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    Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

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    Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Dom Out 02, 2016 2:23 am


    Não demorou muito para que Alcarinquë saísse debaixo da sombra das copas da floresta de Valagalen. Fora da proteção do teto da arvores o sol era implacável no céu e nem meio dia era ainda, devia ser uma onze e meia da manhã naquele momento. A jovem podia ver colinas e mais colinas no seu campo de visão. Subindo e descendo em meio ao relevo do terreno era possível enxergar uma trilha brilhando em meio a luz forte do dia. Era o "caminho alto" de Elorion, uma das principais estradas das sete terras.

    Alcarinquë tinha saído exatamente na parte norte da floresta Valagalen justamente na parte em que ficava entre as cidades de Ostelor e Ró-Molló. Ali perto de onde estava não era possível ver muitas habitações humanas, raça frequentemente alvo da curiosidade da elfa, mesmo estando tecnicamente sob o comando de um elfo e tendo relações amistosas, os humanos sempre viam os elfos com um certo temor. Era por isso que mantinham uma certa distancia da floresta habitada pelos Eldar, tinha um certo medo da "feitiçaria" elfica.

    Os humanos sempre olhavam com certeza desconfiança de qualquer praticante da magia na terra media. Sauron era um exemplo muito negativo para lembra-los da feitiçaria. Era por isso mesmo que o Valdacli Phorakôn tinha uma imagem negativa em muitos lugares nas sete terras. Tendo a sua ilha ganho o nome até de Ilha da feitiçaria, apelido esse injusto se for usar a comparação com a cidade de Minas Morgul no norte na terra media.

    Caminhando com o sol a pino na cabeça pouco fazia diferença para Alcanriquë, o clima não influenciava muito no seu corpo como era com os humanos. Obviamente, ela sentia o calor, algumas gotas de suor até desciam pelo seu rosto, mas isso dificilmente alterava o seu folego ou forma de andar. Mirava sempre na distancia o caminho a brilhar no sol, quanto mais se aproximava mais nítida a estrada ficava. O granito da pavimentação podia já ser percebido, deixando bem claro os traços da arquitetura pós-numenoreana com a qual fora feita.

    Demorou ainda algumas horas para que a maga chegasse na estrada e nesse tempo já era de tarde. O sol já aliviava o seu peso sobre tudo ao redor. Chegando finalmente ao caminho alto, Alcarinquë pode ver que todo a pavimentação e estrada estava bem cuidada. Ali perto a uns duzentos metros de distancia dela existia uma prédio grande abobadado de mármore, de arquitetura impressionante. Uma pequena caravana vinha lá no horizonte, parecia ser um homem solitário com o seu burro.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Sab Out 22, 2016 8:56 pm



    Bang!



    Nós temos que viver todos os segundos ao máximo,
    Isso servirá de prova para nossa existência...


    Mundo Novo!

    Ao longe, via colinas e mais colinas a medida que se afastava de sua "cidade", tentava aproveitar ao máximo sua caminhada, por sorte estava levando poucos vestidos, usava partes de sua armadura, partes na qual não prejudicavam seu movimento, sobre seu belo vestido longo de cor marrom clarinha, aberto nas laterais mostrando parte de sua perna, mas sem decote, por cima dos ombros um leve manto de seda na cor branca para proteger seus braços do calor do sol, uma delicada tiara imitando pétalas de rosa em prata se destacava em sua cabeça, a bela peça era chamativa e realçava sua beleza, como era seu proposito.

    Pelo caminho ela seguiu calmamente, pensava nas cidades dos humanos, pensava no que encontraria, ou como seria recebida, mas deveria arriscar ter um novo conhecimento em terras humanas. Quando avistou ao longe um prédio grande de mármore foi em sua direção, qualquer coisa teria que falar com o solitário homem que vinha castigando sua montaria.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Ter Nov 01, 2016 2:34 am

    Alcarinquë não perde nenhum tempo observando o homem solitario que vinha andando ao lado do seu burro. Sua visão se focou no prédio a duzentos metros de distancia. Era um dos hall de descanso, um lugar que servia de parada para os viajantes que perambulavam por aquela estrada.

    A elfa logo rumou em direção ao prédio seguindo a sua grande curiosidade pelos humanos. Não demorou muito para que chegasse lá. Na entrada tinha um grande com ar-frescos desenhos na rocha simulando ganhos entrelaçados de arvores com varias folhas saindo em ramos. Tinha uma pequena escada com dois degraus que levava para o térreo interior que era um pouco acima do solo. Alcarinquë subiu entrou no lugar.

    Dentro era um comodo único com varios homens de pele morenas descansando seja sentados ou deitados sobre tapetes. No canto perto da parede oposta tinha alguns balcões com 3 comerciantes vendendo produtos. Todos no lugar ficaram surpresos com a entrada da elfa, enquanto alguns levantaram e fizeram reverencias em saudação a eldar outros apenas a acompanharam com o olhar.

    Existia uma escada que levava para um segundo andar, mas essa estava fechada por um portão de ferro. Provavelmente deveria ser algum deposito ou posto de guarda de algum governo humano que existia ali na terra dos drell.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Sex Nov 04, 2016 11:11 am

    Moon escreveu:


    Bang!



    Nós temos que viver todos os segundos ao máximo,
    Isso servirá de prova para nossa existência...


    Mundo Novo?

