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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

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    Mensagem por Bastet Dom Jun 20, 2021 4:10 pm



    Samantha
    Doiley

    Sam estava concentrada no espírito, tentando perceber se ele ia responder... Deu um pulo quando ouviu Asia perto de si, virando pra ela. – Ai, que susto – ela dá uma risada meio nervosa, olhando de volta pra aranha quando a loira comentou sobre a língua que o espírito entendia. – Vocês entendem ela? Na língua de vocês... – parecia curiosa – O que ela tá falando?

    Quando a mulher volta a falar, repara na expressão dela de dor... E logo no sorriso bonito, que fez Sam ficar sem jeito. – Você não devia descansar um pouco? Aproveitar que tá tudo tranquilo por aqui – não imaginava que ela fosse, de fato, descansar, mas achava que a loira devia – Kandice... Ela perguntou se eu podia falar com eles e depois saiu correndo. Ela parece tão nova pra lidar com... espíritos. – Sam tava falando mais que o normal, talvez ainda procurando algo pra não deixar a mente voltar pra Anne... E, bem, o assunto foi pra Anne.

    - Mais ou menos – encolheu os ombros, procurando entre as árvores como se pudesse ver pra onde estava indo o grupo com quem Anne estava – Ela frequentava o bar onde eu trabalhava antes de saber de vocês e isso tudo, ela e o suposto irmão – deu um pequeno sorriso, imaginando que a loira sabia do tal irmão – As coisas ficaram mais intensas desde que voltei pra cidade... E, bem, descobri que sou uma Sangue de Lobo e que to grávida – fica vermelha – E vocês? Ela parece muito amiga de todos lá da vila...

    ---

    Enquanto conversam, a morena observa os olhos de Kandice sobre ela e a mulher mais velha que parecia coordenar os tratamentos.

    - Quem é aquela moça perto da Kandice? – Sam indicou com a cabeça – Ela parece saber o que tá fazendo...

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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova - Página 3 Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Faor Qui Jun 24, 2021 12:31 pm



    Anne escreveu:"Sabe que a gente só tem dois desses aqui, né?"

    - Não se preocupe... Só o primeiro ataque vai ser assim. - Ele tenta sorrir e parecer confiante mas logo olha de lado, tenso. - Se a gente tiver alguma sorte...

    Ele acena para Amy e por um instante deixa as palavras de Brendan e Uivo Cortante tomarem conta da atenção dele a ponto do irraka parecer distraído para o entorno. - Eu confio em Olhos do Céu e ele apontou para onde a Legião está se mantendo ocupada. É para lá. - Ele reforça com um gesto. - Nós não vamos correr direto para lá agora e não sei se isso vai acontecer depois. É uma referência e a gente pode precisar usar isso e torcer para ser útil, eu não sei. Ninguém sabe. E com o passar do tempo... - Ele nem completa, deixa o tom sem esperança passar o recado.

    - Nós vamos nos mover pela estrada agora e eu vou seguir a direção onde Sorriso Sangrento caiu. - Ele olha para Vermelha como Sangue e deixa as dúvidas se transformarem em raiva outra vez. - Quebra Correntes estava próximo, logo antes. - Pelo que ele sabe. O Algoz encara Sombra Vermelha, que fala sobre a movimentação deles.

    - Você é a alfa dele mas quando estivermos mais devagar, mais perto dos desgraçados, eu espero que ele esteja solto para morder rápido, antes dos outros. - Shaw fala claramente para Amy e Axel, muitos dos outros já em quatro patas esperando a movimentação. - O Caminhante Norutno vai apontar o caminho, eu não estava lá, não usei nenhum caminho e eu não sei se ele se importa com o nosso caminho muito mais que com o nosso destino. Fiquem atentos. Mas Amy, você esteve no meio da merda, certo? - Ele confia nela e acena outra vez concordando com a posição dela logo atrás.

    Antes de mudar para a forma de lobo, ele precisa reforçar a presença com o totem. - Caminhante, esses são os aliados. Avançamos agora para o caminho que você vai nos guiar, até Sorriso Sangrento. Os Anshega não devem nos ver antes de sentir garras e dentes, Caminhante. Esse é o jeito que vamos caçar hoje.

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    Mensagem por Bravos Seg Jun 28, 2021 10:12 pm





    Axel Brown

    - Tenho cada vez mais certeza disso. - Ele responde para Voz do Inverno. - Mas só precisamos de um rastro. - Um rastro e eles o perseguiriam até separar carne de ossos. Os urathas em Dover gostavam de falar as coisas pela metade. Eles chegaram naquele bonde andando. Ainda que estivesse caminhando no escuro, Lobo Partido se sentia muito livre por começar a escolher os próprios passos. Como os demais, espera as palavras de Shaw. Quando as últimas são ditas, ele fixa o olhar mais uma vez no alfa e fala, sem sequer sair a voz, apenas com os lábios: - Olhos abertos.

    Na forma urhan ele corre entre os demais. Procura por rastros. Cheiros. Sons. Qualquer coisa que possa indicá-lo para onde e correr. Ele era um caçador e para isso bastava encontrar os rastros da presa.

    Axel tá ativamente tentando encontrar rastros. Tanto no caminho, quanto quando eles chegarem a um lugar onde houve batalha. Ele tem também a vantagem Nowhere to Run: Any Hunter in Darkness can track prey. Your character, however, has an instinctive awareness of his prey, and the places his prey considers “safe.” Using subtle clues about his prey — like smells, fibers, and tracks — he can identify where his prey hides and recuperates. With a turn of scrutiny, he immediately knows basic details and a rough location of any Safe Place the prey has. With a Wits + Investigation roll, he can identify other dedicated sites, boltholes, and hiding places. Every success offers one such hangout.

    Vou rolar o teste para informações adicionais, mas a vantagem já dá umas informações básicas What a Face





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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova - Página 3 Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Wordspinner Qua Jun 30, 2021 4:42 am

    Shaw escreveu:E com o passar do tempo...

    De alguma forma o que ele disse pareceu satisfazer tanto Amy quanto Brendan que confirmam com a cabeça. Mas Dalia sorri como se ele tivesse enfiado o pé em uma armadilha de urso e ela fosse o desgraçado do pica-pau com uma marreta enorme.

    Axel escreveu: Mas só precisamos de um rastro.

