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    Mensagem por scorpion Dom Maio 16, 2021 6:15 pm

    Como um detetive muito conhecido na cidade e um telepata assumido, Adam Mayer era sempre contratado para os mais estranhos tipos de casos. De esposas infiéis a ladrões de conversíveis, Minder em sua pouca idade já tinha experimentado de tudo, menos uma coisa: casos envolvendo Supers. E foi com a estreia disso que a manhã de Minder começou.

    Uma ligação de uma detetive do NCPD irrompeu pela manhã, convidando o detetive telepata para um café da manhã, onde ela precisava discutir com ele algumas coisas e talvez precisasse da ajuda dele. Este tipo de convite sempre era interessante, pois trabalhar diretamente para a cidade podia render não só uma boa reputação, como os ordenados poderiam até ser mais altos, tendo em vista que vinham do poder público, então vinha do orçamento público. E em uma cidade corrupta como National City, o dinheiro "nunca vinha pouco".

    Os dois se encontraram em uma cafeteria próxima à Orla de National City. Ela já estava lá quando ele chegou, tomando uma xícara de café e esperando o prato do dia. Quando viu Adam, ela acenou pra ele e perguntou o que ele queria comer. O nome da mulher era Det. Elisa Bates.

    ELISA BATES:
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    Após cinco minutos de conversa, Adam conseguiu espionar a mente da detetive e descobriu o que era tão bombástico que não poderia esperar: National Lad estava morto! O Garoto Prodígio, o "Estagiário" do National Man.... o próximo a vestir a capa e ser o grande herói americano foi assassinado.

    Aquilo por si só já era algo alarmante. National Lad, apesar de ser muito jovem, era extremamente poderoso. O garoto era a prova de balas e podia erguer um prédio acima da cabeça. Quem quer que o tenha matado não era pouca merda. Deveria haver um vilão peso pesado para aparecer logo.

    Elisa: Então, detetive Mayer, é isso. Nós estamos estancados.... há poucas pistas no local e a única possível testemunha era uma garota que foi carbonizada também. National Man e National Lady estão rodando o globo atrás de pistas e de seus antigos inimigos, especialmente os manipuladores de fogo. Eu nem devo mencionar que isso que estamos conversando não deve sair daqui. O prefeito e o departamento de polícia querem manter sigilo total sobre isso. Assim que vier à público, tememos que o caos possa vir a ser instaurado. As pessoas ficaram inquietas, inseguras... e também haverá interferência possivlmente até do presidente dos EUA.

    Ela bebeu um gole do cafe e pegou um cigarro, oferecendo outro a ele.

    Elisa: Importa-se de eu fumar? Então.... Os Nationals vivem em National City pois esta cidade é o centro comercial mundial e, por alguma razão, toda porra de super ser resolve estacionar por aqui. Só não podemos esquecer que a maioria dos heróis daqui defendem esta cidade e arredores, mas os Nationals.... os Nationals nos defendem como país de ameaças exteriores. Tem noção do tamanho que isso pode chegar?
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    Mensagem por Alexyus Qua Maio 19, 2021 4:51 pm

    Adam sabia que investigar outros superseres era arriscado, pelo nível de poderes que poderia estar envolvido. Não era medo, mas uma cautela que o mantinha longe desse ramo; era possível lucrar bem lidando apenas com civis.

    Por outro lado, colaborar com a polícia da cidade era uma boa forma de melhorar sua reputação, tanto com os tiras quanto com a população em geral. Quando recebeu o telefonema da detetive Elisa Bates, ele ouviu com atenção e aceitou com prazer encontrar-se com ela. O lugar escolhido por ela mostrava que sua participação seria extra-oficial, mas mesmo assim ele não recusou.

    Ele cumprimentou-a com amabilidade e aceitou comer o mesmo que ela. Sentou-se à frente da detetive Elisa, olhando profundamente nos olhos dela, um gesto de ato-reflexo que antecipava a invasão mental dele nela.

    Como o assunto parecia confidencial, ele propôs conversar mentalmente com ela, escapando de qualquer ouvido espião ou curioso que estivesse lhes espionando.

    Elisa escreveu:Elisa: Então, detetive Mayer, é isso. Nós estamos estancados.... há poucas pistas no local e a única possível testemunha era uma garota que foi carbonizada também. National Man e National Lady estão rodando o globo atrás de pistas e de seus antigos inimigos, especialmente os manipuladores de fogo. Eu nem devo mencionar que isso que estamos conversando não deve sair daqui. O prefeito e o departamento de polícia querem manter sigilo total sobre isso. Assim que vier à público, tememos que o caos possa vir a ser instaurado. As pessoas ficaram inquietas, inseguras... e também haverá interferência possivlmente até do presidente dos EUA.

    Ela bebeu um gole do cafe e pegou um cigarro, oferecendo outro a ele.

    Elisa: Importa-se de eu fumar? Então.... Os Nationals vivem em National City pois esta cidade é o centro comercial mundial e, por alguma razão, toda porra de super ser resolve estacionar por aqui. Só não podemos esquecer que a maioria dos heróis daqui defendem esta cidade e arredores, mas os Nationals.... os Nationals nos defendem como país de ameaças exteriores. Tem noção do tamanho que isso pode chegar?

