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    No rastro da Host - Beshilu

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    No rastro da Host - Beshilu Empty No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Wordspinner em Ter Set 01, 2020 5:19 pm

    O rastro dos malditos seguia por todo canto. As vezes acabava pouco depois de invadirem um território. Algumas vezes iam mais fundo e para saber seria necessário ir mais fundo também. Fundo no território de alguma outra alcateia. Outras vezes os malditos rasgavam buracos no dromo e passavam de um lado para outro de forma quase impossível de perseguir.

    Não dessa vez. Dessa vez Axel, Shaw e Connor tinham perseguido um dos bem pequenos até uma enorme piscina de nojeira no esgoto. Grande o  bastante para afundar todos eles e cheia de saídas. Claro que o cheiro do esgoto era ofensivo. Repulsivo. Shaw chegava a sentir vontade de vomitar dependendo tanto do olfato no meio daquele miasma de merda molhada e tão podre quanto os insetos e roedores mortos. Nenhum deles queria pular dentro daquele monte enorme de merda gordurosa, fria e gelatinosa para depois se esgueirar por um dos canos pequenos demais para ficar em pé.

    Por sorte Axel tinha uma alternativa. Abram e Aanya Gupta, os pais da menina que tinha sido tomada pela hoste, moravam a poucas quadras dali. Não tão poucas, mas no mesmo bairro. Polotown. A comunidade asiática era forte e muito bagunçada. Mesmo assim vai ser mais fácil achar os dois do que um rato pequeno em um esgoto desses.

    Nessa hora um grande pedaço de deussabeoque descola do teto cai no chão molhado lançando respingos frios e fedidos para todo lado. Assim como uns cinco baratas enormes para o ar. O tempo todo os respingos e o som da água podre jorrando.


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    Mensagem por Ankou em Qua Set 02, 2020 8:53 pm






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    - E pensar que cheiro de bosta e vômito podiam ser os piores... - Connor fala tirando um bastãozinho de Vick do bolso e dando uma cafungada. A lágrima escorre na hora, mas ele tinha aprendido aquele truque as duras penas.

    - Anestesia, mas não vai ajudar muito tempo. – Ele sabia que tava fodendo com o cheiro do rastro da hoste, mas só queria um “respiro” daquele monte de cheiro de esgoto.

    A coisa logo perde efeito, mas foi tempo o bastante pra evitar a golfada. – Não me diz que a hoste entrou num desses ralos de bosta? – Ele olhava pra Axel e Shaw, enquanto coçava o nariz.

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    Mensagem por Bravos em Qui Set 03, 2020 9:46 pm




    Axel Brown

    - Caralho! - Disse ao chegarem naquele beco com várias saídas fétidas. - Provavelmente entrou. Não sei quanto vale a pena seguir em frente... - Estava contrariado. Perder um rastro tão perto... Ainda que pequeno. Mas estavam em Polotown. O que quer dizer que estavam perto da casa dos pais da garotinha desaparecida. Aquela que ele havia encontrado o crânio.

    - Estamos no bairro dos pais da garota que foi encontrada a ossada... Depois de quase dez anos. - Lembrava como foi ter encontrado aquele craniozinho e ver a reportagem na televisão. - Podemos falar com eles. Perguntar as circunstâncias do desaparecimento. Onde. Se viram algo que não puderam contar à polícia. - Resisti a tentação de dopar o nariz com um odor forte de mentolado. - Talvez valha mais a pena que nadar a merda por uma hoste minúscula.






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    Mensagem por Faor em Sex Set 04, 2020 9:35 am






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    O irraka estava concentrado em duas coisas vitais durante aquela perseguição: não perder o rastro do miserável e manter dentro do corpo o que não deveria sair, pelo menos não por uma via expressa até a boca. Quando Connor tirou o vick da embalagem, Shaw rosnou de volta.

    - Porra Connor! - Muito mais pela quebra da concentração do que pelo prejuízo na busca. Aquela busca já tinha ido longe demais, sem dúvidas, mas Shaw seguiria se os outros algozes não tivessem se interrompido. Aliás, pela determinação e pela confiança nos dois, em mais de um momento ele conseguia ignorar totalmente a presença deles.

    - Polotown? - Ele já recua de qualquer protesto. - Ah cara, tem que valer mais a pena... isso aqui está foda!



