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    Samantha Doiley

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    Mensagem por Wordspinner Sab Jun 26, 2021 9:07 pm

    Ele não parece ter ouvido a pergunta até que ri como se ela tivesse feito uma pergunta fofinha. "Sam, a gente fica fora do território dos outros o tempo quase todo. Além de que as pessoas gostam de ter a gente por perto e a gente fica mais seguro nos esconderijos mais perto deles." Depois do beijo roubado o riso fica mais largo e bobo. "Alguns desses lugares nem são nossos, são deles e a gente garante que seja visto pelo menos uma vez por mês sem eles precisarem mover o território e offender as pessoas. Stuarts é obviamente a chave disso, ninguém odeia a Aponi, mas ela é esquisitona e avoada. Eu? Tem gente que me odeia um pouco, mas até quem odeia o Theo respeita ele. Ele e nossa reputação ilibada como alcateia que infelizmente acham que é merito único do velho professor. " Ele olha a janela e depois Sam de novo. "Nem todo mundo mundo é cego aos meus talentos." A voz cheia de humor.

    Quando é a vez da morena falar sobre rolar na grana e uivar ele gargalha. "Não tinha te imaginado como a velhinha na cadeira de balanço com o tricot no colo. Os olhinhos cansados perseguindo as crianças na grama e o cachorro babão. " Ele faz uma tela com os dedos. "Consigo até ver, melhor aprender a assar biscoitos." A graça toda murcha um pouco quando diz comer bem e ele só confirma sem muita surpresa.

    --
    "Foi ele que quebrou. Ele sempre diz que foi sem querer, mas quem sabe?" Ela dá uma mordida na sua linguiça. Anne aproveita o beijo sem nenhum pudor, como se as crianças não existissem.

    "Romance? Com a Yui? Koji não é esse tipo de idiota." Ela diz casualmente como se fosse obvio e Sam reavalia a cena chegando a mesma conclusão que antes. Anne usa o metal frio de uma corrente da calça para cutucar Sam na pele sobre a camisa por pura travessura. "Klaus é oficial agora, devem estar aqui pra isso ou dei lá. Os dragões estão quase todos aqui." Ela olha para Yui e então seu rosto se ilumina com compreensão subita e suas palavras seguintes são algo que Sam não esperava. "Cê não sabe de onde ela veio. Puta que pariu, cara. Claro. Não tem como você saber. Esses xingling é tudo igual que cê nem desconfia." Ela diminui o volume a cada palavra, mas ainda termina a frase recebendo olhares nada gentis dos urathas de olho puxado. Os quais ela responde com uma cara vermelha e um sorriso amarelo. "Mea culpa, ok? Sayonara fofoqueiros." O que causa alguma confusão nas pessoas que não tinham percebido nada até agora.

    Alguns segundos depois e é como se nada tivesse acontecido. Ilona chega com uma bandeja de torradas, linguiças, ovos, bacon e mel. A menina tem uma cara de sono profunda que se alivia quando ela sorri para as duas. "Jun disse que vocês tão com fome. Tem espaço na minha mesa." Ela diz com a generosidade magnanima que só uma criança pode ter ao fazer essa oferta. Anne não parece perceber o gesto e casualmente pega a bandeja. "Valeu loirinha quatro olhos." A menina faz uma cara emburrada, mas a briga é algo divertido e quase ensaiado. "De nada magrela invejosa." Ela se vira jogando os cabelos finos e rindo. Anne tem um risinho bobo quando olha de novo para Sam. "Quer sentar?" Ela diz oferecendo a bandeja.

    --
    "Bom esse aqui é um menino. O outro é muito cedo pra saber. Aí que está o problema é que ele não tem se desenvolvido tão bem quanto o outro. É menor, provavelmente ficou escondido atrás desse no exame anterior. " Anne fica nervosa como uma criança olhando um fermento aberto pela primeira vez. "Vamos ter que estudar melhor o caso, entende? A sua gestação parece segura para você, mas pode não ser para eles. Vou pedir exames adicionais, tudo bem?" Ele olha como se realmente devesse pedir permissão. Ele começa a refazer todas as perguntas sobre a saúde as sensações de Samantha sem nunca usar a palavra mãe. Porém não questiona presença de Anne. Anne que passa o tempo todo tentando counter alguma energia inquieta que sobe e e desce das mãos aos pés e não deixa ela ficar parada.

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    Mensagem por Bastet Dom Jun 27, 2021 4:03 pm



    Samantha
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    Sam dá uma risada junto a Juan – Muitos talentos, eu diria. É que o Stuarts tem essa pose, sabe? Que ele não me ouça chamando ele de velho, mas de gente com mais experiência e cheia de sabedoria. – se junta mais a ele e logo revira os olhos – Você acha que eu teria paciência pra fazer tricô? Provavelmente estaria correndo atrás de você fazendo cavalinho com nosso filho na sua forma de lobo – estalou os lábios, mas riu em seguida.  

    ---
    Sam nem responde sobre Klaus quebrar a caneca, mais interessada nos lábios oleosos de Anne. A verdade é que elas não eram exatamente um bom exemplo pras crianças... Mas beijos não pareciam tabus ali, afinal.

    A mulher não entende o comentário sobre Yui, levando um susto com o metal na pele – Ou! – ela passa a mão gelada pelas costas de Anne, por dentro da blusa, como “retribuição”. – Como assim? – fica confusa e curiosa com a história, mas logo sente os olhares sobre elas, inibindo a vontade de perguntar sobre aquilo no momento. – Do jeito que você é escandalosa, eles devem detestar quando você dorme aqui comigo... – comentou, apertando a cintura da mulher e rindo. – Eu pensei que o Klaus já era oficial... Tem até casa aqui...

    Sorriu ao ver Ilona e ainda mais ao ver a interação de Anne com ela. Era estranhamente fofo. – Obrigada – deu uma piscadinha pra ela, quando a menina estava saindo. – Quero, vamos – provavelmente para o terror de Anne, Sam a puxa pra mesa onde estavam os pequenos e alguns adultos, na qual a loirinha tinha oferecido lugar. Sam coloca o potinho de Mel ao lado do prato da menina e faz um “shh” com a mão, pra ela não contar pro pai que estava comendo mais doce do que devia. Talvez ficasse um pouco mais enérgica? Sim, mas mel não fazia mal, afinal, e Sam sabia que Ilona adorava.

    ---

    Quando estavam do lado de fora, perto da moto, Sam finalmente perguntou.
    - Termina a fofoca da Yui – ela parecia curiosa, enquanto colocava o capacete.

    ---

    A resposta do médico não deixou Sam mais tranquila – Um menino... Espera, tão menor assim? Em gêmeos é normal um ser menor... Mas não tanto, né? – dizia por sua experiência com animais, no fim não era tão diferente isso – Tudo bem... Quantos precisar... O que for preciso pra deixar eles seguros – a morena segurava o choro, começando a responder as perguntas do residente. A mão não largava a de Anne, mas os olhos estavam na tela do ultrassom.

    Em algum momento, teve um estalo na mente e arregalou os olhos, sentindo a pressão até baixar.

    - Os bebês parecem ter mais de um mês de diferença de desenvolvimento, doutor?

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    Mensagem por Wordspinner Qui Jul 01, 2021 10:43 pm

    Juan ri alto. "Velho mesmo, ele conheceu o cuzão do Krantz na segunda guerra. Lutaram juntos ou algo assim, correram juntos depois disso. O velho se adaptou bem e todo mundo conhece ele desde sempre. " Ele sorri torto quando Sam fala de fazer cavalinho. "Eu tenho certeza que você tem mãos boas, só precisa aprender. Ia te fazer bem, que nem terapia, só que útil de verdade." Ele ri algo seco como uma tosse. "Vai fazer cavalinho em mim? Montar no lobão aqui?!" Mistura do o desafio e a provocação na mesma frase. "Só não pode engordar demais para não quebrar minhas costas." Ele diz piscando inocente assim que ela tenta responder.

    Ele abre a porta e se curva apontando com o braço como uma versão debochada e improvisada de um cavalheiro gentil.

    --

    "Klaus morava aqui no começo. Ajudou a construir tudo e meteu o pé quando a família precisou dele. O cara correu pra casa na ilha da tempestade e agora voltou de verdade. Pra ficar. Parte da alcateia. Parece que ele se amarrou com Asa Negras ontem a noite. Oficial." Ela diz balançando a cabeça e tentando colocar alguma solenidade nas palavras irreverentes.

