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Jane I

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Elminster Aumar
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Jane I

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Out 12, 2017 11:16 pm



JANE I


Do alto da janela de seus aposentos, Jane observava o movimento atípico que acontecia no grande pátio em frente aos portões do castelo. Os homens estavam fazendo os últimos preparativos antes de partirem para Porto Real. Ao longo de todo o dia, desde a hora em que chegou o corvo trazendo a lástima notícia da morte de Jon Arryn, o Castelo da Prata ficou em polvorosa. Tudo isso porque na carta com o selo real da Vossa Majestade havia um chamado para que Sor Leon fosse o quanto antes para a capital dos Sete Reinos.

Jane já fizera a sua parte em se despedir dos que iam embora, pelo menos aqueles aos quais se importava o bastante para isso. Era quase com um desinteresse completo que ela via os homens carregando os suprimentos para as carroças enquanto o Senhor Raymond Upton dava um demorado abraço em seu irmão. Além de Sor Leon, iriam para essa viagem a Senhora Shylla, o mestre de armas Sor Clark e a filha bastarda de Leo, Anabelle Hill, além de cerca de vinte homens para fazer a sua guarda, sem contar alguns escudeiros e criadas. As pessoas no pátio eram pontos pequenos da altura em que estava, mas Jane reconheceu a figura pequena e dócil de Raelly ao lado de Sor Leon. Então no fim das contas Shylla havia convencido a Raymond a deixar o seu caçula partir, com a justificativa de que seria uma boa oportunidade dele de conhecer Porto Real e a Vossa Majestade Robert Baratheon.

Era uma comitiva portentosa e Jane ouvira sussurros maliciosos pelos corredores do castelo de que não havia a necessidade deles irem em tantos. Alguns temiam que o castelo ficasse vulnerável sem a presença daqueles valiosos homens de armas, enquanto outros achavam que as coisas poderiam ficar bem monótonas e entendiantes.

- O seu tio está em seu melhor traje hoje. - A voz de Mirna Clifton quebrou os devaneios interiores de Jane e a trouxe de volta para o seu aposento. - Ele está radiante como o nosso brasão, minha senhora.

Mirna era a criada de Jane, uma garota magra, de nariz afinado e cheia de espinha no rosto. Ela não era das garotas mais bonitas do Castelo da Prata, mas a sua jovialidade e devoção atraía muitos homens velhos que a levavam para a sua cama. Era o que se dizia longe dos ouvidos de Jane, mas ela não precisava estar presente nessas conversas para saber o que os homens comentavam às suas costas. Mirna muitas vezes era incoveniente, como ela estava demonstrando nesse momento.

- Se me permite dizer, senhora, eu ouvi Harald afirmar hoje de manhã que o Sor León é o favorito para assumir a posição de Mão do Rei, agora que ela está vaga. Seria uma recompensa mais do que merecida por tudo o que ele fez por este reino.

O som dos pesados portões sendo abertas atraiu uma vez mais a atenção de Jane para o lado de fora. A comitiva liderada por Sor León finalmente se colocou em movimento enquanto um pôr-do-sol figurava para além das colinas, fazendo as águas do córrego brilharem em tons laranja-avermelhados.

Makaveli Killuminati
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Re: Jane I

Mensagem por Makaveli Killuminati em Sex Out 13, 2017 4:17 am

Em tempos de paz, nada agitava mais as cortes nos Sete Reinos do quê a morte de um herói de guerra. Jon Arry, Protetor do Leste e Mão do Rei, era a morte que o corvo anunciou. Era natural que um chamado viesse até o Castelo da Prata, pois Sor Leon por vários anos conviveu na Fortaleza Vermelha junto com o Rei, e consequentemente com a Mão do Rei. Claro, não se tratava de um consolo para o luto que Sor Leon pudesse estar, era cordialidade, pragmatismo da nobreza, assim julgava Jane.

A comitiva preparada durante o dia inteiro havia ficado conforme os desejos de Shylla e Jane, ostentando mais do que a Casa Upton representava. Discordando dos sussurros que adentravam pelos corredores, Jane entendia que a aparência era uma das ferramentas mais importantes no jogo que jogava, foi o quê moveu conflitos e manteve dinastias no poder por tanto tempo.

