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    Connor Mcleary

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    Connor Mcleary - Página 21 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 31, 2022 8:26 pm

    Connor: ...conhecimento de causa, ou fazer o que eu faço de melhor, quebrar gente.

    "Uma parte importante e ainda assim o que tem de menos valioso a oferecer." É Ash, as palavras um chicote.

    Connor: ...não me autoproclamei e o cara que passou a coroa fez porque quis, porque achou o certo. Amy ri, mas é a única com alguma reação.

    Connor: ...meu normal é cansado e com sono e eu to bem com isso.

    "Se quiser lutar, é melhor estar no seu melhor. Um Rahu deprivado de sono é mais um perigo que uma ajuda. Se estiver debilitado vai acabar fora da investida final." Dessa vez é Nestor como um velho explicando regras de um jogo de cartas.

    Connor: Mas se alguém vai desafiar o cara, espero que seja você, ele era seu irmão antes de ser meu avô.

    E todos prestam bastante atenção na reação de Nestor. Observando com cuidado. "Eu vou honrar ele e os outros que morreram e lutaram do jeito certo: expulsando os Anshega. Seu orgulho não vai me impedir e nem o meu." Ele diz olhando para Connor com simpatia. Clara compaixão. É fácil sentir o desagrado de Ash assim como a confiança dos outros.

    Connor: Você sabe o endereço pelo menos?

    "Não." A voz dela ainda soando só para ele. "Eu tenho o número do agente social que disse que ela tá presa. Eu não sei onde é." Ela não para de andar. Continua se movendo como se precisasse.


    --

    "As formas podem mudar o jogo. A luta se transforma em um instante." Ela diz enfiando os dedos em tinta vermelha. "Mas sabe uma coisa que a forma da guerra não tem? Articulações em tresentos e sessenta. Somos feitos para matar o que tá na nossa frente." Ela mostra a lata de tinta guache para Connor.

    "Cê é grande e forte demais para achar que alguém vai te segurar. Mas vai. Os puros estão em maior número e os parentes deles podem lutar aumentando ainda mais a vantagem. Então tente interromper eles e não ficar parado." Ela se afasta três passos antes de por a lata no chão.

    "Lute contra a mente deles também. Você é rápido, te seguir significa deixar alguém para trás e se arriscar a cair numa armadilha. Leve um deles com você e andou metade do caminho. Mas não esqueça que eles preferem uma chacina para reparar o segredo que perder." A voz cheia de tristezas e arrependimento e então sem qualquer aviso ou indicação ela ataca. Rápida e fluida. Quase rápida demais para ver.

    Connor já tinha visto isso. Ela engava com o corpo deixando claro um alvo para atacar outro.



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    Connor Mcleary - Página 21 Empty Re: Connor Mcleary

    Mensagem por Ankou Seg Ago 01, 2022 5:24 am


    Eu olho pra mãe a frente “Caralho mãe, que papo escroto é esse?! Eu to aqui pra isso porra!”, as palavras só na minha cabeça, eu sei, daria uma merda do caralho se ela pudesse ler pensamentos.

    Ouvir a risada de Amy me provoca uma reação instantânea - É, o puto passou a coroa e tinha já uns seis caras querendo me tirar ela… Que eu consegui contar. - porque certamente haviam mais, haviam os caras que não tinham se apresentado, os piores, os que não dava pra eu ver… Mas não era hora pra se gabar, na verdade eu nem tinha vontade disso, nem era a intenção, era só eu me certificando de que Fumaça tinha jogado uma merda enorme pro meu lado e ter certeza de que eu ia honrar um nome maior do que eu… Rei… Rei de porra nenhuma, ainda assim só a palavra já deixava o gosto de ganância na boca, doce igual bala de caramelo.

    Eu escuto a porra do sermão calado, no fim eu tenho vontade de sorrir, meu lábios se abrindo quase que contra a minha vontade - Eu sou um pai dedicado, só to dizendo que to acostumado a dormir pouco, eu não perco essa investida final nem se tiver me faltando as duas pernas. - o humor some do meu rosto tão rápido quanto apareceu, meus lábios entreabertos fitando o tio com clareza e sem medo, queria ver ele ter a pachorra de me proibir de caçar igual o bunda mole do Axel achou que ia fazer com a Chloe…

    No momento seguinte o tom professoral é pior que o anterior, eu sei, eu sei que ele tá nisso há muito tempo, mais tempo que todo mundo ali somado provavelmente, e inteiro pra contar história, não tem como não respeitar isso, mas eu não tenho que engolir essa merda, não inteira - Eu entendo o papo de responsabilidade, entendo a missão, entendo até mesmo seu juramento com Skolis-Ur, entendo sua responsabilidade diante de Adagmos, mas expulsar os caras pra mim não é o bastante, não é mesmo, eu quero eles fora daqui tanto quanto você, tanto quanto qualquer um de nós, mas eu quero deixar uma marca, uma cicatriz que dure pelos próximos cem anos talvez mais e não eu não to falando sobre cagar o juramento ou qualquer coisa parecida com isso, eu to falando de medo completo e absoluto, não precisa ser medo de mim, pode ser medo de Dover, de todos nós, aquele bloqueio psicológico que a ilha vai ser o último lugar da terra que eles vão querer voltar a pisar. - era como tirar uma caçamba de caminhão cheia de merda das costas, eu na verdade se metade daquelas palavras eram minha ou do caminhante, ou nossas de alguma forma. “Algumas vezes eu acho que ter me entrelaçado com ele de volta tenha sido uma das maiores merdas que eu fiz na minha vida até então.” - mas era muito tarde pra se arrepender daquilo.

    Era engraçado como pouca coisa tinha mudado em mim naqueles meses todos, uma delas era opinião de família e mães principalmente - Olha mocinha, eu vou te falar a mesma coisa que eu falei pro Axel pouco depois da gente se conhecer, mantém sua mãe fora disso, se você tem algum carinho por ela, eu faria isso se eu tivesse escolha, talvez a cadeia seja o melhor lugar pra ela estar agora, tá longe do conflito, ela tem uma cama e três refeições por dia, mas a escolha é sua, não é difícil de achar, não é como se Dover tivesse um monte de prisões. - já tinha até feito um tour por uma delas, Emillie vadia do caralho.



    Amy era foda, rápida demais pra acertar, ou pelo menos ela costumava ser, mas ela tinha razão a gente era feito pra matar o que tava na nossa frente.

    - Nah, essa merda de conceito já foi de ralo, eu podia mesmo pegar três, quatro, talvez até cinco caras na porrada numa briga de bar que nunca aconteceu - eu enfatizo - e com certeza eles não ia tentar entrar no corpo a corpo ou a curta distância comigo, mas as regras não são as mesmas mais. - eu sei disso com toda convicção e certeza do mundo - O esquema vai ser bater e correr, se esconder e voltar a bater de novo pelas costas, terror psicológico deixando eles pilhados. Eu fui o primeiro a dizer que um ataque frontal seria suicídio se lembra? - claro que se lembra, só me acha burro ou óbvio demais pra ter certeza de que eu estou certo.

    - Eu não to aqui pra lutar de verdade, não do jeito tradicional, mas eu sei que meus bloqueios e meu boxe precisam de ajustes, e vocês precisa aprender a enfiar a mão na cara dos filho da puta sem hesitar por que metade do tempo você tá “dançando” invés de atacar, a minha perspectiva mudou bastante depois que eu passei a caçar mais com espíritos predadores e lobos do que de outro jeito, em contrapartida eu me foco demais em um alvo e acabo me fodendo pra quem tá em volta, aqui é pra gente ficar fino do fino, não arrancar sangue um do outro - eu não tinha a menor dúvida - Isso nem é pra te sacanear, nem trash talk nem nada, mas no xis um hoje tu não tem a menor chance contra mim - não existe malícia no que eu digo, era só como se eu dissesse a verdade.