    "Se quiser, posso implantar sugestões telepáticas que lhe tirem a vontade de fumar, Elisa. Mas fique à vontade para fumar se realmente quer fazer isso. Quanto ao caso em questão, eu estou bem ciente da escala que isso poderia tomar. Nível global, eu diria. Acho intrigante que quem quer que tenha feito isso não tenha assumido os créditos logo, afinal se é tão poderoso assim, por que se esconderia? Abra sua mente e me permita visualizar a cena do crime através de suas lembranças, talvez juntos possamos achar alguma pista que tenham deixado para trás. Depois vamos rever também a morte da garota calcinada. Quando acabarmos aqui, eu gostaria de investigar as relações mais próximas dos dois jovens, aqueles que provavelmente já foram interrogados por vocês, mas em vez de interrogatório tradicional, eu usarei algo que envolve mais cabeça e menos palavras."

    Enquanto sua mente penetrava na de Elisa, Adam sorriu e pediu pudim de sobremesa e um café. Sua aparência externa era como dois amigos ou conhecidos tomando uma refeição, disfarçando completamente a relação telepática deles.
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    Mensagem por scorpion Sex Maio 21, 2021 5:29 pm

    As coisas na verdade não saíram exatamente como o detetive psíquico pensaram. Ela parecia não ter aceitado nem um pouco bem a situação, porém, o detetive conseguiu ler pensamentos superficiais na mente dela (1 grau de sucesso).

    Ele pôde ver o rosto de uma bela mulher latina, acordando de manhã e abrindo os olhos, dizendo algo em espanhol para ela, mas ele reconheceu o nome de Elisa.... Não precisava ser um gênio para perceber que a detetive era homossexual ou talvez até bi.

    Quando ouviu a mensagem na mente, ela não reagiu bem. Sacudiu a cabeça e logo Minder percebeu que ela tentaria expulsá-lo de sua mente.... também percebeu que ela ficou tão irritadiça que sua mente logo se desligou da mulher na cama e pensou numa arma e um distintivo, dando a entender que a situação poderia se tornar agressiva. Se ia continuar tentando forçar, era uma decisão de Minder.

    Elisa: Mas que porra!? Quer sair da minha maldita mente?!

    Apesar de que as entradas de Minder não eram perceptíveis, não tinha como a moça não perceber se ele estava falando com ela. Em sua mente, ela não sabia a diferença entre ele ler e ele falar.... Caso ele saísse, ou ao menos não falasse mais nada, ela se acalmaria, mas pareceria ainda sim, bem menos amigável...

    Elisa: Olha, detetive.... eu não vou permitir você entrar na minha mente! Está louco? Eu nem te conheço! Só aceitei trabalharmos juntos porque respeito a sua reputação, então NUNCA MAIS faça isso, ouviu bem?!

    Ela continuaria.

    Elisa: Você não precisa ler a minha mente para investigar a cena.... Nós iremos lá depois daqui. Eu só lhe chamei num local neutro porque se você não aceitasse, você não teria acesso ao local. E então.... será que podemos continuar de maneira ética?
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    Mensagem por Alexyus Sab Maio 22, 2021 2:04 pm

    Adam permaneceu imperturbável diante da reação exaltada da detetive Elisa.

    - Me pareceu que você preferiria conversar mentalmente do que expressar o que sabe em voz alta. Mas seja como preferir, detetive. Eu realmente gostaria de ver a cena do crime, e não tenho interesse em sua vida pessoal... ao contrário do que as pessoas pensam, eu não bisbilhoto mentes gratuitamente.

    Inabalável dinte da pergunta intimidadora da detetive, Minder disse:

    - A  ética sobre investigações telepáticas é incrivelmente nebulosa, o que me permite um raio de ação bastante amplo. E acredito que foi pro minhas super-habilidade mentais que você veio em busca do meu auxílio. Então a minha dúvida é se você vai me dar carta branca para gir como quiser ou eu trabalharei sempre ao seu lado de modo oficial e terei que esperar sua permissão para usar telepatia.
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    Mensagem por scorpion Seg Maio 24, 2021 11:43 pm

    Elisa bebeu um pouco de café enquanto ouvia as palavras de Minder.

    Elisa: Eu fico feliz de ouvir isso. E entenda... eu não tenho nada o que dizer dos seus métodos e principalmente dos seus resultados. Eu só não quero você na minha mente, porque enfim.... acho isso muito particular. Mas se você vai fazer isso com os outros, bem... desde que seja pro bem do caso, isso é com você.

    Os dois terminaram de comer e ela o guiou até o carro dela. Não era um carro grande coisa, mas a vida de detetive também não era a de nenhum milionário, então dava para o gasto.

    Ela dirigiu até a cena do crime e no caminho puxou um pouco de assunto com o detetive, que logo percebeu que ela tinha algum tipo de descendência hispânica pelo seu sotaque....

    Elisa: Olha, Minder... certo? Me desculpe por ter sido rude com você lá na cafeteria. Fui eu quem pediu sua ajuda e eu só quis estabelecer certos limites. Mas se vamos ser parceiros, é bom que comecemos com o pé direito. Pegue.... comprei isso pra você.

    Ela jogou no colo dele um saco com umas rosquinhas que ela deve ter comprado na cafeteria. Rosquinhas pra fazer patrulha.... irônico?

    Elisa: E então...? Como foi que você ganhou essas suas habilidades? E o que te fez querer ajudar as pessoas ao invés de, você sabe...? Usar isso pra chantagear, ou até mesmo pra roubar senhas de cofres e bancos? Tipo.... você poderia ganhar muita grana com o que faz, mas escolheu essa vida sofrida de detetive.... ganhar o pão de cada dia. Porquê?