    Na mesa a bagunça já familiar dos uivadores é ainda mais bagunçada que o normal. Mais barulho e conversas baixas e as crianças mais agitadas e os dois lobos assistindo do canto. Bran chega na mesa acompanhado de Jason. "Tá vendo elas duas? Não dá pra saber só olhando se alguma delas sabe dar um soco ou não. Não é algo que dá pra ver, isso é coisa de desenho animado. Samantha, bom dia. Anne bom dia. Jason aqui acha que vocês não tem a menor chance num duelo de esgrima com ele. Alguma de vocês quer ajudar a gente a humilhar um pre adolescente?" A voz de Bran era calma e nivelada como se não estivesse falando nada engeaçado. Sério e tranquilo. Não o menino, ele se apressa pra remediar a situação. "Não é isso. Não é. Você tá mudando tudo. Eu disse que quando for alto elas não vão ter a menor chance porque eu vou ter braços maiores e elas são pequenas que nem a tia Amy e não grandonas que nem a tia Asia." Ele fala com mais respeito do que se era de esperar para alguém falando aquilo. "Tio Will me ensina pela internet, meu pai me ajuda, mas ele é muito grande pra eu lutar. " A voz perfeitamente confiante de que nada além de altura o faria perder contra um adulto.

    Anne olha para o menino como se estivesse ultrajada. "Você acha que faço esse tipo de coisas? Com essas belas e delicadas mãos?!" Ela gargalha e encosta o corpo em Sam com carinho. "Mas ela? Ela é muito boa com facas, deve ser boa com espadas. " Ela diz prendendo o riso. Mas o garoto não percebe. Bran concorda com a cabeça. "Vão querer um copo de suco verde? Minha receita especial com gosto de mato e laranja." Ele diz sem nenhuma animação e espera a resposta antes de it pegar seu copo de bebida.

    O garoto por outro lado se senta e encara Sam com seriedade exagerada nos olhos azuis.

    --

    Ela faz uma careta quando Sam pede a fofoca. "História difícil a dela. Começa lá atrás quando Muitas Línguas acha uma parente trabalhando numa casa de prostituição local. Coisa nova. Parece que alguém tava muito irritado com eles aqui ou eles causaram uma impressão ruim e aí deduraram pra ele sabe?" Ela pausa esperando Sam poder digerir o que ela disse e checando a moto com o cuidado de sempre. "Aí eles tentam uma aproximação, mas a mina é muito fechada. Nada dá certo até que ela some. Ninguém sabe dela até aparecer no jornal uma foto dela ganhando uma promoção idiota de viagem pro Caribe ou sei." Ela entrega o capacete extra pra Sam. Espera ela colocar assistindo como se fosse algo que Sam pudesse fazer errado, como se qualquer um pudesse errar. "Tudo k.o. Alguém tinha sumido com ela e a porra toda era falsa e só meteram essa pra despista, saca? Lyall botou a alcateia na missão de achar ela. Fizeram perguntas por aí e descobriram que a garota tinha sido traficada do leste europeu. Um daqueles paisezinhos perto da Asia. Chechenia? Tchecoslovakia? Ah não sei. Mas Isso incomodou eles. Mecheu com todo mundo porque ela falou disso na reunião mensal dos mestres." Dessa vez Ela não para de falar, talvez achando que Sam fosse entender tudo. "Aí a coisa cresceu e todo mundo se meteu um pouco. Theo nem reclamou de ajudar e a Nini ficou mais engajada do que eu imaginava. Um fio foi puxando o outro e os caras tavam enfrentando um esquema multinational de trafico humano. Lyall não tinha gente pra isso e ninguém no mundo tem. Mas eles tinham esbarrado em sangue do lobo. Mais de uma vez até, como cē já deve tá imaginado que Yui uma hora caiu nessa rede." Ela não para de falar, mas ocupa as mãos e o corpo se ajeitando na moto como se fosse sair a qualquer momento. "Lyall pediu uns favores, a mina tinha conexões e uma história com os caras de Tokyo. A coisa toda nunca veio a tona, só uns pedaços e as meninas foram espalhadas por aí pelo mundo onde alguém pudesse dar uma moral pra elas darem os primeiros passos. Umas delas, a única outra sangue de lobo até onde eu sei passou pela mudança no meio dessa bagunça e chamam ela de Vingança com Garras." Ela da de ombros como se não pudesse botar a mão no fogo pela informação. "Morreu muita gente. Tipo, pra caralho. Lyall tinha as fotos. Mandavam pra ela todo dia enquanto a coisa toda ia crescendo e se espalhando e a pilha de cadáveres ficava mais e mais alta. Eu não sei se o que ela sentia olhando pra fotos, mas quando eu tinha dúvidas eu me esforçava pra lembrar que os caras foram até a Russia pra achar a Yui, o dono dela um fetish por grávidas e nenhum interesse em bebes." A chave balançando na ignição. Anne olhando pra frente. Pra rua. "Vamo?"

    --

    "Não é incomum um deles ser menor, mas são estagios diferentes de evolução. Não dá pra definir com exatidão só com esse ultrassom." Ele tira o console da barriga de Sam. Logo depois ele pede pra que ela espere e os outros exames começam. Sangue primeiro, treze tubos. Urina logo depois. Por último um outro aparelho de ultrassom com um técnico presente e imagens 3d. "Fascinante." O jovem médico repete. "Nunca vi um caso assim em inseminação artificial." Ele fala sem nenhum julgamento. " Os dois realmente parecem ter uma distância de pelo menos duas semanas. Senhora Samantha, vocês me permitiriam usar os dados e imagens dos exames na minha especialização? Garantir total anonimidade, mas séria uma oportunidade impar. Não precisam se apressar, claro. Pensem bem se precisarem. Mas eu ficaria muito grato e o que aprendermos pode salvar outras pessoas na mesma situação no futuro." No começo ele fala cheio de curiosidade com uma nota alta de ansiedade. Mas assim que vê as duas mães ele se torna mais cuidadoso e calmo.

    Sam vê Anne respirando devagar olhando as imagens com grande concentração. O quarto Todo branco e esteril. Os dois homens olhando para ela de barriga de fora em uma mesa, maca, mas parecia uma mesa. Ela se sentia exposta como uma aberração em uma mesa. A curiosidade cientifica e fria do jovem médico constrastando com seu jeito cuidadoso e preocupado.
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    Mensagem por Bastet Sex Jul 02, 2021 7:05 pm



    Samantha
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    - Nossa, viver tanto tempo deve ser um saco. Ainda mais tanto tempo com o Krantz... – deu uma risadinha, só tinha visto Krantz poucas vezes e ele parecia, no mínimo, complicado. – Maconha funciona melhor... Mas o lobinho foi solução melhor que Narcóticos anônimos – Sam dá um soquinho quando ele comenta sobre ela engordar demais – Então quer dizer que nos próximos meses não vai querer que eu cavalgue em você? Bom saber...  

    A morena faz uma mesura exagerada, quando Juan se comporta como um cavalheiro gentil.

    ----

    Sam assente sobre a integração oficial de Klaus, pensando em como as alcateias pareciam desequilibradas após a divisão entre Uivadores e Dragões. Devia ser bom contar com mais uma pessoa de confiança.

    Sam tinha passado o prato com as carnes pra Anne e mordiscava uma torrada, quando Bran chegou com o mini James. – Eaí – respondeu, apenas ouvindo aquele debate entre eles. Deu uma risada quando o menino a chamou de “pequena”, era uma das primeiras vezes na vida que ouvia aquilo, mas levando em conta estar no meio de urathas e perto de uma mulher com mais de 1,90m, fazia sentido.

    Ela quase cospe o café quando Anne indica que ela era boa com facas, vendo os olhos azuis do menino não descolarem dela depois disso. Fez uma careta com a menção do suco – Bran, a Anne certamente quer um copo bem grande desse suco – se “vingou”, com uma risadinha, olhando pro menino em seguida.

    - Você aprende a lutar com espadas pela internet? Nicky e Anne tentaram me ensinar a mexer com uma faquinha assim – indicou o tamanho com a mão – E eu acabei enfiando na mão dela sem querer – riu – Talvez eu não seja uma oponente tão boa, mas podemos treinar juntos, se quiser – ia apanhar de uma criança? Possivelmente. O que era uma humilhação a mais nessa vida?

    - Falando nisso, Amy me deu seu desenho ontem. Eu fiquei curiosa com o que significava...

    ---

    Sam presta atenção quando Anne começa a contar a história de Yui. Samantha se perde em muitos detalhes, mas consegue captar o que rolou, baixando o olhar – Nossa... – ela termina de por o capacete – Quem é Lyall? E Muitas línguas... O que aconteceu com esse cara que prendia a Yui? Filho da puta... – ela leva a mão à barriga, imaginando o que tinham feito com a menina. Sobe na moto, após as respostas.

    ---

    Na sala do ultrassom, Sam quase nem se mexia. Se sentia ficar até fraca com tanto sangue que tiraram dela, além de todo incômodo de ser revirada de todas as formas possíveis. A mão na de Anne chega até a entortar os dedos dela, gelada.

