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Derfel I

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Elminster Aumar
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Derfel I

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Nov 15, 2017 11:42 am



DERFEL I


Os últimos dias foram inquietos para Derfel Weaver, herdeiro de Covil da Aranha. Ele vivia a expectativa de conhecer a sua prometida, Leonetta Brune, uma garota de Antro Terrível que recém completara os quinze anos. O pouco que Derfel conhecia dela o agradava: diziam-lhe que era uma menina doce e de beleza rara, perfeita para desempenhar o papel de uma esposa. Era sabido que ela viria com alguns membros de sua família e um pequeno contingente de guardas, por isso o castelo teve que receber alguns preparativos especiais para acomodar todos eles. Darya, irmã de Derfel e a filha mais velha do Lorde Martyn, cedeu por vontade própria o seu aposento para a família Brune, e ele foi todo decorado com peles de urso marrom, símbolo da casa.

Na manhã que antecedia a chegada da noiva, o escudeiro de Derfel parecia mais nervoso do que o próprio. Philip era irmão de Leonetta, e também estava ansioso por revê-la. Talvez estivesse ansioso também para que Derfel a aceitasse. Sor Arthur Morark foi o responsável por recepcionar os Brune na Vila da Tecelagem e conduzi-los até o pátio frontal do Covil da Aranha, onde todos os Weaver os aguardavam enfileirados. Eram ao todo vinte e cinco pessoas, entre eles Ethon e Jaeda Brune, os pais de Leonetta, além de uma filha mais velha, chamada Adryana. Ethon cumprimentou Lorde Martyn com uma reverência. Ele era um homem de quase meia idade e cabelos grisalhos, e era um dos muitos filhos de Eustace, suserano da Casa Brune do Antro Terrível. Em seguida, sorridente, Ethon pediu para que sua filha Leonetta se aproximasse. As descrições que fizeram dela se mostraram verdadeiras, mas ninguém havia mencionado como ela era magra e mirrada. Talvez fosse por conta da tenra idade, ao menos, era o que Derfel esperava. O rosto dela, contudo, se assemelhava com as histórias de princesas que ele ouvira de sua ama de leite.  Leonetta se apresentou timidamente para os Weaver, com as mãos segurando as pontas da saia. Quando o seu olhar se encontrou com o de Derfel, ela sorriu acanhada, e o seu sorriso a deixava mais bonita ainda. Houve um burburinho entre as irmãs de Derfel.

- E você é o pequeno príncipe - disse Ethon, se aproximando do herdeiro do Covil da Aranha. Era engraçado ele o chamar de pequeno, uma vez que aos dezenove anos, Derfel já era mais alto do que ele próprio. Ethon colocou uma mão em cada braço de Derfel, e o olhou de baixo para cima com um sorriso presunçoso no rosto, como se o medisse se ele era um bom partido para a sua filha. - Você é um guerreiro. Acertei? Não que isso importe muito, mas dizem que homens fortes trazem mais fortuito para as suas Casas. - Ele então percebeu Philip, seu filho, às costas de Derfel, ainda fazendo o seu papel de escudeiro. Ethon o abraçou e bagunçou os seus cabelos. - Aqui está você, meu garoto. Não precisa manter tanta formalidade em minha presença. Espero que você não esteja dando muito trabalho para o Lorde Weaver.

- Nenhum trabalho, Ethon - afirmou Martyn. - Philip é um bom rapaz e muito corajoso para a sua idade. Ele e Derfel se dão muito bem. Sei que todos nós temos muito a conversar, mas creio que ninguém está mais ansioso por uma conversa do que o meu filho e a sua filha. Deixemos que os dois se conheçam melhor, e será melhor que façam isso a sós. Filho - disse olhando para Derfel -, não gostaria de levar Leonetta para conhecer alguma parte do castelo ou até mesmo o nosso bosque?

Era de manhã, num dia ensolarado, e Derfel sabia que ele dispunha ainda de algum tempo até a realização do banquete que estava previsto para começar no inicio da tarde.

Sayd
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Re: Derfel I

Mensagem por Sayd em Qui Nov 16, 2017 3:16 pm

No dia da chegada de minha noiva, acordo cedo e tento me distrair com trivialidades afim de conter minha própria ansiedade. Escolho minhas melhores vestes para a recepção e, notando que Philip parece tenso, tento tranquiliza-lo dizendo apenas “Anime-se, meu amigo. Hoje será um dia maravilhoso, eu tenho certeza.”

