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    O Jogo dos Tronos - Felinight

    Pikapool
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Ter Jun 07, 2022 10:18 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Todos meus pertences.

    • Vestimentas: Vestido curto de seda preto, casaco com capuz preto, gargantilha, braçadeira de ouro, pulseiras de ouro e botas altas pretas de couro com salto alto.


           

               

                   

    Esdres se mostrava cada vez mais imponente na arena. Não me surpreenderia se acabasse sagrando-se campeão. Isso se aquela discussão acalorada e a intervenção do rei não destruísse suas chances.



    Ao ver Esdres ser levado já preparava-me para seguir até a tenda Felinight comunicar Lorde Beron. Mas ao ouvir o nome de Renly, decidi permanecer e assistir o combate. Afinal, Esdres não iria se incomodar de esperar um minuto a mais.



    Ruborizei diante da reverência de Renly. Ao mesmo tempo, amaldiçoei-me por não ter um lenço comigo naquele exato momento. Levantei-me e debrucei-me na direção de Renly.



    - Desejo-lhe boa sorte, milorde. - Sorrio amavelmente.



    A vitória era iminente. Mas o oponente escolheu render-se antes de acabar estirado na lama. Não pude evitar a vibração ao vê-lo ser declarado vitorioso.



    - UHUUUUUU!! LORDE RENLY, VOCÊ FOI INCRÍVEL... - Bradei animada. Mas, ao pressentir os olhares julgadores dos nobres. Limpei minha garganta envergonhada e retornei ao meu lugar. - Desculpe-me! - Disse timidamente.



    Aproveitei a situação desconfortável e assim que Lorde Renly deixou a arena, segui até a tenda Felinight.






    Sentia-me embaraçada com Lorde Beron sentado a minha frente. O clima também não parecia ser dos melhores. Talvez fosse a situação de Esdres que fazia o ar parecer mais pesado. Por sorte, não demorou para que Beron quebrasse o silêncio.



    - Compreendo vossa preocupação, Lorde Beron. E também não espero que acredite em minhas palavras. Mas em nenhum momento considerei abandonar aqueles que me acolheram a própria sorte. - Retribuo o olhar de maneira terna e amorosa.



    Contudo, assim que expôs suas intenções. Não pude deixar de demonstrar certa estranheza em meu olhar.



    - Ao que parece, Lorde Beron só me trouxe para que eu sirva como moeda de troca. - Não consigo evitar a tristeza em meu olhar. - Sei que o senhor se preocupa com o bem estar de Esdres. Mas, eu posso pedir um favor ao Lorde Renly. E garanto-lhe que Esdres estará aqui conosco são e salvo pronto para retornar para tenda Felinight.



    Aguardo ansiosa pelas palavras de Lorde Beron. E após uns instantes ponderando, prossigo:



    - Milorde se incomodaria se conversassemos sobre isso com mais calma quando retornarmos a tenda Felinight? - Questiono Lorde Beron em um tom melancólico






    Diante a Fortaleza Vermelha as palavras de Beron só confirmaram que minha utilidade diante aquela situação era irrelevante. Além de sugerir algo a qual não estava preparada. Podia ter avisado que eu deveria trazer comigo meu violino. Assenti com a cabeça e permaneci sentada cabisbaixa aguardado seu retorno.


               

           
    Sandinus
    Mefistófeles, Lorde do Oitavo
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Sex Jun 10, 2022 12:43 pm


    - Meistre, Lady Felinight está desperta e sentindo-se melhor. Eu expliquei tudo a ela, e Maria decidiu levar a gravidesz adiante enquanto não houver perigo iminente. E eu vou respeitar a vontade dela.

    Asdulfor tratava Arthur quando Beron chega a tenda o velho apenas olha e acena sem parra seu trabalho. Porém um ar de preocupação maior assola sua face quando Beron fala sobre a decisão de Maria.

    -Pois bem, se é o desejo dela assim acataremos. Sou um Meister e minha função principal é cuidar da saúde de todos vocês, darei uma atenção maior para Lady Maria, mas já quero reforçar o que falamos. Entendo que com tudo que está ocorrendo seria importante mais um Meister para me auxiliar, até porque, como já lhe falei, ao voltarmos para o norte, pretendo ficar alguns poucos meses no Castelo dos Sussurros e então irei ao Castelo Negro na muralha para aperfeiçoar meus conhecimentos com Mesitre Aemon e claro com o argumento de que além disso é um envio por sua parte como digamos um reforço de nosso apoio  a patrulha da noite, fora aqueles dois que temos como prisioneiros.

    Acho importante estreitar nosos laços e reiterar nosso apoio a eles.


    - Gylen venceu sua luta no torneio, mas se meteu em alguma confusão com cavaleiros dorneses e foi preso na Fortaleza Vermelha. Terei que ir imediatamente para lá a fim de falar com o Lorde Mão e tentar resolver essa situação. Levarei Maehra comigo e dois guardas, mas Gylen ficará encarregado da segurança do acampamento.

    Esdres e Gyllen, você queis dizer. -O velho franze a testo encarando Beron - Confusão? Que tipo de confusão Esdres se meteu? Arrastou asa para a esposa de algum nobre no torneio após sua vitória? E o que tem em mente para a valiriana? Não vejo lógica em leva-la nessa situação.

    - Eu sei que vocês dois tentaram falar com Lícia hoje, mas eu só autorizei o meistre a fazer isso. Você, Arthur, deveria descansar e procurar um jeito de fazer as pazes com sua noiva! Lícia será castigada ficando isolada até que eu decida falar com ela e verificar se ela pode voltar a se portar como uma dama. Até lá, não quero nenhum de vocês tentando falar com ela de novo, entenderam?

    Asdulfor apenas lança um olhar para Arthur, mas logo volta sua atenção para o Lorde.

    -Beron, acho que suas preocupações com Lícia devem ser amenizadas, após a conversa que tive com ela eu consegui traze-la de volta a realidade, abiri novamente seus olhos para a função que ela foi educada e que fazia com maestria até começar a se preocupar com os acontecimentos que envolvem nossa casa. Ela é bastante jovem ainda, e não podemos culpa-la pelo surto, afinal, nunca passamos pelo que estamos passando agora com esta vinda a Porto Real, mas creio que apesar de tudo estamos nos saindo bem, devemos manter o foco e continuar nossas ações e ela já está tomando medidas mesmo que ainda castigada, para o bem de nossa casa, além disso, ela passou o tempo analisando tudo que aconteceu conosco e chegou a conlusões deverás interessantes, talvez devesse conversar com ela.

    - Como está a recuperação dele, Meistre Asdulfor?

    O velho termina os curativos vai até uma bacia e fala enquanto lava as mãos:

    -Arthur é jovem, forrte e saudável, porém, os ferimentos foram sérios e isso demanda recuperação, mas ele está reagindo bem, creio que antes do fim do torneio ele possa pelo menos comparecer ao Baile, mas ainda assim não poderá se esforçar mais, deve agir com cautela e paciência. Enrendeu, Arthur?
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por DariusNovadek Sex Jun 10, 2022 3:22 pm

    A eloquência de Esdres deu certo, e mal Sor Chanim fosse se defender, Lorde Wyl viu sua brecha para entrar e revelar usa identidade. Isso resultou em uma discussão que só foi encerrada com um grito retumbante do Rei Robert pedindo o fim dela.

    E para a surpresa de Esdres, ele mandou os envolvidos serem presos para interrogatório, inclusive Esdres!

    Esdres se espantou quando seu nome foi dito, arregalando os olhos. Pensou em contestar, mas ir contra as palavras do rei era ir longe demais. Antes mesmo dos capas douradas chegarem Esdres desceu do cavalo, e, ajoelhando, disse ao rei, ainda em alta voz:

    - Como Vossa Majestade desejar, estou disposto a esclarecer tudo! Eu trabalho coma verdade!

    Esdres deixou ser conduzido calmamente pelos capas douradas, mantendo uma pose calma para o povo. Mas na verdade estava aterrorizado por dentro, mesmo diante de suas devassidões passadas, nunca tinha sido preso.

    ...

    Na prisão, Esdres andava de um lado para o outro, o único som que soava era de sua cota de malha, movimentando a cada passo que ele dava. Seus pensamentos voavam enquanto estava lá. Será que tinha posto tudo a perder? Será que seu futuro tivesse sido arruinado? Tinha dado um passo errado?

    Não deve ter ficado muito tempo preso, mas para Esdres, tinha ficado meses la dentro, tinha impressão que sairia de lá todo sujo e com a barba enorme. Ele não fora feito para ser preso.

    Seus devaneios só foram cortados quando ouviu barulhos de passos em direção a sua cela, Esdres logo se colocou a frente das grades, esperando quem viesse. Por sua sorte, era o Lorde Mão seguido de seu pai. Esdres sabia que seu pai faria qualquer coisa para lhe tirar da cadeia, mas sabia que aquilo lhe custaria caro. Logo os guardas vieram e abriram sua cela, Esdres se colocou pra fora de imediato.

    Lorde Mão escreveu:- Está livre para sair, Sor Esdres. Espero que compreenda que sua detenção foi necessária até esclarecermos tudo.

    Esdres fez um sinal de compreensão com a cabeça, tentando ser o mais polido possível.

    - Entendo Lorde Mão.. Até achei que fariam perguntas a mim, e estava disposto a responder, mas pelo visto não foi necessário.

    Papai putasso escreveu:- Felizmente nada de pior aconteceu.

    Aquilo teria sido uma "ameaça" disfarçada de seu pai ao Lorde Mão?

    Enquanto saiam, a mão do rei explicava como tinha sido desenrolada a situação. Depois de tudo, seu pai pediu para Esdres agradecer o Lorde. Esdres ajoelhou com uma das pernas em sinal de gratidão.

    - Muito obrigado, Lorde Mão, por resolver toda a questão. Sei que não foi a melhor maneira a resolver, mas Sor Tygor estava tão disposto a retomar sua espada, que temia que mais sangue fosse derramado aqui na Capital. Prometo não repetir esse método, e avisar o senhor antes.

    Depois se levanta e reúne a coragem para dizer:

    - Lorde Mão, sor Tygor já recebeu sua arma de volta? Se caso ainda não recebeu, teria a possibilidade de eu mesmo entrega-la a ele? Se não tiver como, eu entendo.

    - Outra coisa, teria como amanhã, na minha próxima justa, anunciar que fui inocentado de qualquer acusação, e que não faltei com a verdade? Não quero que achem que fui mentiroso.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Wordspinner Sex Jun 10, 2022 11:57 pm

    Naton escreveu:Você é bem mais perigoso do que parece, bastardo! Será que é um dos lendários assassinos das Cidades Livres?

    Gylen balança o braço ferido de um lado para o outro como se fosse um graveto. "Não que você não tenha espinhos." Ele suga o ar entre os dentes. "Achei que ia entender o gesto. Mas um assassino? Acho que não seria dos piores." Ele gira a bengala adaga e se prepara para pular na espada curta que ...

    Thoros de Myr escreveu: Ora, ora, então temos aqui um combate bastante equilibrado! Mas agora devo interrompê-los, infelizmente. Sor Naton está sendo chamado, acho que a hora de sua luta se aproxima. Mas vocês deveriam disputar o corpo-a-corpo na liça, seriam competidores admiráveis!