    - Não.... Não não – ela afasta a mão do médico que fazia a ultrassom 3D, abaixando a blusa, mesmo toda melecada de gel. – Desculpa... mas Eles são bebês normais, né?  não... objetos de estudo. Puta que pariu – soltou a mão de Anne, começando a se levantar – Anne? – nem sabia o por quê estava a chamando, mas não se lembrou de pegar os sapatos antes de sair correndo da sala.

    Se sentia um pouco culpada. Com pelo menos duas semanas de diferença, não era possível ser da mesma fecundação. Certo? Uma das vezes que dormiu com alguém tinha gerado a segunda criança. Mas como? Nem sabia que isso era possível. De qualquer forma, uma criança podia nem ser de Anne... Podia ser... Do seu próprio irmão? Porra, que destino filho da puta.

    E, bem, os dois bebês estavam em risco por culpa dela.

    Foi andando pelos corredores, correria se visse um dos médicos ou Anne indo atrás dela. Sentia que a cabeça ia explodir com tantos pensamentos.

    Só parou quando seu olhar trespassou uma janela transparente... Cheia de bebezinhos com cara de joelho em pequenos berços.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Jul 07, 2021 4:40 am

    Sam escreveu:Nossa, viver tanto tempo deve ser um saco. Ainda mais tanto tempo com o Krantz...

    Ele passa o dedo polegar no pescoço e faz um barulho no gurutal na garganta.

    Sam escreveu:Então quer dizer que nos próximos meses não vai querer que eu cavalgue em você? Bom saber...

    "Meu filho, não é gordura, mas se quiser fazer abstinência eu não sou seu dono." O rosto inocente.

    --

    Sam escreveu:Bran, a Anne certamente quer um copo bem grande desse suco.


    "Tá certo, um copão saindo pra motoqueira." Bran fala saindo rápido e Anne olha para Samantha enquanto mastiga e engole um xingamento.

    Sam escreveu:Talvez eu não seja uma oponente tão boa, mas podemos treinar juntos, se quiser.

    "Eu aprendo e eu falo meus tios pela internet. Meus primos também. É bem legal." Ele fala feliz e acena que sim com a cabeça. "Eu aceito treinar com você." Ele fala como se estivesse aceitando uma grande tarefa e uma grande honra. Solene como a morte.

    Então Sam fala sobre o desenho e uma sombra passa no rosto do garoto. "O desenho não é meu. Arys que desenha e ele não vai dizer. Não adianta perguntar. Mas ele sabe." A sombra é substituida pela expressão vitória, como se tivesse conseguido um ponto em um jogo. "Amanhã eu posso ir te chamar para o treino. Meu pai vai fazer uma espada para você. Tudo bem?" Ele diz ainda muito solene e sério.

    --

    Sam escreveu:Quem é Lyall? E Muitas línguas... O que aconteceu com esse cara que prendia a Yui? Filho da puta...

    "Lyall era a Loba de Ferro. Era uma veterana da minha tribo. Forte e esperta. Rápida e letal. Mas a filha da puta mais leal e fodona que eu já vi." Ela olha para os portões da vila. "Ela veio depois que a Amy e o James chegaram. Ela veio com o pessoal dela todo e virou a cidade de cabeça para baixo. Eu não tava aqui ainda, mas o Theo contou. Ela chegou no ano que o Sebs virou e o Richard chegou aqui. Sairam tomando um monte de coisa e impondo respeito pra caralho. Acho que é uma das razões de termos muitos mestres do ferro aqui. Nossa tribo, minha tribo, Mestres do Ferro." Ela abre e fecha a mão como se pudesse pegar alguma coisa. Como se quisesse pegar alguma coisa.

    "Esse cara morreu, rápido demais se você quer saber. " Ela suspira e olha para Sam com os olhos furiosos além do que seria racional. As linhas mostrando a raiva espalhadas pelo rosto. "Explicaram para ele porque ele ia morrer. Deixaram o filho da puta fugir porque era o único jeito de alongar o sofrimento do desgraçado, mas cortaram ele uma vez só. Simples e rápido. Não deve nem ter sentido dor. Um instante e o sangue espalhado na neve." Os dentes aparecendo entre as palavras. "Quer ver? São dezessete fotos, eram dezessete pessoas. Mortes muito limpas que eles não mereceram" Ela olha de novo para a vila. "Não ajuda o tempo todo, mas as vezes sim."

    Ela estala o pescoço sem nenhum aviso. "As meninas não ficaram largadas e nem os bebês que estavam no forno. Yui veio parar aqui, com a Amy. Ela não tinha mais o bebê e ia ser descartada." Ela faz força para soltar a mão que estava apertando o capacete. "Essa história é uma merda cara."

    --

    O médico não parece se insultar quando Sam o afasta. "São normais até onde se pode ver, mas ainda falta bastante."

    Anne ouve o chamado, mas não se move, ou não se move rápido o bastante para Sam perceber. Ela corre porque quando olha para trás Anne está na porta.

    "Veio ver o seu?" Uma mulher pergunta do lado dela. Sam não a viu chegar. Ela nem tinha chegado, já estava lá. "Ainda não, o nosso ainda não chegou." A mulher olha arregalada para trás de Sam e faz silêncio depois. As três. Os sons dos bebês separados do outro lado.

    A voz de Anne quebra o silêncio de novo e o tempo tinha ficado bagunçado. Anne tinha vindo correndo também? Ou devagar sem ela perceber? A mulher estranha tinha sumido, mas a quanto tempo? Os malditos bebês não faziam nada e não dava para perceber o tempo passar. Eles só abriam e fecham as mãos e moviam os pés e abriam as boquinhas pequenas demais. "Não tem problema Sam. Seus bebês vão ser perfeitos e os médicos não vão achar nada de errado com eles. Sem dentes pontudos ou caldas. Eu juro." A voz dela calma e sem julgamentos, ou pelo menos parecia assim.
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    Mensagem por Bastet Qua Jul 07, 2021 8:09 pm



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    Sam deu um sorriso vitorioso ao ver Anne morder a linguiça como se fosse estraçalhá-la, engolindo um possível xingamento. Era a vantagem de se estar em uma mesa cheia de crianças. A morena assentiu quando Jason aceitou treinar com ela, dando mais uma mordida na torrada e observando como o menino parecia com o pai, todo polido e cheio de modos.

    Só se deu conta que tinha confundido quem fez o desenho quando o menino falou – Ah, é verdade. Eu vi você na sala aquele dia e confundi – franziu o cenho quando Jason falou aquilo tão sério. Talvez precisasse falar com Arys. O máximo que ia acontecer era continuar sem entender – Ele faz muitos desenhos desses? Ah, claro, só bater lá em casa... Espera, seu pai faz espadas? – ergueu o olhar para a figura de torso nu que fazia as carnes. Não conseguia imaginar James nem lutando nem fazendo uma espada... Mas ninguém ali era exatamente o que parecia, certo?

    ---

    A mulher prestou atenção no que Anne dizia.  – É a tribo do pessoal da vila também, né? – perguntou, sabendo que eles eram bastante próximos. Ficou mais desconfortável com a segunda parte da história. Não se sentia tão confortável com a morte como eles pareciam se sentir... Mas, no fundo, gostava de saber que um cara como aquele estava morto.

    Pousou a mão na perda da outra, quando percebeu que ela tava brava. Não parecia faltar muito pros olhos dela ficarem ferais. – Não quero ver... Mas porra, mano, que história complicada – suspirou, assentindo quando Anne disse que a história era uma merda. – Pelo menos esses filhos da puta estão mortos. E ela e as outras tão salvas...  Me assusta como essas coisas ruins tão sempre rondando pessoas como nós – disse, talvez mais pra si mesma, subindo na moto, ainda pensando naquilo.

    ---

    Samantha não tinha visto a mulher perto dela... Nem Anne, logo atrás. Ergueu os olhos pra primeira, o olhar cansado e triste... Perdido, mesmo que tivesse acabado de começar o dia... E de ver suas crianças através da tela. Nem precisou responder, Anne o fez. Sam voltou a olhar os bebês, aproveitando o breve momento de silêncio.

    - Eu não quero. Não quero eles futucando os bebês como se fossem errados. Sei que eles não vão nascer abanando o rabinho Anne.. Eu só... São dois. Não to pronta pra isso... Anne... Esse bebê menor pode nem ser seu. Eles tem muito tempo de diferença – tinha pesar na voz. Nunca tinha escondido de Anne, mas não sabia o que ela acharia daquilo. Se sentia culpada.

    Botou a mão no vidro como se pudesse tocar o pezinho de um bebê que dormia dentro da sala.

    - Eu to com medo, Anne...  

