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    O Jogo dos Tronos - Dayne

    Xafic Zahi
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Ter Ago 23, 2022 1:23 pm

    Meistre Querellon.



    QUARTO DIA

    "Yessenya virou-se para o meistre assim que Sor Arn foi levado, dizendo em tom discreto:

    - Há algo que possamos fazer, meistre Querellon? Quer dizer, sem comprometer a posição de nossa casa?"


    - Temos motivo para isso, milady? O posicionamento de Sor. Arn no jantar da última noite foi firme no sentido que ele não precisa de auxílio para as tratativas do torneio, afinal, o cavaleiro "não vê ninguém segurando a lança" por ele.

    "Callahan considerou pensativo:

    - Se ele estava sendo alvo de alguma conspiração, essa conspiração pode se virar contra nós também, por nossa ligação com ele..."


    - De fato tenho a convicção que o golpe foi destinado à montaria do Sr. Arn, no entanto, creio que isto foi meramente um estratagema do cavaleiro adversário para sair vitorioso e que está distante de fazer parte de uma conspiração. Oras, caso contrário fosse, Sor. Tyler teria formas mais eficientes de tirar a vida do seu rival, como aceitar o duelo, por exemplo.

    - Digo ainda, Callahan, que na eventualidade de uma conspiração, o que reforço desacreditar, é infundado o receio que ela recaia sobre nós, pois o desligamento de Sor. Arn do conselho deixa em evidência que o vínculo do nobre cavaleiro conosco já não é tão forte quanto antes. E esse distanciamento deve ratificado com a ausência de uma interferência direta e oficial da casa Dayne perante o Rei Robert.

    - Desta forma, milady, aconselho aguardar a decisão real, sem interceder.

    A orientação do meistre era firme, mas ele estava aberto a ouvir qualquer ponderação sobre o assunto e não se mostraria ressentido caso Lady Dayne decidisse por não seguir seu conselho.

    "- Lady Yessenya, Meistre Querellon. Sor Arn foi levado para as masmorras da Fortaleza Vermelha, mas não consegui descobrir por quanto tempo planejam mantê-lo lá. Sor Tyler também foi levado para lá, mas separadamente.

    Ela fez uma reverência com a saia e acrescentou:

    - Sor Eyvon não voltou para o acampamento ontem, e já descobri porquê. Ele envolveu-se numa briga com os sentinelas do portão da Fortaleza Vermelha, agrediu um manto dourado, foi espancado e aprisionado. O magistrado do rei não parece disposto a ouvir o caso dele tão cedo..."


    Quando estavam saindo das arquibancadas, a comitiva Dayne foi abordada por Violet Poesy. Mais uma vez a garota se mostrava útil na capital e o meistre começava a cogitar se não seria propício os Dayne também terem seus próprios espiões. Ouviu com atenção as palavras e, no tocante a Sor Arn, nada disse, por já ter dado seu parecer sobre o caso à Lady Yessenya.

    - Talvez algumas moedas despertem a disposição do magistrado para o caso, milady - Sor Eyvon tinha ajudado Querellon dias antes com o transporte de alimentos pela Baixada das Pulgas e o meistre se sentia em dívida com o cavaleiro. Caso tivesse aquiescência da Lady, questionaria à espiã - É possível prospectar um valor que seja do agrado do julgador, para que a questão seja resolvida de forma benéfica?

    El Cabron
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por El Cabron Ter Ago 23, 2022 1:25 pm

    ~Ação~
    - Fala
    “Pensamento”
    ***


    QUARTO DIA

    ~ A resposta daquela figura enigmática não o satisfazia, porém, Eyvon imaginou que ela temia poder estar sendo observada por alguém, dessa forma, apenas assentiu com a cabeça quando ela passou-lhe pão e água pelas grades de sua cela. ~

    - Obrigado… - disse de forma tão baixa que parecia mais estar gemendo do que agradecendo.

    ~ Tinha fome, pois havia muitas horas que tinha se alimentado pela última vez, no entanto, mastigar fazia com que toda sua mandíbula doesse, de maneira que precisou molhar o pão e mastigá-lo o mínimo possível antes de engolir a comida. O gosto ferroso de sangue ainda estava presente em sua boca, mas à medida que a água descia por sua garganta, tinha sua sede lentamente saciada. ~

    - …

    ~ Escutou em silêncio a mulher falar, porém, voltou a recostar-se nas barras de ferro e respirar de forma lenta e pausada. Sabia que, de alguma forma, ela o conhecia, do contrário não estaria ali, ajudando-o. Ainda que pairasse em sua mente a dúvida de quem era ela, Eyvon não insistiu em pressioná-la a revelar-se. Pigarreou e cuspiu no chão assim que ela terminou de falar. ~

    - Se eu fosse sábio… - fez uma breve pausa para respirar - não estaria aqui…heh… Os Dayne sabem onde estou?

    ~ Eyvon sabia que escapar dali por meios “oficiais” seria tão difícil quanto orquestrar uma fuga. Além disso, seu estado atual não o faria ter a destreza e competência para ir muito longe. Seu desejo era o de pedir uma adaga, ou mesmo uma simples faca, algo que pudesse lhe dar alguma vantagem quando viessem pegá-lo, mas sabia que de nada adiantaria estar armado ou não. Iriam pegá-lo e o torturar. Mais cedo ou mais tarde. ~

    - Agradeço sua ajuda…queria poder dar algo em troca mas…como pode ver não tenho absolutamente nada mais comigo…

    ~ A voz de Eyvon ia apagando-se, tal qual sua esperança. Por fim, o Cavaleiro do Torentine encostou sua cabeça nas grades feitas de barras de ferro e fechou os olhos. Não sabia se ela havia escutado suas palavras, se já teria ido embora ou se ainda estava ali. De toda forma, seguiu em um silêncio fúnebre enquanto lentamente voltava a cair no sono. ~
    Van Bash
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Van Bash Ter Ago 23, 2022 2:29 pm

    O cavaleiro escuta as palavras de Tyler e como suspeitava, aquilo era pessoal. Provável que o bastardo corrobore da mesma ideia de seu suserano.

    “O rei não irá retomar sua palavra. O que me resta agora é aguardar e na hora certa faze-lo engolir essas palavras já que ele em público com todos de testemunha atentou contra a minha honra e de minha família, agora tenho dois motivos para que esse duelo ocorra”

    Os guardas não estavam de bom humor, assim como o cavaleiro. Quando viu que estava indo para a cela pensa

    “Qual o motivo de vir para cela?”

    Então na cela fria apenas podia cantar algumas canções enquanto espera a decisão do rei.

    Arn fecha os olhos e canta de coração por tudo que estava acontecendo, ele sabia que não podia fraquejar, sentia também a perda de seu amigo de batalhas o tulipa negra.



    “Pode ser que uma estrela da noite

    Brilhe sobre você

    Pode ser que quando a escuridão cair

    Seu coração será verdadeiro

    Você anda por um caminho solitário

    Oh! Você está tão longe de casa

    A escuridão chegou

    Acredite e você encontrará seu caminho

    A escuridão caiu

    Uma promessa vive dentro de você agora

    Pode ser que o chamado da sombra

    Voará para longe

    Pode ser a sua jornada

    Para iluminar o dia

    Quando a noite se vai

    Você poderá se elevar para encontrar o sol

    A escuridão chegou

    Acredite e você encontrará seu caminho

    A escuridão caiu

    Uma promessa vive dentro de você agora

    Uma promessa vive dentro de você agora”




    Então percebe que era escutado pelas grades e ao abrir os olhos percebe que era o alto pardal. Um conforto para sua alma injustiçada. O seu velho amigo percebe alivio no cavaleiro.



    -Somente justiça Alto Pardal... nada mais do que a justiça.
    - diz de forma transparente, o velho amigo sabia que por isso ele morreria se fosse preciso.


    -E o que traz a vossa santidade aqui? Eu não mereço essa honra. – diz revelando que estava aliviado e contente em ter ele ali por mais que suas palavras digam o contrário.
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Alexyus Qua Ago 24, 2022 6:51 pm

    QUARTO DIA

    QUERELLON

    - Desta forma, milady, aconselho aguardar a decisão real, sem interceder.

    Yessenya assentiu às considerações de Querellon sobre Sor arn, parecendo concordar com o que ele dizia.

    Quando a espiã Violet terminou seu relato, Yessenya virou-se para Querellon quando ele falou:

    - Talvez algumas moedas despertem a disposição do magistrado para o caso, milady

    - Gaste o que for possível, meistre. Sor Eyvon é uma espada juramentada da casa Dayne há muito tempo, não devemos abandoná-lo.

