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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

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    Mensagem por Caelestia Seg Maio 24, 2021 8:28 pm

    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Mars113


    Ano terrestre 2213
    Nave espacial Argo 2
    Destino: Marte, planeta vermelho
    Duração da viagem até o momento: 252 dias
    Tripulação preparada para acordar após 187 dias de hibernação criogênica


    -----------


    Anne caminhava distraída pelos setores da Argo enquanto relia suas últimas anotações.

    Havia acabado de participar do processo de despertar de alguns tripulantes e como a hibernação criogênica era algo ainda novo, cujos efeitos a médio e longo prazo ainda não estavam muito bem descritos no meio científico-acadêmico, ela estava aproveitando a oportunidade para acompanhar de perto as reações dos tripulantes, anotando suas impressões ao vê-los despertar e assim melhor poder acompanhar a evolução deles no decorrer dos dias. Usaria essa experiência com a Argo para estruturar sua tese de doutorado.

    Ela abre uma porta e finalmente acessa o corredor dos alojamentos.

    Era um corredor bem extenso, mal conseguia enxergar a porta da cabine que ficava na outra extremidade.

    Ela observa o local que está silencioso. Somente ela andava pelos corredores, seus passos ecoando no piso metálico. Sempre se sentia incomodada ao passar ali e se esforçava para desviara a atenção do local.

    Estava na cabine de número treze, o que não era distante, mas quando estava a poucos passos de chegar a ela as luzes do corredor se apagam.

    - O que está acontecendo? – Ela para e arregala os olhos, como se isso fosse ajudá-la a enxergar algo.

    Ainda na escuridão total ela ouve o som distante de passos.

    - Olá! Quem está aí? – Inquieta ela vira o corpo de um lado para o outro. Ela larga seus papeis que caem ao chão e estica os braços tentando encontrar a parede. - Athena! Athena! O que está acontecendo? – Ela chama pela inteligência artificial da nave ao mesmo tempo que um pequeno conjunto de lâmpadas no meio do corredor se acendem.

    As lâmpadas acesas lançam uma penumbra sobre as pontas extremas do corredor e olhando para sua frente, do outro lado, um vulto totalmente encoberto pela escuridão parecia observá-la.

    Assustada, olhos arregalados, respiração ofegante, coração batendo rápido demais. Ela se apoia na parede próxima e finalmente localiza sua cabine. Anne olha da porta para o vulto parado do outro lado do corredor. Seu instinto gritando para que fugisse.

    Respirando fundo, ela se lança em direção a porta de sua cabine e as luzes se apagam novamente ao mesmo tempo que os passos retornam, desta vez mais rápidos e vindo em sua direção.

    Anne alcança a porta. Sua mão treme e ela tem dificuldades para destravar a tranca. Os passos estão atrás dela. Ela pode sentir uma respiração na sua nuca, achando que não tem mais tempo para fugir, ela simplesmente fecha os olhos, se encolhe e grita. – NÃO!

    “Dra Anne? Algum problema no setor dos alojamentos?”

    Ela tem um sobressalto ao ouvir a voz levemente metálica e melodiosa de Athena.

    Levando a mão ao peito e com muito receito ela lentamente abre os olhos, se sentindo aliviada por perceber que o local estava iluminado.

    Realmente estava em frente a porta de seu alojamento. Ela se vira para trás esperando ver quem estava ali com ela, mas não havia ninguém, nem ali nem em toda a extensão do corredor.

    - Está tudo bem, Athena. Não foi nada. Obrigada! – Ela responde a inteligência artificial da nave.

    “Entendido!”

    Passando a mão pelos cabelos, ela respira fundo tentando se acalmar e se abaixa para pegar seus papeis espalhados pelo chão. Sem dúvida estava vendo coisas, provavelmente o cansaço dos últimos dias a estava afetando.

    Uma última olhada no corredor e Anne finalmente entra em sua cabine. O dia havia sido longo, precisava descansar.

    Do outro lado do corredor as luzes piscam. Um vulto aparece pela escotilha da porta atravessando de um lado para outro.


    ---------


    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Criog13


    Câmara criogênica

    Ela ouve distante o som abafado de batidas.

    Seus olhos abrem lentamente e ela vê uma mão batendo no vidro que estava em frente ao seu rosto.

    Sem entender o que acontecia ela apenas olha a mão que logo é substituída por um rosto sorridente de alguém que naquele momento não fazia ideia de quem era.

    Não consegue se mover. Seu corpo está pesado e sua cabeça dói como o inferno.

    Algo se abre e uma luz branca ofusca sua vista no mesmo instante que sente mãos agarrarem seu braço e a puxarem de onde estava.

    - Dra Samanta, vamos. Hora de acordar, querida! – Uma voz abafada entra por seus ouvidos.

    O estomago embrulha automaticamente e sem ter tempo de mais nada ela curva seu corpo para frente e acaba vomitando no chão.

    - Ei, cuidado! – Novas vozes e mãos a tocavam. Tinha a leve impressão de ser examinada e em seguida carregada para algum lugar.

    Não sabe quanto tempo levou, mas logo sentiu algo macio sob suas costas. E algo extremamente fofo foi colocado sobre ela a esquentando.

    Aquele calor sutil era como estar novamente nos braços de sua mãe, como quando era criança.

    Samanta abre os olhos e ela realmente está lá, acariciando seus cabelos enquanto cantarola uma canção de ninar.

    - Durma, filha. Durma... Quando você acordar estaremos aqui. Nunca vamos te deixar – Samanta vê a mãe esboçar um sorriso estranho, mostrando todos os dentes, mas ela estava com muito sono para se importar com isso.

    Acabou dormindo novamente.


    OFF:

    Tudo começa com o despertar da Samanta.

