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    O Jogo dos Tronos - Felinight

    Alexyus
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Alexyus Sab Dez 25, 2021 2:26 pm

    ARTHUR
    O herdeiro Felinight saiu da tenda dos festejos e deixou o acampamento, rumo à arena onde as justas do primeiro dia do torneio prosseguiam.

    A maioria dos nobres já tinha deixado as arquibancadas e apenas os mais adeptos das artes militares ainda prestavam atenção ao cavaleiros de baixa patente que se digladiavam. O povo, por outro lado, prosseguia na algazarra de torcer por homens de armas desconhecidos arriscando suas vidas para o entretenimento da plateia. Havia muitos guardas e escudeiros de casas nobres espiando os competidores, provavelmente colhendo informações dos possíveis desafiantes de seus senhores nas próximas rodadas. A cavalaria não era uma tradição no Norte, de modo que Arthur não tinha grande conhecimento dos participantes costumeiros de torneios, e ele via quase todos os combatentes pela primeira vez. Uma ou outra hora, Arthur ouvia a origem de algum deles e reconhecia o nome de algum castelo ou fortaleza razoavelmente famosos, mas os cavaleiros não eram os senhores de suas regiões, apenas servos fixos ou ocasionais.

    Arthur acabou encontrando num dos assentos do estrado o banqueiro Henry Allafante, assistindo menos a disputa dos cavaleiros e mais o vai e vem dos nobres. O ríquissimo homem vestia roupas westerosi de fina qualidade, ao estilo  das Terras da Tempestade, com um colar branco reluzente com uma chave pendendo sobre seu peito. Ele fez sinal para Arthur se aproximar e sentar ao lado dele, com um sorriso sério. 

    - Ah, jovem Arthur, acomode-se! Creio que as comemorações pela vitória de seu irmão não o exauriram completamente. Inês entediou-se com a competição e foi passear nas feiras do festival. Vi seu pai há pouco conversando com o senhor Jon Arryn, a Mão do Rei, mas eu achei prudente não interferir. Mas se você tiver tempo agora, gostaria de ouvir seus planos para os domínios de sua família...    


    GYLEN & LÍCIA

    Gylen foi o primeiro a chegar ao vizinho campamento Dannett, o qual ele já tinha visitado anteriormente. Mas o bastardo Felinight era cauteloso e manteve-se fora da vista dos servos da casa da romã flechada, observando o que acontecia de um ponto discreto. Durante vários minutos, Gylen conseguia ver o que ocorria no exterior do pavilhão.

    Os filhos de Edan Ward estavam do lado de fora, com expressões tristes e preocupadas, denotando uma tensão pesada no ambiente. Vez por outra, Ward ou o meistre Ferris saíam e dizia algo para um deles, que saía do acampamento por alguns minutos e voltava em seguida, sempre com grande pressa, às vezes trazendo embrulhos, potes e frascos, outras vezes apenas alguma mensagem, como se fossem respostas para perguntas formuladas. Em dado momento, o próprio meistre Ferris saiu, procurando consultar-se com outros meistres , também expressando grande preocupação.

    Depois de um tempo razoavelmente longo, Lícia achou o caminho para o acampamento Dannett e, diferente de Gylen, foi direto à entrada do pavilhão. Mas foi barrada pelos três rapazes, poucos anos mais velhos que ela.

    - O que está fazendo aqui, menina Felinight? Não acha que sua gente já fez estragos suficientes por um dia? 

     
    ESDRES

    O campeão Felinight aproveitara suas celebrações por apenas algumas horas antes que a disposição de seus familiares estragasse o clima de festas.

    Esdres saiu da tenda irritado, tentando arejar seus pensamentos depois da discussão com sua irmã gêmea. Apesar da disposição perpetuamente mercantilista de Lícia, ela nunca interferira tanto em suas conquistas românticas. O apoio de Arthur e Gylen era um suporte masculino minimamente reconfortante, mas os homens mais velhos como seu pai e seu tio-avô, eram menos solidários com suas aventuras amorosas.

    A vitória no combate e o vinho da festa ainda alimentavam seu espírito, mas o desfecho com a bela violinista que ele contratara, fossem quais fossem seus motivos. Os acampamentos vizinhos, de nobres nortenhos, estavam com menos movimento que nos dias anteriores, e havia menos barulho ao redor que o usual.

    Mas justamente pela falta de movimento, Esdres conseguiu ver uma mulher envolta da cabeça aos pés em véus negros rondando pelos acampamentos próximos.


    ASDULFOR

    Na periferia de sua percepção, Asdulfor percebeu que tanto Baleryon quanto Rakashar farejavam um novo cheiro.

    Enquanto ainda estava na tenda, o meistre ancião vislumbrou pela fenda da entrada da tenda aberta o garoto Neil Rivers, parado a alguma distância do limite do acampamento.



    MAEHRA

    Maehra deixou a grande tenda dos Felinight e caminhou pelos acampamentos sem ser impedida. 

    A área ocupada pelo acampamento Felinight abrangia quase 50 metros quadrados, sendo imediatamente avizinhada pelos acampamentos de outros nobres. Havia bem poucas pessoas por ali naquele momento, pois quem não estava assistindo o torneio, estava desfrutando dos prazeres da feira do festival. Por ali restava apenas um ou outro soldado ou servo, cumprindo seus deveres.

    Maehra não era versada na heráldica westerosi, de modo que não era capaz de discernir a maioria dos donos de cada brasão de armas, expostos com pompa em cada acampamento. Ela deduzia que os nobres mais próximos deviam ser do Norte, devido à aparência das pessoas que estavam por ali, mas era tudo que poderia supôr.

    A vantagem disso era que Maehra não achava difícil achar um lugar qualquer para relaxar nas proximidades. Seu vestido e seus pertences pareciam impôr algum respeito aos servos dos nobres, que não ousavam abordá-la.

    Após seu descanso, a violinista poderia voltar a assistir o torneio, passear pela feira do festival ou tentar achar seu cocheiro para voltar ao bordel de Chataya.
     

    GASPAR


    —Sacerdotes dragão dos Targeryan... Certamente estão aqui para resgatar o Raposa.

    Sôr Jorys olhou com suspeita para Gaspar, estranhando as palavras.

    - Os Targaryen eram devotos dos Sete! Quem são esses homens?

    O Cavaleiro Raposa debateu-se sobre o lombo de seu cavalo, onde estava jogado como um saco de batatas amarrado com cuidado pela detalhista Lu Mei.

    A oriental sussurrou baixo:

    - Será que conseguimos despitá-los e evitar um combate? Estamos em menor número...
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Wordspinner Sab Dez 25, 2021 8:01 pm

    O bastardo vê sua irmã se aproximando e resolve não interferir. Não ainda. Passos lentos o levam a contornar os guardas e a própria irmã. A bengala não toca o chão. Ele a segura ao lado do corpo a mão livre pousada casualmente na sua espada.

    Não tinha intenção de machucar ninguém. Mas não estava disposto a permitir que algum deles tocasse em sua irmã. Se preparava para o pior. Para o melhor também, se ela os dobrasse estava pronto para pedir que ela o esperasse, apressada demais para o irmão bastardo e manco acompanhar.

    Não queria lutar com ninguém, não ainda.
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    Mensagem por Sandinus Seg Dez 27, 2021 1:01 pm

    Asdulfor afastava-se da musicista e levava Lícia para discutir as apostas, mas ela não parecia muito interessada nisso, tinha  seu foco nos Dannets ao que parece, o velho ouve as palavras da moça e acena positivamente.

    -Se você pretende ir lá, tome cuidado e esteja atenta, qualquer coisa além dos ferimentos que atinjam Addam Dannet pode recair por você, se quer uma sugestão, diga que eu estou me oferecendo para trata-lo caso necessitem, pois eles sabem que sou um dos melhores Mesiters do norte e que mesmo após todas as acusações os Fenlinight ainda não consideram os Dannets inimigos e desejamos manter uma relação cordial.

