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    Samantha Doiley

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    Mensagem por Bastet Sab Jan 09, 2021 4:36 pm



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    Ao falar da doença dela, Anne tinha feito Sam se retrair... As palavras que escolheu a seguir também não ajudaram. Palavras íntimas, como se a mulher pudesse ler sua mente.  Sensações que corriam em suas veias e ela nunca compartilhava com ninguém... Até os sonhos. Não que a mulher se lembrasse, exatamente, de sonhos como aqueles que a amiga descreveu, mas aquelas palavras eram estranhamente familiares.

    - Anne, não é hora de ficar pelada... – disse, enquanto a mulher tirava a roupa... Já estava se preparando pra andar pra fora do galpão, quando seus olhos caíram na “tatuagem”. Em seguida, nas demais cicatrizes que ela conhecia, embora não no corpo de Anne. Não era possível que os dois fossem tão iguais... Não mesmo.

    Mas qual era a explicação, então?

    - Como você sabe exatamente o que ele disse? Como... Você é igual ele, Anne... – Sam parecia confusa demais. Eram muito iguais, até pra gêmeos.  Deu um passo pra trás quando a outra tentou se aproximar, balançando a cabeça, tentando entender.  Nesse momento, algumas partes do que Anne dizia passava meio despercebida, no fundo de sua mente.  – Onde está o Juan? – perguntou, atropelando algumas palavras da outra.

    A respiração estava mais rápida do que deveria.

    Os lobos...

    - Os Lobos... Eles... Não dá pra explicar. Eu trabalhei com lobos toda a minha pós. Eles não são como aqueles...

    Queria correr... Mas queria ouvir Anne. Confiava em Anne, apesar de tudo.

    - Eu confio em você... Mas nada faz sentido, Anne.  Que porra você quer que eu fale? Que eu sou uma doida? Que essa criança em mim pode herdar isso de mim? Puta que pariu...

    Andava de um lado pro outro.

    - Me diz o que tem de dizer. O que quer saber... Tudo... – Não parecia saber por onde começar, naquilo que Anne perguntou.  - Eu estou acostumada com a dor... Não precisa ter medo de me machucar - Parou logo atrás da mulher, mesmo com o aviso pra ficar longe, tocando a cicatriz maior – Até a cicatrização é igual a dele... – murmurou, mais pra si do que pra ela. Se concentrar nos detalhes parecia acalmar um pouco ela. O tom ficou mais baixo, mais próximo – Se você tivesse um pinto eu diria que é ele...

    Os dedos corriam nas costas. As proporções eram menores e mais delicadas... Mas muito similares.


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    Mensagem por Wordspinner Seg Jan 11, 2021 9:59 am

    Ela parece satisfeita com o que Sam diz. "É exatamente isso. Mas você não é louca. Não do jeito que acha que é. " Ela se vira para ficar de frente para a outra. "Os lobos. Eles chamam atenção de alguma coisa em você. Uma proximidade. Porque ela existe. Eu vou te mostrar, mas é prova o bastante. Se pensar nisso a visão certa, Sam, você já viveu o bastante para acreditar." Ela suspira. "Você não é uma pessoa comum. Tem muitas palavras para isso... Filha da lua, sangue do lobo, parente... Você tem uma ligação muito forte, muito poderosa, com um outro mundo. Nada fofo e bonito, mas espiritual." Ela abre os braços e depois deixa eles caírem. "Eu sei, eu vejo." Ela toca com o indicador a mandíbula de Samantha. "Você, Sam, é parte de um legado e o seu bebe também. Seu bebe não vai ser uma pessoa normal. Vai ser como você é."

    Anne se afasta. Passos tranquilos. Firmes e confiantes. "Não tem nenhuma chance de a criança ser normal e você não precisa se sofrer por isso. Eu sei. Eu sei e não vou abandonar vocês." Ela tira as ultimas peças da roupa de baixo ainda de costa. "Afinal, o filho é meu não é?" A voz da mulher muda na ultima frase. Assim como seu corpo. Agora, de frente para Sam, ela vê Juan.
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    Mensagem por Bastet Seg Jan 11, 2021 5:11 pm



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    Sam observava Anne com seus olhos grandes e confusos.  Olhos de quem tentava entender e acreditar, mas todo o senso comum dizia que aquilo ali nada mais que uma alucinação. Será que ainda estavam no hospital e ela estava convulsionando no chão, imaginando tudo isso?

    “Só faltava essa, ser esquizofrênica também”, Samantha pensou consigo mesma, sendo desperta pelo toque de Anne em seu maxilar.

    - Você tá fazendo sentido demais... Isso não pode ser bom – Sam murmura e logo suspira – Um legado... Eu nunca pertenci a lugar nenhum... Como posso fazer parte de um legado? E... E ele... – ela perdeu a fala, tocando na própria barriga. Não queria que o filho fosse como ela.

    - Essa coisa de filha da lua... Sangue de lobo... whatever... O que você quer dizer com isso? Não tá falando que a gente é lobisomem e vai sair comendo gente na lua cheia né? – talvez fosse a única forma de racionalizar aquilo, elevando ao absurdo... Apesar disso, o absurdo não era tão longe da realidade como Samantha esperava.

    Enquanto conversavam, Sam parecia levar numa boa... A medida do possível. Estava tentando entender o que Anne queria dizer... Mas quando a mulher se afastou, dizendo aquilo, Sam sorriu... E logo se assustou muito. A voz... A transformação em frente aos seus olhos.

    - Que porra é essa... – disse, apertando a chave da moto contra a sua mão. Ficou estática por um momento longo demais e balançou a cabeça, começando a andar em direção à porta, de costas, sem tirar os olhos do rosto que, agora, era de Juan.

    - Eu não sei o que vocês dois tão fazendo... Ou como tão fazendo. Mas isso não tem graça – respirava pesado, realmente assustada. No fundo, ela entendia o que tinha acontecido ali. Não tinha como ser truque de mágica. Mas... não podia ser, né?