    Querellon falou então com a espiã:

    - É possível prospectar um valor que seja do agrado do julgador, para que a questão seja resolvida de forma benéfica?

    Violet considerou e respondeu:

    - O magistrado do rei não está acima de subornos, mas devido à raiva dos mantos dourados contra Sor Eyvon acredito que o valor necessário seja substancial. Quer que eu o leve até ele para negociarmos?


    EYVON

    - Se eu fosse sábio… - fez uma breve pausa para respirar - não estaria aqui…heh… Os Dayne sabem onde estou?

    - Ainda não, sor, mas serão informados. Mas não sei se poderão fazer algo por você.

    - Agradeço sua ajuda…queria poder dar algo em troca mas…como pode ver não tenho absolutamente nada mais comigo…

    - Por enquanto, tente apenas sobreviver sem sofrimentos desnecessários, sor.

    Eyvon não ouviu nada, mas a mulher agitou-se como se estivesse oescutando algo. Ela levantou-se rapidamente, deixando as coisas que trouxera para Eyvon. A voz dela baixara ainda mais, quase menos que um sussurro:

    - Tenho que deixá-lo agora, sor. Aguente firme.

    Ela partiu sem dizer mais nada, com um passo impressionante tanto pelo rapidez quanto pelo silêncio de cada pegada.

    Passaram-se alguns momentos até que uma porta que Eyvon ainda não notara abriu-se no fim do que parecia um corredor.

    Entraram três homens, dois deles carregavam tochas cuja luminosidade feriu os olhos mergulhados em escuridão de Eyvon, e o terceiro trazia um embrulho de couro, que o cavaleiro de Torentine intuía tratar-se de insstrumentos de tortura.

    - Pronto para gritar por sua vida, cão dornês? 


    ARN

    -Somente justiça Alto Pardal... nada mais do que a justiça. E o que traz a vossa santidade aqui? Eu não mereço essa honra.

    O Alto Septão ficou de pé em frente à grade, com o carcereiro a alguma distância. O homem gordo e de fala poderosa, porém bondosa, disse:

    - Acha que existem muitos cavaleiros sagrados como você, Sor Arn? A Fé não pode prescindir de um dos raros cavaleiros que servem aos Sete antes que aos homens. Você sempre teve o meu apoio, mas também temos grandes expectativas sobre sua atuação...

    A voz do clérigo obeso baixou para um sussurro quando ele continuou:

    - Parece que você fez alguns inimigos poderosos,  meu filho! Além de ter enfurecido o rei no torneio em homenagem ao filho dele, exigir um julgamento por combate em plena arena de justas, ainda há rumores de que o próprio Tywin Lannister está furioso com sua presença aqui. Arrisco a dizer que você provocou os dois homens mais poderosos dos Sete Reinos...  
    Xafic Zahi
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Qui Ago 25, 2022 11:57 am

    Meistre Querellon.



    QUARTO DIA

    - Uma compensação financeira pela perturbação da ordem, Srta. Violet - O meistre a corrigiu, com expressão séria, mas em tom de sarcasmo, concordando que se tratava de suborno.

    Agradeceu a coincidência de naquele dia estar devidamente vestido com trajes e correntes de meistre e aceitou o convite da espiã, para ser levado até o magistrado.

    Durante o caminho, tentou estabelecer diálogo com Violet, questionando, sem parecer intrometido, a natureza dos seus serviços e quanto Sor. Arn lhe pagava. Finalizou perguntando se a espiã poderia localizar um bom ourives na capital, que estivesse disposto à trabalhar em Dorne, e quanto ela cobraria pelo trabalho.

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    Mensagem por El Cabron Qui Ago 25, 2022 6:00 pm

    ~Ação~
    - Fala
    “Pensamento”
    ***


    QUARTO DIA


    ~ O fogo incômodo e atrevido fizeram com que Eyvon se remexesse até abrir o único olho que não estava inchado. Aquela luz, no meio da penumbra de sua prisão, o fizeram focar especificamente nas três figuras que adentravam ao local. Pelo pouco que pode observar, notou que eles vinham de uma porta e que um deles trazia algo além de tochas. ~

    - …

    ~ Ainda fraco, Eyvon cerrou os punhos com força, pois sabia o que viria a seguir, confirmando o que a mulher havia lhe dito sobre o que os Mantos Dourados fariam com ele. No entanto, o cavaleiro do Torentine não perdeu sua pose. Olhou-os de cima à baixo e esboçou um sorriso debochado. ~

    - Vocês demoraram…
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    Mensagem por Van Bash Sex Ago 26, 2022 10:47 am

    Trilha do Post:
    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Sor_ar11

    Ao ver que o Alto Pardal tinha muito apego e expectativas sobre a sua pessoa, Arn fica lisonjeado.  

    -O suficiente para que pessoas possam ter esperança em um mundo entre homens injustos. E que tipo de cavaleiro eu seria que aceitasse trapaças e ter o nome de sua família desonrado? Eu não posso permitir isso!

    Diz como se o fardo da honra e justiça pesassem uma tonelada sobre seus ombros.  

    -Eu não fiz nada demais.  Para Lorde Tywin eu nasci e estou vivo e para o rei eu realmente não entendo, já que lutei por ele, pelo reino dele justamente pelo homem justo que é. Além do qual ele é um guerreiro não pode e nem deveria negar um julgamento por combate a um nobre contra um bastardo - então como se ele tivesse uma ideia – Vossa santidade, o sete te enviou aqui pois acha que você pode ter um papel nisso tudo. Se você conversasse com o mão, com o pequeno conselho e até com o próprio rei poderia convence-los que a melhor solução é o duelo. O povo e os nobres amam esse tipo de evento e ele lavaria a mão dele deixando os deuses escolher quem fala a verdade. O nosso rei é conhecido por ser justo. Acho que você poderia ajudar nisso e eu seria grato aos que me ajudassem a cumprir a justiça.  O próprio Beren e Ned podem atestar a favor de minha honra. Fale com eles também. Agora é apenas aguardar quando a luz irá sobrepujar as trevas. - sorri com confiança  

    Olha nos olhos do alto pardal com uma expressão que ele era sua melhor chances para que tudo seja resolvido.
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Alexyus Sab Ago 27, 2022 12:15 pm

    QUARTO DIA

    QUERELLON

    - Uma compensação financeira pela perturbação da ordem, Srta. Violet - O meistre a corrigiu, com expressão séria, mas em tom de sarcasmo, concordando que se tratava de suborno.

    Violet anuiu à correção do meistre sem interpôr nada.

    Durante o caminho, tentou estabelecer diálogo com Violet, questionando, sem parecer intrometido, a natureza dos seus serviços e quanto Sor. Arn lhe pagava.

    - Eu obtenho informações que sejam do interesse de meus contratantes, meistre Querellon, de modo discreto e eficaz. O preço depende da natureza da informação. Caso Sor Arn não necessite mais dos meus serviços, teria prazer em negociar termos convenientes com o senhor ou a casa Dayne.

    Finalizou perguntando se a espiã poderia localizar um bom ourives na capital, que estivesse disposto à trabalhar em Dorne, e quanto ela cobraria pelo trabalho.

    Violet pensou antes de responder cautelosamente:

    - Imagino que haja dúzias de bons ourives na capital, tanto residentes quanto viajantes aproveitando a ocasião do evento. A maioria deles ficaria disposto a trabalhar em Dorne mediante uma quantia suficiente de ouro, mas esse valor ainda precisaria ser determinado. Se quer que eu convença um ourives a aceitar o trabalho, eu cobraria metade do valor necessário para contratá-lo.

    Já anoitecia quando Querellon e Violet chegaram à Fortaleza Vermelha, mas graças aos trajes de meistre ou a algum truque da espiã, os soldados não barraram a passagem deles.

    A senhorita Poesy dirigiu-se com uma curiosa certeza para a ala onde ficava a entrada das masmorras. Havia alguns guardas ali, quatro no total, conversando enquanto faziam sua vigília. Violet tomou a frente:

    - Boa noite, cavalheiros! Viemos tratar sobre o pagamento para a liberação de um prisioneiro. Onde está o encarregado?

    O tom da espiã causou um bom efeito nos guardas, e um deles foi buscar o responsável. 

    Dentro em pouco ele retornou com dois homens, um manto dourado e um homem cruel e magro, com um rosto sem barba marcado por pústulas, um par de profundos pálidos olhos e concâvas bochechas, quase completamente careca, usando uma armadura cinza de ferro sobre couro fervido, com uma longa espada sobre seu ombro direito.

    Spoiler:

    Assim que o viu, Violet disse a Querellon:

    - Aquele é o magistrado do rei, Sor Ilyn Payne. Ele não fala, o outro soldado deve ser o intérprete dele.

