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    Prólogo - Entrando pro time

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    Mensagem por Bastet em Qui Set 10, 2020 10:06 pm




    Entrando pro time

    A coceira só aumentava... A febre parecia queimar a pele sob a luz da lua que entrava por entre as folhas das árvores.  Connor só queria correr, mesmo que suas pernas parecessem cansadas e doloridas. Ele parecia estar mais rápido, entrando mais e mais na floresta.

    Em algum momento, precisou parar.  Já estava todo arranhado pelos galhos, os cabelos cheios de folha e mato. Parou pois sentiu uma dor lacerante nas mãos... Os dedos se contorciam como se cada um deles quisessem sair correndo pra um lado diferente.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 VDJ0zg8

    Depois nas pernas. Caiu sobre os joelhos, pensando que os havia quebrado, tamanha dor que sentiu. O pé se retorceu de uma maneira que parecia impossível qualquer osso aguentar.

    Não bastasse isso, a pele do rosto começou a apertar. Parecia estar ficando pequena. Tão pequena que Connor sentiu vontade de arrancá-la, puxar as bochechas pra trás, dar espaço a....???

    A dor foi tão grande, diante disso tudo, que a consciência dele apagou... E o resto da noite se passou entre flashes de retomadas de consciência... ou sonhos?

    ***

    Se lembrava de estar correndo, mas sua visão estava diferente. Estava enxergando mais baixo, mais focado no que estava a sua volta... E sem cores, somente um espectro preto e branco e, em alguns momentos, um som se mostrava colorido em seus olhos. Era como se sua visão e audição estivessem completamente interligadas. Ele podia ver qualquer som  de um pequeno animal se movendo entre as floresta.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 A30dcdfc131fd3ef0586f81acf3fae2e

    A cada passo de sua corrida, você ouvia quatro impactos no chão.  

    De repente, ouviu o som de um animal maior...

    E tudo ficou escuro novamente.

    ***

    Algumas folhas de grama estavam na frente do seu olho. Seu rosto estava bem próximo do chão. Caso focasse bem a visão, veria, ao longe, uma família de cervos distraídos. Era quase manhã e eles provavelmente estavam começando a se preparar para ir juntos até o lago.

    Um deles, o menor, parecia distraído e apetitoso.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Tumblr_mopsdzTkoL1rvs9wso1_500

    Você se movia bem rente ao chão, sem fazer nenhum barulho perceptível para os outros animais.  Os cervos maiores começaram a se mover, pulando por cima dos galhos no chão... O menor, vez ou outra ficava desprotegido.

    Em um desses momentos, você pulou e correu pra cima dele.

    E apagou novamente.

    ***

    O dia já estava claro. Connor estava morrendo de sede. O lago Esmeralda era na direção sul, você sabia pois podia ouvir a água se movendo com o vento matinal. Andou calmamente até lá, sem sentir o frenesi da fome.

    Chegaria em pouco tempo, vendo a beleza do local. Era a primeira vez que ia, de fato, pra lá.  As águas eram cristalinas e pareciam geladinhas... Mas, antes que pudesse beber e olhar seu reflexo, ouviu vozes em algum lugar e se assustou. Saiu correndo, sentindo a ansiedade voltar e também as dores.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 SnivelingGorgeousFish-size_restricted

    Por que as vozes estavam se aproximando?

    ***

    O sol parecia te cegar, diretamente nos olhos sensíveis. Sentia sua pele pegajosa de sangue e suor, seu braços doloridos, as pernas formigando.

    Connor sentiria algo o cutucando... E, aos poucos, reconheceria o rosto de Alissa, em pé ao seu lado, segurando um graveto e tentando mover o jovem.

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    Alissa: ô vó! Ô Vó! Encontrei um abduzido no jardim! Ele tá pelado! Dá pra ver o bigulim! Rsrsrs será que os ETS viram também?


    A menina gritava, para a avó que estava cuidando do jardim. Connor estava perto de uma casa no meio da floresta, deitado no chão, pelado, com a bunda encostando na terra molhada.  A menina o havia encontrado ao caminhar pela floresta próxima à casa dos avos.

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    Mensagem por scorpion em Qui Set 10, 2020 11:55 pm

    Quando os dedos começaram a doer, Connor caiu de joelhos e olhava aterrorizado para eles... a dor era quase insuportável. Nesta hora, ele não conseguia pensar em mais nada... nem em sua mãe, nem em seu pai e nem no maldito Anthony. A dor era demais.... e ele era só um pivete de 13 anos... então tudo devia doer mais. Doeu tanto que lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Iria morrer?

    Connor: AAARGGHH!! DEUS.... QUE.... ARGGHH!!!!

    Os joelhos então dobraram, como se tivessem quebrado. Connor já havia otrcido o braço andando de bicicleta e, por Deus.... aquilo doía dez vezes mais. Ele caiu deitado, com a cara nas folhas secas tentando se abraçar nos joelhos.

    Connor: AAAARRRGHHHHHH!!!! O QUE.... O QUE TÁ ACONTECENDO!!!!????

    gritava enquanto chorava como uma criança. A dor foi tanta que.... tudo ficou escuro.

    Connor tinha diversos flashes... Correndo rente ao chão.... O barulho de 4 passadas toda vez que dava uma.... o cheiro, o som.... tudo mais claro. O cheiro de sangue... O gosto de carne.... crua?! Que pesadelo mais estranho era aquele? Inclusive... a dor... os ossos quebrando... faria parte do mesmo pesadelo? Será que ver Anthony e sua mãe abandonando seu pai... era algo que poderia tê-lo chocado a ponto de ter o pesadelo mais louco de sua vida?

    Algo estava cutucando seu rosto.... Ele foi acordando aos poucos...

    Connor: Hmm.....?

    Abria os olhos sonolento... foi quando viu a menina negra.... era da sua sala? Ela o cutucava com um graveto e de repente, se virava pra gritar pra avó.

    Assim que a menina virou para chamar pela avó, Connor meio que a empurrou.... não agressivo, pois ele não era agressivo, mas mais para fazê-la cair de bunda no chão e sair correndo.

    Connor: Me deixe em paz!!!

    Correu dela até o lago e quando olhou pra baixo.

    Connor: Meu deus.... eu tô.... eu tô nu?

    Olhou para as mãos e.... SANGUE?

    Connor: Oh, não.... isso é..... isso é.... BLLEEEERGH!!!

    Vomitou, caindo de joelhos na beira do lago. BLEEEERGH! Uma segunda onda de vômito!
    O jovem esfregava as mãos na água, e pegava água para tacar no peito. A água gelada não o incomodava... Ele só queria tirar todo aquele sangue de si. Começava a ficar com os olhos de quem iria chorar.

    Connor: De quem.... esse sangue é meu? Sai, sai, sai de mim!!!!

    Esfregava cada vez mais forte!
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    Mensagem por Bastet em Sex Set 11, 2020 1:34 am




    Entrando pro time

    A menina não entendeu nada, quando foi empurrada daquela forma. Era magrinha, então nem precisou de muita força para fazer ela cair no chão. Alissa deu um grito, chamando novamente a avó, e viu ele correndo por entre as árvores, até o lago.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Ai! Ow! Isso machucou! Ô Vó! O menino me empurrou! Cuidado que ele pode querer machucar a senhora!


