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    A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

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    Vinah
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    A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Ter Ago 04, 2015 2:59 am

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    LORRA STONE
    A Víbora Platinada

    Jogador : Makaveli Killuminati


    Aparência:


    Background:

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    LORRA STONE
    A Víbora Platinada

    A verdade por trás do nascimento de Lorra é nebulosa e desconhecida por praticamente toda Westeros. Lorra foi encontrada inconsciente em um esconderijo com o rosto ensanguentado e gravemente ferida em Porto Real, por Eddard Stark durante o saque de Porto Real durante a Revolta de Robert, quando ainda era uma criança que acabara de desmamar, não sabia-se de quem a criança era filha, mas os traços em sua aparência e o cabelo platinado sugeriam o óbvio, provavelmente era uma criança Targaryen. Ao contrário de Tywin Lannister que havia assassinado todas as crianças Targaryen que encontrava, Eddard Stark não era adepto daquela prática impiedosa, escondendo a existência da criança de Tywin e Robert. Amigo e tutor de Eddard, Jon Arryn concordou em esconder a identidade da criança, raspou os seus cabelos e levou-a para o Ninho da Águia. Pelo menos foi essa a história contada a Lorra poucos anos mais tarde, pelo próprio Jon Arryn.

    As primeiras memórias de Lorra já remontavam a época em que vivia no Ninho da Águia, Jon Arryn entendia que era importante Lorra manter os cabelos pintados, e a manteve como uma de suas protegidas dentro do Ninho da Águia. O convívio com Jon Arryn no Vale foi curto, pois o mesmo foi servir o Rei Robert como Mão do Rei, enquanto Lorra continuou vivendo sua vida secreta como uma bastarda filha do dono do canil, mas mesmo em pouco tempo, Lorra havia criado um afeto muito grande pelo honrado homem.

    A infância dentro dos muros do Ninho da Águia se deu em um período curto. Durante uma noite enquanto praticamente todos dormiam, um grupo de aproximadamente cinco homens invadem a casa onde onde Lorra era criada por seus pais adotivos e os matam, em seguida sequestram a garota e fogem do Ninho da Águia, sem a intromissão da Guarda do castelo. Lorra acredita que seu sequestro havia sido premeditado e orquestrado por alguém em cooperação com Lysa Tully, a quem nunca conseguiu agradar. Os sequestradores colocaram Lorra em um navio rumo a Essos, mas o navio foi abordado por piratas que faziam o caminho contrário no Mar Estreito.

    A vida da garota foi poupada pelos piratas, mas foi mantida como parte da tripulação, servindo ao capitão como ele quisesse. Passou pouco tempo servindo ao capitão pirata, logo que o navio aportou em terra firme, deu um jeito de escapar dos criminosos, correndo e se escondendo pela própria vida. O dia seguinte iniciou com um sol escaldante, a terra árida já denunciava sua localização, estava em Dorne.

    Em Dorne, levou a vida como uma fora da lei, não conhecia ninguém da região, estava por conta própria e aos poucos descuidava-se em manter o tom escuro em seu cabelo, que pouco a pouco desbotava até voltar a cor natural, platinada. Tempos depois, corvos e andarilhos começaram a entregar correspondências para Lorra, mesmo que mantendo-se nômade, as correspondências sempre chegavam, não importa em que parte de Dorne estivesse, por mais que Lorra tentasse rastrear o mandatário das cartas, ele era astuto demais e Lorra sempre acabava perdendo o rastro em algum momento. As cartas aconselhavam Lorra durante seus percursos e a avisavam de alguns perigos que ela poderia estar correndo, além de entregar algumas simples tarefas a Lorra como forma de manter a confiança entre a criança e o informante secreto. Essas tarefas eram muio simples, embora fossem contra a lei, o quê não era um problema para o tipo de vida que Lorra levava em Dorne. Por muitas vezes Lorra tinha apenas que ler as correspondências de algumas pessoas e deixá-las novamente como estavam, intocadas. Apesar de ainda criança, quase adolescente, Lorra entendia que estava dando informação de graça para alguém, mas continuou fazendo as pequenas tarefas já que o informante oculto parecia querer ajudar, além de volta e meia ensinar e aconselhar Lorra com as cartas que enviava.

    Anos se passaram, Lorra já era uma adolescente quando começou a ficar perigoso viver em Dorne, a reputação de Lorra crescia no submundo de Dorne e não demorou para Lorra ser aprisionada pelo príncipe Oberyn Martell. Diferente do esperado, Oberyn foi bastante simpático com Lorra e seu interesse não estava em aprisionar, estava muito mais além e Lorra sequer conseguia compreender, pois Oberyn nunca tinha sido claro quanto seus interesses. Lorra encontrava em Oberyn um olhar de desejo sobre si, mas apesar da desconfiança, o príncipe nunca tentou nada com Lorra.

    Lorra passou o resto de sua adolescência em Lançassolar, onde continuou recebendo as cartas secretas. Oberyn se manteve bem próximo de Lorra, dentre muitas coisas, a ensinou a lutar decentemente. Segundo o príncipe, Lorra tinha a elegância e destreza para se tornar uma excelente duelista, mas lhe faltava determinação. Os dois mantiveram um relacionamento de amizade, embora Lorra estivesse gradativamente se apaixonando por Oberyn. Já adulta, e com alguma experiência em suas andanças, Lorra começava a desconfiar das intenções de Oberyn sobre sua pessoa, que a manteve vivendo em Lançassolar em segredo por tantos anos. Havia ficado tanto tempo sozinha que quando alguém tentava uma aproximação mais amistosa que não fosse somente para obter relações sexuais, Lorra já imaginava o pior e se afastava para evitar uma possível frustração.

    Em um dos últimos encontros entre Oberyn e Lorra, o príncipe comunica sobre a morte de Jon Arryn, o quê comove a bastarda e elimina de vez qualquer chance de um dia reencontrar o homem que havia ajudado a salvar sua vida quando criança. Lorra decide pintar o cabelo de negro uma última vez para prestar homenagem a Jon Arryn em seu leito de morte, em Porto Real, mas antes de partir de Dorne, Oberyn convence Lorra a não se aventurar em Porto Real. Lorra nunca havia parado para culpar alguém por sua condição e vida, apenas via em Jon Arryn como alguém a agradecer apenas por estar viva, mas com sua morte os sentimentos e desejos de Lorra começavam a mudar, era seu dever levar a justiça aos Lannister's e Baratheon's que fizeram a chacina em Porto Real e construíram seu reinado em cima de cadáveres de crianças.

    Ficha:
    LORRA STONE
    "A Víbora Platinada"
    "Cara Cortada"

    18 anos (Adulta)
    Ladina

    Objetivo: Justiça
    Motivação: Dever
    Virtude: Humilde
    Vício: Curiosa

    -------------


    Habilidades

    Agilidade - 4 [Acrobacia 2B]
    Atletismo - 4
    Conhecimento - 3 [Manha 1B]
    Enganação - 3 [Blefar 1B]
    Furtividade - 3 [Esgueirar-se 1B]
    Idioma - 3
    Ladinagem - 3
    Luta - 3 [Lâminas Curtas 1B]
    Percepção - 3
    Persuasão - 4 [Charme 1B, Seduzir 1B]
    Sobrevivência -  3
    Vigor - 3

    -------------


    Pontos de Destino: 1

    Benefícios e Desvantagens

    Sangue de Valyria
    Atraente
    Defesa Acrobática
    Bastarda
    Marcada

    -------------


    Estatísticas Derivadas

    Defesa em Combate: 11 + 4 (Defesa Acrobática)
    Saúde: 9
    Defesa em Intriga: 7
    Compostura : 6
    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Ter Ago 04, 2015 10:04 pm

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    DAEMON LANNISTER
    Daemon “The Peacemaker” Lannister

    Jogador : Thitanios


    Background:
    Daemon “The Peacemaker” Lannister passou a maior parte de sua vida longe da terra de seus antepassados. Seu avô era o irmão mais novo de Tytos Lannister, um comandante brilhante e pouco indulgente, exatamente o oposto de Tytos, que optou por se exilar após perder a paciência com o irmão que estava “destruindo tudo que a família havia conquistado”.  Em Essos ele se juntou a Companhia Dourada, se tornando um dos principais homens de Maelys na última Rebelião Blackfyre, sob a promessa de receber Rocheado Casterly como recompensa por sua lealdade. Lyonnel Lannister, The True Lion, morreu junto à Maelys, não sem antes matar dois espadas brancas e acabar morrendo para Sor Barristan Selmy, após entrar em fúria ao constatar que o seu rei havia sido morto pelo mesmo.

    The True Lion deixou quatro filhos, o mais velho era Tytos, o pai de Daemon. Tytos viu seu pai perecer com todos os outros homens que admirava na infância, seu relacionamento com os Lannisters de Rocheado sempre foi complexo, portanto, mas sua relação com os Targaryens sempre foi simples, odiava todos. Seu primeiro casamento foi com uma jovem de Braavos, herdeira de uma das maiores fortunas das Cidades Livres, ela morreu deixando ao filho e a Tytos tudo que tinha. As posses se multiplicaram nas mãos do viúvo, mas Tytos nunca se tornou um príncipe mercante como os outros, havia se criado no meio de uma companhia de mercenários, era um comandante westerosi com uma fortuna baseada em comercio. Seu segundo casamento foi com Meria Martell, prima de Doran, que após uma viagem à Braavos decidiu se domiciliar nas Terras Livres e acabou conhecendo o marido, dessa união nasceram quatro crianças, o mais velho dos filhos era Daemon.

    Daemon passou a primeira infância trancando nos palácios da família, sua educação era semelhante à de que qualquer nobre de Westeros, foi iniciado cedo na leitura e no combate armado. O garoto sempre apresentou talento com armas, somado a sua altura avantajada ele logo se destacou das outras crianças, seu pai percebeu isso e começou a leva-lo aos acampamentos da Companhia desde seus sete anos.  Por lá ele aprendeu a ser um homem de verdade, a mordomia passava longe daquele lugar e o treinamento era cruel para um homem adulto e ainda mais para uma criança, mas Daemon nunca sentiu muita dificuldade em lutar, qualquer garoto de sua idade não tinha a mínima chance e poucos garotos mais velhos chegavam a ser uma ameaça real, costumavam a dizer que ele poderia ser um espada branca, mas isso era uma brincadeira dentro da Companhia, nenhum mercenário respeita muito um celibatário de branco.

    Mas o evento que definiu a transição do garoto para o homem foi um evento conhecido como “A noite da ruína”, um evento que ocorreu em Essos, mas que ganhou fama por toda parte. Um dos homens mais ricos de Braavos decidiu que deveria unificar Essos, os boatos diziam que o homem havia enlouquecido e que era fascinado pela história de Aegon I. O importante é que ele conseguiu apoio de muitas pessoas influentes e se tornou uma verdadeira ameaça para o estilo de vida das Cidades Livres. Tywald, filho do primeiro casamento de Tytos, levou Daemon e alguns homens para “jurar fidelidade ao Rei de Essos”, o que significava “se infiltrar no castelo e matar o maldito farsante e seus descendentes”. Mas Tywald contraiu égua descorada e acabou morrendo no meio da viagem, o plano deveria ser cancelado e todos deveriam voltar para receber novas ordens, mas Daemon tomou dianteira e decidiu continuar a missão com metade dos homens. O resultado foi à morte do quase rei e o nome da Daemon ter ganhado fama, o garoto foi apelidado de “Peacemaker”, uma piada que se tornou uma alcunha.

    Ao perder seu primogênito o velho Tytos se tornou extremamente protetor com seus filhos, mas nunca conseguiu controlar Daemon como gostaria, o mesmo já estava introduzido demais nesse mundo para conseguir se afastar. A gota d’água foi quando ele decidiu casar o filho. Com 15 anos o jovem fugiu de casa e decidiu partir para uma viagem por Essos, se manteria com sua espada, era uma oportunidade de lutar e ganhar cada vez mais fama. Seu objetivo foi em parte alcançado, as conversas sobre um garoto enorme e loiro que havia matado um rei e diversos mercenários conhecidos logo ganhou Essos. Ele logo se tornou um dos mais famosos guerreiros de Essos do momento e seu nome atravessou o mar ainda mais, afinal, não é todo dia que os plebeus e os nobres descobrem que existe uma criança do outro lado do mundo que pode rivalizar com seus maiores cavaleiros e que ainda por cima é filho de um Lannister e de uma Martell.  

    Claro que seu pai sempre mandou homens para trazer seu filho de volta. De maneira que continuar em Essos se tornou insustentável e ele foi obrigado a fugir para Westeros. Apesar de seu sangue nobre ele sempre foi reconhecido pelos seus feitos, o sangue era um fato que acrescentava a sua figura, mas ele havia crescido longe de Rocheado e seu parentesco com os atuais Lannisters era distante, ser neto de um homem que apoiou Maelys I também não ajudou, Tywin poderia ser pouco amistoso com quem enfatizasse que um “Mercenário neto de um traidor” tinha o sangue e o nome de sua família. Eles nunca chegaram a se encontrar, mais uma vez o Montanha participou de um combate corpo a corpo em um torneio junto com Daemon, ele sempre suspeitou que Tywin o havia enviado para humilhá-lo ou matá-lo. O resultado foi que o Montanha acabou perdendo para Daemon, mesmo a luta não sendo muito justa, pois o mesmo havia se machucado em combates anteriores que foram mais duros do que os do seu adversário. Logicamente, alguém como Sor Gregor não aceita muito bem a derrota, jurou que acabaria com o Lannister da próxima vez.

