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    Prelúdio de Um Pesadelo

    Count Zero
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    Prelúdio de Um Pesadelo  Empty Prelúdio de Um Pesadelo

    Mensagem por Count Zero Qui Jun 09, 2022 2:08 pm


    Prelúdio de Um Pesadelo  Rpd-ava-1

    Raccoon City, 26 de Setembro de 1998…

    Sentada na borda do terraço do pequeno edifício da Raccoon Press, Anne encarava em silêncio o pandemônio abaixo. Ela tremia, abraçando os joelhos, enquanto lágrimas escorriam de olhos vermelhos e inchados. Raccoon era uma cidade bonita, pacífica e, ao mesmo tempo, bem desenvolvida; mas agora tinha se transformado no inferno. A cidade fedia a podridão e doença. Cheiro de carne queimada, decomposta e pustulenta impregnava o ar em todas as direções. A maioria das ruas estavam bloqueadas por carros destruídos, construções que colapsaram ou incêndios que pareciam sobrenaturais – chamas do próprio inferno que nunca enfraqueciam. Gritos, gemidos, uivos, tiros, sirenes e outros ruídos estranhos e inumanos mesclavam-se em um caos sonoro, mas nada se comparava ao espetáculo bizarro de antropofagia. “Foi estabelecido que pessoas que morreram recentemente estão retornando à vida, e cometendo atos de assassinato”. Ela lembra de ter rido quando ouviu o homem do noticiário dizer isso na televisão a poucos dias atrás, indignada com os absurdos que os jornalistas estavam dispostos a dizer em troca de audiência. Agora tudo o que ela queria era poder voltar atrás e deixar a cidade a tempo.

    O cansaço era esmagador, tanto físico quanto emocional – sem contar a fome. Depois de quase quatro horas, estava claro que aquele sinal enorme de “Socorro” feito com tinta branca não iria adiantar nada. Os helicópteros transportavam soldados, policiais e alguns pareciam jogar enormes capsulas pelas ruas – suprimentos, talvez? – mas nenhum deles parecia preocupado em evacuar os civis; ao menos não naquele setor da cidade. Não havia outra maneira. Se ela quisesse escapar daquele pesadelo, ela teria que correr dos monstros, furar algum bloqueio e ir para muito, muito longe.

    Ela ergueu-se vagarosamente, removendo os sapatos de salto – com um deles já quebrado – assim como o avental de garçonete que ainda estava usando. Entre os mortos que caminhavam e devoravam os desafortunados, ela pôde ver, não muito longe do edifício, o corpo de um policial caído com uma escopeta sobre o ombro.

    – Foda-se – falou. – Não vou morrer aqui. Me recuso a morrer aqui.

    Ela sabia que seria perigoso desobstruir a porta que dava para a escadaria, mas ela não podia mais esperar por ajuda – provavelmente morreria de fome antes que alguém a encontrasse. Tinha sido difícil passar por aqueles monstros malditos e chegar até lá intacta, mas ela precisava arriscar.

    – A arma não está longe… e não é possível que não haja mais nenhum veículo que ainda funcione.

    Anne começou a remover todas as vigas que bloqueavam a porta, pegando para si a menor e mais leve – uma arma improvisada contra os zumbis até que pudesse colocar as mãos na escopeta. Sua sorte pareceu melhorar. Os mortos que a perseguiam foram atraídos por algo ou alguém, já que não se encontravam mais lá. Ela desceu a escadaria devagar para não fazer barulho, sentindo o frio do metal nos pés descalços, a tensão aumentando e os batimentos cardíacos tornando-se novamente irregulares. Foi quando notou que os zumbis ainda estavam lá embaixo, mas estavam caídos, imóveis… A cabeça de cada um deles estava aberta. Um falatório abafado vinha da sala ao lado, mas ela não conseguia entender o que estava sendo dito. Mesmo com sobreviventes ali, algo em Anne disse a ela para tomar cuidado, para não correr desesperada em direção a eles. Descendo furtivamente, ela escorou-se na parede, espiando pelo canto do olho. Eram soldados com roupas negras e máscara de gás – soldados que ostentavam a insígnia da Umbrella em seus uniformes.

    – Estamos a quinhentos metros do objetivo – falava uma mulher para os outros dois, enquanto apontava para uma pedaço de papel que parecia ser um mapa. – Devemos nos certificar de exterminar todas as testemunhas, e então plantar os explosivos nestes pontos…

    A frase “Exterminar todas as testemunhas” fez o coração de Anne acelerar ainda mais. Ela foi sábia em não se revelar. Ela queria fugir de lá o quanto antes, mas eles estavam entre ela e a saída.

    – Tudo bem, mas e quanto aquele maldito? Conseguimos despistá-lo? – perguntou outro dos soldados.

    – Acredito que sim. Aqueles mercenários apareceram na hora certa. Foi a distração que precisávamos.

    – Espero que tenha sido o suficiente. Estou com pouca munição e ainda falta muito para alcançarmos o próximo ponto de reabastecimento.

    Anne recuou. Não havia como passar por ali sem ser vista. Ela deveria procurar uma saída nos fundos ou uma janela que fosse baixa o bastante para ela saltar. Ela não podia de forma alguma alertar aquelas pessoas da sua presença, mas isso falhou totalmente quando um dos vagantes, ainda levemente ativo, agarrou o tornozelo dela, gemendo debilmente. Ela gritou de forma alta e estridente, golpeando várias e várias vezes a cabeça dele, com toda a força que podia, até que se tornou uma pasta irreconhecível. O monstro morto-vivo não teve tempo de fazer nada contra ela, mas ela não estava mais oculta ali.

    – Ela nos ouviu. Acabem com ela! – a mulher do grupo disse.

    Anne virou-se e viu armas apontadas para ela. Ela congelou, prendeu a respiração e sentiu as pernas perderem a força, e naquele instante entre a vida e a morte a porta da frente explodiu junto com o portal e parte da parede. Um homem careca, com um grande sobretudo verde escuro avançou pela sala a passos pesados. Pelo o que Anne pôde ver, ele tinha três metros – ou quase isso. Seus passos faziam o chão tremer e seus olhos eram sinistros.