    "O diabo sempre oferece algo doce. O problema é veneno musturado com o mel. Isso ou preço." Ele diz baixo como se fosse possível não ser ouvido por todos ali. "Até onde ele sabe? Até onde a gente sabe o que ele quer?" As perguntas que Axel já tinha se feito tocam novamente a superfície. Desconfiar de um Mestre do Ferro é tão natural quanto desconfiar de um irraka. Olhos do Céu com seus aliados e seus favores sem nenhuma cobrança, sorrisos fáceis e informações úteis. Sempre tão suspeito e tão limpo.

    Shaw escreveu: Quebra Correntes estava próximo, logo antes.

    "Não podia ter escolhido melhor." Ela diz com raiva na voz. Ela tinha raiva em tudo.

    Shaw escreveu:Você é a alfa dele mas quando estivermos mais devagar, mais perto dos desgraçados, eu espero que ele esteja solto para morder rápido, antes dos outros.

    "Não antes. Na hora certa. Jay vai saber se eu precisar dele." Ela fala olhando para o irraka, ela tenta esconder a emoção, mas fica claro que negar o irraka trazia dor. Axel não consegue deixar de pensar nas possibilidades, ela quer que eles falhem? Quer que fracessem? Quer que um deles morra? Quer proteger o orgulho de Shaw evitando explicar algo que ela acha simples ou obvio? Manter Jay protegido? Manter Jay longe o bastante para fugir se todos eles acabarem mordendo algo muito maior do que podem engolir? A única certeza é que ela preferia não ter dito nada.

    Shaw escreveu:Mas Amy, você esteve no meio da merda, certo?

    "Eu vi tudo. Eu lutei até ser o último uratha das tribos da lua de pé." Ela olha rápido para Anne e então Axel. "Eles nunca recuaram" Sem orgulho, sem vergonha. Sem a frustração ardente que os três tinham no peito.


    O caminho é silêncioso. Silencioso obastante para ouvir os membros mais barulhentos do grupo, suas patas afundando grama e terra e arranhando a calma do irraka na frente. Axel no meio dos outros podia medir muito melhor o que estava acontecendo. Era ruim ter que confiar em Jenna para saber onde seu alfa estava indo. Ele invejava a certeza que ela tinha da posição de Amy mesmo tão longe, quase um quilometro e ela sabia sem pestanejar. Brendan não mostrava desconfiança disso, nem reclamava da distância, com o barulho que ele fazia Axel achava melhor ele estar distante mesmo. O elodoth só não gostava de pensar que talvez ele mesmo estivesse fazendo tanto barulho. Uivo Cortante era um lobo escuro, quase totalmente preto com as patas cinzas e cheias de pelo. Ela não era silenciosa também. Nem Anne e Jenna que pelo menos eram rápidas e leves. Morte, por sua vez era uma sombra. Os olhos amarelos tranquilos e os passos sem som.

    Shaw o ouviu antes de ver. Sentiu o cheiro antes de ver. Quando finalmente o viu foi uma mistura de glória e horror. O garoto não tinha mais de dezesseis. O celular na mão e o pinto na outra. O mijo escoria lentamente da árvore enquanto ele balançava a cabeçava e respondia algo. Os fones de ouvido tornavam impossível ouvir a pessoa do outro lado. Fones grandes como rosquinhas. Era um uratha, ele sabia antes mesmo de o ver. "Claro, pode deixar. Mãe, eu não to usando drogas não, meu deus! A gente tá só jogando. Jogo de tabuleiro mãe... Video game também, claro. Não não tem bebida nenhum! Garotas? A gente não tem essa sorte não."


    --

    "Algo como 'Venham venham humanos patéticos... venham venham para eu comer suas almas!' Mais ou menos isso." Ela não sustenta a farsa por muito tempo, mas parece muito sério quando ela diz e a voz da loira fica completamente transformada. Algo baixo e gutural que faz a espinha gelar. O sorriso se abre logo depois. "Já descansei demais. Kandice é criança muito especial. Cheia de dons. Ela fica meio que escondida dos espíritos o máximo que conseguem. Talvez seja o certo, quem sabe?" Ela dá de ombros olhando a menina.

    "Anne é uma lua cheia e chegou aqui cheia de coisas pra aprender e Sebs e Amy são mais acessíveis que a maioria. A gente adora ela lá. A gente adoraria correr com ela, mas Quebra Correntes chegou antes." Ela suspira deixando um pouco de dor aparecer no rosto. "Anne sempre foi muito... generosa, Aponi e Stuarts sozinhos era impossível para ela recusar. Agora você e o bebê? Isso foi uma surpresa pra todo mundo. Não o Juan, claro. O bebê." Ela diz sorrindo mesmo com a dor.

    "A gordinha? Elise Mcleary, ela foi uma cirurgiã promissora uns vinte ou trinta anos atrás. Sei lá. Antes do meu tempo. Agora eu sei que ela coloca os Filhos do Corvo no lugar quando precisa. Um cirurgião dos bons com o vigor para operar um dos nossos? Difícil de achar e valioso demais para arriscar. " Asia analiza a mulher com cuidado. "Não sei o que aconteceu para ela vir até aqui, mas... Porra a comida chegou. Pega uma lasanha pra mim? Você não vai negar o pedido de uma pobre aleijada, vai?" Ela segura as muletas e coloca debaixo do braço exagerando na dor e no esforço. Ou talvez simplesmente relaxando.
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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova - Página 3 Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por Faor Qui Jul 01, 2021 1:52 pm




    Shaw fuzila Sombra Vermelha quando ela retruca o pedido dele sobre o Inquisitor. Ele encara ela por mais que um instante, mas só via visualiza a própria imaginação do grupo avançando e um irraka na retaguarda. Quando ele reconhece que a fila pode se alongar muito, ele aceita em partes o protesto dela, mas não admite. Apenas abandona a postura agressiva e se transforma lentamente, aproveitando a dor de cada músculo esticado ou osso retorcido. E então ele se move, rápido.

    O Caminhante é silencioso mas eles avançam e cada vez que Shaw percebe os ruídos de parte do grupo, ele aumenta um pouco mais o ritmo, esticando a comitiva. Sombra Vermelha muito próxima e a certeza de que Lobo Partido segue firme faz com que ele continue sem hesitar.