    Daemon vive em Westeros através de torneios e julgamentos por combate, muitos lordes adoram receber um guerreiro de nome em seus castelos, ter aos seus serviços alguém como o “Peacemaker” alguns meses ou semanas é uma demonstração de poder e status. Daemon tenta se manter longe de Dorne e das Terras do Oeste, no primeiro caso acha que Doran pode estar do lado do seu pai, no segundo caso acha que um encontro com Tywin tenderia a ser bastante desagradável. O que ele não sabe é que sua tentativa de se afastar dos problemas está fadada ao fracasso, seu embate com os Lannisters de Rochaedo e Porto Real acontecerá mais cedo ou mais tarde e seu pai está indo para Westeros com o intuito de levar seu filho para sua noiva, uma Blackfyre de 13 anos que poderá representar uma dor de cabeça grande para o Trono de Ferro.


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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Ter Ago 04, 2015 11:12 pm

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    DELFIR HORNWOOD

    Jogador : Escaravelho



    Background:
    Primogênito de Halys Hornwood – o na época filho do Senhor Javis Hornwood, e então com dezessete anos –, Delfir nasceu cinco anos antes de seu irmão Daryn e, como futuro herdeiro de Hornwood, até sua maioridade sempre encontrou facilidade em ser bem estimado pelo séquito de seu castelo, de nome igual à Casa e localizado a leste-sudeste de Winterfell, a que sua família avassala-se. Tendo adolescido sob cuidados talvez excessivamente atenciosos da família – que, dentre outras coisas, reclusava-o ao castelo e suas proximidades até seus doze anos –, pouco tivera contato com o desrespeito ou desdém de sua pessoa, e nunca conhecera a miséria ou labor, o que contribuiu para que até por volta dessa época ele cultivasse uma visão um tanto idílica de mundo, onde a vilania e a necessidade de se esforçar para o mero autossustento eram os casos excepcionais no que entendia como Westeros.

    O avô, Javis, ainda conseguia lhe incutir alguma austeridade, e seu semblante por natureza sisudo junto a insistência em dialogar com Delfir – mesmo em sua tenra idade – de modo muito similar sob o que dialogaria com um adulto fizeram com que a criança lhe desse um respeito maior do que o conferido a qualquer outro parente, motivado em parte por um desejo íntimo de conseguir corresponder às expectativas de alguém que, a partir de sua conjetura sobre como os demais costumavam o tratar, parecia exigir uma compostura e discernimento acima de suas capacidades, o que o instigava a constantemente almejar uma pequena "auto-superação", que o deixaria mais próximo de agradar o avô plenamente – embora, ele imaginasse, agradá-lo de fato plenamente fosse uma tarefa fadada à frustração, pela julgada incapacidade. Halys, por outro lado, raramente zangava-se com ele, e ainda que inibisse muitos de seus desejos aventurescos que poderiam lhe oferecer algum perigoso, não por isso o deixara de iniciar no combate armado, ao que desde suas primeiras práticas – ainda com espadas de madeira – Delfir demonstrou aptidão, além de radioso interesse; não havia um momento melhor para mostrar a si mesmo do quanto era capaz, e a escassez de outras atividades atléticas em sua infância o fizeram creditar um enfoque grande nessa como a obtedora de um entretenimento que, sem que ele soubesse e de outro modo, poderia ser propiciado por muitas das demais. Já seu irmão Daryn sempre lhe foi, acima de tudo, um grande amigo; alguém a quem podia confidenciar seus mais importantes segredos, e quem, naqueles tempos infantes, o acobertava em muitas de suas tentativas de secretamente explorar as áreas mais afastadas do castelo, apenas para ser localizado por serviçais da Casa sem que tivesse se distanciado muito – de todo modo, o empenho em escapar aos olhos do séquito por mais tempo possível já lhe era uma diversão válida.

    Durante a rebelião de Robert contra Aerys Targayen – época em que tinha onze anos –, seu avô e pai foram convocados para a guerra pelos Starks e, embora Halys tivesse retornado – mas sem que ele e seus homens tivessem contribuído muito para a vitória final dos rebeldes, de todo modo –, o avô fora morto enquanto comandava um dos pelotões da Batalha dos Sinos. Aquilo fomentou a Delfir, que – a despeito da insistência da família em lhe reputar, como justificativa para a guerra, Aerys como um rei maligno e desnaturado – ainda não conseguia assimilar o dever de se envolver ativamente para retirar o que ele acreditava ser a fonte da estabilidade de sua Westeros justa e benfazeja – o Rei, pouco importando qual fosse –, um ódio por guerras que não visassem impedir uma ameaça ao que ele acreditava ser a "harmonia fundamental" – cujo eixo residia na realeza e no povo subordinado a ela, como um todo –, considerando-as despropositais e em sua maior parte provedoras de malefícios.

    Suas lembranças da infância mais recorrentes são suas interações com Meistre Halthes, que, já bastante experiente sob serviço da Casa Hornwood por uma década, fora incumbido de aculturá-lo acerca principalmente da história de Westeros e suas grandes Casas. Admirava o Meistre enquanto uma pessoa detentora de conhecimentos valorosos para a compreensão de seu continente e das Leis que regiam o mundo, além do fato de que ele por si também era a pessoa mais versada na oratória que já conhecera, frequentemente recorrendo à eloquência e ao uso de palavras obscuras para ornar suas sentenças. Também lembra-se, agora com certa vergonha pelo que considera ingenuidade ante seu papel em Westeros, que um de seus desejos de criança era, abrindo mão do legado de sua família, simplesmente tornar-se um Meistre, a fim de saber tanto quanto Halthes.

    Foi uma agradável surpresa para a família quando, aos dez anos de Delfir, Halthes lhes revelou que, a julgar pela correspondência de alguns sonhos estranhos sobre os que o garoto tagarelava com acontecimentos de pouco depois, ele provavelmente possuía o que se nomeia de Visão Verde: O dom para vislumbrar cenas do futuro através de sonhos imbuídos de metáforas e simbolismos, geralmente associado como uma faculdade comum aos Filhos da Floresta, mas também incidente em um número muito pequeno de outros indivíduos. Essa informação ufana o pequeno Delfir, que, já antes sentindo muito orgulho de sua procedência nortista – cujos costumes e deuses, segundo as histórias de Halthes, evocavam uma sintonia maior com a origem de Westeros do que os das terras dominadas pelos ândalos, o que conferia a Delfir a noção de que o Norte conservava a "verdadeira" tradição do continente, que, por conseguinte, também era a correta –, apenas fica mais certo de que os Deuses Antigos, sob a evidência de terem concedido aos Filhos da Floresta esse e outros dons sobrenaturais, eram os únicos verdadeiros, ao passo que os Sete e os costumes ândalos – assim como os de qualquer outro povo em Westeros – não passavam de versões equivocadas e aquéns de se enxergar a religiosidade e organizar a sociedade, ainda que a presença de uma figura central – como o Rei – bastasse para extrair disso uma harmonia por que valia a pena ser zelada, particularmente com a falta da opção de se retornar ao estado original de Westeros, onde, na visão de Delfir, os sábios Filhos da Floresta, a partir da magia e de seus costumes tradicionais, possibilitavam que o continente vivesse uma Era Perfeita.

    A rebelião de Baylon Greyjoy, ocorrida em seus dezoito anos, apenas o deixara mais convicto da falta de propósito de muitas das guerras provocadas: Westeros alcançava a idealizada estabilidade através da harmonia fundamental – cujo um dos alicerces era a paz –, que por sua vez era garantida por um Rei – qualquer que fosse –, mas muitas das guerras não eram realizadas com o objetivo estrito de destruir essa harmônia, sendo isto apenas um meio para o objetivo maior de tornar-se um novo Rei ou conseguir uma nova posição de poder, após o que se garantiria novamente a estabilidade desejada. Ele atribui à sede de poder dos que não conseguem aceitar sua posição no atual panorama do continente como causa dessa desarmonização temporária desnecessária, tal como foi o caso de Baylon e, ao que lhe parece, Robert Baratheon. Em adição, embora nem ele nem ninguém de sua Casa houvesse participado dessa última guerra, temia que surgisse uma tão desproposital quanto e que ele fosse, pelos votos da vassalagem, forçado a participar. Por outro lado, sentia cada vez mais profundamente que sua constituição física e habilidade como espadachim indicavam que seu papel no mundo seria combater, mas estaria mesmo disposto a se arriscar como uma marionete para a promoção dessas guerras inúteis?

    Foi então que a alternativa de alistar-se à Patrulha da Noite começou a o atrair. A Patrulha, pelas histórias que Halthes contava, era um contingente de homens que, avesso às lutas por poder e status que infestam Westeros, concentram seus esforços em impedir que a região fosse assolada por forças inerentemente promovedoras do caos e desolação à civilização já estabelecida, como os temíveis gigantes e os bárbaros selvagens, que, caso invadissem Westeros, destruiriam seus atuais fundamentos de tal maneira que levaria décadas – talvez até séculos – para que a harmonia fundamental se restabelecesse em conjunto com a nova sociedade dos selvagens – que, em adição, só poderia ser uma versão pior da atual, por serem reputados como primitivos pelos outros westerosis.  Além disso, também relevava os diabólicos Outros, que, embora deles não se visse sinal há milênios, foram decerto a mais perigosa ameaça que já existiu, por, ainda mais do que atuarem como uma antítese da atual ordem, oporem-se também a atual vida; mesmo que Delfir nunca visse um ser como esse em toda sua existência na Patrulha, o mero fato de estar atuando em uma organização que já fora encarregada com sucesso de combatê-los o orgulharia.

    Esse desejo, inicialmente apenas de intensidade baixa, robustece-se em seu íntimo com o tempo, de modo a ele expressá-lo para a família pela primeira vez com dezenove anos, apenas para ser jocosamente zombado pelo pai e irmão, que – não conseguindo acreditar que Delfir trocaria sua liberdade e a futura posse do Castelo de Hornwood pela servidão a marginais concentrados nas mais distantes terras civilizadas – consideravam que ele apenas não estava refletindo sobre aquilo seriamente. Aconteceu, porém, de, em certa madrugada de seus vinte e um anos, Delfir, decidido de que não seria atuando em Westeros como Senhor de Hornwood que encontraria o sentido para sua vida, fugir de seu castelo sorrateiramente, rumando para Castelo Negro montado em seu cavalo e deixando uma carta de despedida em que justificava os motivos da partida e com bons votos confiava, quando Halys não mais vivesse, Hornwood ao irmão Daryn. Não deixou de, naquela noite, lembrar-se das fugas que malograva quando criança, com uma nesga de soturno humor por, no fim das contas e depois de tanto tempo sem realizá-las, o enfim sucesso em uma ser a última coisa que experienciaria no que terá sido seu tão acolhedor lar.

    Inicialmente, entretanto, desiludiu-se com a Patrulha da Noite: Há muito já tinha conhecimento – e por vezes disso era relembrado durante tentativas do pai e do irmão de o fazer desistir da ideia de integrá-la – de que ela, em sua maioria, era formada pela escória de Westeros, mas, para seu amargo engano, imaginava que os homens tornavam-se – motivados por um desejo honesto de se virtuarem e darem o melhor de si – mais honrados ao proferirem os votos e envergarem o negro, e, ainda que assim não fosse, a visão da típica "escória" que possuía não era tão vil quanto a que tipicamente teria de seus novos irmãos, pelo prévio desconhecimento de o quanto o humano comum com esse rótulo podia se comportar de modo execrável. Contudo, seu orgulho o impedia de voltar atrás; sabia que a família se envergonhava dele, e imaginava que outras Casas do Norte agora o ridicularizavam, pelo que, ao retornar à Stornwood, não estava interessado em aparentemente confirmar a validade de suas posturas; preferiu garantir a si mesmo que era tarde demais para mudar de ideia e que, com o tempo, se acostumaria com sua nova família. Assim sendo, após meses de treinamento – durante os quais não deixou a desejar, ainda que não lutasse excepcionalmente bem – foi designado para a ordem dos patrulheiros, e proferiu seus votos de integração na Patrulha ajoelhado a uma árvore-coração de um bosque sagrado próximo, dentro da Floresta Assombrada.

    Passado um ano de tarefas majoritariamente bem-sucedidas, foi, por questões de melhoria na logística de patrulhas, enviado para Torre Sombria, local em que atualmente permanece, sob a companhia de um dos – senão o – mais experientes patrulheiros, Qhorim Meia-Mão, e comando do polido Denys Mallister. Ele mesmo, com o transcorrer dos cinco anos restantes em que permaneceu servindo a Patrulha, pode agora se considerar um patrulheiro veterano, e, para sua satisfação, com o tempo de fato passara a gostar de sua vida lá, ainda que às custas de ter desenvolvido uma personalidade mais áspera, severa e cáustica para com seus irmãos, espelhada em seu avô – Javis – na intenção de auto-conservar-se perante os comportamentos degenerados da maioria, e de também, indiretamente, demandar-lhes uma postura mais consonante à sua visão de como homens honrados deveriam se comportar.

