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    [ON] Alya: Procura e pesadelo

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    Mensagem por Caelestia Seg Maio 31, 2021 12:23 pm

    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Mars116


    Ano terrestre 2213
    Nave espacial Argo 2
    Destino: Marte, planeta vermelho
    Duração da viagem até o momento: 252 dias
    Tripulação preparada para acordar após 187 dias de hibernação criogênica


    ----------


    Megan suspira ao parar em frente a porta da cabine. A sua cabine.

    Havia sido um dia cheio. Os últimos membros da tripulação estavam acordando depois de meses de hiper sono nas câmaras criogenias e a Argo começava a assumir um ritmo frenético de trabalhos e preparativos para a tão aguardada missão em solo marciano.

    Ela era uma criptóloga recém formada e  se sentia muito animada com a possibilidade de descer em solo marciano e finalmente poder explorar as tão famosas construções de antigas civilizações extraterrestres que, após décadas negando, a antiga agência espacial NASA finalmente assumiu como serem evidências reais.

    Por isso mesmo estava achando aquela situação em que se encontrava ridícula. Como ela que estava tão animada por explorar uma construção antiga e encontrar vestígios de vida fora da terra podia ter medo de entrar em sua cabine?

    Megan levanta os olhos e observa a numeração de sua cabine por alguns instantes. Vinte e três era o número que se via acima da porta.

    Um novo suspiro e ela entra, parando por alguns instantes para observar o lugar antes de fechar a porta atras de si.

    De certa forma sabia que o problema não era sua cabine. Sentia que não importava onde estava, aquela sensação estava sempre com ela. Mas como passava seu tempo enfiada em seus estudos e anotações não tinha tempo para prestar atenção a seus medos.

    Mas em sua cabine era diferente. Só ia para lá quando corpo e mente, cansados, precisavam relaxar ou dormir. Sem nada para fazer sua mente tinha tempo suficiente para imaginar coisas. Sim, porque aquilo só podia ser imaginação, certo?

    Megan repuxa o canto do lábio, contrariada, e por fim joga suas anotações sobre uma pequena mesa enquanto caminha até sua cama.

    Ela retira a jaqueta que tinha a logo da Iniciativa Cronos bordada a altura do peito e se senta, arrancando as botas, se jogando de costas na cama. Tinha que admitir que era uma cama confortável.

    Fechando os olhos ela coloca um dos antebraços sobre a testa, tentando relaxar e não pensar em nada.

    A cama confortável e o silêncio do ambiente faziam o sono se tornar convidativo e irresistível. Estava quase dormindo quando ouviu um barulho de algo sendo arranhado.

    Megan abre os olhos e franze a testa. O barulho vinha de dentro de sua cabine.

    Ela fica atenta por alguns instantes, mas o som não se repete e ela resolve fechar os olhos novamente.

    - Rhinnnnn – Segundos depois ela ouve novamente, parece unhas arranhando algo.

    Megan se senta na cama e encosta as costas contra a parede olhando ao redor. As luzes de sua cabine piscam algumas vezes e o som se repete. Ela arregala os olhos e sua respiração acelera.

    - Rhinnnnn – As luzes piscam três vezes desta vez e ela percebe que o som vinha de debaixo da sua cama. Seu coração batia alto em seus ouvidos e ela olha para a beirada da cama se questionando o que estava acontecendo e se deveria olhar o que era.

    Ela fecha dos olhos tentando conter o medo que começa a sentir, mas ao abri-los não estava mais em sua cabine. Estava no seu antigo quarto de infância. As luzes apagadas. O ambiente fracamente iluminado por uma luminária giratória que lançava alguns desenhos de planetas sobre a parede.

    - Cadê minha cabine? Eu estou na minha cabine e não aqui... – Ela fala baixo, mas mais uma vez o som do chão debaixo de sua cama sendo arranhado chama sua atenção.

    Ela olha para a porta. Talvez se fosse rápida pudesse alcançar a porta e sair dali. Correr para o seu pai como fazia antigamente quando tinha sonhos ruins.

    Megan dobra o corpo para frente apoiando as duas mãos sobre a cama, se preparando para descer dela, quando algo puxa a colcha.

    Assustada ela recua e volta a encostar as costas contra a parede.

    - Nana neném... Que a cuca vem pegar... – Ela ouve uma voz grossa e rouca, nada parecido com algo que já tinha ouvido, vir debaixo de sua cama.

    Ela não consegue controlar a respiração que está rápida e ruidosa. Em estado de alerta máximo ela nem sequer pisca os olhos concentrada na colcha que agora pendia da cama.

    - Pega essa menina que tem medo de careta... – Megan volta a ouvir a voz sinistra. Queria gritar e chamar por seu pai, mas a voz não saia.

    A colcha repuxa para o chão mais uma vez e uma mão horrenda, de finos e tortos dedos, é vista subindo pelo colchão.

    Megan coloca as mãos na lateral da cabeça e grita, apavorada, enquanto fecha os olhos.

    - Ele vai me pegar, ele vai me pegar! – Ela diz desesperada.

    “Megan Benett, favor confirme problemas em sua cabine”

    Megan ouve a voz de Athena, a inteligência do computador de bordo da nave.

    Athena? Ainda ofegante, abre os olhos lentamente. Estava em sua cabine. As luzes estavam acesas. A colcha arrumada sobre a cama. Ela percebe um incomodo na sua calça e vê que havia se mijado.

    De novo aquilo. Desde que havia despertado a dez dias que acontecia de reviver os medos da infância. Ela suspira contrariada e vai até o banheiro para se lavar e depois providenciar a troca do seu colchão.

    - Tudo certo por aqui, Athena. Mas, por favor, chame a Dra Anne. Preciso falar com ela.


    --------------


    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Criog16


    Câmara criogênica

    Sentiu uma mão em seu ombro enquanto alguém sacudia seu corpo com vontade.

    - Olá bela adormecida. Bem-vinda de volta a vida! – Ouviu um homem lhe dizer assim que conseguiu abrir os olhos e focar sua visão.

    - Consegue se sentar? – Ele pergunta, segurando em um de seus braços a ajudando a suspender o corpo.

    A sua audição estava estranha, parecia que os sons estavam ocos. A mente estava se esforçando para reconhecer onde estava e que dia da semana deveria ser, como se estivesse acordando daquelas sonecas vespertinas.