    Como Connor estava concentrado em seu desespero, nem viu a movimentação atrás de si.  Viu apenas seu próprio reflexo, nu e cheio de sangue, nas águas límpidas do lago. Quanto mais ele tentava tirar o sangue, já um pouco seco, do seu corpo, mais o sangue se espalhava e sujava a pele clara dele.

    E o pior ainda estava por vir... O garoto sentiu algo entre os dentes... Era fibra, carne... Até o próprio vômito parecia mais nojento que o comum. No chão, restos de sua bili com nacos de coisas não digeridas, pelos grossos e embolados, pedaços de ossos.

    Enquanto o jovem vomitava, mais uma vez, uma senhora se aproximou por trás. Alissa estava logo atrás dela, segurando o estilingue que tinha aprendido a usar nas férias de verão... E usando o chapéu de alumínio, que parecia ter sido feito às pressas, apenas enrolando o papel na cabeça e prendendo com um durex.

    A senhora se abaixou, olhando o menino e aguardando ele conseguir a olhar nos olhos. Era uma mulher velhinha, alta, com cabelos brancos e um avental de jardinagem.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Hey, querido… Nossa, que bagunça. Vem, vamos cuidar de você. Posso te cobrir com isso?


    Ela segurava um cobertor com um quadriculado largo, branco e bege. Ele tinha um pouco de cheiro de cachorro... Provavelmente pego às pressas devido a situação alarmante.  Bem, o cheiro não era nem de perto tão ruim quanto a poça de vômito que o menino estava.

    A mulher passou o cobertor pelos ombros de Connor, o fazendo se levantar e entregando as pontas do cobertor pra ele, de forma que pudesse fechar e se cobrir até um pouco abaixo da bunda. Como o menino era bem alto, ele podia sentir uma certa brisa entrando onde não devia, com movimentos mais bruscos.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Larga isso, Alissa. O menino tá assustado...  


    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Mas vó!


    A menina reclamou, mas o olhar lançado pela velhinha fez ela abaixar o estilingue e dar passagem para eles.

    Connor sentia as pernas falharem às vezes, mas a senhora estava ao lado dele, caso precisasse de apoio.  Ela o levou pela trilha até a casa, que  era grande e muito antiga,  com uma grande estufa ao lado e bastante verde por toda parte.  O terreno não era imenso, mas não tinha cercas em volta, apenas árvores e trilhas. O jardim externo parecia se misturar com toda a vegetação da floresta.

    Enquanto subiam as quatro escadinhas que davam para a varanda, Connor ouviria passos pesados e furiosos. Não passos de uma pessoa, mas de um cachorro. Pouco tempo depois, veria o animal avançando sobre a porta de mosquiteiro da casa, quase arrebentando ela fora. Era um cachorro da raça Border Collie de pelo longo, enorme, com a coloração branca e caramelo.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Cs5NF5k

    Ele parecia muito nervoso, agressivo e agitado. A avó e Alissa ficaram confusas com aquele comportamento, mas Connor sabia o que era. O animal não estava com medo ou reagindo a um estranho... Ele estava marcando território e se impondo diante de uma possível ameaça ou a um possível rival.  O cachorro latia às vezes, mas boa parte do tempo rosnava de forma longa e grave, mostrando os dentes.

    Spoiler:
    Rola controle emocional pra ver se ele vai resistir em rosnar de volta. Como ele não tem mais de um dado de controle emocional, caso você tenha sucesso, considere que ele rosnou baixinho e só Alissa percebeu. Caso falhe, rosnou alto e claro, as duas olhando muito confusas pra ele.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Ruffus! Ah pronto, até o cachorro tá alterado hoje. Ben! Prende o Ruffus por favor!


    O menino veria um velhinho chegando perto da porta e olhando confuso para a cena. Pegou o cachorro pela coleira, esquivando quando quase levou uma mordida. Ben falou alto, fazendo um barulhão ao bater o pé, para o cachorro parar com aquilo... No mesmo instante, Ruffus baixou as orelhas e começou a abanar o rabo para o dono. Em seguida o velhinho o levou para longe dali, sumindo dentro da casa.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Desculpe por isso… Alissa, leva seu amiguinho pra sala. Eu vou preparar um banho pra ele... E falar com seu avô.


    Aparentemente, ela sabia quem era ele e sabia ser da mesma sala de Alissa. Coisa que a menina mais nova não se lembrara de imediato, ao ver ele desacordado, mas agora tinha uma vaga lembrança de ver ele na sala de aula.

    A jovem o olhou, desconfiada, e indicou o caminho até a sala.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Você foi abduzido mesmo? Claro, isso não jsutifica ter sido um bobão lá fora... Mas é muito maneiro!


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    Mensagem por scorpion em Sex Set 11, 2020 3:39 am

    Connor esfregava os braços tentando tirar o sangue, mas aquilo só piorava... Era como esfregar aquarela vermelha nos membros...

    Connor: Diacho.... Isso não sai! Sai!!!

    Falava baixinho esfregando os braços quase para arrancar a própria pele. De vez em quando passava o antebraço nos olhos para limpar as lágrimas e nem se ligava que manchava os olhos de sangue de veado. Foi quando sentiu aquela senhorinha, tão amável chegando perto dele.
    O jovem estava tão assustado e arisco que caiu sentado e logo foi tapando o seu pinto para as moças não verem.

    Connor: Ai não.... meu bilau!

    A moça o cobriu e ele finalmente olhou para ela. Era uma senhora muito simpática e carinhosa... típico de uma avó. A menininha estava escondida atrás das pernas dela e apontava um estilingue, mas Connor nem reparou naquilo.

    Connor: o-obrigado, moça. Pode sim....

    Agradeceu o cobertor com um aceno de cabeça.

    Connor: Onde... onde é que eu tô?

    Na hora, ele pensou em sua mãe. Já era manhã e Connor nunca havia dormido fora de casa, mas... ele não tinha a menor vontade de voltar para casa. Sua mãe agora tinha o Anthony... e era só uma questão de tempo até ele convencê-la a esquecer do garoto e só ter olhos para ele. Connor não sabia se estava com raiva ou triste, mas uma coisa era certa... Estava confuso com tudo aquilo que aconteceu na floresta, a ponto de sua mãe não ser exatamente o pensamento mais urgente ali.

    O jovem foi andando junto com a senhora e se apoiando nela enquanto caminhavam. Chegando na casa dela, um cachorro o recebeu da maneira menos amigável. Começou a rosnar para Connor e aquilo... aquilo despertou em Connor algo que ele não sabia que existia, pois nunca havia sentido. Era como se o cheiro do cachorro demonstrasse ameaça e medo.... medo de um predador maior e mais forte, dentro da casa de sua família.
    Connor se virou lentamente para o cachorro e meio que se abaixou um pouco, como um gorila quase.... Mostrou os dentes e começou a rosnar. Enquanto o rosnado do cachorro era longo e lento, o de Connor era entrecortado e rápido, como o de um lobo.... os lábios chegavam a tremer em contato com a gengiva e os dentes estavam ainda sujos de sangue e tão pressionados que se fossem frágeis teriam trincado.