Do alto do castelo, algumas mechas do cabelo de Jane ondulavam para fora da janela querendo partir junto à brisa que levemente lhe tocava as costas, levando consigo o perfume de violeta e lírio característico de Jane. A filha de Ray observava tudo do conforto de seu aposento, desejando que a comitiva partisse logo. Estavam seguros, e quanto antes chegassem em Porto Real, melhor para todos.

"Você é quem deveria ir... Por que não? Sua avó está velha, só vai atrasar, e se morrer no meio da viagem? Ela é velha... Pessoas velhas morrem, é natural..." - As vozes tentavam irritar Jane, sem motivos, como se precisassem de algum. - "Aposto que todas aquelas criadas são para limpar o..." - Mirna, com seu tagarelar, interrompe o diálogo entre as duas vozes que habitavam na cabeça de Jane.

- Sim, está. - Respondeu Jane sobre o traje de seu tio. De fato, meistre Cullen havia feito um bom trabalho. Quando Mirna começava a falar, não parava de primeira, logo fez outro comentário sobre Sor Leon, e outra vez Jane responde sendo econômica e monotonamente repetitiva. - Sim, está...

"Hmmmmm... Essa Mirna é mesmo muito da depravada, aposto que já está pensando no seu tio SEM o traje!" - Jane passa a fitar Mirna após o comentário sugestivo da voz em sua mente, não duvidando que fosse verdade. Se Mirna não estivesse tão entretida com a movimentação na comitiva poderia ter visto o semblante de desgosto que Jane expressou por pouco menos de um segundo, voltando a assegurar seu olhar blasé, fitando novamente a comitiva.

Outra vez Mirna chama atenção, dessa vez com um comentário que dizia ser de seu irmão mais velho, Hart. Se o que Mirna dizia fosse verdade, Jane acreditava que seu irmão estava errado. É claro que o valor de Leo era grande, mas não era o único e nem o mais próximo amigo de Rei Robert.

- Se for verdade, ele voltará para a Fortaleza Vermelha. - Jane comentou direcionando seu olhar para sua criada. - Muita gente sentirá falta dele... - Comentou Jane com sua voz suave. - "Uhh, aposto que ela pegou essa!" - Completou uma das vozes em tom provocativo, fazendo Jane se perder nos seus pensamentos novamente, até que o som do portão volta a atrair Jane.

Jane continuou observando a comitiva partindo do castelo no cenário deslumbrante que o pôr-do-sol presenteava, acenando para os familiares que partiam quando estes levavam seus olhares para a janela de onde Jane os observavam. Logo em seguida, Jane deixou a janela e se aproximou da escrivaninha que ficava próximo ao centro de seu aposento, lambuzando de tinta a ponta de uma pena de escrever, e voltou a fitar Mirna. - Se importa em escrever uma mensagem?.. Preciso enviar um corvo para Porto Real. - Jane esperou Mirna se assentar para escrever o quê ela ditaria.

- Escreva o seguinte... Querida Rainha Cersei Lannister. Envio meus sentimentos pela perda que vossa majestade, seu marido e os Sete Reinos sofreram nestes últimos dias. Lembre-se que sempre encontrará amigos leais no Castelo da Prata para lhes servir também em momentos como este. Estamos enviando uma comitiva para lamentar a morte de Sor Jon Arryn junto a vocês, entre os Upton estão Sor Leon, Shylla e Raelly, este último ansioso em conhecer vossa majestade, Rei Robert. Como uma rainha astuta que você sempre se provou, tenho certeza que auxiliará com sabedoria a escolha da pessoa que terá a difícil tarefa de substituir o honrado Sor Jon Arryn... De sua serva leal, Lady Jaynna Upton. - Jane preparava a cera com o carimbo de sua casa enquanto Mirna terminava de escrever o que havia dito.

Assim que Mirna terminou, Jane conferiu se estava tudo correto, e assim que estivesse, selou o documento e o enrolou, em seguida, amarrando com um laço amarelo. Com os documentos em mãos, Jane saiu de seus aposentos e caminhou por entre os corredores do castelo, buscando enviar um corvo para Porto Real com a mensagem que havia recém escrito pelas mãos de Mirna.
Elminster Aumar
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Re: Jane I

Mensagem por Elminster Aumar em Ter Nov 14, 2017 12:35 am




Os pequenos olhos de Mirna perscrutavam o horizonte, acompanhando a comitiva se distanciar cada vez mais dos portões. Ao ouvir sua senhora dizer que muita gente sentiria falta de Sor León, a criada conseguiu responder sem ficar corada.

