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    O Jogo dos Tronos - ON

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    Mensagem por Alexyus em Sex Dez 25, 2020 1:16 pm

    Com a fuga dos salteadores sobreviventes e dos arqueiros ocultos na mata, a comitiva Felinight deu a batalha por encerrada.

    Apesar dos riscos que haviam corrido, não havia ferimentos graves em nenhum dos membros do comboio. Com a supervisão do meistre Asdulfor, todos se recuperariam em pouco menos de duas semanas.

    Os Felinight seguiram pela Estrada Real rumo à cidade de Porto Real, deixando as perigosas margens da estrada em suas terras para trás.

    FIM DO CAPÍTULO
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    Mensagem por DariusNovadek em Seg Dez 28, 2020 11:08 am

    Tudo acabou com os ladrões fugindo da comitiva Felinight, a adrenalina ainda corria no sangue de Esdres, e o mesmo ainda demorou pra sacar que tudo tinha acabado, andando de um lado pro outro com seu cavalo.

    Com o tempo, o ânimos foram se acalmando, e as dores dos ferimentos foram vindo. Desceu de seu cavalo e foi até seu pai, que o ordenou seguir seu tio junto com seu irmão. Esperava um "muito bem", um "foi bem treinado", mas nada veio de seu pai ou seu tio. Mas logo seu irmão fez um sinal de positivo que o alegrou, Esdres apenas riu de forma discreta e deu um tapinha nas costas de seu irmão.

    Já quando seus ferimentos estavam sendo cuidados, Lícia chegou preocupada com Esdres e Arthur, nesse momento Esdres já estava mais descansado e melhor o suficiente para soltar uma de suas piadinhas.

    - Querida irmã, acredita que os arqueiros acharam minha beleza tão estonteante, que ficaram com ciúmes e quiseram acabar com ela? Só esqueceram de mirar no meu rosto, não tem problema, eu mirei no rosto deles por eles. hahah.. ain..

    Gemeu de dor quando tentou dar risada.

    - Só esqueceram que essas cicatrizes só me deixarão mais sexy ainda.

    No mais, seguiu viagem com a comitiva, tentado estar o mais curado possível quando chegasse.
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    Mensagem por Alexyus em Seg Dez 28, 2020 10:40 pm

    CAPÍTULO 2: PERIGO EM PORTO REAL


    O Jogo dos Tronos - ON - Página 6 Hbo-es10

    CENA 1: MAS ESSE CAMINHO É TÃO COMPRIDO...



    Arthur:

    Arthur ouviu a ordem de seu pai para retomar a marcha e tomou as medidas para cumpri-la. Alguns dos soldados tinham machucados leves, assim como seu irmão Esdres, mas nada impedia a continuidade da viagem.

    Como herdeiro bem instruído dos Felinight, Arthur sabia que as terras da casa estavam no extremo norte de Westeros, abaixo apenas da Última Lareira dos Umbers antes que a Estrada do Rei adentrasse a Dádiva da Patrulha da Noite. Por isso mesmo, eles tinham muito terreno para cobrir se quisessem chegar a Porto Real a tempo para o torneio.

    A Estalagem da Encruzilhada ficava perto do Lago Longo, e logo após saírem das margens dele e mergulharem no trecho onde a pista cortava a floresta tinham caído na emboscada. Isso fôra antes do meio-dia.

    Ao sair da floresta, ele sabia que também estavam deixando as terras Felinight. Seguindo a Estrada Real, eles passavam agora pelas terras dos Dannett, a casa menor cujas terras faziam fronteira com os domínios de sua família. A velha Torre em Ruínas, como era popularmente conhecida, era o principal marco das terras dos Dannett na estrada, uma estrutura deserta e semidestruída, combinando com a reputação da casa. arthur sabia que, apesar de vizinhos, os Felinight e os Dannett nunca tinha sido aliados, ligados apenas pelos laços de vassalagem que ambos tinham para com a Casa Stark.

    A próxima parada depois dos Dannett era Winterfell, e de lá a estrada seguiria em condiçõs muito melhores rumo ao sul.
    Esdres:

    Esdres brincava, mas seu novo ferimento precisaria de tratamentoi e descanso para virar uma cicatriz de batalha em vez de uma infecção letal.

    Anya, Beatrix e Daria desceram correndo das carroças tão logo o combate acabou, cercando-o de perguntas sobre seu estado. Seguindos as ordens do Lorde Beron, elas ajudaram Esdres a desmontar e tirar a armadura, auxiliando o meistre Asdulfor na limpeza da ferida.

    Seguindo as ordens do tio-avô, Esdres teria que repousar ao máximo, e suas três aias o obrigaram a deitar-se na carroça tão confortavelmente quanto podia para repousar.
    LÍCIA:

    Lícia recuperou suas flechas com a ajuda dos soldados. O soldado Andy chegou mesmo a agradecê-la com um sorriso lisonjeiro, pois eram raros os guerreiros que reconheciam a bravura e habilidade de uma mulher, mesmo uma nobre.

    De volta à carruagem com sua mãe, Lady Maria, e suas damas de companhia Alice e Isabela, Lícia se reacomodou enquanto os condutores recolocavam a caravana em movimento. Lady Maria estava pálida e calada, e as mocinhas gemiam e cochichavam como ratinhas assustadas.

    A comitiva continuou singrando a floresta densa, mesmo com o medo das mulheres, e logo emergiram para fora da copa das árvores, numa área que Lícia sabia não pertencer aos Felinight, mas aos seus vizinhos, os Dannett. Lícia sabia que os Dannett eram uma casa menor que enfrentara duros revezes durante a Rebelião Greyjoy, estando agora em decadência; mas era certo que eles também teriam sido convidados para o torneio em Porto Real.
    ASDULFOR:

    Asdulfor tinha se saído muito bem durante o combate, usando seus poderes de warg para comandar os animais, e o que era mais impressionante, sem que ninguém desconfiasse de suas espantosas capacidades.

    Porém, agora era sua habilidade medicinal que era requerida, e ele viu sua carruagem repentinamente transformada num vagão médico. Arthur e Gylen não estavam feridos, mas Esdres sim. Dando prioridade ao segundo filho, Asdulfor logo colocou Esdres fora de perigo e recomendou-lhe repouso. Quando o segundo filho foi levado para outra carroça por suas servas, ainda havia vários guardas que tinham sido feridos, alguns servos, e finalmente Gaspar; Melchior não tinha sido priorizado, mas também tinha sofrido alguns ferimentos bem feios.

    Ocupado em suas artes curativas, Asdulfor nem teve tempo de perceber que já tinham deixado as terras dos Felinight.
    GYLEN:

    Gyllen tinha terminado o combate incólume. Apesar das desculpas que ele tentava dar como disfarce, seus soldados tinham presenciado sua destreza em combate e estavam impressionados e felizes com ele.

    O velho ferreiro Horace tinha sido atingido de raspão por uma flecha, mas rechaçava qualquer oferta de ajuda, dizendo-se muito bem para ficar deitado tomando sopinha. Ele acenou de longe para o bastardo Snow, pronto para seguir a viagem assim que a caravana desse a partida.

    Tarso fôra atingido por uma flechada bem no início do combate, e era mais um na fila para ser atendido pelo meistre. Sívon teve que tomar as rédeas da carroça que o garoto estava pilotando.

    Gylen pôde voltar a cavalgar ao lado de Arthur, já que a maioria dos soldados tinha sofrido algum ferimento. Ele cruzou a floresta na dianteira, emergindo dela já nas terras dos Dannett, logo avistando a Torre em Ruínas que marcava o território da casa vizinha.
    GASPAR:

    Gaspar tinha se machucado um pouco na emboscada, mas apostava que nenhum daqueles ajoelhadores poderia ter se saído melhor numa luta com as mãos nuas.