    O velho para um pouco, respira e retoma suas palavras:

    -Eu ainda acho que eles não tem nada haver com o que aconteceu. Tenho certeza que alguém está usando eles como degraus para nos atingir e causar uma desordem no norte. Você não pensa assim? Indagava Asdulfor a Lícia e continuou. -Apenas tome cuidado e ofereça essa ajuda e não seja explosiva, não podemos ter muitos desabores no norte ainda mais com tudo que está acontecendo. Quanto a Gaspar e Lu Mei, eles são dois teimosos sumiram sem dar explicação, mas se conheço-os bem, devem estar fazendo o mesmo buscando informações... Só espero que não tenham se metido em problemas maiores que eles...

    Apesar da postura altiva, era evidente na face de Asdulfor que ele estava preocupado. Vez ou outra ele ainda olhava ao redor esperando que alguns dos dois aparecessem.

    O velho percebe um comportamento diferenciado de seus animais e logo encontra os olhos de Neil River, ele abre um sorriso e chama o garoto enquanto Lícia sai.
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    Mensagem por Izanami Seg Dez 27, 2021 5:40 pm

        Despedia- se do Asdulfor com um aceno. Refletia com calma as palavras de seu tio-avô, sabia que sua aparição no acampamento dos Dannett seria muito imprudente de sua parte, mas queria colocar um fim naquilo de uma vez por todas. Concordava que aquela família de cabeças ocas não teriam inteligência suficiente para enfrenta-los mas quem estava querendo arruinar sua família. Ele ficava com mais raiva em não saber quem era o seu verdadeiro inimigo.
         Havia muitas informações perdidas que não chegaram a ela, e não gostava da sua família agindo de forma dispersa, mais tarde veria com suas servas se haviam conseguido catar reunir alguma informação útil em meio as fofocas dos empregados. Não gostava de agir sozinha, sabia que não era muito boa em relacionar-se com as pessoas, amaldiçoava seu irmão por ser um idiota, mas recuperava a calma.
        Com a demora em chegar ao acampamento dos Dannett teve muito tempo para pensar em tudo que sabia sobre o que estava acontecendo com sua família, por fim foi barrada por um trio no qual ela encarou sem expressão de surpresa pelo que ouvia.
    -Menina Felinight? Então meu nome agora é menina Felinigth? Vou perguntar ao meu pai mais tarde se ele não está enganado em me chamar  de Lícia e se ele deu tal liberdade à vocês de agirem com tanta informalidade com a minha pessoa até me dando apelidos...
        Sorria vendo sua roupa.
    -Sim, claro. Realmente não entendo qual o problema de andar com o vestido assim, meu irmão também reclamou sobre os "tais estragos suficientes por um dia"... Mas veja bem eram apenas babados e eu não gosto de muitos babados na roupa, isso dificulta meus movimentos... Vocês estão exagerando sobre "estragos suficientes" isso é apenas um vestido...
        Abria os braços encarando com reprovação o trio pelo comentário que ela desviou a ser para seu vestido. Sorria.
    -Preciso falar com o seu senhor, tenho assuntos importantes a tratar com ele, que não podem ser tratados com seus servos, por ser algo bem serio... Já que eu tratei de explicar sobre o que aconteceu com meu vestido...Viu assuntos diferentes...Compartilhei com vocês sobre o meu vestido, mas não poderia compartilhar sobre o que tenho que conversar com o seu senhor...
        Levantava as mãos.
    -Tudo bem um de vocês pode me levar até ele e ficar de guarda no meu lado se eu fizer algo de errado em sua presença ou de algum guardião legal do seu senhor, dou a minha palavra que eu mesma atravesso meu sabre no meu peito me matando...
        Pegava seu sabre e segurava na lamina perto do cabo frente ao trio, apertando um pouco forte para  um corte superficial.
    -Juro pela minha lamina e meu sangue, se eu faltar com a minha palavra em nosso encontro com vosso senhor o atacando, vocês podem cortar a minha cabeça... Não tenho intenção nenhuma de mais conflitos desnecessários forjado por terceiros entre nossas famílias... Só preciso da ajuda do seu Senhor, temo que eu também esteja em perigo...



    OFF:
    1. Usar minha posição social (status) para entrar, sou uma porra de uma nobre e eles são só um bando de plebeu morto de fome, me respeita rapaz;
    2. Tentar passar a máximo de segurança e verdade no que falo incluindo podem me matar se eu estiver com intenções de fazer alguma maldade contra o guri infeliz mestre deles;
    3. Honda da palavra é tudo se não tem isso tu é um lixo mentiroso, pode saindo de perto de mim.
    4. Cortezinho leve tá, tipo aqueles que acontece quando tu esta cortando algo para cozinhar que só coloca um Bandeide, nada mais que isso sem exageros.

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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Ter Dez 28, 2021 11:38 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Violino, Traje de Artista e Perfume.

    • Vestimentas: Vestido longo de veludo preto e sandálias pretas de amarrar na perna.


           

               

                   

    Não demorou para que eu encontrasse um lugar para recostar. Porém, as horas pareciam se arrastar. Isso só trazia-me tédio e a falta de vida pelos acampamentos tornava todo o lugar ainda mais melancólico.



    Aquele dia não ia como esperado. Acreditava piamente que a comemoração na casa Felinight iria até a noite ou até o ultimo bêbado cair. Infelizmente, eu não imaginava que seriam os próprios Felinights a dar um fim à comemoração. Pobre Esdres. Enfim, não adiantava mais lamuriar.



    Não queria retornar até a carruagem e acabar por perder a viajem caso o cocheiro não estivesse a minha espera. Por fim, não restava-me muitas opções. Poderia ficar ali contemplando aqueles estandartes pomposos e ficar imaginando o real significado por tras de cada figura ou poderia voltar para o torneio.



    Mal-humorada e impaciente, desejava estar sem meu violino e trajando vestimentas mais confortáveis e adequadas para que pudesse misturar-me à multidão. Em um salto, segui em direção ao torneio. Não tinha o menor interesse em ver homens usando suas longas lanças para provar ou compensar algo. Felizmente havia algo de bom no torneio. A feira. Torcia para que tivesse algo de interessante por lá. Além do mais, havia recebido algo que eu não esperava receber. Um dragão de ouro.


               

           
    Alexyus
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Alexyus Qua Dez 29, 2021 2:47 pm

    ASDULFOR

    Neil Rivers veio correndo quando Asdulfor o chamou, driblando os soldados Felinight que montavam guarda.

    O garoto parecia um pouco mais maltrapilho e sujo do que antes, e igualmente esfomeado.

    - Senhor meu pai... er...senhor Felinight! Eu andei seguindo todos os homens de manto dourado que já pisaram na Baixada das Pulgas, mas não encontrei o homem que me falou de minha mãe! Tive até que fugir do sargento-chefe deles, Allar Deem, que quase me pegou enquanto estava castigando uns mendigos. O que quer que eu faça agora?



    MAEHRA

    Maehra andou pelas barracas da feira do festival, quase tonta pelo movimento intenso de pessoas.

    Não apenas os nobres que não estavam no torneio estavam por ali, mas todas as damas e muitos servos, além de uma multidão de plebeus, numa confusão maior do que já vira em qualquer mercado das Cidades livres.

    Havia barracas de comerciantes vendendo praticamente tudo que se pudesse imaginar, desde armas e armaduras até vasos e canecas comemorativas do torneio, desde pratos e bebidas exóticos até churrasquinhos de animais de menor valor. Homens e mulheres apresentavam peças de teatro, histórias com títeres, entoavam canções com instrumentos comuns ou desconhecidos (mas nenhum deles parecia nem perto de atingir a peícia musical de Maehra). Mulheres se prostituíam por preços baixos, e os que soubessem procurar poderiam encontrar vendedores de itens raros ou proibidos, embora sem grandes garantias além das palavras de seus fornecedores. Moedas trocavam de mão a todo momento, mas nem sempre devido a negócios honestos.