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    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 11, 2021 2:42 am

    "A gente é bem diferente. " Ele parecendo uma criança de novo. Nessa hora Bran bate dois copos na mesa cheios de um líquido verde não muito líquido. Jason faz uma careta e Anne sorri como se tivesse acabado de ganhar uma moto nova. "Ele desenha um montão. Mas aquele era pra você, era diferente. Esses ele faz só as vezes. " Serio de novo como um especialista médico e não um garoto que mora perto do primo.

    Bran empurra o copo para perto dele e o menino bebe com as duas mãos agarradas no copo. Anne assiste horrorizada. O ex-lutador responde a pergunta feita ao garoto. "Ele faz qualquer coisa com madeira. Tipo tudo mesmo." A voz calma e nada impressionada. "Agora as coisas que ele fez com cristal são de outro mundo." Ele faz um afago na cabeça de Jason que terminou de beber tudo de uma vez só.

    "Papai faz qualquer coisa de qualquer coisa." A voz de especialista de novo, como se pudesse apresentar um dossie elaborado sobre o assunto se fosse apenas indagado. "Vou passar lá pra gente treinar. Eu te passo o básico e o tio pode passar o resto. Tio Edrick não é bom professor." A ultima frase dita em tom de segredo olhando intensamente para Jun ou talvez seu irmão gêmeo.

    --

    "É sim." Ela cofirma sem pensar. Mas "Não, Klaus é de outra." Ela dá de ombros como se nesse caso estivesse tudo bem.

    "Elas não tão salvas Sam. Aconteceu e elas tão carregando isso. Foi gente comum qud fez isso tudo e ferrou com elas. Por acaso tinha um sangue de lobo que acabou chamando atenção. Não fosse isso.." A voz some quando ela segura a mão de Sam que eatava na sua perna. "O que é pior? Os mortos ou o que faziam com elas? Eu sei aqui..." ela leva as duas mãos ao peito. "Mas me incomoda porque isso é humano. A lua não pede pra gente resolver isso." A voz cheia de raiva de novo.
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    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 11, 2021 3:24 pm

    Anne coloca sua mão no vidro, como um reflexo invertido de Sam. "Eu não sou sua dona Sam. Seu corpo é seu. Não importa de onde veio o bebê. Você não precisa se preocupar com o que eu vou pensar. Porque eu acho que você é corajosa e forte o suficiente para os dois." A mão dela desliza no vidro para baixo.

    "Não vão futucar ninguém. Não precisa se preocupar, mas é melhor continuar acompanhando com os exames normais, não é?" Ela sorri só por um momento. "Eu também to com medo, Sam. Muito. Mas uma ultrassom é mais fácil de enfrentar que... muita coisa que tem por aí e se a Amy consegue criar dois bebês acho que a gente consegue também, né?" Ela ri uma gargalhada curta e os olhos encaram a Sam refletida no espelho.
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    Mensagem por Bastet Dom Jul 11, 2021 6:28 pm



    Samantha
    Doiley

    Sam dá um sorriso largo quando o menino leva as palavras dela de forma tão literal. Poderia dizer que a confusão foi em quem fez o desenho, não na aparência deles, mas apenas abre as mãos em sinal de rendimento e assente.  Não consegue conter a careta também ao ver o suco de Bran ser colocado na mesa, olhando pra Anne, aguardando ela provar.

    Logo sua atenção é chamada novamente pelas palavras de Jason e Sam tenta decifrar o que se passa na cabeça da criança, sem sucesso. Antes que pudesse perguntar sobre os desenhos específicos, o ex-boxeador indica pro menino beber e Samantha não consegue entender como aquele treco verde consegue descer tão rápido pela garganta do menino. – O que esse pobre menino te fez, Bran? – pergunta, séria, mas dá uma risada depois. Parecia, de fato, tortura infantil.

    - Nossa! Pensei que ele trabalhasse, sei lá, com jardinagem. Seu pai parece muito tranquilo – não era uma colocação pejorativa, invejava a aparente calma de James – Qual foi a coisa mais legal que ele fez pra você, Jason? – perguntou, curiosa com as habilidades do outro sangue de lobo. Assentiu sobre ele ensinar o básico. Se apoiou na mesa, como se fosse contar um segredo pro garoto – Vai me ajudar a impressionar minha crush ali – indicou Anne com a cabeça, como se ela n pudesse ver ou ouvir. Riu, se sentando de novo e olhando na direção do tal tio... Não tinha certeza, mas parecia muito Jun pra ela... Até cumprimentou com um aceno leve, antes de olhar novamente pro menino e fazer um sinal de que ia manter o segredo que ele contou.

    ---

    – Klaus parece diferente mesmo. Todo sério – foi tudo o que disse, sabendo que o uratha podia tá ouvindo.

    Samantha aperta a mão que Anne segurou, deixando a mulher falar – Elas tão melhores do que com esses caras. Infelizmente não dá pra apagar o passado... – logo assentiu – Eu não acho errado o que vocês fizeram com eles...Não vou mentir, eu não conseguiria matar alguém, nem que tivesse feito algo tão ruim... Talvez só se mexessem com nossa criança... Ou contigo. Talvez aí eu tivesse coragem... Mas vocês o fizeram por justiça. Pelo lado humano dentro de vocês. É bom saber que nem tudo é preto e branco, sabe? – fez um carinho no rosto dela – Você é uma mulher incrível, Anne... Não se esqueça disso.

    ---

    Sam olha a mão de Anne, ficando um pouco mais aliviada com o que ouviu – Não é questão de pertencimento, Anne. Eu me preocupo com o que você pensa por que gosto de você. E me preocupo de onde eles vieram por que sei lá... A vida já é tão complicada. – Sam se recostou em Anne, ouvindo as últimas frases em silêncio. Deu uma risada quando ela falou aquilo de Amy, limpando uma lágrima que cismava em escorrer pelo seu rosto.

    - Eu acho que sim. – não se sentia tão corajosa quanto Anne dizia, mas era bom saber que não estava sozinha naquela empreitada – Já não bastava um médico me achando doida – murmurou, com um pouco de pesar e humor – Não vou deixar de fazer os exames. Vamos dar um jeito da gravidez ser segura para os dois... Eu espero que sim.


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    Mensagem por Wordspinner Qui Jul 15, 2021 9:07 pm

    "Ele quer ser um campeão. Pra treinar feito um tem que comer feito um." Ele fala sério atrás do garoto, mas pisca para Sam. A mão com dedos marcados e tatuados aperta o ombro do menino com vigor. "Eu vou ser mais forte que o papai e preciso começar logo. Tio Jim é mais novo que eu e tem uma faixa preta." Ele fala indignado como se fosse alvo de alguma traição. Como se ele tivesse acabado de falar algo ultrajante. "Garoto, tá cheio de criancinha por aí com faixa preta na cintura. Mas quem ganha cinturão é quem sabe lutar e não quem lembra as coreografias mais elaboradas." Bran fala de um jeito que deixa claro não ser a primeira vez que ouvia as reclamações do garoto.

    A pergunta de Sam pega o garoto de surpresa. "Minha cama nova. Ele sempre faz uma cama pra mim e é sempre a melhor de todas. Ele faz e pinta também e a minha agora do fundo mar com monstros no escuro. Eu te mostro depois." Ele fala animado. "Compra flores pra ela e bombom. Espadas não são pra garotas." Sem se tocar que iriam treinar juntos e para isso Sam usaria uma espada.

    A voz de Bran vem logo em seguida. "Você não tá muito espertinho não?" Porém quem responde é Anne. "Vai ficar uma gata fodona de espada na mão. Ninguém vai mexer contigo." Ela diz com um olhar safado.

    Toc toc. Bran bate o copo dela ao seu lado. A lua cheia olha irritada do homem para o quase liquido verde. Ela pega com cuidado como se o copo pudesse mordé-la a qualquer momento. Ela cheira e a cara fica ainda pior. Quase verde. Quase tão verde quanto o suco.

    A lua cheia bebe a goladas sofridas da mesma foema direta e implacável que Jason. Gole apos gole com os olhos fixos em Sam de uma forma quente e furiosa.

    O som dos lobos desvia o olhar de todos, ou pelo menos essa é a sensação quando eles uivam e os pequenos gêmeos uivam também. Um homem serio e forte entra por um dos portões da vila e Arys se junta aos menores correndo para ele. Jason se remexe na cadeira mais fica no lugar. Sam já o tinha visto antes mas não lembrava o nome até Bran falar. "O outro Richard." A voz não mostrava nada.

    Os lobos rodeiam e cheiram o homem que pega as crianças do chão se fossem bichinhos de pelúcia. A fachada carrancuda se parte em um breve soriso quando aninha os dois em um abraço. Arys o abraça sem precisar competir por espaço com os outros dois. Mesmo assim todos os olhos continuam lá com uma tensão que não era reconhecida com palavras. Pelo menos até  William também aparecer no portão olhando por cima de um monte de embrulhos coloridos que estava carregando. Os dois avançam e o portão se fecha automaticamente atrás deles.