    No instante seguinte meu olhar pra ela é de puro apreço e de alguma forma carinho - Obrigado por aquele dia em Sparhall, não pelo resgate, a merda já tava combinada era nossa obrigação cumprir com o que a gente tinha planejado, mas quando seu irmão tava brincando de açougueiro com a minhas costelas - o moleque podia ser muito bom em limpar ossos, mas ele bem que podia ter umas aulas com as meninas -  Eu vi o seu olhar pra mim, eu tenho ideia do que tava passando pela sua cabeça, era o mesmo olhar que davam pro meu velho, algo entre competência, glória, admiração, do tipo o cara botou o dele na reta e fez o que tinha que fazer… - Era uma merda falar de coisas do coração com ela, não dá pra saber se no momento seguinte ela vai me dar palavras encorajadoras ou um soco na cara, era minha eterna relação de amor e ódio com Amy e até então parecia longe de mudar - E…e… Eu só queria dizer que por mais involuntário que fosse, que isso importa pra mim. - a minha cara esquenta, devia tá vermelha pra caralho essas horas, mas eu preferia dizer do que não dizer e tá morto na semana seguinte.

    Eu ergo os punhos e sambo o corpo de um lado pro outro, tentando real desviar do assunto - Vamo lá, treino técnico, sem contato forte. - eu me digo me dispondo refinar o máximo que eu posso dela com o que eu sei, esperando que ela faça o mesmo por mim.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Ago 12, 2022 8:39 pm

    Connor: Eu sou um pai dedicado, só to dizendo que to acostumado a dormir pouco, eu não perco essa investida final nem se tiver me faltando as duas pernas.

    "Com pernas ou sem. Você corre ou não corre se eu disser." Mais entediado que qualquer outra coisa. "Melhor manter as pernas e a calma até lá, garoto."


    Connor:..medo de Dover, de todos nós, aquele bloqueio psicológico que a ilha vai ser o último lugar da terra que eles vão querer voltar a pisar.

    "Então você quer expulsar eles? Bom saber, garoto." Ele diz com uma risada inesperada e contagiante na voz. Ash que parecia prestes a repreender Connor subitamente gargalha. Então todos estão rindo no meio das árvores.
    Skye não se responde nada. Continua andando acompanhada de todos os tipos de silêncio.

    --

    Connor:..primeiro a dizer que um ataque frontal seria suicídio se lembra?

    "Eu não esperaria nada diferente." Ela diz bem rápido e baixo.

    Connor: Isso nem é pra te sacanear, nem trash talk nem nada, mas no xis um hoje tu não tem a menor chance contra mim.

    Ela sorri como se fosse um elogio. O rosto quase brilhando com alegria.


    Connor: E…e… Eu só queria dizer que por mais involuntário que fosse, que isso importa pra mim.

    "É? Então não estraga tua parte da caçada. A coisa toda depende de cada um fazer o que o Nestor pediu." Ela diz como provocação. Connor vê os pés dela se movendo. Um deles ficando escondido atrás do corpo.

    Connor: Vamo lá, treino técnico, sem contato forte.

    "Claro, depois que você tiver alguma técnica."


    A verdade é que ela rápida. Tão rápida quanto quando lutou contra ele e Francis? Mais rápida e mais agressiva. Ela não tinha lançado um ataque antes e agora lutava exatamente como Connor. Ou quase.

    Connor tinha visto dezenas, não, centenas de lutas antes com seu pai e tinha visto aqueles movimentos antes. Tinha treinado muitos deles antes. Pior que isso, depois de alguns minutos ela se movia exatamente como o outro uratha. Uma sombra salpicada de vermelho.

    Toda vez que ele via um erro ou abertura tinha que se perguntar: uma fragilidade dela? Dele? Ou uma provocação?

    "Ainda luta igual..." Ela fala rápido e baixo assim que consegue um tempo para respirar. "... Se move bem e evita bloqueios." Connor sabia que era melhor não estar no caminho do golpe que tentar mudá-lo. "Se repete bastante." E ela imita a sequência de socos mais confortável nos braços dele. Algo que ele nem precisa pensar pra fazer. Mais fácil que andar.

    "O que cê acha? Posso te ensinar uns bloqueios. Mas o melhor pra ganhar tempo é derrubar o desgraçado. Sabe por alguém no chão?!?" Metade pergunta, metade desafio.

    --

    A água era fria a pressão alta. Era de esperar no subsolo. "Devia aparecer mais." Ela coloca as duas mãos debaixo do chuveiro. O vermelho escorrendo dos dedos. "Sempre tem alguém lutando lá em cima." Lá em cima ainda era embaixo de umas ruas velhas. Pouco movimento. Alguns bares. Lá em cima era uma adega enorme modificada para ser quase um bar. Quase um ringue.

    Ela enfia o rosto na água fria e diz alguma coisa. Impossível de entender. As duchas altas ficavam uma do lado da outra saindo do teto de pedra amarela. Eram seis no total. A água respingava gelada em Connor.

    "Odeio água fria."


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    Mensagem por Ankou Sex Ago 12, 2022 10:32 pm


    Talvez nem meu melhor seja bom o bastante pra lidar com o cara maníaco por controle, não é como se eu fosse furar um plano e colocar todo mundo na merda, de qualquer forma, não tinha como a minha resposta ser não, aí eu só prefiro não dar resposta nenhuma - Pretendo manter todas as duas. - mesmo que nem sempre eu conseguisse.

    Quando foi que o velho virou um papagaio? Quando foi que eu virei um palhaço? Ou será que eles não entenderam o que eu falei? De qualquer forma a minha risada não acompanha a deles, mas os dentes ficam amostra em um sorriso até que simpático - Não, expulsar é o que a lua exige da gente, eu quero medo e desespero. - não o bastante pra quebrar o juramento, nem pra ficar totalmente dentro dele, eu sei que a coisa fica ainda mais macabra quando a minha expressão não acompanhava a promessa, mas fazer o que? Era um dos meus talentos escondidos, mesmo que eu odiasse admitir isso.



    - Seis meses atrás e se dependesse de mim a gente estaria em Sparhall tocando o terror. - Inconsequente? Totalmente, mataria todo mundo e talvez com sorte eu sairia vivo - O impulso esmaece quando se tem filhos. - Amy certamente entendia isso tão bem quanto eu.

    - Cê é rápida, sabe bater na guarda aberta, precisa, mas começa a ficar previsível, soca quando esconde o pé, chuta bem, mas sua perna mal alcança meu rosto e não vai causar muito estrago no resto - a mão protege o saco no mesmo instante que um sorrisinho malicioso brota no meu rosto. Existe verdade no que eu falo, um pouco de humor e provocação também, ela crente que tá abafando quando parece que eu to chamando ela de fraca, crente que esconde o jogo dela, do mesmo jeito que eu gosto de parecer o grandão burro.

    - To pretendendo. - minhas palavras são honestas, minha guarda baixa de propósito - Nestor é nossa melhor aposta, já me coloquei na posição de bom soldado como tem que ser. - sem escárnio ou desafio, mesmo que lá no fundo eu acreditasse que eu poderia acrescentar mais com algumas ideias arriscadas que o velho não se prestava a topar.

    Meus braços se levantando de um lado e de outro na altura da cabeça, desviar era melhor, mas nem sempre dava pra desviar, as pancadas ardiam sobre a pele, nada que eu não estivesse acostumado, dor, mas melhorar meus bloqueios era necessário, me forçando pra fora da minha zona de conforto.

    - Claro que consigo, mas não to tentando arrancar sua perna fora. - era estranho lutar na forma humana agora, eu vivi a vida toda nesse corpo e ele agora parecia lento, desajeitado, a certeza era que eu funcionava melhor com garras e presas do que socos, minha resistência nunca esteve melhor, dava pra brincar naquela ciranda o dia inteiro com Amy, se eu no fim deles ainda tivesse braços.



    Os braços sob a água corrente da pia, roxos, quase pretos, o sangue todo pisado sob a pele, nada que dali uma hora não estivesse no lugar, minha língua se move de um lado pro outro a cusparada na pia sai com um dente que acabou de descolar da gengiva junto de um fio de sangue e cuspe, mal dava pra sentir a dor.

    - Devia um monte de coisas… - sim eu sei, não soou nada contagiante.

    Eu paro pra pensar nas palavras de Sam, meu olhar pregado na bunda de Amy enquanto ela tá lavando o rosto na água falando algo que não dá pra entender, “Eu tenho que parar de comprar o barulho da Sam.” Ela era mais sexy enquanto eu tava enfiando a porrada nela - O loci é maneiro, dá um trabalho da porra né? - só tava puxando conversa, claro que dava, sabia disso na pele.

    A camisa suada vai parar em cima da pia e eu me recosto ficando de frente pra Amy, os braços cruzados na frente do torso - Água fria é boa pra dar um gás. - eu também odiava, até não ter opção e ter me acostumado, mas ainda era melhor que água fria de chuva com a temperatura lá embaixo.