    “Não é humano…”

    Os soldados gritaram em pânico, concentrando o fogo na criatura que não parecia se abalar com nada e continuava avançando. O corpo de Anne começou a formigar, a vista a escurecer e sua audição a ficar abafada; os sons dos tiros e gritos pareciam agora muito distantes, e a última coisa que ela viu claramente antes de perder a consciência e ir ao chão foi a criatura arremessando a mulher contra a parede com uma investida.
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    Mensagem por Count Zero Dom Jun 19, 2022 5:30 pm


    Myah Vance



    A cabeça doía muito. O corpo formigava. Fraqueza… Demorou um pouco até sentir força nos braços e nas pernas e conseguir se levantar do chão. A visão aos poucos voltava ao normal. Um borrão foi dando lugar a uma visão bem definida de um cômodo. Seu quarto no campus. A cama arrumada, a pequena estante de livros próxima da porta e uma escrivaninha cheia de cadernos, com o computador ao lado, ligado e “travado” com a proteção de tela, esperando uma senha para ser desbloqueado. A cabeça deu uma pontada tão forte que ela teve de se segurar na mesa.

    “Que diabos?”

    Ela não conseguia lembrar. Não com clareza, pelo menos. Lembrava-se dos zumbis, do ataque, dos militares e do caos que surgiu na cidade. Ela também lembrava que tinha decidido se abrigar na universidade e tentar contatar ajuda, ou pelo menos ficar “na moita” até as coisas melhorarem, mas por que tinha desmaiado? Por que a cabeça doía tanto? Será que alguém a acertou? Será que…

    Um grito agudo e feminino, carregado de desespero a tirou de sua divagação. Ela deu um pulo, colocou-se em prontidão, e isso fez a cabeça doer ainda mais. Conseguia ouvir sons distantes, uma mistura desagradável de gritos, sirenes e tiros. A reverberação da mais pura anarquia. Contudo, apesar do grito, notou que todos os demais barulhos estavam muito distantes. O campus estava silencioso – desagradavelmente silencioso. Ela olhou para a porta vermelha do quarto. Estaria destrancada? Ela não lembrava. Myah começou a ficar aflita. O acidente teria chegado até a universidade?
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    Mensagem por Pikapool Qui Jun 23, 2022 8:59 pm



       
       


           

           
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    Conforme fui recobrando a consciência, só conseguia sentir minha cabeça  que parecia que ia explodir. Mesmo apta, mantive-me deitada onde estava até que tudo estivesse nítido aos meus olhos. Foi quando vi que ainda estava em meu quarto.

    - Pelos céus, o que está havendo aqui? - Murmurei levando a mão a cabeça.

    Olho a minha volta procurando sinal de vida. Não sabia ao certo o que havia acontecido, só sabia que se alguém havia me golpeado não era um zumbi. Caso contrario, não estaria acordando de novo. Levantei cambaleante tentando fazer o mínimo possível de barulho. Precisava encontrar algo para me proteger caso um maluco estivesse por perto. Mas, antes que pudesse localizar algo para improvisar de arma um grito chamou minha atenção.

    Aquela maldita dor de cabeça parecia uma daquelas ressacas das bravas. Sem tempo a perder eu precisava me esconder até que as autoridades viessem resgatar os sobreviventes. Pé por pé, segui até a porta do quarto para checar se ela estava trancada. Não podia correr o risco de uma visita indesejada.

    Após checar a porta, iria fazer um inventario dos meus suprimentos. Esperava ter o bastante para alguns dias até que o resgate viesse. Tremia só de pensar em ter que sair atrás de comida. Certamente eu seria um guelengue em meio aos leões.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Sex Jun 24, 2022 7:47 pm

    Myah Vance

    Assim que Myah girou a maçaneta de latão, a porta cor de vinho abriu sem fazer nenhum ruído até a metade; até encontrar alguma resistência. Algo estava caído do outro lado. O corredor estava um completo breu. Estava escuro demais para ver o que estava emperrando a porta, mas Myah sentiu um cheiro horrível – algo que lembrava pústula de garganta infeccionada. Seria um corpo? Não parecia nada muito pesado a ponto de ela não conseguir empurrar, mas por um momento ela recuou – tanto por nojo quanto por medo. Ela sabia que simplesmente não poderia sair correndo pelo campus sem tomar nenhuma precaução e, independente da situação lá fora, ela também não poderia simplesmente ficar trancada no quarto esperando um milagre.

    "Checar suprimentos..."

    Ela foi até sua mochila, que estava pendurada na cadeira de sua escrivaninha. Encontrou um sanduíche embalado em plástico, uma garrafa de água pela metade e alguns doces, o que estava longe de ser o suficiente em caso de ela precisar se esconder por dias. Dentro da mochila também estava o seu Nokia 6150.

    Prelúdio de Um Pesadelo  800px-Nokia6150

    Assim que pegou o aparelho em mãos, ele começou a tocar – um toque fofinho, mas nada discreto, ainda mais para aquela hora e naquele lugar. A pequena tela mostrava a palavra “Desconhecido” ao invés de mostrar um nome salvo na agenda ou um número fora dela. Ao mesmo tempo que o celular tocava, um barulho alto e próximo – claramente de uma vidraça se espatifando – pôde ser ouvido. Enquanto suas mãos tremiam com o dispositivo barulhento, ela encarava a porta semiaberta.


    Off: Fica a seu critério atender ou não a ligação.
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    Mensagem por Pikapool Seg Jun 27, 2022 12:13 am



       
       


           

           
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    Assim que a porta bateu em algo e aquele cheiro nauseante atingiu minhas narinas, na mesma hora recuei fazendo uma careta de nojo. Levei as mãos ao rosto demorando alguns instantes para me recuperar.



    Em meio a todo aquele silencio perturbador, fui descuidada e acabei por deixar a porta aberta enquanto verificava meus pertences. E como não a nada tão ruim que não possa piorar...



    O toque do celular certamente tinha chamado a atenção de alguém ou alguma coisa. O atendi para fazer com que o toque parasse e logo em seguida corri para trancar a porta. Talvez já fosse tarde, mas pelo menos isso me daria algum tempo para fugir pela janela, algo deveras perigoso, ou trancar-me no banheiro para rezar por um milagre.



    Assim que a porta estivesse fechada.



