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ATUALIZAÇÃO DO MÊS DE MAIO
Mesas que forem abertas para serem jogadas em outras plataformas
serão excluídas do fórum.

ATUALIZAÇÃO DO MÊS DE JUNHO
A partir de agora somente mestres com mesas ativas no fórum terão o nick laranja
para ficar mais fácil a distinção. Fiquem atentos que em breve teremos
um novo modelo de pedido de mesa!




 

    De Nightcity, com amor

    Xafic Zahi
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    Mensagem por Xafic Zahi Dom Jul 17, 2022 9:57 am

    De Nightcity, com amor E0d759df6579a2102360469065561ef5

    - Srta. Kallax, acompanhe-me, por favor. - Pediu gentilmente a hostess, mas não sem antes olhar a jovem de cima abaixo, avaliando se ela estava com o dresscode necessário para o local. Depois, guiou Kallax pelo salão luxuoso do estabelecimento. O salto agulha da hostess fazia um som característico quando tocava o chão de mármore negro e ela caminhava de forma seduzente, movendo os quadris, e Kallax compreendeu que a profissional prestava outros serviços além de anfitriã.

    A pedido de Hatsumomo, Kallax estava no Le Bernardin, um restaurante especializado em frutos do mar em Westbrook, Nightcity. Havia sido uma requisição de última hora, e normalmente não seria aceita, mas Hatsumomo explicou que se tratava de um cliente antigo e fiel, de gosto sofisticado, e a jovem não devia poupar esforço para agradá-lo.

    Ao seguir a hostess pelo salão, Kallax notou que, ao contrário da maioria dos outros estabelecimentos da cidade, que eram utilizado como mero ponto de encontro para rápidos acordos comerciais e tratativas corporativas, o Le Bernardin tinha uma meia-luz ambiente, com paredes com cores de tons delicados e neutros, proporcionando calmaria e tranquilidade para os clientes. A distinção era merecida, já que o distrito de Westbrook era o playground para as elites ricas da cidade, além de ser um centro cultural para a comunidade japonesa e um lugar onde celebridades e empresas passavam tempo livre.

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    Depois de uma dezena de passos, a hostess parou em frente de uma das mesas e fez um gesto formal antes de se retirar. À mesa, estava um homem caucasiano, de cabelos e barba pretos e bem cortados, vestindo a moda mais recente da Executive Decision. Implantes ao redor dos seus olhos eram visíveis e sua expressão era séria e atenta, e sua postura corporal revelava dificuldade para relaxar.

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    - Sr. Hand. - O homem se apresentou. Sua voz era rouca e o tom, formal. Ele levantou e se aproximou de Kallax, esperando ser cumprimentando. Depois, puxou a cadeira educadamente, para que ela se sentasse.
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    Mensagem por thendara_selune Seg Jul 18, 2022 2:46 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙

    O sorriso de Kallax era contido em uma linha fina enquanto a hostess fazia o seu trabalho. Hatsumomo tinha dito que ela seria enviada ao Le Bernardin e a garota apenas obedecia a sua protetora. Não existia resistência aos pedidos que a grande concubina fazia e era um meio de pagar a sua dívida. “ Tudo que você possui custa alto, então vá até lá e faça o seu melhor.” Esse pensamento que se mantinha dentro dela a cada serviço que tinha que fazer.



    O som dos saltos da hostess parecia fazer “tum, tum'' seguidos de “tap, tap” encerrando em “tac, tac” diante da mesa onde um homem que não combinava em nada com a trilha sonora de saltos altos chiques atravessando o salão a esperava. Parecia ser do tipo que nunca relaxa ou se sente constantemente amarrado nas obrigações da rotina. Quando estavam só os dois, ela dava um sorriso sem mostrar os dentes, depois o cumprimentava aproximando-se dele o suficiente. — Apenas Kallax, espero que possamos ter uma noite prazerosa Sr.Hand.- Sentou-se então. — Obrigada.- Ela aparentava ser jovem, os olhos cinza azulados absorvendo a luz do lugar. Uma aura que se mesclava entre  inalcançável  e com uma sombra de obscuridade latente enquanto se acomodava na cadeira. — Como deseja ser entretido Sr.Hand?- A voz dela é doce e baixa. Havia uma leve provocação na maneira que ela arrumou o cabelo expondo o pescoço, nenhuma marca aparente e o cheiro dela é algo que remete ao frescor da chuva.  A expressão de Kallax é aberta e os lábios brilham num tom vermelho intenso. A maquiagem é suave, apenas os lábios pareciam provocantes demais e os cabelos ruivos soltos até altura dos seios no qual o vestido parecia mais um convite à diversão. Tudo nela parece felino, os olhos e a maneira que os lábios se curvaram para exibir um novo sorriso.
    Roupinha:



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    Mensagem por Xafic Zahi Seg Jul 18, 2022 7:57 pm


    Nightcity, 2090.

    23h14. Le Bernardin.




    Sr Hand deu meia volta e se sentou do lado oposto da mesa, e a acompanhante sentiu a fragrância amadeirada com notas de pimenta que exalava do homem. Ele desdobrou o guardanapo de cor sólida e o colocou sobre o colo, e seus olhos confiantes percorrerem o corpo da ruiva.

    A pergunta de Kallax provocou-lhe um sorriso espontâneo, expressando lasciva, mas durou apenas alguns segundos, pois o semblante de seriedade logo retornou. Fez um aceno discreto e um sommelier de terno se aproximou da mesa.

    O profissional segurava uma garrafa e mostrou o rótulo para o homem que o chamara. Depois, abriu o frasco na mesa e deixou a rolha sacada à frente do aparente casal. Uma pequena quantidade do vinho tinto foi colocada na taça do Sr. Hand, o qual, após experimentar, maneou com a cabeça em sinal de aprovação. O sommelier então serviu a taça da Kallax e completou a primeira.

    De Nightcity, com amor Sommelier_restaurante

    - A senhorita foi muito bem recomendada pela Sra. Hatsumomo, o que me faz presumir que seja excelente no seu trabalho. - Revelou, depois do sommelier se retirar. Segurou a taça e tomou um pequeno gole da bebida. Os seus gestos eram precisos e suas palavras aparentavam ser calculadas, numa tentativa de conduzir a conversa. Faltava-lhe naturalidade - Tem tempo que chegou a cidade? - O tom de formalidade em sua voz tinha reduzido, mas ainda era presente. Seu olhar mantinha-se confiante e, na eventualidade de cruzar o da acompanhante, manteria o contato visual até ela desviar.



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    Mensagem por thendara_selune Qua Jul 20, 2022 2:18 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙

    Kallax mantinha sempre os olhos nele, muito interessada nos modos do cliente diante dela, negócios sempre são negócios não importava se o dela era vender prazer ou informações. Ela estava servindo Hatsumomo desde os dezessete, mas ainda tinha muito a aprender, mas notoriamente sabia agir teatralmente era uma questão de sobrevivência naquele ramo onde tinha que competir com criaturas diversas, mas pouquíssimas alcançam as torres luxuosas. O pensamento dela se partiu em fragmentos quando olhou de novo a maneira que ele sabia escolher o vinho.



    Quando era servida dava de novo um sorriso, os olhos  fixos nele. Ela desdobrou o guardanapo e o colocou sobre o colo com delicadeza. Kallax espera ele beber um gole e só depois bebia timidamente sentindo as maçãs do rosto esquentar. A bebida inundava seus sentidos assim como o cheiro dele de um jeito íntimo. — Já faz algum tempo que estou aqui, embora nem sempre tempo signifique de fato alguma coisa Sr.Hand.-  Bebeu um pequeno gole de novo sem pressa. — Fico feliz que tenha sido recomendada, a Senhora Hatsumomo sempre busca oferecer aos clientes as melhores safras.- Ela tinha um olhar felino que se desfaz antes de prosseguir como se gostasse de brincar com as palavras. — Mas sobre ser excelente no que faço depende da escolha do cliente, de como ele pretende ser entretido ou se apenas quer uma companhia silenciosa para apaziguar a mente cansada de uma rotina cheia de cobranças ou enfado.- No final as palavras parecem um sussurro, o rosto cheio de doce surpresa olhando-o como se tentasse adivinhar algum segredo valioso.  — Diga-me Sr.Hand quais são seus passatempos preferidos?- O dedo dela circulou a borda da taça e seus lábios ostentam um sorriso malicioso.




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    Mensagem por Xafic Zahi Qua Jul 20, 2022 9:48 pm


    Nightcity, 2090.

    23h27. Le Bernardin.




    Sr. Hand apreciou o jogo de olhares e, a medida que Kallax lhe respondia, somado aos pequenos goles de vinho, sua postura corporal lentamente se alterou. Seus ombros, antes perfeitamente alinhados, agora se encontravam ligeiramente para frente, e o mesmo aconteceu com o seu semblante, que abandonou a seriedade e deu espaço para um olhar atento e cheio de interesse nas palavras da acompanhante. Ele sorriu novamente com a frase "oferecer aos clientes as melhores safras". Sorriso este que, assim como o primeiro, era cheio de segundas intenções contidas. Ele maneou pausadamente com a cabeça, dando a entender que havia compreendido a versatilidade da acompanhante, e mais uma vez os olhares de ambos se cruzaram.

    - Controlar. - Respondeu, voltando o olhar em direção à janela. Lá fora, uma chuva fina caia e os automóveis passavam rapidamente pela via. Os seus olhos brilharam e ele ficou algum tempo em silêncio, como que se refletisse sobre sua resposta. Quando voltou em si, bebeu um pouco do vinho, e desta vez havia naturalidade na forma de segurar e de levantar a taça - E meu passatempo se confunde com o meu trabalho. - Disse em tom de desabafo, sem a formalidade de antes - Sou trabalhador compulsivo. Não consigo me desligar do trabalho, mesmo fora dele. - Tinha lamentação na sua voz, mas também tinha orgulho.