    Gylen suspira com alívio e guarda sua adaga na bengala novamente. "Eu estava só começando." Com arrogância fingida. "Sem Arthur acho que nenhum Felinight vai para o evento." Ele se permite apertar o braço atingido antes de pegar a mão de Naton com as suas duas. "Quando tiver derrubado o seu oponente lembre que eu peguei leve com você!" Ele diz rindo, mas aperta o braço machucado de novo e sorri amarelado.

    O bastardo assiste o amigo se afastar. "Uma bebida para um homem ferido?" Ele pergunta ao sacerdote vermelho. "Deve ser uma boa luta para assistir. O que poderia dar errado em algumas justas?"

    --

    Ouvir as palavras de Esdres no torneio são absolutamente uma surpresa genuína. Porém as palavras do rei são absolutamente impactantes. Claro que passam pela cabeça de Gylen todas as baboseiras corajosas a se fazer. Juras e lutas e brigas e bravatas. Ele sufoca todas essas ideias inocentes e impraticáveis. Ele precisava achar a espinha dorsal da casa Felinight. Quando se descobriu convocado pelo pai achou a situação extremamente conveniente.

    Beron escreveu:Se o pior acontecer comigo e Esdres, o comando da casa estará em suas mãos até Arthur se recuperar. Não tente fugir, pois você não conseguiria e nem Maria suportaria. Se os guardas do rei vierem, alegue inocência, diga que não sabia de nada, e ofereça as reparações financeiras que o rei quiser. Se ele for muito severo, exija um julgamento com a presença do Lorde Stark, e se isso não der certo, peça um julgamento por combate. Deixo tudo em suas mãos... meu filho.

    Ele engole seco, não esperava aquilo. Não esperava a confiança que recebia. A emoção que sentia. A lealdade que era como uma ferida aberta e sangrando. Ele nem estava pensando quando falou. "Não vou fugir." Claro que ele queria, mas como poderia? Um homem que sangra não deve correr. "Se palavras e a justiça do rei condenarem meu irmão e meu pai eu vou confiar no aço e na arrogância dos homens. Vou dar tudo que tenho pela família." Que idiotisse era essa? Por que ele diria algo tão prepostero sem nem gaguejar. Porque?

    "Vou mandar todos em segurança enquanto busca o jovem Esdres." Ele começa a pensar. Começa a pensar e tem a certeza que vai precisar dos outros. Tem também a certeza que precisa alcançar Gaspar, Asdulfor, Lu Mei e Krotalus se quiser ter alguma chance de sucesso e esses quatro sumiam com facilidade.

    O bastardo abaixa a cabeça em concordância e logo se põe a identificar as pessoas e formar um perímetro no acampamento Felinight. Ele não esperava um ataque de qualquer tipo ou uma infiltração. Mas sabia que estariam vulneráveis.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por DariusNovadek Sab Jun 11, 2022 1:02 am

    Depois de se despedir do Lorde Mão, Esdres acompanhou seu pai em silencio até a carruagem Felinight. Chegando perto dela, viu Maehra do lado de fora, com uma cara não muito amigável.

    - Lady Maehra! Ficou preocupada com minha pessoa e pediu para o senhor meu pai para acompanha-lo em minha busca?

    Ele sabia que aquilo não era verdade, mas não poderia deixar de brincar com a situação. Desde o evento na tenda Felinight, Maehra mudara completamente o seu modo de lidar com Esdres, mudando repentinamente de uma grande amiga para uma completa estranha. Era bem surpreendente para Esdres ve-la ali.

    Ao adentrar na carruagem e seguir para o acampamento, Esdres começa a falar antes que seu pai começasse a lhe dar sermões.

    - Senhor meu pai, sei que pus o senhor em uma situação muito ruim, e peço perdão por isto. Mas saiba que eu segui o seu ensinamento, por incrível que pareça.

    Esdres se ajeita para começar a explicar.

    - Lorde Wyl me procurou hoje de manhã para falar de sua espada e de como eu poderia recupera-la. Mas você me perguntaria, porque me envolver em uma rincha entre dorneses que nada tem a ver com nossa casa?

    - O fato é, senhor meu pai. Que esse Lorde Wyl está apaixonado por uma moça chamada Linda. Eu a conheci assim que chegamos..
    *Da um gole seco, não queria contar da onde, mas provavelmente seu pai ja imaginava* - Essa tal Linda não tinha importância alguma, até ontem a noite. Em que Gylen me contou que encontrou com ela, e que a reconheceu que essa moça é a tal pessoa misteriosa que vem rondando nosso acampamento e os dos Dannets!

    - Então lhe digo meu pai, essa mulher está envolvida com alguém que quer nos destruir. Porém, apesar de por sua posição não parecer, é uma mulher de inteligência Ímpar, e capturar ela e interroga-la não seria uma boa estratégia.

    - Pensei então em ganhar a confiança de Sor Tygor, e ajuda-lo, com meus conselhos, a se envolver com essa Linda, e através dele, descobrir a verdade sobre essa mulher! Até Maehra pode lhe ajudar dando conselhos amorosos, não é Maehra?

    - Então quando Sor Gennandy levantou a espada contra mim, segui seu comando em não entrar numa luta, ainda mais em uma partida já ganha. Não vou sair desse torneio por nada. Mas também não podia perder essa oportunidade. Vamos descobrir quem está por traz dessa Linda, e de quebra ganhamos um aliado dornês.


    Rezava mentalmente aos novos e antigos deuses para que seu pai compreendesse seu "plano"
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Izanami Dom Jun 12, 2022 11:10 pm

    Sorria ao ver Olac Olms
    -Como o senhor está, ainda tem alguma dor na garganta, fico feliz que seja o senhor a fazer a minha segurança...
    Não o importunou muito deixou ele seguir para frente da tenda e logo ela mesma sentou-se a porta, não tocou na comida estava sem vontade de comer, na verdade não comeria nada.
    -Desculpe por forçar o senhor a falar, mas poderia me contar como anda o movimento em nosso acampamento, sobre os empregados e soldados qual a situação atual em relação a tudo que esta acontecendo e a administração do lugar que abandonei de forma irresponsável...


    OFF: Não vou comer nada, quer me deixar presa aqui é. Então não vou comer...Simples
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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 18, 2022 11:38 am

    NOITE DO QUINTO DIA

    ARTHUR & ASDULFOR

    Entendo que com tudo que está ocorrendo seria importante mais um Meister para me auxiliar, até porque, como já lhe falei, ao voltarmos para o norte, pretendo ficar alguns poucos meses no Castelo dos Sussurros e então irei ao Castelo Negro na muralha para aperfeiçoar meus conhecimentos com Mesitre Aemon e claro com o argumento de que além disso é um envio por sua parte como digamos um reforço de nosso apoio  a patrulha da noite, fora aqueles dois que temos como prisioneiros.

    Acho importante estreitar nosos laços e reiterar nosso apoio a eles.

    Beron suspirou:

    - Tem razão, meu tio. Precisaremos mesmo de um novo meistre cedo ou tarde. Pode cuidar disso junto à ordem dos meistres? Selecione quem você achar mais apropriado, e deixe que eu pagarei os custos.

    - Confusão? Que tipo de confusão Esdres se meteu? Arrastou asa para a esposa de algum nobre no torneio após sua vitória? E o que tem em mente para a valiriana? Não vejo lógica em leva-la nessa situação.

    Beron respondeu contrafeito:

    - Esdres acusou um cavaleiro de ter roubado a espada valiriana de outro cavaleiro, e fez isso em público, logo depois de tê-lo vencido nas justas. Os três foram presos.

    Após um segundo de suspensse, Beron disse com seu ar de que estava planejando algo, que o meistre já conhecia bem:

    - Agora que Maehra está associada à nossa casa, é importante que ela seja vista conosco, especialmente na Fortaleza Vermelha. Isso pode se provar benéfico em curto prazo.

    E mais não disse.

    -Beron, acho que suas preocupações com Lícia devem ser amenizadas, após a conversa que tive com ela eu consegui traze-la de volta a realidade, abiri novamente seus olhos para a função que ela foi educada e que fazia com maestria até começar a se preocupar com os acontecimentos que envolvem nossa casa. Ela é bastante jovem ainda, e não podemos culpa-la pelo surto, afinal, nunca passamos pelo que estamos passando agora com esta vinda a Porto Real, mas creio que apesar de tudo estamos nos saindo bem, devemos manter o foco e continuar nossas ações e ela já está tomando medidas mesmo que ainda castigada, para o bem de nossa casa, além disso, ela passou o tempo analisando tudo que aconteceu conosco e chegou a conlusões deverás interessantes, talvez devesse conversar com ela.

    O Lorde Felinight falou de modo duro:

    - Estamos passando pelos momentos mais difíceis de nossa casa desde que eu sucedi ao meu pai, mas acredito que estamos nos saindo bem até agora. Porém Lícia tem sido a maior decepção em tudo isso. Eu realmente pensei que ela estivesse mais preparada para saber se portar diante das provações. Eu conheço bem a utilidade dela, mas suas dificuldades estão pesando contra ela na balança... Irei falar com ela quando estiver mais tranquilo. 

    -Arthur é jovem, forrte e saudável, porém, os ferimentos foram sérios e isso demanda recuperação, mas ele está reagindo bem, creio que antes do fim do torneio ele possa pelo menos comparecer ao Baile, mas ainda assim não poderá se esforçar mais, deve agir com cautela e paciência. Enrendeu, Arthur?

    Depois de ouvir tudo que Asdulfor falara, Beron indagou:

    - Acha que ele está forte o suficiente para receber visitas? Henry Allafante e a filha voltaram a se hospedar na cidade, mas ele expressou desejo de falar com Arthur assim que fosse possível. E Jason Mallister mandou um servo perguntar sobre Arthur, então acredito que também esteja preocupado para querer vir até aqui. Julga que isso seja possível?


    LÍCIA

    -Como o senhor está, ainda tem alguma dor na garganta, fico feliz que seja o senhor a fazer a minha segurança...

    Olac respondeu em sua vozz arranhada e gutural:

    - Nenhuma dor que não possa aguentar. Obrigado, milady.

    -Desculpe por forçar o senhor a falar, mas poderia me contar como anda o movimento em nosso acampamento, sobre os empregados e soldados qual a situação atual em relação a tudo que esta acontecendo e a administração do lugar que abandonei de forma irresponsável...

    Olms sacudiu a cabeça em negativa:

    - O senhor seu pai proibiu-nos de conversar com a senhorita, milady. Eu estarei de guarda na entrada da tenda se precisar, mas não poderei responder-lhe nenhuma pergunta.


    GYLEN

    Thoros de Myr recusara pesarosamente a oferta de Gylen para beber, pois ainda lutaria nas justas naquele dia. O sacerdote vermelho não era apenas um clérigo bêbado, embora assim o parecesse, pois seus resultados nas justas mostravam que ele era páreo para a maioria dos cavaleiros do reino.

    A recusa de Thoros mostrou-se providencial, dada a convocação do Lorde Felinight para Gylen ao fim da tarde. A conversa séria e em tom mais emotivo do que Beron costumava usar com ele colocou Snow em alerta. Beron acenou com a cabeça e saiu, indo em direção à sua carruagem para partir rumo à Fortaleza Vermelha. Ele levou Maehra consigo, e o veículo era conduzido por Anthony Arrow e Alvin Tooly.

    Ao dispôr os homens que tinha em mãos em posições de vigilância no perímetro, Gylen notou que todos estavam alertas e de prontidão. A prisão de Esdres parecia ter alarmado a todos, e os soldados agiam como se pudessem ser atacados a qualquer momento.