    - Aqui é a Myah! Quem está falando? - Sussurro para descobrir quem estaria do outro lado da linha.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Seg Jun 27, 2022 9:35 pm


    Myah Vance


    – Saudações, senhorita Vance – a voz era masculina, grave, calma e muito limpa. Quase como a voz de um locutor de rádio. – Infelizmente a senhorita não verificou seu e-mail. Estava contando com isso… Bem, isso não importa agora. Estamos ficando sem tempo. Essa linha não é segura, então serei breve e peço que preste muita, muita atenção.

    Nesse momento alguém – nitidamente uma mulher – grita “Socorro!” tão forte que ecoa por todos os corredores; mas seu grito não foi mais alto do que o som de disparo que veio em seguida – arma pesada; provavelmente uma escopeta – antes de tudo voltar a mergulhar em um silêncio sepulcral.

    – Raccoon City está condenada. Os militares não darão conta de salvar a cidade. Na verdade, recebi informações muito confiáveis de que a Umbrella pretende obliterar toda a cidade. Entende o que eu digo, certo? Eles pretendem encobrir toda a merda riscando a cidade do mapa.

    Nesse momento o coração de Myah começa a acelerar. Suas pernas tremem. Alguma coisa diz a ela que o homem do outro lado da linha não estava brincando.

    – Eu posso providenciar resgate, mas preciso que faça algo por mim. Há uma instalação secreta na cidade onde muitos experimentos em estado “alfa” estão sendo mantidos. Preciso que invada esse lugar e faça backup de todos os dados de pesquisa antes que seja destruído. Não se preocupe. Não é tão difícil quanto parece. A primeira etapa é ir até o seu local de trabalho e recuperar as credenciais de sua colega, a senhorita Williams. Ela faz parte do time de pesquisa.

    “Megan… Megan está envolvida nisso de alguma forma”.

    – E falando nela… – rajadas… agora mais próximas – parece que ela decidiu usar você como distração ou mesmo isca. Não sei o que ela anda aprontando, tampouco o que ela andou espalhando para o alto escalão, mas um time da USS foi despachado para capturar você; devem estar perto agora, ou talvez já até tenham chegado no campus.

    “Os tiros…”

    Pavor. Tensão. O que o time de segurança poderia querer com ela? O que a maldita da Megan fez agora?

    – Ouça, senhorita Vance: você não deve, em hipótese alguma, se aliar a USS, tampouco aos mercenários. Se a USS está indo buscá-la, pode ter certeza que não estão fazendo isso porque estão preocupados com sua segurança, e os mercenários não são o que dizem ser; eles não são confiáveis.

    Um barulho alto, algo afiado raspando em vidro, fez Myah virar-se subitamente para a janela do quarto, e por pouco ela não gritou. Não conseguia ver nada do lado de fora – mas isso não queria dizer que não havia nada ali.

    – Eu prefiro ligar o menos possível. Celulares são barulhentos, e você não vai querer chamar a atenção de alguém, seja vivo ou morto. Eu estou monitorando minha caixa de entrada. Estou usando um e-mail criptografado. Assim que chegar no seu local de trabalho use um terminal para me contatar.

    Passos rápidos do lado de fora. Alguém acaba de passar correndo pelo corredor.

    – Se não tiver noticiais suas em três horas, eu voltarei a ligar. Vá agora e cuidado com todos. Lembre-se: não há muito tempo, e eu sou a sua melhor chance de viver.

    E por fim ele – quem quer que seja – desliga. Muita coisa para processar, e muito pouco tempo. Uma coisa é certa: de alguma forma Megan fodeu com ela.
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    Mensagem por Pikapool Sab Jul 02, 2022 2:35 pm



       
       


           

           
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    O homem do outro lado da linha não parecia preocupado em se identificar, mas mesmo assim mantive em silencio e atenta a suas palavras. Não parecia sensato, mas talvez fosse a única forma de sair dali. Pelo menos até sentir meu coração gelar com o grito e o estrondo. Sentei-me de costas contra a porta torcendo para que não chamasse a atenção de nada ou ninguém. Contudo, o homem do outro lado da linha não pareceu importar-se com toda aquela barulheira.



    - Mas e os sobrevivente? Eles não podem nos abandonar aqui. - Sussurrei nervosa.



    Tudo indicava que ficaria muito pior antes que começasse a melhorar.



    - O que aquela vaca falou de mim? - Disse em tom mais alto e zangado.



    Levei a mão a boca ao ouvir algo raspar no vidro. Senti que prendi a respiração mais tempo que deveria, pois quando fui responder ao homem sentia-me ofegante.



    - Eu faço. Faço qualquer coisa. Só me tira desse inferno! - Sussurrei aflita. Ainda mais com os passos que haviam passado pelo corredor.



    Assim que o homem desligou, guardei o celular na mochila e a pus nas costas enquanto procurava por um par de tênis. Assim que os calcasse, eu iria dar uma olhada pela janela para averiguar a situação lá fora e então tomar coragem para deixar o quarto seguindo pelo corredor escuro.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Dom Jul 03, 2022 9:18 am


    Myah Vance


    Silêncio. Não havia nada de anormal lá fora. Tudo era como o cenário de uma cidade fantasma…

    Myah olhava em silêncio através da janela, aflita. Ela tomava coragem para deixar o quarto enquanto processava tudo o que lhe fora dito; enquanto planejava os próximos passos. O vento e o farfalhar das árvores eram as únicas coisas que ouvia. A grama alta balançava quase que ritmicamente sob as luzes de fora que ainda funcionavam muito bem, apesar de toda a confusão.

    Uma movimentação peculiar chama a atenção da visão periférica de Myah. Alguém cruzando a grama alta. Um zumbi? Não. Se movia rápido demais. Boa coordenação motora. Era uma garota. Uma estudante como ela. Estava longe demais para ver os detalhes, para ver se era uma conhecida, mas a jaqueta azul do time local – grande demais para ela, muito provavelmente surrupiada do namorado –  com o número 88 em branco nas costas era facilmente distinguível. Myah conseguia ver também que era loura, magra e mais ou menos de sua altura. Ela corria de algo, fugia de alguém, mas ao mesmo tempo tentava não chamar a atenção. Tudo ocorreu bem até a metade do campo, quando três cachorros surgiram de repente, avançando rapidamente pelo gramado alto, que ajudou a camuflá-los. Eles saltaram sobre ela, derrubando-a.