      ESCOLHAS ERRADAS QUE NÓS LEVAM à crer que o "Mundo Novo" não seja tão perfeito assim. Sem buscar a perfeição ou algo do tipo Alcarinquë ficava visivelmente incomodada com a cena em que se fez presente, por um instante sentiu suas bochechas ficarem coradas, possivelmente aos olhos dos demais era visível que estava com vergonha de estar naquele lugar miserável. Alcarinquë esperava encontrar algo bem melhor, mas não um bando de humanos de pele morena jogados pelo lugar, retribuía as reverencias dos demais que tinham algum pingo de educação, mas com cautela foi até os três tipos de humanos que aparentavam ser comerciantes, já que eram os únicos vendendo algo abertamente em meio ao amontoado de pessoas.

    Por ser precavida Alcarinquë seguia com cautela entre os humanos, não via algo de bom ali para seu lado em meio a tantos homens nem saberia se conseguiria colocar juízo na cabeça de algum engraçadinho que se achasse mais a vontade com ela. Sua preocupação além de defender-se era obter informações sobre o lugar.

    -Que lugar é este? Pensei que era uma estalagem ou algo do tipo? Mas enfim os senhores tem um pouco de água e algumas rações para viagem? Devo seguir meu caminho até a cidade humana mais próxima, vocês não teriam algum mapa para vender também? Alcarinquë dialogava com os comerciantes em Adunaico, mantendo toda sua educação e delicadeza em tratos sociais aos desconhecidos de outras raças como de costume, temia que parte destes humanos tivessem medo dela ou outro sentimento no qual não queria pensar.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Seg Nov 07, 2016 1:30 am

    Alcarinquë acaba se sentindo um pouco decepcionada com o lugar que encontra dentro do prédio a beira da estrada. Curiosa com o que via, ela vai até um dos comerciantes no fundo do salão fazer comercio e perguntar sobre que tipo de prédio era aquele.

    O comerciante na qual a elfa se aproxima era um homem de estatura media um pouco acima do peso, sua pele era bem morena e sua barba estava bem feita. Ele vestia uma túnica da cor caqui e na sua barraca tinha algumas frutas a venda, uns cestos feitos de algo parecido com vime e algumas cerâmicas. É notório o desconforto que o homem sente quando Alcarinqüe lhe dirige a palavra:

    - Er... Senhora elfa eu vendo frutas, cestos e cerâmicas. Rações de viagem só na cidade mesmo e água tem uma fonte aqui perto aonde os viajantes costumam encher os seus cantis. Basta descer uma escada pedra que tem alguns metros adiante na estrada, do lado da ponte que passa sobre um córrego está a fonte - o homem olha para ela desentendido em relação a pergunta sobre o que era aquele lugar - É esse é um hall de descanso, um lugar aonde os viajantes podem parar e descansar. Existem vários outros ao longo da estrada alta. Pensei que você elfos conhecessem esse lugar.  Mapa? - indaga ele antes de continuar - Minha senhora não precisa de mapa para chegar a cidade de Ostelor é só seguir a estrada, mas moça quer um conselho? Não vá a aquela cidade. Mesmo sendo elfa é perigoso, lá existe um salteador a cada esquina e a noite algo muito ruim perambula por aquele lugar. Além disso a grande assembleia da cidade está um caos nos últimos dias, os seus membros tem brigado entre si e uma elfa chegando na cidade não será uma coisa que passará desapercebida. Provavelmente tentaram envolve-la na questão de uma forma outra a fim de ganhar uma vantagem em cima dos seus adversários.

    Assim que o comerciante claramente nervoso termina de tentar dissuadir a Alcarinqüe a não ir para Ostelor, a maga sente uma mão pesada no seu ombro. Ela olha se vira e dá cara para um homem de pele branca, olhos castanhos, cabelos da mesma cor, barba bem cuidada e roupas finas. Ele era humano obviamente, mas podia se perceber nele algo mais. Seria o sangue numenoreano?

    - Alcarinqüe? - fez uma pergunta retorica ele como se a conhecesse - Bem que o seu pai avisou que poderia sair da floresta por esses dias.

    O homem tinha um voz imponente mais gentil, não podia dizer se ele era de nobreza ou não, mas que lhe parecia uma imagem semelhante do rei antigos oeste parecia.

    - Me chamo Abrazân, sou amigo do seu pai. A alguns anos atrás eu e seu pai lutamos no norte contra o rei da tempestade e os seus servos - se apresentou ele fazendo uma reverencia e no final estendendo a mão para ela.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Nov 13, 2016 12:54 pm



    Luxuria!



    Nós temos que viver todos os segundos ao máximo,
    Isso servirá de prova para nossa existência...


    Mundo Novo?

    TINHA UM ENORME DESEJO de explorar aquelas construções que encontraria ao longo do caminho até a cidade de Ostelor. Teve, entretanto, que reunir informações sobre o lugar, no momento não entendia o desconforto do mercador em relação a sua presença.

    -Me chamo Lady Alcarinquë, fico agradecida por sanar grande parte das duvidas que tive no momento...Com educação aparente ela o encarava de forma despreocupada respondia sempre com educação as ocasionais duvidas do comerciante, chegando a ficar envergonhada com alguma gafe as vezes cometida pelo mercador em seu dialogo, algumas, palavras ou expressões tinham outro significado para seu povo, motivada pelo nervosismo ela achou melhor apenas corrigir o mercador, sempre usado de um tom audível somente ao mercador sempre demostrava sua calma e usava de sua voz suave.

    -Senhor, não quero ofende-lo, mas não sou sua! Devo pensar que o Senhor não tenha conhecimento do significado de tais palavras entre os elfos/elfas? Ou deveria entender que realmente me pediu em matrimônio? No entanto não quero importuna-lo ainda mais do que já estou. O que tenho a dizer é que não conheço muito bem a região ou a cidade Ostalor, por isso necessitava de um mapa. Agora, entretanto preocupa-me saber que a cidade tenha se tornado violenta, não entendo seu receio de eu ser uma elfa. Senhor mercador, devo saber de mais algo que venha a me prejudicar por ser uma elfa a caminho da cidade de Ostalor? Independente da resposta do homem ela pedia algumas frutas mistas para levar consigo em sua partida, não queria ficar ali no meio de tantos, não saberia se poderiam conter seu instinto em tê-la.

