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    Gabriel - Coração de Guerreiro

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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Ter Jun 21, 2022 5:58 pm

    GABRIEL - CORAÇÃO DE GUERREIRO




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    CAPÍTULO 1: A CASA QUE A DOR CONSTRUIU





            Em uma área de periferia no Leste de Austin/Texas, existe uma casa construída em 1930, onde grupos de viciados em heroína trocam suas próprias vidas por pequenos momentos de êxtase.
            Essa seria uma “Crackhouse” comum, se não fosse uma Amarra demoníaca, conhecida como: A Casa que a Dor Construiu. Porém, Amarras não podem ser criadas ou destruídas diretamente por anjos ou demônios, isso viola as regras que impedem a Guerra de varrer toda a vida da face da terra. Por isso, Arcanjos precisam lutar em uma guerra lenta para induzir os mortais a fazerem isso por si mesmos. Porém, um grupo de Gabrielitas residentes do Texas decidiu que esta Amarra em particular estava indo longe demais.
            Em suas formas humanas, o bando Gabrielita invade a casa à noite. Obviamente, a casa não era desprotegida e uma troca de tiros começa. O tiroteio alerta a vizinhança e com o tempo, a polícia é acionada. O conflito toma proporções que os Gabrielitas não esperavam, e inocentes acabam sendo feridos no fogo cruzado. Em desespero, um dos Gabrielitas acaba fazendo uma prece para invocar seu superior, o Arcanjo Gabriel.



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            O poderoso Arcanjo surge em sua armadura pesada e asas flamejantes. Em sua forma angelical, ele era invisível aos mortais, mas mesmo eles podiam sentir uma presença diferente de tudo o que já sentiram na área.
            Criminosos dispostos a morrer por sua facção fugiam como morcegos da luz do sol, policiais corruptos que se achavam acima da lei, repentinamente começavam a repensar suas vidas e o que tinham feito delas, e os poucos tiras honestos presentes sentiam-se encorajados, sabendo de alguma forma que a batalha havia sido ganha. Porém, nem tudo era assim tão fácil, nem mesmo para o poderoso Gabriel.
            O Arcanjo sobrevoava a área, e atravessava as paredes da casa como se elas fossem apenas ilusões, até chegar ao subsolo, onde diversos viciados jaziam à beira da morte, sujos em seu próprio vômito, urina, suor e fezes, aproveitando a última dose de prazer profano que puderam comprar. De pé, além deles, estava Mackie, o Senescal demoníaco da Amarra, utilizando um anjo que conseguiu capturar como refém.
            Gabriel apontava sua arma para Mackie, que sorria, mostrando seus dentes pontiagudos como os de um tubarão, com a certeza de que o Arcanjo não ousaria ataca-lo. O anjo não era um Gabrielita, como os que estavam atacando do lado de fora, mas um Miguelita, um dos anjos mais antigos da cidade, e parecia ser a troca perfeita para que Gabriel o deixasse voltar ao inferno com vida.

            Gabriel avaliava suas opções. O demônio estava em uma Amarra, então poderia teleportar-se para o Inferno no momento que desejasse, mas fazer isso deixaria a Amarra desprotegida. Se ele o fizesse, a Amarra seria perdida e seu Superior, Mephistófiles com certeza não ficaria nada satisfeito. Então ele utilizava o anjo como refém. Caso Gabriel fizesse o menor movimento em falso, ele destruiria o anjo. Isso não impedia que a Amarra fosse tomada, mas ele esperava apelar para a compaixão do Arcanjo.

            Os segundos se tornavam eternos, e a situação remetia Gabriel a um momento em um passado muito, muito distante.

    ...



    OFF: Vídeo meramente ilustrativo, nem tudo presente nele deve ser considerado.


            A rebelião de Lúcifer havia estourado, abalando os alicerces da Criação. Muitos dos antigos Arcanjos haviam Caído e se aliado a ele, então outros eram chamados para ocuparem seus lugares, como o Kyriotate Uriel, Senhor do Fogo, o Malakim Raphael, Mestre da Cura e da Paz, o Ophanita Orphiel, Senhor da Morte, além dos Mercurianos Gabriel e Miguel, que apesar de fazerem parte da casta mais baixa da hierarquia angelical, se mostraram imprescindíveis na Guerra.

            Em determinado momento da Guerra, eles foram encarregados de capturarem Apollyon, o Senhor do Abismo para encerrarem de vez o conflito. Apollyon era um dos principais generais de Lúcifer e sua derrota poderia antecipar a vitória do Paraíso e evitar muitos futuros conflitos.

            Porém, em meio ao conflito, Apollyon acaba fugindo para sua fortaleza subterrânea. Os demais Arcanjos acharam que era mais prudente esperar reforços para sitiarem a fortaleza, mas Gabriel ignorou os avisos e invadiu sozinho a fortaleza, decidido a acabar de uma vez por todas com a Guerra.

            Dentro da labiríntica fortaleza, Gabriel termina por encontrar Apollyon cara a cara, e o ataca. Em meio ao combate, Apollyon tenta desestabilizar Gabriel:

    - Nunca havia sentido tanta ira e impulsividade em um Arcanjo! Ela o deixa mais forte, mas você a esconde de seus irmãos! Do que você tem medo?! Talvez tenha medo que eles vejam sua verdadeira face!


    - EU NÃO TEMO NADA!!!


    - Hahahaha, você ainda se tornará um de nós, Gabriel!


            O truque de Apollyon parecia estar fazendo efeito, e ele começava a levar vantagem no combate, até que os demais Arcanjos surgem para auxiliar seu companheiro. Juntos, os Arcanjos conseguem derrotar e aprisionar o demônio, mas o ódio de Gabriel pelas palavras do adversário ainda tomavam conta dele e ele insistia em destruir o inimigo, sendo impedido apenas por seu amigo, Miguel.

    - Acalme-se Gabriel, seja lá o que quer que ele tenha lhe dito, não deixe que o afete. Esse é o poder dele! Além disso, nós lutamos por justiça, não por vingança! Se você mata-lo, apenas estará provando que o que ele diz é verdade!


            Então, Gabriel se acalmava.

    - Você tem razão, as palavras dele me abalaram.


            Então baixava sua espada...



    ...



            De volta ao presente, Gabriel ainda estava em um impasse. Por alguma razão, a situação o lembrava do ocorrido naquele fatídico dia, deixar Apollyon vivo poderia encerrar a guerra mais rapidamente. Ele baixava a espada e com uma dor em seu âmago, pensava em repetir a mesma atitude que tomou naquela noite.

