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    [ON] Jung: Proteção e medo

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    Mensagem por Caelestia Sex Ago 20, 2021 10:01 pm

    [ON] Jung: Proteção e medo Mars121


    Ano terrestre 2213
    Nave espacial Argo 2
    Destino: Marte, planeta vermelho
    Duração da viagem até o momento: 252 dias
    Tripulação preparada para acordar após 187 dias de hibernação criogênica


    -----------


    Zayn terminava de inserir as informações solicitadas na central de comunicação do depósito de armas. Como o único segurança já desperto e em condições de atender a solicitação da capitã, fora incumbido diretamente por ela a verificar os armamentos, se certificando de que tudo estava em ordem, uma vez que a entrada da Argo 2 na órbita de Marte estava muito próxima e tudo deveria estar pronto para a saída das missões em solo.

    - Athena, avise a capitã que a inspeção foi concluída e que os dados solicitados já se encontram no sistema.

    Ele diz em voz alta sabendo que Athena, a inteligência artificial da nave, atenderia seu pedido.

    Zayn volta a se aproximar de um dos compartimentos onde as armas laser estavam armazenadas, checando tudo pela última vez antes de fechar aquela seção, quando um barulho chama sua atenção

    Ele se vira. Os olhos vagando pelo depósito sem conseguir identificar de onde vinha o som, quando sente um sutil toque em sua botina. Olhando para baixo ele franze a testa ao perceber que se tratava de uma bola de gude.

    Sem entender de onde ou como aquele brinquedo havia aparecido ali, Zayn fica sem reação por alguns instantes antes de finalmente se abaixar para pegar a bola.

    Quando a mão toca o pequeno brinquedo infantil, as luzes do deposito piscam algumas vezes e se apagam, deixando o local mergulhado em uma profunda escuridão por alguns segundos antes que finalmente algumas luzes de segurança se acendessem iluminando fracamente a sala.

    - Athena, por favor verifique o fornecimento de energia da sala do depósito – Zayn solicita ajuda, mas não recebe retorno da inteligência artificial da nave – Athena...

    O homem suspira pesado, parecendo frustrado, e segurando a bola de gude ele se levanta e caminha até o monitor da central de comunicação, que estava desligado provavelmente devido a queda de energia.

    Uma vez que Athena não havia respondido, Zayn pretendia ligar a central e tentar fazer a verificação de forma manual, mas ao ficar de frente para a tela ele sente o corpo travar e a respiração acelerar ao ver refletido na tela escura do monitor a imagem de um garotinho parado a alguns metros atras dele.

    Zayn se vira rapidamente em direção onde o garotinho estaria, mas não vê nada. Ele olha em volta, mesmo com a sala pouco iluminada pelas luzes de segurança ele conseguia enxergar por entre os compartimentos de armazenamento, mas mais uma vez não encontra nada.

    - Merda! Devo estar ficando maluco... – Ele fecha a mão e então sente a pequena bolinha de gude que descansava na palma de sua mão, o que faz com que ele estendesse o braço e abrisse a mão. – É... Mas de onde veio isso?

    Balançando a cabeça de forma negativa e com algum receio, ele volta a olhar o monitor fixando o olhar na imagem refletida, esperando ver novamente a imagem do garotinho, mas não havia nada.

    - Oi, tio! O senhor viu minha bolinha de gude?

    A voz de uma criança ecoa pela sala e assusta Zayn que imediatamente se vira na direção do som, encontrando o garotinho que vira através do monitor, agora parado a sua direita, a menos de 3 metros de distância.

    O garotinho estava parado em um local onde a iluminação estava mais fraca o que, embora o rosto estivesse visível, deixava mais da metade dele encoberto pela penumbra.

    - Eu só estava brincando, tio... Por que o senhor fez aquilo comigo?

    As palavras do garotinho despertam Zayn que finalmente reconhece aquele rostinho como sendo de uma criança que ele havia matado em uma missão pelo exército Unicrático, quando, ao seguir as orientações da equipe de inteligência, eles chegaram a uma pequena casa em um país do oriente médio onde era confirmada a presença de terroristas e ao invadirem o local e serem recebidos por tiros, ao revidar a ação não conseguiram evitar a morte de alguns civis inocentes, inclusive aquela criança que brincava na frente da casa vizinha e acabara sendo alvejada e morta por Zayn.

    - Não... Você não pode estar aqui – O homem dá um passo para trás.

