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    Matt Resnick - O Militar

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    Mensagem por einherji Sex Maio 27, 2022 9:02 am

    08:00 AM - 7 de novembro de 1981

    Tendo passado um tempo fora da cidade, Matt sabia bem como as coisas eram um mundo diferente em Tallulah. Por mais que estivesse do outro lado do mundo, em regiões extremas e com boa parte da população completamente conservadora - Tallulah ainda conseguia surpreender. Naquela específica manhã de Novembro, um dia após o sumiço de Elijah, enquanto caminhava para o café de sua mãe, viu um homem velho de cabelos desgrenhados, roupas sujas e barba rala com uma placa pendurada no pescoço - a placa lia-se "arrependam-se, o fim está próximo". Em suas mãos, uma panela e uma colher de pau. Andava se rumo batendo e chamando a atenção por onde passava. O homem morava nas ruas da cidade já há algum tempo - lembrava dele quanto era garoto e ele já era velho naquela época, mas não tinha essa veia apocalíptica. Ia mais para o lado do bêbado que pede esmolas. Talvez seguir para o lado apocalíptico religioso lhe rendesse mais atenção e mais esmolas.

    Quando chegou no café, viu Brenda. Ela ia para a escola à tarde. Mas desde o sumiço de Elijah, sua mãe decidira que enquanto não estivesse na escola, ficaria ao seu lado o tempo todo. Todas as notícias e o pânico das outras pessoas se espalhou como uma doença na cidade. Todo estavam com medo, especialmente os que tinham filhos. Brenda estava sozinha em uma mesa e desenhava em um papel com uma coleção de giz de cera coloridos.

    O café, nesse horário da manhã, era sempre bem movimentado. Tinha todo o tipo de gente - pessoas se preparando para um dia de trabalho - ou mesmo parte da população mais velha que tinha como ritual parar ali para se encontrar e tomar seu café com uma das tortas de mirtilo que sua mãeo fazia.

    Matt sabia que a policia local não teria muitas pistas, teria bastante trabalho para entender o que estava acontecendo e até mesmo para ter algum tipo de cooperação. O Xerife, Charles Auclair, já era um homem velho e teimoso - tinha seus próprios métodos. Não era má pessoa, mas cresceu nos anos 50 e estávamos em 81. E as coisas tinham mudado bastante desde então. Seu método de investigação era fazer buscas, questionar pessoas e só. As viaturas da policia iam e vinham sem parar na cidade, mas já fazia mais de 24 horas do sumiço e não havia se quer uma pista do que tinha acontecido até então.

    - Matt.

    Era sua mãe, que o recebeu com uma xícara de café quente, dou um sorriso rápido, passou a mão no rosto do filho e seguiu para atender outras mesas.

    Matt, não estava oficialmente com a força policial de Tallulah, mas tinha alguns colegas e acessos, se precisasse - especialmente pessoas que conhecia de sua infância. Além disso, dado o seu histórico patriótico, de ter se alistado no exército, em alguns casos específicos as pessoas se abriam um pouco mais com ele quando precisavam conversar. De resto, como a cidade era bastante pequena - tudo o que ele sabia, era o que já estava divulgado e conversado com as pessoas. Considerando o que se sabia do Xerife, dificilmente haveria documentação.
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    Matt Resnick - O Militar Empty Re: Matt Resnick - O Militar

    Mensagem por scorpion Sab Maio 28, 2022 3:10 pm

    Matt acordou cedo naquela manhã. Mais cedo que a maioria das pessoas. Era comum militares acordarem muito cedo por conta dos exercícios e ele havia criado essa disciplina para si. Sentou-se à mesa que havia em seu quarto, colocou a Beretta M9 em cima da mesa (a pistola do exército a partir de 1980) e o kit de limpeza da arma. Desmontou a arma e limpou-a totalmente.... o cão, gatilho, cano, pente.... perdeu mais de meia hora da sua manhã naquele movimento, que era quase ritualístico. Depois, montou a arma e fez cem flexões e algumas barras na barra que ficava pendurada na porta de seu quarto. Quando Matt deixou Tallullah, era magro e alto, até desengonçado.... mas o exército e os Rangers haviam colocado músculos e carne sobre seus ossos. Hoje, Matt tinha um corpo forte e saudável, digno de um combatente americano.
    Tomou um banho, se vestiu, colocou a pistola na cintura nas costas e saiu de casa.

    No caminho, Matt viu o tal mendigo que falava sobre o fim do mundo... aquele homem dava pena. Ele já estava nesta situação há tanto tempo. Matt lembrava quando era moleque e zoavam o pobre velho, mas hoje ele entendia... e sentia pena. Então, aproximou-se e colocou 1 dólar na caneca ou latinha dele. Deu um sorriso sem jeito.

    Matt: Boa sorte, irmão...

    Caminhou 1 quarteirão até a cafeteria da família e entrou, fazendo o sininho da porta ressoar. Encontrou no balcão Brenda, colorindo com seus giz de cera. Chegou por trás dela e deu um abraço fraterno e um beijo no lado da cabeça loira da irmãzinha.

    Matt: Hey, Sininho! - Era como chamava a irmã, pois era loira e pequena, como a Sininho, de Peter Pan - Que desenho lindo! Posso ver?

    Se ela deixasse ele ver, ele tentaria identificar o que era e elogiaria. Se estivesse introvertida, ele respeitaria seu espaço.
    Depois, sua mãe chegava com uma xícara e café e passava a mão em seu rosto. Era bom sentir o toque materno depois de tudo o que aconteceu...

