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    O Jogo dos Tronos - ON

    Alexyus
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Alexyus Sab Jun 12, 2021 5:11 pm





    CREMAÇÃO


    Durante a cremação, cada Felinight agiu a seu próprio modo.

    Beron ficou parado, solene e imponente, uma estátua de dever e honra, sem que ninguém ousasse incomodá-lo. Maria estava silente e submissA ao seu lado.

    Arthur imitou seu pai do melhor modo que pôde, permanecendo a seu lado. Lícia ficou ao lado da mãe, espelhando o comportamento paciente e cerimonioso dela.

    Instigado por Beron, Asdulfor fez um discurso eloquente e comovente, que fez todos os servos e soldados levantarem a cabeça para observá-lo e escutá-lo com atenção.

    Esdres, por sua vez, vestiu novamente suas roupas com a insígnia dos Felinight, exibindo-se orgulhosamente com suas cores e seu brasão. Após o discurso do tio-avô, o segundo filho deu um adeus emocionante a seu companheiro de treinos e lutas.

    Gylen tinha dado uma aula para Tasso, aproveitando o pós-combate, mas quando foi necessário construir as piras, ele deixou o garoto ir e postou-se ao lado de Gaspar, procurando trocar algumas palavras constrangidas naquele momento fúnebre. Por sua vez, Melchior reagiu com sua habitual franqueza e objetividade, quase esquecendo seu relacionamento amigável com o bastardo dos Felinight.

    Assim que as piras se extinguiram, Beron ordenou:

    - Façam como Esdres: levantem as flâmulas e bandeiras de nossa casa, vistam novamente seus uniformes, e digam a qualquer um que perguntar que os Felinight estão chegando! 



    CARRUAGEM DE ASDULFOR

    As ordens de Lorde Beron na carruagem de Asdulfor foram definitivas e terminantes, de modo que ninguém se atreveu a contestá-lo abertamente.

    Ainda na presença de todos, Arthur pediu um esclarecimento, que não era uma oposição, mas apenas uma confirmação das ordens que com certeza obedeceria:
    Arthur escreveu:Pergunta ao pai se pode contar com todos os soldados para participar da competição ou se ele separaria alguns para fazer uma segurança mais reforçada e anota a resposta do pai para fazer as inscrições com os elementos disponíveis.

    Lorde Beron respondeu de pronto:

    - Use todos! Se aquele que se feriu, Wilford, estiver em condições, use-o também! Vamos demonstrar nosso poderio para amedrontar nossos inimigos! Vou manter um ou dois soldados a mão sempre que possível, mas não vou impedi-los de lutar, pode até ser que agora eles estejam ainda mais motivados para o combate.

    Os filhos de Beron saíram, Arthur e Gylen falando sobre estratégias para o torneio, enquanto Lícia chamou Esdres para conversar em privado, deixando apenas Asdulfor para falar em particular com ele.

    Asdulfor & Beron:

    Asdulfor escreveu:-O que acha de conseguirmos pretendentes para a Lu Mei? Ela tem uma beleza exótica que atrairia qualquer nobre de qualquer casa, acho que ela já tem idade suficiente, o que me diz? Poderíamos levar ela para o jantar... A Lady Maria poderia comprar para ela um belo vestido.

    Beron fitou seu tio com olhar duro antes de falar:

    - Asdulfor, sei que você tem uma... ligação... com essa garota. Certo. Mas eu não a conheço há tanto tempo assim, e não confio nela o bastante para agir como você pensou. Mas ela não é filha da nossa casa para que a possamos dar em casamento. Em certo sentido, ela nem é nobre em Westeros, então os nobres realmente importantes não a levariam em consideração para um casamento. Sim, eu concordo que ela é muito bela e exótica, mas acho que podemos usar isso sem que ela precise se casar. Eu já percebi que ela não é uma ótima batedora, aliás nem o Gaspar é, então acho que estamos desperdiçando os talentos dela. Pelo que percebi, ela seria uma ótima espiã. Acha que podemos usá-la assim?

    Respirando um pouco, o Lorde Felinight retomou o pensamento:

    - Sobre o banquete do rei, haverá nobres de todos os Sete Reinos e além, disputando qualquer lugar bom acima do sal. Acredito que uma casa importante como a nossa pode garantir cinco ou seis lugares, mas apenas para os membros legítimos da família, por isso não incluí Gylen nisso. Você, sendo um meistre, com certeza vai se destacar, mas acho que seja possível garantir-lhe acesso. Lu Mei, por outro lado...

    Ele deixou a ideia incompleta pairando no ar.
     


    PREPARATIVOS NA ESTRADA

    Logo que o Lorde Beron saiu da carruagem de Asdulfor, Gaspar subiu para falar com o velho, levando Lu Mei a tiracolo.

    A jovem oriental não retrucou a bronca de Asdulfor, abaixando a cabeça de modo impassível. Gaspar por sua vez não deixou de redarguir o velho. A discussão dos dois foi escalando rapidamente, com as desconfianças suspeitosas de Gaspar se contrapondo às certezas deduzidas de Asdulfor, deixando-os com visões antagônicas, mas com a certeza compartilhada de que algo precisava ser feito urgentemente.

    Gaspar:
    Quando deixaram a carruagem, Lu Mei caminhou ao lado de Gaspar até que estivessem a uma distância prudente de qualquer ouvido indesejado. Então ela falou em voz ainda mais baixa do que o normal.

    - Cavaleiro Raposa pagou homens no Norte para falar mal Felinaiti, depois matou os homens mais pro sul. Agora, muitos dias depois, pagou mais homens pra atacar nós. Quando fui achar arqueiro atacando nós, tive ir cuidado, não sabia se teria mais flechas contra nós, e quando achei pegadas, nem tigre negro sabia mais seguir cavalo dele, mas pegadas iam pra sul. 

    As palavras quebradas dela no idioma westerosi não impediam que Gaspar entendesse o que ela queria dizer. Falando lentamente, ela concluiu:

    - Cavaleiro Raposa vindo pro sul mesmo caminho nosso. Ou ele está nos seguindo, ou ele sabe exatamente para onde vamos e vai estar nos esperando com armadilha...

    Lícia:
    Lícia chamou suas damas de companhia, Isabella e Alice, e contou tudo que descobrira para elas. Isabella escondeu bem as reações de surpresa e preocupação, mas Lícia a conhecia há bastante tempo para não notar. E qualquer um perceberia as expressões estampadas no rosto de Alice.

    Atendendo ao pedido dela, elas acompanharam Lícia até a carroça onde Ham Flowers e Michael Hen estavam amarrados e amordaçados. O movimento não passou despercebido aos soldados, e Andy acompanhou as damas com os olhos vigilantes.

    Lícia escreveu:-Então este aqui é a pessoa que também anda espalhando mentiras sobre a minha família? Então Michael Hen, poderia me dar a descrição de quem te enganou? Você o reconheceria se o encontrasse novamente?
        Via a frente do infeliz o sangue e restos de carne.
    -Bom, eu poderia ajuda-lo a não terminar como o meu tio- avo mostrou a você...Tudo que eu quero são os detalhes de quando, quem, onde e qual motivo, o seu contratante fez isso, sabemos que não foi os Dannett (Danone/Danoninho), detalhes todos os detalhes... Sei que você não foi motivado por maldade, provavelmente por justiça, mas alguém te usou e eu quero saber quem foi o Senhor mentiroso que esta tramando algo contra minha família, assim como você foi vitima minha família esta sendo também me ajude que eu te ajudo na sua sentença frente ao rei, que seja mais branda o possível, vendo que você foi enganado...Então estamos atrás do mesmo maldito que está nos prejudicando...
        Encarava suas servas Isabella e Alice.
    -Podem anotar tudo que ele fala, por favor...

    O soldado Andy Anx deu-se ao trabalho de tirar a mordaça de Hem. Flowers permaneceu amordaçado, com um olhar irado. Michael Hem começou a falar:

    - Sim, lady, eu juro, fui enganado, achei que o Lorde Dannett tinha me contratado pra uma batalha justa! Agora acredito no que aquele meistre falou, que o homem que me deu a carta falsa também era um falso Dannett, não era o lorde de verdade! Ele prometeu que teríamos uma dúzia de arqueiros para ajudar no ataque, mas vocês só viram um, então ele mentiu nisso também! Pode ter certeza, lady, vou me lembrar dele pro resto da minha vida! 

    Ele parou para tomar folêgo e reorganizar os pensamentos, e Lícia pôde perceber que ele também perdera um ou dois dentes na briga, ou mais recentemente.

    - Foi o que eu contei, lady, ele era alto, magro, pele bronzeada, bigode e barba grisalha bem cortada, muito imponente! Tinha armadura e um cavalo! Ele entrou na taverna procurando homens corajosos, contou toda a história dos fazendeiros e ofereceu pagar metade antes do trabalho e a outra metade depois.

    A estalagem que Michael indicou não era nenhuma que os Felinight tinham passado, pois ficava fora da estrada real. Depois de contar tudo que sabia, Hem pediu muito humilde:

    - Lady, não pode me deixar sem mordaça e soltar meus pulsos? Minhas mãos estão dormentes! Pode manter meus pés amarrados, eu não terei como fugir, só não quero ficar amarrado igual salsicha o tempo todo...

    As damas de companhia tomaram notas mas não eram boas escribas, já que não tinham sido educadas para a erudição.
        
    Lícia escreveu:ai sair dali sem dar importância aos prováveis palavrões ela apenas procura pelo Aubrey Abuss.
    -Desculpe o incomodo Senhor Aubrey, venho a pedir um favor cuide muito bem da testemunha, no mais quando forem me servir a janta ou almoço, venha a meu encontro assim que terminar  leve da mesma comida para o infeliz, não quero ter a surpresa de que ele morreu envenenado...Se estão agindo as escondidas devemos nós preparar para todo o tipo de ações furtivas e sem muita honra do nosso inimigo, mantenha-se atento a tudo quando chegarmos a cidade e montar acampamento dobre a segurança guardas vigiando as tendas e quartos 24h por dia, não quero mais ser pega desprevenida e se precisar de algo material, ou até mesmo algumas moedas para comprar informações venha a mim que eu estarei a sua disposição em ajudar no que for preciso...

    Mesmo uma dama pouco afeita ao militarismo como Lícia conseguia notar que Aubrey era um dos soldados mais respeitados da companhia Felinight. Ele ouviu respeitosamente os pedidos dela, esperando que ela terminasse para responder:

    - Eu cuidarei para que suas instruções sejam seguidas, Lady Lícia. Elizabeth ficará atenta às refeições dos prisioneiros. O Lorde seu pai pediu que Krotalus e eu o escoltássemos dentro de Porto Real, mas eu organizarei os turnos de guarda de modo que sempre haja dois soldados vigilantes.
     


    ACAMPAMENTO DO TORNEIO
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Porto_10O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Pr211
        Quando chegaram aos arredores de Porto Real, as ordens de Lorde Beron foram cumpridas: a carruagem do Lorde Felinight foi antecedida por Esdres, cavalgando com suas elegantes vestes com os emblemas da casa, e ladeada por Krotalus e Aubrey, totalmente equipados e vestindo também o brasão da casa. Dentro da carruagem, seguiam o próprio Beron, Lady Maria, Lícia e as damas de companhia Alice e Isabella, todos garbosamente trajados em algumas de suas melhores e mais imponentes vestimentas, ostentando o felino negro sobre fundo vermelho num campo cinzento.

        Apesar da aparência impressionante da comitiva, eles tiveram de esperar numa fila diante do Portão dos Deuses (D), já que os guardas de capas douradas checavam cada uma das pessoas que tentava entrar à noite na capital dos Sete Reinos.

        Enquanto isso, Arthur liderou o resto da caravana em direção aos terrenos onde ocorreria o torneio. Foi preciso sair da estrada real, orientar-se pelas outras estradas ao redor das muralhas da capital, afastando-se do único ponto de entrada noturno de Porto Real, circulando por ruas com muitos prédios dos dois lados, passaram pelo Portão do Leão (C), que estava fechado,  e tomaram outra rua na direção sul, finalmente alcançando os terrenos do torneio, uma imensa clareira gramada na qual já se avistavam  as estruturas das arquibancadas, das justas, da liça e da arquearia. 

         Ali, fora das muralhas, uma nova cidade nascera, cheia de tendas coloridas, além de carroças e acampamentos, tanto de nobres quanto de negociantes que aproveitavam as oportunidades que o evento apresentava. As barracas dos comerciantes tinham organizado várias "avenidas" a norte, leste e oeste do terreno do torneio, como uma mini-cidade de comércio e diversão, e mesmo agora quase no meio da noite, ainda fervilhava com o movimento de gente de todas as partes dos Sete Reinos.

         Horace Steel avisou Gylen:

         - Vou armar a minha barraca ali, milorde, mas fique à vontade para me visitar a qualquer hora, continuo à sua disposição!

        E lá foi o ferreiro cuidar de seus negócios.

        Os nobres tinham um amplo espaço ao sul para erguer seus pavilhões, mas eram tantos que começava a ficar difícil achar um espaço vago para uma nova tenda. Por todos os lados, abundavam as tendas coloridas com estandartes orgulhosamente exibidos para que todos vissem. O pavilhão Felinight era bastante grande, de modo que não caberia em qualquer lugar, mas Arthur começou a notar algo ao observar os brasões expostos: numa demonstração de bairrismo discreto, as casas de cada um dos Sete Reinos tinham procurado permanecer próximas de seus compatriotas, formando "bairros" de cada reino; assim, tinha-se um aglomerado de pavilhões de Dorne, outro ajuntamento das Terras Ocidentais, um conjunto das Terras Fluviais, um condomínio completo de habitantes da Campina, um grande número de representantes das Terras da Tempestade e das Terras da Coroa. O Eyrie, também chamado de Montanhas da Lua, as terras do Lorde Jon Arryn, senhor do Vale e do Ninho da Águia, e também Mão do Rei desde a Rebelião de Robert, tinha mandado um número considerável de cavaleiros, embora inferior ao da maioria das casas, superando apenas a população desprezível de cavaleiros de Pike (ora, quem já ouviu falar de cavaleiros piratas?) e, é claro, do Norte!

    Arthur viu os brasões familiares de seus reinos vizinhos do Norte, não muitos, mas homens identificados uns com os outros pela cultura comum, diferente daquela dos outros reinos. Todos ali sentiam o efeito do calor do Verão naquelas terras bem menos frias que seu norte Natal, e muitos dormiam até ao ar livre em vez de ficarem dentro de tendas abafadas.