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    Mensagem por Wordspinner Ter Jan 12, 2021 8:09 pm

    "Sam, nem vem. Você não quer sair. Diz a verdade, quando foi que você se sentiu viva assim? Só tem eu e você aqui. Dessas duas pessoas, só eu tenho as respostas pras perguntas loucas da sua cabeça." A voz era dele. A mesma voz de todas as vezes. Do jeito que ele falava quando ela já tava pelada. "Eu tenho tanta coisa pra te mostrar. Porra cara eu to com você desde que eu descobri. Não é um alívio? Eu não fugi assim que você apareceu com um bebê. Merda... Prefere falar com a Anne? Eu sou ela. Sam... Eu não vou atrás de você."

    Sam finalmente chega do lado de fora. An... Juan nem se move. Mas a voz continua vindo de lé de dentro enquanto ela olha a moto. Sua saída. "Os lobos fazem parte da resposta. Do legado. De nós dois. " Uma pausa. "Nós três. Eu, você e nosso bebê." A voz dele tem um tom engraçado.

    Sam sente o sol no rosto. Vê o monte de verde para todos os lados. Lá dentro ela sabia o que a esperava. A chave na mão era uma escolha que implorava urgência.
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    Mensagem por Bastet Ter Jan 12, 2021 8:52 pm



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    Samantha saiu pelas grandes portas do galpão, olhando para o céu. Fecha os olhos, sentindo o sol no rosto, algo plausível e concreto em que ela podia se agarrar no momento. O sol, o cheiro da natureza, a moto logo a sua frente.  

    Apertou a chave em sua mão, olhando para ela em seguida, quase engasgando com a risada que se iniciou em sua garganta.  Juan ouviria uma risada alta e gostosa... Com um leve tom de desespero. Em seguida, ouve a voz de Sam, de perto da moto.

    - Você sabe que não sei andar nem de bicicleta, né – mais uma risada, agora mais próxima. Sam surge na entrada novamente, colocando a chave na primeira mesinha que encontrasse ali próxima. Cruza os braços, sem se aproximar demais. Não conseguia tirar os olhos do corpo de Juan. Sabia que era ele... E que fora Anne há poucos instantes.

    - Você tem respostas...Certo – coça os olhos,  talvez pra ver se as coisas voltassem ao normal – Primeiro... Como uma mulher me engravidou? Digo... Imagino que Anne seja a sua identidade primária né... Visto que você... Juan, aparecia só vez ou outra pra beber e foder comigo – começou a andar de um lado pro outro.

    - Segundo... Como? Isso... os lobos... Espera! Isso?! – ergueu a blusa, olhando os machucados  e apontando pra ele – Eu sabia que conhecia os padrões desses rasgões... Foi um lobo? Um lobo quase matou o meu bebê... nosso bebê... e você me levou pra uma casa cheia de lobos?!

    Talvez ela continuasse enumerando perguntas e mais perguntas se Anne/Juan não intervisse.

    - Por que... por que você nunca me disse? Precisava ser outra pessoa pra sentir tesão por mim? – talvez a parte mais magoada da fala. Ela confiava em Juan... Confiava em Anne. Eles não pareciam confiar nela, seja lá o que aquilo fosse.

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    Mensagem por Wordspinner Qua Jan 13, 2021 1:52 pm

    Ele tenta responder mais de uma vez, mas não consegue. Exceto quando ela fala sobre tesão. "Hey Sam, eu não tenho problema nenhum com tesão. Mas Anne não tinha muitas chances com você. Cara, Sam, eu sou o lobo. Foi sem querer por sinal. Era pro bar estar vazio e foi... já tá tudo certo né? O corte nem foi tão ruim. " Ele anda na direção dela. "Eu sou um cara também, quando eu quero. Mas é verdade. Eu nasci Anne Frank." Ele pega a garrafa e da um gole longo.

    "Quando eu sou Juan eu tenho todas as peças funcionando do jeito que você bem sabe. Na real eu nem sou a única." É estranho ouvir a voz dele dizendo isso. Falando como se fosse... Mas tinha um alívio tão grande. "Sam, do jeito que as coisas são você vai precisar de proteção e eu não vou poder fazer isso. Mas a gente resolve isso depois." Ele se senta em uma almofada grandona. "Quando eu disse que eu sou o lobo é sério." A mão dele estala. As unhas crescem rápido e formam pontas grossas. Ele arranha a parede com elas e no momento seguinte a mão volta ao normal. Ele tá olhando para ela com expectativa. "É fodão, eu sei. Mas você não é assim. Pelo cheiro, você deveria, mas acho que o bebê tá no caminho. As vezes isso acontece."

    Ele estica a mão para Sam como se fosse um convite. Palma aberta. "Podemos, por favor, conversar mais de perto?" Em um instante, lá está Anne de novo. "Preciso responder a sua pergunta sobre tesão um pouco mais detalhadamente." Ela não avança na direção de Sam como ela esperaria depois de ser olhada dessa forma. Ela se contem. Como a corda retesada de um arco. Vibrando sem sair do lugar.
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    Mensagem por Bastet Qua Jan 13, 2021 3:51 pm



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    - Um lobo, um cara e uma mulher – falava, enumerando tudo o que o homem tinha dito, um pouco incrédula – Eu não sou de gostar de alguém, mas quando gosto... Eu capricho, heim? – comentou, talvez o “caprichar” fosse por ele (ou ela) ser maluco como Sam... Ou por realmente ter aquela pluralidade de “eus” dentro de uma pessoa só.

    Logo viu a mão de Juan se transformar... Unhas... não, garras, longas e afiadas. Poderosas.  Samantha se aproximou, instintivamente, para ver aquilo... Mas a mão selvagem se tornou uma mão masculina... E uma mão feminina. Anne estava a sua frente agora. – Puta que pariu, Anne – a mulher tava até tonta com o tanto de coisa acontecendo ali. Aceitou o convite. Pegou na mão da outra mulher e se sentou ao seu lado, na grande almofada, encarando os olhos selvagens de Anne.