    Ela olha o homem que a ajudava e os demais que estavam a volta. Não lembrava dos nomes, mas a mente clareou o suficiente para saber que já os tinha visto antes.  Viu as câmaras criogênicas e se lembrou que estava em uma nave... Mas fazendo o que mesmo ali?

    Sente um leve enjoo, mas nada que a fizesse vomitar. O que a incomodava mesmo era o sono. Queria continuar dormindo.

    O homem a ajuda e ela consegue alcançar sua cabine.

    A cama quentinha onde foi colocada, diferente do frio de onde estava, era convidativo para o sono. Foi deixada sozinha.

    Ela piscava demorado, queria dormir, mas também queria ficar acordada.

    Com olhos pesados ela observa sua cabine, reconhecendo o lugar. Uma mesa de estudos, uma cadeira com uma muda de roupas limpas. Uma pia com espelho em um canto. Estranhamente havia o reflexo de uma pessoa no espelho.

    Seu reflexo.

    A imagem lhe sorri e levanta a mão mostrando uma navalha. O sorriso some e a ponta da navalha toca o pescoço, rasgando lentamente a pele. O sangue jorrando enquanto seu reflexo volta a sorrir e a cabeça começa a pender para o lado.

    Queria reagir a cena, mas estava com muito sono, não conseguia nem falar. Apertando a mão ela sente algo. Com esforço olha para baixo. Segurava uma navalha.

    Ela abre um pouco a boca querendo falar, mas o sono a abraça e ela cai em um abismo profundo e escuro. Ela finalmente volta a dormir.


    OFF:
    Tudo começa com o despertar da Alya.

    Ela acorda na cabine dela. A útima vez que ela viu a sua cabine foi a seis meses, antes da hibernação.

    A cabine é simples, com cama, armário, pia e espelho. Vc pode descrever melhor o ambiente e objetos pessoais dela, caso deseje.

    Ela não encontra nenhuma navalha na sua mão nem na cama.

    Ela pode permanecer na cabine ou sair para explorar outros lugares da nave. Fique a vontade ^^
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    Mensagem por thendara_selune Seg Maio 31, 2021 2:13 pm



    Alya sentiu a mão em seu ombro e aquela sacudida lhe trazendo a realidade. A voz máscula lhe puxa mais e mesmo querendo continuar a dormir não podia fazê-lo. Ela ouve a pergunta e o corpo aos poucos busca voltar a sentir-se vivo e ativo. Ela assente a pergunta, mas a sonolência é atrativa demais e além disso o zunido no ouvido. A mente criando os passos que a fazem piscar mais de uma vez.
    -Estou bem…Obrigada pela ajuda- Olha o homem por mais de um momento. Era como se buscasse um rosto para concentrar sua atenção. Depois uma careta rápida como se quisesse voltar a dormir, mas compreende aos poucos onde está, esforçando-se em olhar em volta e reconhecendo as pessoas ali. A nave surge na memória  e depois a incerteza do que fazia ali a fazem levar as mãos ao rosto. O enjoo leve, as pernas se acostumando ao movimento tão natural até mesmo a um filhote de cervo que acaba de nascer e então com ajuda do homem alcança seu pequeno mundo além da porta da cabine. Uma olhada rápida, observando tudo, as pequenas estatuetas que foram de sua mãe repousavam em cima da mesinha de estudos aparentemente agindo como guardiãs dos livros e anotações de Alya Nossa Senhora de Guadalupe silenciosamente observava a expressão  forte de Kali que por sua vez está próxima a sekhmet e é observada de perto  por Coyolxauhqui. Quando a cama lhe chamou ela olhou as estatuetas pensando na mãe e em Maya. Adam não era um pensamento frequente, ela não se prendia aos homens e aquela viagem era muito mais sobre seu valor e honrar a memórias das duas mulheres que mais amou. Ela queria ficar acordada, levantando-se devagar passa diante do espelho, ainda não conseguia ter vontade de mover o corpo todo, mas ao olhar a imagem ficou petrificada e presa dentro do seu próprio pânico. Parecia que tinha uma coisa invisível lhe comprimindo a garganta, seu reflexo aterrorizou-lhe, em um desespero atordoante como se lutasse contra si mesma e ao ver a navalha parecia que estava fora do corpo ao mesmo passo que o sangue faz uma cortina quente jorrando ao som da carne sendo cortada.  O sono pesa, a impotência e a mente cheia de caos tentando sair do momento de terror. A escuridão cheia de sonolência, de caos e sem notar que ela ainda estava na cama enquanto o sono se apoderava dela de vez. Um tempo depois como se despertasse dos pesadelos da infância ela  revirou-se na cama até cair, o corpo range e ela sente aquela dor. Morde os lábios com força, o cabelo comprido e um alvoroço castanho lhe cobrindo o rosto bonito e os olhos grandes pareciam terra queimada no outono. Ela faz um esforço tremendo, sentindo a mente confusa, aquele pesadelo era efeito do tempo de hibernação, ela repetia isso mentalmente enquanto se trocava e faziam uma trança no cabelo. Precisava caminhar e esticar as pernas, afugentar aquele pesadelo e foi o que fez. Saiu da cabine caminhando pelo corredor em silêncio contemplativo. Em seu um metro e setenta de altura,é uma mulher marcante e de modos seguros. Sempre conversando, olhando nos olhos e exibindo um sorriso caloroso na maior parte do tempo. Os pesadelos são aquele capítulo que Alya tenta conter e reprimir, afinal a terapia tinha dado certo, mas na imensidão que cercava a Argos tudo parecia envolto em uma neblina densa e cheia de fragmentos silenciosos que poderiam ser o gatilho que os medos dela buscavam para ressurgirem. Ela sacode a cabeça duas vezes em negativa enquanto se dirigia agora para onde a maior parte da tripulação circular quando precisa buscar informações úteis sobre a chegada a Marte.


    Falas em branco

    Off: Paciência que acerto  o tom narradora <3 Mas adorei de cara a postagem viu <3
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    Mensagem por Caelestia Seg Maio 31, 2021 6:23 pm

    Caminha pelos corredores indo em direção a parte da frente da nave.

    Atravessa o corredor do alojamento acessando a próxima área. Em um dos lados do corredor estava a sala criogênica. Um espesso vidro na parede permitia que ela visse as câmaras de hibernação lá dentro. Estavam vazias. Todos já deveriam ter despertado.