    Mesmo assim, ele precisaria de cuidados do meistre com suas lesões. Infelizmente havia muitos soldados para serem cuidados, e até o Esdres tinha se ferido.

    Quando finalmente chegou sua vez, ele estava sozinho com o meistre Asulfor na caruagem dele, cercado apenas pelos animais que acompanhavam o ancião.
    LU MEI:

    Lu Mei não tinha se ferido durante a emboscada. Ela era ágil, atenta e esperta, e chegou mesmo a matar um dos salteadores antes que o que sobrou do bando fugisse.

    Diferente de Gaspar, que era um selvagem, Lu Mei sentia que as pessoas comuns de Westeros a tratavam diferente. Ela não era uma selvagem civilizada (algo que todos conheciam e desprezavam), ela era uma estrangeira, alguém que as pessoas não conseguiam reconhecer e entendere plenamente, e por isso mesmo era costumeiramente ignorada. Mas os soldados da casa Felinight tinham aprendido a respeitá-la, e senão a tratavam como igual, pelo menos valorizavam as habilidades dela, sem se importar muito por ela ser uma mulher.

    Com Gaspar momentaneamente ferido, Lu Mei teve que tomar a frente da comitiva sozinha, redobrando sua atenção aos sinais da estrada real. Apesar de toda a sua atenção, não houve novos perigos enquanto a trilha serpenteava pela floresta adentro, e no meio da tarde ela alcançou o fim da floresta, conduzindo o comboio para uma pista em campo aberto, bem mais confortável para uma batedora prospectar.



    TODOS:

    A tarde arrastava-se para seu fim, e os guerreiros ainda sentiam as dores da batalha matinal.
    Lorde Beron tinha ido à carruagem de Asdulfor checar pessoalmente os feridos, e chegara mesmo a cavalgar no cavalo de Esdres por um pouco de tempo, mas logo se impacientara e retornara à sua carruagem, lançando olhares sérios e severos às mulheres assustadas sentada ali, e também a Lícia, que não estava nem de longe tão assustada assim.

    Arthur e Gylen ainda cavalgavam, trotando preguiçosamente pelos flancos da carreata, ambos atentos a novos perigos.

    Gaspar era o último paciente do meistre Asdulfor e os dois estavam na carruagem do ancião.

    Lu Mei era a mais adiantada da caravana, realizando batidas frequentes no terreno à frente para se certificar da segurança.

    Foi Lu Mei a primeira a ver, mas Arthur e Gylen logo também perceberam: logo após uma curva na estrada, o cadáver de um cavalo juntava moscas, parecendo ter cambaleado de uma clareira lateral à estrada e morrido ali. Na direção de onde o cavalo provavelmente viera, a clareira ainda não visível do ângulo deles, sobrevoava uma pequena nuvem de corvos, como que aguardando um festim.

    O cavalo morto não bloqueava a estrada e era possível passar direto por ele, mas o crocitar dos corvos sobre a clareira era acompanhados de grunhidos ferais grotescos, que despertavam uma curiosidade mórbida sobre o que estaria ocorrendo ali.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jan 01, 2021 10:07 am

    De forma cordial e com um sorriso agradecia aos soldados pela ajuda, em especial a Andy no qual teve um breve dialogo, algo raro.

    -Espero que estejam bem, eu não imaginava que em nossas terras bandidos estariam atuando livremente, isso é algo que tenho que rever com meu pai...

      Encarava seu irmão com uma sincera preocupação, não riu da piada que ele havia feito naquele momento. Ajudou a cuidar dos ferimentos do irmão, dava alguns tapas em sua cabeça.

    -Cicatrizes não deixam ninguém bonito, quer ficar igual aqueles brutos além da muralha, somos exemplos a ser seguidos, seremos os pilares de uma nova era para nossa família independente de quem for o herdeiro, então começa a colocar um pouco de juízo em sua cabecinha oca, estarei sempre aqui ao teu lado, mas tem que fazer sua parte para merecer minha ajuda...

    O encarava com reprovação por ele ser muito fanfarão, mas logo sorria e acenava o deixando em paz.

    -Descansa e quando digo descansar é dormir para curar suas feridas...

       Na carruagem no qual colocaram seu irmão arrastado pelos suas servas algo que ela não gostava, pois sabia que ele não iria descansar, mas deixou assim mesmo, não queria atrapalhar. Foi para sua carruagem, tratou de tranquilizar sua mãe, explicou que a pratica esportiva de caça que aprenderá com seu pai, foi útil para alguma coisa, mas que não lhe agradava a ideia de tirar a vida das pessoas o fez seguindo os princípios de sua mãe cravados em seus pensamentos, quando algo acontecer de ruim contra sua família, e aquele lema sempre batia em sua cabeça "Família em primeiro lugar" isso já justificava sua autodefesa.

        Ao olhar pela janela percebeu que estava deixando suas terras, não sabia muito sobre aquele território desconhecido, logo pensou no seu Tio-Avô, sabia que ele tinha o pavio curto e tinha que dar um jeito para evitar algo parecido no qual aconteceu na taverna , ganhar mais inimigos fora de nossos domínios não era uma boa ideia.

    OFF: tem como fazer um teste para tentar descobrir/lembrar de algo sobre Dannett
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    Mensagem por Sandinus em Sab Jan 02, 2021 8:14 pm

    Asdulfor conseguiu usar seus poderes durante o combate o que foi bastante útil, porém não usou todo seu potencial. Com suas capacidades mentais ele poderia dominar mais dos cavalos. O velho sabia de seu potencial mas secretamente, assim como escondia sua habilidades exceto de Beron, ele sempre que treinava mais e mais sua mente. A casa Fenlinight seria a casa mais poderosa de toda Westeros e para isso ter cada vez mais controle sobre os animais era prioridade, por este motivo ele mantinha em segredo uma criação de gatos das sombras e claro, ter poder sobre boa parte de uma cavalaria aliada ou inimiga é de suma importância.

    Após o combate, o velho teve que cuidar dos feridos e isso tomou praticamente todo seu tempo durante parte da viagem, mas ele sabia onde estava chegando e por onde teriam que passar, mais cedo após tratar Esdres ele olhou severamente para seu sobrinho neto e lhe dirigiu a palavra o repreendendo pela atitude emocional.

    -Esdres...não se lance na fronte de batalha, pois será um alvo fácil, deixe os soldados fazerem isso, essa é a função deles, proteger seus senhores e se sacrificar por eles. Não estou dizendo para se acovardar, mas para agir de modo mais cauteloso para não se tornar o alvo principal, o mesmo para seus irmãos, sua irmã, Beron e todos nós, membros da casa.

    Lembrem-se vocês são o pilar e o orgulho de nossa casa e para que nossa família progrida é necessário cautela, racionalidade e responsabilidade, inclusive no trato com outros lordes de outras casas...
    - Uma sombra parece pairar nos olhos de Asdulfor- ...incluindo a que estamos próximos de adentrar os domínios. Eles não são nossos aliados, também não são inimigos declarados, mas só o fato de não existir aliança é algo a se preocupar...

    Terminado o velho descansa um pouco e concentra-se nos Dannet enquanto Esdres chama Arthur e Gylen...Queria lembrar mais sobre eles. (Resultado 18)

    Assim que os dois adentram a carruagem o velho pede que eles tirem as todos as roupas e armadura e analisa o corpo deles em busca de ferimentos, Asdulfor era um meistre muito experiente e cauteloso, sempre buscava fazer o melhor em tudo que podia e principalmente no tratamento dos membros da casa. As vezes era demorado e tedioso tratar com ele, mas era necessário pois ele evitava deixar qualquer falha que poderia prejudicar seus trabalho.

