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    Prólogo - Coisas Velhas

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    Mensagem por Bastet em Sex Set 11, 2020 3:44 pm




    Coisas Velhas

    A cabeça de pedra não podia ignorar mais os chiliques de Lorra. Continuou mastigando e quebrando as partes do serzinho de madeira, sem nenhum remorso. Você podia até achar que estava ficando louca, mas, por um instante, viu um sorrisinho no canto dos lábios da criatura ao perceber que você estava toda lambuzada de lodo.

    Rosinha, ao contrário, não estava nada feliz ao perceber aquela bagunça. A expressão de preocupação aparecia em seu rosto, mas logo ela voltava a reclamar do comportamento da criança humana.

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    Rosinha: Esse lugar é bom pra quem sabe o apreciar sem curiosidade! O que eu te disse? Fica na trilha... Vá naquela direção... Mas não! Agora reclama com sua curiosidade sobre ter visto isso tudo e se sujado! Vamos!


    A criatura era tão resmungona quanto Lorra, mas não gostava de ouvir tantas reclamações. Enquanto voltavam a andar, a florzinha se manteve perto... Provavelmente para evitar que você se metesse em alguma outra confusão.

    A jovem perceberia que, a medida que andava mais na trilha, menos via entre as árvores. Era realmente muito escuro e o brilho que emanava da trilha não ajudava a ver fora dela. Tudo ali a deixava curiosa... E levemente desconfortável. Talvez fosse por ser uma menina de 15 anos no seu corpinho de criança, mas toda a beleza parecia exatamente feita para ela.

    Quando sentiu que estava muito perto do seu objetivo, Lorra decidiu usar suas últimas energias para correr. E correu loucamente, deixando rosinha pra trás e indo em direção à clareira.  O brilho vinha de um grande arco grego, e ia se dissipando a medida que ela se aproximava.  Dentro dele, a menina veria um lindo jardim, cercado por colunas brancas.

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    Ele tinha uma grande área verde, com criaturinhas fofas e de diversas formas brincando. Umas tinham orelhas pontudas, tipo em senhor dos anéis, outras tinham feições de animais como coelhinhos e gatinhos, algumas eram grandes, outras minúsculas... E, no pequeno lago, mulheres nadavam tão bem que poderiam ter cauda de peixe... Lorra precisaria se aproximar para ter certeza.

    Ela não conseguia ver para o lado de fora das colunas que envolviam o jardim...

    Lá no fundo, no alto de uma escada, uma mulher cantava, junto a umas crianças humanas. As crianças pareciam ter feições diferentes, como as criaturinhas que brincavam no jardim, mas não eram tão fantásticas. Uma delas tinha um narizinho de gato, rosinha e cheio de bigodes, nascendo no rosto humano; a outra tinha riscos vermelhos no rosto e olhos pequenininhos; o único menino entre as crianças estava com a pele levemente azulada...Talvez estivessem adquirindo as características daquele mundo mágico.

    A mulher que cantava, mesmo de longe, era o ser mais bonito que Lorra já vira. Os cabelos dela eram brancos e longos, o rosto em perfeita simetria, os lábios carnudos e os olhos prateados. Ela sorriu ao ver a nova convidada chegar e parou a música, pedindo pra uma das crianças continuar a cantoria, enquanto as outras tocavam instrumentos que a garota não conhecia.

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    E começou a descer as escadas, com toda a graça do mundo.


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    Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Set 15, 2020 2:50 am




    Coisas Velhas

    Com a adrenalina pulsando, corro como nenhuma garota da minha idade corre, considerando a idade que meu corpo apresenta ter. Pulo raízes contorcidas em meio as trilhas, salto sobre pedras, e tudo com uma destreza que nem eu sabia que tinha. Caramba, acho que descobri como é ser alguém que não fuma... Deixa de ser tola, não é como se você fumasse por 50 anos né Lorra? Quer pagar de Johnny Cash? Melhor se concentrar ou vou acabar caindo.

    Estou chegando muito perto, esse brilho está ficando muito intenso. E de repente me deparo com as colunas brancas. Imediatamento, freio, como se meu corpo não respeitasse nenhuma lei da física, nem sinto inércia nada, só fico congelada e boquiaberta. Essa estrutura encantadora não cabe em meus olhos. Linda, maravilhosa, como pode?

    Aos poucos recupero minha caminhada, lembro da Rosinha, mas não paro para procurá-la, aposto que logo ela aparece pra me importunar. Talvez o maior motivo seja tais criaturinhas que pipocam na minha frente, uma mais esquisita que a outra, umas fofas, umas esquisitas, mas todas com pouca chance de existir na realidade. Afinal, isso aqui não deve ser real. Né?

    Me chama atenção a criatura que parece um humano, mas azulão. Parece aquele cara dos X-Men, se a Nick estivesse aqui saberia dizer qual. Que referência boba...

    Um pouco mais distante, observo a imponente figura daquela que parecia a única adulta desse universo. Caramba, o cabelo dela é muito foda! Que inveja... Será que essa é a Senhora Branca? Eu esperava alguma velhinha rabujenta, não uma... Princesa da Disney... ♫ Let it gooo, Let it goooo ♫... Ah não, agora essa música vai ficar na minha cabeça! Okay! Se recomponha, ela está descendo as escadas.

    Fico observando a mulher descer, com toda sua graciosidade, mas sou muito inquieta para ficar parada, fico balançando o braço ansiosa, e agora ela já está próxima o suficiente de mim.

    - Então... Você deve ser a Senhora Branca. Prazer, Lorra.

    Olha que educada eu! Até estendi a mão para cumprimentar a moça. Se eu ficar com o braço estendido por mais dois segundo vou ficar enjoada. Tenho muitas perguntas, mas acho melhor ver o quê ela tem a falar.


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    Mensagem por Bastet em Qui Set 17, 2020 2:22 pm




    Coisas Velhas

    Uma coisa que Lorra não imaginava sentir, ao ver aquela mulher, era inveja... Mas sentiu. Você não era uma menina que costumava invejar pessoas, afinal, apesar de sua realidade meio bosta com a família, a adolescente se sentia muito orgulhosa por ter conseguido sua fama de “durona” e não ter seguido a personalidade de “massa” entre as meninas do ensino médio. Você era diferente e muito mais legal que as meninas que se pareciam com a senhora branca. Certo?