    O homem esperou qualquer consideração que Kallax pudesse fazer. Depois, pegou o guardanapo que estava em seu colo e o dobrou perfeitamente, devolvendo a mesa. Levantou-se e, com um gesto rápido e automático, ajustou a roupa, deu meia volta na mesa, e se aproximou da ruiva. Ofereceu a mão para que ela se levantar. Suas mãos eram macias, mas firmes e seguras, e uma delas deslizou pela lateral do corpo até às costas da acompanhante, no intuito de conduzi-la pelo salão. Um garçom vestindo paletó social branco com três botões se aproximou do aparente casal, mas uma erguida de sobrancelha do Sr. Hand foi o suficiente para o profissional se afastar.

    Sr. Hand guiou a ruiva até o fundo do salão e eles caminharam por um corredor de paredes coloridas, até que chegassem em porta metálica fechada, que foi aberta com um comando de voz do homem. Tratava-se de um elevador panorâmico, feito de algum material transparente, similar ao vidro, e Sr. Hand fez um gesto cavalheiresco com a mão para que Kallax entrasse primeiro. Uma vez ambos dentro do elevador, o homem voltou a posicionar uma de suas mãos nas costas da acompanhante, que desceu suavemente até o seu quadril e, finalmente, tocou suas nádegas. Com um novo comando de voz, as portas se fecharam e o equipamento subiu em direção ao terraço do edifício.

    O elevador se moveu lentamente e o material transparente proporcionou uma vista ampla da cidade.

    Spoiler:

    Uma vez no terraço do prédio, Sr. Hand permitiu que Kallax fosse a primeira e sair e desembarcou logo depois dela. Novamente posicionou uma das mãos em suas costas e a guiou alguns metros a frente. Estavam em um dos maiores prédios de Nightcity e olhar para baixo podia causar sentimento de grandeza ou medo, a depender da pessoa. O neon azul e roxo da fachada dos prédios menores parecia brigar com o led das propagandas, todos competindo pelo o destaque da noite. O som das ruas não era alto o suficiente para chegar até eles, e um silêncio tomava conta do ambiente, com exceção do ruído de motor de uma aeronave VTOL que sobrevoou a área por um curto período de tempo.

    Spoiler:

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    Sr. Hand se posicionou em um dos parapeito, que permitia contemplar a cidade, e fez um sinal para que a ruiva se aproximasse.

    - Já esteve tão alto? Sente-se segura aqui? - Era a primeira vez naquela noite que Sr. Hand se dirigia à Kallax sem olhar para ela. Sua atenção estava voltada às ruas abaixo deles. No entanto, o tom de formalidade havia desaparecido totalmente e o homem falava com causalidade. Podia ser o efeito do vinho, de ter se acostumado e gostado da companhia da ruiva, ou ambos.


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    Mensagem por thendara_selune Qui Jul 21, 2022 2:09 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙

    Arqueou uma das sobrancelhas antes de responder sobre “controle”.— Controlar os outros, é prova  de força, mas controlar-se a si próprio-  Então ela sorriu, mas olhos pareciam ficar frios por um breve segundo até que dizia como se confessasse algo sobre si mesma com algum divertimento vibrando na voz. — é aí que reside o verdadeiro poder Sr.Hand, mas pergunto-me até onde controla os seus reais desejos, talvez ainda não tenha encontrado a resposta para isso ou quem sabe tenha?!- O dedo dela ainda circulava a borda da taça, até que para mordendo o lábio inferior para depois beber um novo gole.  Kallax falava como se o homem ali fosse a única criatura que merecesse a sua atenção, era notório que se divertia, o seu corpo estava relaxado, mas os movimentos sutis eram todos graciosos. Gostava da aura de Hand, havia toda aquela carga de controle, segurança que a faziam apreciar a companhia dele o que tornava aquele serviço algo instigante.



    O homem parecia ter outros planos em mente. Ela colocava o guardanapo na mesa e aceitava a mão dele. A garota movia-se acompanhando os passos do homem, quando o garçom é dispensado Kallax não esboçou nenhuma reação.  Ele guiou-a até o fundo do salão, depois passaram pelo corredor de paredes coloridas até chegarem a uma porta metálica aberta por comando de voz e ele fez um gesto educado fazendo Kallax entrar primeiro. A ruiva sentiu de novo as mãos dele, nas suas costas, que fizeram um percurso contido até o seu quadril e finalmente a tocaram mais abaixo.  Um sorriso criava uma nova curva nos lábios dela, uma pequena sensação de vitória, afinal se não estivesse agradando ao cliente ele certamente a teria dispensado. Quando o elevador se move lentamente o material transparente a permite ter uma vista ampla da cidade e  olhos dela vagam pelas luzes néon que pareciam arder lá fora. A jovem acompanhante suspirava encantada e nem escondia isso. No terraço ele a deixa sair primeiro. — É um perfeito cavalheiro Sr.Hand.- A voz  vibrava entusiasmada sentindo  as mãos dele nas suas costas a guiando, estavam em um dos maiores prédios da cidade e a atmosfera ao redor a deixava animada. As luzes dos outros prédios, brigando por atenção, às propagandas cheias de convites consumistas queimando diante dos olhos e os sons das ruas pareciam sussurros perdidos muito abaixo deles até que o som do motor do VTOL a faz olhar para o Sr.Hand com se estivesse estudando-o com maior atenção. Ele tinha ido para um dos parapeitos, ela sentia o ar noturno brincando com os seus sentidos e quando ele a chama Kallax ia até ele com passos seguros. — É a primeira vez que venho aqui, alto demais - A voz é baixa. — Porque não me sentiria segura?- Ela inclinou-se calmamente, uma das mãos segurando o queixo dele com delicadeza enquanto os seus lábios bonitos colaram nos dele suavemente e afastou-se devagar como alguém que acaba de experimentar um sabor excitante. Os olhos dela faiscavam rapidamente cheios de provocação. — Me sinto totalmente segura Sr.Hand a minha função essa noite é proporcionar-lhe conforto e distração. - Ela pausou respirando fundo e continuou. — Adoraria levá-lo a outro tipo de sensação de altura ou quem sabe ajudá-lo a ceder aos seus instintos...-  As palavras dela saem como se fossem feitas para atiçar, mas depois  desviava a sua atenção para as luzes da cidade. Deixando-o livre para se afastar ou entrar no jogo de sua jovem acompanhante. Naquele ramo as garotas aprendem todo tipo de artimanha, Kallax por sua vez seguia a risca o que aprendeu com sua mentora, não bastava ter um rostinho bonito era preciso muito mais para manter um cliente interessado e aquele joguinho tinha sua utilidade no fim das contas.  — De certo modo é um apelo visual bonito, pode aquecer alguns solitários ou lançá-los a uma compulsão feroz, é como se fosse uma  poesia  mundana ao mesmo tempo.- Em uma nova provocação as mãos dela deslizando pelo tecido transparente de seu vestido.  — Está frio…- Os lábios entreabertos em um novo convite e os olhos fixos nele agora.


    Obg pelo post  cheers Kallax danadinha quer conquistar um cliente rico tongue  I love you  

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    Mensagem por Xafic Zahi Qui Jul 21, 2022 10:50 pm


    Nightcity, 2090.

    23h55. Terraço do Le Bernardin.


    thendara_selune escreveu:Ele tinha ido para um dos parapeitos, ela sentia o ar noturno brincando com os seus sentidos e quando ele a chama Kallax ia até ele com passos seguros. — É a primeira vez que venho aqui, alto demais - A voz é baixa. — Porque não me sentiria segura?- Ela inclinou-se calmamente, uma das mãos segurando o queixo dele com delicadeza enquanto os seus lábios bonitos colaram nos dele suavemente e afastou-se devagar como alguém que acaba de experimentar um sabor excitante. Os olhos dela faiscavam rapidamente cheios de provocação. [/color]

    Sr. Hand abriu um sorriso de satisfação, como que se tivesse orgulho de ser o primeiro homem a proporcionar aquela experiência à acompanhante.

    - Algumas pessoas se sentem protegidas entre os prédios e a multidão. E são tomadas de pânico quando estão em uma posição superior, mas isolada. - O homem adequou sua voz para um tom baixo, como que se inconscientemente procurasse se ajustar à Kallax.

    Ele então desviou o olhar das ruas e o dirigiu em direção a ruiva. Aceitou o beijo e uma das suas mãos percorreu os cabelos e segurou a nuca da acompanhante, evitando que ela se afastasse. Seus olhos requisitaram por mais um toque de lábios e, somente depois de atendido, a soltou.

    Ao ouvir que a acompanhante estava com frio, ele estendeu a mão, como um convite para que ela se aproximasse novamente dele. Uma vez que ambos os corpos se tocaram, os olhos de Sr. Hand requisitaram por mais um beijo e alguns toques. Com alguns minutos de carícias, ele pediu por um minuto e Kallax identificou que o homem fazia algo em seu TAP. Antes de qualquer especulação, um ruído de motor de uma aeronave quebrou o silêncio. O VTOL manobrou e, uma vez perto o suficiente do parapeito, suas portas se abriram. Kallax percebeu que se tratava da mesma aeronave que havia sobrevoado o local anteriormente, quando haviam chegado ao terraço. Sr. Hand entrou no automóvel e se virou para estender a mão e ajudar Kallax subir.