    A tarde começava a chegar à sua fase final, mas Maehra poderia continuar na feira, que parecia não ter nenhum horário para acabar, e algumas atrações noturnas logo começariam.


    LÍCIA & GYLEN

    Gylen observou a chegada de sua meia-irmã e preparou-se para o pior, embora não fosse aquilo que desejasse.

    Lícia escreveu:-Menina Felinight? Então meu nome agora é menina Felinigth? Vou perguntar ao meu pai mais tarde se ele não está enganado em me chamar  de Lícia e se ele deu tal liberdade à vocês de agirem com tanta informalidade com a minha pessoa até me dando apelidos...
        Sorria vendo sua roupa.
    -Sim, claro. Realmente não entendo qual o problema de andar com o vestido assim, meu irmão também reclamou sobre os "tais estragos suficientes por um dia"... Mas veja bem eram apenas babados e eu não gosto de muitos babados na roupa, isso dificulta meus movimentos... Vocês estão exagerando sobre "estragos suficientes" isso é apenas um vestido...

    As ironias de Lícia pareceram não surtir o efeito desejado nos três rapazes, fosse pelo mau humor e disposição contrária deles em relação a ela, fosse porque não dispunham de inteligência suficiente para apreciar o humor cáustico dela. Da mesma forma, eles também não pareciam temer o lorde Felinight, pois eram vassalos de outro senhor.

    Lícia escreveu:-Preciso falar com o seu senhor, tenho assuntos importantes a tratar com ele, que não podem ser tratados com seus servos, por ser algo bem serio... Já que eu tratei de explicar sobre o que aconteceu com meu vestido...Viu assuntos diferentes...Compartilhei com vocês sobre o meu vestido, mas não poderia compartilhar sobre o que tenho que conversar com o seu senhor...
        Levantava as mãos.
    -Tudo bem um de vocês pode me levar até ele e ficar de guarda no meu lado se eu fizer algo de errado em sua presença ou de algum guardião legal do seu senhor, dou a minha palavra que eu mesma atravesso meu sabre no meu peito me matando...
        Pegava seu sabre e segurava na lamina perto do cabo frente ao trio, apertando um pouco forte para  um corte superficial.
    -Juro pela minha lamina e meu sangue, se eu faltar com a minha palavra em nosso encontro com vosso senhor o atacando, vocês podem cortar a minha cabeça... Não tenho intenção nenhuma de mais conflitos desnecessários forjado por terceiros entre nossas famílias... Só preciso da ajuda do seu Senhor, temo que eu também esteja em perigo...

    O juramento sanguíneo de Lícia pareceu chocar e impressionar os três jovens homens, que não encontraram palavras para responder-lhe.

    Mas de trás deles, veio um outro homem, mais velho, mas com uma semelhança física notável com os homens mais novos.
    Spoiler:
    - Meu senhor de Dannett não pode recebê-la agora, jovem senhora! Ele está passando muito mal desde o fim do duelo de justas, e o meistre está fazendo todo o possível para ajudá-lo. Se deseja parlamentar com ele sobre assuntos oficiais, terá que esperar até que ele se recupere. Embora jovem, meu senhor Adham Dannett é honrado e reconhecerá o resultado do desafio perante o rei assim que for capaz de caminhar. Agora, vá embora daqui antes que ameace a paz do rei mais uma vez!
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Izanami Qui Dez 30, 2021 12:30 am

        Voltava a expressão seria, rasgava um pedaço de seu vestido para fazer um curativo improvisado, mais tarde viria a preocupação de esconder aquele machucado, não queria ter seu pai intervindo em suas ações.
        Quando achou que tinha conseguido sua audiência com o seu "rival, eis que surgia mais outra pessoa, aquilo a incomodava profundamente.
    "Afinal quantas barreiras terei que passar para chegar ao jovem mestre deles" foi o que pensou antes de cumprimentar educadamente a pessoa que havia aparecido, e o mais estranho era seu comentário no qual a fez lembrar das palavras do seu tio-avô, e aquilo a deixou mais intrigada com Asdulfor.
    "Quantos segredos mais estavam me escondendo? O que o fez pensar que precisariam de sua ajuda?" Novamente muitas perguntas irritantes e sem respostas tiravam seu foco do velho a sua frente, lembrando das ultimas palavras de seu tio-avô no qual também concordou, ambos sabiam que os Dannetts estavam sendo usados como peões descartáveis a fim de manchar a honra dos Felinight.
         Ficou muito pensativa no que dizer chegando a colocar a mão na boca para evitar algum comentário inapropriado, no qual ela não ligava para o rei asno e nem o servia, seu coração e alma estavam no norte e principalmente com a sua família.
    -Senhor, entendo que esteja preocupado e respeito o resultado do desafio... Não queria prolongar e explicar que aquele desafio foi algo bem inútil da parte do jovem, pois só pelas provas já mostrou que sua família não tinha envolvimento com o que havia acontecido em suas terras.
         Apenas se ajoelha frente ao velho e ao trio apoiava as mãos ao chão e inclinava a cabeça em submissão.
    -Senhor, hoje estou abandonando meu orgulho à frente de ambos por uma causa de injustiça que tanto os Dannetts quanto os Felinight estão sofrendo... Estou pedindo por favor não querendo incomoda-lo, realmente preciso falar com seu senhor é algo urgente de vida ou morte e não podemos ficar aqui desperdiçando nosso tempo... Vou pedir ao meu tio-avô Asdulfor ajudar o seu meistre, assim resolvemos logo isso, aceite minha humilde ajuda não quero nada em troca e como dei minha palavra se no momento da nossa visita algum dos meus servos ou parentes atacar seu senhor, eu darei a minha vida em troca pela quebra de minha promessa, então o senhor pode arrancar a minha cabeça... Não haverá retaliação, pois meus parentes sabem que minha honra nunca me permitiria quebrar minhas promessas, prefiro a morte do que faltar com a minha palavra... Se o seu mestre ficar furioso direi que sou a culpada e forcei vocês a isso...
       Aquilo tudo estava deixando ela bastante cansada, até onde chegou para falar com alguém, mas não poderia força-los a mais nada devido ao fato de estarem bastante agressivos com a sua família. Tinha que ser apenas sincera abandonando sua posição e mostrando humildade em seu pedido.
         Permaneceu ajoelhada a espera da resposta do velho, não tinha intenção de abandonar a ideia de sair dali sem falar com o jovem Danoninho.


    OFF:
    1. Sim, me ajoelhar ainda bem que o tio-avô não venho junto se não ele mesmo arrancaria a minha cabeça;
    2. Pedir com educação para falar com o infeliz, e além de pedir com educação sem compromisso ou ficar devendo favores por parte da família Dannett a minha ajuda com o meistre Asdulfor.
    3. Estou sendo super civilizada, mas se bancar o velho arrogante vai dar merda. Tudo tem limite.
    4. Merda se meu tio-avô descobrir sobre isso e meu pai vou passar o resta da aventura presa na barraca hauhauahuah
    5. Isso é o máximo de humilhação que consigo, se forçar mais que isso vamos rolar iniciativa nem precisa me perguntar se vou ou não lutar.
    Razz Razz Razz Razz Razz
    Musica para derreter o teu coração gelado. Tem que ter mais amor pela vida:
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    Mensagem por Wordspinner Qui Dez 30, 2021 12:46 am

    "Licia! Licia, minha cara, andas rápido demais!"

    O bastardo se atrapalha com a bengala apressando para alcançar eles. Um sorriso largo e embaraçado no rosto.  