    Assim que terminou sua conversa com o mercador sentiu a mão pesada pousar em seu ombro, virou-se para saber quem era o ser Atrevido que lhe tocava no ombro, para sua surpresa ao ver quem era ficava com a expressão num misto de curiosidade e receio com o homem bem apresentável a sua frente, em reverencia ao homem ela ficava mais que surpresa ao saber sobre seu pai, aquele elfo super protetor se seguisse o seus desejos estaria em algum canto nobre a servir um marido aristocrata tendo uma vida simples e entediante.

    - É um prazer vê-lo Senhor Abrazân, estou indo para a cidade Ostalor, mas o Senhor deve ter escutado que as coisas não andam muito bem por lá.Tens algo a me dizer sobre o fato ocorrido na cidade, ou esta aqui a mando do meu Pai, acredite não vou retornar para casa ainda sem antes não ter desfrutado da hospitalidade humana em Ostalor ... Assim que guardou as frutas com um sorriso e seguiu em direção a fonte pegar água já não precisava ficar mais naquele lugar e não queria ficar ali.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Qui Nov 24, 2016 7:10 pm

    O comerciante arregala os olhos com a resposta de Alcarinquë, afinal, era um costume forma chamar uma mulher de minha senhora numa conversa sem intimidade. A expressão corporal do homem mostrou claramente que ele ficou sem jeito. A forma como ele ficou "sem lugar para colocar as mãos" deixava isso muito claro.

    - Er... Claro senhora Alcarinquë, eu tenho muitas frutas para vender, posso fazer um pacote com cada uma delas sairia apenas por uma moeda de prata - Diz o homem aparentemente ignorando a parte do mapa e o assunto sobre estar pedindo ela em matrimonio.

    Ele começa rapidamente a arrumar as diferente frutas que tinha a disposição num pacote para entregar a elfa. Enquanto isso Alcarinquë conversa com Abrazân o suposto contato que Aelil tinha indicado para procurar na cidade de Ostelor.

    - Tá indo para Ostelor? - Abrazân coloca a mão no queixo pensando - A Makutano está em briga por causa do histórico recente de ataque piratas aos navio que veem para o porto da cidade ou estão saindo dela. O grande racha no conselho da cidade se dá por um parte quer criar uma ofensiva contra os piratas seguindo-os até os seus portos para aniquila-los. Outra parte temendo os rumores que esses corsarios são ligados a Seregul então parcela da Makutano quer só lidar com eles na baia para não acirrar os espiritos entre os Valdacli.

    Abrazân ri quando Alcarinquë cita o seu pai e deixar passar alguns segundos antes de responder a maga.

    - Seu pai não me mandou aqui não, pode acalmar o seu espirito. Estava voltando de Taur Galen e pegando a estrada alta para ir até Ostelor. Aelil me avisou que você poderia estar fora da floresta e estava em busca de mim, então eu fui parando em todos os hall para ver se encontrava você. Acabei que dei sorte no final de encontra-la aqui - Abrazân olha para comerciante arrumando a frutas antes de mudar de assunto - Não devia insistir sobre o mapa com ele, certamente o pobre coitado não o tem. Caso precise de guia eu posso leva-la a cidade, não é muito longe daqui mesmo. É só seguir a estrada.

    Abrazân toma a liberdade de pagar pelo pacote de frutas para Alcarinquë e bota ele na mochila da elfa. Ele faz um sinal de até logo para o comerciante.

    - Vamos? - Falou fazendo um sinal para elfa afim de seguirem em frente.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Dez 04, 2016 11:36 pm



    Luxuria!



    Nós temos que viver todos os segundos ao máximo,
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     Alcarinquë apenas deixava o comerciante em paz dele não conseguiria mais nada de útil e nem estava a fim de incomoda-lo com suas perguntas bobas. -Perdoe pela minha pergunta ao senhor, pelo visto o deixei sem jeito...

    Ao conversar com Abrazân ela ganhava mais informações no qual não estava esperando, por fim pegou o que tinha de pegar e seguiu seu caminho deixou Abrazân carregar suas compras e sempre sorrindo para todos por simpatia começava conversar com o homem.
    -Aelil é uma grande amiga...Já que o Senhor não veio me levar de volta para casa podemos seguir viagem quero conhecer um pouco dos costumes humanos... Sorrindo seguia com o Abrazân, estava contente por ter economizado peças de prata.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Qua Dez 07, 2016 4:31 am

    - Falou tá falado minha cara - disse Abrazân de forma Jovial.

    Os dois assim partiram do Hall de descanso e voltaram para a estrada. Agora o sol lentamente já ia se pondo no horizonte. Iam caminhando até que num ritmo rápido e a estrada lhes dava uma leve sensação de estar descendo.

    Passaram por outro Hall como tinha lhe informado o comerciante no anterior, sempre tinha um prédio daqueles quando a estrada atravessava um córrego. Foram três até finalmente poderem enxergar as luzes da cidade de Ostelor. Podiam ver assomar-se no horizonte as muralhas imponentes, elas no momento ganhavam um tom alaranjado devido ao por do sol. A luz natural do já morria no horizonte.

    - Ótimo chegamos antes de ser noite por completo - afirmou Abrazân enquanto caminhavam rumo a cidade.