    A aeronave era espaçosa o suficiente para comportar duas pessoas confortavelmente e, ao que tudo indicava, não exigia o trabalho físico de um motorista. Sr. Hand sentou e fez um gesto para que Kallax também se sentasse. Ao contrário do elevador panorâmico, a visão dentro do veículo não permitia contemplar a cidade, vez que as janelas eram totalmente negras, com pequenas letras brancas em movimento, indicando dados técnicos, como coordenadas. Depois de ambos se acomodarem, as portas se fecharam e o automóvel decolou, para um destino que a ruiva não tinha conhecimento.

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    Uma vez dentro do automóvel, Sr. Hand retomou os beijos e toques, até que, com uma pausa, o homem retirou do bolso dois recipientes pequenos. Kallax reconheceu a embalagem. Tratava-se de Euphoria, um narcótico potente, física e mentalmente viciante, além de ser um forte analgésico capaz de induzir um poderoso sentimento de êxtase nos usuários. Sr. Hand deixou boa parte do conteúdo do frasco cair em sua mão e levou os dedos em direção aos lábios da acompanhante, induzindo-a consumir a droga. Seu olhar mais uma vez requisitou os serviços da acompanhante.

    Durante o ato, Sr. Hand permaneceu imóvel, como que se fosse alguém a ser cortejado e venerado. Seus olhos eram fixos e era por eles Kallax tinha que compreender o que o homem desejava a cada momento. Quando a acompanhante acertava, o homem abria um sorriso. Quando errava, era repreendida com uma mordida exageradamente forte nos lábios, um tapa ou um puxão bruto de cabelo.

    Ao terminarem, Sr. Hand disse:

    - Tenho uma proposta. E não permito que você recuse. - O tom da sua voz era tão formal quanto ao do início do encontro e dava a entender que durante todo o momento anterior sua a mente esteve no trabalho.

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    Mensagem por thendara_selune Sex Jul 22, 2022 4:22 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙

    “- Algumas pessoas se sentem protegidas entre os prédios e a multidão. E são tomadas de pânico quando estão em uma posição superior, mas isolada. - O homem adequou sua voz para um tom baixo, como que se inconscientemente procurasse se ajustar à Kallax.”


    — Proteção sempre é bem-vinda, mas excesso de muralhas é sufocante…-Depois agia de modo servil, sim, agia de maneira a mostrar-se submissa aos desejos do seu contratante. Kallax contentava-se com aquele serviço, na verdade, se divertia com aquele desfalecimento voluptuoso, experimentado no contato com a inefável doçura de todos que saiu ou até mesmo com a dominação que podia ser-lhe imposta.  Adorava sentir  quando uma mão se colava em sua púbis, era como se pudesse se renovar infinitamente, num mundo que estava cheio de homens dispostos a  possuir tudo que as suas ambições quisessem era excitante fazer parte disso por algumas horas e depois poder ao mesmo tempo, não pertencer de fato a nenhum deles. Para Kallax eram os créditos que  importavam realmente, mas degustar um pouco do mundo acima dela tornava as experiências anteriores que tivera coisas pequenas, suspiros adolescentes num clube qualquer em troca de uma hora de mútuo prazer com um desconhecido sem poder algum.



    Quando se reaproximou dele o beijou de novo, guiava sem pressa uma das mãos dele por baixo do vestido  e incitou a percorrer  a sua pele até a borda da calcinha de renda cara até quase deixa-lo tocar muito mais, então afastou a mão dele com um ar inocente quase verossímil. O beijou de novo até que ele pediu um minuto e depois mexia em seu TAP.  Então sem lhe dizer nada ela ouvia o som do motor de uma aeronave que manobrou até chegar perto o suficiente do parapeito.   Era a mesma de antes que agora abria as portas, Sr. Hand entrou primeiro e depois oferecia a mão para ajuda-lá a subir.  



    Ao entrar era como aceitar um convite ao desconhecido e isso sempre significava correr riscos. Kallax assim que entrou, acomodou-se e aceitava as investidas dele com divertimento nos olhos.  Ao ver os frascos ela não disse nada, nem hesitou apenas ergueu o queixo com um ar desafiador. Logo em seguida levou os dedos dele a boca e sugou devagar entendendo que agora devia obedecer às regras do jogo de Hand. Há muito tempo  a ruiva já não era uma acompanhante inexperiente. Quando  a droga fazia efeito a sensação de Kallax era perder a própria consciência, o que facilitava ainda mais a ruptura de limites pré-estabelecidos para própria segurança. Nem de longe aquilo era algo ruim, mas perder o controle sobre si mesma gerava um misto de medo e aceitação que a corroíam de um jeito faminto.  Ela podia sentir o hálito dele na sua face, o que fez cada centímetro do seu corpo arrepiar. Nos instantes seguintes Kallax se deixou invadir pela imposição dele, quando errava sentia que as punições provocavam-lhe calor pelo corpo todo ou dobravam o seu apetite em satisfazê-lo quase como se estivesse num transe maldosamente luxurioso. Gemeu baixo quando sentiu o puxão de cabelo, empenhava-se a oferecer mais de si mesma. Tudo nela cheirava a prazer, ganancia e submissão enquanto a droga enraizava-se mais e mais nos seus sentidos.



    Os  lábios dela buscaram cada centímetro do pescoço de Hand e quando ele achou o caminho até a  boca da ruiva, ela afundou  a ponta dos dedos nos músculos dos seus ombros. Estava perdida demais no prazer que sentia para pensar com clareza. Dor e submissão a agradavam. Os seus movimentos tornaram-se  instintivos depois, compensando então agressividade que as punições dele ofereciam. A ruiva fica ofegante, aquilo é uma dose de delírio que a fazia se sentir tão viva. A sua excitação é genuína e a fazia correr para o ápice delicioso e deixou-se ser vista como ele queria. Queria devorá-lo. De novo sentia o seu corpo se abrindo, cada vez mais, até que quis que aquele momento jamais se acabasse. Mas acabou e os olhos dela pareciam tomados por sombras cálidas e macias incapazes de pensar.  Kallax ainda sentia o corpo fervilhando, como se cada centímetro dela quisesse mais de toda a euforia que o momento anterior proporcionou e aí que residia o perigo para uma acompanhante ingênua. Se perder na cena toda, ansiar por ter mais e esquecer que aquilo tudo eram apenas negócios. Vestia-se lentamente, sem pressa alguma de esconder o que ele tinha visto e apreciado de perto, os créditos dele davam-lhe passe livre e controle sob o corpo dela. Quando ele oferecia uma proposta ela arrumava o cabelo e o olhou com um ar predatório renovado na feição bonita. — Não ousaria recusar, mas...- As palavras dela tinham humor que esfriava aos poucos a sensação quente do seu corpo. — tudo depende do quão interessante é sua proposta Sr.Hand!-


    Obg pelo post  cheers I love you Kallax querendo ganhar créditos ahuahuauh


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    Mensagem por Xafic Zahi Sab Jul 23, 2022 10:58 am


    Nightcity, 2090.

    ??h??.


    De Nightcity, com amor Cacc9db12c5e71eed1b008e75ddc8ed4

    A aeronave sobrevoava a cidade, permitindo que Sr. Hand e Kallax conversassem no interior dela. Os painéis não indicavam o horário, mas era presumível que o amanhecer estava próximo, tendo em vista os efeitos da droga já tinham cessado e o estômago da ruiva ameaçava a roncar de fome.

    Sr. Hand fez um gesto discreto com a mão, indicando para acompanhante não se vestir. Ele, por outro lado, estava com a roupa perfeitamente alinhada. A fragrância amadeirada com notas de pimenta que exalava do homem tinha se intensificado e tomado conta do ar dentro do veículo fechado. O seu olhar em direção à Kallax alternava e se confundia entre a exigência de apreciar o corpo nu da ruiva e a formalidade de uma tratativa de negócios.

    - Há alguns meses, minha empresa enviou um carregamento de matéria prima para uma filial-laboratório em Chicagoland. - Kallax já tinha ouvido falar da Cidade Livre de Chicago. Tratava-se de uma cidade-estado cercada por muros da altura de arranha-céus e quase trinta milhões de pessoas amontoadas atrás deles. A forma mais segura de entrar era por meio de um processo burocrático e passaporte, mas existiam formas alternativas, mais rápidas e baratas, mas também mais arriscadas - Tínhamos pressa que o material chegasse na mão do cientista-chefe, pois a pesquisa estava chegando ao fim e os testes conclusivos estavam sendo realizados. Então pedimos o auxílio de um contrabandista. - A acompanhante viu letras e imagens do TAP sendo refletidas nos olhos do Sr. Hand, indicando que ele consultava algum relatório. - Acontece que o filho da puta - O corpo do homem se endireitou, como que se buscasse repreender a si mesmo por demonstrar emoção. - Acontece que o contrabandista recebeu uma oferta maior de uma gangue local. Juntos, além de não entregarem a mercadoria, saquearam a filial-laboratório, inclusive a fórmula desenvolvida pelo meu cientista. - O homem concluiu a fala desviando o olhar, como que se sentisse vergonha. Depois de alguns segundos, continuou, mantendo o tom formal. - A fórmula foi enviada pelo TAP de um dos membros da gangue e a versão original destruída. Pegamos o maldito, claro. Nem mesmo as pessoas de Chicagoland estão salvas do meu poder. - Ele deu um sorriso de satisfação e orgulho. E o estomago da ruiva roncou. - Coloquei os melhores hackers do mercado para invadir a mente dele e arrancar a informação. Profissionais de todo o mundo vieram ao meu chamado. Liga Indiana, Nagasaki, Federação Russa e até alguns Zeeks. Todos disseram que há um software-bomba dentro da mente do gangster, que se for forçado, destrói tudo o que tiver dentro dela. - Ele riu, como que se achasse graça no preparo do gangster. - Então o torturamos até perto da morte, mas essa raça tem uma força de vontade inacreditável. Sem alternativa, jogamos o filha da mãe de volta à cidade, esperando que ele não conseguisse vender a informação e corresse até nós. Ocorre que meus informantes na cidade disseram que uma oferta foi feita e a fórmula está prestes a ser vendida.- O homem olhou para o corpo da ruiva, mas a expressão de luxúria logo se dissipou. - Meus conselheiros disseram que somente uma coisa tem maior poder de convencimento sobre um homem do que a dor e o dinheiro...