- Com toda a certeza que fará. Os soldados se espelham nele e Myles vive contando histórias para mim sobre os grandes feitos de seu tio, como se eu já não as tivesse decorado. - Mirna se permitiu rir com a lembrança, mas então ouve o pedido de Jane e acena com a cabeça. - Sim, minha senhora.

A criada sentou-se à escrivaninha, pegou numa das gavetas um rolo de pergaminho e uma pena de escrever.

- É para a rainha? - perguntou, ansiosa, antes de Jane começar a recitar o que deveria ser escrito na carta.

Mirna escreveu a carta com todo o esmero que possuía para que não tivesse nenhum garrancho ou palavra incompreendida. Jane selou a carta com o carimbo dos Upton, e ela mesma optou por despachar a carta, apesar de Mirna ter se oferecido para ir em seu lugar. Ao sair de seus aposentos, Jane encontrou vazio os corredores que levavam até a torre. Subindo ao andar mais alto da torre, ela passou a ouvir o crocitar dos corvos que estavam trancafiados em gaiolas. Jane escolheu o que parecia em maiores condições de fazer um longo e rápido, e amarrou a carta em sua pata. Quando o soltou para que ele fizesse a sua viagem, a porta se abriu e por ela entrou o Meistre Cullen. Se ele parecia surpreso em encontrar Jane ali, não demonstrou.

- Triste notícia, triste notícia... - lamentou, como se prosseguisse com alguma conversa iniciada instantes atrás. - Jon Arryn era um grande homem.

O meistre havia trazido grãos e se agachava de gaiola em gaiola para alimentar os corvos. Não era um trabalho do qual ele gostava de desempenhar, mas Cullen sabia cumprir com as suas responsabilidades. Ele não disse mais nada, e Jane o deixou com os corvos.  

Na manhã seguinte, o Senhor Raymond organizou um grupo para realizar uma caçada matinal na floresta. Esse grupo seria liderado pelo experiente Stan. Era incrível como mesmo em momentos de dor os homens encontravam forças para irem se divertir. Enquanto o herdeiro foi para a caçada com o pai, o filho do meio Alistair preferiu ficar pintando um quadro ao lado de Jane no Salão de Audiências. Quando Raymond e Harald não estavam presentes, cabia a Jane resolver as pequenas questões burocráticas que surgiam entre os habitantes do castelo. Em dado momento, Tyreek, Comandante da Infantaria Karlvindia, interrompeu a audiência e atravessou todo o salão em direção a Jane, que estava sentada no trono de seu pai.

- Senhora, tem um homem nos portões querendo entrar. Ele não quis dizer o seu nome, mas implorou por uma chance para falar com o lorde. Ele ainda afirmou que não sairá de lá até conseguir o que almeja, e isso tá causando uma pequena discussão entre ele e os guardas. Deve ser apenas mais um pedinte querendo abrigo. O que devo fazer com ele?


Makaveli Killuminati
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Re: Jane I

Mensagem por Makaveli Killuminati em Ter Nov 14, 2017 9:44 am

As vozes odiavam Mirna muito mais que Jane, e qualquer deslize da garota não passava sem algum comentário perverso ou obsceno. Era claro, a convivência com aquilo fazia Jane acreditar em algumas coisas que ouvia, algumas vezes encontrava lógica no que diziam. A resposta de Mirna se deu logo quando Jane começava a ditar o quê era pra ser escrito, a carta era sim para a rainha.

Com a carta selada, Jane sai de seus aposentos, negando a Mirna o papel de enviar a mensagem. O castelo estava praticamente vazio naquele momento, a maioria ainda estava no lado de fora, nos jardins, observando a comitiva de longe e papeando, aproveitando que quase todos estavam presentes no mesmo local. Ainda havia alguns lances de escada para subir até os corvos, e Jane sempre murmurava em seus pensamentos toda vez que encarava os degraus.

No topo do castelo, a carta estava entregue ao corvo, e o corvo enviado. Jane observava o corvo voar em direção a leste, e a porta se abre repentinamente. Taciturna, a Dama de Preto apenas observou a entrada de Meistre Cullen no local, sem comentar nada em resposta ao comentário do meistre, o silêncio não seria estranho, era apropriado para um período de luto, o qual Jane estava bastante acostumada. Por sorte, o meistre não poderia ouvir os comentários das vozes, não havia nenhum respeito em cada palavra falada. Com os dedos entrelaçados em frente ao seu ventre, Jane se afasta para o meistre fazer seu serviço em paz, e deixa o local logo em seguida.

