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    Alastair Blac

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    Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Qui Dez 27, 2018 1:28 am




    Day 1

    A
    noite era de lua cheia, bem alta e clara em pleno verão. Eram 19:00 e ainda havia uma imensa quantidade de pessoas andando pelas ruas, como se aquela cidade jamais parasse. Luminosos piscavam, música ecoava no ar, instrumentos rugindo e o falatório sem fim de pessoas era o que diariamente ecoava pelas ruas da cidade. Lojas, armazéns, bares, clubes, padarias... tudo quanto era comércio ainda estava aberto naquele horário e não precisava nem ser alta estação ou período de férias para tal. Sempre cheia de visitantes e moradores locais, as ruas estreitas não tinham descanso nunca. Os bares e casas noturnas trabalhavam já a toda velocidade naquela hora da noite na Bourbon St.
    Ainda nem era Mardi Gras e a cidade já estava ceia de pessoas e tudo funciova a pleno vapor.
    O cidade tambem possuía outros tipos de atrações apreciados por muitas pessoas: a comida creoule, procurada por muitos. A fama do famoso Gumbo, Po Boy's, Jambalaya e Beignets havia cruzado o país e agora muitas pessoas desbravavam a noite da cidade procurando por algum desses práticos típicos e um bom drink para beber em meio à toda aquela agitação, música e show de luzes.
    A medida que as pessoas andavam pela cidade, os diferentes cheiros iam atraindo pessoas para as diversas diversões que poderiam imaginar, desde a comida, desde os drinks exóticos, desde as belas mulheres até o cheiro de produtos e frutos do mar frescos que vinham do grande mercado da cidade.
    Boatos do ocorrido cruzaram o país para todos os povos, desde humanos, vampiros, lobisomens e bruxos, o que acabou trazendo alguns curiosos à cidade e também outros que haviam chegado à pouco tempo e é onde o ilustre e famoso ator/ filho do prefeito, o jovem Alastair Blac se encaixa. Há 2 dias havia regressado à cidade e percebeu algumas mudanças desde a última vez que esteve por aqui...






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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Qui Dez 27, 2018 4:23 pm

    Alastair Blac





    O relógio já marcava as 19:00 horas, há quanto tempo exatamente estava dormindo afundado no conforto de sua cama ao lado de uma garrafa de bourbon? Não sabia, metade da noite anterior havia aproveitado em alguma club local desfrutando dos prazeres que New Orleans poderia lhe dar, a outra metade passou com duas pessoas, não se lembrava do rosto nem de um e nem da outra, mas sabia dizer com toda certeza que tinha na vida que a noite havia sido sensacional e não só pra ele. Um sorriso abria-se em sua boca, só com a vaga lembrança passando pela sua mente de uma noite que nunca voltaria, de qualquer jeito, havia dormido o dia inteiro, estava com as energias revigoradas, não imaginava qual seria o seu próximo passo, mas tinha que começar de algum lugar.

    Home sweet home...

    Levantou-se, o corpo ainda sentia os efeitos de seu embalo das últimas 24 horas, tomou um banho, se arrumou colocando um terno preto, daqueles refinados. Não era exatamente um cara "refinado", mas gostava de sentir-se bem consigo mesmo e naquele momento, sentir-se bem era vestir-se do melhor jeito que conseguia. Com a sua carteira em um bolso, arrumava o cabelo, passava um perfume, guardava sua carteira e se preparava, essa noite seria diferente das outras, era hora de se mexer. Saia na rua e já era bombardeado pelo festival de cores que aquela cidade proporcionava, Alastair ainda não sabia dizer o que era, mas aquela cidade tinha algo que atraia, que o instigava a querer aproveitar tudo o que tinha direito, até os seus mais profundos pecados, não era o simples fato de ele ser um nativo dali, acreditava que o mesmo efeito que ele sofria, era a mesma coisa que acontecia com os turistas.

    Conforme andava sentia o som do jazz passar por todo o seu corpo causando uma estranha e gostosa sensação de nostalgia, foi ali que soube, muitas coisas haviam mudado por ali, mas no geral a essência daquela cidade era a mesma.

    Desde que chegou, tinha poucas pessoas que já havia visto, se duvidar, apenas uma, Jace Wayland, o sheriff local e seu amigo de tempos desde que era apenas uma criança, um rapaz que em tempos normais não recusaria uma noite de farra com Alastair, principalmente depois do mesmo ter passado 8 anos fora de sua cidade natal, mas as coisas agora eram diferentes e o rapaz sabia disso. Será que havia perdido o seu amigo? Ou algo a mais estava acontecendo?