    O soldado ao lado do magistrado disse:

    - Disseram que vocês vieram libertar um prisioneiro! Quem é, qual foi o crime, e quanto dinheiro vocês trouxeram? 

    OFF: Além da interpretação, Querellon pode fazer rolagens para a negociação, a seu critério.

    EYVON

    Aqueles homens eram sádicos e pervertidos, mas tinham muita habilidade em infligir dores dos mais diversos modos. Eram torturadores altamente especializados.

    Pelas próximas horas, Eyvon seria o alvo dos esforços deles em dobrar-lhe a vontade e extrair todos os segredos que possuía.

    OFF: Pode fazer um teste de Vonntade e outro de Vigor para determinar o quanto Sor Eyvon vai resistir à tortura.

    ARN

    -Eu não fiz nada demais.  Para Lorde Tywin eu nasci e estou vivo e para o rei eu realmente não entendo, já que lutei por ele, pelo reino dele justamente pelo homem justo que é. Além do qual ele é um guerreiro não pode e nem deveria negar um julgamento por combate a um nobre contra um bastardo - então como se ele tivesse uma ideia – Vossa santidade, o sete te enviou aqui pois acha que você pode ter um papel nisso tudo. Se você conversasse com o mão, com o pequeno conselho e até com o próprio rei poderia convence-los que a melhor solução é o duelo. O povo e os nobres amam esse tipo de evento e ele lavaria a mão dele deixando os deuses escolher quem fala a verdade. O nosso rei é conhecido por ser justo. Acho que você poderia ajudar nisso e eu seria grato aos que me ajudassem a cumprir a justiça.  O próprio Beren e Ned podem atestar a favor de minha honra. Fale com eles também. Agora é apenas aguardar quando a luz irá sobrepujar as trevas.

    O Alto septão escutou pacientemente todas as palavras de Arn e suspirou antes de falar:

    - Lembre-se, sor Arn, que o Pai julga em justiça, mas a Mãe perdoa com amor. Você conhece bem os caminhos do Guerreiro e do Ferreiro, mas talvez lhe falte ainda um pouco da sabedoria da Velha.

    O sumo-sacerdote mexeu-se, reequilibrando seu peso sobre os pés antes de prosseguir:

    - De fato, você lutou pelo Rei Robert durante a rebelião, assim como Lorde Stark, Lorde Lannister e milhares e milhares de outros; acha que agora, mais de uma década depois, todos esses apoiadores do Rei Robert querem a mesma coisa? A côrte é um campo de batalhas diário que muito incomoda nosso regente, e de todos os lados surgem contendores com suas próprias motivações. Eu poderia falar com o rei na próxima reunião do pequeno conselho, a qual deve ocorrer somente após o término do torneio, e talvez o rei concorde, já que, como você disse, todos ficam animados com um julgamento por combate...

    O clérigo mexeu-se novamente, agora um pouco desconfortável, e continuou:

    - Quando tudo isso acabar, você deveria ir até Lorde Tywin Lannister, apresentar um pedido de desculpas pelos erros de seus antepassados e colocar-se à disposição dele. Isso poderia arrefecer o desejo de vingança do Protetor do Oeste e assim poupar a sua vida. Se não amansarmos o Leão, ele continuará a persegui-lo, e não teríamos esperança de evitar para sempre todos os recursos à disposição do Rochedo Casterly. Está pronto para considerar essa possibilidade?
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    Mensagem por Xafic Zahi Sab Ago 27, 2022 2:26 pm

    Meistre Querellon.



    QUARTO DIA

    - Não haveria nesta forma de cobrança um conflito de interesse, Sra. Violet? - O questionamento de Querellon era sincero e longe de acusar a espiã - Isto não levaria a me indicar o profissional mais caro e não necessariamente o mais habilidoso? - Ouviu as considerações de Violet e ofereceu - Talvez um preço fixo seja mais adequado para o serviço.

    Uma vez na entrada das masmorras, a impressão de Querellon sobre a espiã utilidade e competência da espiã foi ratificada e ele a questionou em voz baixa, enquanto aguardavam o responsável:

    - Caso seja do interesse de Lady Dayne, os serviços da Srta estariam disponíveis desde já? Pagaríamos eventual multa que tenha sido acordada com Sor. Arn, pela rescisão antecipada do contrato.

    Quando soldado e magistrado chegaram, informou:

    - Excelência, sou Meistre Querellon, à serviço da Casa Dayne, e faço-me presente para tratar sobre a situação de Sor Eyvon de Torentine, cuja prisão se deu em razão de uma briga com os sentinelas do portão da Fortaleza Vermelha - A voz do meistre, embora costumeiramente grave, tentava ser respeitosa e livre de exigências - Um grave delito, reconhecemos, e é com constrangimento que nos colocamos à disposição para o pagamento da multa atribuída ao infrator, embora estejamos cientes que a pena de açoitamento também é uma possibilidade.

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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Van Bash Sab Ago 27, 2022 10:04 pm

    Escuta atentamente ao sumo sacerdote, as palavras pareciam inspiradas.

    -Como assim somente no final do torneio? Meu julgamento deve ser o quanto antes já que está em questão a trapaça. Assim poderei prosseguir no torneio, e cumprir minha missão aqui para os Daynes de Alto Emirtério.

    Sor. Arn fica calado como se estivesse pensando então tem uma idéia

    "O primeiro que terá minha vingança será o meu tio, o pior de todos"

    -O lorde Twyn está aqui na Fortaleza vermelha. Ele falou com você sobre isso, ou é coisa de sua cabeça santa? Acha mesmo que ele me perdoaria e ainda me aceitaria como servo? -faz uma pequena pausa esperando as respostas e prossegue

    -Você tem razão como sempre, eu aceito esses termos com algumas condições. Primeiro, o bastardo deve falar o quanto antes que trapaceou me devolvendo para o torneio e restaurando minha honra, ou esse duelo deve ocorrer amanhã ao raiar do dia.  Segundo ele me devolver as terras que pertenceram ao meus familiares. Assim eu virava servo dele tendo que responder ao seu chamado quando assim precisar. E terceiro permitir que eu com o tempo guerreie pela cidade da luz e faça o meu tio pagar por todos seus pecados. O que me diz vossa santidade acha que ele deve aceitar? Ele conseguiria me perdoar assim?


    Sor Arn engole totalmente o seu orgulho, servir ao Lanister era um sinal nítido que ele poderia perdoar também, mas não ao seu tio que além de traiçoeiro foi perverso.
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    Mensagem por Alexyus Sab Set 03, 2022 9:15 pm

    QUARTO DIA

    QUERELLON

    Com Violet

    - Não haveria nesta forma de cobrança um conflito de interesse, Sra. Violet? Isto não levaria a me indicar o profissional mais caro e não necessariamente o mais habilidoso?

    Violet respondeu sem se constranger:

    - Um risco inevitável nesse tipo de negociação, meistre. Minha experiência mostrou que na maioria das vezes o mais habilidoso é o que cobra mais caro. Mas é claro que pode estabelecer um limite se assim o desejar, o qual também limitará o alcance dos meus esforços.

    - Talvez um preço fixo seja mais adequado para o serviço.

    - Falando numa base hipotética, qual preço o senhor consideraria apropriado?

    - Caso seja do interesse de Lady Dayne, os serviços da Srta estariam disponíveis desde já? Pagaríamos eventual multa que tenha sido acordada com Sor. Arn, pela rescisão antecipada do contrato

    A senhorita Póesy sorriu fugidiamente ao responder:

    - Não é assim que foi negociado, meistre Querellon. Não há multa estipulada para terminar o contrato. Mas enquanto eu servir a Sor Arn e ele servir à casa Dayne, meus serviços estarão à sua disposição.

    Com Sor Ilyn Payne

    - Excelência, sou Meistre Querellon, à serviço da Casa Dayne, e faço-me presente para tratar sobre a situação de Sor Eyvon de Torentine, cuja prisão se deu em razão de uma briga com os sentinelas do portão da Fortaleza Vermelha Um grave delito, reconhecemos, e é com constrangimento que nos colocamos à disposição para o pagamento da multa atribuída ao infrator, embora estejamos cientes que a pena de açoitamento também é uma possibilidade.

    O magistrado negou com a cabeça, e o soldado ao lado dele disse:

    - Açoitamento, meistre? Bah! Se ele atacou um guarda da patrulha da cidade, um manto dourado, a pena pode ser a gaiola dos corvos ou se ele tiver sorte um enforcamento. Como ele é um cavaleiro, podemos comutar essa pena par açoitamento se vocês pagarem uma multa, digamos...