    Ela acorda na cabine dela. A útima vez que ela viu a sua cabine foi a seis meses, antes da hibernação.

    A cabine é simples, com cama, armário, pia e espelho. Vc pode descrever melhor o ambiente e objetos pessoais dela, caso deseje.

    Também pode permanecer na cabine ou sair para explorar outros lugares da nave. Fique a vontade ^^
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    Mensagem por Askalians Dom Maio 30, 2021 5:37 pm


    SAMANTA PETTERSON
    No matter what takes… I swear…

    Ela ouve os sons de batidas na câmara onde estava e lentamente abre os olhos com uma grande dificuldade. Ela não consegue encher muito bem e não consegue ver com clareza de quem era aquela mão.

    Seu corpo estava pesado, sua cabeça doía e isso a deixava desnorteada. Não conseguia se mover e estava indefesa. Uma luz branca ofusca a sua visão no mesmo instante que sente alguém agarrar seus braços e a puxarem de onde estava. Uma voz invade seus ouvidos e sem ter tempo de reagir, seu estomago se enjoa e como um reflexo ela apenas precisava expulsar qualquer coisa que havia dentro do seu interior.

    Pela sua profissão, sabia que provavelmente havia muitas mãos em cima dela para provavelmente ser examinada e então levada para algum lugar.

    Quanto tempo havia se passado, ela não sabia, mas quando sentiu algo macio lhe tocando as costas e sua cabeça se sentiu bem. Quando algo quente e fofo começou a esquenta-la, ela simplesmente se entregou aquilo e ao ter certeza de ouvir as palavras de sua mãe e tê-la visto com o pouco que conseguiu abrir os olhos, lhe confortou e então ela dormiu.

    Não sabia por quanto tempo havia dormido, mas quando acordou de sua cama, se levantou ficando sentada e dando uma olhada em volta, lembrando que estava em sua cabine. Ela passa de leve as mãos no seu rosto e coçou de leve seus olhos.

    O lugar era bem simples, afinal ela não possuía muito, mas algo a fazia sempre reconhecer aquele lugar: uma foto de sua família ao lado do espelho presa com uma espécie de fita adesiva. Ela olhou para baixo para ver se estava vestida com algum tipo de roupa. Caso estivesse com alguma roupa, ela tentaria se levantar da cama e pegar ou suas roupas ou o seu jaleco no armário. Caso tivesse dificuldades para andar, iria ficar tentando conseguir alguma estabilidade com as pernas depois do despertar.

    Precisava se inteirar de quanto tempo havia se passado e o que tinha acontecido na nave desde então.
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    Mensagem por Caelestia Seg Maio 31, 2021 5:48 pm

    Com alguma dificuldade ela consegue se levantar. Parecia que finalmente o corpo começava a colaborar e se mover da forma que queria.

    Ao olhar para si percebe que estava ainda estava usando o macacão de hibernação. Olhando em volta vê que sobre uma cadeira havia uma muda de roupas limpas que ela prontamente pega para vestir.

    Ela se aproxima do espelho e observa melhor a foto e lembra da sensação de ter sua mãe ali com ela antes que adormecesse. Joga uma água no rosto e sai da cabine em busca do restante da tripulação.

    Saindo da cabine percebe que estava sozinha nos corredores do alojamento.

    Seguindo para a parte da frente da nave ela passa por uma porta acessando a próxima área. Para sua surpresa, assim que a porta se abre ela dá de cara com Dr Benipe, seu colega de profissão com quem dividia a responsabilidade de cuidar da saúde física da tripulação.

    - Ah, olá doutora! Finalmente acordada, bem-vinda de volta! – Dr Benipe a cumprimenta. – Como está se sentindo? Sei que o despertar pode ser bem incomodo...

    Conseguindo ver por sobre o ombro do homem, Samantha consegue enxergar todo o corredor e uma movimentação chama sua atenção.

    Foi rápido, mas ela podia jurar que viu sua mãe atravessar a porta do próximo corredor e entrar na área de convívio comum.

    Mas o que sua mãe estaria fazendo na nave? Tinha certeza de que ela havia ficado em casa, não tinha?

    - Samanta! Filha, você não vem? – Ela ouve a voz de sua mãe chamando. - Seu irmão está esperando...
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    Mensagem por Askalians Seg Maio 31, 2021 9:37 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    Mesmo com dificuldade, ela consegue se levantar e se arrumar para depois partir finalmente para os corredores em busca de se inteirar do que tivesse acontecido na sua ausência. Por sorte ele acaba encontrando seu colega charmoso de profissão, o Dr. Benipe.

    - Obrigada Doutor. É muito bom poder revê-lo. Fiquei muito tempo ausente? Nossa.. o despertar é horrível mesmo como todos falam... mas como estão as coisas por aqui? Me conte tudo e não me poupe dos detalhes... e.. por acaso você recebeu alguma notícia da minha família na minha ausência?

    Quando ela ouve o que houve e vê o que acha que viu, ela pisca algumas vezes, dá uma leve coçada nos olhos pois aquilo tudo não fazia o menor sentido... Será que eles estariam lá mesmo? Não era possível isso, mas parecia inicialmente que era apenas os sonhos se misturando com a realidade ?

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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Ter Jun 01, 2021 5:06 pm

    Dr Benipe e Samanta ainda estão parados em uma das portas que divide os corredores da Argo, quando ele percebe o estranho comportamento da mulher.

    Ele olha para trás, por sobre o ombro, tentando identificar se acontecia algo, pois Samanta parecia ter estranhado alguma coisa. Sem ver nada ele se volta para a colega.