    Andaram mais ou menos uns 2 ou 3 quilômetros até chegar aos pés das muralhas e de frente aos portões de madeira maciça de dez metros de altura. Ali naquele lugar no limite da cidade humana Alcarinqüe viu o quanto os humanos diferiam dos elfos. Ao contrario das habitações elficas aquele lugar não era vivo e muito menos algo feito para facilitar a natureza seguir o seu curso, mas muito pelo contrário era feito para dificultar. Era claro que existia vida ali assim com a propria natureza, mas ela estava contida, silenciada, mudada e controlada.

    Abrazân indicou para ela a porta aberta no grande portão e foi seguindo junto com Alcarinqüe até lá.

    - Demos sorte,logo logo irão fechar o portão e só iriamos poder entrar na cidade amanhã com o nascer do sol.

    Os dois passaram pelo pequeno portal em comparação ao grande já fechado. Os guardas que usavam peitorais de bronze e camisões acolchoados por baixo ficaram olhando para dupla enquanto passavam. Os homens a serviço da cidade trocaram olhares mas não tomaram nenhuma atitude. Por onde caminhavam era uma grande rua pavimentada, dos dois lados existiam bosques que se estendiam por mais alguns metros até a área urbanizada começar de fato. Eles nem eram de perto comparados a mata de Valagalen.

    Chegaram a área urbanizada e Alcarinqüe pode ver que as habitações humanas era totalmente contrarias ao proposito daquelas dos elfos. Eram fechadas e de pedra ou terra cozida (alvenaria). Muitas tinham grandes janelas e a maioria estava aberta, afinal, era verão e fazia muito calor. Existia muito barulho, vozes e cheiros de todos ao tipo bons e ruins.

    Passaram por uma pequena ponte sobre um córrego extremamente poluído e seguiram até uma praça. Ali parecia ter um mercado, mas as estruturas dele já tinha sido desmontadas, provavelmente iriam ser remontadas na manhã seguinte.

    Abrazân parou e olhou por um momento rapidamente apontando com a mão.

    - Lá, ali fica a minha casa - Disse ele já começando a andar.

    Atravessaram a praça e entraram numa pequena rua, ali haviam portas para todos os lados que dava para casas humanas coladas uma nas outras. Eram vários sobrados todos eles tinham as paredes pintadas de branco, alguns a tinta caía, outros não. Andaram mais um quarteirão até chegarem na morada de Abrazân. Ela não era pequena como as anteriores, tinha dois andares, janelas grandes com cortinas brancas.

    Assim que chegaram uma menina que não devia ter mais do que cinco anos veio correndo na direção de Abrazân.

    - Papai! - veio gritando ela - Trouxe uma boneca feita por anões para mim? Trouxe,trouxe? - perguntava ela animada.

    - Dessa vez não, querida mas trouxe alguém que você vai gostar de conversar - Disse ele pegando a garotinha nos braços e levantando ela até a altura do seu peito - Lembra das historia de elfos que eu contava para você? Ela é elfa, olha,olha as orelhas pontudas.

    A garotinha que tinha cabelos castanhos escuros iguais aos do pai arregalou os olhos observando Alcarinqüe.

    - Oooh - exclamou ela surpresa - Ela é uma daquelas rainhas que vieram do mar a muito tempo atrás? Ga-ga-gagadiel era o nome dela,papai.

    Abrazân ri com a tentativa da sua filha em falar Galadriel e também por causa da conclusão que chegara.

    - Não, não querida. Alcarinqüe é o nome dela e ela mora na floresta de Valagalen. Vamos para dentro, lá conversamos melhor com a Gagadiel - respondeu o homem carregando a garotinha para dentro da sua casa.

    Alcarinqüe o seguiu e também entrou na casa do seu companheiro. Logo que adentraram uma mulher morena de longos cabelos negros veio descendo a escada de pedra da sala. Ela parou bem de frente a Abrazân. Inicialmente estava sorrindo, mas viu a elfa que o acompanhava e o sorriso sumiu.

    - Que bom que você voltou para casa meu amor. Fiquei preocupada, você ficou quase um ano fora quase perdeu o aniversario de Azrâindil - Disse a mulher o abraçando e o beijando.

    - Eu já vou explicar a você o que aconteceu, deixa eu primeiro a apresentar a convidada que eu trouxe - Falou ele se virando para Alcarinqüe - Nilûphêl, essa é Alcarinqüe filha de um amigo elfo meu que veio visitar a cidade de Ostelor. Decidi chamar ela para ficar aqui enquanto permanecer na cidade. Alcarinqüe essa é Nilûphêl minha esposa - indicou ele a mulher morena - e essa no meu colo é minha pequena flor do mar, Azrâindil - terminou ele fazendo cocegas na barriga da sua filha.

    A garotinha soltou um risada gostosa e se agitou toda. A elfa estava numa sala razoavelmente ampla com três sofás de estofo de couro, um encostado em cada parede. Entre um dos moveis e a quina de uma das paredes tinha uma estante de madeira com alguns livros nela. Na quarta parede sem móvel, uma escada de pedra com corrimão de madeira subia para o segundo andar.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Qui Dez 08, 2016 3:50 pm



    Luxuria!



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     Alcarinquë seguia com o Abrazân para fora do estabelecimento, já com o Sol se ponto no horizonte "aquele maldito sol que castigou sua pele naquele dia" pensava ela para si mesma. Seguia o conhecido do seu pai pela estrada passando pelos demais Hall até finalmente enxergar as muralhas enormes da cidade e as luzes , aquilo tudo era muito estranho e diferente.