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    Mensagem por Wordspinner em Sex Set 04, 2020 7:46 pm


    Os três saem do esgoto em um beco sujo, seguindo o cheiro da rua, e tem a primeira dificuldade pela frente.

    Se limpar a ponto de poder falar com outros seres humanos. Não tinham nenhum carro por perto e quem teria coragem de leva-los em um carro de aplicativo? Bom, eles estão em Polotown e Shaw conhece alguns lugares, inclusive um que deixa moradores de rua tomarem banho de graça e até doa comida e agasalho.

    Depois de discutir um pouco parece o caminho mais rápido e menos arriscado. Minutos depois eles estão na fila e menos de meia hora depois estão quase limpos. Claro que seus narizes afiados ainda sentem o esgoto em suas roupas. Mas conseguem uma sacola para guardar as peças mais sujas, o que os deixa com frio, mas menos fedidos ainda. Uma passada em uma mercearia local e completam o serviço com álcool e desodorante nas roupas. Não ficam molhadas por muito tempo. Porém estão geladas agora e fedem bem pouco. Provavelmente as pessoas normais mal sentiriam o fedor.

    Mas e os sapatos? Axel tinha imaginado que iriam ao esgoto e tinha levados sacolas para eles calçarem por cima dos sapatos. O caminho em Polotown é tranquilo para os três juntos. Com o conhecimento de Shaw e a cara assustadora de Connor não são incomodados. Exceto por uma mensagem de texto que parece um Spam. "Algum de vocês em Polotown?" Ela pipoca nos 3 telefones de uma vez assim que saem do esgoto. Um dos contatos "fakes" dos Uivadores, provavelmente passaram debaixo de uma área deles e uma simples mensagem de volta é o suficiente. "Ok" é o que eles respondem. Bem possível que tenham mandado mensagens para todo protetorado. Talvez mais alguns minutos no esgoto tivessem criado um incidente diplomático.

    Deixado isso para trás fica claro que o bairro é um aglomerado de bairros. Chineses, poloneses, russos, latinos, japoneses e finalmente indianos. Os prédios parecem se escorar uns nos outros. Andaimes que parecem permanentes são vias adicionais para pedestres. Mesmo nesse horário o lugar é movimentado como um formigueiro e colorido como carnaval. Nem o frio deixa essas pessoas tímidas. Uma tarefa difícil encontrar o endereço. Se perdem mais de uma vez até chegar lá e quando chegam nem parece o lugar certo. No meio da bagunça um templo de Durga. Pessoas nos dois cantos da rua sem saída vendendo comida e badulaques. Aquele era o endereço. Os urathas conseguem sentir o cheiro de comida e leite e todos os odores que os ratos trazem, porque ao olhar para o lugar podem ver eles circulando livremente e comendo e bebendo de grandes vasilhas ornadas no chão.
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    Mensagem por Ankou em Dom Set 06, 2020 1:43 am






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    - Mals – ele responde a Shaw tossindo, a coisa ali tava osso, nunca tinha entrado no esgoto na vida, tampouco com um nariz tão potente quanto agora, o esgoto já cheirava mal agora era muito pior.

    A sugestão de Axel parece boa o bastante, qualquer coisa era boa o bastante pra sair daquele mundo de merda e mijo.

    Quando chega a superfície e sente o telefone pipocar ele percebe o que havia acontecido – É fácil se perder um mundo de merda, mijo e podridão, dedetizando ratos, pode vazar algum praí. – já deixava os caras alertas por que aí pelo menos se algo corresse pra lá eles já ficavam atentos.

    Ele recomendaria pegarem a reserva no caminho mais próximo, mas Shaw tinha uma solução mais rápida, definitivamente menos simples, já tinha se passado como drogado, agora como mendigo, como aquela porra de vida era humilhante, ele sentia o peso do juramento nas costas e concordava com aquela porra a contragosto, pelo menos ia ter historia pra contar pros filhos e netos.

    Ele não pode ajudar muito, investigar e caçar daquela forma não é algo que seja muito a praia dele, mas ele conversa com alguns locais depois da sopa, ele se informa como é o lugar, os russos assim como qualquer estrangeiro ficam felizes em escutar a língua deles bem falada e aquilo sempre aproxima as pessoas, é o bastante pra conseguir uma visão geral do bairro, entradas e saídas, nada de especial, mas bom o bastante pra quem nunca esteve ali de forma mais aprofundada, no mais ele consegue traduzir o que os caras falam e dá todas as informações que pode pra Shaw e Axel trabalharem.