    -Pois bem Arthur e Gylen, podem se vestir, vocês estão bem...Mas vou dizer o mesmo que disse para o Esdres... Não avancem desesperadamente e emocionalmente para o combate, deixe os soldados irem a frente, não sejam os alvos principais. Além disso...brevemente chegaremos no domínio dos Dannet. Lembrem do que ensinei a vocês sobre eles... Mas deixe-me adianta-los, eles não são nossos aliados, portanto cautela... Agora vão e chamem Gaspar.

    As horas se passavam muito rápido e finalmente Asdulfor pôde atender Gaspar, seu filho. Enquanto cuidava os ferimentos dele o velho se pronunciava quase que sussurrando:

    -Você é de longe o mais machucado de todos...o que houve? Desaprendeu a lutar? Apanhando tanto de bandidinho ajoelhadores assim? Eu vi através de Rakashar sua situação e dominei os cavalos para proteger você e Lu Mei...parece que funcionou... Não vá na linha de frente, espere os soldados irem...sei que não consideram você um membro da família, mas com sua esperteza e discrição creio que pode fazer isso... Você é meu filho Gaspar, não quero perde-lo é o único descendente que tenho...portanto se cuide melhor e haja como se deve para se proteger!

    O velho repreendia seu filho e apesar de ser rude e reclamão se preocupava com ele. Depois de trata-lo ele dispensaria Gaspar. Porém ele sente que Rakashar percebeu algo estranho pelo seu vínculo com ele e após alguns segundos grunhidos eram ouvidos. O velho cerra os olhos repentinamente interrompendo a conversa.

    -Problemas a frente ao que parece...saia e vigie a carruagem, não permita que ninguém entre, diga que estou descansando e não, não saia de perto, o Balerion irá lhe auxiliar.

    O velho abre uma das janelas da carruagem e estica sua cabeça olhando a frente e vê um bando de corvos circundando algo, sem duvidas uma carcaça. Balerion já estava circundando a carruagem protegendo-a e por vezes olhava para o local e grunhia mostrando seus dentes e Rakashar já se dirigia para lá, o gato das sombras ia lentamente e conforme se aproximava ele já tomava sua postura sorrateira agachando-se e diminuindo sua velocidade como se estivesse caçando. Ele lança um olhar para o velho que acena positivamente fecha a janela, acomoda-se, concentra-se e entra na mente de seu companheiro animal e de um dos corvos para observar do que se trata.

    OFF: Mestre, acho que nem preciso rolar pro corvo, não tem como eu falhar em dominar a mente dele não.OFF
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    Mensagem por Wordspinner em Seg Jan 04, 2021 10:04 am






    Gylen Snow

     
    Gylen atende ao chamado do tio junto com seus irmãos e não pode deixar de ouvir as conversas. "Cicatrizes são as impressionantes marcas de nossas falhas como lutadores. Eu tenho uma terrível na perna, uma lança atravessou de um lado ao outro. Agora eu ando estranho. Tente manter sua coleção pequena e surpreender lordes e ladys com a proeza da sua espada." Ele olha furtivamente para ver se a irmã ainda está prestando atenção e faz um gesto espalhafatoso na direção do machado de Esdres enquanto pisca um dos olhos. "Nossa irmã está certa, vá descansar dentro carruagem. Nada melhor que descansar em boa companhia depois de uma batalha." Ele sorri com cumplicidade pensando nas servas de Esdres.

    Quando finalmente são atendidos pelo velho Asdulfor, o bastardo não se nega a cooperar. "Eles tiveram pena do aleijado dessa vez lorde meister. Ou não me tocaram com medo de pegar o que quer que tenha me deixado assim. Mal sabem eles que lanças envenenadas não são muito transmissíveis, não tinham o que temer de mim." Ele vestia mais do que precisava por não estar acostumado ao frio e via nesse momento uma oportunidade de ajustar suas vestimentas ao novo clima. Resolveu não vestir sua roupa bonita de nobre ainda. A surpresa é uma lâmina afiada, do jeito que estava passaria fácil por um guerreiro da casa. Na verdade sem brasões ele talvez estivesse mais para um bruto armado qualquer. Resolveu que não ficaria muito longe dos seus até chegarem. Melhor não ser morto por cavaleiro burro e zeloso.

    "Meu senhor, eu entendo que tema pela casa que somos, concordo que Arthur deva ser protegido a todo custo. Mas Esdres deve poder lutar e dar um exemplo aos seus soldados. Ele só precisa de uma boa guarda particular para mantê-lo vivo." E então ele lembra com quem está falando e resolve engolir a parte seguinte que falava dos bastardos descartáveis. O nervosismo vai subindo por suas botas até o rosto. "Eu... Mesmo posso treinar homens para isso. Escudos jurados ou alguma coisa que faça sentido em Westeros..." Era um jeito de tentar reparar o que tinha dito.

    --

    Mais tarde estão o corpo e os corvos no caminho. Uma distração? Não imaginava que fosse isso. Tirou a adaga da cintura. "Fofinha, devagar por favor." Ele rezava para ser atendido pelo animal. Os sons não eram os de pássaros se refestelando. O bastardo se concentra. Olha em volta. Se for uma distração ele quer estar pronto, se não for, todos estão olhando o corpo e seus arredores com cuidado. Além disso um bandido teria de ser especialmente furtivo para surpreendê-lo.

    A viagem estava mais perigosa que ele esperava. Menos vinho e nobres devassas também. Sua imaginação tinha feito um trabalho horrível com suas expectativas.










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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Jan 06, 2021 2:11 pm

    Licia escreveu:-Cicatrizes não deixam ninguém bonito, quer ficar igual aqueles brutos além da muralha, somos exemplos a ser seguidos, seremos os pilares de uma nova era para nossa família independente de quem for o herdeiro, então começa a colocar um pouco de juízo em sua cabecinha oca, estarei sempre aqui ao teu lado, mas tem que fazer sua parte para merecer minha ajuda...

    - Com minha beleza, impossível me tornar um selvagem além-muralha, você sabe disso minha irmã. Mas tomarei cuidado da próxima vez, se estivesse mais ferido ainda não poderia participar dos torneios e conseguir a glória e fama que tanto me esperam... E outra, minha cabeça pode ser oca, mais ainda está melhor do que a deles.

    Fala isso apontando para os arqueiros que tinha vencido em combate, vendo que um Esdres tinha cortado sua cabeça em dois, e outro tinha arrancado a cabeça fora. Depois foi levado até a carroagem pelas suas aias, que o indagavam sobre seu estado e sobre a batalha, é claro que Esdres ia se vangloriando pelo caminho.

    Asdulfor escreveu:Esdres...não se lance na fronte de batalha, pois será um alvo fácil, deixe os soldados fazerem isso, essa é a função deles, proteger seus senhores e se sacrificar por eles. Não estou dizendo para se acovardar, mas para agir de modo mais cauteloso para não se tornar o alvo principal, o mesmo para seus irmãos, sua irmã, Beron e todos nós, membros da casa.

    Lembrem-se vocês são o pilar e o orgulho de nossa casa e para que nossa família progrida é necessário cautela, racionalidade e responsabilidade, inclusive no trato com outros lordes de outras casas... - Uma sombra parece pairar nos olhos de Asdulfor- ...incluindo a que estamos próximos de adentrar os domínios. Eles não são nossos aliados, também não são inimigos declarados, mas só o fato de não existir aliança é algo a se preocupar...

    Com seu tio a coisa era diferente, Esdres era um fanfarrão por natureza, mas não era um tolo. Apenas ouve e o responde da maneira mais respeitosa possivel.