    O grito foi alto, doentio. Eles começaram a despedaçá-la a dentadas, como se sua carne fosse feita de papel. Não eram cachorros comuns. Eram criaturas horríveis. Eram coisas podres, deformadas e mortas, que de alguma forma conservaram sua agilidade e força e cresceram em ferocidade. A cena toda era nauseante.

    Prelúdio de Um Pesadelo  Afb1435181a90967c9730e057d9e6562

    Myah sentiu o estômago embrulhar. Mesmo estando longe o bastante para não conseguir ver com detalhes, ela sabia exatamente o que estava acontecendo. Ela se preparava para deixar o quarto quando ouviu uma saraivada de tiros. O “lanche” da matilha fora interrompido. Dezenas de balas passaram através deles, jogando nacos de carne podre e sangue semicoagulado por todos os lados. Olhos estourando, dentes voando, crânios abrindo. Em um instante os monstros estavam mortos, e o silencio retornou. Foi quando Myah viu um grupo de pessoas com uniforme preto avançando calmamente pelo gramado. Elas portavam armas e havia uma insígnia grande o bastante da Umbrella nas costas de cada um que era impossível de confundir – mesmo aquela distância.

    Prelúdio de Um Pesadelo  22339155655_37724ecd6d_b

    “Não confie em ninguém.”

    Eles estavam ali. Quatro deles, conversando entre si. A adrenalina atingiu seu pico. Myah tremia. Ela empurrou a porta, afastando um corpo decomposto que estava do outro lado – que ela percebeu ter um buraco de bala bem no meio da testa, apesar da escuridão. Ela se virou para a esquerda, onde sabia que haviam saídas de emergência, escadas para os outros andares e salas auxiliares, onde poderia se esconder caso alguma coisa inesperada acontecesse.

    O  corredor era mal iluminado. Cada passo soava alto demais, mas ao menos não havia sinal de mais criaturas. Havia muito sangue seco no chão e nas paredes, e nada além de extintores para se improvisar uma arma. Quando chegou no fim do corredor, se deu em uma bifurcação. À esquerda estavam as escadarias que davam para o segundo andar e o subsolo, e à direita estava o caminho para a cantina, o teatro e a biblioteca – grande e boa para esconder-se, mas nada mais além disso. Diante dela estava o quarto do zelador – senhor Morisson, sujeito esquisito – e Myah sabia que o quarto de Derick não estava longe. Derick não tinha exatamente uma boa fama no campus, e muitos boatos diziam que haviam armas em seu quarto.

    OFF: Se você for tomar as escadas, seja para subir ou descer, por favor teste furtividade e some 2 ao seu resultado (3d6+2).
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    Mensagem por Pikapool Seg Jul 04, 2022 9:29 pm



       
       


           

           
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    Tudo parecia tranquilo lá fora. Pelo menos até uma garota loira dar as caras e trazer consigo uma matilha de cães... zumbis?! O que diabos estava acontecendo? O vírus estava se espalhando para os animais também. Olhei para o alto procurando pelo que poderia ter batido na janela. Não duvida se o toque do celular tivesse alertado uma horda de pombos carniceiros...



    Cobri a boca com a mão aterrorizada ao vê-los dilacerarem a pobre moço. Não pude fazer nada se não fechar meus olhos marejados diante tal monstruosidade. Sentia minhas pernas fraquejarem enquanto me perguntava se eu conseguiria passar por esses cães do inferno. Foi nesse momento que diversos estampidos chamaram minha atenção.



    Os quatro homens que dizimaram os cães deveriam pertencer a USS. Não havia tempo para pensar. Logo eles estariam aqui. Saindo do quarto vi o que causava tal mal cheiro no corredor. Só não conseguia imaginar quando aquilo havia ocorrido sem nem ao menos eu ouvir nada. Havia algo muito estranho que não se encaixava, mas não havia tempo para conjecturas.



    Segui pelo corredor escuro. Contudo, eu não teria muita chance de sobreviver lá fora. Seja devido aos zumbis ou àqueles homens armados. Então antes de deixar o prédio, caminhei apressadamente em direção ao quarto de Derick enquanto rezava para que os rumores fossem verdadeiros e que ao menos eu encontrasse uma para poder me defender até que chegasse ao trabalho.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Sab Jul 09, 2022 9:10 pm


    Myah Vance


    Myah avançava ponta dos pés, atenta a tudo. Sua cautela trabalhava no máximo que a penumbra do corredor permitia. Ela não precisou andar muito para encontrar o quarto que desejava – o quarto de Derick.

    A porta estava aberta – sorte? Talvez sim, talvez não. Instintivamente ela deslizou os dedos pela parede até sentir o interruptor e… bam! Uma luz branca e sóbria se espalha instantaneamente por todo o aposento. A primeira coisa que percebe – já que é impossível não perceber – é o próprio Derick. Cabelo comprido e castanho, jeans rasgado, all star e camiseta preta. Ele mesmo, com a diferença de que está pálido – mais do que de costume. Ele não estava se gabando nem falando merda agora. Estava quieto. Quieto como um morto – literalmente – caído no meio do quarto. Não havia nenhum ferimento aparente em seu corpo e, fora a palidez mórbida, não havia nada de perturbador. Parecia mais um boneco do que uma pessoa, mas Myah sabia que aquilo não era boa coisa.

    Sem perder tempo, Myah começou a vasculhar o quarto. Ela olhou embaixo da cama, nas gavetas da escrivaninha, embaixo do travesseiro e no guarda-roupas. Em uma das gavetas há um caderno de capa sofisticada e bonita – muito provavelmente o diário dele. Dentro do guarda-roupas ela encontrou uma jaqueta de couro cara, uma lanterna e três baterias. Não havia nada embaixo do travesseiro, mas Myah encontrou uma bolsa preta embaixo da cama. Após remover uma camada espessa de revistas pornográficas e brinquedos sexuais bizarros ela encontra exatamente o que procurava: uma arma. Uma glock modelo 34, novinha. Além da arma, haviam 3 municiadores extras cheios e quatro caixas de munição, cada uma com  30 balas.

    Prelúdio de Um Pesadelo  Pistola-glock-g34-mos-gen5-cal9mm-17tiros_1_1200

    Finalmente algo bom. Myah se preparava para sair do quarto quando ela ouve uma pancada. Ela ficou tão deslumbrada em encontrar a arma que esqueceu de olhar o outro armário perto da cama. Alguém ou alguma coisa está lá dentro. Valeria a pena verificar?

