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    O castelo da Rainha Negra

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    O castelo da Rainha Negra Empty O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por Wordspinner Sex Dez 23, 2022 8:56 pm

    O som de um corte profundo em madeira grossa. O apertado deslizar do machado deixando o tronco. Um grunhido de esforço e então tudo se repete. A chuva tinha se tornado uma leve garoa descendo lenta no ar, dançando entre as folhas sob a luz difusa do sol. Nestor espera eles estarem a uma distância adequada para uma conversa civilizada antes de olhar os dois.

    O verde escuro e marrom das árvores cercava os três. A respiração virava fumaça de encontro ao ar frio, gélido.

    "É sempre mais frio aqui." Ele finca o machado na árvore outra vez antes de esquecé-lo. "Poderia perguntar como está indo, mas ainda é cedo." Os olhos calmos e pacientes passam de Connor para Chloe.

    "Você mudou." Ele estende a mão a ela para um aperto.

    "Deveria tirar você do grupo. Deveria mandar você pra casa. Mas o garoto disse que podia confiar." Ele aponta Connor com o rosto e então a face séria mostra um sorriso caloroso e animado.

    "Você tem uma arma que nenhum outro de nós tem. Uma arma feita de memórias, compromissos e sentimentos. Uma arma gravada nos nossos inimigos. Fundo nos ossos deles." O olhar fixava o dela, uma corrente de gelo que não a deixava fugir. Que a fazia sentir perigosa e especial.

    "Mas vocês devem se perguntar, porque Dover?" E se perguntavam mesmo. Por suas próprias razões.

    Ele segura o ombro de Connor e o aperta por um momento. Seu comportamento se transforma. "Vou mostrar pra vocês." E Nestor caminha por entre as torres abandonadas do castelo com um segredo guardado e saboreando cada passo.

    O castelo da Rainha Negra Entrad10


    O castelo da Rainha Negra Passag11


    "Eu sei que é velho e sem muita graça. O outro é mais bonito. Maior. Mas esse tem sangue, história importância. Isso e..." Ele se vira para os dois do pátio empoeirado e coberto de folhas e rachaduras por onde ervas teimosas brotavam. "Olhem o outro lado."

    O dromo era fino e carregado de energia. O outro lado não era uma versão gloriosa ou decadente das pedras e janelas e muros. O que viam do outro lado era um intrincado e afiado labirinto de cristais transparentes e translúcidos, alguns sem cor ou avermelhados, outros carregados de luz da lua se empilhando sem ordem nenhuma e sem nenhum respeito por qualquer lei da realidade.


    O castelo da Rainha Negra Lab10


    "Não vocês não querem por a mão. Eles comem essência. Arrancam direto do seu sangue, dos seus ossos. É isso? Não. Esse era o castelo da Rainha Negra e o rumor é que ela descobriu um caminho direto para o Guardião Lunar. A Mãe Lua em pessoa." Ele respira fundo e fareja o ar.

    "Não é o único lugar do mundo com sua história exagerada. Mas agora entendem porque temos que vencer. Agora entendem porque vamos usar cada vantagem e expulsar eles daqui."

    As palavras parecem vidro sendo mastigado com raiva e determinação. "Todos temos nossas partes. Eu falei com os outros líderes." Ele segura uma pedra solta e a olha como se fosse uma peça difícil de encaixar em um quebra cabeças.

    "Vocês dois são novos e esse pode ser o fim da sua jornada. Um fim digno e glorioso. Um fim heróico. Minha missão não é manter vocês vivos. Minha missão é ganhar." Ele devolve a pedra sem olhar. "Nossa missão é ganhar. É arriscar a nós mesmos e arrancar a vitória dos dentes deles." A voz carregada de emoção. De energia.

    "Você acha que consegue?" Ele olha de um para o outro visivelmente vibrando com a emoção. ele pergunta de costas para o salão com teto alto. O lugar tinha sido limpo em algum momento do passado mais recente que o resto. Tinha mais cheiros. Tinha sido usado. "Muitas batalhas foram travadas aqui. O lugar atrai elas. Mas nós só vamos conversar. Conversar sobre o que vai soar como traição de um jeito ou de outro." Ele anda devagar para dentro e a acustica do lugar parece trazer um peso soturno para as palavras do homem. Os pés descalços marcando a poeira um depois do outro.


