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    Dia 27/12

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    Bravos
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    Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Ter Ago 21, 2018 5:14 pm

    27/12, quarta-feira


    Sllaker
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Qui Ago 30, 2018 11:45 pm

    27/12, quarta-feira, 5h12

    Deitado na cama, Snake viu as primeiras luzes do dia que adentravam pelas persianas e iluminavam o ambiente de forma débil, fazendo aquele pequeno quarto parecer mais medíocre do que realmente era. Do seu lado, ainda em um sono profundo, repousava a mulher com a qual ele passara a noite. Mais sóbrio agora, Henry pôde reparar melhor nas maçãs sobressaltadas do rosto da mulher e nos hematomas de seu pescoço. Se eram obras suas, ele não sabia dizer. Seus olhos, em seguida, deslizaram pelos longos cabelos negros da mulher, que caíam de forma desalinhada do seu ombro e iam ter fim em seus volumosos seios desnudos. Seu nome era Emily... ou seria Evelyn? Ele não conseguia se lembrar.

    Com dificuldades, então, ele desgrudou-se da mulher e se levantou. Percebendo que ainda estava nu, decidiu procurar por algumas peças de roupas no velho armário. Saiu, em seguida, do quarto, e passou rapidamente pela sala, desviando do desgastado sofá no qual acostumara-se a dormir, indo diretamente para o banheiro. Lá, abriu o pequeno armário de espelho e pegou uma aspirina, antes de finalmente tomar uma ducha fria. Sua enxaqueca, a mulher na cama e seu bafo de álcool não o enganavam; a noite havia sido boa - ou ao menos era o que parecia ter sido, já que dela ele pouco recordava-se.

    O banho frio, no entanto, parecia ter finalmente lhe acordado, de forma que ele logo se pegou pensando no que faria até o cair da noite e o limiar da reunião. Já era tarde demais para qualquer outro divertimento e cedo demais para qualquer outro compromisso. Na cadeia, em momentos como esse (e esses momentos eram a maioria), ele só podia acender um cigarro e observar o dia passar. Mas agora ele estava livre e, em sua mente, ainda havia uma pequena pendência para quitar. Era hora, então, de visitar o bar de um velho amigo.

    27/12, quarta-feira, 5h47

    Snake parou o carro no grande estacionamento da entrada. O bar estava fechado, assim como ele previra. Havia muitas formas de matar um homem sem necessariamente tirar a sua vida. Para alguns, os filhos são tudo; para outros, apenas o dinheiro importa. Para Jack, o bar era o seu maior patrimônio. Nada, nem mesmo a morte, poderia feri-lo tanto quanto a perda daquele lugar.

    Snake não se prolongou, portanto, tudo havia de ser rápido. Assim que retirou o material do porta-malas, apressou-se em direção as largas janelas do bar. Elas forneceram uma entrada fácil depois que, com dois golpes com a chave de roda, Snake estilhaçou-as ao chão. Lá dentro, permitiu divertir-se um pouco antes de terminar tudo. Espalhou todas as mesas e quebrou as cadeiras contra as prateleiras de bebidas e quadros de mulheres que enfeitavam o ambiente. Logo todas as janelas estavam quebradas, mesas derrubadas e bebidas destruídas. Nada além do balcão permaneceu como estava.

    Enfim era de partir. Mas Snake não o fez, não antes de espalhar por todo o bar o conteúdo que trazia dentro de um galão. Logo o cheiro de gasolina se impregnou no ar e, após o lançar de um isqueiro, chamas se acenderam e consumiram o bar por inteiro. O dia havia começado para Snake e começado de forma bem iluminada.  

    Samuel manda lembranças. — Ele sussurrou, antes de partir com o carro na mesma velocidade com a qual havia vindo. — Quem diz que a vingança é amarga não tem paladar. Ela é doce, doce como o beijo de uma amante.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Seg Set 03, 2018 8:44 pm


    27/12, quarta-feira, 18h53


    Botar abaixo o bar do velho Jack talvez tenha sido a melhor coisa que ele havia feito desde que saíra da cadeia. Sentiu-se francamente revigorado e pronto para descer o cacete em quem quer que fosse necessário. Durante o resto do dia Snake mal conseguia pensar. Depois que voltou em casa encontrou a garota da noite anterior e eles fizeram um vale a pena ver de novo fantástico. Levou-a para tomar um café mais digno, o que queria dizer um café comprado num food truck com um donuts. Depois se despediram e Henry esperou... Já tinha feito isso muito na cadeia e, de certa forma, naquela ocasião o melhor era fazer o mesmo.


    Quando a noite começou a cair, ele levantou-se da cama e botou o café de sua cafeteira velha no mesmo copo que bebera naquela mesma manhã. Desceu para a rua e pegou o carro para ir até o escritório onde eles se encontravam sempre. Fazia frio. Era engraçado como naquela porra de cidade fazia mais frio quando não chovia do que quando o céu estava desabando. Levantou a gola do casaco que levava. Fechou a porta do carro com força. Baixou o vidro. Terminou o café e jogou o copo no chão da via. Eles tinham um Sindicato para desmantelar.




