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    Capítulo 1 - Primeiro Jogo

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    Mensagem por Bastet em Sab Nov 07, 2020 11:21 pm




    Primeiro Jogo

    Alissa apenas deu de ombros, quanto à carne. Apesar de não achar certo comer, não achava que as pessoas deviam parar por pressão ou obrigação. Quando a conversa seguiu para as crenças deles sobre o destino dos pais que faleceram, ela sorriu.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Eu acho que, de toda forma, ainda teremos tempo com eles, um dia... Er, sobre a gente? O que ele te diz?


    A menina ficou curiosa sobre os tais conselhos do velho Joe sobre os dois. Possivelmente ela era a única pessoa que ele podia falar aquilo sem parecer um pouco pirado. Até se Connor dissesse que conversava com o pai, provavelmente Alissa não deixaria de acreditar nele.

    Sobre a doença, a expressão da menina ficou ainda mais preocupada.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Tem certeza certezíssima? A vovó é mesmo boa em deixar a gente bem... Você podia falar só por alto, sem contar essas coisas que te deixam precoupado...


    Caso ele negasse, ela não insistiria. Pegaria na mão dele, prometendo que aquele segredo ela guardaria,  indo até a casa da avó.

    Quando chegassem lá, o cheiro de temperinhos e de comida gostosa invadiria o olfato de ambos. Era incrível como aquela casa sempre cheirava a algo gostoso.  A senhora Stuart estava na cozinha, fazendo palavras cruzadas, enquanto o botão do forno, muito antigo, fazia barulhinhos à medida que o tempo de cozimento passava.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Boa tarde, queridos. O que andaram aprontando?


    Ela colocou o jornal com as palavras cruzadas na mesa e indicou as mãos sujas deles e o vasinho recém colhido.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: O Connor trouxe um presente, vovó...


    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Oh, me mostre, querido, venha cá. Vieram almoçar? Sei que alguém vai precisar de energia hoje... Alissa não parou de falar no jogo esses dias


    Apesar de não terem avisado, a senhora parecia sempre preparada pra alimentá-los. Ela se levantou, indo tirar um rocambole de carne do forno. Connor sabia que era carne fresca e, apesar de não estar sangrando, o estômago vazio dele parecia gritar pela proteína animal.

    Enquanto a senhora começava a cortar o rocambole, Alissa foi até a pia lavar a mão, vermelha pelo comentário de ela ter falado muito sobre Connor.  O celular do menino vibrou, uma mensagem no grupo do time... Possivelmente algum dos meninos falando sobre o jogo.

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    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 Empty Re: Capítulo 1 - Primeiro Jogo

    Mensagem por scorpion em Dom Nov 08, 2020 1:20 am

    O jovem riu e coçou a cabeça quando ela perguntou do velho Joe.... De fato, o velho Joe era o típico homem alfa. Apesar de nunca ser um grosseirão, ele tinha lá o seu lado meio "machista" ocmo todo americano que tem um trabalho físico, porém... nunca deixou de ser um cavalheiro. Ele nunca destratou Grace e sempre a valorizou pela mulher que ela era... sempre a incentivava a ser mais.... virar professora de faculdade, fazer o tão sonhado doutorado que foi interrompido com o nascimento de Connor, etc. Entretanto, os conselhos do velho Joe não eram necessariamente os mais próprios.

    Connor: Hahaha! O velho Joe Scott.... bom, ele fala muito na minha cabeça. É como se eu o ouvisse.... se ouvisse o que ele diria pra uma certa situação, sabe? Mas eu tento não ser muito como ele... Tipo... na minha cabeça, no banheiro, ele ficava dizendo "Puxa ela, filhão! O primeiro beijo é o que marca a paixão! Mostra pra ela que você gosta dela!" Mas assim... eu preferia não puxar.... eu sou.... bem, eu sou tímido e eu não sabia se você queria bem... ser a minha namorada. E eu lembro que... eu lembro que às vezes o papai puxava a mamãe assim e beijava ela... e ela gostava, sabe? Aí eles iam pro quarto se beijar e fechavam a porta.... aí no dia seguinte, a mamãe acordava toda estranha. Tava mais feliz, mas também reclamava de dor nas costas... das pernas sem conseguir andar direito... porque o papai era muito forte. Eu imagino que o puxão dele machucava as costas dela... você viu, a mamãe. Ela é magra feito um palito e o papai parecia o The Rock, mas com barriga, porisso a dor nas costas... a pobrezinha ia dormir e ficava reclamando de dor por horas... eu tinha que meter o travesseiro na cabeça. Uma vez fui perguntar se ela tava querendo um analgésico e eles jogaram o relógio em mim! Sem motivo nenhum! Dois ingratos! Nunca mais entrei pra saber se ela queria algo pra dor... aí depois acordava com dor nas costas. Certeza que foi o puxão que ele dava.... e eu não quero que você fique com dor nas costas."