    Finalmente, o Herdeiro Felinight encontrou um bom espaço ao lado do acampamento com o brasão do Punho Prateado em campo vermelho da Casa Glover de Bosque Profundo, uma casa ao sul das terras dos Felinight, bem dentro da Mata de Lobos. Os soldados da casa do Norte observaram a chegada dos Felinight com olhares sérios, respondendo aos cumprimentos com inclinações breves de cabeça.
    Variações do brasão dos Glover:
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    Levantar acampamento era como desempacotar uma mudança de casa: mesmo depois de armar a barraca, havia muitos arranjos de arrumação para fazer antes que o pavilhão se tornasse uma habitação minimamente digna para os próximos dias. Embora os soldados fizessem o trabalho pesado, até mesmo os servos e as servas foram compelidos a ajudar fazendo a sua parte. Nem mesmo Gaspar e Lu Mei escaparam de serem convocados para ajudar no carregamento e arrumação, que durou algumas horas.

    Durante esse tempo de afazeres domésticos necessários, um homem grande com longos cabelos e barbas castanhas saiu do pavilhão dos Glover e veio ao encontro de Arthur.

    - Lorde Felinight? Seja bem-vindo a Porto Real, eu sou Galwen Glover, sobrinho do Lorde Galbarth. É bom ver mais nortenhos aqui, cheguei até a pensar que vocês não viriam. Posso ajudar em alguma coisa?
    Galwen Glover:
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    Com a ajuda do cavaleiro da casa Glover, foi possível receber algumas informações locais que facilitaram a vida do séquito Felinight.

    Arthur:
    Arthur tinha que cuidar dos preparativos para o torneio, então seria compreensível que não ajudasse ativamente na montagem do acampamento.

    Ao procurar pelo local de inscrições, ele encontrou uma enorme e comprida mesa de madeira colocada diante das pistas onde as justas seriam disputadas, do outro lado da arquibancada onde os nobres se assentariam para assistir. Havia um painel de madeira atrás dela, mas não havia ninguém ali naquele momento.

    Foi explicado a Arthur que os intendentes responsáveis pela inscrição voltariam a trabalhar ali no dia seguinte, durante a luz diurna. Também lhe explicaram como funcionaria cada modalidade do torneio.

    JUSTAS
         Havia exatamente 1024 vagas para o torneio de justas, que duraria dez dias, começando a contar dali a dois dias. Apesar do número assombroso de vagas, esperava-se que muitos cavaleiros menores ficassem sem vaga para competir. Cada dia marcaria uma rodada do torneio.
         No primeiro dia, chamado pejorativamente de pré-torneio, torneio dos bastardos ou torneio dos pobres, 512 cavaleiros lutariam para se qualificar para a segunda rodada. Os competidores desse dia eram cavaleiros andantes, cavaleiros pobres ou bastardos, que disputariam entre si para decidir quem teria a glória de quebrar lanças contra os nobres dos Sete Reinos.
    No segundo dia, 512 cavaleiros nobres, automaticamente pré-classificados, enfrentariam os classificados do primeiro dia, e daí por diante haveria a eliminação dos derrotados, prosseguindo o chaveamento até a grande final no décimo dia.
         Como mandava a tradição, o vencedor ganhava o equipamento e o cavalo do perdedor, que poderia resgatar seus pertences pagando o preço estipulado pelo triunfante.
         Arthur poderia contar que ele e Esdres teriam o direito de lutar apenas no segundo dia do torneio, mas Gylen teria que competir desde o primeiro. Beron deixara claro que não iria participar do torneio, e os soldados Felinight não eram cavaleiros, portanto não poderiam disputar as justas.

    LIÇA
          A liça seria disputada num cercado de madeira por dois grupos de 7 guerreiros cada um, num sistema eliminatório até se chegar à equipe campeã. Todas as lutas seriam até o primeiro sangue de cada lutador, e cada time poderia trocar seus guerreiros após cada rodada.
         Inspirados nos Sete Reinos, 7  times seriam designados como representantes de cada reino (pouco importava se os guerreiros eram daquele reino ou não). Assim, haveria 7 times de cada um dos sete reinos, totalizando 49 times na disputa.
         O número de 343 competidores iniciais parecia pequeno em relação aos inscritos nas justas, mas além da possibilidade de substituir guerreiros feridos ao final de cada luta, também havia um considerável risco de acidentes fatais, o que desencorajava a maioria dos soldados a entrarem nessa competição potencialmente mortal.

    ARQUEARIA         
         Na competição de arquearia, os competidores ficarão perfilados, farão mira e dispararão contra um alvo de palha. Todos os competidores que errarem serão eliminados. Quando apenas um competidor restar, ele será o vencedor. Se mais de um competidor restar, os alvos serão movidos para trás, aumentando a dificuldade e uma nova rodada ocorrerá, até que apenas um reste.
        Diferente da justa, a arquearia aceitava qualquer competidor, fazendo seu nível ascender a milhares. Como era muito menos mortal que a justa, muitos tinham o desejo de participar, e as provas aconteceriam durante todos os dez dias do torneio.

        Com essas informações obtidas, cabia a Arthur montar sua estratégia.

        Sendo agora já alta madrugada, o Herdeiro também poderia descansar no acampamento recém-arrumado e começar a tratar disso na manhã seguinte.

    Gaspar e Lu Mei:
       A ideia inicial de Gaspar de entrar disfarçado na enorme cidade de Porto Real foi desencorajada pela enorme fila no Portão dos Deuses e pela distância de horas de caminhada entre o porteio e o local onde os Felinight acamparam. Além disso, foi lhe pedido que ajudasse na montagem do acampamento, e era visível que os servos precisariam de toda a ajuda possível.

        Quando tudo que precisava ser feito no pavilhão tinha sido feito, Lu Mei veio falar com Gaspar:

         - Vamos procurar informações do Cavaleiro Raposa agora.
     
        Ela tinha tirado suas pesadas roupas de frio do Norte e agora trajava um vestido enganosamente simples, mas muito bonito.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 I8yPRjP
        Antes que Gaspar pudesse perguntar, Lu Mei esclareceu a estratégia dela: sair perguntando. Começando pelos acampamentos dos nortenhos, mas indo em seguida para os demais, ela indagaria em cada um deles sobre informações do seu alvo.

        - Com licença, sôres! Boa noite! Sinto muito por interromper sua noite. Eu estou procurando o Cavaleiro Raposa, sabe onde posso encontrá-lo?

        A tática dela, ingênua como pudesse parecer, era reforçada com uma postura modesta e um tom de voz baixo e melodioso, muito agradável. Gaspar reparou que até mesmo o sotaque característico dela desaparecera, e ela agora falava perfeitamente a língua westerosi. Ele também percebia que ela fazia bastante Charme, provocando as melhores reações mesmo de quem não sabia nada importante para respondê-la.

         Gaspar Melchior não era um homem de palavras. Ele preferia a ação. E por isso mesmo ele não tinha nada a fazer além de acompanhar Lu Mei enquanto ela falava. Ou tinha?

         Em dado momento, Lu Mei indicou com sem palavras que ele deveria permanecer de olhos abertos, observando com atenção todos os arredores nos quais a dupla se metia.

         Gaspar nunca vira tantos soldados juntos, eram um verdadeiro exército de guerreiros ajoelhadores, mesmo que cada um pensasse diferente. Também era notável que a maioria eram guerreiros experientes e intimidadores.

        À medida que avançavam em suas investigações, eles se aproximavam mais das ruas de barracas dos comerciantes. O cheiro de comida quente, fresca, exótica e saborosa enchia os sentidos de Gaspar, lembrando-o que sua última refeição já ocorrera havia muitas horas.

         Também a visão das belas mulheres que circulavam por todos os lados, com seus vestidos reveladores, seminuas, com perfumes fragrantes, lembravam-no que havia meses que ele não se deitava com nenhuma mulher.  As servas dos Felinight não o tinham na mais alta conta, interessando-se mais por guerreiros armados ou nobres fanfarrões, e a viagem não lhe dera muito tempo para procurar mulheres. Mas aqui elas abundavam, ansiosas por companhia (pagante, obviamente).

         Mas o que mais abalou Gaspar foi o onipresente cheiro de álcool permeando o ar. Os nobres bebiam vinho, os plebeus bebiam cerveja, comerciantes ofereciam bebidas exóticas mas igualmente tentadoras. Aquela situação toda com os Felinight já o incomodava havia semanas, e nenhuma vez ele pôde saborear uns bons drinques para relaxar... e isso o incomodava mais do que qualquer coisa.

    OFF: Gaspar deve fazer um teste de Vontade, dificuldade 12, para resistir à vontade de entregar-se à bebedeira.

     
    Asdulfor e Gylen:
    Asdulfor era muito velho para ajudar na montagem do acampamento, então deixou isso para os outros e chamou Gylen para acompanhá-lo no cumprimento de sua missão: uma abordagem diplomática com a Casa Dannett.

    Gylen fez os arranjos que cogitara: pediu que Sivon e Tarso os seguissem disfarçadamente para qualquer eventualidade.

    Acampados junto às casas do Norte, foi fácil para Asdulfor e Gylen localizarem o pavilhão Dannett, uma tenda vermelha e cinza, com uma única bandeira tremulando à entrada do acampamento. Na bandeira com a romã vermelha trespassada por uma flecha de mesma cor, em fundo cinza, Asdulfor recordou não apenas seus estudos como também o sonho que tivera.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Brasze10
    Havia três jovens rapazes por ali, um deles dormindo enquanto os outros conversavam com cara de enfado e preguiça, em disfarçar o sono que sentiam. Eles saltaram de pé ao ver Asdulfor e Gylen, cutucando apressadamente o que dormia até que acordasse, enquanto o outro perguntava, empunhando um bordão:
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Doran_10
    -  Vocês são Felinight, não são? O que querem aqui?

    A pergunta, mesmo que fosse impossível distinguir bem à luz da noite, mostrava como estavam prevenidos. Com a movimentação atabalhoada dos jovens, um homem mais velho saiu da tenda, seus traços faciais denotando algum parentesco evidente com os três jovens, que também se pareciam entre si.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Edan_w10
    - O que está acontecendo aqui? Quem são vocês?

    Conforme a escala feita por Aubrey e aprovada por Arthur, o acampamento Felinight tinha sempre dois soldados em vigília, por um período de duas horas, quando eram substituídos por outra dupla. A vantagem de se montar guarda é que não era necessário ser um guerreiro super habilidosos, mas apenas manter-se atento por um tempo. Assim, a escala de Aubrey incluiu Andy, Wilford, Sivon, o escudeiro Alvin, e os irmãos arqueiros Maxwell e Anthony, revezando-se em duplas.

    O independente Gaspar e a protegida Lu Mei foram deixados de fora dessa escala, bem como os demais servos. Olac foi poupado para se recuperar melhor do ferimento que recebera. Os soldados estavam bastante cansados da lonhga viagem e da batalha seguida de enterro pela manhã. Os outros servos tinham disposições diversas, e algumas das garotas (especialmente Daria e Anya) pareciam ansiosas para explorar a feira e o festival, mas Elizabeth manteve-as todas no acampamento, trabalhando e depois dormindo.

    Era agora alta madrugada, e dentro de duas ou três horas chegaria a aurora.


    CIDADE DE PORTO REAL

         Quando Esdres cavalgou à frente da carruagem Felinight que levava Beron, Maria, Lícia e as damas de companhia, escoltados pelo respeitável Aubrey e pelo intimidador Krotalus, ele encontrou uma longa fila de pessoas querendo entrar em Porto Real à noite. 

        Três guardas de capas douradas estavam de pé junto ao portão, checando cada um que entrava, fazendo perguntas e interrogando, às vezes até revistando as pessoas.

         Os nobres, tanto a cavalo quanto os que vinham em coches como os Felinight, passavam na frente dos plebeus, mas mesmo assim houve mais dois ou três nobres antes que os Felight finalmente recebessem o sinal para avançar.

        - Boa noite, milordes, eu sou o capitão Simonen da milícia de Porto Real, e vocês? Felinight, hã? Ouvimos sobre vocês... Vamos ter que revistar toda a sua bagagem e também fazer algumas perguntas...

        Lorde Beron desceu da carruagem e veio tratar diretamente com o capitão capa dourada, enquanto os outros dois soldados começavam a revistar os soldados, e logo passariam para as damas.

        Como Lícia e Esdres reagiriam ao serem abordados para uma extensa revista?
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Sandinus Ter Jun 15, 2021 5:35 pm

    No caminho a tenda Dannet, Asdulfor pediu que Gyllen segurasse seu braço como seguram um braço de um velho frágil e decrépito para que ele não tombe sozinho e seguiu lentamente e até mais envergado que o comum. Era mais uma maneira de diminuir uma aparente ameaça. Assim que chega a tenda é abordado por três jovens atrapalhados e assustados, porém atentos.

    Eles indagam o velho, mas antes que ele respondesse um senhor sai da tenda, provavelmente alarmado com essa confusão. Por dentro o velho sorria e olhava com certo desdém para os jovens que não pareciam pelo menos inicialmente alguma ameaça ou que fossem capazes de articular algo dessa complexidade.

    - O que está acontecendo aqui? Quem são vocês?

    Asdulfor faz uma leve mensão e logo se pronuncia:

    -Asdulfor Felinight e Gyllen Snow... E você quem seria? -assim que o homem fala seu nome o velho continua-Viemos esclarecer esse mal entendido entre supostos soldados de nossa família que atacaram camponeses inocentes nas terras de vocês e ainda conseguiram perder um braço com um suposto escudo nosso. O que seria ridículo, se tratando de nossos soldados. E por este motivo e essa prova extremamente frágil vocês supostamente, saíram espalhando boatos por toda Westeros que nossa família atacou camponeses inocentes e provavelmente esses boatos já deve ter chegado ao Rei Robert.

    Passei a viagem inteira, quarenta e cinco dias desmentindo esses boatos por onde passávamos, mas é pouco tempo para deter satisfatoriamente como a velocidade dessas acusações falsas se espalharam. A única prova de vocês é um escudo pintado com nosso Brasão perdido por um soldado fracassado que conseguiu a façanha de ser ferido seriamente por camponeses inocentes... Sabemos que essa história é no mínimo ridícula. Eu ao contrario de vocês tenho provas robustas de que tudo isso é uma armação de uma terceira pessoa que tem interesse no desentendimento de nossa família, ou vocês assumem que enviaram um grupo de soldados para massacrar nossa comitiva inteira a um dia atrás na estrada e ainda solicitaram que eles gritassem em alto e bom tom "Pelos Dannets".

    Claramente a batalha durou apenas alguns segundos e todos os inimigos banhavam de sangue na estrada., mortos por nossos homens. Já dá para perceber que um dos nossos não perderia um braço para um camponês...


    Asdulfor não mencionou que um dos seus acabou perecendo para manter uma postura mais altiva. Ele encerrava aguardando o pronunciamento do homem.



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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Claude Speedy Ter Jun 15, 2021 10:10 pm

    "A única forma de se livrar da tentação é ceder à ela"

    Oscar Wilde.





    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 _0b42edd8-ce8a-11e6-840e-04a97aefc7ba


    Eu bem que iria ajudar meu pai.

    Mas aquele velho turrão não me ouviu há semanas!

