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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

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    Mensagem por Wordspinner Qui Maio 20, 2021 4:50 am

    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Jardim10


    Claro que nenhuma quantidade de cansaço e qualquer compromisso inadiável seriam pouco impecilho para uma alcateia ir em resgate de ums dos seus. Todos eles foram assim que souberam e só a distância física os impediu de alcançar seu alvo. Antes de chegarem eles receberam a notícia, tudo tinha acabado e era hora de recuar. A luta tinha terminado e era hora de proteger os resgatados. Chloe entre eles.

    Só aqueles que poderiam ajudar com os féridos estavam no sítio. Porque ali? Era fora da cidade, não podiam arriscar serem vistos pela polícia e ali os Lobos a Diesel tinham guardado suprimentos. Não tinham camas, mas tinham armas e material para cirurgia e remédios e soro e mais armas. Quando o primeiro carro chegou os Filhos do Corvo já tinham chegado também e logo depois os parentes dos Seis Uivadores e Asia. Anne era o ponto central até tudo começar, ela sabia onde tinham os geradores e luzes e tudo mais e como chegar ali e onde aqueles com armas poderiam ver melhor um inimigo chegando. Ela não tinha a estabilidade emocional para organizar aquilo, no entanto. Ela queria sair antes mesmo de chegar. Ela olhava para o horizonte escuro com olhos cheios de esperança. Um cãozinho abandonado na estrada esperando o dono voltar. Mas ela tinha o contato mais direto com a ação.

    A espera era enlouquecedora e sua pressão corrosiva não diminuiu quando os parentes do primeiro carro eram socorridos e contavam os horrores que passaram. Uma alcateia estava com eles, parte dela. Irmandade Ardente eles se chamavam, mas as apresentações podiam esperar. Quando o segundo carro chegou e eles viram as pessoas Shaw foi o primeiro a reconhecer Sam. Ele sentiu ela chegando e sabia que ela estava sentindo dor, mas do que ela já tinha experimentado antes. Ele guiou a alcateia até ela. Junto com ela dois dos membros da Roda do Destino, eles descobririam mais tarde. Para aqueles sem um meio sobrenatural de sentí-la a principal diferença entra ela e qualquer um dos outros eram as roupas, ela tinha roupas e não parecia pronta para andar como os urathas faziam mesmo cobertos de sangue.

    OFF:


    Qualquer dúvida de como chegamos até aqui pode ser respondida no off. É uma chance da galera se conectar com o que aconteceu e talvez o alfa puxe pra algo legal.

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    Mensagem por Bastet Qui Maio 20, 2021 4:48 pm



    Samantha
    Doiley

    Spoiler:
    Oie, povo. Eu não sei com quem a Sam chegou, ela tá vindo da casa, então imagino que com o Axel. De qualquer forma, não vou mencionar no turno só pra n escrever coisa errada kkkkkkk mas considerem que ela pediu pra passar na clínica antes, pra pegar alguns suprimentos pra tratamento

    Sam carregava uma bolsa que devia pesar mais da metade do peso dela, ao sair do carro. Talvez Chloe a xingasse, mas era o local mais próximo pra conseguir suprimentos médicos. A Sangue de Lobo tinha trazido de tudo um pouco, coisas pra curativos, antibióticos, luvas e essas coisas.  Começou a andar sem rumo, ainda confusa. Sabia que Chloe e Franco poderiam estar machucados... Que possivelmente viriam muitos feridos... E que os Lobos a Diesel estavam envolvidos.

    Apoiou a bolsa em uma mesa improvisada onde as pessoas com algum conhecimento médico estavam. Se surpreendeu com a quantidade de coisas que já haviam levado pra lá, mas nunca era demais. Ouvia parcamente o que eles diziam, sentindo uma pressão em sua cabeça devido à preocupação. Os olhos buscavam Anne, os companheiros e alcateia e os amigos. Estava colocando uma luva quando viu a mãe de sua cria.

    -Anne! – disse mais alto, a abraçando apertado, provavelmente o mais apertado que sua força permitia – Você tá bem? Teo? Aponi? – não tinha a soltado. Só soltou pra verificar se ela estava bem – O que aconteceu? – a pergunta foi feita no mesmo momento em que o primeiro carro chegou com pessoas feridas.  

    - Oh merda – deu mais uma olhada nela pra ver se ela tava bem – Precisamos de uma área só pros mais feridos. Os que precisam só de curativo podem ajudar uns aos outros. A Chloe pode ajudar... Oh... Onde ela tá? – começou a procurar, mas não podia ficar parada. Pegou um dos feridos, levando até o local onde já estavam cuidando das pessoas, começando a tratar da melhor maneira que pôde. Viu pessoas estranhas chegando também e não se preocupou em se apresentar naquele momento.

    Já tava com as luvas cheias de sangue quando o segundo carro chegou. Viu James passando com uma menina quase sem uma perna. Chegou a abrir a boca pra chamá-lo pra cuidar da menina, mas então viu Chloe... Na verdade, reconheceu uma de suas roupas e o cabelo. – Hey, você! – disse pra primeira pessoa que estivesse perto dela – Termina esse curativo pra mim. Já está limpo – se levantou, tirando as luvas e colocando novas, correndo até a mulher, assim como os membros da alcateia.

    Olhou para Shaw e Axel, um tanto assustada com o estado de Chloe.

    - Chloe? – chamou, como se pra tirar ela do transe em que estava – Chloe, somos nós. Você sabe quem somos? – não tocou nela a princípio, com receio dela fugir. Tentava buscar com os olhos onde havia ferimentos e onde era só sangue e sujeira – O Shaw e o Axel podem te ajudar? Eu vou cuidar de você...

    Se ela assentisse, falaria para os meninos

    - Um de vocês, peguem ela por favor. Ela não devia andar nessas condições. O outro, tem mais pessoas precisando de ajuda pra chegar lá – Sam estava um pouco mandona, agitada, querendo ajudar mais pessoas que podia – Conversamos lá dentro. Onde está o Franco? – olhou pra eles, não encontrando o último membro da alcateia que faltava.
     

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    Mensagem por thendara_selune Qui Maio 20, 2021 5:20 pm

    Chloe se moveu para perto da alcateia quando os viu. A voz de Sam a alcança primeiro. Chloe se move devagar quando escuta o pedido para que um deles a carregue. Naquele momento não queria um contato tão próximo com nenhum deles. Sentia vergonha estampada no rosto inchado, qualquer um deles perceberia que alguém fez um belo serviço na ruiva. Estava  descalça um dos olhos machucado de tal maneira que não conseguia enxergar com ele  o lábio com um corte profundo que precisaria de pontos, escoriações pelo corpo, hematomas espalhados, o vestido caro era um trapo, unhas quebradas, suor, fuligem, sangue a vestiam por inteiro. Ela olha Shaw, tenta dizer algo mas não conseguia falar direito sentido a gengiva doer, até os dentes pareciam estremecer quando ela abria a boca para respirar, mas em um esforço ela fala baixinho, caminha devagar até Sam.

    -Eu só queria saber se meu pai está bem, ele tem um sorriso bonito e olhos cinzentos...Não queria ter fugido, se ele morrer...eu morro junto...- A voz de Chloe era um balbuciar entre lágrimas. Parecia uma criança que se perdeu dos pais. Os olhos da ruiva ficam presos em um vazio quando a morena fala de Franco e a fazem lembrar de Ian também. Quando chegam dentro da casa  Chloe se senta devagar observando a morena como se ainda não acreditasse que ela estava ali. Qualquer som de portas batendo a deixa trêmula, qualquer homem que passa que não seja da alcateia a faz recostar-se mais na parede de madeira e por fim ela fala passando a mão pela manga do vestido como se o arrumasse.- Franco estava lá...Ele estava com outros, ajudando as pessoas a fugirem…- Ela sente a dor cobrando seu preço de novo- Ele me ajudou a escapar Sam...Aquele homem de olhos loucos é bom…- Depois ela fica calada perdida, sentindo o vazio lento no peito e ao mesmo tempo imensamente grata que Sam esteja bem.

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    Mensagem por Faor Sex Maio 21, 2021 4:09 pm



    Horas antes:
    Shaw saiu da clínica com Sam e esperou notícias de vários lados. Axel e Franco estavam na Reserva com a menina uratha, enquanto Chloe e Sílvia lidariam com Clara. Samantha estava exausta mas não negou tentar alguma aproximação com Emilly e o irraka usou o tempo para se recuperar, física, mental e espiritualmente. Logo sentiu Axel se aproximar pelo acesso que tinham ao território selvagem e não teve muito tempo e conversa entre ele e a garota.