_______________________________


Ficar sentada no trono era por muitas vezes monótono, mas lhe dava a autoridade que tanto gostava. Jane observava a arte que seu irmão do meio desenvolvia naquela manhã, se não estava enganada, já havia visto ele pintar a mesma obra dias antes. - Posso saber o quê você está tentando retratar?.. Está há tantos tempo pendurado nesse quadro... - Jane perguntou para eliminar o tédio, e sua curiosidade.

Em dado momento, Tyreek adentra o salão do trono, sendo observado por praticamente todos, principalmente pela Guarda Upton, sempre atenta. Após cruzar o salão, o comandante se posiciona em frente a Jane, entregando sua mensagem.

Antes de Jane tirar suas conclusões e tomar uma decisão, as vozes, sempre criativas, já haviam tomado várias decisões. Nenhuma delas adequadas, mas algumas particularmente interessantes. Sem deixar o comandante esperando por muito tempo, Jane o responde. - Traga o homem até aqui. Mas o avise antes que... Se ele não conseguir captar minha atenção com o quê ele tiver para falar, ele perderá as bolas dele... Sendo assim,
ele não deve mais os incomodar se não for algo importante.
- A dama de preto falava com a maior naturalidade, com sua voz suave que fazia ser difícil acreditar que tais palavras saíram de sua boca.
Elminster Aumar
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Re: Jane I

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Dez 17, 2017 9:13 pm




Alistair respondeu à sua irma sem tirar os olhos do quadro que pintava.

- Estou desenhando o nosso tio León em duelo com o Senhor Greyjoy na ponte de cordas, mas ainda não está do jeito que eu quero. Estou com dificuldades para imaginar como é o rosto do Senhor Greyjoy. Como pintar o rosto de quem eu nunca vi?

Ele deixou a pergunta no ar. Alistair era bastante jovem mas possuía um dom incrível para as artes, e agora que Jane reparava bem no quadro a gravura do Sor León era facilmente reconhecida. Depois, quando foi interrompida por Tyreek, Jane deu-lhe ordens para trazer o forasteiro até o Salão de Audiências. O comandante prontamente foi atender o seu pedido, retornando algum tempo depois com um homem em seu encalço. O forasteiro era um homem de barba espessa e descuidada, ele não era muito alto mas era forte e levemente barrigudo. Trajava vestes simples com uma capa amarronzada que contrastava com os seus muitos anéis com pedras preciosas.

- Eu vim falar com o Lorde dessa Casa, não com a sua filha - disse o homem ao se postar em frente à Jane, com as mãos juntas às suas costas.

Tyreek lançou um olhar ameaçador em sua direção.

- Já te falei que na ausência do Lorde Raymond, a Senhora Jane é quem trata os assuntos dessa Casa. Se não tem nada a dizer a ela, então devemos levá-lo embora, e será com menos gentileza do que quando entrou. 

O homem rapidamente pareceu mudar de ideia.

- Bom, nesse caso - começou o homem, falando diretamente com Jane -, espero que a senhora entenda o lucro e os benefícios do que irei propor. Eu sou Jarvesck e venho de muito longe. Talvez a senhora já tenha ouvido falar das famosas arenas de luta de Meeren. Temos de tudo um pouco lá. Homens se digladiando até a morte, homens enfrentando animais, e animais enfrentando uns aos outros outros. Eu, particularmente, tenho como especialidade as arenas com ursos. Grandes animais de presas letais, caso a senhora não conheça. Pois bem, eu vim aqui oferecer a instalação de uma dessas minhas arenas em sua propriedade. É uma diversão e tanto para a plebe, isso eu garanto.

Jarvesck não possuía nenhum sotaque diferente, o que dava a entender que ele nasceu em Westeros e fez a vida do outro lado do Mar Estreito. Além dos anéis de alto custo, ele cheirava a algum perfume adocicado.  

Makaveli Killuminati
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Re: Jane I

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Dez 18, 2017 10:46 am

Com um olhar mais atento, agora ficava claro o que Alistair tentava representar. Não tinha como negar que ele tinha talento, e tudo indicava que Alistair era perfeccionista, um "defeito" comum entre a família. Mantendo a atenção ao quadro, Jane reflete a questão levantada pelo seu irmão. De fato, as descrições físicas poderiam ajudar o garoto a terminar seu trabalho, mas talvez aquilo não fosse tão importante quanto Alistair julgava.