    Krotalus passara o dia sentado à entrada da tenda de Lícia, e estava ainda mais furioso com isso do que quando fôra obrigado a escoltar o lorde Felinight. Ele perguntava se não haveria algum vinho para aquecer a noite, mas Gylen avaliava que ele já havia bebido mais do que o suficiente durante o dia, e qualquer álcool adicional poderia apagar o grandalhão.

    Lu Mei surgiu novamente naquele seu modo sorrateiro e silencioso, postando-se ao lado dele antes que ele percebesse a aproximação. Ela falou em sua voz baixa e discreta, sem inflexões na voz:

    - Estive no bordel Fonte de Jade hoje à tarde. Você é lembrado lá, e Esdres ainda mais, o que não surpreende pelo valor que gastou ali. A prostituta Linda não estava em parte alguma do lugar, e quando perguntaram por ela, a resposta foi que ela não estava disponível no momento.


    MAEHRA

    - Compreendo vossa preocupação, Lorde Beron. E também não espero que acredite em minhas palavras. Mas em nenhum momento considerei abandonar aqueles que me acolheram a própria sorte.

    Beron Felinight considerou:

    - Lealdade é uma bela qualidade e muito apreciada. Espero que consiga mantê-la quando as circunstâncias mudarem.

    - Ao que parece, Lorde Beron só me trouxe para que eu sirva como moeda de troca.

    O lorde sacudiu a cabeça vigorosamente em negativa:

    - Não, não, não, não me entenda errado! Sua presença associada à casa Felinight deve ser cada vez mais visível, e Esdres ficará contente em encontrá-la se conseguirmos tirá-lo da prisão. Mesmo que você pudesse fazer qualquer diferença nessa negociação, eu não a trocaria desse modo, pois tenho outros planos para você, melhores.

    - Sei que o senhor se preocupa com o bem estar de Esdres. Mas, eu posso pedir um favor ao Lorde Renly. E garanto-lhe que Esdres estará aqui conosco são e salvo pronto para retornar para tenda Felinight.

    Beron fez uma careta engraçada de estranheza:

    - Renly Baratheon? Não apostaria nisso. Depois de uma prisão pública e da atuação pessoal da Mão do Rei no caso, não creio que Renly poderia fazer qualquer coisa. Me parece que você superestima as capacidades dele, mas Lorde Renly tem menos peso nas decisões da corte até do que o ausente Stannis Baratheon.

    - Milorde se incomodaria se conversassemos sobre isso com mais calma quando retornarmos a tenda Felinight?

    Felinight anuiu:

    - De modo algum. É melhor nos concentrarmos no problema imediato e voltar a esses temas depois.

    Quando chegaram à Fortaleza Vermelha, e Lorde Beron foi admitido à Torre da Mão, Maehra deixou-se ficar sentada cabisbaixa em seu assento. Do lado de fora, os dois jovens soldados do lorde, ainda mais novos do que ela era, conversavam em voz baixa. Maehra percebia sem precisar olhar que estava sendo observada de todos os lados, pois havia diversos soldados de manto dourado circulando pelo castelo, além da possibilidade de outros a estarem espiando de lugares ocultos.

    Passaram-se horas antes que Beron retornasse com Esdres.


    ESDRES

    Esdres ajoelhou com uma das pernas em sinal de gratidão.

    - Muito obrigado, Lorde Mão, por resolver toda a questão. Sei que não foi a melhor maneira a resolver, mas Sor Tygor estava tão disposto a retomar sua espada, que temia que mais sangue fosse derramado aqui na Capital. Prometo não repetir esse método, e avisar o senhor antes.

    Lorde Jon Arryn fez sinal para que Esdres se levantasse, dizendo:

    - Ótimo, não queremos fazer disso um hábito!

    - Lorde Mão, sor Tygor já recebeu sua arma de volta? Se caso ainda não recebeu, teria a possibilidade de eu mesmo entrega-la a ele? Se não tiver como, eu entendo.

    A Mão do Rei olhou para as estrelas como que consultando um relógio e respondeu:

    - Lorde Tygor Wyl foi libertado alguns minutos antes de você, e já está com sua valiosa espada. Mesmo sendo um dornês disfarçado, me pareceu um jovem confiável, e ele expressou o desejo de agradecê-lo pessoalmente.

    - Outra coisa, teria como amanhã, na minha próxima justa, anunciar que fui inocentado de qualquer acusação, e que não faltei com a verdade? Não quero que achem que fui mentiroso.

    Jon Arryn sorriu:

    - Os arautos adoram contar histórias. Me certificarei de que ele seja informado de seu inocentamento. Estão livres para partir, Felinights.

    Beron murmurou qualquer coisa em tom de despedida enquanto direcionava Esdres para a carruagem que o trouxera. Esdres viu Anthony Arrow e Alvin Tooly na direção do veículo, e depois viu Maehra Istven no interior dele.

    ESDRES & MAEHRA

    Ao adentrar na carruagem e seguir para o acampamento, Esdres começa a falar antes que seu pai começasse a lhe dar sermões.

    - Senhor meu pai, sei que pus o senhor em uma situação muito ruim, e peço perdão por isto. Mas saiba que eu segui o seu ensinamento, por incrível que pareça.

    Esdres se ajeita para começar a explicar.

    - Lorde Wyl me procurou hoje de manhã para falar de sua espada e de como eu poderia recupera-la. Mas você me perguntaria, porque me envolver em uma rincha entre dorneses que nada tem a ver com nossa casa?

    - O fato é, senhor meu pai. Que esse Lorde Wyl está apaixonado por uma moça chamada Linda. Eu a conheci assim que chegamos.. *Da um gole seco, não queria contar da onde, mas provavelmente seu pai ja imaginava* - Essa tal Linda não tinha importância alguma, até ontem a noite. Em que Gylen me contou que encontrou com ela, e que a reconheceu que essa moça é a tal pessoa misteriosa que vem rondando nosso acampamento e os dos Dannets!

    - Então lhe digo meu pai, essa mulher está envolvida com alguém que quer nos destruir. Porém, apesar de por sua posição não parecer, é uma mulher de inteligência Ímpar, e capturar ela e interroga-la não seria uma boa estratégia.

    - Pensei então em ganhar a confiança de Sor Tygor, e ajuda-lo, com meus conselhos, a se envolver com essa Linda, e através dele, descobrir a verdade sobre essa mulher! Até Maehra pode lhe ajudar dando conselhos amorosos, não é Maehra?

    - Então quando Sor Gennandy levantou a espada contra mim, segui seu comando em não entrar numa luta, ainda mais em uma partida já ganha. Não vou sair desse torneio por nada. Mas também não podia perder essa oportunidade. Vamos descobrir quem está por traz dessa Linda, e de quebra ganhamos um aliado dornês.

    O Lorde Beron Felinight escutou as palavras de Esdres sem dizer nada. Parecia ao filho que o pai estava cansado e abatido como raras vezes o tinha visto. Passaram-se vários momentos antes que Beron falasse:

    - Um aliado dornês com uma dívida de gratidão não é algo desprezível. Há outro cavaleiro dornês nas justas que me escreveu com amabilidade. Seu plano foi feito com mais altruísmo que inteligência, Esdres. Se Wyl está apaixonado por essa espiã Linda, a vantagem é dela, e você acha que ele conseguirá descobrir alguma coisa nessas condições? 

    Beron suspirou:

    - Considerando que foi você que planejou isso, até que não foi um mau plano, Esdres. Mas fico contente que tenha se saído bem dessa, e nada de pior tenha acontecido.

    De novo aquela frase. Esdres ouvira Beron dizer ao Lorde Mão exatamente do mesmo modo, e se na ocasião ficara em dúvida se tinha sido uma ameaça, dessa vez teve certeza que seu pai tinha planos alternativos se as coisas não tivessem sido resolvidas como foram.

    Na entrada do acampamento Felinight, um sorridente Lorde Tygor Wyl estava à espera deles, com sua espada valiriana Veneno do Escorpião embainhada em sua cintura.

    - Lorde Esdres! Lorde Felinight, senhorita! Eu quis vir pessoalmente agradecê-lo pelo que fez, senhor! Graças à sua ajuda, recuperei minha herança de família e posso voltar para casa com a honra de meu pai lavada! Ficarei até o final do torneio aqui na capital, e espero que continue a vencer, mas mesmo depois de nos separarmos, saiba que sempre terá um amigo leal no Caminho do Espinhaço!


    MANHÃ DO SEXTO DIA

    O dia amanheceu com céu azul e uma brisa fresca e suave que expulsava o restante da umidade do dia anterior. Os pássaros cantavam à luz da aurora, e os acampamentos ainda montados ganhavam vida com os preparativos para o dia de competições. O barulho constante do festival seguia o mesmo, com muitos nobres já eliminados aproveitando para se divertir com as atrações da feira.

    ASDULFOR

    O meistre Felinight mal tivera tempo para seus felinos nos últimos dias devido a todos os acontecimentos que clamavam sua atenção, mas os animais estavam bem alimentados e apenas levemente impacientes com o cerceamento de sua movimentação.

    Ele já fizera o que podia pelo ferimento de Arthur, e temia que a natureza inquieta do primogênito viesse a comprometer o trabalho curativo que tivera até agora, mas havia pouco mais que poderia fazer além de ac onselhá-lo a descansar.

    Um novo exame de Lady Maria Felinight revelou ao meistre uma gestante bem disposta e esperançosa, pronta para fazer o que ele dissesse. A matriarca era uma mãe experiente e cuidadosa, e sabia da gravidade do seu estado tanto quanto o meistre, e por isso mesmo estava preparada para obedecer às recomendações de Asdulfor.

    O meistre teria bastante tempo livre naquele dia, permitindo que fizesse o que achasse melhor. 

    ARTHUR

    O herdeiro Felinight já estava impaciente com seu longo tempo de repouso, mas a verdade é que ainda não estava bem recuperado dos graves ferimentos que sofrera.

    A ausência de Inês Allafante parecia piorar o tédio e aborrecimento de sua condição, mas as discussões que tiveram sobre os termos matrimoniais pareciam ter afastado a moça de sua companhia por ora. A conversa com o pai dela prometia ser bem mais dura, pois Arthur conhecia a capacidade de negociação e convencimento do banqueiro do Banco de Ferro de Braavos.

    A perspectiva de rever seu mestre espadachim, Lorde Jason Mallister, também era motivo de ansiedade. Lorde Jason era leal, cortês e educado, mas severo em sua disciplina, e talvez não gostasse de vê-lo acamado como um doente. 

    ESDRES

    Após o movimentado dia anterior, Esdres repousara o máximo possível antes de levantar-se naquele sexto dia do torneio.

    Ele vencera Sor Gennady Chanin, mas o dornês ainda não aparecera para entregar seu cavalo e armadura nem para oferecer resgate por eles. A vitória em uma investida deixara Esdres confiante, mas agora ele estava entre os 32 melhores cavaleiros do torneio, e poderia esperar disputas cada vez mais duras.

    Os soldados, arqueiros e escudeiros estavam à disposição dele, prontos para ajudá-lo a se preparar do melhor modo possível para a competição daquele dia. Havia menos servas à vista, mas suas três aias continuavam próximas, na expectativa de poder servi-lo como fossem requisitadas.

    LÍCIA

    Lorde Beron Felinight entrou na tenda dela sem aviso, caminhando altivamente com uma expressão dura no rosto. Lícia via pequenas marcas escuras sob os olhos do pai, e ele parecia-lhe mais mal-humorado do qque nunca.

