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    Ato lll: No Pátio do Dragão

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    Mensagem por Claude Speedy em Qua Ago 05, 2020 4:30 pm


    Ato lll: No Pátio do Dragão Hobo_joker_inks_over_c_henry___by_darquem_d68lh8g-pre.jpg?token=eyJ0eXAiOiJKV1QiLCJhbGciOiJIUzI1NiJ9.eyJzdWIiOiJ1cm46YXBwOiIsImlzcyI6InVybjphcHA6Iiwib2JqIjpbW3siaGVpZ2h0IjoiPD03MjAwIiwicGF0aCI6IlwvZlwvMjNhNmNiNmQtMDBlNS00OTdmLTg2M2QtNTEzNjNiZTFlNDViXC9kNjhsaDhnLTc4ODMyNmEwLWJlMTItNDNhYy1iYjgxLTQ5NmVlY2QxOTA2MS5qcGciLCJ3aWR0aCI6Ijw9NDgxOSJ9XV0sImF1ZCI6WyJ1cm46c2VydmljZTppbWFnZS5vcGVyYXRpb25zIl19
    “Oh, tu, que queimas no coração por aqueles que estão a queimar
    No Inferno, cujas chamas tu mesmo irás por tua vez alimentar
    Em quanto tempo estarás a gritar: ‘Tenha piedade deles.’ Deus!
    Pois quem é Ele para aprender e quem és tu para ensinar?"


    Edward Fitzgerald,




    Na cidade de Berna uma tragédia deu origem à uma nova heroína.

    Na Igreja de São Barnabé, as orações matinais tinham terminado. Era a Missa de Sétimo dia de Andrea, o jovem rapaz que desapareceu em um turbilhão que fez com o fim de sua vida desaparecer também a normalidade da vida da jovem com quem esteve naquela tarde.

    Os clérigos deixaram o altar. Os meninos do coro atravessaram em bando o presbitério e se arrumaram nos bancos. Um sacristão de uniforme elegante marchou pela nave sul, batendo com seu bastão a cada quatro passos no pavimento de pedra.  

    Atrás dele vinha aquele pregador eloquente e bom homem, o monsenhor Phanauel. O acento de Ava Alvarez ficava perto da balaustrada próxima ao altar central. Eu me virei na direção da extremidade oeste da igreja. As outras pessoas entre o altar e o púlpito também se viraram. Houve certo rastejar e farfalhar enquanto a congregação se sentava novamente; o pregador subiu as escadas do púlpito, e o solo do órgão interrompeu-se.

    O órgão da São Barnabé era para Ava extremamente interessante. Ela sabia de tudo um pouco, mas a música lhe soava culta e científica demais para o conhecimento tão parco dela sobre música, mas despertava o interessa da jovem por tudo...  Expressava uma inteligência extremamente vívida, mesmo que um tanto fria.

    Isso fazia com que Ava passasse a admirar aquele som da música... Ele reinava no imaginário de Ava supremo, autocontrolado, dignificado e reticente.

    Naquele dia, entretanto, desde o primeiro acorde Ava sentia que havia uma mudança para pior, uma mudança sinistra. Durante as orações matinais, o órgão tinha essencialmente apoiado o belo coro, mas, agora, mais uma vez, parecia que, de modo deliberado, a partir da galeria oeste — onde fica o órgão —, uma mão pesada golpeava por toda a igreja a paz serena daquelas vozes límpidas.

    Era algo mais que áspero e dissonante, e não traía qualquer falta de habilidade. Como diversas vezes antes, aquilo me pôs a pensar nos livros sobre arquitetura que em sua vida diletante de "Faz Tudo" a jovem Ava folheou.

    A famíla de Andrea estava ali, os pais e um irmão caçula, todos com brilhantes olhos esverdeados que espiavam a jovem Ava. Em sua expressão eles pareciam incomadados com a presença da garota. Um corpo não foi achado, ela foi a última a estar com ele.

