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    Prólogo - Entrando pro time

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    Prólogo - Entrando pro time Empty Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por Bastet em Dom Ago 30, 2020 12:35 am




    Entrando pro time



    Fazia algumas semanas desde que Connor tinha chegado na cidade. A mãe havia vendido a casa de Toronto e comprado um apartamento no pequeno centro de Spring Valley – apesar de pequeno, era bem localizado, menos de cinco minutos da escola e do trabalho de Grace.  As caixas já estavam todas vazias e no lixo reciclável e o material escolar do jovem Scott todo organizado em sua escrivaninha, por matéria e por dia de aula.

    O calendário, pregado na parede da escrivaninha, marcava o mês de Outubro.  Em uma das páginas, uma foto do lago Esmeralda, ponto turístico da cidade, e, na outra, a folha do calendário, com duas semanas riscadas em vermelho. Após esses quatorze dias em vermelho, o dia de hoje estava circulado em verde, com um adesivo de uma bola de futebol americano no espaço em branco.

    Era o grande dia! O time de futebol do colégio não era grande e nem famoso, mas certamente era uma atividade que o menino queria participar – O pai foi o capitão de sua escola durante todo o ensino médio e sempre dizia que o filho possuía porte para ser o melhor jogador.  

    Hoje seria o teste dele para entrar no time... E pra fazer a prova de redação sobre os mitos dos Inuítes. Como a mãe precisou ficar na escola até tarde, pedindo que ele a ajudasse com os livros que deviam ser arrumados em seu escritório, o garoto só teria tempo para se preparar para um dos eventos.  

    Connor estudou para a prova ou pediu a mãe para passar um tempo na quadra da escola, após ajudá-la?

    ***

    Devido a toda a ansiedade daquele dia, o menino havia dormido muito mal e acordado febril. Apesar de já ter 13 anos e se cuidar muito bem, sua saúde não era das melhores. Os médicos diziam que era uma deficiência de vitaminas ou uma anemia... Sempre tinha alguma coisa que o fazia ir ao médico de tempos em tempos.

    A febre parecia forte, ele sentia seu corpo molhar a camisa que usava pra dormir.

    Connor podia ouvir sua mãe abrindo a porta do apartamento para pegar as garrafinhas de leite deixadas pelo porteiro em algum momento da madrugada. Isso significava que ela já estava arrumada e pronta para tomar café... E você estava atrasado. O seu despertador sempre tocava antes do dela.

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Connor? Filho, aconteceu alguma coisa?


    Como não era comum você se atrasar, ela bateu no quarto e perguntou. Connor ouviria o salto dela indo até o quarto pra pegar alguma coisa, enquanto aguardava a resposta.

    Thor, ao ouvir a movimentação, ergueu as orelhas, ficando alerta e se levantando da caminha no canto do quarto.  Foi até a cama do seu tutor e lambeu a mão.

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    Mensagem por scorpion em Dom Ago 30, 2020 3:29 pm

    Spring Valley parecia ser um lugar legal. As pessoas eram gentis e a nova casa havia se mostrado um lugar agradavel... e isso era uma coisa boa. Mudar os ares faria com que cada esquina lembrasse menos o seu pai e isso o entristecia, mas servia fe alivio de certa maneira.

    Connor acordou aquela manhã sentindo um pouco de febre... os saltos da sua mãe fazendo "toc toc" no corredor eram faceis de reconhecer, entao ele foi logo se sentando na cama com a cara ainda amassada de sono. Esfregou os olhos e acariciou a cabeça de Thor...

    Connor: Hey amigão! Dormiu bem?

    Foi quando a mãe entrou e perguntou se estava tudo bem. Connor se preocupava tanto com sua mãe e a amava tanto que qualquer tipo de preocupação que ele pudesse evitar a ela, ele o fazia. A pobrezinha... outro dia ele estava no corredor indo beber água e viu ela no sofá, com uma garrafa de vinho e chorando, enquanto assistia ao video do casamento. Ele não falou nada e só voltou pra cama também... se chorou, não lembrava.

    Connor: Eu tô bem, mamãe... acabei dormindo tarde vendo Transformers. Ontem foi o episódio que o WheelJack aparece e mata um monte de... deixa pra lá. Eu não ouvi o despertador. Prometo que não vai se repetir, mamãe.

    Disse se levantando, calçando os chinelos e indo em direção a ela. Deu um beijo em sua bochecha rápido... pois não queria que ela percebesse sua temperatura. Foi até o banheiro e apanhou na farmacinha um comprimido de tylenol e o tomou. Se ele mesno podia se medicar, não ia preocupar sua mãe no primeiro dia de aula e de trabalho dela.

    Na escola, ficou até mais tarde com a mãe... ela pediu que ele a ajudasse, mas também tinha o treino de futebol.

    Connor: Mamãe... vai ter o treino de futebol e eu queria muito... você sabe... entrar... pro time?

    Falou meio envergonhado de cabeça baixa e com olhos de coruja.

    Connor: Por favor? Se a senhora deixar eu... eu... eu prometo catar todas as folhas do quintal no sábado de manhã! Isso! Prometo! Juro... e de mindinho!

    Brincou extendendo o mindinho.

    OFF: Connor nunca desobedeceria sua mãe... se ela deixar ele vai a quadra... se ela não deixar rlr a ajudará de boa vontade.
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    Mensagem por Bastet em Ter Set 01, 2020 6:49 pm




    Entrando pro time

    Thor parecia animado ao ver Connor acordar. Lambeu toda a mão dele, quando ganhou o carinho na cabeça. Em seguida pulou na cama, esfregando a cara por todo o cobertor, só parando a zona quando o tutor se levantasse e desse mais um carinho nele.

    Prólogo - Entrando pro time 80650048f24c94437760330e4a627239

    Quem precisava de despertador quando se tinha um cachorro gigante e cheio de energia?

    A mãe sorriu ao ganhar o beijinho de bom dia do filho e bagunçou um pouco o cabelo dele, antes do menino correr para o banheiro.  

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Transformers? São os carrinhos ou o cara de macacão vermelho de aranha?


    Ela perguntou, dando uma risada. O filho gostava de uns desenhos que não eram da época dela, por isso ela ficava perdida. Da última vez que comprou uma camisa de heróis para o filho, pediu pelo “cara de capa com a cuequinha vermelha pra fora da calça”.

    Os dois iam conversando enquanto se arrumavam.  A mãe realmente não reparou que o filho estava com febre,  estava meio zureta, procurando os pincéis que levaria para a aula.  Em seguida ela desceu, levando  Thor para ir fazer xixi no quintal, enquanto Connor tomava café.

    ***

    Na escola, o dia ia ser longo.  Logo cedo teria uma prova, para a qual não tinha estudado, sobre mitos inuítes.  Ele tinha prestado atenção na aula, por isso, se se concentrasse, conseguiria escrever algo suficientemente bom

    Qual mito ele escolheu e sobre o que ele fala?

    ***

    Já durante a tarde, a mãe pediu ajuda para colocar os livros na biblioteca, mas Connor queria treinar.  Ela sorriu, assentindo.

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Vai limpar as folhas e o cocô do Thor pelo resto do mês... Ok? rsrs Vá se preparar. Mas não volte com o nariz quebrado, ok? Seu pai nunca voltava inteiro depois de um jogo


    O menino sentiria ela engasgar levemente ao falar do pai, mas disfarçou com um beijo na testa dele.

    Connor teria tempo para treinar antes do teste, que aconteceria daqui a algumas horas. A escola já estava quase vazia, apenas com os alunos da detenção e os esportistas.  O time de futebol da escola era bem pequeno, nada comparado hóquei ou à patinação artística, mas os jogadores eram respeitados pelos corredores.

    Ao chegar no campo, algumas pessoas estavam lá treinando, mas nenhum figurão do time tinha chegado ainda. Ele poderia chegar e se enturmar com os candidatos, ou apenas ir treinar sozinho.


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    Mensagem por scorpion em Ter Set 01, 2020 8:17 pm

    Connor: Quem é o garotão? Quem é o garotão?! É você o garotão!!! - falava com uma voz tola, enquanto alisava o pelo de Thor.