    Matt: Olá, mamãe...

    Ele pegava a xícara e tomava um gole. Pegava algo no balcão para ajudar a mãe e ajudava a distribuir. Entregava os pratos de café da manhã para uma família.

    Matt: Aqui estão.... dois especiais da casa e duas panquecas....

    Caminhava até a mãe que trabalhava e dizia por trás dela, enquanto ela servia os clientes.

    Matt: Mãe, eu vou dar um pulo no escritório do Xerife. Eu pensei a noite toda e bem.... eu acho que posso ajudar nas equipes de busca.

    Olhava por cima do ombro para ver a irmã, tão faladeira, que agora falava pouco.

    Matt: Nem quero imaginar se tivesse sido com um dos garotos.... ou com a Brendinha. Eu sinto que posso ajudar.

    Deu um beijo do lado da bochecha da mãe e se preparava pra sair.

    Matt: obrigado pelo café, Capitã.

    Se a mãe não o impedisse, ele iria até o escritório do Xerife...
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    Mensagem por einherji Ter Jun 07, 2022 7:25 pm

    Não houveram impedimentos e o caminho estava livre para a delegacia. Com toda a correria da manhã, era quase certo de que sua mãe não teria tempo para muita coisa - era o horário em que o café ficava mais cheio, depois um pouco mais de movimento, e depois - no final da tarde. Aí ia minguando, até sobrarem os últimos locais e frequentes de todos os dias. Que ficavam ali mais pela companhia do que pela comida.

    Viu alguns dos patrulheiros e detetives saindo da delegacia quando se aproximava. O Xerifa ainda estava ali, provavelmente, com toda aquela movimentação, ele ficaria na delegacia até que tivesse uma pista mais concreta para seguir, então ficava esperando pelo retorno no rádio.

    - Veja só! Matt Resnick!

    A voz era conhecida. Um velho patrulheiro, ainda mais velho que o Xerife Charles. Matt o conhecia bem, tinha passado na delegacia sob a tutela dele algumas vezes. O velho Otto mantinha a mesma barriga de sempre - o tempo só tinha a feito cair ainda mais. Tinha profundos olhos azuis, olheiras escuras e dentes amarelados devido ao abuso do cigarro.

    - Muito obrigado pelo seu serviço, sr. Resnick!

    Ele bateu continência, debochando do fato de Matt ser agora militar e passou por ele, indo até sua mesa. O Xerife, estava em uma mesa no fundo.

    - Em que posso ajudá-lo?

    Disso Otto, por fim.
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    Mensagem por scorpion Ter Jun 07, 2022 10:46 pm

    Matt chegou na delegacia e a primeira pessoa com quem se depara é ninguém menos do que Otto... um velho policial gordo que já havia levado Matt duas vezes para a casa numa viatura. A primeira foi por estar experimentando cerveja com outros meninos e a segunda... bem, ele nem lembrava da segunda.
    Ele zombar batendo uma continência não me ofende... é até engraçado porque, na verdade, ninguém esperaria que um garoto-problema como Matthew acabasse se tornando um militar.
    Porém.... Matt não deixa de retribuir a brincadeira...

    Matt: Caramba, Otto. Manera aí nessas rosquinhas, hein?

    Me aproximo da mesa e vejo que o xerife está lá atrás. Meneio com a cabeça, meio que mostrando pra ele que meu interesse é bater um papo com o xerife.

    Matt: Eu soube que tão aceitando voluntários pras buscas do garotinho. Ele era o melhor amigo da Brenda, minha maninha... A garota tá só o frangalho, Otto. Não ouvi a voz dela desde que cheguei...

    Me apóio na mesa.

    Matt: Escuta... Eu sei que há 10 anos atrás eu era um puta garoto problemático, mas hoje eu tomei jeito. Quero ajudar no que for. Sou membro dos Rangers da Força Aérea... acho que posso ser útil de alguma forma nisso tudo. E então? Vai rolar eu poder ajudar?
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    Mensagem por einherji Dom Set 25, 2022 5:11 pm

    Otto bateu satisfeito na barriga quando Matt comentou das rosquinhas, os olhos fundos se estreitaram - talvez fazendo força para enxergar, não sabia que ele tinha algum problema de visão, mas do jeito que era, provavelmente a diabete já estava com suas garras prontas para Otto há bastante tempo. O olhar se perdeu quando viu que ele se dirigia ao Xerife, provavelmente não queria atrapalhar, só comentou por algo enquanto saía do local com um copo de plástico repleto de café.

    - Muito tempo cultivando, Matt.

    O Xerife observou com atenção, não era conhecido por sua disposição em assuntos complexos - mas não era má pessoa. Tinha uma visão um pouco deturpada de como aquela investigação deveria ser levada, o que em certos pontos, podia atrapalhar - mas tinha total apoio da população, o que era de se esperar em uma cidade pequena.

    - Me dia uma coisa, Matthew.

    Demorou, mas o nome veio em sua mente - Charles, o Xerife não era tão velho como Otto, mas era um senhor. Devia ter por volta de seus 50 ou 60 anos. Não conseguia lembrar de seu rosto de quando era mais jovem, ou quando teve suas duas passagens pela delegacia anos atrás. Mas ele o conhecia, então de alguma forma, devem ter trocado algumas palavras no passado - ou pelo menos, sabia da fama anterior de Matt.

    - Você acredita em Deus?
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