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    Connor Mcleary

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    Mensagem por Wordspinner Qui Nov 17, 2022 1:59 am

    O rahu esperava a mensagem de Silvia, mas não foi isso que recebeu.

    "Vai morrer assim." A voz percorria a pele dele de dentro pra fora arrepiando os pelos. Um aperto forte na mão do telefone. Dois como ser esmagado por um prensa hidráulica. "Distração. Fraqueza. Morte." A tela trinca e fica escura.

    O som irritante da ligação faz ele lembrar de respirar. A tela intacta. O rosto bonito e sorridente de Silvia brilhando ali. Ele não queria fechar os olhos porque sabia que podia ver os dedos escuros em volta do punho se fechasse. Não queria ouvir aquela voz de novo. Tão perto. Dentro dele.

    "Tá me ouvindo? " ele nem tinha percebido que tinha atendido o telefone. "O carro é quente de um colega da força. Conheço o cara, gente boa. Acabou de entrar de férias. No que ele se meteu?" Ela falava baixo e o viva voz não estava ligado. Mas ele ouvia tudo. A audição de lobo era intensa. O nervosismo da situação a deixava ainda mais.

    "Alo? Cara? Tá me ouvindo?"
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    Mensagem por Ankou Sex Nov 18, 2022 12:54 am



    O primeiro instinto natural era correr, ver de longe, acessar a situação, logo sobreposto por uma descarga de adrenalina que fazia meu corpo ficar paralizado por um tempo, os olhos olhando em todas as direções, por último eu entrada em estado de combate e fuga total, a respiração voltava gradativamente a resposta automática.

    - Não, nada, é bom saber que ela tá andando com gente decente. - Eu respondo como se estivesse tudo bem, ou pelo menos tento fingir que estava, de alguma forma a resposta de Silvia fazia com que alguma coisa estivesse bem. - A próxima breja é por minha conta. - Eu desligo o telefone sem esperar pela despedida dela, não dava, não tinha tempo.

    - Então você não é uma alucinação, duas urathas experientes em caçar espíritos não acharam seu rastro, afinal você não estaria aqui se tivessem, isso significa que também não é um espírito ou alma penada… Então você é sangue… Sangue como o Trovão é. É o único caminho que elas não saberiam trilhar. - Minhas palavras eram pensamentos altos. Nem eu sabia trilhar aqueles caminhos, mas estava perdido em meio dele, tomava rotas aleatórias que eu nunca sabia onde daria.

    Eu fecho os olhos procurando exatamente pela “pessoa” em meio ao escuro, encarando meu próprio receio - As coisas não terminaram como você queria… Grandes bostas, não terminaram como eu queria também, supera! Qual o seu nome e o que você quer de mim? - direto, sem rodeios, quase agressivo, eu sabia que aquela coisa não estava ali pra me agredir, ela teria melhores chances comigo bêbado, mas definitivamente queria algo de mim.

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    Mensagem por Wordspinner Sex Nov 25, 2022 8:43 pm

    Silvia não responde. Ou responde e ele nem ouve. Não importava. Olha em volta e está sozinho.

    A voz passava pela garganta e ninguém respondia.

    Um rato distraído fuçando uma sacola.

    Dentro dele? A tempestade constante. Inacabável. Sem fim. Negra e cinza e cor de chumbo. Quase dá para ouvir a chuva. Quase dá para sentir o cheiro. Cheiro de sangue.

    A luz cegante é inesperada.

    Connor: Qual o seu nome e o que você quer de mim?

    "Você não tá no controle." A voz de novo. Enchendo soando perto. Bem no meio da cegueira brilhante do relâmpago.

    "Não estraga tudo, guri." A voz parecia distante na escuridão que seguia.

    'Tem sangue demais nisso!" Os dedos frios afundando na pele como pregos enferrujados. " Eu não morri pelo privilégio de assistir você perdendo tempo atrás de bobagem. Procurando atalhos como um covarde fugindo da dor."

    A eletricidade fazia corpo tensional sem razão. Os dentes trincarem e a boca se encher de um gosto metálico e quente.

    "Se não fosse por mim você estaria aqui." As últimas palavras soam como uma ameaça, como se de alguma forma aqueles ganchos na sua carne pudessem puxá-lo junto.
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    Mensagem por Ankou Sab Nov 26, 2022 3:15 am


    Era tão estranho escutar o som da tempestade sem a chuva, não natural, como se algo estivesse fora do lugar. Seja lá quem fosse aquela entidade ela tinha razão, era exatamente isso, eu não estava no meu lugar.

    Era estranho, sentir que a mulher e o vô estavam no mesmo lugar, talvez estivessem brigando, sendo opostos, ou talvez estivessem ali só pra me dar uma lição, mas nem tudo era do meu acordo.