    @Sllaker continuamos! Pode postar até chegar na reunião. Pode dizer também quem já estará lá ou ainda chegará.  Twisted Evil


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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Dom Set 09, 2018 2:18 am

    O vento frio entrava pela janela do carro e penetrava em suas vestimentas como mil facas, fazendo até seus ossos congelarem. O café amargo, assim como o casaco de couro, falhavam em mantê-lo aquecido. O prédio onde Henry passara as últimas noites era uma construção deteriorada da década de 30, mas que, apesar dos corredores lúgubres e da aparente falta de receptividade, conseguia mantê-lo minimamente confortável a um preço baixíssimo. Enquanto ele fitava a sua janela no 4º andar, ansiou poder ter tempo para voltar lá e ligar mais uma vez para Evellyn, onde, finalmente, ele encontraria conforto e calor, entre as pernas acolhedoras da mulher.

    Mas a noite já começava a cair e, com ela, vinham os ratos que começavam a sair de suas tocas. Em meio aos fétidos bueiros entupidos e calçadas imundas, traficantes, prostitutas e viciados procuram abrigos em qualquer beco mal iluminado ou sarjeta escusa. Ambientes dos quais Henry se acostumara a frequentar e onde tornara-se, por fim, Snake. Ele não sentia saudades dali. E nem conseguia. Não era algo que podia desvencilhar-se dele. No fim, era nessa podridão, violência e agonia onde ele havia crescido e onde ele realmente se sentia em casa.

    Seus pensamentos dispersaram-se, quando, entre os poucos transeuntes que iam e vinham, ele notou um vulto, que caminhava da calçada a passos sôfregos em direção ao veículo. A luz amarelada de um dos postes que ainda funcionava revelou um sem-teto, que se aproximou pedindo por esmolas. — Eu podia tá roubando... mas tô pedindo. — O homem disse, sem saber se ameaçava ou implorava. Snake encarou a expressão de cão abandonado que o sujeito tentava fazer, antes de subir o vidro e dar partida no carro.

    Nada era dado de mão beijada naquela cidade. Do céu só caía chuva e cocô de pombo. O resto tinha de ser tomado, fosse na força ou na lábia. Snake aprendera isso cedo e talvez fosse por isso (e também por Larry) que ele estava ali hoje. Quando o sinal de trânsito finalmente ficou verde, ele não demorou e partiu, saindo da calçada e atravessando o cruzamento como uma bala, deixando para trás o antigo prédio, seus pensamentos e também o mendigo, que resmungava com os punhos ao ar.

    ***

    Após alguns minutos e algumas ultrapassagens, Snake chegou ao escritório dos Wood’s e ao local onde seria realizado a reunião. Ele parou o carro na frente do prédio, onde conseguiu ver cinco Harleys paradas sendo observadas por um ruivo e dois brutamontes com coletes d’Os Crias. Era fácil supor, portanto, que James e Smoke já haviam chegado e deixado seus guarda-costas do lado de fora. Era melhor assim. Entretanto, Snake não encontrou nenhum sinal da Facção ou de seus membros e, conhecendo Emmet, ele não seria tão discreto em relação a sua vinda quanto Os Crias, de forma que sua presença seria notada com facilidade. — O filha da puta ainda não chegou... — Mesmo que sua ajuda fosse imprescindível, Snake ainda mantinha um pé atrás com Emmet e a Facção.

    Saindo do carro, Henry se aproximou e cumprimentou os membros d’Os Crias. O ruivo barbudo, ele reconheceu, era o Bullet, e os outros dois, conforme foram apresentados e informavam os coletes, eram Ryan e Buffalo. Ambos eram corpulentos, com peitos compactos e braços largos. Ryan tinha um corte militar e olhos claros como um par de Luas. Buffalo era o mais velho dos três, ostentava um bigode negro e uma cicatriz do lado direito do rosto que parecia indicar uma história interessante.

    Deixando-os a sós novamente com suas motos, Snake entrou no prédio e, antes que pudesse subir as escadas, encontrou Ghost fazendo a segurança do primeiro andar. Roger não era tão intimidante como Buffalo, Ryan ou Denis, mas era alguém em que se podia confiar. E, porra, isso era uma qualidade da qual poucos podiam se gabar. Após cumprimenta-lo, Ghost informou que Denis estava cuidando do terceiro andar e que Larry e Clive aguardavam no escritório junto de James e Smoke.

    Seguindo pelos três lances de escadas, Snake encontrou Denis sentado em uma cadeira folheando uma revista Playboy. O maldito parecia concentrado nas mulheres nuas, mas não deixou de notar a presença de Henry. — Coelhinhas versão natalina, hehe. — Denis disse, recepcionando Snake com um sorriso enquanto apontava para a capa da revista. — Você precisa pensar mais com a cabeça de cima. — Snake riu. — Eu penso. Mas com mulheres, quando não estamos com elas na cabeça, estamos com a cabeça nelas, hehe. — Denis respondeu, gargalhando.

