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    Connor Mcleary - Página 3 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Wordspinner em Qua Jul 01, 2020 8:57 pm

    Ele ouve e tenta interromper mais de uma vez. Mas acaba sendo atropelado pela sua verborragia. Porém, assim como na primeira vez que entrou no carro, logo a irritação escorre para fora do seu corpo. Não completamente, mas a pior parte. "Calma cara, eu não vou ligar para sua mãe porque você assustou a florista. Calma." Ele procura as palavras certas. "Eu sinto muito. O que aconteceu com você não devia acontecer com ninguém." Ele pula pelo banco do carona e te abraça apertado. "A gente precisa almoçar juntos essa semana. Por favor, cara. Me manda mensagem. Você não pode só sair falando tudo isso e fugir. Não some." Ele aperta o seu braço antes de pular para o banco do motorista e sai com o carro. Não sem olhar para você pelo menos duas vezes.

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    Mensagem por Ankou em Qui Jul 02, 2020 1:52 am






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    As palavras não importavam e o abraço era bom o bastante, ele devolvia o abraço forte, aquilo reforçava de que ele não era um monstro, mas também definitivamente não o livrava de sua culpa – Imagina o Vô que faz isso há sei lá um século? Isso pra ele é uma quarta-feira. A verdade dói pai eu sei, é tudo uma loucura, eu não tenho como te explicar, mas não é justo te deixar no escuro, desculpa jogar isso pra cima de você, mas eu precisava falar pra alguém e você é a única pessoa em quem eu confio agora. – A voz era suave agora, serena, sem culpa, sem choro, apenas o Connor que sempre foi, o mesmo moleque do pai de sempre, só que agora maior, BEM maior e barbudo. – Sempre que você quiser saber de alguma coisa que tá rolando pode vir falar comigo, eu sempre vou ter contar o que é seguro você saber. – Finalmente acalmava os ânimos.


    Ele via a coragem do pai esmaecer quando ele pediu pra ele entrar na floricultura, julgava ser seguro pra parentes ou humanos, não achava que poria o pai em risco fazendo aquilo, mas não o culpava – Eu não te julgo, relaxa. – dizia francamente – Eu não vou fugir e a gente almoça sim podexá. E toma uma dose por mim, álcool não funciona mais pra mim. É eu sei, uma merda... – Saia andando de perto do carro dando um tchau pra ele, mas o problema não estava resolvido, estava apenas começando.


    Connor havia sido criado naquelas ruas, conhecia cada canto, cada buraco do território, ainda estava determinado em descobrir se a coisa que havia sacaneado seu lobo era algo em Emily ou no lugar, ou mesmo se a seguia.


    Olhou pros lados na rua e observou o bar do velho Joe, na esquina onde sempre esteve desde que Dover era Dover, cinco gerações como o velho gostava de bater no peito e clamar, a coisa tinha placa com algum nome, ele chegou a vê-la empoeirada encostada em algum lugar dos fundos, o velho nunca tinha posto ela de volta no lugar já que ninguém chamava o maldito bar pelo nome certo, só como” Bar do joe”.


    Ele entrou, com uma mochila nas costas e uma bolsa nas mãos, como se tivesse voltado de viagem, cumprimentou o velho com um sorriso, e falava como se cumprimentasse um velho amigo, o que de fato era verdade, pediu uma cerveja e se sentou numa mesa que o deixava exatamente onde queria longe o bastante da floricultura pra não ser visto de lá de dentro e dificilmente ser visto de quem sai dela, mas perto o bastante pra vigiar, era hora de ser paciente, mais calculista, aqueles dias estavam sendo como um surto de adrenalina e ele só tava reagindo, era hora de agir.


    - Hey Joe, aquela mocinha da floricultura, eu não lembro dela por essas bandas não, te falar que ela fica bem tosca com aquela touca, mas tenho certeza que deve ficar um pitél sem ela.“Pitél? Quem fala essas porra?!”, ria por dentro e quase por fora, mas precisava falar em uma linguagem que o velho entendesse, e o melhor jeito de saber alguma coisa dela era pela boca dos outros, jogava verde pra colher maduro e esperava pacientemente.



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    Mensagem por Wordspinner em Qui Jul 02, 2020 10:44 am

    O velho deixa a cerveja na mesa. Ela não estava no congelador ou geladeira. Mas na janela. Era assim que ele gelava a bebida desde sempre. Já que ele não aceitava bebidas geladas artificialmente. Ele passa um pano na mesa que já estava limpa. O lugar é impressionantemente limpo. Cheirava a pinheiro e água limpa. Claro que tinha o cheiro da freguesia. Mas cada superfície recebia atenção, senão todo dia, toda semana. Ele volta ao balcão e trás um pote de castanhas locais antes de responder.