    Apesar de tudo isso, aquele sentimento nasceu em seu peito. Ver a mulher tão graciosa, tão bonita, com os cabelos longos e brilhosos... Com o rosto tão simétrico... Era perturbador. Talvez, em algum lugar, Lorra ainda quisesse se encaixar naquele padrão. Talvez quisesse apenas... Não se sentir tão deslocada. Você sabia que ser como a Senhora branca, era sinônimo de ser maneira na escola (não de uma maneira bizarra, como Lorra era. Maneira de uma forma que todos gostam).

    Na verdade, ali, tudo parecia bonito e legal demais. Até as coisas estranhas, como o rapazinho de pele azul, pareciam ser melhores que as coisas da sua realidade – fosse a realidade infantil ou a do começo da adolescência.

    Enquanto recuperava a respiração, após a correria toda, você fica observando a mulher, toda agitada, antes de se apresentar de forma apressada. A Senhora Branca dá uma risada quando você se apresenta, fazendo uma pequena mesura, como se Lorra fosse alguém importante e logo retoma a sua postura perfeita novamente.

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    Senhora Branca:  ]  Eu sei quem você é, querida. Estava te esperando há tanto tempo!  Só não esperava que você chegasse tão... suja


    Rosinha recebeu um olhar duro da mulher, e começou a bater as asinhas mais rápido e a voar pra lá e pra cá. A flor voadora olhou pra Lorra, como quem diz “tá vendo o que você fez?”

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Y9ax44z
    Rosinha: Me desculpe, senhora... Uma pedra troll está começando a nascer muito perto da trilha e a criança ficou curiosa... Justo no momento da alimentação...  


    A mulher fez uma cara de preocupação, como se o assunto fosse mais importante do que a sujeira da menina.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca: Temos de resolver isso antes que ele cresça... Oh! Lorra! Querida, vem, você deve estar faminta


    No começo da fala, ela tinha ficado muito séria, como se fosse realmente um perigo iminente. Aí, em algum momento, se lembrou de Lorra ali e abriu um sorriso, voltando à sua expressão graciosa novamente.

    A mulher estendeu a mão,  começando a andar com a pequena Lorra pelo jardim. A cada passo, mais o lugar parecia bonito e cheio de felicidade. Você se sentia bem ali, curiosa com cada coisa que via. Pássaros coloridos voando, borboletas do tamanho da sua mão, árvores carregadas de frutas que você não fazia ideia do que eram, mas cheiravam bem demais, mesmo estando há mais de um metro a cima de sua cabeça.

    Quando a Senhora Branca falou sobre Lorra estar com fome, a menina sentiu a barriga vibrar, como se seu estômago respondesse por ela mesma. Bem, ela não se lembrava mesmo de ter jantado em sua forma infantil... Nem de ter tomado café antes de fugir da venda de garagem, em sua forma juvenil.

    Logo chegaram em uma área perto do laguinho das náiades, onde um piquenique estava montado. Parecia ter comida sem fim, pois, enquanto se aproximavam, outras criaturas foram ali pegar frutas e elas pareciam sempre ser repostas automaticamente.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Coma, elas estão maduras como não ficavam há muito tempo. Você trouxe mais beleza a esse lugar, querida Lorra. Olha...


    Enquanto se sentavam pra comer, Lorra veria a luz roxa da trilha entrando no lugar, ficando ainda mais bonito. A luz do sol se misturava com o brilho, dando uma aura mágica em volta. As frutas na frente de Lorra, tinham formas estranhas, como se tivessem um tipo de escama, e em todas elas a menina podia ver pontinhos de luz brilhante, com o que pareciaser  aquele glitter que encontrou no seu porão. Você nem fazia ideia de como começar a comer aquela fruta.

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    A Senhora Branca pegou uma e deu uma mordida, fazendo um “crec” na castinha da fruta e revelando uma polpa brilhosa e muito suculenta. Uma das náiades se apoiou na borda do lago e pegou uma fruta também. Deu um Sorriso pra Lorra, a olhando curiosa.

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    Mensagem por Makaveli Killuminati em Qui Set 17, 2020 8:57 pm




    Coisas Velhas

    Ela está rindo comigo ou está rindo de mim? Fico confusa e meu semblante deixa transparecer, e logo desvio o olhar, procurando por qualquer coisa que me chamasse atenção durante a apresentação das duas. A conclusão de Senhora Branca deu a entender qual era a graça, eu nem lembrava que estava suja. Claro, não é como se eu tivesse esquecido mesmo, mas já tava acostumando, talvez as tantas surpresas atrás da outra me fizeram relevar toda essa bagunça. Observo Rosinha, e toda sua indignação, e veja só, tenho uma ideia maravilhosa. Fito Rosinha com um olhar desafiador e respondo após ela. Isso é pelo tapa que você me deu sua florzinha danada.

    - Ah... Então você se esqueceu da parte em que você me empurrou pra próximo da pedra? Que conveniente...

    Fico olhando para Rosinha com um sorriso de canto de boca. Claro, se isso der muito ruim pra Rosinha eu falo que é mentira, mas só quero ter a satisfação de ver ela brava. Ela fica muito engraçada quando está brava.

    Sinto minha barriga roncando, e coloco minha mão sobre ela tentando abafar o som. Eu não sei se eu deveria ficar aceitando toda essa hospitalidade, geralmente as pessoas não me tratam assim, talvez por isso eu esteja achando esquisito, por estar tudo tão agradável... Mas eu estou morrendo de fome mesmo, como faz??? Pra todo lado que olho algo me satisfaz, me deslumbra, me encanta, é como se esse lugar viesse direto de um conto de fadas. Eu ficaria mais tranquila se eu não soubesse que os contos de fadas geralmente tem algo muito obscuro por trás. Na verdade eu não sei, mas o Drew sabia, e toda vez que ele tinha a oportunidade de expressar seu conhecimento, ele fazia, então, eu meio que sei por inércia. Todos esses pássaros, borboletas, imensidão de cores, e agora essas criaturas que parecem ninfas.