    Para ela, estar ali sendo uma suspeita para polícia e familiares do rapaz incomodava, mas incomodava menos o que do que não fazer o que é certo.

    Ela estava ali porque precisava saber o que houve, ela precisava mostrar que não tem culpa.
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    Mensagem por DMadTitan em Qua Ago 05, 2020 5:59 pm



    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ



    As notas se misturavam na mente de Ava, seus dedos moviam sobre sua coxa tentando acompanhar o ritmo da música, única foi tão religiosa porém meus pais acreditavam que seu retorno tenha sido um milagre. Apesar de não transparecer a jovem sabia que as pessoas estavam olhando para ela, mas seus olhos focavam nos detalhes da igreja para evitar trocar olhares com pessoas indesejadas ou apenas por falta de coragem. Ela respira fundo ao lembrar de Andrea e sentiu um aperto no peito.

    Ele não sobreviveu e seu corpo não foi encontrado

    Essa era a frase que ouvira de todos, na mente da garota nada daquilo fazia sentido, suas lembranças eram claras em sua mente antes de toda as coisas estranhas ocorrerem, Ele estava fora da correnteza, ele deveria estar bem, nada fazia sentido. Olhou para o lado, viu a família de Andrea, eles a encaravam e ela sentia toda a pressão de ser persona non grata. Suspirou e esperou.

    No fim de tudo ela se levantou e se afastou por um tempo, buscava coragem para fazer o que tinha que fazer, precisava entender oq eu tinha acontecido e precisava provar para eles e , talvez para si mesma, que não teve culpa de nada e que quase morreu para que o rapaz pudesse sobreviver...Mas como fazer isso sem revelar o que lhe ocorreu, sem revelar aquele estranho traje que a possuía e lhe tornava poderosa.

    Tomou coragem e se aproximou da família, não tímida, mas cautelosa e temerosa da reação, não quis ser abrupta então apenas parou e esperou que eles a notassem ali.

    -Eu não quero incomodar, vim apenas mostrar minhas sinceras condolências...

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    Mensagem por Claude Speedy em Qui Ago 06, 2020 8:11 pm

    “Nasce o sol e logo se acolhem e se deitam nos seus covis.”

    O Bispo Phanauel recitava o texto do Salmo em voz calma, olhando do alto tranquilamente para sua congregação. Meus olhos se voltaram, não sei por quê, na direção da outra extremidade da igreja. O organista estava saindo de detrás de seus tubos e indo embora pela galeria. Enquanto Ava se levantava, ela o vê desaparecer por uma portinha que leva a uma escada que, por sua vez, desce direto para a rua.

    Era um homem magro, e de onde Ava olhava o seu rosto era tão branco quanto sua casaca era negra.

    Ele chamou a atenção de Ava, assutadoramente, apesar da ansiedade ao ter de falar com os pais de Andrea um sentimento de alívio, uma sensação profunda e calma de alívio lhe vinha quando aquele sujeito se afastava, ou quando em seu íntimo aquele ela tentava entender se era o traje quem lhe conduzia para "fazer a coisa certa" , é fato que as palavras do sacerdote pareciam ainda mais obscuras.

    — Meus filhos — disse o bispo —, há uma verdade que é a mais difícil de todas para a alma humana aprender: que ela nada tem a temer. Ela não consegue ver que nada lhe pode fazer mal verdadeiro.

    Eva por um instante sentiu que era uma doutrina curiosa para um padre católico! Pensou como ele vai reconciliar isso com os pais da Igreja. — Na verdade, nada pode fazer mal à alma — prosseguiu ele, em seu tom de voz ainda mais tranquilo e claro — porque... Mas Ava não ouviu o restante. Desviou os olhos de seu rosto, enquanto tentava controlar o nervosísmo de ter de aguardar todo o ritual para falar com os pais e buscou o outro lado da igreja.

