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    Mensagem por Soviet em Dom Ago 28, 2016 11:10 pm

    A areia havia se misturado com o gosto da água do mar.

    Sife ainda se lembrava da textura farelenta e salgada que sentiu quando acordou nas praias de Erin. Acordou com o sol lhe tocando o rosto, completamente sozinha, em um lugar estranho e sem saber como tinha chegado lá. “Ah...” O naufrágio. Os cabelos de Sife estavam grudados em seu rosto e pescoço e, sem saber como, ela chegou até a costa sem afundar no oceano por causa de sua armadura. Seu machado também estava consigo, outra coisa que Bjorn não saberia explicar. Sife não viu outra opção além de escolher um lado e começar a andar. Demorou algumas horas antes que Bjorn visse um barco de pescadores. Eles navegavam na mesma direção em que ela caminhava e Sife viu o vilarejo um pouco depois deles terem começado a se aproximar da costa.

    Sife se aproximou com cuidado, observando as casas que ficavam próximas da praia e as pessoas que iam até a beira do mar ajudar os pescadores. Elas vestiam roupas diferentes das que se usavam em qualquer lugar de Ereborn e duas meninas tinham os cabelos vermelhos, algo extremamente rarpo na terra natal de Bjorn. Se ver uma pessoa ruiva em Ereborn era raro, duas e no mesmo lugar, era algo inimaginável. Naquele momento, Sife cogitou a possibilidade de estar um uma terra muito distante de Ereborn e do Vale Tilvarel. Sem alternativas, Bjorn foi até as pessoas e pediu por ajuda. Levada até a vila, um lugar chamado Riverwood, Sife tomou um banho quente com ervas colocadas na água, costume inexistente em Ereborn, teve roupas limpas e secas para vestir, comida e um teto para a primeira noite. Riverwood era uma vila de pescadores de quinze ou vinte casas, quem poderia ajudá-la não mora lá, mas vem até a cidade a cada dez dias, o que aconteceria dois dias depois. A tal pessoa era um mercador chamado Eno, que poderia levar Sife até a capital Lochgarman, onde talvez ela conseguisse enbarcar de volta até Ereborn.

    Apesar da hospitalidade, Sife foi acomodada em um celeiro, um prédio largo e alto, mais isolado das outras casas e fácil de se vigiar. De certa forma, aquilo era bom para os moradores de Riverwood e para Sife, já que a confiança mútua ainda não existia. Apesar de tudo, Bjorn conseguiu dormir em algum momento da noite. De manhã, teve pão, queijos e água para o desjejum e o dia transcorria sem maiores preocupações além da ansiedade crescente que Sife sentia a cada instante longe de sua casa. Mas, as coisas mudaram quando Bjorn ouviu as pessoas conversando aos sussurros onde quer que estivesse. Á princípio, a estrangeira pensou que fosse algo com ela, mas não demorou para ver que se tratava de outra coisa. Ou outra pessoa. Ela surgiu alguns minutos depois dos sussurros, e era fácil de se notar o motivo porque chamava tanta atenção para si: muito magra, a pessoa vestia um manto feito com um tecido pesado e azul escuro, além de tem o corpo todo envolvido em faixas de um tecido amarelado e o rosto coberto por uma máscara sem nenhuma abertura além do nariz. O espaço dos olhos também era coberto, mas Sife notou que ele tinha um tom mais escuro que o resto da máscara.

    Conforme a figura cruzava Riverwood, as pessoas da pequena vila foram ficando cada vez mais incomodadas com aquela presença estranha, mas ninguém parecia querer ou ter coragem de fazer algo. Sife estava sentada em um banco da única rua que cruzava a vila e a figura, inevitavelmente, passaria por ela, mas o que a óraculo não esperava era que a figura olhasse fixamente para ela e, quando estivesse na sua frente, estendesse um dos braços e tocasse o seu rosto. Breve, o toque não foi mais do que um roças de dedos e Sife, imobilizada pela surpresa e sem conseguir fugir dele, sentiu o tecido deslizar por seu rosto antes de ver o mundo apagar diante de si.
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    Re: Prenúncios Incertos

    Mensagem por Soviet em Ter Set 13, 2016 12:06 am

    dudu, não poste ainda, por favor. como tá ficando muito longo, já postei a primeira parte pra você ler.

      Data/hora atual: Dom Nov 19, 2017 6:52 am