    O castelo da Rainha Negra Fim10
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    O castelo da Rainha Negra Empty Re: O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por Ankou Sab Dez 24, 2022 3:55 am


    A mensagem pra Chloe é breve dizendo que eu ia passar pela clínica em no máximo quinze minutos. A picape veterinária de Sam é o melhor veículo que eu tinha à disposição sem precisar roubar um, meio ridículo, mas incólume também.

    - Tarde. - sim era meu cumprimento meio roceiro pra Chloe. - Como previ, sem resoluções violentas… - eu ia perguntar sobre o primo, mas o coração dela estava calmo demais se tivesse acontecido algo sério com ele ou ela o tivesse perdido. - Então, seu primo, melhor deixar ele na casa onde a gente pode ver por enquanto, Fredo deve ter uma roupas do tamanho dele se precisar. - meu tom é casual, meramente uma sugestão, ele não era alcateia ainda pra se tornar um problema meu. Eu acelero o carro calmo e suave, sem pressa pra chegar no encontro.



    - Indo bem, estudando o mapa urbano de Sparhall, é fácil se mover por lá, muitos becos, não muito diferente de Dover. - eu respondo do mesmo jeito, queria mostrar serviço de verdade e isso era só o começo.

    Quando ele se refere a Chloe eu meneio a cabeça em positivo. - Meio verde, mas leal até o fim. - uma opinião honesta, honesta até demais, honesta como o vô faria, sem medo nenhum de retaliação. Eu prefiro não interferir mais, nem pra concordar sobre a opinião dele.

    Eu sinto a mão firme do tio tocar meu ombro. - Eu fiquei meses curioso sobre esse lugar, eu sei que tem um monte de coisa enterrada aqui, talvez até literalmente, não esperava ninguém me trazer aqui de boa vontade, mesmo sendo família. - e claro que eu não ia estragar as minhas relações com eles pra poder ver por mim mesmo.

    Eu não gostava do pátio mesmo antes de entrar nele, exposto demais, perfeito pra levar um tiro na cara sem mesmo ter chance de reagir, talvez eu estivesse ficando traumatizado de lugares tão abertos, paranóico… Mesmo ciente disso eu não conseguia me desfocar das minhas costas, dos muros pela metade ao redor, nem das colunas, sempre esperando que algo ou alguém pudesse sair de trás de uma delas, desconfortável…

    Eu olho pro outro lado como instruído pelo tio, aquela coisa nem parecia parte do Hisil, não do Hisil que eu conhecia - Que merda é essa…? - as palavras me escapam sem controle, uma mistura de temor e curiosidade, mas as palavras de Nestor me enchem de força, eu pigarreio. - A gente vai ganhar. - curto e grosso simples assim, também não estava disposto a morrer - Não tem nada de glorioso no fim, só tormento e uma porra de tempestade sem fim. - eu nem sei porque aquilo me irrita, mas minhas palavras saem arranhadas, os dentes rangendo, verdade ou não aquela revelação jogava as coisas em outra realidade, as palavras da suposta Rainha Negra faziam todo sentido. - Ela tá puta da cara, puta de verdade, a Rainha Negra… O vô tá de luto. - eu me sentia um idiota, um idiota de verdade e devia soar como um louco falando dos mortos como se eles tivessem logo ali, talvez menos pra Nestor se mãe tivesse falado alguma coisa dos meus "sonhos" com ele.

    Eu retomo meu ar com uma respirada funda, aquilo apertava meu coração - Verdade ou não ela acredita de que o que tu disse é real, tá me enchendo a porra do saco há dias, desde que eu fui tomar goró na casa do tio George, falando um monte de merda que não faz sentido, mas tá começando a fazer sentido. - eu tenho certeza que meu olhar devia ser dos mais agressivos, eu tinha vontade de socar alguma coisa, alguém, ainda que nada disso fosse direcionado a Chloe ou Nestor, tava mais pra vontade de socar uma daquelas paredes velhas.

    Eu ajeito a minha jaqueta no corpo e tomo minha compostura de volta - Vô tava preocupado com o corpo dele, me diz que tá seguro? - Esperava que sim, já que o último que eu me lembrava com ele era o Crestwood mais velho, eu nem sabia porque o corpo dele era relevante, mas tinha certeza que mãe ou Maria podiam me responder o motivo disso, Nestor muito provavelmente também.