    A voz do velho era familiar, mas soava diferente ao seu novo ouvido. Mais fraca. Mais velha. "Essa menina tá ai a anos. É amiga da sua mãe. Achei que conhecesse." Ele puxa uma cadeira e senta olhando para a floricultura com olhos brilhantes no rosto enrugado. "Ela é boazinha sempre tentando ajudar os mais pobres. Já pagou um monte de bucho recheado pra gente faminta. Ela bebe licor de amoras e cassis. Mais ninguém bebe, mas sempre tenho uma garrafa pra ela. " Ele fica olhando para a porta da floricultura, mas aponta a janela quando um dos clientes pede outra cerveja.
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    Mensagem por Ankou em Qui Jul 02, 2020 5:22 pm






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    Um clássico, pro Uratha não tinha melhor jeito de beber cerveja, os velhos sabiam das coisas, dava uma golada contente direto da garrafa, a sensação da bebida gelada descendo pela garganta e o ar da respiração batendo em cima não tinha nada melhor, por um segundo se perdeu naquele prazer e ainda que o álcool não tivesse muito efeito ainda gostava do sabor.


    O velho se sentou trocando algumas palavras, mas o bar nunca ficava vazio, ele olhava os olhos brilhantes de Joe, mesmo com a idade avançada, aquilo era a vida dele, ele amava aquele lugar o bar, via a garota com bons olhos, aquilo acalmava o coração de Connor, se sentiu leve e por um instante esqueceu o peso do lobo, virou só um cara no bar bebendo cerveja num dia de semana, um típico filho da puta desempregado, mas por um instante feliz.


    Sorriu quando o velho soltou um “segredinho” dela, amora e cassis, havia de concordar que aquilo era muito mais doce do que ele preferia, fazia uma cara de desgosto – Prefiro beber um pote de mel com scotch. – dizia sacaneando enquanto se aproximava do velho depois dele atender os demais clientes – Como se minha mãe me contasse as coisas! - dava uma risada -  Eu não conheço ela não, mas eu acho que ela me conhece. Provavelmente minha mãe deve ter falado de mim pra ela. – Batia a garrafa de leve e vazia no balcão, a primeira tinha descido fácil igual água – Manda outra aí. – dizia apontando pra janela, esperava o velho lhe entregar mais uma – Quer saber ela parece gente boa, caridosa, por que não fazer o dia dela, tu ainda tem aquela garrafa aí? To meio duro, mas se isso pagar as duas brejas e a garrafa tá suave. – tirava a nota de cinquenta que o pai havia lhe dado e deixava em cima do balão a vista e ao alcance do velho, ele ainda devia ter algum trocado se precisasse de gastar mais, mas esperava que tivesse pelo menos o dinheiro do busão pra chegar na casa de Bella.



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    Mensagem por Wordspinner em Qui Jul 02, 2020 7:51 pm

    Ele levanta sem pegar o dinheiro. Vai para os fundos do bar. Dois minutos depois ele volta com duas garrafas e coloca na mesa. Uma delas em formato de gota dentro de um saco de papel. A rolha garrafa é tosca, mas está selada com cera. Um laço de barbante impede a garrafa de sair da sacola.

    Ele pega o dinheiro e coloca uma nota de dez na mesa, da até para um uber. Novamente ele se senta. "Sempre fica um fundo na garrafa. Mas ela sabe. É uma menina boa, mas vive se envolvendo com louco." Nessa hora ela sai pela porta da frente da floricultura. Botando a touca na bolsa e começando a andar para o ponto de ônibus.
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    Mensagem por Ankou em Sex Jul 03, 2020 3:22 am






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    Ele pega a garrafa de cerveja e dá uma golada tomando a garrafa de licor em mãos e a observando bem – Roots, curti, como se fazia antigamente, dá aquele ar de receita secreta de família. – Pegava suas 10 pratas e jogava dentro da carteira a recolocando no bolso traseiro, permanecia sentado bebendo a cerveja, mas se atentou quando Millie saia da floricultura.


    Virou o que faltava da garrafa de cerveja e arrumou suas coisas, jogando sua mochila nas costas e saindo com a bolsa numa mão e a garrafa de licor na outra, ele se movia devagar em direção a ela, e apenas por um instante olhou pro mundos dos espíritos, só pra se certificar de que a coisa que havia mexido com seu lobo não estava lá, não viu nada então prosseguiu.


    Ele se mantinha calmo, o que conseguia, tentaria fazer o seu melhor. – Oi – Era uma abertura de conversa o mais casual que conseguia, mas o que queria agora era a atenção dela. – Millie não é? – Connor tentava ser sereno, mas a verdade é que ficava um pouco sem graça, Connor genuinamente se sentia mal por ter dado aquele susto não intencional na garota – Eu queria me desculpar pelo que houve hoje mais cedo, eu não queria ter te assustado não, não me lembro de ter topado contigo antes, mas conhece minha mãe e acho que ela andou falando de mim. – dizia meio sem jeito lembrando que ela havia falado seu nome antes de quase perder a cabeça, a verdade é que não era bom com desculpas mas se esforçava.


