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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Claude Speedy
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por Claude Speedy Ter Maio 17, 2022 8:11 am

    Recebi o toque sobre meu ombro de Val, meus receios se tornavam grandiosos, mas eu precisava mesmo me organizar quanto ao que sou capaz de fazer de forma discreta.
    Muitas preocupações e sede de vingança e desejos tolos e fúteis que se confundiam com o meu ódio.

    " Deveria ir descansar também meu amigo"

    Talvez, ou arrastar correntes pela casa.

    —Certo, Val... Já vou subir.

    Esperava enquanto ela se distanciava.

    Olhei novamente para Claudete e a florentina trocando flertes e pensei que isso seria um prato cheio para vampiros nos acusarem como pecadores.

    Por muito menos minha filha Joana se tornou a herege mais famosa da Guerra dos Cem anos.

    E a morte dela eu faria com que cada padre do planeta lembrasse por mais algumas centenas...

    Eu juro, minha garotinha.



    Escutei quando Letizia pediu desculpas pelo homem que realmente se dizia descendente de Davi, enquanto eu apenas suspeito das outras ruivas também serem.

    Eu bebi mais um pouco esperando as mesuras todas das jovens aos presentes.

    Só então depois das garotas todas subirem eu seguiria as três mulheres, parecendo as escoltar para cima.

    Justamente para gerar mais arrepios em quem ousasse flertar com elas.

    Que Deus e o Diabo lhes sejam todo o temor que sintam de mexer conosco.

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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por scorpion Ter Maio 17, 2022 10:14 am

    Os Guardas olham de soslaio para Jacques quando ele diz que "As ruivas" estão acompanhadas, mas nada dizem. Por mais que fossem guardas, eram miliciandos e, logo... eram cidadãos, e não meliantes. Mesmo assim, um deles respondeu.

    Guarda 1: Segura a sua língua aí, valentão. Foi a moça que veio falar conosco, não o contrário.

    Guarda 2: Isso mesmo! Não tem ninguém fazendo nada errado aqui...


    Depois disso, os guardas saíram...

    Quando Letizia fala novamente de seus truques, o resto da trupe entende que ambas estão flertando uma com a outra.... porém, é um tremendo mal entendido. A piscadela de Letizia faz com que Claudette rubre e, por fim, entenda o que aquilo queria dizer. Mesmo assim, a contratante mostrou bastante classe ao se levantar e responder, para depois sair.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Eu realmente espero que os truques aos quais a senhora se refere sejam de mágica, senhorita Alighieri.... do contrário, eu quem peço desculpas. O engano foi todo meu. Com a licença de vocês... Tenham um excelente fim de noite.

    Dizendo isso, a contratante vai embora...

    Grumpy faz com dois tentáculos, como aqueles bebês querendo ser retirados de um berço, para que Val carregue o balde.
    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Polvo-10
    Grumpy: Do que você está falando? Minha aparência é ótima! O problema é o mau gosto deste povo...

    Ao fim, todos sobem para dormir, ao menos um pouco. Lou subiu com eles, ficando com a cama de baixo do beliche.

    Quando deram 11 horas, Margarett apareceu batendo nos quartos, avisando que a carruagem de Claudette os esperava. Após se arrumarem, o grupo foi levado até uma diligência um tanto mais elegante que a que eles vieram. A chuva já havia parado e fazia um pouco de Sol, mas ainda sim, estava frio.
    Depois que todos ingressaram na carruagem, ela partiu, demorando não mais que uns 7 minutos para chegarem a um grande casarão de dois andares.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Casara10
    (Imaginem esta casa de dia)

    A casa era notoriamente de uma família muito rica, porém, ela já pareceu ter dias melhores. O jardim era mal cuidado, as paredes já não viam uma mão de tinta há anos e pelo visto, algumas de suas áreas clamavam por uma reforma. Uma típica família que já teve dinheiro, mas agora pareciam viver mais de nome.
    Quando chegaram, os convidados foram recebidos por Claudette.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Sejam todos bem-vindos. Por favor, deixem que eu pegue seus casacos. Entrem, entrem...

    O grupo foi conduzido por um saguão enorme, mas não tão bem cuidado, até chegarem a um salão de banquetes. Havia uma mesa enorme e cadeiras para mais ou menos trinta pessoas. Por mais que a aparência da casa não fosse das melhores, a da comida era. Havia muita fartura para o almoço daquela família. De frutas e pães a queijose. carnes. No meio, odres de água e vinho. Claudette sentou-se junto dos convidados...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Por favor, perdoem as aparências. Esta casa já teve dias de glória, mas desde que o mal assolou nossa vila, bem... as coisas têm piorado. Peço qu aguardemos o meu pai, ele já está vindo, mas minha mãe, porém, não irá se juntar a nós. Ela ainda está de luto por Louise e nunca mais saiu do quarto...

    Algum tempo depois, um homem entrou na sala. Trajava roupas elegantes e tinha a aparência bem cuidada...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    François: Bom dia a todos. Peço perdão pelo meu atraso. François Barthès à vossa disposição. Creio que minha filha já deva ter falado a vocês sobre a tarefa pela qual pretendo pagar bem... Trazer o corpo do assassino de minha filha e, se possível, o dela, para que eu possa enterrá-la.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Papai... Louise pode estar...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    François: Viva?! Não fale tolices, Claudette! Por favor, perdoem a minha filha. Ela lê.... contos de fadas demais. Mas e então...?

    Ele se serviu também, assim como o grupo.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    François:...Me digam... Quando vocês começam?
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    Mensagem por Claude Speedy Ter Maio 17, 2022 5:20 pm

    Era estranho, eu apenas havia reforçado a fala da senhora para milícia, mas os guardas que já estavam de saída quando voltaram a ter coragem por minha postura.

    —Ela veio falar com vocês e vocês se mostraram indesejados. Se dão valor às suas vidas, escute Margareth e desapareçam daqui... Pois uma esposa irritada é bem mais afiada do que qualquer lâmina que eu portar.

    Zombei, tentando romper com a ameaça.

    Depois disso, os guardas que saíram provavelmente são da Béliga por essa falta de modos.

    Durante a noite vigiei para que as garotas ficassem seguras, ninguém iria entrar se esgueirando até o quarto além de mim.

    Naquela manhã o sono não me afetava, mas eu bem que aguardava algo diferente para comer na casa dos Bathés.

    François Bathés e Claudette perderam muito na busca pela jovem, ao que parece ela pode ser uma morta-viva.
    Ressuscitada como eu, Lázaro e Cristo.

    —Meu senhor, não perca a esperança. Se ela tem pistas sobre sua filha estar viva, deixe-a falar por favor.

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    Mensagem por Caelestia Ter Maio 17, 2022 8:23 pm

    Eu já disse que ODEIO andar nessas malditas carroças? Já? Beleza! Por que eu odeio e para minha sorte o que eu encontro logo que acordo? Uma carroça... Que belezura!

    Como meu humor não estava dos melhores, desta vez me certifiquei de sentar ao lado de Jack durante a viagem. – Como? Como vocês conseguem gostar de andar nisso? Isso chacoalha que é um inferno. – Reclamei com ele no primeiro solavanco da viagem.

