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    A Cidade da Dor

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    Mensagem por anderson em Seg Ago 10, 2020 6:24 am

    A menina fez uma brincadeira, mas tinha algum fundo estranhamente semelhante. Agora só queria comer e sair, mas pra onde? Como? Ele estava a caminho da casa da tia e nem sabe como continua a vida lá fora. O primeiro objetivo tem que ser simples, mas eles não estavam num, hospital comum. Pra começo do conversa estavam no subsolo e isso era altamente incomum. Na prática, nada respondeu por que estavam ali, por que no subsolo, por que não havia mais ninguém, onde estavam os médicos, por quanto tempo ficaram apagados... Seria incrível se alguém respondesse isso. Tinha anseio de ir para o térreo e sumir na multidão, mas o clima esquisito que pairava naquele local o impedia de ter esse ímpeto. Estavam seguros ali. O que será que iriam encontrar depois?

    - Talvez nós devêssemos investigar mais. Estou com fome, mas não parece muito seguro a gente sair correndo pra um lugar que pode ter uma doença assim... Na verdade eu acho que seria melhor investigar aqui. Será que aquela pessoa da sala de observação não pode dar qualquer explicação?

    Enquanto falava assimilava o que ele mesmo dizia. Fazia sentido. Se por algum motivo foram poupados da doença, sair apressados e ser contagiados parecia pouco esperto
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    Mensagem por DariusNovadek em Seg Ago 10, 2020 9:29 am

    Esdres não fala muito enquanto o grupo vai andando, e é o último a chegar onde as roupas estavam, sem falar nada coloca elas, assim como todo mundo. Ao ver que não tinham mascaras o suficiente, não se apressa para pega-las, só colocaria uma se caso alguém se dispusesse para ficar sem.

    Depois de vestidos, a mulher sugere que todos subam para o térreo, mas logo outro discorda, dessa vez, Esdres fala:

    - Acho uma boa subirmos ao térreo.. La provavelmente deve ter a saída desse lugar estranho.. Ficar aqui não deve ser uma boa.. *diz a última frase olhando para o médico possivelmente morto*
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    Mensagem por Misterioso em Ter Ago 11, 2020 10:12 am


    .


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    Mensagem por Claude Speedy em Ter Ago 11, 2020 11:16 am

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Subir talvez seja uma boa ideia...mas ele estava "desmascarado".


    —Como eu disse, eu suspeito de que haja algo no ar...

    Sem dizer muito mais, isso já faria alguém pensar que ele esta sem máscara e se seguiriam as ideias de subir, que eu estaria vulnerável...
    ...sem máscara... sem poderes... sem responsabilidade.

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    Mensagem por Lnrd em Seg Ago 17, 2020 8:10 pm

    A Cidade da Dor - Página 2 20200718


    A primeira das máscaras agora era de Sarah, oferecida por "John" num gesto protetor. Para alguém como ele, provavelmente ela soava como a "mais fraca" ali. Poderia, entretanto, chegar o momento em que ela demonstraria do que realmente era capaz.

    Mas aquela não era a hora em questão. No momento, o que pareciam precisar era de alguém com poderes adivinhatórios. Subir, descer ou voltar?

    Enquanto Sarah parecia mais inclinada a tentar o andar de cima, Alex sugeria continuarem investigando – em específico, parecia com mais inclinado a investigar o possível corpo que deixaram para trás, algo que não soara bem aos ouvidos de Esdres, que também votava por subirem.

    Mas foi na voz de Ji que uma proposta mais audaz se materializara: e se, para cobrir mais terreno, dividissem-se? E, partindo para a ação, voltou ele mesmo pelos corredores.

    Deixados para trás por ele, ao grupo disposto a subir tinha agora apenas uma ação óbvia a realizar. Mas colocar o plano em prática seria mais complicado.

    Numa infeliz coincidência – ou teria sido algo mais? –, no momento em que se preparavam para chamar o equipamento, um estrondo enorme ocorreu, barulho ensurdecedor que ecoou por toda a instalação potencializado pelo silêncio sepulcral. Ao que parecia, a falta de energia provocara uma falha nos sistemas, fazendo-o despencar pesadamente pelo fosso.

    O que tinham diante de si agora era um cenário diferente. Com as portas semiabertas pela passagem brutal do elevador, podiam confirmar que eram apenas dois andares ali. Pelo de cima, era possível ver um rasgo de céu noturno, indicando que a passagem dava direto para o lado de fora. Junto com as estrelas, uma lufada de ar fresco viera acompanhada a um cheiro estranho, porém familiar – oceano.

    Na parte de baixo, apesar do trambolho penso atravancando a via, revelava-se um corredor do qual não conseguiam enxergar muito a fundo sem antes descerem.