    Por fim, ainda que até então não tenha confrontado nada mais perigoso para a segurança dos Sete Reinos do que costumeiros grupos de selvagens, como membro da Patrulha da Noite sente, enfim, que está desempenhando seu papel social de combatente prós uma causa que objetiva contribuir para a manutenção da harmonia e estabilidade de Westeros, diferentemente das infindáveis guerras por poder e influência, que já ceifaram em vão vidas como a de seu avô e levaram tantas outras à miséria.



    Ficha:


    Jogador: Escaravelho   Personagem: Delfir Hornwood    Idade: 27 anos (Adulto; nascido em 271DD)
    Objetivo: Fazer o Bem  Motivação: Estabilidade        Virtude: Honesto     Vício: Preconceituoso

    Reputação: Agora membro da Patrulha da Noite, pertencia à Casa Hornwood, como segundo filho de Lorde Halys Hornwood e sua esposa, Donella Manderly.


    Habilidades & Especializações (210/80):

    Astúcia: 2      Conhecimento: 2  Cura: 2       Enganação: 2

    Furtividade: 2  Ladinagem: 2     Percepção: 2  Persuasão: 2

    Guerra: 2 (Comandar 1B)          Lidar com Animais: 2 (Cavalgar 2B)

    Idioma: 3       Pontaria: 3      Status: 3     Vigor: 3

    Agilidade: 3 (Esquiva 1B)        Atletismo: 3 (Saltar 1B)

    Luta: 4 (Lâminas Longas 1B)      Sobrevivência: 4 (Coletar 2B)

    Vontade: 5


    Destino & Qualidades:
    Pontos de Destino: 2
    Benefícios: Visão Verde, Fiel
    Desvantagem: Honrado


    Estatísticas Derivadas:
    Saúde: 9                Defesa em Combate: 8
    Defesa em Intriga: 7    Compostura: 15
    Movimento: 4M           Corrida: 16M


    Equipamentos:
    Espada Longa
    Besta Leve
    Duas munições (12 virotes cada)
    Armadura Acolchoada

    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Sab Ago 08, 2015 9:21 am

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    Grey "O Rubro"

    Jogador : Pallando

    Aparência:



    Background:

    Parte I - O Bebê
    No começo da manhã de um dia não mais frio que os anteriores, um velho cavalo puxava a pequena carroça por entre árvores de um bosque próximo a lugar nenhum. Um homem mais jovem do que aparentava ser levava consigo sua mulher e seu filho, nascido poucos dias atrás, buscando chegar nas redondezas de Winterfell para recomeçar sua vida. O som da madeira acabada da carroça estalando era só o que se ouvia, enquanto o homem olhava friamente para frente e sua mulher permanecia de cabeça baixa, ambos já sem certeza de quanto tempo tinham de viagem ou o quão próximos estavam de seu destino. O bebê dormia profundamente.

    Ouviu-se uma batida, quase como um passo, e alguns momentos depois o cavalo começou a diminuir o ritmo até parar. O homem levantou-se a principio com a intenção de castigar o animal, mas logo seus olhos começaram a vasculhar o cenário repleto de árvores ao seu redor. Tudo muito quieto sem o andar da carroça, tão quieto que podia ouvir o vento gélido soprar por entre as folhagens, e a mulher levantou-se temerosa esperando uma resposta do companheiro. A fúria do homem com a reação da mulher era evidente, mas antes que ofensas lhe escapassem da boca, uma flecha veio do alto rasgando o silêncio e o vento, perfurando seu peito. Seu grito ecoou enquanto suas pernas agora desorientadas o deixaram cair, o cavalo assustou-se e correu sem rumo, chocando a carroça contra uma árvore e despedaçando-a. A mulher caiu de costas, segurando o bebê com firmeza o tempo todo.

    Quando não havia mais qualquer sinal do cavalo, o silêncio foi interrompido uma segunda vez, agora pelo choro da criança. Sua mãe levantava-se vagarosamente com os olhos vasculhando o bosque em busca do companheiro, que jazia deitado sem sinal de vida. A queda o havia desacordado ou por muito azar o matado. E foi então que três homens surgiram, apenas um estava armado e este aproximou-se do homem caído, finalizando-o com uma flecha no olho. Os outros dois aproximaram-se da mulher, com largos sorrisos amarelos e os rostos sujos e cobertos de barba, não era necessário muito esforço para adivinhar suas intenções. Por entre protestos e momentâneos períodos de silêncios a manhã passou, seguida pela tarde e enfim a noite, para somente na outra manhã um bebê acordar órfão.

    O cavalo se fora, a carroça estava destruída, o corpo do pai já apodrecia e a mãe finalmente havia encontrado na morte um fim para o sofrimento. Os três homens pegaram o pouco que havia de valor entre os destroços, e sem coragem para finalizar um ser tão inofensivo o tiraram do bosque.

    No dia seguinte, não muito longe de onde a tragédia acontecera, outra carroça seguia seu caminho para Karhold. Nela haviam alguns homens armados, possivelmente alguém de sangue nobre e algumas pessoas comuns, futuros servos da casa Karstark. Até ali nada fora do comum na viagem, até a carroça parar e o som do choro de um bebê fazer-se ouvir, foi então que notaram uma criança jogada no caminho, largada para morte ou propositalmente deixada para que fosse encontrada.

    Parte II - O Garoto

    Acolhido por uma mulher de meia idade chamada Adala, a criança nunca recebeu um nome de fato, foi criado da maneira mais simples possível pela mulher que já tinha um filho. Assim que completou 7 anos passou a ajudar nos afazeres de sua responsável em Karhold. Sempre silencioso e obediente as ordens, andava quase sem ser notado devido ao pequeno porte e realizava tarefas além das dadas por Adala, conhecido como "menino vareta" ou "garoto da Adala" aos que não sabiam como chama-lo. Erik Arlov, filho de Adala, era apenas 5 anos mais velho e nunca fora amigável com o "Vareta" até certa idade, mas assim que ambos completaram 10 e 15 anos, seja por Vareta ter deixado de ser um "bebê problema" aos olhos de Erik ou por ambos não terem amigos onde moravam, passaram a trabalhar e pregar peças juntos.

    Aproximadamente dois anos depois, o garoto Erik foi levado para Winterfell por um parente distante após a morte de Adala. Vareta por outro lado, foi mantido em Karhold como serviçal, um ajudante para qualquer servo da Casa Karstark.  Passou a ser extremamente ativo nas tarefas em que era solicitado, não haviam mais distrações ao garoto que passou a adotar uma postura cada vez mais séria e em pouco tempo era o mais prestativo dentre os servos. Naquela época começou a maior parte de seu tempo livre próximo a alguns soldados(os poucos que não o espantavam quando aproximava-se), que pouco a pouco tornaram-se o mais próximo que o garoto tinha de amigos. Ouvia histórias de guerra e outras que todos conhecem, aprendia sobre duelos e os Antigos Deuses, sonhando cada dia mais com o que em sua mente eram "gloriosas batalhas". E cada vez mais presente em todo o castelo, foi-lhe possível acompanhar, mesmo que só observando, os treinos de manejo de armas, entre outros.

    Com mais um ano completo, foi um simples soldado de nome Hans que lhe deu o apelido Grey, o qual o garoto adotou como sendo seu nome. Agora não só mais um serviçal, Grey era um potencial guerreiro que com certeza lutaria lealmente pelos Karstark se lhe fosse possível, e foi quando suas práticas começaram. Mal conseguia apontar uma flecha usando o arco, era desajeitado com uma espada leve se tivesse que usar um escudo, mas feroz como um selvagem quando empunhando uma espada de lâmina longa, e foi gradualmente sendo disciplinado e moldado como um soldado. Continuava a realizar tarefas aos seus Mestres, mas de uma maneira diferente. Enviava mensagens, ficava de guarda, lidava com salteadores ou problemas que era enviado para solucionar em meio a outros soldados, e em quatro anos fez de seu nome uma referência de soldado de confiança.

    Parte III - O Soldado

    Em uma manhã tão gélida quanto a em que perdeu seus pais, Grey seguia cavalgando junto de outros quatro soldados que acompanhavam Lorde Karstark e seus três filhos em uma caçada. Próximo do rapaz estava Hans, que permanecia em silêncio como um bom capataz perto de seu mestre, do contrário estaria tagarelando alguma asneira. O único a falar no momento era Rickard Karstark dirigindo-se a seus filhos, os soldados estavam ali para agir só caso algo inesperado acontecesse.

    Os olhos rubros do jovem soldado vasculhavam o cenário como se a qualquer momento pudesse ser atacado. Sentia-se de certa maneira honrado por ser um dos cinco a acompanhar Lorde Karstark, mas não perdia seu foco nem por um segundo. O valor de quem era e suas habilidades deveriam ser usados em algum propósito, era seu dever fazer aquilo que havia jurado fazer, e sabia que perderia sua honra no instante em que virasse as costas para sua tarefa.

    De fato não fazia muito tempo que cavalgavam vagarosamente, quase como se estivessem só a passeio ali, mas até então sem sinal de vida animal. Hans olhou para o amigo na esperança de iniciar uma abafada conversa, queria ouvir algo que não fosse a voz do velho Lorde, mas Grey sequer lhe deu atenção. Distração era para os soldados, ao menos não naquela ocasião. Foi então que o som de gravetos quebrando-se alertaram os caçadores, um veado não muito distante não tardou a correr quando percebeu a presença dos homens, e assim a caçada começou.

    Se fosse um contador de histórias e pudesse nomear uma canção baseada naquela caçada, o nome seria "Um Maldito Labirinto de Troncos". Liderados por Lorde Kastark, seus filhos o seguiam no mesmo ritmo com os soldados logo atrás. Por último vinha Grey, que não sabia lidar com o animal em que montava e mesmo assim tentava acompanhar os demais, mas as árvores já passavam por ele como borrões graças a velocidade do cavalo e não demorou para que perdesse o controle em um local onde a terra descia. Só pôde perceber que já não estava mais montado quando seu corpo estava lançado ao ar em alto velocidade, e seu rosto foi de encontro ao tronco áspero de uma árvore, machucando-lhe  de maneira brutal a região ao redor do olho esquerdo.

    Com certeza perdeu a consciência por algum tempo, mas pareceram-lhe segundos. Seus sentidos foram voltando um a um, primeiro a visão do olho direito do céu ocultado por folhas embassadas, depois ouviu gargalhadas que percebeu estarem caçoando-lhe assim que sua razão voltou, e por fim sentiu uma dor intensa no rosto. Levantou-se vagarosamente com sua cabeça pesando como nunca, viu Hans aproximando-se a cavalo e dele vinham as gargalhadas. Grey estava indeciso entre mata-lo ou rir com ele. Hans desceu do cavalo e vinha em sua direção para ajuda-lo a levantar-se, mas antes que chegasse perto ou que Grey percebesse o motivo da parada do amigo, um grito furioso veio do nada e logo em seguida um grande homem empunhando um punhal alcançou Hans.

    Foi rápido e certeiro, não dando tempo para o velho soldado dos Karstark reagir. O punhal rasgou a goela de Hans e entrou completamente na garganta, suas mãos estavam no cabo da espada mas não houve tempo de puxa-la. Ele caiu de uma vez só, cuspindo sangue e procurando desesperadamente por algo, mas só encontrou Grey, que conseguiu ver a luz da vida estinguir-se de seus olhos quando os movimentos do corpo cessaram.

    A reação do jovem soldado foi imediata. Colocou-se de pé em instantes e empunhou a espada longa instintivamente, só então deu falta de seu olho esquerdo que não abria e recordou o quanto seu rosto ainda doía. Mas nada disso importava, seus dentes tremiam pelo frio e pela raiva, nunca antes sentira tanta adrenalina trazido por fúria. Também não demorou a perceber o outro homem que surgia acompanhando o assassino de Hans, ambos homens selvagens com punhal na mão e sede de sangue nos olhos.

    Grey esqueceu-se de seu dever para com os Karstark, esqueceu-se de preocupar-se ou pensar nas chances de aqueles dois estarem sozinhos e terem como alvo dois soldados sem bens. Naquela curta manhã, que poderia ser sua última, seu único olho rubro só via dois homens que deveriam morrer. Nada mais existia e nada mais importava, só a morte de ambos.