    Foi quando o velho entrou, bateu o pé e levou o cachorro. Connor sentiu o cheiro dele indo embora e voltou a si... olhando para as duas e ficando meio sem reação.... porque sabia o que havia feito, mas não sabia o porquê.

    Connor: Eu.... eu.... desculpem. Eu não sei o que deu em mim...

    Olhou para a senhora.

    Connor: Me desculpe, senhora... eu não quero incomodar mais vocês.

    Falou de maneira educada. Mas obviamente ela não o deixaria ao relento. Então, ela pediu que a neta a levasse até a sala enquanto ela preparava um banho para ele. Seria bom tomar banho e ele não poderia se negar a isso... Sair pela rua só de cobertor e sujo de sangue.... e sem lugar pra ir, pois não queria voltar pra casa. Havia perdido o celular naquela noite e talvez a mãe estivesse louca. Se fosse esperta, poderia tentar rastrear o iPhone, mas talvez isso só piorasse as coisas, afinal.... ela encontraria um telefone, roupas do filho de 13 anos e talvez até sangue... Deus! Não queria pensar nisso!

    Chegando na sala, ele sentou-se no sofá com Alissa e colocou uma almofada no colo pra dificultar mais ainda que seu bingulim aparecesse. Estava muito envergonhado e de cabeça baixa.... foi quando ela falou que ele foi abduzido... e ele talvez dissesse o que a garota esperou a vida inteira pra ouvir.

    Connor: Abduzido? Eu.... eu não sei dizer.... eu não lembro de muita coisa.

    Olhou nos olhos dela pela primeira vez, mas não sorriu.

    Connor: Me desculpa ter te empurrado... eu nunca empurrei uma menina antes. Se meu pai.... se meu pai soubesse disso ele ficaria muito decepcionado. Ele dizia que "em menina não se encosta nem com pétala de rosa". Eu só.... eu só tomei um susto. Qual é... o seu nome?
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    Mensagem por Bastet em Sex Set 11, 2020 5:43 pm




    Entrando pro time

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Não moramos tão longe da cidade, querido. Não se preocupe… Jajá você…


    A velhinha estava começando a responder a pergunta de Connor, sobre onde ele estava, quando a cena do rosnado aconteceu. Ela olhou confusa, vendo o menino se posicionar daquela forma e rosnar como um cachorro. Alissa também o olhou confusa, procurando o celular no bolso pra filmar.... Mas, por sorte, Benjamin chegou antes e tirou o cachorro da porta, fazendo tudo se normalizar.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Ahm, você deve ter ficado muito tempo na floresta, tá desidratado. Tudo bem...


    Respondeu, colocando a mão na testa do menino, mas se afastando rapidamente. Logo mandou Alissa fazer companhia pro menino e sumiu pra dentro da casa.

    Alissa, após ver Connor agir daquela forma estranha, pareceu ficar ainda mais empolgada com a pergunta sobre ele ter sido abduzido. A resposta dele fez a menina abrir um sorriso. Ela não parecia interessada em ver a nudez ele... Afinal, já tinha visto tudo com clareza e nem se interessava nessas coisas ainda.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Não lembra? Nem das luzes?  Esses devem ser bons mesmo! Será que você tá grávido? Ou virou um cachorro... sabe, rosnando e essas coisas...


    Ela falava em disparada, mal parando para respirar. Só calou as teorias malucas que vinham em sua cabeça quando ele se desculpou.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Eu sou a Alissa. Você é o Connor né? Acho que já te vi na aula de literatura... E na TV hoje cedo também.


    ***

    Enquanto conversavam na sala, Connor podia ouvir com alguma clareza a conversa na cozinha. A audição não era tão boa quanto como durante a noite anterior, quando tava na floresta, mas ainda sim parecia melhor que em toda a sua vida, antes de acordar para a aula ontem.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 LGmccz5
    Benjamin:  É o menino desaparecido? O que era aquilo que ele tava fazendo pro Ruffus?!


    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Parece que sim, meu bem. E eu não sei... Acho que o tadinho tá delirando. Eu vou preparar um banho pra ele... Você liga pro Daniel? Ele Passou aqui perguntando do menino ontem de madrugada


    O homem fez apenas um “uhum” com a boca e a velhinha subiu as escadas para o segundo andar.


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    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Sex Set 11, 2020 6:15 pm

    Connor não teve a oportunidade de responder para a senhora sobre a desidratação, pois, pra ele, foi algo tão normal rosnar para Ruffus que ele sequer cogitou que a desidratação pudesse estar ligada ao rosnado para aquela senhora. Ele simplesmente acompanhou Alissa até a sala, quando a conversa sobre os E.Ts começou... e a menina parecia a pessoa mais hiperfocada nesse assunto que ele já tinha conhecido.

    Connor: Luzes? Não.... eu... eu não lembro de luzes. Quer dizer... lembro da Lua Cheia, mas não de luzes de discos voadores. Eu me lembro de sentir muita dor... como se alguém tivesse me quebrando como um saco de Ruffles... só sei que nunca senti algo que doesse tanto...

    Ela perguntou então sobre ele e ele respondeu.

    Connor: Você lembrou o meu nome? Sim... eu me chamo Connor, mas que coisa de TV é essa...?

    Então, ele ouviu os avós dela conversarem sobre ele ter sido dado como desaparecido na TV e que estavam atrás dele. Aquilo deu um seco no estômago do jovem... porque pensou no quanto sua mãe poderia ter ficado preocupada com ele... como ela poderia ter se sentido sozinha nessa noite, já que ele era a sua única família e... NÃO! Ela tinha o idiota do Anthony agora! O ANTHONY! Quem ele achava que era? Que poderia substituir o velho Joe? Anthony não chegava a unha do dedo mindinho de Joe Scott! Ele não tinha a coragem de Joe! Ele não podia dar a Grace o carinho que o pai daria.

    Connor levantou-se de supetão e foi até a porta da cozinha, onde eles conversavam...

    Connor: Não.... por favor, senhores.... senhora.... não chame a polícia. Não liguem pra ninguém... eu juro que não vou incomodar, eu só.... eu só não quero voltar pra casa... por favor?

    Falava com os olhos cheios de lágrima como quem implorava. Havia muita verdade nos olhos dele.... por alguma razão, Connor não queria voltar pra casa.
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    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por Bastet em Sex Set 11, 2020 8:25 pm




    Entrando pro time

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Nossa, sério? Deve ser por isso que você tá todo sujo. Você tá machucado? A vovó tem um kit de primeiros socorros aqui, não é legal ficar com dor...


    Após a menção da dor lacerante que Connor sentiu, ela não insistiu no assunto de abdução. Ainda estava muito curiosa com o que tinha acontecido com ele, mas ficou preocupada. Até então, nem tinha se ligado no sangue seco por todo o corpo dele, tão focada que estava em seu possível colega ET, mas agora reparava que ele não parecia nada bem.

