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    Mensagem por einherji Dom Abr 24, 2022 12:01 am

    "B'sst, Baast, Ubaste, Baset... Bastet."

    Quando acordou era dia, estava quente, o calor invadia seu apartamento.

    Não estava mais na exposição - a última coisa que lembrava era de ter desmaiado na exposição. E agora, estava em sua casa. E aquele calor... Era um dia muito quente. Acordou no chão de sua sala. O apartamento estava um pouco diferente, maior, mais iluminado - a decoração era diferente, haviam fotos na parede de pessoas que não reconhecia, mas estava estava junto com aquelas pessoas. Uma garota, jovem, parecia ter por volta dos seus 16 ou 17 anos, um garoto, menor, por volta dos 8 anos e atrás dos dois, estava Adora e um homem. Todos sorriam, todos pareciam felizes na foto.

    Adora se levantou, o apartamento pareceu descer, como um elevador - e logo, não era mais um apartamento - mas uma casa, grande, iluminada, de cerca branca, parecendo ter saído de um comercial de TV.

    Olhou pela janela e viu as pessoas da foto do lado de fora, em um gramado esmeralda, envolto em juncos que cercavam toda a propriedade e para além disso, areia. Uma extensão de deserto que turvava a vista, o sol se misturava com o branco do deserto sem fim e fazia com que os raios que batiam ali dançassem na areia e criavam imagens que se perdiam nos olhos. Olhar por muito tempo além do gramado e dos juncos fazia os olhos arder. Na casa, em seu interior, parte da vasta decoração eram dezenas - mais do que se podia contar - de gatos envoltos em trapos, quase que de forma ritual.

    Um dos gatos que fazia parte da decoração saltou de uma estante, os trapos se soltaram do corpo do pequeno animal e relevaram um gato todo preto, de olhos fundos e amarelos - completamente amarelos. Ele caminhou vagarosamente até Adora, passou por entre as pernas dela algumas vezes, se esfregando e por fim, mordeu a mão dela de leve. A pressão dos dentes do pequeno animal aumentou e os dentes perfuraram a pele de Adora. Ele não soltou e um fino rastro de sangue escorreu de sua mão e pingou, demorou algum tempo - mas caiu no chão e ao atingir o chão da casa, aquele calor pareceu aumentar.

    Todos os gatos envoltos em trapos entraram em combustão.

    A casa inteira estava em chamas. As pessoas da foto, no quintal, também estavam em chamas. O sol ainda ardia, mas estava escuro, com apenas um pequeno fio de claridade aparecendo ao redor da maior estrela celeste, um eclipse se formou em poucos segundos e perdurou. O gato mordendo sua mão transformou-se, não era mais um pequeno animal, mas uma criatura quase do tamanho de Adora, mesmo nas quatro patas. Dentes, olhos e listras douradas. Tinha também adornos dourados.

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    O animal caminhou entre as chamas e ao redor de Adora.

    "Isso é seu. Isso foi seu. Isso será seu."

    Não via movimentação da boca da criatura, mas sabia que as palavras vinham dela.

    E caiu.

    Sentiu suas costas geladas, o piso frio a despertou. O ar invadiu seus pulmões e Adora estava deitada no chão gelado da galeria, de frente para a estátua de Bastet e com um colar em seu pescoço. O lugar parecia completamente vazio e pelas janelas mais próximas, podia ver que já era escuro. Demorou um pouco para que sua mente montasse novamente as coisas no lugar, mas com um pouco de tempo conseguiu e lembrou-se de tudo o que aconteceu, a família, os gatos, o fogo, a criatura felina.

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    Quando as coisas assentaram sua mente, algumas pareciam ter mais destaque e não era nem mesmo a criatura felina que tinha quase seu tamanho, não era o garoto e nem o homem ao seu lado, mas a garota de 16 ou 17 anos, era como ver um espelho, seu próprio rosto quando tinha aquela idade, mas sua consciência não a reconhecia como sendo ela própria - mas uma relação ainda mais forte do que isso.