    - Traição? - aquela merda tava dando nó na minha cabeça, eu coço o nariz, sentindo cheiros, tento ir mais fundo e ver se algum deles me era familiar, talvez a mãe ou Maria, tinha tanto pra dizer, tanto pra escutar, tentar encaixar aquele quebra-cabeças todo, inquietude era a melhor palavra pra me descrever naquele momento. - Talvez a gente devesse explodir esse lugar, sem cristais, sem caminho pra lugar nenhum, mas claro que não deve ser fácil assim... - descontentamento estampado na minha face, nunca era fácil.
    Connor Mcleary
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    O castelo da Rainha Negra Empty Re: O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por thendara_selune Dom Dez 25, 2022 9:05 pm






    🌙Chloe Moore🌙




    🌙🌙🌙

    A gibosa retribuia o cumprimento com um sorriso. — Boa tarde.- O tom cordial e um semblante calmo. — Meu primo está no apartamento, de certa forma estou fazendo com ele o mesmo que fizeram comigo quando cheguei a Dover, a diferença é que ele está dentro do nosso território.- (Ela não falou sobre a cena da clínica porque lá ainda tá encerrando e prefiro passar a informação certinha quando a cena lá tiver andado de novo.) No trajeto ela permaneceu em silêncio vez ou outra olhando o celular. Tinha deixado o primo no apartamento e Aidan ficaria com Dulce com Madeleine, mas se o primo tivesse dito que poderia ficar com o garoto, a ruiva confiaria nele.


    🌙🌙🌙


    Chloe se encanta com o lugar. Sempre gostou do antigo, da história que pode transbordar a qualquer momento e da atmosfera que certos lugares possuem, gerando uma imersão nos mais imaginativos. O som da madeira sendo cortada. A garoa fina que parece um véu translúcido ao redor deles, o cheiro do musgo, das folhas, o sol timidamente mesclando-se ao cenário.Os sentido da sem tribo a deixam eufórica.  E então os olhos dela se fixam no uratha mais velho. Noites atrás era como se uma aura heroica paira-se acima dele, suas palavras fizeram o lado mais selvagem dela uivar e vibrar na expectativa de fazer parte da cruzada. Ficou embriagada por uma fé cega, o Luno era o farol de prata além da podridão cinza do mundo e aquele lobo tinha o dom da inspiração que aqueceu o corpo de Chloe por inteiro. Estava pronta pra ir para cruzada morrer espiando as falhas daqueles que carregam seu sangue assim como sacrificar seus filhos. Havia a linha tênue entre amor, dever familiar e seu juramento para com a Lua que mordiscam os sentimentos da ruiva.

    "É sempre mais frio aqui." Ele finca o machado na árvore outra vez antes de esquecê-lo. "Poderia perguntar como está indo, mas ainda é cedo." Os olhos calmos e pacientes passam de Connor para Chloe.

    Agora os olhos dela brilhavam de admiração. Era como se uma criança encontrasse uma criatura mágica. Ele parecia vestir tudo que Chloe gostaria de ser e isso a fez demorar um pouco para responder como se quisesse escolher bem as palavras. Se pegou sentindo as maçãs do rosto aquecerem. Algo em Nestor lembrava um pouco seu pai. Os olhos e a voz que podem elevar sentimentos ou banhar todas as emoções em gelo. A cahalith aperta a mão dele e quando escuta as outras palavras, fica envergonhada. Podia sentir aquela Chloe da noite da mudança arranhando a superfície de novo. Aquela que quer caçar, que quer sentir o coração da presa pulsar em desespero, que quer ver a lua ser tingida de vermelho e suas gotas colorirem a neve sob suas patas macias. Dentro dela existe uma criatura selvagem que ficava sempre inquieta quando a ruiva tentava agarrar a normalidade, a pele humana frágil, mas que faz parte de quem ela é até agora.

    "Você mudou." Ele estende a mão a ela para um aperto.