    "Tava uma delicia." Diz Anne cutucando Sam. O já  animado café da manhã passa por um breve momento de euforia movida a embrulhos rasgados.  Parecia um improvável aniversário coletivo. Claro que Anne queria ficar para ver os presentes. Alguns eram impressionantes feito o vestido escuro que escorria feito água que Amy ganhou. Outros nem pareciam um presente como o estojo de ferramentas wue Laura recebeu. Mas alguns deles pareciam simples velharias como o pente verde que Yui ganhou.

    Foi uma surpresa quando Arys fala com ela. Já que ela estava vendo Jason babar litros sobre a espada decorativa que tinha recebido. Isso e o Crestwood noel vindo direto para ela ou Anne. Era impossível saber. "Gostou do desenho? Fiz ele só pra você. Olha o que eu ganhei!" O garoto coloca na mesa três pinceis com cabo de osso engravados desenhos sem sentido cheios de pontas. Não pareciam novos, o metal dos desenhos era escuro, mas os pelos pareciam em bom estado. A cara do menino não entragava nada esperando a reaçãodas duas. Pelo menos ele olhava de Anne para Sam esperando sua resposta.

    "Essa aqui achou um principe francês." A voz de William era calma e confortável. "Eu abri para você não fugir sem ver. Você faz um grande serviço a todos nós Samantha." As emoções faceis de ler no rosto expressivo. A ponta comprida de flecha era um cone de ferro com a ponta afiada. Nada do que se vê nos desenhos. Tinha um buraco como se fosse feita para por no dedo como un dedal assassino. "Achei queia gostar, então espero que goste." Ele espera um instante para ouvir Sam antes de colocar um embrulho pequeno nas mãos de Anne que sorri como uma criança, não, como uma adolescente boba procurando cabelo para segurar. Ela abre o embrulho sem nenhum cuidado. A caixa dentro dele era feita de um metal escuro que era da cor dos olhos dela quando não tinha luz. Um encaixe de cada lado para alguma coisa. A uratha gira a a caixinha de um lado para o outro olhando as linhas retas e precisas que traçavam padrões em baixo relevo. Ela parecia ter esquecido de todas as pessoas. Poderiam todos levantar e sair e ela nem ia notar. Quando ela finalmente abre o seu rosto se ilumina com um sorriso radiante. Lá dentro, deitado em veludo escuro e vermelho, um soco inglês com quatro pontas laminadas em espiral. No espaço para cada dedo uma bolinha cinza como céu antes da tempestade. "Não precisava." Ela diz toda doce, mas os dedo fecham a caixa e se fecham em volta dela com nós brancos. "Feito para você com seu nome nele. Perdi um monte de dedos até ficar perfeito." Ele fala animado com um sorriso torto de falsa modestia.

    --
    Ela ouve Sam com atenção intensa. Imóvel.  Sugando as palavras sem nem respirar. "É melhor você não estar errada nisso magrela." A voz tinha algum cinismo, mas a gratidão era clara como água limpa. Ela acelera com a moto parada e logo depois saí bem mais devagar do que se era de esperar.

    --

    "Sam a vida é caos e a gente tem que se adaptar. Mudar e se alterar. " ela encosta o rosto na cabeça de Sam e aninha ali. "Loucura pode ser coragem de ser diferente. Eu vou respeitar o que você quiser fazer. Mas esses são os melhores médicos que a gente vai conseguir e se tivesse algum risco para o nosso povo a gente já ia estar nas capas dos jornais a décadas. "

    Anne beija o cabelo da morena e respira fundo. "Não importa se você for doida." Depois mais baixo como um segredo sussurrado atrás da orelha. "Também não importa se o outro bebê for do seu irmão. Ele vai nascer perfeito sua boba." Da para sentir o sorriso nos lábios que tocam o pescoço com um estalo leve.
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    Mensagem por Bastet Dom Jul 18, 2021 4:22 pm



    Samantha
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    Samantha observa os dois, com um pequeno sorriso no rosto. Não interrompe a conversa, apenas concordando com a cabeça quando Bran fala sobre a diferença entre saber lutar e saber golpes ensaiados de karatê ou algo do tipo. – Com esse suco aí e o Bran te ensinando, cê vai derrubar qualquer um, Jason. Já viu as lutas dele? O cara derrubava grandalhões...

    Sorriu e ouviu o menino falar todo orgulhoso sobre a cama que James tinha feito pra ele. Assentiu sobre ele mostrar e não conteve uma risada com os conselhos amorosos. – Não são para garotas, é? E como eu vou treinar contigo? – o olhou profundamente, com um sorriso no canto direito dos lábios, querendo ver como ele responderia aquela.

    Se derreteu com as palavras de Anne, uma mão escorregando pras pernas dela sob a mesa, fora do alcance do olhar das crianças. Leva um susto com o “toque” de Bran sobre “tem crianças aqui” pras duas, observando Anne lutar contra o líquido verde e viscoso. A mão escorregava discretamente mais pras coxas de Anne, enquanto a mulher a olhava fixa e furiosamente ao sorver o copão detox do lutador.  Parou a pequena provocação quando os lobos uivaram, olhando em volta, um tanto preocupada. Ver o homem grandalhão entrando não a deixou mais tranquila... ainda mais levando em conta que todos ficaram calados por um momento, até as crianças correrem em direção a ele. Que merda estava acontecendo? Por que todos estavam tensos? De  onde conhecia aquele cara?

    - Outro Richard... – repetiu as palavras de Bran, confusa – De onde eu conheço esse cara? – olhou pro lutador e pra Anne, esperando alguma resposta. No momento que William entra e a tensão das pessoas se vai, transformada em alegria e presentes sendo desembrulhados.

    Sorri quando a mulher fala que o suco estava uma delícia, mas começa a juntar a louça delas do café, querendo sair dali. O momento parecia muito familiar pra elas estarem... – Acho que é a nossa deixa... – fala só pra Anne, mas a mulher claramente não queria sair, queria ver os presentes. Sam se mexe, desconfortável no banco, esfarelando o pedacinho de torrada que ainda estava em seu prato entre os dedos.  Todo mundo parecia animado, principalmente Jason com sua espada nova. Nem viu o pequenino se aproximando.

    - Eu adorei, obrigada – ela indicou pra ele se sentar, vendo o presente que tinha ganhado. Olhou pra Anne e depois pro loirinho – São bonitos. Esses desenhos aqui, você sabe o que significam? – passa a unha de leve nos entalhes com metal no cabo de osso,  curiosa com o que aquela criança sabia. Gira um deles, tentando identificar se aquele osso era de um animal – Aliás, falando em significado. Será que você me ajuda a entender o desenho que você me deu? Ele é tão bonito, mas eu sou bem ruim em artes, diferente de você...

    Enquanto conversava com o garoto, nem reparou em William se aproximando, até ouvir a voz dele atrás de si e o presente sendo exposto. Ela fica vermelha, não tava esperando mesmo ganhar nada, ainda mais de um cara que mal tinha tido contato. Só olhou, confusa – Que serviço? Só se for comer da comida de vocês e ocupar uma garagem aqui da vila – ela riu, sem graça. Apesar disso, a ponta de flecha lhe chamou atenção, ela estendeu a mão pra pegar, olhando os detalhes do objeto que nunca tinha visto. – Tem certeza? Obrigada... Eu gosteiconfessou baixo, visivelmente sem graça. Por sorte William já estava entregando o presente de Anne, que faltou só se jogar nele e beijar com um pezinho levantado. Aí sim Sam abriu um sorriso, vendo como a mulher tinha ficado feliz com o presente. Olhou pro patriarca dos Crestwood e sorriu em um novo agradecimento.

    Quando ele se afastou, ela falou baixinho no ouvido de Anne.
    - Posso apostar que tá toda molhada agora – deu uma risadinha, dando uma ombrada nela e enfiando o dedo na parte de encaixe da flecha, imaginando onde o homem tinha conseguido aquilo.

    ---

    - Eu não vou por eles em risco por um incômodo meu, acredito em você – Sam falou, quando Anne encostou o rosto em sua cabeça. Sentir a respiração dela pertinho assim conseguia tranquilizar a Sangue de Lobo. Sorriu quando Anne comentou que não importava ela ser doida, mas bufou com a última frase – Vamos, tenho de avisar os médicos que um dos bebês pode nascer com uma orelha na testa, besta – segurou as bochechas dela entre os dedos e a olhou nos olhos – Obrigada por ficar ao meu lado – murmurou, antes de dar um beijo estalado no biquinho de peixe que tinha formado nos lábios da outra mulher, ao ter as bochechas apertadas.