    E que meu couro seja pendurado pelos Bolton na Casa de Preto e Branco se não vou pelo menos respirar aliviado só por uma tarde!

    Nada deixa tão cansado quanto ser o único dado a tanta disciplina.

    Aliás sempre os demais estavam se divertindo...

    Por que não? Se os jovens daquele clã faziam isso o tempo todo...

    Se meu primo os educou assim, por que diabos eu não poderia?

    Vinho ... E por que também não um pouco de cerveja?

    Qual a diferença quando se precisa delas.

    Era estranho que as mulheres precisassem de ouro... Mas quem se importa?

    Pelo Deus de Muitas Faces... Nada mais justo!

    Dando algumas moedas, compro uma garrafa de vinho e uma de cerveja...

    Enquanto sigo Li Mu, meus olhos buscam outras mulheres na multidão...

    Posso fazer essa guarda, mas não sem um copo na mão.



    Era difícil não notar a beleza de jovem protegida dos Felinight.

    Apesar de sua condição de pobreza perto de alguém como seu primo, Gaspar se entregava naquela tarde a aproveitar o que lhe aparecia em mãos...

    Não ocultava de Lu Mei seus desejos pelas damas que passava, enquanto displicentemente sorvia o vinho e em seguida a cerveja como um náufrago se apega a uma jangada em uma tempestade no mar.

    Ri loucamente enquanto continuava a segui-la, tentando andar bem próximo sem perdê-la de vista ou se deixar perder-se dela.

    Sabia que iria se embriagar, era tudo demais para ele...

    Em breve iria precisar de um quarto assim que achasse um lugar mais confortável para gastar seu soldo, enquanto os que soubesse de sua condição o tivessem como uma trágica figura que se não tivesse nascido do outro lado da muralha teria o mesmo Status do senhor da casa Felinight, pouco Gaspar se importava se tivesse como beber, fornicar e lutar.

    Ora, lutar ele já tinha feito bastante por esses dias...

    E uma Raposa viria até eles tão em breve que estava difícil lidar com ele sóbrio e sem qualquer companhia de uma mulher...

    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 MVMuZ9v
    Sua mente delirava na ideia da Raposa, lembrando de terras que conheceu quando seu pai foi até Yi ti e Carcosa procurar apoio e trouxe Lu Mei.
    Ah... Doce Carcosa... Onde Raposas são animais tão grandes quanto Gatos das Sombras e não cavalheiros.
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    Mensagem por Wordspinner Qui Jun 17, 2021 4:17 am






    Gylen Snow


    Gylen aceita o braço do velho meister, mas além disso ele também pega duas maçãs. "Um disfarce e uma ótima ração para manter a boca fechada." O bastardo as coloca em uma em cada bolso e começa a caminhada. Os olhos observando bem cada pavilhão. Cada pessoa. Os sons e as conversas a volta dos dois sendo absorvidos pela atenção treinada do jovem Snow e discartados sempre que não apresentam perigos.

    O velho fala pelos dois e Gylen se sente feliz com isso. O bastardo coloca a bengala sob o braço e pega sua primeira maçã se curvando levemente, quase o bastante. Era óbvio que iriam desculpá-lo, um homem claramente debilitado. "Aposto que eles também perderam alguma coisa no caminho." Gylen diz para o velho como se os homens não estivessem ali. Ele fura a maçã com sua menor adaga e corta uma pequena fatia para por na boca. Os olhos dele saltam de um para o outro, nenhum deles tinha feito qualquer movimento ativa e confiantemente agressivo. Não eram uma ameaça no momento.

    O bastardo mastiga calmamente. Cada movimento deliberado para não cansar a perna ruim e não parecer uma ameaça também. Ninguém ali queria mais sangue derramado.







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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 19, 2021 9:13 pm

    ACAMPAMENTO DO TORNEIO


    ASDULFOR & GYLEN:

         Os olhos atentos de Gylen viu que o homem mais velho carregava uma espada na bainha, enquanto os três rapazes com feições semelhantes tinham apenas bastões e porretes à mão. Pelo canto dos olhos, ele via as posições de Sivon e Tarso, divididos e postados de modo estratégico, evitando ser vistos pelos ocupantes do pavilhão Dannett.
    Asdulfor escreveu: -Asdulfor Felinight e Gyllen Snow... E você quem seria?
          O homem mais velho se empertigou, mas não fez menção de atacar. Falando num tom formal e oficial, ele respondeu:

         - Sou Edan Ward, mestre de armas da Casa Dannett. Estes são meus filhos, servos leais e honestos do Lorde Dannett.


    Asdulfor escreveu:(...)Claramente a batalha durou apenas alguns segundos e todos os inimigos banhavam de sangue na estrada., mortos por nossos homens. Já dá para perceber que um dos nossos não perderia um braço para um camponês..
        
          Edan Ward ouviu as palavras de Asdulfor com uma expressão inalterada. Assim que o velho acabou, o mais jovem dos rapazes respondeu depressa:

         - Quem iria atacar gente perigosa como vocês?

           Outro moço, o que aparentava ser o do meio, falou voluntariosamente, mas de modo ponderado:
        
          - Que história é essa de braço no escudo? Não tinha nenhum braço...

          Edan levantou a mão num gesto para que os filhos se calassem. Ele falou cuidadodamente com Gylen e Asdulfor:

          - O mestre Dannett está dormindo, e apenas ele tem autoridade para discutir essa questão. Mas posso lhes garantir que não enviamos ninguém para atacar sua comitiva. O jovem mestre pode ter seus defeitos, mas é honrado. Informarei a ele que estiveram aqui e o que disseram. Mas por agora, devem se retirar daqui, sua presença é inoportuna.
     

    GASPAR & LU MEI:

         Gaspar já estava tendo alucinações alcoólicas, e Lu Mei teve que conduzi-lo pela mão em determinado momento.

          A própria estratégia de investigação de Lu Mei estava sendo comprometida pela disposição embriagada de Melchior, e começava a ficar impossível sustentar conversas intelígiveis.

         Assim, quando terminou de falar com os nortenhos e antes de começar a abordar os pavilhões de outros reinos, Lu Mei voltou ao acampamento Felinight carregando o ébrio Gaspar e o entregou a uma das servas, Daise Wull, orientando que ela o deitasse até que a bebedeira passasse (e que impedisse-o de arrumar mais álcool, mas o estado de Gaspar era tão deplorável que isso não seria problema por algumas horas.)
    Daise Wull:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Daise_11
    Com isso, Lu Mei proseguiu sozinha em seu método de obter informações.

    Mecânica:
    Enquanto estiver bêbado, Gaspar sofre -2 em todos os seus testes. Se Gaspar dormir até o meio-dia, ele acordará de ressaca, mas sem redutores nos testes. Se quiser continuar ativo, pode fazer um teste de Vigor Desafiador (9) para reduzir a penalidade em -1. É possível fazer o tste de Vigor uma vez por hora, e os redutores de -2 se aplicam ao teste de Vigor.
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    Mensagem por Sandinus Sab Jun 19, 2021 11:27 pm

     - Que história é essa de braço no escudo? Não tinha nenhum braço...

    Asdulfor ouve as palavras do garoto e mantendo a postura dirigi suas palavras a ele:

    -São os boatos do que ocorreu nesse suposto ataque de nossos homens contra camponeses, se o que diz é verdade é mais um ponto fora da curva em toda essa história.

    - O mestre Dannett está dormindo, e apenas ele tem autoridade para discutir essa questão. Mas posso lhes garantir que não enviamos ninguém para atacar sua comitiva. O jovem mestre pode ter seus defeitos, mas é honrado. Informarei a ele que estiveram aqui e o que disseram. Mas por agora, devem se retirar daqui, sua presença é inoportuna.

    Asdulfor ouve aquilo e por um momento para querendo acreditar no que ouviu, mas logo ele sorri sarcasticamente olhando para Gyllen e balançando a cabeça em sinal negativo, par em seguida voltar sua atenção ao homem de modo sério:

    -Está vendo esse papel em minha mão? -mostrava o papel dobrado e segurando- É o contrato assinado por seu Senhor com as orientações do ataque e o acerto dos valores... É uma prova gravíssima quanto a tentativa de homicídio de TODA a nossa comitiva... É a ordem de extermínio de toda uma família das maiores e mais poderosas famílias do norte. Acho que isso é mais do que suficiente para acorda-lo. Estava de posse com um dos mercenários.

    Asdulfor bate com o cajado um pouco mais forte no chão como se firmando posição e aguardando o homem chamá-lo. O velho sabia que a assinatura era falsa, mais precisava demonstrar seriedade e urgência da situação ainda mais do que já poderia ser.
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    Mensagem por Srta. Moon Dom Jun 20, 2021 12:11 am

        Tirava suas duvidas com o prisioneiro acabando por esquecer do outro, que a encarava de forma estranha, era visível que ele poderia tentar algo contra ela e sua família, estava apenas esperando a hora certa vinda de algum deslize dos guardas, no mais reforçou que cuidassem de ambos, desculpou-se por não deixa-lo sem a mordaça ou desatado, teve o trabalho de explicar que fazendo isso certamente seu tio a jogaria para o felino junto a ele  e ambos seriam devorados. Deixando bem claro que seu tio era alguém muito perigoso, no qual até ela tinha medo dele.
           Mas prometeu que ambos os prisioneiros seriam bem tratados, ninguém ali iria machuca-los, seriam alimentados e tudo mais, novamente pedia com educação para os soldados  cuidarem dos prisioneiros e tomarem cuidado, pois não poderiam deixar nada acontecer com eles, já teve muita morte por descuido, pois eram futuras testemunhas importantes. Sabia ela que não tinha muita voz de comando entre eles, mas na falta do seu irmão para firmar sua palavra tinha que usar da boa educação em seus pedidos.
         Saia dali encarando o papel com as anotações da Isabella e Alice.
    -Ambas a partir de amanhã devem praticar a escrita exaustivamente...
    Antes de partir para a cidade, pediu a um soldado qualquer entregar alguns bilhetes específicos a seus irmãos e demais parentes


    Gylen Snow:
    Irmão sei que não sou muito comunicativa, pois gosto de passar mais tempo administrando nossos bens materiais e estudando ou lendo livros para melhorar minhas habilidades administrativas e contábeis.
        No entanto agora preciso de um favor e sua ajuda, não estou tentando direcionar suas ações ou tentando controla-lo, pois isso não é de minha natureza. O que estou querendo é que o senhor fique alerta  com tudo a sua volta, Brasões, nomes de lugares, nobres, até mesmo a reação de cada pessoa que você encontrar pelo caminho. Se conseguir descobrir mais sobre a víbora peçonhenta que anda destilando mentiras sobre nossa família ficaria muito grata por sua ajuda, o máximo que poderei fazer no momento é dar apoio no que for preciso a suas ações as escondidas do meu pai e tio, pois não poderia passar por cima das ordens deles. Seja discreto e furtivo, não fale muito sobre nossa família apenas de respostas vagas a duvidas de terceiros, quanto ao escutar algo sobre nossa família se possível tente descobrir de onde vem a fonte da mentira.
        Quando possível estarei me reunindo ao senhor e demais parentes para colocarmos em dia nossas informações coletadas e chegar a uma conclusão plausível de quem está tentando nos destruir com mentiras.
        Obrigada por ajudar e tome cuidado, lembrando que devemos manter a segurança das testemunhas que temos. Elas se tornaram pontas soltas que nosso inimigo vai tentar dar um fim.

    Arthur Felinight:
    Querido irmão estou indo para a cidade possivelmente o que acontece no acampamento é responsabilidade sua, dobre a segurança dos prisioneiros e cuide da alimentação deles, eu não quero perder mais nenhuma testemunha. Podem ser envenenados, são pontas soltas que nosso inimigo vai tentar dar fim.
        Tome cuidado, não informe muito sobre nossa família e desconfie de todos até o momento não sabemos quem está nos atacando nas sombras, se possível descubra os brasões e famílias, nobres etc, que estão no torneio, socialize um pouco, recolha informações mais tarde quando possível vamos nos encontrar com os demais e tentar chegar a um alvo especifico com todas as informações reunidas.
        Tome cuidado e não caia na provocação dos Dannett (Danone/Danoninho), sabemos que qualquer informação que venha de terceiros sobre eles é mentira, então quando alguém tentar falar algo tente descobrir de onde ele ouviu tal mentira, quem contou, pois as informações falsas estão vindo de algum lugar e alguém.
    Se precisar de algo no que eu poderia ser útil eu estarei a seu dispor.
        Abraço e tome cuidado, espero ter respostas do que vem acontecendo com base em sua grande sabedoria e respeito diante dos soldados que não me dariam ouvidos.

    Gaspar Melchior:
    Senhor Gaspar Melchior. Peço desculpa por não ser muito comunicativa, pois prefiro ficar na segurança de uma biblioteca estudando e administrando nossos bens materiais, por isso negligenciei alguns acontecimentos recentes, mas não pense o senhor que não sei o que cada parente meu anda fazendo. Não estou tentando e nem quero controlar suas ações, não é da minha natureza fazer isso. O senhor sabe muito bem que sou limitada para ir a certos lugares, por isso estou pedindo sua ajuda.
        No momento me vejo presa ao nosso status, não poderia passar por cima das ordens do meu tio e muito menos do meu pai e irmão mais velho. Queria sua ajuda para me manter informada sobre tudo quem vem acontecendo e vai acontecer. Já informei aos meus demais irmãos para fazer o mesmo. Não tenho habilidades combativas e muito menos a língua afiada que nosso inimigo peçonhento demostrou ter, mas te ofereço todo meu apoio no que estiver ao meu alcance de fazer.
        Tome cuidado com as pessoas, grave o brasão, nomes e rostos, fale pouco sobre nossa família, só o básico em uma resposta direta, desconfie de todos até então não sabemos se o sorriso que recebemos ou a mão estendida em apoio não seja do nosso inimigo.
        Assim que possível vamos nos reunir, para agrupar todas as informações que conseguir e tentar chegar a um alvo concreto. Não caia em nenhuma provocação, pois poderiam usar isso contra você.
        Fico muito grata por sua ajuda, no momento poderei encontrar dificuldades em conseguir prosseguir com minhas investigações devido ao fato de ser mulher, pelo que eu vi os soldados não levam a serio alguns pedidos meus. Se possível mantenha os prisioneiros seguros, já tivemos muitas mortes de testemunhas pela estrada, além de um bom soldado, devido a falta de preparo e dar seriedade a ameaça que vem se arrastando e crescendo nas sombras contra nossa família.