    Vendo que Zayn se afastava o garotinho começa a andar com dificuldade na direção dele, saindo da penumbra e finalmente deixando visível o pequeno corpo vestido com roupas ensanguentadas quando duas grandes marcas de tiro, uma no peito e outra na perna, se tornavam visíveis.

    - Por que, tio? – O menino para e ele uma mão ao ferimento no peito – Isso dói muito... Eu estou com medo... – Ele estica a pequena mão ensanguentada para Zayn que recua mais um passo. – O senhor não vai me ajudar? Está doendo... – Ele volta a andar na direção de Zayn – Eu não quero morrer, tio... Sou só uma criança... O que eu fiz para que o senhor fizesse isso comigo? – Zayn da mais alguns passos para trás até que seu caminho é bloqueado por uma das caixas de armazenamento, onde ele bate as costas. – Está sangrando muito... Sei que vou morrer... Minha mãe sempre me disse que eu era um bom menino, isso quer dizer que vou para o céu, não é tio? – O garotinho para de andar e abaixa o rosto, olhando para o ferimento no peito onde o sangue chegava a borbulhar pela intensidade com que escorria. – Eu fui um bom menino e vou para o céu, mas o senhor não foi um bom menino...

    O garotinho volta a olhar para Zayn. Desta vez ele sorria de forma macabra, mostrando todos os dentes e conforme falava sua voz engrossava e a aparência mudava pouco a pouco até se tornar uma figura grotesca sem rosto definido, mas com a cabeça dividida ao meio de onde saiam dois grandes chifres.

    - Não mesmo! – uma voz gutural é ouvida vindo da criatura. – O inferno é o seu lugar e foi isso que eu vim fazer aqui. Eu vou levar você comigo Zayn Fakhry. Vou atormentar sua alma até destruí-la.

    Zayn chegou a cogitar a puxar sua arma e atirar na criatura, mas ele acreditava verdadeiramente se tratar de algo sobrenatural, portando não ia fazer muito sentido atirar naquilo, sendo assim ele fez a única coisa que lhe parecia lógica naquele momento. Fugir.

    O homem larga a bolinha de gude que segurava e contorna a caixa de armazenamento, correndo em direção ao corredor que também estava escuro, sentindo que a criatura o perseguia enquanto atirava pequenas bolas de gude nele, até que ele alcança a porta de acesso ao corredor dos alojamentos que se abre. Zayn se abaixa um pouco para desviar das bolas, mas continua correndo o mais rápido que pode até que seu corpo se choca contra alguma coisa macia.

    Ao olhar ele percebe que estava em um corredor normalmente iluminado e uma bela moça estava deitada debaixo dele o olhando assustada.

    Zayn olha para trás percebendo que tudo estava normal e suspira. Teria sido outra alucinação?

    A voz da mulher pronunciando seu nome chama a atenção e ele volta a olhar para ela. - Me perdoe. Te machuquei?...


    ----------


    [ON] Jung: Proteção e medo Criog18


    Câmara Criogênica.

    Jung mal tinha abertos os olhos quando sentiu dois pares de mãos puxá-lo para fora de seu casulo criogênico.

    O movimento do corpo trouxe um forte enjoo. Sem conseguir se conter acabou vomitando em um pequeno recipiente de metal que alguém rapidamente lhe ofereceu.

    A cabeça latejava e suava frio. Ele olha ao redor, mas a visão embaçada e a mente turva dificultam que ele entendesse ao certo o que falavam e o que acontecia.

    Jung sente que alguém coloca uma manta quentinha sobre seus ombros e o ajuda a ficar de pé.

    O corpo pesado, passos arrastados e finalmente ele chega a sua cabine, onde é colocado confortavelmente sobre a sua cama.

    Os olhos começam a ficar pesados e ele acaba cedendo a vontade de se entregar a escuridão dos sonhos, mas sente a mente agitada o que o faz despertar algumas vezes após poucos minutos de sono.

    Em uma dessas vezes ele abre os olhos e olha ao redor, reconhecendo seus pertences dispostos pela cabine a exceção de apenas uma coisa.

    Sobre a mesa de estudos do quarto, ao lado de alguns papeis e canetas, um pequeno boneco de madeira estava sentado olhando para ele.

    Os olhos de Jung estavam muito pesados devido ao sono e ele não pode evitar fechá-los, mas antes disso pode jurar ter visto o pequeno boneco, que não reconhecia como seu, sorrir de forma macabra para ele ao mostrar todos os dentes.