    Aquela porra toda levando minha mente ao limite, eu já nem sabia se estava mesmo naquela rua, ou se tinha escapulido pra sobra ou pra outro lugar, mas conseguia reconhecer facilmente o gosto de sangue na minha boca.

    Aquela porra já tinha me dado no saco, mas havia um limite eu tinha ficado calado tempo demais. - Eu respeito sua história, seu legado, mas você não vai ditar meu caminho, o atalho não é covarde é o caminho mais eficiente, por muitas vezes o mais doloroso, nós não somos iguais, você morreu porque não foi bom o bastante ou talvez porque não quis tomar o atalho. E se pra mim não serve, eu não vivo de suposições, a gente é o que é, aconteceu o que aconteceu, morreu tão sujo quanto os irmãos que você se dispôs a combater, salvar o rabo de todo mundo em Dover não diminui o seu pecado. - Duro, muito duro, eu sei, mas real. Eu já não tenho ideia se eu estou realmente falando ou simplesmente as palavras ecoando na minha cabeça - Você quer minha ajuda? Beleza. Quer me ajudar a te ajudar? Ok. Quer me ajudar? Ótimo! Uma mãozinha ia ser dahora nesse momento, mas eu não preciso de lição de moral. - Aquelas porras tinham que ficar no lugar delas, mesmo que uma delas fosse o vô, eu ainda to vivo e pretendo ficar exatamente assim, mas alguém parecia ter esquecido de enviar uma missiva pro velho, eu sou um Farsil Luhal, moral não é exatamente o que a gente mais preza.

    - Estamos todos lutando, para de reclamar das minhas decisões e vamos lutar juntos, se você ainda pode lutar… - Não existe zombaria, talvez uma ponta de desafio? É talvez, mas não excepcional pra um suposto uratha que já passou por dezenas de centenas de provações e desafios.

    Eu já não tinha dúvida alguma que naquela altura em algum momento algum pedaço de mim havia tocado no mundo dos mortos enquanto Sagrim se escondia, alguma coisa havia saído terrivelmente errado como se tivesse deixado uma cicatriz que dói toda vez que ia “chover”, tipo o joanete da tia Lisa.

    Ainda assim, dizer aquele monte de coisa me custou um monte de coragem que eu nem sabia que tinha, me fazia engolir seco esperando uma merda sem precedente, como se minha cabeça fosse descolar do corpo e rolar, o coração e a respiração estavam como se eu tivesse corrido uma maratona, mesmo sem eu ter saído do lugar. - Que bosta de alfa eu seria se eu me escondesse, se eu baixasse a cabeça? Numa guerra... - as palavras não são pras entidades, elas só percorrem a minha garganta como se fossem um atestado da minha verdade. Meu nervosismo e tensão são piores do que a dor e aquela sensação estranha a qual eu não fazia a menor ideia do que era exatamente.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 01, 2022 3:08 am

    "Cego e acha que sabe o caminho." A voz feita de eletricidade quase apaga os pensamentos de Connor.

    "Ajuda? Se não fosse pelo meu sacrifício Dover seria Anshega." Connor consegue ouvir os próprios dentes batendo.

    Connor: Que bosta de alfa eu seria se eu me escondesse, se eu baixasse a cabeça? Numa guerra...

    "Você não é!" A voz enchia cada nervo dele com uma dor branca e quente.

    Então a chuva vem com um estrondo distante.

    Gotas com gosto de sangue caindo de um céu enfermo com tempestades.

    --

    A garoa fria e fina escorre devagar no rosto dele. Um trovão distante anuncia o mau humor do céu. O reflexo no espelho retrovisor é cansado e cinza e cor de chumbo perdido nas nuvens do céu carrancudo.

    O dia estava ensolarado agorinha.

    O som raspado do passo atrás dele é leve e sutil. Quase imaginado. Quase.
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    Mensagem por Ankou Qui Dez 01, 2022 3:33 pm

    Tudo que me resta a fazer é resistir estoicamente, ainda me perguntava o que diabos eu havia feito pra merecer aquilo, a dor era excruciante, talvez comparável a do disco prateado de William.

    Meu corpo devia estar em frangalhos aquela hora e eu nem sabia onde estava.. Eu tinha certeza que iria apagar, tinha certeza duas vezes, cada vez que ela falava, cada vez que ela se enfurecia, era inútil lutar.