    Off:

    1 – Desculpe a demora na postagem. Semana punk no trabalho…

    2 – Para adiantar o processo, fiz as rolagens para você.

    3 – Você também percebe que o computador de Derick está ligado e desbloqueado.

    4 – Estatísticas da pistola encontrada:

    NT: 9
    Arma: Glock Modelo 34 (9x19mm Parabellum)
    Dano: 2d6+2 pa
    Precisão: 2
    Alcance: 15/1900
    Peso: 1/0,35
    CdT: 1
    Tiros: 17+1(3)
    ST: 9
    Mag: -2
    RCO: 2
    CL: 3

    Se eu esqueci alguma coisa, pode me alertar.
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    Mensagem por Pikapool Seg Jul 11, 2022 6:29 pm



       
       


           

           
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    A porta aberta do quarto de Derick não era um bom sinal. Mas não havia outro modo se não prosseguir. Me questionei se ao acender luz do quarto não havia alertado os homens do lado de fora do dormitório.



    Dei uma rápida olhada para Derick e não consegui identificar nenhum ferimento para causa de sua morte. O que causou um arrepio gélido em minha espinha. Derick parecia o tido de morto que se levanta para atacar moças desprevenidas como eu.



    Segui vasculhando cada canto do quarto. O primeiro item com o qual me deparei foi um caderno pomposo. Não havia tempo para ler, mas o guardei em minha mochila. Talvez pudesse conter algo útil ali ou seria uma forma de matar o tempo caso surgisse tal oportunidade. Meu segundo grande achado foi uma jaqueta de couro. Considerei que talvez ela pudesse me protegem de alguma forma. Embora eu parecesse estar vestindo mais um vestido do que uma jaqueta. Além de encontrar uma lanterna e algumas baterias. E depois de muita bizarrice, eu finalmente encontrei o que vim procurar. Não só a arma como uma quantidade absurda de munição. Espantei-me ao imaginar que com toda essa munição, Derick poderia estar planejando algum atentado contra a Universidade.



    Encarei o corpo de Derick imaginando que deveria botar uma botar uma bala ou duas na sua cabeça para certificar-me que não levantaria. Mas isso certamente alertaria os homens que deveriam pertencer a USS.



    Com a Glock em mãos, estava pronta para deixar o quarto quando percebi o computador de Derick está ligado. Não custava nada dar uma olhada. Contudo, nesse mesmo momento uma batida chamou minha atenção. Apontei para porta antes de me pronunciar.



    - Olá? Consegue me ouvir? - Disse apreensiva.



    Se obtivesse algum tipo de resposta a nível humano, eu seguiria até o armário. Visto que até os animais estava se tornando monstros. Caso contrário, apenas iria dar uma olhada no PC do Derick.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Dom Jul 17, 2022 4:48 pm


    Myah Vance


    Uma busca rápida no disco rígido encontrou imagens e vídeos de Derick com amigos em festas e shows, além dele usando drogas, saindo com ficantes, posando com armas e, principalmente, fazendo atos íntimos com garotas. Tirando a parte das armas, não era uma rotina muito diferente de um adolescente casual. O histórico do navegador dele era basicamente uma coleção de links de lojas de armas e sites pornográficos, mas o cliente de e-mail dele revelava coisas diferentes. A conta conectada ali era born_to_raise_hell@yahoo.com, e entre os e-mails mais recentes, Myah notou que ele conversava muito com alguém que se intitulava “drake45”. O último e-mail dizia o seguinte:

    “Gostando da nova cadela? Espero que sim. De qualquer forma, saiba que eu consegui a nova guitarra que você tanto quer. Simplesmente destruidora. Está no mesmo lugar da outra, dentro da lixeira. Já molhei a mão do velho Pete e ele já está ciente, logo ele não vai te encher o saco nem deixar ninguém atrapalhar. Manda a cadela com o dinheiro e ela traz a guitarra como da última vez. Se pintar algum contratempo, eu te aviso”.

    – Olá? Consegue me ouvir? – Disse Myah apreensiva, após ouvir um ruído alto no outro guarda-roupas. Ela se aproximou com cautela até a porta, mas esta começou a abrir lentamente. Uma garota seminua, vestindo apenas uma calça jeans saiu devagar, com as mãos para cima.

    – Por… por favor… Não atire. Eu não sou… uma dessas coisas.

    Tinha um cabelo liso e preto, cortado em chanel. Ela tinha olhos verdes, inchados e ensopados de lágrimas. Descalça e com os peitos de fora, era notória a intensidade de sua palidez – mas era uma palidez normal, e não uma palidez de morto vivo. Algo dizia a Myah que essa garota era a tal “cadela”.

    Prelúdio de Um Pesadelo  A8a0d813f4c65b732833fe589d3a383d

    – Você… você é uma das amigas do Derick? – ela perguntou, ainda chorosa e ainda com os as mãos para cima. Ela se aproximou do corpo dele, ameaçando a cair em um pranto ainda maior, virando-se bruscamente de costas para ele, para evitar o olhar, concentrando-se em Myah, ora olhando para seus olhos, ora olhando para a arma em suas mãos. Ela olhou Myah um pouco apreensiva também; talvez estivesse pensando que Myah era a namorada de Derick – uma namorada ciumenta, armada e pensando o óbvio.

    – Olha, eu só venho aqui fazer as entregas e…

    Nesse instante ela grita, faz um giro em cento e oitenta graus e recua bruscamente, caindo sentado. Ela havia sentido uma mão agarrar rispidamente seu tornozelo – a mão de Derick. Myah contempla a coisa morta começando a se erguer lentamente e a gemer de um jeito bizarro – um som de garganta morta vocalizando algum som do inferno. A garota estava ao seu lado, tremendo em terror absoluto; totalmente paralisada.

    – Derick… não… – ela murmura de forma trêmula.

    A coisa é lenta, mas logo ela virá para cima delas. Como Myah irá lidar com isso?
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    Mensagem por Pikapool Qui Jul 21, 2022 2:46 pm



       
       


           

           
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    O computador de Derick não continua muito de anormal. Digo, considerando que era o PC do Derick. Fiquei intrigada tentando imaginar que seria esse tal drake45. Seria algum dos professores ou talvez o próprio reitor? E esse tal Pete? Será que esse era o nome do Sr. Morisson?