    Não bastasse isso, ainda tinha Grumpy se remexendo dentro do meu casaco. – Por Poseidon! Fica quieto ou te jogo em óleo fervente, Grumpy. – Reclamei com ele olhando pela aba do casaco.

    – Me deem um navio velho e uma bruxa do mar, mas não me coloquem em uma carroça – Reclamo mais uma vez para Jack quando finalmente chegamos ao destino. Dizem que o trajeto durou poucos minutos, mas sinceramente não achei.

    Passei por todos e fui a primeira ao descer e entregar meu casaco para a tal Margarette, sentindo alivio por Grumpy finalmente estar livre e se alojar em torno do meu pescoço. – Mandrião... – Sussurro para o polvo.

    Quando nossa contratante nos acomodou a mesa de refeições eu me sentei entre Jack e Letízia, ainda na dúvida se era para garantir que nenhum dos dois falasse ou fizesse alguma besteira ou se era para eles garantirem que EU não iria fazer nada de errado... E ainda tinha a Kathy.

    Eu estava procurando por algum rum naquela mesa, quando o tal François entrou e começou, ele e a filha com o reforço e apoio de Jack, com toda aquela ladainha de lobos e a moça raptada.

    - Ahoy, senhor. – Levanto a aba do meu chapéu porque afinal sou educada. – Cumprimente o nosso contratante também, mandrião. – Digo diretamente para Grumpy. – Quando vamos começar? Gosto do seu jeito direto, mas primeiramente refresque minha memória... Quanto o senhor vai nos pagar por fazermos isso, mesmo? – Dou meio sorriso, maliciosa. – Que outras informações o senhor pode nos dar sobre quem levou sua filha? Não é possível que em todo o vilarejo não exista um atracado com o mínimo de coragem para ter ido atrás dessas criaturas... – Me recosto confortavelmente na cadeira. – A propósito... Teria uma caneca de rum ai?
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    Mensagem por Pikapool Ter Maio 17, 2022 10:49 pm


     
         
         
     

             

             
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    Diante Claudette, inclinei minha cabeça para direita e sorri maliciosamente.



    - Com toda certeza meus truques são magicos, senhorita Claudette. - Acenei em despedida. - Um excelente fim de noite para senhorita também.






    Mal me deitava e já estava na hora de levantar-me para nosso compromisso com Claudette. Por céus, como eu desejava que Margarett me deixasse dormir mais cinco minutos. Virei para o outro lado colocando o travesseiro sobre a cabeça e resmungando. Contudo, não havia tempo a perder. E também não queria que as garotas tivessem ideias erradas. Ainda mais com o balde de água do Grumpy ali do lado.






    Foram poucos minutos até que estivéssemos diante do casarão Barthès. Olhei o estado da casa e antes de chegar na porta de entrada, disse em tom baixo para que somente meus companheiros ouvissem:



    - Sou só eu que estou com a sensação que algo perigoso reside no casarão Barthès? - Digo apreensiva.



    Assim que avisto Claudette, abro um largo sorriso.



    - Bom dia, senhorita Claudette. A senhorita dormiu bem? - Faço uma mesura.



    A simples visão da mesa fazia-me salivar. Acomodei-me na mesa e aguardei o senhor Barthès. No entanto, as palavras de Claudette chamavam minha atenção. Algo nela me incomodava e eu ainda não sabia o que era. Estaria a mãe dela mesmo de luto? Ou teria algo oculto? Além de muitas outras questões vinham a minha mente.



    Levantei-me com a chegada do senhor Barthès e o reverenciei.



    - Bom dia, senhor Barthès. É uma honra conhecê-lo. - Sorrio gentilmente. - Me chamo Letizia Alighieri.



    Retomei meu acento e recostei-me aguardando poder me servir enquanto presenciava a breve discórdia entre pai e filha até a intervenção de Jacques.



    - Desculpe-me senhor Barthès, mas eu tenho que concordar com a senhorita Claudette e com meu companheiro Jacques. Até que se prove, ainda há possibilidade de Louise estar viva. - Considerei dizer-lhe minha teoria. Porém preferi manter-me em silencio.



    Finalmente pude me servir. E enquanto a conversa prosseguia, eu degustava de boa comida e vinho. Mas, ao ouvir Valérie sobre o pagamento engasguei-me com a carne batendo do peito e logo em seguida virando todo vinho em um só gole. Todavia, não me intrometi, pois, também tinha curiosidade sobre o valor.


             

         
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    Mensagem por scorpion Qua Maio 18, 2022 2:17 pm

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Dormir bem é algo que não fazemos nesta casa, senhorita Alighieri. Infelizmente...

    Durante o almoço, os seis conversavam... Sete, se contassem o polvo de chapéu, que também cumprimentou o homem erguendo o seu chapéu e o deixando curioso se era um animal adestrado ou algo mais.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: É um prazer, srta. Alighieri. Minha filha comentou que a senhorita era uma estudiosa. Se for o caso, pode ficar à vontade para usar a nossa biblioteca. Tenho certeza de que Claudette ficará feliz em mostrá-la a você.

    O grupo tentava dar esperanças ao velho, mas ele parecia sem nem um pingo disso.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Acreditem, como pai, nada me faria mais feliz do que poder sonhar que minha doce Louise estivesse viva... mas como um ser humano racional, sou incapaz de crer nisso. Vocês não conheceram Louise, ela...

    O velho tinha lágrimas nos olhos.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Louise era a doçura em pessoa. Gentil, meiga.... incapaz de machucar uma flor. Porém, Louise mal saía de casa, nunca viajou... ela não possuía qualquer capacidade ou habilidade para sobreviver nos ermos.

    Claudette encheu os olhos de lágrimas e se esticou para pegar a mão do pai.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Papa...

    O homem então irrompeu numa raiva, tirando a mão da filha da sua, dando um susto nos mais desatentos.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: NÃO OUSE TER PENA DE MIM, GAROTA! Eu não preciso de pena....

    Ele secou a sua lágrima, mas Claudette não conseguiu esconder sua tristeza pelo pai e algumas brotaram de seus olhos.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Eu... eu só preciso de um desfecho para este capítulo negro da minha vida. Mais nada...

    Olhou para Jacques e Letizia.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Não, meu caro senhor e senhorita.... minha filha não está viva. Ninguém até hoje retornou daquelas florestas...

    Ele fez um estalo com os dedos e uma menção de venham, quando Val falou sobre não ter ninguém com coragem ali. Então, a porta abriu e seis homens entraram. Eram notoriamente soldados, armados com lanças e espadas, muito parecidos com aqueles que abordaram Val no bar.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Eu reuni esses homens para acompanhá-los em sua busca. Podem usá-los como quiserem e eles já foram pagos, então, nada têm a se preocupar com seu soldo. Quanto ao vosso...

    O velho levantou-se e na mesinha ao lado, pegou uma caixa, com vários ornamentos. Colocou em cima da mesa e a abriu, mostrando ao grupo. Haviam diversas jóias lá dentro... Val já havia visto tesouros o suficiente para perceber que haviam esmeraldas, rubis e até mesmo um anel com um diamante ali.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: São as jóias de três gerações da minha família. Isso tudo e a minha gratidão serão de vocês, quando me trouxerem a cabeça dos Lobos e também uma prova do que aconteceu com minha filha.