Durante a chegada da comitiva dos Brune mantenho-me o mais ereto e sorridente que posso, sem no entanto parecer afetado. Retribuo o sorriso acanhado de Leonetta olhando-a com doçura, mas logo desvio a atenção para seu pai. Respondo às suas falas com um sorriso sem jeito e um aceno afirmativo com a cabeça. Seguro no ombro de Philip de uma maneira bem camarada quando o pai fala com ele.

Meu próprio pai então pergunta se eu não gostaria de conversar com minha noiva e eu respondo “É o que mais desejo nesse momento pai”, e então, voltando-me novamente a lord Brune eu digo, “É um prazer enorme receber a você e sua família, lord. Com sua permissão levarei sua filha para conhecer o Covil da Aranha. Apenas se ela também tiver esse desejo, é claro...”, eu completo, voltando-me então a Leonetta e esperando que ela concorde em me acompanhar.

Presumindo que ela e o pai concordem com isso, eu guio seu cavalo até a porta do castelo, onde os ouvidos de nossos familiares já não podem nos ouvir, e, ajudando-a a desmontar, beijo sua mão com uma reverência e digo “Minha cara Leonetta, espero não ter decepcionado suas expectativas, pois você certamente superou todas as minhas. Seja bem-vinda à minha casa.”

Dou então ordens para que algum cavalariço leve o cavalo dela até a estrebaria e sigo conversando com ela. Ofereço água, caso ela tenha sede. “Gostaria de leva-la para conhecer nosso Bosque Vermelho, mas imagino que você esteja cansada da viagem e prefira nesse momento um passeio mais leve. Acompanhe-me por aqui para que eu te mostre a vista de cima de nossas muralhas... em seguida podemos passar pelo septo, se você não estiver muito cansada. Fizeram boa viagem?”

Eu deixo que ela fale e faça perguntas. Se ela se mostrar muito tímida não vou força-la e tentarei deixar claro (através de gestos e expressões) que estou satisfeito com a companhia dela, seja como for.

Chegando ao topo das muralhas eu começo a indicar a ela os acidentes geográficos ao redor “Este é o rio Arroioazul e aquele é o Bosque Vermelho. Ali em baixo está a Vila da Tecelagem. Posso te mostrar a tecelagem e a tinturaria mais tarde. Aliás, que belo tecido você está vestindo. Vejo que tem muito bom gosto... isso é valorizado por aqui.”
Elminster Aumar
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Re: Derfel I

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Dez 17, 2017 12:24 am



O Lorde Weaver e Ethon sorriam para Derfel, como se aprovassem o seu comportamento cavalheiro com Leonetta. O pai de sua prometida disse em tom de brincadeira:

- Não precisa me chamar de lorde, pequeno príncipe. Eu não mando nem mesmo em minha própria casa - riu ao lançar um olhar para a sua esposa. Jaeda não pareceu achar graça e retribuiu com um olhar carrancudo. Ethon teve o bom senso de rapidamente retomar o assunto anterior. - Como dizíamos, tenho certeza que a minha filha vai adorar conhecer o castelo em sua companhia. Você tem a minha permissão, mas não faça nada com ela que não gostasse que fizesse com você.

Derfel não soube interpretar se aquilo fora dito novamente em tom de brincadeira ou não. Leonetta não precisou dizer nada, apenas acenou positivamente com a cabeça antes de Derfel acompanhá-la até a portão do castelo. Ele a ajudou desmontar do cavalo, beijou sua mão e proferiu belas palavras, que foram recebidas por um acanhado sorriso. Enquanto algum cavalariço vinha levar os cavalos para uma estrebaria, Leonetta deu uma última olhada para trás para ver onde estava a sua família e só então adentrou o Covil de Aranha ao lado do filho do Lorde Martyn. Ela aceita a sugestão deles irem até o topo do castelo, e durante o caminho, aproveita para contar um pouco sobre como fora a sua viagem.

- Tive que ouvir minha irmã reclamar durante boa parte do caminho que a sua bunda doía de tanto ficar montada em cima do cavalo. E se tivesse que caminhar, ela reclamava de dor em seus pés. Ela tem me tratado como se eu a tivesse obrigado a vir. - Conforme eles iam atravessando os corredores e subindo as escadarias, Leonetta se mostrava preocupada em ser educada com todos que cruzavam-lhe o seu caminho. - Mas, de um modo geral, eu gostei. Nunca havia viajado para tão longe - complementou.