    Quando estava saindo pro banheiro, a mãe perguntava sobre os Transformers serem o "garoto de macacão de aranha". Connor ia no caminho gritando para que ela ouvise lá do banheiro.

    Connor: Macacão de Aranha? Claro que não, mamãe! Aquele é o Homem-Aranha! E eu nem gosto mais dele! Só bebezinhos gostam! Transformers! Os Autobots contra os Decepticons!

    Enchia a escova de pasta de dente e começava a tentar explicar enquanto escovava os dentes.

    Connor: Onfem o Offtimus Ffrime ffava luffando ffontra o Sh.... PPUFFF! - cospiu a pasta - Contra o Shockwave! Ele tava perdendo, quando sabe o quê aconteceu?

    Botou a cabeça pra fora da porta...

    Connor: O WheelJack! O WHEELJACK, mãe! O melhor personagem de todos saltou do alto de uma montanha e ZUM! ZUM!!! Partiu o braço do Shockwave!

    Ele levou as mãos à cabeça, como se fosse a loucura.

    Connor: Cara, que demais. O Wheeljack é muito fo...

    Ops! Palavrões naquela casa não.

    Connor: Ele é muito destruidor de galáxias!

    Depois de mais uma aula de Transformers, ele sentou pra tomar o café e ir pra escola...

    -----------------------------------------

    Durante a prova...

    Connor não havia estudado muito. Na verdade, não estudou quase nada. Ia ter que escrever sobre o que ouviu na aula e sobre o que ouviu na vez em que frequentou um museu indígena ano passado numa excursão da outra escola...

    Coçou a cabeça, mordeu o lápis e olhou a sua volta. Muita gente concentrada.... Tentou se concentrar.

    Connor: Qual o nome daquele cara, que eu achei meio hipócrita? Nanude.... Nantune... Antunes.... Nanuke? Nanuke! - pensou.

    Ele começou a escrever.

    Nanuke, o mestre dos Ursos,

    Nanuke é uma entidade da mitologia Inuíte que é conhecido por todos como "O Mestre dos Ursos Polares". Ele é um espírito bondoso que guia os caçadores para que eles tenham sucesso em sua caçada de ursos polares. Ele tem alguns traços de ursos, coo suas garras, presas e uma cabeça de urso polar, além de ter um corpo musculoso e estar sempre usando uma lança.


    *A lança foi um chute... não lembrava se era uma machadinha ou um arpão, mas como a lança seria a melhor arma pra caçar um urso... vai essa mesmo. Tomara que a professora não se toque*

    Dizem que Nanuke gosta de oferendas, como peixes e outras coisas que os Ursos gostam e que se os caçadores deixam essas coisas pra ele, ele os recompensa fazendo com que todos voltem vivos e que encontrem um urso e o matem. Agora vamos á discussão do textos.

    Na boa, professora (escreveu o nome da Professora), pra mim esse Nanike é um belo de um babaca. Acompanha o raciocínio... Ele é metade urso e é considerado o mestre dos Ursos, assim como a senhora é uma mestra, certo? E a senhora é a mestra de quem? Dos alunos! Eu fico pensando... outro dia vi a senhora comendo uma goiabada e tomando um café... eu não acho que combine muito... minha mãe não em deixa tomar café porque diz que eu vou ficar acordado a noite toda, mas eu já experimentei e não gostei... então sei que não combina com a goiabada, mas tudo bem. A vida segue... volta pro meu raciocínio.

    Imagina, a senhora... a Mestra dos Alunos, se os Caçadores deixassem goiabada e café pra senhora, a senhora iria ajudá-los a caçar e matar aqueles a quem a senhora "mestra"? Não é meio que um absurdo? Digo... os inuítes pagam e Nanuke trai os ursos. Ursos que são animais irracionais, da família Ursae, do reino Mammalia e do filo Chordata (aprendi isso na aula de ciências da senhora [nome da professora de ciencias], então caso eu fique de recuperação, a senhora interceda por mim, pois é testemunha que eu prestei atenção, certo? certo!), continuando... os Ursos, animais irracionais e que confiam em Nanuke, são traídos covardemente por ele e pra quê? um punhado de peixe? Esse Nanuke é tão folgado assim que não poderia ir pescar a própria comida? O que deixa o mito dele ainda mais ridículo... Se ele é tão folgado a ponto de só querer ser alimentado, como ele mantém um corpo musculoso? Não faz sentido! Meu pai era bem forte, mas ele ia muito à ginástica e namorava bastante com a minha mãe pra manter os musculos, mas esse Nanuke?

    Resumindo a minha redação... Nanuke é um mito ridículo, sobre um traidor gordo e folgado que não tem o menor respeito pelos Ursos. Ele deveria ser encontrados pelos Ursos e levar uma boa surra, pois é isso que os covardes merecem.


    PRONTO! ESTAVA ÓTIMA! Assinou a redação e a entregou a professora. Ficou sentado na sala esperando os outros colegas terminarem e aproveitou pra olhar em volta e ver as garotas e garotos da sua sala... como eram, como se comportavam, quais pareciam ser simpáticos pra virarem amigos...?

    ----------------------------------------------------------------------

    Saindo da prova, ele encontrou a sua mãe e fez a proposta.

    Connor: Prometo, mamãe. A senhora não vai pisar em nenhum cocô esse mês todo!

    Pose de escoteiro.
    Quando ela engasgou ao falar do pai, ele ficou meio errado... pegou as mãos da mãe e deu um beijo carinhoso.

    Connor: Hey, mamãe... Tá tudo bem, tá? Você sempre vai ter a mim...

    Os olhos dele se encheram d'água, mas ele abriu um sorriso pra afastar a tristeza.

    Connor: Eu vou indo! Me deseja sorte!

    Connor foi para o campo... e ele gostava de ficar mais próximo de pessoas do que sozinho, então foi logo tentando se enturmar...

    Connor: E aí, pessoal? Meu nome é Connor! Qual o de vocês?

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    Mensagem por Bastet em Ter Set 01, 2020 10:33 pm




    Entrando pro time

    A professora de literatura, Srta. O’Brien, não se surpreendeu com Connor sendo o primeiro a entregar a redação. Apesar de ser uma das primeiras aulas dele com ela, a mulher já tinha lido o histórico do jovem e ele era muito bom. Sendo assim, a mulher sorriu e pegou a redação, certificando que ele tinha assinado e indicando para que o menino voltasse para a sua mesa, pois precisava esperar o sinal para a troca de professores.

    Isso era algo estranho para Connor. Na sua antiga escola, eles que mudavam de sala... Ali, ficavam no mesmo lugar e com as mesmas pessoas sempre. Talvez pelo fato de a escola ser pequena e a população também não ser imensa, então era mais fácil apenas os professores se locomoverem em horário de aula.

    Enquanto ele esperava, pôde observar bem a turma. Tinha cerca de 15 alunos, todos com sua idade... E, como toda escola infantil, eram claros os grupinhos formados. O primeiro que chamou atenção foi o grupo do futebol. Era o único esporte, além do ballet, que podia ser frequentado na idade deles.  No último ano os alunos podiam começar a treinar para hóquei e patinação, times fortes do colégio do ensino médio, mas ali era só aquela chatice.

    Os meninos cochichavam sobre tentarem entrar no time esse ano. Segundo as fofocas, apesar de a idade mínima ser 12 anos, somente aceitavam pessoas com 13 ou 14, por serem maiores e mais fortes. Talvez isso explicasse o por quê de Connor não ter visto ninguém da turma no jogo que assistiu um dia antes.

    Além deles, dois grupos que se destacavam eram os CDF’s e os Losers. O primeiro era claramente encabeçado por Nichole, a representante de turma.  Estavam todos muito concentrados na redação e ficaram muito bravos ao perceber que um novato tinha entregue a redação primeiro que eles. O olhar fulminante de Nick em Connor parecia que poderia atravessá-lo, feito um raio laser. Ela era alta e parecia um pouco mais velha... Bem bonita com seus olhos azuis as sardinhas pelo nariz.  