    Ele dispensou um mero olhar para a bandeja ainda cheia de comida, mas não fez qualquer comentário. Voltou a encará-la e disse com voz cortante:

    - Precisamos conversar.

    Ele puxou um banco e sentou-se de frente paara ela, com seus olhos penetrantes fixando-a tão detidamente que pareciam querer perfurar-lhe a alma.

    Passou-se um longo momento antes que o Lorde Felinight começasse a falar:

    - Você tem me decepcionado seguidamente, vez após vez, desde que viemos para cá.

    - Eu compreenderia o medo, pois realmente estamos enfrentando perigos inéditos e imprevistos, e todos deveriam estar receosos com isso. Eu compreenderia o choque e a preocupação com a saúde de minha esposa, porque eu mesmo fiquei assim. Mas o seu comportamento rebelde e insolente, sua agressividade e falas grosseiras, isso não é tolerável!

    A voz dele subira uma oitava e um tom de raivosa impaciência começou a insinuar-se. Mas Beron Felinight continuou com seu jeito frio:

    - Você recebeu treinamento superior ao que a maioria das mulheres pode aspirar. Em nossa casa, mereceu minha confiança para arcar com parte da responsabilidade de administrar nossas posses. Arrisco a dizer que você tem mais sagacidade que Arthur ou Esdres. Então por que está jogando tudo fora?

    A pergunta foi feita à queima-roupa, mas Beron não esperou resposta antes de continuar:

    - Não estamos aqui na capital apenas para ser alvo de ameaças! As oportunidade de glória e progresso para nossa casa também são grandes, e não me refiro a vitórias em torneio! Temos a chance de cimentar alianças com casas importantes, até mesmo matrimoniais! E você está constantemente agindo para arruinar tudo!  Por que, Lícia?

    Dessa vez, o Lorde Felinight parou por bastante tempo, deixando que Lícia falasse o que quisessse. Ele ouviu as palavras dela, com atenção, embora a Lícia parecesse que já havia alguma ideia definida na mente do senhor dos Felinight.  

    GYLEN

    O retorno do Lorde Felinight com Esdres em segurança na noite anterior não alterou o status que Beron conferira a Gylen.

    Os soldados continuavam a dirigir-se a ele em busca de instruções, e todos os servos lhe atendiam com prestimosidade e reconheciam a autoridade que ele detinha. Horace Steel e Thomas Brazier vieram lhe mostrar o que tinham estado fazendo, e graças ao trabalho deles não havia um único ponto de oxidação em todo o acampamento. Mesmo grávida, a filha de Thomas, Alyse, trabalhava juntamente com as servas, mostrando-se útil quando queria.

    Gylen Snow notou o Lorde Felinight entrar na barraca de Lícia, cuja porta tinha sido guardada a noite toda por Olac Olms. 

    GASPAR

    Com a luz clara do dia, Linda Snow disse a Gaspar que ao meio-dia teria pelo menos um dos mantos vermelhos que ele desejava já estaria pronto para uso.

    Mas ela ainda queria saber quantos ele precisaria ao todo.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Izanami Sab Jun 18, 2022 6:50 pm

    -Desculpa Olac, acho que meu pai esta muito irritado para chegar a este nível de castigo...
        Foi deitar e dormiu o sono dos justos, na manhã seguinte foi pega de surpresa com a presença do seu pai, não fez muita cerimonia apenas ficou sentada de frente para ele ainda com seu pijama e com a cara sonolenta, já que estava de castigo dormiria até tarde.
       O encarou de volta e assim permaneceu, não era do tipo de pessoa que desviava o olhar ou algo do tipo quando estavam tentando intimida-la, deixou ele falar tudo que tinha para desabafar ou lamentar isso não importava mais. Só permaneceu calada para não irrita-lo ainda mais ou apanhar, deveria ter se jogado para baixo da cama e ficaria segura na proteção da mesma ou sair correndo quem sabe, mas permaneceu sentada o encarando. Realmente aquilo tudo estava a deixando bem cansada. ficar repetindo para as paredes o que deveriam fazer ou como fazer e não ter resultados era muito frustrante, quem sabe deveria largar tudo de mão e deixar sua vida seguir o destino traçado pelos Antigos e ficar ali deitada sem fazer mais nada isso era uma ideia nova e tentadora no presente momento.
       Na frente do seu pai percebeu que não tinha poder, influencia e nem poderia confrontá-lo com sua rebeldia, isso poderia piorar sua situação além do que já estava. Tinha sua mãe que estava doente, querendo ou não estava doente.
      -Desculpa por tudo, eu realmente estava fora de mim, pode ter sido muitos atos infantis da minha parte, sem resultados nenhum além da minha prisão domiciliar...Percebo que estava um pouco agitada ou afoita com a nossa situação atual com tantas pessoas mentindo descaradamente sobre nossa família...tentei resolver tudo conversando com o Dannett e por fim acabamos ajudando o jovem que havia sido envenenado e ficamos
    por isso, não consegui falar com ele...

       Levantou-se despreocupadamente e foi até a mesa com a jarra com água e bandeira para lavar o rosto, depois voltou para sentar na frente do seu pai o encarando novamente.
    -Faça o que o senhor achar melhor, não vou mais questionar nem me opor, farei tudo que me for mandado fazer e agirei da forma que me for ordenado agir. Seguirei todas as suas vontades para o bem da nossa família... Evitando o máximo possível de transtorno a minha mãe...
      Ela percebeu tarde que não adiantava mais nada, seu coração não estava ali naquele lugar e muito menos em formar alianças ou casamentos com os nobres daquela região, seu coração e alma estava no Norte e a expansão de seu território além da segurança da sua família, mas encarando seu pai, ali sentada frente a ele percebeu que nada mais importava, deveria seguir a vontade dele, era simples assim.
       Havia tristeza e decepção com tudo aquilo estampado em seu rosto, apenas aceitou que no momento não tinha meios para andar sozinha, comandar algo. Naquele mundo seu pai lhe deu uma falsa liberdade que jogava em sua cara, ele tinha total controle sobre sua vida, graças a sua generosidade teve uma vida melhor, recebera um treinamento superior a outras mulheres, teve a benção de administrar alguma coisa na vida, graças a gratidão do seu pai.  Aquilo estava totalmente errado uma família não deveria ser assim.
        Por fim de forma fria ela mesma chegou a conclusão que era apenas mais uma ferramenta, uma peça de alguma negociação ou moeda de troca que ele usaria, diria que usaria sabiamente para o bem dela. De forma educada o respondia pela ultima vez.
    -Dou minha palavra que vou me comportar. Se o senhor permitir eu poderia ficar sozinha caso não seja preciso a minha presença em algo, não quero desperdiçar o seu tempo com assuntos que não trazem nenhum beneficio as suas vontades e escolhas. O senhor provavelmente deve ter assuntos mais importantes a tratar com pessoas mais importantes no momento, se precisar de algo estarei aqui como o senhor desejar... Pela sua vontade...
    Apenas inclinava-se em servidão a seu soberano.

    OFF: Só obedecer fazer o que tentei de tudo e não deu em nada, deixar nas mãos dos antigos deuses.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por DariusNovadek Sab Jun 18, 2022 6:55 pm

    Jon Arryn sorriu:

    - Os arautos adoram contar histórias. Me certificarei de que ele seja informado de seu inocentamento. Estão livres para partir, Felinights.

    Beron murmurou qualquer coisa em tom de despedida enquanto direcionava Esdres para a carruagem que o trouxera. Esdres viu Anthony Arrow e Alvin Tooly na direção do veículo, e depois viu Maehra Istven no interior dele.

    Esdres mais uma vez agradeceu polidamente a Mão do rei, no seu interior estando feliz por ele ter sorrido, acreditava que mesmo apesar do ocorrido, o Lorde Mão não teria qualquer ressentimento para com Esdres.. Esperava que o rei também.

    ...

    Dentro da carruagem, Esdres explicou ao pai o plano que tinha colocado em ação. Era evidente nos olhos do pai que ele estava cansado. Mesmo assim, os momentos de silencio que passaram entre Esdres terminar de falar e seu pai começar, pareceram uma eternidade.

    - Um aliado dornês com uma dívida de gratidão não é algo desprezível. Há outro cavaleiro dornês nas justas que me escreveu com amabilidade. Seu plano foi feito com mais altruísmo que inteligência, Esdres. Se Wyl está apaixonado por essa espiã Linda, a vantagem é dela, e você acha que ele conseguirá descobrir alguma coisa nessas condições?

    Esdres da um gole seco. Um bom vinho cairia muito bem naquele momento.

    - Você tem razão, meu pai. Mas ao ganhar dele a lealdade, ja o impedimos de ser um notável inimigo nosso por influencia dela. E mesmo que ele não descubra nada de importante, pode nos trazer pequenas informações, como sua rotina, por exemplo. Ou se tem alguém que a visita demais.. Ele pode me contar isso numa mesa de taverna, reclamando por ciúmes, nada demais. Mas essas pequenas informações nas nossas mãos podem se tornar valiosas. Estaremos um passo a frente dela.

    - Considerando que foi você que planejou isso, até que não foi um mau plano, Esdres. Mas fico contente que tenha se saído bem dessa, e nada de pior tenha acontecido.

    Um misto de emoções nessa frase. Começou bem ruim, aquele começo dava a entender que Esdres era o tipo de pessoa que nunca conseguiria bolar um bom plano, era triste pensar que até o seu pai pensava isso. Mas em contrapartida, ficou feliz em ver que aquela ameaça blindada ao Lorde Mão tinha sido verdadeira, e que então seu pai estava disposto a enfrentar até a guarda real para tirar Esdres da cadeia. Enfim, talvez o começo da frase seja um jeito frio de seu pai de elogia-lo, o que já era um começo.

    Ao entrar no acampamento, Lorde Wyl estava a espera, feliz da vida e pronto para lhe agradecer.

    - Lorde Esdres! Lorde Felinight, senhorita! Eu quis vir pessoalmente agradecê-lo pelo que fez, senhor! Graças à sua ajuda, recuperei minha herança de família e posso voltar para casa com a honra de meu pai lavada! Ficarei até o final do torneio aqui na capital, e espero que continue a vencer, mas mesmo depois de nos separarmos, saiba que sempre terá um amigo leal no Caminho do Espinhaço!

    Esdres abriu um sorriso acolhedor ao ouvir as palavras do seu novo amigo dornês. Ainda com seu pai por perto, Esdres respondeu:

    - Lorde Wyl, fico muito feliz em ter lhe ajudado! Agora a honra de seu pai está salva! Mas antes, quero lhe fazer um pedido. Jure por sua espada que retorna a sua família, e pelos novos e antigos deuses, que ela nunca derramará um sangue Felinight, seja ela empunhada por você, ou pelos seus futuros filhos!

    Diz isso num tom amigável, mas espera ele fazer o juramento. Depois com uma risada de felicidade, o pega pelo antebraço e da um "meio-abraço".

    - Senhor meu pai, hoje cedo Lorde Wyl disse a mim que fará de tudo para ajudar nossa família com os ataques e infâmias que andamos sofrendo. Estou feliz que tenhamos feito uma ótima amizade com um homem honroso!