    Ele vê os caras se superarem diante de seus olhos, Shaw principalmente tirava uma deduções "do nada" que ele não fazia a menor ideia de como ele chegava em determinadas conclusões por horas parecia até perdido, decidiu depois de um tempo que era melhor não atrapalhar igual tinha feito no esgoto e ficar ali na retaguarda se certificando que os dois voltassem inteiros.

    Finalmente estavam de frente ao endereço, ele olha pra toda aquela coisa profana, dá pra ver a carranca se formando, a face parecia com mais nojo do que no esgoto, ele toca os dois no ombro e afasta eles do beco – É uma porra de um ninho, o ideal era chamar Franco e Ethan, mas eles tão ocupados com aquele contrato no Hisil, a gente vai ter que dar conta. – falava olhando pros companheiros, mas sabia que a coisa não ia ser fácil não, tava cheio de gente ali.

    Ele chega mais próximo dos dois e continua falando – Eu não sei o que esses caras são, mas eles tão vendendo a comida dos ratos e tão alimentando as hostes, deve ter mais de uma até. Mas tem uma lição valiosa que eu aprendi é que nem todas as batalhas precisam ser lutadas, essa principalmente. – Ele olha pra Axel – Tu chama a vigilância sanitária ou eu chamo? – ele dá um sorrisinho de canto e olha pra Shaw em seguida. – Se tiver alguma coisa por aqui ela vai correr e a gente vai ver quando eles bagunçarem com essa merda.

    Ele baixa os óculos escuros que tavam sobre os cabelos e recosta numa parede ficando de frente pro beco, Shaw já conhecia aquele costume sagaz dele, tava vigiando os dois lados.

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    Mensagem por Bravos em Seg Set 07, 2020 9:19 pm




    Axel Brown

    Quando recebem as mensagens, Axel se desculpa: - Foi vacilo meu, não vou deixar mais isso acontecer. - Ele tinha uma coisa com territórios. Talvez já não bastasse conhecer cada canto do próprio território deles, talvez tivesse que saber exatamente onde estava pisando, seja na porra do esgoto, seja nas águas marítimas.

    Tomaram banho com os mendigos. Axel não tinha exatamente problema com isso. Ele já tinha amanhecido vomitado numa calçada uma vez ou outra. Ele não tinha uma fama pra proteger. Eles foram para Polotown. O lugar era caótico, mas enfim eles chegam. O cheiro não seria mais flagrante e evidente. - Minha vontade é chutar esses pratos adornados e tocar fogo em tudo... - Disse bem baixo, respondendo Connor. - Mas agora estamos aqui para falar com os pais da garota. Não admira ter acontecido o que aconteceu. Merda... Eu ligo. - A denúncia dificilmente daria em alguma coisa. No máximo as carrinholas fechariam naquele dia. Mas talvez isso já fosse uma grande coisa.

    - Shaw... Vai entrando. Dá uma olhada boa, vê se acha os caminhos que a hoste faria. Eu já chego para falarmos com os pais. - Meteu a mão no bolso e tirou um bloco de notas amassado, onde havia anotado o nome dos familiares. Enquanto isso tirava o celular do bolso para fazer a denúncia pelos meios civis comuns. Assim que desligasse, iria se juntar a Shaw.






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    Mensagem por Faor em Qui Set 10, 2020 11:23 am






    No rastro da Host - Beshilu 268_2610


    A contínua mudança de odores era um grande alívio, Shaw sorria. Ainda fedia a merda, mas já era muito aceitável. Ele até conseguiu colocar a cabeça para pensar, e se achou naquele esgoto da superfície. Era tudo muito caótico, mas os outros dois podiam desconfiar que ele estava se divertindo.

    Depois das trocas de mensagens, a tensão voltava a aumentar. - Isso aqui do outro lado deve estar insano. - Ele segurou a curiosidade de dar uma espiada e se focava nos caminhos que a hoste parecia usar, para dentro e para fora daquele espaço.