    A inocência de Connor era grande... ele já tinha visto uns X-Videos da vida, mas... Joe e Grace? Naaah! Eles nunca fariam aquilo! Não seus pais!

    Connor: Ele... ele também fala sobre amor. Às vezes eu vejo como a mamãe cuidava do papai, se preocupava com ele, principalmente quando ele se machucava num resgate... e eu vejo como você cuida de mim... como se importa, sabe? Eu... eu sou muito novo e você também e eu não sei o que isso quer dizer, mas... eu sei que eles se amavam muito... e eu sei como a mamãe sofreu quando perdeu ele. Eu...

    Segurou a mãozinha dela e ficou acariciando a palma dela com o indicador, fazendo carinho bem de leve...

    Connor: Eu vejo muito a gente às vezes como Joe e Grace, sabe? Algumas coisas tão parecidas. Eu não posso ver os meus olhos, mas...

    Olhou fundo nos olhos dela...

    Connor: Eu sei que olho você como o papai olhava pra mamãe. O que isso quer dizer? Eu não sei.... eu só sei que a mamãe sofreu tanto quando ele se foi... e eu tenho muito medo de ter perder, Ally. Mas tenho mais medo que você me perca... porque quem vai não sofre... mas eu não suportaria estar do outro lado e ver que você sofre porque eu não estou mais...

    Connor queria tanto, mas tanto contar a verdade para ela... mas o medo de que ela o achasse uma aberração era tão grande... dela rir dele, dela correr com medo dele.. que lhe dava até vontade de chorar. De um lado ele podia contar tudo e se arriscar... do outro, ele podia viver com a mentira, sabendo que quando ela descobrisse talvez ele a perderia para sempre. Ele baixou o olhar... e decidiu. Se mentisse e a perdesse, ele a perderia por escolha própria... mas se contasse a verdade... e a perdesse, ao menos ele a perderia fazendo o certo. Nesta hora, o velho Joe falou com ele...

    "Filho... fazer o certo ainda é o certo, mesmo que ninguém aprove. Fazer o errado é uma escolha que trará consequências e todas serão sua culpa."

    Era como olhar pro Velho Joe... Ele sorria com seu bigodão. Sorria em aprovação, como quem diz... "Vai fundo, filho... se você gosta dela, ela merece respeito. E mentir não é respeito. Respeite ela como eu respeitava a sua mãe... nunca menti pra ela."

    Nessa hora veio o pensamento de Anthony... Que disse para ele não contar pra ela nem pra ninguém... Mas... a quem ele deveria priorizar? O seu afeto por Alissa, ou o medo do Alfa? Dane-se, Anthony! Se quiser me punir, me morder, me dar uma surra... eu aguento! Mas eu não serei um covarde! Não vou mentir pra quem até hoje tem feito tudo por mim! Alissa o fazia se sentir bem, Alissa o salvara na floresta, o vestiu e o alimentou, Alissa retribuiu o "amor" dele por ela, Alissa nunca o deixava só, Alissa iria ver o jogo de coração coisa que ela nunca fez antes, Alissa arriscaria-se a sofrer bullying na festa só pra estar junto dele pois era importante pra ele...

    Connor: Foda-se Anthony...!

    Falou em tom baixo, mas audível.

    Connor: Ally, o que vou te contar, você não pode contar pra ninguém, nem mesmo a sua avó, ou Leah ou suas amigas. Se as pessoas souberem, elas vão querer me caçar, me matar... e isso é sério. Não me deixariam vivo se souberem! Você tem que prometer acreditar em mim, por mais louco que seja... você tem que prometer acreditar em mim. Se você tiver qualquer dúvida, vá a noite na escola e entre na sala do zelador que eu me tranquei. Olhe as paredes... olhe o estado delas e então você vai ter as provas caso a minha palavra não seja o suficiente.