    - Dra Samanta, aconteceu alguma coisa? Está coçando os olhos... Tudo bem com sua visão? O processo do despertar criogênico pode causar alguns efeitos e um deles é a visão embaçada. – Ele parecia preocupado. – Mas venha, vamos até a área de convívio, podemos tomar um café e conversar sobre o andamento atual da missão e caso não se sinta bem, a enfermaria é logo ali ao lado.

    Benipe sorri para Samanta colocando uma mão sobre o ombro da doutora e dando espaço para que ela passasse enquanto gesticulava em direção a porta da sala de convívio. O mesmo local onde ela achava que havia visto sua mãe entrar

    Quando ele dá espaço, ela percebe que do outro lado do corredor fica a sala de hibernação criogênica. Através do grosso vidro na parede vê que as câmaras estão vazias, o que por si só já é um indício que deveria estar bem perto de seu destino, já que todos os tripulantes estão despertos.

    - Samanta, filha! Vamos, estamos esperando! – Ela ouve a voz de sua mãe novamente. Não parecia vir de nenhum lugar específico, mas como se fosse um som ambiente.

    Se olhasse para Benipe perceberia que o doutor continuava agindo normalmente, como se não tivesse ouvido nada.
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    Mensagem por Askalians Sex Jun 11, 2021 10:47 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    Todo aquele processo de despertar era realmente bem estranho e provocava algumas sensações desagradáveis e o pior, ela começava a suspeitar que estava alucinando. Ela coça os olhos mais uma vez, já que não havia passado maquiagem nos olhos e então diz:

    - Vamos sim... vai ser ótimo poder tomar um café e conversar... se eu vomitar ou me sentir mal, você me leva para a sua sala... – comentou ela sem se preocupar que aquilo poderia até soar como algo duplo sentido para qualquer bom entendedor, mas ela estava tranquila afinal estava falando com um amigo e acredita que mesmo sendo bonita, que ele não misturaria as estações.. ou misturaria?

    E mesmo com a mão do colega em seu ombro, lá foi ela para onde ele gesticulava. Parecia que era aquele o lugar onde a mãe entrou. Realmente um café iria ajudar a acalmar os pensamentos.

    Quando passou pela parede de vidro e viu as câmaras vazias, entendeu que seria aquilo bem o indício de que a jornada estava chegando ao fim, mas então porque aquela voz como se fosse um fundo no ambiente continuava falando. Será que se ela ignorasse iria parar? Então ela resolveu ignorar e procurar focar sua atenção apenas no Dr. Benipe, sorrindo vez ou outra com o que ele falava.

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    Mensagem por Caelestia Seg Jun 14, 2021 8:45 am

    Aceita o convite e acompanha o doutor pelo corredor até a área de convívio, resolvendo ignorar a voz que ouvia.

    Benipe abre a porta e dá espaço para que Samanta pudesse entrar na sala. Se lembrava que dá última vez que estivera ali praticamente toda a tripulação estava junta, brindando em uma reunião antes que todos entrassem em estado de hiper sono. E pelo que se lembrava dos planos da viagem, isso deveria ter acontecido a seis meses.

    Como quase tudo na nave o tom metálico era predominante na área de convívio. Havia uma grande mesa oval de cor branca com algumas cadeiras. Poltronas também brancas estavam espalhadas pelos cantos da sala. Um balcão com cafeteira, micro-ondas e sanduicheira ficava ao lado de uma ampla geladeira.

    Em um dos cantos havia uma estação de comunicação com uma tela interativa ao lado de uma prateleira com alguns livros. Uma porta que se abria para uma sala bem conhecida por ela também podia ser vista naquela parede. Era a porta da enfermaria. Uma pequena área concentrava alguns jogos eletrônicos, também podia ser vista na parede que ficava de frente para as poltronas.

    Samanta consegue perceber que a voz de sua mãe sumira assim que entrou na sala.

    Lá dentro vê que além dela e do doutor, dois tripulantes estavam ali conversando. Tentando forçar a memória consegue se lembrar de que se tratava de David, um dos navegadores da nave, e Megan, que ela não lembrava ao certo o cargo da jovem.

    Benipe se afasta e vai até o balcão providenciar o café enquanto ela se acomoda. Nesse momento um som estranho chama sua atenção.

    David segurava o braço de Megan com força, que por sua vez fazia força contraria tentando se livrar do aperto do homem. Quanto mais a mulher puxava o braço, mais era nítida a força que ele fazia ao apertar o braço dela, pelo modo como os dedos afundavam na carne sobre a manga da jaqueta da jovem.

    Embora falassem baixo, agora era possível ouvir uma ou outra frase dita por eles. Ambos pareciam exaltados e era óbvio de discutiam.

    - Me solta... ... ... Você está louco... ... ... Não interessa... ... ... Não vou não... ... ...

    - ... ... ... Athena me afirmou ... ... ... Não vou ficar só assistindo ... ... ... Cara com você... ... ... Esfinge, sim ... ... ...

    Não conseguia ouvir toda a conversa e o que conseguiu perceber não deixava claro se era uma discussão pessoal ou se tinha algo a ver com a missão, mas a jovem parecia cada vez mais irritada com o navegador.

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    Mensagem por Askalians Seg Jun 14, 2021 4:22 pm


    SAMANTA PETTERSON
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    Entrando na sala ela observou aquele lugar e pouco a pouco foi se lembrando de momentos anteriores alí dentro, de ver os outros e de lembrar como estava o clima das coisas durante o início da jornada. Parecia agora que algo havia mudado...

