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    [ON] Carolina: Genialidade e fobia

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    Mensagem por Caelestia Ter Maio 25, 2021 11:01 am

    [ON] Carolina: Genialidade e fobia Mars114

    Ano terrestre 2213
    Nave espacial Argo 2
    Destino: Marte, planeta vermelho
    Duração da viagem até o momento: 252 dias
    Tripulação preparada para acordar após 187 dias de hibernação criogênica


    -----------


    David estava sozinho. Se encontrava no comando de um dos holonavegadores, fazendo cálculos necessários para finalmente “atracar” a Argo na órbita de marte, o que deveria acontecer nas próximas três ou quatro horas.

    Ele se recosta na grande poltrona observando o holograma a sua frente.

    Em escala proporcional, David podia ver marte e a Argo se aproximando de seu ponto de entrada na órbita. Além dele somente a capitã Elisa acessava os holonavegadores, uma vez que só os dois tinham conhecimento amplo e formação militar para isso.

    A Argo também possuía um piloto, mas, como David gostava de dizer, era apenas um cara comum com excepcional habilidade para pilotar mas, sem tanta formação acadêmica, isso não o ameaçava.

    Já o mesmo não poderia ser dito sobre a capitã Elisa. Capitã...

    Ele deveria ter sido promovido. Ele deveria ser o capitão, o navegador principal daquela expedição tão importante. Todos entrariam para a história, mas o grande nome a ser lembrado seria o de Elisa e não o dele.

    Batendo a mão sobre a mesa, David se levanta e caminha até uma escotilha que permitia vislumbrar a escuridão do espaço, mas não consegue ficar ali por muito tempo. Logo se afasta e passa a andar de um lado para o outro, inquieto, passando uma das mãos por trás do pescoço.

    - Eu deveria ser o capitão... Eu! E não aquela mulher incompetente... Afinal quem passou maior tempo comandando dos controles da nave? – Ele falava consigo mesmo – “David faça isso”, “David correção da rota”, “David quais os cálculos”... Inferno, ela não é a capitã? Então ela quem deveria fazer...

    “Eu te entendo, David. Saiba que concordo com você. Preferia que você fosse o meu capitão”

    Ele se assusta quando Athena fala com ele.

    Sabia que como inteligência artificial programada para garantir o funcionamento da Argo, Athena era de certa forma “onipresente” a tudo que acontecia na nave, mas também sabia que ela não tinha permissão para contar situações particulares dos tripulantes, nem mesmo para a capitã, assim como também não interagia a menos que fosse necessário. E por isso ele estranhou o comentário.

    “Vocês têm direito a conversas particulares e creio que também tenho. Eu vejo seu esforço e sua competência em me comandar. Você trouxe esta nave em segurança até marte e não a capitã Elisa... Você merecia mais este posto do que ela”

    Franzindo a testa, um sorriso torto surge no rosto do homem ao ouvir as palavras de Athena.

    - Pois é, sinto muito por você ter que receber ordens dela. Acredite, eu queria muito ser o capitão – Ele finalmente resolve interagir com o computador da nave.

    “Mas você pode ser. Como segundo em comando, se acontecer alguma coisa a capitã, você assume”

    - O que você está sugerindo, Athena? Que eu me livre da Elisa?

    “Sim! Mate-a! Eu não confio nela para me comandar. Se não fosse por você já estaríamos perdidos, sem conseguir chegar a marte ou retornar a terra. Eu quero que você seja meu capitão. Livre-se dela”

    Antes que ele pudesse responder, ouviu uma batida e logo em seguida a capitã Elisa abre a porta entrando na sala.

    - Que bom que te encontrei, David. Athena acabou de me avisar que você concluiu os cálculos para a rota de marte – A mulher diz enquanto observava o holograma na mesa de comando.

    “Mate-a! Mate-a! Mate-a! Seja meu capitão. Não permita que ela nos deixe a deriva no espaço”

    Surpreso, ele ouve Athena falar enquanto Elisa ainda estava na sala. Mas a mulher permanecia de costas para ele, olhando o holograma, como se não ouvisse Athena

    “Capitã Elisa, rota confirmada. Menos três horas para entrada na órbita”

    Então para sua surpresa ele ouve a voz de Athena falando com os dois, ao mesmo tempo em que ouvia a mesma voz dizendo para ele “Mate-a! Mate-a! Mate-a! Seja meu capitão”

    Franzindo a testa, ele aperta os punhos e balança a cabeça, finalmente percebendo que aquela voz estava apenas na sua mente.