    Quando ele perguntou sobre a “coisa da TV”, ela começou a contar animada, sentada no braço de uma das poltronas que tinha na sala.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: É! De manhã sempre passa aquele jornal chato, né? Hoje você foi a primeira notícia, com um repórter contando que estava sumido... Parecia um filme! Eu achei que cê tinha só fugido, gente nova aqui sempre se revolta, igual minha irmã... Mas daí sua mãe...


    Ela ia contando, sem nem perceber que Connor já tinha corrido para a cozinha, em total desespero. Quando reparou, soltou um “HEY! NÃO ME DEIXA FALANDO SOZINHA”, mas o jovem já estava fazendo aquele pedido aos avos dela.  

    A velhinha ficou sem reação por um momento e olhou para o marido, que estava com o telefone na mão. Ele colocou no gancho novamente, ainda sendo um daqueles de rodar o número... muito, muito antigo.

    Megan olhou para o menino que era mais alto que ela e puxou uma cadeira para ele se sentar.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Querido, você pode ficar aqui o tempo que quiser, tá bem? Mas eu sei que você é um bom menino e não quer deixar sua mãe preocupada, certo? Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas nada, nadinha, é mais importante para uma mãe que o bem estar do filho.


    A velhinha pegou um pano na mesa, indo molhar a ponta dele e começou a limpar o sangue do rosto do menino. Falar naquilo pareceu deixar ela triste, os olhos não sorriam mais, apesar de estar sendo muito gentil com Connor.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Eu vou avisar ela que você está bem... E pedir pra ela vir te ver hoje a noite, o que acha? Até lá você fica aqui com a gente... Amanhã você e Alissa pegam a matéria que perderam no colégio. Pode ser?


    Ela parecia uma pessoa tranquila, que ouvia ele, mesmo sendo uma criança. Diferente da maioria dos adultos que ele conhecia. Grace também ouvia, mas boa parte do tempo ela estava no modo “mãe” e não no modo “amiga”.


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    Mensagem por scorpion em Sex Set 11, 2020 11:59 pm

    Ele não teve muito tempo pra ouvir Alissa, pois logo saiu correndo para pedir aos seus avós que não chamassem a polícia e nem sua mãe. A senhora parecia uma pessoa maravilhosa e ofereceu que ele pudesse ficar ali o tempo que precisasse.
    Connor se mostrou muito agradecido, mas logo a velhinha falou sobre as mães amarem os filhos. Elr baixou a cabeça e sua voz tremulou.

    Connor: A minha mãe... ela não quer saber de mim, senhora... Ela... eu acho que ela olha pra mim e lembra do papai. Ele morreu, sabe? Era um homem muito corajoso e motreu salvando pessoas numa casa pegando fogo e...

    Não conseguiu segurar uma lágrima no rosto sujo. Secou logo ela...

    Connor: ...e ele era o mais corajoso e o melhor pai. Eu acho que depois disso, o amor dela diminiu... meu pai sempre queria ser o mais corajoso por mim... e acho que talvez ela ache que... talvez ela ache que eu trnha alguma culpa na morte do papai... eu não sei. Só sei que ela parece mais feliz com o Anthony.

    Ouviu o que rla ainda poderia dizer e voltou pra sala.

    Connor: desculpe te deixar falando só...Eu não tô machucado não... eu acho. Doeu na hora bastante, mas agora eu acho que é só a febre... e esse sangue ele não é meu. Eu não sei... mas eu... eu acho que eu posso ter machucado alguém ontem e não me lembro...

    Olhou meio que pra cima...

    Connor: Acho que aquele banho seria uma boa ideia...
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    Mensagem por Bastet em Sab Set 12, 2020 11:47 am




    Entrando pro time

    A senhora deixou Connor desabafar, sem o interromper. Limpou o rostinho dele e fez um jovem olhar pra ela. Precisou de alguns segundos para escolher as palavras.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Connor… Sua mãe colocou a cidade toda pra te procurar... Mesmo que a polícia geralmente só faça isso depois de 48h que alguém desaparece. Ela pode sim estar sofrendo pelo seu pai. Ela é uma pessoa, igual você... Não se esqueça disso. Mas ela te ama. Tá bem?


    A mulher sorriu e não falou mais nada quando o garoto se levantou para voltar pra sala. Tinha quatro netos nessa faixa de idade e sabia que, muitas vezes, os conselhos de adultos surtiam efeito totalmente oposto.

    Connor encontraria Alissa perto do corredor, meio que ouvindo a coversa na cozinha. Ela deu um pulo ao perceber que ele voltava e fingiu que tava mexendo em alguma coisa numa mesinha perto da entrada do corredor. Parecia um pouco triste, sem a agitação e animação que ele viu há poucos instantes.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Ah! Que isso! Tá tudo bem... Como assim o sangue não é seu??... Ohh... Mas... mas você sabe quem? Se ele tá bem?


    A garota parecia ficar confusa com a informação que ele deu, sobre ter machucado alguém na noite anterior.  Indicou as escadas, subindo com ele.
     
    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:A vovó já deve ter colocado a banheira pra encher. Eu te mostro o banheiro...


    Era um banheiro simples, com a louça branca e os azulejos com mosaicos de florzinhas. No vaso, tinha uma muda de roupas dobradas. Parecia de algum adolescente também, com um short preto e uma blusa de uma banda local.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Acho que são dos meus primos. Devem te servir... Talvez só fique um pouco curta a blusa, mas se ficar a gente pode ver uma do vovô... Cê é muito grande

    A menina suspirou, deixando ele sozinho no banheiro. Connor ouviria ela descendo as escadas e indo falar com a avó. Ele ouvira também Ben ligando pra polícia, pra avisar que o menino estava bem, apesar de um pouco assustado. Em seguida, outra ligação, agora para Grace. Essa foi mais longa, com Megan explicando o que tinha acontecido ali e pedindo pra ela vir ver o menino só a noite. Grace claramente negou algumas vezes, mas a senhora conseguiu convencer ela, falando que o menino tinha pedido pra não voltar. Garantiu que ele estaria seguro.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: Ele… Ele não quer me ver? Mas... Tá bem, eu vou quando sair do colégio. Ele precisa de algo? De roupas?... Ele tá mesmo bem? Tá bem... Por favor... Por favor, senhora Stuart, por favor pede ele pra me ligar quando sair do banho... Obrigada...


    A voz de Grace estava abafada pelo telefone, mas Connor perceberia o quão triste ela estava. Só tinha visto ela triste daquele jeito quando perdeu Joe.

    Após a ligação, o menino veria que a banheira já estava quase transbordando.


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    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Dom Set 13, 2020 1:56 am

    As palavras da velhinha acertaram Connor em cheio. Ele engoliu a boca um tempo, então olhou para cima para encará-la e, pela primeira vez, esboçou um sorriso.

    Connor: Tá bem, senhora Stuart. Muito obrigado por tudo o que a senhora está fazendo. A senhora é uma velhinha muito boa e gentil e eu espero que ainda viva muito tempo.

    Teria dito besteira? Esperava que não.... foi de coração.
    Encontrou Alissa espionando e o jeito dela fingindo que não estava espionando era ligeiramente engraçado. A menina em si era uma gracinha, com seu jeito meio nerdzinha, meio estabanada e meio delicada por ser tão pequena.
    Eles começaram a conversar do sangue e ele respondeu.