    O mesmo homem estava saindo de trás do órgão e passando pela galeria pelo mesmo caminho. Mas não houvera tempo para que ele voltasse, e, se tivesse voltado, Ava sem dúvida o teria visto passar. Sentiu um leve calafrio e um aperto no coração. E, todavia, suas idas e vindas não eram assunto dela.

    Ainda assim, naquele instante ela não conseguia afastar os olhos de sua figura envolta em um sobretudo negro e seu rosto branco...

    Ele colocou sobre a cabeça um chápeu e óculos escuros quando saiu.

    Ao final da missa, Ava se aproximou dos pais de Andrea. Mas ao tentar começar falar ela sentiu a raiva brotando da mãe, que deu um tapa nela muito rápido e se recolheu aos braços do marido enquano começou a chorar...

    O pai de Andrea por sua vez volto-se para Alvarez e disse...

    —Se quer mesmo fazer algo, peça perdão a Deus pela sua luxúria, com a qual a vida de Andrea foi levada.

    Os três da família se viram e caminham se afastando dela, as palavras sobre pecado ressoavam diferente do pouco da pregação ela acabara de ouvir. Quando Ava tomava o tapa, notava que o organista com seu casaco preto e chápeu estava exatamente à sua frente, viram-se e do outro lado da igreja, dirigiu-me um olhar de ódio intenso e mortal: Ava nunca vi um olhar como aquele. E, por Deus, que ela não tornasse a ver! Então ele desapareceu, como que fugindo por uma porta pela qual eu o vira partir e em menos de sessenta segundos antes já estava de volta.

    O tapa deixava difícil organizar os pensamentos. A primeira sensação foi parecida com a de uma criança bem nova quando sofre um machucado grave e toma fôlego antes de começar a chorar.

    Descobrir-se de repente objeto de tal ódio era estranhamente doloroso: e aquele homem, para coroar isso tudo...

    Um completo desconhecido parecia julga-la ainda mais culpada. Por que ele lhe odiaria tanto?

    Até havia certo perdão na voz do pai de Andrea, mas aqueles olhos a condenavam com um ódio tão profundo que fazia aquele tapa mal ser sentido.

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    Mensagem por DMadTitan em Sex Ago 07, 2020 2:43 pm



    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ


    Seu rosto queimou, queimou com o ardor da tapa, queimou de raiva, queimou de vergonha. Ava não sabia ao certo o que sentia naquele momento, talvez uma mistura de tudo aquilo. Com a mão no rosto tentando amenizar a dor ela encarava a mulher, queria falar algo, mas ficou paralisada como uma criança ao apanhar da mão, olhou para o patriarca da familia, com os olhos tentou se justificar como se dissesse que não tem culpa e os viu se afastar recebendo um olhar de fúria como se realmente fosse capaz de cometer uma atrocidade. Luxuria? Flavam de pecado dentro da igreja como se o que tivesse feito fosse algo errado ao ponto de merecer o que estava acontecendo.

    "Foi ideia dele" Pensou" Ele me levou lá e ele pulou primeiro"

    Tentava encontrar uma justificativa e sua mente começava a ceder a pressão e talvez acreditar que realmente tinha culpa. Será que pulei primeiro? Será que o levei até lá e todas as minahs meorias são falsas? Ou Andrea não era o filho que eles achavam e quando sumi ele fugiu com medo? Eu não conseguiria respostas de ninguém e Ava precisada descobrir por si só, porém havia algo estranho ali, algo estranho no ar, como se estinvesse em um sonho confuso. Aquele homem surgindo e deaparecendo, o sermão do bispo não fazia muito cerntio para um cristão. Olhou em volta, as pesosas a encaravam, Ava deixou que seuas cabelso cobrissems eu rosto ao abaircxar a cabeça, e saiu pela lateral da igreja, caminho apressada, parou, andou de um lado apra o outro sem rumo até que parou e chutou um lixeiro.

    -MERDA!