    Dizendo isso, ele fechou a caixa e a entregou para um criado que saiu da sala.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Eu devo dizer que hoje será o melhor dia para se prepararem... pois hoje será noite de Lua Cheia.... a primeira do mês. E assim como o rio corre para baixo e a neve é fria... é certo que os Lobos virão.

    Ele se levantou. Enquanto isso, o criado voltava, trazendo uma taça de rum para Valerie.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pai_cl10
    Françoise: Vocês podem usar qualquer recurso que eu possa provir, além destes seis bravos homens. Claudette cuidará de suas necessidades. Com sua permissão...

    O homem se levantou e saiu. Naquele momento, Claudette se recompôs, secando as lágrimas e sorrindo, como quem queria se mostrar forte na situação.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: E então? O que eu posso fazer por cada um de vocês?
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    Mensagem por Caelestia Qua Maio 18, 2022 7:08 pm

    *Antes:
    Conforme entrávamos na residência dos Barthes ouço o comentário de Letízia sobre a aparência e sensação causada pelo lugar e sorrio, debochada.

    - Algo perigoso aqui? Ora, querida, mas é claro que há – Olho para Letízia, passando a caminhar a seu lado. – Nós! Nós estamos aqui e somos perigosos... A aparência desse casarão não é muito pior do que a de navios e tripulação com quem já cruzei os mares... Mas se algo aqui te incomoda, podemos ficar atentos... – Mal terminei de falar e a nossa contratante apareceu, sendo recebida por um largo, e ao meu ver entusiasmado, sorriso de Letízia. – Você deveria disfarçar essa alegria toda em ver Claudette. – Sussurro para a garota, sorrindo brincalhona. – Tô começando a te achar estranha. – Digo isso passando para o outro lado, seguindo caminho entre ela e Jack, mais próxima de Jack do que de Letízia e permaneço assim até nos acomodarmos.

    -----

    Feliz eu recebo minha caneca de rum e começo a beber enquanto ouço mais uma vez a ladainha sobre a garota estar ou não morta. Eunão iria me meter nesse assunto, viva ou morta o importante era trazer a garota de volta ou o que sobrou dela, então qual a importância daquela discussão?  – Quer um gole? – Sussurro para Grumpy levando a caneca até próximo a ele rapidamente para que não bebesse muito, tentando me distrair.

    Contudo algumas coisas me chamavam a atenção, cutuquei Jack e Letízia para que ambos me ouvissem e falei em um tom de voz baixo, aproveitando que que nossos contratantes estavam distraídos. – Eu perdi alguma coisa ou o velhote nem sequer mencionou a esposa?

    Toda aquela discussão entre pai e filha estava entediantemente interessante até que por fim o velho mostra a caixa de joias e nos apresenta a meia dúzia de soldados borra botas que iriam nos acompanhar. Agora me diz, pra que? Bem, se for pra ser isca de lobos, antes eles do que eu, mas ainda duvido da utilidade deles.

    Mas o velhote se levanta e sai sem que eu tenha tempo de fazer novas perguntas. Beleza!

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mf11

    Sem ter opção, pego minha caneca e me recosto novamente a cadeira, olhando de forma maliciosa em direção a Claudette. – Ora pena que seu pai saiu sem me dar chances a novas perguntas... – Tomo um gole da bebida. – Me perdoe Stra Caudette, mas as farei a Stra mesmo... Me diga, se os soldados que vão nos acompanhar já foram pagos, porque seu pai acha que nós iremos trabalhar de graça? Acho justo recebermos um adiantamento pelo serviço – Levanto uma sobrancelha e dou novo gole na bebida. – Hoje é noite de lua cheia... Gostaria de ter um incentivo antes de nos arriscarmos. – Provavelmente alguns de meus companheiros me olhariam horrorizados pela falta de sensibilidade, mas que se lasquem. Sou uma pirata e não foi fazendo caridade que sobrevivi até aqui. – Creio que também ele não tenha me entendido... Não perguntei se alguém iria atrás das criaturas conosco, mas se alguém já foi... E sobreviveu... Alguém além dos dois da taverna de ontem que não nos deram muitas informações.

    Eu tomo um novo gole da bebida e sorrio.
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    Mensagem por Katerine Le Blanc Qua Maio 18, 2022 9:30 pm

    A noite se passava muito rápido e assim que a senhora oferecia o quarto dos meninos para Lou balançava a cabeça e em seguida bocejava, eu estava bastante cansada da viagem que havíamos feito que eu logo encarei Claudette sobre o monstro concordando com a cabeça. — Não se preocupe não vou, bem eu devo me retirar estou muito cansada, vejo vocês lá em cima meninas. — Dizia tomando o resto de minha cerveja e só ensopado logo subindo para dormir.


    No dia seguinte fomos até a casa de Claudette ao qual eu me limitava a falar e apenas balançava a cabeça, quem sabe assim o pai da mesma não descobria sobre o monstro dentro de mim. Era hora do almoço e eu estava com fome já que o ensopado do dia anterior só me ajudou a dormir, porém, eu era educada e tentava o meu máximo ser cordial e falar quando fosse necessário.

    O pai de Claudette estava sofrendo e eu poderia ver isso em seus olhos e quando a mesma foi segurar em sua mão ele levantava a voz me fazendo pular da mesa, porém, rapidamente fechava os olhos e respirava fundo até que o pai de Claudette se retirou e ela nos questionou se precisávamos de algo.

    — Claro, você havia me falado da caixa de música de sua irmã, se eu pudesse levar conosco em nossa missão todos ficariam mais seguros. — Dizia a ela enquanto meus companheiros também se pronunciavam.
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    Mensagem por Pikapool Qua Maio 18, 2022 9:46 pm


     
         
         
     

             

             
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    - Já estou disfarçando, V. - Respondi sussurrando. - Algo nela me incomoda... e se gentileza é ser estranha, você também deveria começar a ser estranha. - Mostro a língua para Valérie.






    - É muita gentileza de vossa parte, senhor Barthès. Ficarei feliz em conhecer a biblioteca Barthès. - Levanto a taça de vinho como a um brinde.



    Em meio a todo aquele drama, a atitude agressiva de Françoise para com Claudette era um tanto quanto curiosa. E diante o cutucão de Valérie respondi:



    - Eu tenho outra teoria. Mas, deixemos isso para mais tarde. - Digo em tom receoso.



    Fiquei um pouco apreensiva quando voltou sua atenção para mim. Entretanto, sorri confiante diante das suas palavras.



    - Nós retornaremos, senhor Barthès. - Recosto na cadeira. - Retornaremos e traremos boas novas para todos os moradores. - Dou uma piscadela para o senhor Barthès.



    Ao ver os soldados adentrarem ao recinto, só conseguia pensar em seis novas vítimas dos lobos. Por mais que tivessem coragem e algum treinamento, não serviriam mais do que simples iscas. Fiquei compelida a dispensa-los no mesmo momento, mas resolvi esperar para ver a reação de meus companheiros sobre isso.