    Snake continuou pelo corredor do terceiro andar, até parar na última porta à esquerda. Bateu com os nós dos dedos da mão direita duas vezes contra a madeira, como sempre fizera, antes de abri-la.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Dom Set 09, 2018 7:00 pm


    27/12, quarta-feira, 19h15


    Aquela era a cidade de Snake e estar ali com aquela gentinha era mais que familiar: era ele. Quando parou diante do prédio onde ficava o escritório de Larry, os Crias já estavam lá. Cumprimentou Bullet, Ryan e Buffalo, os rapazes que ficaram embaixo garantindo a segurança das motos e dos líderes da gangue, que já deveriam estar lá em cima com Larry e Clive. Aquela reunião era de certa forma, um grande perigo. Eles haviam dado um golpe no Sindicato e ainda não haviam recebido a represália. Mas ela viria. Cedo ou tarde. As represálias sempre chegam. Agora, eles juntos poderiam ser uma presa fácil de encontrar. Contudo, nem de longe seriam uma presa fácil de ser capturada.


    Ghost fazia o meio de campo. Era claro que haveriam diversas barreiras humanas entre a porta e a reunião. E Roger era o cara de confiança de Larry para aqueles casos. Ele não era exatamente corpulento ou sociável, mas era esperto o bastante para dar o jeito dele para arranjar o que fosse preciso. Isso era sua marca registrada. - Aí em cima ainda tem o Denis, no terceiro andar. Os homens da Facção ficarão no segundo. Larry, Clive, James e Smoke já estão no escritório. - Henry balançou afirmativamente a cabeça e subiu para encontrar Denis que se entretinha olhando algumas mulheres despidas. Sua piada infame era típica.


    Bateu duas vezes na porta e ela se abriu, deixando pouco mais de dez centímetros de brecha. Clive estava encostado do lado dela e olhou de soslaio para Snake que estava na porta. Depois terminou de abri-la. - Com você chegando, só falta o Emmet. - A porta aberta releva a mesa mais que conhecida, com Larry na cabeceira e James e Smoke sentados do lado direito. Clive indica a cadeira da outra cabeceira para Snake, com um gesto de queixo. Ele, como de praxe, ficaria em pé do lado de Larry.


    - E ae, garoto? Conseguiu mesmo o apoio dele? Parece que não tá querendo chegar.... - James disparou antes mesmo que Henry pudesse se sentar na cadeira. A porta se fechava atrás dele. Clive chegou a intervir: - 'Cê sabe como é aquele traveco. - Larry estava com os cotovelos apoiados na mesa, mãos juntas e dedos entrelaçados, com a boca apoiada sobre tudo isso. Parecia estar com uma nuvem negra própria sobre a cabeça. Nunca ele estivera tão perto de dar o golpe no Sindicato que ele sempre quisera dar. Ainda mais depois de Jane...



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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Qui Set 13, 2018 10:47 pm

    Toc toc. A madeira da porta ressoou quando Snake bateu, antes de finalmente abrir, rangendo as dobradiças somente para revelar o homem que guardava-a. Clive, pela brecha que a porta meio-aberta formava, analisou Snake de soslaio antes de deixá-lo entrar. — Com você chegando, só falta o Emmet. — O braço direito do Larry disse. Em resposta, tudo o que Henry pôde dar foi um aceno de cabeça.

    Quando adentrou no escritório, Snake encontrou os assentos da grande mesa de reuniões devidamente ocupados. Na cabeceira, como sempre, estava Larry. Com os braços sobre a mesa e as mãos cruzadas, o homem parecia mirar em algum alvo distante. Do seu lado direito, sentavam-se James e Smoke, representando Os Crias. Clive, por sua vez, indicou em um gesto a cadeira em qual Snake deveria ocupar, deixando assim os assentos à esquerda disponíveis para Emmet e a Facção.

    E ae, garoto? Conseguiu mesmo o apoio dele? Parece que não tá querendo chegar.... — James indagou, sem perder tempo ou deixar que Snake se acomodasse. James e seu pessoal eram bem diretos sobre o que queriam. Isso geralmente agradava Snake, mas essa não era uma dessas ocasiões. Ele também odiava não ter resposta para certas perguntas e, por mais que não pudesse garantir que Emmet viria, ele tinha de acreditar nisso.