    Os Losers eram os esquisitos.  Três ou quatro crianças que eram totalmente fora da casinha. Customizavam os uniformes, falavam de umas coisas de ficção científica, de ETs, de dominação mundial felina. Tudo era motivo de inventar uma conspiração.  No intervalo, era o grupo que parecia se divertir mais, com seus chapéus de alumínio e tabuleiros de D&D. A maioria dos Losers eram meninos, mas uma menina pequena e cheia de atitude parecia os liderar,  Connor pensava ter ouvido alguém a chamar de Alissa.

    Tinha também as patricinhas e os outros grupos mais fluidos, mas nenhum tão interessante para chamar a atenção de Connor.

    Enquanto ele observava esses chatões, se lembrou de mais cedo, enquanto conversava sobre o desenho com a mãe... A mulher parecera tão confusa que desistiu de tentar entender, cantando alto uma música qualquer que ela inventou, enquanto descia as escadas. A música dizia algo sobre “meu filho pirou na batatinha, diz coisas que não entendo nadinha, lalalala”. Ao contrário de muitos adultos, a mãe era uma artista e tinha um jeito peculiar de enfrentar os problemas.
    Ele sentiu vontade de dar uma risada, que, por sorte foi abafada pela risada da professora enquanto lia a sua redação. Apesar disso, a Srta. O’Brien não contou a nota de ninguém naquele dia.

    ***

    Após a aula, antes de sair para o treino, Connor disse algo que emocionou a mãe. Ela deu um sorriso, puxando o filho e dando um abraço apertado e mais beijos pelo rosto dele.

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Eu sei, meu amor. Vai pro seu treino, os Scott detestam atrasos, não é mesmo?... Boa sorte!


    Ela disse, limpando uma lágrima do olho e vendo o filho partir, dando um suspiro. Enquanto arrumava os livros, recebeu uma mensagem de Anthony, perguntando se precisava de ajuda...

    ***

    Quando o menino chegasse no treino, veria aquele grupinho que estudava com ele, todos se aquecendo juntos. Somente o menino que estava todo machucado que estava sentado na grama, reclamando de alguma coisa.

    Os jovens olham pra ele, primeiro sem entender, e logo se lembrando de o ver na sala.  O mais sorridente de todos se aproximou, estendendo a mão.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: E aí, cara. Você tá na nossa turma né? Veio pro teste? Chega aí!


    Ele parecia muito amigável, convidando você pro círculo de aquecimento.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Eu sou o Jacob, aquele é o AJ, Trevor e Ethan.




    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO Prólogo - Entrando pro time BFSjvn4
    Jacob
    AJ


    Prólogo - Entrando pro time 7lwVW84 Prólogo - Entrando pro time KiDWV1l
    Trevor
    Ethan


    Todos cumprimentaram. Ethan parecia o mais mal humorado, tentando alongar alguma coisa com o corpo todo dolorido. AJ era o menor e mais enérgico, talvez fosse até mais novo.  Trevor era forte e mais quieto e Jacob era um líder nato. Talvez, se ele passasse, fosse o Quarterback do próximo ano.  



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    Mensagem por scorpion em Ter Set 01, 2020 11:57 pm

    Connor ficou até encabulado de entregar a redação primeiro. Na sua escola ele sempre foi um menino inteligente, mas raramente era o primeiro. Até porque... nem só porquê ele entregou primeiro que notoriamente se daria bem, certo? Se a professora estava rindo, é porque ele pode ter escrito alguma porcaria.

    Connor: Meu Deus! E se eu escrevi alguma burrice! A professora deve estar pensando "nossa, mas que menino burro! Não passa de um Pateta!" Aiaiai! Se eu já começar com nota baixa serei conhecido como o burro da turma e ninguém vai querer ser meu amigo.... porque ser novato já é difícil, imagina o novato burro?" - pensava enquanto coçava a cabeça tentando parecer o menos desesperado possível. - pensava.

    Era melhor se distrair. Resolveu olhar à sua volta pra ver se tirava da mente que a professora pudesse estar rindo de alguma tolice sua. Tinha um bocado de gente, mas duas pessoas chamaram a sua atenção... a primeira foi uma negra bonitinha que parecia ser a líder dos nerds. O jeitinho dela era engraçadinho e Connor achava que já a tinha visto com o chapéuzinho de alumínio... Já a segunda era uma loirinha com sardinhas e que estava olhando fixamente para ele. Lembrou-se de uma história de seu pai.

    Joseph Scott: Filho, depois que conheci a sua mãe, no dia que fui receber a medalha por bravura, ela estava ali, sentada na primeira cadeira da igreja e não parava de olhar pra mim... Era como se tivessem navalhas naquele olhar, sabe? Conn... quando uma mulher olha pra um homem assim, com um olhar que o mataria... é porque ali tem coisa. Ali tem paixão. Então, eu só fiz isso, ó...

    Joe levantou as sobrancelhas algumas vezes com um sorriso amarelo no rosto.

    Grace: Pare de dar maus exemplos ao menino. Connor, coma as suas batatas e não ouça o que esse troglodita está dizendo.

    Joseph: Mas é verdade! Você estava literalmente me secando ali! Pode ter certeza, filho... é paquera! Faça isso ou sempre acharão que você é um bobalhão.

    Connor: Hmmm... Essa garota parece me secando também. Até abaixou os óculos pra me olhar nos olhos. Oh, Deus! Ela... ela tá me paquerando? Tá me paquerando?! Faz alguma coisa... não seja Pateta! O que o papai faria? - pensava

    Connor não era conhecido por sua empatia... na verdade era um de seus traços mais fracos, logo ele não percebeu que aquele olhar da loirinha era algo ruim... Então ele fez o que achou que seria o mais certo de fazer...

    Reação:
    Prólogo - Entrando pro time 1ZKD

    Porém.... microssegundos depois ele se tocou do que havia feito e a sua vergonha tomou conta de si. As pernas tremeram e ele virou para a frente, pálido como se tivesse visto um fantasma e com as bochechas rosadas de vergonha. Cruzou os braços e afundou a cabeça neles, não levantando-a mais até que desse o sinal para saírem.

    ---------------------------------------------------------------------------

    Ao chegar no local Jacob apresentou os outros garotos e Connor apertou a mão de todos, ou ao menos ofereceu a mão a cada um. Porém, se Jacob queria a posição de quarterback, ele teria um adversário a altura... porque Connor também queria aquela posição... e ia lutar por ela!

    Connor: Vim sim! Não vi ninguém da nossa classe jogando, tomara que alguns de nós passemos... assim a gente traz honra e glória pra aula da srta. O'Brien.

    Ele começou a se alongar, apoiado na parede... alongou os braços, as costas e por último as pernas... Deu aquela corridinha de 10m só pra manter-se aquecido e se tivesse alguma bola ali, a pegaria e a ficaria jogando para cima girando, apenas pro seu braço ir se adaptando ao peso da bola.

    E que Deus o ajudasse nesse teste...
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    Mensagem por Bastet em Qua Set 02, 2020 6:58 pm




    Entrando pro time

    Em meio aos pensamentos e à ansiedade sobre a redação, uma coisa que Connor não esperava era ter uma paquera correspondida.  O menino estava quase surtando ao ver a professora rindo de sua redação, quando reparou no olhar furioso de Nichole.

    A menina estava brava, vendo um novato qualquer entregar a redação primeiro que ela, a representante de classe e nota A+ em literatura por três anos seguidos.  A loira lançou um olhar fulminante para o menino, querendo lhe intimidar, de alguma forma... Mas as coisas não saíram como ela esperava. Ela nunca imaginaria que Connor, o novato, tinha sido criado por um bombeiro galante que dera lições de paquera para o menino.

    Ao invés de ficar intimidado, o jovem Scott lançou-lhe um movimento de sobrancelhas cheio de atitude. Foi esquisito? Sim. Foi desajeitado? Sim. Foi totalmente sem timing? Foi... Mas pegou a garota de surpresa, fazendo ela corar violentamente. Ficou tão desatinada que forçou o lápis, fazendo a ponta quebrar no papel e derrubando, em seguida, a bolsinha de lápis toda no chão.

    Connor sentava na fileira ao lado, umas carteiras para trás. Alguns lápis de cor dela e o apontador rolaram na direção dele.  Mesmo com a cabeça baixa de vergonha, ele ouviria toda a bagunça.