    E os dois moribundos não deixaram que o tempo passasse, atacaram juntos como animais avançando sem jeito e levados somente pela fúria, porém eram grandes e já haviam matado antes. Grey respondeu da mesma maneira, uma investida furiosa de um jovem tomado pela emoção do momento e o perigo da morte, mas por instinto tinha habilidade e disciplina marcados em cada movimento. De tal maneira, o tempo até o embate direto pareceu demorar minutos, mas o resultado foi imediato e ao fim Grey sequer saberia descrever o que havia feito. Sentiu uma dor na perna direita e caiu de joelhos, notou um dos punhais em sua coxa e o corpo de Hans a sua frente, a mão que segurava a espada tremia e a lâmina estava banhada de sangue, então seus olhos buscaram os inimigos. Logo atrás um jazia morto no chão, a cabeça pendurada ao corpo por uma fina camada de pele e nervos, enquanto o outro estava tentando levantar-se com uma visível ferida na costela esquerda. Grey retirou o punhou de sua perna, recolheu a espada de Hans e levantou-se rumando em direção ao homem que rastejava, encerrando a vida do miserável de maneira lenta assim que chegou a ele.

    Aquele dia estaria sempre marcado na vida do jovem, tanto pelas duas primeiras vidas que havia tirado quanto pela primeira vez que viu um amigo morrer, além de praticamente perder o olho esquerdo que agora só via borrões. A marca ao redor do olho defeituoso se certificaria de nunca deixa-lo esquecer daquela manhã, em que por razões que não lhe foram reveladas, alguns homens tentaram assassinar Lorde Karstark e seus filhos. Grey havia virado as costas ao dever e falhado na proteção dos seus senhores, mesmo que nada tivesse lhes acontecido, e levaria tal falha como aprendizado.

    Lorde Rickard Karstark passou a depositar-lhe mais confiança apesar de tudo, era visto como o bom e leal soldado que havia tornado-se. Suas habilidades e conhecimentos de batalha só aumentaram com o passar do tempo, ainda era inútil com o arco e desajeitado com escudos, mas conseguia usar duas lâminas aos mesmo tempo com certa maestria, e cada vez que era requisitado a uma tarefa e cumpria com perfeição, alimentava um certa fama que formava-se discretamente. O soldado de rosto marcado dos Karstark, O Rubro.

    Parte IV - O Rubro

    A notícia de que Eddard Stark seria a nova Mão do Rei Robert havia chegado a Karhold. O Senhor de Winterfell havia deixado o norte rumo à Porto Real, acompanhado pelo próprio Rei e provavelmente uma imensidão de soldados. Winterfell agora contaria somente com a esposa de Eddard e seu filho mais velho, um garoto.

    Grey guardava os portões do castelo, imóvel com o olhar fixo no horizonte. Seus olhos pareciam ser da cor do céu nublado daquele dia, facilmente seria confundido com um cego se não observado bem. Diferente de anos atrás, agora era um homem e um soldado de nome, não recebera a honra de tornar-se cavaleiros(e provavelmente nunca receberia), mas um título de nada lhe valia. E apesar de toda a experiência adquirida e viagens feitas sob ordem dos Karstark, nunca havia distanciado-se muito de Karhold, as vezes achava que passaria a vida toda ali até encontrar a morte por velhice ou de maneira sem sentido como Hans. Porém não incomodava-se, não tinha nada além de dever e honra, enquanto mantivesse essas coisas poderia morrer como um animal e morreria feliz.

    Seus monótonos pensamentos foram interrompidos por uma camareira, ou seja lá que tipo de serva fosse, que trazia a solicitação de Lorde Karstark em vê-lo imediatamente. Com certeza seria-lhe confiada alguma tarefa de importância, não surpreendeu-se e logo pôs-se a caminho de seu senhor. Pelo caminho era evitado pelos olhares, exceto pelos mais antigos, sua postura e olhar intimidavam os covardes. Compreendia enquanto divertia-se com isso, eventualmente provocava mal-estar nas servas intencionalmente para rir de suas reações e pregava peças de tempos em tempos, embora julga-se a si mesmo um idiota por manter práticas tão infantis mesmo após tantos anos.

    Ao chegar onde Rickard Karstark o esperava, deparou-se com outros dois velhos soldados, ambos eram uns dos poucos amigos que possuía. Grey os cumprimentou discretamente e voltou-se para seu senhor. E após todas as enrolações que sempre surportava, o assunto da convocação o supreendeu. Grey seria enviado à Winterfell, uma espécie de "presente" aos Starks, um guerreiro fiel e prestativo. O Rubro ainda duvidava do que acabara de ouvir, não considerava-se tão valorizado pelos Karstark, mas não esperava ser dispensado de tal forma, mesmo que sendo o escolhido dentre tantos outros para servir os Starks. Nunca gostou do velho Rickard ou seus malditos filhos, somente tinha-lhes respeito por ser seu dever servir a Casa Karstark, mas nunca havia sentido tanta vontade de espancar o velho como sentia naquele instante. Parecia simples aos olhos do Lorde, era somente um bom soldado a menos, mas para Grey isso era deixar a única casa e amigos que conhecia.

    Não houve protestos, somente uma demora para concordar. O tempo em que deixou a sala e preparou-se para a partida em seus aposentos foi mais que suficiente para os boatos espalharem-se na castelo. "O Rubro vai para Winterfell", "Grey foi dispensado", entre outras fofocas clichês eram ouvidas enquanto rumava para os portões, onde um cavalo e uma mensagem de Rickard para os Starks o esperavam.

    Antes que a noite chegasse, Grey partiu. E diferente de como achava que sentiria-se, emoção tomava conta do seu ser. Seja por conhecer Winterfell ou servir uma casa como a Stark, Grey finalmente seguiria seu caminho longe dos Karstark. Os dias até chegar a Winterfell passaram rápido, e mais rápido ainda foi sua recepção no lar dos Starks. O Rubro foi acolhido como um "soldado valioso" e integrou-se à guarda de Winterfell como fora designado a fazer.

    Tempo passou-se, e a notícia da morte de Robert Baratheon logo chegaria.

    Ficha:
    Grey
    "O Rubro"
    28 anos / Guerreiro
    Objetivo: Justiça
    Motivação: Dever
    Virtude: Dedicado
    Vício: Arrogante

    Habilidades
    Agilidade- 3 [Esquiva 1B]
    Atletismo- 3
    Guerra- 4 [Comandar 1B]
    Idioma- 3
    Vontade- 3 [Coragem 1B]
    Percepção- 4
    Luta- 5 [Lâminas longas 4B]
    Sobrevivência- 3
    Vigor- 3 [Resistência 1B]

    Qualidades
    Pontos de Destino: 1
    Benefícios: Sinistro, Sentido de Perigo, Lutador com Lâminas Longas II
    Desvantagem: Assombrado

    Estatística Devivadas
    Defesa em Combate: 9(10-1 Couro)
    Saúde: 9
    Defesa em Intriga: 8
    Compostura: 9

    Equipamentos
    Couro Macio
    Espada Longa x2
    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Ter Set 15, 2015 1:11 pm

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    ADAM LANCELOT
    O Lanceiro da Neve

    Jogador : Halt


    Aparência:


    Background:

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    ADAM LANCELOT
    O Lanceiro da Neve

    “O Norte conhece melhor do que ninguém oque dizem sobre esse tal Lanceiro da Neve, um homem com uma armadura de placas, carregando uma ágil lança e um escudo que está cansado de receber ataques.”

    Adam nasceu numa vila no Norte de Westeros, o frio reinava no lugar e como o mesmo era afastado da capital, governada pelos Starks, fazia da vila um alvo fácil para os salteadores. Um grupo de salteadores em especial, chamado bando do lobo do norte, cobrava pedágios para “manter” a vila á salvo (deles mesmos). O povo não gostava da ideia, mas eram fracos demais para enfrenta-los.

    O garoto que prometia mudar a vila desde criança já se interessava pela arte da guerra. Praticava ferozmente com a lança na neve, pedia ajuda á seus amigos, desafiava guardas para uma amistosa que de tempos em tempos andavam pelo lugar apenas de passagem, numa dessas brincadeiras, Adam recebeu uma lança de qualidade notável de um dos soldados que cavalgavam por ali, não era das mais fortes, mas era afiada, e era rápida. Assim foi moldando suas habilidades ao passar do tempo. Com um coração de guerreiro e o talento nato pra liderar, Lancelor convenceu seus aliados á se juntarem numa emboscada. Seu pai sempre aprovou as atitudes nobres do garoto, e se juntou á organização também.

    Era uma noite fria de inverno como qualquer outra, o grupo de salteadores acabara de aparecer no horizonte, eram aproximadamente seis homens armados até os dentes esboçando sorrisos pois sabiam que iam desfrutar de uma boa comida, casas confortáveis e mulheres. O lanceiro já estava preparado, posicionou seus aliados escondidos em casas, atrás do poço, e até atrás de portas, mas ele estava sob uma fina camada de neve usando uma roupa branca, com sua lança pronta e escudo deitado para impedir que seu corpo encostasse diretamente na neve. Sentia frio, mas conseguia aguentar firme.

    “- Vamos! Onde está nosso pagamento? “ – Dizia sorrindo um homem com uma barba grisalha e dentes podres, usava um chapéu de pelos. Parecia liderar os homens pois se situava no meio deles.

    O povo da vila trazia baldes com água, comida, dinheiro, tudo parecia correr normal, até o predador soltar o uivo da morte.

    “- AGORA! “ – Uma voz esbanjando energia e inspirando coragem ecoa no lugar, os moradores saem das casas com ferramentas de campo, espadas velhas, mas seu coração esbanjava mais coragem e mostrava-se mais perigoso do que qualquer arma de aço valiriano. Os homens caiam um a um, pegos de surpresa e desprevenidos. Sobraram três contando com o líder, que posicionavam-se para contra-atacar, quando uma lâmina estoca em uma fração de segundos o pescoço dos dois lacaios do homem barbudo. A lança de Lancelor provava sangue impuro enquanto o líder dos homens apenas olhava, o homem chega a soltar a espada de medo.

    “ – Vou deixar que fuja, mas ordeno que nunca mais volte a aparecer na minha frente “ – Dizia o jovem com a lança posicionada no pescoço do homem, que então se virou correndo e sumiu no meio da floresta.

    Ali morre Adam, e nasce o lanceiro da neve, temido por sua habilidade com a lança e o escudo.

    Outros homens mal intencionados tornaram a aparecer na vila nos anos seguintes, mas os mesmos homens insistiam em barra-los, os guardiões da vila impediam que a injustiça pisasse nas terras gélidas desses homens. Não demorou muito para os guardas notarem o talento natural de Adam, que a essa altura já era um homem experiente, esse, então, foi convocado e escolhido á dedo para ser um guerreiro-líder nos campos de batalha de Winterfell. Fora chamado ao castelo onde reverenciou Robb, o nobre Stark que decidiu inclui-lo em seu exército. O jovem alegrou-se pois assim achava que poderia marchar e ajudar o norte a reinar supremo em Westeros, julgava a casa Stark a mais honesta e justa de todas as casas, e odiava a mesquinhes e arrogância dos Lannisters, tinha um certo preconceito.

    LEALDADE Á VIDA
    Não fazia muito tempo que Adam tinha sido escalado para o exército de Winterfell, mas se adaptava bem, não tinha uma formação estabelecida ainda pois os estrategistas estudavam como poderiam usar sua agilidade com a lança e sua resistência com o escudo, então foi posto em segundo plano para realizar pequenos trabalhos. Fazia rondas diariamente ao redor do reino, além de ir em missões de busca para escoltar pessoas ou mercadorias, guardava os portões, e principalmente checava acontecimentos estranhos na área.

    Certo dia o homem foi chamado por outro soldado, instruídos a rondar a área, partiram em busca de uma garotinha que havia sumido. Ele e mais dois guardas se dirigiram ao sul e adentraram na neve profunda soltando gritos em busca de seu nome, com ajuda de um dos lobos gigantes, tentavam rastreá-la.

    “ – Talvez ela tenha se perdido, se chamarmos pelo nome ela responderá “ – Disse um dos guardas que parecia inexperiente.
    “- Ou talvez tenha sido capturada, de acordo com a descrição, a garota tem de 14 á 15 anos, pessoas dessa idade não se perdem assim ainda mais onde moram” – Respondeu Adam olhando atentamente para cada lado.

    Os cavalos apenas seguiam o lupino gigante que parecia estar certo de seu caminho, até que se torna possível enxergar uma fumaça vindo de um local, os três ali entraram num acordo e teorizaram ser uma fogueira, procurariam uma forma segura de se aproximar, caso os autores da mesma fossem hostis. Os homens desceram do cavalo e seguiram, o inexperiente com sua espada, o soldado mensageiro com uma clava, e Adam portando sua lança que carregava não só sangue imundo de criminoso como sua alma cheia de coragem. Andaram, e andaram com suas botas quase afundadas na neve até que se esconderam atrás de um amontoado. De longe conseguiam ver três homens agasalhados ao redor de uma fogueira comendo um pedaço de carne, um deles segurava uma jovem garota amarrada na boca, mãos e pés. O homem dizia de forma horrenda :

    “- Terminem logo de comer, vamos dar um trato nessa jovenzinha, esse corpo... macio...” – Dizia passando suas mãos sujas nas pernas da menina que esboçava uma expressão desesperada.
    “- Pare com isso, porra!, aqui não, ao menos espere anoitecer” – Um dos outros resmungava enquanto comia um pedaço de carne.