    Ele acena para Connor encostado na parede e encara Axel com o celular em mãos. - Agora é melhor a gente ser ligeiro por aqui. Não importa muito o que a gente encontre, NÓS já fomos encontrados, sacou? Sem dúvidas nenhuma, quanto mais tempo aqui, maior chance de dar ruim. E eu acho que vai pode ser bem ruim. - Não para eles, na cabeça de Shaw. Mas mesmo assim, qualquer problema ali seria um caso sério. Ele se virou e se esforçou para encontrar rastros de não humanos naquele lugar medonho.

    OFF:

    Se ele for rolar rastreamento, usará Impossible Spoor usando Essência para atenuar efeito do tempo, se necessário.


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    Mensagem por Wordspinner em Sex Set 11, 2020 5:40 pm

    Os ratos correm de um pote ao outro bebendo leite e roendo todo tipo de comida bem preparada. Eles nem parecem perceber os Algozes ou os outros humanos. Pior quando um deles passa nos pés de alguém a pessoa literalmente se sente abençoada e faz alarde. Shaw vai adiante sozinho sendo assaltado por dezenas de cheiros diferentes. Um rastro se jogando por cima do outro. Do lado de fora nenhum cheiro da hoste. Só ratos normais. Quando ele chega na porta e sobe os primeiros degraus de azulejos coloridos um homem velho com olhos cariodosos, uma barba longa e branca e a pele escura como canela parece brotar na frente dele.

    "Veio pela benção de Durga? Quer partilhar do banquete sagrado da prole de Karni mata?" Ele oferece uma ratazana gorda e grande que te olha curiosa com olhinhos bem pequenos. O homem sorri, mas existe desafio em sua postura. Uma autoridade que não vem de seu corpo magro e comprido ou suas vestes coloridas, mas de uma convicção evidente.


    ---

    No lugar onde estavam Axel e Connor ouvem o telefone tocar algumas vezes antes de alguém atender entediado. É impressionante que Axel tivesse o número guardado no celular, mas para ele era questão de negócios. "Boa noite, em que posso ajudar?" Axel já tinha um discurso pronto. Cada detalhe definido previamente. Mesmo assim as coisas não eram faceis. O funcionário da prefeitura disse que eles tem permissão especial para terem os ratos e também informa que é tão difícil alcançar o lugar que até ps carros chegarem com os exterminadores eles provavelmente teriam os ratos presos e "...Devido a chance de revolta popular. Acredite em mim senhor, a gente já tentou antes. Melhor o senhor ligar para polícia ou jogar na internet, mas se fosse o senhor não deixava ninguém me ver filmando não. As pessoas fazem cada coisa doida pela fé. Infelizmente a gente não pode ir aí só por causa dos ratos e pela comida, já que as pessoas sabem muito bem onde a comida tava antes de eles comerem. Sinto muito." O atendente desliga imediatamente. Provavelmente cansado de receber a mesma reclamação.
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    Mensagem por Ankou em Sex Set 11, 2020 11:53 pm






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    Axel nem precisava dizer o que o sujeito tinha dito do outro lado, aquela distância era fácil pro ouvido de um Uratha escutar, foi só ele desligar o celular. - Sério? Esse povo é retardado? Como dão licença pros caras criarem esses bichos pestilentos? - dá pra ouvir a indignação clara na voz, mas logo ele cutuca Axel e faz um movimento quase que invisível na direção de Shaw, ele deixava o Irraka ir na frente já que ele tinha um espírito mais aventureiro, mas em hora nenhuma tirou os olhos dele.

    A vontade era de sair pisando naquele monte de ratazanas gordas imundas, mas ele se controlava, o tempo todo ele olhava pro outro lado do Hisil, como se procurasse uma hoste a espreita.

    Olhava em volta do lugar fétido e sussurrava - Se isso não dá poder pra eles não sei mais o que dá, mas já que não foi por amor, vai pela dor, talvez a gente possa pagar uma prenda pra Fiadora, um curto aqui e outro ali e vai um fogo gostoso, ou talvez a gente possa ser mais direto, madruga, gasolina oldschool... - Não falava mais nada ficava só de olho em todos os cantos e em Shaw afrente a quem o sujeito se dirigia.