    A sala em frente ela lembra que pertencia a área de convivência. Com certeza um dos locais mais movimentados da nave, pelo menos era.

    Abriu a porta e deu uma olhada. Fazia tempo que não via aquela sala. Como quase tudo na nave o tom metálico era predominante no local. Havia uma grande mesa oval com algumas cadeiras. Poltronas brancas estavam espalhadas pelos cantos da sala. Um balcão com cafeteira, micro-ondas e sanduicheira ficava ao lado de uma ampla geladeira.

    Em um dos cantos havia uma estação de comunicação com uma tela interativa ao lado de uma prateleira com alguns livros e canto oposto uma pequena área concentrava alguns jogos eletrônicos.

    Além dela, havia um rapaz sentado em uma das poltronas com sua atenção voltada para uma tela translúcida em suas mãos. Talvez assistisse algo.

    Queria saber como estava a viagem e quando chegariam a marte, esperava obter informações e aquele lugar estava vazio demais.

    Conforme se mexe ouve um barulho vindo do bolso de sua jaqueta.

    Mas quando ela trocou de roupa não percebeu nada nos bolsos ou simplesmente não prestou atenção?

    Se tateasse perceberia que o barulho lembrava papel. Se colocasse a mão e puxasse para fora do bolso, veria que era um papel amarelado de uma consistência diferente.

    O papel estava dobrado e uma frase era vista em uma fina letra desenhada: “Decifra-me ou devoro-te”


    Decifra-me ou devoro-te:

    [ON] Alya: Procura e pesadelo  8e187511


    Se abrisse o papel veria que parecia ser a foto de parte de um escrito antigo. Talvez fosse a mente confusa após meses de hibernação, mas não conseguiu reconhecer aqueles símbolos como nada que já houvesse visto nas civilizações que pertencia ao planeta Terra e que já havia estudado.

    Sem dúvida aquele papel não fazia parte de suas anotações ou pesquisas. Nunca o havia visto.

    Se olhasse para o bolso da jaqueta veria seu nome. Então não era um engano. Não estava vestindo as roupas de outro tripulante. Se aquilo estava ali era realmente para ela.

    Finalmente se dando conta da presença de Alya, o rapaz olha para ela e a cumprimenta.

    - Olá! Você está bem? – Ele a olhava com uma expressão curiosa no rosto

    OFF:
    vQue bom! ^^

    O que será que Alya fará agora?
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    Mensagem por thendara_selune Ter Jun 01, 2021 12:37 pm

    Ao chegar na sala  sentiu aquela sensação de reconhecer o lugar, mas fazia tempo que não pisava ali. Moveu-se pelo ambiente notando o rapaz imerso no que fazia. Pensando em falar com ele para obter alguma informação escuta o barulho vindo do bolso da jaqueta, quando coloca a mão vê o papel dobrado e uma frase podia  ser vista em uma fina letra desenhada: “Decifra-me ou devoro-te”. Ela franziu o cenho, olhando que a jaqueta era dela, seu nome estava ali, mas não recordava-se de ter colocado o papel e nem imaginava como o conseguiu.  Quando o abre seu semblante é uma mistura de curiosidade e espanto observando atentamente o que via como se aquilo fosse uma provocação a sua mente.
    Quando ficava curiosa os olhos pareciam distantes e colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha como se esperasse ouvir um sussurro da mãe ou seu subconsciente lhe desse uma pista do que pensar.  Quando a voz do rapaz a alcança Alya parece sair de seu mundo de curiosidade para olhá-lo e oferecer um sorriso quente enquanto guardava o papel no bolso de maneira tranquila.

    - Olá! Estou bem na medida do possível...Acabei de acordar e sinto borboletas no estômago-  Nunca foi de dispensar companhia, na verdade odiava ficar sozinha e sempre foi muito calorosa para ser indiferente aos pequenos prazeres que existem ao socializar com alguém. Ela o olha com se o conhecesse e prossegue com uma voz vibrante de alguém que faz amizade fácil. - Me chamo Alya sou a segunda criptóloga e você quem é?- Ela estica as pernas e se recosta-se na poltrona como se fosse uma felina presunçosa, mas ao mesmo tempo interessada na companhia dele. Não havia qualquer insinuação por trás da maneira de se portar, apenas a vontade de se sentir humana e desfrutar de algo corriqueiro mesmo que estivessem longe da terra naquele momento.


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    Mensagem por Caelestia Ter Jun 01, 2021 7:54 pm

    O rapaz da um meio sorriso e se recosta a poltrona.

    - Ah, sim. Lembro de você. Eu estava ajudando lá na sala criogênica quando você despertou – Ele gesticula como se apontasse para a sala do outro lado do corredor. – Me chamo Camilo, sou o assistente do laboratório. Estou esperando a Dra Naomi se sentir melhor para podermos começar a preparar as pesquisas.

    Camilo ergue o aparelho que tinha em mãos e Alya pode ver que ele lia algum tipo de artigo científico com muitas fórmulas e cadeias de DNA descritas.

    - Que bom que se sente bem? Quer comer alguma coisa? Posso pegar algo para você, se achar que seu estomago já está pronto para segurar comida aí dentro – Ele sorri simpático, tentando ser prestativo.

    - Alya... Alya... – Ela ouve uma voz feminina lhe chamar. Era a voz de sua mãe.

    Camilo estava sentado em uma poltrona a sua direita. Olhando na direção dele conseguia ter uma visão da enfermaria mais ao fundo.

    A porta estava aberta e parte de uma das macas era visível de onde estava. As luzes da enfermaria pisca e então Alya percebe três objetos sobre a maca: Uma estatueta de aparência antiga que, loucura ou não, parecia de alguma forma com a representação rustica de um traje espacial. Uma flor de violeta estava aos pés desta estatueta e atrás dela a imagem da deusa Kali e poderia jurar que aquela era a sua estatua de Kali, a mesma que havia deixado em sua cabine.


    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Astro10


    - Decifra-me ou devoro-te – Ela ouve mais uma vez a voz de sua mãe.

    - Então, vai querer algo para comer? – Camilo volta a perguntar. Pelo jeito como agia, dava a entender que ele não havia ouvido nada.