    Quando o outro médico se afastou e ela começou a ouvir aquela conversa esquisita e ver o navegador segurando o braço daquela jovem de uma maneira inapropriada e violenta, ela se levantou e foi até eles. Assim que se aproximou um pouco disse:

    - Com licença senhor David, senhorita Megan... está acontecendo alguma coisa? Poderia soltar o braço da senhorita Megan e quem sabe possamos todos conversar civilizadamente antes que eu precise conversar com a capitã... – Ela realmente não queria ter nenhum dos dois dentro da enfermaria, principalmente se fosse por algum tipo de problema violento entre os dois, seja por causas domésticas ou não então se sentiu mais do que na obrigação de tentar impedir o homem de continuar agredindo a jovem como parecia estar, não só fisicamente, mas também verbalmente pelo pouco que ouviu.

    Não tinha o hábito de conversar com a capitã sobre nada, porém sabia que se presenciasse alguma coisa grave, deveria simplesmente reportar e aquele era um tipo de situação dessas...

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    Mensagem por Caelestia Seg Jun 14, 2021 6:50 pm

    David olha na direção de Samanta. Estreitando os olhos para a mulher, visivelmente contrariado pela intromissão da médica, ele se limita a olhar ela de cima a baixo antes de bufar e soltar o braço de Megan, se afastando das duas mulheres até que finalmente saiu da sala sem dizer uma palavra.

    - Obrigada, doutora! A senhora é uma das médicas da expedição, não é? Acho que é Dra Samanta, acertei?  – Megan diz sorrindo sem graça e passando a mão pelo braço que David havia apertado – Desculpe por isso. David anda estranho, anda com umas manias esquisitas desde que despertamos a dez dias. Parece coisa de perseguição, sabe. Ele tinha que se tratar com a Dra Anne, mas se recusa... E cismou com a minha cara... Nunca dei essa intimidade para ele, enfim – A jovem dá de ombros.

    Megan retira a jaqueta e em seu braço era nítida a marca vermelha, causada pelo aperto de David, em sua pele alva. Nesse momento Benipe se aproxima trazendo uma bandeja com os cafés e alguns biscoitos e observa o braço da jovem.

    - Olá, Megan! O que houve? Está tudo bem? – O doutor pergunta para a jovem ao mesmo tempo em que olha curioso para Samanta, tentando entender o que estava acontecendo. – Quer um pouco de gelo? Parece que isso vai ficar um arroxeado na pele...

    Sem graça, a jovem apenas balança a cabeça negando a oferta.

    - Obrigada, doutor, mas estou bem. Eu vou indo. Minhas pesquisas me esperam na oficina  – A jovem sorri e meneia a cabeça em agradecimento, saindo da sala.

    “Samanta Petterson, mensagem de vídeo recebida. Por favor acessar estação de comunicação quando possível”

    Eles ouvem a voz metálica e feminina da inteligência artificial da nave, a Athena.

    Ela sabia que havia três possibilidade para acessar a mensagem naquele momento. Na estação de comunicação existente na área de convívio que, mesmo usando fones, dificultava um contato mais pessoal. Também havia as estações de comunicação da enfermaria e de sua própria cabine.

    O doutor sorri para a colega se sentando em uma das poltronas e se servindo de uma das xícaras de café.

    - Pela forma que Athena falou não parece nada urgente, então que tal um café antes?


    OFF:

    O que Samanta pretende fazer?

    Aceita o café ou vai acessar a msg antes?

    E sobre o que viu acontecer a Megan, será que vale a pena reportar a capitã?
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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Askalians Ter Jun 22, 2021 12:37 am


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    E ela então escuta com atenção o que Megan diz e responde afirmativo com a cabeça quando a garota pergunta se ela era a Dra. Samanta. Sabia que certos tipos de comportamento não eram aceitáveis sobre hipótese alguma, mas ficou ouvindo o que a jovem dizia em silêncio, ainda mais porque seu colega se aproximou trazendo o café e também viu o que ela viu, não na sua totalidade, mas viu a marca no braço da jovem. Talvez deveria ser mais prudente conversar com ele sobre aquilo antes de levar a situação para a capitã, afinal uma segunda opinião sempre poderia ser bem útil às vezes.

    Quando ela ouviu o aviso de Athena, ela sabia que deveria ouvir a tal mensagem, pois poderia ser algo urgente apesar de ter sido dito apenas “quando possível” e ela estava em um momento que havia acabado de acordar. Algo dentro de sí dizia que ela deveria simplesmente ouvir naquele momento então ela disse pegando a xícara de café que o amigo trouxe:

    - Será que poderíamos tomar esse café na enfermaria para que eu possa ouvir essa mensagem? Assim podemos continuar a conversar e a beber o café enquanto isso... podemos? – Ela não queria ouvir alí por mais que não houvesse mas ninguém ali a não ser os dois. Não queria simplesmente se expor e confiava no colega, então pensou que seria melhor ouvir a mensagem em outro lugar enquanto caminhava e bebericava o café até chegar na enfermaria, mas é claro que isso dependeria da resposta do colega.

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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Ter Jun 22, 2021 9:09 pm

    O doutor Benipe toma um gole do seu café enquanto olha para a colega, pensando sobre o que ela havia sugerido.

    - A enfermaria definitivamente não é meu lugar preferido para apreciar um bom café enquanto descanso. – Ele dá de ombros e sorri – Por que não tomamos o café primeiro? Depois, se ainda quiser que eu a acompanhe, podemos ir à enfermaria para que você possa ouvir sua mensagem. O que me diz?

    Antes que Samanta pudesse responder eles percebem que as luzes da área de convívio onde estavam apaga, os deixando por alguns segundos praticamente no escuro, se não fosse pela luz que vinha da enfermaria.

    No mesmo instante em que a luz acende eles ouvem a porta abrir em um estrondo e um homem entra. Ele estava ofegante e muito pálido, tropeçando nos próprios pés enquanto tenta caminhar até a mesa ao centro da sala. Sem conseguir alcançá-la ele cai e estica a mão na direção dos doutores, como se pedisse por ajuda.