    "Não imagino que seja honrado recusar tão nobre oferta e ainda mais uma jura tão generosa e elegante. " O bastardo diz olhando a irmã no chão sem nenhuma raiva.

    Ele para um instante para recuperar o folego se apoiando na bengala, curvado sobre ela. Os olhos vão de um lado ao outro procurando algo errado.

    "Provamos nossa inocência frente aos deuses." Ele fala devagar. "Tentamos falar antes. Não ouviram. Minha irmã derrama seu sangue nobre para tentar ajudá-los e dobra seu orgulho também. Veja bem, algo fede nisso tudo. Nós deixe ajudar. Alguém além do jovem deve poder falar em confiança pela casa e se ninguém puder, ele pode conversar deitado."

    O bastardo passa um lenço no rosto para limpar o suor. Se aproxima da irmã se colocando ao seu ombro esquerdo. Um pouco atrás, claro, como devem os bastardos.

    "Por favor." Ele queria muito que aquilo acabasse. "Podemos terminar tudo isso juntos, não somos inimigos." Nesse ponto ele dizia a verdade. Queria muito ver o Lorde humilhado e derrotado. Mas já tinha visto e estava satisfeito.

    Ver a irmã nessa posição trazia uma outra satisfação, mas não sem uma dose de empatia. Ela tinha sentimentos afinal.
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    Mensagem por Alexyus Qui Dez 30, 2021 8:05 am

    LÍCIA & GYLEN


    As demonstrações de humildade (humilhações?) de Lícia desconcertaram o velho soldado e seus filhos, e mesmo o veterano teve dificuldades para encontrar suas palavras:

    - Por favor... senhora... não faça isso... não temos autorização para... somos apenas servos dos Dannetts...

    Mas então Gylen assomou atrás da jovem Felinight:

    "Provamos nossa inocência frente aos deuses." Ele fala devagar. "Tentamos falar antes. Não ouviram. Minha irmã derrama seu sangue nobre para tentar ajudá-los e dobra seu orgulho também. Veja bem, algo fede nisso tudo. Nós deixe ajudar. Alguém além do jovem deve poder falar em confiança pela casa e se ninguém puder, ele pode conversar deitado."

    "Por favor. Podemos terminar tudo isso juntos, não somos inimigos." 

    Quase ao mesmo tempo em que Gylen pronunciava a palavra inimigos, um grito de dor lancinante estrondeou de dentro da tenda, gelando o sangue nas veias dos que o escutaram. Parecia a mais profunda e terrível agonia.

    Momento depois, o meistre Ferris saiu do pavilhão e veio ao encontro deles:
    Spoiler:
    - Edan Ward tentou demover o senhor Adham de suas intenções agressivas, assim como eu, mas ele estava irredutível. Como servos leais, só podemos aconselhar e obedecer. Mas agora Adham Dannett está febril, com crises de vômito e diarreia crônicas, expelindo também sangue. Há pouco menos de duas horas, começou a delirar e não me responde mais, balbuciando coisas ininteligíveis. Podem vê-lo se desejarem, mas creio que de nada adiantará.

    O meistre parecia extremamente cansado, como se estivesse fazendo esforço vigoroso há horas. 

    - Escapa ao meu conhecimento qual moléstia pode ter causado tal estado, e já consultei outros meistres que também não sabem. Estou ciente da reputação do meistre Asdulfor da casa Felinight e de seu vasto conhecimento. Se ele puder oferecer qualquer ajuda, eu estou pronto a aceitar, pois receio que se as coisas continuarem assim, Adham Dannett poderá ir ao encontro do Estranho em breve.  
    Sandinus
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Qui Dez 30, 2021 11:55 am

    Com a Chegada de Neil River o velho observa o garoto que estava bastante mal trapilho, pior do que antes, o velho iria cuidar disso em breve, mas o garoto ainda deveria se apresentar assim para continuar a ser discreto e não revelar sua ligação com os Fenlinight. Ele ouve as informações do garoto e senta-se com ele em alguma cadeira proxima.

    -Então, você não o encontrou? Mas você falou que andou castigando mendigos!? O que seria isso? Você bate neles?

    Indagava o velho ao garoto. Caso a resposta fosse positiva Asdulfor iria repreendê-lo.

    -Escute, você não pode maltratar as pessoas sem motivos, esse não é um tipo de diversão bom. Pare com isso e se eu souber que você continua fazendo isso eu não vou mais dar comida para você, estamos entendidos?

    Caso a resposta seja positiva o velho vai até Thomas Aurilly o cozinheiro:

    -Thomas, sirva um prato para esse garoto, ele já comeu aqui anteriormente.

    O velho observa o garoto e espera que ele termine e logo volta a orientar o pequeno.

    -Quero que você fique por aqui nos arredores desses acampamentos como se estivesse passeando, mas tente escutar conversas! Seja discreto e o que ouvir do nome Fenlinight, Dannet ou norte escute bem e ao fim do dia venha me dizer, ah e também quero informações de pessoas estranhas, diferentes do que você está acostumado a ver por aqui. Agora vá! Dizia o velho fazendo um cafuné na cabeça do garoto.

    Assim que o pequeno sai Asdulfor passa um tempo acariciando Rakashar, dá uma olhada no pequeno tigre das sombras que presenteará o rei ao final do torneio, os alimenta e dirige-se até Horace, o Ferreiro, seguido de Rakashar e Balerion. O velho ferreiro era motivo de desconfiança de Asdulfor.

    O meister tinha em mente uma armadura para Rakashar e Balerion, uma que não impedisse os movimentos dele mas que garantisse certa proteção. Ele chama então Horace Steel e Tomas Brazier.

    -Senhores, tendo em vista os ataques que sofremos antes de chegarmos aqui, seria interessante garantir melhor proteção dos que podem defender essa casa. Quero uma armadura para o Rakashar e para o Balerion, mas essa armadura não pode atrapalhar muito os movimentos deles e ao mesmo tempo precisa protege-los, sei que vocês, como ferreiros experientes saberão lhe dar com isso, não tenham pressa, elas devem ficar prontas pelo menos antes de voltarmos para o norte.

    Quero algo que garanta mobilidade e proteção em equilíbrio, acho que os restos dos espólios dos bandidos que morreram tentando os atacar são suficientes, caso precisem de algo mais, podem me procurar.


    Asdulfor dá um comando e Rakashar e Balerios se deitam no chão.

    -Podem tirar as medidas necessárias eles não farão nada.

    Asdulfor espera que as medidas fossem tiradas e logo interpela Horace e faz um sinal dispensando Tomas:

    -Como está o ferimento em sua perna quando sofremos o primeiro ataque? Aliás, já que o senhor estava lá naquela taverna quando o recrutamos, naquele dia ou nos dias que esteve lá, me diga: Quantos dias esteve lá antes de chegarmos? Percebeu algo estranho? Alguma movimentação, alguma conversa suspeita?

    Encerrava o velho encarando Horace pronto para decifrar suas palavras em busca de sinceridade ou mentiras.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Alexyus Qui Dez 30, 2021 6:37 pm

    Asdulfor escreveu:-Então, você não o encontrou? Mas você falou que andou castigando mendigos!? O que seria isso? Você bate neles?

    Neil Rivers balançou a cabeça negativamente:

    - Não, senhor! Quem bate neles são os mantos dourados! Eles sempre batem nos mendigos, acho que por diversão, mas agora durante o torneio eles querem manter os vagabundos longe do caminho dos nobres e andam muito mais violentos! Eu apenas fujo deles antes de apanhar também!

    -Quero que você fique por aqui nos arredores desses acampamentos como se estivesse passeando, mas tente escutar conversas! Seja discreto e o que ouvir do nome Fenlinight, Dannet ou norte escute bem e ao fim do dia venha me dizer, ah e também quero informações de pessoas estranhas, diferentes do que você está acostumado a ver por aqui. Agora vá! 