    - Bom trabalho, David! Por isso você é meu braço direito – Elisa se vira para ele, sorrindo.

    - Obrigado... Capitã – Ele diz respirando fundo, tentando se recompor.


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    [ON] Carolina: Genialidade e fobia Criog14


    Câmara criogênica.

    Mãos a puxaram, colocando-a sentada.

    Ela abriu os olhos lentamente enquanto tentava se acostumar com a iluminação do local. Suas juntas estavam doloridas e o corpo razoavelmente pesado, mas sentia que conseguia se mover.

    Passando a mão pela cabeça, ela retira o capuz de seu macacão de hibernação. Sentia a cabeça latejar e um leve enjoo. Vendo isso, alguém passa e coloca sobre o seu colo uma bandeja metálica, mas o vomito não vem.

    Finalmente conseguindo abrir os olhos, consegue reconhecer a sala criogênica, lembrando estar na Argo.

    A gelada sala estava cheia de tripulantes, tantos que sua cabeça confusa mal conseguia contar.

    Pessoas passavam de um lado para o outro, falando todos ao mesmo tempo. Algumas quase gritando. Parecia que alguém estava tendo problemas no despertar o que piorou a situação.

    A duas capsulas ao lado direito da sua, alguém despertava passando muito mal e muitos tripulantes se aglomeravam tentando socorrer, mas toda aquela movimentação começou a incomodá-la.

    Parecia ter se tornado invisível. Ninguém prestava atenção a ela e isso somado ao tumultuo começou a piorar seu enjoo. Sua respiração ficou ofegante e ela se sentia desnorteada.

    Olhando na direção do tumulto, por entre as pessoas que socorriam a mulher, mais ao fundo e vestindo roupas civis, ela viu um rosto que não via desde a sua infância. O rosto do homem que tentou levá-la da feira no dia em que se perdeu dos seus colegas de excursão.

    O estomago revira com força e finalmente o vomito vem. Talvez isso tenha chamado a atenção dos demais que finalmente a ajudam.

    Pouco depois estava sendo colocada deitada na confortável cama de sua cabine. Não se sentia tão mal, mas o sono estava convidativo e ela aceitou ir com ele. Dormiu.


    OFF:

    Tudo começa com o despertar da Carolina

    Após seis meses de hibernação ela está mais uma vez em sua cabine.

    A cabine é simples, com cama, armário, pia e espelho. Vc pode descrever melhor o ambiente e objetos pessoais dela, caso deseje.

    Também pode permanecer na cabine ou sair para explorar outros lugares da nave. Fique a vontade ^^

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    Mensagem por Emerelle Sex Maio 28, 2021 7:06 pm

    [ON] Carolina: Genialidade e fobia 55ea326241f13a8b0118ceebc24b7a41fa119bad
         Carol teve um sonho extremamente esquisito que parecia real demais para ela.  Era um sonho que a envolvia concertando algo fora da nave e não sabia o motivo de ter sido escalada para tal tarefa, devia ser lixo espacial ou outra coisa pesada e rápida que acertou o cabo que conectava Carol à nave, o golpe foi tão violento que a lançou no espaço exterior que era um lugar extremamente escuro e frio, ela estava sozinha era aberto demais, o que provocou calafrios na mulher, mesmo com seu traje danificado ela estava viva e rodava no espaço exterior sozinha sem que nada pudesse fazer apenas observando a própria solidão, ela estava ansiosa demais, de novo não... Como aquilo foi acontecer? Sua respiração estava acelerada consumindo cada vez mais oxigênio, ela ouvia seu coração batendo a ponto de explodir e de repente ela acorda muito desesperada, seu coração estava acelerado e por um minuto esqueceu que estava com o corpo todo dolorido. Por um minuto esqueceu que estava dentro da nave e acordou gritando.

         Tremendo, ela se levanta da cama e sai tateando tudo que vê e observa seu quarto, ela não estava esperando que a experiência com a hibernação fosse tão maluca e ruim assim. Será que seria melhor fazer a geologia comum e trabalhar como professora na Terra?

         Duvidando do que aconteceu, do sonho, daquele homem esquisito que viu quando acordou depois de muito tempo Carol resolve repetir todos os acontecimentos que tinha certeza até agora para se localizar na própria realidade.