    Me assento junto a Senhora Branca, não consigo esconder que estou desconfortável, talvez aquela ninfa com o olhar ameaçador seja a única criatura daqui que está sendo honesta, mostrando sua verdadeira natureza. Todo esse teor alegre e fantástico, não pode ser tudo tão bom. Parece que todos são felizes aqui, e eu costumo pensar que toda pessoa feliz é uma pessoa lerda, que não sabe muito bem o quê está acontecendo a sua volta... Okay, eu confesso que é meio recente essa minha maneira de pensar, mas não quer dizer que eu esteja errada também.

    Seguro a fruta estranha na mão e observo a Senhora Branca comendo uma dessas, claro que estou matando tempo apenas para aprender a comer essa coisa, e até que parece apetitosa, mas eu não vou sair comendo qualque coisa que me oferecem. É melhor eu responder alguma coisa pra Senhora Branca, inventar algo, desenrolar...

    - Então Senhora Branca, eu não estou com tanta fome... Mas, será que não tem uma fruta comum por aqui? Tipo, uma maçã, laranja... Minha mãe é Bióloga, e eu meio que ouvi muitas vezes que a alimentação das espécies foram fundamentais para elas adquirirem certas características. E eu não quero ficar parecendo tipo eles...

    Eu aponto para as criaturas esquisitas e pro menino azul, sugerindo que talvez aquelas frutas sejam o motivo de tantas criaturas diferentes por ali.

    - Além do mais, esse lugar é muito alegre e bonito pro meu gosto, eu só queria voltar pra minha vidinha medíocre de adolescente, onde meu maior problema era um pai imbecil, e não um monstro devorador crescendo no quintal... Não que meu mundo seja melhor que esse aqui... Provavelmente não é, mas é que eu tenho que voltar pra casa, sabe? Então... Pode me levar de volta? To sentindo falta do meu cabelo verde... Não esse cabelo verde de gosma... O meu cabelo mesmo, super badass, que faz as pessoas me olharem estranho por aí... - Solto um sorriso tímido e constrangedor.- Então...

    Espero a reação da Senhora Branca.

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    Mensagem por Bastet em Sab Set 19, 2020 2:33 pm




    Coisas Velhas

    Enquanto Rosinha explicava as motivações de você estar suja, sua mente vagava em uma maneira de se satisfazer.A florzinha voadora era mal humorada e parecia sempre implicar com a criança... Então Lorra deu o troco. Mentiu, uma mentirinha pequenininha, que fez a flor quase entrar em colapso, se estabanando no chão. Rosinha ajeitou as asas, fazendo uma careta ao voltar a voar. Lorra veria que uma das asinhas estava um pouco torta após o tombo.


    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Y9ax44z
    Rosinha: Sua…sua….Hmpf! Além de curiosa é mentirosa! A senhora tem certeza que essa é a criança certa?


    Rosinha pousou na mão da senhora branca, arrumando as pétalas e bufando ao olhar pra Lorra. Estava mesmo brava com a mentira... Mas nem teve tempo de argumentar. No mesmo momento, a Senhora Branca bateu uma mão na outra, esmagando a flor como se fosse um mosquito. Lorra sentiria um respingo em seu rosto,  pois estava bem próxima, mas, por incrível que pareça, o vestido da Senhora Branca estava completamente limpo.

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    Senhora Branca:  Nós não admitimos mentiras aqui. Esse lugar é muito puro pra isso, querida Lorra. Tenho certeza que uma jovem tão bonita como você não diria uma mentira, certo? É claro que Rosinha fez essa bagunça em você...


    A mulher limpava o que restou da flor em sua mão, com um paninho que uma das crianças trouxe pra ela.  Logo sorriu pra Lorra, a encaminhando para a área do piquenique.  O rosto dela era impassível, com um sorriso gentil, como se não tivesse acabado de matar uma criaturinha há poucos instantes.

    Enquanto você analisava qual fruta comer, a Náiade se aproximou, te olhando. Ela tinha a pele escamosa, os seios nus,  guelras no lugar das costelas e um cabelo que mais lembrava algas marinhas.  Ela cheirou o ar, como se sentisse o cheiro de Lorra e deu um sorriso cheio de dentes pontiagudos, mas não falou nada. Apenas pegou uma daquelas frutas e se sentou na beira do lago, olhando a menina.

    Será que uma criatura como aquela sabia falar? Você poderia se questionar... Mas levando em conta tudo o que havia visto ali, poderia concluir que sim... E, ao contrário de todas as outras criaturas que encontrou, super faladoras e cheias de opiniões,  encontrar uma que não falava por própria vontade era, de certa forma, desconcertante.

    A Senhora Branca deu mais uma risadinha, quando você questionou se havia outras frutas ali, e fez um sinal pra uma das crianças que saiu correndo, provavelmente para pegar o que você tinha pedido.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Nós temos tudo o que você quiser... Mas essas aqui são especiais. Você devia provar, é muito feio fazer desfeita na casa de uma pessoa que te recebe tão bem... Não acha?


    Insistiu, empurrando a bandejinha com as frutas na sua direção, com delicadeza. Deu um sorriso, mas logo a expressão mudaria drasticamente. No momento em que Lorra mencionou que queria voltar pra casa, a Senhora Branca ficou séria,  uma veia pareceu pulsar em sua testa, como acontecia com Daniel quando Lorra o irritava bastante.

    A música parou... Parecia que todos ali sabiam que Lorra tinha dito algo muito errado. A menina podia sentir todos os olhos do jardim sobre ela. Se estivesse atenta a sua volta, perceberia que o sol estava sumindo e a escuridão começava a entrar lentamente pelas colunas gregas.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Não seja bobinha, olha o seu tamanho! Os humanos tem uma anatomia esquisita, mas tenho certeza que você não tem mais de 7 anos.  Vamos, COMA!


    Se exaltou um pouco no final, mas logo se recompôs, ajeitando o vestido e a postura.  As criaturas observavam a cena, parecendo prontas para agir, caso a menina desobedecesse.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Seja boazinha, querida. Seu pai e sua mãe não estão mais felizes com você longe? Eles não gostam de você... Eles preferem sua irmãzinha de ouro... Por que você insiste em atrapalhar a vida deles? Aqui... Aqui nós gostamos de você como você é... Escolhemos você justamente por isso. Fica! Vem fazer parte de uma família que vai te amar...