    Eu busco o chão, me sentar, me acalmar de alguma maneira, qualquer coisa que eu pudesse me agarrar. - Mais uma vez estamos lutando pra que Dover não se torne Anshega… Você é a Rainha Negra não é? - minha voz soa mais frágil e cansada do que eu gostaria - Porque eles querem tanto Dover? Essa merda nem faz sentido… O que Dover tem que qualquer outro lugar não tenha? - eu acho minhas dúvidas bastante razoáveis e minha postura não belicosa é tudo que eu posso oferecer em troca, em verdade também havia um alívio de saber que ela não era nada ligado aos Anshega.

    - É verdade, não sou alfa, ainda… - Confiança total na vitória, nem aquela situação deplorável me tiraria isso, nenhuma dor também…



    Olhar no retrovisor é impactante em como o dia havia mudado tão rápido, será que as manifestações daqueles urathas mortos eram tão poderosas ao ponto de conseguirem impactar o clima daquela forma? Era uma pergunta que eu não saberia a resposta tão cedo, o dia se tornar chuvoso não era nada incomum em Dover, como não era incomum no país inteiro.

    O passo pelas minhas costas faz eu saltar da moto já previamente estacionada eu me viro quase em uma cambalhota, pronto pro que der e vier, um movimento instintivo mais forte do que eu.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 01, 2022 4:42 pm

    Nenhuma resposta. Ninguém ali além dele.

    --

    Ele vira no ar e Dona não era o que ele esperava. Nem o gritinho que ela soltou.

    "Puta que pariu C!" Ela dá um passo atrás e um pulinho.

    "Te vi escondido aqui, já terminei lá. Quer dar uma volta?" Ela se recuperava rápido do susto. "Tenho umas horas pra matar." Ele se estica na ponta dos pés e desce devagar.

    "Quer ajuda?" Os olhos traem preocupação.
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    Mensagem por Ankou Sex Dez 02, 2022 1:13 am


    - Porra Dona! - meu punho tinha entrado e saído do bolso da jaqueta, um lembrete de que eu não tava com o soco inglês, mas tinha todos aqueles anéis na mão. O pico de adrenalina se vai tão rápido quanto veio, eu puxo a jaqueta pra baixo pelas duas pontas dando um estacão no couro, fazendo um barulho audível e arrumando a roupa.

    - Eu acabei de chamar meu alfa pro pau com um monte de puros no meu cangote, eu vou ter sorte se chegar no final da semana com uma alcateia intacta e no final do mês vivo. - ainda assim minha mente não vagueia por nada daquilo, meu olhar fixo numa parede como se estivesse vendo além, provavelmente eu havia ficado mais tempo em silêncio do que era confortável ficar.

    - Antes de vestir vermelho eu te falei que eu tinha tido um sonho com a Loba de Ferro, com a batalha que travamos, com o que o meu avô havia me dito, depois tu me contou aquela história braba da fulana que invocou os mortos e como tudo tinha acabado em Londres… Essa porra tá conectada Dona, urathas mortos vão pra algum lugar que eu não sei te falar qual, o meu sonho não foi um sonho de verdade, foram memórias, minhas, do meu avô, eu sei segredos que não são meus, sei de coisas que preferia não saber… - Minha respiração é longa e profunda com ar de insatisfação, eu dou um passo em direção a moto, cruzo meus braços e me apoio nela - É meio que essa porra que tá tirando meu sossego, isso e um mar de sangue, gente puta pra caralho que não pertence a esse mundo mais. - minha mão avança sobre meus cabelos jogando eles pra trás fazendo eles ficarem “lambidos” por causa da água da garoa fina e do suor - Meu velho falou pra mim que eu queria poder pra trocar porrada com uma alcateia inteira e por isso eu deveria me juntar aos Mestres do Ferro, ele tinha razão, mas agora existe uma grande diferença entre querer e precisar… - e agora eu definitivamente precisava pra que muita gente não morresse.

    Depois do meu desabafo eu não falo nada, minha cabeça só pende pra baixo meu olhar fixado no chão frio coberto de asfalto, no fundo eu tinha esperança que Dona fosse me dar uma resposta milagrosa, mas tinha certeza que ela não tinha.

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    Mensagem por Wordspinner Sab Dez 03, 2022 9:00 pm

    Connor: Eu acabei de chamar meu alfa pro pau com um monte de puros no meu cangote, eu vou ter sorte se chegar no final da semana com uma alcateia intacta e no final do mês vivo.

    Ela assobia  impressionada. "Tá fazendo um trabalho e tanto pra cavar uma cova. Corrida pra morrer em menos de um ano?" Ela se aproxima enquanto fala. A voz leve com humor envergonhado nada característico. O cheiro de sabonete e perfume doce.