    Ao aproximar-se frente a estrutura percebia o quanto a arquitetura humana era estranha, não entendia muito bem o motivo dos muros, deveria ser uma cidade aberta e mais árvores alguma presença da mãe natureza ao menos. não dava muita atenção aos comentários do Abrazân, pois estava muito ocupada admirando tudo o esquisito para ela naquele momento, seguindo o Abrazân ela passou pelo portão encarando os humanos com um misto de curiosidade que brilhavam em seus olhos violetas.

    já dentro da cidade ela percebeu que os humanos haviam mantido um pouco do verde natural do ambiente, já mais aliviada pela presença da mãe natureza, ainda que pouca, existia. Em meio ao seu passeio pelo lugar a jovem ficava surpresa com as estruturas no chão, o que a fez por vezes por uma das mãos ao nariz era o cheio ruim insuportável vindo de alguns lugares, se achava uma pessoa de sorte por viver em Valagalen.

    Sua tristeza maior foi ver o córrego poluído os humanos realmente não respeitavam muito a natureza, pensava como conseguiam destruir aquele lugar que deveria ter sido belo algum dia no passado, mas os humanos pareciam parasitas nocivos, bem nocivos ao ambiente ela chegava a conclusão. Chegando na casa do Abrazân ela ficava encarando a estrutura que era maior que as demais casas, sua atenção naquele momento foi direcionada a uma criança humana que chamava Abrazân de pai. Alcarinquë não imaginava que aquele homem era casado e tinha filhos, sua surpresa maior foi ver Abrazân a usando como desculpa para a falta de atenção que teve em não comprar a tal boneca para sua filha, no entanto Alcarinquë os encarava com um sorriso.

    -É acho que sou uma "elfa", até onde eu sei sou uma com toda a certeza! falava com calma na língua dos humanos. Ficava envergonhada com a comparação da criança em relação a ela e com o nome que foi batizada ali. Só tomava a criança dos braços do Abrazân a encarando com curiosidade e a colocando no chão tão logo abria os braços.

    -Eu me chamo Alcarinqüe venho da floresta de Valagalen, seu pai nunca me contou que tinha uma filha tão linda, que não se parece nada com ele por sorte...E eu posso te garantir mais saiba que sou muito mais bonita que a Galadriel que não passa de uma velha e sou mais divertida que ela também... Estendia a mão para a criança a conduzir até a casa onde encontrou a esposa do Abrazân que deu uma live impressão de não ter gostado da sua presença, não a culpava olha a coitada não tinha comparação a elfa, naturalmente se sentia insegura com o seu marido perto da jovem elfa. Alcarinquë chegou a relaxar os ombros agradecendo a mesma por andar vestida de forma mais apresentável para os humanos, em suas antigas vestes mais leves na presença da esposa do amigo do seu pai, provavelmente daria muita confusão.

    Apresentou-se com devida educação a dona da casa, não falou muito apenas observou o lugar e voltava sua atenção ao trio.

    - Azrâindil, foi de grande ajuda sem ele estaria até agora em um dialogo interminável com um mercador...Mas espero não ser um incomodo em vossa casa... Só queria uma unica coisa tomar um bom e demorado banho em alguma fonte, tem alguma fonte natural por perto tem?


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Qua Dez 14, 2016 1:44 pm

    Nilûphêl olhou a elfa de cima a baixo e respondeu a Alcarinqüe:

    - Bem, tipico de Abrazân isso, ele o tipo de pessoa que não resiste a vontade de ajudar - ela dá um sorriso e olha para o marido - Cuida de Azrâindil para mim? Vou levar a elfa até o lugar com a Tina d'água para ela tomar banho.

    A esposa de Abrazân faz um gesto para que a eldar a seguisse pela casa. Na parede oposta a da entrada tinha uma porta que levava para um patio interno da casa. Nilûphêl entrava nela e a elfa vai acompanhando. Ali existia um belo jardim cultivado com um salgueiro imponente no centro e varios tipos de plantas em volta. Alcarinqüe não precisa nem fazer esforço de puxar na memoria para saber que aquele lugar ali era dedicado a Yvanna, a vala da natureza.

    Uma sensação de conforto vem ao seu peito, afinal, os humanos não eram tão diferentes do elfos assim. Podia ser mais duros no trato com as coisas vivas, mais ainda assim as amavam do mesmo jeito que os eldar.

    Passaram o patio interno e entraram numa porta no canto direito na parte oposta da casa. Era uma comodo pequeno com uma grande tina de madeira no centro dele. O lugar de banho tinha apenas um basculhante que dava para a parte interna da casa.

    - Você deu sorte, Alcarinqüe, eu tinha acabado de encher a tina - Nilûphêl andava até um canto e volta trazendo um escovão e um sabão na mão - Aqui uso isso para se limpar.

    Entrega ela o sabão e a escova a Alcarinqüe. A morena deseja um bom banho a elfa e se retira do lugar.

    Assim que a humana sai do comodo e fecha a porta atrás de si Alcarinqüe tira o provocante vestido e entra dentro da água da tina. O liquido estava geladinho, o que era bom. Não tinha pego ainda o sabão e nem a escova. Só aproveita o molho na banheira quando ouviu através da sua audição aguçada.

    - Ela está aqui? A elfa já chegou na cidade? - Indagou uma voz desconhecida longe dali.

    - Sim, mestre - respondeu outra voz com um tom bem mais sinistro que a anterior.

    - Ótimo, então, era isso que eu esperava.