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    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sab Set 19, 2020 4:31 pm




    Coisas Velhas

    Meu sorriso de canto de boca paralisa enquanto observo a cena da Rosinha se desmantelando nas mãos da Senhora Branca. Fico com o olhar perdido, e minha mente sequer reage, fico atônita. Eu não esperava por isso... Eu matei a Rosinha!!!

    Ainda em choque, deixo a mão da Senhora Branca me conduzir.

    ___________________________

    Ainda avoada, apavorada, apenas aceno positivamente com a cabeça enquanto a Senhora Branca fala, nem to prestando muita atenção em cada palavra dita, minha mente seleciona apenas algumas palavras chaves e vai contextualizando tudo com o quê eu observava ao meu redor. A criatura de dentes pontiagudos parece muito mais ameaçadora agora, assim como todas aquelas crianças e criaturas esquisitas. Meus olhos buscam sinais de ameaças em todo canto, e parece que em cada canto daquele local com atmosfera inocente e fantástica, existe sinais implícitos de coisas pertubadoras, coisas que minha mente tenta esquecer. De repente, esse lugar já não é tão legal e encantador, e agora todos estão olhando pra mim, o quê me deixa bastante constrangida. Ninguém quer que eu vá embora, e certamente não é porque eu sou importante para eles.

    De todo modo, rapidamente minha impressão sobre a Senhora Branca se forma. Essa vadia é uma ditadorazinha de merda, parece muito com o desgraçado do Daniel. Já sinto uma enorme vontade de fazer ela engolir uma faca atravessada e fazer o pescoço dela se transformar num chafariz. Mas, o quê eu faço? Eu quero ir embora, e eu sou apenas uma criança aqui, não tenho como me defender, preciso ser mais esperta. Droga!

    Bom, se antes eu já não estava inclinada a aceitar essa fruta esquisita, agora mesmo que eu não vejo como uma boa idéia comer essa porcaria, que parece muito gostosa. Mas se eu recusar essa desgraçada vai ficar "P" comigo. Volto a olhar para a criatura aquática. E talvez me joguem na água pra virar comida dessa... Coisa...

    A Senhora Branca se esforça muito pra manter a pose de simpática e boazinha, por que ela faz isso? Se claramente ela não é. Encaro a Senhora Branca, se ela for esperta o suficiente, ela sabe que eu não vou deixar que isso termine por aqui, eu vou ferrar muito com você, nem que seja a última coisa que eu faça nesse corpinho diminuto... Mas por agora, é melhor eu comer esse negócio na minha frente, se ela quisesse me matar, já teria feito. Mas tem coisas piores que a morte, né?

    Pego a fruta na minha frente, fico um pouco hesitante, mas mordo a casquinha da fruta, mastigo muitas vezes antes de engolir. E assim que engulo o pequeno pedaço da minha primeira mordida, devoro a fruta sem tirar os olhos da Senhora Branca, imaginando que aquela fruta fosse sua cabeça branca, me fazendo sentir cada vez mais feroz e selvagem, me lambusando com a polpa da fruta que escorre pelos cantos da minha boca e por entre meus dedos, e termino com a fruta rapidamente. Minha raiva ultrapassa meu temor, e quero que ela sinta o ódio emanando do meu corpo. EU ODEIO QUE ME DEEM ORDEM, ENTENDEU SUA VADIA???

    - E agora... Eu comi essa coisa. Muito obrigado!

    Meu tom de voz transparece que eu não estou feliz com isso, independente do sabor da fruta.

    - E tudo isso que você falou da minha família... Papinho furado. Não admitimos mentiras aqui. Não é mesmo?

    Falo com imposição, fito a Senhora Branca e tento incitar as criaturinhas esquistas. Okay... Admito que agora fui ousada demais. Estou querendo acreditar que isso é um sonho, e se for um sonho, eu posso tomar controle dele, certo??? Se não for um sonho, eu to muito ferrada agora. Vamos criaturas esquisitas, ela mentiu, me ajudem! Eu sei que meu pai pode me odiar, mas eu duvido que minha mãe me odeie, tudo bem que a Nick seja a preferida, mas minha mãe gosta de mim, não tenho dúvidas quanto a isso. Vamos, peguem a Senhora Branca!

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    Mensagem por Bastet em Dom Set 20, 2020 7:26 pm




    Coisas Velhas

    Quando os olhos de Lorra começam a buscar por ameaças, todas as criaturas ali pareciam ter algum nível de perigo. Eram lindas, é claro, mas algumas tinham dentes pontudos, garras afiadas, olhos desconfiados. Nenhuma delas tinha feito nada para a menina, mas não pareciam mais tão amistosas quanto quando ela chegou. Certamente percebiam o clima de tensão entre você e a Senhora Branca.

    Após a fruta ser comida, as pessoas pareceram relaxar. E você entenderia o motivo: nunca tinha provado algo tão gostoso na vida. Parecia que tinha todos os sabores preferidos de Lorra, todos misturados, formando algo que ela nunca tinha comido antes.  Suas desconfianças começavam a se abrandar, a garota sentia que, a cada mordida, o sentimento de desconfiança para com a Senhora Branca ia sumindo. Precisaria de muita força de vontade para resistir àquela sensação de bem-estar.

    Spoiler:
    Rola a habilidade “Coragem” ou “Controle Emocional” para ver se ela consegue resistir ao sabor da fruta. Somente um sucesso absoluto ela consegue manter os pensamentos de perigo e raiva. Um sucesso parcial Lorra consegue manter uma pulguinha atrás da orelha, mas isso vai passando aos poucos. Uma falha, após terminar a fruta, ela começa a se sentir parte daquele lugar.

    A Senhora Branca sorriu ao ver você comer a fruta todinha e ficou bem séria com as suas respostas malcriadas. Novamente, o clima pesou.... Você sentia a náiade mais próxima, atrás de você, e as crianças se movendo enquanto te olhavam.

    Em um movimento, a senhora branca levou a mão à boca, dando uma risada alta e gostosa. Lorra chegou até a pensar que o movimento era para lhe dar um tapa... Por que aquela mulher estava rindo? Agora, claramente, ela estava rindo de Lorra e não para a menina.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Oh! Vejam só como ela é geniosa! Vai nos servir muito bem, vocês não acham? Vamos, é dia de comemoração hihihi


    A mulher batia palmas, como se tivesse adorado o showzinho da criança. Começou a se levantar, ajeitando a barra do vestido e indicando com a cabeça para duas das crianças irem até Lorra.  O menino com pele azul, com um tanquinho muito bem definido, e uma jovem com pés e chifres de cabra. Os dois agarraram você pelos ombros e começaram a te levantar.