    Shaw se preocupava com Francis, abalado pela interrupção da Primeira Mudança, enquanto Skye hesitava em confiar nele, só querendo saber de Clara. Axel divide com ele a preocupação sobre a mãe da pequena uratha e esse problema teria que esperar.

    Todos esperaram. Os procedimentos da polícia demoraram e Clara voltou para casa horas depois, pelas notícias de Sílvia. Shaw deixou Lobo Partido com a garota enquanto Francis ainda o evitava.

    Sozinho, ele fazia vigília em torno da casa de Clara, a presa errada que ele condenou. Quando chegaram as primeiras notícias, ele pediu para Axel seguir imediatamente com o esportivo para a localização que eles tinham. Ele e Sam estavam com Skye, que preferia encontrar Clara.

    - Levem ela junto, ainda é nossa responsabilidade! Muito arriscado deixar para trás. - Ele pediu que Sílvia reunisse os outros Parentes e que permanecem todos na casa, até Emily. A policial era o melhor que poderia oferecer de segurança aos outros.

    - William, Axel está a caminho, preciso de uma carona. Estou deixando Sílvia com a mulher do Connor e os outros. Não tenho braços o suficiente. - Ele precisava de ajuda e não foi orgulhoso. Pediu ao companheiro de Campo e o irraka mais experiente sabia que poderia pedir favor em nome de Shaw para os Dragões ou aos Uivadores.

    Shaw, Axel e Sam. E Skye.

    Quando chegaram, encarou Skye com olhos intensos, mas com a voz humilde. - Por favor, fique perto dele. - Apontava para Lobo Partido. Quando Sam caminhava até Anne, o irraka coloca a mão no ombro de Axel, aterrorizado. Chloe está se aproximando, o brilho da ruiva quase apagado. Mas eles tinham perdido Sorriso Sangrento.

    O Caminhante anunciava e a alcateia de dois lobos parou no meio de todos por alguns segundos. - Chloe precisa de nós. Sam, todos os outros. Depois a gente entende. - Ele ainda pressionava o ombro do elodoth, agora apertava com força que já não tinha na voz. O alfa não atendia ao próprio pedido, não acreditava no que dizia. Lobo Partido não teria dúvidas, Shaw era puro ódio. Olhos ardentes e arregalados, chorava com a boca aberta, incrédulo. Anne, perdida apontava para ele, chamando atenção de Sam.

    Sam, grávida, retira forças de onde não parece ter e logo é útil. Depois que o irraka estende um braço, ela é a primeira a chegar em Chloe. O desespero da médica tem um cheiro forte e ele sente a agonia e alguma dúvida com ela. Dúvida de quê?!

    Ele se move sem perceber mas não toca nela assim que a alcança. Com fúria nos olhos ele se abaixa e vira o rosto, como se tentasse se esconder. Shaw a carrega tentando evitar causar ainda mais dor e ela o escuta com o coração aberto como nunca ouviu antes. - É o nosso papel. O seu, agora, é se recuperar. - A aflição toma conta da voz. O estado dela provocava uma indignação insuportável nele.

    Olhando para Axel, logo depois de colocá-la em uma maca improvisada, sem se afastar um dedo, ele fala mostrando todos os dentes e os com os olhos vermelhos: - Franco! - Essa era a prioridade do irraka. Chloe também, claro, mas ela iria se recuperar, esperava que sim. O Lua Nova babava furioso. E assim que a ruiva foi ajeitada na mesa, ele não parecia olhar para ela ou Sam. Ignorava as perguntas e comentários sobre o outro Garra Sangrenta. Ele precisava do apoio e da selvageria do outro uratha e estava ali para ele.

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    Mensagem por thendara_selune Sex Maio 21, 2021 11:49 pm

    Chloe tinha intenção de andar, mas ela não recua diante do gesto de Shaw. Ela estava cansada, confusa e perdida. Os olhos escuros ondulando com fúria, aquela coisa predatória sempre habitaria os os lobos e por isso não seria diferente com os Algozes. Ela podia ouvir o coração dele batendo quando recostava mais e sem pressa de se afastar aproveitou a segurança no breve momento. As palavras dele são tocantes e a fazem lembrar de novo de Franco.  — Eu vou ficar bem...— disse Chloe com a voz fraca e depois que Shaw a colocou na maca improvisada tentou se ajeitar como podia. Ela sente o corpo pedindo um analgésico forte, o dedo dela aponta pra um perto da maca, ela pede água um tanto envergonhada, odiava depender assim ,mas pela primeira vez aceitava o que a alcateia podia oferecer. Olha Sam um bom tempo e demonstra mais uma vez alívio em saber que ela estava intacta. Escutar Shaw falando o nome de Franco a deixa cada vez mais pesarosa. — Oh, Franco estava lá...Ele ajudou na fuga dos sangue de lobo… Mas havia muito inimigos e... — Ela falava muito baixo, a dor vindo e fazendo a voz dela sair estranha.  —Não sei o que houve depois...Preciso ajudar aqui também...— Um esforço débil de levantar, mas o corpo dela naquele momento exigia repouso e o medicamento em alguns minutos aliviaria a dor que sentia. Chloe olha em volta mais de uma vez e seu coração sofre com tudo que sente ou escuta ali. Os gemidos, a dor que caminha entre as pessoas, a fúria e a sede pelo sangue dos Puros. As pessoas tinham escutado o pai dela falar na estrada, viram Devon falar algo e na cerca ela admitia envergonhada que teria ido com Ian. Chloe estava prestes a enlouquecer com tudo, não queria aceitar a verdade que macabramente foi revelada.

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    Mensagem por Malk Sab Maio 22, 2021 2:38 am


    Antes:
    O retorno para fora da reserva encheu Skye de dúvidas e incomodo, a mais influenciado pelas roupas que estava usando. Vestido? Ela detestava. A comida ajudava a distrair por um tempo, e logo já estava puxando o tecido novamente, o tique buscando um costume que não vinha de jeito nenhum. Preferiu manter a jaqueta por cima. Já tinha se acostumado com ela. Mas não ajudava muito, não sentindo que estavam todos olhando para ela naquele lugar.

    Shaw queria falar e ela não queria ouvir. Ela não queria ouvir nada sobre os lobos, só voltar para casa, mas não podia e não podia ver como estava Clara também. Se sentia frustrada. Era como se estivesse trocando uma prisão por outra e não gostava. Nem tinha certeza de que Axel planejava mesmo a levar de volta. Andar pela casa tinha virado um passatempo para descobrir como fugir.

    E não teve tempo de colocar a ideia em prática. Foi quando Axel disse que iriam deixar a casa. Não brigou, nem discutiu, levantando e seguindo os outros. Parte dela, acreditava que agora iria finalmente ver Clara.

    Skye demorou para se focar nos olhos de Shaw, ela via aquelas pessoas machucadas sendo levadas de um lado para o outro. E mal conseguia processar tudo que estava vendo. Só parou de fixar neles quando notou que estavam falando com ela, e não deu nenhuma resposta em voz alta, mas ficou perto de Axel. Os olhos voltando a vagar no meio daquela gente toda, completamente perdida. E com receio de andar de mais e esbarrar em alguma coisa que não deveria.

    Mal estava ouvindo a conversa dos adultos, era muitas pessoas para olhar, muitas vozes para ouvir. Adultos chorando, adultos com raiva. Se perguntava se tinha crianças ali, ela mal era vista no meio. Pequena demais. E todo mundo andando de um lado para o outro. Ajudava a passar despercebida e ter que desviar quando alguém passava no caminho dela. Estava seguindo Axel e logo se distraía com os ferimentos expostos, e os membros amputados. Nunca tinha visto nada daquilo. O cérebro não processava o nojo e ela só ficava parada encarando a cena como se fosse um filme violento passando na televisão cheio de efeitos especiais.

    Só acelerou o passo quando percebeu que os outros já estavam na frente e ela não queria se perder ali, voltando para o lado de Axel. Shaw carregava alguém e Skye se pegou encarando ela também. Não dizia nada. Nenhuma palavra. Nada além de olhar. A atenção mudando entre a estranha, os adultos que tinham a levado ali trazido e os outros ao redor. Já começava a ficar ansiosa.
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    Mensagem por Bastet Sab Maio 22, 2021 11:46 am



    Samantha
    Doiley

    Sam assentiu quando Shaw falou que deviam ajudar antes de entender. Percebeu que Chloe balbuciava, parecendo reviver o que tinha visto. – Tudo bem, querida. Tá tudo bem agora – tentava a consolar, enquanto o alpha a carregava até a maca improvisada. Enquanto ele falava com ela, Sam ia a examinando, principalmente preocupada com a possível porrada que ela levou na cabeça.