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    Mensagem por thendara_selune Sab Jul 23, 2022 6:41 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙


    A ruiva se sente um pouco zonza, talvez inebriada pelo cheiro dele, como se notas quentes ficassem impregnadas em seu corpo. Quando ele sinaliza que quer ainda em sua nudez, Kallax então se deixa ver, como se a própria pele fosse a única roupa que precisasse naquele momento. Enquanto o escuta as linhas do rosto bonito demonstram curiosidade, depois surpresa e havia uma curva sinuosa em seus lábios quando ele fala o palavrão. Após um tempo o estômago dela roncou então abriu levemente as pernas fornecendo um pequeno espetáculo como se fosse uma felina manhosa buscando conforto no sol que começaria arder do lado de fora. Depois inclinou a cabeça e deslizou as mãos pelo ventre devagar até falar em um tom morno.  — Então posso deduzir que quer meus serviços por mais um tempo, mas seria para chegar perto do tal homenzinho sujo que ousou desafiar o senhor?!- Ao falar “senhor” havia uma entonação diferente como se a palavra merece-se peso e poder. A ruiva então moveu-se até ele, as mãos subindo pelas coxas de Hand até que sentou em seu colo com aqueles olhos cinza azulados cheios de provocação. O homem ali tem uma qualidade enervante nele, mesmo que esteja apenas sentado lá. Sua aparência física tem algo a ver com isso. Ele é bonito, mas eram os olhos carregados de aço escuro que a deixavam inquieta, era injusto como esse tipo mexia com ela intimamente. — Isso parece um jogo, gosto de jogos tanto quanto gosto que me toquem.- A voz de Kallax é calma considerando o fogo que a está comendo por  dentro ao pensar no que estava se metendo. Aquilo fazia não só seu lado ambicioso surgir, mas faz seu sangue ferver com a possibilidade de obter aquela informação e o quanto aquilo podia ser lucroso.  Ela inclina a cabeça para o lado. — Mas diga-me o que ganharei com isso Sr.Hand?-   Há uma dureza nele, um zunido de eletricidade que está prestes a eletrocutar quem estiver por perto. Aquele homem ali odeia perder e devia estar passando um inferno interno por não ter tido êxito com esse assunto. Estava sentindo fome e ao mesmo tempo queria saber o quanto podia ganhar com aquele serviço.


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    Mensagem por Xafic Zahi Sab Jul 23, 2022 11:25 pm


    Nightcity, 2090.

    ??h??.


    De Nightcity, com amor Cacc9db12c5e71eed1b008e75ddc8ed4

    O homem não se constrangeu em admirar a ruiva quando ela ofereceu o pequeno espetáculo, e pairou dúvida se o sorriso de satisfação que ele abriu era em virtude da pose da acompanhante ou pela ênfase dada por ela ao dizer "senhor".

    Diante do questionamento feito por ela, Sr. Hand maneou positivamente com a cabeça e fez um gesto com o dedo indicativo, requisitando que a mulher se aproximasse.

    — Chegar perto do homenzinho. — Ele inconscientemente usava as mesmas palavras que Kallax tinha usado  — E conseguir a informação.

    Aceitou-a em seu colo e suas mãos percorreram o corpo da jovem antes que ela pudesse dizer o quanto gostava daquilo. Mas sua atenção estava dividida, pois seus olhos permaneciam refletindo letras e imagens do TAP, confirmando que o homem acessava dados do trabalho.

    — Qual o preço para essa atividade? — Suas mãos continuaram a brincar com o corpo da acompanhante, no entanto, de uma forma diferente de antes. Seus movimentos pareciam mecanizados e com menos prazer.


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    Mensagem por thendara_selune Dom Jul 24, 2022 12:12 am



    Kallax


    🌙🌙🌙

    Ela sorri maliciosa sentada no colo dele. — Façamos assim caso eu consiga você me pague aquilo que acha digno da minha façanha e caso falhe não poderá me responsabilizar ou me torturar. Além disso, me dará um prêmio de consolação, afinal pelo que escutei se tudo der errado corro o risco de voltar sem um pedaço ou até mesmo nem voltar.- Kallax se deixou manipular como se fosse uma bonequinha antiestresse a voz aveludada da ruiva pontuava a palavra “torturar” como se fosse um desafio solto no ar entre eles. — Preciso de todas as informações que puder me dar, devo entrar na cidade sem problemas e claro não posso ir de mãos abanando gastando meus pobres créditos. Sou uma pobre acompanhante juntando meus ganhos e pagando dívidas.- A voz dela não tinha um tom sofrido, havia diversão como se estivesse prestes a participar de um jogo onde o prêmio a faria ficar rica. Suspirou manhosamente ainda sentindo o toque dele. — Temos um acordo Sr. Hand?-  Só agora segurou o queixo dele lhe cobrando atenção. Os olhos cinza azulados pareciam predatórios de novo enquanto os lábios exibiam um sorriso.



    Obg pelo post  cheers


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    Mensagem por Xafic Zahi Dom Jul 24, 2022 6:43 pm


    Nightcity, 2090.

    13h20h.


    Ainda que estivesse concentrado no trabalho, o homem se divertiu com a garantia exigida pela ruiva:

    — Eu nunca torturaria você. - O tom da sua voz era estranhamente afetuoso, mas logo retomou a formalidade — Um passaporte será providenciado e não precisará se preocupar com as despesas essenciais durante a prestação do serviço. — Dois ou três apertões foram dados com intensidade em zonas erógenas específicas da acompanhante, como que se ele tivesse curiosidade na reação dela. — Um relatório lhe será enviado com os detalhes da gangue. — Ele permitiu que seu rosto fosse segurado e pareceu apreciar a cobrança de atenção. As letras e imagens do TAP pararam de refletir e ele encarou a ruiva — Sim. — A expressão em seu rosto era de satisfação e confiança. — Temos um acordo. — Suas mãos percorreram o corpo da acompanhante e ele a encaixou em cima dele, para mais um momento de libertinagem.

    *

    Já era começo de tarde quando Sr. Hand deixou Kallax no local da sua preferência, com a promessa que o passaporte para Cidade Livre de Chicago e um relatório seriam enviados à ela dentro da próxima semana. Na área baixa de Nighcity, onde os meros mortais viviam e Kallax passava quase a totalidade do seu tempo, tudo continuava como sempre: um emaranhado infinito de ruas à sombra dos arranha-céus gigantescos. Densamente povoada, a maior parte da cidade era caracterizada pela pobreza decrépita, infraestrutura em ruínas e violência desenfreada das gangues.



    Para onde Kallax iria até ser contatada novamente pelo Sr. Hand? Manteria sua rotina de trabalho? Iria às compras com créditos que o encontro da noite anterior havia lhe rendido? Falaria com Hatsumomo e seus contatos para se preparar para sua viagem? Ou simplesmente tiraria os dias de folga, em seu apartamento?


    Off:

    Off:


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    Mensagem por thendara_selune Dom Jul 24, 2022 8:07 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙



    “— Eu nunca torturaria você. - “

    Kallax ainda mantinha um sorriso nos lábios, mas nunca acreditaria em qualquer homem seja ele quem fosse. Todos eles são predadores com graus diferentes de periculosidade e aqueles que detém poder são os piores. A ruiva afastou esse alerta enquanto o ouvia responder e quando sentiu os apertões um arrepio percorre o corpo dela. Sentia-se vulnerável e gemeu baixo. Os olhos dela pareciam dançar com todas as sensações que aquele contato provoca.
    — Humm… Então negócio fechado Sr.Hand.- As palavras saem entrecortadas. Tudo que se desenrola após faz o rosto de Kallax incendiar-se. Ela mordeu o lábio inferior e seus olhos ficaram abrasadores, intensos. Depois os beijos da ruiva são exigentes, sua língua e seus lábios, persuadindo os dele a cada chance que tem até que aquela movimentação chega ao seu desfecho prazeroso.


    “Dever cumprido com prazer.” O pensamento faz seus olhos se despedirem dele com um sorriso malicioso. Ela voltava ao seu mundo, os passos seguros de uma felina que sabia onde pisava, os sons, as emoções das pessoas flutuando no ar, as frustrações e aquele sabor amargo no âmago de cada um. Durante aquela semana ela tentou descobrir mais informações úteis da Cidade Livre de Chicago. Coisas corriqueiras e simples de saber, os créditos recebidos faziam seus olhos brilharem de satisfação. Mandou uma mensagem para Hatsumomo que aquela altura já devia saber que a protegida faria aquela viagem. “Hei, me preparando para ir para Cidade Livre de Chicago prometo que trago um presentinho”



    As coisas com a concubina eram muito simples, havia clareza nas palavras dela, suas regras são simples“ Não me traia e nunca se apaixone pelo cliente, todos eles são meros créditos não importa a promessa que lhe façam!”