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    Mensagem por Bravos em Seg Set 14, 2020 12:05 pm




    Axel Brown

    Ouviu o sinal de ocupado indicando que a mulher havia desligado do outro lado. - Depois precisa pagar o tratamento de leptospirose desse povo todo. - Disse desgostoso. - Se o número de fiéis aqui for muito grande é capaz de um acontecido desses reforçar a religiosidade. - Respondeu para Connor sobre a abordagem old school, mas era o que ele mesmo também gostaria de fazer. Quem sabe "curto-circuitos"? Ou talvez adulterar a comida dos ratos...

    - Shaw tá certo, vamos ser rápidos. Descobrir se de repente os pais não tiveram culpa nesse processo. - Foi adentrando para encontrar o irraka. Viu ele falando com um senhor que lhe erguia uma ratazana. Axel se aproximou dos dois. - Viemos falar com esses dois. - Mostrou-lhe o papel com os nomes anotados. - Parece que eles moram por aqui, não é? Você os conhece? - Disse de forma amigável, tangenciando completamente a proposta feita.






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    Mensagem por Faor em Ter Set 15, 2020 2:40 pm






    No rastro da Host - Beshilu 268_2610


    Sem identificar a presença da hoste, Shaw avança tentando ignorar a profusão de cheiros e rastros que encontra. Ele passa pela porta e pretende subir a escada colorida, com uma determinação quase furiosa.


    Velho escreveu:"Veio pela benção de Durga? Quer partilhar do banquete sagrado da prole de Karni mata?"


    Obrigado a parar e a encarar aquela dupla bizarra, o velho e a ratazana, Shaw parece subitamente mais cansado. - Claro, por que não? - Ele fala alto, mas não encara o sujeito. O uratha recorre aos sentidos e volta a subir lentamente os degraus. Experimenta o faro e espia no segundo mundo, tentando reconhecer ameaça maior que um fanático religioso - não que isso represente poucos problemas.

    Ele avalia a distância e a posição do sujeito. Um longo golpe nas pernas derrubaria a figura bizarra e a gravidade e a escada fariam sua vitima. - De onde você veio? Por que não me mostra? - Sem qualquer emoção, ele pergunta, dando um passo de cada vez.

    OFF:

    Aqui não sei qual a atitude do gente boa e o quanto ele está disposto a atrapalhar. Shaw entrou ali para reconhecer a presenças da hoste e caminhos que ela usaria. A conversa na escada pode seguir, ainda que usar tempo com um cara assim não seja a ideia. Mas se NADA for identificado ali, a tendência é seguir em frente forçando passagem para cima ou para o lugar de onde veio o velho.


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    Mensagem por Wordspinner em Qui Set 17, 2020 9:49 am

    As escadas são pequenas. Não mais que cinco degraos e esses baixos para que os ratos subam com facilidade. As paredes são coloridas por dentro e por fora e o teto é bem alto. Mas o lugar é estreito e o tempo todo os ratos passam nos pés dos urathas que estão na entrada. Eles não mordem ou sibilam, mas cheiram e investigam curiosos. Sem medo. O homem ouve os dois urathas e é claro que ele os percebe como intrusos e lê nos mesmos o claro desinteresse pela religião. Especialmente quando Axel diz que os dois vieram procurar pessoas e não a benção de Karni Mata. "Os senhores não são da fé, não é? Não tem problema, mas não podem entrar. Se quiserem posso levar sua mensagem aqueles que procuram. " Ele se esforça para se manter na frente de Shaw sem trair o esforço que ele precisa fazer para isso. Mas ele não levanta a voz e as pessoas que observam a cena parecem não ter notado ainda o desconforto do sacerdote.
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    Mensagem por Ankou em Qui Set 17, 2020 8:39 pm






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    Se aquela coisa ali toda já era impressionante, do outro lado era muito pior, dava pra ver os ratos de pequenos a gigantes, o cheiro de hoste tava no ar como era esperado, dava até pra sentir o gosto asqueroso delas batendo na língua só pelo ar. O templo era mais colorido e muito maior, de uma arquitetura estranha, as ruas eram ainda mais estreitas.

    Connor sussurra enquanto coça o nariz e tapa a boca "não intencionalmente" tão baixo que ouvidos humanos seriam incapazes de escutar- Se vocês acham que tá ruim aqui, do outro lado tá muito pior, tem espírito de rato pra caralho, não dá pra saber o que é hoste e o que não é, mas tem cheiro e gosto deles no ar.