    Olhou para ela e segurou as mãozinhas dela...

    Connor: Promete pra mim que vai acreditar.... que não vai fugir e que não vou te perder, independente do que seja?

    Se ela prometesse, ele continuaria, senão ele diria que estava com um tumor no cérebro ou algo mais mundano. Porém, caso ela prometesse, ele engoliria em seco e demoraria uns 5 segundos até criar coragem.

    Connor: Eu... eu sou um lobisomem. No dia em que vocês me encontraram, eu... eu encontrei minha mãe e Anthony namorando na sala dela. Eu fiquei tão triste e tão bravo ao mesmo tempo que fugi... e a adrenalina... ela foi minha primeira transformação na vida. Era noite de Lua Cheia... eu só lembro de muita dor. De sentir meus ossos... quebrando. Senti o cheiro de terra, plantas, sangue.... tudo mais forte. Senti que não podia falar e só senti.... fome. Quando acordei, eu lembrava que tinha comido um cervo cru... o sangue que você e a sua avó limparam de mim... era dele. Você lembra que eu não tinha nenhum corte... E quando a gente se beijou... eu.... eu fiquei tão tenso que quase me transformei... Saí do banheiro porque tinha medo de te ferir... mas acabei ferindo o Ethan... cortei ele na barriga... se você olhar, ele vai ter um ferimento de unhas... mas não unhas normais. Unhas grandes... e depois... eu me transformei na sala do zelador. Eu uivei... eu destruí a sala... mas as paredes, as paredes são a prova. Tem marcas de garras numa altura que eu não alcançaria. No teto.... garras profundas, que só algo do tamanho dum urso fariam. E Anthony... ele... ele estuda o sobrenatural... ele disse que podia me ajudar...

    Ele começou a chorar. Não acreditava que finalmente estava tirando aquele peso do coração e se abrindo.... Caiu de joelhos, chorando, sem segurar as mãos dela, levando as mãos aos olhos.

    Connor: ...Eu não pedi isso, Ally. Eu não pedi pra ser um monstro. Eu fujo toda noite porque tenho medo de virar dentro de casa e machucar o Thor, a mamãe... então sempre fujo pra floresta.

    Chorava copiosamente....

    Connor: E eu me pergunto... agora que você sabe? Como você poderia querer estar comigo? Como... como você...

    Olhou nos olhos dela, os olhos muito vermelhos e a cara inchada, ainda de joelhos.

    Connor: Como você poderia gostar de um monstro como eu? Que vira um bicho? Que pode te machucar....? Como, me diz?!

    Depois de tudo que conversassem, ele ainda esperaria um pouco até a cara desinchar e entraria na casa da Sra. Stuart...
    Ficou roxo quando ela disse que ele tinha um presente.

    Connor: Hahaha! Não é nada demais! É só uma flor tola... não foi nada que eu comprei não porque eu tô sem dinheiro... hahahaha! Mas prometo que quando tiver eu compro algo bem caro pra senhora.

    Ainda não tinha a noção que as coisas caras nem sempre são tão bacanas quanto as coisas de coração.

    Connor: O cheiro tá bom! Ela falou, é? A semana toda? Hmmmm...

    Sentou à mesa com uma cara que o sorriso ia de orelha a orelha... Olhou pra Alissa de rabo de olho como "te entregaram!".

    Connor: Me conta, me conta.... o que ela fala?

    Na hora que Alissa saísse, Connor faria uma cara dramática e tacaria a cabeça entre os braços dobrados na mesa...

    Connor: Ah, sra. Stuart, me ajude! Eu gosto muitomuitomuito da Ally... ela é a menina mais linda da escola inteeeeeeeira!

    Levantou a cabeça com a cara amassada...

    Connor: O que eu faaaaaaço? Me diz, a senhora é velhinha... sabe das coisas da vida!

    Ficou mais sério e apertou os olhos, cruzando os dedos em imploração...

    Connor: Por favor, não conta pra mãe dela, nem pra Leah, tá? A Leah é cruel com ela e eu tenho medo dela...