    - Você está certo tio, é que fiquei extasiado por finalmente ter uma batalha pela qual tanto treinei, mas na próxima vez tomarei mais cuidado, e uma coisa que temos que consertar é manter a minha guarda sempre perto de mim.

    Esdres não fala nada, mas ouvir tanto de Lícia quanto de seu tio que era muito importante para família e que era um de seus pilares o deixa feliz, normalmente apenas Arthur era lembrado quando falavam sobre isso.

    Gylen escreveu:"Nossa irmã está certa, vá descansar dentro carruagem. Nada melhor que descansar em boa companhia depois de uma batalha." Ele sorri com cumplicidade pensando nas servas de Esdres.

    Esdres apenas o olha de quanto de olho e da um sorriso de quem entendeu o que ele queria dizer, apenas diz:

    - Se todo mundo diz pra eu fazer isso, não sou eu quem vou reclamar não é mesmo?

    Antes de Esdres se deitar na carruagem, Esdres pede para que suas servas "forrassem" o chão e as janelas com peles de gatos das sombras, lobos e ursos que a comitiva da família levava, queria um lugar confortável para se deitar. Após se deitar, pediu que todos os outros servos se retirassem do interior da carruagem.

    - Não preciso de ninguém além de minhas aias ao meu lado, elas são perfeitamente treinadas e capacitadas para isso, e quando saírem, peçam para que meus guardas fiquem perto da carruagem, não quero ser incomodado.

    Ser nobre tinha suas vantagens, e Esdres sabia aproveita-las, deixou que suas aias "cuidassem" dele, as três juntas, era sua primeira "recompensa de batalha" e não queria que fosse pouca coisa, porém estava machucado e não podia se movimentar quase, então elas que tinham que fazer o "trabalho". Após todo o "momento de recompensa" Esdres caiu no sono, abraçado com suas aias.

    ...

    Com o passar do tempo, Esdres acordava e dormia a efeito dos medicamentos, descobriu que a viagem poderia ser mais tediosa ainda, mas pelo menos tinha a carícia de suas aias quase todo o tempo. Logo ouviu um crocitar de corvos acompanhado de grunhidos ferais grotescos, sabia que algo diferente estava acontecendo, mas não podia nem se esticar até a janela pra ver o lado de fora.

    - Ta bom, agora a parte de ficar deitado enquanto todo mundo assam suas bundas nos cavalos perdeu a graça, alguém pode me dizer o que esta acontecendo?

    Dependendo da resposta, já mandaria algum dos servos da casa pegar um de seus machados e o colocar ao seu lado.
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    Mensagem por Alexyus em Qua Jan 06, 2021 5:19 pm

    Lu Mei:

    Lu Mei era um pouco diferente de Gaspar, mesmo que ambos servissem como batedores para a caravana dos Felinight. Enquanto Gaspar era um forrageador nato, acostumado aos ambientes abertos e naturais, Lu Mei era uma agente atenta e refinada, sua mente arguta e afiada servindo de maneira diferente para uma mesma tarefa. Lu Mei era praticamente uma mestra espiã para a Casa Felinight.

    Ela poderia ser ainda mais eficaz em ambientes distantes da família, pois embora fosse uma mestra das interações sociais e do encantamento, ela também tinha crscido como a protegida dentro da casa, a queridinha do meistre Asdulfor e uma aquisição exótica para a família. Os outros servos e soldados dos Felinight a tratavam com muita cortesia e deferência, mas sempre com um toque de condescendência.

    Nesse momento em que ela detectara algo na lateral da estrada onde o cadáver do cavalo juntava moscas, os outros soldados rapidamente a cercaram, pondo-se em guarda contra o que quer que lá estivesse.
      

    Gaspar Melchior:

    Gaspar Melchior ainda estava na carruagem de seu secreto pai Asdulfor, recuperando-se do estrago causado pelos salteadores do início do dia.

    Enquanto ele descansava naquela carruagem, um nome metido a besta para uma carroça metida a besta criada pelos ajoelhadores, sentindo a estranha sensação de se deslocar daquele modo tão esquisito, Gaspar ouviu os ruidos dos arredores. Quase ao mesmo tempo, ele sentiu o veículo parando.

    Seu pai levantou-se, olhando pela janela, e Gaspar presenciou aquele fenômeno sobrenatural, em que Asdulfor Felinight tornava seus olhos brancos azulados e sua mente deixava seu corpo de nascimento. O corpo do meistre caiu mole como um saco de batatas, mas Gaspar sabia que a mente dele não estava mais ali.


    Gylen Snow:

    Gylen Snow não tinha se ferido, mas o pequeno cavalariço que era seu protegido em treinamento, Tarso, tinha sido atingido. Enquanto a viagem continuava, o garoto estava na fila junto com outros soldados e servos a serem examinados, diagnoticados e tratados pelo meistre Asdulfor.

    Ainda cavalgando a égua Fofinha, Gylen cruzou a floresta bastante ciente da exposição da caravana da família. Sua atenção teve que ser muito mais aguçada com menos soldados para marchar nas laterais do comboio.

    Por isso mesmo, quando já tinham saído da floresta e de suas terras, Gylen estava alerta aos estranhos sinais encontrados na estrada: o cavalo, a nuvem de corvos e os sons de feras na clareira oculta.

    Mas Sivon gesticulou para que ele, já de adaga em mãos, não avançasse:

    - Fique aqui, senhor! Não sabemos o que pode ser isso...


    Lícia:

    Resultado de Conhecimento de Lícia = 6

    Lícia sabia o que qualquer estudante mediano dos Sete Reinos poderia saber sobre os Dannett: era uma casa menor do Norte, o brasão deles era uma romã atravessada por uma flecha vermelha na vertical em um fundo cinza, e seu lema era "A fruta amarga o torna mais forte." Nada mais além disso.

    Lícia estava imersa nesses penamentos quando a carruagem deles parou.

    Alice e Isabela gemeram assustadas:

    - Nós paramos!!!

    Lady Maria pareceu controlada quando falou, mas Lícia a conhecia bem o suficiente para saber que ela abafava o abalo:

    - Por que paramos?

    Lorde Beron reagiu mais com irritação, colocando sua cabeça para fora da janela e gritando para o condutor:

    - O que foi agora?

    Lícia ouviu a resposta do condutor, um pouco incerta:

    - Ainda não sei, senhor!


    Esdres:
    Após os exames de Asdulfor, Esdres foi conduzido por suas servas para a carroça de equipamentos, onde elas improvisaram um leito com toalhas e sacos para que ele se deitasse. Elas tamparam a luz exterior o melhor que puderam, usando tecidos escuros.

    Mas ao contrário do que ele esperava, as fogosas garotas não estavam dispostas para atividades sexuais naquele momento.

    Beatriz chegou mesmo a lhe dar uma bronca enquanto o despia de suas roupas exteriores:

    - Francamente, lorde Esdres, você não deveria se atirar aí combate assim de forma tão exposta! Foi muito imprudente...

    Daria, sempre tão irreverente, naquele momento estava angustiada quando completou a frase da colega:

    - Você podia ter se machucado feio...

    Beatriz corrigiu:

    - Você poderia ter morrido mesmo. Precisa tomar muito mais cuidado!

    A dureza das palavras delas contrastavam com a gentileza de seus cuidados, já que elas faziam todo o possível para Esdres se sentir confortável, muito mais dedicadas do que se poderia esperar de "servas" comuns.

    Diante da primeira reclamação dele, Beatriz usou o argumento definitivo que vinha guardando:

    - Não, você ouviu o que o lorde Asdulfor disse, você tem que descansar! Fique quieto e tente dormir um pouco! Nós vamos ficar aqui em silêncio...

    Quando Esdres acordou, sentindo o carro parar, ele intuiu por instinto que havia algo errado do lado de fora. Suas três servas estavam também acordadas, mas não faziam menção de sair da carruagem para saber o que estava acontecendo.