    Talvez agora seja a hora de refazer uma visita até a delegacia, se as coisas mudaram, eu preciso saber antes de encontrar com meu pai, vou usar essa noite de base pra botar as minhas informações em dia. Jace sequer falou direito comigo no outro dia, a situação deve estar bem pior do que eu imaginava... Bom pra mim.

    Caminhava com as mãos nos bolsos, seu olhar inspirava confiança e seu sorriso de canto de boca era charmoso e sedutor, encarava as pessoas sem dó de incomodar, afinal conhecidos era o que queria encontrar. Em determinado momento passou os olhos rapidamente pelos estabelecimentos espalhados pela rua, acabou indo em direção à um que especialmente parecia ter como especialidade seus bons drinks, porém não viu o nome. Despreocupado sentou na frente do balcão que separa o bar do garçom, e então esperaria que alguém viesse atendê-lo. A noite estava só começando e não achou que perderia muito tempo ali.

    Garçom, água tônica com gim, por favor.

    Talvez fosse interrompido, talvez não, de um jeito ou de outro seus olhos passariam ao redor de todo o estabelecimento procurando por algum conhecido e também pelo lado de fora antes que pudesse seguir seu caminho.


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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Qui Dez 27, 2018 6:07 pm


    ...

    D
    epois de se arrumar todo engomadinho como gostava de andar, Alastair partiu para a noite apesar de ainda ser 19:00.

    Muitas coisas passavam pela sua cabeça, mas inicialmente beber um drink seria uma ótima opção já que estava bem preocupado pela noite anterior ter apenas esbarrado com Jace e o sherife não ter dito absolutamente nada. O ideal então para que o rapaz pudesse começar bem a noite era beber algo bem agradável ao paladar.

    Entrou em um bar qualquer por onde passou, sentou-se ao balcão e pediu um Gin com tônica ao garçom que trouxe rapidamente.

    Não havia analisado direito, mas aquele bar era um local bem agradável de se estar, com uma música ambiente típica da cidade e ainda não estava cheio naquelas horas. Algumas pessoas estavam sentadas em mesas conversando, bebendo e também comendo enquanto alguns garçons iam e vinham do local trazendo pratos, bebidas, máquinas de cartão... e a noite estava apenas começando.

    Então, sem ele perceber, alguém atrás diz debochando:

    - Gin e tônica? é mesmo a sua cara tomar uma cafonice dessas... kkk

    Era aquele loiro que fazia as mulheres suspirarem e os inimigos tremerem, Jace, o Sherife da cidade de Nova Orleans, amigo de infância de Alastair e algo que o rapaz não sabia ainda, um dos vampiros mais temido e odiado de todos...


    Quem sabe naquele momento os dois não poderia conversar um pouco melhor do que aquele breve encontro de antes?

    Os dois se abraçam após uma ausência de anos e então Jace pede um copo de bourbon para o garçom e se senta ao lado do colega, meio que olhando para os lados, d costas para o balcão, com os cotovelos apoiados  no balcão alí atrás.... o seu jeitão de sempre, de poucas palavras, sorrisos sacanas, uma ou outra piadinha e de olho nas belas mulheres.

    - E então.. tá de passagem senhor famozinho ou voltou pra ficar?



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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Qui Dez 27, 2018 10:19 pm

    Alastair Blac





    O clima no bar era bem amistoso e aconchegante, havia passado certo tempo até que Alastair finalmente tomasse ciência disso. A música que tocava era típica daquele lugar e o jovem ator conhecia muito bem, costumava ouvir sempre que estava sozinho em sua jornada "solitária" e queria sentir um gostinho de casa.

    Sharon Jones e the Dap-Kings. — Riu sentindo o gostinho da ironia que estar naquela situação causava, falava sozinho usando um tom baixo que apenas ele poderia ouvir. — This Land Is Your Land nunca fica velha e de certa forma não está errada, estou voltando, papai.

    Aproveitou então seu drink sem pressa, por algum motivo era o tipo de cara que sentia prazer em degustar as coisas, a grande quantia de dinheiro que acumulou no decorrer do tempo nunca havia mudado esta característica sua. Aquela sensação a cada golada que dava na bebida era indescritível, estava distraído quando de repente ouviu alguém por trás chegando de surpresa, seu pescoço virava com rapidez buscando reconhecer quem se atrevia a atrapalhar seu tempo só, sorriu com a baita surpresa que havia recebido.

    Se não é Jace Wayland, o primeiro e único. Talvez eu deva parar de investir nesse tipo de bebida e tomar o que você toma, haha. Você parece exatamente o mesmo desde que eu fui embora...