    Não voltou a perguntar sobre o ocorrido ou sobre Franco, mesmo que tivesse um pressentimento ruim. Sabia como os lobos da Alcateia tendiam a explodir... E isso não era o ideal ali. Eles resolveriam de sua forma, sem elas perturbando.

    - Ele certamente foi lá te salvar pra poder contar vantagem depois e te comer – brincou com Chloe, tentando tirar a atenção dela do que tinha acontecido. Estava curiosa sobre a história do pai dela, mas não era hora de perguntar. Olhou pra Shaw e Axel – Vão, eu cuido dela... Tragam ele vivo – respondeu quando o alpha exclamou o nome do amigo. Ao contrário de Shaw, ela não conseguia sentir o que tinha rolado com os membros da alcateia... Tinha esperanças.

    Foi aí que viu a criança. Atrás de Axel, com a cara assustada. – Vocês trouxeram ela pra cá? – disse, quase incrédula, olhando como a menina parecia pequena... Como uma jovem daquela podia se tornar uma pequena fúria que causou toda a confusão anterior? – Skye, né? Oi, vem cá – estalou os dedos na frente do rosto dela, que parecia até pálido ao observar as atrocidades ao redor. – Olha pra mim, ok? Não pra lá. Me chamo Samantha... Sam. Sabe quem é essa moça aqui? Ela chama Chloe, ela cuidou da sua amiga, deixou ela em segurança com os policiais. Quer me ajudar a cuidar dela? Não consigo sozinha – conseguia, claro, mas era melhor fazer a menina se sentir útil, ao invés de ver um mini lobo surtado novamente.

    Se a menina aceitasse, passaria pra ela algumas gazes, pra ajudar a limpar Chloe. – Olha só, Chloe, a Skye, que a gente tava curiosa pra conhecer. Me diz como você conseguiu isso aqui – analisava o machucado no rosto e olho, procurando, em seguida, em sua bolsa o frasquinho de remédio que a médica tinha dado pra ela dormir. Partiu no meio um comprimido, dosagem suficiente pra ruiva relaxar, mas não dormir. Não podia dormir após ter tomado uma porrada tão grande. - Calma... Não tenta se levantar. Agora você precisa melhorar, não ajudar. Toma isso aqui. - colocou o comprimido na direção da boca dela, pra ela tomar.


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    Mensagem por Bravos Sab Maio 22, 2021 11:25 pm





    Axel Brown

    Logo que saíram da reserva, Axel pegou o telefone. Sentiu como seu coração parar. - Skye... - Disse quase por reflexo. - Eu disse que nós íamos ver a Clara, não foi? - Inferno. - Mas aconteceu algo muito, eh... grave, não tem nada, eh... a ver com a Clara ou com você, ok? - Se a menina fosse esperta notaria que algo o havia realmente desnorteado. Mas não demorou à resolução voltar. - Não vou poder te levar para casa agora. Me desculpa.

    * * *

    Chegaram naquele lugar e parecia um hospital de campanha no meio da primeira guerra. A coisa foi difícil quando seus olhos cruzaram com os de Shaw. - Não pode ser. - Sentiu a intensidade do toque do irraka em seu ombro enquanto seus batimentos aceleravam. Então Chloe chegou. Praticamente trucidada. Axel deixa a boca entreabrir de choque. Shaw vai apoiá-la. Ele pisca uma, duas, três vezes. Então se abaixa, até ficar da altura de Skye. - Olha... - Ele engole em seco. Lhe doía realmente ter que estar com ela ali. - Se quiser ficar de olhos fechados, pode ficar. Se quiser desviar o olhar, é melhor fazê-lo. - Então vem a voz de Samantha. - Qual era a nossa opção? - Ele pergunta genuinamente sem ter uma resposta. Felizmente ela tinha uma saída. - Samantha é nossa amiga, como se fosse da família. Fica um pouco aqui com ela, tá? - Tentava não expressar terror ou raiva, ela não merecia mais daquilo.

    Axel fica olhando até que Skye se aproxime de Samantha e dá um pequeno aceno com a mão. Ele falaria com Chloe, mas ela já estava dopada. Era melhor falar com ações. Ele se afasta e se junta a Shaw. - O que caralhos aconteceu aqui? - Não interessava. - Quem foi?





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    Mensagem por Malk Dom Maio 23, 2021 1:11 am


    Não tinha como não ver, ela virava para um lado e parecia que estava pior, ou alguém passava, e ela tinha que se mexer para não ir junto e os olhos acompanhavam outra vez, um ciclo que só foi interrompido quando os dedos se estalaram na frente do rosto. Encarava Samantha e não mexia nenhum dedo à frente. Eles queriam que ela não olhasse e ela não conseguia realmente fechar os olhos, já tinha visto. Não encontrava a própria voz para dizer nada. Sam apontava a Chloe e atenção de Skye fixava não nela, mas nos machucados. Ela tinha cuidado de Clara? Espera... – Com... A polícia? – A voz saía meio baixa, o rosto mais branco ganhava cor quando se focava naquilo. Ela olhou entre Sam e Axel.

    Shaw parecia... Com raiva. Axel também estava estranho e Skye desistia de perguntar o porquê Clara estava com a polícia. Ela tinha feito algo errado? Chloe era policial também? Por isso estava machucada? Tinha perguntas, nenhuma vinha em voz alta. Sam estava falando com ela de novo e Skye hesitou. Como ela ia cuidar de Chloe? Skye não se machucava, não daquele jeito. E a adulta não estava se curando sozinha. Axel reforçou que ela se aproximasse. E os passos na direção das duas foram carregados de incerteza.

    Ficou ao lado de Sam, olhando para Chloe e segurando a gaze na mão. Pensou em dizer algo quando ela foi apresentada a ruiva e não saiu nada de novo. A mão com a gaze fez menção de encostar em Chloe e recuou na mesma hora. Ela realmente não sabia como. E não queria a machucar mais. Sempre que tentava machuca alguém. As crianças e os adultos sempre se machucavam demais. Só sabia que remédios ajudavam. Olhou para Sam e ficou lá. Internamente pedindo ajuda.
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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Wordspinner Dom Maio 23, 2021 4:46 am

    O lugar todo cheirava a poeira e mofo. Tinha sido deixado a merce dos elementos e o mais perto de uma superficie estéril era qualquer coisa que cobriam com plástico. Os carros com seus faróis forneciam parte de luz junto com as que tinham sido improvisadas. Dentro das paredes finas parecia que o lugar estava cercado e prestes a ser invadido, mas a maior parte das pessoas estava lá fora. Desde um utilitário discreto até o esportivo chamativo dos Algozes passando pela relíquia de Brendan.

    Parentes que podiam ajudar iam de um lado para o outro e os lobos ali tinham todos uma energia inquieta e frustrada. Eles estavam longe demais quando tudo aconteceu para chegar antes de terminar e agora esperavam a chegada daqueles que tinham estado na pior parte da ação. Nada que pudesse ser planejado, mero acaso tinha decidido. Olhando Chloe era difícil por em palavras que o melhor seria ter esperado e agido em conjunto. As pessoas ali ajudando eram familiares. George Mcleary tirava implantes de ferro da boca das pessoas com cuidado e com ferramentas que pareciam feitas para animais. James trazia as soluções que suas ferramentas e experiência com construção traziam e isso não era muita coisa. Um dos resgatados parecia ter alguma experiência com socorros e orientava e acalmava os outros. Rebeca e Jun colocam acessos com soro nas pessoas e Hild administra doses de remédios seguindo instruções de Brendan que são surradas de Elise para ele. Lina e Kandice vão de um lado para o outro obedecendo ordens de basicamente qualquer um. A primeira claramente fascinada e assustada, a segunda a mesma coisa, só que mais.

    Brendan é o único uratha dos Corvos por ali e se aproxima de Axel assim depois de alguns minutos. "Que bom que vocês vieram. Sopro da Morte e Garra de Ebano tão respondendo a uma outra tentativa. Puros." Ele fala mascando uma folha que deixa os dentes com uma cor estranha e quase roxa na luz incostante. "Eles tão com o Corvo, mas Loba sem Sombra tá do outro lado com Fantasma na Maquina. Eles tentaram um movimento no território dos Uivadores também. Não vai encontrar Lágrimas da Lua, Olhar Curioso ou Juramento Frio por aí." Ele coloca mais uma folha na boca. "Nem vocês escaparam." Ele diz olhando para Chloe, uma raiva fria em cada palavra.