    Largando sua xícara de café, doutor Benipe se levanta e corre indo em direção ao homem para socorrê-lo.

    O homem no chão começa a se debater, sendo atingido por uma forte convulsão. Benipe rapidamente o vira de barriga para cima e Samanta pode ver melhor o rosto dele que era incrivelmente parecido com seu irmão, Luke.

    - Dra Samanta, por favor... – Benipe diz pedindo ajuda

    As convulsões diminuem e eles conseguem levar o rapaz para uma das macas dentro a enfermaria. O doutor prontamente vai até os armários e pega alguns materiais que coloca sobre uma bandeja de metal. Voltando a vasculhar os armários, Benipe parece procurar por algo enquanto revira os frascos que havia ali.

    Sem encontrar o que procurava ele pega a bandeja e se aproxima de Samanta, entregando-a para a doutora.

    - Isso ainda deve ser devido a reação ao despertar criogênico. Os calmantes que tinha aqui acabaram. Vou correndo buscar e já volto. – Ele diz já indo em direção a porta da enfermaria – Vou deixá-lo sobre sua responsabilidade, doutora...

    Ele mal termina a frase e sai deixando Samanta sozinha com o homem que passava mal.

    De perto ele era ainda mais parecido com Luke. Na verdade, era realmente como se estivesse em frente ao seu irmão.

    O corpo do rapaz sofria com espasmos que contorciam seus membros. Se ela verificasse, veria que ele estava ardendo em febre, talvez na casa dos 40 graus. Ele estava pálido, embora as bochechas estivessem avermelhadas. A boca seca estava arroxeada e parecia que ia rachar a qualquer momento. Ele respirava com dificuldade

    - Samanta... ... Samanta... ... – O rapaz balbuciava com dificuldade

    Samanta sabia que febres muito altas eram raras como sintomas do despertar, porém totalmente possíveis. E assim sendo ela deveria agir rápido para estabilizar o rapaz e evitar que a febre alta causasse problemas que pudessem levá-lo a óbito.


    OFF:
    Não precisa entrar en detalhes muito tecnicos se não quiser, apenas dê uma ideia geral das ações de Samanta para tentar estabilizar o rapaz.

    Ela não se lembra de já ter visto aquele rapaz, tão parecido com seu irmão, antes na nave.  
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    Mensagem por Askalians Sex Jun 25, 2021 9:07 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    Realmente ela não queria tomar o café ali sendo que deveria ouvir uma mensagem que recebeu. O colega parecia que queria mesmo ficar um pouco ausente da enfermaria e mal ela pegou a caneca de café parar beber um gole e as luzes ficaram escuras naquele local, a porta abriu como um estrondo e o tal homem entrou. Quem era ele? Por que se parecia tanto com o seu irmão?

    Por alguns instantes ela ficou estática enquanto seu colega correu ao jovem. Ela sabia que não era seu irmão pois seu irmão não estava ali na Argos e se encontrava em uma cadeira de rodas, mas aquela semelhança era pavorosa.

    Quando Benipe a chamou, ela largou o café como se despertasse de um devaneio e se abaixou para ajudar e então levar o jovem para a enfermaria e colocá-lo em uma maca e isso porque ela queria ir inicialmente para a enfermaria e lá estava ela.

    Vendo o que o doutor fazia e o que procurava, rapidamente ela pensou em várias coisas. Inicialmente pensou em remédios e começou a falar:

    - Onde está o Diazepam ou o lorazepam? Não estão no armário? – Aqueles eram os melhores calmantes que poderiam usar em quantidades menores para serem injetados. Ela foi até o armário para procurá-los. Estava correndo ali contra o tempo para poder ajudar aquele paciente.

    - Vá atrás do calmante que eu vou abaixar a temperatura dele enquanto isso... onde está a novalgina, a dipirona ou o ibuprofeno?- aqueles eram os melhores remédios que podiam ser usados para abaixar a febre. Ela pegou o frasco de um deles que achou na bandeja, uma seringa e começou a injetar uma dosagem segura no paciente.

    Vendo que o rapaz balbuciava com dificuldade, ela acariciou os cabelos do jovem e disse:
    - Calma... vou te ajudar.. tudo vai ficar bem...- e ela aguardava para ver a reação no corpo do jovem.

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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Dom Jun 27, 2021 11:50 am

    O corpo do rapaz contorcia em alguns espasmos o que dificultou um pouco para Samanta conseguir encontrar uma veia e injetar o antitérmico.

    O remédio entra no corpo percorrendo as veias, passando por todos os tecidos do organismo.

    Poucos minutos se passam. O rapaz ainda estava extremamente pálido, a respiração difícil, mas os espasmos pareciam ter amenizado, contorcendo menos o corpo do pobre rapaz.

    Ainda aguardando que Benipe retornasse com os calmantes, se compadecendo do rapaz, Samanta toca os cabelos dele, que estavam molhados pelo suor causado pela febre, e acaricia os fios tentando transmitir algum conforto a ele.

    O rapaz abre os olhos. Olhos da mesma cor dos de seu irmão.

    Ele abre lentamente a boca, os lábios ressecados dificultando a fala. Tentando umedecê-los com a língua ele faz uma nova tentativa e com alguma dificuldade consegue balbuciar algumas palavras.

    - Sam... Samanta... Eu não cons... Não consigo sentir... – Ele passa a língua pelos lábios mais uma vez – Pernas... Não sinto minhas pernas

    A voz era fraca e baixa, mas Samanta pode ouvi-lo. Ao continuar acariciando os cabelos dele a mão resvala na testa e ela poderia perceber que embora ele estivesse mais calmo a febre não parecia ter baixado, estando o rapaz tão quente quanto a minutos atras.