    Mantinha as duas mãos ocupadas, era a única atitude mais consciente que ele tinha, isso fazia com que ele parecesse menos agressivo, e as mãos ficavam assim até estender a garrafa pra garota – Velho Joe disse que você gostava desse licor, acho que é o mínimo que eu posso fazer pelas lascas no seu balcão – Connor sorri, um sorriso lindo com dentes brancos perfeitos, uma das coisas boas que tinha puxado da mãe – Olha eu sei que você deve tá se perguntando o que aconteceu e o que foi que você viu, mas é mais fácil te mostrar do que te explicar – ele riu de novo, mas casual e mais tranquilo, sacou o celular do bolso olhando as horas. Tinha mais algum tempo até a reunião, mas era menos tempo do que ele gostaria.


    - Olha eu vou pegar um uber, quer uma carona? – dizia chamando um carro no aplicativo, com o celular entre as mãos de frente pra ela deixando bem visível o que fazia.



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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jul 03, 2020 12:04 pm

    Connor escreveu:Oi

    Ela se vira e imediatamente enfia a mão dentro da bolsa marrom pendurada no ombro. Quando diz o nome dela os olhos parecem ficar menos esbugalhados do que estavam. O que é bom, já que ela volta a ter uma cara menos engraçada. Mas novamente você quer tocá-la. O cheiro dela é inebriante. Faz sua pele ficar quente imediatamente. Sua boca começa a salivar.  

    Connor escreveu:Eu queria me desculpar pelo que houve hoje mais cedo, eu não queria ter te assustado não, não me lembro de ter topado contigo antes, mas conhece minha mãe e acho que ela andou falando de mim.

    Ela faz que sim com a cabeça mais ainda te olha desconfiada, provavelmente ela consegue perceber o efeito. Seu dia foi estressante até ali. Ele começou em um vale congelado e tinha tido só um cochilo até agora. Mas ela fazia suas pupilas dilatarem e suas mãos tremerem. As palavras faziam força para ficar e ser trocadas por ações.
    Connor escreveu:-Velho Joe disse que você gostava desse licor, acho que é o mínimo que eu posso fazer pelas lascas no seu balcão.

    Ela tira a mão da bolsa para pegar a garrafa. Mas sua aparência parece assustá-la mais que qualquer coisa. Quando maior o sorriso mais acuada ela fica. Ela deve gostar muito do licor para ter pego a garrafa mesmo assim. Ela olha para os lados e até fecha os olhos por algum motivo. Quando você fala que mostrar é mais fácil que falar ela parece confusa. É melhor do que amedrontada. Amedrontar os outros era natural para Connor.

    Connor escreveu:- Olha eu vou pegar um uber, quer uma carona?

    Quando tira o celular do bolso o plano já não era mais tão certo. Seria uma boa ideia ficar em um carro com ela? Mas as palavras planejadas saem mesmo assim. "Olha, eu gosto muito da sua mãe e seu pai parece um moço muito legal. Mas eu não quero drogas não. Nem quero ver ninguém usando . De verdade, obrigado pela garrafa, mas você devia parar. Tão novo. Tão saudável. Não precisa disso." Ela coloca a garrafa debaixo do braço e enfia a mão na bolsa de novo. Dessa vez ela tira um cartão. "É um grupo de ajuda. Se você prometer parar eu te levo lá e até posso ser sua madrinha. Mas tem que dizer não as drogas." Ela parece firme, não muito. Mas parece estar tentando de verdade. O cheiro do halito dela. Menta e alguma outra coisa hipnotizante. É até difícil prestar atenção nela. Ela é mais baixa que você. Branca demais. Definitivamente não é uma modelo de instagram. Mesmo assim o corpo todo está quente. Todos os motores ligados. A calça fica desconfortável.
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    Mensagem por Ankou em Sex Jul 03, 2020 1:24 pm






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    Connor respirou fundo e ajeitou a barba por cima da boca, parecia um drogado pra ela, mas a verdade era que ele se segurava pra não rir e tentava não avançar nela pelo cheiro. E como o cheiro dela era bom, olhou pro banco do ponto de ônibus, e a vontade dele era finalizar a moça ali mesmo.


    Jogou a bolsa na frente das calças encobrindo o pacote, ia parecer ridículo ficar no meio da rua de barraca armada. Ele já havia decidido que não ia pular nela, não era maluco, mas definitivamente ia ter que “matar” alguma mulher na cama ainda hoje, Bella provavelmente seria a vítima se alguma novinha não desse mole primeiro.


    Decidiu entrar no jogo dela, ele não seria capaz de mostrar a verdade pra ela se não conseguisse ficar sozinho com ela em algum instante e só conseguiria isso se conquistasse alguma confiança. – Olha, tá certo, eu aceito sim, mas com uma condição, meus pais não podem saber disso. Promete? – pegava o cartão em mãos, o olhava e colocava no bolso dianteiro da calça. Já tinha certeza que aquilo seria uma chatice total, a sua sorte é que ela não o conhecia tão bem, talvez não soubesse que era um atleta na faculdade e não tinha chance alguma de continuar assim se usasse drogas, com sorte ele conseguiria mostrar o que precisava a ela antes daquela reunião, torcia por isso de verdade.