    Mas aí ele percebe que há um uratha próximo e então ele para de súbito e joga a cara de lado, num sinal de alerta que esperava que Amy captasse. Ali o lobo com um manto cinza escuro e abdômen castanho claro avança ainda mais silenciosamente, com os pelos quase tocando o solo. Enquanto se aproxima, se esforça para reconhecer outras ameaças, outros urathas ou mesmo humanos ou Sangue de Lobo. Tenta perceber marcas de território e fontes de ruído ou movimentação em construções ou automóveis. Mas nunca deixa de se mover. Em uma aproximação mais lateral, não direta, experimentando as árvores. Mas não quer desperdiçar a distração do moleque. Fones de ouvido e ainda mijando, um ataque rápido. Shaw sabe que sua conexão com o lado espiritual não é a mesma de antes, sabe que a mudança de forma está mais lenta e sabe que ele não pode hesitar.

    Ainda assim e mesmo com todo o ódio no coração, arrancar a vida de outro uratha é uma violação ao Juramento. Ele sabe e sente. Sente o incômodo na garganta imediatamente e sem pensar sabe que isso está relacionado à Caçada no Vazio. O fato do anshega ser pouco mais velho que Skye ou até que Wendy, de não ser um adulto, não traz nenhuma dúvida. Shaw avança para atacar.

    Ele espera conseguir se aproximar, primeiro quase rastejando, depois firme e direto sobre as patas para concluir num salto que leve as patas dianteiras até o peito do menino e os dentes até a garganta do desgraçado. Ele tem esperança de não matá-lo, mas conforme avança as memórias reforçam como é saboroso o sangue de um uratha.

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    Mensagem por Bastet Sex Jul 02, 2021 9:03 pm



    Samantha
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    Sam arregala os olhos com aquilo, negando com a cabeça – Mas ela tá ajudando....ó – indicou as pessoas com dor que a aranha tinha colocado pra dormir... E logo vê o sorriso nos lábios da loira. – Ah, porra – ela riu, ainda tensa com o que Asia tinha brincado. Por fim, a outra não aceitou descansar, como Sam imaginara e ela não insistiu. – Talvez seja... Mas deve ser difícil. Eles tão por toda parte, né? Alguns, como aqui... Bem mais, claro. É pela dor? Ou medo... – Sam realmente tentava entender, frustrada de não conseguir falar com a aranha.

    A morena sorriu quando Asia falou da Anne, querendo pensar em coisas boas e não na mulher se engalfinhando com os puros. – Ela também gosta muito de vocês, pelo que percebi. Mas o Stuarts... Nas palavras dela, foi como um pai e um tutor em tudo isso aqui. Me dói ela ter ido pois ela vai se meter na frente de tudo, com a raiva que tá. Nem posso mensurar o que ela e Aponi tão sentindo agora – baixou o olhar e assentiu ao ouvir falar do bebê – Os bebês. São dois – aos poucos Sam conseguia digerir um pouco mais o assunto – Surpresa em dobro. Eu nem sabia que ela era mulher, imagina quando descobri – observou que realmente a perna da mulher ainda doía – Não tem nada que a gente possa fazer pra ajudar na sua recuperação? É espantoso que você já esteja andando, na verdade.

    Observou Elise, os olhos brilhando a cada palavra da outra mulher. – Ela consegue operar um de vocês? Eu pensei que fosse impossível sem que virem...Sabe? – não sabia o nome, fez uma mímica como se ficasse grande e forte.

    - Claro, pobrezinha o "pobrezinha" exagerado, assim como o pedido da loira. Enfiou as mãos nos bolsos do Jeans, indo procurar a comida. Foi até o carro que o pessoal tava distribuindo – Oi... Posso levar pra ir distribuindo? Valeu - Pegou alguns hambúrgueres, pra espalhar pras pessoas e a lasanha pra Asia. Enfiou os hambúrgueres numa sacola e levou a lasanha na mão, indo entregar pra mulher – Hambúrguer também? – abriu a sacola pra ela pegar o que quisesse. – Vou tentar fazer esse povo comer também. Valeu, Asia. Depois... Posso conversar com você sobre esses... – indicou os espíritos – Eu vejo, mas não entendo nada... – depois da resposta, agradeceria novamente, espalhando a comida para as pessoas que estavam acordadas e ajudando.

    Quando estava terminando, guardou alguns para pessoas específicas. Foi andando, procurando Chloe, não a vendo do lado de fora. Acabou por entrar no celeiro, onde sabia que Aponi estava. Foi até ela, se abaixando pra poder olhar a mulher nos olhos.

    - Oi, Aponi – caso William ainda estivesse cuidando dela, cumprimentaria ele também e oferecia comida pro homem e depois pra mulher – Eu trouxe isso, por favor, come... – nem sabia bem como consolá-la. Se ela aceitasse, a abraçaria por mais tempo que costumava abraçar as pessoas normalmente – Eu posso te ajudar mais em algo? A Anne foi... foi com os meninos, mas eu estou aqui pra o que você precisar...

    ---

    Depois de ficar um pouco conversando com Aponi, ela se levantou, meio tonta, com o pesar de volta em sua mente. Procurava Chloe, sem conseguir encontrar. Será que ela tinha saído? A ruiva era teimosa...

    Enquanto procurava, viu Elise junto a Kandice, cuidando de uma queimadura bem feia. Ela se abaixou pra falar com elas.

    - Com licença... Oi Kandice, oi senhora Mcleary. Trouxeram comida... Eu posso cuidar aqui, sob sua supervisão, enquanto vocês comem. Estão trabalhando desde cedo, precisam repor as energias....- ela indicou alguns hambúrgueres dentro do saco que carregava, passando pra Kandice segurar, caso Elise concordasse, pra começar a ajudar.  Por sorte, ainda tinha um pra oferecer para a pessoa sendo cuidada. Precisaria pegar mais pra ela e Chloe depois.


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    Mensagem por Wordspinner Sex Jul 09, 2021 4:45 am

    Sam escreveu: Eles tão por toda parte, né? Alguns, como aqui... Bem mais, claro. É pela dor? Ou medo...

    "Era para não estarem por aqui, eles deviam ficar do outro lado, mas vieram porque eu pedi. Eu os arrastei até aqui. Você também poderia." Ela fala olhando para os espíritos.

    Sam escreveu:Nas palavras dela, foi como um pai e um tutor em tudo isso aqui. Me dói ela ter ido pois ela vai se meter na frente de tudo, com a raiva que tá. Nem posso mensurar o que ela e Aponi tão sentindo agora.

    "Ele era ótimo. Fácil de respeitar e dialogar. Tenho certeza que ele ensinou para ela muito mais que nossas aulas e conversas. Você não quer saber o que ela tá sentindo. Eu preferia esquecer. Ficaria nessas muletas para o resto da vida para esquecer." A voz ficava mais baixa a cada palavras, as últimas talvez nem fossem para Samantha.