    Gritou frustrada e também de dor ao machucar o pé. Abaixou-se e esfregou as pontas dos dedos, seu corpo cedeu, enconcou-se na parede lateral da igreja e respirou fundo tentando não chorar, conseguiu, mas sentiu um parto no peito.  Olhou para o céu.

    -O que você quer de mim?

    Perguntou, não para um ser divino onisciente no espaço, mas para aquele que lhe escolheu como Legado do seu poder e o por que escolheu. Ava acreditou que os poderes lhe trariam algo de bom. Aquele homem de preto, quem era? Seria uma visão? Uma viso? Uma mensagem? Ou apenas um musico excêntrico que substituiu o organista?

    [/quote]
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    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 10, 2020 11:40 am

    Um sol de primavera brilhava na Rue St. Honoré enquanto Ava descia correndo a escadaria lateral da igreja. Em um canto havia um carrinho de mão cheio de narcisos amarelos, violetas pálidas vindas da Riviera Francesa, violetas escuras russas e jacintos brancos romanos em uma nuvem dourada de mimosas. A própria igreja de São Barnabé era conhecida como "Igreja Francesa" em Berna.

    A rua estava cheia de pessoas em busca de diversão dominical e quando Ava se feriu chutando a lixeira e praguejando contra o céu, sentiu que alguém se aproximou e passou por ela. Perdida em um sentimento de provação pelo simples fato de não poder dizer nada do que aconteceu, assim como sequer explicar que foi Andrea e não ela quem foi para aquele lugar naquele dia, Ava sofria sem conseguir explicar para si mesma como poderia reagir...

    Enquanto se apoiava entre as flores, a escada e a lateral, fez uma prece pedindo aos céus alguma razão para ela ter recebido aquele traje... Mas foi justamente depois de perguntar que o sentimento ficou mais tenso de uma maldade palpável, que parecia emanar daquele estranho homem.

    Ele não se virou, quando sentiu a mesma malignidade mortal, tanto no perfil branco de sua pele quanto em seus olhos cobertos por óculos escuros. Quando observou conseguiu vê-lo, se afastando... Suas em um casaco soturno expressavam igual ameaça; cada passo que o afastava de Ava parecia conduzi-lo em uma tarefa ligada á destruição da dor que ela sentia.

    Sem saber a razão, os olhos da jovem o seguiu muito lentamente, com meus pés quase recusando-se a se mover. Ela quis acreditar que era por causa do chute na lata. Enquanto se apliava nela uma sensação de responsabilidade por algo havia muito esquecido.

    Ava começou a ter a impressão de que merecia aquilo que me ameaçava, assim com ao tapa. Isso remontava havia muito tempo, havia muito, muito tempo. Permanecera dormente por todos aqueles anos: mas estava ali, e ia se erguer e me confrontar.

    Uma culpa, um pecado, uma falta.

    Ava não sabia dizer qual a razão dela ser culpada, mas pensava que talvez fosse a responsável pela morte de Andrea, mas esse sentimento lhe fugia da mente conforme ela resistia ao absurdo da ideia. Então aquele homem, de sobretudo caminhava em sua direção, como todas as formas de opressão e humilhação daquela tarde se multiplicassem em seu olhar coberto pelos óculos e a sombra do chápeu de feltro.

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    Mensagem por DMadTitan em Ter Ago 11, 2020 3:06 pm

    @DMadTitan escreveu:

    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ


    Ava encara o ser de atitude e aparência assustadoras, ela não entendia o que estava acontecendo, sua cabeça doía só de tentar achar uma explicação para oq eu estava ocorrendo alí. Era quase como se estivesse presenciando algum tipo de fenômeno sobrenatural, mas dentro de uma igreja? Tudo estava confuso, ela se levanta de onde estava sentada, olha em volta buscando uma rota de fuga, poderia usar o seu traje, mas as pessoas poderiam ver e logo associar ela a Legado e seu anonimato iria totalmente para o ralo.