    E não conseguiu ouvir mais nada Alcarinqüe, apenas os sons da casa.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Sex Dez 16, 2016 10:14 pm

    Alcarinqüe seguia a esposa sem sal do Abrazân, dava graças ao segui-la para o banho, descansaria de molho um pouco na água, nada melhor que aquilo, não tinha preço, passava ao belo jardim do casal era algo notável e digno de um elogiou que ela deixou escapar para a mulher, mas foi só um simples elogio não dando seguimento a conversas.

    Tomaria seu banho ali ao relento se tivesse em sua casa sozinha, mas entre humanos tinha que se conter. Assim que a esposa do  Abrazân a deixava sozinha sem muita cerimonia a elfa se despia e entrava na banheira " como aquilo era bom" pensava para si mesma se esfregando com suavidade, não deixou de ficar ali uns minutinhos parada para descansar o corpo castigado pelo dia de caminhada, teria ficado por mais alguns minutos em silencio, mas se não tivesse escutado, não acreditava que estivessem comentando sobre ela, mas esgueirou-se saindo da banheira para ver de quem eram aquelas vozes que a tirou de seu sossego.

    OFF: Só sair da banheira rapidinho e espiar os fofoqueiros, antes de voltar a desfrutar do meu delicioso banho.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Dom Dez 25, 2016 11:33 pm

    Alcarinqüe tendo pego de surpresa a conversa pula da banheira e sai de fininho andando pela patio interior da casa em busca de algum som que remetesse ao dialogo que ela tinha sem querer ouvindo. Não se importa com a sua nudez e segue adiante.

    Agachada e com passos leves a elfa vai andando pela patio interior e entra numa porta que parecia dar para um comodo semelhante a uma cozinha. Não tinha ninguem nele, todos os moradores casa estavam em outro lugar. Os ouvidos poderosos da avari podia captar muitos sons e vozes vindos de vários lugares mas nenhum deles era da conversa que tinha ouvido. Uma questão começava a crescer na sua cabeça. Quem a estava observando e porquê? Ali encostada perto do fogão da lenha Alcarinqüe escutou um grito desesperado vindo de um dos quarteirões próximos.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Seg Dez 26, 2016 9:40 pm



    Alcarinquë



    Nós temos que viver todos os segundos ao máximo...


    Mundo Novo?

     Seguia pelo lugar, esgueirava-se pelo lugar igual a uma ladra e por sorte, passava por áreas da casa onde não havia ninguém, sorte ou não sua curiosidade aumentava a cada investida pelo lugar, não encontrava os donos das vozes que ouviu anteriormente em uma conversa.

    Não entendia ou conseguia compreender com alguém já sabia da sua chegada a cidade, na verdade quem estava esperando por ela e para que ?. Seu passeio terminou na cozinha perto do fogão escutou algo que a incomodou, mas não teve mais coragem de seguir, afinal estava nua e oque diria o amigo do seu pai ao vê-la nua em sua cozinha, na verdade andando nua boa parte da sua casa, o que pensaria os amigos do seu pai, provavelmente pediriam para ela visita-los.

    Já percebendo que não conseguiria continuar com sua investigação movida pela curiosidade ela voltou para a sala de banho, no caminho de volta procurava algo para cobrir seu corpo, " Já completou o tempo de sua caminhada diária nua pela casa" pensou enquanto seguia esgueirando-se pelo lugar, não tinha o costume de fazer aquilo na casa dos outros já em sua própria casa as regras eram bem diferentes.

    Se alguém a visse a unica desculpa que daria era que pensou que alguém estava a vigiando e por impulso de pegar o travesso, saiu da forma que estava a caça do mesmo.

    OFF: Voltar para a sala de Banho, e depois descobrir quem era o espertinho adivinha que estava esperando ela.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Dom Jan 08, 2017 11:05 pm

    Alcarinquë encontrou uma pilha de toalhas de mesa dentro da primeira porta dos armários da cozinha na qual abriu. Imediatamente retornou para o lugar aonde se banhava. Acabou por não ir atrás do grito que tinha ouvido ali perto nas ruas que cercavam a casa de Abrazân.

    Nenhum barulho ou conversa suspeita chegou novamente aos ouvidos da elfa enquanto terminava o seu banho, mas mesmo assim isso não a deixava em paz. O que teria sido aquele grito? E quem sabia que tinha chegado na cidade? Perguntas que talvez não teria resposta e que no momento eram impossíveis de se responder.

    Finalmente terminou o seu banho e se vestiu novamente. Parecia que a pequena garotinha Azrâindil já tinha ido dormir, pelo o que ouvia do sons da casa. Abrazân e Nilûphêl conversavam com uma terceira pessoa na sala. Essa tinha uma voz masculina e idosa. Com sua armadura e todas as suas coisas na mochila a elfa entrou na sala. Somando-se a presença dos dois já conhecidos, tinha ali no comodo um senhor que parecia bem idoso. Ele tinha um cajado na mão, uma barba grande branca e também longo cabelos branco e trajava uma larga túnica azul. O homem imediamente se levantou ao perceber a entrada de Alcarinquë.

    - Vejo que a sua convidada Abrazân já está pronta para conversar. Espero que você tenha avisado a ela sobre a minha vinda. Temos tanto para discutir nesse momento de virada aqui nas sete terras e nos outros antigos domínios numenoreanos - disse ele estendendo uma mão - Me chamo Pallando.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Sab Jan 14, 2017 12:06 pm



    Alcarinquë



    Faça o que desejar, sem a ninguém prejudicar.


    Mundo Novo?