    Lá fora Anne olhava pro escuro enquanto andava de um lado para o outro. Passos rápidos e nervosos. Asia barganha abertamente com espíritos estranhos que parecem nós móveis de linhas evanescentes. A cadeira de rodas abandonada virada no chão e ela usando uma muleta improvisada. Bran sempre perto dela. De alguma forma ele tirava água limpa de um poço que claramente desativado. Brendan estava prestes a falar de novo quando um homem sujo se aproxima deles com a energia animada que só os estranhos ali tinham, como se a amarga humilhação e impotência deles fosse alguma vitória. Ele sorri e a expressão clara e franca de gratidão é uma provocação aos sentimentos mais escuros que eles tem.

    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Alfa_d10



    "Parece que vocês são os caras com a cabeça no lugar aqui." Um polegar apontando para Anne. "Me chamam de Morte, alfa da Roda do Destino. Eu preciso agradecer vocês. O que aconteceu hoje, impossível sem vocês." Se ele falava de Dover sem saber quem é quem ou se ele agradecia o sacrifício de Franco era impossível saber. "Muita coragem e bem quando eles atacaram vocês. Foi difícil segurar, esperar a hora certa. Porra tudo que eu queria era achar eles." Ele olha para fora, para os feridos. "Alguns deles perderam tudo e... É, se eu puder fazer alguma coisa... Estrela, Clid ela tá comigo e os outros devem chegar a qualquer momento." Um pouco de ansiedade aparece na postura. "Quando falaram pra gente não ficar junto, porra, foi contra todos os meus instintos. Acho que deu certo mesmo assim." Ele olha em volta de novo quase falando mais só para encher o silêncio. Passando os olhos de um para outro procurando alguma reação. Ele finalmente parece ver Shaw ou notar o desconforto de Axel. Ou os dois. Ele quase pede desculpas.

    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Magda10


    "Tem um alfa aqui." A mulher, ou garota talvez, fala com alguém do lado de fora. "A gente não pode ficar aqui para sempre, precisamos de um palno." Ela tinha determinação na voz, algo afiado e metálico. "Murphy..." Ela faz uma careta para o alfa da outra alcateia. "Cê já fez amigos, foi? Eu sou Magda, Presas Reluzentes..." Ela bate com a unha nos dentes a mostra. Não é um sorriso. "...Lua Cheia dos Sombras Descarnadas do campo dos Pastores. Beta da Irmandade Ardente" Ela fala de forma tensa, como se devesse ser solene. Espera um instante por alguma objeção. "Eu não tenho palavras pra dizer o quanto isso importa pra gente." Ela não parece disposta a chegar mais perto de um agradecimento. "Quem tá no comando aqui?" Aquela pergunta causa uma dezena de sentimentos diferentes. Até a pequena Skye sente a tensão no ar. Ela reconhece eles pelo cheiro, são o que ela é.

    Axel e Shaw pensam no que ouviram, Axel sabe que Shaw está preocupado com o seu território, mas sabe que o mesmo não foi invadido por um uratha. Shaw lembra da carona que recebeu de Nicky e como ele perguntou dos parentes e onde estavam. Lembra que o carro dele cheirava a óleo e polvora e prata. Sam se percebe completamente ignorada pelos urathas das outras alcateias, como se fosse parte da mobilia. Chloe por outro lado recebe um olhar agradecido do alfa sorridente e um aceno solene da mulher que gastou mais tempo falando o próprio nome que qualquer outra coisa.

    Qualquer um percebe que tem peças faltando no quebra cabeça. Peças que provavelmente ninguém tem e talvez se todos juntarem tudo que possuem cheguem mais perto de alguma resolução. O Elodoth também entende que algo assim não foi mera coincidência, a mente do meia lua fareja planos assim como um irraka fareja o perigo. Ele sabe que linhas foram traçadas, que aquele cenário era resultado da colisão de muitos planos diferentes. Algo ali tinha sido orquestrado. Ele quase conseguia ver os fios seguindo eles mesmos e ações até ali. Ele evita olhar para Skye enquanto pensa que estariam os três juntos se ela não tivesse se tranformado. Isso era impossível de prever, não era? Era impossível de planejar. Anne também não estava com os outros Lobos a Diesel quando aconteceu. Os Uivadores e os Corvos reagindo a ataques nos seus territórios, preocupados demais para correr a toda para longe. A cabeça dele doía com as implicações. Cada um desses parentes resgatados era uma linha que tinha sido usada para fisgar as outras alcateias assim como Chloe tinha fisgado Franco. Deveria ter fisgado todos eles.

    Shaw sente a irritação do Caminhante Noturno. Ele está perto o bastante para isso. Algo escuro, tão parecido com fúria quanto o medo pode ser, pulsa dele pela perda de Francis. Era confuso para o irraka saber onde os próprios sentimentos começavam e terminavam nesse lugar. Os medos de Skye e Chloe e Sam e Axel e a fúria. Onde ele começava e eles terminavam?
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    Mensagem por thendara_selune Dom Maio 23, 2021 12:22 pm

    — Eu ficaria feliz em escutar aquela boca suja me deixando desconcertada agora... —  O comentário de Sam faria Chloe corar em outra ocasião, mas por agora a ruiva se sentia nada casta e muito menos digna de receber toda aquela atenção.— Então ela é a Skey...Um nome bonito...Clara está em casa agora.— Ela toma metade do comprimido. Tinha tomado um analgésico antes de Sam oferecer o calmante e vendo as instruções da morena para Skey percebe que a menina fica ali perdida e pedindo ajuda silenciosamente. Chloe estende a mão até Skey e mostra a bolsa que estava ali cheia de medicamentos então diz .—  Skey, você pode pegar uma garrafa ali?— Chloe aponta para a bolsa com medicamentos. Então ela apenas diz para Sam em um tom mais baixo. — Um dele me achou em casa e fez isso... — Então enquanto a Skey poderia ter atendido o pedido de Chloe a ruiva fala o que queria da bolsa . — O nome é Clorexidina, é muito útil e assim posso ir me virando também… — Ela olha para Sam quando esta pede calma e suspira pesadamente. — Você pode ajudar os outros, tem conhecimento para tentar fazer algo, se isso foi você que trouxe, posso mostrar quais são os anestesicos e analgasicos e podemos ser úteis pros demais que estão em uma situação muito pior que a minha...— Chloe pega uma gaze e tenta ajudar as duas também, tratando de maneira superficial a si mesma. Quando escuta a voz de Brendan prefere não olhar para ele, o homem tinha sido chamado para confirmar as palavras de Chloe da primeira vez temia que ele pudesse ler algo dentro dela. Ela pensava no pai, não conseguia esquecer o pedido dele, aquele homem a carregou tantas vezes, em raras noites ele entrava em seu quarto enquanto ela fingia dormir e passava a mão no seu cabelo deixando algum presentinho. Não conseguia associar a imagem do pai ao que viu no celeiro, até mesmo Ian parecia não ser capaz daquelas atrocidades, mas a realidade lhe mostrou outra coisa e isso podia ter custado a vida de Franco. Então um outro homem surge com gratidão nos olhos e a energia dele deixa Chloe calada o ouvindo falar. As palavras de  Morte, alfa da Roda do Destino a fazem ficar envergonhada, pessoas ali tinham perdido tudo, a ruiva estava divida entre fugir daquele lugar e ficar para ajudar. Era como se tivesse cometido um pecado mortal, mas não conseguia deixar de pensar no pai, cada batida do coração dela ao ouvir as palavras do homem a levam pra perto do pai. Depois  Magda fala e Chloe por fim não sabe como reagir a tudo. A mulher impõe medo, os olhos dela não tem nenhuma doçura que alguém esperaria em uma moça jovem, ela sente a urgência na voz da outra ruiva e isso contrasta bem com a energia que vibra vindo do alfa da Roda do Destino. Eles saberiam sobre quem é ela? Sentiu medo, nem mesmo a ruiva sabia sobre quem de fato são os Moore, poderia apontar aqueles que são lobos, mas nunca imaginou que eram Puros. Porém dizer nomes ou quem eram os parentes era algo que não conseguiria fazer, temia tanto que alguém questionasse ou exigisse a informação.  Não queria esbarrar com as pessoas que estavam com ela no carro então aproveita que a conversa se centrou nos lobos dos Algozes bem como o próprio Brendan ali e fala para Sam apertando  levemente o braço dela. — Precisamos ajudar Sam, Skey fica conosco e vamos tentando fazer algo, as pessoas sofreram tanto e esse pesadelo parece não ter fim...Eu dou conta e assim consigo ficar ativa.—  As palavras delas são carregadas de tristeza e culpa por saber que a familia esta envolvida naquilo. Olha para Skey pensando se teriam piedade da pequena loba se a encontrassem ou se achassem as crianças dos Uivadores ou o que poderia fazer a Sam. Em alguns minutos o analgesico já estaria circulado pela corrente sanguínea da maneira eficaz o que daria a Chloe algum tempo para esquecer a própria dor e ajudar em procedimentos mais complexos com ajuda de Sam. Ela toca em Skye com leveza de uma irmã mais velha e torce que a menina possa aguentar aquele mundo que estava entrando junto com os Algozes.



