerveja também, mas nem tinha fome, já havia comido o bastante quando Samantha havia feito carne pra ele.

    A tipoia no braço esquerdo revela que ele não tá bem, a aparência pálida e os passos vagarosos também, sobre a pele uma leve camada de suor, mesmo naquele tempo mais gelado, ou sentia frio por que tinha febre ou algo assim? Não sabia.

    Ele entra e cumprimenta George com a mão boa e se senta em seguida no lugar mais sólido que consegue encontrar, ele não vai direto ao ponto, ele pergunta das meninas, Kandice, Lina e Hild, pergunta se Brendan já tinha escolhido uma das duas pra casar, mas é puro escárnio e todo mundo sabe disso.

    - Eu preciso da cerveja preta, a cerveja preta. - ele diz sem saber, mas com a certeza que George sabia do que ele tava falando. - Foi uma noite difícil, um balaço pra derrubar elefante, o corpo não deu conta, tomei um anestésico estilo da tia Elise, mas o prazo de validade devia tá vencido. -  ele explica a situação, sucinta da melhor maneira que pode, não ia dizer que tinha sido a alma penada do pai dele que o havia falado da cerveja, era melhor não assustar o tio George com aquelas coisas.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Abr 17, 2022 9:16 pm

    Os três ossinhos eram tão pequenos e delicados no fim. As linhas cuidadosamente polidas. Nem um pedaço de carne ou cartilagem. Uma fina camada de verniz. Ainda dava para sentir o cheiro.

    --

    "Dia." Ele diz sem parar de mastigar. Sem nem olhar também. Concentrado na tarefa de eliminar qualquer traço de alimento. Por um momento curto e constrangedor parece que ele nem vai pegar a mão do Lua cheia e então ele engasga quando o vê.

    "Puta que pariu, meu filho, tudo bem?" Ele diz segurando a mão de Connor como se fosse ampará-lo. "Isso aí foi no treino?" Claramente incapaz de ver a extensão do ferimento de Connor.

    "Hild só ajuda quando acha que não tem ninguém vendo e o George doido sumiu." Diz rindo. Animado. Fofocando feliz. "Hild passou para faculdade na america. Não acho que vai. É um lugar perigoso, cheio de caipira armado fazendo cachaça no quintal!" Talvez immune a ironia. Ou quem sabe ciente demais dela. Mas de forma alguma escondia a nota profunda de tristeza, ou mesmo a ansiedade que o assunto causava. "Lina sente saudades da mãe. Sabe, ela pergunta muito de um monte de coisa. Agora deu pra ler um monte de livros e querer aprender frances e alemão e mandarin e espanhol. A menina quer tudo. Mas é boa e tá bem determinada." Não tinha qualquer preocupação ali.

    "Brendan. Nem vejo mais o menino. Nem vejo mais você também." Ele não deixou Connor escapar da distância. O abandono cobrava um pedagio. "Então você bebe agora?"

    Ele não reagiu a mensão de um tiro. Era como se Connor tivesse confirmado que era um acidente de treino. Mas agora ele segurava a caneca ciumento. Apertava ela perto do corpo, longe dos olhos de Connor. "Não acho que sua mãe vai gostar disso. Não é meu lugar, sabe?" Ele diz relaxando um pouco. Se sentindo melhor.

    "Nem adianta que eu troquei a chave também. Botei uma tranca de barra com cadeado. O vizinho tava roubando a coisa. Roubando mesmo, tenho certeza." Ele diz olhando pela parede na direção da propriedade ao lado.
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    Mensagem por Ankou Dom Abr 17, 2022 10:03 pm


    Um pedaço de paracord preto entre as linhas, um nó na ponta final queimada com chama do isqueiro é tudo que ele precisa pra colocar o dedo no pescoço em forma de pingente, sem cerimônia nenhuma, como se fosse um aviso pra não mexer com ele, um aviso pra quem podia sentir o cheiro, mas ele coloca pra dentro da camisa, aquilo não era pra olhos humanos.

    Mas não antes de tirar uma foto bem de perto e mandar pra Chloe.

    Sinatra é meu ovo esquerdo.

    Chacota e prova do que ele tinha falado antes, só pro divertimento dele e talvez o dela.



    - Meio que no treino, eu testando os limites de Sparhall hoje em dia. - ele ri e dá uma tossida dolorida, o gosto do próprio sangue na boca, é um sinal terrível.

    Ele sorri ao ouvir do George doido. - Ué eu achei que todos os Georges dessa família fossem doidos. - ele disse claramente fingindo que não havia distinção, no momento seguinte ele se segura pra não rir, por que George descrevia exatamente o que ele era exceto que ele fazia cerveja invés de Moonshine. - Ela devia ir, não tem nada pra ela aqui, não agora. - ele diz como se aquilo fosse uma boa ideia pra afastar a prima dos demasiados perigos que estavam por vir, tinha certeza que alguém da tribo conheceria alguma galera legal pra acolher ela por lá, mas ele não insiste, a opinião dele não vale nada ali, nem deveria.

    Por fim ele só meneia em positivo, satisfeito com Lina, ele achava ela curiosa demais pro próprio bem, mas ter um sangue do lobo esperto que sabe o que fazer na hora certa era uma mão na roda.

    - Brendan tá ocupado, eu também, tá difícil tirar um tempo pra viver. - ele diz, honesto, meio tristonho. - Mas vai melhorar, tenho certeza. - não tinha, mas fingia bem que tinha.