    O celular vibrou e ele só olhou a mensagem, mas sem desviar a atenção da conversa com a sra. Stuart...

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    Mensagem por Bastet em Dom Nov 15, 2020 4:02 pm




    Primeiro Jogo

    Alissa ouviu o que ele dizia sobre o pai, com um sorriso no rosto. A mãe dela já tinha conversado sobre as coisas que os adultos faziam “após o beijo”, mas a menina não quis estragar aquilo pra Connor... Se lembrava de como tinha sido chocante quando os pais haviam juntado as duas irmãs pra conversar sobre aquilo... E que nunca mais ficou tranquila ao ver o pai e a mãe no quarto, pensando que eles tavam fazendo aquelas coisas... Mas, bem, hoje em dia sentia falta dessa preocupação... A mãe vivia triste no quarto e, muitas vezes, Alissa ia dormir com ela.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Eu acho que isso deve ser amor sim. Eu também lembro como era o papai e a mamãe juntos... Tirando quando ficavam brabos, estavam sempre querendo ficar juntinhos, querendo ficar de mãos dadas, rindo um pro outro. Tipo a gente mesmo! Eu acho que a gente pode não entender tudo... Mas tá bem bom assim né? Bem bom bom bom


    Sorriu, envergonhada, mas logo o namorado começou a falar sobre o sofrimento que aquele sentimento poderia causar. Ela suspirou, acariciando de volta a mão dele.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: A gente aprendeu bem cedo o que é perder alguém, né? Sabemos que isso pode acontecer um dia... Mas olha o nosso tamanho! A Dona morte deve ter muitos velhinhos pra pegar antes da gente. Muitos sem ser meus avos, claro! E, bem, a se a gente machucar, um cuida do outro. Prometido?


    Ergueu o dedo mindinho pra ele selar a promessa. Logo ele contou sobre a possível doença que tinha e ficar muito confuso com os próprios pensamentos. Ela não apressou ele a dizer nada, apesar de achar mesmo que deviam contar para a avó. Quando ele resolveu falar e xingou o psicólogo, a jovem ficou confusa.

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    Alissa: Olha a boca!


    Alertou, não querendo que ele precisasse gastar uma moeda no jarro dos palavrões (comumente cheio pelas moedas de Leah e do Avô). Apesar disso, prestou atenção no que ele começou a contar.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Eu acredito em ETs, Connor! De verdade...  Claro que vou acreditar em você!


    Parecia até ofendida de ele pensar que ela precisaria de provas para acreditar nele... Mas, de fato, a primeira frase dele. Alissa arregalou os olhos, pensando que ele tava brincando... Mas não riu ou fugiu, ouvindo atentamente o que ele dizia.  Após as explicações da primeira transformação, ela levou um tempo pra digerir tudo.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Eita…


    Foi o que disse a princípio. Logo o olhou, coçando a cabeça, ainda confusa.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Cê tá falando sério? Mas você foi mordido? É assim que acontece né... Lembro de ver um filme assim...


    Ela realmente não duvidava do que ele tinha dito, mas precisava de mais informações pra poder entender.  Quando ele começou a chorar, puxou ele pra um abraço, deixando que ele se acalmasse, sem interromper.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa:Eu não entendo muito bem, Connor... Mas vou fazer de tudo pra te ajudar. Não seja um bobão achando que não quero ficar contigo, tá? E eu achando que você era um ET...


    Deu uma risadinha, tentando quebrar o clima. Tinha ideias de como podiam descobrir mais, mas não achava que era o momento de discutir sobre isso.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa:É só quando eu to pertinho de beijo que te tá dos tremilique? Ou assim também?


    ***

    Na cozinha, Megan indica para Connor se aproximar com a flor, estalando os lábios quando o menino disse que compraria algo caro pra ela.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Eu não me importo com coisas caras, criança. Que linda essa flor! Acho que não tenho nenhuma dessas no jardim. Vocês vão dormir aqui depois do jogo, não é? Amanhã podemos plantá-la juntos.


    Alissa ouviu ele indagando sobre as coisas que ela falou, ficando vermelha e jogando um pouco da água que estava na mão, após lavar, no namorado, pra ele ficar quieto.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Shhh… Shiu vocês dois. É hora de comer, não de fofocar! Fofocar é feio, não é vovó?