    E estava quente.
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    Mensagem por Bastet Dom Abr 24, 2022 4:39 pm




    Quando os raios de Sol atingiram o seu rosto, Adora fez uma careta, apertando as pálpebras mais, tentando os impedir de entrar... Esfregou os olhos e sentiu a pelúcia do tapete fazer cócegas em seu rosto. Estava em casa? Não se lembrava de ter chegado ali... Nem de ter bebido o suficiente pra apagar. Estava no trabalho, não é?

    - Nossa, to trabalhando demais – falou consigo mesma, começando a se levantar e percebeu que aquele não parecia exatamente seu apartamento... E viu as fotos – Nossa, será que entrei no apartamento errado? – continuava falando sozinha, se aproximando dos porta-retratos na parede... Arregalando os olhos e percebendo que era ela em uma família que não era dela. Ou era?

    O dedo pousou na foto onde a menina mais velha estava, dando um pequeno sorriso. Pegou a foto, apertando contra o peito. Não entendia, mas, de alguma forma, aceitou aquela realidade sem questionar... Até que tudo começou a mudar diante de seus olhos. Em poucos segundos estava em uma casa digna desses bairros de gente rica, com cercas brancas, móveis claros, mais de um andar... E gatos. Muitos gatos. Gatos esquisitos, cheios de faixas.

    - Que porra tá acontecendo aqui? – estava assustada. Deu um passo pra trás, sem largar a foto. “Será que isso é um sonho muito louco?” pensou, mas a imagem do lado de fora a tirou dos pensamentos. A Família no gramado... Doía de olhar, era claro demais, enganoso demais... Não importava. Ela sorriu e chegou a andar em direção à porta para ir até eles,mas a dor da mordida na mão fez Adora parar – Ai, caralho, solta! Me solta! – tentou tirar o gato da sua mão, tentou sacudir... Mas ele não largava por nada.

    Quanto mais tentava tirar, mais fundo os dentes pareciam ir e o sangue pingava mais rápido no chão. Quis chamar o homem e as crianças pra ajudar, mas não sabia os nomes. Quis gritar quando o fogo tomou conta de tudo, mas o calor infernal, de certa forma, era tanto acolhedor quanto cruel.

    Sentiu os joelhos fraquejarem quando o gatinho se tornou uma figura divina, enorme, e nem teve tempo de responder. Caiu. Caiu e colidiu com o chão gelado do museu, sentindo o ar entrar tão rápido em seu pulmão que tossiu, engasgada.

    Demorou uns segundos pra conseguir lembrar do sonho (era um sonho, certo???), procurando instintivamente o porta retrato que segurava antes de acordar. Adora sempre imaginou como seria a filha... Mas nunca tinha imaginado ser mãe, de fato. Não sentia que era boa o suficiente pra isso... Nem pra isso, nem pra ter uma família e uma casa chique como a do sonho.

    Se levantou, com aqueles novos sentimentos permeando seu corpo... E se? E, junto com eles, a raiva por aquilo não ser real. Sentiu vontade de derrubar a maldita estátua da gata à sua frente.

    - Nada disso é meu... – murmurou, contendo o impulso. Balançou a cabeça em negativo, tirando o blaser que usava, com calor. O corpo todo febril. Nem raparou no colar em seu pescoço. - Você sabe o nome dela? Claro que não, é só uma estátua... - suspirou.

    Começou a andar pra fora da sala da exposição, ainda sem rumo. Tirou o celular do bolso, enquanto andava, abrindo o Tinder, querendo encontrar uma pessoa bonita pra esquecer tudo o que não tinha.

    - Preciso beber alguma coisa – queria dançar também. Agora, mais do que nunca, ir para um ambiente com música e dança parecia muito atrativo.

    Antes de sair, parou em sua sala. Pegou um livro de mitologia egípcia pra levar pra casa, uma garrafinha de vodka do bar e a bolsa, procurando a chave do carro.