        No final acabou na carruagem com seu pai e mãe, pensava em tudo e teria que reunir-se com todos os seus parentes dispersos, separadamente ou em grupo isso tanto faz, o mais importante teria que reunir as informações dispersas de cada um. Quem ganharia com uma briga entre sua família e os Dannett (Danone/Danoninho), descartava algum parente seu, pois não conseguia acreditar em uma traição em sua família, tinha que ver quais eram as famílias e nobres que estavam no festival, qual deles poderia ter alguma vantagem com a desgraça de ambas as famílias, já que pelo pouco de informação que tinha sabia segundo seu tio que não eram os Dannett (Danone/Danoninho) que estavam fazendo tudo isso.
         Era nítido em sua cara que ela não estava muito feliz com tudo aquilo, pois queria conhecer a cidade melhor, divertir-se e tudo mais conhecer terras que o frio e neve tocavam apenas algum estação do ano. Mas estava envolvida em algo que não pediu e isso a irritava, não prestou atenção no que estava acontecendo e seus irmãos nem tiveram a decência de contar para ela o que estava acontecendo desde o primeiro dia de viagem.
        Ao chegar na cidade via a distancia os soldados parando alguns viajantes. Foi até a carruagem do seu irmão e com ele conversou novamente.
    -Sabe que estamos em desvantagem e sendo atacados a cada maldito movimento neste lugar, eu queria ver o festival e me divertir, mas pelo visto algum desconhecido estragou isso, e o que vamos fazer agora? Claro ser mais desgraçadamente cordial com todos, evite falar demais sobre nossa família, se for comentar comente apenas sobre coisas triviais, tente arrancar qualquer informação de qualquer pessoa amigável que encontrar, tome cuidado com os nobres e outros que se mostrem muito amigáveis, não sabemos quem é nosso verdadeiro inimigo...
       Espiava pela janela da carruagem e a frente viu seu pai a descer para conversar com a guarda.
    -Vamos. Você vai ter que resolver isso, eu não tenho voz entre os soldados, seja cordial, sorria sempre e aceite no limite. o que eles pedirem, seja amigo deles, pergunte sobre os lugares, bom seja você mesmo...
       Sorria dando um tapa no ombro do irmão.
    -Se eles falarem algo sobre os Dannett (Danone/Danoninho), pergunte mais sobre os boatos e por fim entre um aperto de mão e camaradagem, diga despreocupadamente que os Dannett (Danone/Danoninho) não fariam isso, não é algo da natureza nobre de agir deles... Deve ser algum cão sarnento estéril e fracassado que anda inventando histórias sobre nossa família... Minta mesmo na cara dura entre um sorriso e outro... Quero ver a reação dos soldados se tiver que dar alguma moeda de ouro daremos a eles o importante é que você tenha que sair daqui muito amigo dos guardas...Use suas habilidades finja que eles são uma bela rapariga que você quer levar para a cama...
         O encarava sorrindo. Logo estava ao seu lado e mais tarde afastada deixando ele usar seu linguajar sujo com os soldados. Pois ela havia descido para ficar ali com seu irmão e Pai para resolver qualquer assunto.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Jun 20, 2021 2:53 am






    Gylen Snow

    Quando o velho bate o cajado no chão Gylen finge se incomodar. "Uma decepção de recepção." Ele corta mais uma fatia de maçã e coloca na boca. "Melhor não ficarmos muito tempo de pé aqui. Não vai fazer bem para a saúde de nenhum de nós. Eu disse que eles não iam querer colaborar." Ele fala com o tio como quem não tem esperanças e até balança o bilhete que a irmã o mandou como se fosse uma mensagem previamente combinada. "Posso mandar um menino com uma mensagem na nossa frente e podemos ir direto ao nosso nobre e poderoso rei."

    Ele se volta para os homens com alguma inocência, mas muito pouca. "Mestre Dannet responderia ao rei, não é?" Ele corta outra fatia bem fina e coloca na boca, os pés se movendo devagar para aliviar a tensão e relaxar a perna ferida.









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    Mensagem por Dycleal Dom Jun 20, 2021 2:54 pm

    Arthur iniciava seus preparativos para o Banquete, quando lhe trouxeram um bilhete escrito a mão e pela letra identifica que vinha da parte da sua irmã, e dá maior atenção devido a confiança que tem no juízo de valor da sua querida irmã. Lê atentamente e faz algumas anotações no próprio bilhete e sublinha as partes mais cruciais e com o bilhete em mãos chama os lideres dos seus homens de armas, determina que se faça um esquema fechado de alimentação e produção destes próprio alimento e se monta uma logística hermética deste serviço, baseado na confiabilidade e sigilo dos horários de alimentação e que a manufatura seria aleatoriamente misturada com a alimentação de todos do acampamento. O Herdeiro explica sobre a necessidade de preservar essas testemunhas prisioneiras e que todo boato deve ser investigado quanto a sua fonte, com discrição e evitando-se a provocação e se investindo na receptividade e jovialidade no trato com os boatos de modo a facilitar o rastreamento da sua origem.

    Feita essas medidas, ele senta-se com a lista dos horários das liças e combates, compara as casas que vão participar e confrontar com a sua casa e manda um relatório para seu pai, com cópia para Lícia e seu tio, sublinhando os potenciais riscos de contendas perigosas. Designa seu lugar tenente para entregar os relatórios e volta a si concentrar na sua preparação para a ação social que aconteceria logo mais.
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    Mensagem por DariusNovadek Dom Jun 20, 2021 8:32 pm

    Esdres cavalgou vestido em suas vestes nobres, enaltecendo as cores e o brasão de sua casa, orgulhosamente cavalgava a frente de sua comitiva. Queria chegar assim em Porto Real, por mais libertino que era, não era burro, sabia que em Porto Real teria olhares por todos os lados, e a aparência também contaria, não podia chegar la um maltrapilho, não importa o quão cansativa a viagem tinha sido.

    Chegando então em Porto Real, ele encontrou uma longa fila de pessoas querendo entrar em Porto Real à noite. Três guardas de capas douradas estavam de pé junto ao portão, checando cada um que entrava, fazendo perguntas e interrogando, às vezes até revistando as pessoas. Os nobres, tanto a cavalo quanto os que vinham em coches como os Felinight, passavam na frente dos plebeus, mas mesmo assim houve mais dois ou três nobres antes que os Felinight finalmente recebessem o sinal para avançar.

    A paciência foi se esgotando com o tempo, mas na verdade era mais uma ansiedade do que uma impaciência. Um pouco antes de ser chamado pelo guarda, sua irmão o chamou de canto.

    Lícia escreveu:-Sabe que estamos em desvantagem e sendo atacados a cada maldito movimento neste lugar, eu queria ver o festival e me divertir, mas pelo visto algum desconhecido estragou isso, e o que vamos fazer agora?

    - Uai irmã, o que vamos fazer? Nos divertir! É claro que vamos resolver nossa situação nesse meio tempo. Mas a vida ta ai para sabermos divertir.

    Lícia escreveu:- Claro ser mais desgraçadamente cordial com todos, evite falar demais sobre nossa família, se for comentar comente apenas sobre coisas triviais, tente arrancar qualquer informação de qualquer pessoa amigável que encontrar, tome cuidado com os nobres e outros que se mostrem muito amigáveis, não sabemos quem é nosso verdadeiro inimigo...

    - Querida irmã, não sei o que esperava de como seria aqui antes de tudo. Mas é fato que não mudo muito, os olhares e ouvidos estariam sobre nós COM ou SEM essa desavença com os Dannet/Danoninho..

    - Mas relaxa, é que você não ta acostumada a ser o centro das atenções, ja eu, sempre sou cercado de olhares, mulheres, etc... Sei me sair disso, e você estará comigo, me acompanhe dentro da cidade querida irmã, e eu lhe mostrarei o caminho das pedras, e juntos, resolveremos essa questão de nossa casa.


    Depois ela passou algumas instruções, que Esdres apenas concordou e se despediu com um simples: 'Deixa comigo!"

    - Boa noite, milordes, eu sou o capitão Simonen da milícia de Porto Real, e vocês? Felinight, hã? Ouvimos sobre vocês... Vamos ter que revistar toda a sua bagagem e também fazer algumas perguntas...

    - Boa noite Capitão Simonen, após vários contratempos finalmente chegamos, meu nome é Esdres Felinight, segundo filho de Beron Felinight, que inclusive está na carruagem, deve já estar descendo para tratar propriamente com o senhor.

    - Já lhe adianto que provavelmente o que ouviram sobre nós não condiz com a realidade. Estamos aqui justamente para esclarecermos toda a situação.


    Após descer do cavalo, continua:

    - Porém, sei que provavelmente tem ordens a seguir, e para mostrar que estamos aqui de bom grado, vamos cooperar nas perguntas e nas revistas. Só peço que peguem leve com as mulheres da caravana, elas são damas de respeito e devem ser tratadas como tal.

    Fala tudo no tom de boa camaradagem. Após seu pai entrar com o capitão para responder mas perguntas, Esdres se aproximou dos guardas:

    - Eai tudo bem com vocês? Imagino que estejam tendo muito trabalho hoje, muitas casas chegando, muitos nobres passando por aqui não é?

    - Nós estamos cansados também, tivemos muitos contratempos na viagem.. Alguém não queria que viéssemos, ainda espalhou boatos da gente acredita? Viu, onde tem um bar aqui por perto? Vou deixar uma rodada de cerveja pra vocês tomarem quando o turno de vocês acabarem.


    Esdres batia papo com os guardas como se fossem seus amigos intimos, queria naquele momento alcançar dois objetivos:

    - Obter informações sobre os Dannets, ou quaisquer outras pessoas que disseminavam calúnias sobre a casa.

    - Maneirar nas revistas, principalmente das mulheres, e agilizar todo o processo.
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Claude Speedy Seg Jun 21, 2021 10:53 am



    Um bilhete vindo de alguém que não sabia que ele era parte daquela família era direcionado ao "Senhor Gaspar Melchior".

    Aquela formalidade respeitosa para com um estranho cortava o coração dele, afinal era perigoso expor a virilidade de seu pai para com uma prisioneira do Povo Livre e que de fato a proximidade para com Lícia era ainda maior.

    Aquilo fez com que naquele momento tão tenso, uma parte de uma visão de injustiça se levantasse com assombro sobre a alma do homem amargurado cuja fúria tentava enterrar.

    Era uma das razões pela qual queria Krotalus consigo, um outro beberrão poderia ser muito útil no momento de aflição que passava.

    Normalmente Gaspar  representa uma conduta humana violenta, sanguinária e rústica, porém honesta e honrada frente às ações corruptas e  gananciosas dos homens   civilizados, sendo,   portanto uma expressão  da barbárie,  um tanto necessária principalmente diante de dada crise civilizacional em que cavaleiros juramentados se gabam de serem raposas que fazem esquemas de morte.

    Ele amaldiçoa o dia que criaram aquela maldita fronteira dos corvos...

    Uma fronteira de corvos... E odeia ainda mais Corvin.

    ...talvez Gaspar cairia em seu sono profundo até o meio-dia se de fato não tivesse recebido aquele bilhete, teria tido a sabedoria que sempre lhe foi peculiar apesar de sua fúria de parar e ouvir o conselho de Lu Mei e se curar com Daise Wull.

    Mas era fato que o álcool encoraja com sua tolice os mais sábios a reforçarem as mais tolas ideias... Além de despertar os mais secretos desejos contidos pelas necessidades. Precisaria de mais bebida para continuar sua jornada e de uma mulher, talvez Daise pudesse ser essa mulher.

    Claro... ela bem que poderia cuidar dele muito bem.

    Gaspar tentaria seduzi-la... Mesmo estando em tal estado.

    E ele fazia isso para ter uma mulher consigo, antes da bebedeira passar...

    E o mais breve possível se conduzir para a missão que tinha em mente.
    (off: Penalidades definem limites... Então mesmo nesse estado debilitado e deplorável, Gaspar tem alguma noção como falar e convencer os ajoelhadores, claro que estaria melhor inteiro...)
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Alexyus Qua Jun 23, 2021 6:11 pm

    PORTÃO DOS DEUSES

    Lícia & Esdres:

    Alertado por Lícia, Esdres dirigiu-se ao capitão bem preparado para parlamentar.
    Esdres escreveu:- Boa noite Capitão Simonen, após vários contratempos finalmente chegamos, meu nome é Esdres Felinight, segundo filho de Beron Felinight, que inclusive está na carruagem, deve já estar descendo para tratar propriamente com o senhor. Já lhe adianto que provavelmente o que ouviram sobre nós não condiz com a realidade. Estamos aqui justamente para esclarecermos toda a situação. Porém, sei que provavelmente tem ordens a seguir, e para mostrar que estamos aqui de bom grado, vamos cooperar nas perguntas e nas revistas. Só peço que peguem leve com as mulheres da caravana, elas são damas de respeito e devem ser tratadas como tal.
    O capitão Simonen assentiu com um meio sorriso sombrio à luz das tochas, saudando Esdres:
     
    - Agradeço a colaboração, senhor! Vamos fazer o possível para sermos rápidos.

    A essa altura, Lorde Beron se acercou do capitão, que começou a fazer uma série de perguntas oficiais, às quais Beron respondia pacientemente, embora sem esconder bem uma certa irritação cansada com tudo aquilo.
    ”Esdres” escreveu: - Eai tudo bem com vocês? Imagino que estejam tendo muito trabalho hoje, muitas casas chegando, muitos nobres passando por aqui não é?

    - Nós estamos cansados também, tivemos muitos contratempos na viagem.. Alguém não queria que viéssemos, ainda espalhou boatos da gente acredita? Viu, onde tem um bar aqui por perto? Vou deixar uma rodada de cerveja pra vocês tomarem quando o turno de vocês acabarem.
    Apesar de estarem trabalhando a noite, os guardas pareciam com boas disposição, e um deles até se animou em conversar com Esdres enquanto revistava os guardas.

     - Tem razão, milorde! São muitas casas, e tudo porque o Rei Robert quer comparar o tamanho de sua lança com a dos outros nobres! Hahaha

    Os guardas dispensaram às damas uma mera olhada, mas fizeram uma busca minuciosa na carruagem e na bagagem da comitiva. Mas graças à colaboração de todos e a disponibilidade de Beron e Esdres, tudo transcorreu suavemente. Quase meia hora depois, eles foram autorizados a adentrar a cidade de Porto Real. Mas a oferta de Esdres não foi esquecida, e o soldado Hallad recebeu uma ordem do capitão Simonen:


    -  Hallad vai acompanhar vocês até a Árvore Verde, senhor, é a única estalagem decente que ainda tem vagas. Vocês estarão seguros lá.

    O soldado capa dourada caminhou à frente do cavalo de Esdres, que por sua vez precedia a carruagem Felinight. Hallad era bem falante e não parou de tagarelar durante todo o caminho:


    -  Tenha cuidado enquanto estiver na cidade, lorde Esdres, a velha lady Boxwell tem tentado há anos conseguir um marido jovem, e você seria um alvo tentador para ela. Mas vocês não são nem de longe tão ruim quanto o lorde Dannett fez parecer. Considerando que são nobres, são até bem decentes...  