Os dois finalmente alcançam o topo, e a vista de lá de cima era magnífica com todos os elementos geográficos necessários para compor uma bela visão. Leonetta se debruçou sobre a murada e acompanhou a explicação de Derfel. Ali os dois estavam sozinhos, e Leonetta se mostrava muito menos tensa desse modo. Ela ouviu o elogio quanto ao seu vestido, e deu um tapinha no ombro de Derfel.

- Para com isso - disse com um sorriso aberto no rosto, bem diferente daquele demonstrado anteriormente -, você não precisa ficar me elogiando o tempo todo. Principalmente quando estivermos a sós. Eu na verdade já estava cansada desse papel de donzela recatada. O que não fazemos para agradar os nossos pais, não é mesmo?

E então Leonetta surpreendentemente sentou-se sobre o parapeito, virada para o lado de fora. Dali até o chão eram mais do que vinte metros. Ela, contudo, parecia bastante segura do que estava fazendo.

- Venha, sente-se comigo - convidou, abrindo espaço para que Derfel subisse no parapeito. - Eu fiquei me perguntando muito sobre como seria esse lugar, e ainda me pergunto como será morar aqui. É tão longe de casa. Mas me diga, o que vocês tem no bosque? Ele é tão diferente de tudo o que já vi que acho que o primeiro lugar que irei querer conhecer é lá.

Sayd
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Re: Derfel I

Mensagem por Sayd em Seg Dez 18, 2017 12:49 pm

Apenas sorrio condescendente para os comentários de Lord Ethon e suas supostas piadas. Sua esposa não parece muito feliz, mas minha noiva parece razoavelmente animada.

"Engraçado", eu digo, quando Leonetta menciona o desconforto da irmã. "Tive a sensação que sua mãe também não estava muito feliz. Será que tive a sorte de ficar com a mais bem humorada das Brunne?"

Quando chegamos ao topo a menina me surpreende falando de maneira muito mais desinibida e sentando-se temerariamente no parapeito da muralha. Talvez isso seja um teste, ou ela seja um pouco maluca, de qualquer modo me sento ao lado dela com as pernas para o lado de fora.

"Nunca me sentei assim aqui. Não parece muito seguro... mas se algum de nossos pais nos vir e resolver me repreender vou poder colocar a culpa em você", eu digo num tom de brincadeira.

"É um belo bosque, especialmente pela coloração avermelhada das árvores e pela grande quantidade de raposas vermelhas, mas tirando isso não há nada realmente especial nele. Podemos passear por lá se você quiser... na verdade podemos fazer quase qualquer coisa que você quiser." Digo em tom malicioso. "Mas quer dizer então que o papel de donzela recatada já está te cansando. Imagino que isso torne a ideia de se mudar pra cá e ser minha mulher mais animadora... mas confesso que fiquei curioso com o quão não-donzela ou não-recatada você é."

Olho-a diretamente nos olhos desafiando-a a me responder.

"Ora, não vá ficar encabulada. Seus pais não estão aqui e você não precisa fingir ser ninguém na minha presença. Pelo contrário, espero poder conhece-la de verdade."
Elminster Aumar
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Re: Derfel I

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Dez 24, 2017 11:34 am



- Minha mãe não anda muito contente com o meu pai, eles andam se estranhando, mas não sei bem o motivo - explicou Leonetta.

No topo do castelo, Derfel se mostrou preocupado em sentar-se no parapeito, mas o fez assim mesmo. Ele sentiu uma leve vertigem ao olhar para baixo. Leonetta, por sua vez, riu.

- Provavelmente meu pai me mataria se me visse aqui - disse em tom divertido. - Eu sei que não é seguro ficar assim, mas qual a graça da vida sem um pouco de aventura? Eu mal vejo a hora de morar aqui, longe dos meus pais. Se bem que se meu irmão me visse agindo assim, é capaz de contar tudo para o meu pai na primeira oportunidade que surgisse.

Ela deu de ombros e ficou sentada ao lado de Derfel balançando suas pernas. O herdeiro dos Weaver explicou um pouco sobre o bosque e sua coloração incomum, e depois, de forma maliciosa, a desafiou a mostrar o quão não recatada ela era. Leonetta retribuiu o sorriso malicioso e sua mão esquerda passeou pelas pernas de Derfel até alcançar o seu pênis e agarrá-lo com relativa pressão. O toque fez o corpo de Derfel automaticamente se enrijecer, e então ela o soltou e riu novamente.

- Estamos muito altos para esse tipo de brincadeira, eu não quero que você caia devido a emoção e morra logo no primeiro dia em que nos conhecemos. Mas quando a noite chegar e estivermos entre quatro paredes, eu serei toda sua.