    'Cê sabe como é aquele traveco. — Clive respondeu, parecendo perceber a hesitação de Snake. Este apenas tomou seu lugar a mesa e, servindo-se de uma das bebidas dispostas sobre ela, tratou de amenizar os ânimos. — Emmet está vindo. Sabemos como ele é bem… vaidoso. Não apresse as moças, pois hoje nós temos toda a noite. — Snake respondeu. — E amanhã será o grande dia. Dia de acabar de vez com o Sindicato e o seu derramamento de sangue. Isso, ou morrer tentando.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Ter Set 18, 2018 9:55 pm


    27/12, quarta-feira, 19h37


    Eles souberam que Emmet havia chegado por conta do som do carro. Aquele cara não se esforçava para ser discreto. Aliás, ele se esforçava um bocado por chamar atenção. A verdade é que pouquíssimas vezes a Facção se aventurava fora de seu estreito território, mas quando o faziam, era em grande estilo. Clive foi até a janela para olhar. - É... Ele chegou.... Poucos momentos depois Emmet e o Adepto estavam dentro daquela sala, sentados nas cadeiras reservadas para eles. O chefe da Facção estava todo produzido, uma dragqueen de estirpe. Clive andou até seu canto de praxe. Larry então falou pela primeira vez:


    - Estamos aqui hoje para planejar o maior golpe contra o Sindicato. E nós vamos derrubá-los, ainda que eles caiam em cima de nós. - Todos se entreolharam enquanto aquelas palavras pareciam ecoar alguns segundos. Todos sabiam da chance enorme de tudo aquilo dar errado. - Agora, não temos todo o tempo do mundo. Vamos falando o que foi descoberto.


    James pigarreou tomando a palavra. - Meus caras foram aos bares, puteiros, pontos de drogas... Como foi pedido. - Acenou com a cabeça para Snake. - Depois do golpe que vocês deram com as armas, Colossus mandou fazer "queima de estoque". Reaver o dinheiro que foi investido e perdido. Só que eles não estão perdendo tempo, já estão se armando de novo. E a pior parte: o nome dos Wood's boys está correndo nas bocas. Vocês tão no alvo. - Uma visível preocupação se estendia em seu rosto.


    - Conta uma novidade, mon amour. - Retrucou Emmet. - As garotas perderam menos tempo e descobrimos algo mais interessante: o Sindicato tem dinheiro demais. - Sorriu um sorriso contigo e zombeteiro. - E quando você tem dinheiro demais, gastar com arma, droga e putas é pouco. Eles estão começando a comprar arte e jóias. - O olhar de Clive, que subiu dos seus próprios sapatos para os olhos de Emmet pareciam faiscar com aquela informação. - Só que essas coisas vão direto para o Oasis. O local mais seguro do Sindicato. E de lá, vão para a mansão de Colossus... De he-li-cóp-te-ro.


    Sempre havia rolado um boato que o Oasis tinha mesmo um heliponto. O local exato do heliponto era desconhecido. Tanto porque pouquíssimos costumavam usar aquele meio de transporte, tanto porque o local que era o cabaré do Sindicato era imenso. Arriscando daria para dizer que talvez todas as atividades do prostíbulo se concentravam em pouco menos da metade daquele local. Muito estava inacessível atrás de seguranças bem robustos e pouco simpáticos.


    - Tá e a gente faz o que com essa informação, bonita? Os Woods já roubaram o Sindicato uma vez, nunca eles deixarão que roubem uma segunda. - Cortou James com muita razão. Depois da investida contra o barco eles haviam evitado até mesmo sair de seus poucos territórios. - Achei que sua gangue de motoqueiros ia ser mais corajosa, gatão. - Aquela troca de farpas talvez fosse algo inédito no submundo das gangues. Usualmente eles já teriam saído no braço, mas eles estavam do mesmo lado ali. - Você falou que vão direto para mansão de Colossus? - Foi o que Larry ponderou, por fim das contas.



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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Qui Set 27, 2018 10:33 pm

    Antes mesmo da confirmação do Clive, todos já sabiam de antemão que o Emmet da Facção havia chegado. Quem mais poderia ser, afinal? O barulho dos motores que ressoaram pelo escritório haviam entregado-o. Emmet e seu pessoal pouco faziam para acobertarem sua vinda a reunião. Isso incomodava Snake. Era preciso ter cuidado. Todos haviam esperado pacientemente pela chegada do travesti que, quando ela finalmente se concluiu, Snake não deixou de se perguntar se era ela uma presença realmente necessária. Infelizmente, a resposta era ‘sim’. Ele sabia o que estava incluído no ‘pacote’ de ter Emmet como aliado. Mas antes isso do que tê-lo como inimigo. Para provarem de seu ódio, já bastavam os filhas da puta do Sindicato.

    Quando todos tomaram seus lugares e se calaram, Larry finalmente deu início a reunião. Era estranho não ter a presença de Denis, Ghost, Samuel... até de Maze Henry sentia falta, mesmo que no fundo lhe amargurasse admitir isto. E entre uma troca de olhares e outra, ele conseguia sentir o que se passava na cabeça de todos aqueles que rodeavam aquela mesa. Era o mesmo sentimento que ele nutria dentro de si: o ódio pelo Sindicato, mas também a certeza de que só ele não é suficiente para derrubá-lo, muitos menos para impedir que todos caíam juntos.