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    Mensagem por einherji Qua Abr 27, 2022 9:35 pm

    Passando os perfis no aplicativo de encontros, parecia encontrar apenas perfis falsos, cada vez que passava uma imagem para o lado tinha a foto de um felino - gato, leão, tigre... Em nenhuma das tentativas viu uma foto de uma pessoa real. De vez em quando isso acontecia - perfis falsos, perfis vendendo alguma coisa - mas hoje, absolutamente todos pelos quais passou não estavam dentro de um espectro que pudesse ser no mínimo real e pior, todos seguiam um mesmo padrão, com os felinos, nomes estranhos também. Podia ser apenas má sorte. Podia ser simplesmente a tecnologia com problema. Podia ser qualquer relação com as visões que teve alguns minutos antes. Podia ser o calor, provavelmente. Por costume de apenas deslizar os dedos nas fotos, talvez tenha passado direto pelo que seriam pessoas reais e só prestou atenção, já que eram aqueles que realmente chamavam atenção.

    Juntou suas coisas e entrou no carro. O rádio ligou ao dar partida e antes mesmo de sair do estacionamento, a voz que saia das caixas de som lhe chamou atenção.

    - Ééééé, meus amigos! Não percam a grande chance de suas vidas! Somente hoje vocês vão saber qual é o nome da garota na foto, não percam, não percam! E vej...

    O som foi interrompido. Uma voz feminina e calma tomou o controle do som no rápido, substituindo a voz animada e estridente do rápido.

    - Não vai dar pra ser assim. Não tenha um infarto. Não sabemos ser muito sutis.

    E assim que terminou de falar, uma mulher surgiu ao seu lado - no banco do passageiro. Usava um longo vestido preto, repleto de adornos dourados - os caninos eram levemente saltados e um deles parecia sempre estar em evidência, e o que chamava ainda mais atenção, olhos amarelados e com a iris sendo um fino traço preto. Por fim, as orelhas... Não saíam da lateral da cabeça, como se esperaria, mas do alto - como as de um gato. Mas de alguma forma estranha, pareciam 'funcionar' com a estética. O susto daquela mulher ao seu lado seria mais por conta dela ter aparecido do nado, do seu lado, não pela aparência.

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    - Noura. O nome da sua filha é Noura. E você irá encontrá-la... Ou eu irei encontrá-la. Acredito que você será um receptáculo mais apropriado, mas se você se negar, será ela.

    Deu de ombros então.

    - Dirija para mim.
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    Mensagem por Bastet Seg Maio 02, 2022 10:28 am



    O barulho do salto ecoava pelos corredores do museu, enquanto ela franzia as sobrancelhas. - Que porra... Isso deve ser brincadeira... Ou fetiche. Povo estranho - comentou, sobre os perfis que via no aplicativo.

    Quando o mundo havia se tornado tão obcecado com gatos? Ou era ela? Talvez estivesse estudando demais pra organizar aquela exposição... Só sabia que não queria outro sonho como aquele. Precisava mesmo distrair a cabeça.

    (...)

    Ao chegar no carro, tirou a garrafinha de vodka da bolsa e torceu pra abrir o lacre, enquanto dava partida no carro. Ia tomar um pouco, mas parou ao ouvir o rádio. Balançou a cabeça, tentando desligar, apertando o botão com violência algumas vezes, principalmente quando a voz feminina começou a falar.

    Virou um gole longo da vodka, só pra cuspir ele quase todo quando a mulher gato surgiu ao seu lado. - Porra - olhou pra si, num lampejo de sanidade, vendo sua blusa toda molhada... E então pro lado, torcendo pra mulher ter desaparecido... O que não aconteceu.

    A observava com os olhos arregalados, tentando entender se aquela era uma espécie de pegadinha, se tinha cheirado sem querer alguma droga egípcia antiga enquanto passava pelo galpão das estátuas... Ou se, de alguma forma, aquilo podia ser real.

    Adora chegou a esticar uma mão pra tocar as orelhas da mulher... Curiosa pra ver se eram verdade... Mas parou com a mão no ar, ao ouvir falar o nome da filha. Coisa que tinha perguntado à estatua momentos antes. Estreitou os olhos.

    - Você é... Não, não é possível - balançou a cabeça em negativo e negou ainda mais com a última frase - Deixa ela em paz! - de alguma forma, sentia que aquela esquisitona tava falando sério... Não sabia bem o que era o tal receptáculo, mas não queria meter a filha nessa merda.