Ela colocou um dedo nos lábios de Derfel e em seguida o beijou. Eles ficaram mais algum tempo ali apreciando a vista e o momento. Ao mais tardar, ambos tiveram que descer para o jantar que aconteceria no salão. As duas famílias dividiram uma longa mesa. Martyn e Ethon sentavam-se ao meio, com suas esposas ao lado de cada um. Já os filhos se misturavam. Eram seis filhos dos Weaver ao todo e mais três dos Brune, além de um cavaleiro chamado que fazia parte do ramo dos Brune de Nova Castanha. Ele se chamava Lothor, era um homem de meia-idade e trocou algumas palavras com Duncan. Arianne, uma serva que estava servindo o banquete, sempre que podia fazia questão de lançar um olhar de mau agouro para Derfel e Leonetta. Ela era nova e possuía um enorme ciúmes de Derfel, com quem já teve algumas experiências. As coisas transcorreram naturalmente durante o jantar. Leonetta, sempre muito educada e tímida a frente dos pais, respondia todas as perguntas que lhe faziam, principalmente das irmãs de Derfel que se mostravam um tanto curiosas sobre ela.

Acabado a confraternização, Derfel e Leonetta subiram ao quarto. A jovem garota novamente se transformou, mostrando atitude ao se jogar nos braços de Derfel assim que trancaram a porta. Leonetta compensava o seu corpo sem tantas curvas com todo o fogo que possuía na cama. Ali eles tiveram a sua primeira noite. Algum tempo depois, quando Leonetta estava nua deitada sobre o peito de Derfel, ambos já satisfeitos pela noite de prazer, a garota fez um pedido:

- Quero conhecer o bosque. Agora. Você me leva?

Sayd
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Re: Derfel I

Mensagem por Sayd em Qui Jan 04, 2018 5:42 pm

“Seu irmão é um bom amigo. Não creio que ele fosse nos dedurar”, eu digo, quando ela menciona que o irmão contaria ao pai deles se a visse sentada sobre a muralha.

Pouco depois minha noiva pega o meu pênis sobre minhas calças, deixando-me bastante surpreso, o que eu não disfarço. Fico um pouco preocupado com o temperamento dela, mas é bom conhece-la para saber como deve ser tratada. Pelo visto não é bem como uma dama, mas isso tem suas vantagens... como eu descobriria à noite.

Esforço-me para causar uma boa impressão com meus futuros parentes durante o jantar. De maneira sádica solicito várias vezes a atenção de Arianne, forçando-a a servir muitas vezes minha futura esposa. “Trate bem minha noiva, pois um dia ela será a senhora dessa casa, hein?”, eu digo em tom de brincadeira. Não costumo agir assim e talvez tenha sido influenciado pelo álcool.

Após me deitar com Leonetta (ocasião em que aproveito para verificar se a moça era virgem), ela me pede para conhecer o bosque. A ideia de uma excursão noturna a dois me agrada bastante.

“Hum... acho que você merece alguma recompensa pelo bom desempenho. Vamos sim”, eu respondo. “Vamos levar um odre de vinho conosco, inclusive.”

Desço até as estrebarias tentando não chamar a atenção de ninguém no castelo e ordeno ao cavalariço adormecido que prepare meu cavalo e de minha noiva, “rápido e sem estardalhaço”.

“Está sendo um grande prazer te conhecer melhor, Leonetta”, eu digo, enquanto os cavalos estão sendo preparados. “Acho que faremos uma bela dupla.”

Um pouco depois, quando já estamos montados e próximos ao bosque eu abro o odre de vinho e dou um longo gole, entregando a bebida a ela logo em seguida.

“Confesso que sua atitude liberal me surpreendeu bastante, mas não posso reclamar. É bem melhor do que se você fosse uma puritana. E entendo seu desejo de deixar logo a casa de seus pais para vir morar aqui, mas espero que compreenda o papel que deve desempenhar...”, e completo em tom de brincadeira “ou então terei que disciplinar minha noiva!”

Depois das respostas dela a esses comentários eu passo a tratar de assuntos mais triviais, fazendo observações sobre o bosque na medida em que avançamos pelas trilhas. Me certifico de que conheço o caminho que estamos fazendo e que não há possibilidade de nos perdermos. Sigo em direção a uma clareira aconchegante onde há um tronco caído no qual podemos nos sentar um pouco e terminar o vinho.

Caso não ocorra nada excepcional durante o passeio retorno ao castelo com Leonetta antes que a noite termine, tentando novamente evitar as atenções das pessoas no castelo.
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Re: Derfel I

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