    Kallax não acreditava em amor, essa seria a última coisa que poderia acreditar, vez ou outra escutava uma história de uma das antigas garotas sobre acompanhantes que acabaram seus dias de um jeito trágico por confiarem em um cliente ou acabarem envolvidas com quem não deviam. Ela sabia muito bem onde queria chegar, era mais fácil pelo caminho que Hatsumomo ensinou, as meninas eram protegidas, tinham regras que a mentora ensinava e limites claros impostos aos contratantes que assim garantia que as meninas ficassem intactas e aos clientes o total anonimato. Nos dias que ficou no apartamento, manteve-se relaxada escolhendo o que levaria, tentava tratar aquilo como se fossem férias cheias de adrenalina que a deixariam rica.

    Apartamento :

    Off: Avançar o tempo simmmm pq to curiosa hahaha  Cool



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    Mensagem por Xafic Zahi Seg Jul 25, 2022 7:03 pm


    Chicagoland, 2090.

    23h02h.


    EM NIGHTCITY



    A semana passou relativamente tranquila para Kallax. Alguns potenciais clientes entraram em contato, requisitando os serviços da acompanhante durante algumas horas da noite. Evidentemente, nenhum tinha o poder financeiro do Sr. Hand. Muito pelo contrário. Um jovem chegou a negociar o preço, questionando se havia desconto de 50% por ser aniversário dele. No dia posterior, um casal na faixa dos 85 anos de idade também entraram em contato, perguntando se ela cobraria muito caro para apenas olhá-los. Ficaria à critério de Kallax se os atenderia ou não.

    Na início da manhã do dia da viagem, Kallax recebeu uma mensagem do Sr. Hand, com o prometido passaporte e relatório da gangue alvo. Aparentemente Hatsumomo também tinha sido avisada, pois ela enviou uma mensagem em sequência, pedindo que Kallax comparecesse no Clube Necropóle.

    Informações básicas contidas no relatório:

    CLUBE NECROPÓLE

    Tratava-se de um espaço amplo e sem janelas. A luz artificial era de coloração azul e roxa, lembrando a fachada dos prédios das ruas. No centro havia um Mixer, também conhecido como PICKUP, onde estava o profissional responsável pelo BOOTLEG tocado no local. Em volta, jovens adultos com capas e fantasias de deuses da antiguidade dançavam segurando taças de bebidas reluzentes.

    No canto direito do salão, Hatsumomo fez um sinal para pupila se aproximar. Junto à mentora, estava uma menina aparentemente mais nova do que a própria Kallax, com rosto indicando 18 anos de idade.

    Spoiler:

    - Ela não deu certo aqui e vai tentar a sorte em Chicagoland.- A voz de Hatsumomo era de desdém e ela continuou logo depois de se levantar e cumprimentar a pupila com um abraço afetuoso. - O passaporte dela foi uma cortesia do Sr. Hand, um bônus pelo seu serviço. - Abriu um riso sem vergonha e experiente - Então acho que ela te deve no mínimo um obrigado, não é mesmo Zinc?!

    - Obri..obrigado.- A garota respondeu timidamente e seus olhos ficaram fixados no chão.

    - É a oportunidade de uma vida, Kallax. - Hatsumomo voltou a se sentar e sua voz tomou um tom era sério. Ela buscou os olhos da ruiva e segurou em suas mãos [color#ff3300]- Tenha cuidado enquanto estiver lá, mas também se lembre que só se chega no alto com coragem de arriscar.[/color] - Pegou o drink colorido da mesa e levantou. - Um brinde ao sucesso. - A voz saiu como um sussurro, audível somente às três da mesa, e a entonação era envolvente e sensual, além de transmitir convicção.

    - Ao sucesso! - Zinc disse, meio sem jeito, com a voz forçadamente animada, acabando com o clima que a Hatsumomotinha iniciado.

    Era de madrugada quando um veículo blindado chegou à porta do clube para buscar Kallax e Zync. Tratava-se de um CHEVILLON EMPEROR 720. Uma raridade na área baixa de Nighcity, mas comumente usado pelos Corps.

    CHEVILLON EMPEROR 720:

    O chofer se assegurou de colocar as bagagens das mulheres no porta malas e, depois de abrir e fechar a porta traseira para Kallax e Zinc, posicionou-se no banco do motorista e deu início à viagem. Tudo nele era formal e profissional e nenhum contato visual direto era feito.

    VIAGEM ATÉ CHICAGOLAND

    Zinc se manteve quieta durante todo o percurso, revelando uma personalidade introvertida e solitária. Seus gestos eram todos contidos e não sustentava o olhar, característico de alguém que tinha sofrido algum trauma ou, então, simplesmente ficado sozinho por muito tempo. Somado isto ao profissionalismo do motorista, tinha tudo para ser uma viagem silenciosa, o que poderia ser entediante ou agradável, a depender do gosto da ruiva. No mais, embora o motorista não aparentasse estar com pressa além do normal, ele não ofereceu nenhuma pausa para alimentação ou uso do banheiro.

    MURO DE CHICAGOLAND

    O sol já tinha se posto e uma lua de sangue brilhava no céu quando o automóvel chegou no território de Chicagoland. Ainda que faltassem alguns quilômetros para de fato chegarem à cidade, o grandioso muro que a cercava já podia ser visto. No entanto, o colosso de concreto era a única paisagem possível, já que, por conta do horário, olhar pelas janelas do automóvel era ver tão e somente a escuridão. Quando mais próximos do muro, a estrada contou com uma presença militar ostensiva de homens com uniformes da Milícia de Chicago e também de forças de segurança privada, e por diversas vezes o veículo foi parado e documentos exigidos. O motorista aparentava estar acostumado com aquela formalidade e vigilância, tendo em vista que seu semblante permanecia profissional. Os quilômetros finais foram percorridos sem maiores problemas.

    Spoiler:

    Kallax e Zinc foram destinadas ao portão de imigração. Em um primeiro momento, foram colocadas em uma antessala de paredes cinzas e fria, fortemente monitorada por câmeras e um único soldado de armadura, que ficava em frente da única porta de acesso. Em razão do horário, eram únicas ali naquele momento, mas ainda assim levou por volta de duas horas até Kallax ser chamada. Zinc havia sentado em uma das cadeiras de ferro e abraçado a si mesmo, talvez por sono ou frio.

    Spoiler:

    - Procedimento individual. - O soldado falou em alto tom, olhando para as duas garotas. Quando Kallax se aproximou, uma luz branca e forte a escaneou. - Passaporte validado. - O brutamontes se afastou, permitindo que a ruiva passasse pela porta.

    A sala que Kallax entrou não era muito diferente da anterior, com exceção de ser ainda mais fria e contar com uma mesa com um soldado-burocrata atrás dela.

    Spoiler:

    - Nome, idade, ocupação, objetivo na cidade, quanto tempo vai ficar, onde vai ficar e quanto crédito tem. - O homem exigia as informações de uma maneira automática, como que se fizesse aquilo todos os dias, repetidamente.


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    Mensagem por thendara_selune Ter Jul 26, 2022 4:03 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙





    ANTES DA VIAGEM

    Na questão serviços Kallax era uma profissional versátil, divertia-se com a função e atendeu aos clientes em questão sem problemas desde que acordassem em pagar os valores que ela está habituada a cobrar. Caso os encontros acontecessem seria bem gentil com o tal aniversariante, com o casal manteve a regra clara na qual era uma mera espectadora. O mundo que ela vivia agora tinha rupturas morais e quebra de tabus cheios de nuances diferentes. No fim, se não causasse dano físico e nem quebrasse as regras pessoais de Kallax ela toparia. Queria ganhar créditos. Os valores foram cobrados de acordo com a tabela que provavelmente as meninas de Hatsumomo tinham, nada excessivo, mas sem chances para maiores negociações. “ Prazer tem seu preço”seria a resposta dada em um tom gentil, mas não aceitaria um valor que não condiz com o que está habituada a ganhar.



    Na manhã da viagem ela tinha organizado o necessário, olhou as informações e arqueou uma das sobrancelhas com alguma preocupação que logo espantou pensando no quanto ia lucrar. Mas inegavelmente tinha certeza que aquilo era perigoso, mas não tinha nada a perder, sempre foi sozinha e queria ter a chance de construir um futuro para si mesma sem depender da benevolência da sua protetora.





    CLUBE NECRÓPOLE



    Ao chegar no clube se moveu entre luzes e pessoas em direção a Hatsumomo observando a outra garota com curiosidade. Imaginando se tratar de uma nova aquisição da concubina e ao chegar perto fazia uma mesura teatral antes de responder. — Meninas más também podem virar Cinderela de vez em quando.- Havia humor, mas era ácido e sem qualquer gota de fé em sonhos. Retribuía o abraço, agradecia a Hatsumomo por ter dado a ela uma chance de ter uma vida melhor do que ficar roubando nas vielas do bairro vermelho cedo ou tarde acabaria tendo um fim nada bonito se continuasse ali. Olhou a garota nos olhos e deu um sorriso.  — Obrigada Zinc.- O tom estava caloroso enquanto os olhos passeavam pelo lugar antes de sentar ouvindo as recomendações de Hatsumomo e brindar com um sorriso felino cheio de confiança em si mesma.





    VIAGEM ATÉ CHICAGOLAND



    A madrugada trouxe alguma ansiedade a Kallax e quando o veículo chegou fez um esforço maior para manter uma cara de despreocupação. Agora é para valer, sem chance de desistir e quando entrou acomodou-se com a outra garota. Ofereceu algumas barras energéticas para garota com um sorrisinho de canto tentando manter as coisas como se fosse um passeio comum. — Experimenta é docinha.- O sabor é agradável, assim como tirou da bolsa garrafinhas de isotônicos com sabores artificiais que para Kallax tinham sabor nostálgico perdido em sua memória.