    Connor: Eu acho... eu acho que era de um lobo ou cervo. Eu acho que... eu acho que o matei ontem a noite, mas eu não lembro. Por favor...

    Os olhos dele meio que imploravam, pois não sabia o que estava acontecendo..

    Connor: ...Por favor, não conta pra ninguém, tá? Nem mesmo pra sua avó. Não quero que ela pense que sou alguém mau. Eu juro que não sou...

    Então ela o encaminhou pra banheira e ele aceitou as roupas.

    Connor: Obrigado. Eu prometo que as devolvo lavadas depois.

    Sorriu quando ela disse que ele era muito grande. Ele ouvia isso muito e com frequencia... de pediatras a novos coordenadores de escolas por onde passou.

    Connor: É... eu acho que sou um pouco.

    Abriu a porta do banheiro, mas antes que a menina fosse, ele pegou a mão dela. Era a primeira vez que a tocava desde o empurrão na floresta.

    Connor: Alissa, eu... obrigado por ser tão doce comigo.

    Corou um pouco quando percebeu que pegou na mão dela e logo largou.

    Connor: Eu.... oh, meu Deus! A banheira!

    Correu para desligar a torneira que a enchia. Tirou a roupa e entrou no banho, lavando todo o sangue e tentando ficar cheiroso. Colocou as roupas dos primos dela e logo desceu, meio envergonhado pela casa estranha.
    Chegou até a cozinha.

    Connor: Senhora Stuart...? Será que eu posso ligar pra... pra minha mãe?

    Se ela permitisse, Connor ligaria. Parte dele tinha medo de ouvir uma bronca da mãe... parte queria pedir perdão.... parte estava com saudade... se Grace atendesse, ele ficaria mudo ao ouvir a voz dela. Se não atendesse, ele apenas desligaria.
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    Mensagem por Bastet em Dom Set 13, 2020 1:55 pm




    Entrando pro time

    Megan deu uma risada da fala do menino, apenas bagunçando o cabelo dele antes do jovem levantar e ir conversar com Alissa. A mulher estava acostumada com a sinceridade tão comum da idade: além de conviver com a neta mais nova, ela também tinha mais uma neta e dois netos no início da adolescência.

    A jovenzinha que espiava a conversa, pareceu surpresa quando Connor voltou e revelou que poderia ter machucado um cervo ou um lobo. Ela coçou o cabelo, tentando imaginar a cena, mas não sabendo uma forma que aquilo seria possível.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa:Cê tem certeza que não tava sonhando? Cê tava tão pelado que não sei onde podia ter enfiado algo pra machucar um lobo... rsrs


    Alissa deu uma risadinha ao lembrar que ele tava peladinho quase na porta de casa. Apesar disso, levou mais a sério quando o menino pediu pra ela não contar pra ninguém.  Ela ergueu o dedinho pra ele cruzar e selar a promessa sobre o segredo.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Eu não vou contar, palavra de escoteiro! Mas eu tenho uma condição. Vamos resolver esse mistério juntos. Você precisa de alguém pra te proteger na floresta... Seja de aliens tiradores de roupa... Ou seja lá o que te aconteceu.


    A menina não pareceu considerar a possibilidade de ele ser mesmo malvado. Na verdade, ainda tava duvidando um pouco que ele podia ter machucado um animal grande.  Pra sorte de Connor, ela era muito curiosa e adorava mistérios sem soluções, então se animou em poder explorar a floresta com ele.

    Quando falou sobre ele precisar de proteção, deu um tapinha no estilingue que tinha enfiado no bolso do short jeans que usava. Nesse momento, ele perceberia que o outro bolso estava meio cheio, provavelmente com pedrinhas.

    Com isso, a jovem subiu as escadas com uma pose altiva, cheia de si por pensar que podia proteger o novo amigo, e o levou até o banheiro.  Alissa pareceu confusa quando ele lhe pegou a mão e disse aquelas coisas. Ficou super vermelha e, quando largou a mão, ela tava com os olhos meio arregalados... E fez uma saudação vulcana.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 IcrEhqo

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: É… é um costume dos humanos tratar bem as pessoas. Eu… Vida longa e próspera, Connor.


    Disse isso e saiu correndo, descendo as escadas meio destrambelhada, fazendo barulhos altos com o chinelo na madeira.

    ***

    Após o banho,  Connor precisou de alguns segundos para começar a se vestir. Ficou um pouco espantado com o que viu no reflexo do espelho que ficava atrás da porta do banheiro. Ele não tinha visto antes, pois entrou apressado pra tirar toda aquela meleca de si... Mas, agora, saindo da banheira, estava de frente pra si mesmo.

    Sempre foi um menino grande, pois tinha puxado a altura do pai... Mas estava naquela idade que, não importava o tanto de exercícios e treinos de karatê, ele sempre se sentia muito desengonçado: braços grandes demais, pernas grandes demais, corpo magro e sem muita tonificação muscular... a famosa síndrome do bonecão do posto.

    Apesar de isso tudo, agora, ele via outra coisa.  Não parecia desengonçado... O corpo parecia tonificado, os ombros fortes, as coxas e braços um pouco mais grossos e proporcionais a sua altura.  Connor até podia ver o começo de dois gominhos se formando em seu abdômen, nada muito definido, mas ele sentia que com algum treino aquilo finalmente poderia aparecer.  Outra coisa que ele reparou era nos pelos corporais finalmente aparecendo. Aqueles 5 fiapinhos no peito já estavam ali antes? E... lá embaixo?  

    ***

    Depois de lidar com as mudanças corporais que estavam acontecendo consigo mesmo, Connor desceu as escadas, encontrando apenas Megan na cozinha.  Ouvia o ranger de um balanço na frente da casa, que provavelmente era onde Alissa estava, e Benjamin já devia ter ido trabalhar.

    A senhora sorriu quando ele chegou. A cozinha estava cheirando a bolo no forno.  Ela analisou a roupa nele.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Nossa, menino. Você é mesmo grande para a sua idade! Benzadeus.... Oh, claro que pode. Ela pediu mesmo pra você ligar pra ela. Anotei o número no bloquinho perto do telefone. Se ela não atender no fixo, você pode ligar pro celular dela do celular da Alissa. É a única que usa essas coisas aqui...


    O telefone super antigo estava pendurado na parede da cozinha. O bloquinho estava sobre uma mesinha que ficava na mesma parede, e lá estava anotado tanto o celular quanto o número do escritório da mãe na escola.

    Como a senhorinha tinha instruído, ele ligaria para o telefone fixo. A mãe atendeu assim que o telefone tocou. Quando ouviu a voz do filho, ela precisou segurar o choro.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: Connor, filho. Você tá bem? Me desculpa por ontem... Eu... Você tá bem? Por que seu telefone tá desligado? Nós te procuramos a noite toda... Oh meu filho...


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    Mensagem por scorpion em Dom Set 13, 2020 4:23 pm

    Connor: Sim... eu achei que poderia ser um sonho... mas quando acordei, vi todo esse sangue e aí soube wue alguma coisa aconteceu. Não foi sonho, mas eu também não sei o que foi. Só espero não estar encrencado.