    Eram perguntas para as quais não haviam tempo de se procurar por uma resposta. Maldito armário e monstros que nele habitam.



    Senti-me aliviada ao ouvir uma voz feminina e logo vê-la saindo do armário. Apesar de encará-la com certa estranheza. O que diabos ela fazia seminua no armário?



    - Estou mais para uma conhecida. - Dei uma boa olhada nela. Mas, não via nada de suspeito. - Relaxa. Não vou atirar em você. - Disse abaixando a arma.



    Foram longos segundos nos encarando até que ela retomar a palavra e com um grito me fazer tremer de susto. Ao ver Derick retornando dos mortos só me vinha um coisa em mente: Eu sabia que isso ia acontecer, eu sabia, eu sabia, eu sabia...



    Tinha que aproveitar enquanto ele ainda estava se levantando para ter alguma vantagem. Corri até ele com a arma em punho e a apontei próxima a cabeça de Derick enquanto gritava para moça.



    - LEVANTA!! OU VAI ACABAR COMO ELE!! - Disparo a arma logo em seguida.



    Esperava ser o suficiente para terminar com aquilo. Contudo, sabia que isso ia chamar a atenção dos homens do lado de fora e também das criaturas nas proximidades. Oh céus, maldita hora que decidi vir para Raccoon City.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Seg Jul 25, 2022 3:40 am


    Myah Vance


    Derick erguia-se lentamente, com olhos arregalados e sem cor. Um liquido amarelado começou a escorrer de seu nariz e pingar no carpete do quarto. Mesmo para alguém acostumado a ver cadáveres todos os dias, seria impossível olhar para aquilo e não sentir asco.

    Myah grita, na intenção de fazer aquela garota voltar a si, e em seguida dispara a pistola, mirando na cabeça de Derick – ou melhor, no zumbi que fora Derick. Gatilho puxado, cão em ação, pancada na espoleta, propelente em ignição… Um clarão, um estouro. A arma soou mais alta do que o esperado naquele ambiente. Os ouvidos começaram a doer. O estojo foi cuspido da câmara e Derick caiu com o impacto. Myah não conseguiu acertar exatamente a cabeça do zumbi, mas acertou sua garganta. Como ele estava ainda se erguendo, o impacto do projétil nove milímetros foi o suficiente para fazê-lo perder o equilíbrio, dando a elas algum tempo.

    – Deus! Não!

    A cena é demais para a “amiguinha” de Derick. A garota voltou a se mexer, mas não como Myah esperava. Ela foi tomada pelo pânico absoluto, e passou a correr e gritar loucamente pelos corredores, virando na direção da biblioteca. Seminua e desvairada, aquela garota sai correndo aos berros por corredores escuros em uma universidade cheia de monstros assassinos.

    O zumbi agora gorgolejava graças ao ferimento em sua garganta. O som de seus gemidos fica entrecortado, como se estivesse embaixo d’água. A cena repugnante de um morto-vivo erguendo-se consegue ficar ainda mais nojenta. Myah está de costas para a porta aberta do quarto, e Derick começa a se erguer mais uma vez – lentamente de novo. Não há mais nada de útil a se fazer no quarto. Myah irá terminar o serviço? Ou simplesmente ir embora e aproveita a lentidão da coisa? E quanto a garota? Myah irá atrás dela ou cada um que cuide de si? A garota não é a única coisa com que ela deve se preocupar, é claro. O tiro e toda aquela gritaria com certeza deve ter atraído a atenção dos mortos – e também de alguns vivos indesejáveis.
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    Mensagem por Pikapool Seg Ago 01, 2022 5:57 pm



       
       


           

           
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    "Droga, droga, droga" era a única palavra que ecoava repetidamente em minha mente aturdida devido ao estampido da arma. Como diabos eu havia conseguido errar um tiro praticamente colada ao meu alvo. E para ajudar a peladona maluca desatinava a correr pelos corredores sem rumo.



    Rapidamente olhei a volta a procura de uma camisa, toalha, lençol, qualquer coisa. E peguei o primeiro pano disponível que encontrei e corri atrás da garota.



    Considerei que ela poderia ser uma boa distração para os homens lá fora. Contudo, não podia confiar que aqueles homens apenas a capturassem. Ainda mais seminua. Era algo interessante a se pensar. Já que Raccoon City era uma terra sem lei, não era difícil acreditar que os piores monstros poderiam ser justamente aqueles que ainda possuíam consciência.



    Sem mais segui em direção à biblioteca.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Ter Ago 09, 2022 10:50 pm

    Myah Vance


    Myah seguia carregando o lençol da cama, deixando o zumbi gorgolejante para trás, preocupada com a garota idiota que surtou e simplesmente correu de forma desvairada pelos corredores em direção à biblioteca. Era compreensível que uma situação daquelas faça os nervos e a sanidade de qualquer um fraquejar, mas que diabos ela estava pensando?!

    Ela notou que a menina subitamente parou de gritar. Mais uma vez, tudo estava muito silencioso. A porta dupla da biblioteca estava semiaberta, e uma luz branca e fraca – muito provavelmente luz de lanterna – podia ser vista pelo vão. O sensor interno de perigo de Myah mais uma vez emite um alerta crítica, o que a faz diminuir o passo e encostar na parede. Ela cuidadosamente espia pelo vão da porta e a primeira coisa que vê é a garota caída.

    Prelúdio de Um Pesadelo  Umbrel10

    – Merda… Não é ela – uma voz masculina grave de um sujeito com roupa militar, capacete e máscara, que surge no campo de visão de Myah. O símbolo da Umbrella exposto nas costas e nas mangas.– Acabei de desperdiçar um dardo.

    – Claro que não é ela, idiota – agora uma voz feminina. Uma mulher com boina e máscara de gás falava no canto da sala. – Elas não se parecem em nada.

    – E como eu ia perceber isso? Essa puta aparece de repente gritando, pelada e no escuro… Nem sei como não meti uma bala nela achando que era um desses mortos filhos da puta.

    – Isso não importa agora – falava um terceiro, muito semelhante em vestimentas ao primeiro. – O que faremos com ela?

    – Veja que linda nuca ela tem… Eu estou tentado a meter uma bala na cabecinha dela, só para ver os miolos se espalhando…

    Pelo jeito Myah tinha razão. A coisa menos monstruosa em Raccoon City eram os mortos-vivos.