    Eu respiro fundo, talvez nem devesse falar porra nenhuma, mas queria falar - Acho que me acostumei ficar sozinho. - não era mais seguro que ter uma alcateia, mas passava uma certa calmaria - Sempre me perguntei porque tu meteu o pé dos Uivadores, Rich não quis aceitar Jenna e Koji? - eu deixava minha curiosidade me ganhar, mas não havia maldade nem segundas intenções nas minhas palavras.

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    Mensagem por Wordspinner Ter Ago 16, 2022 8:43 pm

    Connor: Não, expulsar é o que a lua exige da gente, eu quero medo e desespero.

    "Faz o que eu to falando e vai dormir de barriga cheia, garoto." Nestor já nem estava mais olhando. Diferente de Ash que parecia profundamente perturbada. Rail e Shawn pareciam distantes por momento, transportados para longe dali.


    --

    Connor: O impulso esmaece quando se tem filhos.

    Ela da uma risadinha. Algo curto e torto. Quase um chiado. "As pessoas são bem diferentes." O que significava qualquer coisa e logo nada.


    Connor: Cê é rápida, sabe bater na guarda aberta, precisa, mas começa a ficar previsível, soca quando esconde o pé, chuta bem, mas sua perna mal alcança meu rosto e não vai causar muito estrago no resto.

    "Bom, então cê sabe o que tá fazendo de errado." Ela olha a mão protegendo a virilha. "Eu prefiro o espaço entre o umbigo e o externo. Mais útil." Ela não sorri e por mais que não tivesse tentando alvo durante o treino parecia sério.


    Connor: Claro que consigo, mas não to tentando arrancar sua perna fora.


    "Que gracinha, você é um fofo. Um querido." Dava para sentir a ironia como cheiro de torta recém saida do forno.



    --

    Connor: O loci é maneiro, dá um trabalho da porra né?

    "Meu lugar favorito. Eu e o Asa a gente cuida..." Ela para um instante repensando o que diz. "A gente cuidava. Agora ele não entra mais. Obvio que ele tá puto. Mas é meu." A ultima palavra uma ameaça involuntária.


    Connor: Água fria é boa pra dar um gás.

    "Mesmo assim." Torcendo o cabelo de novo e de novo.

    Connor Sempre me perguntei porque tu meteu o pé dos Uivadores, Rich não quis aceitar Jenna e Koji?

    "Além de ter certeza que eles não iam botar vocês na rua?" Ela faz a pergunta como se esperasse uma resposta. "Os números são ruins. Mas quem sabe..." Ela torce o cabelo de novo e se dá por satisfeito que o vermelho ali não vai sair.

    "Tá perdendo uns detalhes. Sherlock. Dois é pouco. Três é bom. Quatro é melhor. Com Edrick aqui a gente tem três." Ela faz com dedos perto de Connor. Quase como se pudesse enfiá-los nele e fazer entender.

    "Deu errado." Ela abaixa um dos dedos. "Era minha aposta contra os puros. Minha? Do Richard." Ela sorri, mas é algo triste. Quebrado e vazio. "Ninguém acerta sempre." A mão se fecha em punho escondendo os outros dois dedos.
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    Mensagem por Ankou Ter Ago 16, 2022 10:25 pm


    Eu não tinha mais nada pra falar com o velho, mais uma vez eu prefiro o silêncio, não havia mais nada a ser discutido, nem pretendia desacatar ele, não enquanto o juramento me impedisse disso, mas com tribo nova no pedaço depois de tipo sempre, vai saber se a lua não ia fazer uma versão mais moderna do juramento? Mesmo que muito improvável o pensamento me diverte, mas o sorriso só me escapa de leve quando eu já tô de saída.

    Meu olhar só cruza de relance com o da minha mãe ao me virar, a consternação dela no entanto me parece pouco importante, ela achava que eu era algum tipo de monstro? Ou não entendia que sem algum impedimento eles todos voltariam exatamente pra onde estavam? Ninguém vai sair ileso dessa porra, então que saia meu juramento, e a mãe deles chorem primeiro que a minha, certo?



    Eu respiro fundo, a tristeza da garota me contagia de alguma forma, uma merda, uma merda conversar com ela também, era tão raro dela fazer isso, na verdade era a primeira vez, eu alargo meus passos e tomo a frente dela, me agacho pra ficar na altura certa já que a tampinha mal alcançava a minha cintura - Cadeia é uma merda, eu sei disso, eu não ia gostar de ter alguém que eu amo lá e nós somos criaturas feitas pra correr e caçar, não ficarmos enjaulados, já aconteceu comigo, enlouquecedor. - eu paro alguns segundos revivendo a sensação de clausura que Emillie me fez passar, algum desgosto se transparece no meu rosto, mas eu não terminei de falar o que precisava falar ainda - Como eu disse ela tá mais segura lá, você não quer saber o que um Anshega vai fazer se pegarem ela. - ou pelo menos assim eu esperava, ela era uma uratha, mas também era uma criança… Eu uso meu olhar profundo e sério, ou pelo menos que eu achava que era, em algum momento eu pensei que fosse me arrepender disso, provavelmente ia, na verdade nem sei porque caralhos eu ia dizer o que viria, devia ser o Axel fazendo essa merda, mas não era - Eu não sou ninguém pra dizer o que você deve ou não fazer, mas vamo sobreviver essa merda de guerra, depois a gente dá um jeito de tirar ela de lá, fechado? - eu hasteio minha mão, esperando ela dar um soquinho, esperando também que ela não fizesse qualquer besteira impulsiva tentando tirar a mãe da cadeia antes da hora certa.



    - Vai se lascar. - a resposta sai com um meio tom de gozação, divertida, mas as pessoas eram diferentes e desde que minhas crianças nasceram eu pensava duas vezes antes de fazer qualquer merda.

    - Ainda assim meu saco é sua melhor aposta. - eu falo tão sério quanto ela e excitado pelo combate, encurto a distância totalmente assim que ela pensa em chutar, podia ter socado ela no caminho, mas ela disse eu sei o que eu to fazendo de errado, meus braços continuam indo em direção ao dela segurando todos os golpes que eu posso, minha mão passando na frente do rosto, tapando a visão dela só pra provocar, mas até o fim daquele treino ela ia ganhar um nariz quebrado, eu já tinha me feito essa promessa pra mim desde a outra vez.

    No momento seguinte eu só abro um sorriso que ainda tem todos os dentes - Feito pra casar. - Amy me diverte, a gente devia treinar mais vezes daquele jeito, um afiando o outro, mas mais importante, estreitando laços entre as alcateias era sempre bom.



    - Relaxa aí! Não tô de olho grande na tua parada não. - a risadinha involuntária com o apego dela, meu sentimento era mais utilitarista, mesmo com meu loci na reserva dando um trabalho do cacete, no entanto o Caminhante dava uma mão, devia ser uma merda pra ela cuidar dali daquele jeito, de uma forma ou de outra ela tinha revelado que tava na merda mostrando os dentes daquele jeito, sem um totem pra fazer as amenidades.

    - Iam conseguir, não por causa dos números, mas porque eu ia ceder, eu odiava o lugar, continuo odiando, exceto pela reserva, mas assim como você eu também fiz um juramento a Sagrim… - ela não precisa de explicações, mas a gente tende a se repetir nos nossos juramentos, eram todos os Rahus ou era só um hábito ruim meu que eu devia deixar de lado? Ainda assim era um dos motivos que me seguravam ali, mesmo que eu preferisse a porra do beco gelado ou o AP da Sam que tinha menos gente pau no cu por metro quadrado.

    Vou me preparando pra revezar o chuveiro, até mesmo me antecipando pra água fria, a roupa em cima da pia por cima da camisa, mas eu não gosto daqueles dedos apontados pra mim. - É rude apontar. - como quem diz pra uma criança, eu agarro a mão e puxo ela pra lateral do meu corpo só pra ela ficar toda suada de novo e sacanear pra ela voltar pra água fria, porém eu tomo a frente e avanço pro chuveiro, com um sorriso malicioso de canto. - Não to perdendo detalhe nenhum, você que não tá me contando todos eles, três o quê? - até onde sabia a alcateia dela tinha bem mais que isso, e os Uivadores eram quatro, agora sem ela, mas com o Elodoth versão quarentão do Brendan.