    Não tinha desculpas para dar, pelo menos não conseguia escolher as palavras que pudessem amenizar qualquer pensamento negativo que ele pudesse ter em relação ao sumiço dela. "Deveria tirar você do grupo. Deveria mandar você pra casa. Mas o garoto disse que podia confiar. ''. — Eu fiz o que tinha de fazer, aceitaria as consequências que o senhor quisesse impor, mas saiba que  jamais negaria o chamado daquela noite ou daria as costas àquilo que acredito ser justo. - Ela fica surpresa com sua própria reação. Os olhos fixos nos dele. Sentia a pele formigar e ficou toda arrepiada. “Arma?!” As palavras de Nestor crepitam no ar. No final delas o coração da ruiva pesa, mas ainda assim era como se o gibosa ali estivesse puxando fios invisíveis que a faziam se sentir especial ou até mesmo mais madura. Ela então ouvia Connor, ele estava fazendo a parte dele e depois contribuía falando sobre a ruiva que se mantinha agora com um semblante sério.

    "Mas vocês devem se perguntar, porque Dover?"

    A ruiva se questionou sobre isso várias vezes. Ainda no casarão Byrne viu mapas, na noite que decidiu fugir Dover estava circulada em vermelho enquanto outros lugares um imenso “X” azul parecia silenciar aqueles locais. O castelo parecia sussurrar palavras que apenas Nestor ouvia. Seus passos vão guiando os dois ali. As pedras devem ter mais duzentos anos. As ruínas deixam Chloe interessada em sentir suas aspereza. Os dedos dela tocam o que podia com cuidado como se qualquer coisa ali pudesse lhe levar a uma viagem ao passado.

    "Eu sei que é velho e sem muita graça. O outro é mais bonito. Maior. Mas esse tem sangue, história e importância. Isso e..." Ele se vira para os dois do pátio empoeirado e coberto de folhas e rachaduras por onde ervas teimosas brotavam. "Olhem o outro lado."

    A gibosa não concordava com Nestor. Poderia passar horas ali tentando desvendar algo. Quem sabe um símbolo antigo, uma trilha pouco visitada, uma rocha diferente das outras, uma torre que quisesse revelar segredos ancestrais e isso faz seus pelos eriçarem. Quando olha para o outro lado, a energia poderia até queimá-los. O labirinto atiçou a curiosidade dela. Os cristais pareciam pulsar de maneira magnética, a luz da lua habitava ali e isso a deixava atônita.
    O aviso de Nestor a faz se conter. " Eles comem essência?!" Quando ele revela mais detalhes, é como se Chloe se debruçasse em uma história antiga e surreal. “ Ir até à mãe Lua?” Na noite que o Luno apareceu, ela teve vontade de correr em direção ao céu, de beijar os pés da mãe e entregar a ela sua vida por inteiro em um ato de amor irracional e cheio de insanidade, mas que lhe parecia o certo a se fazer. Seu coração dispara quase saindo do peito quando ele fala sobre vencer e expulsar os puros. Era como se ele disparasse estilhaço de aço contra a alma dela e isso causava uma sensação de excitação tão exótica que ela quase rosnou. “ Um fim heróico, nobre, que lavaria os pecados dela assim como da sua família.” Era de novo a coisa que devorou aquelas pessoas arranhando mais forte, pronta pra sair e obedecer ao lobo mais velho. Ele conseguia influenciar Chloe, era aquela aura nobre dele no ar, a máscara gelada que se fundia ao fogo que arde nas palavras pontiagudas de Nestor. Havia agora respeito tão claro nos olhos embebidos de âmbar da uratha ali que era impossível naquele momento que alguém conseguisse desviar o desejo dela de provar seu valor. Caçar com ele liderando parecia uma experiência que qualquer uratha desejaria. Ela parecia esquecer na presença dele todo medo, pesar e tristeza, foi como se lhe injetassem adrenalina. Fogo correndo nas veias da gibosa e a fazendo borbulhar cheia de prazer em fazer parte da cruzada. Os lábios se curvam em um sorriso predatório que a deixa com um ar selvagem. A lua beijou sua mudança violenta impulsionando a canção primitiva que a fez acreditar em cada palavra do uratha mais velho como se fossem um credo sagrado.