    O soldado olhou para Sor Ilyn Payne, que fez três sinais com a mão, indicando 1, 0 e 0. O soldado voltou a falar:

    - Cem dragões de ouro. Esse é o preço para liberarmos seu cavaleiro.

    EYVON

    Foram horas de dor excruciante para sor Eyvon, e mesmo com toda sua força de vontade, ele não pôde resistir por muito tempo.

    Infelizmente, nenhuma das informações que ele fornecia pareciam satisfazer os torturadores, que voltavam à carga muitas e muitas vezes...

    ARN

    -Como assim somente no final do torneio? Meu julgamento deve ser o quanto antes já que está em questão a trapaça. Assim poderei prosseguir no torneio, e cumprir minha missão aqui para os Daynes de Alto Emirtério. O lorde Twyn está aqui na Fortaleza vermelha. Ele falou com você sobre isso, ou é coisa de sua cabeça santa? Acha mesmo que ele me perdoaria e ainda me aceitaria como servo?

    O Alto Septão balançou a cabeça negativamente enquanto falava:

    - Não falei com Lorde Lannister, apenas ouvi rumores sobre a indisposição dele para com você. Sendo ele o homem mais rico dos Sete Reinos e sogro do rei, me parece sensato tentar todas as chances de encerrar essa rixa de modo pacífico, mas não tenho certezza de que ele realmente aceitaria. Mesmo assim, eu lhe aconselho a tentar.

    -Você tem razão como sempre, eu aceito esses termos com algumas condições. Primeiro, o bastardo deve falar o quanto antes que trapaceou me devolvendo para o torneio e restaurando minha honra, ou esse duelo deve ocorrer amanhã ao raiar do dia.  Segundo ele me devolver as terras que pertenceram ao meus familiares. Assim eu virava servo dele tendo que responder ao seu chamado quando assim precisar. E terceiro permitir que eu com o tempo guerreie pela cidade da luz e faça o meu tio pagar por todos seus pecados. O que me diz vossa santidade acha que ele deve aceitar? Ele conseguiria me perdoar assim?

    O Alto Septão ouviu as palavras de Arn com uma expressão lamentosa e quando ele terminou o sacerdote se pronunciou:

    - Creio que impôr condições dificulta qualquer acordo, Sor Arn. Lorde Tywin é um homem orgulhoso, e levar imposições a ele não parece frutífero. Tal como eu não posso tão somente exigir uma audiência com o rei e tenho que esperar até que o rei Robert me conceda uma audiência, você também deveria mostrar-se humilde ao falar com um grande senhor como Lorde Lannister. E há algumas falhas em seu raciocínio...

    O sumo-sacerdote dos Sete acomodou melhor seu peso sobre um dos pés antes de continuar:

    - Em primeiro lugar, as terras que antigamente eram da casa Solares ficam em Dorne, onde Lorde Lannister não tem jurisdição; a disposição das terras ali está sob o juízo de Doran Martell, o Príncipe de Dorne; apenas ele poderia ddevolver suaas terras se assim o quisesse. 


    - Em segundo, suponhamos que você pedisse permissão a Lorde Lannister para guerrear pela posse da Fortaleza da Luz: Lorde Tywin quase certamente o negaria, pois além de romper a paz do rei, ainda iniciaria um conflito entre dois dos Sete Reinos, algo totalmente indesejável para todos os westerosi.


    - Por último, vamos voltar a nos ater ao problema em questão: você presume que Sor Tyler Hill agiu a mando de Lorde Tywin, e isso é uma conclusão que muitos estão tirando, mas não há nenhuma evidência. Se assim o fosse, não haveria qualquer motivo para que o cavaleiro confessasse essa conexão. Eu o aconselho a não contar com isso. Sobre o julgamento que você solicitou, é prerrogativa do juiz determinar hora e local para que ocorra, bem como sob quais condições. Como organizador desse torneio, o rei tem poder total para intervir como quiser, incluindo, classificando, excluindo ou impedindo qualquer um de participar, e devo dizer que ele não está parecendo disposto a isso...
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Dom Set 04, 2022 1:24 pm

    Meistre Querellon.



    QUARTO DIA

    Com Violet

    Querellon maneou a cabeça positivamente depois de ouvir as considerações da espiã. Os apontamentos lhe pareceram justos e ele não teve constrangimento de voltar atrás e aceitar a primeira forma de cobrança:

    - Dada as ponderações, metade do valor necessário para contratar o profissional me parece adequado, Srta. Violet. A casa Dayne ficará grata caso possa iniciar as buscas dentro dos próximos dias.


    Com Sor Ilyn Payne

    Um valor expressivo, Querellon considerou. No entanto, a quantia de 100 Dragões de Ouro fazia jus ao delito praticado pelo cavaleiro. Embora Lady Dayne tivesse orientado a dispensar a quantia que fosse necessária, achou por bem informá-la antes de aceitar a oferta.

    - Srta. Violet - Dirigiu-se à espiã, em tom cordial - Haveria de fazer a gentileza de comunicar à Lady Dayne o valor da multa fixado pelo nobre magistrado, para Sor Eyvor ter sua liberdade restaurada e não ser devorado pelos corvos?

    Caso Violet concordasse em ir comunicar Lady Dayne, Querellon permaneceria no local aguardando o retorno. Caso contrário, iria ele próprio.

    [/quote]
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    Mensagem por Van Bash Qua Set 14, 2022 11:19 am

    Ao ouvir que era apenas uma suposição do Alto Septão Arn apenas fica calado e taciturno.


    -Mas o que você está pedindo exatamente então? Não há possibilidades de acabar isso de forma pacifica, você sabe disso. Se houver me diz o que tenho que fazer?


    -Sim, não digo essas terras. E sim as que pertenciam a casa Reyne. Como meu irmão se casou e ele teria direito a essas terras eu sou o único descendente vivo dele, poderia ser o senhor dessas terras protegendo, o meu senhor, e fazendo as terras prosperar. Enquanto as minhas terras por direito eu faria isso em momento oportuno.



    Então apenas escuta e conclui



    -Nunca disse que Lorde Twyn está por trás disso, mas se todos estão falando e como o rei está reagindo protegendo um bastardo fica claro a conclusão. Porém ele fazer o julgamento apenas depois das justas é ser cumplice de trapaças, o julgamento teria como intuito de reparar a minha derrota e comprovar que ele trapaceou. A dúvida é como ele irá reparar isso caso eu vença o duelo? Entende que não fiz nada além de pedir justiça. Não existe logica nessa decisão de beneficiar o bastardo, me prender nos calabouços como se eu fosse um criminoso e resolver isso apenas uma semana depois.



    Então tenta mostrar que toda a decisão não fazia sentido. Em momento algum ele acusara o lorde das terras Ocidentais e sim um bastardo insignificante.
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    Mensagem por Alexyus Qui Set 15, 2022 9:28 pm

    QUARTO DIA

    QUERELLON

    A noite já avançava quando Violet partiu para o acampamento a mando do meistre Querellon para consultar Lady Yessenya sobre o pagamento do preço para libertar o cavaleiro Sor Eyvon do |Torentine.

    Enquanto Querellon aguardava, Sor Ilyn Payne e seus soldados voltaram a seus afazeres, deixando o meistre entregue a seus próprios interesses.

    Ela demorou duas horas para retornar.

    (Querellon pode fazer o que quiser dentro da Fortaleza Vermelha durante essas duas horas)

    Ao final desse período, Violet encontrou Meistre Querellon onde quer que ele estivesse e informou-lhe:

    - Lady Yessenya ordenou que o senhor volte ao acampamento para discutir o assunto.

    EYVON

    Durante a sessão de tortura, Eyvon perdeu a consciência.

    Passou-se muito tempo antes que ele acordasse de novo em sua gaiola, mas havia um prato de mingau fresco perto dele, que não estava lá antes.

    ARN

    -Mas o que você está pedindo exatamente então? Não há possibilidades de acabar isso de forma pacifica, você sabe disso. Se houver me diz o que tenho que fazer?

    O Alto Septão acenou negativamente:

    - Não estou lhe pedindo nada, Sor Arn! Mas sim, sempre há possibilidade de encerrar isso pacificamente. Se você buscar a paz da Mãe, você a encontrará de um modo ou de outro. Eu lhe dei sugestões, mas você talvez ache um caminho melhor do que aquele que eu vejo. Mas pense e reze bastante para que isso seja segundo a vontade dos Sete.

    -Sim, não digo essas terras. E sim as que pertenciam a casa Reyne. Como meu irmão se casou e ele teria direito a essas terras eu sou o único descendente vivo dele, poderia ser o senhor dessas terras protegendo, o meu senhor, e fazendo as terras prosperar. Enquanto as minhas terras por direito eu faria isso em momento oportuno.