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    Mensagem por Faor Dom Maio 23, 2021 3:13 pm



    As perguntas do elodoth somam confusão à ira do alfa. Shaw volta a segurar Lobo Partido pelo braço, puxando alguns passos para longe das meninas. A outra mão vai na nuca de Axel, com pressão. - Arrancaram o Franco, cara! Você não ouviu o Caminhante?! Ele caiu Axel! - Terror nos olhos escuros arregalados enquanto a voz mal se arrastava, como se o mundo fosse desmoronar ao ouvir isso. - O escocês filho da puta salvou a Chloe e deixou o dele na reta para ela ter uma chance... - Ele não aliviava as mãos mas os olhos já não encaravam o beta. Shaw estava tentando concluir o que aconteceu, lendo o que sente, o que vê e o que a ruiva e o totem disseram.

    Quando ele solta o outro uratha é quase um empurrão, com raiva. Ele gira a cabeça, dá uma volta completa com o corpo tentando encontrar um caminho, um trilho. - Ela veio de lá, no utilitário. Pela estrada de lá. - Fala sozinho apontando na direção mais simples onde pode encontrar alguma vingança. Outra vez ele olha para Sam e Chloe. E Skye, com a jaqueta que ele usou para cobri-la. - Chloe está quebrada. - Agora ele ignorava Axel e não estava falando o óbvio. Não era o estado físico de Chloe que preocupava. A médica estava cheia de dúvidas, dividida. Não fazia sentido.


    Brendan escreveu:"Que bom que vocês vieram. Sopro da Morte e Garra de Ebano tão respondendo a uma outra tentativa. Puros. (...)"
    A voz do Mcleary faz o Garra Sangrenta parar de girar. - Puros. - Ele repete a palavra, furioso. - E os Dragões?! Estão lutando onde? - Fantasma na Máquina estava com Maria em uma frente, mas onde estava a maior alcateia da cidade?! - E a porra da Legião? - A guerra estava lá, eles estariam também. Ele segue os olhos de Brendan para Chloe e percebe Anne e Asia. Asia de muletas.


    Morte escreveu:"Parece que vocês são os caras com a cabeça no lugar aqui. (...)"
    Shaw quase tropeçou quando esse alfa começa a falar. Que porra é essa? Quem é esse? Quem é essa gente? Era muito mais pergunta que certeza. - Você está agradecendo ao quê, cara? O que que deu certo? Quem falou para vocês não ficarem juntos? - A confusão na cabeça de Shaw era tão genuína que ele não pareceu desrespeitoso. Parecia que ainda estava girando, sentia que estava caindo, com vertigem.


    Magda escreveu:"Tem um alfa aqui. (...) Quem tá no comando aqui?"
    O irraka apenas franze a testa para a outra uratha. A irritação do Caminhante é uma cobrança que deixa Shaw mais furioso. Isso, as dúvidas de Chloe, os desgraçados que fizeram isso com ela e a perda de Francis.

    - Vermelha como Sangue, ela conhece o lugar. - Não era a resposta à pergunta da rahu, mas se precisavam de uma referência, devia ser a melhor - ainda que não parecesse. - Sou Shaw, alfa dos Algozes. Único alfa de Dover por aqui. - Ele dizia sem dar nenhuma importância, a voz ainda distante e o olhar por cima dos ombros dos outros.

    Ele não conhecia quase nada dos urathas de fora de Dover e não reconhecia boa parte dos feridos ali, então passou a costurar o que tinha tentando formar uma linha de raciocínio, talvez de ação. - Não dá para tirar tanta gente ferida daqui e nem se aproximar de outra cidade. Tem mais ataques, em Dover. - O pensamento rápido nos outros Sangue de Lobo dos Algozes é sufocante. - Se a gente for atacado aqui, já era. Vamos perder. Os desgraçados recuaram mesmo? Para onde? De onde ainda pode vir alguma merda? - Ele perguntava aos dois recém conhecidos como se eles devessem saber mais que ele.

    - Anne? - A voz firme alcança a Lua Cheia. - A gente consegue se defender aqui? Se precisar? - Ele tenta avaliar o que tem e não dá para ficar satisfeito. - Lobo Partido, a gente tem que sustentar isso aqui, buscar notícias das outras alcateias e saber para onde apontar a violência. - Mais da metade do que ele falava era para ele mesmo ouvir. Para ele mesmo entender.

    - Caminhante Noturno, espere por mim! - Ele lança a voz entre comando e pedido ao outro lado ao mesmo tempo que muda a visão para desafiar o terror nas sombras. Shaw espera a conversa com tantos atores apontar para algum caminho e só depois volta a falar com seu totem. - Onde Sorriso Sangrento caiu? Ainda á batalhas lá? A guerra nas sombras está se aproximando ou se afastando? Para qual lado?! Eu quero levar o medo aos desgraçados. - O alfa sente a irritação do espírito e espera que ele ainda se interesse, que ele possa somar.

    Bastet
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    Mensagem por Bastet Ter Maio 25, 2021 11:06 am



    Samantha
    Doiley

    Samantha olha para Axel, sem responder a pergunta sobre a opção deles em levar ou não a criança. Não era hora de discutir, mesmo que ela achasse que aquele lugar não era nada apropriado para a menina. Sorriu quando ele reforçou que Skye podia ir com ela.

    - Sim, querida. Vocês ficaram um tempinho longe, os adultos costumam se preocupar. Achamos melhor que Clara fosse conduzida pela polícia, pra evitar que soubessem o que não deviam sobre eles... vocês, quer dizer. Quando acabar isso tudo, você vai ver ela e sua mãe. Vocês moram perto? – era difícil aceitar que ela era parte daquela selvageria. Apesar disso, Sam tentava não a infantilizar ou esconder as coisas que ela podia saber... Afinal, ela precisaria lidar com isso. Percebeu que a jovem estava estática com a gaze na mão, meio perdida.... Mas logo Chloe a pediu pra jovem pegar o antisséptico e Sam assentiu, caso a menina procurasse alguma confirmação.

    No mesmo instante a ruiva toma o remédio e tenta se levantar. Sam apoia a mão no ombro dela e força levemente pra trás, não deixando. – Fica quieta aí. Se não vou te amarrar na maca e eu não to brincando – não parecia tá mesmo, mas olhava a ruiva com olhos compassivos. Apesar da expressão dura da morena, os olhos dela eram gentis e indicavam que queria ajudar, Chloe podia confiar – Se fosse eu nessa maca, você ia fazer o mesmo. Então deixa eu cuidar de você. - Continuava examinando, mas a ruiva tava suja demais pra ver as extensões dos ferimentos.

    Olhou pra Skye voltando, vendo se ela tinha pego o remédio certo – Esse aqui é pra deixar os machucados limpos e não correr risco de ficar pior. Primeiro vamos limpar ela, pra ver se ela tem algum outro machucado que precisa de cuidado, pode ser? – pegou uma garrafinha de água e uma gaze, ensinando a jovem, que parecia hesitante. – Eu sei que dá medo. Tem muita gente machucada aqui, mas olha, tem outras pessoas ajudando também. Nós não deixamos os nossos na mão – agora Skye era um deles, embora não da Alcateia ainda – se ela não impedisse, pegaria na mãozinha dela, ensinando como ir limpando o corpo de Chloe. Principalmente braços e pernas. Sam limpava o abdome, tirando o próprio casaco e cobrindo Chloe, tirando aquela blusa suja dela e examinando com cuidado, mas sem a expor no meio daquilo tudo. – Eles não... – hesitou em como perguntar aquilo – Eles te tocaram? – perguntou, enquanto limpava a barriga dela e via se tinha algum inchaço. A médica entenderia a pergunta, Sam tentou não ser muito explícita, principalmente com a criança ali.

    Percebeu pessoas estranhas se aproximando e ela se movimentou, ficando entre eles e Skye e Chloe, mesmo que eles estivessem mais interessados nos lobos da Alcateia. Continuava o exame, quase agradecendo por não ser notada, podendo ficar de ouvido em pé na conversa, enquanto continuava os exames. Não se meteu, mas ficou inquieta quando soube que ainda estavam tendo ataques. Pelo menos as suas pessoas mais queridas estavam ali, mas temia pelos outros dois Lobos a Diesel e as demais alcateias.

    Ergueu o olhar quando Shaw chamou Anne, já que ela estava tão ocupada que nem conseguiram se falar. A expressão da mulher a preocupava, algo parecia errado. Se a dor de todos ali a motivava a ajudar, sem pensar muito, a de Anne a deixava ansiosa... Principalmente quando não sabia o que era.