    MURO DE CHICAGOLAND


    As paradas para verificar documentos eram comuns e ela notou que para o motorista aquilo era algo de rotina. A ruiva por sua vez permanecia tranquila externamente, mas ansiosa por dentro.  Quando passavam pelo portão de imigração seguiam os procedimentos. A primeira antessala fria e fortemente monitorada. O soldado ali passava para Kallax um certo desconforto, mas ignorou a presença dele. Sentou-se perto de Zinc. — Hei deve ta cansada hein?- A voz dela é amistosa. - Kallax puxa dois casacos de uma das maletas e oferecia a outra. — Veste vai ficar quentinha e é bem confortável. - Piscou para ela e não parecia disposta a aceitar a recusa da outra.

    Um soldado mais intimidador surgia para realizar o procedimento individual, ela apenas obedecia quando passavam para outra sala parecia que o inverno morava ali dentro. Ela respondia às perguntas com um tom educado não que ele fosse se importar. — Kallax, vinte anos, acompanhante, três semanas, deu o nome de hotel qualquer centralizado e informava os créditos que tinha.-  Claro que aquela estadia podia ser maior, mas dependia muito do que ia encontrar na cidade e se realmente conseguiria chegar perto de Semper López.
    Roupinha :







    Obg pelo post  cheers


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    Mensagem por Xafic Zahi Qua Jul 27, 2022 6:29 pm


    Chicagoland, 2090.

    01h38h.


    VIAGEM ATÉ CHICAGOLAND

    "Ofereceu algumas barras energéticas para garota com um sorrisinho de canto tentando manter as coisas como se fosse um passeio comum. — Experimenta é docinha."

    Zync abriu um sorriso tímido e fez um sinal negativo com a mão, recusando a oferta. Depois, voltou a encostar a cabeça na janela lateral do automóvel e seguiu a viagem em silêncio.

    MURO DE CHICAGOLAND

    "Sentou-se perto de Zinc. — Hei deve ta cansada hein?- A voz dela é amistosa. - Kallax puxa dois casacos de uma das maletas e oferecia a outra. — Veste vai ficar quentinha e é bem confortável. - Piscou para ela e não parecia disposta a aceitar a recusa da outra."

    Zinc estava quase esparramada no banco de metal quando Kallax se aproximou e a loira se ajustou para que a colega de viagem se sentasse do seu lado.

    - Prometo que devolvo. - Piscou de volta, de um jeito inocente.

    *

    O soldado-burocrata ouviu as respostas com pouco caso.

    - Informações ok. - A voz era monótona e ele analisou lentamente para o corpo da ruiva quando ouviu que ela que era acompanhante. - Liberada. - Uma porta se abriu no sentido oposto daquele que Kallax tinha entrado. - Comporte-se, ou vão bater no seu crânio até que ele vire uma poça de sangue. - O tom da voz do homem era de aviso sincero.

    CHICAGOLAND

    Spoiler:

    Kallax finalmente havia entrado na Cidade Livre de Chicago e a primeira percepção era sobre o ar: um misto de poeira, areia e poluição, que embaçava e sujava a visão. No mais, estava frio, tão frio que fazia a temperatura das salas de imigração ser confortável. E embora fosse madrugada, as ruas estavam agitadas e a cidade em um interessante movimento de pessoas e comerciantes. Pontilhões infestavam à visão, criando camadas entre a cidade. O horizonte, por sua vez, era preenchido por diversas torres, cujo no topo de cada uma delas havia uma abóbada com número de identificação.

    A reserva feita antecipadamente por Kallax era em um quarto na Torre Mersmeyer, Área Central de Chicagoland, correspondente ao número 886. A Torre Mersmeyer ficava há poucos quilômetros do portão de imigração e a ruiva tinha a opção de seguir até ela por transporte público, através de El-trains maglev, cujo os trilhos faziam um nó ao longo da cidade e por vezes se entrelaçavam nos pontilhões; por meio de VTOLs individuais pilotados por IA, podendo ser solicitados via TAP; ou caminhando.

    El-Trains:

    - Meu contato. Não responde. - Zinc havia saído pela mesma porta que Kallax e se aproximado. Ela vestia o casaco emprestado pela ruiva, mas, por ter uma estatura menor, a vestimenta lhe parecia quase um vestido curto. - Posso ficar com você até amanhã cedo?

    Antes que Kallax pudesse responder, seus sentidos foram invadidos por uma confusão de luzes e sons, que preencheram consideravelmente sua visão, em um jogo de flashes coloridos e vozes robotizadas. Levou alguns segundos até ela entender que se tratava de publicidade em massa.

    "Não pode pagar para ter os seus implantes ajustados no distrito Médico de Chicago? Que evitar que a sua biometria seja analisadas no Hospital Holy Cross? Venha para a Underground, a melhor loja de corpos da cidade."

    "Quer chicotear alguém até sangrar? Quer insultar um prisioneiro enquanto ele é torturado até a morte em uma cela? Pague e tenha seus apetites mais pervertidos saciados. Venha para JAXES."

    "Já é dia de pagamento? Hora de ir para o Shopping Center York town, duzentos mil metros quadrados de roupas baratas, comida e domínios Vr que você pode comprar."

    - Você precisa reforçar a segurança do TAP. - A loira parecia saber do que estava falando. - Eu posso ajudar com isso depois. Ahnn..quero dizer, se eu puder ficar com você até amanhã cedo. - Sorriu, sem jeito, tentando fazer a chantagem funcionar.

    TORRE MERSMEYER - ÁREA CENTRAL

    Era como se alguém tivesse pegado 100 andares do tipo da habitação mais barato por aí e amontoado dezenas de milhares de cidadãos de Chicagoland e imigrantes no mesmo metro quadrado. Os andares eram construídos em volta de um grande gerador industrial que, a primeira vista, parecia funcionar à base de produtos inflamáveis e resíduos, causando a formação de smog (ume espécie de fumaça de poluição) em volta da base do hotel.

    Spoiler:

    No térreo, Kallax percebeu fios expostos e paredes de concreto cobertas com graffiti e placas piscantes indicavam direções para bares e restaurantes. Ela tinha a opção de perambular pelo andar antes de subir para o quarto alugado, a depender da sua disposição.

    Quando decidiu ir até o quarto, Kallax obrigatoriamente teve que se dirigir ao elevador, vez que o TAP indicava que o seu quarto era no 87º andar. O corredor para aguardar os elevadores era no mínimo sinistro, com luzes de neon piscando e mal iluminando, com poças de água preenchendo o chão...pelo menos parecia água. Depois de alguns  minutos de espera, a porta do equipamento abriu com um sonoro "bip", misturado com o barulho seco de um soco e seguido de um grito feminino. Uma das pessoas dentro do elevador era um homem de meia idade, cara de poucos amigos e sangue pingando das mãos.

    Spoiler:

    - Dois dias! - Gritou, em tom de ameaça, e saiu apressadamente com passos firmes em direção ao corredor, trombando em Kallax forte o suficiente para o corpo da ruiva ir ligeiramente para o lado.

    Dentro do elevador, permanecia uma mulher de cabelos pretos e curtos e, aos seus pés, um homem caído.

    Spoiler:

    - Que foi?! - A mulher encarou Kallax. - Tenho nada a ver com isso. - Foi para o canto, liberando espaço entre a parede esquerda e o homem estirado no chão. - Vai entrar ou não?!

    Quando Kallax chegou no andar do seu quarto, o sensor da porta reconheceu a identificação da ruiva, fornecida pelo TAP, e a cobrança da diária foi feita automaticamente: $ 200. O quarto era simples e continha apenas móveis básicos: cama e criado-mudo. Em contrapartida, as paredes eram recheadas de cartazes de anúncios de comidas, acompanhantes, armas e drogas.

    Spoiler:


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    De Nightcity, com amor Empty Re: De Nightcity, com amor

    Mensagem por thendara_selune Qui Jul 28, 2022 4:08 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙




    MURO DE CHICAGOLAND





    — Prometo que devolvo. — Piscou de volta, de um jeito inocente.




    — Relaxa.-  O tom foi amigável e genuíno.



    O soldado-burocrata ouviu as respostas com pouco caso.



    - Informações ok. - A voz era monótona e ele analisou lentamente para o corpo da ruiva quando ouviu que ela que era acompanhante. - Liberada. - Uma porta se abriu no sentido oposto daquele que Kallax tinha entrado. - Comporte-se, ou vão bater no seu crânio até que ele vire uma poça de sangue. - O tom da voz do homem era de aviso sincero.



    Aquela ameaça no final a fez manter um semblante que não transparece qualquer emoção.  “Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é.” Lembrou de Hatsumomo dizendo isso enquanto olhava um calor caríssimo como se o objeto não fosse grande coisa.



    CHICAGOLAND

    Meu contato. Não responde. - Zinc havia saído pela mesma porta que Kallax e se aproximado. Ela vestia o casaco emprestado pela ruiva, mas, por ter uma estatura menor, a vestimenta lhe parecia quase um vestido curto. - Posso ficar com você até amanhã cedo?