    A beija sem aviso. Intensa. Como que querendo ter certeza que Anne era real... Que não tava sonhando ou alucinando. – Quando Juan dizia que ia me partir ao meio não tava brincando... – murmurou, uma piada de péssimo gosto, em péssima hora... Mas que fez a mulher dar uma risada baixa, respirando fundo. Pegou na mão da mulher  - Você... pode fazer novamente?

    Enquanto isso, falava:

    – Um lobo...Você é selvagem igual um, realmente... Por isso nunca me aproximei, não por “não ter chance” comigo...


    Spoiler:
    Turno patrocinado pela minha aula online chata hahaha

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    Mensagem por Wordspinner Qui Jan 14, 2021 11:18 pm

    "Até parece que você tem medo de coisas selvagens." Ela olha Sam de cima a baixo. "Sério, eu to pelada na sua frente e você quer ver minhas unhas?" Ela ri. A mulher passa uma perna por cima de Sam e logo está por cima da outra. Os olhos mudam de cor e formato. "Eu posso te mostrar um monte de coisas. Um monte de coisas incríveis." Quando ela diz isso as luzes apagam. Ela gargalha com a reação de Sam e a luz acende de novo. Mas nessa luz a mulher é outra completamente diferente. Maior. Os músculos marcados sob a pele. Mas não só. Ela era maior.

    As mãos eram maiores e tinham garras como as que ela viu antes. Dentes longos como presas. Olhos ferinos enormes. Os ombros eram mais largos e ela estava mais alta. Mais pesada. Parecia mais forte também. As marcas e as cicatrizes ficavam melhor no corpo mais bruto. "Você nunca ficou com uma garota assim." As mãos dela pousam nos peitos de Sam. Mas não se movem muito. Ela as expõe enquanto sente o corpo da outra. Os olhos se fecham por um instante enquanto ela saboreia o cheiro de Sam. "Diz que essa cara que cê tá fazendo é porque quer me fuder e não me desenhar." Ela abre os olhos e encara Sam.

    Alguma coisa dentro dela para sair da porra da frente. Mas sair da frente do que?
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    Mensagem por Bastet Sex Jan 15, 2021 1:28 pm



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    Samantha chegou a ensaiar um “Eu não tenho medo”, mas logo Anne estava sobre ela, próxima demais.  As mãos vão instintivamente para as ancas da outra,  descendo até a bunda enquanto ela falava. – Então me mostra... – murmurou, começando a se inclinar para beijar a mulher de olhos ainda mais selvagens... Depois teria tempo para perguntar mais sobre aquilo... Afinal, precisava da “resposta sobre o tesão” que Anne havia prometido.

    Apesar da intenção, antes que pudesse chegar nos lábios tão desejados, a luz apagou e acendeu num instante, fazendo a mulher arregalar os olhos e abrir um pouco a boca em susto e admiração ao ver Anne naquela forma. Sentiu o corpo dela mais pesado sobre o seu, seus músculos... A bunda crescer e ficar mais dura sob suas mãos.

    - Puta que me pariu... – disse apenas, a observando e, ao ouvir o que ela dizia,  deu uma risada – Sempre tem a primeira vez, né? – Sam ergue um pouco o queixo, quando Anne aproxima o nariz dali... E suspira. A vontade de correr, que devia estar ali em algum lugar, sendo substituída pelo desejo. Desejo que Anne podia certamente sentir com seu faro. O medo daquela figura intimidadora sendo lavado pela vontade de sentir aquele corpo nu contra o seu.

    Sam encarou Anne quando ela o fez... Não era tão imponente, nem de perto tão grande... Ou estranhamente sexy... Mas era abusada.

    Ergueu uma das mãos que estava meio estática na bunda da mulher, dando um tapa firme e sorrindo – Eu não quero te desenhar – murmurou, perto dos lábios dela, mordiscando de leve. Começou a explorar aquela boca cheia de dentes perigosos, com fulgor.

    Tentou forçar um pouco o corpo, pra ficar por cima, mas certamente não conseguiria sem Anne colaborar.

    Spoiler:
    Eu não prolonguei muito a cena pois não tenho certeza como vocês lidam com o sexo na mesa. Achei melhor deixar você conduzir essa parte, mestre.


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    Mensagem por Wordspinner Sab Jan 16, 2021 11:23 am

    Por um segundo parece que Anne vai deixar ela mudar de posição. Que ela vai deixar Sam ficar por cima, ela se deixa virar e então continua o movimento até estar em cima de Sam no chão. Uma mão no ombro dela. A outra afunda os dedos na camisa de Sam. As garras furando o tecido. " Você tá vestida de mais para ficar por cima." Ela rasga a peça puxando lentamente. Os olhos o tempo todo grudados nos dela. O som do tecido partindo. A sensação das garras raspando na pele. O sorriso faminto no rosto de Anne.

    Anne era mais alta agora. Mais alta que Sam. A mão que arrancou a camisa puxa o sutiã para baixo e o corta no mesmo movimento. Ela sorri com a destruição. O rosto chega bem perto do de Sam. Ela respira o mesmo ar que a outra. Finalmente os lábios se tocam. Anne é maior do que o esperado ali também. A boca era agora cheia de pontas. Mais cheia de espaço. Sam sente o corpo da outra pressionando o dela no chão. O peso muda quando ela muda de posição. Fica mais leve. Uma das mãos de Anne se enfia por dentro da calça. O botão salta quando ela abre o jeans de Sam. As garras arranham a pele sensível.