    Prólogo - Entrando pro time Z5TD9pF
    Nick:Ai droga… Ai droga…


    A menina se levantou para juntar o material espalhado pra todo lado.

    ***

    No treino, os meninos também se aqueciam. Estava quase na hora de fazerem o teste. Ethan bufou quando Connor falou sobre ninguém da turma estar no time ainda.

    Prólogo - Entrando pro time KiDWV1l
    Ethan:  Eles não aceitam gente da nossa idade, geralmente. Só pra reserva... São uns cuzões! Mas é a única forma de entrar mesmo.


    Parecia puto... Na verdade, Ethan tava sempre bravo com alguma coisa.

    Prólogo - Entrando pro time BFSjvn4
    AJ:  Não liga pra ele, Connor. Ele tá puto por que o time de hóquei deu um pau nele... Olha que é só o “pré”, o pessoal do ensino médio é muito mais brabo!


    Prólogo - Entrando pro time KiDWV1l
    Ethan:  Cala a boca, AJ!


    AJ ia perturbar o amigo, levando um cascudo do mesmo. Trevor interveio, avisando que o pessoal do time já estava se posicionando e falando para eles irem pro campo.

    Realmente, o time já estava praticamente completo e eles provavelmente entrariam como reserva, por isso, o teste era mais simples. Todos jogariam juntos, sendo avaliados pela destreza, agilidade e força.

    Trevor foi o primeiro a se destacar, nem precisando ficar todo o tempo do teste no campo. Ele era forte e resistente, uma boa aquisição para a defesa do time. AJ era muito rápido, mas, por ser pequeno demais e não ter muita força, perdeu vários recebimentos de bola e foi tombado por um garoto de outra turma.

    Ethan foi terrível. Estava todo machucado e acabou se machucando mais.  Precisaram chamar o treinador pra dar uma assistência pra ele, que fez todo um drama no gramado.

    Os que estavam páreo a páreo era Jacob e Connor. Os dois mostraram muita habilidade em lançar a bola e dizer aos amigos o que fazer... Provavelmente ambos entrariam no time, mas se destacar logo no começo era sempre muito bom.

    O que Connor faria para se destacar?


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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Qua Set 02, 2020 8:16 pm

    Connor estava com a cabeça abaixada, meio que envergonhado pelo que acabou de fazer. Digo... meninas são meio que chatas pra caramba, certo? Choram por tudo, gostam de coisas rosas e não gostam de Transformers! Afinal... quem no mundo em sã consciência poderia imaginar algo mais legal que alienígenas robôs gigantes que viram carros e aviões? Decididamente Deus estava doido quando fez as meninas... mas tudo bem! Pra algo ser muito legal é porque o resto do mundo tem que ser chato, certo? Apesar disso... ele achou bacana, no fim, ter meio que seguido o conselho do velho Joe... embaraçoso pra caramba, mas bom.

    A mente dele voltou a si quando sentiu algo esbarrando no seu pé. Parece que a menina tinha deixado cair os lápis dela e alguns dos coloridos foram bater bem no tênis de Connor. Ele levantou a sobrancelha e depois a cabeça dos braços e a cara estava toda amassada das dobras da jaqueta do menino. Olhou e viu que a loirinha estava catando os lápis dela, mas se fosse até Connor pegar os que caíram perto dele, talvez a professora a desse uma bronca, afinal... estavam no meio duma prova e as pessoas não podiam levantar assim. Vai que alguém resolve colar?

    Connor abaixou e pegou os três lápis dela que estavam juntos ao seu tênis. Olhou para eles e viu a loirinha catando o resto no chão. Então, como não podia entregar a ela agora, ele aproveitou e apontou os três lápis o melhor que pôde, especialmente se algum tivesse quebrado a ponta. Ficou segurando eles na mão até a hora de acabar a aula. Quando a aula acabou, ele meio que se levantou e foi até ela. No começo parecia coragem, mas depois ele percebeu que as pernas não o obedeciam muito...

    Connor: Oi... eu... você deixou eles caírem. Hahaha....

    Riu feito um tolo.

    Connor: Pare de rir, idiota e diga algo. - pensou.

    Connor: Bem... aqui estão. Eu apontei eles, porque senão.... senão fica ruim pra colorir e... eu acho que ninguém quer que você faça desenhos mal coloridos, né?

    Coçou a cabeça. Talvez não tivesse ido tão mal... afinal, certo?

    Connor: Eu sou Scott, Connor.... digo, Connor Scott. Connor é o nome e Scott o... sobre...nome? Uau... eu achei que você era mais branca de longe,mas agora de perto.... até que você é bem corada, né?

    Connor: Que coisa mais idiota pra se dizer! Ela não é corada! Ela TÁ corada porque você tá fazendo ela passar vergonha. Vai logo pro treino antes que te achem um pateta! - pensou

    Ele então entregou os lápis pra ela, baixou a cabeça e saiu rápido, com passos curtos, mas muito velozes.

    -------------------------------------------------------------------

    No treino.

    Connor e Jacob estavam mandando muito bem no teste. Apesar de ter tamanho para ser um RB (Running Backo cara que pega a bola, atropela os outros e corre para o Touchdown), Connor queria a posição de Quarterback. Seu velho pai sempre disse "Todas as posições são importantes, mas no fim, todo mundo sempre aplaude o Quarterback"... mesmo seu pai tendo sido um defensor, Connor queria a posição de Quarterback.

    Ele fez bons arremessos assim como Jacob, mas Connor precisava fazer algo para se destacar.

    Ele então apostou na Força física superior a de Jacob para tentar algum destaque. Correu algumas vezes com a bola sem passar, mostrando que era capaz de segurar o tranco contra meninos mais velhos e também fez arremessos longos, de várias jardas, coisa que Jacob talvez não conseguisse por ser um pouco mais fraco que ele. Porém, o que Connor fez que ele achava que mais poderia se destacar, foi algo natural, e não forçado: Quando um dos garotos se machucou no teste, ele foi o primeiro a pedir tempo e a parar a jogada. Ajoelhou do lado do colega e perguntou.

    Connor: Cara, você tá bem? Calma, o treinador já tá vindo! TREINADOR!!!

    Se afastou quando o Treinador chegou.

    Connor: Eu acho que ele se machucou.

    Quando o menino foi tirado do campo, Connor chegou e tomou a iniciativa com o Treinador.

    Connor: A gente não deveria talvez... adiar o teste, treinador? Ethan se machucou e ele quer muito fazer parte do time. Ele não deveria ter a mesma chance de todos? Afinal... ele já entrou machucado e deu tudo de si.

    Era como o veho Joe falava... "Um verdadeiro líder se preocupa com todos abaixo dele. É o primeiro a entrar no fogo e o último a sair..."
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    Mensagem por Bastet em Qui Set 03, 2020 7:30 pm




    Entrando pro time

    A jovem Nichole não estava acostumada a se estabanar daquela forma. Na verdade, vez ou outra participava de alguns acidentes, como quando trombou na irmã perto da escada, fazendo Lorra espalhar toda uma bagunça no corredor... Mas, bem, isso não costumava acontecer na escola, principalmente no momento de uma prova.

    Quando tudo começou a cair, ela botou a mão na cabeça sem nem saber o que fazer. Logo ela se levantou, catando o que estava mais perto. A professora não gostou muito da movimentação naquele momento, mandando ela sentar e catar o resto quando terminasse a prova.  Nick obedeceu, se sentando e pegando outro lápis, entre os que havia catado no chão, e continuou a escrever a redação.

    Após entregar, até procurou com os olhos os outros lápis, mas não viu... Até perceber Connor se aproximar.

    O menino estava se questionando sobre a importância das meninas no mundo... Que, para ele, até agora, era nula. Apesar disso, estava nervoso ao caminhar até Nichole, as pernas sem obedecer, as mãos suando. E o raciocínio travando ao olhar diretamente nos olhos da menina.

    Prólogo - Entrando pro time Z5TD9pF
    Nick: Ah! É! Oi… Eu pensei que alguém tinha catado eles... Aquele pessoal dos fundos é esquisito, sabe? Não gostam muito da cor verde e essas coisas vivem sumindo aqui...