    Noura, pensou, com um pequeno sorriso surgindo no rosto. Já devia ser uma moça, como a jovem da foto. Será que sabia que tinha uma mãe tão filha da puta? Que nunca a procurou, mesmo quando podia... Que merda... Ela tá melhor sem mim , ficou triste ao pensar naquilo, virando o resto do conteúdo da garrafa e botando no descanso de copo do carro, junto com uma outra que tava vazia lá... E começou a dirigir, assim como a Deusa pediu, saindo do estacionamento.

    - Pra onde vamos? E o quê é você? O que é um receptáculo? Não mete minha filha nisso, eu faço o quê você pedir...

    Pelo menos nisso ela podia proteger Noura.

    Spoiler:


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    Mensagem por einherji Sab Maio 07, 2022 9:49 am

    - Vamos para onde quiser.

    Disse entre um sorriso fraco. E completou logo em seguida.

    - Só queria conversar enquanto estivesse em movimento. Algumas pessoas se concentram melhor, não sei se é o seu caso, mas quero que se concentre.

    A mulher com orelhas de gato se ajustou no banco, olhando ao redor enquanto Adora partia dirigindo. Sentia um ar de ameaça constante, ela já tinha falado antes que - ou seria Adora ou Noura. E de alguma forma as palavras eram verdadeiras e a ameaça era real. Mesmo sem saber exatamente qual era a ameaça, sentia-se de certa forma obrigada a tomar o lugar do que quer que fosse no lugar de Noura. Tendo esse aspecto da presença daquela mulher bem claro e com o carro em movimento, ela tornou a falar.

    - Gostaria de poder te oferecer mais e posso. É uma pena que nossa relação seja construída tendo como base o fato de eu poder apenas te prejudicar. Uns milhares de anos atrás, as coisas eram mais fáceis, não havia muita necessidade de convencimento e talvez por isso pode parecer que somos um pouco cruéis. Mas os eternos querem a mesma coisa que os mortais. Sobreviver. E claro, cumprir seu destino - mesmo que leve mais tempo. Mas eu vou te dar uma escolha.

    Esticou o braço e tocou o ombro de Adora, nesse momento, o vestido que usava tornou-se em tiras e envolveu o corpo da mesma, como um traje. Até mesmo seu rosto estava coberto por aquele estranho traje agora. E quando isso aconteceu, dores, cansaço ou qualquer tipo de efeito negativo que estava sentindo antes, perdeu-se. Sentia-se mais forte, seus olhos viam além e a noite tinha um tom diferente, que fazia com que pudesse ver com ainda mais clareza.

    OFF:

    - Enquanto se acostuma com isso, vou te contar meu interesse e você decide ao fim da história. Em outros tempos muitos dos mortais se envolviam com as coisas, tinham que lidar com certos tipos indesejáveis... E lidavam, e resolviam. Hoje em dia, sociopatas manipuladores cometem atos ruins, grandes e pequenos, sem que o sorriso saia de seus rostos. Ignorando o fato de que haverá, em qualquer momento, consequência, sabendo que podem e na maioria dos casos sairão impunes.

    Parou um pouco, uma pausa curta. Tinha um to mais sério agora, aquele sorriso condescendente tinha desaparecido de seu rosto.

    - Antes, minha influência era maior. Os braços do sol eram longos. Mas agora, todos nós precisamos de avatares. E é aqui que você entra... Esse tipo que descrevi acima, os sociopatas manipuladores, eles são fáceis de encontrar e o poder relacionado a eles cresce. Apep é poderoso nos dias de hoje e ficará ainda mais. Isso é sabido. A menos que coloquemos um fim em sua história. Saiba que, embora farei de tudo para impedí-lo e você pode até negar ajuda, mas a serpente branca do vazio chegará até você, chegará até sua filha e irá abraçar o mundo. Então, será tarde demais.
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    Mensagem por Bastet Ter Maio 17, 2022 6:27 pm



    Adora continuou a dirigir, sem saber exatamente pra onde ia. Estava mais interessada na conversa do que no destino. Não tinha certeza das intenções da mulher (ou o que quer que ela fosse), mas sabia que ela tinha algum controle sobre seu destino e o de Noura. Não queria colocar a filha em perigo e isso era certo.