    Os olhos estavam pesados não obedeciam. Não queria pegar no sono, mas ao ser finalmente abraçado pela escuridão tranquila de um sono sem sonhos, dormiu.


    OFF:
    Credo!
    O post introdutório ficou enorme  Shocked

    Sorry xD


    Tudo começa com o despertar do Jung.

    A útima vez que ele viu a sua cabine foi a seis meses atrás, antes do processo de criogenia.

    A cabine é simples, com um pequeno banheiro, uma cama, armário, mesa de trabalho, pia e espelho.

    Vc pode descrever os itens pessoais dele assim como também pode optar por sair da cabine e explorar outras partes da nave, caso deseje. Fique a vontade.

    Katerine Le Blanc
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    Mensagem por Katerine Le Blanc Seg Ago 30, 2021 10:50 am

    Acordar e mesmo assim sentir que estava com os olhos pesados era extremamente horrível, eu sentia ser puxado para fora da minha câmara criogênica e mesmo assim não conseguia ver quem era. Meu corpo queria se mover e minha mente não ajudava, os meus olhos estavam pesados e apenas queria dormir novamente.

    Sentia que alguém me arrastava até que finalmente me colocaram em algo macio, porém, ainda meio dormindo acabei vendo o meu maior pesadelo um boneco assustador e sorridente. Meu corpo queria se mexer e mesmo assim eu nao consegui, finalmente eu cedia ao sono e apagava com rapidez. Depois de algumas horas eu finalmente acordei mais desperto e me sentei na cama, observei a cabine verificando se o boneco estava lá assim como da última vez.

    No primeiro momento não havia nada e eu logo pensei que poderia ser o grande sono que estava sentindo antes de apagar por completo, com um suspiro um pouco aliviado fui lavar meu rosto em uma pequena pia que havia ali. Me sentia aliviado que o boneco não estava ali e logo comecei a me trocar com uma roupa melhor, eu não me lembrava de muita coisa antes da criogenia e sendo assim iria questionar o que havia ocorrido enquanto estava na criogenia.
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    Mensagem por Caelestia Qua Set 08, 2021 6:47 pm

    Jung finalmente podia dizer que havia despertado. Livre do mal estar e sono de antes, e aliviado por não encontrar nenhum boneco em sua cabine, o homem se levanta disposto a dar uma volta pela nave e saber como havia sido o período de hibernação e quem sabe conseguir alguma informação atual sobre o andamento da missão. Será que Marte ainda estava distante?

    Ele se levanta e joga uma água no rosto. Um uniforme padrão da tripulação estava sobre uma cadeira e ele logo se em apressou em vesti-lo

    Jung estava terminando de por a jaqueta quando um som distinto pode ser ouvido. Parecia vir de algum lugar do lado de fora da cabine, provavelmente no próprio corredor dos alojamentos, e era inconfundível.


    SOM:


    Sem dúvidas o som era de um tiro.

    No instante seguinte as luzes de sua cabine se se apagam, sendo substituídas pelas luzes vermelhas de emergência que lançavam uma iluminação mais fraca sobre o cômodo, dando uma aparência estranha ao lugar.

    “Atenção! Atenção! Problemas no corredor dos alojamentos. Equipe de contenção já acionada. Tripulantes não devem sair de onde estão. Repito: Proibido sair do local onde estão."

    Ele ouve uma voz feminina e metálica que logo reconhece como sendo a voz de Athena, a inteligência artificial da nave, que ecoava pelo quarto passando as instruções.

    Quanto tempo será que havia ficado dormindo após ser retirado da câmara criogenica? O que será que estava acontecendo na nave? Qual problema poderia estar acontecendo para que disparos fossem dados?

    Talvez esses fossem questionamentos que Jung se faria, não só por estar despertando e não saber a situação da nave, mas também porque ele era um dos seguranças da missão

    HiHiHiHiHi

    Mas antes que pudesse pensar em mais alguma coisa ou tomar alga atitude, uma risada fina chama sua atenção.

    Se ele olhasse ao redor veria que o som vinha de um canto que estava mais escuro em sua cabine.

    Surgindo da escuridão dentro do banheiro e parando ao lado do armário, um rosto começava a se tornar visível.

    A fraca iluminação vermelha de emergência de sua cabine não o deixava ver mais detalhes além de um rosto sorridente de algo que assemelha a muito ao rosto de um boneco.


    [ON] Jung: Proteção e medo 1923ce10


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