    A água fria bate sobre a pele, é adrenalina pura correndo pelas veias, eu balanço a cabeça e quase rosno. - Frio pra caralho. - Quase nunca era diferente em Dover, não fora do verão, pelo menos me ajudava a não ficar de pau duro já que Tuya tinha me deixado pra virar um monge celibatário, eu consigo voltar a conversar como uma pessoa assim que o corpo se ajusta a temperatura. - O idiota deu um tiro quando o combinado era fazer silêncio, nada pode ser pior do que isso. - é claro que eu só to tentando melhorar o humor dela com velhas histórias, na hora foi desesperador, agora tudo que eu fazia era dar uma risada da porra do defunto

    - Eu conheço culpa quando eu vejo, melhor jeito é botar pra fora, se a gente não é bom em fazer merda a gente não é bom em porra nenhuma. - as palavras de Brendan que soavam mais como se fosse do vô continuavam funcionando pra mim como um mantra, e no final, todo mundo fazia merda.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Ago 19, 2022 8:31 am

    "Não." A voz dela é firme, mas sem entusiasmo. "Ela não tem que sair. Não pode sair. Não pode falar não." Séria. Triste.

    Ela coloca a mão em cima da dele. Nenhum aperto, só um momento parada. "É muito ruim?" Ela começa a andar de novo dando a volta nele sem pressa.

    --

    Connor: - Ainda assim meu saco é sua melhor aposta.

    "Essa cabeça foi chacoalhada demais. Deve ter quebrado alguma coisa aí dentro." Irritada. Pronta para arrancar um pedaço de alguém. "Oh, olha! Tá escorrendo da orelha!" Apontando com o punho fechado e rindo. O sentimento anterior pura farsa ou esquecido.

    Connor: Feito pra casar.

    "Já fui lá. É bom." Os olhos dela desfocam do rosto dele. Perdidos em algum lugar dentro dela. "Vale a pena e doi pra caralho." Ela parece pronta para desistir. Invés disso ela repete a combinação favoritas de Connor mais rápido que antes. Mais selvagem também.

    --
    Connor: Relaxa aí! Não tô de olho grande na tua parada não.

    "Melhor se tivesse." Ela balança a cabeça. "O Asa Negra faz falta. Faz falta aqui e faz falta aqui." Na segunda vez ela aponta o coração e a cabeça.

    Connor: Iam conseguir, não por causa dos números, mas porque eu ia ceder, eu odiava o lugar, continuo odiando, exceto pela reserva, mas assim como você eu também fiz um juramento a Sagrim…

    "Você é um. A alcateia muitos." É a única resposta que ela tem. Os desejos de uratha facilmente são torcidos e usados pela alcateia.

    Connor: Não to perdendo detalhe nenhum, você que não tá me contando todos eles, três o quê?

    "Alcateias." Ela abre e fecha a mão. O único movimento nela. "Ia funcionar. Ia, mas o Shawn vacilou. Mas eu tenho um plano B. Um C. Um D também." Ela tinha respondido. Talvez exatamente o que tinha perguntado.

    Connor: Frio pra caralho.

    "Pra caralho!" Ela diz cheia de enfase. Movendo o corpo todo com as palavras.

    Connor: Eu conheço culpa quando eu vejo, melhor jeito é botar pra fora, se a gente não é bom em fazer merda a gente não é bom em porra nenhuma.

    "Eu fiz um monte de merda. Não essa. Essa é sua. Sua e do Shawn. Rich também." As acusações eram feitas com leveza. Sem veneno.

    "Aquela caçada era grande demais. Mas ninguém sabia. Meu pai chegou atrasado e odeio admitir que queria ter deixado o trabalho pra ele e vocês." Ela parece deprimida por um momento. Então ela sorri.

    "Não acaba com minha água toda lavando essa bunda enorme não." Ela gargalha. "Vai querer carona?"


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    Mensagem por Ankou Sex Ago 19, 2022 11:09 am


    A reação dela me pega de completa surpresa, não é o que se espera de uma filha falar de uma mãe presa, aquilo cheirava a alguma merda, merda grande, ressentimento mais do que medo. Minhas mãos tomam a dela assim que ela me toca, tão pequenas, tão frágeis. - Ok…? - é a única resposta que eu consigo dar por hora.

    - Eu acho que humanos conseguem se adaptar à rotina, mas nós… Como vamos caçar de dentro de um presídio? Mas eu nunca cheguei tão longe, só dormi umas noites na delegacia até meu primo me tirar de lá, mas é diferente ficar no sapatinho quando você sabe que pode abrir a porta só com o pensamento, ou simplesmente estraçalhar as barras de metal. - eu respiro fundo, a situação toda muito complicada. - A gente acha que é humano ainda, um pedaço da gente acha, mas é mentira, tudo mentira, mentira que a gente conta pra gente mesmo, funciona diferente pra gente. - eu sei, era só uma opinião, era minha visão de mundo, mas como podia eu falar outra coisa que não fosse o que eu acreditava como verdade?

    Eu esfrego as mãozinhas dela num ato de afago e me levanto, voltando a andar a passos lentos, acompanhando Skye a cada passo.



    - Nem, a lua te fez uma gnomo de jardim, por isso minhas bolas são sua melhor aposta. - Era irritação do lado dela, e pura chacota do meu - Nem vai me pegar com essa. - eu não levo fé sobre o que ela fala da minha orelha, minha guarda permanece alta e no lugar.

    - Imaginei. - minhas palavras saem de forma automática, mas eu não quero invadir a privacidade dela, o que em se tratando de mim é bastante raro, me perguntava se era o pai de algumas das crianças ou só alguém do passado que nem tinha deixado rastro, mas eu aproveito a oportunidade, meu punho se fecha com força e vai em direção ao nariz no momento que ela se desfoca, um nariz quebrado saindo pra ontem, dessa vez eu tenho certeza indo com tudo que eu tenho direito. - Meus socos doem também. - eu tava sendo um escroto? Tava sim, mas ela era boa em se defender em desviar a cabeça, tava só pegando minha chance.

    Claro que doía, eu sempre me pegava pensando em como a minha mãe e meu pai permaneciam em um relacionamento aparentemente legal durante todos aqueles anos, parecia loucura com a vida que a gente levava.



    - Eu não sacaneio quem eu gosto Amy, eu posso ser um canalha, mas não tão canalha, você precisa de ajuda? Eu te ajudo. Simples assim. - Simples assim, era pra isso que servia o protetorado certo? Amigos, tribo. Ou pelo menos eu precisava acreditar nisso pra não voltar pro isolamento do meu beco.

    - Eu era o alfa, meio perdido? Com certeza. Mas eles eram mais perdidos do que eu. Franco sempre me pareceu o única cara que parecia satisfeito como as coisas estavam, mas só porque ele não ligava, eles iam me seguir. - naquela época eu tinha certeza que me seguiriam, não pra loucura de ir pra Londres como minha mãe havia sugerido, mas pra um outro território certamente, começar algo que era meu, construído do meu jeito, do nosso jeito… Hoje dificilmente existe nós, não sinto mais que conveniência em estar entre os Algozes.

    - Ele foi minha escolha. - a essa altura eu lavava meu corpo já acostumado a água fria demais - Axel era meu beta, mas só porque ele não quis… Eu na época queria que ele fizesse o serviço sujo, acho que ele se sentiu usado… Sei lá… Não sei quando foi que a chave dele virou e invés de serviço sujo ele decidiu se enterrar até o pescoço junto da legião. - minha cabeça meneia em negativo, a desaprovação junto estampada no meu rosto.

    - Minha não ou talvez sim, mas seria muito mais se eu tivesse ficado, ia ser Adam de novo e outra vez, talvez pior, eu cheguei a ter vontade de comer meu próprio braço, matar a Emillie grávida, minha mãe teve visões, pintou todas elas, uma porra de um banho de sangue interminável, um rio de sangue e urathas mortos… - toda vez que eu relembro aquilo a tristeza toma conta do meu rosto e palavras, mas toda vez eu também tenho certeza de ter tomado a decisão certa. - Eu faria tudo de novo, igualzinho. - e com zero arrependimentos… Bem talvez eu não devesse ter comido a Sam, ou pelo menos usado um preservativo, mas fora isso tava tudo certo, tinha sido do jeito que devia ser, até porque toda vez que eu olhava pros bebês tudo parecia fazer sentido e valer apena.