    Diz isso para que, em tom de animação, Lorde Wyl reafirmar suas promessas a frente de seu pai, o Patriarca da família. Após toda a movimentação da chegada no acampamento diminuir, Esdres vira para Lorde Wyl e diz:

    - Meu caro amigo Wyl, o que vai fazer agora que ostenta esta linda espada na bainha? Hoje receio que preciso dormir para recuperar minhas energias para amanhã, passar o dia dentro de uma cela não estava em meus planos.. Mas amanhã bem que poderíamos marcar de bebermos em comemoração ao retorno da Veneno do Escorpião para sua família, o que acha?

    Depois de se despedir dele, seguiria até Maehra, fazia um tempo em que não conversavam que nem antes, e apesar disso, la estava ela indo com seu pai busca-lo na prisão.

    - Lady Maehra.. Queria agradece-la por ter ido com meu pai me buscar hoje. Não estamos mais conversando como antes, e isso não tem sido legal pra mim.. Tínhamos feito uma ótima amizade, e de um momento para o outro, isso parece que acabou. Agora você é uma protegida de meu pai, o que te torna quase.. uma irmã minha. Então quero deixar meu orgulho de lado e te dizer que, se quiser voltar ao Esdres e Maehra que éramos antes, assim será.

    O resto da noite não se prolongou muito, alias, já era tarde, e Esdres queria se resguardar para amanhã, além de tomar um bom banho para tirar o cheiro da cela de seu corpo.

    ...

    Esdres dormiu o máximo que deu no dia seguinte. Queria estar o máximo disposto para aquele dia. Agora estava entre os melhores 32 cavaleiros do torneio, e Esdres sabia que deveria estar sendo o favorito entre alguns dos espectadores. Sua moral estava elevada depois do dia de ontem, e Esdres estava confiante, mas sabia que a cada rodada que passava, a dificuldade aumentava também. E não queria ser lembrado como um dos 32 melhores, queria ser o campeão.

    Percebeu que os soldados, arqueiros e escudeiros estavam à disposição dele, prontos para ajudá-lo a se preparar do melhor modo possível para a competição daquele dia. E os usou para fazer leves aquecimentos durante o dia. O dornes derrotado não havia aparecido ainda para entregar sua armadura e seu cavalo, e uma pulga atrás da orelha surgiu em Esdres, virando-se para Sor Ruud, disse:

    - Sor Ruud, peço que fique perto de mim durante nossa ida a arena, e que junto com os outros soldados redobre minha segurança até la. Depois do que aconteceu ontem, não duvido nada de que Sor Genandy arme uma emboscada para nós, para me ferir e impossibilitar-me de continuar no torneio.

    Depois foi até Gylen, que estava cuidando da logística do acampamento, e solicitou um número maior de soldados para o escoltar até a arena.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Wordspinner Qui Jun 23, 2022 8:32 pm

    Gylen ficou satisfeito com a prontidão dos homens no acampamento. Mas permanecia alerta ele mesmo. Insone. Esperando.

    O bastardo faz uma nota mental sobre a confiança que dão a Krotalus. O homem era leal, mas uma bagunça. Um adolescente que mesmo munido de boas intenções ainda devia receber tarefas especialmente adaptadas. Era... Lu Mei?

    O bastardo suprime a vontade de gritar e a de estocar também. E fica em silêncio ouvindo ela falar. Afinal, precisava recuperar a compostura antes.

    "Então lembram de mim? Mais que doçura." Não era, eram só negocios. Informação realmente era comprada e vendida ali. "Descobriu algo? Viu alguém suspeito? Alguma coisa útil, quem sabe sujeira de outra casa nobre?" Ele não tinha muita esperança. Não tinha quase nenhuma. Mas ouvir falar de Linda... Indisponível? Provavelmente espionando. "Pode dar uma volta no acampamento comigo? Uma rápida verificação do perímetro e me diz quais lugares usaria para entrar esondida se quisesse." O que ela provavelmente fazia toda hora.


    --


    A chegada do Lorde Felinight com Esdres sob sua asa fez o bastardo relaxar um pouco. A sensação errada talvez. Tinha esperado se ver livre para um pouco de vinho e jogos com os soldados. Quem sabe malabarismos com as crianças?

    Parecia que não. Gylen teve de fazer o seu melhor para garantir que todo esforço dos servos e empregados fosse reconhecido além de visto. O bastardo se lembra de agradecer a eles sempre que oferecem alguma informação ou serviço.

    Porém a atenção dos ferreiros foi oportuna. "Seria possível uma bela roupa nobre que oferecesse uma modica proteção? Talvez um reforço nos pulsos para aparar o fio de uma faca, ou ombreiras com uma fina placa metalica no forro?"

    Ele não era nenhum especialista nessas coisas. Mas pensa Esdres sendo preso injustamente de novo. Desarmado...

    "O que poderiam esconder em um traje formal?" Ele imagina que sua bengala não era o único truque possível. "Pensem nisso. Não preciso de uma resposta imediata. Na verdade me surpreendam!"

    Dois passos arrastados depois ele se vira apontando de um para o outro com a bengala. "Vocês dois são ótimos! Se tem algo de bom nesse torneio, são os dois!" E se apressa atrás de Linda Snow.


    "Por favor senhorita." Ele tenta não ficar no caminho do trabalho dela. "Tenho uma mensagem para nosso amigo aspirante de R'lor: diga que Thoros de Myr é um homem agradável e que poderiamos chamá-lo para beber." Ele pisca esperando que ela entenda. Mas sua mente o leva a ao vendedor Mayo.

    Depois disso Gylen espera ao lado de fora da tenta de Lícia. Há algum tempo não falava com ela e talvez pudesse falar com o pai sobre o futuro. Saber sobre prisão de Esdres ficaria para depois. Uma noite numa cela não podia ser tão ruim. Podia?




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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Qui Jun 23, 2022 10:45 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Todos meus pertences.

    • Vestimentas: Vestido curto de seda preto, casaco com capuz preto, gargantilha, braçadeira de ouro, pulseiras de ouro e botas altas pretas de couro com salto alto.


           

               

                   

    Levantei a sobrancelha curiosa ao ouvir as palavras de Lorde Beron e não pude deixar de ficar me perguntando que tipos de planos ele estaria guardando para minha pessoa. Mas ao ouvir sobre Renly, não pude deixar de ter minha curiosidade substituída por surpresa.



    - Mas Lorde Renly se mostra sempre tão imponente. - Confusa fico em silencio por alguns instantes. - Eu achei que ele teria uma influencia considerável em todos assuntos. E... - Pensativa e desorientada apenas cessei minhas falas.



    Diante a espera pelo retorno de Lorde Beron e Esdres não havia muito a se fazer a não ser morrer de tédio. De alguma forma eu deveria tornar aquele tempo sem proveito em algo que distraísse a minha mente. Sentindo os olhares sobre mim pus-me a cantar à capela. Por que não entreter a todos ali presentes.



    Embora foi mais fácil eu cansar a minha voz do que distrair minha mente até que eles retornassem.






    - Não posso negar que fiquei preocupada com vosso bem-estar, Lorde Esdres. Mas, a ideia de me trazer veio do senhor seu pai. - Sorrio gentilmente.

    Durante a viagem, eu esperava que Lorde Beron fosse dar uma dura em Esdres e em vários momentos me senti compelida a segurar sua mão para confortá-lo. No entanto, contive-me para evitar desagradar Lorde Beron e também evitar qualquer tipo de interpretação que isso pudesse vir a ter.

    Mas para a sorte de Esdres, Lorde Tygor Wyl fora pessoalmente agradecê-lo. Apenas assenti e reverenciei Lorde Wyl enquanto presenciava tudo. Até que finalmente pude seguir até a tenda. Estava cansada e só queria tirar aquelas botas que estavam a me matar quando Esdres me abordou.

    - Então tens que agradecer ao seu pai. Se ele não me convidasse, eu certamente não teria coragem o suficiente em pedir para ir e nem condições para ir sozinha. - Suspiro desanimada. - Acho que não sou de muita utilidade sem ser para o entretenimento. - Assinto com a cabeça em concordância sobre nossa amizade. Mas logo certa estranheza toma minha face. - Acho que é um pouco de exagero de sua parte, Lorde Esdres. E também acho que se você me tratar como uma irmã, sua irmã de verdade vai nutrir ainda mais rancor sobre minha pessoa. - Sorrio gentilmente e aproximo-me de Esdres. - Era tudo que eu mais queria. - Abraço-o repousando minha cabeça em seu peito. - Obrigada por isso, Esdres. - Fico nas pontas dos pés e dou-lhe um beijo na bochecha próximo a boca. Então sorrio e corro para dentro da tenda.


               

           
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Dycleal Dom Jun 26, 2022 10:24 pm

    Arthur estava entediado e ao mesmo tempo preocupado. A falta que fazia seus parentes e a sua noiva, naquele isolamento forçado, era sufocante. Só lhe restava pensar e refletir e com isso estava ansioso para conversar com Inês e se acertarem, reconhecendo suas intransigências e ressaltando as virtudes do seu projeto. Por fim, seu tio Asdulfor chega, logo após a sua higienização pela serva, e começa os procedimentos de limpeza e curativos. Pouco depois, quando os procedimentos do meistre estavam adiantados, chega o Lorde Beron, para ver como esta a recuperação do seu herdeiro.

    O pai do Arthur, ao conversar com o Asdulfor, revela a ambos que a sua esposa Maria decidiu manter a gestação e que ele vai apoiar. Também informa que Gylen venceu seu confronto no torneio, mas após se envolver em uma briga com alguns dorneses, foi preso na fortaleza vermelha e diz que vai conversar com o mão para solta-lo pois precisa dele na administração do acampamento.

    Por fim, olha sério para Arthur e diz para ele levar a sério aquele repouso e que logo o visitará sua noiva e o seu antigo mentor e futuro sogro e também o quer visitar o seu antigo instrutor de combate. Mas insiste para que descanse e não se deixe abalar por esse tempo de inatividade e que trate de se acertar com a sua noiva, pois os detalhes do contrato, quem dará a última palavra será ele. Portanto que fique em paz e sintonia com a senhorita Inês e fica falando generalidades depois e explica que a Licia é assunto seu, que ele gostaria que não se envolvessem com isso, e pede dedicação total de Asdulfor e de Arthur quanto a sua recuperação.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Ter Jun 28, 2022 9:43 pm

    Asdulfor ouve apenas as respostas de Beron sem comentar, ele acena positivamente para a menção quanto a possibilidade dele escolher um mais um meistre para a casa. A Noite antes de dormir warga alguns animais e faz uma ronda pelos acampamentos e barracas espalhadas tentando ver algo estrnho e ouvir conversas como era de praxe, no dia seguinte, Com tempo livre após exames fetios e análise quanto a saúde de Lady Maria e Arthur, Asdulfor tira um tempo para passear com os animais nos arredores para desestressa-los um pouco e no dia seguinte ele tinha algumas coisas a fazer. Iria até o centro buscar um curtidor de couro para fazer uma armadura para Rakashar e quem sabe convence-lo de seguir para o norte quando o torneio se encerrasse. Ele solicita um dos homens a Gyllen, mas nã antes de conversar brevemente com ele.

    -Gyllne, estive bastante ocupado esses dias cuidado de Lady Maria e Arthur, queria saber se você consaegui alguma informação nova que possa nos auxiliar.

    Assim que se encerra a conversa com Gyllen ele avisa:

    -Sugiro que peça a seu pai um tempo para ter com Lícia, ela vem analisando os fatos e juntando as peças com conclusões bastante interessantes.