    Ela ainda estava vermelha e ficou ainda mais. Estava falando do grupo dos esquisitos, de Alissa.  Ela colocou o cabelo atrás da orelha, começando a guardar os lápis na bolsinha.

    Prólogo - Entrando pro time Z5TD9pF
    Nick:Ahm… Muito obrigada. Se você precisar pra colorir, sabe? Pode pedir.  Hm... Eu sou a Nick... Nichole. Nichole Spoelstra. Eu...


    A loira não fazia ideia de como responder sobre ser “corada”.  Viu em seguida Connor sair, em passos curtos, sem nem dizer xau.

    ***

    No jogo-teste, não importava o que Jacob e Connor fizessem, ambos sempre marcavam os mesmos números de acertos. Enquanto um era mais forte, o outro era mais rápido e ágil, então ambos sabiam usar suas qualidades para impressionar os jogadores do time.

    Por fim, o jogo precisou parar devido ao machucado de Ethan. O treinador veio até eles e sorriu quando o menino disse aquilo, assentindo.  Ele tinha a pele morena, cabelos dourados, quase ruivos, e uma feição preocupada com o ocorrido.

    Prólogo - Entrando pro time 1mKoZz4
    Treinador: Tranquilo menino! Tranquilo. Você e o Jacob devem vir pro treino todos os dias depois da aula. Estão no time reserva por enquanto. Esse aqui nós vemos depois. Vamos Ethan, eu te ajudo


    O treinador ajudou o menino a se levantar, provavelmente levando ele até a enfermaria. Jacob se aproximou, sem ter ouvi o que o treinador disse anteriormente.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: E aí, Connor? Você tá bem? Vi que o treinador tava falando contigo. O Ethan é assim mesmo, você vai ver... Ele quer mesmo é ganhar uns dias de atestado médico...


    Da arquibancada, ainda ouviam barulhos. Alguns alunos do time zoando, alunos mais novos torcendo, meninas discutindo com qual jogador iam namorar. E Nick, perto da grade, escondidinha, já se preparando pra ir embora após o fim do jogo.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Eu e os meninos vamos tomar um milk-shake aqui perto, você quer ir? Acho que cabe todo mundo no carro do meu pai...  


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    Mensagem por scorpion em Sex Set 04, 2020 3:06 pm

    Connor ficou um tanto mais tranquilo quando viu que Nichole era mais desinibida que ele. Se desse sorte, ela não teria percebido as levantadas de sobrancelha... e isso tudo era culpa sua! Porque diversas vezes sua mãe disse "Não dê ouvidos ao seu pai. Ele é tão tolo quanto grande." Mas por sorte, parece que ela não se tocou daquilo.

    Connor: Hahaha... Não se preocupe. Eu não sou do tipo de sentar no fundão. Só tô lá porque, enfim... os lugares mais na frente já estavam ocupados e eu.... bom, eu gosto de prestar atenção na aula. - disse respondendo quando ela falou do pessoal do fundo.

    Connor: Verde? Porque não gostam da cor verde? Tá certo que minha favorita é roxo, mas verde também é legal.

    Depois disso, ele partiu pro treino.

    ---------------------------------------------------------------

    No treino, ele e Jacob se saíram tão bem um como o outro e o treinador os colocou na reserva. Aquilo era uma vitória, certo? Afinal... os garotos daquela idade nem mesmo estavam na reserva! Os olhos de Connor brilharam. Estar na reserva naquela idade faria com que talvez conseguisse uma vaga de titular quando tivesse com 15 anos.

    Connor: Tá bem, treinador! Sem falta! Venho mesmo que esteja com pneumonia!

    Falou prontamente.

    Então, os garotos o convidaram pra ir tomar Milkshake. Foi muito bom ver que Jacob levou, assim como ele, a rivalidade na esportiva e não agiu como um idiota. A maioria das outras pessoas teria sido um, mas Jacob e os outros meninos pareciam ser legais.

    Connor: O treinador pediu que nós dois viéssemos todos os dias depois da aula pro treino, cara. Parece que seremos reservas! Que demais!

    Falou, fazendo aquele movimento de "oh yeah!" com a mão, como se desse uma cotovelada pra trás.

    Connor: Claro! Eu adoro milkshakes! Mas se não couber no carro tá tudo bem...

    Então ele foi com os outros meninos.
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    Mensagem por Bastet em Sab Set 05, 2020 7:09 pm




    Entrando pro time

    Bem, aquele dia tinha sido verdadeiramente... Longo.  Toda a agitação da prova, da possível paquera e do teste de futebol tinha mexido bastante com Connor e seu corpo, desde de cedo um tanto febril, estava começando a pedir cama. Apesar disso, o menino não pôde recusar a oferta de ir tomar Milkshake após o teste.

    Jacob pareceu animado ao ter o convite aceito. Os garotos pareciam realmente legais, apesar de um ou outro ter um humor mais ácido ou quieto.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Maneiro!


    Ele disse, animado com a notícia, erguendo a mão para um highfive com o novo colega, olhando pra trás quando Connor falou do espaço no carro.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Ô pai!? Eu sei que não tem cinto pra todo mundo e tal, mas a sorveteria é aqui pertinho... Connor pode ir com a gente?


    Quando o menino chamou pelo pai, o treinador olhou, pedindo pra Jacob esperar um minuto enquanto ele coversava com um outro menino, que tinha falhado no teste, e carregava Ethan apoiado em seu ombro. Jacob não parou de falar, deixando o pai confuso e fazendo ele meio que concordar com qualquer coisa, para que o filho parasse de falar.

    Jacob olhou pra Connor, dando um joinha com as duas mãos.

    Prólogo - Entrando pro time Tumblr_m0kua3ztdp1r275ex

    Prólogo - Entrando pro time 1mKoZz4
    Treinador: Avisa sua mãe que eu deixo você em casa, Connor!


    O treinador disse, quando viu o filho animado com a saída “dos meninos”.  Mandou vocês trocarem de roupa e depois irem buscar Ethan na enfermaria.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Vam’bora!

    Trevor já tava nos vestiários, Ethan estava indo para a enfermaria e AJ em breve os encontraria, pois estava conversando com o treinador sobre possibilidades de conseguir horas extracurriculares no time, enquanto não entrava oficialmente.

    Os vestiários ficavam em um anexo atrás do colégio, perto do campo. Tinha um pavilhão masculino e um feminino, e era relativamente grande, levando em consideração que raramente o time ficava completo. De dentro da porta masculina, um vapor saía, indicando que tinha gente lá dentro tomando banho.

    Prólogo - Entrando pro time 1c19dd2961171ba7490f99f377194d6d

    Ao entrar, o menino veria armários suficientes para todos os jogadores do time, bancos, uma área de chuveiros, outra pra trocar de roupa e 3 pias com um enorme espelho na frente. Em um quadro de aviso em frente aos armários, a escala de jogos e treinos... E panfletos de festas, provocações e desenhos de pênis.

    A mochila de Trevor estava no banco, visto vocês ainda não possuírem um armário, mas ele não estava a vista. Alguns rapazes andavam seminus pelos corredores, falando alto e rindo. Alguns com menos roupas do que os seminus.

    “Carne fresca”

    Alguém gritou de um dos corredores e os outros riram. Deviam ser os jogadores oficiais do time... Mas eles não se interessaram muito em vocês, afinal, nem sabiam que tinham sido, de fato, efetivados no tive.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Carne fresca é como esses babacas chamam os novatos. Pois é a “comida” dos Lobos


    “Wolves” era o nome do time de futebol da escola. Não era nada criativo, principalmente se levasse em conta que o maior predador da região eram os ursos... Mas enfim. Talvez isso melhorasse no ensino médio.

    Jacob começou a tirar uma roupa limpa da mochila, planejando ir tomar um banho.


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    Mensagem por scorpion em Dom Set 06, 2020 6:54 pm

    Que curioso... então o treinador era o pai de Jacob? Foi bom ver que ele não deu preferência ao filho, mas explicava bastante porque Jacob era tão bom quanto Connor no futebol.