    A mulher deu uma risada da neta, assentindo e vendo ela sair da cozinha pra soltar Ruffus da coleira e deixar ele brincar no quintal, enquanto comiam.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Seja você mesmo, querido. Alissa também gosta muito de você. Sobre a mãe dela... Eu não acho certo segredo dessas coisas. Minha filha vai ficar brava com Alissa se souber que ela guardou segredos. Conversem vocês dois, sei que vão decidir fazer a coisa certa.


    A senhora Stuart deu uma risada sobre Leah. Começou a servir dois pratos com o rocambole de carne e, no terceiro, colocou um ensopado que parecia ser de ervilhas e cenoura. Os demais acompanhamentos já estavam em panelas sobre a mesa.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: A Leah nem sempre foi assim. Acho que só tá se acostumando com a nova vida na cidade pequena. ALISSA, vem comer!


    Chamou a neta, que tinha se distraído lá fora com o cachorro. Alissa voltou, dando pulinhos e se sentou à mesa. A senhora colocou o prato deles e indicou para que se servissem com as demais coisas.

    O telefone de Connor vibrou novamente, era o grupo dos meninos.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 WhatsApp
    Ethan: Cuzões, meu irmão vai me levar no jogo. Cês querem carona? Se apertar, cabe todo mundo no carro.

    Trevor:  Minha mãe quer que eu vá com ela e meu irmão... Pra fazer pose pros jornalistas... A gente se encontra lá!

    Jacob:  Vou com o velho também.  Ajudar ele com os equipamentos

    AJ:  Eu quero! Cê passa aquí em casa?

    Ethan:Blz, bro!

    Ethan: E você, Connor?

    (5 min depois)

    Mensagem de voz do Ethan: Vocês não acreditam quem tá aqui... a irmã da outra namoradinha do Connor! Lorra Spoe...Spas... Sporra alguma coisa. A comedora de gatos! Tá aqui em casa com meu irmão!


    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Ô vó… Cê lembra quando a gente achou o Ruffus, que ele era muito brabo e queria morder todo mundo, do nada? Qual foi aquele remedinho que a senhora fez pra ele ir se acalmando? O Thor, cachorro do Con, tá estranhando a casa nova...


    Falou, olhando pra Connor, pensando que aquilo poderia ajudar ele...


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    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 Empty Re: Capítulo 1 - Primeiro Jogo

    Mensagem por scorpion em Seg Nov 16, 2020 12:36 pm

    Connor sorriu pra ela, quando ela disse que daquele jeito estava bom e que poderia ser amor... porque de fato ele nunca tinha amado ninguém, mas ele via nos filmes quando as pessoas se amavam o quanto era legal, pois sempre tinha um final feliz e ele queria que fosse aquilo. Claro, se fosse recíproco.

    Connor: Sim, tá muito bom. Tá muito melhor do que eu podia imaginar...

    Ele adorou quando ela disse que se se machucassem, que um cuidaria do outro... porque ele sentia falta do cuidado da mãe, desde que Anthony entrou em suas vidas... e o cuidado de Ally.... Nossa! Era tudo o que ele queria.

    Connor: Prometido! Eu sempre, sempre vou cuidar de você, Ally. Nunca vou deixar ninguém te fazer mal... hoje eu olho e o que nós temos é uma das coisas mais preciosas na minha vida.

    Ele nem deu muita atenção quando ela reclamou do palavrão... meninos falavam muitos palavrões. Quanto mais palavrões, mais "menino" você é. Alguns anos depois ele poderia ver como esse pensamento era sexista, mas enfim.... crianças acabam sendo sexistas por natureza e por conta da sociedade. Ele iria precisar de bons exemplos no futuro, diferente do que Joe era.

    Connor finalmente contou pra ela e quando ela o abraçou... ele sentiu o cheirinho dela e respirou fundo. Amava aquele cheirinho.... era algum tipo d eperfume de criança, shampuu infantil, hormonios e a propria pele escura dela com mais melanina que a das crianças caucasianas e que deixavam o cheiro ainda mais forte.