    Então Connor fala sobre Trovão.  A ruiva não o conheceu, mas nem precisava pela maneira que o rahu falava dele, Chloe poderia pintá-lo na sua mente como alguém grandioso, destemido e honrado. Lembrou que um tio dele havia mudado de lado, queria poder perguntar qual a razão para ele trair os seus, mas não era o momento pra isso. Assim como fica visivelmente perturbada quando o rahu fala mais e aquilo soava como um evento assombroso. “Será que ele vê os mortos? Quem sabe esteja sofrendo de algum delírio.”
    Logo depois Nestor tinha falado que o que diria a seguir soaria como uma traição?! Então ela voltava a ficar séria para dizer sobre seu sonho antes de chegar em Dover na esperança que Nestor lance alguma luz sobre isso. Enquanto fala, uma onda elétrica percorre seu corpo ainda sentindo a influências das palavras do gibosa.

    — Antes de chegar em Dover eu tive um sonho…- Ela pausa recordando cada imagem e suas linhas de expressão transparecem um misto de preocupação e encantamento com o poder daquelas visões. — Luzes formavam linhas multicoloridas que fluíam entre os prédios como se fosse água ignorando pedras em um rio. O céu negro sem estrelhas, a mãe lua brilhava palidamente e o vento ao meu redor parecia uivar como se fosse um coro de lobos.- A gibosa olhava as paredes como se pudesse reviver aquele sonho de uma maneira tão intensa quanto o poder inspirador de Nestor que a deixou arrepiada minutos atrás. — O mundo lá de cima me fazia ver aqui como algo muito menor…- O dedo dela aponta para o céu. — Tinha três lobos enormes expondo os dentes, na frente deles uma sombra impenetrável que avançava sobre o globo azul onde luzes corriam frenéticas… Eu tentava me equilibrar em uma navalha banhada de sombras que me puxavam com força.- Os olhos dela percorrem o lugar e agora a voz dela é um sussurro como se fosse algo perigoso demais para ser dito em voz alta ou como se algo pudesse espreitá-los agora. — No fundo da minha mente, repetidas vezes,-  Agora sentia uma espécie de dor lancinante como se ainda pudesse sentir marteladas contra sua cabeça. Chloe mordeu o lábio inferior com força fazendo uma pressão que marcou a pele macia tingida por um batom cor de pêssego. — o rei tem que morrer, sentia isso como se fosse um veredito dado por um juiz sem nome, eu fiquei buscando alvos, eu varria as sombras com o olhar ansioso, o vento uivando, crepitando, ardendo em dourado ao meu redor sussurrando mais e mais coisas que não pude ouvir…- Havia frustração, uma gota de loucura brilha nos olhos da uratha que parece perdida por alguns segundos e depois dizia em um fio de voz pesaroso. — Então despertei daquele mundo…- Lançou um olhar desesperado ao uratha mais velho e depois para Connor respirando fundo enquanto as mãos delicadas deslizam pelo cabelo ruivo. — Desde a mudança tive pesadelos, mas nada parecido com isso até agora.-



    Roupinha:




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    O castelo da Rainha Negra Empty Re: O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por thendara_selune Dom Dez 25, 2022 9:32 pm






    🌙Chloe Moore🌙


    Esqueci essa parte  tongue

    🌙🌙🌙

    “Talvez a gente devesse explodir esse lugar, sem cristais, sem caminho para lugar nenhum, mas claro que não deve ser fácil assim... “


    — Explodir o lugar?- Ela olhou de novo ao redor. A expressão dela após falar do sonho ficou confusa para depois ficar séria compreendendo que a sugestão do rahu parecia perigosa ou talvez ela não tivesse preparada para concordar com a mente estratégica dele, afinal é uma Lua cheia.
    — Isso poderia atrair consequências desastrosas, não creio que um lugar que aparenta ter tamanho poder possa simplesmente ser explodido sem causar uma reação imprevisível e se tudo que ronda sua história for real, deve haver um motivo mais que desconhecemos para existirem lugares assim espalhados pelo mundo.- Chloe respira fundo. Uma sensação mais profunda de desorientação diante das probabilidades que aquele lugar apresentava. Imaginou que história ele guarda, assim como os segredos que suas paredes ouviram e guardam até hoje. — Deve existir outros meios e um deles é expulsar os puros dos locais que estão.- O gibosa ali parecia ter um plano que soaria como duvidoso ou uma traição?! Ela parecia muito interessada em saber a resposta de Nestor a sugestão de Connor, embora preferisse manter aquele lugar intacto.