    Mackie: - Vamos fazer um pequeno acordo? Você leva seus brutamontes para longe daqui, prometem que nunca mais nos atacarão e eu lhe devolvo esse canarinho de asas douradas. Aposto que Miguel ficaria furioso se voc...

            Então a fala do demônio era interrompida por um rápido movimento de Gabriel. Mackie agia rápido, mas não o suficiente para esquivar-se. A poderosa arma o atingia em cheio, mas antes de ser completamente destruído ele ainda utilizava suas últimas energias em sua cartada final: enviar o anjo para o inferno.

            Sim, deixar Mackie fugir ileso e abandonar a Amarra poderia salvar o Miguelita, mas e as tantas famílias que ainda seriam destruídas pela Casa Que a Dor Construiu?! Da mesma forma, deixar Apollyon viver poderia parecer a atitude mais sensata para todos, exceto para Gabriel...



    ...


            Gabriel baixava sua espada e os Arcanjos se preparavam para levar Apollyon, até que a voz estrondosa do Arcanjo soava novamente:

    - Sim, seu poder de persuasão o torna muito influente e derrota-lo pode minar o moral dos outros demônios...


            Então, subitamente, Gabriel sacava sua espada, e antes que qualquer um dos presentes pudesse impedi-lo, ele partia Apollyon em dois.

    Miguel: - O QUE VOCÊ FEZ, GABRIEL?!

    Gabriel: - Se nós o aprisionássemos, ele utilizaria seu poder para influenciar o Paraíso por dentro, assim como fez comigo. Eu não poderia deixar que isso acontecesse!

            Os outros Arcanjos ficam furiosos e dizem que Gabriel será julgado, mas em seu íntimo, ele acreditava ter feito a coisa certa.



    ...



            Gabriel abandonava a Casa Que A Dor Construiu, e dizia aos seus Gabrielitas que a batalha havia sido ganha. As fundações da residência seriam destruídas, e com o tempo, a Amarra Infernal deixaria de existir.

            Miguel com certeza não ficaria satisfeito com a atitude de Gabriel, assim como não ficou há milhares de anos antes, mas em seu íntimo, Gabriel novamente acreditava ter tomado a atitude certa e arcaria com as consequências.

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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Ter Jun 21, 2022 5:58 pm

    CAPÍTULO 2: MIGUEL E GABRIEL – IRMÃOS DE ARMAS






            Gabriel via-se ajoelhado ante a presença do Altíssimo. Julgado por seus próprios irmãos por ir contra uma ordem direta, impedindo um plano que poderia ter acelerado muito o final da Guerra e ter impedido diversas baixas.
            Seu irmão, Miguel, apesar de discordar dele, depôs a favor de Gabriel, alegando que o irmão havia sido abalado pelo poder de Apollyon. Por sua vez, o Todo Poderoso pede que todos os presentes se retirem para poder falar pessoalmente com Gabriel.

    - Erga-se, meu guerreiro!

           Sua voz era como todos os sons do universo em uníssono. Gabriel erguia a cabeça para olhá-lo, mas sua luz era tão resplandecente que ele não conseguia encarar a face do Pai de Todos.

    - Gabriel, você foi presenteado com a maior força física e poder bruto entre todos os Arcanjos. Sabe qual a razão disso?

    - Para que eu fosse o maior de seus generais? Digo, alguém precisa combater fogo contra fogo, não é?!


    - Gabriel, o verdadeiro guerreiro não é aquele que odeia seu inimigo, mas aquele que ama seu povo. Destruir é muito mais fácil do que construir algo duradouro. A real razão de você ter sido presenteado com seus dons é para proteger. Proteger seus irmãos anjos, proteger a Criação, e acima de tudo, proteger os humanos!

    - ... Eu realmente nunca havia pensado dessa forma...


    - Você ainda tem muito o que aprender, infante. Mas eu lhe perdoo por sua falta!


    - Senhor, eu não sei como agradecer...


    - Não agradeça, eu tenho uma nova tarefa para você, uma mais importante do que qualquer outra que eu já tenha dado a algum anjo ou Arcanjo!


    - Senhor... eu me sinto muito agradecido por sua confiança, qual seria tal tarefa?


    - As profecias finalmente se concretizarão, o Verbo finalmente se fará carne, e você é meu escolhido para avisar a mãe do messias de seu nascimento!


    - M... mas, eu seria o mais indicado para tal tarefa? Eu sou um guerreiro, eu... não que eu duvide de sua escolha, mas Michael ou Raphael não seriam mais indicados?!


    - Confie em mim, meu filho, um dia você entenderá!


    ...

             Gabriel retornava ao Primeiro Céu com seus Gabrielitas após a última missão. E não era surpresa sua quando alguém já o esperava: Miguel, seu irmão de batalha.


    Trilha Sonora:


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    - GABRIEL, COMO VOCÊ PÔDE?!


    - Eu fiz o que julgava necessário, meu irmão!


    - Neste exato momento, um dos meus está sendo torturado de todas as formas possíveis e imagináveis no Inferno, você deveria ter nos consultado antes!


    - Não me desculparei, pois no calor da batalha, você sabe que muitas vezes precisamos tomar decisões difíceis!


    - Ainda o mesmo cabeça quente de sempre, não é?! Talvez Apollyon estivesse certo e no final das contas você acabe se juntando ao outro lado!


             As palavras de Miguel o perfuravam como adagas, e a ira de Gabriel explodia, fazendo-o agarrar o irmão pelo pescoço, erguendo-o no ar, enquanto Gabriel materializava do nada sua arma.

    - Seu tolo, o que você está fazendo?!


            Então, em sua fúria, Gabriel tentava empalá-lo, mas Miguel conseguia desviar o golpe, e assim ambos se envolviam em um combate celestial.



    OFF: Vídeo meramente ilustrativo.


            Em meio ao combate, a arma de Gabriel era arremessada longe, então ambos lutavam para alcança-la. Miguel era mais rápido, mas Gabriel sabia que poderia ataca-lo por trás antes que ele alcançasse a lâmina, porém, uma lembrança do passado fazia com que ele hesitasse por uma fração de segundo.


    ...


            Lúcifer ria em sua vitória. Os Arcanjos estavam caídos aos seus pés, enquanto ele lhes oferecia uma última chance de se juntarem ao seu lado.

    Gabriel - Coração de Guerreiro Main-qimg-2bf718efa30672ec6f47d96fc6ebba35-lq


            Mas um dos Arcanjos se erguia, recusando ser derrotado. Miguel, o Mercuriano. Lúcifer gargalhava da patética tentativa de Miguel gravemente ferido enfrentar o mais poderoso dos Serafins, e o mandava continuar deitado. Miguel se recusava, e sua força de vontade reanimava os demais Arcanjos, que gastavam suas últimas gotas de Essência para fortalecer Miguel.
    Percebendo que Miguel não se renderia, Lúcifer, em sua fúria, o atacava.