    Eles ainda iam conversar por alguns minutos até chegarem à cena do crime. Era uma casa de praia que estava praticamente toda destruída e bem chamuscada pelo fogo. Havia um caminhão de bombeiros ali e diversos bombeiros trabalhando, inclusive um dálmata. Também haviam faixas policiais espalhadas e diversas plaquinhas com numeros indicando provas. Elisa passou mostrando o distintivo e quando um policial veio parar Minder, ela explicou dizendo que estavam juntos.

    Pararam bem em frente à entrada da casa, que não tinha mais telhado nem nada, apenas as estruturas de madeira branca de uma casa de praia.

    Elisa: E então, detetive Minder... Algum palpite?
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    Mensagem por Alexyus Ter Maio 25, 2021 12:01 pm

    Elisa: Eu fico feliz de ouvir isso. E entenda... eu não tenho nada o que dizer dos seus métodos e principalmente dos seus resultados. Eu só não quero você na minha mente, porque enfim.... acho isso muito particular. Mas se você vai fazer isso com os outros, bem... desde que seja pro bem do caso, isso é com você.

    Adam falou pacientemente:

    - Muitas pessoas não entendem a diferença entre comunicação mental e leitura mental. Quando eu falo na sua mente, é como uma conversa ou um interrogatório, e eu só percebo os seus pensamentos superficiais, como uma resposta. A leitura da mente é como uma busca e apreensão, eu posso entrar nos seus pensamentos subconscientes, memórias, coisas que nem você se lembra ou percebe, e você nem notaria que eu mexi na sua cabeça. Pode confiar em mim, detetive Bates, eu não farei algo assim com você. Mas talvez alguma mensagem telepática possa ser um bom meio de transmitir mensagens sem que outras pessoas percebam? Pense nisso como uma comunicação não-verbal, mas mais eficaz que os métodos que as outras pessoas usam.

    Minder sentiu a necessidade de explicar tanto os seus poderes quanto a postura de trabalho dele, mas estava satisfeito com a acalmada que a policial Elisa teve.

    Ele a acompanhou até o carro dela, reparando no modelo mas sem fazer comentários. O sotaque hispânico dela era bem agradável, e Adam sentou-se tranquilo no banco do carona.

    Elisa: Olha, Minder... certo? Me desculpe por ter sido rude com você lá na cafeteria. Fui eu quem pediu sua ajuda e eu só quis estabelecer certos limites. Mas se vamos ser parceiros, é bom que comecemos com o pé direito. Pegue.... comprei isso pra você.

    Mayer olhou o saco de rosquinhas com pouco interesse, mas pegou uma e mordeu-o por educação. Algo no que ela disse chamou-lhe a atenção:

    - Pode me chamar de Adam, se quiser. Você não tem parceiro? Achei que os detetives da polícia trabalhassem em dupla...

    A pergunta poderia ser vista como uma invasão de intimidade, mas era relativa ao trabalho, e poderia ser importante saber se ele teria que lidar com outro policial em breve.

    Durante a viagem de carro, ela também fez pergunta de foro íntimo a ele, mas Adam não se incomodou, até gostou da curiosidade da detetive.

    Elisa: E então...? Como foi que você ganhou essas suas habilidades? E o que te fez querer ajudar as pessoas ao invés de, você sabe...? Usar isso pra chantagear, ou até mesmo pra roubar senhas de cofres e bancos? Tipo.... você poderia ganhar muita grana com o que faz, mas escolheu essa vida sofrida de detetive.... ganhar o pão de cada dia. Porquê?

    Não era uma história que Adam repetisse com frequência, mas ele respirou fundo e começou a falar:

    - Eu nasci mutante, mas essas habilidades só afloraram durante a puberdade, junto com o aumento da massa muscular, as mudanças hormonais, o desejo sexual, vieram também surtos telecinéticos e telepáticos. Levou alguns anos até que eu conseguisse controlar tudo.

    Ele fez uma pausa antes de responder a outra pergunta, que era mais rara ainda, então teve que pensar um pouco antes de responder:

    - Mesmo que desse muita grana, a vida criminosa num mundo de superseres não é isenta de riscos. Como mutante, eu fui julgado e condenado pela sociedade antes mesmo de fazer qualquer coisa, então eu ajo para que cada ato meu possa desmentir esse estigma. Nunca quis ser um policial, mas a mente humana é cheia de mistérios, e eu adoro mistérios. Além do mais, quando as pessoas ficam felizes por algo em que eu pude ajudar... bom, isso é uma grande recompensa.

    A cena de crime na casa de praia parecia uma zona de catástrofe. A detetive Elisa franqueando o acesso de Minder era uma sensação nova, afinal ele não precisaria xeretar disfarçadamente para investigar; dessa vez poderia xeretar oficialmente.

    Elisa: E então, detetive Minder... Algum palpite?

    Adam não respondeu imediatamente, ainda obsernando os detalhes da cena do crime e juntando os pedaços. Em vez disso, começou a fazer perguntas:

    - Sem dúvida, houve uma luta. Nenhuma impressão digital estranha? Amostras de DNA? Filmagens de câmeras de segurança? Rastros terrestres? Ou o agressor pôde sair voando? Alguma imagem de satélite? Sei que vocês já devem ter pensado nisso tudo.

    Minder cogitava todos os caminhos tradicionais de investigação, mas acostumado com o modus operandi extraordinário de superseres. Enquanto falava, ele ia mapeando telepaticamente todas as mentes da área, identificando o papel de cada uma, tentando achar alguém que não estivesse a vista, talvez alguma testemunha ocular.