    Arthur:

    Resultado de Conhecimento de Arthur = 10

    Arthur sabia o que qualquer estudante mediano dos Sete Reinos poderia saber sobre os Dannett: era uma casa menor do Norte, o brasão deles era uma romã atravessada por uma flecha vermelha na vertical em um fundo cinza, e seu lema era "A fruta amarga o torna mais forte." Mas ele também saia um pouco mais sobre a trajetória da casa na história de Westeros: A Casa Dannett não está entre as mais reconhecidas dentre os brasões vassalos de seu suserano, mas sua proteção de longa data das maiores comunidades agrárias da região lhes garante bastante infl uência na política local, e uma renda decente proveniente de seus arrendatários. Nos tumultuados anos da Guerra do Usurpador, os Dannett testaram os limites da lealdade, trocando de lado conforme os ventos da guerra mudavam de direção. Quado Aegon começou sua campanha de conquista, os Dannett mantiveram sua lealdade a Harren, o Negro. De forma oportuna, os Dannett se renderam quando as forças de Harren fraquejaram, evitando assim a aniquilação de sua casa. Durante a rebelião de Robert, os Dannett apoiaram o Usurpador, sabendo que poderiam abandonar sua causa e alegar terem sido coagidos a se rebelar por seus senhores, caso necessário. Foi muito difícil prever o resultado da rebelião, e os Dannett foram forçados a empenhar todas as suas forças na causa de Robert. As tropas dos Targaryen cercaram o forte dos Dannett logo no início do conflito, e as baixas da casa foram grandes.

    Essas informações voltavam à memória de Arthur enquanto ele cavalgava na lateral da caravana, tentando manter o controle do comboio mesmo depois de tantos dos seus soldados e servos terem se ferido no ataque da manhã.

    Com aquela visão inesperada na estrada, do cadáver do cavalo que alarmara a batedora Lu Mei e os soldados mais adiantados, Arthur ficou ainda mais alerta, antecipando todos os perigos prováveis. 

    Seu braço direito, o mestre-de-armas Aubrey, logo disse:

    - Fique alerta, senhor! Algo aqui não está certo... 



    Asdulfor:

    Resultado de Conhecimento de Asdulfor = 17

    Asdulfor sabia o que qualquer estudante mediano dos Sete Reinos poderia saber sobre os Dannett: era uma casa menor do Norte, o brasão deles era uma romã atravessada por uma flecha vermelha na vertical em um fundo cinza, e seu lema era "A fruta amarga o torna mais forte." 

    Mas ele também saia um pouco mais sobre a trajetória da casa na história de Westeros: A Casa Dannett não está entre as mais reconhecidas dentre os brasões vassalos de seu suserano, mas sua proteção de longa data das maiores comunidades agrárias da região lhes garante bastante infl uência na política local, e uma renda decente proveniente de seus arrendatários. Nos tumultuados anos da Guerra do Usurpador, os Dannett testaram os limites da lealdade, trocando de lado conforme os ventos da guerra mudavam de direção. Quado Aegon começou sua campanha de conquista, os Dannett mantiveram sua lealdade a Harren, o Negro. De forma oportuna, os Dannett se renderam quando as forças de Harren fraquejaram, evitando assim a aniquilação de sua casa. Durante a rebelião de Robert, os Dannett apoiaram o Usurpador, sabendo que poderiam abandonar sua causa e alegar terem sido coagidos a se rebelar por seus senhores, caso necessário. Foi muito difícil prever o resultado da rebelião, e os Dannett foram forçados a empenhar todas as suas forças na causa de Robert. As tropas dos Targaryen cercaram o forte dos Dannett logo no início do conflito, e as baixas da casa foram grandes.

    Mas Asdulfor era um estudioso bem informado e sabia algumas coisas a mais: Ao fim da Rebelião, com Robert coroado rei, parecia que os esforços dos Dannet garantiriam para eles um lugar como uma das vozes que ditariam o futuro de Westeros. Mas, desde então, o azar amaldiçoou cada passo dado pelos Dannett. Vários anos de colheitas ruins resultaram em fome, doenças e uma dívida crescente. O desespero se apossou da alma de Lorde Alfric Dannett, que acredita que sua única salvação é manter as aparências até que sua má sorte desapareça e ele possa se recuperar. O senhor da Casa Dannett é Alfric Dannett, há muitos anos viúvo. Ele era uma espada jurada de seu irmão mais velho, Sofred, e um guerreiro forte em sua juventude, mas hoje é apenas uma sombra do homem que costumava ser.

    Alfric passou por muitas perdas em sua vida. Ele presenciou a morte de seus seis irmãos durante a Rebelião, e segurava a cabeça de Sofred em seu colo enquanto um meistre retirava uma fl echa do olho de seu irmão mais velho. No final, o gorgolejar que eram os gemidos finais de seu irmão parecia mais os sons de um animal do que os de um homem, e o suspiro final de Sofred acabou sendo um alívio para Alfric. Mesmo após a Rebelião os deuses não foram misericordiosos com Alfric. Sua esposa faleceu quando uma parte do forte, danificada durante o cerco, caiu sobre ela e algumas damas de companhia. Para aqueles de fora da família, as dificuldades e tragédias que acometeram a vida de Alfric fizeram dele um homem duro e curtido. Na verdade, as adversidades lhe tornaram incapaz de administrar sua casa. Alfric tenta desesperadamente manter a aparência de força e riqueza, mesmo que seu salão esteja se despedaçando e gafanhotos e outras pragas estejam acabando com suas lavouras.
    Os esforços de Alfric em impedir que sua família desapareça o colocaram em conflito com os Felinight em diversas ocasiões, embora não tenha havido batalhas campais, apenas diplomáticas.

    Quando Asdulfor dividiu sua mente entre Balerion, Rakashar e estendeu sua mente para um corvo à vista, sua visão dividiu-se. 

    Enquanto Balerion postava-se ao lado da carruagem, Rakashar avançou até o início da clareira, divisando a primeira visão dela: À medida que o gato das sombras avançava pela lateral da estrada real ao som do farfalhar das folhas na brisa, percebeu uma abundância de corvos empoleirados nas árvores à frente. Esta visão foi logo seguida pelo cheiro de putrefação no ar. No chão abaixo do círculo formado pelos corvos, meia dúzia de lobos disputa o direito de se banquetear nos restos mortais de vários homens. O maior entre os lobos levanta seu focinho coberto de vermelho, momentos antes enfiado nas entranhas de um homem gordo estripado no meio da clareira. Ele rosna um aviso para Rakashar, mostrando que não estava disposto a abandonar o banquete da alcateia.

    Do ponto de vista aéreo do corvo, Asdulfor pôde ter uma perspectiva completa da situação na clareira. Não havia sobreviventes no acampamento, e os lobos e corvos desfi guraram os corpos demais para serem reconhecidos. Os rostos desprotegidos foram devorados primeiro, e os corvos já haviam levado seus olhos muito antes de a alcateia chegar. Havia cinco homens no chão (alguns foram arrastados pelo frenesi alimentar dos lobos), todos aparentando porte físico grande. O vasto conhecimento de Asdulfor permitia saber que eram todos saudáveis e fortes, provavelmente guerreiros. Além disso, eles não foram mortos pelos lobos, e não há sinais de luta (além daquela contra os lobos). Eles devem ter sido mortos enquanto dormiam. Não havia nada de valor nos corpos além das espadas das vítimas, que os assassinos deixaram para trás. As lâminas mostram sinais de uso recente e uma delas, ainda em sua bainha, está coberta de sangue seco. Esta espada tem um cabo peculiar e, apesar de não ser feita de nenhum metal valioso, ostenta o emblema do cervo, parecido com o cervo da Casa Baratheon — entretanto, sem a coroa.