    - Todas as terras são de todos os homens, Sor Arn. Os Sete põe cada homem em sua posição para servir aos Sete do melhor modo que puderem, e o direito do rei reinar sobre outros homens é divinamente concedido. Se os Sete permitiram que Robert Baratheon tomasse o trono de ferro de Aerys II Targaryen, não acha que eles também permitiram que o lorde Tywin Lannister destruísse a casa Reyne? Aquela fúnebre canção, Chuvas de Castamere, conta a história de como a casa Reyne não respeitou seus suseranos e assim provocou a fúria do Senhor do Rochedo Casterly. Segundo o que eu entendo das leis de suserania e vassalagem, qualquer direito da casa Reyne foi extinto.

    O Alto Septão suspirou e disse:

    - Oferecer seus serviços ao Lorde Lannister é um bom começo, mas quantos cavaleiros você acha que há no Rochedo? Quantos deles gostariam de ter mesmo que uma pequena terra para proteger em nome de Lorde Tywin? Nem todos podem ser como Sor Gregor Clegane, pois ganhar confiança é algo que leva tempo. E se você tiver uma ambição de reivindicar outras terras, isso pode transparecer para seus suserano, e ele poderá não se agradar disso...

    -Nunca disse que Lorde Twyn está por trás disso, mas se todos estão falando e como o rei está reagindo protegendo um bastardo fica claro a conclusão. Porém ele fazer o julgamento apenas depois das justas é ser cumplice de trapaças, o julgamento teria como intuito de reparar a minha derrota e comprovar que ele trapaceou. A dúvida é como ele irá reparar isso caso eu vença o duelo? Entende que não fiz nada além de pedir justiça. Não existe logica nessa decisão de beneficiar o bastardo, me prender nos calabouços como se eu fosse um criminoso e resolver isso apenas uma semana depois.

    O Alto Septão sacudiu os braços gordos e disse:

    - Não compete a mim interpretar os pensamentos do rei e não foi para isso que vim aqui. Meu objetivo é ajudá-lo, Sor Arn. O rei pode fazer o que quiser segundo sua própria vontade, mas o Pai acima o julgará assim como fará com todos nós. Mas sua atitude de chamar-lhe a atenção em público foi malvista, mesmo que alguns pensem que você pode estar certo. As pessoas confessam aos ouvidos dos Sete todas as coisas que jamais poderiam dizer abertamente, sob pena de despertar a fúria do rei e atrair a desgraça sobre si mesmo.

    O sumo sacerdote da Fé levantou-se para sair:

    - Eu o deixarei agora para ponderar sobre esses assuntos, Sor Arn. Continue a orar aos Sete pela sabedoria da Mãe. Enquanto isso, eu farei o que estiver ao meu alcance para ajudá-lo. 


    QUINTO DIA

    QUERELLON

    Foi apenas ao amanhecer que Lady Yessenya recebeu Meistre Querellon, rodeada por suas falsas damas de companhia.

    - Bom dia, Meistre Querellon. Não vamos aceitar essa extorsão do magistrado daquele rei gordo! Eu vou pessoalmente falar com ele se for necessário!

    (Faça uma rolagem de Persuasão, numa intriga contra Ilyn Payne para baixar o preço, usando a ficha de Querellon ou a de Yessenya. É possível fazer duas rolagens, mas uma em cada dia. De qualquer forma, Eyvon só será libertado no dia seguinte após ser açoitado).

    EYVON

    Eyvon ouviu a porta se abrindo e os soldados de manto dourado entraram no recinto, abriram a gaiola e o arrastaram para fora do recinto, escadas acima, para fora da Fortaleza Vermelha e toda a ladeira abaixo da Colina de Aegon.

    Na entrada da Baixada das Pulgas, Eyvon viu para onde o estavam levando: uma berlinda.

    Spoiler:

    Prendendo as mãos e a cabeça de Eyvon, os soldados travaram os cadeados e simplesmente foram embora, deixando-o ali.

    Spoiler:

    Não demorou nada até que pessoas viessem debochar de Eyvon, jogando vegetais podres, lama, animais mortos, excrementos e tudo mais que achassem a mão, xingando-o de todos os nomes que imaginavam.

    Depois do que poderia ter sido minutos ou mesmo horas, uma voz feminina ao lado de Eyvon soou tão suave quanto audível para ele.

    - Abra a boca, Sor Eyvon.

    Uma grande quantidade de líquido caiu sobre a cabeça do cavaleiro dornês, e ele não pôde evitar de engolir um pouco daquilo. Era um líquido perfumado, aromático, de gosto levemente doce.

    Em poucos minutos, Eyvon passou a sentir seu corpo e seus sentidos entorpecidos, aliviando-o da dor e da vergonha.

    Esse estado de dormência foi bom, pois Eyvon passou todo o dia preso naquela berlinda, e talvez não tivesse resistido sem estar dopado. A maioria das pessoas cansou-se logo de debochar de Eyvon, mas as crianças, aqueles seres energéticos e malvados como só infantes podem ser, continuaram a atormentá-lo durante quase todo o dia. A manhã passou, o calor do meio-dia queimou-lhe a pele e os olhos depois de dias na escuridão, e a tarde caiu, fazendo seu suor tornando-se gelado.

    A noite caiu e Eyvon ficou lá, na companhia dos ratos e baratas e de um eventual bêbado ou ladrão passando por perto.


    SEXTO DIA

    QUERELLON

    Neste dia, Querellon deveria fazer o pagamento para libertar Eyvon, mas Yessenya o convocou logo cedo para uma audiência.

    - Bom dia, Meistre Querellon. Espero que tudo corra bem com a libertação de Sor Eyvon hoje. Mas eu quero lhe fazer uma pergunta antes: quando acha que devemos voltar para Dorne? Por mim, voltaríamos hoje mesmo, mas se achar que há algo mais que podemos fazer aqui nessa cidade horrível, diga-me! 

    EYVON

    Pouco após amanhecer, um pelotão de soldados de manto dourado, dentre os quais alguns eram os que tinham brigado com Eyvon no portão, marcharam até o local da berlinda. Atrás deles, um homem alto com um capuz negro macabro.

    Spoiler:

    Um dos mantos dourados postou-se à frente da multidão que se juntava e bradou de modo ameaçador:

    - Este traste imundo ousou erguer a mão contra soldados da patrulha da cidade de Porto Real! Por esse motivo, ele receberá 40 chibatadas e será libertado após pagar uma multa à Coroa!

    Spoiler:

    Nesse momento, o efeito do narcótico do dia anterior já tinha se dissipado, e Eyvon sentiu o estalar do chicote com suas pontas afiadas estalando e cortando a pele de suas costas. O carrasco mandava a multidão contar, e pareceu uma eternidade de dor até que a contagem chegasse a 40.

    Mas finalmente a 40ª chibatada veio.

    As costas de Eyvon ardiam e sangravam em profusão quando os soldados destravaram os cadeados e abriram a berlinda.

    Lady Yessenya adiantou-se para ampará-lo, sem importar-se com as manchas negras e vermelhas que o imundo Eyvon deixava em seu fino vestido branco azulado. Meistre Querellon também estava lá, e os cuidados curativos dele seriam urgentemente necessários.

    (Eyvon recebeu a desvantagem MARCADO:
    Você carrega uma horrenda cicatriz ou um defeito físico em um lugar bem visível.
    Sempre que você testar Persuasão, deve rolar novamente qualquer dado com um resultado “6” e aceitar a segunda rolagem.)
    El Cabron
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    El Cabron
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por El Cabron Sex Set 16, 2022 1:51 pm

    ~Ação~
    - Fala
    “Pensamento”
    ***


    QUARTO DIA

    ~ Os métodos de tortura dos soldados eram tão rudimentares quanto cruéis. O cavaleiro do Torentine segurou-se o quanto pôde, mas nem mesmo o mais forte dos dorneses poderia permanecer em silêncio diante daquelas atrocidades. ~

    - …

    ~ Primeiro, trataram de prender cordas grossas em seus braços e pernas, esticando seus membros à limites que o próprio dornês desconhecia. Em meio à tortura, palavras de ordem eram cuspidas pelos guardas, que desejavam também qualquer informação que lhes pudesse ser útil sobre Eyvon e a comitiva à qual ele fazia parte. Um dos Mantos Dourados apareceu então com um alicate e ,tão rápido quanto pôde, abriu a boca de Eyvon com um extensor e tirou-lhe dois dentes. A dor excruciante o levava a desmaios, que eram seguidos por tapas e água gelada atirada em seu rosto, para que permanecesse acordado. Ele segurou-se o quanto pôde. Os guardas então partiram para um outro método e soltaram seus braços apenas para que suas mãos fossem colocadas em duas pequenas câmaras de prensa manual, que esmagavam repetidas vezes seus punhos e pulsos. ~

    - AAAAARRRRRRGGGHHHH!!!!

