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    Connor Mcleary

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    Connor Mcleary - Página 21 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 31, 2022 8:26 pm

    Connor: ...conhecimento de causa, ou fazer o que eu faço de melhor, quebrar gente.

    "Uma parte importante e ainda assim o que tem de menos valioso a oferecer." É Ash, as palavras um chicote.

    Connor: ...não me autoproclamei e o cara que passou a coroa fez porque quis, porque achou o certo. Amy ri, mas é a única com alguma reação.

    Connor: ...meu normal é cansado e com sono e eu to bem com isso.

    "Se quiser lutar, é melhor estar no seu melhor. Um Rahu deprivado de sono é mais um perigo que uma ajuda. Se estiver debilitado vai acabar fora da investida final." Dessa vez é Nestor como um velho explicando regras de um jogo de cartas.

    Connor: Mas se alguém vai desafiar o cara, espero que seja você, ele era seu irmão antes de ser meu avô.

    E todos prestam bastante atenção na reação de Nestor. Observando com cuidado. "Eu vou honrar ele e os outros que morreram e lutaram do jeito certo: expulsando os Anshega. Seu orgulho não vai me impedir e nem o meu." Ele diz olhando para Connor com simpatia. Clara compaixão. É fácil sentir o desagrado de Ash assim como a confiança dos outros.

    Connor: Você sabe o endereço pelo menos?

    "Não." A voz dela ainda soando só para ele. "Eu tenho o número do agente social que disse que ela tá presa. Eu não sei onde é." Ela não para de andar. Continua se movendo como se precisasse.


    --

    "As formas podem mudar o jogo. A luta se transforma em um instante." Ela diz enfiando os dedos em tinta vermelha. "Mas sabe uma coisa que a forma da guerra não tem? Articulações em tresentos e sessenta. Somos feitos para matar o que tá na nossa frente." Ela mostra a lata de tinta guache para Connor.

    "Cê é grande e forte demais para achar que alguém vai te segurar. Mas vai. Os puros estão em maior número e os parentes deles podem lutar aumentando ainda mais a vantagem. Então tente interromper eles e não ficar parado." Ela se afasta três passos antes de por a lata no chão.

    "Lute contra a mente deles também. Você é rápido, te seguir significa deixar alguém para trás e se arriscar a cair numa armadilha. Leve um deles com você e andou metade do caminho. Mas não esqueça que eles preferem uma chacina para reparar o segredo que perder." A voz cheia de tristezas e arrependimento e então sem qualquer aviso ou indicação ela ataca. Rápida e fluida. Quase rápida demais para ver.

    Connor já tinha visto isso. Ela engava com o corpo deixando claro um alvo para atacar outro.



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    Connor Mcleary - Página 21 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Ankou Seg Ago 01, 2022 5:24 am


    Eu olho pra mãe a frente “Caralho mãe, que papo escroto é esse?! Eu to aqui pra isso porra!”, as palavras só na minha cabeça, eu sei, daria uma merda do caralho se ela pudesse ler pensamentos.

    Ouvir a risada de Amy me provoca uma reação instantânea - É, o puto passou a coroa e tinha já uns seis caras querendo me tirar ela… Que eu consegui contar. - porque certamente haviam mais, haviam os caras que não tinham se apresentado, os piores, os que não dava pra eu ver… Mas não era hora pra se gabar, na verdade eu nem tinha vontade disso, nem era a intenção, era só eu me certificando de que Fumaça tinha jogado uma merda enorme pro meu lado e ter certeza de que eu ia honrar um nome maior do que eu… Rei… Rei de porra nenhuma, ainda assim só a palavra já deixava o gosto de ganância na boca, doce igual bala de caramelo.

    Eu escuto a porra do sermão calado, no fim eu tenho vontade de sorrir, meu lábios se abrindo quase que contra a minha vontade - Eu sou um pai dedicado, só to dizendo que to acostumado a dormir pouco, eu não perco essa investida final nem se tiver me faltando as duas pernas. - o humor some do meu rosto tão rápido quanto apareceu, meus lábios entreabertos fitando o tio com clareza e sem medo, queria ver ele ter a pachorra de me proibir de caçar igual o bunda mole do Axel achou que ia fazer com a Chloe…