    OFF: Rolando Investigação pra checar a cena do crime!
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    Mensagem por scorpion Ter Maio 25, 2021 10:40 pm

    A detetive não teve como não concordar que aquilo de fato seria útil...

    Elisa: Bom.... eu realmente não quero ninguém dentro da minha mente. É verdade que eu não entendo muito sobre isso, mas se você diz que não fará isso comigo, eu confiarei e aceitarei que nos comuniquemos assim... desde que não tenha nenhum tipo de "busca e apreensão".

    Sorriu. Ela ouviu ele se apresentando e perguntando sobre duplas.

    Elisa: Bem... nós normalmente trabalhamos, mas esta não é uma regra aqui em National City. Na verdade os detetives mais jovens acabam sendo parceiros dos mais velhos mais para aprenderem. Quando se torna um detetive sênior, não há mais necessidade de se ter um parceiro, então você só pega um se quiser ensinar... e eu prefiro não ensinar. Eu realmente não sou u poço de paciência, como você pode ter reparado mais cedo.

    Ele contou sobre o passado dele e ela pareceu curiosa.

    Elisa: Bem... você não tem "cara" de mutante e seus poderes, como você mesmo disse, eu nem mesmo saberia que você está usando-os em mim. Então, como as pessoas sabiam que você é um mutante? Se você não falasse nada, a meu ver, não teria como elas saberem deste fato. O bom é que isso está mudando... Mutantes enfrentaram preconceito há 15 anos atrás como os negros, nós mulheres e nós latinos.... hoje este preconceito ainda existe, mas ele é bem menos agressivo. Você xinga alguém e é cancelado na internet pelo resto da vida. Santa internet...

    A dupla chegou ao local e Minder começou a investigar. Adam era um detetive muito habilidoso e perceptivo. Ele podia ver que foi uma batalha massacrante. Quem quer que tenha entrado, entrou por cima como um foguete e juntos eles atravessaram dois andares. Uma espécie de laser ou jato de fogo cortou a casa de dois andares no meio. Os corpos não estavam mais ali... Mas Adam conseguiu achar duas coisas.... uma era uma pequena pulseira que estava onde deveria estar a cozinha. Era uma pulseira feminina prateada, que dizia "Sanchez" e a outra era um pequeno vidro de comprimidos que ainda estavam cheios pela metade. No vidro havia uma etiqueta que dizia "Diazepam", e uma concentração, além do nome de uma médica que o receitou.... mas não havia nome de nenhum paciente.

    Elisa: Achou alguma coisa?
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    Mensagem por Alexyus Qua Maio 26, 2021 3:54 pm

    Minder concordou tacitamente com a proposição da Detetive Bates de não fazer "buscas" na mente dela.

    Ele também gostou de saber sobre o funcionamento do departamento de detetives de polícia de National City, e também da postura de Elisa dentro dele.

    Quando ela questionou mais sobre o passado dele, ele explicou mais bem humorado:

    - Não ter cara de mutante ajuda, mas só se você souber controlar os seus poderes. Viu a sua reação com a sua primeira conversa telepática? Eu passei de garoto de ouro a aberração esquisita quando comecei a responder em voz alta os pensamentos das pessoas à minha volta, até conseguir diferenciar o que era fala e o que era pensamento. E quando começaram os surtos telecinéticos, eu virei uma aberração perigosa. Meus pais ficaram inconformados e procuraram formas de entender o que acontecia comigo, e um teste genético revelou meus genes mutantes.

    Adam omitiu que não falava com os pais há alguns anos, num distanciamento frio mas definitivo.

    Na cena do crime, Adam começou a reconstituir as ações.

    "Agressor chega voando e atravessa dois andares com o National Lad. Rajada energética corta a casa ao meio. eventualmente o National Lad é morto. A outra testemunha é morta logo depois, antes do agressor evadir-se do local. Ainda há muitos buracos nessa história..."

    Os olhos atentos de detetive de Minder procuravam coisas fora do lugar naquele monte de escombros, coisas que não deveriam estar ali... e encontraram!

    Elisa: Achou alguma coisa?

    Adam usou a telecinésia para mover os objetos que tinha encontrado. Estava mexendo na cena do crime, é claro, mas essas coisas só podiam ser examinadas  assim.

    - Não creio que o National Lad usasse uma pulseira assim, então me pergunto quem seria uma mulher de nome Sanchez, e por que uma pulseira dela estaria aqui. Também não creio que o National Lad usasse Diazepan; estaria ele dopado no monento da luta? Um exame toxicológico no corpo pode nos responder isso, e uma busca nos arquivos da médica que receitou isso pode nos mostrar quem de seus pacientes teria chances de estar envolvido neste caso. O que acha, Detetive Bates?
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    Mensagem por scorpion Sex Maio 28, 2021 10:25 pm

    Elisa: Bem... normalmente não estamos esperando que alguém responda em nossas mentes. Pessoalmente, super poderes me assustam, digo.... Nós temos leis. Mas não temos leis que impeçam alguém com visão de raios-x de espionar o corpo de uma mulher, ou um cara que vê o futuro de roubar na loteria. Eu preferia quando as coisas eram como antes, por exemplo...

    Ela olhou para a cena da casa.

    Elisa: Olha essa destruição. Como que pessoas comuns como eu, mas que são empossadas pela lei vão chegar e dizer pra um sujeito que parte uma casa no meio que ele está preso? Vamos precisar e algum herói pra prendê-lo... mas heróis não são empossados pelo poder da lei. É tudo muito confuso e assustador.