    Lembrava que o velho Joe falava que ela só se metia com cara louco – Essa coisa toda de grupo de ajuda. Velho Joe disse que tu já ajudou muita gente, que já ajudou muito pobre morto de fome, essa coisa toda é por experiência própria é? E a floricultura como tu terminou aqui? Qual sua história? – Havia um tom genuíno nas palavras de Connor. – Claro se você tiver de boas pra falar disso. – Mas também não queria entrar no espaço pessoal da moça se ela não se sentisse confortável de falar sobre aquilo, ao mesmo tempo ele deu um passo pro lado, tentou virar o nariz e deixar ela a favor do vento pra que o cheiro dela fosse pro lado oposto do dele.


    A verdade era que por fim sacava que a floricultura e o espírito ou fetiche que protegia aquele lugar era algo muito bem armado pra esconder ela, ainda assim, não achava justo deixar ela no escuro, devia ter algum meio mais eficaz de mascar aquela coisa toda e ela servir ao seu propósito.



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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jul 03, 2020 4:37 pm

    Connor escreveu: Olha, tá certo, eu aceito sim, mas com uma condição, meus pais não podem saber disso. Promete?

    Ela faz que sim com a cabeça. Depois de novo. "Tudo bem. Tá. Pode ser." Ela já estava pronta para ir quando você fala de novo. Pergunta pela floricultura e o rosto dela acende. Vendo a sua reação ela parece desconfiada de novo. Mesmo assim "Minha casa é aqui perto. Você pode ir andando comigo. Talvez me contar o que você procura nas drogas." Ela se vira de lado assim que você faz isso. Começa a procurar na rua alguma coisa acontecendo. O gesto é caricato, mas o cabelo dela se sacode ao vento. O cheiro fica ainda mais forte. O efeito aumentando. As mãos começam a suar. "Vem. Hoje você me fala de você. Na reunião todo mundo fala. Pode ser?" Ela dá um passo e olha para ver se você vem.
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    Mensagem por Ankou em Sex Jul 03, 2020 6:48 pm






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    Cancelava o Uber quando ela lhe convidava pra sua casa, havia um olhar de surpresa pra ela, Connor realmente não esperava que ela fosse fazer isso, na verdade nem sabia se acreditava naquilo ou não. Não que fosse socialmente inepto, mas realmente não sabia se suas desculpas soavam boas o bastante.


    - Isso é uma boa pergunta, o álcool não funciona mais, maconha tem um cheiro insuportavelmente ruim, e provavelmente não funciona mais também, bem que eu gostaria de alguma coisa agora, mas nem sei o que é. – Sua resposta sobre o que ele queria nas drogas era genuína, nem ao prazer de se embebedar ele tinha mais, mas pelo menos ele seguia o curso da conversa, ainda que com meias verdades.


    Sentia o cheiro dela vindo no vento de novo, o corpo chegou a tremer e ele segurou firme a bolsa de roupas a segurando com força na linha da cintura, as mãos suavam, na verdade o corpo todo suava. Parecia um desgraçado na abstinência mesmo, até o ritmo da respiração aumentava exponencialmente, mas ele tentava com todas as forças se manter o mais calmo que conseguia.


    Na verdade uma preocupação lhe abateu naquele momento, ele virou o rosto, o melhor que pode pra sair da direção direta do vento, e se perguntou se não haveria alguma coisa semelhante na casa dela como havia na loja, ficava o mais atento possível se seu lobo começasse a sentir algo estranho.


    Continua caminhando e conversando com ela e ouvia a pergunta dele se voltando contra ele mesmo – Ah, minha vida foi bem normal, considerando que meu pai era lutador profissional e rodou o mundo inteiro, eu sinceramente achei que podia ser muito pior considerando tudo entende? Fama, dinheiro, essas coisas. Eu sei que minha mãe é uma mulher bonita, mas ele podia ganhar o mundo e mesmo assim ele sempre esteve aqui pra gente de uma forma ou de outra. Eu sou só um cara, no meio da faculdade de educação física, que queria entrar pra liga de rugby. – Não sabia se ela pescaria agora se ele não era usuário de drogas, mas não deu tempo pra ela retrucar.


    - Qual sua marca de nascença? – A pergunta definitivamente soaria estranha, mas Connor lembra bem quando ele fez a tatuagem que cobriu a marca da lua cheia no ombro onde hoje fica sua marca de pureza, ela havia sumido completamente quando ele passou pela primeira mudança, mas tinha certeza que ela tinha alguma marca, todos eles tinham alguma coisa. Ou talvez a marca fosse o próprio cheiro? Se pegou em dúvida, mas agora já era tarde demais, deixava a pergunta no ar.