    Adam fez sinal e surgiu correndo de onde estava, disparou em direção do homem que se alimentava e o empalou no peito com uma precisão de quem já planejava mata-lo. Imediatamente os outros dois inimigos se assustaram, fazendo com que um puxasse sua espada e o atacasse, e o outro puxasse uma pequena faca a qual usava para fazer a menina de refém.
    Um dos guardas surge e derruba o outro que sacara a espada, de forma cautelosa o outro guarda o executa com uma espadada no pescoço, eis que surge três soldados de Winterfell, contra um homem insano usando de refém uma inocente garota.

    “- Solta ela, homem, e podemos conversar de sua liberdade” – Disse Adam.

    O homem cospe no chão em desprezo e sorri “ – Ahhh filho da puta, acha que não sei que esta mentindo? Virem-se de costas e soltem as armas na neve para que eu possa fugir, senão eu arranco o pescoço da garota!” – Disse gritando.
    Adam da a instrução e pede para seus homens seguir as ordens, os três se viram e deixam cair suas armas, traiçoeiramente o homem solta a garota e dispara em direção do soldado lanceiro para apunhala-lo pelas costas. Numa fração de segundos o lobo gigante que se escondia perfeitamente na neve abate o homem como uma presa fácil mordendo-o diretamente no braço. Balança, balança até que a neve branca se torna vermelha e seus músculos voam despedaçados ao vento com seus gritos de horror.

    O homem ficara para trás agonizando até sua morte chegar, e os soldados voltavam vitoriosos para o reino com a garota que fora entregue a seus pais, essa que tinha sido raptada durante um passeio portão afora. Chegando ao castelo, os contos dos guardas creditando Adam por sua liderança foram acolhidos pelo rei Robb, e esse começava a enxergar mais claro do que nunca o grande potencial que o lanceiro possuía. Agora encaixava-se na formação do exército, servia fielmente á Winterfell... até que...

    Ficha:

    Adam Lancelot
    "Lanceiro da Neve"
    29 anos / Líder - Guerreiro
    Objetivo: Poder
    Motivação: ódio
    Virtude: Corajoso
    Vício: Preconceituoso

    Habilidades
    Luta : 5   [lança + 3 b] [escudo +1b]
    Percepção : 4
    Agilidade :  4
    Vigor : 4 [resistencia +2b]
    Vontade : 3
    Status : 3 [reputção +2b]


    Qualidades -
    Pontos de Destino: 4
    Benefícios: Famoso - Sentidos aguçados - Lutador com Lanças I
    Desvantagem: Hábito perturbador

    Estatística Devivadas
    Defesa em Combate: 10
    Saúde: 12
    Defesa em Intriga:  9
    Compostura : 9

    Equipamentos
    Placa de Peito
    Escudo
    Lança
    Vinah
    Mestre Jedi
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Qua Set 30, 2015 3:09 am



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    O Vento que Sussurra

    "Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei."
    - O Vento que Sussurra


    Jogador : Bonniek


    Aparência:

    Background:

    Quando você é jovem, anseia apenas pelo clamor da batalha. Seu objetivo: ser o herói. Fama, dinheiro, felicidade e o controle do seu próprio destino. Ouvir seu nome nas vozes de todo o povo dos sete céus e sete infernos, e escrito na história por toda a eternidade. Mas você sabe o destino de toda lenda, de todos homens: a morte. Então por que possuir desejos mundanos se você poderia tomar para o seu futuro realmente o que quisesse? O herói é o aço, que é derretido, solidificado, espancado, torto, esmagado, que se torna uma belíssima lâmina, mas que é somente manejada por um homem agraciado pela sabedoria, tocada pelo dom que o faz transcender o limiar da verdadeira compreensão. Por que sujar suas mãos de sangue, quando pode enchê-las de prazer? Ouro, para que as trancas dos portões das possibilidades se abram ao seu comando. Poder, para que criaturas inferiores não lhe tirem o foco. Tudo, para é claro, no fim a paz reinar como os deuses ordenaram. Para que cada um deles perceba que sua senda fora cumprida, entre no sono eterno, e enfim o Estranho feche o Livro da Vida.

    Diferentemente dos outros garotos, eu não sabia lutar. É difícil erguer uma espada quando se tem uma perna atrofiada. Ao menos a doença que aplacou-me quando ainda era bebê não deixou seu rastro em minha pele. Então sem nenhuma imperfeição visível, uma refinada habilidade para me adaptar ás situações e um ligeiro conhecimento sobre comércio, pude ascender aos olhos dos deuses. O início foi como o de qualquer jovem sonhador - e tem ouro o suficiente para torná-los realidade: no quartel. Lá trabalhei com o armeiro, vendendo seus ofícios. Nunca soube fabricá-los, por isso aprendi a comercializá-los. Conheci muitos clientes, e muitos clientes me conheceram. Zul-ham, um renomado guerreiro de Tyrosh, negocio meu futuro com meu pai e então levou-me para sua terra natal. Foi nessa época que me entreguei aos gostos e costumes dos grandes centros. E também foi quando amadureci, adquiri experiência e conheci o amor de minha vida. Tornei-me mais um dos vendedores do grande comércio que a esposa de Zul'ham, Manharni, possuía na cidade. Me destaquei e sob meu comando conseguimos expandir os negócios. Estabeleci rotas com lordes reclusos, multipliquei o número de navios e enchi os cofres de meus amos. Meu ápice sob as ordens de Zul'ham foi quando fui encarregado de administrar o grande loja do porto de Tyrosh. Porém este evento também marcou o fim de minha carreira luminosa. Traian, do Leve Toque, e eu nos tornamos amigos em um dos bordéis da cidade. Com o tempo passei a ajudá-lo nos negócios, até que abandonei Tyrosh e fui para Ponta Tempestade, em Westeros, viver como um contrabandista. Minha fama, minha clareza sobre os fatos e os nomes em minha lista de aliados cresceram. Fui apresentado aos requintados membros da nobreza, aos sábios meistres e à Fé. Enriqueci e então, depois de tanta convivência com os nativos e sua macabra sociedade que mais se assemelhava à um ninho de víboras, decidi que deveria me equipar com a arma mais poderosa de todas: o conhecimento. Mas para alcançá-lo, teria antes de usar um meio crucial. Teria de expandir minha área de percepção. Com ouro e aliados o suficiente, e é lógico, uma boa dose de ganância, implantei ouvidos nas cortes, olhos em cada esquina e bocas até onde o vento pudesse sussurrar. Mas nesses tempos eu ainda era jovem e ambicioso, não conhecia o verdadeiro comando dos deuses. Acabei tornando-me um dos inimigos da Casa Baratheon. Eles eram fortes e impiedosos, enquanto eu sofria com ataques de piratas, concorrentes comerciais e o preconceito por ser estrangeiro. Então tive de abandonar Westeros e voltar para Tyrosh, onde, como eu já havia afirmado, havia encontrado o meu amor, apenas não sabia.

    Em um banquete onde re-encontrei Zul'ham e sua família, revi Daratris, a irmã mais nova de Manharni. De fato uma menina linda, encantadora, com a voz de uma bela sereia e o sorriso da Donzela. Ela parecia diferente. Estava espantosamente mais bela, e detentora de uma personalidade de trejeitos que me conquistaram. A cada movimento que seus longos cabelos louros faziam, em cada vez que piscava e escondia seus hipnotizantes olhos verdes e em cada sorriso doce, eu amava-a mais. Então, guiado pelos designos dos Sete, eu a tomei como esposa. Reuni coragem, e um grande bando de mercenários, e voltarei para Westeros, mas dessa vez para Lança do Sol. Foi nessa cidade onde construí minha família e junto dela uma nova vida. Primeiro veio Man'ay, uma menina tão bela quanto à mãe. Dois anos depois, Rahhos, um garoto esperto e determinado, como eu. Foram os melhores anos de toda minha vida. Utilizava minha rede de informantes apenas para garantir a segurança de minha família, nada mais. Mas os inimigos do passados obtiveram conhecimento sobre mim e arquitetaram para liquidar-me... Mas de dentro para fora.

    Donnel Musgood, o chefe de uma das linhagens nobres das Terras Tempestuosas, executou minha mulher e meus filhos na minha frente e então me vendeu como escravo para um aristocrata de Pentos. Mas durante a viagem para Essos o barco em que eu estava naufragou. Minha aventura espiritual logo começou, quando eu acordei em uma ilha misteriosa, perdida num oceano de águas rasas e cristalinas. O clima era sempre bom e aquela sensação de paz era indescritível. Em meus sonhos jantei com os deuses, visitei-os em suas esferas de domínios e desfrutei de seu néctar. Até que na última noite, quando inesperadamente o tempo tornou-se escuro, com nuvens cinzentos, ventos gélidos e o mar pareceu faminto, ansioso para engolir toda a ilha. Antes que o chão partisse ao meio e tudo fosse tragado para o vazio, uma frase do Livro da Vida foi-me revelada. Poucas palavras, indizíveis no mundo mortal, mas que davam sentido à toda uma vida. Acordei em uma cama confortável e descobri estar sendo feito hóspede de Doran Martell, Príncipe de Dorne. Jamais superei ou superarei a perda de minha família, mas tive logo de retomar minhas atividades. Eu não desejava vingança, pois tinha certeza de que um dia ela iria se concretizar em meu nome. Meu único anseio era a paz, meu único objetivo era alcançar um nível de segurança e ordem que mantivesse a sociedade controlada. Nada mais de guerras, nada mais de fome, doenças, conflitos e dúvidas. Um tempo em que os deuses voltassem a caminhar entre os homens, colhendo os merecedores para o descanso eterno.

    As palavras do Livro da Vida eram a chave para o presente que o Estranho me deu e o arsenal que terei de utilizar. A imortalidade. A capacidade de perpetuar ideais, de realmente fazer a diferença, alterar o curso do mundo para seu próprio bem. E meus contatos têm me servido bem. Me ajudaram a sobreviver nesses tempos conturbados, repletos de batalhas e assassinatos, alianças e rupturas de tratados. Mas, iluminado pelos deuses e sustentado pelo ouro, hei de conquistar meu sonho puro.

    Ficha:
    Informações Básicas
    Nome: Tasoor, o Vento que Sussurra.
    Idade: 61 anos.
    Papel: Planejador.
    Aparência: http://img1.wikia.nocookie.net/__cb20150214193059/hieloyfuego/images/a/a0/A_Tyroshi_merchant_by_Magali_Villeneuve%C2%A9.jpg

    Habilidades
    Agilidade 1
    Astúcia 4 [Lógica 1B, Memória 1B]
    Conhecimento 4 [Educação 1B, Manha 3B, Pesquisa 2B]
    Enganação 6 [Blefar 2B]
    Furtividade 4
    Idioma 5
    Percepção 4 [Empatia 1B]
    Persuasão 6 [Barganha 4B, Convencer 3B, Incitar 2B, Intimidar 1B, Provocar 1B]
    Status 5 [Reputação 3B]
    Vontade 5

    Vantagens e Desvantagens
    - Abastado.
    No início de cada mês, você pode fazer um teste de Astúcia ou Status Fácil (3) para reabastecer seus cofres. Um sucesso lhe concede 10 dragões de ouro por grau.

    - Carismático (Convencer).
    Escolha uma especialidade de Persuasão. Adicione 2 ao resultado de qualquer teste de Persuasão envolvendo esta especialidade.

    - Contatos (Porto do Rei, Terras Tempestuosas, Dorne).
    Escolha uma região (como o Norte ou o Extremo) ou uma cidade (como Porto do Rei ou Porto de Ibben). Você tem contatos neste lugar e pode utilizá-los para obter informações. Você recebe +1D em todos os testes de Conhecimento feitos no local que escolheu.

    - Cortês.
    Adicione um número igual à metade das suas graduações em Persuasão (arredondada para baixo, mínimo 1) ao resultado de todos os seus testes de Enganação. Além disso, quando um oponente realiza a ação Ler Alvo contra você, aumente seu resultado passivo de Enganação em um número igual a suas graduações em Astúcia.

    - Cosmopolita.
    Você recebe +2B em todos os testes de Persuasão para interagir com pessoas que não sejam nativas dos Sete Reinos.

    - Negociador Nato.
    Você nunca sofre uma penalidade em testes de Persuasão por sua postura inicial, desde que seu oponente não conheça sua postura inicial.

    - Traiçoeiro.
    Durante uma intriga, você pode adicionar um número igual às suas graduações em Astúcia aos resultados de todos os seus testes de Enganação.

    - Defeito (Agilidade, Atletismo, Vigor).
    Quando você recebe esta desvantagem, deve escolher uma habilidade. Você sofre -1D em todos os testes envolvendo a habilidade. Ao calcular o resultado do seu teste passivo com a habilidade, você trata-a como se fosse 1 ponto menor. Você também reduz quaisquer características derivadas (como Defesa em Intriga ou dano de arma) em 1.

    - Manco.
    Você reduz seu Movimento em -2 metros (para um mínimo de 1 metro).