    - Minha mãe não gosta de um monte de coisa ela tá virando uma velha chata - ele diz brincando, sem maldade nenhuma.

    - Eu preciso da cerveja preta, pra consertar o meu corpo. - ele agora fala sério, dá pra sentir o tom dele mudando, perdendo a leveza, mas longe de ser ríspido com o tio - Eu tomei um tiro, um tiro de verdade, calibre grosso pra derrubar bicho grande. - ele tira a tipóia devagar e cuidadoso. - Se quiser pode olhar as minhas costas, mas é melhor ter certeza que o almoço tá seguro, as meninas costuraram, fizeram o serviço bonito, mas meu organismo tá zoado. - ele balança a cabeça - Eu já to grandinho pra beber. - ele termina com um sorriso no rosto - Lembra quando o vô falava que ia pra casa do tio Billy pra ficar de molho no porão da tia Elise? Então, é bem nessa situação que eu to agora. Hora de ficar de molho. - ele reconhecia que era hora de parar um pouco, descansar e deixar o corpo voltar ao normal, ficar inteiro.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Abr 24, 2022 8:16 pm

    Connor: Ué eu achei que todos os Georges dessa família fossem doidos


    "Não, me ouve. Eu sou o normal. Eu sou o ok." Ele diz sem rir.

    Connor: Ela devia ir, não tem nada pra ela aqui, não agora.

    "Tá doido? Tem eu. Tem você. Tem Lina e Kandy e a familia toda." Parecia ter acabado, mas ele tinha parado para arrotar. "Tem a Molly também." Que era uma vaca.

    Connor: Então, é bem nessa situação que eu to agora. Hora de ficar de molho

    "Entendi. Vai curtir um descanso." Como se Connor não tivesse tocado em violência. Ele termina de comer e beber, mais rápido que o normal, e logo está do lado fora Indo para o galpão. Ele não para no barril grande de metal perto da porta e nem nos menores empilhados no fundo. Ele move um monte de feno, tira do chão capas de couro velho e levanta um alçapão. A madeira range reclamando e as costas de George também. "Argh que beleza." A cara era uma mistura de dor e satisfação.

    Ele se adianta para a escada. Degraus largos de pedra, todos exceto os primeiros. Em uma prateleira ele pega uma lampada a oleo e acende. "É bonito de ver ." Era frio também. Connor sentia os pés escorregando na pedra lisa. Mas não era umido.

    Um estalo e luzes quentes brilham nas suas posições em todos os cantos. Eles tinham descido algo entre dois e três andares, mas o quarto não era alto. Connor raspava a cabeça no teto de pedra. O lugar era limpo. Mas o tipo de limpeza que sabão e água pode trazer, nada mais. Um motor no fundo chamou a atenção de Connor. "Por causa da umidade. É um filtro." Ele diz explicando a única coisa que não eram barris empilhados. O quarto comprido e posição das luzes não era boa. Mas deviam haver uns vinte barris.

    "Lá no fundo a direita tem uma cadeira e uma caneca." Ele diz casualmente. Não dava para ver nenhuma das duas. "Vai precisar de um balde?" Ele aperta o braço de Connor brincalhão. O rosto do tio mal iluminado fazia ele parecer velho.
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    Mensagem por Ankou Dom Abr 24, 2022 8:57 pm


    Connor ri mesmo assim - Não importa, você sempre foi meu George favorito. - ele cutuca o ombro do tio, falando uma verdade, adorava o tio principalmente quando criança, mas na lucidez da vida adulta sabia que ele não era normal, nenhum Mcleary era no final de contas, era impossível sair intacto.

    O olhar de Connor fica um pouco perdido, pensativo - É a Molly… - na verdade era impressionante como ele ainda se lembrava que era uma vaca, mas o tio citar ela era uma prova da loucura ou quase isso, a verdade é que sempre achou que Hild fosse a favorita dele, como uma filha que ele nunca teve já que ela mal tinha um pai.

    Connor segue o tio, uma fungada sutil aqui e ali no caminho tentando achar o rastro do vizinho e possível ladrão na entrada, avisaria o tio lhe dando certeza se era o cara ou não, preferia que fosse, era menos preocupante assim.

    Ele continua no encalço de George, a estrutura impressionante - Isso tá aqui desde sempre?! - três andares? Quatro porras de andares pra baixo de um galpão, a estrutura era gigantesca, isso fazia Connor fervilhar de ideias, fazia se perguntar quantas coisas mais a família tinha escondido nas propriedades.

    Ele tira a bota suja pra entrar, o chão gelado e meio escorregadio, asseado, trancado daquela forma também poeira nenhuma ia entrar ali.

    - Não sei, essa cerveja vai fazer eu vomitar ou me cagar todo? - num outro contexto podia até soar engraçado, mas nem era - Eu espero que me deixe bêbado pra variar. - isso ele fala mais solto, como se quisesse um porre, um porre que ele não sabia mais o que era desde que havia virado uratha, até beber sozinho seria ótimo.

    Ele não se alonga e segue as indicações do tio, era um misto de ansiedade e expectativa pra provar a cerveja, ele tinha certeza que ela ia tirar os efeitos do anestésico dele, mas ficava apreensivo porque tinha quase certeza de que não ia ser nada agradável.

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