    O garoto assentiu, repetindo:

    - Felinight, Dannet ou norte! E qualquer pessoa estranha! Entendi, senhor!

    O garoto saiu correndo, olhando para todos os lados enquanto se afastava.

    Pouco depois, os dois ferreiros associados à Casa Felinight chegaram atendendo ao chamado de Asdulfor.

    Asdulfor escreveu:-Senhores, tendo em vista os ataques que sofremos antes de chegarmos aqui, seria interessante garantir melhor proteção dos que podem defender essa casa. Quero uma armadura para o Rakashar e para o Balerion, mas essa armadura não pode atrapalhar muito os movimentos deles e ao mesmo tempo precisa protege-los, sei que vocês, como ferreiros experientes saberão lhe dar com isso, não tenham pressa, elas devem ficar prontas pelo menos antes de voltarmos para o norte.

    Quero algo que garanta mobilidade e proteção em equilíbrio, acho que os restos dos espólios dos bandidos que morreram tentando os atacar são suficientes, caso precisem de algo mais, podem me procurar.

    Os dois homens olharam para o cachorro e o gato e depois se entreolharam. Foi Horace quem falou primeiro:

    - Senhor meistre, mesmo as peças de armadura mais leves serão muito pesadas para eles! Esses animais não são como os cavalos, eles são muito mais ágeis e menos fortes, e qualquer armadura de metal iria tirar a velocidade deles e aumentar seu cansaço. Talvez uma armadura de couro não seja tão resistente, mas seria o máximo que eles poderiam usar sem ser completamente comprometidos...

    Brazier disse com incerteza:

    -  Poderíamos tentar fazer, senhor meistre, mas os animais farão sons de metal cada vez que se mexerem, mais do que um cavaleiro faria...

    Asdulfor escreveu:-Podem tirar as medidas necessárias eles não farão nada.

    Horace parecia duvidoso, assim como Thomas, mas ambos se dispuseram a tentar. O homem mais velho abaixou-se para medir Baleryon, enquanto um trêmulo Brazier fazia o mesmo com Rakashar. Sob o comando do meistre, os animais mantiveram-se imóveis, mas cada som deles assustava os ferreiros. Mas por fim eles conseguiram terminar.

    Com a tarefa dada, os dois se preparavam para se retirar, mas Asdulfor deteve o ferreiro que estava havia mais tempo na companhia dos Felinight, Horace Steel.

    Asdulfor escreveu:-Como está o ferimento em sua perna quando sofremos o primeiro ataque? Aliás, já que o senhor estava lá naquela taverna quando o recrutamos, naquele dia ou nos dias que esteve lá, me diga: Quantos dias esteve lá antes de chegarmos? Percebeu algo estranho? Alguma movimentação, alguma conversa suspeita?

    O velho deu um soquinho na perna, sorrindo sem humor:

    - Já sofri coisas piores, meistre! Minha perna está totalmente recuperada! Ah, sobre aquela taverna no Norte, o senhor diz? Eu tinha chegado na manhã daquele dia. Tinha ido entregar uma grande encomenda em Karhold, para o lorde Karstark, e vinha voltando para o sul, para oferecer meu trabalho aqui no torneio. Naquele dia, eu estava esperando a chuva passar, já que não queria enferrujar com toda aquela água! Certamente o senhor fala daquela emboscada que sofremos... Confesso que o sujeito perto da lareira, que estava se fingindo de gripado, me enganou, achei mesmo que ele estivesse doente... e ele era tão arredio que não queria conversa com ninguém, de modo que o deixei para lá. Nunca imaginei que ele pudesse estar ouvindo tudo e planejando uma arapuca contra viajantes... Fora ele, havia uns homens da região bebendo pouco antes de vocês chegarem, plebeus comuns sem nada de especial. Ouvi a velhota, a estalajadeira, dizendo algo sobre Lorde Hornwood ter partido na manhã anterior, mas nada mais que parecesse interessante... Pena, pensei, pois poderia ter lhe oferecido meus serviços e ter viajado juntamente com ele... Mas felizmente a sua comitiva chegou e consegui trabalhos mais interessantes...

    A memória de Horace era prodigiosa, pois já fazia mais de um mês desde aquele dia, e ele contava os detalhes como se os tivesse presenciado há poucos minutos. Porém, Asdulfor já percebera que ele tinha a tendência de desviar o assunto para seu ofício, e se ele começasse a falar de metalurgia, seria muito difícil fazê-lo parar...
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Qui Dez 30, 2021 7:33 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Violino, Traje de Artista e Perfume.

    • Vestimentas: Vestido longo de veludo preto e sandálias pretas de amarrar na perna.


           

               

                   

    A feira do festival parecia um outro mundo. Prontamente abracei meu violino para evitar qualquer tipo de acidente em meio a toda aquela muvuca.



    Caminhando por entre as barracas, pude ver os mais variados produtos à venda. Inclusive, uns mais libidinosos. Perdi um bom tempo admirando as tapeçarias. Não tão belas quanto as de Qohor. Mas o que realmente avivou minha mente foram as rendas. De imediato recordei-me de Myr. Não exatamente pelas belas rendas, mas pelo seu doce vinho verde chamado de néctar verde. Cheguei a salivar só ao recordar. Contudo, não esperava encontrar tal vinho por ali.



    Também entretive-me com uma ou outra apresentação teatral, todavia foram as pessoas ali presentes que tornaram meu dia mais prazeroso. De nobres a plebeus, não importavam desde que tivessem dispostos a conversar. Alguns mais relutantes outro mais receptivos, ainda assim, acabavam por trocar uma ou duas palavras. Principalmente os homens.



    Uma boa forma de fazer contatos e talvez uma forma sutil de talvez reunir informações.



    Off:
               

           
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Qui Dez 30, 2021 7:55 pm

    Após o garoto sair os ferreiros chegam e ouvem a petição de Asdulfor, eles pareciam confusos talvez nunca tivessem feito algo tão específico e exclusivo, seria um desafio para eles, já Asdulfor, tentava orienta-los para fafzer do jeito que ele queria. Ele ouve o contraponto de ambos e logo intervém.

    -Não se preocupe com detalhes sobre e estrutura dos animais, eu dediquei boa parte de meus estudos nisso, sei os motivos deles não puderem usar armadura de aço, por este motivo, conforme você informou Horace o interesse que tenho em ambos é realmente uma armadura de couro que forneça um pouco mais de proteção do que o próprio corpo deles.

    O velho para olhando para seus animais enquanto os ferreiros  tiram suas medidas mas foca-se no tremor das mãos de Brazier tirando as medidas do Rakashar.

    Aquilo o incomoda um pouco, ele espera Brazier se afastar e volta sua atenção para Horace indagando-o sobre a taverna antes do primeiro ataque sofrido pelos membros da família e logo percebe nas respostas do homem sinceridade.

    As respostas aliviam um pouco as preocupações do velho, mas ainda não poderia descarta-las por completo, iria observar mais.

    -Entendo... mas você falou coisas bastante convictas e detalhadas após mais de um mês, sua memória é louvável, aliás pelo que disse, você tem certeza que foi aquele homem da lareira que armou a emboscada ao grupo? O que o levou a pensar desta forma?

    Aquela certeza nas declarações de Horace instigaram a curiosidade de Asdulfor.

    -Antes de responder, tome as medidas do Rakashar outra vez, as mãos trêmulas de Brazier não me passam muita confiança... Não quero o Rakashar mais incomodado do que deveria por usar uma armadura. Lá, na forja, compare com as medidas dele e caso as medidas deem diferentes, mesmo que por pouco use a sua métrica. Agora pode falar.