    Intriga
    Defesa em Intriga: 13
    Compostura: 15/15
    Frustração: 0/4

    Combate
    Defesa em Combate: 7
    Armadura: -//-
    Valor da Armadura: -//-
    Penalidade: -//-
    Volume: -//-
    Movimento: 2 metros.

    Saúde: 6/6
    Ferimento: 0/4
    Lesão: 0/3
    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Sex Out 09, 2015 11:23 am



    Sor Sankar Nassam
    "O nosso sangue queima"




    Jogador : Melroc



    Sor Sankar Nassam - Imagem:


    Da Casa:


    Sor Sankar Nassam - Ficha:



    NOMESor Sankar NassamPAPELLíder / Ladino Adulto
    IDADE36SEXOMasculinoCASANassam

    HABILIDADEGRADESPECIALIDADES
    Status4
    Luta4Lanças 2B
    Conhecimento2Manha 1B
    Astúcia5Lógica 1B,
    Enganação2Disfarce 1B
    Persuasão4Barganha 2B, Intimidar1B, Convencer 2B
    Guerra3Comandar 1B
    Atletismo4
    Furtividade3
    Agilidade3
    Lidar com Animais3Cavalgar 2B
    Sobrevivência2Orientar-se 1B

    QUALIDADES
    Benefícios 2
    Herdeiro (Status +1);
    Sangue dos Roinar (Def. em combate +2, teste de Tática rol. “1” de novo =Astúcia);
    Lutador com Lança I (recebe um novo ataque);

    Defeito: Agilidade -1D;

    Desvantagens:
    Insanidade Cruel (-2D em Percepção p/Empatia, Penal. Persuasão sobe 1)
    PONTOS DE DESTINO1

    DEFESA EM INTRIGA11COMPOSTURA6MOVIMENTO3
    DEFESA EM COMBATE9+2SAÚDE6CORRIDA13

    ARMAATAQUEDANOQUALIDADE
    Lança (Superior)4+2B+1AtletismoRápida (3kg, 100gp)
    Escudo4Atletismo-2Defensora +2. Atletismo -2 (2,5kg, 30gp)
    Adaga4Agilidade-2Defensiva +1, Mão Inábil +1 (0,5kg, 0gp)

    ARMADURAVALORPENALIDADE
    Cota de Escamas6-3

    EQUIPAMENTOSCUSTOPESO
    02 Cães de Guerra (Geri e Freki)22 gp
    Corcel600 gp
    Recursos:6 do e 118 gp

    História:


    OBJETIVORiquezaVIRTUDEDedicado
    MOTIVAÇÃOAmbiçãoVÍCIOCruel

    HISTÓRICO
    Nascido como segundo filho do Lorde da casa Nassam de Salão do Portão do Inferno, um ramo da casa Uller de Forte do Inferno. Sankar nasceu em torno de muitas supertições, pois um eclipse lunar ocorrera na noite de seu nascimento. Apesar de Meistre Mustaf dizer que essas crendices deveriam ser ignoradas, a lua negra era sinal de mau agouro. Se por coincidência ou não, Sankar era maldoso desde pequeno e se divertia maltratando criados e animais, nem mesmo sua mãe ou sua ama conseguiam controla-lo.
    Ele cresceu e se tornou um jovem inteligente e cruel, os servos costumavam sussurrar entre eles que o pequeno Sankar nascera sem coração, por isso tinha tanta maldade. O auge dessa maldade se deu quando assassinou seu sobrinho, filho de seu irmão e herdeiro da casa e ainda colocar a culpa no próprio pai. Seu irmão, desolado pela morte do filho, se vestiu de preto e nunca mais foi visto.
    Seu pai, lorde Salazar Nassam, enviou Sankar para Lançasolar a fim de ensinar-lhe algo bom com os septões de lá, mas tudo que consegui, foi fazer Sankar conhecer o Príncipe Oberyn Martell, ainda antes de ser conhecido como a Víbora Vermelha e tornaram-se grande amigos. Foi em Lançasolar que Sankar viu o poder pela primeira vez e se encantou, querendo aquilo tudo para ele também.
    Na Rebelião de Robert, um grupo de Dorneses lutou ao lado dos Targaryen como mercenários e Sankar estava entre eles, se destacando como cavaleiro. Quando as tropas Targaryen foram derrotadas na batalha do Tridente, Sankar foge para as Cidades Livres.
    Ao chegar nas Terras Disputadas, Sankar se uniu a uma companhia mercenária onde reencontrou seu velho amigo, o Príncipe Oberyn. Juntos tornaram-se companheiros de varias aventuras em Essos e foi nessa época que Sankar recebeu o acunho de “Coração Negro” dado pelo próprio príncipe.
    Quando voltou para casa estava mais velho e calejado de batalhas, aprendeu a canalizar sua crueldade e a usar a sua astúcia e inteligência a seu favor.  Junto com ele venho uma pequena menina, Gianna Sand, uma menina selvagem que não herdou a crueldade de seu pai, mas é tão mortal quanto.
    Ele é ungido cavaleiro e desposa Lady Lyana da casa Dalt, filha de um de seus amigos, Sor Dezial Dalt. Sor Sankar Nassam teve apenas um filho com Lyana, seu Herdeiro Salazar, uma criança inteligente que ama viver entre os cavalos da casa.
    Sankar é um homem de princípios próprios, ambicioso, dedicado e cruel, características que quando somados à sua inteligência,  torna-o um homem muito perigoso. Se o ditado diz “Metade dos Uller é meio louca e a outra metade é pior ainda” Sankar Nassam faz parte da metade pior.


    Casa Nassam:


    Casa Nassam
    Lema: Nosso sangue queima



    Reino:Dorne
    Vassalagem: Príncipe Doran Nymeros Martell

    HISTÓRICO
    A Casa Nassam descende da casa Dryland, extinta na Migração Rainar. Os Dryland reinaram como Reis do Sulfuroso e seu ultimo Rei, Lucifer Dryland, foi vencido por Nymeria e Mors Martell e mandado para a muralha. A única filha viva de Lucifer, Lilith Dryland, casou-se com Hajad Nassam, um guerreiro poderoso e fiel a Nymeria, elevando a casa Nassam à nobreza e herdando o Salão de Hellgate, antiga morada dos Reis de Sulfurosos.
    Durante os séculos que se seguiram, os Nassam tornaram-se homens do deserto e vagavam livremente pelas areias de Dorne, vivendo do pouco sustento que ele proporciona, saqueando caravanas ou às protegendo de ataques.
    Os desertos forjaram uma raça de cavalos rápidos e esbeltos, os Corcéis da Areia, e essa raça de cavalo era a principal fonte de sustento da Casa Nassam. As décadas de trato e cuidado com essa raça de cavalos os tornaram em exímios cavaleiros e nos melhores criadores de Corcéis da Areia de Dorne. Sendo prestigiados até mesmo pelos Príncipes Martell de Lançasolar.
    Apesar de se tornarem exímios criadores de cavalos, a casa nunca deixou suas características marciais de lado e continuaram sua vida de saques, mas de uma maneira mais velada, não mais exibindo seu brasão nem ligando os ataques aos membros de sua família, para não chamar atenção e ainda completar sua renda.
    Atualmente Sor Salazar Nassam é o lorde de sua casa, e está cansado de conflitos querendo apenas cuidar de suas terras e da criação de cavalos, deixando a política e as intrigas do mundo para seu filho e herdeiro Sor Sankar Nassam. A falecida esposa de Sor Salazar era irmã mais nova de Harmen Uller, senhor da Casa Uller de Castelo do Inferno, portanto tio de Ellaria Sand, amante do Príncipe Oberyn Martell e mãe de quatro de suas filhas bastardas.

    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Sab Dez 05, 2015 1:16 pm

    ---------------

    ILYANA
    A Profetista

    Jogador : gaijin386


    Imagem:

    Ficha:

    Ilyana
    Adulta - Planejadora

    Objetivo: Iluminação
    Motivação: Dever
    Virtude: Devoto
    Vício:

    Habilidades
    Conhecimento - 4
    Astúcia - 3
    Furtividade - 3
    Persuasão - 4 [Barganhar 1B, Convencer 1B]
    Luta - 3
    Percepção - 3
    Sobrevivência - 3
    Vontade - 4 [Fé 2B]
    Cura - 4 [Tratar Ferimento 2B, Tratar Doença 2B]
    Status - 2 [Reputação 2B]

    Benefícios e Desvantagens
    Pontos de Destino: 1
    Qualidade - Fiel: Sua lealdade é inquestionável.
    Qualidade - Respeitado: Seja por título,posto,reputação ou consequência de seus feitos, você inspira o respeito.
    Defeito - Inimigo: Recebe um inimigo. No caso, caçada por soldados Lannister.

    Estatísticas Derivadas
    Defesa em Combate: 7
    Saúde: 6
    Defesa em Intriga: 8
    Compostura: 12

    História:
    Ilyana, a profetisa, como ficou chamada posteriormente é uma sacerdotisa do Deus Afogado, ou aquele que habita sob as ondas, não muito o que dizer a respeito de seu passado, pois ela não tem memória do que lhe aconteceu então é melhor reconstruir através do que lhe foi dito por outros.

    Há cerca de oito anos atrás uma grande tempestade ocorreu nas Ilhas de Ferro, dizem que foi umas das piores nos últimos anos, um velho sacerdote do Deus Afogado chamado Darstan caminha pela praia na manhã seguinte procurando por alguém vivo e dentre o cenário de destruição pós tempestade,  como restos de navios e mortos um som estranho que mais tarde ele descreveria como inumano lhe apontou um caminho e lá ele encontrou desacorda uma criança de cabelos prateados parecendo morta, pois tinha a pele muito branca.  
    Com pesar por mais uma vida perdida o velho se certifica que a mesma estava morta se abaixando perto do corpo e coloca a mão na garganta da criança para certificar-se e entoa "O que já está morto nunca poderá morrer (What is dead may never die)...." O som de ondas do mar e de algo que mergulha o interrompem nessa hora  ele olha na direção, mas nada vê e olha para baixo novamente e se espanta com um par de belos olhos violáceos abertos o fitando e o velho apenas conclui "mas se porá de pé novamente, endurecido e forte (but rises again, harder and stronger)" concluiu sorrindo e distraído para perceber as estranhas pegadas na areia que estavam perto da criança e que foram apagadas pelas ondas.


    A órfã não se lembrava de nada, talvez o trauma tivesse bloqueado suas memórias e talvez isso fosse melhor para uma garotinha de oito anos, a mesma foi levada por Darstan e como não possuía família foi educada no templo do Deus Afogado, e aprendia rapidamente sobre os ensinamentos, dogmas e doutrina dos sacerdotes e ao atingir a maioridade foi ordenada sacerdotisa e pode ministrar os sacramentos do Deus Afogado.

    Com o tempo a fama alcançou os ouvidos de Euron Greyjoy que achou melhor ter esses augúrios a seu serviço antes que outras casas das ilhas de ferro se interessassem pela garota que agora já tinha dezoito anos de idade, mas agia com a maturidade de alguém com o dobro da idade. Muitos também desdenhavam afinal ela era apenas uma "fedelha com cara de Targaryen", mas o olhar gélido e bem o domínio dos sacramentos do deus afogado impunham a ela respeito  tem algumas amizades entre elas Asha a filha de Euron que meio que identificou-se pelos preconceitos de ser mulher numa sociedade dominada por homens.

    Ilyana age mais como uma conselheira tanto para assuntos mundanos quanto espirituais e seus augúrios tem lhe valido a importância. Uniu a aparência bela com sabedoria, mas ela não é indefesa pois conta com fé do Deus Afogado e sabe defender-se com seu "cajado" de madeira  (madeira vinda de navio naufragado que foi adaptada para o uso) e apesar do clero evitar o derramamento de sangue dos habitantes das ilhas de ferro, nada é mencionado sobre os outros habitantes de Westeros.
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Qua Jan 13, 2016 6:17 pm



    Randall, O caçador


    Jogador : Colleen



    Ficha Randall:
    RANDALL
    "O Caçador"

    18 anos (Adulto)
    Ladino/Guerreiro

    Objetivo: Poder
    Motivação: Amor
    Virtude: Dedicado
    Vício: Tolo

    -------------


    Habilidades

    Agilidade 3
    Astucia 2
    Atletismo 3
    Conhecimento 2
    Cura 2 [Tratar ferimento 1B]
    Enganação 1
    Furtividade 5 [Esgueirar-se 1B]
    Guerra 2
    Idioma 2
    Ladinagem 1
    Lidar com Animais 3
    Luta 3
    Percepção 3 [Notar 1B]
    Persuasão 2
    Pontaria 5 [Arcos 2B]
    Sobrevivência 6 [Caçar 2B; Rastrear 1B]
    Status 2
    Vigor 3
    Vontade 3

    -------------


    Pontos de Destino: 1

    Benefícios e Desvantagens

    Olhos Noturnos: Você nunca sofre uma penalidade em testes ao tentar fazê-los em áreas com baixa iluminação Você ainda sofre penalidades normalmente em áreas totalmente escuras.