    OFF:

    A flor de violeta faz referência ao sonho que Alya tinha com a mãe onde elas caminhavam por um campo de cor violeta.
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    Mensagem por thendara_selune Qua Jun 02, 2021 1:25 pm


    Ele menciona a Dra.Naomi, mas Alya não recordava dela ainda. - Acho que acordar agora me deixou muito área, não lembro dela…-
    Ela olha o aparelho com curiosidade e reconhece algumas fórmulas, mas não era seu forte e depois ele pergunta sobre o estado dela ou se tinha fome. A gentileza a agrada, mas antes de dar uma resposta ela empalidece sem acreditar nos sentidos. A voz da mãe é como um alfinete sendo espetado lentamente na sua nuca. Ela busca a voz e acaba olhando para a enfermaria, dando alguns passos um tanto incrédulos e as mãos suam frio. Alya esfrega os olhos com as costas das mãos, um sorriso amargo nos lábios bem feitos e quando dá por si alcança a porta da enfermaria como se quisesse ter certeza que não estava louca. Olhando aquelas estatuetas ali, Alya arqueou as sobrancelhas lembrando que aquela escultura na forma de um astronauta era sumeriana. A flor violeta  e Kali a deixam desconcertada, pois não conseguia controlar os tremores que a fizeram sentir como se o chão sumisse enquanto tenta permanecer de pé. A voz da mãe martelou repetidamente em sua cabeça e ela sentiu a vista escurecer escorando-se na porta. Em um esforço consegue balbuciar tentando obter ajuda antes de apagar .

    -Camilo...Não estou bem…- Não sabia se era efeito de ter acordado agora ou se estava alucinando como na infância.

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    Mensagem por Caelestia Qua Jun 02, 2021 7:46 pm

    Camilo havia se aproximado de Alya ao indagar sobre a refeição, por isso conseguiu ampará-la antes que ela caísse.

    Apesar do porte magro, ele ergue Ayla em seus braços sem nenhuma dificuldade e põe a mulher sobre a mesma maca onde havia visto as estatuetas e a flor.

    Não tinha visto ninguém na enfermaria e como Camilo estava atrás dela, ninguém deveria ter pegado as estatuetas, no entanto quando foi deitada sobre a maca não ouviu nenhum barulho de algo caindo no chão nem mesmo sentiu nada contra suas costas.

    Teriam simplesmente sumido? Estaria realmente alucinando?

    Ela ainda sentia o mundo rodar pelo mal estar repentino, mas pode ouvir quando Camilo apertou um botão ao lado da maca. Provavelmente chamando um dos médicos a bordo.

    Ainda deitada, tentando respirar e controlar a tremedeira causada pela visão e a voz de sua mãe, aos poucos podia perceber que se acalmava quando o barulho de uma porta se abrindo chamou sua atenção.

    - O que houve com ela? – Alya vê um homem negro entrar na sala e consegue lembrar vagamente dele como um dos médicos da expedição.

    - Ela estava bem, conversando... De repente veio ando para enfermaria e se sentiu mal... Acha que ainda pode ser efeito do despertar, Dr Benipe?

    - Creio que sim, mas vou examiná-la.

    Doutor Benipe se aproxima da maca, parando ao lado de Ayla, e pega uma espécie de caneta com uma luz branca na ponta, que ele aponta para um dos olhos dela começando a examiná-la

    - Tudo bem, querida – Dr Benipe sussurra ao se debruçar sobre ela. – Eu cuidarei de você enquanto Arcturo não chega. Logo você estará em casa conosco


    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Unname11


    O homem sorri para Alya e seus olhos mudam, se tornando totalmente negros.

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    Mensagem por thendara_selune Qua Jun 02, 2021 10:37 pm

    Alya sente o corpo leve e a cabeça dando voltas ao ponto de nem sentir quando é colocada na maca.  A sensação era estar revivendo aquelas alucinações da infância. Ela tenta contar até dez ao mesmo passo que a porta abre. Os olhos dela observam o homem, mas não se detém a ouvir com atenção e fala baixo.

    -Eu acho que estou tendo alucinações…- Escuta Camilo e depois entende que aquele homem era um dos médicos da expedição. Ela escuta o nome dele e depois sente o coração acelerado. Um possível ataque de pânico ou fosse efeito de ouvir a voz da mãe?! Alya tenta se acalmar como pode, mas quando o Doutor fala o nome do pai dela aquilo tem um efeito paralisante, só Maya além de Vitória sabia o nome de seu pai. Os olhos dele parecem duas pedras escuras repletas de um vazio  assustador e ela não consegue expressar nada além de medo.

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    Mensagem por Caelestia Sex Jun 04, 2021 7:05 pm

    Alya não conseguia se mover, paralisada pelo medo que sentiu ao ver os olhos do doutor mudarem de forma.

    Talvez não conseguisse dizer por quanto tempo olhou para aqueles olhos totalmente negros, mas o que em um primeiro instante pareceu ser o vislumbre de um total vazio, aos poucos, foi preenchendo-a com uma sensação como se pudesse vislumbrar a galáxia refletida ali, como se ao dizer “logo estará em casa conosco” fizesse sentido.

    - Shiiii, minha criança! Não se preocupe com isso... – Novamente a voz sussurrada do doutor que pisca os olhos e eles voltam a assumir a aparência normal de olhos humanos.

    Doutor Benipe, sua presença está sendo solicitada na ponte pela capitã Elisa.

    Alya pode ouvir uma voz feminina metálica ecoar pela sala e soube que era a voz de Athena, a inteligência artificial da nave.

    - Descanse! Logo se sentirá melhor – O doutor sorri para Alya antes de se virar e sair, sendo seguido por Camilo.

    Alya é deixada sozinha na enfermaria. Com a saída dos dois homens tudo estava silencioso, o único som constante era do zumbido emitido pelo funcionamento da lâmpada no teto.

    O local permanece assim por alguns instantes até que ouve um barulho de porta abrir e fechar. Uma mulher trajando um jaleco médico entra, sorri para Alya e logo em seguida vai até os armários de remédios. Parecia procurar algo.

    - Sabe o que nós achamos chato nessa história toda? – Ouve a mulher perguntar enquanto ainda revirava os armários. – É que a sua família é insistente. – Ela se vira para Alya, o olhar frio – Você acha mesmo que vamos deixar que os bonzinhos levem você ou que você estrague nossos planos para a Terra? – A mulher vira a cabeça de lado e sorri com escárnio. – Ora, por favor! Sabemos que humanos são idiotas, mas esperava mais da filha de Arcturo.