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    Mensagem por Wordspinner em Sab Jul 04, 2020 11:22 am

    Connor escreveu:- Isso é uma boa pergunta, o álcool não funciona mais, maconha tem um cheiro insuportavelmente ruim, e provavelmente não funciona mais também, bem que eu gostaria de alguma coisa agora, mas nem sei o que é

    Ela parece triste e até confirma o que você fala. Ela presta atenção com muita intensidade e se aproxima para que não precise falar alto. Novamente o cheiro parece invadir todos os seus pensamentos. O suficiente para não ter certeza de onde está. Ela pensa bastante e parece fazer anotações mentais.
    "Você não pode procurar sentido fora de você as drogas são só perda tempo. Pior elas destroem você." Nessa hora ela toca o seu braço com o que deveria ser reconfortante. Mas incendeia seu corpo dos pés a cabeça.

    Ela te ouve falar sobre Rugby com a mesma calma e atenção de antes. Até te ajuda a travessar uma rua. O que é necessário, mas uma tortura. Você fala sobre seus pais e ela parece beber cada palavra. O que deixa tudo ainda mais difícil. Se sente um adolescente com o rosto em chamas. Quando fala sobre rugby ela parece decidir algo. "Esportes podem ser muito estressantes. As pessoas colocam muita pressão em vocês. Os esteroides e anabolizantes." Mal dá para saber o que ela está pensando. Mal dá para saber o que você está pensando.

    Ela se encosta em um portão de metal depois da sua pergunta. Não dá para saber o que tem a sua volta. É só ela que importa. Ela levanta a manga da camisa com cerimonia. Como se fosse fazer algo muito importante. Quase sagrado. Mas não é em nada sagrado que você pensa. Perto do ombro uma marca escura como tentáculos entrelaçados. Um buraco espiritual. "Vem" Ela abre o portão.

    Imediatamente sente suas unhas rasgando a carne. Seus dentes crescendo na boca. Seus ossos estalando. É pior do que antes. Mais forte.
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    Mensagem por Ankou em Sab Jul 04, 2020 2:36 pm






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    As coisas começam a cair no domínio do lobo, aquilo era ruim na cabeça de Connor, ele ficava cada vez mais excitado, cada vez mais enebriado com o cheiro dela, a coisa era todo muito primitiva, era longe de um humano entender, o cheiro a vontade do sexo, era como se fosse um cio, era a única coisa que sua mente conseguia raciocinar naquele momento, ele nem escutava mais o que ela falava sobre as drogas, quando ela o convidou ele só foi, até a dor o acordar daquela sensação, sabia que se entrasse tudo que ele sentira era dor, a dor foi boa como um alerta, ele deu um passo pra trás e se recostou no muro da casa dela.


    A voz saía difícil sob uma respiração pesada. – Olha, eu sei como é sentir que você não pertence, você sabe que tem algo diferente com você, mas você ignora – repetia as palavras do pai – é por que você não encontrou o seu lugar, eu sei onde ele fica. Merda como seu cheiro é bom! – Connor dava uma cabeçada na parede a dor na nuca devia ser enorme, mas ele mal sentia, mas ajudava a se manter no lugar – Sua casa tá protegida, igual a floricultura, se eu entrar vai dar merda, por que a única coisa que eu vou conseguir fazer é destruir a proteção e... – pausou por um segundo ganhando o fôlego tentando se manter no lugar – Merda... – sussurrou tentando ganhar raciocínio. O braço se estende em direção ao dela e puxa ela pra perto, muito perto, tão perto que as respirações dos dois se tocam e acariciam o rosto um do outro, ele a segura pela cintura, o agarrão é forte, só o bastante pra manter ela no lugar e quase tirar ela do chão. – O que tá me deixando assim não são drogas, eu nunca usei isso, é seu cheiro, se eu passar da sua porta eu vou destruir a proteção, vou te jogar na sua cama e não var se bonito, por que eu to no limite. – No entanto ele sabia que não podia falar aquele monte de loucura e não dar nenhuma prova, soltou a bolsa e girou o corpo dela num movimento rápido a imprensando deixando-a entre o muro e seu corpo excitado – Você pertence a uma alcateia. – olhou nos olhos dela e deixou sua visão ir pro outro lado só pra ela ver o olho humano se transformar no olho do lobo, queria que ela visse, seguraria a cabeça dela e taparia sua boca se preciso. – Eu sou um lobisomem, eu disse que era mais fácil te mostrar do que explicar. E você é parte do meu povo. – sussurrava.



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    Mensagem por Wordspinner em Sab Jul 04, 2020 7:02 pm

    Connor escreveu: Olha, eu sei como é sentir que você não pertence, você sabe que tem algo diferente com você, mas você ignora

    O rosto dela assume uma expressão diferente. "Ei eu sei onde to. Eu sei quem eu sou."  Mas ela se cala depois. Te ouvindo com atenção. Talvez preocupação. Quando a puxa para perto ela parece vermelha. Provavelmente está. Ela diz alguma coisa que fica perdida. Sua voz já não é a mesma. Ela tem uma dose da estranha autoridade da lua. Seus braços mais fortes que antes.