    A Cidade da Dor - Página 2 20200717

    A Cidade da Dor - Página 2 20200719


    Na outra direção, a situação era diferente. A instalação parecia ser bem maior, mas tudo o que havia era ainda laboratórios, à exceção de... havia um espaço com cadeiras e mesas, uma espécie de “área de convivência” entre os fundos e o setor de pesquisa. Tudo estava sujo e revirado, com alguns armários escancarados. O mais importante era que não se tratava exatamente do que esperavam – havia no máximo uma pia, uma geladeira aberta e completamente vazia, um micro-ondas e uma máquina de café. Não possuía equipamento suficiente para se produzir alimentos em quantidade, de modo que refeições realizadas ali provavelmente eram trazidas de fora. Além, àquela altura, talvez começassem a se questionar se o sujeito da sala de observação não teria ele mesmo procurado por toda a parte antes. Quanto tempo ele estaria lá?

    A Cidade da Dor - Página 2 Mapa_c10


    Qual seria o próximo passo do grupo?
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    Mensagem por Pikapool em Seg Ago 24, 2020 11:43 am

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Apesar da situação um tanto quanto assustadora, um dos rapazes deixava o grupo voltando para explorar o local. E antes de qualquer reação de minha parte um estrondo fazia-me paralisar e minhas pernas já fracas pareciam perder ainda mais as forças. Levei as mãos ao peito e tentei respirar devagar e profundamente para tentar recompor-me.

    Era evidente que sair dali não seria tão fácil. Ao olhar pela porta entreaberta que o elevador havia deixado, pude ver que havia um outro andar abaixo. No entanto, o céu que podia ser visto no andar de cima era indicava que a saída estava próxima. No entanto, se os rapazes temiam o contagio de algum tipo de doença, aquilo poderia ser perturbador.

    Não sentindo confiança que conseguiria escalar os cabos do elevador até a superfície, dei meia volta e segui apreensiva atrás do explorador asiático.

    - Pessoal, vou atrás dele caso ele precise de ajuda. - Disse antes de deixar o local.

    Assustada, segui cuidadosamente pela "enfermaria" onde havíamos recobrado nossa consciência.

    - Ji. - Cof! Cof! Cough! - Cadê você? - Tentei gritar, mas a voz falhava devido a fraqueza que sentia.

    Felizmente toda aquela adrenalina que sentia por causa do medo, fazia-me esquecer da fome.
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    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 24, 2020 2:03 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Aguardo todos subirem, para depois retornarem.

    Talvez a garota devesse ficar...mas eu aguardei.


    —Se puderem verificar o que há lá em cima, retornem e me digam se posso sair sem máscara...

    Dou passagem para todos subirem pelo elevador.
    Mas realmente...

    ...eu me arrependo de ter dado a máscara.

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    Mensagem por anderson em Seg Ago 24, 2020 7:48 pm

    Com a saída da moça, Alex aproveita para se vestir e pega uma das máscaras já que o oriental não pegou. Na verdade simplesmente dar as costas e voltar não era o plano, mas ele tinha captado a mensagem. Não teria uma escada? Tinham que subir através daquele fosso do elevador?
    - Deve ter uma escada para acessar qualquer andar, né? Alex não queria sequer descer, quanto mais pelo fosso.

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    Mensagem por Lnrd em Seg Ago 31, 2020 12:00 am

    Fosse o que fosse aquele misterioso lugar, as evidências pareciam indicar que não se tratava de um hospital, um local de tratamento de pacientes. Tudo ali lembrava mais um centro de pesquisas – não sabiam, é certo, o que haveria nos outros andares.

    Porém, conforme logo perceberiam, havia apenas duas saídas de lá: numa das pontas o elevador, ou o que sobrara dele, enquanto na outra a passagem dava-se por uma garagem. Não havia escada, mas parecia que não precisariam escalar para escapar, bastando abrir o portão e... . Mas havia a passagem por baixo, e os mistérios que ela poderia conduzir. É claro, caso se arriscassem a tanto.

    Conforme o grupo explorava o espaço e ia recobrando as funções normais – apesar da fraqueza pela sede e pela fome –, certas ideias iam surgindo nas cabeças. Talvez, se tivessem sorte, poderiam ainda achar água nas torneiras da cozinha ou do banheiro. Além, aquele lugar poderia ter informações sobre o que havia ocorrido com eles, talvez mesmo mais seguro que simplesmente se arriscarem do lado de fora. E não só: que outras coisas úteis poderiam encontrar num cenário como aquele? Porém, naquela hora, a sombra de uma preocupação maior ameaçava o grupo.

    Na sala de observação, se por coincidência ou pelo enorme estrondo, lentamente a figura imóvel começara a dar sinais de não estar exatamente morta.