    O capa dourada levou o grupo em busca de um lugar onde ficar, até a Rua do Rio, onde eles encontrava-se uma estalagem chamada Árvore Verde, reconhecível pela placa ostentando uma frondosa árvore. A Árvore Verde não oferecia as acomodações mais luxuosas da cidade, mas é limpa e agradável. O mais importante é que ela ainda tem quartos vagos.


    - Lyle Brewer, o proprietario e taverneiro, e um homem astuto que adora uma barganha. Ele trata seus fregueses bem, mas cobra o que acha que vão pagar. Tenho que voltar ao meu posto, mas assim que amanhecer, voltarei para bebermos juntos!

    Não escapou à atenção de Esdres um estabelecimento comercial situado bem à frente da Árvore Verde, uma casa de diversões adultas como as que ele apreciava, chamada Fonte de Jade. Até mesmo na entrada da casa havia belas mulheres seminuas com olhares convidativos.

    Mas tanto Esdres quanto o resto dos Felinight estavam exaustos, e Beron alugou dois quartos, um para as damas e outro para ele, Esdres, Aubrey e Krotalus descansarem. Obviamente, os soldados não dormiriam de imediato, e montariam guarda às portas dos dois recintos.
     
    ACAMPAMENTO DO TORNEIO

    Asdulfor & Gylen:

    ”Asdulfor” escreveu: -Está vendo esse papel em minha mão? -mostrava o papel dobrado e segurando- É o contrato assinado por seu Senhor com as orientações do ataque e o acerto dos valores... É uma prova gravíssima quanto a tentativa de homicídio de TODA a nossa comitiva... É a ordem de extermínio de toda uma família das maiores e mais poderosas famílias do norte. Acho que isso é mais do que suficiente para acorda-lo. Estava de posse com um dos mercenários.
    Edan Ward olhou para o papel com uma sobrancelha levantada, ms não fez menção de voltar à tenda. Em vez disso, ele estendeu a mão para o papel:
     
    - Posso ver isso?
     
    ”Gylen” escreveu: "Posso mandar um menino com uma mensagem na nossa frente e podemos ir direto ao nosso nobre e poderoso rei."Ele se volta para os homens com alguma inocência, mas muito pouca. "Mestre Dannet responderia ao rei, não é?"
    Ward e os três rapazes fitaram Gylen, mas uma voz às costas, severa mas juvenil, deles se sobrepôs:

    - A Casa Dannett sempre seguiu as leisde nossos senhores, e jamais quebraria a paz do rei invadindo terras e matando súditos de outra casa!

    Um jovem loiro, ainda mais novo que Esdres e pouco mais que uma criança, estava saindo do pavilhão com uma expressão furiosa. 
    Addam Dannett:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Addam_10

    Ele caminhou com passos rápidos e fortes e tomou o papel da mão de Asdulfor com brusquidão e sem nenhum respeito. Ele leu rapidamente e jogou o papel de volta para o velho.
     
    - Isso é uma falsificação grosseira! Além de assassinos, os Felinight agora são charlatães? Pois saibam que eu incluirei isso na minha queixa ao Rei Robert! Agora saiam daqui e me poupem de sua presença nojenta, antes que eu considere isso como mais uma ação hostil!

    Gaspar:

    Enquanto Daise Wull tentava convencê-lo a deitar e dormir até que sua embriaguez passasse, Gaspar a cobria de flertes sedutores a fim de constrangê-la e fazer com que ela o liberasse daquele cativeiro informal.

    Por fim, Daise deixou que ele se fosse.

    Fora do pavilhão, Gaspar já não via mais Lu Mei.

    A madrugada seguia igual, com os pavilhões quase silenciosos, e as alamedas dos comerciantes ainda movimentadas e barulhentas.
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    Mensagem por Sandinus Qui Jun 24, 2021 9:20 am

    Asdulfor já se preparava para explicar solicitar mais uma vez a presença do Lorde Dannet, quando ele saiu bruscamente de onde estava, tomou o contrato das mãos do velho que não tem mais agilidade ou reflexo para para segurar o papel, olha-o rapidamente e o joga no chão, destratando completamente ele e Gyllen. O velho encarava o jovem e seus olhos cerravam se fosse jovem talvez tenha pelo menos arrancado a mão do jovem Dannet. Mas a sabedoria do velho o controlou para que não explodisse apesar de fazer um esforço grande.

    Ele sabia que talvez os Dannets realmente não tivessem envolvidos nisso, já que tudo que obtiveram levam para uma terceira pessoa, o velho então complementa a ultima frase de Addam:

    -...e os Dannets terão como sucessor um fofoqueiro que espalha noticias falsas, mimado, mal educado, descortês e imaturo...o velho vira-se para Gyllen. Infelizmente uma família tradicional como os Dannets vão para a ruína com um sucessor como este...o nobre senhor das armas aqui na minha frente é um servo muito mais educado e cortês do que o Lorde.-o velho aponta para o contrato- ...quanto ao contrato ser falso, já sabemos e foi por isso que viemos aqui, inclusive o mercenário descreveu o "Lorde Dannet" de modo completamente oposto da realidade. Acho que você já deve ter entendido...

    Quanto a seus modos, em outra circunstância esse desrespeito comigo não ficaria por isso como ficará, já que tenho certeza que há um terceiro tentando nos prejudicar e eu não vou cair no jogo deles, se você quiser cair, o problema é seu. Aliás, analisando bem, quem iria querer prejudicar os Dannets não é?
    -olhava para Gyllen com um sorrio de deboche-...você estão falidos, não teríamos interesse em adquirir bens que serão penhorados no futuro para pagar a dívidas, ainda mais com um futuro líder como você...Obviamente, o interesse deles é prejudicar nós, os Fenlinight usando vocês.

    O velho apenas estica seu cajado e puxa o contrato para próximo de si e com certa dificuldade se abaixa e pega-o.

    -Pois bem, se quiserem resolver direto com o Rei Robert com uma prova frágil como um escudo de um soldado Fenlinight derrotado por um camponês-sorria o velho- Faça como quiser, mas esqueça nossa família caso precise de qualquer tipo de auxílio ou apoio. Disse Asdulfor virando-se e se retirando para a tenda Fenlinigh.

    O velho irá dormir um pouco tarde...Quem sabe um grupo de ratos roeria as cordas que sustentam as tendas...

    OFF: Mestre vou fazer algumas rolagens para elevar minha consciência e dominar um grupo de ratos que devem ter bastante por aí e eles roerão as cordas dos pavilhões. Um deles vai antes dos outros adentrar a tenda principal e procurar o suposto escudo. Me diga quantos dados eu devo rolar e o valor de vontade deles para serem dominados. OFF
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Claude Speedy Qui Jun 24, 2021 1:50 pm




    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 _0b42edd8-ce8a-11e6-840e-04a97aefc7ba

    Oh, pelo Rosto do Deus Morte...

    eU nÃo TeNHo CeRtezA sE cONSigo esCrevEER ESSaa parTE...


    Os flertes de Gaspar para com Daise nasciam de seus desejos por qualquer companhia feminina...
    Seus gracejos eram em grande medida sinceros e talvez em outras condições ele bem que poderia lhe pedir desculpas.

    Talvez pelo encanto de sua velha companheira de viagem Lu Mei ser tão mais avassalador ele saiu do que qualquer outra coisa.

    Ao menos, era isso que ele gostaria de fazer parecer que era seu único vício que o consumia.

    A verdade é que Asdulfor lhe disse que iria tratar diretamente com os Dannet e Danoninho... E que seu amigo manco seria seu guarda pouco depois dos questionamentos dele sobre que modo agir.

    Talvez o misto de emoções em Gaspar seja o fato de que enquanto tenta manter aquele grupo de mimados jovens vivos para que brinquem de gladiadores, passou noites sem dormir, sem beber e sem ter uma só dama em sua cama.

    Tanto trabalho para que jovens fossem se divertir.

    E depois de tudo isso o Warg que ele é obrigado a chamar de "Meistre" para não despertar suspeitas sobre os demais auto-proclamados felinos da noite sobre sua real natureza, é fato que se ele se revelasse a fúria para além do Mar Estreito se ergueria em uma onda que talvez varresse o clã que ele tinha de chamar de família desses sete reinos.

    E com tudo isso, estava cansado de ver tanta dedicação dele ser recompensada com mais vigilância inútil enquanto não se achasse o traidor que manipulava o faro dos animais.

    Quis desperdiçar os talentos deles vigiando os animais que perto. Predadores que sabem se defender desde antes da chegada dos clãs ficarem presos para além da Muralha.

    Se inicialmente Gaspar foi impedido de se disfarçar para se passar por alguém distante da tenda dos Felinight, a sequência seria oposta. Ele teria o álibi de Lu Mei e Daise para se passar despercebido por entre os demais cavaleiros, mesmo em sua condição trôpega devida à bebida.

    Um simples outro avental de curandeiro roubado ali mesmo já soaria como um cuidador de sanguessugas para cuidados médicos, sua tontura era uma velha amiga e mesmo na dificuldade que lhe causava ainda acreditava que conseguiria enganar alguns olhos desatentos do acampamento.
    Tudo que fez foi passar a mão sobre algumas vestes jogadas para serem usadas no dia seguinte por algum curadeiro ao redor.

    Os Corredores Noturnos lhe explicaram tudo que precisava saber quando ainda criança sobre como negociar com ajoelhadores... Lembrava de que eles sempre se acham superiores aos que não tiveram a sorte de nascer em certo lugar e isso os resumia como um todo.

    Se disfarçou de um mero cuidador de feridos o melhor que pode e caminhou como se estivesse exausto por conta de algum guerreiro que bebeu demais e que tem de ser curado. Não que ele tivesse trabalhado em curar um, mas observou como Daise tentou fazer com ele, mas que falasse e se movesse igual.

    Iria tentar ouvir mais coisas próximos da tenda dos "Danonetts" , antes de sair ele leu um bilhete importante e por tabela ia seguindo o conselho de Lícia de observar cada escudo que encontrasse.

    Ele se lembrava de Lu Mei. Talvez a beleza dela e o vinho com cerveja tivesse lhe despertado isso.
    Deveria ter ido dormir, mas maior erro que seus vícios estavam no remorso de deixar seu mais próximo amigo sem seu apoio.

    Gaspar via em Gylen alguém igual a ele, cujo nascimento era relegado como inferior por razões fúteis tidas pelos "ajoelhadores".
    Pouco antes de deixar a cabana onde foi "abandonado" por Lu Mei.

    O ébrio plano era posto em prática.

    Disfarçado, iria das sombras primeiro verificar se seu pai estaria bem no encontro para o qual foi...

    Depois tentaria ouvir alguma coisa no acampamento sobre o tal Raposa...

    Lembrava-se de não abrir a boca o máximo possível devido sua bebedeira e lentidão.


    Off: Vou rolar os testes todos. O disfarce é para enganar os "cidadãos civilizados de bem" então eu tenho ainda bônus +1 apesar de -2 de penalidade pela bebida. Já os testes para  de Furtividade e Esconder-se a penalidade vou ter penalidade total... Os de Memória para lembrar o que eu ver e ouvir daqui até a tenda do Raposa ou dos Dannet (qual eu achar primeiro) também...
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por DariusNovadek Qui Jun 24, 2021 2:05 pm

    Sua tática de se enturmar com os guardas deu certo, e um guarda especificamente, gostou muito de conversar com Esdres e não parava de falar. Aquela era uma ótima oportunidade para Esdres, tanto de tirar alguma informação para sua casa, quanto de ficar mais influente em meio a guarda real.

    - Tem razão, milorde! São muitas casas, e tudo porque o Rei Robert quer comparar o tamanho de sua lança com a dos outros nobres! Hahaha

    Esdres caiu no riso com a brincadeira do guarda, e devolveu no mesmo tom de brincadeira:

    - Garanto que ele ficará surpreso com o tamanho da minha, conheço algumas damas que precisam de duas mão para empunha-la! hahaha

    Mais uma vez caiu na risada, e assim continuou puxando papo com o soldado o tempo todo até que fossem liberados.

    - Hallad vai acompanhar vocês até a Árvore Verde, senhor, é a única estalagem decente que ainda tem vagas. Vocês estarão seguros lá.

    Subindo em seu cavalo, Esdres agradece o capitão, mais uma vez na forma polida e educada com a qual o recebeu.

    - Mais uma vez, muito obrigado Capitão Simonen. Agradeço por nos tratar educadamente mesmo recebendo calúnias maldosas sobre nós. Sei que tem um ótimo relacionamento com o Rei e que não é necessário, mas de qualquer maneira, informarei ao Rei o quão educado foi com a gente e o quão eficiente sua equipe é.

    Adentrar em Porto Real daquele jeito já foi um pouco mais agradável para Esdres, como foi designado a Arthur inscrever os membros da casa no torneio, era Esdres que precedia a carruagem Felinight, com suas roupas elegantes resalvando as cores de sua casa, e os estandartes com o brasão de sua família logo atras, e ainda por cima sendo escoltado por um membro da guarda real, que se referia a ele como Lorde Esdres! o Ego de Esdres foi reabastecido com sucesso!

    -  Tenha cuidado enquanto estiver na cidade, lorde Esdres, a velha lady Boxwell tem tentado há anos conseguir um marido jovem, e você seria um alvo tentador para ela. Mas vocês não são nem de longe tão ruim quanto o lorde Dannett fez parecer. Considerando que são nobres, são até bem decentes..

    - Muito Obrigado pelo conselho caro Hallad, mas confesso que se a senhora Boxwell for uma coroa enxuta posso me atrever em tirar uma casquinha pelo menos.. hahaha.. brincadeiras a parte, acredito que tenham lady's mais novas que também pensam em casar comigo, essas me interessam mais.

    Quando o soldado fala sobre os Dannetts, Esdres vê a oportunidade de investigar sem parecer muito invasivo.

    - Ah, então os Dannetts passaram por vocês? Confesso que não é legal saber que outra família espalha inverdades sobre a sua, ainda mais de uma atividade desonrosa na qual estão nos acusando. Posso ser libertino, fanfarrão, e muitas outras coisas, mas eu tenho honra, e digo isso pela minha família.

    - Mas iremos tentar resolver isso da forma mais pacifista. Me diga caro Hallad, os Dannetts vieram sozinhos, ou vieram acompanhados de alguns cavaleiros não juramentados a casa deles? E o quão espalhado está esse péssimo boato? Muitos cavaleiros errantes falando sobre a gente também?


    Após muita conversa, finalmente chegaram na taverna.

    - Lyle Brewer, o proprietario e taverneiro, e um homem astuto que adora uma barganha. Ele trata seus fregueses bem, mas cobra o que acha que vão pagar. Tenho que voltar ao meu posto, mas assim que amanhecer, voltarei para bebermos juntos!

    - Muito obrigado Hallad, por nos acompanhar e pelas dicas, quanto ao Taverneiro, minha irmã Lícia cuidará das negociações, ela é boa nisso. Amanhã assim que acordar estarei lhe esperando, nada melhor que um desjejum banhado a cerveja não acha? Mas acho melhor aproveitarmos nossa bebida no estabelecimento aqui da frente, ao invés da taverna, o que acha?