    ~ Os gritos de dor poderiam ser escutados de longe por qualquer um que estivesse minimamente próximo à sala de tortura. Palavras e informações soltas saiam de sua boca, mas nada parecia amenizar o sádico desejo de dor de seus torturadores. Seu calvário estava longe de ser concluído. O mesmo alicate que havia tirado alguns de seus dentes, agora também arrancava unhas de seus pés, enquanto um de seus torturadores prontamente ensacava sua cabeça. Estando no escuro, Eyvon ficou ainda mais tenso, e chegou a desejar que cortassem logo sua garganta. No entanto, ao sentir seu corpo ser desamarrado, fora atirado para o chão e logo em seguida sua cabeça estava sendo colocada diversas vezes dentro de uma bacia de água. Afogando-se e sendo “salvo” por seus torturadores, Eyvon estava em um estado semiconsciente, onde não sentia mais dor ou tinha qualquer noção mais do que estava acontecendo. O último ato, no entanto, fora o mais cruel. Atirado ao chão, depois de inúmeros afogamentos, teve o saco arrancado de sua cabeça e, da forma mais violenta possível, seguram-no pelo pescoço firmemente, enquanto tudo que via era a ponta incandescente de uma barra de ferro vir em direção ao seu olho direito. ~

    ***
    ~ Ao acordar, Eyvon não tinha força alguma em seu corpo moribundo. Estava pálido, com sangue escorrendo-lhe pela boca e sentindo tanta dor que mover-se era impossível. Não deixou, no entanto, de notar o prato de mingau a sua frente. Eyvon tentou esboçar algo que lembrava um cínico sorriso ao lembrar o conselho enigmático escutada horas antes…~

    Alexyus escreveu:
    - Ninguém pode ajudá-lo nesse momento, Sor Eyvon, então preste atenção. Os guardas estão furiosos com você. NÃO COMA NEM BEBA NADA DO QUE LHE DEREM. Eles o torturarão em breve, e seria sábio desculpar-se e implorar perdão. Há pouco tempo para os que estão fora daqui poderem fazer algo por você, então precisa salvar-se a si mesmo, se for capaz.


    ~ Juntou toda sua força e, mesmo atirado em sua gaiola, chutou o prato de mingau, derramando-o ao chão. Não ironicamente, lembrou-se então de suas palavras para a misteriosa mulher. ~

    “Se eu fosse sábio, não estaria aqui…”



    ***

    QUINTO DIA


    ~ Acordou com o som da pesada porta de madeira e ferro sendo escancarada. Abriu o seu único olho bom para ver os Mantos Dourados puxarem-lhe violentamente de sua gaiola. Queria resistir, queria lutar, mas não tinha forças para isso. Tudo que pôde fazer foi deixar-se ser levado, arrastado para fora como um animal morto que não oferece riscos. Não conseguia assimilar direito o que acontecia mas estava nítido que estavam saindo da Fortaleza Vermelha. Passaram por uma longa escadaria e, ao chegarem na parte externa do local de onde estavam saindo, o atiraram ao chão. Eyvon sabia que estavam falando algo pois podia perceber suas bocas se mexerem, no entanto, não conseguia escutar ou compreender absolutamente nada além de chiados. A luz cegante do sol o incomodava e mais uma vez, fora arrastado, desta vez ladeira abaixo da Colina de Aegon. ~

    “ Morra, Eyvon…Morra cavaleiro…lixo dornês, eles falaram…só morre…morre…que rasguem minha garganta…”

    ~ Em seus devaneios mentais, Eyvon foi notando uma movimentação maior de pessoas e, não à toa, reconheceu onde estava: Baixada das Pulgas. Os guardas ergueram o cavaleiro do chão e, assim que viu a berlinda, Eyvon suspirou. Era um suspiro pesaroso, cansado e fraco. Sem qualquer cerimônia ou delicadeza, jogaram e prenderam o corpo de Eyvon à berlinda e ali o cavaleiro permaneceu. ~

    “ Que os corvos comam meu corpo…que furem meu peito e que a carcaça sirva para os cães…”

    ~ Não demorou para que pequenos grupos começassem a se juntar próximos ao dornês. Sabia o que aquilo significava. Em Alto Ermitério não era diferente. Talvez fosse até mais cruel. De toda forma, não teve reação qualquer quando os primeiros vegetais apodrecidos foram atirados contra si e é claro que não deixou de se perguntar se não seriam os mesmos vegetais que havia trazido ali, dias atrás, na companhia de Meistre Querellon. ~

    - …

    ~ Coberto por todo tipo de porcaria e sujeira, o cavaleiro sabia o que viria depois, embora não soubesse quando. Seria questão de tempo para que viessem, por fim, açoitá-lo. Sabia que poderia tanto ser ao final do dia quanto ao final do torneio. Fosse como fosse, sentia ódio e raiva de si mesmo. Sentia raiva dos miseráveis à sua frente que jogavam-lhe lama e fezes. Sentia raiva dos Dayne, que haviam arrastado-o para lá. Sentia raiva dos Mantos Dourados, cães covardes que, se pudesse, os estraçalharia todos com seus próprios dentes. Sentia raiva do Usurpador e seu estúpido torneio. Sentia raiva de seu pai que o obrigara desde jovem a seguir seus passos como cavaleiro... ~

    - …

    ~ Bufava de raiva enquanto tentava mexer-se, em vão, para escapar dali. No entanto, assim como uma fina garoa que surge em um dia ensolarado, Eyvon reconhece uma suave voz aproximar-se ao seu lado. ~


    Alexyus escreveu:
    - Abra a boca, Sor Eyvon.

    ~ Não pôde vê-la, mais uma vez, mas a voz reconfortante e segura lhe trazia alento. Não ousaria contrariá-la. Ao sentir o líquido cair em sua cabeça, o cavaleiro do Torentine abriu a boca. Antes que pudesse assimilar qualquer outra coisa, mesmo que seu desejo fosse de agradecer imensamente aquela figura misteriosa, Eyvon foi sendo tomado por uma inebriante sensação de relaxamento. Seu olho esquerdo, o único bom, pesou e as dores constantes que percorriam todo seu corpo, aos poucos, foram deixando-o em paz e plenitude. O corpo do dornês passaria ainda toda a manhã, tarde e noite ali, sendo castigado por sol e frio, no entanto, sua mente não estava mais ali. Era como se simplesmente seu corpo fosse apenas a casca de uma adormecida lagarta. ~


    SEXTO DIA


    ~ Um jovem cavaleiro empunhava sua espada brilhante debaixo de um sol cruel. Tinha consigo uma serpente enrolada em seu pescoço, que insistentemente mordia-lhe o rosto, ainda que o jovem não ligasse para isso. ~

    - Por que deixa a serpente mordê-lo, nobre senhor? - perguntou um pequeno e pobre dornês de cabelos longos e ondulados.

    - É assim que aprendi…ela é minha companheira e deve seguir comigo.

    - Mas se ela está ferindo você…não devia deixá-la para trás?

    - Eu não posso fazer isso. Ela está comigo desde que eu era tão pequeno quanto você. Foi um presente de meu pai…o único, eu acho.


    ***

    ~ O torpor que fizera o corpo de Eyvon entrar lhe permitiu que tivesse um noite relativamente tranquila, ainda que um incômodo sonho tivesse perturbado-o. Acordou com os primeiros raios de sol, voltando a sentir as dores e desconfortos em seu corpo novamente. Pairava sobre sua cabeça a incerteza de quando, por fim, viria o seu castigo final. ~

    - …

    ~ Ao longe, uma marcha fazia-se audível, tornando-se cada vez mais forte e próxima. Era como se as trombetas anunciassem a chegada de seu destino. A população também veio aproximar-se, assim como os cochichos e apontamentos. Eyvon fechou os olhos, em uma tola expectativa para que a mulher do dia anterior aparecesse subitamente ao seu lado, como uma figura mística, e banhasse-o mais uma vez naquele líquido que o deixara em torpor. Sabia que isso não aconteceria. Não era um homem de fé, ainda que seguisse certas tradições. O que sabia era que seu tormento estava chegando ao fim, porém, com um alto custo. ~


    Alexyus escreveu:
    Um dos mantos dourados postou-se à frente da multidão que se juntava e bradou de modo ameaçador:
    - Este traste imundo ousou erguer a mão contra soldados da patrulha da cidade de Porto Real! Por esse motivo, ele receberá 40 chibatadas e será libertado após pagar uma multa à Coroa!