    No momento seguinte o tom professoral é pior que o anterior, eu sei, eu sei que ele tá nisso há muito tempo, mais tempo que todo mundo ali somado provavelmente, e inteiro pra contar história, não tem como não respeitar isso, mas eu não tenho que engolir essa merda, não inteira - Eu entendo o papo de responsabilidade, entendo a missão, entendo até mesmo seu juramento com Skolis-Ur, entendo sua responsabilidade diante de Adagmos, mas expulsar os caras pra mim não é o bastante, não é mesmo, eu quero eles fora daqui tanto quanto você, tanto quanto qualquer um de nós, mas eu quero deixar uma marca, uma cicatriz que dure pelos próximos cem anos talvez mais e não eu não to falando sobre cagar o juramento ou qualquer coisa parecida com isso, eu to falando de medo completo e absoluto, não precisa ser medo de mim, pode ser medo de Dover, de todos nós, aquele bloqueio psicológico que a ilha vai ser o último lugar da terra que eles vão querer voltar a pisar. - era como tirar uma caçamba de caminhão cheia de merda das costas, eu na verdade se metade daquelas palavras eram minha ou do caminhante, ou nossas de alguma forma. “Algumas vezes eu acho que ter me entrelaçado com ele de volta tenha sido uma das maiores merdas que eu fiz na minha vida até então.” - mas era muito tarde pra se arrepender daquilo.

    Era engraçado como pouca coisa tinha mudado em mim naqueles meses todos, uma delas era opinião de família e mães principalmente - Olha mocinha, eu vou te falar a mesma coisa que eu falei pro Axel pouco depois da gente se conhecer, mantém sua mãe fora disso, se você tem algum carinho por ela, eu faria isso se eu tivesse escolha, talvez a cadeia seja o melhor lugar pra ela estar agora, tá longe do conflito, ela tem uma cama e três refeições por dia, mas a escolha é sua, não é difícil de achar, não é como se Dover tivesse um monte de prisões. - já tinha até feito um tour por uma delas, Emillie vadia do caralho.



    Amy era foda, rápida demais pra acertar, ou pelo menos ela costumava ser, mas ela tinha razão a gente era feito pra matar o que tava na nossa frente.

    - Nah, essa merda de conceito já foi de ralo, eu podia mesmo pegar três, quatro, talvez até cinco caras na porrada numa briga de bar que nunca aconteceu - eu enfatizo - e com certeza eles não ia tentar entrar no corpo a corpo ou a curta distância comigo, mas as regras não são as mesmas mais. - eu sei disso com toda convicção e certeza do mundo - O esquema vai ser bater e correr, se esconder e voltar a bater de novo pelas costas, terror psicológico deixando eles pilhados. Eu fui o primeiro a dizer que um ataque frontal seria suicídio se lembra? - claro que se lembra, só me acha burro ou óbvio demais pra ter certeza de que eu estou certo.

    - Eu não to aqui pra lutar de verdade, não do jeito tradicional, mas eu sei que meus bloqueios e meu boxe precisam de ajustes, e vocês precisa aprender a enfiar a mão na cara dos filho da puta sem hesitar por que metade do tempo você tá “dançando” invés de atacar, a minha perspectiva mudou bastante depois que eu passei a caçar mais com espíritos predadores e lobos do que de outro jeito, em contrapartida eu me foco demais em um alvo e acabo me fodendo pra quem tá em volta, aqui é pra gente ficar fino do fino, não arrancar sangue um do outro - eu não tinha a menor dúvida - Isso nem é pra te sacanear, nem trash talk nem nada, mas no xis um hoje tu não tem a menor chance contra mim - não existe malícia no que eu digo, era só como se eu dissesse a verdade.

    No instante seguinte meu olhar pra ela é de puro apreço e de alguma forma carinho - Obrigado por aquele dia em Sparhall, não pelo resgate, a merda já tava combinada era nossa obrigação cumprir com o que a gente tinha planejado, mas quando seu irmão tava brincando de açougueiro com a minhas costelas - o moleque podia ser muito bom em limpar ossos, mas ele bem que podia ter umas aulas com as meninas -  Eu vi o seu olhar pra mim, eu tenho ideia do que tava passando pela sua cabeça, era o mesmo olhar que davam pro meu velho, algo entre competência, glória, admiração, do tipo o cara botou o dele na reta e fez o que tinha que fazer… - Era uma merda falar de coisas do coração com ela, não dá pra saber se no momento seguinte ela vai me dar palavras encorajadoras ou um soco na cara, era minha eterna relação de amor e ódio com Amy e até então parecia longe de mudar - E…e… Eu só queria dizer que por mais involuntário que fosse, que isso importa pra mim. - a minha cara esquenta, devia tá vermelha pra caralho essas horas, mas eu preferia dizer do que não dizer e tá morto na semana seguinte.