    Shaw escreveu: - De onde você veio? Por que não me mostra?

    Connor sorri e tenta ser amigável o máximo que pode – Calma Alex – sim o nome era completamente falso, mas nem parecia. – Se não pede pra entrar na sacristia do padre sem a permissão dele, é a mesma coisa, a gente é novo aqui, quem sabe um dia o senhor não deixa a gente ir?

    Shaw escreveu:"Os senhores não são da fé, não é? Não tem problema, mas não podem entrar. Se quiserem posso levar sua mensagem aqueles que procuram. "

    - Jim aqui tá procurando uns primos dele. – Ele dá um tapinha nas costas de Axel. – Mas eu vou falar que eu sou um curioso, to até com medo de andar aqui e acabar pisando num deles.Porque a gente não se senta ali e o senhor me conta mais sobre? – ele aponta um dos bancos mais próximos, mas que deixava Shaw nas costas do velho, por um instante quase imperceptível ele olha pra Shaw e olha pro lugar que ele queria entrar como se tivesse dizendo pra ele se preparar, mas o rosto carismático nunca se desfaz.

    - Prazer, meu nome é John, todo mundo me chama de “John Grandão” – Ele estende a mão pro velho, e parece a coisa mais polida do mundo, e só espera pra ver se ele acompanha.

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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Bravos em Sex Set 18, 2020 1:54 pm




    Axel Brown

    - São primos distantes... Na verdade eu duvido que Abram e sua esposa se lembrem de mim. - Disse, um pouco como se estivesse sem jeito. A aparência física indicava que certamente ninguém da família de Axel jamais teve descendência indiana, mas foda-se. - Eu vi pela tv o que aconteceu com a filhinha deles. - Sua voz baixou o tom, mais respeitoso e enlutado. - Eu queria dizê-los que sentia muito... E...

    Jogava o jogo que Connor havia proposto e tentava tomar a atenção do velho, que objetivamente não queria que eles entrassem ali, por seus motivos religiosos. Bater de frente não era uma boa opção. - E talvez oferecê-los alguma ajuda. Sabe, com questões de imigração. Eu realmente não sei como estão com a papelada, mas se estiverem com alguma pendência eu poderia tentar ajudar. - Ele pigarreou. - Já basta viver um luto, não é preciso viver com medo por conta de burocracias, não acha? - Interpelava pelo olhar ao velho sacerdote dos ratos enquanto dava tempo para Shaw desaparecer.

    - Se você pudesse chamá-los eu ficaria grato. E ele parece estar realmente interessado em lhe escutar. - Tocou o ombro de Connor e ao mesmo tempo o do velho.






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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Wordspinner em Sab Set 19, 2020 9:37 am

    Off:
    Cada teste bem sucedido é uma porta. Axel teria de esperar um pouco para (bastante para) tentar de novo, mas Connor por causa do dom pode continuar tentando(O que não garante que ele não vá pedir ajuda dependendo das ações dos três.).

    O velho fica se pondo no caminho de Shaw, impedindo seu avanço, mas não sua visão. Ele consegue ver lá dentro e o lugar é tão colorido como do lado de fora. Estreito como todo o bairro, mas os altares e enfeites moveis deixam o lugar definitivamente claustrofóbico. O teto é bem alto e dá para ouvir as patinhas pequenas andando por lá. Se o velho sacerdote pudesse, ele claramente fecharia as portas na cara dos urathas.

    Mesmo assim ele continua ouvindo Connor. A posição e insistência de todos o deixam sobrecarregado. Sem saber direito a quem e como responder. Confuso e abrindo os braços até eles tocarem as paredes, o que não é nada difícil, ele diz "Sua câmeras não fizeram bem nenhum até agora..." Os olhos saltam acusadores de Axel para Shaw. Então, virando para Connor ele continua. "... Mas se forem se sentar no banco eu entrego a sua mensagem e retorno para lhes contar o que quiserem sobre Durga e o nosso templo. Mas não permitimos a entrada de estranhos. Especialmente aqueles que não compartilham da nossa fé." Ele finalmente mostra algo que não convicção e empatia. Ele claramente vê o meia lua e o lua nova como alguma especie de ameaça. Ele tem medo e ressentimento. Mas parece dizer a verdade.
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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Ankou em Sab Set 19, 2020 6:51 pm






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    Velho escreveu:"Sua câmeras não fizeram bem nenhum até agora..."