    Por fim, ele segue atrás do curtidor, também iria procurar seu suposto filho bastardo e logo em seguida para a reunião com os meistres, lá ele procuraria o Meistre Grivous um mesitre já maduro e experiente nas áreas de medicina, espionagem, arquitetura, guerra e alquimia. A seleção foi bastante porecisa exatamente para que os Fenlinighs tenham um bom suporte enquanto ele estiver fora. Aperfeiçoando seus conhecimentos na muralha com Meistre Aemon.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Alexyus Ter Jul 12, 2022 12:23 am

    NOITE DO QUINTO DIA

    GYLEN

    "Então lembram de mim? Mais que doçura." Não era, eram só negocios. Informação realmente era comprada e vendida ali. "Descobriu algo? Viu alguém suspeito? Alguma coisa útil, quem sabe sujeira de outra casa nobre?" Ele não tinha muita esperança. Não tinha quase nenhuma. Mas ouvir falar de Linda... Indisponível? Provavelmente espionando. "Pode dar uma volta no acampamento comigo? Uma rápida verificação do perímetro e me diz quais lugares usaria para entrar escondida se quisesse." O que ela provavelmente fazia toda hora.

    Lu Mei assentiu para Gylen com a cabeça e o acompanhou pelo percurso do perímetro do acampamento, indicando vez por outra algum ponto pouco protegido que poderia ser usado para invadir o local, dando a oportunidade de Gylen reforçar esses pontos, que afinal de contas não eram tantos assim. Enquanto caminhavam, ela falava sobre o que ele queria saber:

    - Descobri que os homens da capital se comportam nos bordéis ainda pior do que fazem no Norte. Quando se está desconfiado, todos são suspeitos, mas nenhum me pareceu muito mais suspeito que os outros. Vários nobres frequentam esse bordel e vários outros, especialmente os que já foram derrotados ou que nem competiram, mas a presença deles nesses lugares não traz nenhum efeito sobre sua reputação, todos acham muito normal. Mas descobri que o dono do bordel Fonte de Jade é também o dono da estalagem e taverna Árvore Verde, onde o Lorde e a Lady Felinight se hospedaram nas primeiras noites depois que chegamos.

    O idioma westerosi ainda saía da boca de Lu Mei com bastante dificuldade e forte sotaque, mas ela tinha uma percepção bastante aguçada para as dinâmicas sociais e políticas dos Sete Reinos.

    Depois de fala com ela, que foi para as tendas alegando que ia dormir, Gylen continuou conversando com os demais servos e agregados dos Felinight, e a dupla de ferreiros foi alvo de uma conversa mais significativa.

    "Seria possível uma bela roupa nobre que oferecesse uma modica proteção? Talvez um reforço nos pulsos para aparar o fio de uma faca, ou ombreiras com uma fina placa metalica no forro?""O que poderiam esconder em um traje formal?""Pensem nisso. Não preciso de uma resposta imediata. Na verdade me surpreendam!" Dois passos arrastados depois ele se vira apontando de um para o outro com a bengala. "Vocês dois são ótimos! Se tem algo de bom nesse torneio, são os dois!"

    Brazier e Steel agradeceram o elogio de Gylen Snow e começaram a debater ardorosamente entre si enquanto ele se afastava:

    - Uma roupa de couro poderia ser moldada num traje nobre, não?

    - Parece até que você não viu como os trajes dos nobres são volumosos e cheios de firulas! Um traje assim poderia até comportar uma armadura fina no forro...

    - No forro ou por baixo do tecido? Porque se for por baixo, ele pode até tirar o traje sem ficar desprotegido...

    - Mas se ele tirar o traje, vai ficar pelado! É melhor algo que ele não tenha que tirar...

    - Uma armadura bem fina envolvida pelo forro, então! Vai oferecer proteção igual uma cota de malhas, mas seria melhor se tivesse os elos de ferro...

    - E nobres sentam pra comer e se levantam pra dançar! Tem que ser bem flexível...

    Os dois especialistas ainda passariam horas debatendo novos projetos para atender a sugestão de Snow.

    Enquanto isso, Gylen foi falar com Linda Snow.

    "Por favor senhorita." Ele tenta não ficar no caminho do trabalho dela. "Tenho uma mensagem para nosso amigo aspirante de R'lor: diga que Thoros de Myr é um homem agradável e que poderiamos chamá-lo para beber." Ele pisca esperando que ela entenda.

    Linda Snow não reagiu ao nome de Thoros como se o conhecesse, mas assentiu ao pedido de Gylen:

    - Darei o recado, Gylen, mas você sabe que o Gaspar não é bom para beber...

    ESDRES & MAHERA

    Maehra apenas observava o debate entre pai e filho.

    - Você tem razão, meu pai. Mas ao ganhar dele a lealdade, ja o impedimos de ser um notável inimigo nosso por influencia dela. E mesmo que ele não descubra nada de importante, pode nos trazer pequenas informações, como sua rotina, por exemplo. Ou se tem alguém que a visita demais.. Ele pode me contar isso numa mesa de taverna, reclamando por ciúmes, nada demais. Mas essas pequenas informações nas nossas mãos podem se tornar valiosas. Estaremos um passo a frente dela.

    Beron Felinight assentiu para seu filho Esdres, ponderando:

    - Contatos são sempre úteis, mas certifique-se de que as informações que lhe derem são verdadeiras. De qualquer forma, deixarei isso nas suas mãos.

    Mais tarde, ao chegarem ao acampamento e encontrarem Tygor Wyl, Esdres tomou o controle da situação.

    - Senhor meu pai, hoje cedo Lorde Wyl disse a mim que fará de tudo para ajudar nossa família com os ataques e infâmias que andamos sofrendo. Estou feliz que tenhamos feito uma ótima amizade com um homem honroso!

    Diz isso para que, em tom de animação, Lorde Wyl reafirmar suas promessas a frente de seu pai, o Patriarca da família.

    Tygor não decepcionou Esdres e disse a Lorde Beron:

    - Seu filho me demonstrou a honra dos Felinight, Lorde Beron. Terão comigo sempre um aliado honrado para propósitos nobres!

    Após toda a movimentação da chegada no acampamento diminuir, Esdres vira para Lorde Wyl e diz:

    - Meu caro amigo Wyl, o que vai fazer agora que ostenta esta linda espada na bainha? Hoje receio que preciso dormir para recuperar minhas energias para amanhã, passar o dia dentro de uma cela não estava em meus planos.. Mas amanhã bem que poderíamos marcar de bebermos em comemoração ao retorno da Veneno do Escorpião para sua família, o que acha?

    Tygor respondeu a Esdres enquanto guiava as rédeas de seu cavalo para os limites do acampamento:

    - Eu também gostaria de descansar depois de um dia tão intenso, mas nem sei se conseguirei dormir agora que alcancei meu objetivo! Mas eu não quero prejudicá-lo no torneio, Sor Esdres, então será melhor que bebamos amanhã a noite, não antes de seu duelo nas justas. Eu o esperarei na arquibancada ao final dos duelos.

    E assim, amistosamente, Lorde Tygor Wyl partiu do acampamento Felinight, montando seu corcel de areia de Dorne com felicidade e tranquilidade, ainda segurando sua espada valiriana na bainha.

    Depois de se despedir dele, seguiria até Maehra, fazia um tempo em que não conversavam que nem antes, e apesar disso, la estava ela indo com seu pai busca-lo na prisão.

    - Lady Maehra.. Queria agradece-la por ter ido com meu pai me buscar hoje. Não estamos mais conversando como antes, e isso não tem sido legal pra mim.. Tínhamos feito uma ótima amizade, e de um momento para o outro, isso parece que acabou. Agora você é uma protegida de meu pai, o que te torna quase.. uma irmã minha. Então quero deixar meu orgulho de lado e te dizer que, se quiser voltar ao Esdres e Maehra que éramos antes, assim será.
    - Então tens que agradecer ao seu pai. Se ele não me convidasse, eu certamente não teria coragem o suficiente em pedir para ir e nem condições para ir sozinha. - Suspiro desanimada. - Acho que não sou de muita utilidade sem ser para o entretenimento. - Assinto com a cabeça em concordância sobre nossa amizade. Mas logo certa estranheza toma minha face. - Acho que é um pouco de exagero de sua parte, Lorde Esdres. E também acho que se você me tratar como uma irmã, sua irmã de verdade vai nutrir ainda mais rancor sobre minha pessoa. - Sorrio gentilmente e aproximo-me de Esdres. - Era tudo que eu mais queria. - Abraço-o repousando minha cabeça em seu peito. - Obrigada por isso, Esdres.

    OFF: Podem continuar a cena se quiserem.


    MANHÃ DO SEXTO DIA

    ASDULFOR

    Por fim, ele segue atrás do curtidor, também iria procurar seu suposto filho bastardo e logo em seguida para a reunião com os meistres, lá ele procuraria o Meistre Grivous um mesitre já maduro e experiente nas áreas de medicina, espionagem, arquitetura, guerra e alquimia. A seleção foi bastante porecisa exatamente para que os Fenlinighs tenham um bom suporte enquanto ele estiver fora. Aperfeiçoando seus conhecimentos na muralha com Meistre Aemon.

    Asdulfor foi primeiro à rua do curtume, procurando um curtidor capaz de fazer a armadura de couro para Rakashar. O pedido já era inusitado por si só, pois poucos, se é que algum curtidor, já fizera um trabalho para qualquer animal, e menos ainda para um gato das sombras.

    Mas por fim, Asdulfor encontrou Curtis, o curtidor, que aceitou fazer o pedido dele, mas avaliou o pedido em 900 gamos de prata por uma armadura de couro macio. Para uma armadura de couro macio em proporções humanas o preço seria de 300 gps, mas Curtis triplicou o valor, e Asdulfor não conseguiu negociar qualquer desconto. O total daria 4 dragões de ouro e mais 80 gamos de prata.

    Curtis, o curtidor:

    O próximo passo do meistre Felinight foi procurar pelo menino que fôra enganado para pensar que era seu filho.

    Asdulfor lembrava-se de que ele morava na Baixada das Pulgas, e encaminhou-se para lá. O bairro mais pobre de Porto Real possuia casas de pasto espalhadas por suas vielas,onde se poderia comprar uma "tigela de castanho". Tinha um fedor característico, de pocilgas, estábulos e barracas de curtumes, misturado ao odor azedo das tabernas e bordéis baratos. Era um labirinto de vilas retorcidas e travessas, e cruzava a Rua da Farinha, terminando no lado oeste da Colina de Rhaenys. Os edifícios eram tão próximos uns dos outros, que quase se tocavam.

    Spoiler:

    Mas Asdulfor tinha as manhas da capital e logo soube para quem perguntar por Neil, uma das prostitutas mais baratas que ele já vira, chamada Prestine, que o olhou com uma expressão pesarosa, antes de explicar:

    Meretriz pobre:

    - Ele está comas irmãs silenciosas, sor... Acharam o corpo dele ontem dentro do poço, sor! O pobre menino deve ter escorregado enquanto brincava...

    Asdulfor achou que a mulher decrépita buscava acreditar nisso como consolo, mas talvez a verdade talvez fosse bem diferente...

    Depois do trágico desfecho pela busca do garoto, Asdulfor se dirigiu à Fortaleza Vermelha, mais especificamente para a Torre do Grande Meistre Pycelle, com o objetivo de recrutar um segundo meistre para a casa Felinight.