    Grande Caçador: Ao fazer testes de Luta ou Pontaria para atacar um animal, você pode adicionar um numero igual a suas graduações em Sobrevivência aos resultados de seus testes. Alem disso, você pode tratar um dado de bônus como um dado de teste ao fazer testes de Sobrevivência para caçar

    Tiro Mortal: Os arcos e bestas que você empunha recebem as qualidades Cruel e Perfurante 1. Caso a arma já possua a qualidade Perfurante 1, aumente o valor de Perfurante em 1

    Ingênuo: Você sofre uma penalidade de –3 em Defesa em Intriga e contra testes de Enganação


    -------------


    Estatísticas Derivadas

    Defesa em Combate: 9 + bônus defensivo (se aplicável)
    Saúde: 9
    Valor de Armadura: 1
    Dano: Arco = 3 / Lança = 3 / Espada longa = 4

    Defesa em Intriga: 7
    Compostura : 9

    Movimento: 4m


    -------------


    Equipamento:

    Traje do norte (4gp)
    Bolsa de moedas (8vc)
    Corda(10vc)
    Mochila (1gp)
    Odre (8vc)
    Pederneira (2vc)
    Pedra de amolar (3vc)
    Flechas (12) (10gp)

    Adaga (20gp) (Dano = Agilidade-2 / Defensiva +1; Mão inábil +1)
    Arco de Caça (100gp) (Dano = Agilidade / Longo Alcance; Cruel*; Perfurante 1*)
    Lança (50gp) (Dano = Atletismo / Rápida)
    Espada Longa (500gp) (Dano = Atletismo +1)

    Armadura Acolchoada (200gp) (Valor 1 / Penalidade -0 / Volume 0)

    Palafrém (150gp)


    História:

    Randall é filho do guarda-caça a serviço de lord Willam Hoarfrost e, com o envelhecimento do pai, herdou há quase dois anos o mesmo cargo.

    A família Hoarfrost possuí um pequeno castelo chamado Frostress, próximo a uma pequena aldeia chamada Frostown, situada à noroeste do Fosso Cailin; em uma região cercada por florestas. Graças a posição de seu pai Randall pode crescer no castelo e o fato de os dois filhos de lord Willam eram de uma idade próxima – o pequeno 'Willie' é do mesmo ano e sua irmã Lyla é dois anos mais nova – permitiu que ele crescesse tendo alguma intimidade com a família de seu senhor.

    Randall foi desde cedo treinado pelo pai na função de guarda-caça. Conforme as três crianças cresciam a proximidade entre elas diminuiu, pois cada um começou a ser preparado para assumir suas funções futuras. Apesar disso Randall e Willie se mantiveram amigos, ainda que o conhecimento de que o primeiro um dia serviria ao segundo criasse uma barreira entre eles. Essa barreira era ainda maior entre Randall e Lyla, especialmente por ela ser uma moça e nunca participar de atividades como o treino com espadas, cavalgadas e caçadas. A velha proximidade da infância, no entanto, fez com que Randall preservasse um sentimento protetor pela filha de seu lord e conforme Lyla se transformava em uma mulher esse sentimento se transformou em um amor platônico e impossível.

    Randall se tornou um homem forte e ágil, de bons instintos e excelente caçador e arqueiro. Ele trabalha diligentemente para lord Willam e é capaz de qualquer coisa por Lyla, que aos 16 anos, é uma linda jovem e permanece solteira. Ela trata Randall com cordialidade, mas sem permitir que haja grande intimidade entre eles. O rapaz aproveita cada ocasião em que está na companhia da moça e faz o que pode para que essas ocasiões sejam mais frequentes. Sem grandes aptidões sociais, entretanto, Randall guarda seus sentimentos em absoluto segredo e deseja que algum golpe de sorte permita que ele venha a mostrar seu valor e possa conquistar algum status que o deixe a altura de um casamento com Lyla. Sua sorte corre contra o tempo pois a moça já está em idade de se casar... Independente de seus planos fantasiosos, ele seria capaz de qualquer coisa, fugir com ela ou até mesmo cometer assassinato para “protegê-la”, se as circunstancias levassem a isso (ele já matou homens, mas eram foras da lei que estavam caçando ilegalmente nas terras dos Hoarfrost).

    Ele vive em uma pequena casa dentro das muralhas do castelo com seu pai, o 'velho Randy' e sua mãe Gwenda, que estão pressionando cada vez mais para que ele se case. Seus pais não entendem a razão da demora para que ele escolha uma noiva, pois há moças interessadas em Frostown, como Jeyne, a doce filha do padeiro, que já está ficando impaciente...
    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Qui Dez 15, 2016 11:20 pm



    Ferghus Mormont
    "Aqui Permanecemos"



    Jogador : Hitoshura
    [color=#EEEEEE]


    [b][size=16]

    Ferghus Mormont - Imagem:


    Da Casa:


    Ferghus Mormont - Ficha:



    NOMEFerghus Mormont PAPELGuerreiro de Meia-Idade
    IDADE28SEXOMasculinoCASAMormont
    HABILIDADEGRADESPECIALIDADES
    Agilidade3
    Astúcia3
    Atletismo42B Corrida
    Conhecimento2
    Cura2
    Enganação2
    Furtividade3
    Guerra2
    Idioma2
    Ladinagem1
    Lidar com Animais2
    Luta54B Escudos, 2B Lâminas Longas
    Percepção31B Notar
    Persuasão31B Sedução
    Pontaria2
    Sobrevivência3
    Status3
    Vigor5
    Vontade3
    QUALIDADES

    Vantagens:
    Enorme [Herança]: (Vigor 5) Você pode usar armas de duas mãos com apenas uma mão. Você pode ignorar a qualidade Desajeitada destas armas, se houver.
    Furioso [Marcial]: Você pode entrar em frenesi, tornando-se uma brutal máquina de matar. A cada vez em que você sofre um ferimento ou lesão, pode fazer um ataque com Luta (sem dados de bônus) como uma ação livre contra um inimigo adjacente.
    Furioso [Marcial]: (Luta 3, Escudos 1B) Você é capaz de defletir ataques com facilidade empunhando um escudo. Aumente o Bônus Defensivo de qualquer escudo que você usar em +1 por graduação na especialidade Escudos. Você pode no máximo dobrar o bônus concedido pelo escudo.
    Irmão da Patrulha da Noite [Fortuna]: Você abriu mão de quaisquer direitos a família ou terras para servir como um irmão da Patrulha da Noite. Você sofre -2D em todos os testes de Status. Sempre que receber Ouro ou Glória só pode investí-los na sua divisão. Patrulheiro: Adicione suas graduações em Astúcia como um bônus aos resultados em todos os testes de Sobrevivência.

    Desvantagens:
    Defeito (Enganação - Trasnparente) Você sofre de algum mal. Sofre -1D em todos os testes envolvendo a habilidade.
    Defeito (Idiomas - Ininteligível) Você sofre de algum mal. Sofre -1D em todos os testes envolvendo a habilidade.
    Insanidade Cruel Você não tem coração - é maligno, sem piedade ou empatia. Você sofre -2D em todos os testes de Percepção envolvendo Empatia. Além disso, quando estiver envolvido em intrigas, a postura do seu oponente é sempre um passo pior se ele reconhecer o que você é.

    Desvantagem de Meia-Idade:
    Defeito (Vigor - Débil) Você sofre de algum mal. Sofre -1D em todos os testes envolvendo a habilidade.
    PONTOS DE DESTINO3
    Ferimentos0/5
    Lesões0/4
    DEFESA EM INTRIGA9COMPOSTURA9MOVIMENTO4
    DEFESA EM COMBATE08 [18] SAÚDE15 CORRIDA13
    ARMAATAQUEDANOQUALIDADE
    Montante (Superior)5+2B+1Atletismo+4Cruel, Lenta, Poderosa, Duas Mãos, Desajeitada.
    Arakh5+1B+1AtletismoAdaptável e Rápida.
    Escudo de Corpo5+2BAtletismo-2Defensiva +6. Volume 2
    Adaga5Agilidade-2Defensiva +1, Mão Inábil +1
    ARMADURAVALORPENALIDADE
    Cota de Anéis4-2
    EQUIPAMENTOSCUSTOPESO
    Cota de Anéis600 GP10 kg
    Montante800 GP7,5 kg
    Arakh4502 kg
    Escudo de Corpo60 GP5 kg
    Adaga20 GP0,5 kg
    Bolsa (Cinto)20 VCND
    Corda10 VCND
    Ferramentas Profissionais (Tortura)100 GPND
    Lamparina10 VCND
    Óleo (500ml)8 VCND
    Pedra de Amolar3 VCND
    Pederneira2 VCND
    Sachê x55 GPND
    Tenda de Soldado5 GPND
    Trajes da IrmandadeNDND
    Trajes do Norte4 GPND
    Recursos:55 GP, 2 VC


    História:


    OBJETIVOJustiçaVIRTUDECorajoso
    MOTIVAÇÃOLoucuraVÍCIOCruel
    HISTÓRICO

    Eu sou o terceiro Mormont da geração, dois homens antes de mim e Ferghus significa "Másculo" no idioma antigo, aparentemente dei muito trabalho para nascer por ser um bebê tão grande. Tão grande que até rumores sobre minha mãe ter assumido a forma de um urso e traído meu pai com um gigante circularam pela cidade desde então... Não que meu pai tivesse dado bola, ele sempre foi meio palerma mesmo, eu não duvidaria. Meus irmãos eram Gustav e Eiric, meus pais Osmond e Ragna, eu não acho que precise falar muito sobre eles, só que Gustav era o mais velho e era um bunda mole, ao passo que Eiric era mais inteligente e esperto.

    Minha infância foi perfeitamente normal, brincando de bolas de neve, com espadas de madeira, indo caçar, aprendendo a matar desde animais pequenos a gente e a se acostumar com a morte, chutando os serviçais que fizessem coisas erradas e fazendo o que eu quisesse. Acho que o fato de eu ser o terceiro filho da família fez com que eu tivesse menos responsabilidades, minha única função seria me casar e aumentar as terras e influência da família, mas eu obviamente não pensava nessas coisas nessa época, embora fosse meio rebelde. Verdade seja dita, eu era muito mais alto que todos meus irmãos, que não eram baixos. E na infância, o mais alto e mais forte era o que mandava.

    Com a passagem do tempo veio a puberdade, as bebidas, as mulheres e os homens. Eu não precisei de muito para me consagrar um guerreiro. Obviamente não quis me tornar um cavaleiro, glória e honra meu soco na sua cara. Meus irmãos tentaram me transformar em um general, mas eu sempre dormia durante as reuniões estratégicas, então eu meio que continuei largadão, isso me permitiu raparigar bastante... Se eu tiver populado a ilha com uns 40 bastardos não vou me surpreender, poucas mulheres resistiam á tentação de um gigante dentro delas, e quando não queriam, bem, acabavam inseminadas do mesmo jeito, eu era um lorde afinal. Alguns homens levaram também, mas era mais comum durante as torturas. Oh, eu acho que esqueci de mencionar isso, não é? Como os Mormonts protegem um flanco do Norte, é comum ataques de piratas, bandidos e outros pobres coitados, tortura para informação é bem comum, eu me voluntariei para aprender, parecia divertido.

    Por muito tempo eu servi á casa e trabalhei para os mesmos, dilacerando bandidos, invasores das ilhas de ferro, selvagens, um ou outro babaca que me irritasse demais e vez ou outra alguns cachorros que latissem feio. A vida era simples e não havia nada de errado nisso. Eu me casei pela primeira vez quando tinha 16 anos, Melissa Karstark era bela, mas ela meio que não sabia cozinhar, sabe? Certo dia ela fez um sanduíche tão ruim que eu tive que espancá-la. Acho que eu devia ter segurado a mão um pouquinho. E então aos 25 teve Astrid Thenn. Ah, aquela mulher era um fogo na cama e adorava todos os tipos de brincadeiras de tortura, nós nos divertimos horrores por uns dois anos, mas eu acabei matando ela sufocada sem querer durante uma brincadeira... Woops.

    É claro, ninguém se importava quando bandidos morriam, quando esposas morriam, quando piratas morriam, quando cachorros e crianças morriam, mas toooodo mundo tinha que pirar na batatinha quando eu pego e mato Gustav. Digo, ele era um fracote, não era bom em nada, como diabos ele ia liderar a casa? Eu só agilizei o inevitável, fiz até o favor de esperar o velho morrer. Talvez eu devia ter sido mais discreto, mas, é como dizem, são águas passadas. Não é como se eu tivesse apunhalado ele pelas costas, digo, foi, mas ele estava com arma e armadura, era um duelo que ele me deu as costas depois de um corte amador, eu o ofendi e disse "você só vira lorde sob meu cadáver", ele não virou lorde.

    Obviamente Eiric estava agradecido pelo que eu havia feito, mas por alguma razão minha mãe não calava a boca um segundo, assim como todos da ilha e, eu suponho, as casas das minhas esposas... E o filho da puta me mandou para a muralha pra virar picolé. Verdade seja dita, hoje em dia em não tenho mais raiva dele, ele teve que se impor ou haveria algum tipo de revolta ou algo assim. Então lá estava eu indo congelar as bolas na muralha junto com todo tipo de escória.