    TODOS


    A caravana parou bruscamente, com seus defensores em alerta diante daquela situação inesperada.

    Enquanto os soldados hesitavam em avançar, o gato das sombras do meistre Asdulfor avançou rapidamente de maneira furtiva, acercando-se da clareira de onde partiam os sons ferais.
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Sandinus em Qua Jan 06, 2021 6:13 pm

    A cena do banquete dos lobos era assustadora, mas Asdulfor estava acostumado a isso, ja tinha muitos anos de vida e ja viu coisas muito piores, porém com seu poder de observação ele percebe que os homens morreram numa emboscada, provavelmente estavam dormindo quando isso aconteceu, com exceção de um que tinha sua espada suja de sangue seco e para a surpresa do Meister ela tinha o emblema do cervo o que surpreende Asdulfor por um momento até ele perceber que esse cervo não tinha coroa.

    Tudo aquilo atrai Asdulfor, talvez tenham sido os mesmos bandidos que os atacaram o que ele não duvidaria, mas podia ser algo mais e para isso investigar o local era necessário, logo esses lobos deveriam sair do caminho sem derramamento de sangue. O meistre poderia tentar dominar a mente dos 5 e afasta-los até as bordas da floresta de onde aparentemente estariam observando esperando apenas as investigações cessarem e para isso uma cena deveria ser feita de modo que tudo não soasse estranho. O velho meister sai da mente do corvo e de seu cão Balerion e Foca-se exclusivamente em dominar a mente dos lobos.

    Primeiro o líder da matilha e em seguida todos os outros 4. Era uma tarefa difícil, mas a mente do velho era poderosa o suficiente para conseguir. Ele iria se esforçar para isso. Caso conseguisse ele comandaria Rakashar para rugir ferozmente contra os lobos e faria os controlados latirem e ameaçarem o gato das sombras e depois de alguns rugidos, grunhidos e latidos os lobos recuariam numa distância segura o suficiente para o grupo verificar os corpos.

    Resultados das dominações:

    Lobo Líder Rolagem: 20
    Lobo 2 Rolagem: 27
    Lobo 3 Rolagem: 28
    Lobo 4 Rolagem: 22
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    Mensagem por Wordspinner em Sex Jan 08, 2021 7:51 am

    @Wordspinner escreveu:




    Gylen Snow

     
    Gylen ignora Sivon por um segundo inteiro. "Sabe melhor que eu que não quero matar ninguém. Só prefiro não morrer, especialmente no lombo de um cavalo. " Ele abaixa a voz em tom conspiratório e um tanto quanto carregado de desculpas. "Nada pessoal Fofinha, eu quero morrer um velho babão deitado e dormindo."

    Quando ele vê o gato gigante se afastar ele tem mais um grande motivo para não sair dali. "Faz um favor, se esconde com o Tasso. O menino atrai flechas e você não precisa de outra viagem ao meister." Os olhos seguem o gato o tanto quanto podem. Assim que a fera sai da vista o bastardo desce do animal. Pés no chão. Era assim que preferia lutar se fosse necessário. A lâmina braavosi salta para a mão. Ele procura por Horace com os olhos, mas percebe que tem algo que deveria ser feito e ele ainda não tinha ouvido. Merda, ele pensa sozinho antes de levantar a voz, não queria soar um alarme falso. "Ás armas! Janelas fechadas!" Ele olha de um lado para outro. Odiava fazer aquilo. Não era o seu lugar. Ele pensa nos arqueiros. "Se afastem. Procurem cobertura. Lu Mei, viu alguma coisa?" Ele faz a pergunta e mesmo assim manca na direção da cobertura mais próxima dos sons. Ele não espera uma resposta. Ela provavelmente vai balançar a cabeça se entender a pergunta.

    Gylen procura o irmão com os olhos esperando não precisar ordenar que guardas sigam os movimentos de Arthur. Ele olha para as carruagens com o sangue da família guardado. Asdulfor tinha uma carruagem e alguém precisava ficar perto dele, assim como Esdres e Beron. A irmã estava com o pai, não? Ele se esforçava para lembrar desses detalhes. Porém a ansiedade que precede uma luta até a morte já estava nele. As lembranças. As gargantas cortadas. Ele balança a cabeça e começa a apontar com a adaga para onde quer os guardas. Tentando fazê-los obedecer no vazio de ordem que se formou. Não seriam alvos tão fáceis dessa vez. "Se um Felinight sair da sua posição e vocês não forem atrás vão virar comida de gato." Ao mesmo que faz sinal para afastar qualquer soldado que ande na mesma direção que ele resmungando Snow num rosnado irritado.

    Os sons eram assustadores e ele não queria se aproximar. Nem devagar como ele era obrigado a ir. Ele queria se esconder na carroça e abraçar uma garrafa. Morrer bem bêbado era quase morrer bem velho. O tempo todo ele torcia para Arthur não passar galopando direto por ele. Nunca conseguiria ir atrás do irmão assim. Ele se força a olhar para frente. Um passo depois do outro.








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    Mensagem por Claude Speedy em Sex Jan 08, 2021 1:44 pm




    O Jogo dos Tronos - ON - Página 6 _0b42edd8-ce8a-11e6-840e-04a97aefc7ba

    O velhote reclama sobre eu ter me ferido mais do que os outros.  Ele recebeu um banho quente de uma empregada e uma quente naquela noite em que pedi para Lui Mei para vigiar o sujeito na lareira assim que eu fosse deitar. Ela não o fez... tive de vigia-lo sozinho, ainda assim ele fugiu.

    Falei sobre a fuga dele e que ele estava se fazendo de doente, mas os "nobres" não me ouviram. São os "estrategistas" sabem tudo.

    Nem mesmo os animais dele conseguiram estar na linha de frente, eu estava lá na frente sozinho e de todos usando nada mais do que meus próprios punhos e pernas como arma contra facas de todos os tipos naquela curta distância. Duvido que qualquer um desses absuntados de óleo e perfume fariam melhor.

    Onde fui cortado, eles estariam em pedaços.

    E mais uma vez o folgado resolve usar seus dons de Warg tão temidos e desconhecidos desse lado da Muralha para fugir de qualquer resposta que eu pudesse dar. Eu estive na linha de frente, sem dormir, lutando sem armas tomando golpes por esse mal agradecido.

    Agora minha recompensa é vigiar seu corpo em transe.

    Não teve um só desses ajoelhadores que me ouviu sobre o sujeito da lareira ou o quis vigiar e os animais tão irritantes de meu "pai" nos cercam como um ninho de ratos.

    Ele é um homem rico e adorado, para mim só resta tomar golpes de lâmina enquanto não durmo.

    E vigiar o corpo do passeio dele enquanto troca-pele...

    Tédio.

    Até agora pouco eu estava fazendo o melhor que eu podia.
    Eles que se virem.

    Seguirei na carroça até chegarmos lá.


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    Mensagem por DariusNovadek em Sex Jan 08, 2021 5:01 pm

    Esdres rebate as objeções de suas aias como se fosse um menino emburrado, quase que esboçando um biquinho.

    - Poxa meninas, eu sei que não saberiam viver sem mim mas.. Seria bom que confiassem no meus dotes.. De combate eu digo..

    Conseguir uma dama naquela viagem estava sendo mais difícil que o normal para Esdres, então ele acaba dormindo.

    ...