    Sam escreveu: Ela consegue operar um de vocês? Eu pensei que fosse impossível sem que virem...Sabe?

    "A única surpresa nessa coisa toda com a Anne é ela não ter fugido." Ela fala com um sorriso torto. "Tem suas complicações. Mas não sei se essa é a pior." Ela parece pensar com cuidado.

    --

    A comida causou uma agitação nova no sítio. Asia confirma a pergunta de Anne com a cabeça enquanto come, sem parar de mastigar nem um segundo. Aponi estava sozinha no sofá. William não estava em lugar nenhum, ou estava em algum onde não dava para ver. Aponi aceita a comida sem falar, mostrando mais apetite que Sam imaginava, porém comendo com delicadeza e mastigando muito bem cada mordida, muito mais cuidadosa que Asia. "Tem tantas coisas que eu preciso Sam." Ela fala com carinho como dizia o apelido de Anne. "Mas nenhuma delas está ao seu alcance. Exceto talvez por isso." Ela mostra a comida com as duas mãos. "Por um bom tempo ninguém vai poder fazer o sangue parar. Mesmo que fechem a carne com linha e agulha. Quero Fran de volta. Quero ela me abraçando. Quero ouvir o nosso Theo chegando os sapatos rangendo e o coração sempre calmo." Ela fica em silêncio para enfiar mais comida na boca. Os olhos brilhando, mas ela não pisca. Os olhos escuros como onix fixos em Sam. Nos olhos dela. Nenhuma vergonha da própria emoção. Nenhuma hesitação em se mostrar vunerável.

    --

    Elise não olha para Sam, na verdade o desconforto da senhora é quase tão grande quanto a alegria da menina. Os olhos muitos claros e menos cinzas que o da maioria dos Mcleary. "Eu quero." Ela diz ao invés de obrigado. Elise não diz nada. A menina arranca um hamburguer do saco e começa a comer com voracidade e falar ao mesmo tempo. "Ela não fala com estranhos, sua estranha. Tia, essa é a..." E cai um pedaço da boca da menina que ela pega antes de tocar o chão e coloca de novo para dentro da boca. Os olhos prestando muita atenção em Sam. Elise tentava fingir que não estava ouvindo as duas.

    --

    "É só lazanha." A voz era tranquila e um pouco entediada. "Vou colocar aqui do seu lado." É difícil ver o rosto do homem. Era um homem. As luzes improvidas as suas costas faziam dele um borrão escuro, mas muito bem delineado. Ele coloca o pote plastico com lasanha e um garfo espetado como se fosse uma bandeira. Sem motivo nenhum ele abaixa a cabeça e depois dá um passo atrás esperando a reação de Chloe, agora uma parte do rosto visível na luz forte a olhava como quem pode esperar qualquer coisa. Um olho escuro e quase fechado esperando paciente.

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    Sítio abandonado - Primeira Lua Nova - Página 3 Empty Re: Sítio abandonado - Primeira Lua Nova

    Mensagem por thendara_selune Sex Jul 09, 2021 10:49 am

    Chloe assumia um ar sombrio e sem a luminescência que lhe era tão natural. A realidade tinha som, cheiro e atmosfera de dor que a  invadiam. Uma memória quente a confundiu por um breve instante lembrou de calor, de ser carregada e depois associou tudo a algo confuso. Percebeu que estava sentada dentro de um carro, o som das pessoas conversando e o homem ali deixando a comida, mas afastando enquanto a luz o fazia ser um borrão delineando tão perfeitamente. Ela leva uma das mãos ao rosto apenas para confirmar o que já sabia.  Só era a sombra da Chloe que chegou em Dover e isso a deixou envergonhada ao pensar que em comparação aos outros podia se considerar com sorte.     - Oh...Obrigada...Desculpa, mas você sabe quem me trouxe pra cá? Alguém da minha alcateia?-  A voz é um murmúrio quando pega a embalagem olhando por alguns segundos sem esperar que ele responda. A primeira garfada só acentua a dor nos lábios, aquele corte profundo dificultando as coisas e a fazendo esforçar-se para comer sem fazer uma careta de dor. Os sentimentos dela são um corvo esvoaçando em um telhado de vidro e alçando voo em direção ao vazio que a deixava com medo de pensar no depois. A sua vida lhe pareceu fútil, como se tivesse crescido dentro de um globo de cristal que ao chacoalhar agora não tinha mais flocos de neve, mas sim apenas sangue e violência que molhava tudo sem apiedar-se de nada. - Eu me viro agora e mais uma vez obrigada... -

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    Mensagem por Wordspinner Qua Jul 14, 2021 8:21 pm

    O estranho dá de ombroa quando Chloe pergunta sobre quem a trouxe até ali e olha em volta como se pudesse encontrar a resposta. Mas desiste e dá de ombros de novo. Quando Chloe diz que se vira ele balança a cabeça uma vez confirmando. Abre a boca para falar, e a fecha logo em seguida dando as costa a Chloe.

    Um, dois, três passos e ele sai da vista. A lasanha na embalagem ainda está quente. O gosto não é nada especial. Queijo e carne e molho. Mas parece impossível de resistir depois que a fome se faz ouvir. Chloe come e ouve os barulhos e conversas lá fora da janela que é a porta do carro, segura em seu mundo miniatura de ferro e estofamento.

    O frio a pega de surpresa. Sem aviso é como se fosse inverno e ela pudesse esperar neve lá fora. Mas essa supresa é menor que o susto quando ela se olha no retrovisor. Ao seu lado a mulher que lhe colocou na direção de Dover sentada com a mais calma das expressões. "Está chegando Chloe." A voz dela é fria e doi nos ouvidos. "Como um vazio escuro na noite."
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    Mensagem por thendara_selune Qui Jul 15, 2021 8:10 pm

    Chloe ouviu o homem e observou dar com os ombros. No fundo ela preferia assim, estava cheia de pensamentos que iam e vinham sem uma lógica perfeita.  Não queria lidar com rostos conhecidos, comeu, mas não sentia vontade de insistir em mais garfadas, porém o fazia porque o corpo pedia. Dover mostrou-se um pequeno ponto cinza em uma tela bonita, só que esse ponto crescia, espalhava-se e aos poucos parecia atingir todos os cantos da bela pintura.  Estava agradecida em ficar ali, não queria falar, tinha dito demais assim que viu Samantha, não estava pronta para trazer aquele assunto e nem sabia como lidaria com os dois únicos lobos da alcateia, questionando-se naquele momento se era seguro andar com eles, lembrou-se de Franco e depois suspirou pesadamente. O frio a tocou sem pedir e os olhos não acreditaram naquilo que vê e quando a voz da mulher parecia até causar dor aos ouvidos ela estremece crendo que aquilo é mais uma peça que aquela cidade estava pregando sem lhe dar um segundo de paz. -Você?-  ela disse com um fiapo de voz trêmulo. - O que está chegando? – perguntou como se aquela criatura ou entidade que surgia após aquele tempo tivesse escavado uma nova ferida e aberto mais um caminho diante dela que só queria fugir de novo.