    Não estavam apertando o suficiente para te machucar, mas eram fortes e grandes o suficiente pra te erguer no ar, suas pernas balançando enquanto eles começavam a andar atrás da Senhora Branca.  Eles andavam em direção à grande escadaria lá no fundo do jardim.  As outras criaturas comemoravam, alegres, como se fosse um dia muito especial.

    Spoiler:
    Você pode desviar (agilidade) ou Contra atacar (Força e Briga), caso não tenha falhado no teste anterior.  Caso desvie, tem a oportunidade de correr, mas não sabe pra onde ir. Caso ataque, tem de ser um pro cara azulado e um pra menina cabra.

    Caso tenha falhado no teste anterior, tudo parecerá muito divertido e você será boazinha com os dois homens


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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Set 22, 2020 12:30 pm




    Coisas Velhas

    Sinto meu corpo relaxando. Puta que pariu, isso aqui é muito gostoso, preciso descobrir qual o nome dessa fruta, e plantar milhares dessa no quintal de casa. Hmmmmm, será que devo abusar da hospitalidade e pedir mais? Caramba, eu deveria estar puta com essa mulher, mas, hmmmmmmm, relaxa Lorra, só aproveita e se delicie com essa fruta esquisita porque em casa não vai ter mais disso. Nossa, devo estar parecendo uma selvagem toda melecada dessa gosma verde e agora toda suja dessa polpa maravilhosa. Sobrou um pouco nos dedos, não devo desperdiçar nada. Começo a lamber os meus dedos enquanto observo as pessoas me observarem de forma mais amigável.

    Caramba, não precisava dar piti, eles só queriam que eu provasse essa coisa. Está tudo certo. Vejo a mão da Senhora Branca se levantar e levanto a minha pra me defender, mas inesperadamente ela começa a rir. Minha reação é rir junto, achando graça de tudo aquilo. Não reajo a aproximação da criança azul e a criança com chifre e pata de bode, mas fico arisca quando me agarram pelo ombro.

    - Eiiii... Me larga!

    Falo de forma séria. Mas logo sou levantada sobre seus ombros e tudo parece se tratar de uma brincadeira, ou algo divertido. E, ei...

    - Para!!! Está me fazendo cócegas! - Intercalo minha fala com risadas.

    Me sinto vulnerável, e de certaforma, uma passageira sem alternativa. Melhor relaxar, vamos ver qual a próxima parada... Ah, que se dane, eu to muito curiosa pra esperar...

    - Ei, Senhora Branca... Para onde estamos indo?

    Eu sei que tudo está muito agradável, mas ainda lembro que tenho que voltar pra casa, então, uma hora esses momentos terão que terminar.

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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Bastet em Ter Set 22, 2020 7:03 pm




    Coisas Velhas

    Quando você comeu a fruta, tudo mudou. As pessoas ali não eram mais estranhas... Você, de alguma forma, gostava de estar perto delas... E até pensava que queria repetir a refeição. Onde, em casa, poderia encontrar algo gostoso como aquela fruta era? Em lugar nenhum, foi a resposta que sua cabeça respondeu, quando você se questionou.

    E tudo, em seguida, pareceu completamente divertido. Até ser levantada pelos ombros e encaminhada para um local desconhecido. Os dois jovens que a carregavam não se abalaram com seu pedido para ser solta, mas deram uma risada quando você disse estar sentindo cócegas.  A senhora branca, um pouco a frente, diminuiu o passo, para responder sua pergunta.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Eu quero te apresentar minha filha, querida Lorra. Eu tenho certeza que vocês vão se dar muito bem! Ela está logo ali em cima, venha!


    Ela estendeu a mão, percebendo que Lorra não oferecia resistência, e, no mesmo instante, seus dois guardas a soltaram. A Senhora Branca te guiou escada acima, até que vocês entraram por um dos arcos gregos,  direto para uma floresta cheia de vida, assim como era a trilha que te levou até ali.

    Uns passos adiante, uma espécie de altar de pedra, lindo, todo branco com uma runa de borboleta cravada na parte reta de cima.  A Senhora branca pegou seu corpo pequeno no colo e te colocou sentada no altar, ajeitando seu cabelo todo duro pela gosma.
    A mulher fez um sinal com a mão e logo surgiu uma criaturinha com orelhas de coelho, segurando uma taça do que parecia ferro. A criatura tinha uma expressão de dor, mas levou até você e indicou para você pegar.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Beba, criança. Essa bebida é ainda mais gostosa do que a fruta. Tenho certeza que você vai adorar.


    A mulher incentivou você a pegar a taça e a beber. Como Lorra não conseguiu resistir ao encanto da fruta, dificilmente recusaria algo ainda mais gostoso. O líquido era um tanto viscoso, azul e cheirava a chiclete.

    Todos estavam parados, aguardando você tomar. Quando o fez, a Senhora Branca sorriu e disse para a coelhinha, que choramingava, segurando a mão.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Mande trazer a minha filha...


    Você ouviria essa frase um pouco distorcida, meio em câmera lenta. Aos poucos, sua visão ficaria turva e o mundo rodaria a sua volta. Até para piscar os olhos parecia que demorava uma eternidade. Seu corpo foi ficando mole e logo estaria deitada sobre a pedra.

    Entre duas árvores, veria duas figuras surgirem... Elas destoavam completamente do lugar gracioso que você vira até então. Eram meio acinzentadas.... Sujas.  Uma mulher nua, com uma máscara branca e uma criança com um saco na cabeça. Você podia ver apenas os olhos da criança... E eram os olhos que você, Lorra, vira durante toda a sua vida quando se olhava no espelho.

    Spoiler:

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 UPiffBG

    Seus olhos começaram a pesar... Quando você piscou, sentiu que não estava mais naquele corpo em cima da pedra... Na verdade, você sentia como se nunca tivesse estado lá. Sua visão era limitada por dois buracos feitos em um saco que cobria a sua cabeça e sua mão era segurada por aquela mulher nua. Ao contrário da visão, no corpo da criança humana, você agora enxergava tudo escuro e sem brilho... O mundo não era tão mais bonito.