    ~ Naquele momento Eyvon pôde ver aquele que seria seu castigador. Era um homem alto e corpulento. certamente não pouparia esforços para fazê-lo sentir dor. Tentou cerrar punhos e dentes com toda a sua pouca força que ainda lhe restava quando a contagem do castigo começou. Não viu a chibata que o atingia, mas foi tornando-se íntimo dela a cada golpe desferido a ele, sabendo exatamente como e do que ela era feita. ~

    - Aaargh….AAAArrrh…..ARRRRRGHHH!!!

    ~Cada golpe parecia arrancar-lhe a alma. As 40 chicotadas pareciam não ter fim e, ao fundo, podia escutar guardas e a população rindo de sua desgraça. Desejou a própria morte no processo. Que alguma alma caridosa findasse sua vida antes de chegar ao fim da contagem. Que uma flecha saísse da multidão e cravasse em seu olho, matando-o no processo. Mas nada disso veio. Apenas golpe atrás de golpe. ~

    - AAAHHHNNN….

    ~ Eyvon não sabia mais onde estava quando veio a última chibatada. O grito era alto, porém seco. Estava em um estado de choque tão forte que superava em muito a tortura que havia sofrido no dia anterior. Ao ser solto da berlinda, seu corpo caia desfalecido no chão. Sequer pode reparar Lady Yessenya e Meistre Querellon que se aproximavam.
    Sor Eyvon do Torentine, chicoteado em praça pública por não conter seu temperamento.
    Sor Eyvon, do Torentine, agora, uma vergonha. ~



    Off: Lista de Ferimentos e Marcas:
    - Dentes arrancados
    - Unhas dos pés arrancadas
    - Possivelmente ossos de ambas as mãos quebrados.
    - Sucessivas tentativas de afogamento
    - Olho direito vazado e cauterizado (sim, vou usar um tapa-olho à lá Snake).
    - Cicatrizes das 40 chibatadas em suas costas.

    (Alexyus, vamos considerar que a cicatriz horrenda seja a do olho, ok? Por mais que ele vá utilizar um tapa-olho, ainda assim é possível perceber a cicatriz da queimadura muito presente naquela região do rosto, fazendo sentido à desvantagem Marcado, blz?)
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por Xafic Zahi Sex Set 16, 2022 9:12 pm

    Meistre Querellon.



    QUINTO DIA

    Querellon desconhecia se era do entendimento de Yessenya o que se passava com Sor. Eyvon durante o período na Fortaleza Vermelha. Ainda durante a madrugada, o meistre cogitou convocar uma reunião de urgência para que o assunto fosse tratado e resolvido o mais breve possível, no entanto, recordou-se da soma expressiva do valor da multa, de forma que entendeu que a demora da Lady podia ser devido a isto.

    No primeiro raio de sol, Querellon ainda não tinha dormido. Passara a noite revisitando seus tomos à procura de alguma exceção que pudesse beneficiar o cavaleiro encarcerado e, por um breve momento, cogitou arquitetar um plano de resgate, com o auxílio da tripulação do Sabre da Sapiência. A intenção se esvaiu ao ver Lady Dayne pronta para atendé-lo.

    - Recomendo cautela, milady - Querellon tinha receio do gênio de Yessenya e a imponência dos homens do rei pudessem gerar atrito ainda maiores. Dessa forma, solicitou que os homens de armas do pavilhão os acompanhassem, a princípio com a justificativa de escoltarem a Lady até a Fortaleza Vermelha.

    Depois, Querellon aproveitaria a viagem para ir até corvário e verificar possíveis mensagens dirigidas a ele ou aos membros da comitiva Dayne.

    SEXTO DIA

    Com o pouco sono da noite anterior, acumulado com as tratativas na Fortaleza Vermelha, Querellon usou o início da manhã para colocar os pensamentos em ordem e, por coincidência, Lady Dayne abordara a mesma questão que sondava a mente do meistre.

    - Milady, a oportunidade de estarmos na capital durante o torneio é única e séria horrível retornarmos sem qualquer sucesso nas tratativas que viemos buscar. Até então nossas apostas circundavam em eventuais vitórias de Sor. Arn, para a Casa Dayne ser vista com bons olhos perante os demais nobres. No entanto, diante da situação delicada que ele próprio se colocou, creio que o êxito nas tratativas exigirá mais proatividade de nossa parte.

    - Tomei a liberdade de solicitar à Srta. Violety que localize um ourives para retornar conosco a Alto do Ermitério e trabalhar as pedras preciosas retiradas das minas. E recordo-me do seu objetivo inicial, de angariar investidores para Alto do Ermitério...

    - No mais, milady, se partirmos agora, vossa senhoria e suas damas perderão o Grande Baile, onde diversas oportunidades, de negócios ou não, poderão ser exploradas e relações criadas ou renovadas.

    - Dessa forma, Lady Yessenya, minha orientação é para permanecemos em Porto Real até o encerramento do torneio. No entanto, se me permite, com o objetivo de reduzir os déficits orçamentários, especialmente após a fixação da multa em valor considerável para a liberdade de Sor. Eyvor, gostaria de retirar Sabre da Sapiência do Porto, de modo que o navio retorne somente no dia da nossa partida.

    Caso Lady Dayne concordasse, Querellon a lembraria que Sor. Arn havia se voluntariado para pagar as despesas do porto e, diante da ausência do cavaleiro, recomendaria convocar Ordo Mendell, para que o mordomo indicasse bens de seu mestre o suficiente para quitação da dívida.

    *

    Durante as dez primeiras chibatadas, Querellon julgava que todo aquele sofrimento podia ter sido evitado, caso o cavaleiro fosse mais prudente e menos dado à selvageria. Por outro lado, quando a chibata tocou a pele do colega pela vigésima vez, o coração mole do meistre se abriu e ele teve que se esforçar para não gritar por compaixão. Assim que os cadeados foram destrancados, o meistre seguiu junto de Yessenya em direção ao cavaleiro e o ofereceu uma dose pequena de leite de papoula e tratou de providenciar os curativos mais urgentes. Uma dose grande seria dada quando chegassem no acampamento, acompanhada dos demais cuidados. Ainda, verificaria com os rapazes do Sabre da Sapiência se ainda haviam dentes de ouro e prata à disposição, os quais o próprio meistre se encarregaria de colocar em Eyvon.

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    Mensagem por Van Bash Sab Set 17, 2022 8:34 am

    Arn apenas assente com a cabeça e agradece as palavras.

    -Tem razão vossa santidade. Ao menos veja se há alguma forma de eu esperar o julgamento fora da prisão. Já seria um ótimo começo. - diz aliviado esboçando um sorriso
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    Mensagem por Alexyus Dom Set 25, 2022 8:39 pm

    QUINTO DIA

    QUERELLON

    MECÂNICA:

    Na primeira reunião de Yessenya com Sor Ilyn Payne, a dama Dayne mostrou toda a capacidade que seu treinamento entre a nobreza dornesa lhe dera, argumentando com habilidade e propriedade. 

    O magistrado do rei concordou em baixar o valor pedido em 40 dragões de ouro, mantendo a cobrança em 60 dragões. Mesmo assim, Sor Eyvon ainda seria açoitado em praça pública pelo crime antes de ser libertado.

    Dali, o mesitre foi à torre do Grande Meistre e subiu até o corvário, mas após uma espera de bastante tempo, descobriu que não havia chegado nenhuma mensagem do Alto Ermitério.

    Já era noite quando ele acompanhou Yessenya de volta ao acampamento. 

    SEXTO DIA

    QUERELLON

    - Milady, a oportunidade de estarmos na capital durante o torneio é única e séria horrível retornarmos sem qualquer sucesso nas tratativas que viemos buscar. Até então nossas apostas circundavam em eventuais vitórias de Sor. Arn, para a Casa Dayne ser vista com bons olhos perante os demais nobres. No entanto, diante da situação delicada que ele próprio se colocou, creio que o êxito nas tratativas exigirá mais proatividade de nossa parte.

    - Tomei a liberdade de solicitar à Srta. Violety que localize um ourives para retornar conosco a Alto do Ermitério e trabalhar as pedras preciosas retiradas das minas. E recordo-me do seu objetivo inicial, de angariar investidores para Alto do Ermitério...

    - No mais, milady, se partirmos agora, vossa senhoria e suas damas perderão o Grande Baile, onde diversas oportunidades, de negócios ou não, poderão ser exploradas e relações criadas ou renovadas.