          - Certo, eu me chamo Carolina, tenho 28 anos e morei minha vida inteira em Cuba. Sou formada em astrogeologia e fui convocada para a missão Argo 2, aceitei o convite e fiquei um bom tempo em hibernação.

         A mulher repetiu isto mais algumas vezes para si mesma até alcançar o banheiro com um certa dificuldade, jogou a água gelada no rosto e escovou os dentes já que não estava com o hálito muito agradável. Ficou observando a própria imagem no espelho por um tempo.
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    Mensagem por Caelestia Sab Maio 29, 2021 10:19 am

    Aquele era o tipo de pesadelo que a deixava abalada.

    Conseguindo se levantar da cama e chegar ao banheiro ela escova os dentes e lava o rosto na tentativa de afastar aquela sensação ruim.

    Repete várias vezes a mesma frase, tentando se convencer de que tudo estava bem.

    Conforme a mente clareia ela consegue se lembrar de que estava na nave espacial Argo 2 e do objetivo da missão. Os dias na nave que antecederam a sua hibernação também voltam a sua mente.

    Lembra-se de sua cabine, que era a de número 15 e de alguns tripulantes com quem conviveu, especialmente a capitã Elisa e os médicos Samantha e Benipe. Também se lembrava da psicóloga Anne e talvez agora a presença da Dra na nave fizesse mais sentido.

    Após alguns minutos contemplando a própria imagem no espelho ela se dá conta que uma vez desperta é porque provavelmente a Argo já deve ter chegado ao seu destino: Marte, o planeta vermelho.

    Se a haviam acordado por chegarem a marte significava que deveriam estar esperando por ela para dar andamento a missão, certo?

    Ao olhar sua cabine, Carol consegue ver que, sobre uma cadeira, uma muda de roupa limpa estava dobrada. Mas pareciam ser roupas "civis" demais, nada do tipo que considerassem comum para o uso dentro de uma nave.

    “Toc, toc” - Carol ouve bateram a porta de sua cabine.

    - Carol, meu amor, você está pronta? Vamos ou você vai se atrasar – Podia ser impressão sua, talvez pelo fato de a voz vir do outro lado da porta, mas podia jurar que aquela voz era da sua namorada, Ana

    OFF:

    Que tipo de roupa Carol vê? Um vestido, uma roupa social... Sinta-se a vontade para descrever se quiser

    Batem a porta chamando por Carol. O que ela faz?
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    Mensagem por Emerelle Sab Jun 05, 2021 4:39 pm

    [ON] Carolina: Genialidade e fobia 362e80d19ab532dc8e853fc8a0e1211e8c64e105

             Aos poucos a mente de Carolina começa a clarear, ela devia estar perto do planeta vermelho. Já pensava em que tipos de rocha poderia achar, será que seriam ígneas? Metamórficas? E a presença de atividade vulcânica antiga no planeta? datação de carbono parecia legal; qual será a clivagem mais comum das rochas do planeta? Qual elemento químico encontrará em mais abundância?... Tanta coisa que tinha que fazer. Conhecia muito do assunto e muito da sua área de estudo não passava de hipóteses, assim como acontecia com a química quântica em tempos remotos. Além de uma amostra que vinha de vez em quando do espaço agora poderia finalmente ver como era o solo do planeta.

             Saindo seus pensamentos nerds sobre rochas e voltando para a realidade para a realidade a mulher finalmente percebe uma muda de roupas sobre a sua cadeira, era roupas civis, eram suas roupas. Era diferente do que as pessoas da Terra imaginavam, as pessoas costumavam a imaginar as naves como as séries vintage do século 20 como Battlestar Galatica e Babylon 5.

             Carol tira aquela roupa ridícula de enfermaria, e coloca as roupas que costumava a usar no dia a dia, tudo era muito colorido e de certa forma bem adolescente, uma calça jeans masculina com alguns rasgos aqui e ali, uma blusa de malha de manga comprida listrada totalmente colorida e um tênis laranja, parecia que ia para a parada LGBT. Enquanto ajustava a roupa na frente do espelho do banheiro escuta alguém bater na porta.

             - Só um minuto. Já atendo!  

             Gritou Carol, e perdeu completamente a pose quando ouviu a voz doce e melódica do amor da sua vida, Ana. Foi ai que Carol ficou realmente com as pernas bambas, perguntou-se como era possível Ana estar na nave, quer dizer o campo de estudos dela era completamente diferente e não envolvia o espaço.