    Connor escreveu:– Eu sou um lobisomem, eu disse que era mais fácil te mostrar do que explicar. E você é parte do meu povo

    Ela grita debaixo da sua mão. Talvez tenha tentando se soltar. É impossível saber com uma pessoa tão fraca. Então vem o cheiro intenso de pimenta. O jato molhado e ardente no rosto. Os olhos queimam como fogo. A dor que entra pelo nariz é como uma lança flamejante indo fundo na sua alma. Só dá para perceber que estava apertando ela quando a solta.Talvez ela esteja chorando. É tudo muito intenso. A fúria. Cada pedaço do seu corpo lutando por reparação. Para colocar o lobo para fora.

    Você corre. Não tem como se esconder ali. Não dá tempo de pedir para entrar. Você nem sabe ao certo onde está. Mas quando finalmente acha um lugar escuro, se encolhe e espera com os olhos escorrendo. Com o nariz escorrendo. Com o lobo tentando rasgar um caminho para fora. Algum tempo se passa e talvez você tenha gritado e xingado. O que sobrou, debaixo de uma escada de incêndio atrás de uma grande lixeira colorida, foi dor, frustração e culpa.

    Condições:
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    Mensagem por Ankou em Sab Jul 04, 2020 8:36 pm






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    Não havia um manual pra aquelas coisas, mesmo que tivesse as melhores das intenções as coisas estavam longe de sair como planejado, depois de toda aquela confusão mental, tinha uma confusão monstruosa na sua cabeça, a incapacidade deles de lidar com o lobo, se sentia impotente. Juntou suas bolsas, a coisa tava caída e esmilinguida num canto perto da lixeira que havia virado um bagaço.


    Foi andando até a casa de Bella, andou pelo menos umas vinte quadras sem muita motivação, quando chegou perto do carpete pegou a chave escondida.


    Um banho gelado depois, e sua cabeça só conseguia continuar se focando em Emilie, o plano tinha sido melhor arquitetado na cabeça dele, e até achou que iria conseguir segurar a onda, mas ela continuava chegando perto demais e ele como que por instinto queria que ela chegasse mais perto.


    - Pai, tá aí? – esperou um tempo até ter certeza que o pai tava vendo a mensagem.


    - Fiz merda, você tinha razão, Emilie é encrenca, ela agora sabe o que eu sou, e sabe o que ela tá relacionada, mas o cheiro dela me deixou maluco, eu não sei o que eu fiz com ela, ela deve tá apavorada, não sei se ela tá machucada, ela mora na quinta número vinte e nove, é uma casa com muro alto de tijolo de barro e um portão de ferro, pelo amor de Deus, passa lá, vê se tá tudo bem.


    Se perdeu na lembrança por um momento do rosto avermelhado dela, se perguntava se ela tinha sentido alguma coisa ou era só coisa da sua cabeça. O que havia ficado perdido nos lábios dela? O que o lobo não tinha deixado ele ouvir?


    Não havia mais o que fazer, ele não podia entrar na casa ou se aproximar do balcão do trabalho dela, não entendia como ela tava sendo protegida, mas era melhor assim, se ele com as melhores intenções do mundo tinha posto ela naquele risco todo, não podia nem imaginar o que um cara mal intencionado ou até um Puro podia fazer.


    Botava uma roupa e partia em direção a maldita reunião, sinceramente preferia ficar em casa, se jogar na cama e dormir, pelo menos ter pedido o pai pra ajudar ela lhe fazia se sentir menos culpado, mas não era o bastante.



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    Mensagem por Wordspinner em Seg Jul 06, 2020 10:02 am

    O indicador de leitura logo mudou de cor. Seu pai estava atento ao telefone, algo incomum. "Sua mãe deve descobrir essa sexta. Ela vai a floricultura nas sextas. Eu vou tentar descobrir se ela tá bem. Agora, dá um tempo com ela. Deixa a onda bater pelo menos."

    Deixar a casa perfeitamente arrumada dela para trás era estranho. O ciúme não tinha desaparecido. Mesmo sem nenhum sinal físico de algum homem ali. Não que tenha procurado. Mas na porta, pronto para sair não via nada. Nem lembrando do banho. Nada além do que pareciam as coisas dela. Mas haviam cheiros diferentes. Será que sempre estiveram lá? Outras pessoas tinham passado ali. O lobo implacável grita que aquilo é uma violação. Mas não tempo nem meios para isso. Você fecha a porta e continua seu caminho.

    Alguma coisa estala junto com seus passos. Alguma coisa nervosa e apressada.
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    Mensagem por Ankou em Seg Jul 06, 2020 4:08 pm






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    Parava no portão da casa e respirava insatisfeito, todo que havia na sua cabeça agora era insatisfação, os olhos não ardiam mais pelo menos. O cheiro das outras pessoas na casade Bella lhe incomodava, ele não sabia se deveria se sentir daquela forma, mas se sentia, não sabia como lidar com aqueles sentimentos, com o lobo era tudo, carne, território, violência e sexo, e o Uratha queria se manter afastado pelo menos o que pudesse da violência.


    O que lhe tirava daquelas sensações ruins era a mensagem do pai. Pegou o celular imediatamente quando a coisa apitou.