    Connor: Não, eu nunca fui mordido. O Anthony tem vários livros estranhos na sala dele... livros sobre coisas que a gente acha que não existem... devem falar sobre todo o tipo de coisa, mas uma das coisas é sobre lobisomens. Ele disse que eu e ele nascemos assim... que ele nunca viu um tão jovem como eu e porisso eu sou perigoso... porque não me controlo. Saí correndo do banheiro aquele dia porque não ia conseguir me controlar perto de você... e fiquei com medo de machucar você, como machuquei o Ethan.

    Ela continuou falando e disse que não iria abandonar ele. Naquela hora, o que ele mais queria era beijar ela. Ele não parava de olhar pros lábios dela... o coração disparado.... mas.... não podia! Se beijasse ela, talvez a sensação fizesse com que o animal saísse. Ela perguntou então sobre o que dava os tremeliques nele...

    Connor: Não, eu não sou um ET, Ally.... sinto muito.

    Riu de forma sutil e boba...

    Connor: Sou algo muito pior...

    O tom era mais sério. Então, respondeu sobre os tremeliques.

    Connor: É uma coisa de hormônios. Tipo... quando fico com muita raiva, ou com muito medo, ou muito feliz, ou... você sabe. No banheiro acabei.... enfim! E tem o seu cheiro, sabe? Assim... eu não sei explicar, mas você normalmente tem cheiro de lavandinha.... mas quando a gente tava no banheiro, você meio que soltou um cheiro diferente de você, do pescoço, das pernas... acho que era um cheiro bem mais doce. E isso meio que fez o lobo querer.... querer sair pra ficar contigo. É algo muito difícil de controlar...

    Ele falou uma última coisa antes de irem.

    Connor: Ally... eu... eu li na internet que Lobisomens não gostam de prata. Tem até um livro que um menino usa uma bala de prata pra matar um. Eu queria te pedir... queria te pedir pra sempre andar com algo de prata contigo. Eu não penso direito quando tô daquele jeito e, bem... eu prefiro que você me machuque do que eu acabe te machucando. Se você não tiver nada, eu posso pegar algo da caixa de jóias da mamãe... mas você tem que se proteger, tá? Faz isso por mim...?

    Eles entraram na casa e começou a conversar com a sra. Stuart. Quando ela deu o conselho sobre contarem para a mãe dela, ele arregalou os olhos assustado.

    Connor: Mas.... mas eu sou tão novo pra ter uma sogra. Dizem que sogra é péssimo! Tem até piadas sobre sogras! E tem mais.... e se... e se ela quiser conversar comigo? E perguntar "quais suas intenções com a Alissa?" Aí eu vou travar... não vou saber o que dizer.... aí ela vai ficar me olhando com aqueles olhões que a Alissa deve ter puxado e perguntar "E então, meu filho? Qual vai ser?" Aí minhas pernas podem tremer... e se a Leah tiver lá ela vai ficar batucando os dedos na mesa e vai dizer "Pergunta com o que ele trabalha, mamãe!" E aí eu não vou poder dizer nada.... porque tenho 13 anos e ninguém de 13 anos trabalha! Nem entregar jornal eu tenho competencia! Aí ela pode achar que eu não sou bom o suficiente e meus argumentos de nada vão servir, sabe porquê? Sabe porquê? Eu te digo o porquê! porquê eu vou estar tão envergonhado e com a cara tão enterrada na mesa que não terei o que falar e não vou poder defender o meu ponto de vista pra ficar junto com a garota que eu gosto! E aí vai ser um amor proibido e.... a senhora entende o meu dilema?

    Alissa chegou pedindo pra eles pararem de fofocar e ele riu e coçou a cabeça.

    Connor: Fofocando? Quem tá fofocando? Fofocadores fofocam.... a gente estava falando de futebol! Hahaha!

    Alissa então perguntou sobre os remédios para o cachorro dele e Connor interrompeu com a boca cheia de Rocambole...

    Connor: Eu já comprei, Ally. Lembra que paramos no petshop? Mais tarde eu levo pra ele...

    Connor leu a mensagem e só respondeu.

    "Hahaha! Bando de idiotas! Mt engraçado! Fiquem sabendo que ela n é minha namorada! Eu tô gostando de outra pessoa e se algum de vcs falar alguma coisa vai tomar um chute na bunda tão forte q o treinador vai me escalar como kicker!