    Ele arregala os olhos e balança a cabeça de um lado para o outro umas três vezes

    - Por favor, me ajuda!... Tô passando... muito mal... – Embora fraca a voz dele desta vez continha um tom de súplica, beirando o desespero.

    Ele vira a cabeça para o lado e sem poder conter, acaba vomitando enquanto seu corpo volta a ser sacudido por novos espasmos.

    Se olhasse para a bandeja de medicamentos deixada por Benipe, Samanta veria que existiam mais dois tipos de antitérmicos, um bisturi, soro, agulhas e cânulas de acesso venoso, gaze e esparadrapo.


    OFF:

    Dicas da "tia" Cae (entendedores, entenderão ^^)

    Febre muito altas causam alucinações e delírios.

    Além disso a desidratação é outro fator que preocupa nesses casos.

    A medicação pode demorar a surtir efeito e a febre elevada por muito tempo pode levar a complicações e até a morte.

    Por que será que ele está com febre? Será que existe alguma patologia que a esteja causando? O que fazer se quiser seguir essa linha de raciocício?
    Qual medida paleativa pode ajudar a baixar a febre?
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    Mensagem por Askalians Seg Jun 28, 2021 2:30 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    Mesmo com ela procurado fazer alguma coisa para ajudar o rapaz desconhecido, parecia que as coisas não estavam dando certo. Os cabelos do jovem estavam já molhados com tudo aquilo que estava acontecendo e Benipe ainda não havia voltado com os outros remédios.

    Quando o rapaz abre os olhos, percebeu que eram como os do irmão e tudo aquilo começava e incomoda-la ainda mais. Quem era aquele rapaz afinal de contas? Era real toda aquela semelhança ou ela estaria simplesmente alucinado?

    E o rapaz então falou sobre não conseguir sentir as pernas. Aquilo estava ficando cada vez real demais e a doutora não conseguiu controlar uma lágrima que escorreu do canto do olho esquerdo. Ela continuou afagando os cabelos do jovem mais um pouco para que ele se acalmasse, mas de sua boca não saiam palavras... ela não conseguia dizer nada...

    Vendo que o rapaz balançava a cabeça de um lado para o outro e de repente vomita, ela tinha que correr e fazer mais do que o que já havia feito antes e tinha que ser rápida. A medicação venosa que havia dado para ele ainda ia demorar um pouco até fazer mais efeito, então ela foi rápida e olhou de novo na bandeja que o médico havia deixado com ela. Era hora de ela pegar alguns itens e finalmente colocar o rapaz no soro.

    - Calma.. vai ficar tudo bem... eu vou te ajudar.. aguente firme...

    E então ela começou a colocar o rapaz no soro, pois então poderia ajudar com a questão de mantê-lo hidratado. Depois de colocá-lo para tomar soro, pendurando a bolsa em um suporte que havia ali ao lado, ela correu para o armário e pegou algumas pequenas toalhas de rosto e correu para pegara garrafa de água que havia sobre a mesa da enfermaria e as deixou bem úmidas.

    A água não estava bem na temperatura ambiente por conta do ar condicionado da enfermaria, mas era o que podia ser feito. Balançou um pouco as toalhas para que simplesmente as toalhas não ficassem tão frias quando tocou no corpo do jovem. Na esperança de fazer com que isso ajudasse a baixar a febre do rapaz ela começou a distribuir as toalhas pelo corpo dele sob os pontos principais.

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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Ter Jun 29, 2021 11:25 am

    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Fanfic10


    O soro goteja sendo levado pela cânula até a agulha enfiada em uma das veias no braço do rapaz. Pequenas toalhas molhadas são distribuídas estrategicamente sobre o corpo do rapaz, na tentativa de ajudar a febre a baixar.

    Os espasmos ainda sacodem o corpo do dele por mais alguns minutos até que aos poucos vão diminuindo. Os músculos finalmente relaxam das contrações e um suspiro pesado, talvez de alívio, escapa da boca dele.

    Mais uma vez os olhos se abrem e olham para Samanta. O lábio se curva em um quase imperceptível sorriso, enquanto ele fecha os olhos mais uma vez.

    A respiração desacelera e ele parece mais tranquilo. O rosto relaxado o fazendo ainda mais parecido com Luke, se isso era possível

    De repente ele abre os olhos e franze a testa. Com dificuldade as mãos tateiam as coxas enquanto olha para baixo e então volta a encarar a médica parada ao lado dele.

    - Não sinto as minhas pernas! – A voz era preocupada. – O que aconteceu? Por que não sinto as minhas pernas? – Os olhos suplicavam – Por favor, me ajuda! Eu não sinto as minhas pernas... – Lágrimas se formam em seus olhos – Por favor... Não me deixa sem andar... Faz alguma coisa... Me ajuda! – Uma lágrima rola pelo canto dos olhos dele. Ainda com dificuldade as mãos sobre até a barriga. – Está ficando dormente – Olha rapidamente para baixo antes de voltar a olhar para Samanta. – Não consigo sentir direito a minha barriga – Ele tenta bater no local, mas as mãos se movem com dificuldade – Samanta, por favor, não me abandona... Não desiste de mim... Acha uma cura... Me ajuda a voltar a andar... Eu não quero morrer.

    O rapaz agora suplicava com desespero na voz.


    OFF:
    O que Samanta irá fazer?

    Conversar? Deixar o rapaz sozinho e ir atras do Dr Benipe? Tentar usar outros remédios?
    Tirando calmentes que não tem na enfermaria, que foi o que Benipe foi buscar, Samanta pode relatar usar qualquer outro tipo de medicação

    O rapaz informou que a barriga estava ficando dormente... Seria possível a paralisia das pernas estar subindo para o tronco?
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    Mensagem por Askalians Ter Jul 06, 2021 4:34 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    O que estava acontecendo ali com aquele jovem afinal de contas?