- Poucas pessoas em Westeros viram o rosto de Balon Greyjoy, e a maioria está para além do Mar Poente. Talvez o rosto do Senhor Ceifeiro não seja importante, mas o que ele representa... - Jane comentava repousando seu rosto em uma das mãos, com o braço perpendicular ao encosto do trono e apoiado com o cotovelo.

- Se você não tem faltado as lições de história e heráldica, sabe o que ele representa. - A regente do Castelo da Prata se referia a uma figura de rebeldia, desonra e pura maldade, esteriótipo vivo no imaginário do povo do oeste que conviviam com saques rotineiros dos homens de ferro.

_______________________________


Tyreek novamente adentra o salão, desta vez acompanhado do tal forasteiro. O desconhecido se vestia de forma simples, mas as pedras que carregava em seus dedos denotavam um valor maior do quê um simples homem poderia ter como posse. As primeiras palavras do homem causaram confusão na mente de Jane, que era motivada a cumprir com o quê havia dito anteriormente, nenhuma das personalidades que a perturbava estava pegando leve com o homem. Tampouco Jane queria, o semblante da regente não demonstrava nada, um olhar quase sem vida encarava o forasteiro. Jane deixou que Tyreek repreendesse o forasteiro, embora achasse totalmente desnecessário se ele de fato tivesse dado o recado que ela tinha mandado momentos antes. O homem repensou sua atitude e desembuchou logo, falando do que se tratava sua visita. Jane escutava tudo o quê era dito, o semblante em sua face permaneceu o mesmo de antes. O modo que o homem falava a incomodava, e após terminar, ela responde imediatamente.

- Que tipo de mula você acha que eu sou para não saber o que é um urso?.. Desde que entrou no salão o que mais fez foi desrespeitar o decoro e insultar a dignidade do povo local. - A feição de Jane agora ficava séria, cerrando as sobrancelhas, de modo que os olhos e as próprias sobrancelhas ficasse bastante destacadas por conta da maquiagem pesada.

- Nem eu, e muito menos meu honrado pai, concordaremos em implementar esse tipo de entretenimento selvagem aqui em nossas terras. - Jane não poderia nunca fazer qualquer menção a favor de uma ideia daquelas, seria uma afronta aos Sete e logo a notícia se espalharia.

- Levem este homem para o calabouço... Ele precisa de um tempo para refletir sobre sua ousadia. - Jane dava a ordem olhando para os soldados. Qualquer resmungo ou reclamação feita pelo forasteiro foram ignoradas após a ordem. Não iria voltar atrás, não poderia compactuar com o quê havia sido sugerido. Pelo menos, não abertamente.

Jane ficaria no salão o tempo que seu dever a demandasse, e após cumprir com o tempo demandado, se recolheria e deixaria a sala do trono. A regente ainda mastigava a ideia do forasteiro, pensando obviamente nos lucros que poderia render para a casa. A verdade é que pouco se importava com a dignidade de seus prisioneiros ou com a fé dos Sete. Ao anoitecer, Jane caminha entre os corredores do castelo, indo em direção ao calabouço, não se preocupava em se esconder, como regente ela tinha acesso aos calabouços para fazer visitas protocolares. No calabouço, a regente pedia um momento a sós com o prisioneiro, dispensando os guardas por um breve período para que pudessem conversar longe dos ouvidos de todos.
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Re: Jane I

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Dez 24, 2017 10:43 am



O forasteiro começava a perceber o perigo em que se encontrava nas primeiras respostas de Jane. Enquanto Alistair prosseguia com a sua pintura de forma despreocupada, o clima em todo o resto do salão estava tenso.

- Muitas pessoas não sabem o que é um urso, senhora, principalmente para além do Mar Estreito, que é de onde eu venho - justificou o homem. Quando Jane disse que eles não aceitariam aquele entretenimento selvagem, Jarvesck engoliu em seco antes de dizer: - Eu não tive a  intenção de insultar a você e a sua Casa, senhora, e sim em trazer lucros e glórias a todos vocês!

Ele falava como quem temesse uma punição, e ela veio da boca de Jane, que mandou que o levassem para o calabouço. Tyreek, que já parecia bem irritado com a postura do homem, aproximou-se dele.