    ***

    Logo você piscou novamente... E estava sobre o altar.  

    As cores voltaram, tudo era lindo... E as duas criaturas destoantes se aproximavam. O garoto azul e a garota com pés de cabra amarravam seus membros na pedra e passavam um pano em seu rosto sujo.  Agora, você estava com medo... Mesmo que o efeito da fruta ainda não tivesse passado.

    ***

    Os olhos se fecharam e abriram e você voltou ao corpo da criança com o saco na cabeça. Você via, pelos buracos, a criança humana, toda suja, se debatendo. Ela gritava, tentava morder as pessoas que a limpavam.

    Nesse corpo de agora, você se sentia bem. Se sentia doente, mas era como estar em casa, pertencer a algum lugar... Coisa que não se lembrava de ter sentido em seus 15 anos de vida. Você pertencia àquele lugar. Era aquela criança cinza e toda suja.

    Aquele corpo humano, sobre o altar,parecia bonito, você ia gostar de viver como aquela menina. Na verdade, isso te trazia muito medo... Mas era o certo a se fazer. A mulher nua te puxou, pra você apressar o passo e fez o saco em sua cabeça se mover de leve, revelando o cabelo esverdeado que você tinha.

    Quando chegaram até a Senhora Branca, ela se abaixou, pra te olhar nos olhos.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Hoje é seu dia, minha filha. Você sabe que é necessário, certo? Aqui você não vai sobreviver... Boa vida


    Ela ergueu o saco em sua cabeça, dando um beijo em sua testa, que estava meio purulenta e febril. Você confiava nela.  Tinha a visto poucas vezes, desde que nasceu, mas ela sempre cuidava de você.

    Logo a criatura com orelhas de coelho, que você sabia se chamar Maeve, te trouxe a mesma taça que a criança humana tinha bebido, para você tomar.

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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Set 22, 2020 10:06 pm




    Coisas Velhas

    Caramba, a Senhora Branca já tem uma filha! Ela não parece velha o suficiente pra ter uma filha... Quero dizer, ela deve ter idade pra ter uma filha, mas, sei la, se eu fosse chutar, eu diria que ela não teria. Somente pensamentos bobos, diga alguma coisa Lorra.

    - Então você tem uma filha... Que legal!

    Sério? Isso é tudo que você conseguiu dizer? Então tudo bem, melhore Lorra. Caramba, eu estou falando comigo mesma em terceira pessoa, isso é tão idiota. Enfim, observo a mão delicada da Senhora Branca me convidando a acompanhá-la, e respondo ao convite sem hesitar. Me sinto energizada, elétrica, e saltitante. Aquela fruta deve ter muito açucar, aquilo deve viciar muito mais do quê as paradas que o Owen me vende... Caramba, diga-se de passagem, teremos uma conversa Owen, é muito errado você vender essas paradas pra mim, embora não seja essa conversa que eu quero ter com você... Coitado, ele foge de mim que nem o diabo foge da cruz, só me vende essas coisas porque eu sou incrivelmente badass... Okay, não, é só porque eu sou super insistente e chata mesmo. E por quê eu to tendo essa reflexão, eu deveria estar aproveitando esse lugar maravilhoso!

    Quando menos percebo, a Senhora Branca me coloca sobre um altar maravilhoso, em seguida ajeita meu cabelo que está numa situação deplorável, e como eu me sinto? Alguém precisa tirar uma foto, eu sou a única rainha possível. Faço pose e observo as outras criaturinhas com olhar de superioridade, como uma própria rainha observando seus súditos... Okay, chega, não combina comigo. Me aconchego no trono e sento sobre uma das pernas, me sento de forma bem casual me sentindo confortável, apesar do trono ser bastante desconfortável.

    Fico curiosa e aborrecida quando vejo aquela linha criaturinha com orelha de coelho se aproximando com um semblante entristecido. Mas não falo nada, só fico tentando entender por quê estava triste. Lamento minha amiguinha, seja lá pelo que você esteja passando, eu sinto muito. Então, pego a taça que ela me oferece.

    Antes de beber o líquido azul convidativo, eu cheiro, como que antecipasse uma degustação de um delicioso vinho. E em seguida coloco tudo pra dentro de uma vez... Hmmmm, até que é gostosinho, mas...

    - Senh... Senhora Branca... - Caramba, o quê está acontecendo comigo?

    - Por que... Ela....... Por... Está....... Chorando...

    Meu corpo... Está pesado...

    Me sinto cansada...

    Fecho os olhos...

    Abro os olhos... Estou deitada no trono...

    Minha mão está caída, bem na frente do meu rosto...

    Não consigo, erguer...

    O quê... Quem são vocês...

    Meus olhos cansados... Tudo está borrado...

    Cadê... a coelhinha...

    Quem são vocês...

    Eu não quero...

    Esses olhos... Eu sei...

    Eu conheço...

    Fecho os olhos...

    Abro os olhos. Vejo a criança deitada no trono. Seus olhos não aprentam muita vida, estavam vazios, cheios de questões e nenhuma resposta. Eu consigo imaginar o sofrimento, a sensação de incapacidade, de nulidade. Nem todo mundo consegue aceitar sua insignificância diante de um mundo repleto do incompreensível, do inexplorável. Sei que a criança está em dúvida, está em choque, e mesmo que pudesse reagir, não reagiria. A criança sabe, ela está prestes a perder aquilo que ainda mantinha ela no limiar daquilo que ela acredita ser a realidade dela. Mamãe foi pontual na escolha. Consigo interpretar todas as sensações, todos os sofrimentos que ela ainda não viveu, mas que ela já lembra. Acaricio a mão da mulher que me levou até ali, e fecho os olhos.

    Abro os olhos...

    O quê... Vocês...

    Não...

    Por favor...

    Eu não quero...

    Senhora...

    - Eu quero.... Min...... Mãe...

    Socorro...

    Socorro...

    Socorro...

    - Ajuda!

    Estou muito fraca...

    - Não!... Socorro...

    Perdida...

    Sem esperança...

    Fecho os olhos...