    Após uma quantidade assustadora de malditos degrais até o andar da biblioteca, com pouco esforço, Asdulfor encontrou o meistre Grievous, um catedrático nos campos em que o velho Felinight considerava importantes.

    Após um debate com o velho meistre, Asdulfor recebeu a indicação de um nome, Meistre Rain. Era um homem de meia idade, que já viajara pelo Mar Estreito, amante do conhecimento, motivado a fazer tudo com excelência, extremamente honesto, porém um tanto avarento em questões de dinheiro. Um histórico bastante curioso para um nativo das Ilhas de Ferro.

    Bastaria agora a casa Felinight pagar 4 mil dragões de ouro à Cidadela para que Meistre Rain fossse enviado para o Castelo dos Sussurros.  

    OFF: Para o curtidor, Asdulfor rolou 14, um valor Formidável, diminuindo o valor que Curtis poderia pedir. Para encontrar Neil Rivers, rolou 19 (Muito Difícil). Para escolher o meistre, o total também foi 19.

    ARTHUR

    Após o desjejum, Arthur preparou-se para mais um dia entediaante de repouso forçado, sentindo as dores no ferimento na perna e aguardando o horário de troca de curativos.

    Foi com surpresa que ele viu a entrada da tenda abrir-se e dar passagem a um homem que ele reconheceu imediatamente: Sor Jason Mallister.
    Spoiler:

    - Bom dia, Arthur? Como você está?

    ESDRES

    - Sor Ruud, peço que fique perto de mim durante nossa ida a arena, e que junto com os outros soldados redobre minha segurança até la. Depois do que aconteceu ontem, não duvido nada de que Sor Genandy arme uma emboscada para nós, para me ferir e impossibilitar-me de continuar no torneio.

    Sor Ruud assentiu a Esdres, soltando sua espada da bainha para poder sacá-la rapidamente se fosse necessário.

    - Estarei logo atrás de vocês, sor!

    Com essa escolta, Esdres estava pronto para ir para a área do torneio. Mas ainda poderia escolher quem levaria para lhe dar assistência.

    OFF: Pode mobilizar os npcs que desejar para servir como escudeiro ou até torcida para Esdres.

    LÍCIA

    -Desculpa por tudo, eu realmente estava fora de mim, pode ter sido muitos atos infantis da minha parte, sem resultados nenhum além da minha prisão domiciliar...Percebo que estava um pouco agitada ou afoita com a nossa situação atual com tantas pessoas mentindo descaradamente sobre nossa família...tentei resolver tudo conversando com o Dannett e por fim acabamos ajudando o jovem que havia sido envenenado e ficamos por isso, não consegui falar com ele...
    -Faça o que o senhor achar melhor, não vou mais questionar nem me opor, farei tudo que me for mandado fazer e agirei da forma que me for ordenado agir. Seguirei todas as suas vontades para o bem da nossa família... Evitando o máximo possível de transtorno a minha mãe...
    -Dou minha palavra que vou me comportar. Se o senhor permitir eu poderia ficar sozinha caso não seja preciso a minha presença em algo, não quero desperdiçar o seu tempo com assuntos que não trazem nenhum beneficio as suas vontades e escolhas. O senhor provavelmente deve ter assuntos mais importantes a tratar com pessoas mais importantes no momento, se precisar de algo estarei aqui como o senhor desejar... Pela sua vontade...

    Beron escutou tudo que Lícia falou, mantendo-se imóvel e em silêncio. Sua face pétrea sustentava uma expressão severa, a mesma que tinha desde que entrara.

    Depois que ela parou de falar, o Lorde Felinight ainda deixou passar alguns momentos tensos antes de dizer:

    -  Alice Lake e Isabella Locke ficarão assistindo Lady Maria até voltarmos para casa, e não quero você perto da tenda dela. Você terá liberdade para se deslocar como quiser, mas tenho duas coisas para lhe dizer:

    Ele fez uma pausa longa como os invernos lendários antes de falar:

    - Primeiro, a proibição de proximidade com os Dannetts está revogada, e você poderá visitar o garoto Addam se desejar.

    Por mais que Lícia quisesse mais alguma informação ou instrução, Beron nada disse. Ficou mais um momento calado e depois prosseguiu:

    - Segundo, você tem uma tarefa, e espero que a cumpra com excelência, para recuperar a confiança que essa casa tinha em você. Será preciso despachar grandes quantidades de grãos e cereais para o nosso porto no Norte; quanto mais conseguir, melhor. Você terá acesso aos nossos recursos que trouxemos, mas não comprometa tudo, ou ficaremos sem ouro para voltar para casa. Compreendeu tudo?  


    GYLEN

    Depois disso Gylen espera ao lado de fora da tenta de Lícia. Há algum tempo não falava com ela e talvez pudesse falar com o pai sobre o futuro. Saber sobre prisão de Esdres ficaria para depois. Uma noite numa cela não podia ser tão ruim. Podia?

    Beron encontrou Gylen esperando do lado de fora e olhou com uma compreensão muda por um instante.

    Após isso, ele disse:

    - Pode dispensar o soldado que vigiava Lícia, ela está livre para andar por aí.

    Olhando ao redor do acampamento, ele indagou:

    - Tudo sob controle? Alguma coisa que queira me informar?

    MAEHRA

    Maehra foi despertada em sua tenda pelo chamado de uma das servas dos Felinights, a que chamava-se Mary Snow.

    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Mary_s10

    - Senhorita Maehra? O Lorde Felinight pediu que trouxesse seu desdejum e avisasse à senhorita para se preparar para acompanhá-lo no dia do torneio. Ele pediu que usasse um vestido bonito e também que levasse seu instrumento musical.

    A refeição trazida por Mary incluía pãe frescos, batatas assadas, biscoitos finos, um pote de mel e um frasco de leite.

    GASPAR

    Linda Snow veio à procura de Gaspaar, trazendo uma túnica vermelha com umm tecido novo e brilhoso.

    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Linda_10

    - Aqui está, Gaspar! Quer dizer, a primeira, porque ainda não sei quantas você vai querer. Ah, e Gylen Snow me mandou dizer que um homem chamado Touro de Mimir seria uma boa companhia para beber... mas eu te aconselho a não beber!
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Sandinus Qui Jul 14, 2022 1:32 pm

    Asdulfor foi buscar Krotalus, pois percebeu que ele estava bastante entediado, iria levar o soldado para acompanha-lo para que ele espairecesse um pouco, além disso levaria Rakashar com sua coleira para o curtidor trirar suas medidas. Depois de um tempo buscando ele encontrou um curtidor e após algumas rodadas de negociação reduziu o preço, mas ainda estava um tanto caro, porém Curtis estava mais irredutível. Sem muita alternativa Asdulfor aceita, o homem tira as medidas de Rakashar e dá o preço.

    -Bem, você já tem as medidas do Rakashar, se puder terminar antes do baile da rainha eu agradeço, aliás, aproveitando a oportunidade, poderia me dizer quanto ficaria um robe ao estilo de meistre reforçado? -o velho manuseia seu robe- Este já é um pouco reforçado, queria que fosse mais, no entanto na minha idade não permite excessos, ou seja, algo equilibrado para um homem idoso como eu seria ideal. Quanto ficaria neste caso?

    O velho espera a resposta e continua...

    -Não sei se está sabendo, mas os Fenlinights estão recrutandeo pessoas que tenham interesse em ir em busca de uma nova vida no norte, eles tem muitas terras e poucas pessoas... Lorde Beron tem intenção de entregar as terras para que os interessados possam desenvolver suas vidas e contribuir para o povoamento da região. Você foi bem recomendado em minha busca, alguém com suas qualidades seria de importância. Aliás, pode espalhar essa notícias para os seus, mas de preferẽncia os que ja sabe que tem boa indole e vontade de trabalhar.

    Asdulfor seguiu em Busca de Neil River e após algumas indagações chegou a uma meretriz de nome Prestine e logo descobriu por ela que o garoto havia morrido.

    -Ele está comas irmãs silenciosas, sor... Acharam o corpo dele ontem dentro do poço, sor! O pobre menino deve ter escorregado enquanto brincava...

    As palavras pegam Asdulfor de surpresa, mas logo ele se recompõe e encarava a moça, percebendo que nem ela acreditava no que estava falando.

    -Uma pena...eu o ajudava dando refeições, é costume dos Fenlinights ajudarem as pessoas, infelizmente não podemos ajudar a todos...Senti falta dele com esse sumiço, por isso vim em sua busca. -Disse o velho. Ele aproxima-se da moça e toca em seu ombro- Farei uma oração para acalmar seu coração e assegurar o bom caminho da alma do garoto, além disso, tome esta moeda, para ajuda-la... -Asdulfor abaixa a cabeça e logo sussurra- Sei que não foi um acidente, sequer você acredita nisso...conte-me o que sabe, garanto que serei generoso. Essa moeda é para facilitar o fornecimento de informações... Caso tenha interesse de ir para o norte, os Fenlinights estão precisando de pessoas para povoar suas terras, Lorde Beron pretende levar uma caravana ao norte após  o baile da rainha. Se me boas informações e passar a  ser minha informante, no dia da partida, caso não possamos levar todo mundo pedirei por você. Pense bem, é uma nova chance de recomeçar. Vá a tenda Fenlinight, garanta que não esteja sendo seguida, diga que quer falar com Meistre Asdulfor, lá conversaremos...

    O velho afasta-se da moça ergue sua mão e profere:

    -Que os Deuses novos e Antigos lhe deem conforto.

    Asdulfor então segue até o local das irmãs silenciosas para saber se pode tentar reconhecer o corpo e até examina-lo caso elas permitam.

    -Bom dia, sou Mesitre Asdulfor, tinha um garoto que eu estava ajudando-o com alimentos e ele desapreceu, soube que ele sofreu um acidente e acabou por falecer, seria possivel ver seu corpo? Seu nome é Neil River...

    A morte suspeita alertava Asdulfor, talvez essa morte tenha haver com os ataques a casa Fenlinigh, provavel que tenham descoberto o envolvimento do garoto com Asdulfor.

    O próximo passo seria a Fortaleza Vermelha, na Torre do Grande Meistre Pycelle e após inúmeros degraus Asdulfro senta-se em algo, descansa um pouco, toma uma água de seu cantil e adentra a torre. Seu objetivo era encontrar o Meistre Grivous, alguém que ele conhecia bem e saberia informar de algum meistre experiente e de grande conhecimento. Alguns nomes foram colocados em pauta e depois de muita discussão Asdulfor e Grivous chegaram em um nome em comum. Meistre Rain. Seu histórico chamou a atenção, principalmente por ser das Ilhas de Ferro. O velho Adulfor seguiu em busca do Mesitre Rain e ao encontra-lo se apresentou.

    -Mesitre Rain? Sou Meistre Asdulfor, talvez já tenha ouvido falar de mim. Servi os Stark no norte e hoje já no fim de minha vida sirvo os Fenlinights, um tanto incomum, pois também sou um Fenlinight de nascença. No entanto, meu interesse em seu nome vem do fato da necessidade dos Fenlinights de ter mais um meistre, afinal, já estou velho e não consigo mais dar conta e tudo, precisaria e mais alguém. Você foi bem recomedado por alguns meistres, eu ja tinha ouvido falar em você, mas ratifiquei minha opção ao conversar com Meistre Grivous. Estou aqui com autorização do Lorde Beron e queria sabe se tem interesse em servir os Fenlinights.

    A resposta era aguardada com ansiedade por Asdulfor.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Sex Jul 15, 2022 9:59 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Todos meus pertences.