    Depois, desceu do cavalo e entregou aos servos da casa para guarda-lo, e foi até sua irmã falar sobre o Taverneiro. E ainda acrescentou:

    - Acho que mereço uma congratulação, por minha causa não teve as mãos dos soldados em suas partes. Se bem que eu não deixaria isso acontecer, nem que tivesse que arrancar as mãos deles. Mas enfim, acho que temos alguns amigos na guarda real, pelo menos eu tenho. Amanhã já tenho um compromisso marcado com o soldado logo que acordar, mas após isso, podemos conhecer um pouco mais de porto real juntos, querida irmã. É bom agora conhecermos alguns nobres para melhorar a imagem da nossa casa.

    Depois de conversar com sua irmã Esdres foi dormir, estava exausto.
    Srta. Moon
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    Mensagem por Srta. Moon Sab Jun 26, 2021 1:57 pm

    Permanecia junto a seu irmão, até o momento de ser formalmente revistada de forma rápida, uma simples olhada e aceno sem toques. Permanecia calada apenas observando a reação do capitão e demais soldados sem contar que cuidava as comitivas que haviam adentrado a cidade, não gostava daquela pressão de estar sendo atacada, queria realmente se divertir e conhecer o lugar. No primeiro momento não sentiu nada confortável com a sujeira e aglomeração, em suas terras as poucas vilas eram mais dispersas, até mesmo em seus domínios não se pensaria em uma aglomeração daquela proporção e isso a deixava um pouco receosa, não era algo bom, fora o cheiro ruim e demais características distintas do lugar.
           Afastou-se de Esdres, deixando ele usar de sua lábia, ficou impressionada com sua desenvoltura em levar todos na conversa, mas no final já perto da taverna reuniu-se a ele.
    --Queria conhecer o lugar, mas graças aos Dannetts/Danoninho, tenho que focar no que está desenrolando nas sombras...
    O segurou no braço sorrindo como sempre de seus comentários bobos.
    --Eu mesma o colocaria em seu devido lugar querido irmão e garanto que nem precisaria arrancar a mão do soldado,. Agora realmente você me surpreendeu, não é atoa que se dá bem com as servas , vou te dar um agradinho, mas não vai se acostumando. Prometo pensar com mais calma no teu presente, por agora eu poderia te dar algumas moedas para gastar amanhã com os teus novos amigos, mas como sempre tome muito cuidado. Mais tarde ou pela manhã queria sair um pouco para conhecer o lugar e ver quais famílias estão no festival... Não me lembro muito dos brasões vai ser um pouco complicado, mas devemos descobrir quais famílias poderiam ganhar prejudicando a nossa...
      Por fim o beijava no rosto e seguia até o taverneiro e novamente de forma cordial perguntava sobre os valores a ter que pagar pela estadia de sua família naquele lugar, assim como seu irmão sustentava o manto com o brasão de sua família, queria também ver a reação das pessoas em relação ao mesmo.





    OFF:
    Qual teste devo fazer na primeira parte para observar as pessoas, adentrando a cidade;
    Qual teste para ver a expressão e olhares de todos na taverna e principalmente o taverneiro ao ver os brasões da nossa família.
    Realizar os teste de barganha se realmente ele estiver cobrando acima do valor normal;
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Wordspinner Dom Jun 27, 2021 3:54 am






    Gylen Snow

    Gylen finge não se importar com o claro abuso do homem. Os Felinight eram uma grande casa e até o mais velho e o mais bastardo dos seus ainda merecia mais respeito que isso. "Mãos rápidas como as de um ladrão da sarjeta." Ele mistura o elogio a ofensa. "A atitude dissimulada dos pés a cabeça de uma prostituta experiente." Ele faz uma pequena mesura e se apoia em sua bengala para isso. "Um homem perigoso e bravo o bastante para enfrentar um velho e um aleijado, concordo com o Lorde Meister que o Senhor Dannet deve ser o orgulho da família." Ele enfia suas ofensas no primeiro espaço que o velho dá quando se vira para o bastardo.

    O velho, porém tinha mais a dizer e Gylen ouvia paciente. Pensou em fingir não estar impressionado, mas imaginou que o homem ficaria mais desconcertado se o olhasse como tinha assistido os soldados lutarem com uma avaliação lenta e cuidadosa. O homem a sua frente tinha merecido uma. Quando o velho se abaixa para pegar o contrato Gylen não pensa em ajudar, na verdade ele corta outra fatia fina e a enfia na boca. O velho se despede e se vira e Gylen espera e assiste analizando com cuidado o Dannet. "No seu lugar eu não escolheria julgamento por combate. Krotalos nem precisaria largar a caneca..." O bastardo prende a maça com os dentes para guardar a faca sem larga a bengala. Ele ainda pensa em como faria se o jovem nobre decidisse pela violência, a luta correndo na sua cabeça mais de uma vez contra todos aqueles homens e sempre tinha um resultado agridoce. As cartas sempre cairiam a favor do nobre que definitivamente viveria para contar história e se vingar. Mas Gylen faria mesmo assim, umas bengaladas não fariam mal ao homem.

    "Nós vemos em breve..." Ele diz ao pegar a maça de novo com a mão e se virar para sair esperando um ataque. Torcendo por um. "Não esqueça que mordeu a mão oferecida em amizade, não esqueceremos." O bastardo morde a maçã e se força a comer mesmo sentindo o gosto amargo da derrota na boca.

    --
    Gylen volta ao pavilhão dos Felinight na mesma velocidade que o velho Adusfolr e nem se importa em falar, melhor não deixar seu temperamento levar a melhor. Pelo menos é isso que ele pensa até voltar. O bastardo pede encarecidamente que Sivon os conseguisse vinho, valeria a pena ele promete. Não valeria, mas o bastardo ia fingir até o último momento que sim. Ele reuniria os homens a disposição como tinham feito todas as noite até chegar ali. Ele sabia que alguém não apareceria, mesmo com a promessa da bebida. O bastardo tinha recebido um pedido do herdeiro da casa e séria leviano não testar as combinações.

    "Tudo que eu disser ao velho espadachim pense que é para você. Tudo que o velho disser a Sivon, pense em como usar. O homem é esperto mesmo que pareça sem a menor graça as vezes." Ele dizia para o menino, Tasso. Ele ouvia o som das moedas sempre que pensava no garoto derrotando nobres a torto e a direito, um pequeno e ágil campeão. Letal como a praga. Um dia. "E você? Anote tudo para Arthur na sua melhor letra. Ele vai precisar. Depois, por favor se divirta por nós dois." Agora ele falava com Sivon. Ele tinha convocado os homens para conseguir a opinião de Aubrey sobre suas combinações. Isso e os jogos do fim da noite, não queria que tudo mudasse. Não queria quebrar aquele tacito compromisso com eles, mesmo sabendo que nem todos estariam ali para o começo. "Aubrey Abyss, meu nobre companheiro de viagem. Preciso de uma ajuda especial hoje, estamos incumbidos de montar o melhor time possível para a liça. Esses são nossos homens e você é o mais experiente deles. Por favor me diga o que acha de cada combinação possível e Sivon vai anotar para podermos analizar com calma até a hora da inscrição. Eu volto em poucos minutos, então comecem sem mim por favor." Ele diz as palavras como um pedido, mas não espera uma resposta, como normalmente se faz nesses casos. Ele anda rápido para borda do espaço reservado a eles, tão rápido quanto poderia sendo manco.

    O bastardo assiste os homens e as sombras, enquanto anda no escuro, alguém estaria os observando ou preparando algo contra eles e dessa vez ele estava decidido a ver isso antes de acontecer.






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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Alexyus Dom Jun 27, 2021 11:45 am

    ASDULFOR & GYLEN:


    Asdulfor escreveu:-Pois bem, se quiserem resolver direto com o Rei Robert com uma prova frágil como um escudo de um soldado Fenlinight derrotado por um camponês-sorria o velho- Faça como quiser, mas esqueça nossa família caso precise de qualquer tipo de auxílio ou apoio. Disse Asdulfor virando-se e se retirando para a tenda Fenlinigh.
    O jovem nobre manteve a postura arrogante diante das invectivas de Asdulfor e Gylen, mas o velho meistre teve a impressão de ver um ligeiro abalo, quase imperceptível, quando falou sobre os Dannetts estarem falidos.

    Reunindo toda a dignidade que ainda podiam, Asdulfor e Gylen se retiraram, ouvindo ainda às costas:

    - Um velho meistre fracassado e um bastardo de uma puta qualquer! Quem eles pensam que são?

    Asdulfor e Gylen voltaram ao acampamento Felinight.
     
    Enquanto o bastardo manco chamava Sivon e Tasso para beber, Asdulfor isolou-se para concentrar sua consciência e expandi-la à procura dos animais ao redor.

    A cidade de Porto Real tinha miríades de ratos, ratazanas e roedores similares, mas ali no campo do torneio, os ratos eram mais raros, espantados pelo movimento incomum de tantos humanos e mantidos à distância pelos que zelavam pela reputação de festival. Mas dentro de pouco tempo ele localizou cinco grandes ratos e direcionou-os para o pavilhão Dannett.

    A tenda de Adham e seus servos era de um tecido vistoso e brilhante, e as cordas estavam esticadas com firmeza e solidez, e tudo parecia ser novo e de ótima qualidade. Esse estado de conservação dificultou um pouco a tarefa de roer as cordas, que não cederam facilmente.

    Ao mesmo tempo, Asdulfor direcionou o rato mais esperto para dentro do pavilhão à procura do famigerado escudo Felinight que  estaria em posse dos Dannetts. O interior da tenda era bem mobiliado, com móveis e tecidos de boa qualidade, e o rato-Asdulfor encontrou Adham bebendo em companhia de um homem que trajava o manto inconfundível de um meistre, mas bem mais jovem que Asdulfor. Era possível ouvir bem a conversa deles:

    - O que aquela velha víbora traiçoeira Felinight quis dizer com aquilo, Meistre Ferris? Sobre penhorar nossos bens? Ele ameaçou nos roubar, como fez com os Bolton? Está planejando uma guerra aberta? Eu sei que a Casa Dannett não é pobre, mas nunca conseguiríamos resitir a um conflito armado com os Felinight, os desgraçados são muito ricos! O que será que ele quis dizer?

    O meistre Ferris manteve uma atitude imperturbável, desviando o olhar para algum ponto acima da posição do rato-Asdulfor.

    - Creio que a melhor pessoa para esclarecê-lo sobre isso seja Lorde Alfric, mestre Adham. a minha posição é de que... mas o que é isso?

    Nesse momento, os olhos do meistre Ferris encontraram os do rato-Asdulfor com surpresa e asco. Ele fez menção de se levantar, e o rato-Asdulfor reagiu rapidamente, procurando uma rota de fuga.

    No instante seguinte, uma dor atroz explodiu no ventre do rato, e a última visão do animal foi a da espada de Edan Ward enterrada no chão, dividindo seu corpo em dois.

    Os demais ratos que Asdulfor controlava estavam ocupados roendo cada um uma das cordas principais e permaneceram incógnitos por algum tempo, até que um dos rapazes de Ward os percebeu e chamou os outros. Houve uma grande confusão, envolvendo os três rapazes, seu pai, o meistre e o próprio Adham Dannett, todos perseguindo os roedores para matá-los. Os que não foram exterminados tiveram de fugir para bem longe do pavilhão.

    Essa última atividade noturna exauriu as forças de Asdulfor, que não pôde evitar cair num sono profundo e exausto.

    SONHO DE ASDULFOR:
    Asdulfor viu em seus sonhos uma romã podre e uma romã temporã sendo jogadas juntas dentro de um jarro e masceradas até virarem suco. Aquela combinação foi servida num belo cálice escuro e servida a ele. Seu sabor era amargo e doce ao mesmo tempo.
       
     
    Entrementes, Gylen com certeza perdera algum lance da organização dos soldados Felinight: Aubrey Abyss e Krotalus Khant tinham acompanhado a carruagem do Lorde Felinight como escolta para dentro de Porto Real, e não estavam no acampamento do torneio. Havia dois soldados de vigia, Andy Anx e Wilford Whitehill, e os demais tinham se recolhido para dormir após um dia movimentado.

    Andy e Wilford se desculparam por não virem beber, pois não podiam abandonar seus postos. Sivon e Tasso fizeram companhia a Gylen, embora bocejassem a todo momento, e o velho Sivon Simms até arriscou um palpite:

    - Talvez fosse uma boa ideia não colocar todos os soldados da casa no mesmo time. Assim aumentaria a chance de pelo menos um chegar às finais.

    Sem muito auxílio tático para elaborar sua estratégia, Gylen deixou a tenda e postou-se nos limites do acampamento dos Felinight. Ele podia ver Andy e Wilford mantendo guarda atenta, e viu quando um par de horas depois, eles foram substituídos por outros guardas. Apesar da variação de personalidade, os soldados que os acompanhavam eram realmente a elite militar da casa, e cumpriam seus deveres com diligência. Nada escapava à atenção deles.

    Eventualmente, Gylen cedeu à monotonia do cenário e foi dormir pouco antes do amanhecer.

    GASPAR:

    Disfarçado com um avental para tentar se passar por curandeiro, Gaspare colocou seu plano em prática.

    A essa altura, Asdulfor já retornara de sua incursão ao pavilhão Dannett e repousava em seu leito, então Gaspar não precisaria mais se preocupar com ele ou Gylen.

    Andar pelo acampamento e observar os outros pavilhões era uma tarefa fácil para ele. Mesmo bastante embriagado (o que não era absolutamente exclusividade dele, já que bêbados eram vistos por todos os lados àquela hora da madrugada), a furtividade de Gaspar ainda era bastante efetiva, e ele chamava pouca ou nenhuma atenção por onde passava. Mesmo os que o notavam, guardas mais atentos que a média, desprezavam-no como um embriagado qualquer, quer o identificassem como curandeiro quer não.

    Ouvir conversas era bem mais difícil. A própria atenção de Gaspar estava prejudicada, mas havia poucas conversas a escutar naquela hora. Com a maior parte dos senhores já adormecidos, os guardas conversavam em voz baixa, e os comerciantes e prostitutas também não alteavam as vozes como fariam no dia claro.

    Gaspar vagou pelos caminhos do acampamento por um bom tempo até finalmente ceder ao cansaço e voltar ao pavilhão Felinight, onde poderia finalmente dormir.
      

    ESDRES & LÍCIA:

    O capitão Simonen despediu-se de Esdres e dos Felinight com amabilidade formal e ligeriamente condescendente. A  promessa de Esdres de falar dele ao rei  não surtiu nenhuma reação visível, fosse por ser improvável ou desnecessária.

    Cavalgando atrás do soldado Hallad pelas ruas calçadas e planejadas de Porto Real, Esdres e a comitiva atraíram bastante atenção dos cidadãos da capital, impressionados com seus brasões e ornamentos, o que não era de se desprezar, já que eles viam nobres com certa frequência na capital dos Sete Reinos.