    Anne trás as garras de volta para cima. Uma gota vermelha suja o rosto dela. "Sem dedos por enquanto." Ela muda o peso de novo levantando o corpo. Se afastando. Ela fecha os olhos sentindo as mãos de Sam. As cochas dela apertam o corpo de Sam, enquanto Anne se empurra contra ela. Os olhos selvagens fechados enquanto ela encaixa o próprio corpo no de Sam. "Se você pudesse sentir..." A voz era lenta. O corpo se movendo enquanto ela falava. Com a mão direita ela segura o pulso de Sam e coloca seus dedos na boca. A língua quente se movendo entre eles. A pressão que ela faz sugando...

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    Mensagem por Bastet Dom Jan 17, 2021 2:22 am



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    Sam fica surpresa quando consegue mudar de posição tão fácil... Mas o triunfo não durou muito tempo. Os corpos rolaram mais uma vez, direto pro chão, com Anne por cima novamente. Sam deu uma risada, mordendo o lábio ao ouvir o que Anne dissera.  Começou a erguer os braços pra ter a camiseta tirada, mas Anne tinha outros planos.  Com os olhos vidrados no seu, a outra mulher rasgou cada pedacinho de roupa que ela vestia na parte superior do corpo. A pele por baixo da camiseta era ainda mais branca, com algumas pintinhas espalhadas pelo torso, como uma constelação desconhecida.  Os seios eram relativamente pequenos, o abdome talvez um pouco magro demais.  

    Mas Anne já conhecia bem aquele corpo.

    Quando as mãos grandes descem até suas calças, a mulher sente a respiração de Sam descompassar de leve. Ela fecha os olhos quando, ao invés de abrir, Anne enfia a mão dentro da calça, e geme de levinho quando as garras tiram um pouco de sangue de sua pele. Ela tenta afastar um pouco as pernas, mas as cochas de Anne a travam e a mão que estava num bom lugar sobe. Sam chega até a rosnar de leve, em frustração, sem perceber.

    - Me faz sentir, Anne... hmm – o corpo pressionado no seu, Sam sobe as mãos pelas coxas de Anne, a trazendo pra mais perto.  Uma das mãos é puxada pela outra, que chupa seus dedos com uma habilidade que a mulher sabia muito bem que a Anne (no caso Juan) tinha. Ela geme involuntariamente, levando a mão livre da parte externa para a parte interna da coxa de Anne... Passeando os dedos pela sua virilha... Tocando em todo lugar, menos onde ela provavelmente queria naquele momento, em uma espécie de provocação.

    Se sentisse que Anne estava úmida, começaria a tocá-la em sua intimidade,  passando os dedos por toda ela pra umedecê-los e dando uma atenção especial ao seu pontinho de maior prazer. Queria arrancar uns gemidos da mulher...

    - Tenho uma vantagem em ter dedos pequenos aqui...- Sam tinha um sorriso safado no rosto... Aumentando a intensidade das carícias.


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    Mensagem por Wordspinner Ter Jan 19, 2021 3:56 pm

    Anne continua se movendo sobre a mão de Sam. Ela segura os ombros da morena com força. Mas em um segundo ela muda. As mãos vão para o chão ao lado do rosto de Sam. O rosto de Anne se aproxima do dela. Bem perto. Os narizes se tocam. A testa apertada contra a dela. "Não para... Mais..." tinha um tom de urgência e suplica na voz dela. Os segundos parecem se amassar uns nos outros. O suor. Os sons. Olhar intenso de Anne até ela explodir em movimentos. Seu corpo se contraindo contra a vontade. Apertando a mulher debaixo dela. Sam ouve as garras raspando o chão. A outra respira fundo como se tivesse prendido a respiração por tempo demais. Ela desaba.

    O peso do corpo sobre Sam. O calor. As pernas tremendo. Frouxas. Subitamente isso muda. Ela se empurra para baixo. O rosto vermelho de Anne se enterra na virilha de Sam. As mãos puxam a roupa e seguram suas pernas. A língua era grande demais. Os movimentos eram delicados e lentos. Como se saboreasse algo raro. O resto do corpo se movia com urgência.

    Em algum momento Anne a tirou do chão e puxou para um colchão. Quando Sam chega ao climax a outra continua até ser arrancada dali. A expressão perdida no rosto por um tempo. Até o rosto mudar. Um curto instante e era Juan ao seu lado. Juan sobre ela. Dentro dela. Os dois tiravam alguma enorme satisfação do prazer de Sam. Como se fosse uma competição e ela estivesse tentando quebrar o recorde mundial.

    ----

    Já estava escuro quando Sam abre os olhos de novo. Não se lembrava de ter dormido. Anne estava ao seu lado a cutucando no rosto com o dedo enquanto mastigava. "Salame?" Ela oferece uma fatia de um prato de plástico. "Temos mais um monte pra conversar. O mundo aí fora é perigoso e eu não posso proteger você. Vocês. Não o tempo todo. Tem gente que nem eu. Só que escrota pra caralho aí fora e tem coisas ainda mais assustadoras. Umas porras alienígenas... Não de fora da terra. As vezes sim. Mas nada tipo ficção cientifica, saca? São monstros. Vão parecer monstros pra você..." Ela coloca outra fatia na boca. Ela lambe os lábios. "Ainda to com seu cheiro. Ela lambe os dedos e relaxa ao seu lado.
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    Mensagem por Bastet Qua Jan 20, 2021 1:48 am



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    Dormia igual uma pedra na cama de Anne.  Nas horas anteriores, a outra mulher tinha virado ela do avesso, com sua língua grande e cuidadosa e com seu corpo cheio de tesão e uma ferocidade extremamente sexy aos olhos de Sam. A Sangue de Lobo se entregou ao momento completamente, dando tudo aquilo que o corpo de Anne anseava... E devolvendo o prazer que ela lhe proporcionava.

    Apesar disso, a Loba sabia como quebrá-la. Deu prazer até Samantha se derreter toda na cama, suada, cansada e toda melada... E continuou, revezando entre sua forma feminina e masculina... Fazendo a mulher chegar lá tantas vezes que apagou sem nem perceber.