    - Lua cheia? - Disse fascinada. - A cada sinal tenho mais certeza de que podem ser o que vocês franceses chamam de loup-garou. - Sorrio animada. - Não sei vocês, mas essa é minha primeira caçada a versipélios. - Olho ao meu redor recordando que não era o momento e encolho-me envergonhada. - Me desculpem.



    Assim que o senhor Barthès sai e minha parceira conclui suas perguntas e ouve as respostas de Claudette, eu finalmente pude proferir minhas palavras animadas:



    - Segundo as lendas, para se matar esses versipélios precisaremos de prata. - Volto-me para Claudette. - Senhorita Claudette, vocês teriam prata para nos fornecer? - Paro pensativa por um instante. - Isso se houver alguma verdade nas lendas... - Balanço a cabeça negativamente. - Esqueça! Qualquer precaução é valida diante tais perigos. - Faço uma breve pausa. - Ah, sim! A senhorita se importaria de mostrar-me a biblioteca? - Sorrio amavelmente. - Talvez lá eu encontre algo que possa nos auxiliar em nossa empreitada.



    Sem mais, apenas aguardo pacientemente.


             

         
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por Claude Speedy Qui Maio 19, 2022 11:00 am


     
         
         
     

             

             
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    Val escreveu:

    – Eu perdi alguma coisa ou o velhote nem sequer mencionou a esposa?

    Não havia reparado, apenas concordei com a cabeça.  Afinal a dor daquele senhor era exatamente a mesma que a minha e talvez por isso eu pensei mais na pobre Joana queimando sem que eu pudesse salva-la e da minha própria carne fazendo o mesmo do que detalhes sobre uma outra mulher. Esse era o lado bom de estar cercado de mulheres, elas tinham percepções de pontos de vistas que homens não tem... Minha empatia pelo senhor Bathés não mudou ao eu ouvir a voz de Val, mas desconfiei que ela tinha razão... Seria tudo isso um plano desse senhor para se livrar das ruivas da família? Isso seria mais uma ação para impedir descendentes de Davi de ocuparem a França? Teríamos de descobrir mais tarde. Resolvi voltar minha atenção ao que era mais imediato.



    —A florentina tem razão, precisaremos de prata. Olhava pela janela deixando a luz fluir sobre mim para que eu surja do meio das sombras brotando como um tipo de luz azulada bruxuleante sutil que se fixava como parte de minhas vestes. —Teremos dificuldades em lidar com eles como animais e certamente precisaremos de belladonna, os ingleses a chamam de "Bane-Lobo"... Precisaremos dela caso algum de vocês seja ferid... Digo, caso algum de nós sejamos feridos. - Me recomponho do raciocínio.



    — E eu adoraria acompanhar Letizia à biblioteca enquanto Valerie cuida das questões do pagamento e da caixa de música para Katherine... - seguia com a jovem erudita.- —Certamente poderia ajudar em suas pesquisas antes de partirmos.



    Pagamento? Por dentro me ri desse pedido de ter as joias de três gerações da família antes de sairmos e se fosse negado que isso virasse uma distração ao meu ódio que crescia no peito em ver "outra Joana D´arc" sendo levada pelas mãos das forças do mal. Apenas mais uma garota para eles, alguém que eles esqueceriam...Enquanto meu sentimento de vingança pela minha filha é meu pagamento. E especialmente garantir que as forças das Trevas do Demiurgo nunca mais levassem qualquer filha novamente...



             

         
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por scorpion Qui Maio 19, 2022 1:36 pm

    Grumpy aceitou um gole do rum, ficando um pouco mais velrmelho que sua coloração rosada.
    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Polvo-10
    Grumpy: Irc... É horrível não poder arrotar depois de um gole de rum. E esse é dos bons... não aquelas porcarias que usávamos pra tirar grude do convés.

    Depois que o velho saiu, as indagações começaram para Claudette.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Bem, respondendo suas duas perguntas, srta. Bonny.... Sim, algumas pessoas foram atrás, como disse hoje mais cedo, nA Raposa Sorridente.... mas ninguém voltou. Além disso, meu pai havia contratado um trio de caçadores e, sim, nós pagamos uma boa quantia antecipadamente... porém, eles fugiram de medo ao avistarem o primeiro dos Lobos. Por esta razão, meu pai foi bem retiscente ao "pagar adiantado", devido ao frenesi de medo que os Lobos causam nas pessoas. Nós não temos garantias nenhuma de que vocês não baterão os calcanhares na bunda ao cair da noite. E, como a senhorita mesmo disse... nós também não fazemos caridade. Acredite, srta. Bonny... se concluírem o serviço, não teremos o menor pudor em lhes pagar o prometido, até porque... se forem capazes de enfrentar o que até hoje ninguém conseguiu.... quem de nós seria louco de trapaceá-los? Nossa propriedade pode não estar em seus melhores dias, mas.... ela ainda vale bem mais que este pagamento, obrigada.

    Ela virou-se para o grupo.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Vocês, de fato, não acham que estão lidando com lobos comuns, ou meros licantropos, não é? Acreditem, vocês não foram os primeiros a pensarem na ideia de licantropos, ou Loup-Garou por aqui. Nossa biblioteca tem diversos volumes sobre este tipo de criaturas... Não, meus amigos. Estes lobos são muito diferentes do que vocês possam ter se acostumado a enfrentar. Mas, fiquem á vontade para caçá-los como acharem melhor. Vocês são os especialistas, não eu.

    Ela olhou para o servo.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Joan... Traga toda a prata que tivermos na casa. Depois, prepare a forja para que eles possam usá-la.

    Olhou para Katherine e respondeu.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Você terá a caixinha de músicas de Louise, eu garanto.

    E por fim, respondeu Jacques...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Infelizmente, nós não temos este tipo de planta aqui. Pra ser sincera, nosso jardim não é dos melhores e Joan não tem tido muito.... interesse em cuidar dele. Porém, o mercado está aberto no centro. Talvez você ache algo por lá.

    Dizendo isso, ela se levanta e finaliza...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Bem, se já terminamos, eu irei acompanhar Jack e Letizia até a nossa biblioteca. Vocês podem ficar à vontade. Qualquer coisa que precisem, podem pedir a Joan... também podem usar a carruagem, caso precisem. Por último, peço que se forem falar com meu pai, que o encontrem antes das 18 horas, em seu escritório. Mais tarde que isso ele vai para o quarto, onde fica com minha mãe e eu rogo que não a perturbem, por favor.

    Então, ela saiu, acompanhando Letizia e Jack (se esse ainda quisesse ir).