    Eu ergo os punhos e sambo o corpo de um lado pro outro, tentando real desviar do assunto - Vamo lá, treino técnico, sem contato forte. - eu me digo me dispondo refinar o máximo que eu posso dela com o que eu sei, esperando que ela faça o mesmo por mim.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Ago 12, 2022 8:39 pm

    Connor: Eu sou um pai dedicado, só to dizendo que to acostumado a dormir pouco, eu não perco essa investida final nem se tiver me faltando as duas pernas.

    "Com pernas ou sem. Você corre ou não corre se eu disser." Mais entediado que qualquer outra coisa. "Melhor manter as pernas e a calma até lá, garoto."


    Connor:..medo de Dover, de todos nós, aquele bloqueio psicológico que a ilha vai ser o último lugar da terra que eles vão querer voltar a pisar.

    "Então você quer expulsar eles? Bom saber, garoto." Ele diz com uma risada inesperada e contagiante na voz. Ash que parecia prestes a repreender Connor subitamente gargalha. Então todos estão rindo no meio das árvores.
    Skye não se responde nada. Continua andando acompanhada de todos os tipos de silêncio.

    --

    Connor:..primeiro a dizer que um ataque frontal seria suicídio se lembra?

    "Eu não esperaria nada diferente." Ela diz bem rápido e baixo.

    Connor: Isso nem é pra te sacanear, nem trash talk nem nada, mas no xis um hoje tu não tem a menor chance contra mim.

    Ela sorri como se fosse um elogio. O rosto quase brilhando com alegria.


    Connor: E…e… Eu só queria dizer que por mais involuntário que fosse, que isso importa pra mim.

    "É? Então não estraga tua parte da caçada. A coisa toda depende de cada um fazer o que o Nestor pediu." Ela diz como provocação. Connor vê os pés dela se movendo. Um deles ficando escondido atrás do corpo.

    Connor: Vamo lá, treino técnico, sem contato forte.

    "Claro, depois que você tiver alguma técnica."


    A verdade é que ela rápida. Tão rápida quanto quando lutou contra ele e Francis? Mais rápida e mais agressiva. Ela não tinha lançado um ataque antes e agora lutava exatamente como Connor. Ou quase.

    Connor tinha visto dezenas, não, centenas de lutas antes com seu pai e tinha visto aqueles movimentos antes. Tinha treinado muitos deles antes. Pior que isso, depois de alguns minutos ela se movia exatamente como o outro uratha. Uma sombra salpicada de vermelho.

    Toda vez que ele via um erro ou abertura tinha que se perguntar: uma fragilidade dela? Dele? Ou uma provocação?

    "Ainda luta igual..." Ela fala rápido e baixo assim que consegue um tempo para respirar. "... Se move bem e evita bloqueios." Connor sabia que era melhor não estar no caminho do golpe que tentar mudá-lo. "Se repete bastante." E ela imita a sequência de socos mais confortável nos braços dele. Algo que ele nem precisa pensar pra fazer. Mais fácil que andar.

    "O que cê acha? Posso te ensinar uns bloqueios. Mas o melhor pra ganhar tempo é derrubar o desgraçado. Sabe por alguém no chão?!?" Metade pergunta, metade desafio.

    --

    A água era fria a pressão alta. Era de esperar no subsolo. "Devia aparecer mais." Ela coloca as duas mãos debaixo do chuveiro. O vermelho escorrendo dos dedos. "Sempre tem alguém lutando lá em cima." Lá em cima ainda era embaixo de umas ruas velhas. Pouco movimento. Alguns bares. Lá em cima era uma adega enorme modificada para ser quase um bar. Quase um ringue.

    Ela enfia o rosto na água fria e diz alguma coisa. Impossível de entender. As duchas altas ficavam uma do lado da outra saindo do teto de pedra amarela. Eram seis no total. A água respingava gelada em Connor.

    "Odeio água fria."


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    Mensagem por Ankou Sex Ago 12, 2022 10:32 pm


    Talvez nem meu melhor seja bom o bastante pra lidar com o cara maníaco por controle, não é como se eu fosse furar um plano e colocar todo mundo na merda, de qualquer forma, não tinha como a minha resposta ser não, aí eu só prefiro não dar resposta nenhuma - Pretendo manter todas as duas. - mesmo que nem sempre eu conseguisse.