    Com a carruagem parando, Esdres percebeu que algo não estava certo do lado de fora, mas não estava em condições de se levantar e olhar pela janela, não tinha muito o que fazer. Falou para suas aias ficarem atrás dele, como uma medida paternal para a proteção delas, e ficou esperando alguém dar alguma notícia.
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jan 08, 2021 5:33 pm

    Lícia tentava lembrar de mais alguma coisa sobre os Dannett, mas era impossível naquele momento sua memoria estava falhando ou poderia ser o estresse da viajem a incomodando.
    Tratou se acalmar suas servas e principalmente sua mãe.
    -Acho que não é nada demais, não acredito que nossas estradas estejam infestadas de bandidos... queria pegar o seu arco e espiar pela janela, mas não o fez se manteve sentada e calma, não queria desrespeitar o seu pai ou ofender a sua mãe novamente entrando em algum tipo de briga contra bandidos, lembrou-se das palavras do seu tio-avô e sabia que ele estava certo, ela não deveria fazer como seus irmãos e lançar-se ao desconhecido para isso tinha os soldados e guardas de seu pai para protege-los.
      Novamente mantinha a calma e pegava da mão de sua mãe, logo encarava Isabella e Alice.
    -Fiquem calmas, não deve ser nada demais...
      Muita coisa estava acontecendo naquele dia, no entanto sua contribuição em não participar das lutas a fez pensar em outra maneira de ajudar sua família e uma delas era ajudar da melhor forma possível seus parentes dando seu apoio no que for necessário. Queria ter saído para ver com os próprios olhos o que estava acontecendo e agora diferente de antes iria pessoalmente analisar todo o vestígio deixado para trás, coisa que não foi feita aos bandidos da estrada, tinha medo da falta de curiosidade dos irmãos em querer saber mais detalhes das coisas e isso a preocupava em uma visão futura, no que diz respeito aos bandidos não ficou sabendo de onde eram ou se tinham alguma filiação com gangues recém formadas. foi um erro deixado para trás que futuramente poderia custar alguma vida de seus parentes e isso a preocupava em muito, agora presa na carruagem não poderia agir por conta, pois estaria afrontando seu pai e sua mãe coisa que não poderia nem pensar em fazer.
      Não poderia mandar Aline e nem a Isabella, pois não tinha logica coloca-las em perigo, no entanto lembrou-se do soldado, aquele mesmo que havia agradecido por sua ajuda quem sabe pediria a ele alguns favores, pelo bem de sua família, mas deixaria seu irmão desfalcado em sua guarda, mas era bom ter um soldado mais livre para trazer e mandar recados ou informações. teria que trabalhar mais tarde nesta ideia que vinha surgindo em sua mente.


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    Mensagem por Dycleal em Sex Jan 08, 2021 9:40 pm

    Arthur flanqueava em trote ao lado da caravana, fazendo par com Gylen que o acompanhava em paralelo do outro lado da carreata. Lu Mei mais a frente servia de baliza para suas ordens aos combatentes de modo a proteger sem atrapalhar, o jovem herdeiro sabia que muitos estavam feridos mas todos eram combatentes e sabiam dos riscos do trabalho e estava levando em consideração os conselhos do velho tio de não colocar a família em perigo e pediu que todos levarem armas de ataque a distância para evitar confrontos corporais desnecessários e observa o entorno para se certificar de quando entrariam nas terras dos Dannett.

    As lições de história e heráldica passam pela sua cabeça e a saga daquela família um tanto traiçoeira e oportunista se materializa, lembrando dos altos e baixos dos seus lideres, as traições e mudanças de lado conforme o vendo dos interesses e fica ansioso por passar longe daquelas terras, mas o cansaço natural dos combatentes incluindo o seu próprio fazem que a sua prudencia mantenha a cadencia de marcha moderada. Aquele solo é palco de muita traição, maldade e desonra e ele não gosta nada daquilo.

    A tarde se aproxima do seu final e terão no máximo mais uma hora de claridade e logo após uma curva, o cavalo da batedora da um tranco súbito e logo ele também vê o motivo: um cavalo morto em plena estrada com várias moscas formando uma nuvem acima e ao redor dele e ao lado da estrada, em um angulo ainda não visível, porém claramente de onde viera o animal, uma nuvem de corvos revelava a presença de possíveis mias corpos. A estrada não estava bloqueada pelo animal, tinha espaço para contornar, porém o crocitar dos corvos sobre a clareira era acompanhados de grunhidos ferais grotescos, o que despertava temor e curiosidade, mas Arthur não era homem de arriscar seus homens por uma mera curiosidade e aponta para dois combatentes que não foram feridos e ordena que amarrem o corpo e o arrastem para fora da estrada, e indica a direção contraria da nuvem de corvos e alerta para os demais que apontem suas armas de ataque a distância para a clareira que se forma a medida que o angulo de visão vai a revelando a medida que avançam para perto do cavalo morto.

    O jovem lorde observa o gato gigante do tio se aproximando da clareira e sabe que podem sair dali algum animal predador ou ladrões de corpos do dono do cavalo e dos seus companheiros e antes de um ataque frontal é mais sábio uma abordagem de ataque a distância e olha para Gylem e gesticula para que fica paralelo a ele e que se prepare para um primeiro ataque a distância e aproximando-se do cavalo tenta analisar que tipo de dano o matou afim de perceber o que terá pela frente na clareira. Sem que controle, lhe vem a mente se os Dannett teriam alguma coisa a ver com aquele evento sinistro.
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    Mensagem por Alexyus em Ter Jan 12, 2021 8:24 pm

    GASPAR:

    Gaspar estava na carroça, velando o corpo de seu pai secreto enquanto a mente dele passeava pela dos animais ao redor.

    Mas alguém, um dos soldados, falou do lado de fora da carruagem:

    - Meistre Asdulfor! Chame seu gato de volta! Pode ser perigoso!



    ESDRES:

    Falou para suas aias ficarem atrás dele, como uma medida paternal para a proteção delas, e ficou esperando alguém dar alguma notícia.

    Beatrix não permitiu o gesto galante de Esdres. Ela o segurou com um braço estendido enquanto se punha entre ele e os fundos da carroça, mantendo guarda vigilante.

    - Fique onde está, milorde! Eu vou protegê-lo!

    As outras duas garotas se colocavam ao lado dele, segurando seus braços com uma mão e empunhando adagas com a outra, de olho no fundo da carroça igual Beatrix.
     

    LÍCIA:

    [quote~]-Acho que não é nada demais, não acredito que nossas estradas estejam infestadas de bandidos...[/quote]

    O pai de Lícia, Lorde Beron, estava um pouco mais impaciente, e resmungou:

    - Mesmo um bandido nessas estradas é um a mais do que eu estou disposto a tolerar...

    E depois ele deu um grito para o condutor.

    - Não descobriu ainda o que é?

    A voz trêmula e subserviente do condutor foi ouvida:

    - Parece um cavalo morto na estrada, milorde...

    Lorde Beron ainda trazia a espada e o escudo da batalha matinal, e voltou a agarrá-los, olhando para fora com ansiedade irritada.

    -Fiquem calmas, não deve ser nada demais...

    Lady Maria disfarçava muito bem suas preocupações, e de maneira muito calma e composta, ela declarou:

    - É claro que não é nada demais! Até o ataque de hoje de manhã foi desprezível, isso é só mais um contratempo...

    Alice pareceu se acalmar e chegou mesmo a dar um sorriso hesitante:

    - Se milady assim o diz, deve ser mesmo...

    Isabella, mais séria e ciente da etiqueta, acrescentou num tom sóbrio:

    - Ninguém inferior é capaz de derrubar um cavaleiro bem armado...



    GYLLEN:

    Gyllen estava de olho em seu meio-irmão, o primogênito Arthur, atento ao que ele iria fazer.

    O herdeiro avançava na estrada, não para a clareira na lateral, mas para o cavalo caído.