    ---

    Quando estavam saindo, após mais exames, perguntas embaraçosas e tudo mais que médicos fazem, Sam parou antes de subir na moto.

    - Eu sei que cê deve tá cheia de coisa pra fazer... Mas será que pode me deixar em um lugar? A Amy me falou de um lugar onde vocês enterram as pessoas do Povo... Que meu pai tá lá. Acredito que seja território de alguém, né? Então não deve ser perigoso...

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    Mensagem por Wordspinner Ter Jul 20, 2021 4:00 pm

    Bran fica claramente lisonjeado com o elógio e Jason fica totalmente confiante. "Eu vi ele lutando aqui na vila só." A constatação leva dúvida ao rosto do garoto. Bran faz um sinal no pescoço como um corte.

    O menino que já não estava tão certo de si fica profundamente intrigado pela pergunta de Sam sobre a espada e o treino. Anne aproveita o momento para cutucar o menino e fazer cócegas, coisa que ele claramente se acha adulto demais para receber. Mas ri sem controle e tem que lutar contra uma cara de emburrado para falar. "Meninas podem lutar. Eu sei. Eu já vi. Mas elas se impressionam gostam mesmo é de flores e comida." Bran ri atrás dele. "Todo mundo gosta de comida, tá certo nisso." Anne estava rindo e parecia que ia demorar pra parar.

    "Esse é o irmão mais velho da Amy e do James e etc etc etc. Ele tava no dia dos... ossos... da reunião que apresentaram vocês." Ela abre bem os olhos tentando não olhar para Jason. Pelo menos até o gatoto sair correndo também.  "O cara com os ossos da bruxa, lembra?" Como se falasse algo normal, tão normal que ela imediatamente joga mais comida na boca e responde Sam com a boca cheia mesmo. "Eu não perco isso nem que me pague." Ela diz apertando Sam ansiosa sem nem olhar.

    Arys fica esperando e olhando os presentes das duas em um silêncio cheio de expectativa. "Não é minha comida, mas você está literalmente fazendo sangue de lobo dentro do seu corpo. A decisão de continuar e aceitar os riscos e enfrentar o medo todos os dias é o grande serviço. " A voz do homem tinha apreço real e até um certo fascínio. Olhava Sam como se realmente fosse uma heroína.  "Pode não parecer muito daí de onde você está agora, mas é." Sem qualquer sombra de dúvida. Bran tinha desaparecido depois de ganhar seu presente que era uma caixinha branca e rosa. Mas Arys estava ali olhando para Sam procurando alguma coisa. Provavelmente tentando entender o que adimirava o avô.

    "Bom que gostou." Ele responde como se Sam tivesse se vira para Anne de novo. "Ainda não estou tão enferrujado assim." E pisca para a rahu antes de sorrir para Sam como se tivesem acabado de compartilhar uma piada.

    Anne responde a provocação rindo e colocando a caixinha fechada do lado do rosto para sussurrar de volta para Sam. "Tudo inveja que meu presente é mais bonito... e é só uma gotinha." Ela aperta com carinho a coxa de Sam antes de rir de novo como rosto vermelho.

    Arys senta ao lado de Sam olhando a ponta afiada em seu dedo. "Que cê perguntou mesmo?" Ele diz olhando para Anne desconfiado. "Quer saber do desenho que eu fiz pra você? Se você não entendeu, como eu vou saber?" Ele dá  de ombros e faz rabiscos indivisíveis com a parte rígida de um dos pinceis. "Gostou mesmo?" Ele pergunta olhando para a mesa.

    --

    Com a cara amassada em biquinho Anne tenta falar "Não vai ter orelha a mais." Com uma voz estranha e forçada. "Sabe, ele e eu não passamos nada com defeito. Entende? Genética básica da gente. O erro é sempre da outra parte." Rindo convencida com um dedo apontando para a barriga de Sam. A lua cheia estava bem mais tranquila.

    --

    Anne meio assopra e meio suspira. "Sam... Não rola." Ela passa a mão direita no cabelo curto bagunçando um pouco. "A gente nem tem algo realmente assim e porra o lugar é tipo horrendo." Ela olha para Sam e seu rosto deixa todas as linhas cairem. "Não é assim. É que é do outro lado. Do lado de lá da barreira eu não posso te levar e é perigoso para caralho. É na frente de onde os enterraram os carras que corriam com o Theo antes. A alfa dele e tal." As mãos caindo ao lado do corpo, os olhos procurando os de Sam.
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    Mensagem por Bastet Ter Jul 20, 2021 9:41 pm



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    Sam se diverte com as dúvidas passando no rosto do garoto, principalmente quando ela questiona sobre meninas poderem lutar. Ri com a brincadeira de Anne com ele e logo assente – Certo. Amanhã depois do treino a gente passa lá no Sebastian e você me ajuda a escolher flores bonitas e uns bombons. O que acha? Você parece especialista no assunto... Eu deixo você escolher algo pra sua namoradinha também – ela dá uma piscadinha pro garoto, que parecia realmente espertinho pra idade. Devia ter uma crush na escola.

    Quando Bran explica quem é o cara, Sam precisa esforçar a memória, mas consegue lembrar. Aquela reunião tinha sido extremamente confusa. Ela assentiu e quando o menino saiu, Sam olhou pro lutador e pra Anne – Eram ossos de bruxa mesmo? Tipo, bruxa real? Daqui a pouco vocês me dizem que fadas também existem... – apesar da segunda frase não ser uma pergunta, ela olhou pra ambos novamente, temendo que a resposta fosse um sim. Bufou quando Anne se recusou a sair quando os presentes começaram a ser distribuídos.

    A Sangue de lobo não parece ficar mais à vontade com a explicação de William... Na verdade, acontece o oposto. Principalmente com aquela sinceridade e fascínio. Ela roda a ponta de flecha na mão, não olhando mais pros olhos azuis típico dos Crestwood, focada no presente. Não voltou a falar depois que agradeceu e disse que gostou, testando em qual dedo a flecha parecia servir melhor, apenas observando a interação do homem com Anne. Quando ele corresponde o sorriso, Sam apenas volta a desviar o olhar, mostrando a ponta de flecha pra Arys, que parecia interessado.

    - Quer pegar? Cuidado que pode se machucar aqui na ponta – fala com ele, feliz em mudar de assunto. Caso ele quisesse, ficaria de olho pro menino não se ferir, enquanto ouvia a resposta de Anne à sua provocação.  Apenas olhou pra ela com um sorriso safado, mas não respondeu, já que Arys estava ao seu lado, perto demais pra não ouvir. Pousou a mão sobre a dela em sua coxa, ouvindo o menino, guardando a ponta de flecha no embrulho quando ele começa a desenhar no ar.

    - Tem razão, faz todo sentido – ela responde – Mas me conta, de onde veio a inspiração? Pode me ajudar a entender – tenta descobrir mais, mas não faz perguntas muito invasivas, percebendo que Arys era desconfiado.  – Claro que gostei. Fiquei com um pouco de medo assim que vi, confesso. Parecia eu no meio do desenho, por isso fiquei curiosa pra entender. Muitas cores, você é muito expressivo. Mas eu gosto de coisas que me dão emoções fortes. – observava ele desenhar sem papel ou tinta, provavelmente algo que fazia muito sentido em sua mente – Eu acho que tenho algo lá em casa que você vai gostar. Eu levo na sua casa quando eu voltar. Mas não é legal igual esses pincéis, não cria muita expectativa – ela riu.

    ---

    - Pelo menos minha orelha é bonitinha. Se vier com uma na testa, e for culpa minha, a criança ainda vai ser bonitinha – ela deu um tapinha na mão de Anne que apontava a barriga dela, rindo. Ainda estava tensa, mas era bom saber que Anne ainda estava com ela, apesar de toda a confusão.

    ---

    Sam tenta entender exatamente o motivo de não poder ir no tal cemitério. Parece levemente frustrada – Nem só pertinho? Quer dizer, eu consigo ver essas coisas do outro lado. Se a gente chegar perto sem... Entrar. Como vocês entram, aliás? É só passar? – a curiosidade faz ela perder o foco por um momento.... Mas logo balança a cabeça – Eu só queria ver mesmo. Acho que é o mais próximo que vou ver alguém da minha família, sem ser você, o Connor e eles – aponta a barriga. – Mas se não tiver como, tudo bem...

    Ela pega o capacete, começando a prender. Um assunto incômodo parece passar em sua mente  –Falando no Connor... Eu preciso soltar essa bomba pra ele. Tem alguma forma de saber? Tipo... se somos irmãos... Se esse um dos bebês é dele. Maneira mágica, sabe? Espiritos... Macumba, não sei. Sem o risco da Ash comer meu rabo...