    [OFF]Pessoal, agora vamos a uma parte BEM importante de como vai funcionar esta mesa. São 13h agora.... Vocês poderão fazer QUALQUER COISA, mas estas coisas contarão como blocos de 4h cada. Independente se vc foi cagar ou assoar o nariz, estará dentro de um bloco de 4h, então, tentem ser produtivos nestes blocos.
    Durante cada bloco vocês podem fazer ABSOLUTAMENTE o que quiserem. Obviamente, desde que seja plausível... se não for plausível, eu vou considerar que você tentou por 4h e não conseguiu. Exemplos: A Val quis achar um navio.... Ela rodou por 4h feito uma tonta até se ligar que não tem mar por aí. Qualquer coisa, PERGUNTEM, pois depois que declararem, já era.
    Tudo o que vocês forem fazer exigirá um teste (normalmente de perícia)... quanto maior o grau de sucesso, melhor o que vocês conseguem. Outras coisas podem NÃO exigir um teste, por ser algo simples, eu direi que vocês conseguem. Se forem fazer algo que exija força bruta, vocês podem usar qualquer numero dos 6 soldados... cada soldado dará um bonus de +1 NO TESTE. A prioridade será de quem for postando primeiro e pegando soldados... não vou me meter. Quer prioridade? poste antes.
    Algumas sugestões do que vocês podem fazer em um bloco de 4 horas:
    - Treinar
    - Forjar armas de Prata (existe prata o suficiente pra FOLHEAR 2 armas grandes (espadas, machados), ou 4 armas pequenas (adagas), ou 1 arma enorme (escudo, montante, dragon lance).
    - Pesquisar na biblioteca
    - Procurar informações ou produtos ou equipamentos na cidade ou no casarão.
    - Conversar e Interagir com alguem especifico (Joan, Claudette, Françoise, Margarett, ou outra pessoa)
    - O que mais vcs imaginarem.
    - Não fazer absolutamente NADA.

    Nota: Grumpy fará o que Val fizer. Ele não vai fazer nada solo. Pra agilizar, quando vocês disserem o que irão fazer, eu mesmo rolarei os testes e colocarei qualquer bonus aqui (ou, se for algo muito privado), enviarei por MP.
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    Mensagem por Caelestia Qui Maio 19, 2022 2:34 pm

    Não adianta em nada você me dizer que Claudette tem razão naquelas palavras, porque eu não estava feliz.

    A parte isso, continuava intrigada com o fato de pouco se falar na mãe de Claudette e chamou minha atenção o fato do pai dela se recolher as 18h para ficar com a mãe.

    - Vem cá! - Mais uma mais sussurrei para Jack e Letzia que estavam ao meu lado de forma a não deixar que Claudette ouvisse. - Só eu achei estranho isso da mãe da Claudette? - Eu franzia a testa - Já vi algumas bruxas do mar e muitos amaldiçoados. - Nesse momento olhei para Grumpy. - Seria possível que a mãe da belezura ali esteja amaldiçoada... Talvez pelos lobos? - Olhei para eles com expressão curiosa
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    Mensagem por Pikapool Qui Maio 19, 2022 11:44 pm


     
         
         
     

             

             
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    - Ok, entendo. Mas, senhorita Claudette, o que leva a senhorita a crer que esses seis homens já pagos não se acovardem e batam em retirada ao se depararem com os lobos? - Questionei curiosa. Já que as palavras de Claudette não faziam muito sentido. Pelo menos, não para mim.



    As palavras dela me intrigavam cada vez mais. Ainda acreditava que havia algo ali que estavam escondendo de nós. Como Claudette podia afirmar que eles não eram licantropos comuns? E porque haveria divosos livros sobre licantropia na biblioteca Barthès? Isso me soava cada vez mais estranho.



    A parte boa é que se resolvêssemos fugir, pelo menos, a prataria da casa Barthès iria conosco. Melhor que sair de mãos abanando. No mesmo momento, esbocei um sorriso bobo. Duvidava que meus companheiros acabassem por fugir com os rabos entre as pernas. Tal ato estava destinado aos lobos.



    Era bom ver que Valérie estava tão intrigada quanto eu diante daquela situação. Assenti com a cabeça ao ouvi-la. E diante do questionamento, apenas sussurrei:



    - Eu acho que o problema é interno. Os auaus são só um efeito colateral. - Um tom de incerteza e preocupação tomava minhas palavras.






    Na biblioteca, não perdi nem um segundo e logo estava folheando diversos livros atrás de alguma informação que pudesse nos ser útil. Seria uma longa tarde, ainda mais com o sono que havia sido realçado após o almoço. Contudo, eu devia vencer meu primeiro desafio, a letargia. E assim, me preparar para o próximo desafio, os lupinos.


             

         
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    Mensagem por Claude Speedy Sex Maio 20, 2022 11:48 am


     
         
         
     

             

             
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    Valerie pensou em sondar pela mãe de Claudette, e notou que foi ignorado por Letizia no que diz respeito a ele ajuda-la a ler um pouco mais sobre os lobos. Porém iria acompanha-la por um tempo e depois se ausentar da biblioteca



    —Eu auxiliar nas buscas e em seguida vou folhear adagas e armas com essa prata. Creio que será útil... olhava para Val e sussurrava em seu ouvido antes de seguir com Claudette. —Especialmente se tivermos de encarar uma mãe furiosa antes de partirmos... - tomo para mim a prataria e peço se alguém tiver mais armas.



    Iria iniciar por ajudar com alguma coisa na pesquisa, que é por onde importa, infelizmente forçar com ajuda ou pesquisar com ajuda seria mais fácil, mas provavelmente Letízia iria querer ficar sozinha em determinado momento e eu a deixaria para banhar as lâminas que me fossem dadas. Provavelmente não seriam muitas.



    Dedico quatro horas para com a pesquisa, mais quatro para folhear as armas possíveis... Provavelmente uma adaga para cada ruiva e uma para mim...  O tempo restante usaria para procurar belladona para comprar.




    Seria passar uma parte do tempo praticando o uso das armas em seguida.




             

         
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    Mensagem por Caelestia Sex Maio 20, 2022 2:52 pm

    Gostei do raciocínio de Letizia quanto ao pagamento dos guardas e o nosso não, mas me mantive calada. Queria esperar para saber qual resposta que a mulher daria.

    Quando Jack se inclinou para sussurrar em meu ouvido que iria acompanhar Letizia eu apenas o olhei e ergui uma sobrancelha. Francamente, já fui mais querida... Isso ou então eu estou cismando com besteira. Dei de ombros, eu sou um encanto então isso com a mãe da Claudette deve ser baboseira mesmo.

    Terminando minha caneca de rum, me levantei disposta a dar uma volta pelo vilarejo na tentativa de encontrar algum morador que tivesse visto algo mais sobre os tais lobos, mas nem cheguei a sair do casarão.

    Quando ainda estava no saguão comecei a reparar na movimentação dos criados. Diminui os passos e observei que um deles parecia orientar os demais e logo conclui que deveria ser o mordomo.

    No mesmo instante olhei para Grumpy e sorri, enquanto mordia de leve o lábio inferior, e por me conhecer tão bem com certeza ele sabia que eu havia tido alguma ideia e estava prestes a aprontar. – Pronto ou não, aí vamos nós! – Falei com meu polvo.

    Usando do meu sorriso encantador consegui me aproximar do homem e tentei convencê-lo a me levar para conhecer o casarão.