    - Ah eu imagino que muita gente deve se impressionar com o que vê aqui, não vou mentir, não foi diferente comigo. – Connor saca o celular do bolso e desliga-o na frente do velho – Pronto sem câmeras. – ele logo enfia de volta o celular no bolso. Tentava ser o mais amistoso possível com o velho, ainda que a atmosfera não fosse das mais amistosas, ele sentia que lá no fundo alguma coisa queria eles bem longe dali, mas tava pronto pra declarar guerra a aquelas coisas.

    Velho escreveu:"... Mas se forem se sentar no banco eu entrego a sua mensagem e retorno para lhes contar o que quiserem sobre Durga e o nosso templo. Mas não permitimos a entrada de estranhos. Especialmente aqueles que não compartilham da nossa fé."

    - Sei qual é da mensagem, isso aí é com o Jim – Cutucava com o cotovelo Axel – Eu to aqui só pela curiosidade, nem imaginava que algo assim existia, eu achei que o povo da Índia adorassem vacas, mas esse negócio de rato pra mim é a primeira vez, com todo respeito. – a vontade de saber sobre a fé era verdadeira, não tava mentindo nem por um segundo, mas muito provavelmente ele tinha mais interesse em saber que horas não tinha gente dentro daquela abominação pra tacar fogo. – Você tem algum tipo de missa, que eu possa vir ver? Sabe um horário que se reúnem pra rezar, não sei? – a pergunta não se destacava de uma que qualquer leigo faria.

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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Bravos em Dom Set 20, 2020 12:40 pm




    Axel Brown

    - Não se preocupe, não vamos bater fotos. Alex... - Mexeu no celular para desligá-lo e fez um gestou para que Shaw fizesse o mesmo. Haviam sobrecarregado o velho de expectativas e agora tinham queimado umas largadas. Por sorte Connor havia conseguido enredá-lo ainda assim. Sem dizer mais nada, Axel sentou-se no banco indicado.

    Deixaria o velho falar à vontade, sem interrompê-lo. Somente quando o assunto tivesse acabado é que tornaria a falar. - Que interessante, é muito diferente de tudo que escutamos por aqui... - Sorriu gentilmente. - Por favor, não deixe de falar com Aanya e Abram. Eu sei que não gostaste de mim, mas vamos deixar essa primeira má intenção pra trás. Me desculpe qualquer coisa. - Estendeu a mão como sinal de apaziguamento.

    Se ele dissesse que iria falar com os dois, Axel diria: - Obrigado, vou esperar aqui fora.






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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Wordspinner em Seg Set 21, 2020 7:24 am

    O velho relaxa visivelmente com as demonstrações de desligamento de câmeras. O medo dele parece mundano e não relacionado à hoste. Porém ele não se move de seu posto até que todos deixem a entrada. Quando finalmente Shaw se afasta se juntando aos outros dois o velho sai dá entrada do templo, mas luta para garantir que nenhum dos três fique as suas costas. Começando por não se sentar. Ele animadamente conta a história de Karni Mata para os três urathas sentados no banco longo de concreto. Em poucos momentos mais pessoas aparecem para ouvir.

    Ele gesticula e interpreta. A historia da encarnação da deusa Durga na terra não é longa e termina com seu misterioso sumiço. Os ratos tem seu papel sagrado pois são os filhos da deusa que reencarnaram nessa forma. Logo, entre os ratos dali estão a prole dos deuses. Não fica difícil entender porque eles se esforçariam para tratá-los bem e protegê-los. Talvez pondo a própria segurança em risco como o velho fez. Considerando quantas pessoas vieram ouvir uma história que já deve ter sido contada tantas vezes, quantas viriam ao socorro dele se ao invés de ficar no caminho ele clamasse por ajuda?