    A proposito, n preciso de carona n. Vo de bike!"


    Ele terminou de comer.

    Connor: Eu vou precisar ir, Sra. Stuart... O time vai se concentrar antes.

    Ele se levantou, levando o prato pra cozinha... na volta, deu um beijo na bochecha da Sra. Stuart.

    Connor: Obrigado, Sra. Stuart! Melhor rocambole da galáxia! Se ganharmos hoje, vou vir comer sempre antes do jogo! Vai ser tipo o calção que o Michael Jordan nunca lavava antes do jogo!

    Deu a volta na mesa e sorriu pra Alissa.... estava tão feliz com a conversa deles que até esqueceu que havia chorado mais cedo. Deu um beijo na bochecha dela bem estalado e colocou o dedo na própria bochecha como quem diz.... "E o meu?"

    Connor: Eu te espero no jogo, tá? Quero você na primeira fileira pra eu poder apontar pra ti e dizer "Esse foi pra vocêêê!"

    Depois das despedidas, ia sair, pegar a bicicleta e correr para onde o time estaria.
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    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 Empty Re: Capítulo 1 - Primeiro Jogo

    Mensagem por Bastet em Seg Nov 23, 2020 9:27 pm




    Primeiro Jogo

    Os olhos de Alissa brilharam quando o menino comentou sobre a biblioteca de coisas “que a gente acha que não existe”. Connor sabia que tinha atiçado a curiosidade dela... Restava saber se isso era bom ou ruim.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: A gente podia ir ler esses livros! Pra aprender mais sobre você... E sobre as  outras coisas. Cê podia descobrir quando sua mãe vai namorar ele e manter ele distraído hihi


    Parecia animada em ir investigar a sala do psicólogo

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Ele TAMBÉM É UM lobisomem? Que doidera...


    Começou a frase muito empolgada, mas logo baixou o volume na palavra lobisomem.  Logo ouviu ele explicando sobre o cheiro e sobre a prata, pensando.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa:Connor… Você não pe um ET mas é um lobo! Tá doido? Isso é legal pra caramba... E tá bem... Eu peço um colar pra vovó...  Fica tranquilo


    Ela apertou o abraço, antes de soltar e começar a cheirar debaixo do próprio braço. Ele tinha falado de cheiro... Será que tava com subaqueira? Esperava que não. Checou mais uma vez, antes de entrarem em casa.

    ***

    Enquanto Alissa estava indo soltar o cachorro, o pré-adolescente e a Avó de Alissa conversavam. Megan tinha uma expressão de quem segurava o riso com a explicação dele sobre o motivo de não querer falar com Mary.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Meu filho, calma, respira. Toma um pouco dessa água


    Ela serviu um pouco de água após entregar o prato dele.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Vocês tão só de namoro, ninguém espera que você case com ela e sustente ela e mais cinco filhos não


    Megan deu uma risadinha, se sentando perto dele. Ela parecia realmente calma... Passava um pouco disso para Connor.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Quem tem de te achar bom o suficiente é a Alissa. E ela acha. Tenho certeza que a minha filha só não vai aprovar se souber que vocês mentiram... Ou fizeram coisas inapropriadas pra idade de vocês. Vocês não tão fazendo, né?


    Nesse momento ela fica um pouco mais séria, aguardando a resposta dele. Alissa chegou logo em seguida e fez uma cara de surpresa quando ele comentou do petshop, como se tivesse tendo uma explosão em sua mente.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Caraca! Você comprou mesmo… Viu como ele é inteligente, vovó... Er... Digo, vamo comer! Comer comer comer… Quer provar minhas ervilhas, Con? Tão mó boas!


    Arrastou o prato um pouco pro lado, caso ele quisesse pegar um pouco.

    Os meninos continuaram zoando ele nas mensagens, principalmente pelo fato de ele ter afirmado que não tinha outra namorada.  A ameaça só serviu pra eles zoarem mais, mandando montagens de desenhos dele com duas namoradinhas.

    Quando ele se levantou, a senhora Stuart sorriu com o beijinho que ganhou.