    Ainda nua, com o corpo colado na malha do lençol da cama, ela abriu um dos olhos quando sentiu um dedo cutucando sua bochecha. Resmunga qualquer coisa, principalmente quando sente o cheiro forte do salame. A criança dentro dela com toda certeza ia viver de vento, pois todo tipo de comida andava a enjoando... Só que seu corpo, só com uma xícara de café que tomara na vila, produziu um som extremamente desconfortável vindo das profundezas de seu estômago faminto, após aquele dia cansativo e as horas de exercício extra com Anne.

    - Nossa... – Sam enfiou a cara no colchão novamente e riu do “rooiiinc” do estômago. Esticou o braço pra pegar um pedaço de salame e enfiou tudo na boca, torcendo pra criança não fazê-la correr para o banheiro.  Por sorte a fome tava maior.

    Se sentou, com a cara toda amassada e o cabelo meio grudado de suor  e ouviu o que Anne começou a dizer, suspirando. Por um momento tinha esquecido de tudo aquilo, de Anne sendo um lobo... De ela sendo Juan. E, aparentemente, tinha mais coisas como ela... E coisas piores.

    - Monstros fora da minha cabeça... Eu não sei se acho isso bom ou ruim – ela disse, pegando mais uma fatia do salame – Mas eu não sou como você, né? Bem, você disse que sou, mas eu não tenho garras e essas coisas... Você acha que mesmo assim esses monstros podem vir atrás de mim? – perguntou e pensou um pouco – Ou é o bebê? Eles podem querer o bebê? Por ter seu sangue? – ficou um pouco mais preocupada, apesar de ainda não conseguir colocar tudo aquilo na categoria do “real”. Sua mente tava começando a processar a coisa toda sem o tesão.

    - O pessoal lá da vila é como você? Aqueles lobos... Eles viram gente também? Eu achei que eles iam me comer... E não comer de forma gostosa igual essa loba aqui me comeu – a puxou pra mais perto quando ela deitou, dando uma risadinha com a última coisa que ela disse. Pegou a mão que Anne lambe, cheirando um dos dedos e lambendo ele lentamente, com um sorriso sacana. – Meu gosto também... – se inclinou para dar um beijo doce nela.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Jan 21, 2021 4:44 pm

    "Você tem o nosso sangue. É mais uma ligação espiritual. Uma conexão. Sacou?" Ela pergunta mastigando. "A gente tem um monte de regras e agora meu povo sabe que cê sabe tudo. Não tudo que ninguém sabe tudo. Eu já passei pela mudança. Talvez cê nunca passe. A mudança é um terror quase sempre. Pouquíssima gente tem sorte, não ouvi falar de nenhum. Mas deve ter." Agora ela estava séria. a palavra mudança a fez ficar completamente séria.

    "Tem uns caras que vão querer te matar porque cê pode passar pela mudança. Porque o bebê pode passar pela mudança. Muita gente odeia o meu povo. Vocês são mais frágeis. Mais fáceis de matar. Tem outros inimigos também. Alguns gostariam de tomar qualquer um com o sangue do povo para eles." Ela mastiga mais devagar. Pensando nas palavras de Sam. Até que ela recebe o beijo da morena. Ela pisca. Sorri relaxada. "A galera da vila são os Uivadores. Seis Uivadores. Os lobos são de verdade e nem viram gente. Mas algumas das pessoas lá viram lobos. Não as crianças. Mas relaxa, aqueles lobos são alcateia com eles. Nunca vão machucar as crianças. Vão morrer antes disso." Um brilho lascivo se forma no rosto dela. "Você tem um gosto bom demais para não dividir. Que cê acha? Não ia ser divertido me dividir com alguém?"

    --

    Anne devolve Sam para sua casa temporário. "Amanhã eu vou tá bem ocupada mesmo. Mas se precisar de carona é só falar com alguém aí. Nicky dirige muito bem e o James é um fofo. Jay não bate, mas é uma viagem horrível." Ela fala como se fosse se despedir, mas segura Sam na entrada da vila e não a solta. "Cê toma muito cuidado tá? Eles são ótimos aqui, mas se aparecer um outro... Cuidado só. Bastante. Não quero ter que bater em ninguém pra te pegar de volta." Ela segura na camisa que emprestou para Sam enrolando um dos dedos no tecido. Ela nem desceu da moto, só passou uma das pernas por cima. Ela sorri sem graça, com vergonha. Mas se esforça para chegar com o rosto mais perto do rosto da outra.
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    Mensagem por Bastet Qui Jan 21, 2021 7:24 pm



    Samantha
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    Sam ouve o que a outra dizia, se ajeitando  no colchão e olhando pra estante cheia de cacarecos em uma das paredes dali.  Assentiu quando Anne perguntou se ela tava acompanhando a explicação, olhando pra ela – Será que minha mãe era como você? Ou como eu? Talvez ela tenha vivido aqui no meio de vocês e a gente nem sabe... – era incômodo pensar naquilo. Se a mãe fazia parte de um povo tão unido como grupo, por qual motivo a teria abandonado daquela forma?

    Os devaneios foram interrompidos quando a mulher falou da tal mudança. Os olhos ficaram mais atentos em Anne, quando percebeu que ela ficou mais séria. – Então não nasceu com garras e a coisa toda... Espera, você era como eu? Era isso que você disse que o bebê podia ter ficado “no caminho”? Oh... Eu posso me tornar... Como você? Vocês se chamam como? Lobisomens mesmo? Ou isso é coisa de TV e ficção? – muitas perguntas seguidas... Muitas dúvidas pipocando na cabeça da mulher recém inserida nesse mundo.