    - Own, mas é uma casa tão grande... Quase nunca tenho a oportunidade de estar em um lugar assim... – Digo já com a voz melosa, enquanto passava uma das mãos sobre o ombro do homem, me insinuando um pouco. – Tenho certeza que deve conhecer esse casarão como ninguém... – Continuava com a voz cada vez mais melodiosa e até aqui tudo parecia seguir bem. – Quem sabe pudesse me levar até o quarto dos seus senhores... Imagino que sua senhora deve estar muito triste pela perda da filha... Gostaria taaanto de falar com ela. – Dei bastante ênfase a uma das palavras, mas como já imaginava, o carinha não gostou da sugestão e começou a resistir ao meu fascínio.

    Sou curiosa o suficiente para não me dar por vencida assim tão fácil e olhando profundamente nos olhos do mordomo comecei a cantarolar uma música.

    Obey, i'm hope you have a lovely day  ♩♫♪♬ There's nothing to see here, it's under control ♫♪♬ I'm only gambling with your soul ♩♫♪

    Conforme eu cantava meus olhos brilhavam de forma sutil, prendendo o homem no meu encantamento, fazendo-o obedecer as minhas vontades, enquanto Grumpy se esgueirava pelos meus ombros.

    Prontamente ele me guiou pelos corredores daquele casarão, até que paramos diante de uma porta que dava acesso a um dos quartos.
    A porta se abriu mostrando um quarto espaçoso onde em cima de uma cama de casal, mesmo de onde estava, podia ver que havia uma mulher deitada.


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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por scorpion Qua Maio 25, 2022 10:13 am

    VAL E GRUMPY

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Ad75653042428e130000f20654d5ef30

    Depois de usar suas habilidades para conseguir acesso ao quarto dos patriarcas Barthè, Val e Grumpy finalmente conseguiram entrar. Ela viu um enorme quarto, macabro e escuro... era difícil andar por ali sem esbarrar muito nas coisas pelo caminho.
    O quarto possuía uma enorme cama nobre, com cortinas que estavam meio abertas. Pela janela, a luz da tarde não entrava, mantendo o quarto escuro, mesmo naquele horário da tarde. Val podia ver que na cama, alguém se mexia, meio que lentamente, como se estivesse acabando de acordar, ou com preguiça.
    Foi quando uma voz rouca e arrastada, mas obviamente feminina irrompeu, quebrando o silêncio, mesmo que muito baixa.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Quem... quem está aí?

    Val foi se aproximando, até notar uma mulher com certa idade e os olhos carregados. Estavam meio fundos, como de quem não se alimenta direito... o que explicava um prato de comida ao lado da cabeceira que estava intocado... juntamente com uns três tipos de remédios ali.
    A mulher olhou para Val... seus olhos eram meio que vazios, como quem enxerga, mas não vê. Ela pegou no cabelo ruivo da moça e ela pôde sentir que o toque da mulher era fraco demais... tão leve que era quase impossível de sentir.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Louise? É você, meu amor? Você.... você... voltou?!

    Lágrimas brotaram nos olhos da mulher e, pela primeira vez, ela demonstrou alguma força, querendo se levantar. Aproximou o candelabro para ver melhor e...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Não.... você não é ela. Só se parecem, mas não é a minha Louise.

    Ela meio que deitou-se de lado, preguiçosamente, com duas lágrimas molhando o travesseiro e ficando de costas para Val.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: O que você quer dessa pobre velha que não tem mais vontade de viver? Veio só me assombrar com a aparência da minha bebê? Diga seu propósito e depois volte pro inferno de onde veio, súcubo...

    JACQUES E LETIZIA

    (OFF) Como Jacques vai prestar ajuda, você terá conseguido 1 grau no teste de pesquisa. (/OFF)

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 E5aa8ee8f8d718a0d182b1e6dc401e8a

    Jacques e Letizia passaram a tarde na biblioteca. Não era uma ENORME biblioteca, mas era uma bela coleção de livros, especialmente para uma casa de família. Poucas famílias se davam o luxo de ter tantas obras assim.
    Uma coisa que Letizia reparou foi que eles tinham uma complexa coleção de livros de Magia Negra e Ocultismo. Para o que estavam procurando, Letizia e Jack encontraram alguns livros falando a respeito de Lobos da região, assim como Licantropia.

    De fato, havia uma erva chamada erva-lobo que diziam curar a licantropia se fosse usada antes da próxima Lua, na forma de um unguento e aplicado sobre a ferida, para depois ser cauterizada com fogo. Também leram que apesar de que os Licantropos pudessem sofrer de uma certa alergia à prata, um simples golpe com uma arma dessas não os mataria, apesar de causar dores terríveis. Porém, apenas os licantropos menos poderosos sofriam com isso. Licantropos mais próximos à linhagem de Gaell, o que diziam ser o primeiro Licantropo, sofriam apenas com um tipo especial de prata. Uma espécie de "prata virgem", que deveria ser exposta sob a luz da Lua cheia durante três noites seguidas e nunca ter sido utilizada para nada antes disso. Era a chamada "Prata da Lua", muito difícil de ser conseguida. Por último, eles aprenderam que não era tão simples ser infectado com a licantropia. Apenas licantropos puros, ou seja, os nascidos assim, podiam passar a licantropia pela mordida se assim o quisessem. Os licantropos transformados não eram capazes de transmitir a doença...

    Eles estavam na biblioteca até as 17h, quando Jacques decidiu ir atrás de derreter a prata da casa e folhear as armas do grupo.
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por Caelestia Qui Maio 26, 2022 8:27 pm

    Repuxei os lábios em um sorriso torto enquanto revirava os olhos. “- Sucubus”, ri baixinho enquanto repetia a palavra em minha mente. “- Essas pobres mulheres invejosas... Mas pelo menos reconhecem meu potencial” – Levanto uma sobrancelha e alargo o sorriso quando completo meu pensamento.

    Aquele quarto não me parecia mais escuro do que muitos porões de navios, só que a questão era que os porões não tinham todos aqueles belos e luxuosos móveis e isso é o que não combinava.

    Eu olhei para Grumpy e sorri. Sim, eu ainda estou cismada com esta mulher e toda a sua tristeza que a enclausura neste quarto escuro e talvez meu polvo me mandasse deixar de ser louca e deixar a mulher em paz, mas eu não resisto, fazer o que?

    - Está enganada, senhora Barthès... Não sou um demônio. Eu sou um anjo. Um belo anjo salvador, enviada para resgatar sua querida filha. – Ao mesmo tempo em que falava com confiança, usava um tom de voz aveludado. – Fui enviada até aqui porque me disseram que a senhora possui o que preciso para exterminar as bestas que levaram sua filha. – A mulher ainda estava de costas para mim e eu aproveitei para mais uma vez olhar para Grumpy e pisquei um dos olhos para ele. Já jogou cartas alguma vez? Isso se chama blefe. Puro, simples e do mais descarado possível. Como você acha que eu acabo perdendo meus navios? – Se me entregar o que preciso eu sairei logo e deixarei que volte a descansar. – Ela poderia ser realmente apenas uma mulher atormentada pela perda da filha, mas eu vou enfrentar aqueles lobos e quero me certificar de que não estão me escondendo nada. Olhando novamente para cama, minha atenção vai para a refeição intocada e a lembrança do fraco toque da mulher. – Pobre senhora, está tão fraca... Deixe-me ajuda-la, precisa se alimentar para receber sua filha quando ela retornar. E este quarto, tão escuro – Digo isso dando volta na cama e indo até uma das janelas. – Foi realmente terrível o que aconteceu a sua menina, se quiser me contar, ainda tenho algum tempo e posso ouvi-la.