    -Quem é você o que você quer?

    O homem se aproxima de forma assustadora e intimidadora, sua presença parecia emitir algum tipo de energia estranha que fazia Ava sentir todos aqueles sentimentos ruins dentro dela, mas então lembrou das palavras que ouviu ao receber o Legado, de que ela precisava usar o traje para o bem e para a justiça, para proteger os fracos e necessitados e aqueles sentimentos não eram bons, não eram de uma heroína, seu sento de sobrevivência a forçaria a correr, mas permaneceu no seu lugar encarando-o como toda heroina.

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    Mensagem por Claude Speedy em Ter Ago 11, 2020 8:23 pm





       
           
           
       

               

                   
                   
           

               

                   

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    Os raios do sol daquela manhã tocavam a pele de Ava com a tristeza de um crepúsculo... A luz daquela manhã escorria através do ladrilho por volta do caminhar do meio-dia e atingia o casaco preto e os óculos redondos enquanto o sujeito caminhava diretamente pelo pátio que parecia cópia mal feita da Champs Élysées fracesa.  

    E era justamente esse momento que Ava exigiu saber quem ele era. E onde passavam ali os raios que Alvarez encontrou cara a cara. Mesmo com uma torrente de pessoas que saiam da Igreja, ele se aproximou. Chegou ignorando o questionamento de Ava e veio tão perto que esbarrou na garota.

    Sua constituição física parecia ferro no interior daquela cobertura negra e folgada. Por um instante a garota desejou estar com seu traje... Mas ele não mostrou sinais de pressa, nem de cansaço, nem de qualquer sentimento humano.

    Todo o seu ser parecia expressar uma única coisa: o desejo e o poder de me fazer o mal. Pelo menos, era isso que todos os sentidos recém conseguidos de Ava lhe diziam.

    Angustiada, Ava observou o caminho que ele percorreu pela avenida larga e cheia de gente, um local todo reluzente com as rodas e os arreios dos cavalos e peças de montaria.


               

           
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    Mensagem por DMadTitan em Sab Ago 15, 2020 5:23 pm



    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ


    A mente de Ava estava confusa, sentiu o peso do homem em si e a fez recuar e quase cair no chão. Ele a ignorava, mas Ava sentia uma força estranha vir dele, não uma força física, mas uma força maligna. Sentia dentro de si que precisava fazer algo, talvez detê-lo? Ela olha em volta, procura um local escondido e olha por baixo da camisa que usava. O traje do Original estava ali com ela.

    -Espero que você esteja certo!

    Ava então se concentra e ativa os poderes do traje que brilha em uma luz prata, vermelha e azul. Ela sente aquele poder lhe envolver, ele mudava não só seu corpo, mas sua postura. A deixava mais forte, resistente, seus sentidos aumentavam, era uma sensação maravilhosa quase que viciante. Poderia ser uma armadilha, mas não pensou nisso naquele momento. Voo e usou seus sentidos para achar o estranho homem de chapéu preto e óculos.

    Ato lll: No Pátio do Dragão Evhrcf10

    Percepção +4 escreveu: DMadTitan efetuou 1 lançamento(s) de dados Ato lll: No Pátio do Dragão 1139504.7c7e302e16a24865f62067a0b289ee5e (d20.) :
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    Mensagem por Claude Speedy em Seg Ago 17, 2020 9:38 pm


    Ava acha uma cabine telefônica desativada abaixo de uma galeria de pedras medievais, onde consegue rapidamente ativar seu traje e levantar voo, a ansiedade de agir é tamanh que pareceu que se passaram séculos enquanto faz essa mudança, ela o vê, indo pelo pátio em absoluto silêncio. Mas finalmente Alvarez sente a sombra da arcada que há sobre o portão enquanto o alcança o sujeito, que caminhava de forma descoordenada se volta para ela.

    Ato lll: No Pátio do Dragão Hqdefault
    —Olá, señorita Alvarez...