    Encerrava o meistre aguardando a resposta.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Izanami Qui Dez 30, 2021 9:56 pm

       Ficou aliviada ao ouvir aquela voz conhecida, queria naquele momento abraçar seu irmão, que havia tirado um peso absurdo de seus ombros, mas não podia demostrar a fraqueza de uma dama perante a um desafio. Por enquanto estava satisfeita em saber que um dos seus irmãos tinha juízo em investigar quem de fato estava nas sombras manipulando os Dannets e aquela situação estava a esgotando.
       Permaneceu onde estava, apelando para o bom senso do velho a sua frente, por fim seu irmão havia escolhido bem suas palavras. O lamento vindo da tenda principal fez com que ela ficasse de pé postando-se ao lado do seu irmão encarando o meistre da família Dannett. Limpou suas roupas tomou sua postura ereta ao lado do seu irmão e permaneceu calada, apenas ouvindo o relato de mais outro velho.
      -Senhor, fico grata em ser util... Farei o possível para ajudar o Senhor Adham Dannett. Não quero prolongar ainda mais nossa conversa, sabendo que seu senhor está muito doente...
    Ela tocava no ombro do seu irmão com a mão que não estava cortada. Apontava para os servos do Adham.
    -Vou pedir mais um favor me tragam seu cavalo mais rápido para que meu irmão traga nosso tio para ajudar seu jovem mestre... Vou permanecer aqui e ajudar no que for preciso...
      Reverenciava o Meistre.
    - A partir de agora ofereço a pouca proteção que tenho a sua casa, sendo assim me responsabilizo pela proteção de vocês e seu jovem mestre, o senhor não precisa ficar preocupado. Vocês e seu mestre não vão ficar devendo favor nenhum a minha família dou a minha palavra...Devemos ficar unidos para descobrir quem está tentando nós prejudicar...
      Não dava muito tempo para questionarem, só chegou perto do seu irmão.
    -Obrigada por tudo... Irmão você poderia trazer nosso tio e principalmente não conte a ele o que aconteceu aqui, ele provavelmente vai me prender no acampamento se souber...Explique a situação para ele, traga também o soldado Olac Olms para reforçar a segurança deste acampamento, assim como Isabella e Alice minhas damas de companhia, que minha mãe me perdoe mas preciso delas aqui me ajudando com o jovem Adham... Acho melhor vir na carruagem se possível... Tome cuidado se alguém foi audacioso e capaz de fazer uma maldade destas contra o Adham podem muito bem nos ferir...
       Encarava novamente o bando a sua frente.
    -Não podemos perder mais tempo, vocês poderiam ficar de guarda reforçada no acampamento esperem meu irmão chegar com os demais. Queria ver o seu senhor agora, vou ajudar no que for possível, nossa prioridade é tratar sua enfermidade o mais rápido possível, mais tarde podemos descobrir quem está tentando nos arruinar...
       Voltava sua atenção ao trio que estava de porteiro antes.
    -Fiquem atentos a todos os tipo de pessoas que passarem por aqui, tomem cuidado e se precisarem de algo é só me avisar que poderei providenciar mais tarde assim que tudo estiver mais calmo...




    OFF:
    1. Ver se meu Irmão pode ir lá chamar o nosso tiozinho dos gatos;
    2. Tentar educadamente organizar de forma mais eficiente e pratica a vigilância do trio porteiro, mais tarde dar alguma assistência no que eles precisarem;
    3. Ir para a tenda principal ver o infeliz se o cachorrinho dele permitir;
    4. Quero aquele soldado que gastei ponto aqui no acampamento para minha segurança né...
    5. Preciso das minhas damas de companhia para me ajudarem com o moribundo.
    6. Vou oferecer minha proteção status e família, para defender os Dannetts, mas que fique claro que é algo na mais pura camaradagem sem segundas intenções. ( o principal e ajudar o moribundo e ter algum dos meus ali para me defender de um possível ataque traiçoeiro dos Dannetts.
    7. Se eu quero ser uma governante foda, tenho que botar a mão na massa e ajudar meus futuros súditos Razz
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    Mensagem por Wordspinner Sex Dez 31, 2021 8:13 pm

    Gylen ouve a irmã. Depois de tudo que os Dannet disseram eles pareciam estar muito mal. O plano de Lícia claramente se baseava em fundações de areia, na capacidade dele de cavalgar e a dela de se manter segura o bastante.

    "Minha cara irmã, todos sabem que um manco não pode cavalgar bem, especialmente no cavalo de um estranho." Ele tenta não parecer assustado e nem aborrecido.

    "Para o que queremos precisamos apenas de um mensageiro. Um homem rápido e acostumado com Fazer mensagens importantes chegarem onde devem." Ele dá uma batidinha com a a bengala no chão para marcar o que diz.

    Não iria dizer que a ninguém ali que não confiava neles para proteger sua irmã. Especialmente para a orgulhosa nobre em questão.

    "Papel e tinta vão funcionar tão bem quanto eu e muito mais rápido, um broche seu e uma das minhas adagas, tão oficial quanto se fosse você mesmo falando. Damas se arrumam devagar, a carruagem também. Mas o velho tem que vir em uma." Ele parecia procurar uma solução, mas só queria mesmo confirmar o que a irmã tinha dito.

    "Podem mandar um mensageiro? Tenho certeza que vocês tem algum por aqui." Tinha mesmo. Ele tinha os visto. "Pode ser desse jeito? Um mensageiro e logo eles estão aqui. Me polparia o tremendo esforço da cavalgada." O tremendo horror da cavalgada, isso sim. Ele coloca a mão livre na coxa ferida sem largar a bengala. "Enquanto isso podemos sentar, não é? Ela vai precisar de papel e pena." Ele esperava que ela soubesse escrever. Esperava de verdade.



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    Mensagem por Izanami Sex Dez 31, 2021 11:08 pm

        Apenas parou o que estava fazendo para escutar seu irmão, realmente não gostava de ouvir a palavra manco, parecia que seu irmão fazia questão de mencionar isso e por enquanto ela não entendia seus motivos, poderia ser algum tipo de ressentimento com algo.
    -Desculpa eu não havia percebido isso... Fiquei muito distraída com a nossa situação atual e sem querer acabei colocando você em perigo ao pedir para montar um cavalo estranho...        
         Sorria como sempre
    -Vou tomar mais cuidado e ser mais perceptiva em relação aos outros...
         Gostava da sugestão de seu irmão  dava graças as divindades do norte ao ter alguém ali para protege-la, pois ainda não tinha plena confiança nos Dannets, mas um lado tinha que ceder e no momento ela estava disposta a arriscar sua vida para descobrir o que estava acontecendo realmente. Quanto a carruagem e o pessoal que viria ela o respondia.
    -Entendo... O encarava desanimada e suspirava mais desanimada ainda - Eu queria tanto minhas damas de companhia para colocar as fofocas em dia... Mas tudo bem o soldado tem que vir para proteger nosso Tio-avô  e nem preciso falar sobre a carruagem, não imagino ele chegando aqui montado no companheiro animal dele... Parava de falar e ficava alguns segundos desperdiçando na imagem do velho montado no gato gigante sorria novamente e mostrava a língua para o seu irmão - Tudo bem eu imagino e seria muito engraçado, mas não mencione isso a ele eu tenho medo dele e dos possíveis castigos intermináveis lendo livros e estudando qualquer coisa que ele estivesse disposto a me ensinar, realmente ele me assusta... Voltava a ficar seria limpando as lagrimas do rosto de tanto rir  - A carruagem não podemos dispensar...
         Acenava para o Meistre.
    -O senhor poderia conseguir papel e pena para que eu escreva a mensagem para meu tio e seu mensageiro mandar o mais rápido possível nosso pedido... Assim pedindo com educação ela logo voltou sua atenção ao seu irmão o ajudando.
    -Ah! Podemos entrar, meu irmão precisa sentar um pouco acho que ele está sentindo um pouco de incomodo com a dor vinda do seu machucado na perna...
         Encarava seu irmão com preocupação.
    -Perdoe por ter feito você ficar forçando seu machucado, eu não fazia ideia que ficar alguns minutos de pé poderia ser um incomodo...