    A mulher levanta as mãos, deixando à mostra uma seringa com uma fina agulha em uma ponta que ela enfia em um frasco, esvaziando seu conteúdo.

    Jogando o frasco em uma maca próxima a mulher olhava fixamente para Alya, a expressão séria, enquanto caminhava até ela.

    - Nós já nos livramos de sua mãe e sua tia. Parece que você é a próxima. – Conforme a mulher se aproximava sua aparência física mudava, se tornando algo não humano. Um ser de pele pálida com nariz pequeno e lábios extremamente finos. Os olhos eram negros como os que vira no médico, mas de uma forma diferente. Eles não pareciam refletir a galáxia e sim um abismo.


    Mudança aparência:

    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Scully-alien


    O ser se aproxima e mostra a seringa para Alya enquanto com uma das mãos segura o antebraço da criptóloga, que pode sentir o local esquentar, como se estivesse sendo marcada.

    OFF:
    Alya já tem 1 pt de estresse.
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    Mensagem por thendara_selune Seg Jun 07, 2021 2:15 pm

    Alya sentiu depois que havia naquela escuridão uma galáxia distante que passava a sensação de um caminho para casa. Ela estremece, sem conseguir falar nada ao ouvir as palavras do Doutor Benipe.  Quando Athena se faz presente ela sente que aquilo era uma alucinação intensa. Tentava lembrar das palavras de segurança do terapeuta em uma tentativa de voltar à realidade. Quando fica sozinha deseja imensamente ter o controle sobre si mesma, mas depois a situação parecia continuar a levá-la a afundar em um sentimento de pavor. A mulher entra e os olhos de Alya a observam, quando ela começa a falar um misto de incredulidade e terror a fazem ranger os dentes. Ela fica sem ação, o instinto primário de fuga é silenciado pela mudança na aparência da mulher e as palavras sobre a mãe e tia deixam a criptóloga perdida. Ela ouve sobre atrapalhar os planos, mas antes que tivesse um lampejo de coragem a injeção esquenta a pele e a criatura a deixa tão assustada ao ponto de desmaiar de medo.

    Off: Amei o gif <3 Genteee medo é fodaaaaaaaaaaaaaaaaaa e
    AMEI O GIF :
    [ON] Alya: Procura e pesadelo  73vT
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    Mensagem por Caelestia Seg Jun 07, 2021 6:05 pm

    Se sentia totalmente paralisada pelo medo. Não conseguia reagir. Será que algum dia, mesmo sabendo que participaria de uma missão no espaço, imaginou estar frente a frente com uma criatura não terrestre? Até onde aquilo era real?

    Aquele toque era real. Pelo menos assim sentiu.

    A mão fina e ossuda de longos dedos se fecha sobre o seu braço. O toque era desagradável. A sensação rugosa e fria, parecia levemente pegajosa.

    O local esquenta e sente como se estivesse sendo marcada. Algo que lembra a forma arcaica que os humanos a cem anos atras usavam para marcar gado. Seria ela uma espécie de gado ou aquilo era a marca de um alvo? O próximo alvo...

    O pânico entorpece a mente quando a criatura se aproxima mais. O corpo não resiste. Ela desmaia.

    Deveria ser tudo escuro, mas de uma forma estranha, não era. Alya não estava naquele abismo escuro e reconfortante onde os medos, as dores e a mente são silenciadas e jogadas em um limbo e esquecidas.

    Não! Ela se via em meio a um enorme turbilhão. Imagens, que não conseguia distinguir ao certo, giravam sem parar em preto e branco, em um ciclo que parecia infinito.


    IMAGEM:

    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Be817e61dccd01b4d3eb9b7f103a71f0


    - Alya... Alya... – Uma voz longínqua lembrava vagamente a de sua mãe – Vamos Alya, acorde

    Com alguma dificuldade a mente se força a trabalhar e ela consegue abrir os olhos.

    Após se acostumar a claridade a primeira coisa que seus olhos veem é uma garrafa de soro, presa a um suporte, que através de uma cânula ligada a uma agulha inserida em uma veia de seu braço, gotejava lentamente um líquido.

    Se olhasse atentamente para o braço onde estava a agulha, veria que havia uma escoriação considerável na pele próxima ao pulso, onde ela se lembrava de ter visto o ser alienígena agarrar. Mas aquilo não era a marca de uma mão, muito menos uma mão “não humana”. Na verdade, parecia muito com marcas de unhas, como se ela houvesse sido profusamente arranhada a ponto de rasgar um pouco a pele.

    - Alya... Alya... – A voz não era de sua mãe. A voz era de um homem. – Alya, você está bem?

    Ela vê o rosto conhecido de um homem se debruçar levemente sobre ela enquanto colocava a mão em sua testa, checando a temperatura. Era o Dr Benipe.

    - Como você está se sentindo? Consegue falar? Está me vendo? – A voz do homem parecia preocupada e nada na postura dele lembrava a certa intimidade que ele havia demostrado antes, assim como os olhos eram os mais normais possíveis.

    - Você vai ficar bem, Alya – Uma mulher de cabelos levemente acobreados surge ao seu lado.

    A mulher olhava atentamente para Alya. Os braços cruzados sobre o peito. Nada em seu comportamento parecendo estranho.

    - Você vai ficar bem! – A mulher repete. – Sou a Dra Anne, a psicóloga. Quando você foi tirada da câmara criogênica apresentou febre alta.

    - Sim, você delirou e teve convulsões. Te trouxemos para a enfermaria a algumas horas, mas agora a febre cedeu e acredito que se sentirá melhor. – Dr Benipe agora verificava o pulso de Alya. – Vou fazer um novo curativo em seu braço. – Ele diz se referindo a escoriação e se afasta indo até um armário.

    A Dra Anne olha para Alya e depois se concentra no ferimento.

    - Você atacou alguns tripulantes que ajudavam no despertar e se arranhou enquanto gritava pedindo para que alguém a largasse. – Anne sorri com simpatia. – Mas não se preocupe, foi a febre. Você estava delirando... Como eu disse, você vai ficar bem e se quiser conversar, sempre poderá contar comigo

    Estava delirando...