    Quando o assunto de um possível assassinato surgiu, Sam se sentou novamente, inquieta. Apenas assentiu, digerindo a informação de que podia estar mesmo em perigo.  Olhou para a arma em cima da porta do galpão e para Anne – Você podia me ensinar a ficar menos fácil de matar...

    ---

    Após o beijo, Anne surgiu com uma proposta curiosa – Hmm, na cama ou na vida? – perguntou, com uma risada – Sabe que nunca participei de um ménage? Eu topo se a outra pessoa for tão boa de cama quanto você...

    ----

    Ao chegarem na entrada da vila, Samantha tira o capacete e o entrega pra Anne, ajeitando a mochila nas costas. Quando a mulher começa enumerar pessoas que dirigem bem, ela assente. Estava um pouco sem graça... As duas estavam.  –Anne... Obrigada – diz, começando a se afastar... Mas a outra a segura pelo braço e fica de frente pra ela, recostada na moto.

    Ficou levemente corada com as palavras dela, dando um passo em direção à mulher. Falou bem perto do rosto dela – Eu vou ficar bem... Nós vamos... – a voz era bem baixa. As mãos envolvendo a mão dela, tão ansiosa em sua blusa, e pousando em seu ventre – Volta, tá? – pediu, baixando o olhar. Sorri quando sente o rosto da mulher mais próximo. Encostou os lábios nos dela, em um beijo estalado e rápido.

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    Mensagem por Wordspinner Seg Jan 25, 2021 3:18 pm

    Sam escreveu:...vivido aqui no meio de vocês e a gente nem sabe...

    Ela olha bem para Sam. "Pode até ser. Mas você bem pode ser a primeira. A gente pode procurar algum vestígio dela depois. Que cê acha?"

    Ela ri com as outras perguntas de Sam. "Nos temos um monte de nomes por aí pelo mundo. Lobisomens é tão ou errado como qualquer outro. O nome real a sua boca não consegue falar. Nosso bebê vai ser como você é e pode se tornar como eu. Você também pode. Tem coisas que a tv pega certo por sorte, outras coisas eles roubam das lendas certas. Quando eu não tinha passado pela mudança eu conseguia ouvir coisas dos dois lados. Era assustador demais." Ela se arrepia com a lembrança.

    "Posso te mostrar o que fazer para morrer mais devagar sim. Mas você vai me odiar quando eu estiver te ensinando..." Ela fala isso como um convite.

    --

    Quando Sam fala sobre o ménage. "Essa resposta é muito canalha. Não tem ninguém melhor que eu. Mas talvez ache alguém que possa chegar perto. Sabe, as vezes a gente fica com muita vontade depois de caçar. Já fiz umas coisas bem loucas no calor do momento. Sabe, eu conheço uma garota que faz o mesmo truque que eu... "

    --

    Anne sorri no beijo de Sam. "Não morre, hein?! Eu volto depois."

    Ela demorou alguns dias para voltar.

    Os lobos ignoravam ela a maior parte do tempo. Se ela não chegasse perto da comida deles, os animais nem se importavam com ela. Já as crianças adoravam ficar olhando ela. As menores não falavam, pelo menos não em inglês. Já Ilona, Jason e Arys a chamaram para estudar, fazer guerra de paintball, pista de obstáculos com bolo, desenhar e até para treinar com cadeados. Aparentemente abrir cadeados era um dos jogos mais importantes do acampamento de verão deles. Estava quase chegando. As crianças queriam estar prontas. Eram pestinhas competitivos.

    --

    "Anne disse que vem hoje, ela já deve estar chegando." Era um Jun com um sotaque forte e uma bandeja de café da manhã. Lá fora as vozes altas os uivos das crianças. Ele sorri, mas os uivos fazem ela lembrar dos lobos que seguem as crianças. Eles apareciam só as vezes e nunca dentro da vila. Mas Sam viu eles bem do lado de fora. Feitos de fogo prateado. Eles ficavam esperando do lado de fora. Rondando o lugar. Esperando. Ninguém parecia ver ou se importar. Exceto Sebastian que os tocava todos os dias no anoitecer e Jun que os vigiava de longe, curioso.

    "Ela disse que já teve a conversa com você. É muito difícil? Viver a vida toda sem saber?" Ele parecia curioso. Como se não fosse capaz de imaginar como Sam viveu. Como se Sam nunca tivesse ouvido falar de internet ou eletricidade antes.
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    Mensagem por Bastet Seg Jan 25, 2021 7:08 pm



    Samantha
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    Samantha assentiu quando Anne sugeriu que procurassem vestígio da mãe dela. Ficou um pouco pensativa... Era algo que não costumava cogitar muito. Já tinha aprendido a ser só ela. Mas...E se?

    Por sorte outra curiosidade surgiu na mente de Sam... Uma mais absurda e real naquele momento.  – Sério? Imagino... Eu... Eu acho que via. Antes de começarem a me entupir de remédios. Sei lá como vai ser agora...Nem me lembro direito o que...Mas depois do que vi hoje, certeza que eu não tinha uma  imaginação fértil. Sua família sabia dessas coisas? Ou você foi a primeira? – perguntou, curiosa. Querendo conhecer um pouco mais do passado de Anne.  

    ---

    Por fim, entraram no assunto da defesa. – Provavelmente eu vou... Mas imagino que as mãos grandes que tavam em mim agora pouco sejam boas em massagem também. Tudo se resolve com uma boa massagem... Ou com um tal Menage que você parece querer tanto – deu uma risada, se sentando no colchão para espreguiçar as costas – Vocês tem um clubinho de garotas que conseguem fazer pirucóptero é? Quem? Eu conheço? – a olhou por sobre o ombro – Então lobos são tudo tarado?  Cê tá me perguntando se eu tenho problema com isso? – os olhos afiados nos da loba.

    ---

    Sam sorriu e prometeu não morrer, no dia que Anne a deixou de volta na vila dos Seis Uivadores.  Ganhou uma casinha toda ajeitadinha emprestada,  no que devia ser a garagem de uma das casas grandes dali. Agradeceu imensamente pela privacidade, o que tornou aqueles dias no meio de estranhos menos assustadores.