    Por um momento ela simplesmente achou que poderia respirar um pouco mais tranquila, porém algo voltava a sair do controle mais uma vez e era aquele jovem.

    As expressões no rosto dele de que não conseguia mover as pernas e agora estava chegando na barriga dele era muito preocupante. Ela então retira um pouco de sangue através de uma outra veia do braço que estava com o soro e reserva aquele sangue em uma seringa na bandeja metálica. Precisaria analisar aquilo em um microscópio o quanto antes.

    Por alguns instantes, ela tenta manter a calma e acalmar o jovem afagando seus cabelos e diz mais uma vez.

    - Calma... vai ficar tudo bem... feche os olhos e procure relaxar... você vai se sentir bem em breve... eu prometo...

    Ela estava a ponto de surtar com as reações do jovem, então chama a inteligência artificial Athena e pede para que ela imediatamente chame o Dr. Benipe com a maior pressa e urgência para aquele local, afinal das contas, ele poderia ter alguma grande ideia que graças a ausência de alguns medicamentos ela não tinha...
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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Ter Jul 13, 2021 12:15 pm

    Ele olhava fixamente para a médica. Olhos arregalados, respiração pesada, o suar começando a ensopar a roupa que o rapaz vestia.

    Athena não retorna resposta. Seria possível que a IA da nave não a tivesse ouvido?

    - Por favor, Samanta... – O rapaz suplicava. – Não me deixe assim. – As mãos trêmulas se esticam e seguram um dos pulsos dela – Você prometeu, Samanta. Prometeu que nunca iria embora... Que nunca desistiria de mim – A voz do rapaz parecia diferente. Agora além dos olhos e aparência extremamente parecidos, o rapaz tinha a mesma voz de Luke. – Não desista de mim, por favor... Você prometeu me ajudar. Prometeu encontrar a cura... – Os olhos dele encheram de lágrimas. – Eu não quero passar o resto da vida em uma cadeira de rodas. – Ele aperta o braço dela com dificuldade – Promete que vou andar novamente? Promete que vai me curar?

    Nesse momento ele começa a tossir, parecendo como se estivesse engasgado. Ele força a cabeça para trás algumas vezes, batendo de leve contra a maca. A mão solta o braço da doutora e ele a leva até o peito, pouco abaixo do pescoço.

    Seus lábios passam de um tom pálido para um ligeiro arroxeado, o que ela sabia que significava que ele estava com dificuldade para respirar e oxigenar.

    Se olhasse para cima veria que em uma espécie de prateleira acima da maca havia material de intubação e traqueostomia


    OFF:
    Samanta acumula 1 pt de estresse

    O que ela vai fazer?
    Ela solicitou ajuda a Athena que ainda não a respondeu. Dr Benipe ainda não retornou e ela continua sozinha com o rapaz que agora parece não respirar bem.

    Vai sair e tentar encontrar Benipe ou vai tentar porcedimentos médicos?
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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Askalians Qua Jul 21, 2021 5:25 pm


    SAMANTA PETTERSON
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    Aquela cena do jovem dizendo todas aquelas palavras era bem pavorosa para ela. Parecia mesmo que seu irmão estava alí com ela em seus braços e lutava por algo que parecia tirar a sua vida.. o que deveria fazer então? Porque Athena simplesmente não respondia.. será que estava tendo uma alucinação?

    Sentindo o jovem rapaz apertar seu braço, aquilo não parecia mesmo uma alucinação, pois ela podia sentir as mãos apertando com certa dificuldade. Será mesmo que não estava alucinando por conta de algo do estado de criogenia que estivera antes? Sabia que aquilo era uma possibilidade, mas antes que tentasse fazer alguma coisa para provar a sí mesma se estava alucinando ou não, ela viu as dificuldades do jovem em respirar, a cor dos seus lábios... a coisa estava piorando... e cadê aquele médico? Foi trepar com a inteligência artificial da nave ou o que? Não costumava pensar aquele tipo de coisa, mas estava ficando estressada com toda aquela situação.

    Ela tinha que fazer algo, então rapidamente aproveitou a prateleira que viu com os objetos para uma traqueostomia e resolveu fazer aquilo.

    “Ó Deus.. me ajude... por favor me ajude...”- pensava ela. Respirou fundo, se concentrou o máximo que podia para então fazer o que fosse preciso.

    E então, pelo juramente que fez, de ajudar a tudo e a todos sempre, não importa o que houvesse, ela começou o procedimento para ajudar o jovem a respirar e logo depois que terminou, ainda com o bisturi em mãos, porém agora limpo, enfiou a ponta do instrumento em seu dedo. Sabia que se sentisse dor, estaria bem acordada, mas caso não sentisse o esperado, estaria tendo uma alucinação. Bastava saber agora o que iria acontecer e se iria conseguir salvar aquele jovem que tanto lembrava seu irmão ou se seu emocional iria simplesmente ficar em frangalhos com aquilo tudo...


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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Caelestia Seg Ago 09, 2021 7:48 pm

    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Bistur10


    A lâmina do bisturi brilhava, refletindo a luz do teto da enfermaria, conforme ela movia o instrumento médico em suas mãos. Samanta olha para ele uma última e o segura com firmeza estendendo a outra mão a frente do corpo e posicionando a lâmina sobre a pele macia de um dos dedos.

    Ela força a ponta do instrumento contra a carne e sem nenhuma dificuldade vê um corte surgir. Parte da pele e carne abrindo ao ceder a pressão do bisturi enquanto o sangue começava a escorrer até pingar no chão.