    - Aquela caçada me ensinou muito, lá foi onde começou a minha caminhada pra eu ser o quem sou hoje, foi a Loba de Ferro que me mostrou  quem eu queria ser, mesmo eu sem ter a conhecido de verdade… - Um sorriso sem mostrar os dentes e alguma espécie de paz no rosto e no coração. - Mas isso é um papo entre eu, meu avô e Sagrim. - Eu sei o quanto aquilo devia soar estranho, estranho pra caralho, mas eu realmente não queria explicar, não agora pelo menos.

    - Você vai precisar dela pra não ficar cheirando a Connor. - eu digo fechando a água, ou talvez ela quisesse ficar coberta com meu suor. “Carona uma porra.” eu penso já com metade da minha roupa de volta no corpo, penduro a minha camiseta no ombro, a jaqueta amarrada na cintura - Eu quero caçar carne fresca, comer ela morna e trepar. - as palavras não são exatamente um convite pra ela, apenas uma afirmação verdadeira, mas não é como se eu não quisesse que ela se juntasse a mim, meu olhar dizia pra ela vir olhando dentro dos olhos dela, sem desviar, mas sem deixar aquilo ficar constrangedor, eu espero algum tipo de reação até responder de forma objetiva. - Tô de moto. - e me preparando mentalmente pro rio de merda que estava por vir, fazendo os planos de invasão, mas também achando que eu merecia pelo menos aproveitar antes de desafiar a morte mais uma vez.

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    Mensagem por Wordspinner Dom Ago 21, 2022 11:42 pm

    Connor: Ok…?

    Isso é o fim para ela. Ao segurar a mão dá irraka ele a tem por um breve instante. Uma concessão que chega ao fim quando ele abre a boca de novo. Ela quer sair mais rápido. Ele sabe.

    Ela não está interessada nos pensamentos dele. É como cada palavra a empurrasse mais forte para longe depois de terem matado o silêncio. O momento compartilhado tinha sido quebrado e ele agora andava descalso nos cacos.

    --

    Connor: Meus socos doem também.

    Ele sente ela dobrar e seguir o movimento como uma folha de papel. Sem Resistencia. O impacto baixo e insoso.

    "Esse cê mereceu." A voz cheia de animação de alguém que ganha um presente. "Já pensou em usar os cotovelos? Seu alcance não é ruim" Ela insiste na combinação de socos. Mais forte que antes. Estendendo e voltando. Estendendo demais. Voltando rápido.

    --

    Connor: - Eu não sacaneio quem eu gosto Amy, eu posso ser um canalha, mas não tão canalha, você precisa de ajuda? Eu te ajudo. Simples assim.

    "Arruma sua casa." Ela fala suspirando. "Já é um trampo e tanto. Para o que quer que você e Axel estão fazendo."

    Connor: Com certeza. Mas eles eram mais perdidos do que eu. Franco sempre me pareceu o única cara que parecia satisfeito como as coisas estavam, mas só porque ele não ligava, eles iam me seguir.

    "Muito fácil apostar no que nunca vai ser testado." Ela dá de ombros claramente não comprando a certeza dele.


    Connor: Eu na época queria que ele fizesse o serviço sujo, acho que ele se sentiu usado… Sei lá… Não sei quando foi que a chave dele virou e invés de serviço sujo ele decidiu se enterrar até o pescoço junto da legião.

    "É bem fodido pra tu escolher alguém pra sujar a mão e deixar a sua limpa." Ela parece estar falando de um seriado de tv. Quase como se Connor fosse uma personagem que os dois assistiam. "Acho que a gente tem que enviar a cara em cada canto escuro que mandar o irraka." Ela dá de ombros. De novo. Posso só ter nascido na Lua errada. Pronta pra ser esquecida."

    Connor: Minha não ou talvez sim, mas seria muito mais se eu tivesse ficado, ia ser Adam de novo e outra vez, talvez pior, eu cheguei a ter vontade de comer meu próprio braço, matar a Emillie grávida, minha mãe teve visões, pintou todas elas, uma porra de um banho de sangue interminável, um rio de sangue e urathas mortos.

    "Uma imagem fodida. Uma porra de um pesadelo vivo e acordado." Ela ouve ele dizer que repetiria Tudo. Igual. "Não fica assim. Na primeira tropeçada eu ia estar lá. Sebs também." Como se fosse um consolo. Realmente. Sinceramente. "A gente tava olhando. Esperando. Procurando uma saida." Ela se aproxima o suficiente para segurar o braço dele, primeiro hesitante, depois firme e então um breve afogo antes de deixar a água fria afastar ela.

    Connor: Mas isso é um papo entre eu, meu avô e Sagrim.

    "Segura isso e não esquece." Voz falha. "Essa cidade é legado dela também. O protetorado e..." Ela respira rápido. "Eu não vou deixar os Anshega pegarem nada. Botarem as patas sujas aqui." Uma promessa. A emoção não era ódio. Não era raiva. Devoção.

    Connor: Eu quero caçar carne fresca, comer ela morna e trepar.

    "Não é meu tipo de cara. Mas pode ser meu tipo de garota. Eu gosto do estilo linda alta e forte." Ela não esconde o interesse nem a condição. Os olhos azuis fixos nos dele com uma intensidade inesperada.





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    Mensagem por Ankou Seg Ago 22, 2022 4:28 pm


    Eu me sinto um idiota do caralho, talvez eu devesse ter ido com mais calma, mas é tarde demais, mas era bom, quebrar uma espécie de gelo já que a gente nunca tinha se falado praticamente, muito menos de algo que era importante pra ela, possivelmente mais oportunidades apareceriam.



    Sorriso de canto pretensioso brota sem eu nem ver com a porrada bem dada - Dificilmente alguém chega perto o bastante pra isso. - mesmo ela ficava tentando entrar e sair da minha guarda o tempo todo, nunca perto demais.



    Eu faço um sinal com as mãos pra parar, minhas mãos vão a cintura, era bom pra descansar um pouco também, não que eu me sentisse cansado, mal ofegava naquele ponto. - Quando eu disse pro Nestor que os Algozes nunca estiveram mais fortes eu não tava de sacanagem, não graças ao Axel, mas não tem eu e Axel, provavelmente não vai ter eu e Algozes se eu sair vivo da Cruzada… - Minha cara trunfa, aquele assunto me irrita de verdade - Talvez não tenha nem mais eu e Dover. - A vontade era crescente de sair pelo mundo com Tuya, aquela porra toda tinha ficado pequena demais.

    - O território tem problemas, todo mundo tem… Nada que eles não consigam dar conta sem mim, coisa pequena. - aquilo também era uma outra verdade.

    - Tempos diferentes, cabeça diferente, mesmo que tenha sido quase ontem - eu faço o gesto de aspas com as mãos - Hoje eu prefiro resolver meus BOs, hoje eu não confio no Shawn pra isso de qualquer forma, não sem ele cagar no juramento e se eu tiver de entregar ele pros Rahulunim eu vou, ele e o resto da Legião. - Eu respiro fundo, mas não deixo dúvida nenhuma, ela nem existe, eu podia fazer vista grossa pra muita merda, mas aquilo era demais, no fim das contas Nestor tava certo. - Eles tiveram sorte, ganharam uma segunda chance, torço que aproveiteml, por mim e por eles. - E assunto encerrado, meu olhar fuzilante e sobrancelhas comprimidas dizem bastante que eu não quero mais falar sobre aquilo.

    Meu sorriso se abre, puro sarcasmo - Eu sei que estavam, Rich, minha mãe também, todo mundo de olho, todo mundo procurando uma solução, ela há mais tempo que todo mundo, sem respostas e esse era o problema, eu sabia que tava todo mundo de olho, ia morrer um monte de gente sem saber porque, Sebastian e você seriam os últimos que eu iria atrás… Isso é passado, o porra tá morto e devorado - eu seguro o braço dela por um instante, era bom ter com quem contar, de verdade, a deixo ir assim que ela decide se afastar.

    Uma das minhas sobrancelhas se arqueia - Tu viu alguma buceta em mim quando eu tava tomando banho? - meu tom sai gozador, quando é que ela tinha se tornado a esquisitona igual a Anne, ou pelo menos o que Sam falava da Anne? - Eu falei trepar, não disse fazer môzinho ou nheco nheco. - minha voz vai ficando baixa e ganhando o tom mais sedutor que eu consigo imprimir encarando os olhos azuis dela, devolvendo a mesma intensidade - E isso inclui garras e pelo... - eu me aproximo mais ainda, o bastante pra saber que minha respiração tá acariciando a pele dela - Isso inclui eu morder o seu pescoço  e me enterrar em você até o nó do meu pau de cachorro fica entalado. - um rosnado baixo sai da minha garganta, um rosnado impossível de um humano emular, metade excitação, metade desafio.