    Não respondeu sobre a concentração, apenas assentindo e entrando em uma pista rápida, acelerando o carro bastante. Gostava de velocidade, de ver as luzes da cidade passando como um flash diante dos olhos. Os olhos escaparam um instante da estrada para a deusa, pra ver a reação dela, mas logo voltou sua atenção à direção, enquanto ouvia.

    Acelerou mais com as palavras dela, quase irritada. Ela achava mesmo que Eva acreditaria que era uma deusa de milhares de anos? Que tinha poderes  e que tinha a escolhido? Que inferno de brincadeira era aquela...

    Não pôde nem perguntar qual escolha, antes de ser tocada e envolta em tiras. Tirou o pé do acelerador, precisou encostar, quase batendo em um barranco. – Puta que pariu – bufou e olhou pra si. O corpo mais relaxado, menos cansado e sem efeito nenhum do álcool que tinha tomado agora pouco. Olhou no espelho, vendo seus olhos diferentes, como de um felino. Uma máscara na cabeça... Roupas egípcias... E um Sistro e um Ankh presos no cinto?.. Tocou nele, olhando pra deusa.

    - Apep... A serpente? – coçou a cabeça - Nossa... Mas por que eu ou minha filha? Eu não sou uma pessoa boa. Não sei lutar, nem gosto de sol – uma risada sem humor – Não, não vou deixar nada chegar até ela. Eu não pude cuidar dela, cuidarei que coisas ruins não tomem o mundo que ela vai viver – parecia determinada - Como funciona essa coisa de Avatar? Quais as minhas obrigações? Eu sei que deuses egípcios tem seus caprichos... Estudei um bom tempo isso.

    - Eu aceito. Mas tenho uma condição – olhou nos olhos da outra – que um dos seus felinos proteja Noura, noite e dia – talvez fosse por aquilo que tinha sido escolhida. Tinha pouco a perder... Não se importava o suficiente consigo pra impor condições pra si mesma – E eu gostaria de saber o endereço dela. Isso não é uma condição, seria um ato de boa fé da sua parte. – um pequeno sorriso, será que a deusa sentia mesmo que era uma pena tudo ser sobre uma ameaça?

    Roupa:
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    Mensagem por einherji Dom Maio 22, 2022 8:26 pm

    - Sim, Apep, a serpente.

    A mulher deixou que Adora se visse, que entendesse o que era aquele traje e o que sua mais recente transformação representava. Ela baixou o vidro e completamente e parecia contente com a velocidade que Adora ia, assim como o tufão de vento que o carro recebia devido a velocidade. Sorria. Adora viu uma sirena de polícia em seu encalço - a sirene era claramente para ela, pois a viatura seguia na mesma velocidade e, também, lançava os faróis altos em sua direção. Claramente pedindo para que parasse, certamente por conta da velocidade - não sabia dizer se tinha passado do limite, mas era possível que sim, considerando tudo o que estava acontecendo no momento talvez seu pés tenham pesado demais no acelerador.

    - Sua obrigação é parar Apep. Tenho apenas você. E Apep tem dezenas - se não centenas. Como eu disse, é mais fácil achar os sociopatas e não é necessário nem mesmo lhes dar poderes, apenas motivação. Estamos em desvantagem numérica, mas suas forças são superiores. Basta não ser pega desprevenida.

    A sirene continuava a tocar e a viatura aos poucos colava ao lado do carro de Adora.

    - Sobre suas condições. De acordo - exercerei o que eu tiver de influência para proteger sua filha. O endereço... Talvez depois. Você precisa pensar um pouco melhor nisso. E precisa lidar com o policial.

    A mulher sumiu em névoa. De alguma forma, ela sabia que o Sistro e o Ankh em seu cinto eram armas - ainda estava com o traje. Uma das armas para ferir e a outra para defender-se. De alguma forma, sabia exatamente para que serviam e como usá-las. Nesse momento, a viatura já estava exatamente ao seu lado, sirene ligada e o policial sinalizando freneticamente para que encostasse o carro.

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