    Então isso significava que nada havia sido real? As, vozes, o bilhete, as estatuetas, o ser que ameaçou sua vida... nada? Nem mesmo o tempo que acordou em sua cabine?


    OFF:

    Alya acumulou mais 1pt de estresse. São 2 pts no total até agora.

    Que bom que curtiu o gif. Nem eu sabia que a criatividade andava tão boa, rsrs

    Eu tinha mais medo da música de abertura do seriado do que do seriado em si, mas gostava mto ^^
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    Mensagem por thendara_selune Qua Jun 09, 2021 10:24 am

    A mente conturbada, ecoando e repetindo palavras que não faziam sentido. Sentia a sensação de cair enquanto era marcada, mas aquilo não podia ser real ou seria?
    A escuridão não surgiu, mas  foi como nadar em um redemoinho cheio de imagens que não conseguia interligar e sua mente partia-se em mil pedaços até que ouve a voz da mãe como se fosse um eco no vento. As pálpebras tremem mais uma vez e com esforço ela abre os olhos para a claridade artificial. Podia até ouvir o gotejar lento do soro ou talvez ainda estivesse alucinando.  O braço com escoriações Aquelas marcas eram de suas próprias unhas? Isso era uma pergunta feita a si mesma quando escuta a voz do Doutor Benipe pisca mais de uma vez e fala com um fio de voz ainda tentando compreender o que aconteceu. - Eu não sei dizer...Eu vi algo, senti alguma coisa…- Ela meneia a cabeça sentindo-se louca e não consegue ou prefere não dizer tudo ao médico. - Estou vendo você, mas me sinto esgotada e confusa…- A outra mulher ali chama atenção de Alya que se esforça para acreditar nas palavras dela. - Acho que preciso conversar com você Doutora Anne...Em algum momento preciso mesmo conversar e colocar em ordem as coisas…- Ela respira fundo desejando achar seu eixo em meio a tudo aquilo e torcendo para que as alucinações não voltassem e diz- Eu não lembro de ter machucado ninguém, me sinto péssima por ouvir isso…Acredito que tenha uma explicação lógica para meu comportamento certo Doutor?- Um esforço ainda maior para não deixar a vontade de chorar surgir diante dos dois ali. Estava desestabilizada e ainda por cima aquelas alucinações. Pelo menos torcia que não passassem de algo perturbando sua mente, não podiam ser reais!

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    Mensagem por Caelestia Qui Jun 10, 2021 10:57 pm

    O doutor Benipe retorna para próximo dela. Nas mãos do médico podia ver materiais próprios para curativos. O homem a olha com compreensão. Talvez até mesmo uma pontada de pena.

    - Não se sinta mal por isso. Ninguém a culpa pelo que aconteceu e você também não deveria se culpar. Você estava delirando pela febre. – O doutor diz enquanto limpa o ferimento – O retorno do hiper sono realmente causa reações desagradáveis, mas poucos tem sintomas tão relevantes. Você faz parte desses poucos que tem reações extremas ao despertar – Termina de passar uma pomada e enrola o braço de Alya com bandagem.

    Doutora Anne sai da sala, retornando instantes depois com uma pequena garrafa de água que oferece a mulher.

    - Beba! Vai te fazer bem... – Anne escora o corpo contra a maca ao lado – As funções vitais, o cérebro... O corpo como um todo experimentou um longo período de suspensão de suas atividades e retomá-las pode ser muito traumático e confuso.

    Terminado o curativo, sente que doutor Benipe usa o acesso em sua veia para injetar alguma coisa em seu corpo para logo em seguida desconectar a garrafa de soro e retirar a agulha de sua veia.

    - A mente costuma ficar confusa e nas primeiras horas realidade e ilusão podem se confundir. Some isso ao fato de que você teve uma febre de 39 graus. – Doutora Anne prossegue com sua explicação – Imagino o tipo de coisas que você deve ter “vivenciado” em seu delírio febril... E podemos conversar quando você quiser – A mulher lhe sorri com simpatia.

    Um pequeno copo plástico com dois comprimidos lhe é estendido pelo doutor.

    - São para febre e mal-estar. Não queremos que você piore. – Ele se afasta indo até uma mesa onde pega um dispositivo eletrônico onde passa a inserir algumas informações – Pode ficar mais se preferir, mas estou te dando alta. Quando quiser pode retornar a sua cabine.

    OFF:

    Pelo que lhe foi informado, Alya não esteve em sua cabine ainda e sim o tempo todo na enfermaria enquanto delirava.

    Agora ela recebeu alta. O que será que ela fará?
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    Mensagem por thendara_selune Sex Jun 11, 2021 7:06 pm


    -Eu me sinto péssima, essa missão é muito importante, não quero causar mais problemas e é inadmissível pra mim falhar…-
    Ela morde o lábio inferior e quando ela fala que ela faz parte da pequena porcentagem das pessoas que têm reações extremas suspira pesadamente. - Vai passar, vou ficar bem e atuar na minha função da melhor maneira…- Alya se esforça para disfarçar  o medo e sua insegurança nas últimas palavras. Ela toca o braço com a bandagem e olha Anne como se torcesse que a mulher não fosse um delírio. - Obrigada…- Ela bebe devagar e a escuta  falar sobre  o que tinha acontecido e tenta se prender as palavras para acalmar a mente. -  Estarei apta em breve, só preciso de tempo e dessas maravilhas medicamentosas.- Um sorriso amargo quando fala dos medicamentos dopois engoli os comprimido e bebe o restante da água. - Obrigada doutor, vou voltar para minha cabine, repouso e depois me atualizar das possíveis idas ao planeta, quero saber como vai ser e se decidiram os grupos.- A enfermaria lhe dava calafrios e ela se organiza para ir para a cabine descansar um pouco. Depois ir até a sala da capitã buscar informações.




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    Mensagem por Caelestia Sex Jun 11, 2021 11:49 pm

    - Fique tranquila quanto a missão. Ainda não chegamos a marte... Estamos bem próximos, mas ainda temos algum tempo para nos preparamos

    Anne responde e olha para doutor Benipe que para o que estava fazendo para prestar atenção as duas mulheres que conversavam.

    - E se bem conheço a Capitã todos ficaremos sabendo quando alcançarmos Marte. Tenho certeza de que ela planeja algum anúncio grandioso. – O homem sorri.