    Quando foi que o velho virou um papagaio? Quando foi que eu virei um palhaço? Ou será que eles não entenderam o que eu falei? De qualquer forma a minha risada não acompanha a deles, mas os dentes ficam amostra em um sorriso até que simpático - Não, expulsar é o que a lua exige da gente, eu quero medo e desespero. - não o bastante pra quebrar o juramento, nem pra ficar totalmente dentro dele, eu sei que a coisa fica ainda mais macabra quando a minha expressão não acompanhava a promessa, mas fazer o que? Era um dos meus talentos escondidos, mesmo que eu odiasse admitir isso.



    - Seis meses atrás e se dependesse de mim a gente estaria em Sparhall tocando o terror. - Inconsequente? Totalmente, mataria todo mundo e talvez com sorte eu sairia vivo - O impulso esmaece quando se tem filhos. - Amy certamente entendia isso tão bem quanto eu.

    - Cê é rápida, sabe bater na guarda aberta, precisa, mas começa a ficar previsível, soca quando esconde o pé, chuta bem, mas sua perna mal alcança meu rosto e não vai causar muito estrago no resto - a mão protege o saco no mesmo instante que um sorrisinho malicioso brota no meu rosto. Existe verdade no que eu falo, um pouco de humor e provocação também, ela crente que tá abafando quando parece que eu to chamando ela de fraca, crente que esconde o jogo dela, do mesmo jeito que eu gosto de parecer o grandão burro.

    - To pretendendo. - minhas palavras são honestas, minha guarda baixa de propósito - Nestor é nossa melhor aposta, já me coloquei na posição de bom soldado como tem que ser. - sem escárnio ou desafio, mesmo que lá no fundo eu acreditasse que eu poderia acrescentar mais com algumas ideias arriscadas que o velho não se prestava a topar.

    Meus braços se levantando de um lado e de outro na altura da cabeça, desviar era melhor, mas nem sempre dava pra desviar, as pancadas ardiam sobre a pele, nada que eu não estivesse acostumado, dor, mas melhorar meus bloqueios era necessário, me forçando pra fora da minha zona de conforto.

    - Claro que consigo, mas não to tentando arrancar sua perna fora. - era estranho lutar na forma humana agora, eu vivi a vida toda nesse corpo e ele agora parecia lento, desajeitado, a certeza era que eu funcionava melhor com garras e presas do que socos, minha resistência nunca esteve melhor, dava pra brincar naquela ciranda o dia inteiro com Amy, se eu no fim deles ainda tivesse braços.



    Os braços sob a água corrente da pia, roxos, quase pretos, o sangue todo pisado sob a pele, nada que dali uma hora não estivesse no lugar, minha língua se move de um lado pro outro a cusparada na pia sai com um dente que acabou de descolar da gengiva junto de um fio de sangue e cuspe, mal dava pra sentir a dor.

    - Devia um monte de coisas… - sim eu sei, não soou nada contagiante.

    Eu paro pra pensar nas palavras de Sam, meu olhar pregado na bunda de Amy enquanto ela tá lavando o rosto na água falando algo que não dá pra entender, “Eu tenho que parar de comprar o barulho da Sam.” Ela era mais sexy enquanto eu tava enfiando a porrada nela - O loci é maneiro, dá um trabalho da porra né? - só tava puxando conversa, claro que dava, sabia disso na pele.

    A camisa suada vai parar em cima da pia e eu me recosto ficando de frente pra Amy, os braços cruzados na frente do torso - Água fria é boa pra dar um gás. - eu também odiava, até não ter opção e ter me acostumado, mas ainda era melhor que água fria de chuva com a temperatura lá embaixo.

    Eu respiro fundo, talvez nem devesse falar porra nenhuma, mas queria falar - Acho que me acostumei ficar sozinho. - não era mais seguro que ter uma alcateia, mas passava uma certa calmaria - Sempre me perguntei porque tu meteu o pé dos Uivadores, Rich não quis aceitar Jenna e Koji? - eu deixava minha curiosidade me ganhar, mas não havia maldade nem segundas intenções nas minhas palavras.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Ago 16, 2022 8:43 pm

    Connor: Não, expulsar é o que a lua exige da gente, eu quero medo e desespero.