    A conversa descontraída e informal com o soldado Hallad trouxe algumas informações que não escaparam à atenção de Esdres.
    Esdres escreveu:- Ah, então os Dannetts passaram por vocês? Confesso que não é legal saber que outra família espalha inverdades sobre a sua, ainda mais de uma atividade desonrosa na qual estão nos acusando. Posso ser libertino, fanfarrão, e muitas outras coisas, mas eu tenho honra, e digo isso pela minha família.  Mas iremos tentar resolver isso da forma mais pacifista. Me diga caro Hallad, os Dannetts vieram sozinhos, ou vieram acompanhados de alguns cavaleiros não juramentados a casa deles? E o quão espalhado está esse péssimo boato? Muitos cavaleiros errantes falando sobre a gente também?
     
    Hallad descartou a preocupação de Esdres com um balanço dos ombros e um sorriso:

    - Ah, os Dannetts, ou melhor, o Dannett, o jovem, parece ser o único capaz de cavalgar nas justas, os outros parecem guardas simples e rústicos. Eles só têm um cavalo de batalha, então mesmo o mestre-de-armas deles deve só assistir. 

    - Quanto ao boato, não se preocupe tanto, Lorde Esdres! É muito comum essas rivalidades entre nobres, e ninguém dá muita atenção a isso. Mesmo que a sua casa fosse considerada culpada e condenada a pagar alguma compensação aos Dannetts, isso é irrelevante para o povo comum. A plebe respeita mais um nobre por sua riqueza, sua reputação pessoal, e pela glória que consegue nos torneios, claro! Se for bem no torneio, será aclamado pelas multidões sem que essas mesquinharias de nobres importem! Os cavaleiros errantes talvez se importem com isso para procurar trabalho a seu serviço ou de seu inimigo, mas mesmo eles não vão ficar pensando em sua reputação quando for melhor obedecer.

    Esdres deixou seu cavalo e a carruagem aos cuidados do cavalariço da estalagem, e todos desembarcaram da carruagem. Lorde Beron estava impaciente com a demora no Portão dos Deuses e falou pessoalmente com Lyle Brewer, sem regatear o preço cobrado pelo estalajadeiro, mas Lícia calculou mentalmente que os preços eram um pouco altos, mas justos, considerando que estavam na capital num período de grande procura. As pessoas comuns, como o estalajadeiro, não pareciam entender de heráldica, e não demonstraram nenhuma reação notória ao brasão dos Felinight. Todos os tratavam bem, como clientes que pagam muito bem esperam ser tratados.

    Assim, Esdres, Lícia e o resto dos Felinight puderam finalmente repousar.


    Cena 3: 
    O ÓCIO É A OFICINA DO...
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Tuxpi-com-1347373355

    Dia do Conclave, meio-dia


    O dia amanheceu ensolarado, com uma agradável brisa fresca vinda do mar. As primeira horas da manhã foram as mais silenciosas, quando os trabalhadores diurnos ainda não tinham começado suas tarefas, enquanto os notívagos e boêmios finalmente se recolhiam depois de uma noite movimentada.

    Aquele era o primeiro dia dos Felinight em Porto Real. O Conclave teria início naquela tarde, embora não houvesse um horário definido para a chegada de cada meistre que desejasse participar. As inscrições para o torneio estariam abertas durante todo o dia na mesa do intendente que organizava a competição. A feira e o festival que acompanhavam o torneio também continuavam a funcionar ininterruptamente, com cada artista e comerciante trabalhando nos horários que preferisse. Em algumas partes da cidade de Porto Real, já ocorriam competições não-oficiais, em que era possível testar suas habilidades ou fazer apostas.

    No acampamento Felinight, outro turno de guarda era trocado, e agora os sentinelas eram Alvin Tolly e Maxwell Arrow. Elizabeth e o chef Aurilly já estavam de pé, trabalhando para preparar o desjejum para a comitiva dos Felinight, mas alguns servos ainda estavam adormecidos em seus leitos.
    Asdulfor, Gylen e Gaspar, que tinham estado ativos até as últimas horas da madrugada, precisariam continuar dormindo até pelo menos a metade do dia para se refazerem. Arthur, por outro lado, podia perfeitamente despertar nas primeiras horas da manhã quase totalmente disposto. Em Porto Real, Lícia e Esdres, que tinham desfrutado de acomodações excelentes e dormido em leitos macios e quase limpos, acordariam plenamente revigorados para o dia que iniciava.


    ASDULFOR :

    Asdulfor Felinight inspirava tanto respeito quanto temor nos servos da Casa Felinight. Por ser muito sábio e também cioso de sua privacidade, qualquer servo ou soldado hesitava interromper o meistre, evitando fazê-lo sempre que possível.

    Por essa razão, Asdulfor foi deixado dormindo, sem ser acordado para tomar o desjejum; o momento em que ele quisesse, as servas lhe serviriam a comida.

    Por isso, foi bastante surpreendente quando, por volta do meio-dia, dado o calor que já fazia no exterior da tenda, Wilford veio chamá-lo:

    - Meistre Asdulfor? Desculpe interrompê-lo, senhor, mas há um garoto aí fora que deseja vê-lo, e parece ser muito importante, senhor. Ele traz uma carta que quer lhe mostrar.

    Com esse intrigante chamado, Asdulfor foi ver do que se tratava. Um garoto de mais ou menos dez anos de idade o esperava à entrada do pavilhão.

    - O senhor é Asdulfor Felinight? Eu me chamo Neil Rivers, e sou seu filho. Eu não sabia disso até poucos dias atrás, mas então um mensageiro me entregou essa carta de minha falecida mãe, contando como o conheceu.

    Ele entregou uma carta com um selo simples rompido. Lendo-a, Asdulfor viu tratar-se de uma mensagem de uma certa Neila para seu filho Neil Rivers, contando como conhecera Asdulfor Felinight anos atrás, como tinham tido um envolvimento e assim nascera Neil. A carata terminava orientando-o a procurar seu pai, Asdulfor Felinight. A mente lógica e analítica de Asdulfor quase imediatamente detectou incongruências naquele relato: ele não estivera em Porto Real nas datas que ela mencionava, alguns detalhes sobre ele pareciam totalmente inventados, a carta parecia ter sido escrita há um ou dois dias atrás, e parecia claramente uma falsificação para enganar incautos.

    Enquanto Asdulfor lia, o menino o observava ansiosamente com olhares esperançosos.
    Neil Rivers:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Neil_r10
      

    ARTHUR:

    Arthur despertou no acampamento Felinight, constatando com satisfação que tudo estava funcionando suavemente, com os servos já instalados cuidando de suas tarefas, os cavalos bem cuidados e todos os pertences dispostos de maneira prática para serem utilizados.

    Os prisioneiros também continuavam cativos no mesmo local onde tinham sido confinados, e pareciam com saúde tão boa quanto esperado, apesar de não estarem no melhor dos humores.

    Nas primeiras horas da manhã, um garoto chegou correndo ao pavilhão trazendo uma mensagem, selada com o inconfundível selo dos Felinight. Dando um cobre ao garoto, Arthur leu a carta, em que seu pai o instruía a inscrever Esdres, Gylen e a ele mesmo no torneio de justas, mas deixando Beron de fora. Os soldados co boa saúde também deviam ser inscritos na liça, e todos que desejassem participar da arquearia poderiam fazê-lo.

    Durante a manhã, Arthur teria tempo de inspecionar seus comandados e trocar ideias e impressões com Gylen sobre quem deveria participar das competições.

    Por volta do meio-dia, estando Arthur do lado de fora da tenda, ele viu um homem enorme, com os ombros largos e braços poderosos de um ferreiro, vestido com seu avental de couro e carregando seu martelo na mão. Ele estava furioso e arrastava uma jovem pelo braço. Ela apontou para Arthur e o homem veio na direção dele bufando de raiva, falando de modo muito irritado:

    -   Você! Como ousa tomar minha filha como amante?!? Como se atreveu a tomar a virgindade dela em segredo? Sabia que ela está grávida agora? Que desfaçatez! Pois saiba que agora você tem a obrigação de casar-se com ela! Venha comigo agora ao septo mais próximo ou, que os Sete o protejam, eu vou esfolá-lo vivo!

    Ao redor dele, outros nobres e seus servos observavam a cena, pressentindo um barraco.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 1200px-Kov%C3%A1%C5%99_p%C5%99i_pr%C3%A1ci_%28Velikono%C4%8Dn%C3%AD_trhy_na_V%C3%A1clavsk%C3%A9m_n%C3%A1m%C4%9Bst%C3%AD%29_055 O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 88fe1b42e0218f6b2af290f2cfb02e0b


    ESDRES :

    Esdres acordou bem descansado e animado para duas de suas atividades favoritas: beber e perseguir mulheres!

    Ao descer para o salão da estalagem, ele pôde tomar o desjejum com seu pai Beron, sua irmã Lícia e as damas de companhia Alice e Isabella. Seu pai estava compenetrado, escrevendo e recebendo mensagens, e não deu muita atenção a Esdres. Por outro lado, Esdres já avistara na porta o soldado Hallad e mais alguns capas douradas, observando-o mal disfarçadamente. Algumas mulheres seminuas do estabelecimento em frente à estalagem circulavam pelo amplo salão, conversando e tentando os clientes mais promissores. Havia também outros clientes da estalagem comendo, e poucos deles se incomodavam com a presença das belas moças.

    Quando terminou a rápida refeição, Esdres foi ao encontro de Hallad e seus amigos, que o saudaram alegremente.

    - Bom dia, Lorde Esdres! Espero que tenha dormido bem! O senhor tinha razão, a Fonte de Jade é um dos melhores bordéis de Porto Real, será um ótimo lugar para bebermos e nos divertirmos um pouco! Está pronto para ir?

    Sem nada que o impedisse, Esdres acompanhou os capas douradas de folga até o bordel em frente. A Fonte de Jade era mais luxuosa e elegante do que quase todos os bordéis que Esdres já frequentara: o salão rodeava com mesas e cadeiras uma fonte de pedra esverdeada e brilhante, e algumas mulheres tocavam melodias em instrumentos de cordas e sopro que emitiam notas suaves e relaxantes. Algumas meninas trabalhavam como garçonetes, abastecendo os clientes com vinho, cerveja e outras bebidas mais exóticas. Nas laterais do enorme recinto, divisórias de tecidos elegantes davam acesso a camas macias e convidativas, de onde belas mulheres entravam e saíam a todo momento.

    Logo ao entrar, passando por dois leões-de-chácara, Esdres e seus companheiros foram recebidos por três ou quatro belas mulheres, que lhes ofereceram lugares para sentar, bebidas para beber e mulheres para desfrutar. A ordem em que fariam isso era de menor importância.

    Com a promessa de que esdres estava pagando, Hallad e seus amigos capas douradas logo se dispersaram para os lugares e atividades que mais lhe atraíam. Naquele ambiente, todos os homens eram camaradas se divertindo, e as mulheres eram tanto musas quanto objetos de prazer, entretendo-os por quanto tempo (e dinheiro) pudessem dispôr.

    Não demorou muito para que Esdres percebesse a dinâmica que havia naquele lugar. Algumas das prostitutas, menos atraentes, eram as mais baratas, e também as mais ocupadas. O nível de ocupação das mulheres diminuía na proporção inversa ao aumento de sua beleza, até chegar às meretrizes mais belas e mais caras de todas.

    Hallad comentou com Esdres em dado momento:

    - Lorde Esdres, aposto que um nobre da sua estirpe consegue bancar aquela ali, hein?

    A garota que Hallad indicava não tinha passado despercebida por Esdres. Ela se chamava Linda, e o nome era apropriado para ela. Muito animada e encantadora, era um dos prêmios mais valiosos da casa.  
    Linda:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Linda_11
    Havia dois cavaleiros dorneses competindo pela atenção dela a todo momento, um mais velho e outro mais ou menos da idade de Esdres. O mais velho, Sor Gennady Shanin, era sutilmente evitado por ela, sem ignorância ou desrespeito, mas isso só parecia deixá-lo mais fascinado por Linda. 
    Sor Gennady Shanin:
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    O outro mais jovem, Bryan Telson, parecia um garoto babando no primeiro amor, e ela retribuía a atenção dele de modo solícito, mas profissional.
    Bryan Telson:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Bryan_10

    Como se tivesse ouvido a indicação de Hallad, Linda veio na direção de Esdres e sentou-se na mesa, inclinando-se sedutoramente para ele:

    - Me disseram que você é um nobre do Norte. Não sabia que o Norte tinha homens tão bonitos assim...
       

    LÍCIA :

    No quarto das mulheres, o dia amanheceu com uma preocupação: Lady Maria estava tonta e enjoada. Lícia, junto com Alice e Isabella, tiveram de ajudá-la a se preparar para o desjejum no  salão da estalagem Árvore Verde.

    Ao descer para o salão da estalagem, Lícia pôde tomar o desjejum com seu pai Beron, seu irmão Esdres e as damas de companhia Alice e Isabella, enquanto os soldados Aubrey e Krotalus mantinham a vigilância. Seu pai estava compenetrado, escrevendo e recebendo mensagens, e não deu muita atenção a Lícia durante a refeição. Por outro lado, Esdres já avistara na porta o soldado Hallad e mais alguns capas douradas, observando-o mal disfarçadamente. Algumas mulheres seminuas do estabelecimento em frente à estalagem circulavam pelo amplo salão, conversando e tentando os clientes mais promissores. Havia também outros clientes da estalagem comendo, e poucos deles se incomodavam com a presença das belas moças.

    Ao fim da refeição, Esdres rapidamente se evadiu rumo ao bordel, e as damas de companhia levaram Lady Maria para descansar no quarto, pois o enjôo aumentava. Mas Beron disse à Lícia:

    - Lícia, fique aqui. Henry Allafante, meu sócio no Banco de Ferro, está vindo para cá para tratar de negócios, e acho que você tem uma cabeça melhor para isso do que seus irmãos. Vou começar a ensiná-la sobre as finanças de nossa casa.
     
    Pouco tempo mais tarde, um homem bem vestido e acompanhado de uma garota igualmente adornada, chegaram e vieram até Beron, saudando-o calorosamente:
    Henry e Inês Allafante:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Henry_10 O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Inzos_10
    - Lorde Beron, que prazer revê-lo! E você deve ser lady Lícia? É um deleite conhecêla finalmente! Eu sou Henry Allafante, e essa é minha filha Inês!

    Inês saudou educadamente Beron e Lícia, e emendou uma pergunta:

    - Como está Arthur?

    Após os cumprimentos, todos sentaram-se e Beron pediu bebidas para todos, embora Henry e Inês escolhessem opções não-alcoólicas.  E então começaram a falar de negócios. Os rendimentos das minas dos Felinight  eram em sua maior parte investidos junto ao Banco de Ferro de Braavos, ficando apenas uma pequena parte para a manutenção das terras e exércitos da casa. Os juros desses investimentos eram periodicamente reenviados a Beron, quando não eram reaplicados para aumentar o montante dos ativos da casa.