    Pensou em chama-lo de "vampirão", mas em seu íntimo sabia que Jace não era um daqueles e provavelmente nem sabia da existência dos mesmos e se soubesse, pra que se complicar? Deu um abraço em seu amigo e então se ajeitou em sua cadeira sentando numa postura reta, via Jace também tomar seu lugar e fazer o seu pedido com certa atenção.

    Bourbon, tão previsível e ainda quer falar de mim... Pensou consigo mesmo enquanto soltava uma risadinha canalha.

    A pergunta de seu velho amigo entretanto lhe remexia por dentro causando sem desconforto, mas não transpareceria o nervosismo, não era o tipo de cara que podia se dar ao luxo de fazer algo assim como transparecer o que estava sentindo, então sorriu.

    E quando é que eu voltaria pra esse fim de mundo pra uma viagem de campo? Haha, dessa vez eu estou de volta de vez e é pra ficar. — Tomava um gole de sua tônica fazendo uma breve pausa, notava os gracejos com as mulheres do bar, "não mudou nada", pensou consigo mesmo e então retomava a fala. — Você viu o que está acontecendo com a cidade, Jay? Eu não sei exatamente o que é, mas algo me parece estranho, me parece errado, me diz que eu não sou o único que se sente assim... É por isso que eu resolvi ficar de vez, está na hora de assumir o que é meu por direito e do "papai" se aposentar. O que exatamente está acontecendo aqui?


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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Seg Dez 31, 2018 7:18 pm


    ...

    D
     depois de tanto tempo de ausência, as piadas do humano ainda divertiam Jace bastante.
    - Que bom que decidiu ficar mas... Quanto assumir os negócios... Eu acho melhor vocês conversarem. Não tenho nada a ver com isso...

    Por mais que tivesse um jeito mais descontraído de ser, esse jeito nele não passava de um grade teatrinho que ele fazia na frente do humano em algumas situações. O seu real jeito de ser fugia bastante de toda aquela amizade, risos e brincadeiras. Quem sabe algum dia Alastair não descobriria como Jace realmente era... mas por enquanto melhor não...
    Jace volta a bebericar um pouco de bourbon e dar mais uma olhada no bar como se não pudesse ficar ali muito tempo, mas queria ficar, afinal faz bem uma mudança de ares, ficar um pouco longe dos problemas e de muitas vezes todo o stress que Alec impunha em algumas situações.

    - Se eu vi o que está acontecendo na cidade? Mas o que está acontecendo na cidade que eu não sei? Você sabe de alguma coisa? Você está sentindo alguma coisa? Eu acho que você precisa de mais um copo dessa sua bebida de riquinho aí.. ahahahaha...

    Riu e fez cara de desentendido. Jace sabia muito bem disfarçar e enganar as pessoas, então naquele momento não seria muito diferente, mas talvez não fosse 100% convincente com Alastair, porque o garoto o conhecia, mas certamente iria conseguir engana-lo pelo menos 90%.

    - Está tudo normal até onde eu saiba: turistas pra cá e pra lá, música, bebida... Nem parece um ano de crise, porque a crise nunca chega à Nova Orleans. Mas vamos falar de mulheres... e aí... tem alguma aí na parada?

    E ele começava a desconversar, o que sempre fazia para que assuntos chatos não chegassem a vez. Isso sim era uma característica dele, afinal se não estavam em uma situação forma, para que falar de assuntos chatos?

    O tempo ia passando e já fazia cerca de 3 horas desde que Alastair sai de casa, desde que chegou ao bar, começou a beber, encontrou com Jace, conversa vai e conversa e vem. A noite estava chegando no seu auge quando uma explosão na rua, perto de onde estavam, alterou toda a calmaria daquela noite. Um carro havia explodido e começou a queimar, em chamas bem altas e alaranjadas.

    A explosão fez com que copos e garrafas estourassem nas bandejas e prateleiras e com toda aquela bagunça que havia se instaurado, todos correram para as ruas, para ver o que acontecia.




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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Qua Jan 02, 2019 5:48 pm

    Alastair Blac





    Jace estava estranho, a carreira de Alastair fora de New Orleans não era sem motivo e ele sabia disso, ser um ator se tratava de captar a essência de outro ser humano e reproduzi-la com perfeição como se fosse a sua própria. Aparentemente o loiro também sabia disso, o jeito que ele agia e falava, como se estivesse evasivo, tentando desviar do assunto, quem era aquele na sua frente? A intimidade que tinham estava lá, era claro pra quem visse e por mais que o tom dele fosse convincente, algo parecia errado aos outros do rapaz.