    "Faz o que eu to falando e vai dormir de barriga cheia, garoto." Nestor já nem estava mais olhando. Diferente de Ash que parecia profundamente perturbada. Rail e Shawn pareciam distantes por momento, transportados para longe dali.


    --

    Connor: O impulso esmaece quando se tem filhos.

    Ela da uma risadinha. Algo curto e torto. Quase um chiado. "As pessoas são bem diferentes." O que significava qualquer coisa e logo nada.


    Connor: Cê é rápida, sabe bater na guarda aberta, precisa, mas começa a ficar previsível, soca quando esconde o pé, chuta bem, mas sua perna mal alcança meu rosto e não vai causar muito estrago no resto.

    "Bom, então cê sabe o que tá fazendo de errado." Ela olha a mão protegendo a virilha. "Eu prefiro o espaço entre o umbigo e o externo. Mais útil." Ela não sorri e por mais que não tivesse tentando alvo durante o treino parecia sério.


    Connor: Claro que consigo, mas não to tentando arrancar sua perna fora.


    "Que gracinha, você é um fofo. Um querido." Dava para sentir a ironia como cheiro de torta recém saida do forno.



    --

    Connor: O loci é maneiro, dá um trabalho da porra né?

    "Meu lugar favorito. Eu e o Asa a gente cuida..." Ela para um instante repensando o que diz. "A gente cuidava. Agora ele não entra mais. Obvio que ele tá puto. Mas é meu." A ultima palavra uma ameaça involuntária.


    Connor: Água fria é boa pra dar um gás.

    "Mesmo assim." Torcendo o cabelo de novo e de novo.

    Connor Sempre me perguntei porque tu meteu o pé dos Uivadores, Rich não quis aceitar Jenna e Koji?

    "Além de ter certeza que eles não iam botar vocês na rua?" Ela faz a pergunta como se esperasse uma resposta. "Os números são ruins. Mas quem sabe..." Ela torce o cabelo de novo e se dá por satisfeito que o vermelho ali não vai sair.

    "Tá perdendo uns detalhes. Sherlock. Dois é pouco. Três é bom. Quatro é melhor. Com Edrick aqui a gente tem três." Ela faz com dedos perto de Connor. Quase como se pudesse enfiá-los nele e fazer entender.

    "Deu errado." Ela abaixa um dos dedos. "Era minha aposta contra os puros. Minha? Do Richard." Ela sorri, mas é algo triste. Quebrado e vazio. "Ninguém acerta sempre." A mão se fecha em punho escondendo os outros dois dedos.
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    Mensagem por Ankou Ter Ago 16, 2022 10:25 pm


    Eu não tinha mais nada pra falar com o velho, mais uma vez eu prefiro o silêncio, não havia mais nada a ser discutido, nem pretendia desacatar ele, não enquanto o juramento me impedisse disso, mas com tribo nova no pedaço depois de tipo sempre, vai saber se a lua não ia fazer uma versão mais moderna do juramento? Mesmo que muito improvável o pensamento me diverte, mas o sorriso só me escapa de leve quando eu já tô de saída.

    Meu olhar só cruza de relance com o da minha mãe ao me virar, a consternação dela no entanto me parece pouco importante, ela achava que eu era algum tipo de monstro? Ou não entendia que sem algum impedimento eles todos voltariam exatamente pra onde estavam? Ninguém vai sair ileso dessa porra, então que saia meu juramento, e a mãe deles chorem primeiro que a minha, certo?



    Eu respiro fundo, a tristeza da garota me contagia de alguma forma, uma merda, uma merda conversar com ela também, era tão raro dela fazer isso, na verdade era a primeira vez, eu alargo meus passos e tomo a frente dela, me agacho pra ficar na altura certa já que a tampinha mal alcançava a minha cintura - Cadeia é uma merda, eu sei disso, eu não ia gostar de ter alguém que eu amo lá e nós somos criaturas feitas pra correr e caçar, não ficarmos enjaulados, já aconteceu comigo, enlouquecedor. - eu paro alguns segundos revivendo a sensação de clausura que Emillie me fez passar, algum desgosto se transparece no meu rosto, mas eu não terminei de falar o que precisava falar ainda - Como eu disse ela tá mais segura lá, você não quer saber o que um Anshega vai fazer se pegarem ela. - ou pelo menos assim eu esperava, ela era uma uratha, mas também era uma criança… Eu uso meu olhar profundo e sério, ou pelo menos que eu achava que era, em algum momento eu pensei que fosse me arrepender disso, provavelmente ia, na verdade nem sei porque caralhos eu ia dizer o que viria, devia ser o Axel fazendo essa merda, mas não era - Eu não sou ninguém pra dizer o que você deve ou não fazer, mas vamo sobreviver essa merda de guerra, depois a gente dá um jeito de tirar ela de lá, fechado? - eu hasteio minha mão, esperando ela dar um soquinho, esperando também que ela não fizesse qualquer besteira impulsiva tentando tirar a mãe da cadeia antes da hora certa.