    Salva pela pilha de toalhas de mesa, sem pensar muito só pegou a primeira que viu e cobriu-se, voltando para o banheiro retornou a banheira deixando para trás qualquer duvida sobre oque havia escutado, concentrou-se em ficar de molho descansando um pouco, tinha andado muito até chegar a um lugar civilizado, no minimo que tinha que fazer naquele momento era descansar e relaxar um pouco com a água fria. Demorou o que pode, assim que estivesse bem descansada tratou de sair e se arrumar, novamente usava de roupas que não lhe caiam bem, cobrir todo seu corpo não era algo que a deixava contente, só contentou-se em um belo arranjo para seus cabelos e algumas joias elficas que gostava de ostentar para realçar suas curvas e beleza natural, gostava de fazer aquilo e não tentava esconder que apreciava alguns elogios, poderia se dizer que era um dos seus pontos fracos ser elogiada, mas ainda assim nada de decote, pernas de fora, pensando bem aquela cidade não se encaixava no que pensou quando estava entre os seus na floresta.

    No final tinha que respeitar os costumes dos humanos e principalmente o Abrazân. Enquanto se arrumava voltava a pensar sobre as conversas que escutou, o que estava acontecendo naquela cidade, será que o Abrazân já havia planejado em buscar ela, eram inúmeras duvidas e nenhuma resposta isso a incomodava um pouco, gostava mais de perturbar-se pensando em festas, na verdade naquele momento precisava beber algo, um bom vinho para colocar seus pensamentos em ordem era isso que precisava.

    Antes de chegar a sala já escutava uma conversa entre um desconhecido e o casal que lhe deu estadia, a terceira voz pertencia a um idoso, deduziu isso pelo tom, e teve sua duvida sanada quando viu o trio na sala, não estava entendendo nada, não sabia quem era quele Senhor, pelas vestes poderia ser um sábio errante, ou qualquer outra coisa , tanto faz só fez sua reverencia em resposta ao velho Senhor a sua frente apresentando-se logo em seguia antes do velho começar a falar.

    -Senhor Abrazân! Quantas surpresas eu ainda terei em sua casa? perguntou ao Abrazân o encarando cm curiosidade, logo voltava-se tando toda atenção ao pallando.

    -Desculpe Senhor Pallando, mas eu não sei o que esta acontecendo aqui, alguém poderia fazer a pequena gentileza de me explicar? E por favor alguém poderia me trazer um pouco de vinho, andei escutando alguns murmúrios pela casa e gritos? Antes de começar a me dar explicações eu precisava beber um pouco de vinho para raciocinar direito...

    Sentava-se junto com o trio à espera da bebida, estava com a garganta seca e realmente tinha que beber algo, parecia que teria uma boa dor de cabeça descobrindo algo que não queria e pior se envolvendo em algo que não lhe diz respeito, o que melhor do que um bom vinho para digerir tudo que viria à escutar.

    OFF: No momento só preciso de um bom vinho, pode deixar a garrafa ai na mesa querido, se o vinho for fraco vai descer que nem água...


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Sex Jan 27, 2017 11:10 am

    - Vinho? - faz uma pergunta retorica Abrazân - Bem eu vou buscar uma garrafa para a senhorita enquanto isso vocês vão conversando ai. Tenho certeza que você vai se interessar pelo o que Pallando tem a lhe dizer, Alcarinquë.

    O homem se levanta e sai da sala rumo a algum outro lugar casa em busca da garrafa de vinho e uma taça para a elfa.

    - Venha sente-se, senhorita...- parou por um momento de falar Pallando porquê não sabia o nome de Alcarinqüe - Foi Titania que a mandou aqui? Esqueça se sentar, não temos tempo. Por favor me acompanhe, não dá nem para esperar o Abrazân voltar.

    Pallando se dirige para a porta da casa e sai Alcarinquë o acompanha. Lá fora já era a calada da noite e fazia uma temperatura bem mais amena que a tarde. O ancião andava nervosamente e falava de forma rapida:

    - Otimo, otimo que você veio. Caso esteja certo teremos chance de pegar os negocios acontecendo bem no momento que precisamos.

    Já estavam uns dois quarteirões da casa de Abrazân quando algo acertou o homem idoso pelas costas. A surpresa foi que o homem vestes azuis mal pareceu sentir o golpe, ele se virou imediatamente e acertou o seu agressor com o cajado o derrubando no chão. Era um sujeito careca, moreno e roupas de couro.

    Um outro de pele morena quase escura cabelo rastafari, estatura media, mal encarado e armadura de bronze, saiu do escuro se posicionando na frente de Alcarinquë. Existia um brilho sinistro no olho dele.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Jan 29, 2017 1:03 pm



    Alcarinquë



    Faça o que desejar, sem a ninguém prejudicar.


    Mundo Novo?

    Alcarinquë apenas sorria para o Abrazân, queria um bom vinho não tinha motivos para espanto com o seu pedido, logo que deu seu comentário saindo da sala ela o respondeu não muito satisfeita de ter sido manipulada para aquele encontro.

    -Veremos!

    Assim que foi convidada a sentar, antes de o fazer ela interrompeu o velho em seu convite o encarando com calma e falando com um tom de curiosidade em suas palavras.

    -Alcarinquë! Eu me chamo Alcarinquë, do que se trata nossa pequena reunião Senhor Pallando? Eu estou apenas de passagem não tenho intenção em me envolver em assuntos dos humanos...

    Quando pensou em sentar-se para descansar o Pallando a incomodava mais um pouco, já não bastava seus mistérios a deixando curiosa a cada minuto que comentava algo, ela o seguiu como ele havia pedido, andando pelo lugar a noite se mostrava convidativa para um pouco de diversão e quem sabe algo mais, a jovem percebia o nervosismo do velho e sua fala rápida, mas não entendia o que ele queria, já mostrando a irritação em suas palavras perguntava a ele novamente qual o motivo de tudo aquilo.