    Eu seguro a barra da cortina por algum tempo até que com um único movimento eu abro o tecido para deixar a janela exposta. Queria que alguma luz entrasse no ambiente para poder olhar melhor não só o lugar, mas também a velha, curiosa em saber como seria a reação dela pela minha atitude.


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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por scorpion Sex Maio 27, 2022 2:15 pm

    VAL

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Um anjo...? Pff... Eu duvido muito. Não existem anjos no inferno, minha cara. Ao menos, certamente não nesta cidade e não para esta velha mulher....

    A conversa continuava.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Entregar o quê? Acha que se eu não tivesse tido qualquer maneira de impedir o que aconteceu, eu não o teria feito? Você não é mãe, é...?

    A mulher olhava para Val, com o olhar vazio, mas deles já começavam a brotar as lágrimas.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Vai me fazer revivier o pior dia da minha vida...? Pois bem... se é o que preciso para que me deixe a sós com a minha tristeza, que seja....

    A mulher olhav para o lado, encarando a janela...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Tudo o que sei é que no dia eu havia visto Louise perto do nosso pomar, pela janela. Eu estava bordando, naquela manhã, eu lembro. Então, quando a noite caiu e todos fomos dormir, nós ouvimos os uivos... Uivos de gelar a espinha. Pedi ao nosso criado que trancasse portas e janelas, mas quando nos demos por conta, o barulho de vidro.... e o grito de Louise. Meu marido pegou o mosquete, mas... era tarde. Os lençóis do quarto estavam rasgados, a janela do parapeito estilhaçada e... minha filhinha havia sumido. Desde então, este quarto tem sido o local onde aprisiono minha tristeza e aguardo o frio abraço da morte, para me unir com o meu bebê...

    A velha olhou uma última vez para Val.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Mae10
    Lucille: Agora, pare de torturar minhas memórias e vá... vá, antes que eu peça para o mordomo vir tirá-la.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Polvo-10
    Grumpy: Acho melhor a gente ir, Val... essa é só uma velha infeliz, que perdeu a filha...


    -------------------------------------

    VENTRESS

    Havia tempos que Ventress não ouvia a voz do frade que a ajudou em seu passado. Anos? Quantos? Difícil dizer... porém, foi em uma de suas paradas que ela recebeu a mensagem das mãos de um mensageiro e com a assinatura de seu amigo.

    "Querida, Ventress,

    Espero que esta carta chegue em suas mãos e que você goze de boa saúde, ou algo do tipo.
    Lembro-me de que, em nossas conversas, você sempre se mostrou como um espírito atormentado e perdido, como um barco sem capitão em meio a uma tempestade... procurando uma razão de existir, de viver.
    Bem, se ainda estiveres viva e se ainda procuras uma razão para sua existência na Terra, talvez ambos possamos nos ajudar.
    Há poucos anos eu me tornei o frade responsável por uma pequena congregação... uma cidade no Centro da França chamado de Tirre. O meu rebanho tem sido assolado por um mal terrível que se esconde nas florestas e que vêm em noites deLua Cheia... Gostaria de poder contar-lhe mais, mas prefiro fazer isso pessoalmente, se não se importar.

    De toda maneira, mesmo que não nos vejamos mais, espero que seu coração siga em paz.

    Com afeto,

    Frade Cipriano"

    Aquela carta foi o que fez Ventress viajar até o centro da França e a alcançar o tal vilarejo de Tirre. O local não parecia dos mais amigáveis, lembrando até mais uma cidade fantasma do que propriamente um vilarejo alegre. Ao ir caminhando pela cidade, Ventress, sentia o incômodo do Sol esquentando sua capa e manto.... por mais que o Sol não tocasse sua pele diretamente, o reflexo dele nas poças de água criadas pela chuva na noite passada e o reflexo nas pedras, ainda sim, geravam certo incômodo. Felizmente o Sol já estava perto de se pôr, pois se aproximavam as 18h e Ventress logo pôde identificar onde estaria o Frei Cipriano, pelas badaladas do sino.
    A mulher caminhou pelas ruas, chegando até uma pequena igreja...

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 D8770b2db82c5a574aa03d2ef6502b80

    Ventress conseguiu ouvir a voz de Cipriano vindo dos fundos.... quando ela circulou, ela observou que ele estava no pomar, falando com um homem e colhendo algumas flores.


    -----------------------------------------

    JACQUES

    Após ajudar Letizia na biblioteca, Jacques deixou o criado folheando as espadas e foi atrás de Erva-lobo. Ele percorreu vários cantos da cidade, mas a maioria das pessoas o informou que se por acaso aquela erva estivesse em algum lugar, que deveria estar nas mãos do Frade Gregorio. O Frade era responsável por cuidar de alguma parte da agricultura da vila... Não alimentos, especificamente, mas ervas medicinais e outras coisas mais.

    Não foi difícil achar o frade. Ele estava tocando o sino das 18 horas e recebeu Jacques com um sorriso no rosto.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Padre10
    Frade: Erva-lobo? Hmmm... Eu lembro-me de ter plantado isso há algum tempo. Só não sei se ainda estão vivas. Venha comigo...

    Eles deram a volta na capela, até chegar a uma horta um tanto quanto grande. Além disso, havia também um espaço destinado a colmeias de abelhas e diversos potes de mel envasados no canto.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Padre10
    Frade: Eva-lobo.... erva-lobo.... Hmmm... Ah! Aqui está! Não são muito comuns por aqui, mas tenho algumas que posso te ceder sim. Faça bom uso...

    Ele disse arrancando um punhado delas e oferecendo-as a Jacques... O problema era: Como Jacques pegaria aquelas plantas?


    ----------------------------------------------

    LETIZIA

    Letizia havia ficado na biblioteca estudando o que precisava saber sobre o que quer que precisasse.
    Foi quando já estava começando a escurecer e a luz do Sol já não era mais suficiente...
    Então, a porta se abriu e Claudette veio entrando com alguma luz. A ruiva trazia uma bandeja com algumas frutas e duas taças e um odre. Também havia um candelabro que agora trazia boa iluminação ao local.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Desculpe interromper... eu achei que talvez você pudesse ter fome e, bem... o criado está passando prata nas armas de vocês, então... eu estou meio que sendo a criada.

    Ela caminhou até a mesa onde Letizia estava estudando e colocou a bandeja. Serviu os dois copos com vinho e pegou uma taça. Sentou-se na mesa, cruzando as pernas e olhando o vinho no cálice.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Engraçado.... meu pai não gosta que eu beba vinho fora do jantar e não mais de uma taça, mas.... tolice! Ele já foi se deitar mesmo...

    Ela olhava nos olhos de Letizia e sorria. A garota estava mais à vontade do que antes, quando Letizia estava rodeada de pessoas.

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Claude10
    Claudette: Eu estava pensando em... você sabe... as mágicas que você me disse mais cedo. Me desculpe se fui rude com você antes.... infelizmente eu tenho uma postura a manter, mas, bom... agora estamos só nós duas mesmo.