    Eu me afasto apontando pra mim mesmo de cima abaixo - Essa pele aqui não é importante, nem essa que você tá usando agora… Eu quero caçar, comer e trepar como um uratha, zero ilusões. - naquele ponto meu olhar era intenso, selvagem, os olhos mal piscavam, até minha respiração acelerava só de imaginar, o gosto da presa, do sangue quente escorrendo pela garganta adentro, o sexo animalesco cheio de cheiros e prazeres “exóticos”.

    - Você tá cheia de dedos pra quem pode morrer em menos de uma semana - uma risadinha rouca e provocadora sai da minha goela, cheia de desafio. - Talvez eu devesse convidar a Rail, ela parece tá com o cardio mais em dia do que o seu. - E não, eu não era nenhum corredor amador como eles dois, por melhor que fossem.

    Eu vou me afastando devagar e provocativo, dois dedos da minha mão lançam um beijo no ar em direção dela - É pegar ou largar. - a piscadela vem logo em seguida e eu me movo em direção a saída sem me importar verdadeiramente se ela me seguiria ou não.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Ago 24, 2022 8:34 pm

    Connor: Talvez não tenha nem mais eu e Dover.

    "Vai com a Millie?" Ela esfrega a cara tirando suor. "Pra onde for, tenha uma alcateia. Mas saiba que nenhuma vai ser boa o bastante pra você." De algum jeito aquilo não soava como um elogio.

    Connor: O território tem problemas, todo mundo tem… Nada que eles não consigam dar conta sem mim, coisa pequena.

    "É." Ela fala com toda a certeza de quem viu de perto. "Eu sei." Nenhuma ironia.

    Connor: ...por mim e por eles.

    "Com você nessa. Por todos nós." Um tom mais triste. "Perder eles ia ser ruim. Bando de pé no saco. Mas urdaga."

    Connor: ...Sebastian e você seriam os últimos que eu iria atrás… Isso é passado, o porra tá morto e devorado -

    "Confiante demais, se livra disso ou vai continuar dependendo de te salvarem pra continuar por aí." Parecia que ela ia falar mais. Parecia que ia fazer disso um sermão. No fim ela realmente tinha terminado.

    Connor: É pegar ou largar.

    Em nenhum momento ela para de olhar e medir o Rahu. Uma expressão de divertimento e prazer no rosto pequeno. Séria fácil achar que ela era mais nova que ele. Traida pela cura uratha, ou salva por ela.

    "Você é só ar." Ela fala alta. Nenhum barulho além da voz nas costas dele. "Eu vou e a gente se caça no final." A voz dela mais baixa. Mais perto. "Se você me pegar pode ter sua fantasia adolescente." A mudança não tem som, mas a voz dela a entrega. Mais grave. Mais baixa. "Se eu te pegar eu uso essa pele pra mostrar o que é foder como um uratha bebê." Excitação, desafio e zombaria na voz dele. "Vai correr?"
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    Mensagem por Ankou Qua Ago 24, 2022 10:31 pm


    - Emillie e eu já era, não vai acontecer, nem quero. - meus olhos chegam a revirar quando eu falo aquilo, desprezo genuíno. - Eu nem tenho certeza mais se a criança é minha. - eu tinha minhas desconfianças, mais de uma na verdade… Tinha todos os motivos pra ter.

    - Tem uma que é, boa até demais, mas eu não vou ficar na aba do negão de novo. - minha voz sai carregada de respeito, assim como meu coração, Fumaça dispensava apresentações, a melhor das melhores alcateias, numa puta situação de merda, mas inamovível, feitos de ferro de verdade.

    - Exceto se Axel realmente quiser ir atrás do Medo Atrás do Espelho, nesse caso eu acho melhor ir cavando uma cova se sobrar alguma coisa pra enterrar. - eu digo com toda certeza de que não seguiria ele naquela loucura, nem hoje e nem provavelmente nunca.

    A Legião martela na cabeça, Urdaga, mas não muito diferentes dos Anshega, fazendo as mesmas merdas, era melhor nem pensar no que podia acontecer, no que podia vir a ser, minha cabeça meneia em positivo concordando com ela e logo eu prefiro deixar aquele assunto de lado.

    - Não é nem questão de confiança ou não, mas eu cheguei a planejar essa merda, lá no fundo cheguei… - não tem orgulho nenhum na voz, só a minha mandíbula grande a quadrada se movendo de um lado pro outro e eu sem ter a menor ideia mais do que dizer, na verdade nem havia o que dizer.

    Eu nem ligo pra provocação inicial e respondo no ato a segunda - Pra ser uma fantasia eu teria de nunca ter realizado isso. - eu arqueio uma sobrancelha e coloco meu melhor risinho pretensioso de canto de boca, mas minha expressão muda pra puro desgosto conforme eu me viro prontamente quando a voz dela muda.

    - Ah não! - impossível de me conter, a mão vai na testa, minha cabeça pende em negativo - O que tem de errado contigo e com a Anne com essa porra de ficar crescendo pintos?! - meu tom é de revolta, não que eu achasse Amy maravilhosa ou a última bolacha do pacote - O que foi visto jamais poderá ser desvisto… - quase impossível de me conformar, mesmo se eu tivesse transando com ela aquela porra daquele semblante masculino era tudo que eu ia me lembrar.

    Eu respiro fundo insatisfeito, decepcionado também - Nos caçarmos só ia fazer Nestor arrancar toda e qualquer pele nossa, se sobrasse alguma - eu olho “ele” de cima abaixo e tudo que eu consigo expressar é desaprovação estampada no meu rosto - Pelo menos você me deu uma memória pra vender pro Vigia do Passado, talvez assim tu consiga me deixar de pau duro algum dia… - meus olhos se reviram, Amy nunca mais voltaria ser vista como uma “mulher” de novo, algumas coisas eram melhor intocadas… Eu continuo meu caminho, preferia assistir pornô a aquela altura, meu interesse havia ido todo por água abaixo, mesmo que eu ainda mantivesse toda confiança de que eu jamais ia perder aquela aposta, na verdade eu tinha mais receio de Rail do que dela dentro da reserva.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Ago 31, 2022 8:59 pm

    Connor: Tem uma que é, boa até demais, mas eu não vou ficar na aba do negão de novo

    "Bom amigo pra se ter. Tem mandado alguma coisa pra ele?" Como se fosse um habito.

    Connor: - Exceto se Axel realmente quiser ir atrás do Medo Atrás do Espelho, nesse caso eu acho melhor ir cavando uma cova se sobrar alguma coisa pra enterrar.

    "A cruzada vai ser mais perigosa que isso." Não parecia que queria discutir. Mas sim que acreditava nisso.

    Connor: Pelo menos você me deu uma memória pra vender pro Vigia do Passado, talvez assim tu consiga me deixar de pau duro algum dia… -

    "Lá se vai o rei que Corre." Ela diz. Ela de novo, andando pro chuveiro e largando roupas pelo caminho.


    --

    Connor não consegue parar de reclamar do calor. A pele queima e derrete. Arde e coça. Cheira mal e queima os olhos. O chão quente é ruim também. Quente e pontudo.

    "Não pode ficar parado garoto." Era a voz dele. Trovão. Distante. Fraco. "Está correndo e não está chegando. Nem consigo ouvir a sua..."

    Então o som é raspado e afiado. Uma ponta fria na sua garganta. "Voz." Ele diz. "Você tem voz e fala mais do que deve. Fala demais." Tinha um prazer sadico ali. Um prazer sadico nas mãos que o prendiam pelos pulsos como ferro.

    "Melhor tirar a voz dele." A mulher no escuro, mesmo com a Luz cegante do sol na sua cara. "Ele vai perder a razão. Perder quem é. Só mais um erro dos seus deuses..." Mas não pode continuar. Uma nuvem de tempestade cobre parte do sol e na sua sua frágil sombra ele está livre.

    "Não esperava uma visita." O homem negro com cabelo cor de chumbo. O uratha que cruza portais. "Não pode ficar agora. Estou ocupado." Connor via o sangue pingando dos braços. Via a pintura no corpo. Via a pedra lisa a sua frente e o leão as costas. Via uma legião dourada brilhante demais na luz cegante do sol. Um grito.