    – Para que gastar munição? Deixe ela aí. Cedo ou tarde algum zumbi a pegará.

    – Ela pode conhecer nosso alvo – a mulher interrompe a conversa dos dois. – Até termos certeza disso, manteremos ela viva. Se ela não for útil, então façam o que quiserem.

    Isso era um problema dos grandes. A garota tinha visto Myah. Por agora ela dormia, mas e quando acordasse? Esses soldados sabiam sobre Myah – já insinuaram isso ao mencionar a aparência física – e ela poderia ser um guia até ela, de uma forma ou de outra.

    – Más notícias – diz um quarto soldado, entrando na biblioteca pela entrada oposta.

    – Que foi agora? – a mulher pergunta. Ela parece ser a líder da unidade.

    – Avistei uma horda de MAs-121 se aproximando daqui pelo oeste. Não vão demorar a invadir esse lugar. Se demorarmos demais aqui, teremos muitos problemas.

    – Porra! – o primeiro voltou a falar. – Acabamos de enfrentar esses malditos crimson heads! E agora temos que nos preocupar com alfas? Pensei que as cápsulas foram soltas no centro!

    – E foram, mas esses filhos da puta são rápidos. Mais rápidos do que imaginávamos.

    Myah começou a imaginar o que seriam Crimson Heads e MAs-121. Ela não sabia o que era, mas sabia que era algo muito ruim.

    – Muito bem – voltou a falar a mulher, em seu tom frio. – Pausa de cinco minutos. Verifiquem a munição, os suprimentos médicos e nosso estoque de antivírus. Vamos revisar os mapas e então acordar a bela adormecida aqui. Vamos ver se ela sabe algo além de mostrar as tetas.

    Mesas foram arrastadas, mapas e plantas foram desenrolados sobre elas e toda a luz voltou-se para o centro, onde as mesas e caixas estavam. Todos eles tinham submetralhadoras e pistolas, além de outros equipamentos, suprimentos médicos – principalmente gaze, antissépticos e analgésicos – e pequenos cilindros metálicos com uma substância azul quase fosforescente, que ela deduziu ser antivírus. A munição deles consistia basicamente de 9mm na maioria, e alguns poucos municiadores com .357 sig para uma ou outra pistola diferente.

    – Vamos lá, meu amor. Hora de acordar – disse um dos soldados, colocando a garota sobre outra mesa e dando uns tapinhas no rosto dela. Gemidos lentos indicavam que ela despertava de forma grogue graças ao dardo carregado com seja lá o que fosse que derrubou ela.

    Nessa hora Myah começou a pensar rápido. O outro soldado havia deixado a saída oposta escancarada e, com toda a luz e atenção voltada para a mesa de mapas e para a garota, talvez ela tivesse uma chance de escapar se fosse rápida e silenciosa… Ela sabia que a saída oposta daria a ela uma caminho muito mais curto até a saída do campus, então talvez valesse a pena arriscar. Ela também poderia simplesmente dar meia volta e tomar a escadaria. Os soldados não a veriam, mas ela teria de fazer um contorno maior, e que outras coisas poderiam ter no caminho? Afinal, que diabos eram esses Crimson Heads e MAs-121? Myah olhou para a pistola em sua mão. Disparar em quatro soldados treinados, com mais armas e equipamentos, ainda mais com a lembrança recente do último tiro péssimo na garganta de Derick? Na imaginação dela, onde nada pode dar errado, ela se imaginou matando todos e salvando a garota, mas a realidade era um pouco mais desumana… O tempo estava acabando e ela não sabia exatamente o que fazer.
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    Mensagem por Pikapool Qui Ago 11, 2022 8:48 pm



       
       


           

           
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    O silencio repentino fazia-me pensar o que havia acontecido com a peladona. Deduzia que tal silencio não provinha dos zumbis. Afinal de contas, se algum zumbi a tivesse pego, seus gritos se tornariam ainda mais agoniantes. Fato que me deixou apreensiva.



    Meus sexto sentido não estava enganado. Quando me aproximei da porta, pude ver a peladona inconsciente e os seus agressores.



    Fiquei aliviada ao ouvir que ela havia sido atingida por um dado. Porem, a partir daí tudo só se demonstrou que meus pensamentos estavam certos. Infelizmente, eu não podia fazer mais nada pela moça. Por mais que eu quisesse, sabia que não teria chances contra uma equipe treinada. Eu mal sabia atirar...



    Para piorar os tais MAs-121 estavam a caminho. Não fazia ideia do que eram essas coisas. Mas, se os próprios soldados armados até os dentes estavam preocupados, imagina eu. Não havia tempo a perder. Assim que começaram a arrastar as mesas, eu aproveitei para abrir a porta da biblioteca. Talvez assim eles não notassem caso ela fizesse algum barulho.



    Assim que eles voltassem toda atenção para seus suprimentos eu tentaria seguir sorrateiramente pela porta que eles haviam deixado escancarada.



    Respirei profundamente e segui. Minhas mãos estavam suadas e tremulas, algo que ajudaria ainda mais se a situação me levasse a um confronto direto contra eles. Apesar que se eles me percebessem, tudo que fazia era disparar na corrida ziguezagueando para dificultar ser atingida pelo disparos deles. Já se ainda sim fosse atingida... não haveria muito o que se fazer além de aceitar que seria meu fim.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Dom Ago 14, 2022 11:07 pm

    – Quem são vocês?! – A garota nua começa a gritar e a se espernear assim que o efeito do dardo vai passando. – Quem são vocês, porra?! Onde que eu tô?!

    – Calma, caralho! – responde o soldado, segurando seus braços. – Só queremos conversar! Não somos zumbis, como pode ver!

    A garota simplesmente não dá a mínima. Ela continua se debatendo e gritando. Isso captura a atenção de todos na sala, e é a deixa para Myah escapulir. Aproveitando a escuridão e o espetáculo da garota, Myah avança a passos rápidos e silenciosos até o lado oposto.

    – Socorro!!! Estuprador!!! Socorro!!!

    – Filha da puta de pirralha mimada!

    – Uma garotinha de faculdade é demais para você lidar?
    – provocou a líder. – Quer que eu cuide disso para você?