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    Mensagem por thendara_selune Ter Maio 25, 2021 12:18 pm

    Chloe aceita as palavras de Sam. A ruiva estava em farrapos fisicamente e emocionalmente.  — Obrigada …Vou obedecer dessa vez...—    Ela tenta agir naturalmente, mas havia insegurança na voz da ruiva. Então Chloe olha em volta como se temesse que a alcançassem de novo, mas na verdade estava com medo de ter perdido o pai, o que diria a mãe ou a família? Eles a odiaram, a chamariam de traidora, uma filha que renega ao pai não é digna. Ela pensa em Ian perto da cerca, aquele olhar piedoso foi uma surpresa em meio ao pavor que sentia, teria ido com ele ou fugiria de novo? As perguntas misturam-se a questionamentos que vão criando um labirinto dentro dela. Brendan ali a incomodava mais que os estranhos, na casa de Sebastian ele mostrou a capacidade de saber se as palavras dela eram verdadeiras, isso a deixou inquieta se focando então em Sam e Skye.

    “Nós não deixamos os nossos na mão ” isso faz Chloe ficar  com um nó na garganta  lembrando de Franco, da própria culpa e em parte agradecendo pelas pernas optarem em ficarem quietas. Quando Sam ajuda a menina a limpar Chloe, a ruiva se deixa tocar pelas duas. Hematomas aqui e ali tornam a pele antes feita de porcelana parecer um vaso em pedaços. Arranhões, as mãos feridas, nas costas marcas que pareciam criar uma linha longa que estava roxa, sangue seco na nuca e inchaço. A pergunta de Sam a deixa inquieta, lembrando da última ameaça de Devon e da moça no equipamento.
    — Não… — A voz parece sair como um disparo seco. Chloe tem um olhar cheio de rancor e leva a mão ao rosto cheia de raiva que não foi suficiente para lhe fazer aguentar o medo causado por seu captor. Ela fica aliviada pelo casaco de Sam e pela maneira que a morena tenta lhe dar alguma privacidade em meio a tudo ali. —  Obrigada por cuidarem de mim...—  Ela fecha os olhos por uns segundos, respirando fundo, contendo o choro, mas seu coração fica em descompassado. Ela se sentia estranha, ansiosa, o suor frio na pele, nauseada e tão perdida. Aquilo foi demais pra ela entender e foi como se tudo que acreditasse sobre a família tivesse sabor de sangue e dor que a cercava sem lhe dar a chance de fugir de novo.
    A fúria de Shaw é uma criatura visível e sedenta por sentir o inimigo. A ruiva treme imaginando o alfa na mesma situação que Franco, todos tão dispostos a lutar, a sentir o sabor da presa e dilacerar impiedosamente o inimigo. O pai dela era o inimigo, sua família e Ian também. Uma tempestade vermelha alcança os algozes e parecia que a ruiva ainda podia ouvir a voz do pai em meio a fúria do alfa.

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    Mensagem por Malk Ter Maio 25, 2021 4:01 pm


    Skye tinha problemas para se concentrar nas duas mulheres, estava com os sentidos sobrecarregados pelo excesso de cheiros. Ela olhava para alguns dos adultos com um foco maior, o cheiro familiar atraindo atenção tanto quanto a tensão daquela conversa onde Shaw estava irritado e Axel tenso. Conseguia notar aquilo e ficava ansiosa também, como uma reação do corpo pelos estímulos.

    Ouviu Chloe falar com ela e piscou duas vezes, voltando a olhar para as duas e ouvir Sam falando de Clara. Todos estavam no mesmo segredo? Ela não respondeu à pergunta de morarem perto, hesitou e fez um aceno que sim com a cabeça. E apenas levantou e foi até a bolsa buscar a garrafa. O curto espaço em que ela tentou ouvir a conversa dos Uratha sem chegar perto, observando de longe. Interpretando por linguagem corporal e cheiros. Era estranho.

    Voltava e entregava a garrafa para Samantha ainda sem dizer nada, a explicação do remédio ajudou a manter os olhos dela ali. Skye assentiu, com a gaze nas mãos copiando os movimentos da mulher, não fazia ideia do que estava fazendo, mas aprendia rápido. Ouvindo sobre os machucados, ela resolvia falar. – Eles não se machucam. – Olhava para Shaw, e lembrando da primeira transformação. – ...Não tem o mesmo cheiro. – Olhava Sam, Chloe e Sam novamente. – Vocês são lobos também? – Pensou em dizer alguma coisa e desistiu quando viu as adolescentes passando entre os feridos. Tinha gente nova também. E não cheiravam como lobos. “Os nossos.” Skye lembrou do que Shaw tinha falado. Eles eram como Clara então. Amigos para proteger? Parecia muita gente.

    Deixou que Sam a guiasse, aprendendo a limpar os ferimentos de Chloe, com extra cuidado. Não queria machucar ela de novo. – Quem fez isso? – A pergunta vinha logo em seguida da pergunta de Sam. Se aquelas pessoas eram como Clara, do “Povo”. Skye não queria que o mesmo acontecesse com a amiga.
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    Mensagem por Bravos Sab Maio 29, 2021 2:07 pm





    Axel Brown

    - Eu sei. - Foi a resposta curta de Lobo Partido. Sabia porque o Caminhante se afastava. Sabia porque dava para ver nos olhos de Shaw. Iria falar algo mas então vieram aqueles dois, que nunca haviam visto. Shaw os questiona. Há muita coisa envolvida ali. - Nunca os vi, são de Sparhall? Como chegaram aqui? - Ele olhava alternadamente entre aquele que se apresentou como Morte e aquela que se apresentou como Presa Reluzente.

    Os perigos de estarem ali tentando remendar pessoas eram evidentes. Lobo Partido volta a se aproximar de Shaw. - Isso foi armado. Alguém puxou os fios certos para desmantelar as alcatéias, não só a nossa. - Seus olhos corriam de um lado para o outro como se pudesse ver num movimento febril as linhas esticadas no ar. - Acho que deveríamos rondar o perímetro. Comunicar com as demais alcatéias agora vai ser difícil. - Shaw já falava com Anne para estabelecer uma linha de defesa.

    O elodoth vai até a rahu da Irmandade Ardente. - Ei, você dos Pastores. - Ele tenta conter a agressividade iminente. - Preciso que me diga como chegaram aqui. Muitos parentes foram implicados nesse ataque. - Parecia intencional e algo o dizia que ela sabia algo a respeito. Ela não ia querer mentir para ele.

    Lobo Partido está parado diante dele, como se agora ela fosse a única coisa que ele precisava dar conta.





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    Mensagem por Wordspinner Sab Maio 29, 2021 6:32 pm

    Chloe se sente aliviada quando não recebe mais que um olhar passageiro dos lobos ou de qualquer um ali. Cada vez que Sam e Skye a limpavam ela descobria um arranhão ou corte novo. Ela não tinha ideia de onde tinha conseguido a maioria deles e quando elas chegaram nos pés ficou horrorizada ao ver que tinha perdido mais de uma unha, esse horror logo evaporou no calor das dores e ardências que ia descobrindo em si mesma.

    Shaw faz a pergunta sobre os Dragões e a Legião e as palavras parecem correr sobre Brendan como se ele não as tivesse ouvido. "Os Dragões estão todos lá menos Fantasma na Maquina. Estavam lá, estão vindo pra cá." Ele lambe os dentes e oferece uma das folhas que fica mascando. "Pelo que ele disse eles estão fora da cidade a maior parte do tempo assim como a Legião, mas não trabalham juntos." Não é nada difícil lembrar da primeira reunião em que Axel e Shaw viram os alfas dessas alcateias lutando até a beira da morte. Não é nada difícil lembrar do cheiro de sangue. "De um jeito ou de outro a Legião tá cobrando um preço em sangue desses caras e se os dragões ainda tem todas as patas devem sendo cuidadosos. Os caçadores ainda tão aí fora e não acho eles uma ferramenta confiável." Os caçadores, mais uma adição ao problema. Mais uma variável para equação sem fim de Axel.


    Shaw escreveu:- Você está agradecendo ao quê, cara? O que que deu certo? Quem falou para vocês não ficarem juntos?