    Ela seguia o caminho, olhando as coisas e sentindo o frio percorrendo seu corpo quando Zinc fala Kallax ia responder quando aquele caos  visual e sonoro a deixou confusa antes de conseguir acertar as ideias. — Que merda! — Praguejou baixo e respirou fundo pegando na mão da outra. — Desculpa esse caos ao redor me pegou de surpresa. - Olhou Zinc nos olhos e um  sorriso alargou-se antes de dar uma outra resposta. —Pode sim e o quanto quiser.-





    - Você precisa reforçar a segurança do TAP. - A loira parecia saber que estava falando. - Eu posso ajudar com isso depois. Ahn..quero dizer, se eu puder ficar com você até amanhã cedo. - Sorriu, sem jeito, tentando fazer a chantagem funcionar.


    — Agradeço a ajuda, posso ajudar você em outras coisas se quiser.- Fez um biquinho e os olhos ficaram maliciosos. — Sou boa em acabar com as tensões diárias dos outros.- Então deu uma risadinha cheia de humor.



    TORRE MERSMEYER - ÁREA CENTRAL



    No térreo, Kallax percebeu fios expostos e paredes de concreto cobertas com grafite e placas piscantes indicam direções para bares e restaurantes. Ela tinha a opção de perambular pelo andar antes de subir para o quarto alugado, a depender da sua disposição.



    Sentia curiosidade em conhecer o lugar, mas o cansaço também a mandava ir logo para o quarto. (To supondo que a Zinc tá junto né isso?)



    Olhou a outra disse. — Super fofo o lugar hein?- Piscou com divertimento. — Vamos lá, será que tem algum homem malvado sedutor nos esperando no quarto?- Riu de novo entrelaçando o braço no de Zinc. Quando adentram o corredor se sentiam caminhando em uma das vielas do bairro vermelho, onde olhos espreitam e mãos sedentas parecem dispostas a arrancar um membro seu em troca de créditos. “ Venha cá coisinha bonita, posso dar algo gostoso para você comer ou Atrás daquela porta um mundo novo a espera que tal  mudar um pouco essa aparência em troca de algo que você queira ruivinha!”  Um calafrio inesperado percorreu seu corpo enquanto andava. Então perto do elevador escutou os sons de socos somados ao grito e recuou instintivamente puxando a outra, mas ainda assim o sujeito tromba nela que vai pro lado. Olhando o cara caído e escutando a voz da outra ela apenas se afasta. — Pegamos o próximo.- Ironicamente encontraram o homem malvado, mas nada sedutor e Kallax queria distância dele.


    Ao chegarem no andar onde estaria alojada ela espera Zinc entrar ainda dando uma olhada no corredor até que fecha a porta e se move pelo lugar como se estivesse inspecionando tudo.

    —Eu preciso de descanso. O homem sedutor e malvado não tá aqui, talvez aquele do elevador seja um primo distante?!- A voz dela forçava o humor, mas ficou agitada com a cena do elevador não gostava de ver nada daquilo, mas, ao mesmo tempo estava acostumada com coisas assim. — Um banho?- Olhou Zinc enquanto se despia deixando a roupa cair sem se preocupar com a outra, tinha ficado nua tantas vezes e para tantos estranhos que parecia algo tão corriqueiro quanto tomar chá com Hatsumomo após um serviço. A ruiva é uma garota de ar provocador, tudo nela deixava isso claro, talvez efeito do trabalho que exercia então era impossível desvincular da imagem de Kallax o erotismo contido em cada movimento sedutor feito de maneira inconsciente. O abundante cabelo ruivo, o rosto sardento delicado e o corpo curvilíneo se exibia sem medo diante de Zinc. —Quer compartilhar? Não tenho problemas com isso, a propósito você já esteve antes na cidade?- O tom de voz é doce, mas ao mesmo tempo sério enquanto pegava algumas coisas na mala. Cosméticos, dava um sorriso olhando os produtos, era quase um sorriso infantil só nesse momento parecia uma garota como qualquer outra que ao passar diante de algo bonito parava para admirar. —Pode usar, tem um cheirinho marcante e não vivo sem eles, aprendi como Hatsumomo que uma mulher deve estar munida de todas as armas que encontrar.-  Os olhos pareciam de um azul acinzentado líquido na semi-escuridão do quarto e se virou pra Zinc como um predador arisco faria. —Isso inclui ter cheiro de pecado!- Então deu uma risada divertida desmanchando a pose de “Lolita fatal” indo tomar banho. .

    Depois do banho Kallax sentia-se mais relaxada, as respostas de Zinc eram recebidas com humor e risadas sinceras. Ela pergunta se a garota pode ajustar o TAP  e reafirmava para ela que pode ficar ali o quanto quiser. Na noite seguinte antes de Zinc ir embora pediria para garota que se pudesse rastrear o sujeito de nome Semper López. Kallax queria qualquer informação, quem sabe um local onde ele é visto com alguma frequência, quem sabe o nome dos bares em  Little Cuba e algo mais sobre os  Angels of death de Aurora. Se a garota demonstrar algum medo, a ruiva tentaria acalmá-la e perguntaria se ela não quer mais um extra ajudando-a a rastrear esse cara em específico. — Sei que não é um trabalho simples, mas acho que com suas habilidades quem sabe seja um pouquinho mais fácil para eu chegar onde ele está.- O sorriso dela é indecifrável. — Prometo que vou recompensá-la bem, mas se achar arriscado demais mapear por onde esse sujeito anda vou entender.-

    Pijaminha:

    Mesmo sem ajuda de Zinc ela teria tirado a manhã para conhecer os caminhos que levam até Little Cuba. Não podia ir até o muro, aquilo era suicido, mas saber dos bares que tem, por lá poderia acabar conseguindo alguma coisa, o sujeito devia ser bem desconfiado, mas, ao mesmo tempo sabia que não podiam encostar nele de novo sem correr o risco de perderem a informação.
    Roupinha do dia seguinte:




    Obg pelo post  cheers


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    De Nightcity, com amor Empty Re: De Nightcity, com amor

    Mensagem por Xafic Zahi Sex Jul 29, 2022 6:08 pm


    Chicagoland, 2090.

    03h18h.


    RUAS DE CHICAGOLAND

    "Olhou Zinc nos olhos e um  sorriso alargou-se antes de dar uma outra resposta. —Pode sim e o quanto quiser.-

    — Agradeço a ajuda, posso ajudar você em outras coisas se quiser.- Fez um biquinho e os olhos ficaram maliciosos. — Sou boa em acabar com as tensões diárias dos outros.- Então deu uma risadinha cheia de humor."


    Zinc respirou aliviada por ter onde ficar naquela noite e retribuiu o sorriso.

    — Dá para gente ir de El-train pra economizar. — A voz era animada e a garota parecia mais à vontade depois de passar pela imigração. — São mais confortáveis do que em Nighcity!

    TORRE MERSMEYER - TÉRREO

    Olhou a outra disse. — Super fofo o lugar hein?- Piscou com divertimento. — Vamos lá, será que tem algum homem malvado sedutor nos esperando no quarto?

    — Se tiver, quero que ele seja um eletricista. — Olhou com desconfiança para os fios expostos.

    Zinc estranhou o entrelaçamento de braço da colega e inicialmente ficou sem jeito, dando a entender que não estava acostumada com aproximação corporal, nem mesmo aquela, por mais simples que fosse. No entanto, antes de chegarem à porta do elevador, ela já estava totalmente confortável com o contato, inclusive segurou forte os braços de Kallax momentos depois, quando esta foi empurrada pelo sujeito mal-encarado.

    — Roubo em elevador é frequente. — A loira sussurrou quando a porta do elevador fechou.

    TORRE MERSMEYER - QUARTO



    "—Eu preciso de descanso. O homem sedutor e malvado não tá aqui, talvez aquele do elevador seja um primo distante?!"

    Zinc, embora não tenha respondido, deu risada achando graça da brincadeira. O humor da garota estava revitalizado e isso era perceptível pelo olhar curioso e abertura que dava às palavras da colega. Depois de entrarem, ela esperou Kallax vistoriar o apartamento e sentou na ponta da cama.

    "Olhou Zinc enquanto se despia deixando a roupa cair sem se preocupar com a outra."

    Quando Kallax virou para oferecer o banho compartilhado, Zinc a estava olhando discretamente.

    Spoiler:

    A garota desviou sem jeito o olhar, mas ter sido pego no flagra, somado ao convite para o banho, fez a garota rir involuntariamente e suas bochechas ficarem vermelhas. - Ahnn...não sei. - Apoiou o rosto numa das mãos, tentando esconder parcialmente a face ruborizada. - Acho que vou reforçar a segurança do seu TAP. - Respondeu sem jeito, entre a risada envergonhada. - É, vou fazer isso. - Parecia não ter certeza e buscava convencer a si própria.

    "a propósito você já esteve antes na cidade?- O tom de voz é doce, mas ao mesmo tempo sério enquanto pegava algumas coisas na mala"

    - Hanran. Pensei que não ia conseguir entrar de novo tão cedo, mas seu amigo deve ser bem importante. — Seus olhos refletiam luzes e letras do TAP pessoal — Feche os olhos. — O tom da voz se tornou impessoal, como que se a mente estivesse em outro lugar. Esperou Kallax obedecer e avisou depois de poucos segundos. — Prontinho. Pode abrir. — Para a ruiva, o procedimento tinha sido imperceptível. Zinc parecia orgulhosa por ter concluído a tarefa tão rápido. — Aumentei o Firewall. Agora vão precisar se esforçar mais para invadir sua mente com publicidade. — Sua voz tinha voltado ao normal.  

    "— Isso inclui ter cheiro de pecado!- Então deu uma risada divertida desmanchando a pose de “Lolita fatal”"

    —  Até parece que você precisa de cosmético pra disso. — Disse em tom de provocação e deu uma risada zombeteira. Girou para o outro lado da cama, como que se fugisse de uma possível retaliação, e jogou a toalha de banho para a colega.