    Minder procurava as coisas e achou o vidro de Diazepam e a pulseira. Ela olhou a pulseira e deu pouca atenção a ela, mas o diazepam chamou a sua atenção.

    Elisa: Hmm... Minha irmã tomava Diazepam. É um remédio controlado pra tratar depressão.

    Ela concorda com o fato de averiguarem com um exame toxicológico.

    Elisa: Muito bem... eu vou ligar pro legista e pedir um exame. podemos olhar os corpos também se você quiser, ou você acha melhor irmos atrás de quem receitou o remédio...?

    Depois da resposta dele, ela iria acompanhá-lo até o carro e iriam se direcionar para onde decidiram.
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    Mensagem por Alexyus Sab Maio 29, 2021 8:10 pm

    Elisa escreveu:Elisa: Bem... normalmente não estamos esperando que alguém responda em nossas mentes. Pessoalmente, super poderes me assustam, digo.... Nós temos leis. Mas não temos leis que impeçam alguém com visão de raios-x de espionar o corpo de uma mulher, ou um cara que vê o futuro de roubar na loteria. Eu preferia quando as coisas eram como antes, por exemplo...
    Ela olhou para a cena da casa.
    Elisa: Olha essa destruição. Como que pessoas comuns como eu, mas que são empossadas pela lei vão chegar e dizer pra um sujeito que parte uma casa no meio que ele está preso? Vamos precisar e algum herói pra prendê-lo... mas heróis não são empossados pelo poder da lei. É tudo muito confuso e assustador.

    Adam concordou com ela anuindo com a cabeça, dizendo:

    - Superpoderes deveriam assustar todo mundo, até os meus a mim mesmo; seria fácil para alguém poderoso como os Nationals tomarem o comando de países inteiros à força. Mesmo que houvesse leis que proíbissem visão do futuro, visão de raios-x ou telepatia, não haveria como fiscalizar essas leis. É por isso que os super-heróis são valiosos na mesma medida que os supervilões são perigosos. 

    Ele também observou a casa destruída e ponderou:

    - Essa escala de poder é totalmente fora do alcance policial. É como num ataque terrorista, quando a polícia tem que chamar a SWAT, os boinas verdes ou o Pentágono; o nível de controle e atuação muda, e as leis são diferentes. Embora os superseres não tenham poder de polícia, eles, nós, também somos cidadãos, e não podemos ficar sem fazer nada quando temos a capacidade de ajudar. Por isso, fiquei feliz quando você me ligou: gosto de mostrar que, mesmo à margem da lei, eu não trabalho contra ela, mas sim a favor.

    Deixando de divagar, Minder se concentrou nas provas:

    Elisa escreveu:Elisa: Muito bem... eu vou ligar pro legista e pedir um exame. podemos olhar os corpos também se você quiser, ou você acha melhor irmos atrás de quem receitou o remédio...?

    Adam devolveu as provas ao local onde as achara, indicando aos peritos a exata posição em que as tinha visto da primeira vez. Depois de preservar a cena do crime, ele se afastou com Elisa e raciocinou com ela:

    - Acho que você vai precisar pedir um mandato para ver os arquivos da médica, ela pode se mostrar bem refratária a permitir acesso aos arquivos de seus pacientes. E enquanto esperamos, podemos dar uma olhada nos corpos e falar com o legista.

    Com os próximos passos definidos, Adam voltou ao carro de Elisa, sentando-se novamente no banco do carona de modo tranquilo.
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    Mensagem por scorpion Dom Maio 30, 2021 11:57 pm

    Elisa: Também fiquei feliz que você aceitou participar desse caso, Adam. Tem sido muito importante para a minha... carreira.

    Eles entraram no carro e foram até o legista.

    Chegando no necrotério, Elisa teve de dar uma carteirada no segurança para que os deixassem entrar. Eles caminharam por alguns corredores, até que finalmente entraram em uma porta dupla de ferro onde haviam diversos gavetões para corpos. Elisa começou a procurar numa prancheta que estava pendurada onde estariam os corpos da menina e do National Lad. Assim que ela achou e indicou para Adam, um homem entrou na sala. Ele vestia jaleco médico e estava cheio de sangue, como se tivesse acabado de fazer uma autópsia.

    [ON] PRODÍGIO PERDIDO 79041

    Dr. Kidd: Um minuto aí! Quem são vocês?

    Elisa mostrou um distintivo para ele e se apresentou.

    Elisa: Detetive Bates, policia de National City e este é o meu parceiro, detetive Cage. Nós estamos procurando os corpos de Rosa Sanchez e do National Lad.

    Dr. Kidd: É curioso a senhora dizer isso... porque hoje cedo eu recebi a visita de uma detetive Bates e, adivinha... ELA NÃO ERA VOCÊ! Agora... ou me explicam o que tão fazendo aqui, ou eu realmente terei de chamar a segurança.


    Elisa estava com os olhos marejados, como quem é pega numa mentira. O doutor cruzou os braços.

    Dr. Kidd: Muito bem, então serei obrigado a chamar a polícia!

    Ele se virou para sair... mas assim que ele se virou, Elisa muito rapidamente pegou uma espécie de penico de aço que ficava sobre uma mesa e bateu na cabeça do homem, que caiu desacordado. Ela olhou para Adam com um olhar meio de quem fez aquilo por desespero...