    Talvez eu tenha feito algo... Não, Jace é o tipo de cara que falaria na minha cara se estivesse chateado com alguma coisa relacionada a mim. Enquanto o loiro falava, Alastair o observava com atenção tentando ler cada uma de suas ações, o copo que ainda estava pela metade passava na frente de seu rosto, enquanto apreciava o cheiro da bebida. Que caralhos tá acontecendo aqui que você não quer me contar, Jay? Eu sei que eu não estou paranóico. Já que era por aquela direção que o loiro queria ir, não havia muito o que fazer.

    É verdade, palhaço. Talvez eu esteja bebendo demais e vendo demais. Esquece o que eu falei. — Se Jace prestasse a atenção, provavelmente notaria um pequeno descontentamento vindo de Alastair. O jovem ator sabia disfarçar suas emoções bem quando queria, apenas quando queria, talvez mostrar-se insatisfeito faria com que o amigo soltasse alguma informação que pudesse estar segurando.

    A conversa seguia por um ritmo mais padrão, o que não era o desejo de Alastair, mas manteria o clima bom em consideração aos velhos tempos.

    Sempre tem alguém na parada, você sabe. Digamos que agora eu estou focando em expandir os meus horizontes e me libertando dos meus limites. — Riu só de lembrar da noite passada, “prostituto” e “prostituta” era como lembrava deles, apesar de terem dito os seus nomes, não se lembrava do que não era importante e eles, não eram. Entretanto, o que eles podiam fazer, ah... Isso os tornava valiosos. — Ficar em coleira não é pra mim, ainda mais no showbiz, sabe como é, né? Eu não posso dar um passo em falso que já tem 550 paparazzis na minha porta questionando minha vida. Confesso que parte de mim sente saudades do velho eu.

    A conversa continuava fluindo de maneira natural, o que não significava que Alastair estava confortável, muito pelo contrário. Tinha ciência de que o amigo era ocupado e provavelmente aquele era o tempo livre que tinha pra por as conversas em dia, mas já havia desperdiçado dois dias, aquela noite com certeza não estaria na conta.

    Jay. — Sua intenção seria interromper a conversa, o que ele não esperava era que o destino já tinha algo programado. A explosão que vinha transformava a calmaria num completo caos, no momento da explosão Alastair abaixava-se para se proteger das vidraças, estava surpreso. Nada como aquilo havia acontecido antes. Antes de tomar qualquer atitude, olhava mais uma vez nos olhos de Jace. — Realmente, tá tudo normal, né cabeção?

    Então, se o amigo precisasse, o ajudaria a levantar e então daria mais um olhar sério e determinado nos olhos do sheriff garantindo que Jace entendesse o recado, não desistiria de descobrir o que estava acontecendo e então partiria na direção da rua pra entender o que aconteceu.

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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Sex Jan 04, 2019 3:45 pm


    ...

    R
    ealmente Jace podia perceber todo aquele descontentamento e insatisfação tanto no tom de voz quanto no rosto do humano. Isso era até perceptível pelo pulsar das veias em seu maxilar e perto da curvatura do pescoço. Ele beberica então um pouco do seu bourbon, pois sabia que ainda não era hora de dizer e também de fazer nada. Não era nem lugar e nem sua função de fazer isso. O prefeito Blac é que precisava cuidar daquilo, quando chegar o momento certo.

    Além de tudo isso, Jace sabia que, por mais que o rapaz estivesse mostrando descontentamento, tudo podia parecer uma grande incenação, já que estava lidando com um ator e pelo que suas lembranças se recordavam de Alastair, havia também várias coisas diferentes naquele humano, então estavam meio que quites. Um fingia que o outro não estava fingindo mas estava e parecia que estava tudo certo, aparentemente.

    - Eu posso imaginar... Kkkk tanta fama e sem poder encher sua cama por conta dos paparazzi.. Mas que deprimente essa vida...

    Não dava para negar que aquela explosão havia pego tanto Jace quanto todas as outras pessoas daquela rua de surpresa também, mas o que se podia esperar? Era New Orleans... Tudo pode acontecer nas noites em New Orleans. Então, Jace pegou o amigo pela mão rapidamente e o puxou para fora do estabelecimento. Lá fora se podia ver um carro em chamas no meio da rua, proveniente de alguma explosão, decido ao barulho que todos ouviram minutos antes.

    Não era possivel ver de qual era o tipo de carro e nem a placa, mas parecia ser pequeno e popular. Para bom entendedor, parecia que aquilo havia sido feito com o propósito de isolar a rua e também aquele bairro, causando um grande tumulto e talvez tirando o foco de algum outro lugar para aquela região ao invés disso.