    Quando ela corou e ficou sem reação, ele também ficou.

    Connor: Tudo bem, eu... prometo que você pode me ajudar a resolver esse mistério. Mas tem que prometer que eu também posso te proteger se alguém ou alguma coisa quiser fazer maldade com você. Promete?

    Ela então fez um sinal com a mão que ele não sabia o que era, ele estranhou e tentou imitar.

    Connor: Ããmm... pra você também... eu acho?

    Ela era meio estranha, mas de um jeito fofo.
    Tomou banho e desceu pra ligar... quando a senhora Stuart disse onde estava o telefone, ele agradeceu.

    Ouvir a viz da mãe também foi um soco no estômago. Estava triste, com vergonha, chateado... e confuso com a noite passada.

    Connor: Mamãe...?

    Ouvir a voz dela dizendo tudo aquilo

    Connor: Mamãe... me desculpa eu. Eu... desculpa. Eu não quero perder a senhora. Eu posso... voltar pra casa hoje?
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    Mensagem por Bastet em Dom Set 13, 2020 6:59 pm




    Entrando pro time

    Alissa olhou ele desconfiada, como se analisasse se ele poderia a proteger mesmo... Mas, por fim, assentiu à contra proposta dele, aceitando.  Fez um sim com a cabeça, antes de sair correndo após o momento esquisito entre eles...

    ***

    A voz da mãe estava um pouco abafada, como se tivesse triste também. Talvez até chorando. Connor chegou a ouvir um ou dois suspiros entre choros, enquanto ela ouvia a voz do filho.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: ô meu amor, tá tudo bem... Tá tudo bem, se acalma


    Ela disse, quando percebeu que o filho parecia estar desesperado sobre o que havia feito. Na verdade, parecia que ela dizia tanto pra ela quanto para o filho. Os dois precisavam ter calma.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: Claro, você vai voltar... quer dizer, eu vou te buscar. Eu só não fui ainda pois a senhora Stuart disse que você precisava de tempo... que estava bravo ainda... E eu... Eu não podia arriscar que você fugisse novamente...


    Mais um momento de silêncio, com choro e um pequeno soluço.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: Eu posso ir aí agora, meu filho? Ou...ou você quer que eu vá a noite? Por favor... Me diz, eu farei como você quiser, mas não some de novo


    Naquele momento, ele sabia que a mãe realmente obedeceria ao que ele dissesse. Provavelmente, após o susto, ele ficaria de castigo por um bom tempo, mas  não naquele momento.


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    Mensagem por scorpion em Seg Set 14, 2020 1:40 am

    Connor: Está tudo bem, mamãe... A senhora Stuart é uma pessoa muito boa. Ela me ajudou bastante...

    Ele queria poder contar sobre o que aconteceu para a mãe, mas... ele não poderia. Ele mesmo não entendia o que tinha acontecido e seria de fato estranho, no mínimo.

    Connor: Mãe... você quer vir agora? Eu não quero atrapalhar o seu trabalho... mas estou com saudades de você.

    O jovem quase nunca se separava da sua mãe... só quando viajava para a casa dos avós ou quando foi para a colônia de férias, mas fora isso.... nunca! Era uma sensação bem estranha, até...

    Connor: Tudo bem, se você quiser vir agora, tá tudo bem. Só quero poder dar tchau e dizer obrigado pra Sra. Stuart e para a Alissa, tudo bem?

    Iria aguardar a resposta da mãe.
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    Mensagem por Bastet em Seg Set 14, 2020 8:19 pm




    Entrando pro time

    Quando Connor perguntou se ela queria ir naquele momento, já ouviu ela pegando as chaves, do outro lado da linha, e, em seguida, o toc toc  dos salto-altos dela.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 89m8DIv
    Grace: Ai, graças a deus. Você não atrapalha, meu amor. Eu tô indo.... Não se preocupe, deve demorar uns quinze minutos pra chegar aí, deixa eu falar com a senhora Stuart novamente? Pra pegar uma referência... Te amo, filho, beijo


    Ela já estava andando enquanto falava, tão desesperada que estava para ver o filho.  

    Assim que Connor passasse o telefone para Megan, a senhora começaria a falar com Grace, com um ar mais tranquilo. Era claro que ela estava mais satisfeita em ver o jovem se reconciliando com a mãe.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 4wQ194C
    Megan: Oi… Sim, isso mesmo. Você já pegou a rodovia principal? Isso, nossa casa fica na direção do Lago, uns minutinhos depois da entrada dele. Tem uma estradinha com uma placa de... Oh, Connor, a Alissa tá lá na frente, se estiver procurando ela. .. Isso, a placa tem umas flores, que eu vendo. Tem escrito “Estufa Stuart”... Isso... Depois você,...


    Megan pausou pra falar com o menino, que parecia sem saber o que fazer na cozinha. Depois voltou a dar as instruções para Grace, sem prestar atenção nele.

    Alissa estava no balanço, dando um pouquinho de impulso, sem muita animação.  Quando viu Connor se aproximando, ela acenou de leve, indicando para ele sentar no outro balanço.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Oia! A roupa até serviu bem, pensei que você ia ficar com o umbigo de fora, igual as patricinhas do colégio rsrs


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    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 Empty Re: Prólogo - Entrando pro time

    Mensagem por scorpion em Seg Set 14, 2020 10:13 pm

    Connor: Eu também amo a você, mamãe... Muitmuitomuitomuito! Tá bem... eu vou passar pra ela sim.

    Estava realmente com saudades da mãe. Ouvir a voz de choro dela e a empolgação dela em ver o filho, fez com que ele lembrasse como eles sempre foram parceiros, como sempre estavam juntos e como se amavam. Era como se toda a raiva e a tristeza tivesse desaparecido. Ele passou para a Senhora Stuart...

    Connor: Senhora Stuart, ela quer falar com a senhora...

    Ficou esperando até que a Senhora Stuart informou onde Alissa estava. Ele caminhou até lá, vendo a menina no balanço sozinha. Ele não sabia se Alissa era exatamente uma menina solitária ou não... e mesmo que fosse, nem se gostava disso.

    Connor: Minha mãe está vindo... ele não parece brava. Tomara que continue assim, hehe...

    Deu uma risadinha meio encabulada sabendo que cedo ou tarde, teriam de conversar sobre o elefante cor-de-rosa na sala. Ele ia dar impulso a ela, mas aceitou o convite para sentar do lado dela.

    Connor: Aqui é muito bonito...

    Então, Alissa falou sobre a blusa e sobre as patricinhas. Ele riu... sabia que ela não devia gostar muito das patricinhas, afinal... ela devia ser uma das estranhas da escola e "estranhas" e "patricinhas e atletas" nunca se bicavam. Agora Connor Scott era um atleta e ela uma estranha. Uma combinação de amizade estranha, mas que ele não ligava. Alissa era doce e gentil... e o que ela e a família dela fizeram por ele, faria com que ele sempre tivesse um espaço para Alissa.

    Connor: Hahaha! É... serviu bem...

    Olhou para baixo e falou.