    Roupinha:




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    Mensagem por Ankou Sab Jan 21, 2023 11:58 am


    As reações dos dois não parece surpreender o uratha mais velho. Nem a sugestão explosiva é tomada  com desprezo ou graça.

    "Vocês me fazem sentir preocupação e alívio em igual medida. Porque fechar a porta? Os Lunos estão em silêncio e Garra de Ébano pensa que pode ser para limpar os rastros, ficando longe de lugares assim. Se é que realmente existem outros." Ele não disse a outra dúvida em palavras, mas ela era clara. O que tinha do outro lado?

    "Seu sonho me preocupa. Os lobos são claramente os três grandes. Onde estavam nossos seis? Você disse vento dourado?" Ele olha para Connor procurando algum apoio, alguma informação.

    "Mesmo assim no seu sonho a ameaça de verdade é uma sombra? Sombra ou ausência? Ou mesmo a Sombra, o outro lado. O que apaga o mundo está além do alcance da luz que ilumina os seus sonhos." Ele fala com certeza fria e calma, com conhecimento e experiência.

    "Eu tenho sonhos também e minha sobrinha. Temos visto o fim. A Vitória gloriosa dos puros, mas um trono vazio. Uma coroa de chamas que devoram luz e ninguém para usá-la. O Guardião Lunar nos alerta, nos inspira a lutar. Mas não vemos o inimigo. Não vemos a batalha. Não esperaria diferente de você." Ele diz conciliador. Como se a falha não fosse dos Cahalith.

    "Canção no Vento é uma sonhadora muito eficiente, mas suas visões tem sido ainda mais sabotadas que as nossas. Cheias de dor e fogo." Ele olha para Connor de novo.

    "Conhece a Irmandade, não é? Estava com a alfa deles quando o lobo apareceu? Era dourado, não era?" Ele sacode o rosto como se pudesse tirar alguma ideia ruim dela.

    "Os sonhos dos dois não devem escurecer seus caminhos. Especialmente os seus garoto. Tem coisas lá fora que não sabemos ver, ouvir, caçar. Nem todas as vozes são para serem ouvidas." Ele se vira andando em direção a uma das paredes.

    "A Rainha Negra?" A pergunta parece sincera. "Atormentando você?" A incredulidade também.

    "Garoto, cuidado com as bebidas do George e as injeções da Pequena El. Os dois mechem com a sua cabeça. Se mesmo assim as visões te dizem pra proteger esse lugar e os seus, faça isso. Eu já te disse como e vou precisar que falhe."

    Ele volta a olhar os dois enquanto anda para o centro do círculo que as paredes formam.

    "Eu quero atrair os puros para cá. Vou precisar dos dois para isso. Vou confiar a segurança do protetorado aos dois. Connor, tem coragem? Chloe,  tem a frieza?"

    Ele espera os dois. Sabia que tinham o que dizer. Que tinham dúvidas que ganhariam voz. Isso ou simplesmente saboreava suas reações.
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    O castelo da Rainha Negra Empty Re: O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por Ankou Sab Jan 21, 2023 12:05 pm

    Por um instante minha sobrancelha se arqueia e meu semblante é tomado de surpresa de que o tio não havia compreendido o sentido da minha proposição. - Passagem ou não esse lugar é como um refém ruim, destruído nenhum Anshega vai ficar pra lutar por ele, mas eu sei, tem muitos “e se”. - eu tento ser o mais didático possível, minha voz pausada, e a respiração já calma. Fico na minha pensativo, realmente não dava pra saber se havia outro lugar igual, poderia até haver outra passagem, mas dificilmente seria igual.

    No passo seguinte a conversa fica estranha pra cacete, sonhos e profecias não são nada confiáveis, mesmo que sejam claros como Chloe havia descrevido, mas dessa vez eu me permitia a não conjecturar, me resumia apenas a dar respostas concretas. - Tão dourado quanto um Labrador pode ser, estranho pra um lobo, nada natural. - mas o HIsil era cheio de criaturas estranhas, ele podia ser um parente direto da ninhada do Pai Lobo, mas ainda era um espírito ou algo que o valha. - Dalia é braba pra caralho, ela deve tá sonhando com alguma coisa parecida com vocês também… - não era uma afirmação ou falta dela, era só esperança na real, esperança que aquilo fizesse algum sentido pra tentar contra atacar. - Tu devia conversar mais com ela, ela foi a primeira Vento Uivante. - como quem diz que ela saberia mais do que eu.