    OFF: Vídeo meramente ilustrativo.


    ...


            O momento em que Gabriel hesitava era o suficiente para Miguel recuperar sua arma e aponta-la para a garganta do rival aos seus pés. Ele encarava o irmão, os olhos flamejantes, mas não o feria.

    - A batalha acabou, irmão. Você está Banido por tempo indeterminado! Até lá, os Gabrielitas se reportarão a mim!


            Quando Miguel baixava a espada, Gabriel levantava-se lentamente. Em sua mente, ele reconhecia que o melhor havia vencido, mas jamais admitiria isso.

    - Cuide bem de meus servos, nem todos são tão cabeça dura quanto eu!


            Então, com um flash de luz, Gabriel se teleportava para fora do Paraíso.
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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Ter Jun 21, 2022 5:59 pm

    CAPÍTULO 3: SONHOS E RECOMEÇOS

    Cerca de 2.000 anos atrás.






            Em uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, uma jovem Israelita orava em seu quarto para o Deus criador, ajoelhada ante sua cama. As orações da jovem eram interrompidas por uma repentina aparição: um flash de luz iluminava o quarto, e ela podia ver um anjo em seu quarto.
            Para não assustar a virgem, Gabriel surgia sem sua armadura, em uma forma menos bélica. Ele podia sentir a razão pela qual o Todo Poderoso a escolheu, uma aura de pureza imaculada a permeava, não era uma mortal qualquer.

    - Ave, Maria, cheia de graça, O Senhor é convosco!


            Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. Gabriel, então, disse-lhe:

    - Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai, Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim!


    - Mas... como isso é possível? Nunca estive com um homem!


    - O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Além disso, Isabel, tua parenta, conceberá um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível!


    - Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!


            Então Gabriel a saudava mais uma vez, e em outro flash de luz, se retirava.

    ...


    Presente – Torre dos Sonhos de Uriel.






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            Do alto de sua torre, Uriel observava as Terras Oníricas, até que era interrompido pelo zelador, Merv cabeça-de-Abóbora:


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    - Ei, chefe, tem uma visita um tanto indesejada para você!


    - Merv, eu já lhe disse para não fumar aqui dentro!


    - Ah... desculpe, força do hábito! – Dizia Merv apagando o cigarro e jogando-o no balde de água.

    - Então, de quem se trata?


    - Ah sim, o brucutu dos brucutus!


    - Gabr...?! O que ele...?! Deixe para lá, apenas diga-o para entrar!


    - Dito e feito, chefe! – E assim, Merv descia para chamar Gabriel.


            O relacionamento entre Gabriel e Uriel não era dos melhores desde a guerra contra os Vigilantes, quando a maioria dos aliados de Uriel decidiu abandonar seus votos e copularem com humanas, gerando os Nephilins. A partir de então, Gabriel tornou-se eternamente desconfiado das intenções de Uriel, e isso só piorou durante as Guerras Etéreas, quando o Senhor do Fogo decidiu acolher diversos Etéreos em sua torre.
            Uriel já imaginava os motivos da vinda de Gabriel. Os rumores (sobretudo nas Terras Oníricas) voavam muito rápido. Gabriel havia sido banido do Paraíso por Miguel. Estaria ele procurando Uriel para ajudá-lo?!
            Não era do feitio dos anjos debochar dos outros, por isso Uriel não o faria, mas não era a primeira vez que Gabriel vinha humilhado até ele pedindo ajuda...


    ...


    Cerca de 2.000 anos atrás.


            Uriel sobrevoava os campos verdes das Terras dos Sonhos, contemplando as paisagens oníricas de diversos mortais, até que algo no horizonte chamava sua atenção: Uma luz dourada nos céus dos Ermos vinha voando em alta velocidade até sua direção. Não era outro senão Gabriel. Uriel piscava os olhos como se duvidasse do que via. Há apenas alguns milênios este mesmo Arcanjo havia dito que não confiava nele e desde então ambos se viam apenas brevemente durante as reuniões do Conselho (sendo que Gabriel quase sempre se opunha às suas ideias).

            Gabriel parava em sua frente em pleno ar, e ficava em silêncio, como se não soubesse o que dizer.

    - Gabriel?!...


    - Uriel, eu... preciso de sua ajuda!



            Dizer isso parecia custar um enorme esforço de Gabriel. Aos poucos ele ia desabafando, e Uriel descobria que ele havia sido o encarregado de dar a notícia da vinda do Messias Prometido. Porém, as coisas não estavam indo como ele pretendia: o noivo da Virgem escolhida, José, não acreditava na história de Maria e via sua gravidez como uma traição. Gabriel temia que o nascimento do Messias estivesse em risco e vinha humildemente pedir sua ajuda.
            Era muito estranho ver alguém tão confiante como Gabriel naquele estado. Uriel o ajudaria, utilizando o Plano dos Sonhos para tal. A situação era ainda mais preocupante, Herodes I, Rei da Galileia, estava descontente com os boatos sobre o nascimento de um suposto messias e planejava impedir o nascimento de tal criança. Uriel utilizaria os sonhos de José para informar o noivo de Maria sobre toda a verdade.


    ...


            Uriel recebia o Arcanjo Renegado em seus aposentos. Novamente, Gabriel vinha com uma postura muito mais humilde que a habitual.

    - Então, você precisa refugiar-se na Terra dos Sonhos até conseguir se redimir?!


    - Por Deus, não! Eu não preciso de lugar nenhum para me esconder! Preciso de sua ajuda para me infiltrar no Inferno e trazer de volta o tal Miguelita que condenei acidentalmente!


    -... Minha nossa, eu sempre desconfiei que você tinha “um parafuso a menos” como os mortais costumam dizer, mas dessa vez você se superou!


    - Se não quiser me ajudar, eu o farei do meu jeito! – Dizia Gabriel se levantando e dando as costas a Uriel.

    - Calma, eu não disse que não vou ajuda-lo!

            Gabriel retrocedia e voltava-se para o Arcanjo do Fogo.

    - Sente-se, preciso que me conte tudo!
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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Ter Jun 21, 2022 6:00 pm

    CAPÍTULO 4: RAGNAROK



    Cerca de 2.000 anos atrás, Belém, Província Romana da Judéia.