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 4wQ194C
    Megan: Por nada, querido. Mas se vier comer aqui antes do jogo, venha sempre com os calções lavados


    Ela riu e Ally se levantou, indo levar ele até a bicicleta. Quando chegaram lá, ela falou:

    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 D8ssuSZ
    Alissa: Eu te vejo mais tarde no jogo, tá? Será que... Um beijinho dá sorte também?


    Perguntou toda sem jeito, olhando pros próprios pés.

    scorpion
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    Capítulo 1 - Primeiro Jogo - Página 4 Empty Re: Capítulo 1 - Primeiro Jogo

    Mensagem por scorpion em Ter Dez 01, 2020 6:30 pm

    Connor meio que pegou Alissa pelos ombros, fazendo com que ela meio que tentasse sair daquele transe de empolgação.

    Connor: Ally... Ele é um lobisomem! Muito mais forte, mais velho e mais experiente que eu. E eu nem sei se ele é do time dos bonzinhos ou não. Se ele pega você fuçando ali.... Eu... eu nem posso imaginar o que aconteceria. Você vai me prometer.... vai me prometer de todo o seu coração de que você NUNCA vai tentar entrar naquela sala sem mim. Você promete? PROMETE?

    Ele falava dando o dedo mindinho para que ela prometesse. Connor não iria aceitar um "não" como resposta. Ele mesmo que amava Alissa teria dificuldades para controlar o animal dentro dele, imagine então Anthony? Que nada sentia pela garota e que faria tudo para proteger seus segredos...

    Connor sorriu quando a namoradinha disse que ser um lobo era legal pra caramba. Podia doer, mas.... sim, era muito legal! Não ser um menino normal às vezes podia ser algo bem interessante, especialmente quando a única pessoa que sabe nunca vai te tratar como um estranho, porque enfim.... ela também é estranha!

    Sentiu-se confortável quando ela disse que pediria algo para a avó.

    Connor: Fico mais tranquilo com isso, baby... (já começaram os apelidinhos.... o_O ) Pra mim o mais importante é você estar sempre segura.

    Dentro da casa, Connor bebeu a água de maneira muito rápida... estava tenso. Quando ela falou de "casar e ter cinco filhos", ele meio que "cospiu" a á gua de volta no copo, se engasgando.

    Connor: Cof! COOOF! Cin..... COF! Cinco filhos? Não, eu....

    Enxugou os olhos vermelhos do engasgo.

    Connor: Não é só que.... tem que casar, né? Digo.... as pessoas casam depois que namoram, não é? Digo.... se não for pra casar, então porquê namorar? Não faz muito sentido pra mim....

    Ela falou de coisas inapropriadas e ele esbugalhou os olhos.

    Connor: Que coisas...NÃÃÃÃÃÃOOOOO! Sra. Stuart, claro que.... Nãonãonão.... nunca, nunquinha mesmo! Assim.... eu vou contar algo antes que ela chegue.

    Ele meio que se abaixou, botou a mão ao lado da boca e cochichou.

    Connor: A gente ainda nem se beijou na boca.... ela tem nojo.

    Voltou a si e depois Alissa entrou para comer e comentou que ele era inteligente.

    Connor: Hahaha.... Sou nada! Você que é mó inteligente. Eu sou burro com geografia... e história... hahaha!

    Ela ofereceu as ervilhas e ele meio que as cheirou, mas de longe, de onde estava... Fez uma cara meio que de quem não gostava.

    Connor: Não, eu.... eu não gosto de ervilhas... Não gosto?

    Que estranho... Connor sempre comeu tudo, mas hoje ele só...

    Connor: Eu só gosto mesmo de.... carne...

    Disse meio que pensando em voz alta.

    Terminaram de comer e ele se aprontou para ir embora.... Alissa foi também. Ele riu, mas não entendeu o que a avó dela quis dizer com os "calções lavados. Até olhou pra sua bunda.... será que tinha sujado a cadeira? Que desfeita...

    Connor: Será que tô com o calção sujo?

    Ela então disse que o veria depois do jogo e perguntou se um beijinho daria sorte. Naquela hora ele paralisou....

    Connor: Um... um... beijinho? Claro! Eu acho que dá sim, com certeza!

    Ele então deu a bochecha pra ela beijar... porque ele sabia que ela tinha nojo daquilo e não ia forçar a nada... mas como queria que ela não tivesse nojo naquele momento...





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