    Tem suor na face do velho indiano quando ele para na frente dos três e apresenta. "Eu sou Gatik. Não espero que entendam de verdade nosso culto. Só que o respeitem. Nenhum dos três segue os nossos deuses. Eu sei. Nenhum de vocês veio aqui por nossa religião, mesmo que ela possa impressionar." Ele lança um olhar cheio de humor para Connor, como o de alguém que assiste uma criança suja dizer que não brincou na lama. Não há hostilidade mais em sua postura. Ele está agitado com a história e feliz com a atenção. "O templo está sempre cheio. Durga pode ouvi-lo a qualquer hora da noite ou do dia. Qualquer um pode sentir dentro dessas paredes." Ele olha para o templo apaixonado. A fé do homem é algo bonito e puro. "Venha ao por do sol para o banquete com a prole de Karni Mata. Venha no nascer do sol para histórias e música. Venha entre os dois para comprar e conversar. Todos os dias, durante uma hora no meio do dia, as doze em ponto, fazemos visitas guiadas com não praticantes. Nossos cultos não tem espaço para quem não compartilha nossa fé."

    Ele balança a cabeça e bate palmas. "Vou levar sua mensagem a nosso primo, senhor Alex Jim. Gostaria muito de ver os três aqui quando eu voltar." Ele balança a cabeça de novo sorrindo com o mesmo jeito maroto de quem descobre uma pequena travessura. Ele vai na direção do templo, mas dessa vez fecha uma grade me metal atras de si. Ela vai só até a altura da barriga do velho, não impediria nem mesmo uma das crianças que seguiram ele até lá. Depois ele some entre as paredes estreitas do templo. Vendedores locais oferecem pulseiras, contas, véus, camisas, turbantes, anéis, cordões e todo tipo de coisa. Ele se amontoam em volta dos estranhos colocando produtos na sua frente e instigando a experimentá-los.


    Off :
    @Faor tá meio ausente e decidi tomar a iniciativa de mover ele com a alcateia. lembrando que durante essa cena vocês ainda não tem alfa. LEMBRANDO QUE DURANTE ESSA CENA NÃO ACONTECEU A CENA 'SURPRESA' @ANKOU, não trole tudo. Vc não pode agir considerando aquela cena. Se policie pra eu não fazer.  Very Happy  
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    No rastro da Host - Beshilu Empty Re: No rastro da Host - Beshilu

    Mensagem por Ankou em Seg Set 21, 2020 7:25 pm






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    Connor parece intrigado com aquela coisa toda. – Eu juro que to tentando entender Senhor Gatik. – é a única coisa que ele fala com o homem, mas ele absorve bem as palavras dele, tacar fogo no templo ia ser um problema, seria destruir a casa de um monte de gente, ainda assim aquilo era absurdo, ele não conseguia enxergar aquilo como nada além de profanação, um eterno potencial ninho de Beshilu.

    Ele puxa os companheiros pra um canto, o mais vazio possível onde os vendedores não iriam incomodar, enquanto o velho ia buscar os “primos do Jim”.

    - Cara se tá ligado que espírito de rato e hoste são coisas diferentes né? É uma opção a gente bater um lero com os ratos do outro lado, talvez eles não gostem das hostes tanto quanto a gente até por que esses caras matam seguidores deles, talvez a gente dar cabo delas seja um favor, eu tenho certeza que isso já trouxe dor de cabeça pra eles no passado, definitivamente eles vão saber mais de hostes que os pais da menina. Mas já que a gente teve tanto trabalho em convencer esse velho a ajudar, melhor ver o que a gente colhe aqui.- a real é que achava que tava na hora de educar melhor Axel naqueles assuntos de espíritos e de Shaw ser menos cabeça quente e em querer invadir a propriedade dos outros. Era como se ele visse nos dois um espelho de si mesmo há um tempo atrás, um imediatista querendo revolucionar tudo e resolver as coisas na ignorância que fosse, o outro sem saber o que fazer e dando cabeçada sem ao menos olhar pros lados e tentar entender a situação.

    O que achava genuinamente engraçado em Shaw é que o cara tinha sido meticuloso de uma forma que ele nunca viu em deduzir e colher informações durante horas pra chegar naquele lugar e finalmente quando conseguiu tentar passar por cima do velho pra entrar nele de qualquer maneira. - Cara tu tem que aprender a se controlar mano, não rola forçar entrada na casa dos outros. Mas se quiser procurar uma entrada alternativa depois que a gente sair fora daqui só pra ver se tem algo estranho além de ratos lá dentro... - Não diz mais nada, ele só dá um sorriso de canto e se cala e espera.

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