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    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 25, 2021 9:12 pm

    O garoto confirma com a cabeça quando Sam diz que ele é um especialista. "Mas o tio não vende chocolate. Eu compro um no colégio pra você. " ele olha furtivamente para ver se Anne estava prestando atenção. O garoto ignora sem qualquer rubor ou hesitação a insinuação sobre uma namoradinha.

    "É cara, tem um monte de coisa por aí e algumas vazam pras histórias e outras acabam emprestando nome pra essas coisas já que são palavras e conceitos que a gente já conhece. Então sim, tem umas coisas por aí que cê já conhece." Ela faz aspas com a mão na ultima palavra. Ela fala sem dar muita enfase em nada. Vigiando o garoto mais próximo. Bran dá de ombros. "Klaus me tirou de uma fria que não tinha nada a ver com a terra dois." Um leve tremor na voz que pode significar qualquer coisa.

    Arys faz que não quando ela oferece a ponta de flecha. "É feio. Parece afiado mesmo. Vai usar um em cada dedo?" Os olhinhos intrigados fixos na mão de Sam. "Não era pra dar medo. Eu achei ele pronto na minha caneça e quando terminei sabia que era você. " Ele para o desenho imaginário. "É um presente pra mim? Eu adoro presente. Mas eu não seiusar pincel. Sabe? Me ensina? Eu sei fazer mochi e manju, te ensino se você me ensinar." A expectiva clara no rosto garoto. Um sorriso esperando para aparecer.

    --

    Anne segura a mão de Sam entrelaçando os dedos.


    --

    Anne faz que não com a cabeça. "Cê vai ver se tiver um buraco. Eu consigo ver agora se quiser. Do outro lado é em todo lugar. A gente precisa de um lugar especial pra passar. Um furo na barreira, digamos adsim." Ela faz gestos com a mão para tentar demonstrar.

    "Eu posso ir buscar para você. Vou precisar de ajuda. Mas posso ir e aí você pode fazer um enterro pra ele. Mórbido e estranho pra caralho. Mas posso fazer."

    Anne pensa um poucona ultima pergunta de Sam. "Claro que tem. Mas a real é que pagar o exame é mais barato, né?" Ela dá de ombros. "Também é mais fácil pegar um pedacinho dele sem o cara saber que realmente achar alguém com essa habilidade. Não é mais simples pegar um fio de cabelo do pente dele?" Ela olha para Sam com cara de preguiça.

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    Mensagem por Bastet Seg Jul 26, 2021 5:59 pm



    Samantha
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    Sam assente, pegando na mochila a carteira e dando dinheiro pro menino comprar o chocolate.  Era uma criança curiosa, talvez viver no meio de uma sociedade tão “livre” tivesse inibido as vergonhas comuns da idade.  – Valeu, garoto – estende a mão fechada, pra ele dar um soquinho.

    Quando Anne fala que as histórias que ela ouvia quando humana podiam ser reais, Sam arregala os olhos. – É doideira pensar que vivi tão perto de isso tudo a vida toda e nunca me deparei com nada, antes de você – sorriu – Na real, todos os humanos vivem e raramente sabem de algo, pra sorte deles. – franziu o cenho ao ouvir Bran – Como assim? O que rolou? – os olhos curiosos sobre o ex lutador, principalmente quando ele estremece.  

    ---

    Samantha analisa a mão, com a ponta da flecha em um dos dedos. – Beleza é subjetivo, Arys. Mas ficaria maneiro, né? – ela encolhe as pontas dos dedos, como se fossem garras – Eu imaginei que não era... Mas sou boba. Não conheço tanto quanto o pessoal aqui, sabe? Aí às vezes tenho medo  -  pensou sobre o que ele disse de ter encontrado o desenho “pronto”, mas o olhou novamente, assentindo – É um presente pra você. Mas eu não sei usar pincel, só sei desenhar boneco palito. Se você quiser, a gente pode ver uns vídeos no youtube de como usar esses pincéis bonitos. Você tem tinta? – pergunta, e logo faz uma careta – O que é Mochi e manju? parece nome de Pokémon. Ainda passa Pokémon na TV?

    ---

    - Hmm... tipo uma janela ou algo assim? vocês são os trombadinhas do outro lado, que absurdo – ela ri e nega em seguida – Não, não precisa.  Não é como se eu conhecesse ele pra dizer palavras bonitas em um enterro. Melhor ele ficar junto com o Povo dele  – fica um tico cabisbaixa – Deixa pra lá então.

    Sam suspira – Claro, eu vivo dormindo no quarto dele lá na casa dos Algozes. Deve ter até cueca suja em algum lugar – faz uma careta - Mas vocês são coisas diferentes, não são? Digo... De quando eram humanos. Será que um exame de DNA entre eu e ele seria confiável? Quer dizer, olha pra você... Você muda DE VERDADE quando vira homem. Posso apostar que, se você quisesse, poderia engravidar de si mesma e a criança teria traços sanguíneos de um lado e do outro – afirmou, mas observou a reação de Anne, querendo uma confirmação – E eu não tenho coragem de coletar material do bebê menor pra isso. Ele já é tão frágil... Se a gente fizer um paranauê que vocês fazem, talvez conseguiríamos ambas as respostas.
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    Mensagem por Wordspinner Sex Jul 30, 2021 9:05 am

    Jason não hesita um instante ao pegar o dinheiro e o pundo cerrado que toca no de Sam imita uma explosão logo em seguida.

    "É sorte mesmo não se bater com o de fora." Bran diz com algo amargo e indefinido na voz. "História pra vodka. Mas eu não bebo mais." Ele diz aquilo com casualidade.

    Anne segura Sam pelo bolso da calça tentando ficar bem perto. Apertando a lateral do corpo contra ela. Mas não diz nada.

    --

    "Eu teria medo de você. " Ele diz sem qualquer constrangimento de adimitir fraqueza. "Todo mundo tem medo. Até a mamãe." A voz tranquila como quem fala de que frutas colocar na salada.

    Ele pondera as palavras de Sam como se fossem uma questão difícil. "Eu não tenho tinta, mas o tio Seb faz um monte de pigmeus. Pigmeus nao... pig-mentos. Dá pra comer eles, mas tem gosto ruim então não sei porque pode comer." Ele da de ombros com muita ênfase no gesto. "Como você não sabe o que é mochi? Nem manju? São bolinhos. Você não como bolinhos?" A voz incrédula que só uma criança pode ter frente a ignorância de um adulto. "Eu faço pra você e pode ir lá casa pra gente pintar. É pertinho. Eu moro ali." Ele aponta como se Sam não soubesse. Talvez desconhecer os bolinhos a fizesse alguma espécie de inepta na mente do garoto ou talvez ele só queira ter certeza que ela não vai se perder na vila. "No final de semana é sempre dia de ficar com os adultos, o que é bem besta já que sempre tem um adulto olhando a gente..." ele da de ombros de novo. "Você pode ir lá e a gente assiste pokemom se você quiser. Anne pode vir também. Ela gosta de desenhos." Ele diz com certeza absoluta. Infelizmente a lua cheia não está prestando atenção, ainda babando no seu presente.

    --

    "Que trombadinha o que? Somos os guardiões da fronteira. Somos os monstros nos pesadelos deles." Uma indignação rápida e quente sobe a voz de Anne.

    "Eu posso trazer só um pedacinho. Ou ver se tem alguma coisa que ele tivesse vestindo lá ainda. Talvez uma mecha de cabelo se tiver algum lá. Mas cê que sabe." Ela fica no meio do caminho entre insistir ou não. "A gente é mais igual do que um exame de DNA consegue descobrir. Se tivesse diferença o segredo tava na merda a decadas." Ela se sacode quando Sam fala de engravidar a si mesma. "Tenha certeza que já fizeram algo narcisista assim. Tenha certeza absoluta. Mas os exames normais servem e não pegam nada de estranho. Pode fazer sem neura. O bebê não é melhor esperar? Não é como se fosse tirar." Ela da de ombros. "Sabe que independentemente de qualquer exame a gente pode ficar com os dois. Eu e você sem mais ninguém. " Ela procura os olhos de Sam com os dela. A voz era tranquila como um lago congelado, mas insistente. O tipo de voz que vai se repetir se não for ouvida.
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    Mensagem por Bastet Sex Jul 30, 2021 2:48 pm



    Samantha
    Doiley

    Sam  observa com curiosidade o gesto do menino, tentando imitar e se sentindo uma velha que nem sabia dar um toquinho direito. Apenas riu, arqueando uma sobrancelha com as palavras de Bran. Se aninhou mais pertinho de Anne antes de falar – E não beber impede você de contar as histórias das bebedeiras? – estava claramente curiosa, mas não insistiria caso o lutador esquivasse novamente do assunto.