            O choro de uma criança recém nascida era o único a quebrar o som do silêncio naquela noite fria. Enrolada em mantos improvisados, O Menino era posto em uma manjedoura com palha.






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            Gabriel não podia se conformar em ver O Filho de Deus nesta situação. Embora Gabriel soubesse que Ele era muito mais que uma criança comum, ele parecia tão pequeno e frágil. A noite estava fria e o estábulo mal tinha paredes.

            Pensando nisso, Gabriel deixa os estábulos à procura de ajuda, juntamente com diversos de seus Gabrielitas, que o acompanhavam para fazer a segurança do casal e da criança prometida. Procurando por milhas à volta, eles encontram um grupo de pastores tomando conta dos rebanhos nos campos próximos.
            Gabriel decidiu se mostrar a eles em toda a sua glória, o que os aterrorizou, fazendo com que o anjo precisasse impedir que fugissem ante sua presença:

    - Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura!

            Então, o restante dos Gabrielitas também se revelava, falando em uníssono, com vozes que mais pareciam notas musicais:

    - “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.


            Então, quando os anjos desaparecem, os pastores se entreolham e um deles fala:

    - Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer!


            E assim, o grupo de pastores se dirigiu aos estábulos.


    ...


    Presente – Terras Oníricas






            Um anjo de armadura encontrava-se sozinho entre as Terras dos Sonhos de Uriel e a Terra dos Pesadelos de Beleth. Um local onde infindáveis conflitos sangrentos já haviam ocorrido. Um local pouco seguro, mesmo para um anjo. Mas este não era qualquer anjo, era Gabriel, o Arcanjo da Guerra.

            Do outro lado do campo, exércitos de demônios do fogo e criaturas de pesadelos surgiam como gafanhotos, mas Gabriel não se intimidava.



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            O exército inimigo avançava até descobrir quem era seu inimigo, quando repentinamente paravam assustados (mas não recuavam). O líder dos demônios adiantava-se em direção ao Arcanjo e o interrogava, com sua voz que parecia uma avalanche:

    - O que deseja aqui, Gabriel? Uriel não tem coragem de nos enfrentar pessoalmente?! Recue, pois nem mesmo você é páreo para as forças do Ragnarok sozinho!


            Ao ouvir isso, Gabriel erguia sua espada no ar, fazendo o demônio recuar meio passo, mas, subitamente, em vez de atacar, Gabriel fincava sua espada no solo e se ajoelhava.

    - Eu me rendo, levem-me ao seu líder!


    ...


    Cerca de 2.000 anos atrás.


            Gabriel e Miguel sobrevoavam o céu noturno, olhando para um grupo de viajantes de vestimentas exóticas montados em camelos no deserto abaixo.


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    Gabriel: - Será que estes pagãos do oriente são realmente confiáveis?

    Miguel: - Acalme-se, irmão! Já viu alguma vez nosso Pai tomar alguma decisão errada? Respeite a Providência Divina!

    Gabriel: - Sim, não estou questionando nosso Senhor, mas quem confiaria em homens que se guiam por estrelas?!

    Miguel: - Bem, os seguidores do Zoroastrismo possuem muitas semelhanças com os filhos de Abraão, e acreditam em um deus bondoso que muito provavelmente seria nosso Pai sob uma ótica levemente distorcida!


    Gabriel: - Pfff, melhor desviarmos de assunto, ou vou acabar sendo forçado a desembainhar minha espada e desafiar você!


            E assim, aqueles que futuramente seriam conhecidos como “Reis Magos” guiam-se pela Estrela de Belém, até o recém nascido, cumprindo mais uma parte da profecia, e presenteando-o com ouro, incenso e mirra.

    ...

    Presente – Muspelheim, Terra dos Pesadelos.


            Gabriel era acorrentado, despido de sua armadura celestial e levado até Surtur, um poderoso demônio do fogo e um dos principais comandantes de Beleth dentro dos Ermos.


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    - Ora, o que temos aqui?! Gabriel, o “Varão de Deus” acorrentado aos meus pés. Isso me garantirá uma grande promoção! Mas se me permite a pergunta, que insanidade tomou conta de você para tentar invadir meu reino sozinho?

    - Bem, já que perguntou com educação, eu respondo: tudo faz parte de um plano formulado por Uriel. Eu preciso destruir você e utilizar seu crânio para alguma arte estranha de Uriel que me permitirá invadir o Inferno disfarçado!

            Surtur o olhava com um misto de riso com surpresa nos olhos, então começava a gargalhar.

    - HAHAHAHAHA, é a coisa mais idiota que já ouvi. Lúcifer irá rir muito de suas piadas quando fizer de você seu escravo!

    - Ninguém faz de mim escravo!

    - Pobre coitado, essas correntes foram forjadas pelo próprio Vapula, nem mesmo os Arcanjos seriam capazes de quebra-las!

    - Eu não sou um Arcanjo qualquer, EU SOU A FORÇA DE DEUS E NÃO EXISTEM CORRENTES FORJADAS NESTE OU EM QUALQUER OUTRO MUNDO QUE POSSAM ME PRENDER!


            Então Gabriel parte as correntes.





    - Você cometeu um grande erro, “Varão de Deus”!


    - Infelizmente tenho cometido muitos erros ultimamente!


            Então, dezenas de demônios menores do fogo e criaturas de pesadelo surgem das sombras tentando sobrepuja-lo... inutilmente.

            Por fim, o próprio Surtur o ataca com sua espada de fogo infernal, mas Gabriel consegue bloquear seu poder, golpear diversas vezes Surtur, até conseguir se aproximar o suficiente para destruir o poderoso demônio com um golpe fulminante.

            O enorme crânio com chifres de Surtur caia pesadamente no chão enquanto sua Essência era dissipada no ar. Gabriel a amarrava em seu corpo com as correntes que anteriormente o prenderam, e quando centenas de inimigos se aproximavam, utilizava sua última reserva de Essência para se teleportar dali, desaparecendo em um flash alaranjado.
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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Dom Jul 10, 2022 4:54 pm

    CAPÍTULO 5: RENEGADO




    Rio de Janeiro, Brasil, costa leste da América do Sul.