    - Não! Ela não pode saber disso, vai dar merda, sei lá arruma uma desculpa, leva ela pra sair na sexta, uma tarde romântica, ela não tá bem, tá achando que eu vou virar um monstro canibal. E não tem argumento que faça ela pensar diferente disso, acredite eu tentei, ela precisa relaxar de qualquer maneira.


    - Pode deixar eu vou deixar a garota de boas um tempo, ela precisa raciocinar sobre o que ela viu, mas eu preciso ajudar ela.


    Guardou o celular no bolso e prosseguiu andando, ainda havia tempo pra chegar na reunião, e precisava chegar ou ia dar merda, abia disso, começou a andar a passos largos, até escutar o estalo e passos apressados, que merda tava acontecendo aquele dia? Nada absolutamente estava dando certo. Estava sendo seguido?


    - Por Luna me diz que é ela. – Sussurrou pra si mesmo, tinha a esperança de que ela tivesse coragem de fazer aquilo, ele não tinha dúvidas de que ela era uma mulher corajosa, quase de ferro, mas tinha que ser realmente inabalável pra seguir ele depois de ver aquilo tudo e quase ser esmagada contra a parede, mas talvez ela estivesse procurando respostas pro que viu e como definitivamente apesar do medo ela não surtou.


    Ainda não sabia, aquilo era só a cabeça a mil, mas não podia aparecer na reunião sendo seguido e colocar a segurança de todo mundo em risco, aspirou o ar profundamente, queria sentir o cheiro do que quer que fosse que o seguia ou andava por ali, procuraria o apressadinho(a).



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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jul 08, 2020 3:41 pm

    A resposta de seu pai as mensagens é um emoticon sorrindo e outro de polegar levantado. Um segundo depois uma lapide.

    Connor escreveu:- Por Luna me diz que é ela.

    Um latido. Fino e curto. É a sua resposta. As patinhas continuam estalando no chão enquanto a coisa pequena corre para você. O cheiro é completamente estranho e desconhecido. Mas só por um instante. No momento seguinte é Buddy. Em cada pedaço. Cada aspecto. Cada pedaço de pelo. Ele pula e mais alto do que esperava. Seu corpo sem permanece no ar enquanto ele tenta alcançar seu rosto. Como se nadasse no vazio. Ele nunca foi um bom nadador. Mas as pernas se movem com determinação implacável que alguns chamariam de ódio.
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    Mensagem por Ankou em Qua Jul 08, 2020 4:13 pm

    [quote="Ankou"]





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    O olhos de Connor olhavam incrédulos pra aquilo, ele olhava pros lados pra ver se só ele estava vendo aquilo ou se tinha mais alguém por perto.


    - Mu - musculento é você mesmo?! – gaguejou, tinha certeza de que o que via era um fantasma, principalmente a julgar pelo cheiro desconhecido, não podia ser uma alucinação. Buddy seu cachorro havia morrido há quase uma década, era bom ver ele de novo, era reconfortante, como ser jogado de volta em uma época que ele não podia voltar mais, ele se enchia com um ar de inocência pura e nostalgia.


    Ele avança sobre o cachorro flutuante, não sabe nem mesmo se ele vai conseguir tocá-lo, mas mesmo assim ele tenta – Você também sabia seu desgraçado, você me esperou esse tempo todo? Caralho como você sobreviveu a essa porra?! – permanecia incrédulo, ele conhecia como funcionava o Hisil, e que um espírito que fosse parar lá provavelmente seria devorado por alguma coisa maior. Não conseguia nem calcular as probabilidades de Buddy ter sobrevivido todo aquele tempo lá.


    Era lógico que o cachorro não iria lhe responder, ele ainda era um cachorro, mesmo agora sendo um cachorro de outro mundo.


    Tinha vontade de correr pelo mato, deixar o lobo tomar conta um pouco, talvez assim ficasse menos incomodado com aquele dia desgraçado, talvez fizesse as pazes com o lobo. Ele precisava chegar na reunião, mas podia chegar lá correndo por fora pelo mato.


    Deu um passos pra dentro do mato, perdendo um pouco as vistas das luzes da cidade e tomou a pele de lobo, como se fosse um convite a Buddy se juntar a ele.



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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jul 08, 2020 7:32 pm

    O caminho como lobo era maior e quebrado. Se na sua infância um lobo fosse visto levaria logo bala. Mas agora era necessário chamar o serviço de proteção acionar o alarme de animal. Era uma mistura de buzina e sirene que supostamente fazia um barulho terrivelmente pior para os animais. Especialmente lobos e ursos. Buddy corre com você cada segundo do caminho. A velocidade dele é impressionante.

    Quando finalmente chegam a reserva aí sim podem correr. Mesmo tendo que usar uma das entradas secretas que os Uivadores ensinaram. Claro que todo protetorado sabe delas. Provavelmente trabalharam todos juntos para criá-las e mantê-las. Os passos de Buddy são silenciosos, mas nem os lobos da reserva o ameaçam. Vocês correm entre eles sentindo o frio do fim da tarde. Ele não significa nada. Só te permite correr mais rápido por mais tempo. Ele é seu amigo ali. Finalmente vocês alcançam o lugar da reunião e Buddy não está mais lá. Os lobos uivam como se reconhecendo a importância do lugar, ou do que acabou de acontecer. Os dois maiores dos lobos são conhecidos. Grandes e negros como a noite.