    Eles trocam mais algumas palavras sobre o andamento da missão e Alya se lembra que havia planos para diferentes expedições em solo. Algumas delas incluíam a exploração as famosas e antigamente negadas construções pré-humanas em Marte.

    No início do milênio várias expedições de satélites e sondas ao planeta vermelho comandadas pela antiga NASA registraram inúmeros vestígios de formações não naturais em Marte, sendo atribuídas por muitos na época como construções de uma possível civilização extinta do planeta, boatos que foram prontamente negados pela extinta agência espacial.

    Mas a cento e cinquenta anos atrás, após o desaparecimento da Argo 1 e enfrentando uma grave crise, que posteriormente levou ao seu fim, a NASA finalmente confirmou as especulações e adimitiu que as evidências eram reais, revelando que havia alterado as imagens para desmentir os fatos fazendo com que tudo parecesse apenas formações rochosas propensas a pareidolia.

    Espalhadas pela superfície de Marte havia vestígios de pirâmides, esfinges, canais, estatuas, rostos esculpidos em rocha... O verdadeiro paraíso para qualquer criptologo e ela era um dos privilegiados.

    Lembrava-se que as primeiras missões envolviam a esfinge, o rosto esculpido na rocha e a pirâmide. Será que ela já tinha uma preferência? Sabia que não era a única criptóloga da expedição, então para qual missão será que seria designada?


    CONSTRUÇÕES:
    [ON] Alya: Procura e pesadelo  001-es10 [ON] Alya: Procura e pesadelo  Images19 [ON] Alya: Procura e pesadelo  Images20


    Mais alguns minutos e os três se despedem quando Alya sai da enfermaria.

    Ela passa pela sala de convívio, que estava vazia, e segue até os corredores do alojamento.

    Um número 9 podia ser visto logo acima da porta de sua cabine.

    Ela entra. O local estava arrumado do jeito que ela se lembrava de ter deixado antes de hibernar ou seria do jeito que vira em seus delírios?

    “As pequenas estatuetas que foram de sua mãe repousavam em cima da mesinha de estudos aparentemente agindo como guardiãs dos livros e anotações de Alya Nossa Senhora de Guadalupe silenciosamente observava a expressão forte de Kali que por sua vez está próxima a sekhmet e é observada de perto por Coyolxauhqui.”

    Um minúsculo banheiro podia ser visto ao fundo e mais próximo a porta havia uma pia com um espelho pendurado na parede. Em um dos cantos Alya também vê o armário onde guardava alguns pertences e seu uniforme.

    Pendurado por um cabide na porta pelo lado de fora ela vê uma das roupas que usava dentro da nave em momentos que não estava trabalhando. Aquela roupa era idêntica a que estava usando em seus delírios. O botão do bolso da jaqueta brilhando suavemente a luz do teto. Ela se lembra do bilhete em seu delírio “Decifra-me ou devoro-te”

    Ela ainda estava usando a roupa da enfermaria.

    OFF:
    Alya se lembra que em seu delírio havia guardado no bolso da jaqueta um bilhete com a foto de uma escritura em uma língua desconhecida
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    Mensagem por thendara_selune Seg Jun 14, 2021 1:36 pm

    -Ficar tranquila é um desafio no momento- Os lábios se curvam em um sorriso cansado, mas parecia estar mais calma ouvindo os dois agora. A conversa deles, as trocas de informações e os olhos dela brilham imaginando encontrar os tais vestígios. O coração até acelera ao pensar na pirâmide e o medo se torna pequeno diante de tudo que escuta. Por fim ela fala com a voz tranquila. -  Concordo que é um momento triunfal para todos nós e especialmente para capitá a frente de uma missão tão esperada após o que houve há muito tempo atrás.- Havia um tom sombrio na voz dela, afinal todos sabiam que havia mistérios demais me torno dessa missão e sobre a anterior.   - Eu acredito que nos sairemos bem, escreveremos uma nova história e através dela vamos aprender a não cometer os mesmos erros de hoje no futuro…- Alya respira fundo e mentaliza o melhor enquanto se organiza para voltar a cabine e se despede dos dois com um aceno caloroso. Ainda tem os pés inseguros , mas caminha pensativa até que chega a sua cabine. A NASA escondeu tanto, assim como as demais agências e até mesmo a história humana preferiu omitir as coisas contando a história através da lente dos vencedores ou melhor daqueles que estão acima dos meros operários do sistema. Maya e sua mãe conversavam sobre essas coisas na frente dela, mesmo pequena ela sempre sentiu como se estivesse deslocada no mundo e talvez fosse porque a humanidade tinha se prendido em uma era de gelo. O amor esfriou, os valores se perderam e estavam todos em um ritmo frenético de consumo.
    Quando chega a cabine, ela sente como se aquele cubículo fosse uma parte perdida de si mesma. Estava cansada, lava o rosto e toma um banho lento para depois se enrolar em uma toalha. Ela olha as estatuetas, suspira ́ pensando na terra, até dá saudade da presunção de Adam e isso a fez se sentir mais humana. Aqueles delírios tão reais mexeram com sua noção de realidade. Alya vai até o cabide, a sensação é de um  déjà vu intenso quando alcança a roupa cai direto no bolso na esperança de não encontrar nada ali.


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    Mensagem por Caelestia Seg Jun 14, 2021 3:41 pm

    Aquela mesma roupa pendurada no cabide a faz se lembrar de alguns detalhes de seu delírio.

    Ignorando todo o resto ela avança direto sobre o bolso. Coloca a mão... Nada. Está vazio. Será que isso realmente lhe traria alívio? Ou será que preferia encontrar algo ali?

    Suas estatuetas pareciam olhar para ela naquele momento. Talvez houvesse piedade em suas expressões, principalmente na imagem da Virgem de Guadalupe.

    Poderia se vestir em paz, mas que roupa escolher. A do cabide que era uma roupa “informal” para uso dentro da nave ou deveria escolher seu uniforme?

    Segundo os doutores a nave ainda não havia alcançado a órbita de marte, então será que já dava para especular quaisquer coisas sobre as missões e para qual seria enviada... Se bem que tendo uma preferência talvez fosse melhor falar com a capitã e assegurar a visita a pirâmide...

    Por falar em missões, onde estavam suas anotações e pesquisas?