    Gabriel - Coração de Guerreiro Cristo-redentor-ancoradouro-4



    Trilha sonora:



            O sol estava se pondo.
            Em pé, sobre a gigantesca mão da estátua do Cristo Redentor, um Anjo Renegado observava a cidade, à aproximação do crepúsculo. Sua expressão inabalável era de um andarilho que percorrera o mundo e além, desvendara seus infinitos mistérios, visitara nações já perdidas, e que se sentara à mesa com os grandes homens de outrora, das torres resplandecentes de Atlântida às pirâmides da Babilônia; das cidades estado gregas à majestade do Império Romano; das catedrais medievais às caravelas de Sagres; das campanhas napoleônicas ao horror nuclear. Um guerreiro de jovem aparência, tão preservado quanto os homens mortais no auge da casa dos trinta.
            O vento açoitava seus cabelos louros, e ele os amarrava em uma fita. Dali, do cume da imensa montanha, mesmo os maiores arranha-céus eram agulhas, farpas minúsculas no coração da cidade. As águas da baía de Guanabara, cercada pelo morro do Pão de Açúcar e pelas brancas areias da enseada, refletiam o róseo brilho poente. Foi então que, à contemplação da paisagem, o celestial percebeu o quanto a metrópole crescera, desde sua chegada ao Brasil, há trezentos anos exatos. As praias estavam interditadas, e as fábricas poluíam a baía. As pessoas construíram pontes e ruas, e levantaram antenas no alto dos morros.
            Então, o tecido da realidade tremia, e uma entidade de imenso poder se materializava no ombro da estátua. Apesar de todo o poder que emanava, a entidade não vinha para lutar. Ele caminhava lentamente pelo braço da estátua e se dirigia ao Renegado:

    - Ablon, o Anjo Renegado. Imaginei que o encontraria aqui. De certa forma não deixa de ser irônico...- Dizia Gabriel, vestido em sua armadura celestial completa.

    - Que ousadia vir até aqui! – Então, Ablon se levantava, sacando sua espada flamejante e apontando-a para Gabriel. – Veio tentar me levar de volta?

    - Muito pelo contrário, amigo. Venho pedir sua ajuda!


    -... É muita coragem sua vir aqui me pedir ajuda depois de tudo!


    - Bem... coragem sempre foi uma das minhas maiores qualidades! Infelizmente, a humildade pertence a meu irmão, Michael!



    ...


    Sodoma, alguns milênios atrás.


    Trilha sonora:


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            Dois homens caminhavam pelo deserto, em direção aos portões de uma grande cidade. Porém, estes não eram dois homens comuns, e sim dois anjos de extremo poder: Gabriel e Ablon.
            Ao adentrarem a cidade, ambos não gostavam do que viam.


    +16:


            Jovens meretrizes seminuas andavam pela cidade, portando símbolos profanos, tentando seduzir os anjos para prazeres proibidos.



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            Orgias livres envolvendo inclusive crianças e animais podiam ser vistas em diversos locais, incluindo a céu aberto.



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            Enormes ídolos de metal fundido, nitidamente criados para honrarem deuses profanos com sacrifícios cruéis, enfeitavam a cidade.

            A bela fisionomia das Vestes dos anjos atraía olhares lascivos, tanto das mulheres quanto dos homens, que faziam gestos obscenos e lhes dirigiam palavras abjetas enquanto passavam.

            Ambos estavam enojados com tudo o que viam. Porém, eles haviam sido enviados ali para encontrarem ao menos 10 pessoas justas para que a cidade fosse poupada, segundo uma promessa do próprio Deus a Abraão. Ao que tudo indicava, eles teriam de procurar muito...

    - Acho que procuramos em vão. As almas destas pessoas já não possuem mais salvação! – Dizia Gabriel, indignado.

    - Discordo de ti, Deus não nos teria enviado sem motivo!


            Após muito procurarem, eles encontraram (ou melhor, foram encontrados por) um homem que correu até eles, prostrando-se com o rosto no chão.

    - Eis agora, meus senhores, passem-se, peço-vos, para a casa do vosso servo, e fiquem a noite toda, e lavem os pés, e de madrugada levantar-vos-eis e partireis.


            Parece que a dupla havia encontrado um, e ele parecia reconhecer que eles não eram homens comuns, mas eles não pretendiam abusar da gentileza do homem, além do mais, não poderiam perder tempo. Seus traços não permitiriam que os anjos se enganassem, aquele homem era o sobrinho de Abraão.

    - Não! Antes, na rua passaremos a noite.


            Porém, o homem (que mais tarde revelaria se chamar “Ló”) insiste, até que ambos acabam cedendo. Talvez em sua casa eles acabassem por encontrar mais pessoas justas.

            Ló levou os anjos até sua casa e fez-lhes um banquete e cozeu bolos sem levedura, e todos comeram juntos. Apesar de não precisarem da comida, a dupla sabia que negar tal hospitalidade seria uma desonra para um homem tão íntegro, então aproveitaram destes pequenos prazeres humanos.
    Lá, eles conheceram a esposa de Ló, bem como suas duas filhas. E assim como Ló, elas não haviam se entregado aos prazeres profanos de Sodoma. Ainda assim, faltavam 6 pessoas...

            Porém, eis que diversos homens e rapazes mal intencionados seguem até a casa de Ló, e, atraídos pela beleza e pureza a ser deflorada dos estrangeiros, clamam que desejam possuí-los. Então, os Sodomitas batiam na porta de Ló, e quando ele ia atendê-los, perguntavam sobre os varões que haviam vindo á casa durante a noite. Eles pediam que Ló os trouxesse para fora para que os homens pudessem conhece-los, mas, percebendo as más intenções dos homens, Ló fecha a porta atrás de si.
           Os Sodomitas cercaram a casa e batiam com mais força, ameaçando entrar. Ló tentava negociar, pedindo que deixassem os estrangeiros em paz, mas eles empurraram a porta e entraram à força:

    - Saia daí! Este homem é estrangeiro e quer mandar em nós?! Agora faremos com você ainda pior do que faríamos com aqueles belos varões!


            Então, a multidão de homens se arremessa sobre Ló, puxando suas vestes, porém, um brilho vindo de dentro da casa, onde os homens estavam escondidos, cegou a todos os homens, exceto Ló.


            Após o ocorrido, Gabriel pedia que Ló levasse sua família e qualquer outra pessoa piedosa que conhecesse embora o mais rápido possível, pois a cidade seria destruída.

           E enquanto Ló e sua família fugiram, dos céus choveram fogo e enxofre, e o povo maligno de Sodoma e Gomorra foi imolado juntamente com seus pecados e suas cidades profanas.


    Gabriel - Coração de Guerreiro The-Warning-of-Sodom

    ...


    - Aquilo foi uma barbárie! – Dizia Ablon.

    - Barbárie seria permitir que aqueles homens ímpios continuassem abusando de crianças, sacrificando seus próprios filhos e seduzindo outros povos às perversões ensinadas pelos Caídos!


    - E por acaso isso serviu para alguma coisa? Olhe à sua volta, por acaso o Mundo não acabou se tornando uma gigantesca Sodoma da mesma forma?!