    Connor: pode deixar, treinador. Eu vou avisar sim minha mãe.

    Ele foi com os outros garotos até o vestiário e ouviu os mais velhos falando "Carne fresca" para eles. Aquilo não o incomodou nem um pouco... afinal, se estavam chamando-os de "calouros" era porque sabiam que eles agora faziam parte do time.

    Connor: Eu vou tomar um banho rápido e correr pra avisar a minha mãe, cara. Aí encontro vocês no estacionamento pra irmos.

    Connor tomou um banho um pouco sem vergonha. Nada de relaxar ou cantarolar... Entrou, se esfregou e logo foi tirando o sabão. Se vestiu muito rápido e deixou para ir secando o cabelo nos corredores da escola mesmo, onde ia tentar encontrar com a sua mãe na sala dela.

    Se nada o interrompesse no caminho e ele conseguisse encontrar a professora Grace, ele diria.

    Connor: Mamãe, mamãe! Eu consegui! Estou na reserva do quarterback! Só temos eu e outro menino da minha idade no time, não é legal?

    Continuou.

    Connor: Escuta... o Jacob, filho do treinador e os meninos estão indo tomar um milkshake. O treinador perguntou se eu posso ir e ele prometeu me deixar em casa depois. Posso?

    Connor era bem obediente e só iria se sua mãe não reclamasse.
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    Mensagem por Bastet em Seg Set 07, 2020 9:18 pm




    Entrando pro time

    Jacob assentiu à afirmação do novo colega, começando a tirar a roupa da mochila, planejando também tomar um banho. Estavam bastante suados  após os treinos. Os dois meninos precisaram deixar as mochilas nos bancos, que ficavam perto dos armários e se direcionaram até a salinha ao lado dos chuveiros, onde podiam pegar toalhas e deixar as roupas para que não molhassem.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Eu vou lá ver o Ethan depois do banho. A enfermeira é bonitona, cê devia vir


    O menino riu, mas apenas concordou quando Connor disse que iria falar com a mãe e depois os encontraria no estacionamento.

    No meio do banho, os meninos perceberiam o vestiário ficando mais silencioso. Do nada, todas as luzes se apagaram e a água ficou gelada. Naquele momento Connor perceberia como o corpo ainda estava quente da febre.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Connor, tudo bem aí, cara? Acho que a luz acabou


    Jacob estava uns chuveiros depois do dele e a sua voz ecoou pelo vestiário vazio. Quando ambos saíssem, veriam que suas roupas na salinha das toalhas não estavam mais lá. Nos bancos, perto dos armários, as mochilas também haviam sumido.

    Apenas perceberiam, penduradas nos cabides perto da parede, duas fantasias do mascote do time.

    Prólogo - Entrando pro time Mascote-lobo-preto-coyote-traje-da-mascote-fantasia-personalizado-traje-anime-cosplay-kit-mascotte-tema-fantasia

    Elas eram enormes, com pelos e uma cabeça muito, muito grande e feia. Pareciam ter sido tiradas do cesto de roupa suja, talvez tendo sido usadas no jogo da semana passada... E não estavam nada cheirosas.

    Era a única opção de vestimenta, além das toalhas, que os meninos tinham naquele momento. A sala mais próxima era a enfermaria, que ficava dentro do prédio do colégio. Teriam de atravessar correndo o corredor que ligava os vestiários ao prédio principal.  Talvez lá conseguissem algo menos fedido. Ou talvez a mãe de connor ainda tivesse aquela malinha de “roupas extras” no carro. Ela sempre dizia que era importante ser prevenido (na verdade, ela sempre se sujava com tinta e precisava se trocar).

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Ah não, mano. Que merda...


    Jacob parecia irritado, tentando abrir os armários, sem conseguir. Connor começava a ficar bastante bravo. Ele não costumava se irritar, seu pai tinha ensinado a ele que ficar bravo não ajudava muito nas coisas, procurar uma solução era o que resolvia... Mas, naquela situação, não era fácil se controlar. O corpo parecia mais... quente? A respiração mais pesada. Estava ficando puto.

    Spoiler:
    Rola controle emocional para ver quão bravo ele fica.

    ***

    Connor não encontraria a mãe na própria sala. Ele já estava pensando no que diria pra mãe, quanto a sua vestimenta e sobre o possível passeio... Mas, ao entrar, começou a falar pra uma sala sem ninguém.

    A luz estava apagada, mas as coisas dela ainda estavam ali, então precisaria procurar nos corredores para pedir permissão para ir tomar um milkshake.

    [/quote]
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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Ter Set 08, 2020 9:25 am

    No meio do banho, as luzes se apagavam e o chuveiro ficava frio. Connor tomou um susto...

    Connor: Ai, caraca! Que merda é essa, mano?

    Ele tirou logo o sabão e desligou o chuveiro, se secando dentro do box e saindo enrolado na toalha pra não ficar nu na frente de ninguém. Porém, quando saiu sentiu o efeito do choque térmico e a febre bateu forte. Connor se abaixou um pouco, fechou os olhos e levou a mão à nuca, querendo massageá-la, como se isso fosse espantar a febre. Jacob perguntou se ele estava bem... Como o teste de futebol já havia passado e ninguém poderia impedí-lo de participar, ele confessou.

    Connor: Cara, não... eu tô com muita febre hoje. Não contei pra minha mãe ou pro treinador porque achei que eles iriam me impedir de fazer o teste do futebol. Foi muita sorte ter passado pro time, na verdade...

    Quando ele se levantou e viu que suas roupas não estavam lá, ele ficou puto! Não tão puto quanto uma pessoa normal ficaria, mas começou a ficar bem irritado. Chutou a porta de um dos armários.

    Connor: Cara, mas que merda!!! Quem foi o filho da....

    Respira, Connor. Lembra o que o velho Joe dizia.... ficar bravo só vai piorar o problema. Melhor pensar numa maneira de resolver... Foi aí que Jacob sugeriu as roupas de mascote do time.

    Connor: Ah, mano... que droga...

    E lá saíam os dois garotos andando pela escola escura, vestidos de Lobinhos. Enquanto caminhavam, Connor parou e se apoiou na parede do corredor. A febre havia aumentado.... estava muito difícil respirar... Até porque, a roupa devia ser um forno.

    Connor: Pera, Jake.... Pera!

    Abaixou-se um pouco e tirou a máscara de lobo.

    Connor: Eu não consigo respirar... a minha febre... tô mals, cara...

    Forçava-se a respirar.... os olhos mareados e avermelhados de febril e do stress...

    Connor: Tá, vamos... mas, pera! A sala da mamãe é bem ali. Ela pode nos ajudar...

    Foi até a sala da mãe (esperando que Jacob fosse com ele), mas quando abriu, a mãe não estava lá... porém, suas coisas estavam!

    Connor: Mãe! Eu posso explic.... uai! Cadê ela?

    Olhou a volta, mas não a encontrou... apenas a suas coisas. Foi até elas e procurou por duas coisas.... uma ele não sabia se ela teria... a segunda era provável que estaria na sua bolsa. A primeira era algum antitérmico... novalgina, tylenol ou coisa do gênero. Vai que ela tem, né? A segunda eram as chaves do carro. Dificilmente ela sairia sem a bolsa de carro, então as chaves talvez estivessem lá. Se estivessem, ele as mostraria para Jacob e as balançaria no ar.

    Connor: Bingo! A mamãe normalmente anda com uma sacola de roupas minhas no carro. Se a sacola estiver lá, eu posso te emprestar uma e largamos essas fantasias ridículas...

    Fez um sinal com a mão de "espere" e sentou-se na cadeira da mãe, apoiando a cabeça nos braços. A febre não estava para brincadeira.

    Connor: Desculpa.... a minha febre não tá legal. Tô muito tonto, mano...
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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por Bastet em Ter Set 08, 2020 12:55 pm




    Entrando pro time

    Jacob não sabia bem como reagir com a febre de Connor. Ele parecia um tanto doente, principalmente quando começaram a correr pelos corredores, vestidos com a fantasia quente e fedorenta.

    O menino parou, ajudando Connor a tirar a cabeça e tirando a sua também, o olhando.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Connor, cê num tá bem não, cara... Vamo achar sua mãe, ela deve saber o que fazer...