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    Mensagem por Bastet Sex Jul 16, 2021 1:28 am



    Samantha
    Doiley

    Samantha fica realmente surpresa quando Asia comenta que ela poderia. – Mas eles nem me entendem. Como eu poderia? – não era uma pergunta retórica.

    Quando o assunto foi para Theo, ela suspirou e assentiu. – Não sei se ensinou mais... Mas acho que a gente sempre elege alguém como guia, né. Ele parecia isso pra ela e pra Aponi – era estranho falar daquilo sabendo que ele não estava mais entre eles. Apenas assentiu quando ela falou da dor. Realmente não tinha noção, seja pela conexão humana ou conexão de alcateia. Apesar disso, estava triste, duas mortes naquela noite... E não sabia se essas mortes iriam se multiplicar, o que deixava a morena ainda mais angustiada.

    Deu um riso engasgado de preocupação quando a loira falou sobre Anne não ter fugido. – Quando eu voltei pra cá, nem sabia se ia levar essa gravidez pra frente. Anne é porra louca, eu não sou exatamente um exemplo. Mas no fim pareceu certo tudo isso... E assustador pra caralho – completou, olhando pra Elise, tentando imaginar qual complicação poderia ser pior que ter uma fera acordada enquanto você a corta por dentro.

    ---

    Sam parecia aliviada ao ver Aponi comer. Se sentou ao lado da mulher, segurando mais um hambúrguer pra dar pra ela quando terminasse. Ela parecia ter perdido bastante sangue e, apesar da recuperação rápida, não custava reforçar o corpo. O tom de voz, a emoção e a sinceridade da Cahalith pegaram Samantha de surpresa.

    A mão de Sam escorrega pro ombro de Aponi, um pouco hesitante, mas em busca de dar um pouco de conforto pra mulher. Só desvia o olhar do dela quando a outra volta a comer. Claramente não era tão boa em expor seus sentimentos. A mão no ombro a puxou para um abraço cuidadoso, para não a machucar mais. Durou mais tempo que poderia contar. Deixando o próprio medo e pesar molhar a blusa da outra.

    Ela começou a levantar, sem aviso, olhando em volta. Foi até uma das bolsas, voltando com uma caneta na mão.

    - Eu nunca tive alguém como ele... Nem de perto. Mas perdi muitas pessoas na minha vida, pessoas que eu considerava irmãos... E eram arrancados de mim pra ir pra uma nova família. Uma coisa que sempre ajudava era escrever cartas... Mesmo que eu nunca tenha as enviado. Mesmo que você não possa enviar – abriu o papel de um dos hambúrgueres que Aponi tinha comido, limpando um queijo grudado nele e dobrando pra parte engordurada não atrapalhar. Estendeu pra ela junto com a caneta.

    ---

    Samantha apenas observa a jovem Sangue de Lobo falando e falando. Ela era leve, assim como as crianças da vila, mesmo enxergando coisas que uma pessoa normal não enxergava. Quando será que eles perdiam a inocência?

    – Eu sou a Samantha. Samantha Doyle, faço parte dos Algozes no Escuro. Sou uma Sangue de lobo também, igual você – se apresentou para a ruivinha, sabendo que a tia também ouvia – Eu sou uma estranha de fato, mas tenho pessoas lá fora lutando pela nossa segurança, assim como vocês duas tem também. E essas pessoas podem precisar da minha ajuda quando voltarem... E principalmente da ajuda da senhora, senhora Mcleary, que eu soube que pode cuidar melhor deles que qualquer um. Então, por favor, se alimente, a comida veio de pessoas conhecidas – indicou o carro onde estavam distribuindo comida – e deixa eu aprender um pouco com a senhora enquanto isso. Não precisa nem falar comigo se não quiser – Deu uma piscadinha pra Kandice, indicando com a cabeça que ela oferecesse o hambúrguer para a tia, já que estava com a sacola e aparentemente não era uma "estranha".

    Pegou o álcool que estava perto delas, limpando a mão  e estendeu a mão para que Elise passasse as gases e o instrumento bisturi que usava pra aliviar a pressão na queimadura. Se ela o fizesse, Sam começaria a tratar enquanto a mais velha comia, sempre atenta a qualquer instrução.

    ---

    Nem sabia quanto tempo tinha ficado ali com as Mcleary. Na verdade, nem sabia há quanto tempo estava ali ou há quanto tempo estava acordada e sem comer. Pelo menos tinha tomado um chá quando chegou da clínica... Chá calmante e remédio calmante. Aparentemente, seu organismo tinha decidido ignorar o sono e o cansaço daquele dia infernal pra suportar a madrugada mais bagunçada da sua vida.

    Voltou até os carros de comida, pegando dois cachorros quentes, um pra ela e um pra Chloe. A ruiva tinha de tá em algum lugar. Tinha a Skye também... Bem, se a encontrasse pegaria mais um pra ela. Começou a andar entre os carros ali parados, procurando Chloe... quando vislumbrou uma silhueta dentro de um carro que vestia o casaco que Sam estava vestindo quando chegou. Como os vidros eram escuros, precisou quase grudar a cara pra ver se era realmente ela.

    Bateu no vidro.

    -Chloe?

    off:
    Como a Sam teoricamente ficou um tempo na cena anterior e dps procurando comida, fiquem à vontade pra continuar o papo no carro antes de responder ela
     


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    Mensagem por Wordspinner Dom Jul 18, 2021 6:01 am

    "Não tema Chloe. Você pode impedir. Algo horrendo se esgueira nas sombras e tenta quebrar o mundo. É difícil saber o que você vê." As mãos dela se esticam na frente do rosto como uma cega tentando tocar o que não vê a sua frente.