    - Dessa forma, Lady Yessenya, minha orientação é para permanecemos em Porto Real até o encerramento do torneio. No entanto, se me permite, com o objetivo de reduzir os déficits orçamentários, especialmente após a fixação da multa em valor considerável para a liberdade de Sor. Eyvor, gostaria de retirar Sabre da Sapiência do Porto, de modo que o navio retorne somente no dia da nossa partida.

    Yessenya ouviu os conselhos de Querellon com uma expressão pensativa, parecendo bastante preocupada com a questão.

    Ela concordou rapidamente com a última sugestão dele:

    - Sim, tire o navio do porto, antes que fiquemos sem fundos para pagar a ancoragem!

    Depois ela considerou as demais sugestões do meistre:

    - Eu simplesmente não sei como falar com os nobres daqui, eles são muito diferentes da nobreza dornesa! E me olham como seu eu fosse inferior de algum modo, até mesmo os plebeus daqui se acham superiores a qualquer dornês! E como você disse, as ações de Sor Arn e até de Sor Eyvon não nos ajudaram em nada! O Lorde Dondarrion está bloqueando nosso acesso a Eric Dayne... Se tiver alguma ideia do que podemos fazer, por favor me diga, meistre! 

    Lembrando-se de um outro ponto, ela indagou:

    - Acha que conseguiremos pagar o suficiente para levar um ourives daqui para o Alto Ermitério?

    QUERELLON & EYVON

    Quando Querellon acompanhou novamente Lady Yessenya à Fortaleza Vermelha, escoltados por Calahan e os soldados contratados, ele presenciou novamente a dama Dayne barganhar sobre o valor a ser pago e surpreendentemente ter sucesso. O magistrado do rei aceitou cobrar apenas 20 dragões de ouro, pagos imediatamente.

    Quando ela perguntou sobre Sor Eyvon, o porta-voz do magistrado indicou o carrasco e a patrulha que o acompanharia. Seguindo-os, eles saíram da Fortaleza Vermelha, desceram a Colina de Aegon e chegaram à Baixada das Pulgas, onde um decrépito e flagelado Sor Eyvon estava preso numa berlinda. 

    O açoitamento brutal chocou todos os presentes, especialmente YEssenya e Querellon. Quando finalmente terminou e ele foi liberto, a lady Dayne foi a primeira a se adiantar para ampará-lo, e logo Querellon socorreu-o com um pouco de leite de papoula para aliviar as dores. Eyvon reconheceu o gosto agora concentrado de algo que bebera no dia anterior em dose diluída, e logo deslizou para uma agradável inconsciência.

    Calahan e os soldados ajudaram a carregar Eyvon para o acampamento, e Lady Yessenya até mesmo alugou uma pequena carroça para transportar o cavaleiro. No acampamento, Querellon teve trabalho durante todo o restante do dia, fazendo curativos em todo o corpo do cavaleiro. Os marinheiros do Sabre da Sapiência enviaram um saco de dentes de prata para que ele usasse, e de fato foram necessários.


    SÉTIMO DIA

    QUERELLON & EYVON

    O dia amanheceu quente e ensolarado.

    Eyvon despertou na tenda do meistre, ainda sentindo dores residuais dos dias de suplício que passara.

    Meistre Querellon estava ao seu lado, com ordens de avisar Lady Yessenya assim que Eyvon despertasse.

    ARN

    Arn Solares aprendera a medir a passagem do tempo de acordo com a vinda dos carcereiros que o alimentavam. Eram dois, então um deveria ser do dia e outro da noite. Nenhum deles falava mais do que duas palavras com Arn, e não respondiam qualquer pergunta dele.

    Passaram-se três dias (ou quatro talvez?) desde a visita do Alto Septão, e ninguém mais viera visitar Arn. 

    Ele já comera a refeição do dia (ou era da noite?), quando o carcereiro-chefe veio balançando as chaves, precedendo o caminho de um lorde em vestes nortenhas pouco comuns na capital. Haviam se passado muitos anos, mas Arn demorou poucos momentos para reconhecer o nobre do Norte.

    Lorde Beron Felinight.

    Spoiler:

    O carcereiro abriu a porta e permitiu que o nobre nortista entrasse. Beron deu uma olhada avaliadora em Sor Arn antes de falar em sua voz grave e cortante:

    - Recebi sua mensagem. E depois soube de sua prisão. O que posso fazer por você, sor? 
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    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Empty Re: O Jogo dos Tronos - Dayne

    Mensagem por El Cabron Seg Set 26, 2022 6:48 pm

    ~Ação~
    - Fala
    “Pensamento”
    ***



    - Eu não queria estar aqui… - disse com a voz trêmula o jovem de cabelos negros.

    - Silêncio, criança. Olhe - o homem, do alto de seu cavalo, apontava na direção de um desfiladeiro que estava abaixo de ambos. - é lá que irão me matar.

    - Eu…eu não quero que você morra.

    - Isso não importa agora. - o homem sustentava um semblante sério e pouco amistoso. - Será um homem quando isso acontecer e não irá derramar nenhuma lágrima por isso.

    - Isso... significa que não me importo com você? - disse surpreso o jovem.

    - Não. Significa que eu o criei bem.



    SÉTIMO DIA


    ~ Seu olho abriu vagarosamente. Piscava incontáveis vezes, também de forma lenta, afastando-se do mundo dos sonhos, esperando que a visão turva e nublada passasse enquanto lentamente despertava. O corpo doía-lhe à medida que sua consciência se estabilizava. Mesmo com o torso despido, sentia calor, ainda que incerto se por febre ou pelo fato do dia estar quente. De toda forma, virou o rosto para o lado, assimilando melhor o lugar onde estava. ~

    - Hmm…

    ~ Na tenda da comitiva Dayne, Eyvon percebeu a presença de Meistre Querellon, postado ao seu lado, enquanto procurava ajeitar o corpo que, naquele momento, parecia ter as costas ardendo em chamas. ~

    - Meistre…- sua voz era fraca e carregava consigo um peso fúnebre - Não achei que fosse sobreviver…- o olhar do cavaleiro era baixo e, além da dor, Eyvon estava abatido, com um aspecto muito cansado.

    ~ Eyvon por fim sentou-se. Não havia muito mais que pudesse falar naquele momento. Ergueu sua mão de forma pesarosa, não deixando de notar que a mesma estava roxa e inchada, e então aproximou seus dedos da ainda sensível região do olho direito. O corpo lhe doía e sua alma estava despedaçada. O confiante cavaleiro de dias atrás não parecia mais estar ali. Havia sido substituído por uma casca de Eyvon. Uma figura que agora permanecia inerte, ainda assimilando tudo que havia acontecido. ~
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    Mensagem por Van Bash Seg Set 26, 2022 10:13 pm

    O Jogo dos Tronos - Dayne - Página 6 Images11

    O cavaleiro Solar não se abatia facilmente, então para ocupar sua mente começava a se exercitar e orava a sete para que tudo saísse como ele planejava.

    As horas se passavam e a única forma de contato com o mundo exterior era os guardas que entravam pra deixar comida, assim conseguia marcar os dias.

    Quando o carcereiro abria a porta no horário nada convencional Arn sabia que alguém viria falar com ele. Ao se deparar com o nortista fez a ligação do único que poderia está ali e logo muda sua expressão. A visão de seu antigo amigo o fez esquecer tudo, ele estava feliz de rever Beron.

    -Dez anos é muito tempo para ficar longe dos amigos - diz relembrando e quase que revivendo o passado através de memórias rápidas.

    -Não era nessas condições que gostaria de reve-lo lorde Beron, mas parece que o destino é implacável, e ninguém foge das suas encruzilhadas. Lorde Beron, o senhor do castelo das sombras merece mais do que vir em um calabouço visitar um nobre em decadência. Porém aqui estou e a única coisa que consigo pensar no momento é como está seus filhos e lady Mallister? Espero que estejam todos bem. - fala com franqueza e sinceridade

    -Não quero importunar um amigo com meus problemas, na verdade queria reve-lo, nem consigo imaginar que parti do norte já fazem dez anos, e cá estou em uma cela procurando justiça e você aparece pra renovar minha fé. Quando estava em essos fiz uns rabiscos de como poderia melhorar as defesas do castelo dos sussurros, mas nunca consegui enviar, sempre dizia a mim mesmo que entregaria pessoalmente. Nesses dez anos aprendi muita coisa, mas pra mim a liçao mais importante é que fez anos é muito tempo pra ficar longe de amigos verdadeiros -diz sorrindo revelando que por mais que o tempo houvesse passado, Arn cultivava a amizade verdadeira de Beron conquistada durante os anos da Guerra do ursupador e dos primeiros anos pós guerra.
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      Data/hora atual: Sab Out 01, 2022 3:23 pm