    Ajudou o colega a se levantar, largando as cabeças de lobo ali perto dos armários. A verdade era que o faxineiro sempre chegava antes dos alunos... E acabaria as levando de volta antes que algum professor percebesse.

    Na sala de Grace, os garotos não encontrariam ninguém.  Connor teve a ideia de se automedicar novamente. Não teria problemas em achar um remédio genérico com embalagem verde, escrito “paracetamol + Cloridrato de Pseudoefedrina”. Era um nome esquisito, mas o jovem se lembrava da mãe ter comprado uma caixinha daquelas quando ele estava gripado e febril,  algum tempo atrás.

    Caso o menino tomasse, começaria a sentir um alívio imediato, a tontura passando aos poucos. Provavelmente, decorrente de um efeito placebo... mas que criança pensa nisso? O importante, para Connor, era melhorar e poder aproveitar o resto da noite.  Sua febre permaneceria ali, mas não a dor e o desconforto. Parecia mais que o corpo febril reagia aos sentimentos dele. Como estava bravo, seu corpo tava quente e isso tornava difícil ele se concentrar completamente apenas na solução.  Queria por que queria saber quem tinha feito aquilo.

    Quando Jacob ouviu o plano sobre as roupas, abriu um sorriso.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Massa! Meu pai só anda com energéticos no carro. Cê tá melhor? Vem, te ajudo


    Perguntou, indo até ele dando apoio para começarem a sair da sala, andando com Connor para o estacionamento. O lugar tava praticamente vazio, apenas com quatro carros: o do treinador, o de Grace e dois desconhecidos. Ao longe, eles poderiam ouvir as vozes dos amigos ainda na quadra, provavelmente perturbando o treinador para deixar eles fazerem o teste novamente, junto com Ethan.

    O alarme destravando do carro ia preencher o silêncio com um “pi-pi” e Connor encontraria a mala no porta malas da mãe.

    Tinha um shorts de ginástica dele, duas camisas de super-heróis que ele já não usava muito (por considerar os desenhos “de criança”) e uma calça jeans. Não encontraria sapatos nem cuecas.  Afinal, não era uma mala de emergências tão completa assim.

    Enquanto pegavam as roupas e decidiam quem usaria o quê, veriam uns cinco flashs vindos de algum lugar e, em seguida, as mesmas risadas que ouviram no banheiro. Alguns jogadores do time  estavam em um dos carros no estacionamento, junto com dois caras mais velhos, provavelmente do time do ensino médio. Logo, mais flashs e o carro arrancou, saindo dali em uma velocidade que nenhum dos dois conseguiriam alcançar.

    Jacob percebeu que Connor queria começar a correr atrás, mas apoiou a mão no ombro dele, com medo de levar um tapão como resposta.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Calma, cara. Agora já foi


    Ele apertou um pouco demais o ombro, como se controlasse a própria raiva.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Esses filhos da puta... Grr... Vamos tirar essas merdas antes que façam outro book nosso



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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Ter Set 08, 2020 1:42 pm

    Connor tomou um dos remédios, se sentindo um pouco melhor, enquanto enrolou um pouco de tempo numa cadeira para fazer efeito.

    Connor: Valeu pela ajuda, parceiro.

    O mau estar estava passando, mas a temperatura do garoto não descia... o que podia significar algo ruim, tendo em vista que já havia tomado remédio duas vezes hoje e a febre não baixava.

    Quando foram até o estacionamento, Connor abriu o carro da mãe e achou a bolsa com roupas no carro dela. Ele pegou a calça jeans e uma camisa do Batman e a vestiu, jogando o shorts e uma camisa do Flash pra Jacob. Como Connor era ligeiramente maior que Jake, era possivel que não tivesse problemas com o tamanho da camisa e o short que era de elástico.

    Connor: Pega! O short é de elástico, então não vai ficar caindo. Você me devolve outro dia...

    Foi quando viram os flashes e um carro arrancou.

    Connor: Mas que filhos da puta!

    Connor pegou qualquer coisa no chão, como uma latinha ou pedra e tentou lançá-la, mas foi em vão. Talvez fosse até melhor... se tinha um carro arrancando, certamente haveria um garoto mais velho ali e iriam acabar apanhando.

    Connor: Você viu, cara? Que filhos da puta! Tavam fotografando a gente pra zoar a gente depois.

    O jovem ficou um pouco nervoso e deu um soco na lataria do carro da mãe.

    Connor: Tem problema não, mano... Depois a gente pega um por um. Vai ver não é nada...

    Levou a mão à testa e viu que ainda estava febril.

    Connor: Cara, eu me arrisquei bastante com essa febre, vindo pra aula e pro teste. Preciso melhorar um pouco, mano... Agradeço o milkshake, mas acho que só vou piorar. É melhor eu ir pra casa e descansar um pouco... senão, não ficarei bom nunca.

    Botou a mão no ombro do colega e sorriu.

    Connor: Essa eu vou passar, mas prometo que na próxima irei com vocês. Preciso devolver a chave da minha mãe, ou ela vai ficar louca... aí vou pra casa tomar uma sopa e dormir. Valeu pela aventura de hoje, mano. Bom fazer novos amigos!

    Connor então iria voltar para a sala de sua mãe...
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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por Bastet em Qui Set 10, 2020 10:32 am




    Entrando pro time

    Os dois garotos queriam tanto tirar aquela fantasia fedorenta que resolveram trocar de roupa ali no estacionamento. Infelizmente, não estavam sozinhos como pensavam estar, dando mais material para o pessoal do time do que os jogadores planejaram ter com a brincadeira da fantasia e das fotos.

    Por fim, já estavam vestidos e o carro já havia partido após as fotos... E os dois jovens estavam putos no estacionamento.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Bem vindo ao wolves... Esses filhos da puta fazem essas coisas com os novatos... Na verdade, a turma do ano passado fazia, mas eles formaram... Pensei que esse ano o time ia tá melhor. Mas parece que mesmo fora do colégio aqueles babacas arrumaram um jeito de perturbar a gente... Com seus “dispiçulos”... “discílupos”... Ah, sei lá como fala essa porra


    Jacob chutou a lixeira perto deles, com força, mas se abaixou pra levantá-la.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: É, vai ver não é nada. Relaxa, cara... Só ...


    O menino negou com a cabeça, como se não conseguisse relaxar como ele dizia para o colega fazer. Logo ouviu o que Connor disse, sobre não estar bem e assentiu.

    Prólogo - Entrando pro time QyMLOGO
    Jacob: Tranquilo, vá ficar melhor pra gente dar um pau nesses caras amanhã. A gente sempre se encontra no restaurante do Ben, lá perto do lago. Parece uma casa de velho, mas tem os melhores doces. Se mudar de ideia, passa lá


    Jacob ergueu a mão, para darem um toque maneiro de despedida, e logo deu um xau, começando a correr de volta pra quadra, pra encontrar o pai, enquanto Connor voltava para o prédio da escola, em direção à sala da mãe.

    ***

    Era estranho andar nos corredores sem ninguém. Tudo era muito silencioso e escuro. Apesar da pouca luz, Connor podia enxergar muito bem e escutar muito bem. Jurava até ouvir a conversa das crianças lá na quadra, mesmo isso sendo impossível devido à distância.  

    Quando chegou na sala da mãe, e virou a maçaneta, algo o fez parar. Uma risadinha conhecida,  que ele não ouvia há meses. Em seguida um burburinho que ele certamente não queria ouvir, mas ouviu.

    A mãe conversava com um homem, entre sussurros e risadinhas. Um barulho de taça sendo colocada na mesa, um gole... O cheiro de vinho.

    Commo Connor sabia? Não sabia. Mas sabia.

    Os barulhos vinham do final de um longo corredor, após o laboratório de biologia. Uma luz acesa brilhava de uma porta entreaberta.

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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Qui Set 10, 2020 1:09 pm

    Connor despediu-se do novo amigo e ficou um pouco mais calmo. Não ia adiantar morrer de véspera... O que quiser que fossem fazer, eles já fariam mesmo. Era melhor tentar esquecer aquilo ou a febre pioraria.