    "Uma traição tão grande. Não se deixe enganar, tenha força. Vai precisar de força e determinação. A Rainha está chegando e... tarde demais." Ela some como apareceu e a angustia em sua expressão impressa na mente de Chloe. A voz de Sam chega logo depois.

    --
    "Tem regras que até eles precisam seguir, como contratos que você pode forçar. Sim até você. " Ela fala como se fosse ser muito simples e parece simples até Sam se afastar da loira e pensar de novo no assunto.

    A Ithaeur pensa um pouco quando Sam fala sobre escolher um guia e não diz nada enquanto se afunda nos próprios pensamentos. No fim não da para ter certeza se ela ouviu mesmo todo resto que a morena falou, mas quando olha para Elise sente os olhos de Asia a encarando de cima mesmo com as muletas.

    --

    Aponi olha com profunda seriedade para o papel. "Obrigado por esse pedaço de você." Ela pega o papel e caneta como se fossem um presente. "Eu vou contar as histórias dele. Eu vou cantar a sua morte e ele vai ouvir. Que seja do pedaço da mãe que tem em todos nós, do depois que ninguém entende ou pelo menos do ficou gardado aqui. " A cahalith aperta o papel com dedos escuros contra o peito. "Aqui e com a Franky." A voz pesada e lenta de emoções muito entrelaçadas umas nas outras para se discernir.

    --

    "Ela não come hambúrguer." Diz a menina sem ver problema nenhum em falar de boca cheia. "Vou pegar lasanha." Ela diz ainda de boca cheia. A tia não olha ou responde nenhuma das duas, mas assim que lasanha chega ela se senta. "Uma camada grossa de pomada. Sabe como é? Não deixe ela errar." Ela fala para a ruiva com uma voz cansada e um pouco assustada enquanto entrega um tubo branco e sem rotulo para Sam. A queimadura era feia e profunda. Pedaços de pele queimada tinham sido retiradas e ela conseguia ver gordura no buraco rosa, vermelho e branco. Uma ulcera nojenta que escorria o tempo todo.

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    Mensagem por thendara_selune Dom Jul 18, 2021 5:06 pm

    Ela escuta, mas a incredulidade fica pairando entre ela e a visitante. Ela sente a voz presa na garganta, a vista parece nublar e em seguida a voz de Sam chega.  Chloe demonstra uma estranha confusão, muito para lidar, tanto para se entender e tudo em volta parecia continuar a serpentear como se fosse uma fera cheia de caos que vagarosamente espreitava a mente de Chloe. - Tem algo vindo...- Ela sai do carro esfregando uma mão  na outra.- Alcateia onde estão todos e a menina?-Os olhos da ruiva vagueando em volta crente em algo pior, como um tapete em chamas pudesse estar sob os pés das duas e estendendo-se por todo lado.
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    Mensagem por Bastet Dom Jul 18, 2021 6:55 pm



    Samantha
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    Samantha sente os olhos da loira em suas costas, a  olha por sobre o ombro, por alguns segundos, tentando entender o que se passava na mente dela. Não sabia bem que parte das suas palavras tinha deixado Asia pensativa, mas ela parecia imersa demais nos próprios pensamentos pra responder qualquer coisa. Por isso, Sam não insistiu, deixando as perguntas sobre o tal contrato pro dia que elas conversassem mais sobre os espíritos.

    ---

    A Sangue de Lobo não esperava aquela resposta de Aponi. Apesar disso, aquilo aqueceu seu peito, poder ajudar a mulher a transformar a dor em homenagem e lembranças. Ela ainda não sabia que a função de Aponi como uratha era contar as histórias dos vivos e dos mortos, mas certamente ela parecia boas com as palavras aos olhos da morena.

    Sam assentiu, com um pequeno sorriso – Eu mal posso esperar para ouvir, se você me der essa honra. Obrigada, Aponi – não explica o motivo de estar agradecendo. Apenas aperta o ombro da mulher, olhando para o papel que ela apertava contra o peito e suspirando, antes de se despedir e ir distribuir o restante dos hambúrgueres.

    ---

    - Obrigada – ela diz pra ruivinha, não tentando puxar assunto enquanto a menina estava fora. Sabia como era desconfortável o fato de você não querer conversar e ter alguém falando na sua cabeça. Ela apenas observava o trabalho da mais velha, admirada com a destreza e rapidez que ela movia as mãos.

    Pegou o tubo de pomada, não se sentindo ofendida pelo pedido de Elise pra Kandice. Observou o ferimento, pegando uma gaze pra limpar o pus que saia sem parar, abrindo a pomada. – Segura ele, por favor – pediu pra Kandice, que já tinha acabado de comer. Sabia que mexer em queimaduras nunca era indolor. Começou a espalhar a pomada de forma a ficar uma camada grossa, como a mulher tinha indicado, com cuidado pra não deixar nada sem o medicamento.

    Quando terminou de seguir as instruções, caso ela passasse mais alguma, olharia para Kandice e para Elise depois.

    - Senhora Mcleary, eu quero aprender a cuidar dos nossos, não só dos Sangue de Lobo. Eles fazem muito por nós, gostaria de ser últil não apenas por parir mais de nós no mundo. Na minha vida eu nunca desisti de aprender com os melhores professores, mesmo que isso parecesse impossível. Não vai ser agora que eu vou desistir. Farei de tudo para conquistar a sua confiança pra isso. Mesmo que esteja sendo inconveniente nesse momento. – começou a fechar a pomada, entregando pra Kandice.

    ---

    No carro, se assustou quando Chloe abriu a porta, saindo meio tonta do carro, parecendo que ia cair de cara no chão a qualquer momento.

    - Hey, hey... Calma. Vamos sentar um pouco ali dentro, ok? Eu e você – segurou a ruiva pela cintura, sem responder suas perguntas, apenas a levando de volta para o carro e fechando a porta. Entrou do outro lado, vendo uma lasanha no banco de trás intocada. A abriu e passou pra Chloe.

    - Você precisa comer – disse, abrindo um cachorro quente pra si mesma e dando uma mordida que pareceu ser da coisa mais deliciosa do mundo. – Os meninos saíram atrás dos inimigos que mataram o Franco, pelo que eu entendi. Levaram Anne junto... E outros lobos também. A Skye eu não vi... Ela parecia precisar de espaço, sem gente grande dizendo o que fazer. Tem muita gente vigiando aqui... E ela é um deles, não deve estar em perigo – indicou a lasanha, insistindo pra ela comer. A morena parecia ter perdido a fome após falar de Anne.