    Assim que Larry passou a palavra, James tratou de informar em seguida tudo o que havia feito e descoberto. — Meus caras foram aos bares, puteiros, pontos de drogas... Como foi pedido. — Ele fez um aceno de cabeça para Snake. — Depois do golpe que vocês deram com as armas, Colossus mandou fazer "queima de estoque". Reaver o dinheiro que foi investido e perdido. Só que eles não estão perdendo tempo, já estão se armando de novo. E a pior parte: o nome dos Wood's boys está correndo nas bocas. Vocês tão no alvo. — Uma expressão de preocupação se formou no rosto de James e tudo que Snake fez foi encarar o logo d’Os Crias estampado na lateral de sua jaqueta.

    O Sindicato não havia perdido tempo e logo tratou de se movimentar para tentar recuperar suas perdas. Por isso Snake esperava, só não imaginava que fosse ser tão rápido. Às vezes era surpreendente o poder que Colossus e sua gangue possuíam. Não era à toa que muitos o temiam. Snake poderia ter subestimado-os dessa vez, mas com o perigo do nome dos Wood’s circulando nas ruas, isso definitivamente não poderá ocorrer outra vez. — Nós estamos no alvo e o Sindicato não costuma atirar duas vezes.

    Conta uma novidade, mon amour. — Respondeu Emmet, bem ao seu jeito. — As garotas perderam menos tempo e descobrimos algo mais interessante: o Sindicato tem dinheiro demais. E quando você tem dinheiro demais, gastar com arma, droga e putas é pouco. Eles estão começando a comprar arte e jóias. — Emmet exprimia um sorrisinho de deboche. Clive pareceu despertar com a informação dada por Emmet; seus olhos faiscaram e o braço direito do Larry parecia ter tido um lampejo de algo ali. — Um plano? — Snake não soube dizer. — Só que essas coisas vão direto para o Oasis. O local mais seguro do Sindicato. E de lá, vão para a mansão de Colossus... De he-li-cóp-te-ro. — Finalizou Emmet.

    Estava aí mais surpresa vinda do Sindicato...

    Sempre correra pelas ruas um rumor de que havia um heliponto no Oasis, alguns chegavam a afirmar até terem visto algum helicóptero saindo de lá, mas até então, tudo isso não passava de boatos inventados por algum viciado alucinado de Nitro. Pelo jeito, os boatos eram verdadeiros. Isso adiciona mais uma particularidade ao Oasis, que não é apenas um cassino, um prostíbulo ou um ponto de venda de drogas; é tudo isso e mais um pouco. Só Deus saberia o que mais se esconde atrás daqueles pilares de mármore.

    Tá e a gente faz o que com essa informação, bonita? Os Woods já roubaram o Sindicato uma vez, nunca eles deixarão que roubem uma segunda. — James interveio, mostrando um lado ponderado que Snake não conhecia. — Achei que sua gangue de motoqueiros ia ser mais corajosa, gatão. — Retrucou Emmet, debochado como só um travesti líder de uma gangue poderia ser. Nesse momento Snake temeu que tudo fosse por água abaixo, com os dois indo de vez para as vias de fato. Sem dúvida teriam ido, em outra ocasião, mas ali todos estavam juntos… ao menos por enquanto.

    Você falou que vão direto para mansão de Colossus? — Larry questionou, como se tentasse elaborar um esboço com aquelas informações. Snake tentou fazer o mesmo, mas sua mente só conseguia imaginar o quanto de jóias, roupas, carros e armas o Sindicato não deveria guardar no Oasis e na mansão de Colossus. Até a porra de um helicóptero os filha da puta possuíam. Snake havia entrado no crime com anseios de crescer e enriquecer, mas tudo o que conseguira com seus pequenos golpes fora um apartamento degredado e alguns anos de cela. Estava na hora de prosperar. Estava na hora de conseguir o que sempre ambicionou.

    Vocês fizeram um bom trabalho. — Snake disse, acenando para James e Emmet. — Com essas novas informações, fica claro pra mim que nós temos que mirar no Oasis. Pode parecer suicida… e talvez seja, mas este é o símbolo do poder do Sindicato. Se acabarmos com esse símbolo, cai por terra também tudo o que ele representa. — Snake deixou um silêncio proposital cair sobre a sala. O que ele estava sugerindo era loucura, mas não se muda o status quo sendo conservador. — O que me dizem? — Perguntou, finalmente, percorrendo um olhar firme por todos que se sentavam à mesa.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Sex Set 28, 2018 10:47 am


    27/12, quarta-feira, 19h42


    As coisas começavam a se delinear. As informações trazidas por James e por Emmet apontavam caminhos a serem seguidos. Snake jogou o valor da aposta lá pra cima: atacar o Oasis. Clive invertiu: - É suicida, é um símbolo forte, mas não basta. - James olhou para Clive com um olhar quase assustado e Emmet soltou um Oh là là seguido de risadas abafadas. - Clive está certo, não basta. - Retrucou Larry, trazendo os olhares para ele. - Se derrubarmos o Oasis vamos mandar uma grande mensagem... Só que não vamos acabar com o problema pela raíz. - Ele não era idiota de dizer o 'mau'. Ninguém ali era bom.