    Ela tomou um longo gole de vinho, deixando uma gota escorrer pelos lábios e limpando com o dedo. Ao se ajeitar, sentada na mesa, as pontas dos dedos dela e de Letizia acabaram se encontrando. Claudette olhou para os dedos, então para Letizia e sorriu...
    Nightingale
    Mutante
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por Nightingale Sex Maio 27, 2022 3:08 pm

    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Pcitur10

    Trilha Sonora:

    Pater noster, qui es in cælis:
    sanctificetur nomen tuum;
    adveniat regnum tuum;
    fiat voluntas tua,
    sicut in cælo et in terra.
    Panem nostrum quotidianum da nobis hodie,
    et dimitte nobis debita nostra,
    sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
    et ne nos inducas in tentationem;
    sed libera nos a malo.
    Amen.

    Ventress, utilizando o nome de Arikel, resava na carruagem da qual a carregava para Tirre. Tinha em suas mãos um terço, ele estava envolvido nas mãos que estavam juntas com os dedos entrelaçados. Todas as cortinas estavam bem fechadas com cortinas escuras de veludo e o local era escuro, ainda assim ela mantinha seu capuz branco cobrindo bem a sua cabeça. Ela não tinha nada para fazer durante toda a viagem, então durante toda a viagem ela rezou o terço diversas vezes. Quando sentiu a carruagem parando ela encerrou a oração após terminá-la, diga-se que encerrou pois ainda havia de completar o terço, mas não podia fazer com que o cocheiro esperasse ela terminar de rezar para sair, assim teria de terminar de rezar tão logo achasse um local e tempo apropriado.

    Quando o cocheiro abriu a porta, Arikel pegou seu arco e pôs nas costas, sua espada de prata, a Luz na Escuridão também estava embainhada na cintura. Quando ela saiu da carruagem sentiu a luz incomoda nos seus olhos, realmente era algo que nunca iria se acostumar. Ela então saía e entregava umas poucas moedas para o cocheiro como pagamento pelo transporte.

    - Muito obrigada, a benção de Deus a ti e toda tua família.

    Assim, ela partiu debaixo do seu capuz, caminhando e caminhando a partir do ponto que combinara com o cocheiro, ele não queria se aproximar muito de Tirre principalmente chegando perto do anoitecer, problemas com lobos, ele dizia, igual a carta que Cipriano citava. A carta estava consigo em suas vezes, fazia muito tempo que não via o amigo, foi graças a ele que passou a ser uma pessoa de mais fé, foi graças a ele que começou a procurar mais luz nos seus dias apesar de que ela a incomodava fisicamente. Confessava que estava com saudades dele e Shadowmere não estava por perto para que ele também pudesse rever o breve colega de quarto que Cipriano foi. Quando achasse que Shadowmere teve o merecido descanso ela iria trazê-lo para que Cipriano o vesse novamente.

    Quando escutou as badalas do Sino foi que Arikel já soube exatamente onde procurar. Ela já tinha entrado na cidade, e a cidade a lembrou de Baróvia. Tirre tinha o mesmo aspecto abandonado e amedrontado que a antiga cidade que fez grande parte da sua vida também tinha, talvez fosse por isso que Cipriano fora mandado para lá, talvez trabalhassem juntos dessa vez, não como uma acolhida para com seu sacerdote, mas para com duas pessoas buscando livrar um mal de uma população oprimida pelos terrores da noite, e disso Ventress conhecia bem.

    Quando avistou o frade quase ergueu um sorriso genuino, mas nem Arikel nem Ventress sorriam, não era da personalidade delas, deixou de ser a muito tempo. Arikel se deixou ser percebida quando se aproximava, apenas quando ambos a notassem vindo é que ela se dirigiria primeiro ao seu amigo e frade.

    - Peço sua benção, meu amigo Cipriano, senti sua falta e de tuas palavras sábias e acolhedoras.

    Ela abaixou a cabeça para Cipriano, expondo sua testa para que ele a benzesse fazendo um sinal da cruz em sua testa. Cipriano sabia que devia chamar Ventress de Arikel. Quando se conheceram ela lhe deu o nome de Serana, para que ele não corresse perigo, mas agora como eram amigos intimos e de fé ela lhe disse os dois nomes que usava em diferentes situações e pediu para que ele a tratasse assim.

    Após Cipriano a benzê-la e a cumprimentar, ela se vira para o homem que colhia flores.

    - Uma boa noite, senhor, peço perdão por interromper sua conversa e sua colheita.
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    CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON] - Página 2 Empty Re: CAP 01 - Quando as Trevas Caíram [ON]

    Mensagem por Caelestia Sex Maio 27, 2022 3:49 pm

    Definitivamente era por isso que havia perdido meu barco. Minhas apostas estavam péssimas. A velhota realmente não tinha nada de novo a acrescentar a história do rapto da tal Louise e fui obrigada a ouvir a mesma história pela milésima vez.

    Detestava me dar por vencida, mas tive que concordar com Grumpy. Aquela parecia realmente ser uma pobre infeliz. Dei um meio sorriso e suspirei, contrariada enquanto me afastava, embora algo ali ainda me incomodasse.

    Não, não estou falando de ainda estar cismada com a velha. Não é isso. Foi a fala dela. Algo ali me incomodava, remexia o conteúdo do meu estômago e me fazia ranger os dentes.

    - Tem razão, Sra Barthês, eu não sou mãe. – Já próxima a porta eu parei por instantes  ainda de costas para a velha que definhava em sua cama –  Mas já vi algumas filhas serem ignoradas por suas mães a ponto de preferirem a morte a elas. - Ainda mantinha o tom macio em minha voz, mas falava de forma sarcástica. – A sra tem outra filha, certo? Talvez seja o seu caso, sra Barthes... Não se importa com sua outra filha? – Apenas deixei a pergunta no ar enquanto voltada a andar e sai do quarto. Sim, a fala daquela mulher me lembrou de minha mãe. A mesma que amaldiçoou um navio inteiro para se vingar do meu pai, sem se importar comigo.

    Bem, a velhota se mostrou uma grande perda de tempo, mas eu ainda tinha algum tempo antes dos tais lobos aparecerem. Pelo que lembro Jack e Letizia deveriam estar pesquisando na biblioteca. Talvez eu vá encontra-los, mas só depois, bem depois.

    Já que estou aqui mesmo vou dar uma volta por aí, olhar alguns cômodos do casarão, quem sabe eu ache o quarto da tal sequestrada. Além disso quero dar uma olhada no jardim, saber se existe alguma fonte de água que seja útil para o caso de precisarmos da ajuda de Grumpy, e na cozinha.

    Por que?
    Oras, porque depois dessa enrolação toda eu preciso de uma boa caneca de rum e um balde, só para garantir.

    - Precisamos arranjar um balde de água para você. – Digo para Grumpy. – Gosto quando sua pele está hidratada, mas eu prefiro mesmo é garantir sua ajuda caso esses lobos tentem no levar, principalmente se tentarem ME levar – Olho para ele de soslaio. – Quem sabe você tenha a oportunidade de mostrar o quão “kraken” você é, velho falastrão.
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