- Por favor, não! - suplicou Jarvesck - Me dê uma nova chance de me explicar, por favor!

O homem se ajoelhou diante do trono, implorando. Tyreek o segurou pelo braço e com uma facilidade impressionante o levantou.

- Você já gastou todas as chances que tinha - disse o comandante.

Tyreek, acompanhado por mais dois homens da Guarda Upton, arrastou o forasteiro para fora do salão. O homem continuou choramingando e bradando perdão ao longo de todo o caminho. Os curiosos que estavam no salão aplaudiram a decisão de Jane, muitos apenas para agradá-la e outros por que a temiam. Todo o ocorrido não abalou Alistair, que continuava debruçado em desenhar o rosto de Balon Greyjoy da forma que Jane o aconselhara a fazer.

A tarde se passou sem novos problemas, porém nada da comitiva que foi para a caça matinal retornar. Jane Upton sabia que algumas caçadas poderiam se estender por alguns dias, havia todo um trabalho em encontrar o animal certo - normalmente um javali de porte grande - e encurralá-lo para que o próprio Lorde pudesse abatê-lo, isso quando ele não deixava que seu filho Harald o fizesse. A noite chegou sobre o Castelo da Prata, e Jane foi vista caminhando pelos corredores em direção ao subsolo, aonde ficavam os calabouços. Ela não precisou pedir duas vezes para dispensar os guardas que tomavam conta das celas. Jarvesck estava numa dessas celas, ele portava as mesmas roupas com que entrada no castelo, porém suas jóias haviam sido retiradas. O forasteiro, que estava quase dormindo de tédio, abriu os olhos para ver através da baixa iluminação quem havia se colocado a frente de sua cela.

- Senhora Upton? - era uma pergunta que não precisava de resposta. Ele se endireitou no piso duro de sua prisão, e começou novamente a se desculpar, porém rapidamente foi freado por Jane. Não seria bom para ela que ele fizesse muito barulho. Então ele lhe fez uma pergunta: - O que posso fazer para sair daqui, senhora? O que quer de mim?

Makaveli Killuminati
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Re: Jane I

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Jan 03, 2018 2:08 pm

Quando o prisioneiro percebeu a presença da senhora do Castelo da Prata, logo se recompôs em sua cela, muito mais manso do que no primeiro encontro que tiveram. O tempo na cela tinha sido bom para o homem, um pouco de juízo havia conquistado em sua solidão, mesmo em tão pouco tempo. Uma semana a mais e Jane apostaria que o homem sairia da cela totalmente quebrado. Já a sua mente perturbada pensava duas coisas diferentes, e convincentes. Parada em frente ao prisioneiro, Jane fica com o olhar vazio, ignorando totalmente a presença do homem, pensativa. Jane estava tentando entender se o que viera fazer no calabouço era sua ideia, ou ideia das vozes que a perturbavam. De qualquer maneira, parecia uma boa ideia.

- Por favor, cale a boca. - Jane comenta de forma calma e soando educada, apesar das palavras. Era um pedido ao homem, e as vozes. Jane se mantém em frente ao homem, inerte, com as mãos juntas em frente ao colo e os dedos entrelaçados.

- Me fale sobre as arenas, com detalhes... Os participantes, duelos, e principalmente, o lucro. - A regente do Castelo da Prata ignora os questionamentos do homem, de certa forma já havia respondido com sua curiosidade. Jane espera pela resposta do prisioneiro, atenta para o que ele tinha a dizer, afinal de contas, uma de suas qualidades era sua visão administrativa, que também condizia com os negócios que sua casa administrava. Toda forma de obter lucro deveria ser ouvida e estudada, não que já não tivesse estudado a ideia durante todo aquele dia, mas ouvir o que um profissional da área tinha a dizer era sempre importante. Jane deixou o homem terminar de falar sobre as arenas e emendou com outra pergunta.

- Suponho que não é a primeira proposta desse tipo que você fez em Westeros, ou nas Terras Ocidentais... Me diga, quantas arenas estão em funcionamento aqui nas Terras Ocidentais? - Outra vez Jane espera sua resposta, com a postura reta, sem mexer nenhum músculo desde que se firmou em frente ao prisioneiro. Sua figura, apesar de frágil, era opressora. Talvez fosse o seu semblante, ou a roupa opulenta, ou a falta de hesitação em fazer algo que o prisioneiro poderia não gostar.

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Re: Jane I

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