    Olhando em volta não consegue ver nada referente a isso sobre a sua mesa de estudos. Forçando a mente ela se lembra da oficina, que na verdade funcionava como um estúdio, que dividia com outros tripulantes, onde ela trabalhava em suas pesquisas sendo a pirâmide e o rosto esculpido suas principais teses.

    Alya consegue lembrar também que havia um armário seu na oficina, embora ainda estivesse nublado em sua mente o que ela mantinha guardado ali.


    OFF:

    Tudo parece calmo. Nada de bilhete.

    Alya lembra da missão e de sua pesquisa. O que ela fara?

    Vai tentar achar/lembrar de onde guardou sua pesquisa? Vai falar com a capitã? Vai fazer outra coisa qualquer em outra parte da nave ou mesmo ficar na cabine e descansar?

    Sinta-se a vontade  Cool

    Ah, a oficina fica mais para o fundo da nave. Qualquer coisa pode dar uma olhada lá no tópico de mapas e armas para se achar dentro da nave. ^^
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    Mensagem por thendara_selune Qua Jun 16, 2021 1:43 pm

    Não havia nada ali. O alívio não era tão forte, parecia gerar insegurança que pudesse voltar a delirar ao ponto de não acreditar na razão e entregue-se às ilusões. Havia um leve conforto quando girou em direção a mesinha, tocando os livros e recebendo o olhar das estatuetas. Ela sente a virgem tão perto, lembra da mãe a ensinando rezar, Vitória era espiritualizada e agarrada ao sobrenatural. Alya não é diferente, mas preferia manter os pés em uma direção que pudesse comprovar ser real para si mesma.  Ela segura a virgem e ora baixinho quem sabe obtivesse algum esclarecimento divino afinal estavam no espaço tão perto de um “Deus” ou talvez muito longe dele. Ela escolhe a roupa informal, penteando o cabelo e faz um rabo de cavalo que deixa os fios alinhados. Não haviam alcançado a órbita de Marte, mas estava ansiosa em saber quem iria na primeira equipe e queria ver a pirâmide com seus olhos o quanto antes. Desbravaria tudo e quem sabe poderia trazer certezas ao mundo. Ela começa a olhar as gavetas buscando seus rascunhos, anotações  e morde  o lábio sentindo a memória voltar um pouco. A oficina seria o lugar onde deixou suas coisas, a pesquisa e a possibilidade de ver de perto tanto o rosto esculpido antes confundido intencionalmente como pareidolia graças aos céticos e a NASA. Ela iria ao armário na oficina para pegar suas coisas e depois trocar algumas ideias para saber se poderia estar no primeiro grupo. Ela sai da cabine, respira fundo e diz mentalmente.
    “ Vamos lá cérebro, nada de pregar peças!”
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    Mensagem por Caelestia Qua Jun 16, 2021 8:46 pm

    Abre a porta e sai da cabine. Mais uma vez é recebida pelos corredores vazios dos alojamentos, os passos ecoando por entre as paredes metálicas conforme caminhava.

    A frente a porta que dividia os corredores da nave estava fechada, mas sabia que conseguiria abrir acionando um comando acoplado na parede ao lado.

    Pela escotilha da porta podia ter um vislumbre do outro lado e pode ver as luzes daquela parte da nave piscarem algumas vezes. Do outro lado da porta vê um vulto atravessar rápido pela escotilha e voltar logo em seguida. Não conseguia dizer o que ou quem era, e o outro lado da porta era justamente aonde ela queria ir, onde ficava a oficina.

    As luzes estabilizam do outro lado e tudo o que consegue ver era o mesmo de antes: O corredor vazio.

    Alya já havia avançado mais da metade de seu corredor, faltavam poucos passos para alcançar a porta que separava a área dos alojamentos.

    Do outro lado a luz se apaga de vez e ela ouve barulhos vindos de lá, como se algo ou alguém se debatesse pelas paredes. A porta se abre e um vulto avança em sua direção de forma rápida.

    Se conseguisse controlar o susto, veria que se tratava de um homem que trajava uma roupa escura e corria praticamente abaixado enquanto protegia a cabeça com os dois braços. Ele avança sem ver para onde ia até que finalmente tromba com Alya, derrubando-a ao chão e caindo por sobre ela.

    Zayn:

    [ON] Alya: Procura e pesadelo  Zayn211

    Com o choque o homem ergue o tronco e olha para a criptóloga. O escapulário de metal escapando pela gola da blusa dele, quase roçando na pele de Alya. Ela o reconhece como um dos seguranças da nave. Zayn, se não estava enganada.

    A expressão no rosto dele é assustada e parecia que estava fugindo, mas de que?

    Se olhasse em direção a porta que estava aberta, veria que as luzes estavam acessas e o corredor vazio, nada de anormal parecia existir ali naquele momento

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    Mensagem por thendara_selune Qui Jun 17, 2021 5:11 pm


    Alya respirou fundo várias vezes tentando fazer os exercícios que o terapeuta tinha ensinado. Ela até riu sozinha, quem diria que estaria em uma missão dessas, talvez os exercícios não fossem eficientes para esse tipo de situação, quem sabe pedir um calmante leve, mas isso resultaria em algum atrapalho mental e agora tão perto de realizar um sonho era algo impensável ficar grogue. Os passos dela são a única companhia que tem, as paredes metálicas causam uma mistura excitação  e  solidão. Os dedos deslizam pelas paredes enquanto segue até o local e olhando pela escotilha as luzes piscam mais de uma vez. Ela arqueou as sobrancelhas imaginando se estava em outro delírio e quando viu o vulto levou a mão à boca assustada. Ela avança um pouco mais dentro do corredor. Os barulhos e a luz que apagou somam-se ao seu medo. O vulto avança e ela nem tem chance de repensar como sair dali. Tentando controlar-se com esforço, ela vê o homem visivelmente assustado e no desespero dele acaba a derrubando e fica em cima dela. - Zayn…- O nome escapa enquanto ela tenta se afastar dele e ele dela. O escapulário rouba a atenção dos olhos de Alya por alguns segundos e depois ela foca no homem tentando acalmá-lo embora fosse ela que precisasse disso. - Zayn...Que foi? Você viu alguma coisa ou por acaso sou eu que estou delirando?- Ela olha em direção a porta aberta, nada anormal e ao levantar-se fica sem saber o que está acontecendo.

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