    Abro os olhos. A criança não está lidando bem. Ninguém lidaria. No lugar dela, talvez eu estivesse pior. Fico triste, estou sofrendo em ver isso acontecendo. Mas, é esquisito. Eu gosto disso. O sofrimento me deixa viva. Sofrer é viver. Não tem como dissociar uma coisa da outra. A vida deve ser respeitada. E a criança está respeitando agora. Posso ver o medo no olhar dela. Quem sabe... Quem sabe agora ela esteja exergando as coisas como eu enxergo. Tudo é feio. E o feio não é magnífico?

    Em meio aos meus costumeiros devaneios, sinto a Senhora Branca me puxando, me apressando para cumprir o inevitável. Estou a poucos centímetros de cumprir o meu caminho de aceitar o meu destino. Uma alma, por uma alma, dois elementos singulares, únicos. Um negócio muito caro, muito poderoso. E justo.

    Os olhos penetrantes da Senhora Branca anunciam que está na hora. Verifico o corpo da garota, me aproximo dela, e acaricio a sua cabeça.

    - Eu sei quem você é, e quem você quer ser. Eu não vou te decepcionar, Lorra... Eu vou carregar comigo o caos e a entropia. Você será lembrada.

    Beijo a testa da criança, sem temer a reação dela. Em seguida, encaro a Senhora Branca. Meu olhar tem somente um significado. Gratidão. Sei que a Senhora Branca entende sem eu ter que dizer uma palavra. Tal como eu fiz com a criança, ela faz comigo, me beija na testa. Eu acaricio a mão dela.

    Recebo a taça de Maeve, faço um cafuné e me despeço. Eu seguro o choro, e abraço ela, abraço muito, muito apertado.

    - De todas as imperfeições que já fui apresentada, você é a minha preferida. O tempo é infinito, um dia a gente vai se encontrar novamente. É inevitável.

    Ergo a taça para todos testemunharem o momento... Fecho os olhos...

    E bebo....

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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Bastet em Qua Set 23, 2020 3:21 pm




    Coisas Velhas

    O líquido, na boca da menina humana, tinha um gosto doce e bastante enjoativo, como a criança tanto gostava.  Na boca da criança que em breve atenderia por Lorra, era levemente azedinho, com um toque bastante quente e ardido causado pelo toque de sua boca no material da taça.

    Enquanto você tomava e sua consciência oscilava entre uma realidade e outra, em algum momento se lembrou de ajudar a preparar a poção. Estava naquela mesma floresta, com o saco na cabeça. Sentada no altar, você tinha o dedo perfurado por uma faca de lâmina de chifre. Maeve segurava seu dedo sobre um pequeno caldeirão, que era aquecido por cristais vermelhos de calor. Seu corpo gostava do calor perto do caldeirão, mas alguns calafrios eram causados pela sua saúde bastante debilitada.

    Maeve era baixinha, apesar de adulta, com duas perninhas gordinhas e curtinhas de coelho. Estava em cima de um banquinho pra poder mexer no caldeirão. Usava um óculos tipo de ourives, dando zoom, vez ou outra, pra verificar que estava fazendo a coisa certa. As orelhas brancas eram longas e o cabelo curtinho e macio, tipo pelo de coelho.

    Quando a primeira gota de sangue pingou, você viu o líquido mudar de cor. Era algum tipo de destilado, feito a partir da fermentação de frutas, que reagia com o sangue de sua espécie.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 U8VW7sl
    Maeve:  Está quase tudo pronto! Falta apenas algo do outro mundo. Sua mãe disse que ia conseguir antes da criança humana chegar. Você está animada? Hey, hey! Não toque nisso, vai se machucar...


    Maeve alertou, no final de sua fala, quando a menina tentou pegar a bonita taça de ferro que seria usada no ritual. Você via sua babá chegando por entre as árvores e ainda tinha tempo pra falar ou perguntar algo antes de ser levada de volta para casa.

    ***

    Sua consciência voltou e você sentiu a vontade de vomitar tudo o que havia bebido. Seu corpo cinzento e dolorido parecia queimar por dentro, como se cada parte dele estivesse em mutação. Suas mãos doíam... Suas pernas pareciam se esticar... Você tinha vontade de arrancar seus cabelos, tufo verde por tufo verde, enquanto sentia os fios humanos começando a nascer por dentro de sua pele.

    A dor era... Indescritível. Ninguém tinha te contado que seria daquela forma. Seu corpo era menor do que o da criança humana, por isso, sentiu sua pele começando a se rasgar, enquanto você crescia. Os novos membros eram cumpridos... A pele era rosada.... Seu maxilar se quebrou e começou a se remodelar na forma de Lorra. A única coisa que se manteve foram seus olhos... Em um tom levemente destoante do da menina humana, mas nada que os humanos iriam reparar.

    Suas lembranças começaram a se fundir com as lembranças da menina e o seu passado se tornou o dela. Seu nome se tornou o dela... E você já nem fazia ideia do que era aquele lugar. Só sabia que estava com sono... E caiu nos braços de Maeve... Enquanto a senhora Branca e todos os outros seres cumprimentavam a criança humana, que começava a recobrar a consciência.

    Afinal, o evento era pra outra criança... Não para a filha que seria abandonada com os mundanos.

    ***

    Quando você se deu por si, estava no lago, se lambuzando com a fruta deliciosa. Se lembrava muito vagamente do altar... Mas aquilo tudo parecia mais um devaneio.  A Náiade brincava com seu cabelo castanho, meio melecado. A Senhora Branca sorriu, assentindo, como se fosse responder a uma pergunta sua... E você se lembrou que havia pedido pra voltar pra casa.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Claro, querida. A Rosinha vai te levar de volta... Mas antes, pegue esse presente meu...


    Ela entregou um caderninho de capa preta, com seu nome escrito na primeira folha, em uma linda letra toda desenhada.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Não se esqueça de desenhar as coisas em sua mente... Ajuda você não enlouquecer... É muito importante que você desenhe e nunca jogue ele fora...


    Logo a mulher se inclinou e te deu um beijo na testa.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Y9ax44z
    Rosinha: Eca! Tá vendo, menina, sua curiosidade fez a Senhora Branca ter de beijar uma testa cheia de Lodo! Vamos, você precisa de tomar um banho quando chegar em casa!