    Ela ficou maior parte do tempo, que não estava no trabalho, com as crianças maiores, ajudando com os estudos, principalmente em biologia e ciências em geral. As menores invadiam a casa às vezes, mas, apesar de não ter tanto jeito, não se importava. Nas competições ela não era tão ativa, mas curtiu a tal brincadeira de arrombar cadeados.

    Com os adultos ela convivia, pelo menos, no café. Achava uma forma de ser mais agradável aparecer no café, afinal, todos estavam sendo bem legais com ela.  Talvez estivesse entendendo um pouco do caos dali... Embora não se sentisse tanto parte dele.

    Naquela manhã, Sam estava colocando algumas coisas na mala que levava pro trabalho, quando Jun apareceu. Ela indicou que podia entrar se ele quisesse.  Tinha intenção de ir até Sebastian pra falar sobre os Lobos, mas sorriu quando viu o menino levando a bandeja.

    - Ô, sério? – pegou o celular pra ver se ela tinha mandado alguma mensagem - Senta aí – disse, ao ouvir a pergunta do menino. Fez uma careta ao ver suco de laranja e mel na bandeja, obra de Ilona que andara estudando sobre coisas que grávidas deviam comer.  – Come comigo? – perguntou, agradecendo por tomar um café tranquilo naquela manhã. Pegou apenas o suco, começando a beber. Torcendo pra ter café preto e forte lá fora.

    - Eu não sei se foi difícil viver sem saber... Foi difícil lidar com pessoas que não me entendiam... Enquanto eu também não – respondeu – Sabe? Tipo... Olha os pequenos da Amy. Imagina se eles saíssem imitando lobos e uivando numa família “normal”. Crescer com os olhos ignorantes julgando, médicos estudando... É foda. – tentava contar, sem falar muito sobre si. Era uma tática que estava a ajudando nesse trato pessoal nos últimos dias.

    - Como foi nascer no meio disso tudo? – mudou o assunto pra ele. Curiosa... Talvez seu filho tivesse essa sorte.


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    Mensagem por Wordspinner Ter Jan 26, 2021 12:20 pm

    "Minha família não sabe de nada. São um bando de roceiros supersticiosos. Achavam que eu ouvia os mortos e isso botava muita pressão em mim. Com o tempo a gente percebeu que tinha alguma mais errada que ouvir os mortos. Mas não tinha grana pra remédios não. Era... ruim." Ela morde o lábio pensativa. Depois ri para Sam. "Cê é doida, sabia?"

    --

    "Oh, a gente não é tarado. A gente é igual a você só que vivendo mais intensamente. A visão, o olfato, o tato, o gosto, tudo é mais intenso. O medo, porra como meu coração bate rápido garota. É tudo mais intenso. As emoções da gente fervem muito rápido e ficam em chamas por muito tempo e nosso corpo responde de uns jeitos que o seu nem pode. Tem um monte emaranhado de instintos e selvageria na gente que só quer comer, foder, matar e correr. " Ela fica animada só de falar. Como se lembrar evocasse as sensações. Como se ela realmente estivesse pronta para correr ou foder. "Então meio que sim. Somos todos tarados, mas só quando comparados a vocês. Nosso corpo também tá sempre pronto pra se reproduzir, e você sabe como é essa parte do seu ciclo." Ela pensa um pouco. "Não é um clube. Mas tem um monte de gente com esse poder, ele é bem comum, na real. Não que eu tenha testado pessoalmente isso, mas acho que é deve ser uma artimanha da Lua para a gente sempre poder reproduzir. Ou pra ser muito mais divertido. " Ela ri sem dizer de quem ela tá falando.

    "Eu não vou estragar a surpresa, mas vai ser mais difícil de acompanhar do que foi comigo. Pera, você curtiu né? A coisa de trocar? Agora eu não sei. Você prefere se não trocar? Eu acho incrível uma mudança depois da outra e os papeis trocando e você sente tudo que pode sentir. Tudo que qualquer um pode sentir com qualquer... Mas o que você achou?" Ela parece realmente em dúvida agora, como se a possibilidade de Sam não ter gostado fosse assustadora para ela.
    --

    Ele responde ao convite de Sam se sentando e pegando um pouco do mel com o dedo. Ele olha para fora como se pudesse ver as crianças. "Vão sentir falta quando você for. É viver em um mundo de segredos onde todo o resto é o seu inimigo. Exceto quem está dentro. As vezes é a melhor coisa do mundo. As vezes você só quer ser normal, aposto que entende essa parte." Ele olha para Sam esperando alguma coisa. "Mas eu nunca achei que era errado. Também sempre tive muita gente com quem dividir os segredos. Era viver em dois mundos e não podia saber do outro, muita responsabilidade para uma criança. Para um adolescente. Mas eu tenho tantos irmãos urathas e tantos parentes... Lá em Tokyo tem um colégio só com parentes. Só sangue do lobo. Super exclusivo. Um posso de loucura que parece normal para gente. Faz a gente se sentir normal quando assiste tv. Quando lê um livro. Faz a gente sentir parte sem saber que não é. Duas vezes por ano a gente recebe parentes de todo mundo para colônia de férias." Ele come um pedaço da torrada agora. "Você devia ir. Eu sei, adulta. Mas devia ir mesmo assim ver as crianças sendo crianças onde elas podem dizer qualquer coisa e não precisam fingir nada." Os olhos dele desviam de Sam. Ele olha para cima como se pudesse ver o céu. Como se pudesse ver o passado.