    Quando Kallax saiu do banho, caixas de comida chinesa estava em cima do criado-mudo.

    — Eu ia esperar você. — Zinc mastigava as últimas garfadas da comida da sua caixa. — Juro que ia. Mas o cheiro tava TÃO bom...e a gente ficou o dia todo sem comer...Será que tem problema eu ir tomar banho agora, de barriga cheia?

    OFF: Vou considerar que o pedido de ajuda para Zinc aconteceu na mesma noite, tudo bem?

    Zinc saiu do banho e sentou com as pernas cruzadas e encostada no criado mudo, de frente para a cama. Olhava com atenção enquanto Kallax falava.

    Pijama da Zinc:

    Antes que Kallax pudesse terminar o pedido, a garota já estava pesquisando:

    — Ahnn...tá estranho. Parece que existem....47 Semper López na cidade. Mas você disse Little Cuba, não é? Deixa eu ver... — Longos minutos se passaram enquanto Zinc fazia a busca no TAP. — Habanero Bar. Semper López fez um pagamento de $ 27,43 para o Habanero Bar há dois dias. E outro pagamento de $ 47,85 há cinco dias e mais outro pagamento de $ 15,01 há sete dias e um outro pagamento de $ 27,43 há dez dias. — Ela se espreguiçou e deu um longo bocejo, mas continuava falando animada. — Só que não sei se é sempre o mesmo Semper López pagando. As informações são dos arquivos do bar. Tentei acessar o TAP desse rapaz, mas o Firewall está um nível acima do que consigo. — Fez uma cara de lamentação, sentindo-se culpada.


    LITTLE CUBA - DIA SEGUINTE



    Little Cuba era um bairro ao sul da cidade e Kallax, a depender do veículo de transporte escolhido, poderia algumas horas chegar ao local. Durante o percurso, era notável que a Cidade Livre de Chicago tinha suas diferenças quando comparada à Nighcity. O calor extremo era uma delas. O visor da TAP apontava a temperatura de 45°C, mas a sensação térmica certamente era maior, em consideração ao clima seco e às nuvens de poluição, que continuavam embaçando os olhos da acompanhante, não importando o quão longe do centro da cidade ela se distanciasse. A população local estava acostumada com o calor e pareciam confortáveis com as roupas adequadas para aquele clima, mas era comum ver imigrantes recém chegados com vestimentas típicas da cidade natal suando pelas ruas. Chicagoland também era melhor zoneada do que a cidade da noite. Cada zona, determinada pelo bairro central, passava a impressão de ser uma minicidade dentro da cidade, cada uma com suas particularidades. Chicagoland e Nightcity também tinham semelhanças: densidade populacional, pobreza decrépita e emaranhados infinitos de ruas eram algumas delas.

    Kallax soube que estava em Little Cuba quando começou avistar paredes com pichações escritas "Muerto 13". De acordo com as informações disponíveis na DataNet e acessíveis à ruiva, Muerto 13 era o nome da organização local, a Máfia Mexicana.

    O bairro contava pequenos edifícios e sobrados, parecendo modesto e simples quando comparado aos arranha-céus das outras áreas da cidade. Homens e mulheres de traços latinos perambulavam pela rua, aparentemente todos com pressa e trabalhando, quase sempre carregando um ou dois pacotes nos braços. O TAP da acompanhante apontava que Habanero Bar, o estabelecimento informado na noite anterior pela Zinc, ficava em uma viela, entre dois prédios em ruínas. Porém, ainda da rua, sem a necessidade de entrar no beco, era possível avistar as portas fechadas do bar.

    Spoiler:


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    De Nightcity, com amor Empty Re: De Nightcity, com amor

    Mensagem por thendara_selune Sex Jul 29, 2022 10:59 pm



    Kallax


    🌙🌙🌙



    Zinc respirou aliviada por ter onde ficar naquela noite e retribuiu o sorriso.



    — Dá para gente ir de El-train pra economizar. — A voz era animada e a garota parecia mais à vontade depois de passar pela imigração. — São mais confortáveis do que em Nightcity!




    — Você que manda lindinha.- Foi a resposta de Kallax sobre como poderiam ir.





    TORRE MERSMEYER - TÉRREO




    — Se tiver, quero que ele seja um eletricista. — Olhou com desconfiança para os fios expostos.





    — Um homem com uma profissão útil e cheio de créditos sempre me deixa molhada.- Ela riu de novo, mas era pura verdade, uma acompanhante não quer um pobretão na porta, Hatsumomo era um poço de filosofia vulgar com dose amplas de sabedoria adquirida ao longo do tempo “Toda vez que uma de vocês cabecinhas ocas, acharem que sua adoráveis amiguinhas triangulares podem ser dadas de graça pensem no quanto me devem e o quão ridículo seria acreditar que amor pagar contas! Cada cara aí fora deve ter uma utilidade para vocês, eles são meros créditos de calças e nada mais que isso!” Kallax absorvia aquilo diariamente, como uma verdade absoluta e inegável se quisesse ter créditos para bancar os próprios luxos.


    A ruiva notou o estranhamento de Zinc com aquele contato próximo, mas não recuou com a cena toda do elevador e ela se deu conta depois que a loira segurou mais forte seu braço.


    — Roubo em elevador é frequente. - A loira sussurrou quando a porta do elevador fechou.




    A ruiva ouvia Zinc e dava de ombros torcendo apenas que às duas chegassem inteiras no quarto. — A gente vai ficar bem.- Ela dizia de um jeito acolhedor enquanto esperavam outro elevador.




    TORRE MERSMEYER - QUARTO




    — Ok, nada de banho travesso para você hoje.- Não dava para saber pelo tom cheio de humor se Kallax falava sério ou apenas provocava a outra. — E os namoradinhos? Você deve ter algum admirador, afinal você é uma gracinha Zinc. Esse ar de garota tímida é bem atraente.- A loira faz o ajuste no TAP e a ruiva agradecia com um sorriso largo. — Obrigada.- Piscou para ela.



    — Até parece que você precisa de cosmético para isso. — Disse em tom de provocação e deu uma risada zombeteira. Girou para o outro lado da cama, como se fugisse de uma possível retaliação, e jogou a toalha de banho para a colega.



    Respondia à provocação com um tom sedutor na voz e deslizou as mãos pelo corpo como se quisesse traçar cada curva que tinha. — Uma mulher precisa de todo tipo de artifício, homens ficam entediados rápido, no ramo que estou você precisa ser novidade sempre se não perde clientes.- No final o tom é sério e cheio de certeza. Depois quando a ruiva saiu do banho se enrolou na toalha antes de pegar o pijama. O cheiro da comida fez o estômago dela roncar alto.

    — Não posso culpar você. —
    Ela se sentou com uma caixinha na mão e começou a comer. — Não tem problema, pode tomar banho tranquila.- Quando viu o pijama da outra fez um ar de riso. — Você é muito fofa.- Apertou a orelha de urso e depois deslizou a mão pela coxa de Zinc. — Nossa, como isso é macio e gostoso de tocar. Já tive que me vestir de coelhinha safada uma vez, mas valeu os créditos, os caras pedem coisas bobas geralmente só querem fingir que não tem uma vida entediante, então contratam as garotas buscando uma namoradinha bem sacana de aluguel e vez ou outra pedem que usemos alguma coisa diferente, mas Hatsumomo sempre deixa claro que nenhuma de nós fará algo bizarro. No fim todos querem viver uma fantasia, mas ela custa créditos e em troca oferece anonimato.- Falava aquilo com um tom morno enquanto olhava as informações que Zinc mostrava. Arqueou uma das sobrancelhas. — Você é tão esperta.- Abraçou a loira animadamente. — Vou arriscar esse Habanero Bar quem sabe é o mesmo cara que estou procurando. Valeu mesmo lindinha.- Deu um beijo suave nos lábios da outra como se fosse um selinho entre amigas. — Obrigada de novo Zinc. - Os lábios de Kallax eram doces e macios.
    — Agora escovar os dentes e dormir porque amanhã vai ser um longo dia. Se quiser pode ficar comigo se não for atrapalhar você e seus negócios. - Kallax se levanta após comer e depois escovava os dentes olhando para o espelho imaginando se as coisas dariam certo ou terminariam de um jeito tenso. Aconchegou-se em Zinc era bom não precisar dormir com alguém naquela noite por créditos. Às vezes por mais que odiasse admitir só queria dormir sem pensar em agradar os outros além de si mesma.

    LITTLE CUBA - DIA SEGUINTE


    ( Ela optaria em chamar um táxi)

    Little Cuba era um bairro ao sul da cidade e o lugar era um cenário cheio de diferenças. Quando chegou podia sentir o clima, o suor quente escorrendo entre os seios e uma sensação de desembarcar em um mundo cheio de peculiaridades visuais que a deixaram fascinada. Aquilo era uma tela bruta, pobreza, esperança, violência e o desejo nato de sobreviver tão inerente a qualquer forma de vida.


    Quando viu as pichações ficou tensa, mas continuou buscando o endereço que devia ir e desviando das pessoas todas presas em suas rotinas. Quando chegou ao lugar respirou fundo antes de entrar e seus passos eram firmes olhando o ambiente sem demonstrar real interesse.

    OFF: Eu entendi que a porta estava fechada apenas, mas se o lugar tivesse fechado Zinc acabaria indo a outro bar pra não dar muito na cara que ela está procurando alguém.






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    De Nightcity, com amor Empty Re: De Nightcity, com amor

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      Data/hora atual: Qui Ago 18, 2022 2:36 pm