    Elisa: Ai, droga...!
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    Mensagem por Alexyus Qua Jun 02, 2021 5:38 pm

    Minder observou toda aquela cena absurda ficando cada vez mais atônito.

    Quando "Elisa" golpeou a cabeça do legista com o penico de metal, o primeiro instinto dele foi abaixar-se sobre o homem para checar a gravidade do ferimento na cabeça. Mas ele estava alerta contra a falsa detetive e mantinha seus escudos telecinéticos preparados.

    Enquanto fazia aquela tarefa instintiva, Adam raciocinava, encaixando todas as peças. O pedido de ajuda, o encontro fora da delegacia, a informalidade nos procedimentos dela, sua preocupação em não ter sua mente invadida, tudo começava a fazer muito sentido.

    Constatando se o legista estava bem ou não, Minder se levantou e encarou a moça.

    - Bem, eu prometi não invadir sua mente, mas você não foi honesta comigo. Vou te dar mais uma chance de explicar tudo isso, sem mentiras dessa vez.

    Apesar das palavras, Minder já estava expandindo seu alcance telepático, buscando identificar a verdade ou mentira nas palavras dela, revivendo os últimos dias para descobrir a ligação dela com o caso e sua verdadeira motivação.

    OFF: Não sei o que rolar pra essa busca mental.
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    Mensagem por scorpion Qui Jun 03, 2021 9:30 pm

    Elisa soltava o penico e levava as mãos à cabeça, como se pensasse no que fazer.

    Minder podia averiguar que o legista estava apenas desmaiado. Mesmo com os escudos levantados, Minder percebia que Elisa não iria atacá-lo. Ele então intima a garota que iria ler a mente dela se ela não falasse a verdade. Elisa tinha lágrimas nos olhos...

    Elisa: Olha... Tudo bem. Sim, eu menti pra você. Meu nome não é Elisa Bates e nem mesmo detetive eu sou. Este distintivo aqui eu comprei por 4 dólares numa loja de fantasias... Meu nome, na verdade é Lena... Lena Sanchez.

    "Sanchez"? Onde ele tinha visto este nome? É claro.... a pulseira.

    Lena: Eu sou professora de pilates, na verdade. Clara Sanchez era a minha irmã... a dona dessa pulseira e a garota que estava saindo com o National Lad e que foi assassinada junto com ele. Eu tentei todo o tipo de ocntato com a polícia, com advogados e agências de notícias, mas como envolve o National Lad virou um problema de âmbito nacional e eu...

    Ela começava a chorar, mas tentava manter a postura...

    Lena: Eu só quero achar quem foi o Super "hijo de puta" que matou a minha irmã caçula. E se eu tiver de ir pra uma prisão federal por me passar por policial ou ser processada por bater com um penico na cabeça de cada um que tentar ficar no caminho entre eu e a verdade, bem... eu posso lidar com isso.

    Olhava para ele.

    Lena: Sem mentiras... Você pode ler a minha mente se eu quiser, não irei resistir... mas não vou deixar você nem ninguém ficar no meu caminho. Não tínhamos mais nossa mãe, mas nosso "papa" merece saber o que aconteceu com a "Clarita". E então...?
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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 05, 2021 6:26 pm

    Minder escutou toda a explicação de Lena e compreendeu a motivação dela. Já tinha visto coisas piores do que uma irmã vingativa.

    Mas os problemas de ordem prática rapidamente vieram a sua mente.

    - Não pretendo impedi-la, Lena. Também gostaria de ver esse assassino preso. Mas não gostaria de vê-la presa por isso. Eu poderia ter iludido o legista a colaborar conosco sem que ele mesmo percebesse, mas agora não tenho como fazê-lo esquecer desse galo na cabeça que você lhe deu.

    Adam tomou um momento para planejar enquanto deixava que Lena/"Elisa" refletise sobre as dificuldades que criara com suas mentiras.

    - Não vamos olhar os corpos, isso seria arriscado demais agora. Vamos achar o relatório do legista e fazer uma cópia, e depois vamos sair daqui.

    Minder usou sua telepatia  no legista para descobrir sobre o relatório que ele fizera. Também dedicaria um tempo a "borrar" as lembranças dele daquele encontro, tentando impedir que ele se lembrasse claramente do que ocorrera, principalmente os rostos de Adam e Lena.*

    Saindo dali e voltando ao carro de Lena, Adam iria controlar as cordas agora:

    - Nosso próximo passo será contatar o National Man e nos identificar, e pedir pra participar das investigações. É melhor ser honesto quanto a isso do que passar dificuldades e apuros com nossos recursos e alcances limitados. E também vou ligar pra verdadeira Detetive Elisa Bates e explicar a situação, ela pode nos ajudar a livrar você de acusações graves. Agora, vamos sair daqui.

    Enquanto Lena dirigia, Minder expandia sua telepatia e inmvadia a mente dela, vasculhando e virando todas as lembranças dela de cabo a rabo. Queria descobrir quem ela era, como era sua relação com a família, e principalmente o quanto ela conhecia de superseres.

    *OFF: Acredito que achar a informação da localização do relatório seja simples, mas também ficaria satisfeito se copiasse as informações telepaticamente sempre cisar pegar o papel. A investigação na mente da Lena está sendo feita disfarçadamente enquanto ela dirige.
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    Mensagem por scorpion Ter Jun 08, 2021 10:50 am

    Lena ouve o que Adam dizia e concorda com ele.

    Lena: Minder... Adam... eu entendo o que você quer dizer. Mas eu não sabia que você podia "apagar mentes". Digo... você não tem bem uma ficha com as suas capacidades e creio que, mesmo que tivesse, que você não colocaria a capacidade de apagar mentes nela, certo? Enfim... já está feito.