    Eu me encaminho pra parede mais alta ainda de pé, me sento no chão a frente dela a usando de encosto. - A merda toda começou em Londres, pouco antes do meu trato com a Loba Negra se desfazer. - eu dou um gole seco, aquilo é sempre um assunto que incomodava. - Foi o vô que me disse pra onde ir que me guiou pra vestir vermelho… Tem esse lugar. - minha narinas dilatam, o desconforto me faz levantar - Extenso até aonde a vista consegue alcançar, com uma tempestade que nunca termina, um lugar que você sabe nas entranhas que não é seu, eles estão lá, provavelmente todos eles, todos os que se foram. Eles não tem forma hominídea, só algo que lembra quem eles foram, o vô são dois olhos brilhantes dentro de fumaça que lembra a silhueta dele vivo, mas maior, ele tem cheiro de chuva e tabaco bom, aquela tensão de eletricidade no ar, forte e barulhento, o que eu vejo não são sonhos, nem visões, mas sim memórias, que se provaram verdade mais de uma vez, mas por vezes elas estão quebradas, ou eu simplesmente não sei o contexto, eu estava lá na batalha contra o Rei Lobo, você e Clera também, mais gente que eu não sei dizer, eu vi quando ele rasgou a capa pra roubar essência e derrotar aquela aberração, tão rápido quanto um Trovão, tão rápido que o movimento pra mim ficou borrado, eu vi você, Billy e William dentro de um carro, antigo, década de oitenta, noventa? Crestwood devia ter acabado de sair da puberdade, falando de um alguém que deveria estar morto, mas que magicamente estava andando por Lyon… - eu pauso, precisava respirar, aquilo era sufocante, enlouquecedor, mas ao mesmo tempo esperava alguma coisa vindo de Nestor que corroborasse com o que eu falava.

    - A mulher apareceu na adega do tio enquanto eu estava completamente chapado, ela tava puta da cara com o vô, porque ele comeu a filha dela e pelo tom a mina ficou buchuda dele, eu não sei quem nasceu, mas talvez você saiba, minha mãe? Alguma tia? - era só curiosidade, aquilo nem me parecia importante. - Ela tem um braço de ferro, e é puro rancor afogado em sangue, ela tem cheiro de morte velha que lembra carne de vampiro. - eu chacoalho o bolso, sentindo os anéis, os ouvindo tintilar, entre eles um charuto pela metade, ponta esbugalhada e preta porque eu tava salvando pra depois. Eu acendo e o cheiro era vagabundo, o gosto também, mas era o melhor que eu conseguia comprar.

    Eu olho pra Chloe e depois pra Nestor novamente - Hoje ela apareceu assim que eu saí do aeroporto, questionando minhas ações, minhas decisões, dizendo que ela havia se sacrificado por todo mundo em Dover que do jeito que estamos fazendo as coisas o sacrifício dela foi em vão e que vamos falhar… - Eu trago o charuto como se fosse um cigarro, a porrada de nicotina invadindo o meu corpo, tranquilizante, dá pra sentir na gengiva, na ponta dos dedos e no couro cabeludo, quase anestesiante. - Tem esse cara, africano, velho, e quando eu falo velho eu quero dizer realmente velho, velho tipo Romano Voz da Sombra velho, o nome dele é Atravessa-Portais e isso é literalmente algo que ele consegue fazer, criar portais e ir de um lugar pro outro na sombra, um treco horripilantemente eficiente e poderoso. Ele me disse que luta com os dele o tempo todo, ele tava lá nesse lugar, no mesmo lugar dos mortos, no mesmo lugar que eu estava, ele contra uma legião dourada de espíritos ou qualquer porra que o valha e eu não acho nem um pouquinho que ele foi derrotado… Quase três meses atrás eu consegui três nomes, o dele, o de um Garra Sangrenta pirado e da Estalos que convenientemente é conhecida da mãe, jurada a Loba da Morte, todos os três foram bastante receptivos de me ajudar a controlar essa minha conexão bizarra, se eu conseguir, talvez de alguma forma eu traga o vô de volta pra luta, quem sabe eu até descubra como ele pisava e fazia todo mundo voar e ir pro caralho… - Impossível não deixar um sorriso de canto no rosto, a lembrança fazia meu estômago revirar por um instante, a onda de choque tão forte passava pelo corpo e fazia o mundo revirar, era escabroso. Ainda assim, meu discurso tinha toda a ênfase que precisava ter, a verdade estava toda lá por mais absurda que pudesse parecer.