    - E o que você faria em meu lugar?! Tentaria pregar paz e amor, implorando que aqueles homens voltassem ao caminho correto de Deus?! Tente fazer isso hoje em dia, eles rirão de sua cara!


    - O que você deseja aqui, discutir até que eu concorde que você estava certo ao me Banir?


    - Muito pelo contrário, eu nem mesmo tenho mais autoridade para retirar seu banimento, pois também fui Banido!


    - Você, o que?!


    - Sim, é o que acontece quando se age como um idiota. Mas não vim aqui para me queixar, nem para pedir que vamos juntos implorar para nos desculparem, vim para concertar as bobagens que fizemos!


    - Como assim?


    - Eu vou invadir o Inferno para salvar um anjo inocente que condenei, mas preciso de meu mais audaz e temerário ex general para me ajudar nisso, e de quebra pode até ser que você acabe se redimindo de sua estupidez.


    - Espere aí, você quer que eu invada o Inferno com você?! Apenas nós dois?


    - Sim, como nos velhos tempos. Mas se conhecer alguém tão ferrado quanto nós, ou habilidoso e insano o suficiente para se juntar à nossa “missão suicida”, ficarei feliz em ouvir.


    -... Acho que após tantos milênios Banido, minha sanidade começou a fraquejar, pois a visão de nós invadindo o Inferno juntos e rachando alguns crânios chifrudos para salvar um companheiro condenado injustamente me parece algo pelo qual valeria a pena lutar. Sim, talvez eu conheça alguém que porventura tope fazer parte desta equipe de desajustados!


    - Ótimo, quem?


    - ... Posso ir lhe contando no caminho.


    - No caminho para onde?


    - Los Angeles!


    - É quem receio que seja?


    - Temo que sim.


    - Bom, vamos atrás de nosso terceiro integrante. Que a cidade dos anjos perdidos nos aguarde.



    Trilha sonora:
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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Dom Jul 17, 2022 6:16 pm

    CAPÍTULO 6: BABA YAGA


    Los Angeles, Califórnia




           Um homem de casaco e capuz negro corria apressadamente pelo beco em uma noite chuvosa. Logo atrás, seguiam cinco indivíduos, rindo e zombando atrás do homem.

    - Volte aqui, canarinho. Você não pode fugir de nós por muito tempo!



    Gabriel - Coração de Guerreiro Med


           Acontece que nenhum dos indivíduos correndo na noite chuvosa eram exatamente mortais comuns. Na verdade, nenhum deles era um mortal. Os criminosos perseguindo o homem eram demônios e o homem fugindo era um anjo Banido (um alvo fácil e recorrente para demônios caçarem).
           O beco chegava ao fim abruptamente. Procurando por uma rota de fuga, o Banido via um edifício abandonado à sua esquerda, pichado, descascado e com janelas pregadas com tábuas. Como que em desespero, ele simplesmente se jogava contra as tábuas, caindo para dentro do edifício abandonado, onde corria para as escadas, em busca de outra janela para fora do edifício.
           Ele podia ouvir o eco dos risos dos demônios perseguindo-o, e finalmente chegava ao topo do edifício, em uma sala sem janelas. Rapidamente ele tentava correr de volta pela porta onde havia entrado, para tentar outro caminho, mas antes que chegasse à porta, os demônios o haviam finalmente alcançado.

    - Fim da linha, canarinho. Não há para onde fugir, você está preso aqui conosco!


           Então o Banido retirava o casaco com capuz, revelando seu rosto.

    Gabriel - Coração de Guerreiro John-Wick-Chapter-3-Parabellum-Poster


    - B... Baba Yaga?! – gaguejava um dos demônios em espanto.

    - Não, eu não estou preso aqui com vocês. Vocês estão presos aqui comigo!

           Os cinco pensavam em fugir, mas antes mesmo de fazerem-no, percebiam que já era tarde demais...



    ...


    Igreja Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Los Angeles.


    Trilha Sonora:


           Jordanni Wick encontrava-se solitário, orando silenciosamente com um rosário na mão, no último dos bancos de madeira durante a Missa Tridentina.

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           Porém, esta não era uma missa comum. Era a última missa realizada na Igreja antes de seu fechamento. Como uma das únicas Amarras Divinas da cidade, era imprescindível à elite demoníaca da cidade acabar com ela de qualquer jeito. A forma pelo qual conseguiram foi acusando o local de realizar missas durante a recente pandemia.
           Era um momento triste, mas isso não abalaria os fieis de participarem de sua última comunhão. Jordani falava as palavras em voz baixa para si mesmo:

    - Confíteor Deo omnipoténti, beatæ Mariæ semper Vírgini, beato Michaëli Archángelo, beato Ioanni Baptístæ, sanctis Apóstolis Petro et Paulo, ómnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccávi nimis cogitatióne, verbo et opere: mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa.


           Jordani batia com a mão fechada no peito, três vezes antes de continuar:

    - Ídeo precor beatam Maríam semper Vírginem, beatum Michaëlem Archángelum, beatum Ioannem Baptístam, sanctos Apóstolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te, pater, oráre pro me ad Dóminum Deum nostrum.


           Porém, assim que os fieis se levantavam para receberem a Hóstia, Jordani permanecia de joelhos orando. Os olhos de Jordani se cruzavam rapidamente com os do padre por algum momento, e ambos podiam reconhecer o que o outro era.

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           Após o fim da Missa, Jordani dirigia-se ao confessionário, para ser atendido pelo padre. Do outro lado das grades de madeira, Jordani podia ver o padre fazendo o sinal da cruz.

    - Dominus sit in corde contrito confiteri peccata tua.

    - Perdoe-me, padre, pois eu pequei!

    - Pensei que as confissões eram destinadas apenas às almas mortais.

    - Pensei que apenas mortais poderiam ser padres.

    - O que faz aqui, Zarathos?

    - Vim participar da última Missa Tridentina de Los Angeles... e me confessar.

    - Sabe que não tenho autoridade de retirar seu Banimento, e como Miguelita, não sei se o tiraria, mesmo se tivesse esse poder!

    - Não venho lhe pedir isso, venho lhe dizer que os responsáveis pelo fim da Amarra vão pagar por isso.

    - Você pretende se confessar de um pecado futuro?!

    - ... Não tenho certeza.

    - O que pretende fazer?

    - Destruir todas as Amarras demoníacas da cidade, bem como mandar os demônios de volta ao inferno e destruir seus agentes mortais.

    - Sabe que existem muitos inocentes trabalhando para eles inconscientemente, não é?!