    No início foram apenas leves espasmos, mas, num instante, estava de pé. Agora era possível perceber que se tratava de um homem não muito velho, com óculos mal encaixado no rosto. Mas havia algo de letárgico nos movimentos e no olhar vazio dele, sem mencionar uma estranha “gosma” parecia vazar por olhos, boca, narinas e ouvidos. Tudo lembrava uma hemorragia, mas aquilo não parecia exatamente sangue.

    Era evidente que ele não estava nada, nada bem não só fisicamente, mas mentalmente. Tinha agora a face colada no vidro, como se intentasse ir em direção às pessoas que andavam pelo lugar, mas a ideia de “passar pela porta” não parecia ter chegado à cabeça dele... .
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    Mensagem por Pikapool em Qua Set 02, 2020 10:13 pm

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Seguia atras de Ji, mas logo fui surpreendida por outra pessoa. O medico, cientista ou seja la o que ele era ali, havia recobrado a consciência. No entanto, ele parecia abatido e apático. Estava desleixado e por seus orifícios vertia um liquido nojento que não sei o que poderia ser.

    Ele encarava-me com um olhar vazio e apertavasse contra o vidro como se quisesse atravessá-lo. Tal visão fez um frio percorrer minha espinha. Ele certamente não estava bem e eu ficava aliviada por isso. Já que o mesmo parecia não saber como usar uma simples porta.

    Sem dar as costas para aquele homem bizarro, recuei de volta até o elevador onde estavam os rapazes. Assim que aproximei-me segui para longe da entrada pondo-me entra ela e os homens.

    - Pessoal, aquele medico que estava inconsciente está de pé... - Aponto para a porta. Lá na sala dele... - Observava atenta pela porta na esperança daquele ser não ter me seguido. - Mas ele está estranho. Acho que o tempo aqui em baixo sozinho possa ter deixado ele meio lesado. E creio que a saúde dele também não anda bem. Tem uma gosma estranha saindo do nariz e da boca dele... - Estava apreensiva não só pelo medo, mas também pela fraqueza que abatia-me.

    Não havia muito a se fazer se não manter-me junta aos demais torcendo para que eles pudessem encontrar alguma forma de nos tirar dali.
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    Mensagem por DariusNovadek em Qui Set 03, 2020 9:15 am

    Esdres tenta sair pelo elevador, mas um barulho e um tremor indicam que o mesmo despencou para o abismo. Com isso Esdres conseguiu ver que o andar de cima era a saída, como suspeitavam.. Mas agora não podiam mais subir pelo elevador..

    Enquanto os outros se motivavam a explorar o que havia hospital a dentro, Esdres ainda ficou matutando sobre o elevador.. Esdres sempre gostou de fazer novas engenhocas, talvez poderia criar algo para que pudessem subir, com os cabos do elevador, ou mesas e cadeiras do hospital, ou até mesmo coisas menores como cabos de energia..

    - Podem ir vasculhando, vou ficar aqui e tentar arrumar uma saída pra nós.. Quanto a contaminação por ar, acho que podemos descartar, já conseguimos sentir a brisa do ar fresco vindo do andar de cima, se fosse contaminado, já estaríamos condenados..

    Esdres fala isso com uma certeza não muito certa.. Ele estava de mascara, então tinha uma proteção, mas seus companheiros estavam desprotegidos.

    Off: mestre, o que rolo?
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    Mensagem por Claude Speedy em Qui Set 03, 2020 11:44 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Ficar para atrás não ajudou, apenas me faz ver o Doutor Zumbi...
    Babando como se estivesse drogado.

    Parece que infelizmente acertei sobre a existência de alguma doença, mas felizmente errei sobre alguma contaminação aérea.

    A garota ruiva comenta sobre o médico que todos vemos.

    —O médico parece com raiva...Verei se há algo útil para nós, Esdras, enquanto você trabalha. Ruiva, se quiser pegar qualquer objeto pesado para se proteger contra esse doutor... Eu creio que infelizmente vamos acabar precisando.

    Tento observar onde poderia ter algo útil na sala para ferir.

    Off: se tiver algum rolamento de dados, me avise.

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    Mensagem por Lnrd em Sab Set 05, 2020 2:19 pm

    A Cidade da Dor - Página 2 246e2c10


    Havia algo de claustrofóbico no ambiente, apesar do espaço “parecer” mais amplo pelas grandes janelas que interconectavam as salas.

    O problema era aquela estranha sensação de um lugar morto, como quando uma localidade muito movimentada se encontra agora vazia e qualquer perigo pode se esgueirar pelos cantos sem testemunhas para além das paredes.

    Saberem que havia algo ERRADO naquela situação não ajudava em nada. Despertar num lugar desconhecido, com indícios de que passavam por algum tipo misterioso de teste, para descobrir que tudo parecia abandonado e a única alma ao redor estava daquele jeito... . Não sabiam o que esperar, ignorantes quanto ao tipo de jogo de gato e rato em que tomavam parte.