    Então, Connor entrou no colégio para ir até a sala da sua mãe, porém... uma risadinha baixinho... aquela risada.... há quanto tempo não ouvia? Era da mamãe? Era da mamãe! O barulho do cristal pousando na mesa e.... o cheiro de vinho? Connor sequer pensou como conseguia ouvir o barulho das crianças do lado de fora, tão longe.... nem como conseguia sentir o cheiro de vinho de tão longe, no fim do corredor, depois do laboratório. Aquilo sequer permeou a sua mente, então ele caminhou a passos silenciosos... como se estivesse preso em um filme de terror e os espectadores gritassem "Não vai por aí!" "Não, guri burro, não abre essa porta!"....

    Ele chegou até a porta entreaberta, com a luz fraca e a abriu devagar.... apenas para ver.... Sua mãe e SEU PAI, conversando bem de pertinho.... vinho na mesa, rindo... Como faziam antigamente. Mas aquilo durou poucos segundos, pois logo a imagem de seu pai desvaneceu e ele viu quem era.... ANTHONY!

    Connor já havia brigado algumas vezes, e quase nunca tinha apanhado. Já tinha levado alguns socos, mas não um como esse. Era como se alguém tivesse lhe chutado a boca do estômago. O ar faltava... os olhos começaram a marejar.... as mãos trêmulas se fecharam com força, mas também com dificuldade pelo choque.

    Connor: Mamãe...?!

    Falou num tom que era baixo, mas perfeitamente audível.

    Connor não esperou qualquer explicação de ambos. Ele simplesmente piscou uma vez os olhos que finalmente fizeram as lágrimas transbordar, correndo rápidas pelas bochechas dele. Bateu a porta e saiu correndo pelo colégio. Correu rápido como podia e saiu da escola arreganhando as portas e descendo aos saltos pela escadaria. Correu pela rua como se o diabo estivesse atrás dele e foi virando em ruas e ruas até ir em direção ao bosque, onde ficava o lago.... mas ele não iria para o Restaurante do Ben, nem nada.... ele iria só entrar no meio do bosque, achar uma árvore que pudesse ficar escondido e sentar-se, com a cabeça entre os joelhos e chorando.

    Connor: Como ela.... como ela pôde?! Que raiva! Como ela teve a coragem???

    Lembrava de uma vez em que estavam em casa, num Natal e o pai chegou vestido de Papai Noel pra enganar a prima mais nova de Connor, Alexandra, que ainda acreditava em Papai Noel.... e que ele deu uma piscada pra Connor que queria dizer "não conte pra sua priminha".... e quando ela foi dormir, Connor estava na sala jogando o novo playstation que ganhou, a mãe sentou na perna do Papai Noel e disse "Eu te Amo!", enquanto Connor fazia cara de vômito e dizia "Eu ainda tô acordado, pessoal!"

    Ficou com raiva daquela lembrança.... Pegou uma pedra e atirou o mais longe que pode! Pegou um galho e começou a bater numa árvore tantas vezes e com tanta raiva, que o galho quebrou.

    Connor: Como ela pôde?! Como????

    Ele queria que Thor estivesse ali, pelo menos...
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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por Bastet em Qui Set 10, 2020 3:51 pm




    Entrando pro time

    Quanto mais Connor se aproximava da sala, mais ele ouvia a conversa que acontecia lá dentro... E consequentemente, ouvia seu próprio coração batendo mais rápido e mais forte, devido à adrenalina e ansiedade.

    As duas pessoas dentro da sala falavam sobre o conto de Orfeu e Eurídice. Se Connor puxasse bem na memória, se lembraria de ter estudado esse mito em uma das aulas de literatura grega, mas não tinha certeza do seu conteúdo.

    Uma voz grave dizia de dentro da sala.

    Prólogo - Entrando pro time MhQDf9T
    Anthony:  Eu acho que todos nós somos um pouco Orfeu... Queremos nos certificar de tudo. Mesmo que nos garantam que tudo ficará bem. E aí vivenciamos o tormento gerado na nossa cabeça, ao invés de aproveitarmos a música do passado...


    A voz de Grace respondeu, um tantinho alterada.  

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Nós somos tão idiotas... Nossa mente é um caos... Quer dizer, a sua não deve ser tanto. Hahaha... Mas sabe, eu queria só não lembrar, às vezes...


    Quando Connor entrou na sala, teve um breve devaneio de sua família, antes de tudo desmoronar... Mas esse breve minuto de aconchego se tornaria algo terrível diante de seus olhos.

    A sala era pequena, com paredes brancas e uma estante enorme, com livros diversos. Tinha uma mesa branca, com um computador e a cadeira do psicólogo, um sofá cheio de brinquedos, um divã azul de couro e uma poltrona branca.  No centro, uma pequena mesinha de vidro.

    Grace estava deitada no divã, com uma taça de vinho na mão. Anthony estava sentado no chão, encostado no divã, segurando uma das mãos dela, a olhando nos olhos. Ele era um homem grande, moreno, provavelmente de uma família latina. Tinha cabelos levemente ondulados e um rosto muito bonito.

    Quando viram o menino entrar, Grace quase deu um pulo do divã, derramando um pouco e vinho na própria roupa e no chão.

    Prólogo - Entrando pro time 89m8DIv
    Grace: Connor! Espera! Não é…


    Connor não deu tempo dela explicar o que estava acontecendo.  Ouviu a mãe e Anthony gritando pelos corredores, mas suas pernas longas e bom condicionamento físico permitiram ele correr pra bem longe, antes de os adultos conseguirem, se quer, se orientar.

    O jovem correu e correu, sem saber para onde ia. Ele não conhecia o suficiente a cidade pra entrar em tantas ruas sem se perder... Ou pior, para entrar na floresta e gravar o caminho. Mas isso não importava... Somente as dúvidas e medos tomando conta do corpo dele e o levando até o meio das árvores.

    Enquanto questionava os motivos da mãe, sentiu o corpo voltar a esquentar... A tontura voltar, a respiração ficar muito ofegante. Não só isso, era como se uma descarga de adrenalina também percorresse seu corpo. Ele precisava se movimentar. Precisava se levantar... Precisava correr.

    Sua pele parecia coçar sob a roupa. Por que as roupas começaram a incomodar tanto?


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    Prólogo - Entrando pro time Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Qui Set 10, 2020 4:39 pm

    Aquilo era tão triste.... era como se sua mãe tivesse esquecido o velho Joe e o trocado por aquele... aquele cara! Como ela podia? Obviamente se Connor fosse mais velho, ele poderia entender que o luto às vezes precisava ser preenchido e que Grace Scott era mais que só a sua mãe. Era uma mulher livre que tinha direito de ser feliz e seguir em frente, mas não para um menino de 13 anos que perdeu o pai de forma dramática.

    Ele estava encostado numa árvore, quando tomou a "maior" decisão de sua vida: Nunca mais iria voltar pra casa! Ia fugir e entrar num vagão de trem e fugir pra um circo, ou se juntar a uma gangue nas ruas e.... ah! A quem ele queria enganar? Ele estava magoado com a sua mãe, mas sequer podia imaginar nunca mais ver Grace de novo. Connor amava muito a sua mãe para abandoná-la para sempre, mas...

    "Que coceira maldita!"

    Connor começou coçando o pescoço e atrás da orelha, então as costas e a cabeça.

    Connor: Nossa... tô muito quente.

    Esfregou a mão na testa e os olhos, tentando espantar as lágrimas e o suor que escorreu da testa depois da corrida e da febre.

    Connor: Eu ainda tô com tanta febre...

    O calor estava se tornando insuportável e usar as roupas também. Ele não sabia porque! Talvez a roupa estivesse tempo demais na malinha da mãe e mofou.... ou pior! Ácaros! E agora estava coçando como se tivesse pó de mico. Só faltava aquilo.... ter que ir pra casa pelado depois...
    Connor tirou a blusa e as calças e a cueca. Embolou elas e as colocou debaixo do braço. Então, começou a correr para o interior do bosque, o mais rápido que pôde, tentando ignorar a febre e o mau estar. Estava se sentindo cada vez mais estranho hoje...
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