    • Vestimentas: Vestido curto de seda preto, casaco com capuz preto, gargantilha, braçadeira de ouro, pulseiras de ouro e botas altas pretas de couro com salto alto.


           

               

                   

    Só o fato de poder uma noite inteira já era algo para me fazer levantar de bom humor. Mas, com o café na cama fora o ápice de uma manha que eu não tinha há anos.



    Espreguicei-me preguiçosamente antes de abrir meus olhos e dirigir a palavra a Mary.



    - Bom dia Mary! - Abri um largo sorriso jovial. - Não precisa dessas formalidades para comigo. - Disse ao sentar-me na cama.



    Fiquei admirada com a quantidade de comida enviada. Certamente o Lorde Felinight não sabia o quão duro eu dava para poder caber em meus vestidos. Assim que Mary pôs a bandeja com o café da manhã sobre a cama, pousei minha mão sobre a dela:



    - Já tomou café, Mary? - Questionei-a animada. - Faço questão que tome café comigo.  - Dou dois tapinhas na cama indicando para que ela se sentasse. - E então? Não vai recusar meu pedido ou será que vai? - Completo sorridente.



    Aguardei gentilmente pela resposta de Mary.


               

           
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    Mensagem por Izanami Qui Jul 21, 2022 11:01 pm

         Apenas abaixou a cabeça em obediência a seu pai, acenou aceitando seu pedido e comando, no entanto apenas curvou-se novamente a frente de seu pai em forma de respeito.
    -Farei a sua vontade meu senhor...
       Quando seu pai deixou a sua tenda, ela mesma preparou seu próprio banho, pois até então não era aleijada e conseguia fazer as coisas por si só, com o tempo que gastou fazendo isso e no banho, colocava novamente seus pensamentos em dia, não participaria mais das intrigas da casa, percebeu que não tinha poder e influencias suficientes para se opor aos demais parentes ou impor suas ideias, isso a deixava um pouco chateada, mas tinha que ter paciência novamente estava sozinha e como sempre deveria fazer tudo por si mesma. Pensava onde deveria estar o Senhor Henry Allafante quem sabe ele não poderia ajuda-la com sua tarefa já que ele provavelmente conheceria muitos comerciantes naquele lugar, tinha que encontra-lo para terminar com essa tarefa chata o quanto antes e ter algum tempo livre mais tarde. Ainda assim perderia a parte da manhã que sempre reservara para fazer exercícios  e treinos de esgrima e arco, teria que investir mais nos seus estudos e exercícios não queria mais depender dos outros se não acabaria novamente presa em seu quarto sem conseguir fazer nada e por mais que sua devoção seja sempre ajudar a sua família tinha que arrumar uma forma de começar a seguir seu próprio caminho e conquistas no Norte, não gostava da ideia e falta de respeito que era tratada.
       Assim que terminou seu banho arrumou-se da melhor forma que pode, colocou um vestido não muito chamativo, e sem joias, pois teria que tratar com os demais comerciantes e não deveria ostentar ou demostrar que tinha muito dinheiro, aos olhos dos chacais mercantes deveria demostrar ter o necessário para barganhar.
       Lícia saiu da tenda e dava bom dia a todos os servos além do guarda que havia ficado a sua porta, afinal ela também era uma serva na mesma situação deles, foi ingenuidade sua achar que era algo mais em sua própria família, seguia calmamente em direção a tenda do seu irmão o herdeiro da casa, na entrada da tenda anunciou sua entrada e adentrou sem muito rodeio, baixou sua cabeça reverenciando seu irmão de forma seria.
    -Bom dia meu Senhor Arthur Felinight, perdoe pela invasão a seus aposentos, mas tenho urgência. Meu senhor saberia me dizer onde se encontra o Senhor Henry Allafante, pois tenho assuntos a tratar com os comerciantes desta região e precisava da ajuda do Senhor Henry Allafante para mediar as transações comerciais, pois me falta a experiência e contatos que ele aparenta possuir...
      Continuava com a cabeça baixa encarando o chão e falava de forma fria, estava focada em seus afazeres e na ordem que foi dada pelo senhor da casa. Já que era só uma qualquer que deveria manter as finanças em ordem, estava colocando-se no seu lugar de serva, quem sabe não estaria na mesma posição em que suas damas de companhia, teria que pensar nisso mais tarde, seu pai vinha sempre com a desculpa que a tratava diferente, mas percebia que ele cortou suas asas e a prendeu em uma gaiola sua liberdade ia até onde seu pai poderia controlar sua vida, estava na hora de começar a amadurecer já não era mais uma criança e deveria conquistar seu espaço.

    OFF: Procurar pelo Henry Allafante, ele deve dar uma direção mais segura em negociações com conhecidos para a Lícia.
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    Mensagem por Alexyus Dom Jul 24, 2022 10:08 pm

    MANHÃ DO SEXTO DIA

    ASDULFOR


    Falando com Curtiss

    -Bem, você já tem as medidas do Rakashar, se puder terminar antes do baile da rainha eu agradeço, aliás, aproveitando a oportunidade, poderia me dizer quanto ficaria um robe ao estilo de meistre reforçado? -o velho manuseia seu robe- Este já é um pouco reforçado, queria que fosse mais, no entanto na minha idade não permite excessos, ou seja, algo equilibrado para um homem idoso como eu seria ideal. Quanto ficaria neste caso?

    Curtiss balançou a cabeça, negativamente:

    - Eu só trabalho com couro, meistre! Para fazer roupas, você precisa achar alguém na Rua dos Teares. Ou então procurar a Ordem dos Meistres...

    -Não sei se está sabendo, mas os Fenlinights estão recrutandeo pessoas que tenham interesse em ir em busca de uma nova vida no norte, eles tem muitas terras e poucas pessoas... Lorde Beron tem intenção de entregar as terras para que os interessados possam desenvolver suas vidas e contribuir para o povoamento da região. Você foi bem recomendado em minha busca, alguém com suas qualidades seria de importância. Aliás, pode espalhar essa notícias para os seus, mas de preferẽncia os que ja sabe que tem boa indole e vontade de trabalhar.

    Curtiss estralou um ombro e respondeu:

    - Ouvi dizer que vocês tem boas peles no Norte! Mas eu tenho um negócio próspero aqui em Porto Real, e nenhum motivo que me leve a querer partir. Mas se houver algum interessado, eu lhe falarei sobre vocês, Felinight...

    Falando com Maralyn, a prostituta, a aproximação de Asdulfor e suas palavras discretas fizeram a meretriz estremecer. Mas ela ouviu as palavras dele e assentiu.

    Após isso, Asdulfor encontrou o septo mais próximo, onde as irmãs silenciosas preparavam os cadáveres nas catacumbas subterrâneas.

    -Bom dia, sou Mesitre Asdulfor, tinha um garoto que eu estava ajudando-o com alimentos e ele desapreceu, soube que ele sofreu um acidente e acabou por falecer, seria possivel ver seu corpo? Seu nome é Neil River...

    As irmãs silenciosas não diziam nenhuma palavra, mas havia noviças que podiam informá-lo, garotinhas que ainda não tinham feito o voto de silêncio. Foi uma delas que lhe respondeu:

    - Há alguns corpos de meninos aqui, mortos recentemente. Sabe do que foi que ele morreu?

    Spoiler:

    Após ver alguns dos cadáveres, Asdulfor encontrou o corpo do menino Neil Rivers. Estava azulado e um pouco inchado pela água em que ficara submerso. A menina disse:

    - Não sabíamos o nome dele e ninguém tinha reclamado o corpo, de modo que ele seria cremado no próximo sétimo dia. Você quer levar esse menino?

    Mais tarde, após a conversa com Meistre Grivous, Asdulfor conseguiu ser apresentado a Meistre Rain.

    Meistre Rain:

    -Mesitre Rain? Sou Meistre Asdulfor, talvez já tenha ouvido falar de mim. Servi os Stark no norte e hoje já no fim de minha vida sirvo os Fenlinights, um tanto incomum, pois também sou um Fenlinight de nascença. No entanto, meu interesse em seu nome vem do fato da necessidade dos Fenlinights de ter mais um meistre, afinal, já estou velho e não consigo mais dar conta e tudo, precisaria e mais alguém. Você foi bem recomedado por alguns meistres, eu ja tinha ouvido falar em você, mas ratifiquei minha opção ao conversar com Meistre Grivous. Estou aqui com autorização do Lorde Beron e queria sabe se tem interesse em servir os Fenlinights.

    Meistre Rain fez uma leve curvatura com a cabeça, respondendo:

    - Assim como você, meistre Asdulfor, eu sirvo à Ordem. Se ela assim me ordenar, eu irei para onde me enviar.
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Alexyus Seg Jul 25, 2022 8:12 pm

    MANHÃ DO SEXTO DIA

    MAEHRA

    Maehra convidou a jovem serva dos Felinight, Mary Snow, para tomar o desjejum com ela.

    A moça loira hesitou, dizendo:

    - Eu já quebrei o jejum mais cedo, senhorita...

    Mas diante da insistência da violinista, ela finalmente cedeu e sentou-se à frente da artista, servindo-a num ato reflexo com uma caneca de leite enquanto punha uma para si mesma. Ela não tocou na comida, mostrando-se indiferente à variedade e qualidade dos alimentos; Maehra já percebera que os nortenhos Felinight tratavam seus asseclas com igualdade, e a mesma comida era servida tanto nas mesas dos senhores quanto dos servos. 

    Mary encarava Maehra com discrição, um olhar vigilante sem ser constrangedor, esperando que ela tomasse a iniciativa em qualquer assunto.

    Por fim, quando a violinista já tinha se satisfeito com o repasto, Mary começou a recolher os restos e disse-lhe:

    - Deve se apressar, senhorita! O Lorde Felinight já deve estar à sua espera, e parece ter algum propósito que requer sua presença...
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    O Jogo dos Tronos - Felinight - Página 36 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Felinight

    Mensagem por Pikapool Seg Ago 01, 2022 9:16 pm


       
           
           
       

               

               
    Informações

    • Mote: Sou a última da minha casa, e cabe a mim garantir que seus nomes se tornem lendas!

    • Itens Carregados: Todos meus pertences.

    • Vestimentas: Vestido curto de seda preto, casaco com capuz preto, gargantilha, braçadeira de ouro, pulseiras de ouro e botas altas pretas de couro com salto alto.


           

               

                   

    A principio a  atitude da moça foi estranha. Eu podia jurar que mesmo tendo tomado seu café, ela iria ao menos provar um dos biscoitos ou o mel. Esse podia ser um sinal de que os servos eram bem alimentados.



    - Então, Mary. Me conte um pouco sobre você. De onde é? O que gosta de fazer quando tem um tempo livre para si? - Mordiscava o pão antes de prosseguir. - Desculpe-me por ser enxerida. Agora que fui convidada para a casa Felinight, estou ansiosa em fazer amizade com todos vocês. - Tomo um pouco de leite. - Faz tempo que você faz parte da casa Felinight?



    Comi com calma aproveitando a companhia de Mary. Mas, ela parecia não se desviar de seus afazeres tendo ciência do tempo e até mesmo me alertando sobre meus deveres.



    - Não me demorarei, Mary. Contudo, Lorde Felinight deveria saber que não se apressa a perfeição. - Dou uma piscadela para Mary.



    Apesar do comentário, já tinha o vestido que usaria em mente e não me demorava para começar a me trocar.


               

           
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