    Os dois são parte dos Uivadores e isso o faz pensar quantos dos outros não fazem parte dos Filhos do Corvo. Talvez até da Legião de Sangue. É fácil lembrar a primeira vez que os viu. Um dos primeiros dias de treinamento quando ainda parecia que eles não tinham nada a ensinar. Eles corriam atrás de uma menina de cabelos loiros. Os dois juntos. Como sombras da morte. Seus instintos o colocaram em ação sem nenhum pensamento com um único proposito. Algo sagrado. Seu corpo mudou, a mudança não era um problema. A dor deixava o alvo ainda mais claro. Nunca tinha se movido tão rápido antes. O mundo diminuiu até caber só eles dois.

    Eles disseram que isso foi um erro. Definitivamente teve algo de errado quando ao invés de sentir carne e sangue e ossos entre os dentes acabou terra e folhas na fuça. Richard e Jay o tinham derrubado e Sebastian estava ali pronto para segurá-lo. Teria sido necessário se os dois não estivessem parados olhando para você com os olhos amarelos, se ainda estivessem correndo atrás da menina as perguntas ficariam para depois. Era uma especie de teste e lição. O juramento manda nunca derramar o sangue do lobo, ele tem o mesmo valor do sangue do homem. Exatamente o mesmo. Mas essa foi a parte que não doeu. O que doí de verdade é lembrar que naquele dia se a menina não fosse Ilona ela seria um risco ao segredo por sua causa e esse risco deveria ser eliminado.

    Não que tenha sido essa a lição aprendida, mas eles disseram que saber exatamente onde está e o que está a sua volta é extremamente importante para se ater ao juramento. Se estivesse na pele de gente relacionar isso a transformação forçada mais cedo teria feito seu rosto queimar. Se Millie tiver se tornado um perigo ao segredo? Teria de eliminar ela? Seria conseguiria fazer isso? Será que teria a chance? Ou será que sua mãe ia faze-la sumir?

    Essa é uma lembrança daquelas que vem e vão. Ela te faz odiar eles? Odiar você? Pelo menos o final não ruim. A menina insiste e insiste de novo até que você deixe ela contar a história do jovem lobo caçador. O caçador e era também um menino e em uma noite de lua cheia ele protegeu seus irmãos lobos dos monstros que cuspiam ferro. Mas no fim ele também era irmão dos monstros e quando matou um deles se marcou para sempre. "É essa história é verdade" Ela dizia com uma solene que caia bem a pequena coisinha loira "Meu pai me contou e o jovem lobo caçador nunca foi o mesmo, ele morreu sem se perdoar e sem aprender, mas carregando uma culpa enorme nos ombros." Então ela meneia a cabeça como se tivesse finalizado algo muito difícil e importante. Era hilario.

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    Mensagem por Ankou em Qua Jul 08, 2020 8:38 pm






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    Por um instante era apenas isso, um lobo correndo pelo meio do mato junto de um companheiro que jamais achou que veria de novo, ele lembrava como se fosse hoje, o desgraçado do “musculento” havia morrido sem nem dizer adeus, dentro da casinha dormindo como se simplesmente tivesse passado de um lado pro outro sem nem saber o que aconteceu.


    Olhou pra trás e ele não estava mais lá, não sabia se tava ficando doido, aquele dia todo havia sido uma grande merda, tava com sono, cansado e irritado, e não conseguia tirar a cabeça da mulher e do cheiro dela. Que tipo de feitiço a desgraçada havia jogado nele? Nunca tinha visto ela até hoje e só conseguia pensar nela, seu mundo parecia rodar em torno dela e nem mesmo sabia se era só tesão, se tava apaixonado ou se o destino guardava algo mais.


    Era hilário, mas era uma verdade – E é isso, é o velho jeito do lobo, só pensa em casamento, terras, filhos e comida, mas nunca em ser amigo, nunca em perdoar. – era claro que as palavras a serem usadas eram muito mais fortes que aquelas, mas se recusava a dizer na frente de uma criança, era na verdade ainda o jeito do lobo, mas cada dia que o protetorado se mantinha de pé era um soco na cara daquela ideologia estúpida.


    Arrancava uma folha em branco do caderno da criança e lhe fazia um aviãozinho de papel, lhe dava na mão junto de um afago na cabeça, mas aquilo que ela falava não era só o jeito do lobo, era o caminho do guerreiro, do guardião, tudo ainda lhe era muito teórico, era fácil saber e falar, difícil sentir, saber por onde ir. Se sentava recostado na árvore, e buscava uma resposta do por que ele ter sido escolhido pra aquilo, o que ele tinha feito pra merecer aquela merda... Tinha até vontade de se abrir com alguém e fazer aquela pergunta de maneira franca pra um deles, mas não tinha coragem, não queria sofrer as represálias.



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