    OFF:

    1. Escrever resumidamente o que está acontecendo com o herdeiro dos Dannets e os sintomas que o rapaz tem, solicitando a presença do velho educadamente com palavras bem pomposas que ele adora. Vai que ele se ofenda com algo e queira me fazer comer o papel ou dar banho dos animais dele.
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    Mensagem por Alexyus Sab Jan 01, 2022 8:43 pm

    ASDULFOR

    -Não se preocupe com detalhes sobre e estrutura dos animais, eu dediquei boa parte de meus estudos nisso, sei os motivos deles não puderem usar armadura de aço, por este motivo, conforme você informou Horace o interesse que tenho em ambos é realmente uma armadura de couro que forneça um pouco mais de proteção do que o próprio corpo deles.

    Horace contrapôs:

    - Eu e o Thomas aqui somos ferreiros, senhor meistre, e somos bons em moldar metal. Mas para armaduras de couro, o senhor precisará de curtidores. Se fossem homens, eu tenho folhas de couro que serviriam, mas moldá-las para o corpo dos animais é mais difícil, trabalho para um especialista em couro...

    -Entendo... mas você falou coisas bastante convictas e detalhadas após mais de um mês, sua memória é louvável, aliás pelo que disse, você tem certeza que foi aquele homem da lareira que armou a emboscada ao grupo? O que o levou a pensar desta forma?

    O velho respondeu:

    - O homem desapareceu no meio da noite, e fomos atacados no dia seguinte pouco depois de deixar a estalagem! Todos os seus soldados acham que aquele homem era um espião, um batedor para a quadrilha, eu os ouvi dizendo isso, e me parece uma conclusão lógica, o senhor não acha?


    ASDULFOR, GYLEN & LÍCIA

    O comando de Lícia foi facilmente aceito pelos servos Dannett, e o meistre Ferris trouxe papel e tinta para a Felinight escrever. Quando ela terminou, o filho mais velho de Edan Ward, Farghul, montou um cavalo e partiu com a mensagem para Asdulfor.

    O acampamento Dannett não estava muito longe do Felinight, e o caminho poderia ter sido percorrido a pé em menos de meia hora, mas as instruções detalhadas de Lícia para o tio-avô meistre foram mais precisas que a boca de um mensageiro.

    Meistre Ferris permitiu que Gylen e Lícia vissem o enfermiço Adham Dannett. O jovem estava abatido, a pele alternando entre uma branquidez pálida e uma vermelhidão febril, e ele se remexia de forma agonizante no leito. O meistre tinha um sortido conjunto de frascos, alguns já pela metade. Ele pediu que Lícia e Gylen ajudassem os Ward a trazer mais água para Adham beber e ser resfriado; o homem das correntes estava ocupado demais para discutir qualquer outro assunto no momento.

    Asdulfor recebeu a mensagem e pôs-se a caminho, com Olac manobrando sua carruagem, trazendo também as damas de companhia, que não se mostraram muito contentes em deixar a companhia de Lady Maria.

    Já havia anoitecido quando Asdulfor chegou ao acampamento Dannett, e o meistre Ferris o recebeu com ansiedade:

    - Meistre Asdulfor, eu não sei mais o que fazer! Tentei ministrar leite de papoula e vinho dos sonhos para amenizar as dores e fazê-lo descansar, mas ele vomitou assim como faz com tudo que tenta ingerir. Estou lhe dando bastante água para tentar reduzir a temperatura e ajudar seu corpo a eliminar o que quer que esteja lhe fazendo mal, e já apliquei sanguessugas duas vezes, mas ele está tão fraco que eu não arriscaria uma terceira tentativa. Ele não se feriu durante as justas, não houve quaisquer ferimentos externos, mas reclamou de dores crescentes no ventre, que eu acredito estar no estômago ou nos intestinos. A febre escalou rapidamente, e ele está vomitando, urinando e defecando sangue e outros humores. Se houver algo em que possa ajudar, meistre Asdulfor, eu lhe rogo que faça tudo que estiver ao seu alcance.


    OFF: Eu agilizei algumas ações para manter o ritmo da história, mas se desejarem mudar qualquer ação ou acrescentar detalhes, fiquem à vontade.


    @Sandinus, Asdulfor deve fazer um teste de Cura 5 (Diagnóstico 2) com dificuldade 18 para descobrir o que aflige Adham, e outro teste de Cura 5 (Tratar Doenças 2) também com dificuldade 18 para saber qual o tratamento correto.


    MAEHRA


    Maehra podia estar mais acostumada com audiências mais refinadas, mas entre aquele povo plebeu westerosi, seu povo, ela se sentia à vontade, misturando-se com facilidade com a multidão e estabelecendo conversas naturalmente. Uma vez que os interlocutores se certificavam que ela não era de alguma casa nobre intolerante, eles revelavam várias coisas interessantes.

    Algumas das coisas que Maehra descobriu foram:

    “Ouvi dizer que o Cavaleiro Raposa foi visto a norte daqui na estrada real. Ele nunca foi tanto ao norte assim antes, mas não ouvi nada sobre ele ter roubado ninguém na estrada.”


    “Esse tal de Rubin Piper viajando com a Casa Dannett é um mercador rico. Era noivo de Iris Dannett, até ela desaparecer. Se eu fosse noiva daquele velho gordo, também ia querer sumir!”


    “Marita Lugus está prometida a Langley Woods. O anúncio oficial virá durante o torneio, não é à toa que Langley esteja tão nervoso. Desde as mortes misteriosas de seus dois últimos maridos, Marita recebeu a alcunha de 'Viúva Negra'. Mas um Woods a mais ou a menos no mundo não faz diferença...”


    “Sor Naton Lugus participará do torneio. Ele ainda é solteiro, não? Diferente de sua irmã, ele ainda precisa se casar. Sor Naton é um cavaleiro capaz, mas não é nem de perto um favorito nas justas.”


    “Vocês ouviram o que aconteceu com uns fazendeiros nas terras dos Dannett? Um ataque covarde da casa Felinight, massacrando plebeus indefesos. Podem ter vencido a justa, mas isso não foi um combate de verdade, não devia valer como julgamento divino..."


    “Os bandidos estão ficando cada vez mais atrevidos na estrada real. Alguns corpos foram encontrados a um dia ou dois de distância. Até homens armados foram emboscados e deixados para os corvos.”


    “O torneio foi convocado porque a rainha está grávida. Minha prima trabalha no palácio e ouviu dizer que a rainha tem enjoos matinais, quando normalmente é o rei que está enjoado de manhã!”


    “Uma comitiva da Patrulha da Noite passou por aqui a caminho do torneio... Não para participar, veja você, e sim para conseguir 'voluntários' para a Muralha. Aquele bando agourento fica procurando erros nas ações de homens honestos como corvos procuram carne para arrancar dos ossos dos mortos.”


    “O jovem Adham Dannett pode ter fogo e determinação, mas isso não é o suficiente para desviar uma lança vindo com toda força contra ele. Acho que o garoto vai levar uma surra nesse torneio, e é melhor ele tomar cuidado, já que é o único herdeiro de sua casa desde que sua irmã sumiu.”


    “Não, Lorde Stannis não vai deixar as Terras Tempestuosas por causa de um torneio. Ainda há mágoa entre ele e o rei, e você sabe o que dizem sobre brigas de família."

    O que Maehra faria com aquelas informações, ela ainda precisava decidir.