    "Bom, parece que deu quase tudo certo. Pegamos sua menina de volta e os nosso também." Ele dá uma olhada para Chloe como se ela não fosse uma vítima e sim algum tipo de herói. "Olhos do Céu disse que não era a hora e que Dover não ia suportar todo mundo assim. Disse um monte de coisa, mas quis dizer que se a gente ficasse espalhado vocês iam chamar a atenção dos puros e a gente ia garantir que eles tivessem medo de ir pra cima com tudo. Mas eu só tava pensando na nossa fam... alcateia. Nossa alcateia precisava da gente e o cara convenceu Julgamento e Justiça de que tinha um plano pra achar os nossos." Ele olha de Axel para Shaw. "Ele disse que os puros iam cometer um erro em algum ponto." Ele parece satisfeito e um pouco constrangido. Mas não mostra nenhuma vergonha ou hostilidade. Brendan o observa de lado sem mostrar nada.

    "Willow Crest. A gente é de Willow Crest e a Irm..." A mulher mais jovem o corta com enfase. "Eastmound e Sparhall. Antes dos puros nem todos eramos Irmandade Ardente, somos agora." Ela diz como se as palavras fossem um mantra, um ritual, como se ela tivessem poder de mudar a realidade para se tornarem mais reais. Talvez para ela o poder fosse real. "Canção no vento afogou eles fogo e fumaça." Ela fala as palavras com raiva, talvez tentando aumentar as chamas que ficaram na sua memória. "Mas eles são urathas, podem aparecer a qualquer momento e por isso tem dois dos meus na Sombra." O tom e o discurso permitem um pequeno salto da solenidade intensa para a praticidade.

    Anne se aproxima quando é chamada. O rosto brincalhão e a energia agitada em algum lugar distante. Ela se arrasta a contra gosto. Cada passo um esforço. Mas não é tristeza que ocupa a lua cheia. É fúria. Suas palavras carregadas dela fazem os pelos arrepiarem na pele dos urathas e os parentes se perguntam de novo, como é inevitável que façam, que monstros estão tão perto abaixo da pele das pessoas que eles amam? Ou essas pessoas são só máscaras que os monstros vestem? "Não tem nenhum lugar mais seguro que aqui. Tem mais destituído por metro quadrado que bêbados no dia do pagamento." A insatisfação escorria das palavras dela. "Fizeram um perímetro e a mensagem que Nine mandou..." Ela engasga nas palavras trabalhando a garganta dolorosamente. "Ela disse que iam recurar devagar para dar espaço para os transportes com os parentes. Eles pegaram Combustão e eu to no escuro. Eu quero sair daqui e..." Ela termina fechando as mãos em punhos e rosnando alto, Axel consegue ver a contradição na uratha. O juramento é a maior lei para um lua cheia, mesmo assim um mestre do ferro deveria ter desprezo por leis, exceto pelas que funcionam e se existe um consenso nas tribos da lua é que o juramento da lua funciona. Sam via os olhos amarelos e sabia que ela lutava contra o próprio corpo que queria sangue pela ofensa.

    --
    O que Shaw encontra na sombra é frustante e tranquilo. O lugar era silencioso e calmo. A brisa corria pela grama sem preocupação e nem a presença dos urathas fazia qualquer diferença. O céu de eterna tempestade do outro lado não revelava nada, não mostrava qualquer contrição ou sentimento pelo sangue derramado e isso parecia errado em algum nível fundamental. A perda de Shaw e da alcateia deveria ser sentida por todos. Ele não conseguia lutar contra a sensação de que tudo a volta dele deveria ser raiva e tristeza e revolta, mesmo sabendo que o mundo é indiferente as pequenas tragédias. O Caminhante Noturno ficava longe da casa, um contorno mais escuro que a noite a distância. "Não há guerra aqui. Suas palavras são fortes..." A voz era o estalar crepitante de fogo no escuro, galhos quebrando quando o predador se aproxima, era o som que pesadelos tem. "... Eu sei o caminho da vingança." Shaw não precisa olhar para saber onde. Ele sente a atenção do caminhante e onde ele percebeu o fim de Francis.
    --

    Sam sabe que Anne a viu e não disse nada. Sabe também que arde com uma violência que não aceita ser acalmada com palavras e conforto. Então as palavras do elodoth caem como uma marreta entre eles. Se alguém tinha ordenado aquele caos isso era uma grande e complexa e arriscada armadilha. Isso ou tudo tinha fugido do controle. A sensação de que aquilo era proposital. Que tipo de pessoa podia apostar com tantas vidas? Ou pior, planejar destruí-las...


    "Nenhum dos puros pod..."
    O rosto dela se fecha e o que era seriedade se torna raiva, talvez inflamada pelo descontentamento cativante de Anne e Shaw ou as suspeitas de Axel. "Meu pessoal tá sangrando por aí, uma boa parte dos parentes nas macas são alcateia. Os outros ainda são meus pra proteger."
    Ela olha para as três garotas. "Todos são." Um pouco da solenidade retorna, abalada e frágil. "Eu não tenho que justificar nada para você." Por um longe segundo parecia que isso ia ser o fim. "Sabe como eles fazem a coisa aqui, né? Juntos. São a última gota de esperança no fundo do copo." Ele diz para ela e depois se vira para Axel ainda sem muita seriedade. "Ela é uma babaca pretensiosa, mas não arriscaria os parentes. Ela não tramou nada. Presas reluzentes aqui não planeja, ela estuda até cansar e depois age como se não tivesse estudado nada." Morte, ele parecia sincero. Soava sincero. O lábio levantado em desgosto e raiva na cara da lua cheia vazia parecer ainda mais verdadeiro e talvez fosse. "Só porque você age como uma criança e pensa como uma criança. A gente tem sonhado com isso desde que eles tomaram tudo da gente." Ela olha de um para o outro quando fala. "Mas os planos mudaram e mudaram e mudaram e a gente atacou junto com Trovão e parecia que ia dar certo. A alcateia de fora chegou com a bruxa deles e fudeu tudo." Ela fala cada palavra como se pudesse usá-las para ferir Axel. "Mais gente morreu. Mais alcateia. Eu quis ir embora. Uivo Cortante arrancou a liderança de mim e a gente tem seguido ela. Ela é forte e esperta, o plano dela é bom e ela nunca ia planejar enfraquecer vocês." As ultimas palavras tem dor intensa, como se engolir cacos de vidro fosse melhor, mas são sinceras. Tão sinceras que Axel quase não percebe a dúvida. A incerteza, uma fratura na confiança da lua cheia para seu alfa. Mais algumas perguntas e ele encontraria exatamente o significado daquilo.

    "Franky..." É quase um sussuro e sem uma audição aguçada eles não teriam ouvido. Sam e Chloe só seguiram o olhar de Skye um segundo depois. A voz torturada e pequena se repetia da porta e o cheiro de sangue e fumaça era arauto mais insistente que o som. Os dedos completamente negros de Aponi esticados na direção de Anne, a cahalith entrava carregada, uma perna devorada até a altura do joelho. De um lado Amy e do outro Jenna, as duas com mais sujeira grudada em sangue e cinzas que roupas. "O Theo?!" Ela diz e nem parece uma pergunta. A atenção que ele tinha mantido na troca intensa de palavras esquecida como se nunca tivesse existido. A mulher agarra a outra e mesmo silvando de dor Canção no Vento a abraça com força, os dedos deixando marcas negras na camisa branca de Anne. As duas começam a falar frases cortadas na primeira língua e ninguém precisaria entender o que é dito. O corpo das duas conta uma história simples quando as duas vão para o chão e os soluços viram a única linguagem.

    Brendan assiste impassivo, em silêncio respeitoso. Morte da um passo para trás como se as emoções fossem repelentes. Presas Reluzentes demonstra surpresa e seu rosto fica vermelho de vergonha, ou talvez raiva. As duas luas cheias que chegaram só se afastam dando espaço.
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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Bastet Sab Maio 29, 2021 11:28 pm



    Samantha
    Doiley

    Sam apenas sorriu com a obediência e agradecimento de Chloe, continuando os cuidados enquanto ouvia os questionamentos de Skye. Agradeceu quando ela voltou com a garrafa e negou – Eles se machucam... Mas, na maioria das vezes, se curam bem mais rápido que nós. Não somos lobos... Somos Sangue de Lobo... Pessoas com o mesmo sangue na veia, mas que não se transformam. Algo entre família e amigos – tentava explicar, não sabendo se tinha explicado direito.

    Pareceu ficar aliviada quando a ruiva negou o abuso. Das coisas que tinha ouvido sobre os Puros, aquilo parecia bem possível. – Bem, parece que nada atingiu seus órgãos principais. Não tem inchaço... Aqui – no abdome não tinha, mas a mulher era quase um hematoma ambulante – Algum outro ferimento direto, além do olho? – perguntou, não vendo diretamente as costas de Chloe por ela estar deitada. Caso a mulher falasse sobre, viraria ela de lado para analisar, enquanto Skye ia revelando os ferimentos sob toda a sujeira.