    - Você tinha dito que algo estava vindo? O que quer dizer? – olhou pra fora, confusa – Eu não devia ter te deixado sozinha... Você bateu muito forte a cabeça... Mas aconteceu tanta coisa. Como você está? – a mão amassava de leve o papel sobressalente do lanche, sem olhar de fato pra ruiva. - Eu sei que ninguém perguntou, os meninos parecem estar mais focados na vingança que nos fatos... Mas você quer falar sobre o que aconteceu?


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    Mensagem por thendara_selune Dom Jul 18, 2021 9:03 pm

    Seu rosto endurece, tentando ser racional diante de Samantha. -Eu vi algo aqui…- Ela olhava o banco onde a mulher surgiu. - Vi a mesma coisa que me fez chegar em Dover...Ela disse que algo vem vindo...Não é seguro permanecer aqui…- Ela havia entrado no carro, olhava o painel e depois passa para o banco da frente caçando chaves e prossegue esforçando-se para manter-se no controle das próprias emoções. - O que aconteceu comigo é que me usaram de isca, cheguei em Dover e esbarrei nos Uivadores, contei tudo sobre mim, sobre minha família pelo menos aquilo que sabia sobre eles e sobre porque vim pra cá…- O desespero passa pelo rosto machucado que agora encarava Sam. - Você tem muito para perder Samantha...Eu não tenho nada e peço que me escute, se confia em alguém aqui, tente fugir rápido e não digo só por você, mas pelo bebe que está ai e não tem culpa de nascer nesse mundo doente e cheio de bestas…- Chloe respira fundo. - Franco fez aquilo que foi talhado para fazer, não vou esquecê-lo, mas não podemos ficar aqui...os demais também não...Ela disse que já era tarde demais…Permanecer aqui é ignorar as mortes daqueles que protegem os seus em Dover...- A ruiva para olhando de novo lá fora, pensando no que podia acontecer e espera a reação de Sam.

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    Mensagem por Bastet Dom Jul 18, 2021 10:12 pm



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    Sam não entendeu porra nenhuma do que estava acontecendo. Chloe começou a responder as coisas rápido, meio fora de ordem, pulando de um banco pro outro no carro, falando de um aviso...

    - Chloe... Chloe, calma – a ruiva já nem estava no seu lado mais, estava no banco do motorista, procurando uma chave pra ligar o carro. Sam precisou respirar, antes de sair novamente do carro e ir abrir a porta do motorista pra poder falar com a mulher.

    - Todos aqui tem muita coisa a perder. Você já viu a merda onde estamos? As pessoas que foram salvas... Eu não posso nem imaginar o que você viu onde quer que você estava, essas pessoas podem e devem ter sofrido por muito mais tempo. Você acha mesmo justo sair correndo, se tiver um perigo real, igual uma covarde? – olhava diretamente nos olhos dela – Sair daqui assim é ignorar as vidas perdidas pra te salvar, porra. Aqueles filhos da puta te usaram, isso foi de uma canalhice do caralho, se tá com raiva, passa com esse carro em cima deles, quando voltarem. Se voltarem. Aproveita e passa nas pessoas que deviam ter tomado a frente por você e cagaram pra isso. Mas agora? Nenhum deles estão aqui. Esse aviso pode ser um surto, mas pode não ser... Nessa situação, eu prefiro não ignorar nenhum sinal. Se você prefere roubar o carro e dirigir sem direção, ao invés de ajudar, eu não vou te impedir. Mas se tem mesmo algo aí fora, é idiotice fazer isso, sem nem saber onde a gente tá.

    Sam larga a porta do carro aberta, balançando a cabeça em negativo. Foi correndo em direção de onde possivelmente Asia estava, olhando em volta, procurando mais rostos conhecidos... E coisas se mexendo entre as árvores.

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    Mensagem por thendara_selune Dom Jul 18, 2021 11:05 pm

    -Não vou fugir.- Ela respondia de um jeito fumegante. Sam sai do carro e Chloe sente que errou ao falar demais. A ruiva tinha os pés machucados, mas se esforça para seguir a outra. -  Espere, vou ajudar! - Ela gritou e sentiu-se presa na teia que se formava ao redor de todos de um jeito que não tinha pra onde ir ou escapar. - Eu só preciso de um tempo longe disso e entender o que vi, mas por agora peço desculpas e vamos tentar fazer algo aqui pelos outros…- Ela apenas seguia Samantha.
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    Mensagem por Wordspinner Seg Jul 19, 2021 2:51 am

    Os olhos escuro da mulher brilham molhados quando ela assente com a cabeça. A voz só chega um pouco depois. "Eu vou traduzir pra você o mais perto que der nas palavras do seu povo." Ela fala cheia de solenidade.
    --

    O paciente queimado estava mais calmo do que esperado e nem se moveu enquanto Sam o travata. Kandice faz sua parte do mesmo jeito, logo depois de estelizar suas mãos meticulosamente coma atenção que se dá a tarefas novas. "É nojento né?" Ela pergunta olhando a ferida aberta. Os olhinhos brilhavam animados contrastando com o nojo na voz.

    Quando finalmente terminaram não tinha mais ninguém para a mesa dr Elise. Ela não pareceu prestar atenção em Sam. Mas quando a morena finalmente termina Elise faz algo emite um estalo alto de plástico e coloca a perna, o que sobrou dela, no banco. A mão com dedos fortes aponta a pomada e depois as marcas vermelhas irritadas no cotoco fechado acima de onde o joelho deveria ser. "Ela é médica querida? Não parece. Cirurgiã?"

    --

    Sam e Chloe logo chama atenção e atraem olhares curiosos e intensos. Mas ninguém fica no caminho, ao invés disso as perguntas são atiradas a cada passo. "Tudo bem?" "Você viu alguma coisa?" "Tem alguém atrás de vocês?" "Cuidado, ta correndo porque?" A tensão se espalha como fogo quando as perguntas fazem as fuas correndo ganharem ainda mais atenção.

    Antes de alcançarem Asia a garota com o taco de baseball agarra o braço de Sam determinada a parar a mulher. Ela tinha os olhos amarelos no rosto de uma fera. Outros dois urathas também em dalu juntam cercando Chloe e Sam. Mas estão de costas para elas com a atenção fixa no lugar de onde vieram. "Tem algum deles aqui? Alguém machucou vocês?" A voz cheia de raiva parecia querer que a resposta fosse sim. Os olhos pulavam de uma para a outra procurando alguma coisa.