    Eu deixo a fumaça quente invadir os pulmões mais uma vez. - Eu não sei se uma emboscada aqui é a coisa mais segura, com certeza a mais ousada… Eu teria mil motivos pra discordar dessa decisão, mas o vô disse que você é o mais leal, o luno também, eu acho que você fez por onde merecer esse adjetivo, de verdade, tô dentro. - sem pensar duas vezes, sem gaguejar, zero questionamentos, eu seria o soldado que precisava ser.

    Connor Mcleary
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    O castelo da Rainha Negra Empty Re: O castelo da Rainha Negra

    Mensagem por thendara_selune Ter Jan 24, 2023 11:31 pm






    🌙Chloe Moore🌙


    Esqueci essa parte  tongue

    🌙🌙🌙

    OFF: Se alguma coisa ficou confusa ou não reagi corretamente  tongue desculpa  rabbit  Cool

    Chloe escuta as palavras do uratha mais velho. Fica hesitante, imaginando o que existia do outro lado e tudo que poderia ver por si mesma.

    “Seu sonho me preocupa. Os lobos são claramente os três grandes. Onde estavam nossos seis? Você disse vento dourado?” A gibosa arqueou as sobrancelhas, ficou inquieta por um momento. — Temos uma nova tribo, será que existe alguma ligação desses sonhos com o surgimento deles?!-Agora a expressão no rosto de Chloe tornou-se impassível. — Muitos eventos cercam Dover, histórias inacabadas que talvez estejam fadadas a se repetir no presente através dos urathas. No fim a coisa pode ser muito maior que a guerra…-Subitamente ela desejou não ter externando seu pensamento diante dos dois. Ainda tinha certo receio de ser tão clara nas coisas que dizia, uma parte dela ainda se sentia um tanto indigna em fazer parte de Dover, aquilo era algo que remoía dentro dela desde tudo que viu naquele celeiro.

    Ela escuta Nestor como se ele fosse um farol, mas mesmo ele não tinha todas as respostas porque talvez elas ainda não pudessem ser encontradas. A atenção dela fica centrada nele quando cita a bebida de um tal George e as injeções da pequena El que ela deduz ser Elise. O plano dele parecia ousado e arriscado de tal maneira que poderia dar certo ou menos reduzir as hipóteses de danos colaterais, ou ao menos desse tempo para que os sangues do lobo que podem lutar levem os mais frágeis para longe das garras do inimigo.

    A pergunta dele deixa a gibosa inexpressiva de novo e antes que pudesse responder o Lua cheia soltava as suas palavras.

    Por um longo momento ela apenas ficou olhando para ele e absorvendo devagar a narrativa do Rahu. Quando ele terminou, a gibosa ficou sem palavras, nem mesmo para perguntar o que ele sentia sobre tudo aquilo. Connor sempre parecia tão cheio da própria verdade, como se o norte dele fosse certeiro e, ao mesmo tempo, opressor. Afinal ele é um Rahu e para a gibosa não importava a tribo, no fim todos eles estariam reféns do juramento de tal maneira que às vezes devia ser enlouquecedor. Os olhos dela expressam empatia, devia ser difícil pra ele mesmo que não demonstrasse isso diante da alcateia nos últimos tempos. Ainda assim ela não encontra todas as palavras que gostaria de dizer, talvez não fosse o melhor momento para mostrar-se emotiva, então ela diz com um tom solidário. — Connor, nada acontece por acaso.-Depois ela suspira. — Contem comigo.-A resposta para Nestor é carregada de seriedade Talvez o gibosa mais velho enxergasse a ruiva fosse um livro aberto com muitas linhas tortas e páginas inacabadas.

    Roupinha:




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