    - Se a maior parte os bens sai do Oasis e vai para a mansão de Colossus, atacar somente o prostíbulo é comprar uma vingança à prazo. Eles vão continuar com recursos, continuar com o líder e talvez sumam por um ou dois anos e aí... Aí eles vão nos pegar desprevenidos quando estivermos achando que ganhamos. - Clive continuou a falar e era até estarrecedor como ele e Larry completavam a linha de raciocínio um do outro. O líder dos garotos do Wood finalizou: - Nós temos que chegar até a mansão.



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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Qua Out 03, 2018 11:37 pm

    Snake reacomodou-se na cadeira, atento para as respostas que receberia. Clive foi o primeiro a expressar-se, afirmando que um ataque ao Oasis não seria suficiente. James reagiu àquilo com certo espanto e Emmet soltou uma de suas risadinhas afetadas. Logo foi a vez de Larry se pronunciar em concordância com Clive, deixando claro novamente o objetivo daquela reunião: acabar de uma vez por todas com o Sindicato.

    Em sua mente Henry idealizava que, com um ataque bem sucedido ao Oasis, o maior símbolo do Sindicato, outras gangues passariam a apoiar essa insurreição ao ver que a aquela figura idealizada que todos temem também sangra como todos nós. Isso faria Colossus perder parte de sua grande influência com as ruas, com a polícia e com os políticos. Mas isso talvez fosse divagar de mais...

    Se a maior parte os bens sai do Oasis e vai para a mansão de Colossus, atacar somente o prostíbulo é comprar uma vingança à prazo. Eles vão continuar com recursos, continuar com o líder e talvez sumam por um ou dois anos e aí... Aí eles vão nos pegar desprevenidos quando estivermos achando que ganhamos. — Redarguiu Clive, complementando os pensamentos de Larry. — Nós temos que chegar até a mansão. — Finalizou.

    Isso tampouco seria fácil. Snake conhecia pouco sobre a mansão do Colossus. O casarão de luxo, que fica no Oeste, numa região meio montanhosa e abastada da cidade, só é realmente frequentado por amigos próximos do Colossus. De vez em quando ouve-se falar de uma outra festinha particular que os membros do Sindicato fazem por lá, mas a lista de frequentadores é tão restrita que poucas informações chegam a vazar.

    Tá certo. — Snake resignou-se em concordância. — Mas chegar lá não vai ser realmente um problema. O problema real está em entrar, em passar pela equipe de seguranças daquele lugar. Isso, claro, se realmente quisermos ter uma chance de botar uma bala na cabeça do Colossus. — Ele fez uma pausa, como se remoesse algumas informações. — Temos que encontrar um ponto fraco para explorarmos. — O olhar de Snake encontrou o de Emmet e nenhuma outra palavra precisou ser dita. Se tinha alguém que compartilhava daquela mesa e que possuía informações sobre a mansão, esse alguém era o Emmet da Facção.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Sex Out 05, 2018 10:03 am


    27/12, quarta-feira, 19h47


    - Tá me olhando porque, mon amour? Eu sei tão pouco dessa mansão quanto você... Esqueceu que nós fomos trancafiados dentro do nosso território? - Emmet respondeu com um certo despeito. - Mas eu entendo... Só que nós já colocamos muito o nosso na reta. - O travesti fez um biquinho. - Você pode usar minha rede de meninas para descobrir o que quiser, eu não vou mover mais nenhum dedo até termos um plano bem estruturado. - Todos se entreolharam. Ninguém poderia culpar Emmet de má vontade, afinal ele já havia trago a maior cartada daquela mesa. Tanto ele quanto James assumiram alguns riscos fazendo aquelas investigações enquanto os garotos do Wood apenas esperavam o momento certo de agir, depois da primeira investida deles. Uma mão tinha que lavar a outra, no fim das contas.


    - Você está certo, Emmet, já demos nossa entrada nessa briga, a próxima parcela é de vocês. - James concordou. Clive interviu jogando panos quentes. - Vocês tem razão... Deixe conosco. Snake vai achar essas informações com a rede de contatos do Emmet. Agora vamos decidir: quando iremos atacar? Nós não temos muito tempo. - Faltavam apenas três dias para o Ano Novo. Três dias seria mais do que o necessário para o Sindicato juntar suas armas e cair de cabeça contra as três gangues menores que se reuniam ali. Era preciso ser rápidos e incisivos.




    @Sllaker quando formos fazer o conflito, Snake ganhar 2 fichas extras para usar representando a rede bem estruturada de Emmet. Você poderá usá-las como quiser, seja para comprar cartas, seja para apostar, ou até para sair do conflito. Após o conflito, as fichas não usadas serão perdidas.