    Connor: Você... não gosta muito das patricinhas, não é? Elas devem avacalhar muito com você, por conta do lance do chapéu de alumínio e essas coisas... algumas pessoas são meio cruéis mesmo.

    Crianças nessa idade, na verdade, poderiam ser muito cruéis.

    Connor: Aí, Alissa. Nunca deixe de usar o seu chapéu ou de fazer as coisas legais que você faz. Essas coisas te tornam diferente.... mas diferente não é ruim. É legal. Acho que é o que te tornam única, na verdade. Qualquer uma pode ser uma patricinha e comprar um caderno rosa... mas poucas pessoas conseguem fazer um chapéu anticontrole-mental e ser a minha parceira pra achar uns aliens...

    Sorriu para ela. Ele não tinha muita imaginação, então ia de carona na dela.
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    Mensagem por Bastet em Seg Set 14, 2020 11:51 pm




    Entrando pro time

    Alissa ouviu o que ele dizia, pisando firme no chão e segurou o balanço.  Logo soltou os pés, deixando o balanço ir pra frente e pra trás com um pouco mais de impulso. Ela não parecia realmente incomodada com a situação do banheiro... Só naquela manhã, eles já tinham estado em uma situação ainda mais embaraçosa que aquela.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Olha, se for igual a minha mãe... Quando a Leah fugiu e ficou escondida dois dias na casa de um amigo, acho que não vai continuar assim não. Ah! É! A Leah é minha irmã. Ela é meio rebelde, tem até cabelo colorido, acredita? A mamãe não deixou eu pintar o meu, acho um saco...


    Um coisa era certa: perto de Alissa, não existia tempo para um silêncio constrangedor. Quando ela tinha oportunidade,  falava e falava sem parar. Chegava até a perder a respiração, quando falava rápido demais.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Aqui é! A vovó conta que meu pai ajudou ela a  plantar as primeiras rosas ali, ó. Elas tão feias hoje, por que a vovó não gosta mais de olhar pra elas... Aí eu tento cuidar, pra lembrar do papai, mas não sei direito quando devo regar, quando devo podar, quando devo colocar adubo... Às vezes eu esqueço mesmo e vou ver TV ao invés de cuidar


    A frente da casa era uma mistura de floresta, grama e jardim. Tinha também uma estufa, mas não dava pra eles observarem muito bem dali. As rosas que Alissa tinha apontado ficavam em um canteiro na frente da casa. Esse canteiro era o único sem muito cuidado, apesar de se manter com rosas vermelhas. Elas estavam meio murchinhas, mas ainda estavam vivas.

    Quando os assuntos das patricinhas se estendeu, ela o olhou confusa. Não esperava ouvir tudo aquilo. Continuou balançando, desviando o olhar para o horizonte.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Ah, elas são um porre mesmo... Mas preferem ser malvadas com quem liga. Tipo os nerds ou o pessoal que tenta fazer parte do grupinho delas. Com a gente às vezes elas só zoam mesmo. Acho que o pessoal do futebol é pior, sabe? Tiram fotos, postam no Insta, amassam nossos chapeis... E ainda roubam nosso lanche. Eu ficaria longe deles se fosse você. Aquela jaqueta verde do time me dá até arrepios!


    Por fim, a garota sorriu com o conselho dele.  Ficou um pouco vermelha, mas dessa vez não saiu correndo.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Minha habilidade de fazer chapéus de alumínio é incrível, eu sei! Eu te ensino se você quiser. Vai ser importante quando nós formos caçar os ETs que te atacaram! Er... E obrigada. Isso foi muito legal.


    Ela deu um pulo do balanço, parando na frente dele e pegando na mão direita dele, com as duas mãos, tipo um sanduíche. Ficou o olhando por um momento longo demais pra não ser constrangedor. Logo aproximou o rosto do dele um pouco.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: É assim que você agradece né?


    Sussurrou, como se tentasse entender. Ela estava bem mais vermelha, indicando que o toque fazia coisas estranhas nela, assim como nele, mas provavelmente tinha entendido tudo errado na cena do banheiro.

    Prólogo - Entrando pro time - Página 2 D8ssuSZ
    Alissa: Já foi tempo suficiente? Ou tem de largar na hora igual você fez? Vocês da cidade grande tem uns cumprimentos esquisitos...


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    Mensagem por scorpion em Ter Set 15, 2020 12:14 am

    Ouvir que a mãe poderia mudar fez Connor engolir saliva num notório "Gulp!" e olhar fixo pra frente.

    Connor: Ainda bem que a mão dela não dói, eu acho...

    Não sabia dizer.... nunca tinha apanhado dos pais na vida e provavelmente não apanhasse, já que Grace era professora infantil e professoras são meio que contra as palmadas, mas o castigo certamente viria depois.

    Connor: Cuidar de um jardim desse tamanho deve dar o maior trabalho, não te culpo. Tive um hamster chamado Freddy e ele morreu porque eu esqueci a gaiolinha aberta e o Thor pegou... nunca mais, Fred.

    Ela falou do pessoal do futebol e aquilo meio que deu um frio na barriga dele. Deveria contar que era um dos atletas agora, ou não? Se contasse, talvez ela saísse dali e o deixasse sozinho por ter se juntado aos babacas, mas se não contasse... iria começar aquela amizade com uma mentira? Vou contar!

    Connor: Bom, eu...

    Não, melhor não!

    Connor: ...Eu acho nada a ver o que eles fazem. Não quero que nenhum deles amasse seus chapéus ou te maltrate. Eu odeio valentões!

    Ela começou a falar de sua habilidade de chapéus de alumínio.

    Connor: E arriscar ter meu cérebro dominado por marcianos? Não, obrigado.... preciso de um chapéu feito por uma profissional. Com marcianos só se tem uma chance! Hahaha!

    Entrando na onda dela.... Ele definitivamente não tinha a criatividade dela. QUando crescesse, talvez se tornasse o "tiozão do pavê ou pacumê?!" Porém, Alissa se levantou de um pulo e ele tomou um susto tão grande que teve de colocar so dois pés no chão pra não cair pra trás.

    Connor: Ai...

    Mas se equilibrou. Alissa pegou as duas mãos dele fazendo um sanduiche e perguntando se era assim que ele agradecia. Ele corou tanto que ficou meio sem reação.

    Connor: Eu.... não... eu...

    Ela se aproximou um pouco o rosto dele e ele paralisou.

    Connor: O que você vai....?

    Então ela perguntou se já estava bom o tempo.

    Connor: Eu não.... eu não sei. É a primeira vez que eu.... que eu seguro a mão de uma.... menina.

    Quando ela fosse soltar ele seguraria, mas sem fazer força ou apertar.

    Connor: Não. Não solte.... Isso é.... isso é legal. Sua mão é quentinha...

    Oh, merda! O que você está falando, Connor? Que situação tensa! Coração acelerado, querendo sair pela boca!
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    Mensagem por Bastet em Ter Set 15, 2020 4:10 pm




    Entrando pro time

    Alissa deu uma risadinha quando o menino arregalou os olhos e engoliu seco. Esse era o preço de ser um adolescente rebelde, afinal.