    O soldado colocou a pistola na boca da garota, dizendo que iria atirar nela se ela não parasse de fazer escândalo, e o resto Myah não pôde ouvir, porque disparou pelo corredor, desceu a escadaria à frente e, quando percebeu, estava do lado de fora do campus. Sentia o vento no rosto, nos cabelos que balançava e então sentiu uma onda de alívio e tensão ao mesmo tempo. Havia evadido o time da USS, mas agora estava indo para a rua, onde a situação com os mortos e demais criaturas era infinitamente pior.

    Ela analisou o terreno e sabia que a saída não estava longe. No entanto, ir a pé até a rua era muito arriscado. Ela poderia contornar e ir até o estacionamento. Certamente haveriam carros ainda em boas condições e com gasolina, mas também não havia como saber que perigos ela poderia encontrar por lá – afinal ela lembrava do cachorro destroçando a jovem. A USS não seria mais problema, por enquanto. Aquela maluca provavelmente estava deixando eles loucos e havia uma boa chance de eles a matarem, continuando a busca dentro da universidade. Mesmo que ela se acalme e coopere com eles, o máximo que ela poderá fazer é levá-los ao quarto de Derick, o que fará com que eles percam tempo de qualquer jeito – e matem ela de qualquer jeito.

    Sair logo do campus e tentar a sorte entre os monstros, ou tentar arrumar um carro e tentar a sorte entre os possíveis monstros no estacionamento? Myah percebia que não havia um cenário que fosse bom naquela situação. O máximo que ela poderia fazer é tentar evitar o pior cenário possível.
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    Mensagem por Pikapool Qua Ago 17, 2022 10:00 pm



       
       


           

           
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    O escândalo da garota foi o suficiente para abafar meus passos e atrair a atenção de todos ali. No entanto, não pude deixar de me sentir mal em deixá-la para trás. Principalmente, quando o soldado ameaçou sua vida. Mesmo com uma arma em punho eu me sentia impotente. Sabia que seria suicídio disparar contra os soldados.



    - Me perdoe... - Murmurei com os olhos lacrimejando enquanto descia as escadas.



    Do lado de fora apenas observei tudo aos arredores e ponderei analisando minhas possibilidades. Infelizmente, nenhuma delas era favorável. Um carro seria uma boa opção, mas isso se ele tivesse uma chave extra no quebra-sol ou no porta-luvas. Caso contrario, de nada o carro serviria.



    Por outro lado, eu não sei se conseguiria fugir de um daqueles cães do inferno. Além do que, disparar a arma contra qualquer zumbi poderia alertar os soldados... Parando para pensar, foi estranhos eles não terem mencionado meu disparo. Claramente não foi a peladona... Eram respostas que eu preferia não descobrir.



    Enquanto questionava-me tive um insight e no mesmo momento procurei um lugar para me esconder. Precisava ser cautelosa. Afinal, era ingenuidade minha achar que os soldados na biblioteca eram os únicos.



    Sem mais perder tempo, esgueirei-me furtivamente até o estacionamento. Apesar das incertezas, um carro poderia me permitir fugir em segurança. Ao menos eu acreditava nisso.


           

       
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    Mensagem por Count Zero Qua Ago 24, 2022 10:06 pm

    O local das vagas estava silencioso, calmo demais. Isso causava certo desconforto, até porque haviam alguns cadáveres espalhados – todos eles dilacerados. Os carros pareciam intactos, o que era um bom sinal, ao menos. Conforme Myah caminhava, buscando ser furtiva e alerta ao mesmo tempo, ela localizou um cadáver caído de bruços, com a insígnia da Umbrella em seu colete, mas ele definitivamente não era da USS. O uniforme era diferente, assim como a insígnia, que tinha algumas peculiaridades.

    Prelúdio de Um Pesadelo  Ubcs10

    “UBCS – Umbrella Biohazard Countermeasure Service”

    Myah reconheceu o símbolo e o uniforme. Eram os mercenários. O rosto dele estava completamente destruído, mas o resto do corpo, apesar do sangue, parecia não ter sido tocado. Na verdade, isso não lembrava exatamente um ataque de zumbi, parecia algo mais… letal – algo com uma mão muito grande e garras ainda maiores.

    Um barulho de estática assustou Myah. Foi quando ela reparou nas mãos do cadáver. Ele segurava um rádio comunicador com a mão esquerda. Na direita havia um enorme revólver Colt Anaconda cromado; um monstro calibre magnum .44 que poderia derrubar qualquer zumbi com um único tiro no lugar certo, mas que certamente cobraria seu preço em recuo.

    Mais um estouro de estática. Aparentemente o rádio estava quebrado. Myah se volta para os carros. Ela encontra um sedã prateado intocado, com o tanque quase cheio. Porta aberta. Aparentemente a sorte dela estava melhorando, agora que tinha deixado o prédio da universidade. Ela começa a buscar, quando novamente o rádio emite um som, mas desta vez ela pode ouvir perfeitamente uma voz masculina, ao invés de simplesmente estática.

    – Silver Fox para War hound, na escuta? Silver Fox para War hound! Responda, maldição!

    Uma pequena pausa, e então o homem volta a falar:

    – Se ainda estiver vivo, venha para o Hall da cidade imediatamente. O ponto de extração não sofreu as alterações. Temos vinte e quatro horas até o helicóptero chegar.

    O rádio não só não estava quebrado, como trouxe a ela uma grande notícia: um outro helicóptero. Uma outra rota de fuga. O hall da cidade estava no caminho do trabalho dela. Ela seguiria o plano, ou talvez se arriscasse com os mercenários? Afinal, eles estavam lá para evacuar os civis, certo?Ao mesmo tempo, as palavras do seu contato misterioso voltam em sua mente: “Não confie em ninguém!”. Mas ele mesmo poderia ser confiável?


    Uma série de barulhos grotescos coloca Myah em estado de alerta. Ela não consegue deduzir com exatidão de que direção esses sons estão vindo,mas ela sabe que não é um mero zumbi que está fazendo eles. Ela encontra uma chave – muito provavelmente uma reserva – dentro do porta-luvas, e sente-se mais do que aliviada quando ela dá a ignição e o carro liga, sem mais problemas. Seu instinto diz para ela pisar no acelerador e sair de lá o quanto antes, mas ela olha o cadáver do mercenário e pergunta se não seria útil um rádio, ou mesmo aquele revólver imenso e pesado.
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