    Sem querer elas tinham atiçado os urathas que já deviam estar com os nervos à flor da pele. Não que isso fosse o pior. Chloe via a mulher em uma janela do segundo andar. "Aqui!" Ela grita e ninguém parece ouvir ou verquando seus olhos seguem os de Chloe sem pensar. Mas Sam a vê no seu vestido esvoaçante movido por algum vento fantasma que não refletia o mundo real. Não que isso fosse tão ruim quando as nuvens brancas como ossos girando sobre a casa cortadas por lentos relâmpagos negros. Isso parecia ser o pior, especialmente quando ninguém mais dava qualquer sinal de perceber alguma coisa além das duas sangue lupino detidas na sua explosão de movimento e grito.




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    Mensagem por thendara_selune Seg Jul 19, 2021 9:16 pm

    Chloe escuta as perguntas se dando conta que não devia ter acelerado o passo. A velha mocinha ruiva de antes de Dover teria ponderado, mas era humana demais para manter as emoções trancadas naquele momento.
    “É como correr no deserto, ele arde sob os pés e parece infindável."  O pensamento dela surgia cortando qualquer vontade de responder as perguntas. Lá no fundo o monstrinho dentro dela mordia as correntes querendo se soltar e como se um raio lhe partisse a têmpora se deu conta que Samantha estava indo para clínica nos últimos tempos. Ela vê Magda segurar a morena e pensa se seria possível que Sam tivesse a serviço de alguém para vigiá-la? Cercadas pelas criaturas meio gente e meio fera a ruiva recua um passo. Porém ainda assim captura o olhar feral de Magda bem como sua  crescente sede por ação e violência. Não havia tempo para questionar ou se deixar levar pelo veneno de medo ou paranóia dentro dela. A urgência na voz é perceptível quando fala. — Podemos ver mais que vocês, enxergar os guardiões de suas alcateias, ver vislumbres densos daqueles que deviam ter partido,mas continuam aqui…— Por um momento,  olhos âmbar ultrapassaram os lobos em direção a casa. A mulher grita e a ruiva exibe pavor cru tão fácil de ler quanto um jornal. O  cenário sombrio que se forma sem que as feras ali notem. Vai sentindo como se ecos de outro mundo a estraçalhassem e fizessem um calafrio percorrer sua espinha. — Não há tempo, não é aqui o problema, mas do outro lado, uma tempestade se forma acima da casa...—  Ela daria um meio sorriso nervoso se pudesse, aquele lugar parecia uma cena de filme de terror. —Relampagos negros...A rainha chegou...—A voz trêmula pela força do evento assustador e buscando em si fôlego o suficiente para manter-se de pé.
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    Mensagem por Bastet Ter Jul 20, 2021 6:26 pm



    Samantha
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    Sam estranha a calma do paciente e instintivamente procura a aranha gigante. Talvez ela tivesse passado por ali ou Elise o tinha medicado... Ou aquele cara era realmente calmo demais. Ela continuou a passar a pomada, dando uma risadinha do que Kandice disse – Eu já vi coisa pior... Acho que acabei me acostumando. Você quer seguir nessa área de medicina ou enfermagem? – a menina parecia muito interessada, principalmente levando em conta a idade que ela parecia ter.

    Ela pensou que nem ia obter resposta da mulher mais velha, tendo sua atenção chamada pelo barulho. Nem tinha reparado que Elise usava uma perna artificial, ficando surpresa... A mulher tinha ficado de pé aquele tempo todo sem nem reclamar... Principalmente levando em conta as marcas vermelhas na pele.

    Sam abriu novamente a pomada, indo cuidar da perda da velhinha. – Posso? – apesar de a mulher ter apontado, achou melhor não tocar nela sem permissão... Tinha a impressão que Elise sabia usar aquela perna artificial como uma arma. Caso não recebesse uma negativa direta, analisaria a perna dela, começando a passar a pomada com cuidado.

    - Não de gente... Mas com o que eu pareço então? – respondeu, mesmo que a pergunta não tivesse sido feita diretamente pra ela. Não parecia ofendida com o “não parece”. Olhou pra Kandice – Chega ser até irônico, né? Uma veterinária, especialista em lobos, descobrir ser Sangue de Lobo – a mão ainda espalhava a pomada, não deixando nenhum lugar sem. A ironia era maior pelo fato de ela ter voltado, aceitando um emprego num haras de riquinhos, com medo de não conseguir um na área de estudo... E, no fim, acabar vivendo “na área”.  – Posso fazer uma bandagem pra não machucar mais quando sua tia voltar a colocar a prótese? – perguntou pra adolescente, já que Elise não falava com ela.

    ---

    Sam continuava seu caminho, com Chloe logo atrás... Se sentindo esquisita com a atenção inesperada que as duas ganharam. Chega até a reduzir o passo quando as pessoas começam a fazer pergunta, mas nem conseguiu raciocinar o motivo antes de ter o braço agarrado pela outra ruiva, que chegou no celeiro mais cedo. Samantha olha confusa pra ela, até irritada, puxando o braço de volta. Chloe fala antes de ela abrir a boca.

    A médica, naquele devaneio louco, chamou atenção dela para a figura no segundo andar... e para a tempestade chegando.

    - Cara... Eu ia dizer que você não ia acreditar no motivo de estarmos correndo – Sam fala, o rosto ficando mais pálido que o normal. A raiva indo embora com a cor e sendo transformada em mais confusão e medo. Indicou com a cabeça pra Magda olhar na direção onde elas viam a mulher e a tempestade.

    - Você vê aquilo? Acho que vai dar merda... A gente precisa sair daqui. – Agora, Sam que segurou o braço da ruiva, chamando a atenção dela pra si mesma novamente – Se você não vê, acredita em mim. Tem feridos aqui fora... E parece que vão ter mais se a gente não fizer nada. Alguma coisa avisou pra ela. Em seguida essa tempestade chegou. Nesse mundo a gente não pode ignorar um aviso. Me ajuda com os feridos... – ela olha em volta, procurando a loira. Gritaria em seguida, caso a vislumbrasse em seu campo de visão  – ASIA! – gritou, não fazendo  ideia de quem era a tal rainha que a Chloe dizia... Mas a única pessoa que conhecia que talvez pudesse saber que merda era aquela, era a loira perneta.  

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