    -Pode por favor explicar o que esta acontecendo? Eu não vou a lugar algum com o Senhor se não me explicar direitinho o que realmente esta acontecendo...

    Já distante da casa do Abrazân, o velho não teve tempo para dar atenção a sua pergunta, pois foi atacado de surpresa, mas no final ele acabou derrubando seu agressor, a elfa que já não estava muito feliz com a situação bizarra que estava vivenciando naquele momento, já percebia que não adiantava mais nada, quer o que seja que o Pallando estava envolvido, agora acidentalmente ela também havia se tornado alvo, sua suposição de ser um alvo tornou-se realidade quando a sua frente surgiu outro inimigo do velho a encarando, isso lhe rendeu alguns palavrões em elfico para o moreno, antes de entoar em elfico sua magia arremessando contra seu alvo uma pequena esfera de cor verde clara o derrubando ou não com seu ataque magico ela se mantinha na defensiva esperando a reação do moreno, para si mesma amaldiçoava-se em ter seguido o velho, pior era estar sem seu equipamento, havia deixado tudo na casa do Abrazân, lutar com um belo vestido, ninguém merece passar por aquilo, ninguém. Pallando teria que ter um grande motivo para arrasta-la de seu sossego e coloca-la em uma situação complicada.

    -Obrigada! Senhor Pallando, Eu não sei se o Senhor sabe, mas eu já havia tomado banho e estava me preparando para descansar, agora querendo ou não creio que já estou incluída no seu assunto misterioso...Agora me fale qual a dor de cabeça que eu ganhei de graça te seguindo? E seja claro no que deseja. Já estou perdendo à paciência e só com a roupa do corpo, se o Senhor não percebeu deixei tudo que tinha na casa do Abrazân...

    OFF: usar "Orbe de ácido menor", ataque a distancia, dano 1d8.


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Edu em Qui Fev 09, 2017 12:23 am

    A maga parecia um tanto irritada com a atitude uma pouco exasperada do mago em leva-la para andar pelas ruas de Ostelor sem nem mesmo ter se vestido completamente. Estava sem sua armadura, suas armas e outros importantes artefatos que usava em suas missões.

    O seu inimigo nem deu atenção aos comentários irônicos e foi para cima da elfa sem sequer nem pestanejar. Alcarinquë que era uma mulher moldada pela batalha logo reagiu, mas talvez tenha sido a raiva do momento ou talvez o fato dos valar não estarem sorriso para ela naquele momento. O que aconteceu em seguida é que a sua tentativa de jogar uma bola de acido no seu inimigo acabou se tornando em algo risível. O orbe caiu no chão como se fosse chumbo a apenas algum pés de distancia da elfa. Um pensamento negro passou pela cabeça da maga por uma fração de segundo até que antes que qualquer coisa acontecesse um raio acertou o homem. Ele caiu duro no chão, estranhamente sem nenhum grito ou palavra ou som.

    Antes mesmo que Alcarinquë pudesse olhar de volta para o Istari, Pallando, falou:

    - Era o que eu temia, O olho de Malezar já está em ação nessa cidade. Demorei demais, os primeiros tocados pela não-vida já começaram a surgir. Achei que poderia impedir, infelizmente não consegui. No entanto temos um lugar a chegar. Daqui a umas quadras tem uma casa. Um covil acredito que precise ser destruido, mas no entanto a pressa não interessa mais nesse momento. Eu ficarei aqui esperando e você Alcarinquë volte para a casa de Abrazân e pegue seu equipamento.
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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Fev 19, 2017 8:57 am



    Alcarinquë



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    Estava sem sorte naquele dia, como se não bastasse toda aquela agitação que ela não fazia ideia do motivo e pior ainda como foi se envolver naquela confusão toda sem saber de nada, sua magia falhou na hora mais critica do momento, realmente estava com muito azar. Seria acertada pelo inimigo se não tivesse sido ajudada pelo velho que com apenas um raio o derrubava, não agradeceu pela ajuda, afinal ele estava arrastando ela para aquele lugar e o minimo que tinha de fazer era protege-la de algum perigo caso suas habilidades falhassem, naquele momento só escutou Pallando dar sua explicação ou parte de alguma explicação, aquilo a deixava ainda mais confusa, qual a importância para ela em relação a tudo aquilo, pensou sobre isso ao escutar o velho.

    Quando pensou em sentar-se para descansar o Pallando a incomodava mais um pouco, já não bastava seus mistérios a deixando curiosa a cada minuto que comentava algo, ela o seguiu como ele havia pedido, andando pelo lugar a noite se mostrava convidativa para um pouco de diversão e quem sabe algo mais, a jovem percebia o nervosismo do velho e sua fala rápida, mas não entendia o que ele queria, já mostrando a irritação em suas palavras perguntava a ele novamente qual o motivo de tudo aquilo.

    -Você é um imbecil! Só pode, me tira daquela casa, sem falar nada e ainda por cima quer que eu volte lá para colocar toda a família do Abrazân em perigo? Você não sabe avaliar a situação ?

    Cruzava os braços indignada e seguia furtivamente para a casa do Abrazân, aquele velho não tinha noção das ações, que poderiam prejudicar as pessoas ao seu redor, ela era a testemunha viva do acontecido, sofreu um ataque sem saber os motivos e morreria sem saber o motivo também. Se consegui-se chegar a casa do Abrazân apenas daria uma explicação rápida sobre o que aconteceu enquanto colocava sua armadura e preparava-se para dar ouvidos as loucuras do Pallando.

    OFF: Já reparou que você usou o nick de um usuário?


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    Re: Ostelor: a cidade dos herdeiros do matador de Balrogs(Iza)

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