    Quando ele sugere que eles não olhem os corpos, ela retruca por uma única razão.

    Lena: Eu... eu preciso ter certeza, Adam.

    Enquanto Adam achava as anotações do legista e as memorizava (não cobrarei teste PARA DECORAR, pois você tem memória eidética, mas na hora de lembrar terá de fazer os testes com o +5 que a vantagem dá, pois são muitos termos precisos), Lena vai até um gavetão e puxa para fora. Por cima da pasta, Minder vê um corpo completamente carbonizado, com exceção por algumas mexas de cabelo e um anel de prata derretido em seu dedo do meio, mas que ainda dava pra ver o resquício do que seria uma "azaléia de prata" derretida.

    A cena chegava a dar alguma pena. Lena se debruçou sobre o corpo e chorava copiosamente, a ponto de ter de se segurar.

    Lena: Me perdoe.... É tudo culpa minha.... Eu.... eu tinha de ter te impedido! Me perdoe, mi hermanita...

    Depois de fecharem a gaveta, Minder decorar o laudo médico e a "detetive" se recompor, eles foram para o carro.

    Enquanto conversavam, Minder começava a abrir a mente de Lena Sanchez. (Não cobrarei teste, pois você terá um bom tempo pra isso). porém, sobre avisar a verdadeira Elisa Bates, lena foi totalmente contra.

    Lena: Nós não podemos! Ela sabe de algo... ela tem algum envolvimento nisso que eu não sei o que é. Por favor, acredite em mim! Olhe, eu não dou a mínima pra ser presa, ou morta, ou sei lá o quê. Eu só quero que a minha irmã tenha justiça.

    Enquanto lia a mente dela, Minder podia averiguar diversas coisas...

    Ela e uma menina de cabelo loiro, pouco mais nova, brincando em um parquinho. Dava pra perceber que eram bem próximas. Depois ele percebeu ela e a outra menina discutindo sobre algo supérfulo, como que Lena era na verdade homossexual e a irmã não aceitou isso bem, então Lena saiu de casa logo depois de contar aos pais. Depois Lena e a irmã voltando a se dar bem... esta era uma memória recente... e então a irmã de Lena dizendo que estava conhecendo o National lad e ia sair com ele... aquilo revoltou lena. lena dizia a ela que este mudno de Supers era muito perigoso e que muitos entes queridos de Supers sofriam... mas a irmã estava vivendo um amor adolescente e queria muito "estar na mídia". Depois Lena recebendo uma ligação na cama com sua namorada... era sua mãe, dizendo que a irmã fora achada morta. Lena chorou por horas no colo da namorada. Depois foram a delegacia e conversaram com a detetive Elisa Sanchez por várias vezes.... nas primeiras, ela disse que não se preocupasse, que estavam fazendo todo o possível, depois.... ela mandou que esquecessem aquilo, pois era algo maior que elas e que o caso estava sendo arquivado. Por ultimo, minder viu Lena se preparando para assumir o "papel de detetive".

    Então, depois de averiguar tudo e estarem na rua, Lena pergunta.

    Lena: O National man não está na América. Pelo que vi no jornal, ele está na Russia, ou Ucrania, ou algum lugar assim... E então? Pra onde vamos? Nossa única pista é esse remédio aqui... Diazepam e a médica que o receitou.
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    Mensagem por Alexyus Qua Jun 09, 2021 2:56 pm

    Adam não impediu quando ela fez questão de ver os corpos.

    Em vez disso, concentrou-se em procurar o relatório do legista na mente dele e memorizar  todas as informações. Havia muitos termos específicos que não compreendia, coisas técnicas que teria que procurar depois para entender o significado, mas conseguiu captar as informações gerais.

    Lena já tinha puxado o gavetão e estava lamentando sobre o cadáver da irmã, e Minder deu um tempo até que ela conseguisse se recompôr. Quando ela deu oportunidade, ele a amparou num abraço e a conduziu para fora do necrotério.

    De volta ao carro, Lena se recusou a buscar a ajuda da verdadeira detetive Elisa Bates, e quando explorou a mente dela, ele entendeu o porquê. A detetive já havia barrado as tentativas anteriores dela se envolver na investigação.  Adam suspeitou de uma conspiração em curso. Mas isso significaria que ou os órgãos policiais tinham sido infiltrados por quem quer que tivesse matado o National Lad... ou o próprio governo orquestrara tudo isso?

    O National Man estava fora da cidade, talvez do país, e o acesso a ele, que já seria difícil, parecia agora praticamente impossível. Será que ele estava ciente do que estava acontecendo? Ou ele também seria parte daquele esquema tenebroso?

    Lena já estava no caminho certo, mas sua impulsividade e desequilíbrio emocional  a fariam tropeçar em muitos pontos da investigação. Talvez aí fosse onde Minder poderia fazer diferença, imprimindo uma abordagem mais profissional ao processo. Além de usar seus poderes parair além do que seria humanamente possível.

    - Vamos ver a médica que receitou o remédio.

    Minder não tencionava fazer perguntas diretas para a médica, apenas enrolá-la por tempo suficiente para que pudesse sondar sua mente e descobrir para quem ela tinha prescrito aquilo, e com que objetivo.
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    Mensagem por scorpion Sab Jun 12, 2021 7:41 pm

    Lena abraçou Adam enquanto chorava pelo corpo da irmã. Ele ainda podia ouví-la dizer algo como "isso não vai ficar assim".