    Connor: Antes de vestir vermelho eu te falei que eu tinha tido um sonho com a Loba de Ferro, com a batalha que travamos, com o que o meu avô havia me dito, depois tu me contou aquela história braba da fulana que invocou os mortos e como tudo tinha acabado em Londres… Essa porra tá conectada Dona, urathas mortos vão pra algum lugar que eu não sei te falar qual, o meu sonho não foi um sonho de verdade, foram memórias, minhas, do meu avô, eu sei segredos que não são meus, sei de coisas que preferia não saber…

    Ela continua se aproximando enquanto ele fala. Devagar, sem pressa. "Sombras. Eram sombras. Mas podiam não ser. Podia ser um truque. Nenhum ritual é tão forte. Essas coisas acontecendo com você... Se quiser, eu posso ouvir." Finalmente a ponta dos dedos encostam nele. Correm da barriga pras costelas. O corpo pequeno dela vem logo atrás se encostando nele. O cheiro de Dona enchendo a cabeça dele.

    "Querer e precisar é a mesma coisa." A voz um tom mais baixo, hesitante. A respiração um suspiro quente. Ele sentia ela apertada contra ele debaixo da roupa fina. "Pode dividir comigo. Eu posso cobrar uns favores e descobrir o que você precisa." As mãos pequenas sobem pro rosto dele, com ela ficando na ponta dos pés a pressão contra ele aumenta.

    "Olha pra mim. Fica aqui. Aqui é real. É de verdade." Ela aperta o lábio dele entre dois dedos e puxa o rosto do uratha na direção dela. Mais intensidade que força. " Eu tô aqui agora. Eu posso achar ela pra você." A última frase só tinha força na última palavra. O resto era receio e medo.

    Ela morde o próprio lábio deixando as mãos escorregam do rosto até a altura dela. "Eu te ajudo." Então o rosto dela desce encarando uma parede feita de lua cheia.
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    Mensagem por Ankou Ontem à(s) 5:33 am



    - Eu tenho certeza que eu já devo ter morrido umas duas vezes nesse meio tempo, a mãe só não queria minha companhia… - Eu acompanho o humor estranho dela, na verdade melhora o meu humor, o cheiro dela também não passa batido, me joga um instante pra dentro daquele banheiro minúsculo dela em Londres.

    O toque dela era relativamente inesperado, mas ela definitivamente sabia puxar os botões certos, por um instante eu quero fingir que ela nem está ali, mas meu corpo me trai com facilidade - Ouvir? - minha curiosidade era nítida, mas é claro que os Ithaeur deviam ver ou ouvir além quando o assunto eram espíritos entre outras coisas não mundanas.

    - Não é… Custa um monte de marcas que eu não tenho… - tratos que eu não fiz, mágica da sombra que eu não aprendi, mas nem valia apena falar, meu corpo só reagia aos toques de Dona, ela apertada contra mim fazia tudo piorar, invocava em mim  meus instintos mais carnais.

    Minhas mãos se apoiam nos ombros dela - Real? - meu sorriso se abre pontudo, na verdade eu estava impressionado em como ela era boa - Talvez no dia que você deixar o negão pra trás, vir correr comigo e decidir me dar pelo menos dois meninos… - é claro que tudo soa em bom humor, mesmo eu sabendo que tava cutucando o fato dela querer sair de Londres e de saber que minha sugestão nunca iria acontecer.

    - Eu não to tão perdido assim, eu sei de gente que sabe o que tá acontecendo comigo, eu não tenho tempo de ir fazer uma consultoria pra aprender melhor em como lidar com isso, você sabe como é o dever, aliás, o que tá acontecendo, de verdade, Fumaça não ia mandar a menina pra cá a toa, e ainda te dispensar um dia todo pra vir trazer suborno pra pagar favor. - Minha pergunta é verdadeiramente desinteressada, mas por outra ótica eu saber mais significava que eu podia ajudar mais, mas a escolha era inteiramente dela.

    Eu me afasto até uma distância confortável - Você já ouviu alguma coisa não é? Eu nunca disse que era “ela”. - talvez eu tivesse dito, já que eu havia tido um surto minutos antes, mas isso era algo que Dona deveria me responder, no entanto eu evito ser acusatório ou agressivo, longe disso, tava mais interessado em saber o que ela poderia saber do que assustar e afastar.

    - As sombras boladas podem ser um monte de coisa, mas quando foi que te convenceram que não existe um ritual tão forte? Já vi cabeça de uratha rolar como se as garras do outro fossem feitas de prata, sem mencionar que o negão apaga tudo que é rastro de doideira da Internet, e tu mete esse de ritual não ser tão poderoso? - estavam longe de serem minha área de especialidade, mas nem por um segundo aquela afirmação de Dona me convencia, a minha risada com incredulidade descarada deixava isso bem claro pra ela.

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