    O despertador parecia alto demais. Mesmo no outro comodo. O choro era irritante. Ele tira os dedos dos burracos que fizeram na cama. Seu celular brilhava com uma ligação que acabava de perder.

    "To num avião. Me busca no aeroporto meu rei." Ele quase podia ler o sotaque londrino de Dona.

    O sorriso se apaga quando ele vê o reflexo na janela. Já tinha esquecido dele. O vigia branco dois três sete. "Ela saiu de casa com caixas. Está em um Buick regal preto. A placa está na sua caixa de escravizar energia e informação. Minha parte no acordo foi cumprida." O único relevo do rosto do espírito se move girando. O foco da camera se ajustando.

    Samantha não estava na casa. O choro do seu bebe era um apelo urgente e desperado como sempre era.

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    Mensagem por Ankou Qua Ago 31, 2022 10:02 pm


    - O de sempre… Quase tudo que ele acaba podendo me dar uma mão, uma cópia daquele manuscrito esquisito também, Rich nunca pediu exclusividade… - mesmo que ele agora tivesse o original, era o que a tribo fazia, a coisa mais linda, todos unidos na própria canalhice e ambição, ainda assim era bonito de ver, como havia sido bonito de ver na reunião há meses em Londres, mas não, com o negão meu jogo era limpo, ou quase isso, assim como ele fazia comigo.

    - Claro que vai, mas eu não vou estar sozinho, nem você e o baba ovo do Joe não vai ter Questiona o Céu nem Guardião de Ferro na retaguarda dele pra sair inteiro duma merda dessas. - e eu sabia melhor que ninguém como eles faziam diferença, era o único motivo de eu ainda estar ali tendo aquela conversa que não ia levar a porra de lugar nenhum.

    A visão dela voltando ao normal é perturbadora de qualquer maneira - Zero vontades de transar depois de você ter me mostrado essa tentativa muito errada de ser travesti de um irmão gêmeo que você nunca teve. - minha voz sai sem motivação nenhuma, não tinha nem vontade de ver pornô mais de verdade - Como se essa merda não fosse o bastante, transar sobre uma disputa corta meu tesão também, talvez um dia a gente dispute de verdade, por algo que valha a pena, talvez na próxima vez o ringue não seja mais seu quando tu ir pra lona. - eu coloco meu melhor sorriso no rosto junto da minha voz calibrada cheia de desafio, mas sabia que não era um desafio pra agora, mas lá no fundo não era o que ela queria? Se livrar do loci sem se sentir responsável… - Té mais travecão. - eu dou uma gargalhada curta e grossa e vou puxando meu carro dali, não tinha mais nada pra fazer, nem queria mais olhar aquela bunda plana dela.



    “Que merda tá acontecendo vô?” Era tudo que eu conseguia pensar, em algum nível ele ainda lutava, eu tinha certeza disso, a mulher era um inimigo, certeza que era, talvez servisse a Gurim, nem dava pra saber.

    Eu fazia toda força do mundo pra me soltar, mas nem era o bastante, não tava nem aí pra minha garganta, me degolar não ia adiantar de nada, meu corpo teimoso ia só se refazer e foda-se.

    Eu olho pra cima, pra tempestade cobrindo o sol e a mulher parece ir embora ou eu simplesmente não consigo ver ela mais - Tu tá puta da cara não tá? Eu to ancorando o velho e ele tá sendo uma pedra mesmo depois de morto não é sua vagabunda? - meu raciocínio sozinho sendo cuspido pro nada e pra ninguém, no mundo dos sonhos ou em algum lugar perdido na sombra que eu só conseguia acessar daquele jeito, espíritos eram simples, fáceis de entender, as pessoas me davam mais medo, a gente nem via o inimigo chegar na maioria das vezes, fantasmas eram cheios de rancor e ódio pelas coisas não resolvidas, uma merda… A filha da puta tava me assombrando agora?

    Eu respiro fundo, tava crente que mamãe tinha resolvido aquela bosta, pelo visto não, a desgraça tinha passado pelo escrutínio dela e de Maria, isso queria dizer que eu tava fodido, não meio fodido, fodido de verdade.

    Meus olhos se arregalaram ao olhar pro lado e ver o velho intimidador que invadia sonhos, mas acho que agora eu que tinha feito o inverso, invadido o dele? Entrado num portal dele?

    Eu olho pra aquela merda gigantesca que ele parecia se encontrar, o corpo pintado pra caçar, a legião dourada… Que tipo de merda o sujeito tava enfrentando?!

    Eu sei que eu não tenho muito tempo, sei que ele nem vai me dar a atenção que eu preciso, mas a idade dele nem esconde poder e sabedoria, nem se ele quisesse, eu pego a chance que eu tenho - A lua exigiu uma Cruzada Prateada de nós, Trovão Mcleary tá se perdendo… O Romano também era meu avô, eu não sei procurar os que se foram como você, mas se você achar Voz da Sombra diz pra ele me procurar… Por favor. - minha voz é só um pedido humilde, eu não tinha nada pra oferecer em troca, nada óbvio pelo menos, nada além da minha gratidão.

    - Merda. - o sussurro corre pela minha boca, eu coço a minha cara inchada de sono, as crianças chorando no outro cômodo, a mensagem de Dona piscando no celular, um monte de merda pra fazer ao mesmo tempo.

    Tenho duas fraldas cagadas e duas mamadeiras pra resolver vou atrasar.

    Meu tempo com as crianças era definitivamente a melhor parte do dia, o cheiro de cocô nem incomodava mais, o choro era só um pedido do colo do papai e eu era o papai, pensar nisso sempre me tirava um sorriso do nada, eu troco as crianças e deixo as duas bem apertadinhas sobre um dos meus braços enquanto as mamadeiras esquentam em banho-maria, uma passada na creche, uma desculpa esfarrapada, era meu dia de ficar com elas, isso até Dona aparecer.

    Era minha hora livre pra eu ficar com as minhas crianças, eu espero que tu tenha algo muito bom pra mim.

    Não, nem era sacanagem… Eu paro a minha moto em frente ao aeroporto, fui nela de propósito, se ela quisesse uma carona seria espremida entre meu pau e o tanque da moto, pensando bem pra ela isso nem seria tão desconfortável, ela devia ser a única quase anã que caberia ali com folga.

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    Mensagem por Wordspinner Sab Set 03, 2022 8:19 pm

    Connor: - O de sempre… Quase tudo que ele acaba podendo me dar uma mão, uma cópia daquele manuscrito esquisito também, Rich nunca pediu exclusividade…

    "Nunca quis. Ele queria que vocês vissem." Ela não escondia que sabia do assunto. "Tenta não esquecer do cara quando algo bom acontecer."

    Connor: Claro que vai, mas eu não vou estar sozinho, nem você e o baba ovo do Joe não vai ter Questiona o Céu nem Guardião de Ferro na retaguarda dele pra sair inteiro duma merda dessas

    "Nem a gente. Esses aí não estão na cruzada." Rail, Shaw, Chloe, Ash, Nestor e Skye. "Se alguém for se fuder legal vai ser eu ou você."


    Connor: Zero vontades de transar depois de você ter me mostrado essa tentativa muito errada de ser travesti de um irmão gêmeo que você nunca teve

    "O Rei que Chora é melhor?" Ela xinga a água fria.

    Connor: Como se essa merda não fosse o bastante, transar sobre uma disputa corta meu tesão também, talvez um dia a gente dispute de verdade, por algo que valha a pena, talvez na próxima vez o ringue não seja mais seu quando tu ir pra lona.

    "Com a Lua cheia é sempre uma disputa. Sempre." A voz dela se misturando com a música do ambiente que Connor acessava.


    --

    Connor: A lua exigiu uma Cruzada Prateada de nós, Trovão Mcleary tá se perdendo… O Romano também era meu avô, eu não sei procurar os que se foram como você, mas se você achar Voz da Sombra diz pra ele me procurar… Por favor

    O brilho refletido nos olhos do velho era o suficiente para queimar a retina. "Estamos todos lutando juntos. Vocês não estão sozinhos...

    Dona nunca responde a mensagem.