    Talvez ela até gritasse, porque sim, doeu. Estava doendo muito e sangrando muito também.

    Samanta olhava o corte e o sangue que dele saia. Dor e sangramentos desproporcionais para o corte que fizera. Dor e sangramento bem maiores do que o esperava.

    Bom, isso significava que estava acordada então, certo?

    Um grunhido chama sua atenção e se olhasse para a maca veria que o rapaz voltara a levar a mão sobre peito, insinuando que algo o incomodava no pescoço.

    Ele arregala os olhos e Samanta ouve o som de algo borbulhando e então vê que o rapaz colocava sangue pela boca ao mesmo tempo que do corte da traqueostomia sangue começava a escorrer e subir, saindo pelo tubo que deveria ajudar o rapaz a respirar.

    Tudo indicava que ela havia acertado alguma veia importante e agora ele estava morrendo bem ali na sua frente.

    Havia o mais profundo pânico estampado nas feições do rapaz cujos olhos pareciam suplicar: “Não me deixe morrer”

    Um outro barulho é ouvido. Dessa vez era a porta da enfermaria se abrindo.

    - DRA SAMANTA! O QUE VOCÊ FEZ? – Ouviu o grito desesperado do doutor Benipe que rapidamente veio em sua direção. – VAMOS! SOLTA! ME DÊ ISSO! – Ele agarra sua mão com força e puxa o bisturi de sua mão.

    Mas o que ele estava fazendo? Por que ele estava preocupado com ela? Será que ele não estava vendo o rapaz morrendo bem ali, deitado na maca?

    - SAMANTA! SAMANTA! OLHA PARA MIM! – O homem segura a médica pelos ombros e a balança de leve o que a faz fechar os olhos por alguns breves segundos.

    Antes mesmo de abrir os olhos percebe que algo estava diferente. Havia algo macio sob o corpo dela, mas como se ela estava de pé. Não estava?

    Samanta abre os olhos e se dá conta da terrível realidade.

    Ela estava sentada com as pernas sobre a maca. Seu pulso e parte do antebraço rasgado pelo bisturi. O sangue do corpo sendo drenado ao descer abundante pelo corte, ensopando as pernas e o lençol branco da maca que estava quase todo vermelho.

    A dor intensa novamente presente agora fazia sentido. Não era um simples corte no dedo, era praticamente uma tentativa de suicídio

    O corpo começava a ficar estranho, pesado. A cabeça parecia dormente. Mesmo a visão estando turva tenta olhar para os lados e encontrar o rapaz que estava ajudando, mas não havia ninguém nas outras macas.

    A voz de Benipe ficava distante a cada segundo até se tornar uma espécie de murmúrio abafado.

    Consegue perceber quando o médico solta seu ombro e a ajuda a deitar, mas não vê mais nada além disso.

    - Samanta... – Ouve uma voz distante sussurrar seu nome e mais uma vez lembrava a voz de sua mãe

    Esta foi a última coisa que ouviu antes de mais uma vez ser abraçada pela escuridão da inconsciência.


    OFF:
    Como Samanta é envolvida pela alucinação a ponto de quase se matar, ela acumula 3 pts de estresse. Ela não estava dormindo, mas isso não impdiu de ser uma alucinação.

    Ela vai acordar na enfermaria horas depois. Benipe estara sentado em sua mesa olhando alguns prontuarios.

    Liberdade para permanecer ou tentar sair do local, assim como fazer os questionamentos que quiser ao doutor ^^

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    [ON] Samanta: Dedicação e equívoco Empty Re: [ON] Samanta: Dedicação e equívoco

    Mensagem por Askalians Dom Ago 15, 2021 7:00 pm


    SAMANTA PETTERSON
    NO MATTER WHAT TAKES… I SWEAR…

    Dor? Ela estava sentindo dor afinal.. então parece que aquela alucinação havia finalmente acabado? Talvez sim ou talvez haveria algo amais ainda pela frente…

    E ela olhou para o rapaz na maca mais uma vez. O que mais ela podia fazer para ajudar? O que? Olhar para ele? Mas.. mas..

    O doutor entra na sala e então olha para para ela e a sacode. O quebra aquilo afinal? Por que é que ele não via obraras não maca morrendo? Por que não o ajudava? O que estava acontecendo? Outra alucinação? Mas…Mas… e de tanto ser chacoalhada ela simplesmente fecha os olhos, mas por que?

    Algo macio estava sob o seu corpo, mas onde ela estava? Quando conseguiu abrir de novo os olhos vou que estava sobre a maca, com o bisturi na mão, que havia se cortado mais do que deveria e que seu sangue escorria pelo local. O que havia feito? Que dor horrível era aquela.. e onde estava aquela rapaz? Por que eu não consigo vê-lo em lugar nenhum?

    Tento olhar em volta e nada. Não consigo ver o rapaz e minha cabeça começa a ficar estranha, minha visão turva… espera… eu ainda estou sangrando… deve ser por conta disso..a voz de Benipe fica cada vez mais distante e eu mal consigo ouvir. Ele me ajuda a deitar de novo e então mais uma vez meu cérebro apaga e aquela voz chamando o meu nome me conforta… parece mesmo que minha mãe está aqui… junto comigo…

    Depois de algum tempo que ela não consegue dizer quanto é, Samanta acorda na enfermaria e chama por Benipe logo que acorda. Ela queria saber o que havia acontecido e logo que o médico se aproximasse ela questionaria sobre o rapaz, sobre o momento anterior daquela discussão entre aqueles jovens e sobre o que havia acontecido com ela. Talvez fosse muito para conseguir processar naquele momento pois deveria ainda estar bem fraca, mas tinha que saber para então conseguir se acalmar.

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