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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Sab Out 13, 2018 2:00 am

    Snake suspirou fundo. Emmet havia tratado de tirar o seu cavalo da chuva. O travesti não tinha - ou não queria fornecer - nenhuma informação sobre a mansão de Colossus. Isso os deixava no escuro. Nenhum plano elaborado com tão poucas informações daria certo. Caralho, mesmo se tivessem todas as informações que quisessem, aquela ainda seria uma ação de grande risco. O sucesso dessa guerra contra o Sindicato está estritamente dependente da colaboração de todas as gangues envolvidas. E bem, os Crias e a Facção já haviam dado suas cartadas... agora estava na vez dos Wood’s.

    Mas antes que aquela reunião pudesse ter fim, ainda havia uma última questão para ser resolvida: quando iriam atacar? O Ano Novo estava cada vez mais próximo e o tempo era o maior inimigo ali. Eles não podiam ser precipitados, mas sequer podiam ser relaxados. Tinham que atacar no momento certo, sem que brechas fossem dadas ao Sindicato. Era isso, ou colocariam tudo a perder.

    Preciso de tempo para conseguir as informações, mas temos que atacar assim que possível. — Snake respondeu. Ele ponderou por alguns segundos antes de continuar o seu ponto de vista. — Até o fim da tarde de amanhã deve ser o suficiente para eu descobrir alguma coisa. Teremos o início da noite para fazermos os últimos arranjos e a madrugada para pormos o plano em prática. Agindo a noite nós temos a escuridão como aliada. E se tudo der certo... — As palavras seguintes saíram com prazer de sua boca —, ao amanhecer já teremos enviado o Colossus para o inferno.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Seg Out 15, 2018 9:17 pm


    27/12, quarta-feira, 19h55


    - Arrasou, viada! - Exclamou Emmet que nem uma bicha afetada. - Estaremos reunidos amanhã de novo então? Podemos fazer isso no cassino. É melhor que não fiquemos repetindo lugares. - James concordou balançando a cabeça e ficando de pé. - Ele está certo. - Aquela era a deixa que a reunião havia acabado. Larry também se levantou e os líderes daquelas três gangues deram as mãos,firmando o acordado ali. Clive acenou para todos e passou à porta, abrindo-a. - Snake, leve os rapazes lá embaixo. - Disse Larry, em pé na cabeceira da mesa.


    Emmet saiu na frente, seguido de James e então Snake. Eles passaram por Denis, que se mantinha em sua posição e começaram a descer as escadas. Nenhuma palavra foi trocada ali. Todos sabiam os riscos que corriam. Todos estavam fodidos e a única chance que tinham era uns aos outros. Chegando ao primeiro andar viram Ghost, como esperado. Ele também acorreu à porta para abri-la. Porém, na hora que a abriu, todos escutaram o som de pneus cantando vindo da esquina. - Mas que porra?! - Aquela era a voz de Bullet que sacava uma arma, bem como os outros dois Crias deveriam fazer o mesmo. A porra do Sindicato havia encontrado eles.




    @Sllaker Conflito! What a Face Bullet, Ryan e Buffalo serão uma Mão Auxiliar. Emmet e James serão personagens como Snake. O Sindicato está vindo com Henry Berserk e Roger Steel. Eles vão ter junto deles uma Mão Auxiliar também.

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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Sllaker em Seg Out 29, 2018 12:39 am

    Mas que porra?! — Exclamou Bullet, assim que ouviu o som dos pneus cantando na esquina. Ele foi rápido em sacar sua arma, e o mesmo fizeram Ryan e Buffalo, quase que instintivamente. James viu aquilo de dentro do prédio e de imediato fez um meneio de que iria sair em auxílio, mas foi impedido por Smoke. Se algo acontecesse, eles estariam mais seguros ali dentro. O carro preto que agora já havia feito a curva, avançou velozmente em direção aos três membros dos Crias, que não viram outra opção se não em atirar. A sequência de disparos perfurou o vidro dianteiro, mas o veículo não deu sinais de que iria parar. James gritou por eles, mas já era tarde demais. Sua voz foi abafada pela pancada seca do veículo que arremessou Bullet, Ryan e Bufallo ao chão. “Tuum!”. Foi fatal. Seus corpos caíram, já sem vida, apenas para serem esmagados pelas rodas do veículo, que finalmente parou.

    Puta que pariu! — Todos ouviram James gritar, sem parecer acreditar no que via. O sangue quente dos mortos já escorria pelo asfalto frio quando as portas do veículo se abriram, revelando Henry ‘Berserker’, Roger ‘Steel’ e outros três capangas do Sindicato, que saíram do carro disparando contra a entrada do prédio. Snake e Ghost se protegeram na parede lateral. Smoke puxou James e ambos se deitaram no chão a tempo de evitarem serem atingidos. Emmet não tivera tanta sorte e fora acertado de raspão ao tentar correr para as escadas. O Adepto estava ajudando-o quando Snake e Ghost deram os primeiros disparos contra os atacantes. — Droga, eles têm a cobertura do carro. — Avisou Ghost. — Temos que fazer algo, rápido. — Eles não tinham muitas opções ali, mas Emmet parecia ter pensado em algo. — Já sei, bebês… Adepto, tira a camisa. Esses putos me pagam.