    - Se eles realmente forem dignos, suas almas serão enviadas ao Paraíso após a morte.

    - Não posso acreditar que estou ouvindo isso. Você não pode se arrepender de pecados futuros.

    - Não me arrependerei!

    - Então você não pode ter o perdão de Deus.

    - Se essa for a vontade dEle, que assim seja! – Então se levantava e caminhava para fora da igreja.

           Ao sair, ele dava uma boa olhada na cidade. Em breve, este lugar seria como um forno, onde suas vítimas tentariam (em vão) escapar. Ele se perguntava como os anjos poderiam ter permitido que essa cidade (e o mundo) fosse tomada pelos demônios. Mas ele teria sucesso onde seus irmãos mais “gentis” falharam. Ele iria caçar até o último deles, e se fosse Obliterado no processo, ao menos saberia que levou consigo o máximo de malditos que pôde. Talvez ele nunca mais fosse aceito no Paraíso devido aos seus métodos, mas ele já havia deixado de se importar com isso, pois acreditava estar fazendo a coisa certa, e se fosse punido por isso, aceitaria a própria condenação sabendo que fez do mundo um lugar melhor.
           Em breve, seu nome seria novamente temido nesta terra, ele seria novamente o bicho papão para os bichos papões. Um tigre escondido entre os lobos em pele de cordeiro. Ele faria aqueles que trazem o terror aos mortais sentirem o gosto do próprio veneno, ele faria com que demônios se arrependessem de terem saído da fossa de estrume de onde vieram. Ele era Zarathos, Baba Yaga, ele era Jordanni Wick, e traria a vingança aos seus inimigos onde quer que eles estivessem.



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    Gabriel - Coração de Guerreiro Empty Re: Gabriel - Coração de Guerreiro

    Mensagem por Dovahkiin Qui Ago 18, 2022 9:29 pm

    CAPÍTULO 7: NO RASTRO DA VINGANÇA


    Trilha Sonora:



           Na boate “Walls of Jericho”, em Los Angeles, dois homens misturavam-se à multidão. Sentados em frente ao bar, ambos pediam uma bebida para se misturarem ao ambiente e fingirem ser o que não eram: humanos.

    - Não acredito que me trouxe para um lugar como este... – Esbravejava Gabriel.

    - Não acredita?! O próprio Cristo não se misturou aos pagãos e degenerados para guia-los ao caminho correto? – Respondia Ablon.

    - A diferença é que não estamos aqui para converter ninguém.

    - Não, estamos aqui atrás do “renegado vingador”, e qual o melhor lugar para encontrar alguém que deseja punir os ímpios do que em um antro de perdição?


    - Belo nome para se referir a este lugar. Bem melhor do que "Walls of Jericho". Quanta ousadia utilizar um nome bíblico para uma casa de má fama. - Dizia Gabriel, olhando com desconfiança para os clientes do local.

           Ablon bebia sua cerveja, quase rindo por dentro ao ver a expressão do ex arcanjo e fazia uma pergunta que há milênios estava entalada em sua garganta:

    - Gabriel, em todos os seus milênios de existência, alguma vez desejou ser um deles? Digo, um humano comum, aproveitar a vida e a juventude, essas coisas...?

           Agora era a vez de Gabriel sorrir de relance, como se tivesse escutado uma piada que apenas ele entendeu.


    - Sabe, Ablon, olhe para estes rapazes. Você realmente acha que eles aproveitam a vida tanto assim? Frequentar boates à noite para fingir que é feliz, poluir seu próprio sangue com álcool, tabaco e drogas para ser descolado e chamar a atenção de pessoas que não dão a mínima para você, ou pior ainda, para tentar desesperadamente fugir de uma realidade que lhes dá medo? Se envolver em relacionamentos fúteis e destrutivos apenas para fingir que não é uma pessoa solitária, mentindo para os outros e para si mesmo? Viver uma vida de futilidades, nunca se levando a sério para não parecer careta? Ouvir música alta o suficiente para danificar seus tímpanos a longo prazo, estar sempre com roupas descoladas, dirigir em alta velocidade sem se importar com o amanhã, ou se preocupar com a quantidade de crianças, mães e pais de família inocentes mortos pela imprudência desses adultos com mentalidade de adolescente? Magoar seus entes queridos apenas para se mostrar "diferentão", acha que tudo isso é aproveitar a vida? Para mim, isso é apenas se deixar levar pelos outros, não controlar a própria vida e perder tempo.

           Ablon parecia convencido pela resposta de Gabriel, mas não se sentia ofendido. Então voltava a falar sobre o nome da boate.

    - Sobre o nome deste moquifo, o nome bíblico foi exatamente o que me atraiu.


    - Hunf, quando ajudei os Israelitas a destruírem os muros de Jericó com uma Canção do Som de amplificação, jamais imaginei que este episódio seria utilizado de forma tão indevida.

    - Foi você? Quando ouvi sobre o ocorrido, jurava que havia sido o Arcanjo Miguel quem havia derrubado os muros de Jericó.

    - Sim, você está certo, quem derrubou as muralhas de Jericó foi Miguel, o guardião da esfera de Tipharet, a Sephiroth da beleza da Árvore da Vida do hermetismo.

           Ambos viravam-se para ver quem proferia tantas imbecilidades na mesma frase, quando, virando-se para o lado, veem um homem de aparência deplorável.


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           O homem estava nitidamente sob efeito de algum alucinógeno e parecia um mendigo. Inicialmente, Gabriel pensou em socar o rosto do homem, mas teve pena deste ao vê-lo. Gabriel pensou então em lhe dar as últimas moedas de seus bolsos, quando o homem negou, dizendo que era um quadrinista e escritor de renome mundial.
           A raiva de Ablon também acabava convertendo-se em pena quanto mais o homem falava asneiras sem nexo algum, acreditando ser mais sábio do que todos:

    - Sim, sim, eu era um dos piores alunos do ensino médio, quando percebi que não tinha nenhum interesse em estudos acadêmicos, então preferi vender LSD na escola, até que fui enxotado. No fundo sei que todos eles eram tolos e eu o verdadeiro conhecedor da sabedoria primordial.

           A pior parte é quando o homem retira de sua bolsa (contendo diversos artefatos esotéricos) um frasco contendo a própria urina envelhecida e a bebe.

    - Não sabem o que estão perdendo! Essa aversão em ingerir os próprios fluidos corporais introduzida pelos católicos romanos é patética, diversas culturas antigas faziam isso. Os antigos sábios egípcios acreditavam que beber o próprio esperma todas as noites ajudava o sol a manter seu curso. Eles realmente sabiam das coisas, diferente desta massa de acéfalos monoteístas de hoje. Quando eu liberar o self e me tornar o maior mago cerimonial do espaço-tempo, descobrirei a Gnose e derrubarei a Mônada, então toda esta realidade em 3d será despedaçada, aguardem...