    Mas a noite já caíra e agora começavam diversas atrações noturnas na feira do festival...
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    Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 20 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Dom Jan 02, 2022 9:52 pm

    - Eu e o Thomas aqui somos ferreiros, senhor meistre, e somos bons em moldar metal. Mas para armaduras de couro, o senhor precisará de curtidores. Se fossem homens, eu tenho folhas de couro que serviriam, mas moldá-las para o corpo dos animais é mais difícil, trabalho para um especialista em couro...

    O velho coça sua barba pensativo:

    -Entendo...você conhece algum curtidor de couro muito competente por estas bandas? Se não conhece, o Horace talvez conheça, se souberem de algo me informem. Quanto ao homem, realmente eu deveria ter ordenado que Rakahsar o devorasse ali mesmo, também estive desconfiado, assim que bati o olho nele já percebi algo estranho.

    Terminava o velho irritado, não com Horace, mas por não ter sido preventivo e não ter ordenado que Rakashar matasse aquele homem. Asdulfor então se afasta dos ferreiros em e já se dirigia para sua carruagem, quando repentinamente é interpelado por um dos guardas solicitando a entrada de um garoto, ao olhar ele logo identificou que era um dos três que estavam lá quando ele e Gylen foram visitar os Dannets. Desconfiado o velho permite que ele adentre e logo recebe uma carta.

    Numa análise rápida ele verifica que era uma carta verídica de Lícia falando que Adam Dannet estava a beira da morte, e descrevendo os intomas que logo o deixava o velho desconfiado de envenenamento. Rapidamente asdulfor pega seus apetrechos e um dos livros e numa pesquisa rápida acha os sintomas semelhantes ao veneno "Lágrimas de Lys" Um veneno terrível e perigoso de mais, um dos mais letais conhecidos.

    Com seus apetrechos ele segue até a tenda Dannet. Ao chegar é logo recebido por Meister Ferris que implorava ara o velho salvar o Dannet.

    - Meistre Asdulfor, eu não sei mais o que fazer! Tentei ministrar leite de papoula e vinho dos sonhos para amenizar as dores e fazê-lo descansar, mas ele vomitou assim como faz com tudo que tenta ingerir. Estou lhe dando bastante água para tentar reduzir a temperatura e ajudar seu corpo a eliminar o que quer que esteja lhe fazendo mal, e já apliquei sanguessugas duas vezes, mas ele está tão fraco que eu não arriscaria uma terceira tentativa. Ele não se feriu durante as justas, não houve quaisquer ferimentos externos, mas reclamou de dores crescentes no ventre, que eu acredito estar no estômago ou nos intestinos. A febre escalou rapidamente, e ele está vomitando, urinando e defecando sangue e outros humores. Se houver algo em que possa ajudar, Meistre Asdulfor, eu lhe rogo que faça tudo que estiver ao seu alcance.

    Adulfor sequer cumprimenta apenas acena positivamente e se apressa até Adam Dannet e faz um rápido exame olhando seus olhos, sua boca e garganta, medindo a temperatura e escutando as movimentações no abdômen do jovem com uma espécie de funil de madeira. Asdulfor balança a cabeça em sinal negativo e com uma preocupação evidente. Ele abre seu livro e mostra ao Meister Ferris abrindo numa página e tocando-a com o dedo, deslizando e mostrando os sintomas.

    -Observe Meister Ferris, infelizmente ele ingeriu uma dose muito grande do veneno Lágrimas de Lys, suas ações não estão erradas, mas a quantidade era insuficiente para a quantidade ingerida por ele. Sua situação é critica e dificilmente sobreviverá, mas se ocorrer esse milagre ele ficará muito debilitado, pois seus órgãos internos estão sendo destruídos pelo veneno.- O meister para visivelmente irritado - Esse tipo de coisa jamais deveria ocorrer! Vocês servem as bebidas e comidas de seu senhores! Um erro assim é inadmissível! Lembrem a ultima refeição dele antes dos sintomas aparecerem enquanto tento resolver isso. Quem sabe conseguimos pegar o culpado!

    Eu vinha falando desde o começo que estão armando contra nós, os Dannets e os Fenlinights, mas vocês são teimosos e não nos escutaram. Estamos tentando salvar vocês desde o começo e indiretamente nós!

    Enquanto falava Asdulfor começava a fazer o tratamento aumentando consideravelmente as quantidades usadas por Meister Ferris das misturas e líquidos que estavam sendo utilizados e faz uma mistura nunca antes vista ou ouvida por Mesiter Ferris sequer comentada em seus estudos.

    Asdulfor misturas varias ervas com alguns pós, ferve rapidamente e adiciona um liquido estranho que escurece e faz a mistura borbulhar e clarear. Ela tem um cheiro férreo. O velho então lentamente faz Adam Dannet beber todo o liquido.

    -Essa mistura não fará ele vomitar e é meu último recurso, resta agora torcer e esperar.

    O velho respira fundo, estava bastante suado e cansado. Ele retira um lenço de um de seus bolsos e enxuga sua testa e senta-se numa cadeira mais próxima, ele pediria água, mas não arriscaria ali.

    Mecânica:

    Essa mistura milagrosa foi a interpretação para o uso do ponto de destino.
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    Mensagem por Claude Speedy Seg Jan 03, 2022 11:39 am


    A primeira coisa que Gaspar precisava saber era o quanto o Cavaleiro conhecia da história de Westeros, mas a verdade é que ele sabe pouco sobre o quanto esses guerreiros estudam sobre sua própria história, porém apresentando-se como vindo de uma família do norte o bárbaro tinha em mente o que poderia dizer para explicar que se enganou.

    —São clérigos do deus do fogo de Essos. Meu pai me disse que certa vez que a fé deles enviou sacerdotes vermelhos como Thoros para Porto Real, afim de que ele pudesse converter o Rei Aerys II, achei que ele se converteu, já que era obcecado pelas chamas... Penso que eles precisam de uma conversa diplomática para sabermos de quem eles estão falando... Mas certamente se eles souberem que estou aqui, vão descobrir que a missão de minha família e a notícia se espalhar. Se tivessemos uma forma de falar com eles sem saberem de minha presença.

    Aquelas palavras serviam para enganar Arshay e o por de forma voluntariosa como cavaleiro diplomata. Naquele momento se reformulava na mente do selvagem o plano, não ajudaria em sutilezas um cavaleiro consciente delas, mas um cavalheiro cheio de votos sagrados e de ingenuidade tão pueril que fazia com que escapassem do pior.

    E assim que que o Cavaleiro fosse se afastar para falar com o clérigo, Gaspar se voltaria para Lu mei e comentaria.

    —Quando o sacerdote começar a falar atire com uma das flechas do Raposa. Mantenha-se atirando nele, mesmo um instante depois dos demais soldados que tentarem avançar... Vamos ter de enfrenta-los e forçar o cavaleiro a fazer o mesmo.

    Naquele momento, Gaspar se sentia um nobre, mentindo e convocando um homem para batalha sem sua vontade...

    ...mas não era hora para culpa.
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    Mensagem por DariusNovadek Seg Jan 03, 2022 4:13 pm

    Esdres Saiu bravo da tenda, bufando de nervoso. Escolheu um lugar com sombra para se sentar. Não odiava a sua irmã, cresceu com ela daquele jeito mais intrometido, mas apesar dos pesares, sempre se deram muito bem, talvez aquela fosse a primeira briga em anos.. Mas ela tinha que aprender a respeitar ele, assim como ele respeitava suas loucuras.

    Gostava muito de ser nobre, mas não via a hora de ser um Lorde responsável pelas suas próprias terras, assim poderia tomar suas próprias decisões.

    Foi ali onde estava sentado que viu uma mulher coberta de véus negros rondando os acampamentos. Pensou que poderia ser o Jovem Danett que tinha morrido, tinha ouvido uns rumores que estava mal. Ficou levemente assustado, a pancada não tinha sido tão grande. Acompanhou ela com os olhos pra ver onde ela iria.

    Off: seguir ela caso saia da vista
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