    Henry tirou de um compartimento secreto de suas roupas dois sacos de dinheiro, entregando-os discretamente à Beron. O Lorde Felinight pegou o maior deles e deu o menor para Lícia.

    - Este, Lícia, é o rendimento de um fundo que eu criei em seu nome. Como minha única filha mulher, você precisa de um dote para quando casar, ou um fundo de segurança caso algo trágico aconteça e você não possa contar com a proteção de nossa casa. Aqui estão 40 dragões de ouro. Você pode retirar esses rendimentos todos os meses, ou guardá-los para aumentar o montante do investimento. A qualquer momento que precisar, mande uma mensagem a alguém do Banco de Braavos para falar com Henry Allafante e ele lhe dará o socorro financeiro que precisar, entendeu?

     Allafante assentiu bondosamente  e depois virou-se para Beron:

    - Lorde Felinight, eu receio que precisemos falar sobre o transporte de seus valores. Como as suas terras estão a oeste de Westeros e Braavos fica do outro lado do Mar Estreito a leste, sempre usamos Porto Branco como local de embarque, mas as terras dos Boltons estão muito próximas e já ouvi relatos de ataques de patrulhas deles contra alguns carregamentos...

    Os assuntos de negócio ocuparam toda a manhã de Lícia, e apenas ao meio dia Allafante se despediu cortesmente deles, permitindo que Beron subisse ao quarto para ver a esposa e se preparar para o almoço, assim como Lícia.
       

    GYLEN:

    Nas primeiras horas da manhã, logo após Gylen tomar um sonolento desjejum, um mensageiro chegou à procura dele, com uma ordem do Lorde Felinight para que Gylen escolhesse dois soldados para ir com ele até a Estalagem Árvore Verde, na Rua do Rio, a fim de render Aubrey e Krotalus na escolta do senhor da casa.

    A escolha de Gylen poderia ser submetida à aprovação de Arthur, mas Snow teria liberdade para selecionar quem achasse melhor.

    Ao chegar ao local indicado, uma estalagem bem elegante com um amplo salão/taverna, acompanhado dos dois guardas solicitados, Gylen encontrou Aubrey e Krotalus na entrada do salão, e Aubrey o avisou:

    - Lorde Felinight está reunido com seu sócio do Banco de Ferro para discutir negócios. 

    Krotalus ajuntou, um pouco mal-humorado:

    - Quando pode nos liberar da guarda? Passamos a noite toda em claro!

    Assim que Gylen ordenou a escala dos guardas, Krotalus foi beber e Aubrey foi dormir, deixando que o bastardo observasse os demais clientes da estalagem.

    Além dos Felinight, havia apenas um outro grupo de nobres, uma certa Casa Lugus das Terras Ocidentais. Eram três irmãos, dois homens e uma mulher, além dos servos e guardas de sua comitiva.

    O mais velho deles, Naton Lugus, devia ter pouco menos de trinta anos, era grande e forte como  um guerreiro, mas bebia e falava alto como um fanfarrão. Ele parecia apreciar a comida, a bebida, as mulheres, e piadas com homens mais fracos que ele (o que era quase todo mundo).
    Spoiler:
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    Ao lado dele, uma mulher alta de cabelos negros combinando com suas vestes também bebia e conversava animadamente. Não chegava a ser uma mulher bonita como as várias mulheres seminuas que circulavam pelo salão (prostitutas provavelmente, pensou Gylen), a mulher alta poderia ser intimidadora se quisesse, mas na verdade ela era a alma da festa que transcorria em sua mesa, falando tão alto quanto seu irmão mais velho, mas com mais presença de espírito e senso de humor mais refinado.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Marita10
    O terceiro irmão quase passava despercebido, mas os olhos atentos de Gylen identificaram as roupas de qualidade superior de um nobre. Ele também trazia uma espada à cintura, mas parecia-se com um guerreiro apenas da estirpe mais mediana. Os olhos atentos dele percorriam toda a sala, e viram quando Gylen entrou, e assim que teve uma abertura, gesticulou para Gylen ir até ele.
    Spoiler:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Orten_10
    - Você é um Felinight, não? Prazer em conhecê-lo, sou Orten Lugus, segundo filho da Casa Lugus. Venha, sente-se conosco, percebi que está esperando o Lorde ali terminar com os negócios, correto? Eu sei como é isso! Estes são meus irmãos, Sor Naton Lugus, herdeiro de meu pai, e minha irmã Marita!

    A amabilidade de Orten foi respondida pelos irmãos, que saudaram Gylen com acenos e palavras embriagadas.

    Além dos nobres das duas casas, os demais clientes da estalagem aparentavam ser  mercadores, ricos o bastante para desfrutar de bons serviços de hospedagem enquanto mantinham outros trabalhando para eles onde o dinheiro realmente circulava.A maioria era westerosi, mas havia até um originário de Braavos, que tinha se juntado à festa matutina que os Lugus estavam dando.


    GASPAR:

    O sol estava alto no céu e brilhava forte quando finalmente Gaspar Melchior despertou, sentindo a cabeça doer com uma ressaca homérica. Abusara em vários sentidos durante a noite anterior, e ainda parecia muito cedo para que pudesse retomar sua vida normalmente. Talvez em um ano ou dois ele voltaria a se sentir como ele mesmo.

    Mas ele não teria todo esse tempo. Lu Mei entrou no recinto da tenda destinado aos empregados e sacudiu vigorosamente Gaspar de seu saco de dormir até que ele acordasse.

    - Rápido, acorda! Preciso ajuda sua! Ugh! Você cheiro de bebida ainda! Vou trazer comida e depois você vai lavar cara para acordar bem.

    Enquanto Gaspar começava a se recordar de onde estava, Lu Mei saiu e voltou com uma tigela com um pouco de comida que sobrara do café da manhã já agora havia muito passado. Enquanto Gaspar quebrava o jejum, Lu Mei explicou: 

    - Nossas investigações deram resultado! Um nobre das terras da Coroa disse que se lembra de um Cavaleiro Raposa que lutava a favor dos Targaryen. Ele não dobrou o joelho depois da vitória do Rei Robert e virou um cavaleiro errante. Esse nobre disse que tem um cavaleiro que ainda caça esse cavaleiro-bandido, um Sor Joris Landseer. Ele me disse que esse Sor Joris está sempre numa Estalagem chamada Gema Prateada, na Rua do Ferro. Assim que você estiver pronto, precisamos entrar em Porto Real e achar esse cavaleiro!

    Lu Mei esperou até que Gaspar estivesse pronto para partir e acompanhá-la à procura do lugar que ela só conhecia de nome.

    Naquela hora, todos os portões de Porto Real estavam abertos, e eles passaram pelos guardas com nada mais do que um olhar levemente desconfiado.

    À luz do dia, a cidade de Porto Real era como um formigueiro humano. Andar pelas ruas lotadas era um esforço constante para não se perder, ser arrastado ou mesmo pisoteado.

    Achar o caminho era bem complicado, mas o charme de Lu Mei ao pedir informações renderam-lhes algumas direções mais ou menos exatas. Após um par de horas, eles chegaram à Gema Prateada, uma estalagem/taverna que parecia ser frequentada por soldados e cavaleiros, principalmente os capas douradas da milícia da cidade.

    Indagando ao taverneiro por Sor Joris Landseer, ele os indicou o canto escuro da taverna, onde um velho guerreiro, Sor Joris Landseer, sentava-se sozinho em uma mesa. Ele observava tudo com atenção enquanto fumava um cachimbo e soprava nuvens de fumaça ao seu redor. Ele segurava a mesma caneca aparentemente há bastante tempo.
    Sor Jorys Landseer:
    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Joris_10
    Lu Mei tomou a palavra:

    - Sor Joris Landseer? Prazer em conhecê-lo, sôr. Meu nome é Lu Mei, e este é Gaspar Melchior. Estamos tendo problemas com um certo Cavaleiro Raposa, e nos informaram que o senhor poderia nos ajudar.

    O velho arregalou os olhos e parou com o cachimbo na mãe com a boca aberta:

    - O Cavaleiro Raposa? Tem razão, Sor Clayton Archay, o Cavaleiro Raposa, tem medo de mim, pois eu já estive prestes a capturá-lo várias vezes! Durante anos, eu cacei bandidos na Floresta do Rei, prendi a maioria deles, mas o Cavaleiro Raposa é muito esperto e sempre conseguiu escapar de mim por um triz! Vocês conhecem a história dele?

    Lu Mei respondeu muito educadamente, incentivando o velho sor Joris com seu jeito adorável:

    - Não, senhor, não sabemos. Seria um prazer ouvir do senhor, que sabe tanto sobre isso!

    Devidamente encorajado, sor Joris assumiu um ar de contador de histórias e começou a narrar:

    - O Cavaleiro Raposa era um cavaleiro errante mascarado que fugiu para a floresta depois de ser derrotado pelo Principe Raeghar em um torneio. Em sua loucura e vergonha, o Cavaleiro Raposa passou a acreditar que estava defendendo o principe que o derrotou ao atacar viajantes. Quando O Rei Louco foi derrotado, ele passou a atacar todo mundo, considerando todos os súditos do Rei Robert como inimigos. Se estiverem dispostos, eu posso guiá-los numa caçada a Sor Clayton na Floresta do Rei, o que acham?

    Sor Jorys deixou implícito que a oferta era condicionada a um pagamento, mas Lu Mei não se perturbou com isso e puxou um saco de moedas com o brasão Felinight.

    - Com certeza, estamos dispostos! De quanto dinheiro vamos precisar para isso?

    Landseer olhou para a bolsa e fez uma pergunta:

    - Vocês são parentes de Beron Felinight?

    Nesse momento, Lu Mei acusou ser pega de surpresa, e os olhos ela se voltaram para Gaspar em busca de ajuda.
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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Wordspinner Dom Jun 27, 2021 7:57 pm






    Gylen Snow

    O bastardo sente um pouco de pena do nobre, não era tão bom com ofensas. Chamar um velho e um bastardo de velho e bastardo? Ele se esforça para não rir e piorar tudo.

    Mai tarde a frustração é horrível. Ele tinha saído logo com o velho e não achou os melhores guardas da casa. Ele aproveita e divide o vinho com qualquer servo perto o bastante e no fim ainda leva uma caneca para o senhor Steel, não que o vinho seja muito bom. Mas o gesto que importava. Isso e ir de um lado para o outro olhar as coisas já que Horace não estava com eles.

    Receber a ordem enquanto comia forçava sua memória ao máximo. Por sorte as ordens eram simples e claras. O bastardo prefere evitar bebidas e comidas muito pesadas, mas se rende ao que tiver disponível. Depois disso ele decide levar Sivon e Olac, os dois mereciam uma tarefa tranquila. Sivon por puro favorecimento e Olac pelo grave ferimento sofrido na estrada.

    Dessa vez Gylen tomou o tempo necessário para ir com sua melhor roupa e sua melhor espada na cintura. As adagas extras no quadril à direita. Ele decidi não ir com fofinha e aproveitar a caminhada. Entrar na estalagem é como finalmente chegar a civilização. A, o cheiro azedo de cerveja derramada entranhada na madeira. As palavras ásperas de Krotalus são recebidas com compreensão. O homem estava cansado do tédio afinal. Agora a informação calma de Aubrey é do tipo que lança gelo nas veias de Gylen. "Podem ir os dois. Está tudo sob controle." Ele diz batendo de leve a bengala no chão para pontuar o que fala. O batardo olha para o amigo e o guarda que levou com ele para encontrar um pouco de confiança. Nunca era bom estar perto do Banco de Ferro.

    O bastardo tenta se consolar e distrair com tudo que pode ver e ouvir. As pessoas e suas conversas. Ele procura Lorde Beron com os olhos, precisava saber se posicionar. Gylen chega a desconfiar quando ouve o homem o chamar pelo nome da família, mas lembra que em sua melhor roupa tem o símbolo da casa com as cores invertidas no peito.

    "Meu bom e generoso nobre, temo ter que corrigí-lo. O nome é Gylen Snow, porém estou sim esperando meu nobre pai. " Ele usa a bengala para fazer uma longe e profunda reverência. "Eu aceito a gentileza de um lugar a mesa, especialmente uma mesa que recebe bem um braavosi." O bastardo s vira rapidamente para o homem de braavos e usa as palavras de sua terra. "Longe de casa, a terra aqui sido boa?" Dizer as palavras de sua casa para outro que não Sivon era um alívio.

    "Os senhores, o que fazem aqui senão nos ofuscar com a melhor conversa daqui? Tem negócios? Prazer?" Ele faz uma imitação ruim de um dos golpes de cavaleiro que Aubrey o mostrou usando a bengala para matar um inimigo invisível em um lugar vazio. "Glória?" Ele aponta com a parte do punho da bengala para os dois irmãos antes de puxar uma cadeira com a mesma. "Com licença." Ele diz ao se sentar. Ele assiste os nobres que o convidaram confiando em Sivon para que o homem e o guarda não fizessem nada de muito errado ou constrangedor.

    Ele suspira e sorri envergonhado com as respostas. "É minha primeira vez na capital e os senhores tão a vontade." Ele olha para cada um do irmãos, um de cada vez. "Como fazem isso. Fazem parecer que sabem tudo que acontece." Ele diz porque eles pareciam abertos e calorosos. Ele diz isso porque as pessoas adoram elogios e adoram se gabar e só tem um jeito d se gabar do seu conhecimento. Dividindo-o. Eles poderiam ter ouvido algo útil. Serem pessoas úteis. Ou pelo menos pareciam um ótimo passa tempo.






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    O Jogo dos Tronos - ON - Página 12 Empty Re: O Jogo dos Tronos - ON

    Mensagem por Sandinus Seg Jun 28, 2021 8:31 am

    Asdulfor acorda e limpa um pouco seus olhos antes de abrir a porta e ainda sonolento com o clarão do Sol, atrapalhando a visão um pouco ele ele ouve tudo aquilo e pega a carta dando uma olhada. Obviamente percebendo que era falsa. O velho estranha um pouco, após a contrato falso agora tinha uma carta falsa. Qual vantagem alguém levaria empurrando um filho para Asdulfor? Talvez querendo que ele ficasse junto aos demais para passar informações, ou era nada mais que uma distração.

    Ou não tinha conhecimento das capacidades do Meistre ou achavam que ele era um ignorante completo, o que ele duvidava. O velho após lê a carta indaga o jovem:

    -Está faminto? Wilford, peça que preparem meu café junto com o café deste garoto. O velho após o pedido volta-se para o pequeno. -Eu já estou muuuito velho, minhas lembranças somem... Poderia descrever como seria sua mãe e o mensageiro que lhe entregou a carta e onde ele entregou?
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