    Sendo honesto, não foi tão ruim assim, perto daquele bando de amadores eu era um deus da guerra, várias pessoas me admiravam e outras me temiam ali, eu até fiz algumas amizades, como Stein, que era da casa Bolton e me ensinou tudo sobre esfolamentos, e Vidar, que é alquimista e faz ótimas cervejas quando ninguém está olhando. Fora eles tem Hahn, eu suponho, ele é minha vadia para quando estou na secura e não dá para dar uma fugidinha para a Cidade das Toupeiras, afinal nada nos votos diz que não pode. De vez em quando ele tem uns mimimi's, mas um tabefe sempre resolveu.

    Então essas são minhas especializações em um resumo rápido: Bom em matar coisas, bom em torturar coisas (fisicamente), bom amante (para quem gosta de algo mais selvagem) e bom em beber até todos os outros cairem e então continuar bebendo. Eu não sou muito fã de ir para além da muralha fazer merdas quaisquer, mas é meu trabalho, então eu faço e não reclamo muito, pelo menos são metas claras e objetivas e não tem jogos de política e poder. A vida é simples e eu gosto assim.

    Basicamente eu tenho dois apelidos na muralha, "Urso" e "Torturador", eu realmente não ligo para nenhum dos dois e muita gente me chama assim, não é como se eu não tivesse dado dezenas de apelidos muito piores para os outros, especialmente os que eu imaginava que iam morrer rapidamente.

    Vinah
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    Re: A face do desconhecido - Personagens dos Jogadores

    Mensagem por Vinah em Qui Dez 15, 2016 11:29 pm

    ---------------

    Jim Jones
    Jim

    Jogador : Jim Jones


    Ficha:

    Nome: Jim Jones

    Idade:33 (Meia Idade)

    Objetivo: Esquecimento
    Motivação: Paz
    Virtude: Inspirador, Idealista
    Vicio: Inflexível, Teimoso


    HABILIDADEGRADESPECIALIDADES
    Agilidade3(10)
    Astúcia3(10)
    Atletismo5(70)Força 3B
    Conhecimento2
    Cura2
    Enganação1
    Furtividade2
    Guerra4(40)Comandar 2B
    Idioma2
    Ladinagem1
    Lidar com Animais2
    Luta4(40)Armas de Haste 2B
    Percepção3(10)
    Persuasão4(40)
    Pontaria2
    Sobrevivência2
    Status4(40)Administração 2B
    Vigor5(70)
    Vontade3(10)Coragem 1B
    PONTOS DE DESTINO 1 
    QUALIDADES
    Irmão da Patrulha da Noite(Fortuna)-
    Você abriu mão de quaisquer direitos a família ou terras para servir como um irmão da Patrulha da Noite. Você recebe os benefícios completos de ser um membro da Patrulha da Noite. Você sofre –2D em todos os testes de Status. Você recupera quaisquer Pontos de Destino investidos em Herdeiro ou Líder de Casa, e perde estes benefícios, se possuí-los.Intendente: adicione um número igual aos dados de bônus de Administração a todos os resultados de testes de Persuasão. Você deve ter a permissão do narrador para escolher esta qualidade. 

    Inspirador (Marcial)( Exige Guerra 4)-
    Seu jeito faz com que os homens queiram lutar em seu nome e segui-lo até os Sete Infernos.Em guerra, você recebe 1 ordem adicional por rodada. Além disso, ao testar Guerra para dar uma ordem, você pode sacrificar uma ordem para rolar novamente o teste e ficar com o melhor resultado

    Maestria em Armadura(Marcial)-
    Você está acostumado ao peso e volume das armaduras e sabe como usá-las para maximizar seus benefícios. Quando estiver usando qualquer armadura, adicione +1 ao VA. Além disso, você trata a armadura como se tivesse Volume 1 ponto menor para calcular movimento.

    Sangue dos Primeiros Homens (Herança)-
    Você pertence aos Primeiros Homens, os povos ancestrais que assentaram-se em Westeros durante a Era do Amanhecer. Adicione 2 aos resultados de todos os testes de Vigor que você fizer. Além disso, aumente sua Saúde em 2.

    Defeitos:

    Honrado-
    Você leva a honra a sério — talvez a sério demais. Você deve rolar novamente qualquer resultado “6” em testes de Enganação e aceitar a segunda rolagem.

    Defeito(Agilidade- Bruto)(meia idade)-
    Você sofre de algum mal ou fraqueza. Quando você recebe esta desvantagem, deve escolher uma habilidade. Você sofre –1D em todos os testes envolvendo a habilidade. Veja a tabela para uma sugestão de como estas falhas podem se manifestar no seu personagem. Ao calcular o resultado do seu teste passivo com a habilidade, você trata-a como se fosse 1 ponto menor. Por exemplo, se tem Percepção 4 e Defeito (Percepção), seu resultado passivo de Percepção será 12, ou (4 – 1) x 4. Você também reduz quaisquer características derivadas (como Defesa em Intriga ou dano de arma) em 1.

    DEFESA EM INTRIGA10COMPOSTURA9MOVIMENTO4, -1 com armadura, -1 com alabarda
    DEFESA EM COMBATE9,-5 com armadura, +2 com escudo SAÚDE17 CORRIDA16, -1 com armadura, -1 com alabarda


    ARMAATAQUEDANOQUALIDADE
    Alabarda 4+2BAtletismo +3Duas mãos, Poderosa, Volume 1
    Espada Longa4Atletismo +1
    Adaga4Agilidade -2Defensiva +1, mão Inábil+1
    EScudo4Atletismo -2Defensiva+2

    ARMADURAVALORPENALIDADE
    Meia Armadura9-5

    EQUIPAMENTOSCUSTOPESO
    Alabarda100 GP5,5 kg
    Meia Armadura2000 GP25 kg
    Espada Longa500 GP2 kg
    Adaga20 GP0,5 Kg
    Traje do Norte4 GPND
    Roupas da Patrulha NDND
    Pedra de Amolar3 VCND
    Lampião2 GPND
    Oleo8 VCND
    Escudo30 GP2,5 Kg
    Bolsa(Cinto)8 VCND
    Recursos:700 GP
    Background:


    -Trovejava bastante em Ponte Tempestuosa naquela noite, as trovoadas abafavam os gritos e a chuva ajudava a lavar o sangue, e os raios, ah... os raios iluminando tudo como se fossem pequenos instantes onde a noite se tornava dia.A tempestade não durou a noite toda, como costuma não durar, apenas o suficiente, 3 ou 4 horas, minhas memórias não estão tão boas quanto antes, mas foi um longo parto o do pequeno Jim, quase consegui a acreditar que ele não sairia vivo de lá, mas saiu, ele veio, junto com a tempestade e quando ele surgiu ela se foi, se eu fosse um homem mais crente nos deuses acreditaria que era um sinal, mas deve ter sido só uma coincidência, só uma coincidência, ou destino.Quem saberia dizer a diferença de um ou outro?Destino, heh, as tempestades sempre ajudaram o garoto, por isso seu apelido, mas acho que estamos nos adiantando, não é mesmo?

    O nascimento havia sido um sucesso, o bebe era um garoto, o primeiro filho de lorde Lyonel Jones, senhor de Ponte Tempestuosa, um forte não muito grande nas Terras Tempestuosas, não mais que esse forte e as terras a seu redor inférteis e áridas demais para poder se plantar nelas.O forte que apesar de não ser grande era majestoso, erguia-se no meio de um estreito que ligava dois lados de um vale, o local era instável demais para que suportasse qualquer expansão.Sua posição o forte era bem defensível, de ambos os lados, isso obrigava as tropas inimigas a se afunilarem, assim o castelo conseguia suportar durante dias os avanços de exércitos incrivelmente grandes.

    A semana seguinte ao nascimento do pequeno Jim foi bastante comemorada, seu pai enxia a boca para falar sobre o garoto, como cresceria e seria um grande lorde, justo e honrado, contava as antigas histórias da família, como a criação do forte no caminho que Bran o construtor fez em direção a Stormend e da herança dos primeiros homens que a família carregava, como, durante a rebelião blackfyre, Thymoti Jones, impediu a passagem de Daemon blackfyre quando contava com 20 vezes menos homens,algumas inventadas, outras aumentadas, mas todas com algo de fato real em sua essência.

    O tempo passou e Jim  se tronou uma criança bem energética, dava muito mais atenção as aulas de  uta do que devia, esquecia em demasiado de seus deveres, foi difícil   ensina-lo por algum tempo, sempre falando como queria se tornar um cavaleiro importunando o pouco pessoal que dispunha o castelo, que apesar de tudo eram todos bem treinados e disciplinados, além de gostarem de Jim, a maioria das pessoas gostava do garoto, seus olhos carregavam em si uma promessa de um futuro melhor, pobre Jim sempre com tantas expectativas.

    Quando se tornou mais velho, o primeiro filho, agora com um irmão mais novo, estava se tornando mais responsável ao ponto de que havia finalmente dado mais atenção a seus estudos, as terras de sua família eram duras demais para que o lorde se deixasse ser despreparado com a administração de suas terras, e é claro que eu ensinei-o da melhor maneira possível, essa época, que época.Jim lutava em torneios e algumas vitórias trouxeram algum prestigio a casa Jones, inclusive naquele fatidico torneio em Harrenhall ele chegou a quebra três lanças com Raeghar antes de ser derrubado.Ele era um exemplo para todos, sempre justo, uma promessa de um ótimo lorde, e logo ele se tornaria pois seu pai morrera no  mês seguinte ao torneio, de febre.

    Os Anos que se seguiram foram bem duros, a guerra de Robert foi... foi difícil para os Jones,eles sempre se viram tão leais aos Targaryen quanto aos Baratheon, agora, Jim precisava escolher, e ele escolheu, no começo da guerra nossas terras não foram muito afetadas, mas apesar disso a escassez de suprimentos nos deixava em uma posição desconfortável, mas até ali estava tudo sobre controle, até o fatídico dia.

    O exercito de Robert Baratheon marchava em direção ao desfiladeiro, liderados pelo usurpador em pessoa, 10 ou 12 vezes mais homens do que possuíamos em nossa guarnição.Jim, porém não os permitiria, ele havia jurado lealdade aos Targaryen, era do lado deles que ele lutava.Logo a batalha de Ponte Tempestuosa teve incio, e com ela veio outra tempestade, trinta minutos após o inicio da batalha o céu de escureceu como nenhum outro e torrentes violentas de água começaram a cair, o estreito ficou ainda mais perigoso, os homens Baratheon caiam das bordas do desfiladeiro as centenas.E o pequeno Jim, naquele dia se tornou um homem, sua liderança rechaçou os avanços inimigos, ele era o Guerreiro encardo naquele dia, venceu Sor Armund da Guarda pessoal de Robert em combate pessoal, dizia-se que Armond iria entrar para guarda real de Robert assim que este assumisse o trono, porem Armond morreu na batalha do Tridente.As tropas inimigas recuram ao ultimo trovão e resolveram que conquistar Ponte Tempestuosa seria custoso demais, dando a volta do desfiladeiro, uma pequena vitória que garantiu 4 dias de vantagem para as tropas Targaryen se organizarem, nesse dia Jim ganhou seu apelido de Stormbringer.No dia seguinte ele juntou duas centenas de seus melhores homens e se dirigiu ao Tridente.

    A batalha do Tridente foi terrível, a morte de Raeghar selou o destino de Jim junto com o resultado da guerra, porto real foi destruída e os legalistas foram trazidos a Robert, que perdoou a maioria, porem Jim inconformado com a derrota e ainda leal aos Targaryen continuou na guerra, era ele contra o reino Robert enviou homens, porem estes não investiram contra o forte, esses homens tinham o tempo ao lado deles, um sitio foi realizado no forte, depois de meses, os suprimentos acabaram e Jim se viu obrigado ase render pela vida dos seus familiares e servos.Como punição por sua rebelião Jim foi mandado a muralha, não ouvi muito dele, mas ele deve ter ficado bem, quanto a mim, continuo servindo a casa Jones como maestre do irmão de Jim.
    - Maestre Thomas de Ponte Tempestuosa.
    Caro Maestre Thomas, venho escrever esta carta depois de tantos anos para lhe agradecer, aqui na muralha os dias são frios e as noites congelantes, porem me reconforto ao saber que o senhor cuidou de meu irmão quando eu não estive por perto.
    Suas lições me tem sido muito valiosas aqui, como oficial fiquei encarregado de certas questões administrativas que sem as suas aulas nunca conseguiria resolver, sim já não sou mais tão novo quanto era antes, meus cabelos pretos já apresentam alguns fios brancos e minha barba já esta num tom de cinza, creio eu que já passou por isso.
    Continuo me mantendo em forma com o treinamento da patrulha, apesar de nunca ver ação de verdade, acho que deva ser melhor assim.Diga a minha família que sinto saudades,seria ótimo se alguém viesse me visitar, ou talvez eu vá ai.Agora devo voltar aos meus afazeres, as terras daqui são tão duras quanto as dai, bem difíceis de se manter,



    atenciosamente Jim Jones


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      Data/hora atual: Sab Ago 19, 2017 8:03 am