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    Alissa: Bem, se ela ficar muito brava, tem duas opções: ou você corre ou dá o bumbum pra ela bater, afinal, é a parte mais carnuda e deve doer menos... Pior se for castigo, eu detesto castigo. Mas a gente pode jogar Gartic ou Uno se você não puder sair! Me passa seu zap, vou te mandar uns links legais


    A menina tirou o celular do bolso, aguardando ele passar o número. Talvez, com sorte, alguém tivesse achado a mochila de Connor com o celular... E, assim, ele talvez pudesse continuar com o mesmo número.

    Enquanto ela anotava seu número e escolhia qual figurinha te mandar, ouvia sua história sobre o hamster.  Por fim ela decidiu qual figurinha mandar, mesmo o amigo estando offline:

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    Após mandar, olhou para Connor, espantada.

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    Alissa:Você deixou seu... Cachorro (??) comer o hamster? Que coisa feia... haha desculpa. Eu já deixei a calopsita da mamãe voar pela janela. Ela ficou muito braba...


    Bem, os dois eram crianças. Era normal aquelas trapalhadas, embora os adultos nunca entendessem.

    Quando o assunto chegou nos jogadores de futebol, as coisas começaram a ficar esquisitas.  Estavam falando o quão eles eram bobões e como usar chapéu de alumínio era maneiro, até que Alissa deu um baita susto em Connor com seu movimento brusco na frente do menino.

    A verdade era que Alissa costumava ver o mundo de forma divertida. Tudo que era diferente ou que ela não tivesse experimentado ainda, era, pra ela, um novo costume a se aprender (afinal, nunca se sabe quando um novo costume vai ser útil, principalmente quando se trata de alguém que poderia ter sido abduzido). Sendo assim, o encontro desajeitado no banheiro se tornou um cumprimento muito legal na sua cabeça, apesar de trazer certas sensações ainda não entendidas na menina. Devia ser algum sentimento extra-terrestre aquelas coisas de ficar com vergonha e sem jeito. Era a única explicação.

    Sendo assim, ela repetiu o “cumprimento” de Connor, que ele tinha feito num momento de agradecimento... E aquele era um momento de agradecimento. Certo?

    Só que... A vergonha voltou, principalmente quando ela foi perguntar a duração daquilo e se aproximou... Vendo ele vermelhinho também. Em seguida, o menino pediu pra ela manter a mão ali, pois era quentinho... E revelou que nunca tinha segurado a mão de uma menina antes.

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    Alissa: Oh… Então… Isso não é comum pra você? Eu pensei que... pensei que... Ahm... tá bem...


    Definitivamente a menina não conseguia completar um raciocínio. Estava confusa, mas também gostava da sensação de segurar as mãos dele. Por isso, apenas manteve as mãozinhas ali, olhando pra elas... E fazendo um leve carinho.  Não conseguia olhar ele nos olhos, o coração tava muito acelerado. Connor podia jurar que, mesmo antes de ter aquela super audição, ele poderia ouvir o tumtumtumtum do coração de Alissa, naquele momento.

    Ela ia começar a dizer algo, quando ambos ouviram um carro se aproximando pela Estrada de chão.  Grace estava dirigindo meio rápido, mesmo não sendo um caminho fácil, então chegou um pouco mais depressa do que havia dito no telefone.

    Ao ver o carro,  Alissa ficou sem reação, não sabendo se soltava a mão, se se escondia... Se ia cumprimentar a mãe de Connor. Por fim, ela apenas soltou a mão e saiu correndo pra dentro da casa, para avisar a avó.

    Connor veria a mãe estreitando os olhos de dentro do carro, olhando pra ele,  enquanto tentava estacionar. Ela não era muito boa de roda, ainda mais naquele local.

    Será que Grace tinha visto as crianças de mãos dadas?

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    Mensagem por scorpion em Ter Set 15, 2020 4:42 pm

    Connor: No bumbum? Nah! No bumbum fica ruim pra sentar e eu não teria uma boa história. Na verdade, ela podia dar nos braços e pernas... assim se alguém perguntar, eu posso dizer algo legal, como ter lutado com ninjas ou ter saltado de um helicóptero.

    Ficar perto de Alissa realmente aguçava um pouco da imaginação dele... Mas se ele tinha sido "abduzido", quem diria que não poderia ter enfrentado ninjas? Riu por dentro.

    Connor: É brincadeira... Pega meu número sim. É 555-9877. É Connor com 2 "Ênes" e Scott com dois "Tês". Mas eu perdi meu celular na floresta, então não sei se vou conseguir ele de volta. De toda forma... a gente sempre se esbarrará nas aulas e qualquer coisa eu te darei o meu novo número.

    Ele riu quando ela mandou a figurinha do Extraterrestre.

    Connor: Hahahaha! Você adora mesmo ETs, né? Cuidado pra não acabar casando com um quando crescer.

    Então, veio o momento de tensão. Quando ele pediu pra segurar mais um pouco, ela concluiu que ele não deveria fazer aquilo sempre.

    Connor: Não, não... na verdade, até hoje... só con...tigo...?

    Falou naquele típico tom de "conclusão/pergunta". E os sentidos dele davam pra captar o tumtumtum do coraçãozinho dela, assim como o do dele. Era estranho, mas era bom...

    Connor: Nossa, seu... coração tá "vuado", né? O meu tá também, olha...!

    Levou a mão dela até o peito dele, mas o momento de curiosidade logo se tornou vergonha. Isso porque o velho Joe sempre disse que quando uma "mulher dispara o coração do cara, é porque está ficando perigoso". Por sorte, Alissa não era uma mulher, e sim uma menina! Que sorte, ou poderia ficar perigoso.... mas, afinal.... "perigoso" de quê? Um infarto? Desmaios? Cair no chão e começar a babar e tremer e...? Volte a realidade!

    Foi naquele momento que Grace chegou de carro. Alissa ainda segurou a mão de Connor mais um pouco e então soltou e saiu correndo para avisar a avó. Connor ficou olhando a mãe enquanto ela espremia os olhos e tentava estacionar.

    Connor abotoou mais a camisa emprestada, tentando esconder os pêlos que estranhamente não estavam ali ontem e hoje estavam, além de uns "muques" que não existiam antes e eram estranhos num menino de 13 anos. Sim, Connor era grande, mas estar ficando "definido" era outra coisa totalmente diferente.

    Ele correu até o carro da mãe, gritando... correu o mais rápido que pôde. teve tanta saudade... teve medo de perdê-la. teve medo de Anthony ser um desses caras que aparecem no Investigação Discovery, que Grace não o deixava ver, mas a internet era uma "mãe" e o youtube um "pai"... que ver a mãe ali, acendeu nele um enorme fogo e vontade de viver, abraçar e beijar Grace.

    Connor: MÃEEE!!!

    Correu até ela e se ela já estivesse fora do carro ele a abraçaria tão forte que poderia até machucar.

    Connor: Mãe.... me perdoe! Eu amo você tanto! Me desculpa.... tô tão arrependido!

    Colocou a cabeça na altura do peito dela que era onde ele alcançava e deixou o choro descer, enquanto a apertava e sentia o perfume dela, que ele já estava tão acostumado.
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