    Deixou a outra responder a pergunta da criança sobre “quem tinha feito aquilo”, se concentrando no tratamento. Seguia com cuidado, ouvindo o que os novos lobos falavam com os meninos da alcateia.  Ela não entendia exatamente todo aquele jogo político que parecia ter entre as alcateias e as motivações dos novatos... Mas pareciam tão desesperados quanto os lobos da cidade. Será que em nenhum lugar os lobos e parentes tinham uma vida menos conturbada?

    Ergueu o olhar quando percebeu o olhar da ruiva nas três, mas não durou muito o olhar, percebendo que a criança começava a se distrair de novo.  – Skye... Você tem mãos boas pra isso. Gosta também de animais? Eu trabalho com cavalos no Haras aqui da cidade, se quiser aprender mais algum dia dess...

    Não terminou a frase, quando viu o olhar da menina indo na direção de Aponi sendo carregada. Imediatamente procurou Anne com o olhar, pegando em sua expressão algo além da raiva insana... E, logo, a tristeza que estava buscando desde que chegou. “O Theo...” ouviu da boca da mãe de seu filho... E logo soube da perda. Largou o que segurava em cima da maca, sem conseguir tirar o olhar das duas... e únicas ... Lobas a Diesel. Foi se aproximando, esbarrando em Brendan e Morte, enquanto se aproximava e eles se afastavam.

    Ninguém fez nada.
    Elas não tinham ninguém além delas mesmas.

    Sam deu um passo em direção a elas, mas não disse nada. Deu outro, se abaixando e ajoelhando do lado das duas. Estava com medo, confusa e triste. Com raiva também. Continuou calada, não interrompendo o choro e a conversa inteligível delas. Quando se calaram e só sobraram soluços (ou rosnados), ela esticou as mãso, pousando uma no ombro de Anne e a outra no braço de Aponi. Não sabia como elas reagiriam... Estava pronta pra levar um xingo, um tapa, ser ignorada ou algo do tipo.... Mas não conseguia ficar parada como todo mundo ali.

    - Anne... – murmurou, a voz quase falhando.

    [/quote]
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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por thendara_selune Dom Maio 30, 2021 11:44 pm

    Chloe olhou a menina de olhos castanhos com uma breve intensidade tentando responder a pergunta dela de maneira amena, mesmo que não fosse uma tarefa simples. — Eles são o inimigo… Eles tratam as pessoas como coisas...Não sei como explicar de melhor maneira. — Aquilo lhe doía tanto quanto a ardência que sentia e ao olhar os pés ficou horrorizada com a imagem que devia ter naquele momento. Escutou Sam e lhe disse sem olhá-la. Envergonhada por suas dúvidas, medos e pecados. — Eu sinto dor pelo corpo, não tenho outros cortes além do machucado na nuca  e o inchaço que vai passar após uns dias. — Ela preocupava-se com Samantha, quando capta o olhar de Murphy e o sentimento que vem dele acaba se sentindo incomodada. Talvez, por ser apenas uma sangue do lobo, não conseguia sentir aquela emoção ou heroísmo em estar viva. Uma sombra escura se apodera dela e a vontade de ter morrido há muito tempo a fizeram desviar do olhar do alfa forasteiro. Então lembra do motorista a da mulher vibrando, sentindo uma coisa violenta e cheia de adrenalina que os unia em algo íntimo demais para Chloe entender ou achar normal. Presas reluzentes responde Axel, a ruiva escuta, mas toda a política deles não lhe faz sentido ou a dor pelo corpo era mais urgente do que entender tudo que diziam.  Franziu o cenho algumas vezes sentindo dor, as mãos de  Skye faziam o trabalho com ajuda de Sam e a ruiva não conseguia deixar de pensar que a menina era uma loba como os dois algozes ali. Então ela assim como a morena acompanham o olhar atento de Skye. Um momento depois o ar pesa, esmagadoramente, ela via cena cheia de terror, não precisava saber exatamente quem eram, mas os sentimentos ali viraram fumaça densa e opressora diante dos olhos âmbar. Anne ali, Chloe lembra do nome dela, Sam deve ter mencionado antes, mas só agora entenderia o quanto as duas eram amigas. A cena vibra cheia de sentimentos, emoções que impregnam tudo com dor e morte. O sangue fala, a fúria delas ferve no ar e Sam vai até elas cheia da mesma dor. Chloe esforça-se para se sentar vestindo o casaco dado por Sam, então a mão dela repousa no ombro de Skye como se quisesse dizer algo, mas nenhuma palavra conseguiria expressar o sentimento de perda ecoando ali. Chloe, sentiu culpa e tristeza diante das lágrimas da morena. A morte é uma companheira violenta e possessiva, tomando dos lobos ali sua sanidade, seus corpos e vidas em uma luta que Chloe não conseguia compreender, mas podia ler com clareza as lágrimas que transbordavam diante de todos ali.

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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Faor Qua Jun 02, 2021 11:46 am




    A reação curta de Axel congelou Shaw por um instante, para logo depois fazer o sangue ferver ainda mais. Ele abria a boca com vontade de morder o destino e arrancar parte dele. As respostas de Brendan, por outro lado, são vagas mas tudo faz sentido,  isso é melhor que nada. Já o tal Morte só traz mais perguntas a cada resposta. O irraka detesta isso.  Anne pelo menos confia que estão seguros e isso traz mais aflição sobre a situação dos outros Parentes, longe dali. E só Vermelha como Sangue tem os olhos e a energia que Shaw esperava ver em todos. Ele a encara como se ela fosse a única resposta correta para qualquer pergunta.

    Ele retira o celular do bolso e manda uma mensagem para Sílvia. - Não dá para saber de tudo ainda, mas Dover está fodida. Tem Puro em todo lugar. Fiquem juntos, voltaremos assim que der. - Ele digita caminhando devagar e quando a tela se apaga ele segue se afastando mais alguns passos antes de parar e falar com o Caminhante. - Primeiro a segurança dos nossos e depois a violência. - Ele fala mais para ele que para o totem. Para se convencer que não é hora de partir correndo para enfrentar qualquer coisa. O esforço é grande.

    Mas quando o elodoth afirmar que tudo foi planejado, o Lua Nova demora bastante para seguir o raciocínio. Confusão pura. Só a reação da uratha da Irmandade Ardente indica que Lobo Partido estava fazendo alguma acusação. Será que estava? Shaw desejou com todas as forças que isso fosse verdade, que ele tivesse um alvo assim tão perto. Foda-se ser era uma rahu líder de tantos outros. Um alvo era algo bom demais. O olhar de lobo dele focou na garganta dela imediatamente mas logo ela deu voz aos pensamentos do alfa dos Algozes. Eles estavam sangrando também. Ele desvia o olhar para os feridos, o tempo todo vendo Chloe e Sam. E Skye, a menina estava lá, uma irraka.

    - Apenas Chloe é de Dover. - Ele ainda olhava para as meninas enquanto falava em voz alta e demorou a se virar para os outros lobos. - Sei que tem outros ataques, não sei se vocês sabiam disso. Mas só Chloe é de Dover aqui, certo? - Ele estava bem confuso. - Eu sou o alfa dela, Lobo Partido tem o território na mão. Ela estava fora, mas a gente só soube disso bem depois. Como Dover soube disso? O meu cahalith caiu na merda toda, não tem como ele me contar isso e o filho da puta adoraria falar! - O sorriso de Shaw é bastante assustador, meio insano. - Ele estava com os Lobos a Diesel, Dover. Dover, Dover, Dover. - Os olhos negros arregalados e inquietos, saltando de um para o outro ali, sempre acusando. Nem Axel escapava. - Como Dover soube disso primeiro?!

    Depois de saber que Chloe estava na merda, ele não tinha dúvidas que todo uratha do Protetorado, mesmo da Legião, tentaria alguma coisa. Ele faria isso por qualquer Sangue de Lobo de Dover. Mas quem sabia de Chloe? Como as alcateias de Dover foram arrastadas para isso? A primeira notícia que ele recebeu veio de Franco e falava sobre Chloe. Ele não sabia dos outros ataques até chegar ali.






    Toda a movimentação seguinte, com Aponi carregada daquele jeito, foi rápida demais. Ver Anne desabar era tão duro quanto ver Chloe do jeito que estava. Shaw caminha na direção das duas mas não se aproxima a ponto de tocá-las. Sam faz isso e Shaw se assusta mas não tenta impedir nada. Por fim ele olha para Sombra Vermelha, quase implorando para um apoio para agirem em qualquer direção. - Em mais algum lugar tem um dos nossos lutando? - Ele pergunta quase sem voz, quase sem esperança e já sem a fúria que o consumia antes. Agora só as perdas importam. Não dá para perder mais ninguém.

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