    ARTHUR:

    Arthur orientou seus homens com gestos para se prepararem. Felizmente já os intruíra a armarem-se com bestas para poderem combater à distância.

    Uma olhada no cavalo bastou para que Arthur identificasse a causa da morte dele. Ele fôra alvejado de um ângulo diagonal, provavelmente enquanto tentava fugir. Mas não por flechas. Por dardos. Dardos de besta.

    Arthur sabia que os plebeus em geral não tinham acesso a bestas (quando muito possuíam algum arco de caça), e aquela arma era mais característica de soldados profissionais, que podiam contar com os recursos de um exército permanente. Mesmo nas mãos de cavaleiros andantes era mais fácil achar um arco do que uma besta.
     


    ASDULFOR:

    Asdulfor aproveitou o contato visual de Rakashar e foi pulando de mente em mente daqueles lobos, dominando um por um. 

    Infelizmente, havia 6 lobos, e ele só conseguiu dominar 5. O ômega da alcateia, que esperava enquanto cada um pegava seus melhores pedaços, teve que ser afugentado por um rosnado do alfa.

    Com a alcateia se afastando da clareira, Asdulfor/Rakashar pôde ter uma visão melhor de toda a cena.

    Não havia mesmo sobreviventes no acampamento, e os lobos e corvos desfiguraram os corpos demais para serem reconhecidos. Os rostos desprotegidos foram devorados primeiro, e os corvos já haviam levado seus olhos muito antes de a alcateia chegar. Havia cinco homens no chão (alguns foram arrastados pelo frenesi alimentar dos lobos), todos aparentando porte físico grande. Eram todos saudáveis e fortes, provavelmente
    guerreiros. Além disso, eles não foram mortos pelos lobos, e não havia sinais de luta. Eles deviam ter sido mortos enquanto dormiam.
     
    Não havia nada de valor nos corpos além das espadas das vítimas, que os assassinos deixaram para trás. As lâminas mostram sinais de uso recente e uma delas, ainda em sua bainha, estava coberta de sangue seco. Esta espada tinha um cabo peculiar e, apesar de não ser feita de nenhum metal valioso, ostentava o emblema do cervo, parecido com o cervo da Casa Baratheon — entretanto, sem a coroa.

    Parecia um grupo de homens que recentemente estiveram envolvidos em combate (ou simplesmente matança) e que foram, por sua vez, mortos enquanto dormiam. Eles foram massacrados, e não mortos em uma luta.

    Enterrar os corpos de forma apropriada era difícil. O chão da clareira era duro e emaranhado de raízes, fazendo-o difícil de cavar. Também não havia pedras em quantidade suficiente para cobrir todos os corpos. Uma pira seria possível, mas seria necessário que ficassem e supervisionassem o fogo até o fim, para garantir que as chamas não se espalharão pelo bosque. É óbvio que, se os corpos forem deixados como estão, serão devorados até os ossos por carniceiros e predadores oportunistas.



    TODOS

    Os grotescos sons de feras selvagens sumiram na distância, deixando a clareira mergulhada num silêncio sepulcral.

    A Casa Felinight estava livre para decidir o que fazer agora.


    OFF: Qualquer investigação na clareira revelará tudo que Asdulfor já sabe, então podem interpretar como se descobrissem isso se forem investigar. Também são livres para passar reto se quiserem. 
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por DariusNovadek em Qua Jan 13, 2021 2:36 pm

    Esdres não tinha muito o que fazer, estava ferido e impossibilitado de participar de um combate. Por sorte suas aias mostraram uma fidelidade incrível, se propondo a morerrem para protege-lo, Esdres não esqueceria disso.

    No mais, os sons pareciam estar sumindo, pelo visto não era nada demais.

    Esdres deitou de novo.

    - Pelos Deuses! Eles sabem que eu seria um desfalque tão grande na batalha que livrou nossa casa dessa!
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    Mensagem por Wordspinner em Qua Jan 13, 2021 6:40 pm






    Gylen Snow

     
    Gylen olha o irmão. "Você me faz correr e eu não consigo te odiar." Ele se apressa para acompanhar Arthur. Sua vida boa e fácil de nobre bastardo estava saindo muito perigosa. Ele não se interessa muito pelo que vê homens mortos mereciam bem pouco, desconhecidos ainda menos. Mas ele guarda sua opinião onde a opinião de um bastardo deve ficar. Não anda mais a fundo que Arthur. Não toca em nada. Como da outra vez ele tem pouco interesse nesses homens. São meros atrasos o afastando de banquetes com nobres. Ou pelo menos banquetes próximo da mesa deles.

    "Eu sei irmão. É só falar e..." Ele não completa. Em sua mente as palavras óbvias seriam: vamos embora daqui logo. Mas ele temia que o irmão os quisesse enterrar e levar suas armas e posses como provas. Talvez um nobre mais ardiloso os usaria como alguma vantagem. Mas Arthur? Não. Talvez até carregasse um dos corpos se fosse um nobre. Gylen pensa no fedor e torce o nariz.

    A lâmina dança no ar preguiçosamente enquanto ele observa e espera.








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    Mensagem por Dycleal em Qua Jan 13, 2021 8:49 pm

    Arthur não gosta nada do que vê. Enquanto pensa que os sons das feras estão associados a morte do pobre cavalo, se pergunta o que lesões de besta estão fazendo ali naquela criatura, logo bestas, uma arma incomum, usada preferencialmente por soldados profissionais e ligando os pontos também vê que aquilo não era o estilo dos Dannett e agora seu sexto sentido para a existência de algo muito errado se exacerba e sabendo que o grande felino do tio fora para a clareira logo a frente e fora de lá que o cavalo fugira precisa saber o que o gato viu.

    Arthur olha para os lados, olha para a clareira e sussurra para o seu irmão Gylen: - Irmão, discretamente vá até o nosso tio e pergunte o que o gato dele viu na clareira e informe para ele que o cavalo morreu por ataque de dardo arremessados de bestas e não por mordidas de animais, talvez alguém está aprontando com os nossos vizinhos e de qualquer forma isto nos interessa pois pode nos atingir... Vá, mas seja discreto, por favor.
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    Mensagem por Wordspinner em Qui Jan 14, 2021 9:04 am






    Gylen Snow

     
    Gylen olha o irmão. "Você está falando sério? Também acredita nesse... Nessas... Histórias? Não é o tipo de coisa que é real." O absurdo da situação faz o bastardo ficar imóvel. Todo senso de perigo drenado do lugar. As lâminas voltam a bainha e ele está prestes a insistir com o irmão, mas decide por uma reverência.

    Ele volta para entre as carroças em silêncio e indica para Todo guards que vir permacer em silêncio e a postos. Se aproxima da janela que garda o tio de Beron. Engole seco. Coloca o rosto onde pode ser visto, mas fica olhando para fora.
    "Lorde Meister, Arthur gostaria de saber... Bem... O gato..." o bastardo pensa em como colocar aquilo em palavras. "Ele te mostrou alguma coisa?"

    Gylen se sente um idiota por perguntar isso. Mas esse é o trabalho dos bastardos, provavelmente.







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    Mensagem por Srta. Moon em Sab Jan 16, 2021 7:41 pm

    Lícia escutou a todos cada um agia de maneira diferente diante da situação um pouco estressante no qual quem estava ali na carruagem com ela foi exposto, ela por sua vez permanecia bem alerta, queria sair e ver o que estava acontecendo, mas novamente pelo respeito permaneceu na carruagem apenas sorrindo sem jeito. -Será que vai demorar muito para chegar a nosso destino, preciso de um bom banho e de um descanso, por tudo que vem acontecendo pelo caminho merecemos...

    OFF; ficar na carruagem, assim que me afastar da minha família terei mais liberdade para agir Sad
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