    Por regra, nenhum visitante podia entrar na sala de reuniões dos Wood’s armado, portanto, os únicos que estavam munidos ali naquele momento eram Snake e Ghost, que revezavam seus disparos e impediam que os capangas do Sindicato se aproximassem da entrada do prédio. A porta de vidro já estava estraçalhada e a fachada completamente furada de tiros, quando o Adepto acendeu o isqueiro e pôs fogo no pavio improvisado com o pano rasgado de sua camisa. Emmet deu alguns passos com a elegância que só um travesti traficante baleado poderia ter, antes de arremessar a garrafa de uísque em chamas na direção do carro preto. — Que tal isso, amores? — Provocou.

    Corre, caralh... — Alguém gritou, até que veio o “Boom!”. A explosão do coquetel molotov improvisado não foi suficiente para detonar o carro conforme Emmet planejava, mas o fogo e os estilhaços atingiram os três capangas do Sindicato, que correram como baratas tontas em chamas por alguns segundos, antes de finalmente caírem e serem abraçados pelo asfalto frio. Steel e Berserker, no entanto, haviam conseguido escapar da explosão. O primeiro conseguiu cobertura em uma mureta e o segundo, ao tentar avançar, se tornou alvo fácil para Snake que o derrubou depois de uma saraivada de balas. Mas vento que venta cá, venta lá, e ao mirar e atingir Berserker, Snake ficou desprotegido e foi atingido por Steel. — Tem mais de onde veio essa, merdinha! Ninguém fode com o Sindicato, porra. Grave bem minha palavras: Os Wood’s já eram! Isso não é uma ameaça, é uma promessa.

    Ghost correu em socorro a Snake, tentando verificar se seu ferimento era grave ou não. Todos ouviram um carro dar partida e arrancar, cantando pneu pelo asfalto ensanguentado enquanto passava por cima de corpos caídos. Era Steel fugindo. — N-não me deixe aqui, porra. — Exprimiu Berserker, dando-se conta de quão fodido estava. James pegou a pistola de Snake no chão e saiu, indo em direção ao guarda-costas de Colossus. Smoke não tentou pará-lo dessa vez. — J-James. Não temos nada contra Os Crias, cara. Queremos os Wood’s. Só eles. M-me ajuda, e o Colossus te poupará. — Tentou argumentar Berserker, ainda caído, enquanto estendia uma mão para o líder Dos Crias numa clara tentativa de súplica.

    James o encarou. Travou a pistola e a guardou no cinto. Em seguida, estendeu uma mão para Berserker. Depois a outra. Agarrando-lhe o dedo indicador, quebrou-o com a facilidade de alguém acostumado a fazê-lo. “Cracc!”Esse é por Ryan.“Cracc!”Esse é por Bullet. —  “Cracc!”Esse é por Buffalo. — Agarrando-lhe a mão, torceu-lhe agora o pulso. “Craacc!”Esse é por mim.
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    Re: Dia 27/12

    Mensagem por Bravos em Ter Out 30, 2018 10:07 pm


    27/12, quarta-feira, 20h17


    A mão de Clive estava no ombro de Snake. Era a coisa mais parecida com um consolo que ele iria receber na porra daquela noite. - Uma hora viria... Uma hora viria. - James tinha ido embora, levando os corpos de seus homens para dar-lhes uma cova numa encosta qualquer. Naquela cidade, pessoas como eles não tinham enterros dignos. Era uma lágrima, um buraco, um suspiro e o adeus. Larry também estava lá embaixo. Ele fumava sozinho na beira da calçada, logo em frente de onde estava sentado Henry 'Berserker', amarrado e com os dedos da mão quebrados. - Larry, o que faremos? - Perguntou Clive, de onde ele estava. Larry cuspiu no asfalto, deixou a nuvem de fumaça sair por suas narinas e boca. - Vamos seguir com o planejado. O que aconteceu aqui foi uma merda, mas não vai nos parar. - Naquele instante disparou um olhar fulminante para o cão de guarda do Sindicato.


    Emmet se aproximou, seguido do Adepto. - Deixe esse aí conosco. Se ficar nas mãos dos Crias eles vão matá-lo antes que consigam tirar alguma coisa de útil. - Sua voz estava séria e nem sequer parecia a voz afetada com a qual normalmente ele falava. Se não fosse as roupas de mulher, ninguém diria que aquela frase fora dita por um travesti. Ghost e Denis estavam escorados na parede, mais mudos que as próprias paredes. Talvez porque cabia a ele a segurança daquele encontro. Mas porra, tudo correu bem até o último segundo.


    - Me poupem dessa cara de velório. Eles vão tomar o troco. E logo. - Mais uma vez era o líder da Facção que falava. Ele virou-se para Snake e terminou: - Descubra o que tem que descobrir. - Larry se aproximou, entregou o cigarro para Snake. - É isso, continuemos.



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    Re: Dia 27/12

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      Data/hora atual: Qui Nov 15, 2018 2:01 am