    Sobre a figura da sala, para além da primeira impressão, era possível notar mais duas coisas: seja lá o que a afetava, havia também mexido com a capacidade de fala dela. Apenas grunhidos e gemidos, mas nenhuma palavra, vinha da boca dela; no uniforme, em um crachá, o nome “Yoseph Ferreira” acima dos dizerem “infectobiologista”, de uma indicação do tipo sanguíneo dele e dos dizeres “TIPO B”. Não “C” como eles, mas “B”... fosse lá o que aquilo significasse.

    Nos corredores, João procurava “alguma coisa” que pudesse ser usado como arma, mas “alguma coisa” era “muita coisa” e “nada” ao mesmo tempo. Poderia usar um equipamento como peso ou uma cadeira; uma caneta para perfurar ou um fio para enforcar... talvez extintor de incêndio – não era algo prático de se carregar, mas poderia ser usado como arma momentânea.

    Ainda no poço, Esdres decide que a melhor opção seria escapar o quanto antes, mesmo que fosse apenas para verificar os arredores. Observando ao redor, ele começa a juntar ideias e... .
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    Mensagem por Pikapool em Seg Set 07, 2020 3:08 am

    Combater e morrer, é pela morte derrotar a morte, mas temer e morrer é fazer-lhe homenagem com um sopro servil!
    Enquanto Esdres tentava dar um jeito de nos tirar dali, João aterrorizava-me ainda mais com a ideia de ter que armar-me para proteger-me contra o que é que estivesse acontecendo. Minha primeira reação era de ficar ao lado de Esdres e ajudá-lo no que fosse possível para nos tirar dali. Infelizmente algo vinha a minha mente e logo ia atras de João antes que algo de ruim ocorresse.

    - João!! - Bradei ao vê-lo. - Por mais que a gente esteja preocupado com o medico que não sabe usar uma porta, estamos esquecendo que havia um corpo em uma das macas onde nós acordamos... - Enquanto o alertava, sentia minha respiração pesada, além de parecer que meu coração sairia pela boca.

    Ao velo procurar por algo que pudesse usar como proteção, instantaneamente também pus-me a procurar alguma muleta, vassoura ou algo que pudesse usar como bastão. Naquele momento, questionava-me se Ji ainda estava bem. No entanto, tudo o que eu poderia fazer era torcer para que ele estivesse em segurança.
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    Mensagem por anderson em Ter Set 08, 2020 11:50 am

    Era uma terça-feira qualquer por volta das 23. Eu e minha namorada estávamos entregando pizzas essa noite. Fazia umas cinco noites que ela entregava comigo. O trabalho de entregador era um ofício muito liberal. Você podia ir trabalhar rasgado, com furos, sem elástico, poído, manchado, desbotado, bastava que você jogasse o colete por cima que tava tudo beleza.

    Acho que o nome dela era Cínthia. Era uma garota de uns 18 anos, cabelo moreno e olhos castanhos. Tinha uma cara de rato que assustava, mas sabia dançar e eu também tinha cara de rato. Uma coisa legal de ser entregador é que até a sua vez de trabalhar, você não trabalha. Então eu usava esse tempo para trabalhar a Cínthia. E quando eu era chamado... Grande coisa! Ela ia comigo.

    Entramos num prédio para entregar a pizza, nos identificamos e fomos até o local. Devia ser num quinto, sexto andar. Subimos. Cheguei lá, entreguei, peguei uma gorjeta de cinco dólares. Tá bom. Tudo isso com a Cínthia esperando na frente dos elevadores. Apertamos o botão para descer e estávamos ocupados conosco, se é que você me entende. Foi então que o elevador chegou e as portas se abriram. Cínthia nem olhou e entrou no elevador, mas a merda do troço não estava lá. Ela deu um passo direto para o fosso. Caiu e nem gritou. Nada. Não teve tempo...

    Nem a caralho que eu vou nesse troço sem o elevador. Tem que ter outro jeito!
    Sarah escreveu:


    - João!! - Bradei ao vê-lo. - Por mais que a gente esteja preocupado com o medico que não sabe usar uma porta, estamos esquecendo que havia um corpo em uma das macas onde nós acordamos...
    A moça me traz à realidade.

    - Vou lá fechar a porta! Alex fala e corre na direção do quarto onde acordaram. Aquele vírus era mais do que todo mundo pensava.
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    Mensagem por Claude Speedy em Qui Set 10, 2020 1:52 pm

    A vida é um conto narrado por um idiota, cheia de som e fúria signifcando nada...


    Sem muito o que fazer, porque não existiam armas de nenhum tipo ao redor... Nem extintores, nem cadeiras, nem pedaços de metal! Absolutamente nada! Tudo que pude fazer foi ir escutando a ruiva, meramente concordo com a cabeça e corro para junto de Alex para ajuda-lo.

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