           Ambos os anjos se levantam e deixam o homem falando sozinho sobre seus delírios de grandeza. Porém, quando estavam prestes a deixar a boate, pressentiam uma estranha mudança no padrão da Sinfonia.

    - Zarathos? – Perguntava Ablon.

    - Tenho quase certeza! – Respondia Gabriel.

    ...

    Trilha Sonora:


           Uma enorme explosão era ouvida no Centro de Los Angeles. Mais especificamente na sede do FBI, que agora desmoronava sobre si mesma.

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           Dos escombros, um policial de meia idade, corpulento e gravemente ferido rastejava para fora. Alex Syaf, Djinn servo da Caça tentava assumir sua forma demoníaca, quando um vulto surgia subitamente às suas costas, e o golpeava mortalmente com uma mão nua.
    Alex cuspia sangue escuro e espesso quando Jordani retirava o punho ensanguentado de dentro do tronco da Veste mortal do demônio (juntamente com seu coração ainda pulsando).

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           Alex tentava praguejar contra Zarathos, mas seu corpo mortal já estava morrendo e ele era enviado direto ao inferno.

    - Mande lembranças a Molock!

           Jordani podia ouvir as sirenes se aproximando, então planejava deixar o local rapidamente, pois não desejava destruir todos os policiais (“É possível que alguns deles não mereçam morrer”, pensava ele).

           Porém, ao cruzar um beco, uma estranha energia o impedia de se mover. Ele havia caído dentro de um círculo mágico, feito por um mago muito experiente.
    Às suas costas surgia um homem rindo zombeteiramente. Antes mesmo de se virar para encarar quem o havia prendido, Jordani já sentia o fedor de nicotina no ar.


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           Ao se virar, o anjo Renegado via um homem com a aparência de um inglês cafona, cabelo loiro desarranjado, lhe apontando o dedo do meio como que comemorando a própria vitória.

    - Zarathos, não é?! Não é nada pessoal, mas devo um pequeno favor a uma “amiguinha” da cidade. Parece que peguei você!


    - Como ousa tentar aprisionar um anjo? Sabe que o poder de Deus impede que qualquer conjurador, por mais hábil que seja, a aprisionar um dos Filhos da Palavra?!


    - Zarathos, Zarathos. Está me tomando por um tolo? Eu tenho meus próprios contatos entre a elite demoníaca de Los Angeles. Sei que você foi Banido e o poder do Ditador Supremo já não o protege mais.

           O sorriso de Jordani parecia diminuir quando ele percebia a astúcia do conjurador à sua frente... e se transformava em uma gargalhada:


    - Pobre tolo, realmente, o poder do Todo Poderoso não mais me protege, mas eu não preciso dele para superar um boçal como você!


           Então, Jordani simplesmente desaparecia do círculo, deixando o conjurador extremamente apreensivo, até aparecer logo às costas do pobre mortal, que tentava soletrar alguns versos em latim antigo enquanto gesticulava com as mãos, mas era tarde demais. Jordani o golpeava no rosto com sua força sobrenatural. Seus dedos perfuravam o globo ocular esquerdo do inimigo, enquanto que, com sua outra mão, Jordani golpeava a mandíbula do mortal, fazendo-o engolir diversos dentes e engasgar-se no próprio sangue.
          Assim, com ambas as mãos, Jordani o erguia no ar, segurando-o pelo crânio e pela mandíbula. Os pés do pobre coitado balançavam sem tocar o chão, e seus olhos lacrimejavam quando ele percebia que seria seu fim.


    - Seu tempo de brincar com criaturas sobrenaturais acabou. Posso não ter contatos entre a elite demoníaca de L.A, mas nos últimos gritos de alguns deles, ouvi muitas coisas. Sabia que sua alma podre é uma das que o próprio Lúcifer mais deseja conseguir? Apenas desta vez, farei um favor a ele. A propósito, nunca ouviu a frase: "não seja tão mente aberta a ponto de céu cérebro escorregar para fora"?


            Com um único gesto, Jordani abria a mandíbula do “adversário”, dividindo seu crânio em dois. Diferente do que o pobre e "inocente" praticante das artes ocultas pensava, nenhum cartão oferecido pelo próprio Lúcifer impediria que sua alma fosse condenada, e o próprio Lúcifer ria consigo mesmo a cada vez que um tolo caia neste truque tão simples. Assim, a alma do defunto seria então enviada ao Érebus, onde o ocultista finalmente realizaria seu “sonho” de estar próximo da maior biblioteca arcana do universo: O Arquivo de Lúcifer. Infelizmente, ele próprio iria se tornar uma parte permanente da biblioteca, quando sua alma for despojada, seus ossos liquefeitos, sua própria massa condensada a uma fração de sua original, pois assim como os índios Jivaro do Equador praticavam a arte de encolher cabeças, habilidosos servos de Lúcifer “descascam” as camadas de  almas mortais, encolhendo seus corpos espirituais até um tamanho específico e exatamente a forma compacta de um livro. Esse processo costuma ser árduo e doloroso além da compreensão humana, mas seus conhecimentos seriam registrados por toda a eternidade na imensa biblioteca de Lúcifer, na mesma prateleira que Crowley, Papus e outros de seus antigos ídolos da adolescência/juventude.


           Mas Jordani não poderia se contentar. Ele sentia duas poderosas presenças se aproximando. Não eram anjos, tampouco pareciam demônios. Seriam outros Banidos como ele?! Infelizmente, ele não poderia ficar para descobrir, pois tinha muito trabalho a fazer.


    ...


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           Quando Gabriel e Ablon passavam pelos caminhões de bombeiros, paramédicos e abutres da mídia, não acreditavam no que viam. O que mais os chocava não era a destruição causada pelo Banido, pois ambos sabiam que o poder de Zarathos se aproximava do de um Arcanjo, assim como o do próprio Ablon, e o próprio Gabriel, apesar de Banido, ainda conservava a maior parte de seu poder de Arcanjo.
           Não, o que mais os impressionava era o fato de Zarathos ter descido tanto na escuridão. Embora suas intenções inicialmente pudessem parecer nobres, ele havia destruído diversos inocentes para conseguir atingir os culpados.
           Eles precisavam encontrar Zarathos, antes que ele cruzasse a linha que ainda o separava daqueles contra os quais ele combatia.
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