    Ava ao contempla-lo, sente que a culpa é dela por tudo que fez e que esse homem esta aqui para julga-la e condena-la...
    E o traje dizia que esse homem fez coisas terríveis.

    —Sim, eu sei quem é você... Pode achar que te roubei, ou que te culpo por algo. Mas peço que me escute... Se puder... Há uma grande tempestade vindo, creio que você esta sendo refém dessa enxorrada que esta chegando. Eu sei que algo te diz que eu condeno você... Mas é só a voz do seu orgulho ferido falando, mesclado ao poder que agora tem como responsabilidade sua... Eu vim avisar... Sobre o Patriota de Aço... Procure por ele. E saiba que ele é quem você precisa encontrar para saber o que houve... Me desculpe por saber tudo isso... Me perdoe.

    Ele falava e pouco depois parecia que ele começava a se misturar com uma das sombras próximas da parede.

    —Ache o Patriota de Ferro. Ele é o culpado com o que aconteceu com Andrea.

    A voz ecoava por todo lugar enquanto ele parecia lentamene começar a ficar invisível.

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    Mensagem por DMadTitan em Qui Ago 27, 2020 9:38 am



    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ


    Os olhos de Ava arregalam ao ouvir o estranho homem falando seu nome, seu coração acelera mas ela se matém em sua pose de super-heoirna, talvez ele esteja jogando verde, mas ela sabia que não. Era nova nessa coisa de heroísmo, talvez estivesse louca o suficiente ara aceitar isso sem pensar nas consequências, mas ela era uma adolescente e todo adolescente é impulsivo.

    Então ele simplesmente desaparece, deixando Ava confusa flutuando no ar.

    -Patriota de Ferro...Ei onde você vai...Como....Droga!

    Ava suspira e depois respira fundo, olha em volta e se lança aos céus, precisava encontrar esse tal Patriota, pelo nome deve ser um daqueles super heróis de armadura, ele não deve ser ruim, afinal é um patriota, mas de que país? Ava procura um shopping e entra. Ela segue em direção a uma loja de informática, aquelas com computadores e celulares em exposição para serem testados, era interessante ver as pessoas olhado para ela, algumas com medo outras com admiração ela apenas dava breves acenos e entra na loja, parando em frente a um notebook.

    -Okay vamos ver quem é esse tal Patriota de Ferro.

    Ela abre o Google e digita o codinome esperando que não fosse nenhum super heróis inacessível

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    Mensagem por Claude Speedy em Qua Set 02, 2020 9:22 pm

    Há um registro em um jornal internacional na Deep Web, curiosamente é como se alguém tivesse deixado a mensagem ali para ela, quando a jovem abriu a mensagem.






    Iraque, Taji, 13 de Março de 2020.


    Ato lll: No Pátio do Dragão Medium_ironcap

    O Patriota de Aço esta em uma missão de retaliação... Dois americanos e um inglês morreram durante um ataque de 15 mísseis à base militar iraquiana Taji, a 42 quilômetros de Bagdá, que abriga soldados da força de coalizão, nesta quarta-feira. Ainda não esta claro se os mortos são militares ou civis. Os Estados Unidos acreditam que os foguetes, de fabricação russa, podem ter sido disparados por facções paramilitares ligadas ao Irã.

    Sabendo disso, o líder do Panteão se dirigiu para região.  Em sua ofensiva o herói encara que ele é a retaliação.

    No final do ano passado, quando um civil americano foi morto durante um ataque a uma base militar no norte do Iraque, Trump ordenou o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani. Ele era considerado o braço direito do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamanei.

    De acordo com autoridades do exército do Iraque, esta já é a 22ª ofensiva contra instalações norte-americanas no país em cinco meses.

    O clima no Iraque é de grande preocupação. O temor é que o país possa ser palco, mais uma vez, dos conflitos entre o Irã e os Estados Unidos. Os iranianos aproveitaram o vácuo de poder deixado pela invasão do Iraque, em 2003, para ocupar um espaço junto à administração iraquiana.