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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Set 25, 2020 2:19 pm




    Coisas Velhas

    Minhas mãos estão... Todas lambuzadas pela polpa da fruta. A Senhora Branca tem razão, essa fruta é maravilhosa. Procuro pelo trono ornamentado no horizonte, em um canto, no outro. Fico confusa. Jurava que tinha um trono por aqui. Droga, eu queria me sentar nele e fazer pose, mas eu devo estar muito cansada, porque não tem trono nenhum aqui.

    Me desvencilho da querida criatura que brincava com meu cabelo, e me aproximo do lago. Levo as mãos até a água e começo a lavar minhas mãos, e até penso em lavar os cabelos mas a Senhora Branca interrompe. Verifico o presente que a Senhora Branca chamava atenção, e antes de pegá-lo, enxugo a mão na minha roupa. Até que não foi de todo mal, será que posso voltar aqui mais vezes? Talvez seja agradável, descontrair de vez em quando.

    Enquanto observo o presente que foi me dado, ouço o pedido da Senhora Branca. Isso é tudo?

    - Fácil, eu adoro desenhar!.. Obrigado...

    A parte de enlouquecer deve ser brincadeira da Senhora Branca, não faz o menor sentido, mas, não vai ser um trabalho preencher tudo isso com meus desenhos.

    A Senhora Branca se aproxima e me beija na testa. E apesar da minha desconfiança anteriormente, sinto que o beijo é cheio de ternura, e de certa forma me sinto bem.

    - Até algum dia, Senhora Branca... Mas preciso voltar pra casa antes que meus pais enlouqueçam. Obrigado novamente.

    Me distancio dela, e das outras criaturinhas enquanto acenava, e logo, viro as costas e sigo meu rumo acompanhada da Rosinha. E por algum motivo, me sinto mais ansiosa a cada passo que dava durante o caminho até a porta do meu closet. Droga... Acho que vou sentir falta desse lugar. Mas não tem jeito, preciso voltar pra casa logo... Casa... Hmmphff...


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    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Empty Re: Prólogo - Coisas Velhas

    Mensagem por Bastet em Sex Set 25, 2020 9:36 pm




    Coisas Velhas

    A Senhora Branca estava sorrindo, até você falar “até algum dia”. O sorriso dela falhou levemente e ela aproveita a proximidade do beijo em sua testa e te dá um abraço terno, como mãe e filha.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 3mDylQG
    Senhora Branca:  Você precisa voltar mesmo, já deve estar na hora do jantar... Adeus, querida Lorra


    Ela não respondeu a despedida esperançosa, como se não acreditasse que fosse acontecer. A Náiade voltou para o lago, após você se levantar e Rosinha começou a voar, te levando pelo mesmo caminho que você tinha entrado.

    Era estranho... Você já tinha visto tudo aquilo, a trilha brilhante, as flores e árvores dançando, a grama super verde... Mas parecia que era a primeira vez que realmente via. O mundo antes parecia muito sem graça... Ver aquelas cores e toda a alegria trazia uma euforia em seu peito.

    Falando em peito, respirar parecia tão... bom! Você não entendia o motivo, mas respirar de forma tão simples era algo maravilhoso. Em sua memória, você nunca havia ficado doente o suficiente pra ter dificuldade de respirar... Mas era como se, por toda a sua vida, nunca tivesse inspirado e expirado de forma tão... simples.

    Ao chegarem no ponto onde Lorra lembrava ter encontrado Rosinha, a menina ainda veria o Caracol em seu caminho até o outro lado. Estava quase chegando.  Rosinha voou na direção do seu rosto, olhando em seus olhos.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Y9ax44z
    Rosinha: Boa vida, criança. Obrigada pelo seu sacrifício... E eu gostava mais do seu cabelo verde e sem lodo, mas você tá até bonitinha


    A florzinha pegou nos cabelos castanhos, analisando.  Logo sorriu, mexendo em uma bolsinha que estava pendurada em seu ombro. Você não entendia o motivo de Rosinha estar sendo tão legal contigo, sendo que antes era tão pentelha.

    Por fim, ela puxou um punhado daquele brilho que parecia glitter e soprou em sua direção, fazendo você tossir e, aos poucos, perder a consciência.

    ***

    Quando você abriu os olhos, ouviu o barulho de uma bicicleta se aproximando. Parecia ser a de Nick, pois fazia aquele barulhinho irritante dos sininhos que ela tinha colocado nas rodas. A bicicleta foi jogada no chão rapidamente e o barulho da cerca sendo puxada foi ouvido.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Z5TD9pF
    Nichole: Lô?! Lorra? LORRA!


    Barulhos de passos se misturavam com o barulho de seu coração acelerado. Você se sentia quente, a boca seca e com um gosto muito ruim, como se tivesse vomitado. Na verdade, você sentia algo bem quente em sua blusa e braço esquerdo.

    Seu corpo tava convulsionando. Você sentia sua cabeça bater no chão e doía... Mas você não conseguia controlar.

    Estava com vontade de vomitar... E vomitou... Mas o líquido parecia escorrer pro seu nariz e de volta pra sua boca. Você precisava virar para não sufocar, mas não conseguia.

    Logo viu a cara de Nick aparecer no seu campo de visão, meio borrado.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 Z5TD9pF
    Nichole:LORRA! SOCORRO! ALGUÉM AJUDA!


    Você estava sufocando… E ouviu mais barulhos.  Logo outra pessoa surgiu no seu campo de visão, meio desfigurada... Mas parecia a menina que estava andando de Skate quando você chegou na escola. Ela mandou Nick se afastar e pegou sua cabeça, a levantando sobre um braço e virando de lado... Dando leves batidinhas.

    Ela tremia... Tremia muito, enquanto segurava sua cabeça.

    Era difícil... Mas um pouco de ar começava a entrar pelo seu nariz, enquanto o vômito escorria por todo lado.

    Prólogo - Coisas Velhas - Página 2 D9rNcjr
    Leah: Caralho…que merda… Chama uma ambulância menina… RÁPIDO! Acho que ela tá tendo uma overdose...


    Você via o rosto dessa menina em sua visão periférica... Via mais alguns pares de pernas a sua frente, inclusive os de Nick, com seus all stars pretos, cheios de desenhos na sola.

    Que porra você tinha usado?

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