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    Mensagem por Ankou Sab Set 03, 2022 9:47 pm


    - Nunca esqueço, ou você acha que ia ter algum outro maluco que ia me convencer a fazer aquela merda? - Meu sorriso de canto se abre por um instante, é verdade que eu havia gostado da incursão, descobrir como os puros estavam caçando também, mas nem de perto ter tomado aquele monte de tiro, sem contar a granada, Richard era o único filho da puta que tinha se importado quando eu tava na merda do beco…

    - Dona Ash e Seu Nestor me passam confiança, mesmo que no final de contas seja a gente mesmo que vai levar pedrada primeiro. - eu digo aquilo como se fosse incontestável, eu sabia que minha mãe podia não ter estima nenhuma por Amy, mas dificilmente minha véia ia deixar ela morrer sem fazer nada, certeza.

    - Nesse exato momento, rei broxado olhando pra bunda mais plana de Dover. - é claro que eu nunca ia deixar aquela merda barata, de jeito nenhum, Amy tava lá embaixo na minha lista, agora não tava em lugar nenhum dela…

    - Com um Farsil Luhal é uma disputa quando convém, vai contar história pra boi dormir. - por fim eu acabo dando uma risadinha divertida alongada, ela crente que enganava alguém, era uma situação “nojenta”, mas eu tirava alguma diversão daquilo ainda, já tinha me fartado de Amy por hoje, eu cruzo a porta, era hora de ir.



    - Nosso tempo é curto, eu sei, aqueles caras não estão parando - eu digo olhando pra legião, tapando o rosto quando ele olha pra mim com aqueles olhos ofuscantes - Ta… Ta… Talvez numa próxima vez, numa circunstância melhor você possa me dizer como ajudar, como lutar junto. - gaguejar era uma merda, nem era do meu feitio, Conninho sempre foi muito bom com a língua, em muitos aspectos, mas aquilo tudo tinha cheiro de poder, de um poder que eu não era capaz de compreender, os velhos sempre faziam meus nervos fraquejarem, até o tio Nestor, mas ele dava menos medo pq era família, naquele exato momento eu só esperava que o velho saísse vivo daquela merda que parecia impossível.

    Está correndo e não está chegando. As palavras do vô ficam martelando na minha mente, ele tinha razão, não era hora de correr, não tinha direito de pedir o velho favor nenhum se ia deixar ele na merda, eu me agacho e dou uma cusparada no chão, eu sei os símbolos da caçada, mas eu também sei que não vou ter tempo de invocar uma ali, não até aqueles caras chegarem, eu faço cada um dos símbolos no meu corpo, pintados precariamente de baba e terra, eu tento ver no velho algo fora do lugar, algo diferente, algum símbolo que eu não tinha - Não vai ter próxima vez né? - meu tom não é nada animador assim, a sensação era igual a de quando eu sabia que meu avô nunca ia voltar do campo de batalha, eu dou outra cusparada no chão e pinto o nome do meu avô sobre a minha face direita - A mãe sabe o que faz. - um sussurro, palavras dele, e eu tava pronto pra encarar aquela merda junto dele, a lutar junto.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Set 08, 2022 8:24 pm

    Connor: Ta… Ta… Talvez numa próxima vez, numa circunstância melhor você possa me dizer como ajudar, como lutar junto.

    "Lutar você já sabe. É o seu presente da Lua." A voz calma e fluida. "Não é isso que posso te ensinar."

    Connor: A mãe sabe o que faz.

    "Ela sabe..." Ele diz com graça na voz. "Não vai ser a ultima vez para mim e espero que não seja para você jovenzinho." Os olhos brilhantes se focam nele como farois. "Vá para casa. Você não é bem vindo aqui." E a luz quente é tudo por um longo momento antes do despertar.
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    Mensagem por Ankou Qui Set 08, 2022 8:59 pm


    Não sabia se havia me expressado mal, ou se o velho estava só se divertindo às minhas custas, mas eu estava nervoso, não sabia como explicar - Não é isso, eles vem até mim, eu não sei fazer o caminho inverso, eu vejo memórias que não são minhas, nem do meu avô, bem algumas são dele. - eu falo meio sem jeito e olho pra frente cheio de disposição pra lutar, pra ajudar o senhor de pele escura, isso até ele cortar o meu barato, mas me pego pensando em um instante, “Como posso lutar em um sonho? Como esse cara tá me vendo no sonho?”, aquilo era confuso, atordoante na verdade, assombroso!

    Eu dou uma ultima olhada no velho, olhando as marcas nele, em volta, qualquer coisa que eu pudesse pescar, qualquer informação mínima, meus olhos piscam, a luz atrapalha mais que qualquer outra coisa - Espero que não. - a confiança dele renova a minha confiança de que o veria novamente, de que aquela sensação de despedida era coisa da minha cabeça.

    Como eu podia não ser bem vindo a um lugar que eu nem sabia qual era, onde era? Mas eu não sentia hostilidade do velho, pelo contrário, a minha sensação, real ou não, é de que ele queria que eu fosse embora por proteção, de quem queria que eu ficasse longe porque eu não sabia com o que estava lidando, de fato não sabia, não fazia uma puta ideia…

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    Mensagem por Wordspinner Qua Nov 02, 2022 11:34 pm

    Connor ouve cada passo raspando concreto da calçada. A luz do sol se enfiava entre os pensamentos dele. Mais cheiros do que ele podia contar brigavam por atenção. A cidade era um assalto aos sentidos. Completamente indiferente e grande o suficiente para engolir qualquer um. Ele quase comenta com Dona, mas ela não estava lá. Sua moto estava.

    Ele se senta e vê o aeroporto no retrovisor. Um desafio. Ele tinha se prendido em mais um compromisso. Estava amarrado, sufocado, em uma teia de obrigações. Sam e as crianças. A mãe. O Pai. A família. A alcateia. Os mortos. Os urathas que iriam o ajudar a entender esses mortos. O desafio que ele mesmo fez a Axel. O território e o que quer que isso significasse. A cruzada e o futuro do protetorado. Millie também. Aquela vaca ingrata.

    O motor responde com um ronco grave e ele ainda precisa decidir onde ir. O telefone brilha com mensagem de Brendan.

    "Você e Chloe, na casa da Tia depois do almoço. Isso quer dizer 13. Quer dizer que não vai ter tempo pra comer lá."

    Nenhuma explicação, mas algumas horas de espaço. Porque ele tinha enviado a mensagem? Porque Chloe?

    "Vou assistir o time da Griffith no Leiber Hauss hoje. Aparece lá."

    Leiber Hauss era um bar de esportes velho e mofado que não pedia sua identidade. Sempre tinha menor de idade por lá. Sempre.
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    Mensagem por Ankou Qui Nov 03, 2022 1:02 am

    Eu jurava que tinha Dona atrás de mim o tempo todo, mas não ela não estava lá, eu devia estar sendo insuportável com toda aquela pressão, a verdade é que nem eu estava me aguentando, minha mente vagueia por Tuya um segundo e é o único segundo de paz que eu tenho até me desfocar de volta na cidade, os problemas voltarem a rodear a cabeça.

    Mals, dia ruim… Bem ruim…

    A mensagem pro celular de Dona era um pedido de desculpas, o melhor que eu podia fazer já que não fazia ideia de onde ela tava mais.

    Eu ligo a moto e o celular de brilha ainda na minha mão com a mensagem de Brendan… Mensagem desagradável, como se eu tivesse tempo pra aquela merda, a mensagem que vem em seguida quase soa como chacota, soaria se não tivesse vindo dele.

    Te vejo às 13, mas não posso ir pra resenha, não tenho tempo pra isso, talvez mais tarde.

    Não, eu não queria falar pra ele que tinha botado o pau na mesa e desafiado Axel só pra ele me passar uma porra de um sermão e a Cruzada blábláblá, eu precisava ser maior que essa porra toda e ainda sair com vida é isso que eu pretendia fazer.

    Eu instintivamente olho a hora, eu tinha tempo, algum tempo pra tentar entender em que merda a piranha da Emilie tava se enfiando, mas estava contrariado como se nada daquilo valesse a pena mais, era igual assistir uma série ruim, mas que só se continua assistindo pra saber o final. Ainda assim estava atado a Silvia achar alguma coisa, ou simplesmente pegar o rastro de Emilie a partir do AP dela, em nenhuma circunstância aquilo me agradava.

    Eu paro com a moto numa rua paralela, só queria um tempo pra mim, algum lugar que eu conseguisse pensar ainda que a ânsia pela resposta de Silvia me corroa por dentro, o celular na mão eu olho de novo e de novo.

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