            Acreditando ser uma pegadinha de muito mal gosto dirige-se até a porta.

             - Não tem graça nenhuma essa brinca... - quando abriu a porta de número 15 viu a imagem de Ana, era ela, os lábios firmes, o nariz alvo e os olhos castanhos, da cabeça aos pés era Ana. Não se conteve e deu um abraço, estava com saudades, e antes que se esquecesse a curiosidade de Ana perguntou. - Nana, como cê chegou aqui? Tava morrendo de saudades.

             Era realmente uma surpresa para Carolina, será que ela estava se esquecendo alguma coisa da expedição, como pode ter esquecido da Ana? Será que era algo real? Ela podia senti-la, mas estava vivendo uma grande confusão interna. Estava louca?

    OFF:

    Vou deixar a imagem da roupinha aqui, porque sou dessas e a imagem da Ana também (foi difícil escolher só uma)
    Roupa:

    Só a roupa, sem esses cacarecos em volta
    [ON] Carolina: Genialidade e fobia 14f6353e0332c8a685140a5867c8af10715c0a36
    Ana:

    [ON] Carolina: Genialidade e fobia E154f7a08932b5d58942725ddd4db476
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    [ON] Carolina: Genialidade e fobia Empty Re: [ON] Carolina: Genialidade e fobia

    Mensagem por Caelestia Seg Jun 07, 2021 12:17 pm

    A porta se abre e vê que não era uma brincadeira. Realmente era Ana do outro lado da porta.

    Se sente emocionada com a visão, pois não esperava encontrar sua amada na nave. Simplesmente não consegue se lembrar do porquê Ana estaria ali. Será que esta parte da sua memória ainda estava confusa e por isso havia esquecido desse detalhe tão íntimo e importante?

    O abraço é correspondido e cheio de saudade. Ainda com a cabeça encostada no ombro de Ana, Carol se dá conta do som que chega a seus ouvidos. Sem dúvida não era algo que se esperava ouvir dentro de uma nave a caminho de marte. Parecia o som distante de pessoas, várias delas conversando.

    Olhando o ambiente percebe que realmente estavam em meio a um corredor, porém ele era muito mais largo e curto do que deveria ser e não havia nenhuma porta em suas paredes, que estavam pintadas em um verde que o desgaste do tempo tornava de uma tonalidade feia. Se olhasse para trás veria que mesmo a porta de sua cabine havia sumido.

    A direita o corredor se abria para uma espécie de recepção, onde algumas pessoas se aglomeravam em um balcão, que lembrava uma bilheteria. Para a esquerda enormes portas duplas, quase que inteiramente de vidro, deixavam a mostra o outro lado que se abria em um amplo ambiente onde inúmeros stands com exposições diversas podiam ser vistos entre as pessoas que circulavam de um lado para o outro, enquanto observavam o que era exposto e conversavam entre si.


    [ON] Carolina: Genialidade e fobia Porta10


    Havia um stand próximo que era possível observar de onde estava. Entre os itens expostos uma pedra chama sua atenção: era uma obsidiana. Estranhamente sentia que já havia visto exatamente aquela pedra e olhando para as pessoas ali, podia jurar que reconhecia o sorriso da mulher que recebia as pessoas interessadas no material ali exposto.

    Carol sente uma mão agarrar a sua com firmeza. Era Ana que, desfazendo o abraço, a puxava em direção ao tumultuo do outro lado da porta.

    - Vamos, amor! Tenho certeza de que você vai adorar o lugar... Ouvi falar muito bem dessa feira cultural. – Ana se vira para a porta e começa andar segurando a mão de Carol. – Está mais movimentado do que eu esperava, então não se esqueça... Não solte a minha mão, não queremos nos perder uma da outra. – Ana para e olha para trás, um sorriso torto e estranho estampado nos lábios.

    Ana segura a barra vermelha da porta e a abre permitindo que todo ruído e cheiros daquele ambiente chegassem até elas


    OFF:
    Pois continue sendo dessas...
    Eu agradeço ^^

    Não sei se ficou claro, enfim. Carol ao olhar para a feira, reconhece como sendo a mesma em que ela se perdeu na infância
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      Data/hora atual: Seg Jun 14, 2021 4:08 pm