    ---

    - Medo de mim? Por que teriam medo de mim? – a morena olha confusa para o menino, que nem reparava que às vezes soltava umas bombas assim. Dá uma risada com o “pigmeus”. – Se ele faz esses pigmentos, talvez possa saiba ensinar a gente a usar os pincéis melhor que o youtube – Sebastian tinha mesmo esse ar de quem sabia fazer até ponto-cruz. Calmo e centrado igual Sam nunca seria – Eu como bolinhos do mercado, sou um desastre na cozinha. Mas combinado, não vou errar a casa – cutucou Anne – Arys tá chamando a gente pra ver desenho no final de semana. Cê vai tá aí? O menino sabe cozinhar, acredita? – na geladeira de Sam, além das coisas de Ilona levava pra ela, só tinha algumas frutas, água e um congelador abarrotado de comida congelada pra microondas.

    ---

    A mulher puxa a outra, que parece braba, pra perto e morde seu lábio inferior de leve Trom-ba-dinha repete baixinho, em claro tom de provocação.

    Sam parece pensar sobre a proposta de Anne, claramente com um conflito interno sobre aquilo – Um pedacinho. – concorda, querendo aquilo mais do que gostava de admitir.

    - Mas eu não to falando que são diferente tipo alienígena, besta. É que o corpo muda, sabe? Fica perfeito, como você disse. O DNA não deve ser igual – faz uma careta quando a outra confirma sua teoria da gravidez – Credo. Mas certo, vou tentar esse meio primeiro – não parecia convencida de largar totalmente a outra ideia. Os olhos encontram os dela, com um pequeno sorriso afetando eles também – Eles são nossos. Independente do resultado. – Sam não estava disposta a abrir mão daquilo - Eu só não quero ser injusta, caso seja dele também. Ter filhos é importante para vocês... Mas não vou por nossos filhos em risco, de qualquer forma – pega uma das mãos dela, colocando sobre seu ventre. Acaricia o rosto com a mão livre – Quem diria que você seria a mãe sentimental. Isso é tão sexy – deu um beijo leve nos lábios dela.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Ago 04, 2021 3:28 am

    "É..." Ele diz devagar. Arrastado. Não acrescenta mais nada enquanto olha para as mãos. Jason ri com a mão abrindo e fechando prolongando a explosão em uma série delas.


    --

    "Quem não teria medo de uma mulher com dedos de flechas?" Ele diz devagar como se estivesse esperando para ter certeza que Sam entendeu. "Todo mundo tem medo de monte de coisas. Você também." As ultumas palavras já tem a velocidade normal. Os olhinhos azuis procurando nos dela.

    Sam escreveu:Se ele faz esses pigmentos, talvez possa saiba ensinar a gente a usar os pincéis melhor que o youtube.

    "Tio Sebastian não é bom de ensinar. Ele fica... brav... Impaciente quando a gente é burr... devagar pra aprender." Ele sorri da vitória sobre o próprio vocabulário.

    Sam escreveu:Cê vai tá aí? O menino sabe cozinhar, acredita?

    "Quem derá, mas eu sou uma mulher ocupada. Tenho essa vida fácil não." Ela beija Sam nessa hora, um estalado carinhoso no rosto. "Diz aí garoto, conta pra ela." Arys olha para Anne e o sorriso fica maior e mais afiado antes de ele falar sério. "Tia Anne tá sempre trabalhando em um monte de lugares. Sempre viajando. Sempre em movimento. Sem finais de semana ou feriados." Ele olha para ela que confirma com a cabeça deixando os dois satisfeitos. "Você vem mesmo assim?" Ele pergunta para Sam olhando de uma para a outra e depois para os pinceis.

    --

    Sam escreveu:Trom-ba-dinha

    "Ei, nada a ver isso Sam. Respeita." Ela fala mais séria e um tantinho mais brava.

    Sam escreveu:Um pedacinho.

    Ela não diz nada, só pega uma das mãos de Sam e beija com carinho os dedos.

    Sam escreveu: O DNA não deve ser igual.

    "Vai ficar tudo bem Sam. Acredita. O DNA vai dar certo." Ela fala revirando os olhos com impaciência meio fingida.

    Sam escreveu: ...Mas não vou por nossos filhos em risco, de qualquer forma.

    Ela faz carinho na barriga com as mãos. "Sam, isso tudo importa. Bastante. Só precisamos arranjar bons padrinhos para poder transar." Então ela aproxima o rosto do de Sam com olhos focados nos dela e o rosto sério. Intenso.


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    Mensagem por Bastet Qua Ago 04, 2021 8:38 pm



    Samantha
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    - Você é muito espertinho, não é? – ela pergunta, mexendo o dedo com a flecha na ponta e dando um sorriso com o canto dos lábios – Tem razão. Eles só parecem ter medo de menos coisas que a gente. Ou eu. Talvez você seja mais corajoso – estava adulando o menino, mas não duvidava que fosse verdade... Ele estava crescendo naquele mundo, muita coisa que assustava Sam não devia assustar ele.

    Quando ele falou sobre o tio, Sam o olhou com paciência, sem interromper a frase que Arys refazia com um vocabulário melhor. – Quem disse que a gente é devagar? Vamos arrasar. Mas se você achar melhor, a gente aprende um pouco antes de ir pedir ajuda... pra ele não ficar impaciente usou as palavras bem escolhidas dele. Anotou mentalmente que precisava comprar umas tintas e talvez uma bobina de papel pra eles treinarem. E uns pincéis pra ela. E talvez vinho pra agradecer James pela espada e amolecer o coração dele pro pedido que queria fazer. E salgadinhos, pra Amy não precisar cozinhar pros pirralhos no dia que ela tivesse lá.

    A morena suspira com a resposta de Anne, apenas assentindo quando Arys conta sobre o quão ocupada a “tia Anne” era. Sam sabia bem. Toma um pouco do café frio que ainda tinha na caneca balança a cabeça para o menino – Claro. Quer que leve algo pra fazer seus bolinhos?

    ---

    Samantha abre um sorriso quando Anne fica um tico brava, como se tivesse conseguido algo – Eu to brincando, sua boba. Você só roubou meu coração mesmo – fez uma voz horrivelmente dramática na declaração clichê e roubou um beijinho dela.

    Faz um carinho na bochecha dela quando beija seus dedos e dá uma risada sobre os padrinhos – Não tenho ninguém tão próximo... Mas queria chamar o Teo... O que você acha? – a olhava nos olhos também, puxando pela barra da calça pra perto – E a gente devia aproveitar enquanto podemos transar sem vale night... O que acha? – ela tira o capacete, sem tirar os olhos de Anne, prendendo novamente na moto. A puxa pela mão, sem falar nada... Precisavam resolver uns assuntos no banheiro da clínica.


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    Mensagem por Wordspinner Seg Ago 09, 2021 11:16 pm

    "Eu sou esperto!" Ele misturava certeza e insegurança. "Covardia é quando você deixa seus medos decidirem. Coragem é quando você decide a despeito deles. Prudência é quando você ouve o que eles tem a dizer e ainda assim tem coragem." Ele fala levantando três dedos um de cada vez, como uma coreografia ensaiada. As palavras decoradas de algum lugar.

    "Acho que você muito esperta Samantha Doiley." Ele diz claramente imitando algum peesonagem que Sam não via desenhos o bastante para conhecer.

    Ele ri quando ela fala sobre levar algo para os bolinhos. "Você nem sabe o que são. Vai acabar trazendo errado. Tio Richard trouxe um monte de coisa do Japão. A gente já tem tudo." Ele diz dispensando com uma pincelada. Anne da um risinho com os dedos subindo pelas costelas de Sam em provocação.

    --

    Ela fica quieta quando Sam fala sobre o coraçâo roubado. "Acho que não existe ninguém melhor que ele. Fico feliz que você pense nele." A voz um tanto distante. "Você não tem ninguém mesmo, né? Eu tenho tantas pessoas." Um pouco de culpa.  

    Quando Sam puxa Anne de volta ela "Ooooo, cê acha que eu sou o que?" Mas não para de ir atrás dela. As duas seguem pelos corredores bem limpos e iluminados. Passaram pela mulher da recepção sem receber mais que um olhar entediado. Ninguém do staff parece se importar com as duas.

    No banheiro, assim que as duas entram Anne muda completamente. Ela aperta a mão de Sam e a gira para ela colando o corpo das duas com um passo firme. As mãos rapidas vão para a cintura de Sam e se prendem com força. "Eu sou uma trombadinha é?" Um sussurro rapido e cheio de energia. Ela tira Sam do chão e a empurra contra a porta de uma das cabines, a cabine de deficiente, empurrando a porta com o pé e colocando a morena na pia. O rosto sério e os olhos colocados nos dela. A boca entreaberta respirando rápido e quente na pele de Sam.
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