    --
    "To viva. Se arruma. Vamo sair!" A mensagem de Anne estava lá cheia de teias de aranha.
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    Mensagem por Bastet Ter Jan 26, 2021 3:57 pm



    Samantha
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    Ela ouve a outra mulher contando sobre a família com uma expressão séria, até preocupada. Faz um carinho distraído na clavícula dela, suspirando no fim. – Deve ter sido uma merda mesmo. Quem te tirou dessa realidade e te mostrou isso tudo? Que, bem, não era coisa de gente morta... – perguntou, curtindo saber mais sobre Anne. Logo riu quando ela a chamou de doida – É meu maior charme.

    ---

    A mão escorregou da clavícula até o seio esquerdo dela, sentindo os batimentos do coração. Sorriu, imaginando as coisas que ela disse – Deve ser assustador... E delicioso ao mesmo tempo. Você sentiu que eu tava excitada mais cedo, né? O cheiro... O gosto. Quando você falou parecia exagerado, mas acho que agora entendo.  – Anne era o lobo e o lobo era ela, ao que parecia. Apesar de a fusão disso tudo ser confusa, a veterinária entendia o que ela dizia sobre os instintos.  – Acho que pra ambos. Ser divertido e reproduzir. Eu que sei – deu uma risada mais alta que devia. – Você tem mais filhos? Com outras mulheres ou que você gerou...

    A dúvida de Anne sobre ela gostar ou não da troca de formas dela fez Sam franzir o cenho. – Não é isso, calma – riu – Anne, você me fez gozar tanto que essa cama deve tá molhada... É claro que eu gostei... Não gostei é de você me deixar curiosa agora. Vou ficar olhando pra toda guria que você me apresentar e pensar no tamanho do pau delas – mordeu o lábio segurando uma risadinha. Ficou vermelha, desviando o olhar dela, quando a risada cessou – O que eu perguntei era sobre a gente... – Se levantou, indo até a cozinha e falando um pouco mais alto. A distância facilitava falar daquele assunto - Nem sei se existe a gente na real, mas se existir, se tá tudo bem vermos outras pessoas... – começou a encher o copo na pia, esperando a resposta.

    ---

    - Eu vou sentir falta deles também... Olha que nunca imaginei que ia dizer isso – Sam confessou, fazendo uma careta enquanto bebericava o suco.  Prestou atenção da história de Jun, ficando pensativa. Talvez ser um lobo ou Sangue de Lobo te obrigasse a ter uma infância conturbada... Não importa se dentro de uma comunidade de lobos, se numa roça distante ou em um orfanato precário. Devia ser isso que tornava todos adultos que aguentam toda aquela coisa.

    - Deve ser difícil mesmo... Viver entre dois mundos, sem ter idade pra entender direito isso tudo. E essa loucura talvez seja uma loucura boa. Talvez as crianças aqui merecessem uma escola onde possam viver como elas mesmas... Não só duas vezes no ano – suspirou, pensando que talvez fosse algo a se pensar nesses meses que ia ficar de barriga – Eu vou... É incrível ver eles aqui, imagino no meio de crianças da idade deles... Tenho muito a aprender com esses pestinhas – riu, colocando o copo vazio na bancada e vendo a mensagem de Anne.

    Tô terminando de alimentar nossa cria. Onde cê tá?”, enviou e percebeu que Jun tava longe nos seus pensamentos.

    - Você vai? Quando vai ser? – a pergunta veio junto com um “creec crec” dos dentes dela em uma torrada. Detestava comer de manhã, mas sabia que precisava.

    ---

    Quando a conversa com Jun terminasse, ela avisaria sobre a chegada de Anne.  – Você tava certo – riu – Vou lá encontrar ela. – se levantou, levando a bandeja pra cozinha. Limparia quando voltasse.

    - Jun? Obrigada pela conversa. – sorriu, sem graça. Não sabia como reagir com pessoas tão legais como toda a comunidade. Por fim, saiu com ele, indo em direção ao local que Anne indicou estar.

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    Mensagem por Wordspinner Qui Jan 28, 2021 2:14 pm

    "Ninguém, eu era um cachorro de rua. Sozinha até os Mestres do Ferro me encontrarem." Ela fala sem nenhum entusiasmo. "É até charmoso sim, mas não é melhor que seu senso de humor ou..." Ela começa a enumerar. "...Sua cara de boba que acha que é brava... ou o jeito que você ronca..." Ela diz com todos os dentes a mostra.

    --

    "Não, eu tenho muito cuidado. Bom... Não que eu saiba, eu só soube de você porque voltou aqui e a gente se achou." Depois disso ela assiste Sam com atenção. "Se existir a gente? Eu to bem aqui. Olha aqui a trás, tá vendo?" Ela joga uma carta de baralho nas costas de Sam sem nenhuma cerimônia. "Cê quer um contratinho padrão? Entrar numa caixinha confortável pra te proteger?" A voz dela é cheia de humor, mas zombaria também. Algumas palavras atrapalhadas pelas rizadas.

    A mão de Anne aperta a cintura de Sam e o nariz de Anne logo se cola a orelha dela. "Me diz o que cê quer magrela e a gente se acerta. Mas eu to aqui, com você." A outra mão livre sobre pela perna, as unhas tocando de leve a pele de Sam. "Eu não vejo nenhum motivo pra perder nenhuma oportunidade e nem pra ser uma chata por aí. Pra que mais correntes quando a gente pode só dar as mãos." As mãos de Anne procurando as de Sam.

    --

    "É muito caótico se você tentar prestar atenção em tudo de uma vez só. Mas se deixar as coisas irem seguindo... é previsível." Jun ainda parece meio perdido. "Tem todo um mundo de jogos e desafios. Tem até uma cachoeira. Acho que você ia odiar os colégio. É um estilo bem livre de ensino. Livre demais até. Ah, eu e as crianças vamos no primeiro dia de férias escolares. Um mês e umas duas semanas, algo assim." Ele começa a contar nos dedos e desiste sem achar importante realmente saber.

    --

    Jun faz uma reverência e olha Sam com os mesmos olhos azuis de todos os outros Crestwood.
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