    Não foi muito difícil chegarem ao consultório médico psiquiátrico. Era um consultório num prédio muito alto e chique de apartamentos comerciais que pertencia a Weiss Company.
    Assim que chegaram, eles foram até uma recepção, onde foram recebidos por uma moça. (Vou considerar que vocês conseguiram acesso, seja ela dando carteirada, seja você manipulando a pessoa, você decide, mas ambas não são difíceis).

    O escritório da Dra. Randall ficava no quadragésimo sétimo andar.

    Eles pegaram um elevador todo espelhado, que dava a dimensão da magnitude do lugar. Quando chegaram ao 47, a porta se abriu e eles rumaram para o consultório. Lá, havia uma recepcionista, que perguntou o que eles queriam, mas facilmente eles passaram por ela (novamente, você escolhe... manipulação mental, carteirada, etc). Então, eles tiveram acesso ao consultório da Dra. Radall.

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    Dra. Randall: Bom dia... Eu não me lembro de ter marcado uma consulta com um casal.

    Ela começou a olhar sua agenda e a pesquisar os horários.
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    Mensagem por Alexyus Qua Jun 16, 2021 4:42 pm

    Adam estava compadecido com os sentimentos de Lena e compartilhava dos sentimentos de vingança dela, embora os dele se direcionassem mais para a justiça através de condenação jurídica conforme o devido processo legal. Mas mesmo assim ele faria tudo que pudesse para chegar ao fundo daquele mistério.

    O luxuoso prédio em que ficava o consultório da médica era bastante impressionante, e Minder começou a desconfiar de algum esquema suspeito, que daria lucros ilícitos em troca de atividades ainda mais ilícitas.

    Enquanto subiam pelo elevador, Adam disse a Lena:

    - Distraia ele tanto quanto puder, até que eu possa terminar de sondar a mente dela.


    Quando foram recepcionados pela Dra. Randall, Adam deixou que ela falasse, enquanto ele estendia sua telepatia para vasculhar todos os pacientes recentes a quem ela prescrevera Diazepan, partindo do mais recente e voltando em direção ao mais antigo. Sua esperança era encontrar alguém ligado ao caso do assassinato do National Lad.
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    Mensagem por scorpion Sab Jun 19, 2021 10:10 am

    Os dois entraram no consultório e se sentaram...

    Dra: Bem... a que eu devo a visita, senhores...?

    Lena: Det. Bates e este é o meu parceiro, Fischer. Nós temos algumas perguntas para a senhora, Dra. Randall.

    Dra: Muito bem... que perguntas?


    Enquanto isso, Minder começava a sondar a mente dela. Era muito estranho... Minder entrou na mente da Doutora, mas tudo o que encontrou foi um local todo branco, como o paraíso. Não era como ele lia a mente das pessoas.... na verdade, ele nunca experimentou aquilo. O local era como um lugar sem fim.... o chão era molhado, mas ele não afundava.... ele andava sobre a água. Não havia nada em volta, como se estivesse perdido em um limbo gritante. Olhou a sua volta e não viu nada.... de repente, ouviu uma voz atrás de si.

    Dra: Adam?

    Quando ele olhou, onde antes não havia nada, agora haviam duas poltronas, por sinal, uma delas era a poltrona preferida de seu pai, que Adam adorava ficar sentado vendo TV quando era pequeno.... sentia falta daquela poltrona. Ficou velha e foi jogada fora, mas nunca havia sentido tanta saudade de um lugar para sentar. Na outra, havia uma poltrona e a Dra. Randall estava sentada nela, de pernas cruzadas. Estava um pouco mais jovem e muito mais bonita, como se fosse uma visão platônica da envelhecida psicóloga.

    Dra: Sente-se, Adam, por favor. Tome... prove um biscoito.

    Havia uma mesa de centro ali antes? Não lembrava, mas achava que não. Só que agora havia... e com uma bandeja de biscoitos caseiros iguais.... iguais aos que ele gostava de comer no Natal, quando era criança.

    Dra: Acho que agora podemos conversar de forma mais particular, certo? Afinal... foi você quem escolheu entrar aqui...
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    Mensagem por Alexyus Sab Jun 19, 2021 7:49 pm

    Minder estava atônito.

    Aquela era uma experiência inédita, nunca se encontrara em tal situação ao tentar uma invasão telepática.

    A poltrona!

    A médica, rejuvenescida!

    Os biscoitos!

    Tudo era insólito, e Adam estava em alerta máximo.

    Mas portar-se de forma hostil não seri a solução mais indicada. Não achava que conseguiria nada daquele jeito.

    Sentou-se na poltrona de frente para a Dra. Randall e apanhou um biscoito, cheirando-o antes de dar uma mordida.

    - Presumo que também seja uma telepata, Dra. Randall, com escudos psíquicos muito bem preparados. Estou certo? Gostaria de saber como conseguiu projetar essas lembranças da minha mente, é um belo truque.

    Minder portava-se cortesmente, mantendo sua etiqueta enquanto tentava compreender o que estava acontecendo. Por fim, teve que abordar o assunto que o trouxera até ela.

    - Não vou me desculpar pelo contato telepático, pois no atual status do caso em que estou trabalhando, não poderia confiar cegamente em você. Talvez saiba sobre a morte do National Lad, e uma das pistas que encontrei na cena do crime foi um frasco de Diazepan prescrito por você. Importa-se de explicar como isso aconteceu?
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