    Muitos ministérios são dominados por partidos políticos próximos ao Irã. Grupos paramilitares financiados pelo Irã, como o Kataib Hezzbollah, exercem um poder de milícia, cobrando taxas dos comerciantes e da população em geral, e têm força política.

    Desde outubro do ano passado, o Panteão tem financiado manifestações constantes em Bagdá e em outras cidades do país pedindo o fim da influência iraniana no Iraque e privatizado a melhoria de serviços básicos, como o fornecimento de água e eletricidade.

    Diante de um futuro promissor no Oriente Médio, o poderoso e armadurado Patriota imagina a construção de uma nova era heróica e como finalmente recolocar no coração e mente das pessoas que é hora de voltar a acreditar nos supers.

    Especialmente os dos Estados Unidos e da liberdade de capital contra o comunismo.

    Apesar desse texto ufanista inicial falar sobre uma ação realizada no Iraque, comenta também que a energia da armadura tem abastecimento vindo de outra dimensão e que o Patriota trabalha na Torre do Presidentes dos Estados Unidos.

    As pessoas ao redor ficam ainda encarando a jovem.
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    Mensagem por DMadTitan em Sab Set 12, 2020 9:22 am



    LEGADO
    AKA AVA ALVAREZ


    - Uau..Eu sou boa nisso e nem sabia.

    Ava ignora os olhares das pessoas ao redor e continua lendo, era como se aquele artigo fosse colocado ali para ela. POr u instante ela olha em volta procurando pelo homem estranho de chapéu fedora, depois da de ombros e continua a ler e suspira, seja lá quem fosse essa pessoa era algum ligada ao governo provavelmente e teria que lidar com isso, mas estava com medo.

    Se perguntava qual a ligação dele com o desaparecimento de Andrea, afinal ele era alguém comum e ela mesma havia ganho superpoderes, faria mais sentido ir atrás dela, mas então lembrou que por alguma razão as pessoas tinham dificuldades de reconhecê-la quando estava com o traje, apesar do homem de preto saber quem era com facilidade. Algo muito sinistro estava acontecendo e Ava precisava de respostas.

    -Okay hora de ver o que ta rolando. Obrigada!

    Apagou seu histórico e agradeceu aos funcionários, deixando o local voando. Teria que voltar para casa e rápido, teria que voar por dias e isso seria cansativo então por alguma razão sabia do que fazer, voou o mais rápido que podia em direção ao espaço, no vácuo ela poderia se mover mais rápido. Parou por um momento para contemplar a imensidão escura e o sol que surgia, talvez uma lágrima escorria pelos seus olhos pois nunca achou que veria algo grandiosos assim e fazia sentido as pessoas acreditarem na existência de Deus.


    Voltou ao foco de sua aventura e voou como um foguete circundando o globo até reconhecer a forma do continente americano e desceu rumo a torre do presidente.

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    Mensagem por Claude Speedy em Ter Set 15, 2020 4:35 pm

    Ava:


    Lannister Tower
    Ato lll: No Pátio do Dragão Z
    Um centro da economia pujante mundial do "mundo livre", seu santuário particular e símbolo do poder adquirido da construção civil e riqueza pessoal. Décadas de planejamento são os verdadeiros pilares desse lugar.

    Ato lll: No Pátio do Dragão Michael-keaton-spotlight-322x268
    Olhando a entrada de Ava pela sua janela, Clark Lannister não parece surpreso.

    —Eu realmente não estou alistando mais heróis, Kara. Hum... Você não é ela...

    Ele então entrelaça os dedos, olhando nos olhos da garota.

    —Creio que veio investigar o fato de termos sido invadidos ontem à noite... Acho que é disso que se trata, uma super-heroína entrar pela minha janela.
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      Data/hora atual: Ter Set 29, 2020 10:34 pm