    - Vai se lascar. - a resposta sai com um meio tom de gozação, divertida, mas as pessoas eram diferentes e desde que minhas crianças nasceram eu pensava duas vezes antes de fazer qualquer merda.

    - Ainda assim meu saco é sua melhor aposta. - eu falo tão sério quanto ela e excitado pelo combate, encurto a distância totalmente assim que ela pensa em chutar, podia ter socado ela no caminho, mas ela disse eu sei o que eu to fazendo de errado, meus braços continuam indo em direção ao dela segurando todos os golpes que eu posso, minha mão passando na frente do rosto, tapando a visão dela só pra provocar, mas até o fim daquele treino ela ia ganhar um nariz quebrado, eu já tinha me feito essa promessa pra mim desde a outra vez.

    No momento seguinte eu só abro um sorriso que ainda tem todos os dentes - Feito pra casar. - Amy me diverte, a gente devia treinar mais vezes daquele jeito, um afiando o outro, mas mais importante, estreitando laços entre as alcateias era sempre bom.



    - Relaxa aí! Não tô de olho grande na tua parada não. - a risadinha involuntária com o apego dela, meu sentimento era mais utilitarista, mesmo com meu loci na reserva dando um trabalho do cacete, no entanto o Caminhante dava uma mão, devia ser uma merda pra ela cuidar dali daquele jeito, de uma forma ou de outra ela tinha revelado que tava na merda mostrando os dentes daquele jeito, sem um totem pra fazer as amenidades.

    - Iam conseguir, não por causa dos números, mas porque eu ia ceder, eu odiava o lugar, continuo odiando, exceto pela reserva, mas assim como você eu também fiz um juramento a Sagrim… - ela não precisa de explicações, mas a gente tende a se repetir nos nossos juramentos, eram todos os Rahus ou era só um hábito ruim meu que eu devia deixar de lado? Ainda assim era um dos motivos que me seguravam ali, mesmo que eu preferisse a porra do beco gelado ou o AP da Sam que tinha menos gente pau no cu por metro quadrado.

    Vou me preparando pra revezar o chuveiro, até mesmo me antecipando pra água fria, a roupa em cima da pia por cima da camisa, mas eu não gosto daqueles dedos apontados pra mim. - É rude apontar. - como quem diz pra uma criança, eu agarro a mão e puxo ela pra lateral do meu corpo só pra ela ficar toda suada de novo e sacanear pra ela voltar pra água fria, porém eu tomo a frente e avanço pro chuveiro, com um sorriso malicioso de canto. - Não to perdendo detalhe nenhum, você que não tá me contando todos eles, três o quê? - até onde sabia a alcateia dela tinha bem mais que isso, e os Uivadores eram quatro, agora sem ela, mas com o Elodoth versão quarentão do Brendan.

    A água fria bate sobre a pele, é adrenalina pura correndo pelas veias, eu balanço a cabeça e quase rosno. - Frio pra caralho. - Quase nunca era diferente em Dover, não fora do verão, pelo menos me ajudava a não ficar de pau duro já que Tuya tinha me deixado pra virar um monge celibatário, eu consigo voltar a conversar como uma pessoa assim que o corpo se ajusta a temperatura. - O idiota deu um tiro quando o combinado era fazer silêncio, nada pode ser pior do que isso. - é claro que eu só to tentando melhorar o humor dela com velhas histórias, na hora foi desesperador, agora tudo que eu fazia era dar uma risada da porra do defunto

    - Eu conheço culpa quando eu vejo, melhor jeito é botar pra fora, se a gente não é bom em fazer merda a gente não é bom em porra nenhuma. - as palavras de Brendan que soavam mais como se fosse do vô continuavam funcionando pra mim como um mantra, e no final, todo mundo fazia merda.

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