    Carro Em Chamas:

    Havia ainda muito fogo, com chamas bem amarelas e vermelhas queimando bem altas. Havia alguns carros com os vidros estilhaçados pelo asfalto e calçada, provavelmente devido a explosão. Lojas e restaurantes tiveram janelas e portas de vidro estouradas também e havia muita confusão e fumaça pelo local. Pessoas chorando, gritando... Um verdadeiro chaos.

    Aquela rua não era muito estreita mas também não era muito larga como uma autoestrada. Haviam carros parados dos dois lados e mesmo assim ainda havia bastante espaço para os carros circularem na rua em duas faixas.

    Na porta do bar onde a dupla estava, pessoas corriam de um lado para o outro preocupadas e aflitas com aquela situação, pois haviam pessoas machucadas sendo até mesmo atendidas na calçada. Outras eram transportadas nos braços de alguns para outros cantos ou até mesmo para dentro de casas, bares e até restaurantes. Uma loucura.

    Ambulâncias tinham sido chamadas e algumas pessoas com poucos ferimentos simplesmente corriam e fugiam. Jace achou melhor pegar o amigo pelo braço e leva-lo embora dali para um lugar mais seguro, como por exemplo a casa do prefeito.

    Aparentemente não foi tão dificil assim sair daquele lugar. Apesar da hora da noite e da movimentação de pessoas, Jace conseguiu ir puxando Alastair para uma rua paralela aquela, onde havia um carro esperando por eles: um Sedã Buick GNX de 2 portas, equipado com motor V6, um dos carros clássicos e ligeiramente antigos da Chevrolet.

    O Carro do Jace:

    Rapidamente empurrou Alastair no banco do passageiro e saiu de lá o mais rápido que era possível, fazendo atalhos pelas pequenas ruas em volta, o suficiente para conseguir pegar um bom caminho que não tivesse pessoas correndo desesperadas e até mesmo bem longe de onde ambulâncias poderíamos estar estacionadas para ajudar os feriados. Vai que tudo aquilo era alguma emboscada? Não podiam correr esse tipo de risco então a melhor das hipóteses era levar Alastair de volta para casa, a única que ele conhecia...

    A Casa do Prefeito:

    Cerca de 15 minutos depois, finalmente chegaram a uma bela casa, bem afastada do centro da cidade. Era em um bairro que parecia bem calmo e tranquilo, sem falar de que era um lugar que trazia muitas lembranças para Alastair, tanto boas quanto ruins e era um lugar onde fazia vários anos que não pisava, a casa de seu pai, o Prefeito Blac.

    Jace rapidamente estacionou o carro na porta da frente da casa e foi saindo. Abriu logo em seguida a porta do passageiro para Alastair poder sair e disse poeticamente:

    - Welcome home...

    Um segurança estava na porta principal daquela casa. Não tinha nenhuma expressão em seu rosto, nem de alegria e nem de tristeza, absolutamente nada. Pareciam as feições de uma estátua, fixas e imutáveis.

    Já dentro da casa, parecia que nada havia mudado. Os móveis continuavam os mesmo, brancos e límpidos, como se fossem novos, as mesas, cristaleiras e aparadores, do mais original mármore carrara que poderia ser encontrado.

    Os bibelôs também se mantinham os mesmos: pequenas estátuas de camponeses com animais, cinzeiros com os mais variados desenhos, potinhos com decorações orientais e fotos, algumas fotos do prefeito em situações solenes, apertando a mão de alguns famosos e no fundo em uma das salas principais da casa, um imenso quadro de família onde temos o prefeito, sua bela esposa falecida há muitos anos e o pequeno Alastair ao lado deles, em um belo jardim ao fundo. Era uma pintura antiga, cheia de saudades e recordações.

    Nada parecia ter mudado naquele lugar, nem mesmo o cheiro de lavanda e capim-limão que o lugar emanava, bem como Alastair podia se lembrar. Havia também uma senhora que Alastair conhecia muito bem e que o recepcionista sorridente, mas parece que não ia muito com a cara de Jace. Seu nome era Rose.

    Jace se aproxima da mulher, tira do bolso do casaco de couro preto que usava um envelope branco bem simples e lhe entrega. Parecia que a senhora já estava bem acostumada com aquilo. Coloca então o tal envelope dentro de decote de suas roupas, perto da alça esquerda do sutiã e então Jace então se retira do lugar.

    Dna. Rose:




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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Ter Jan 08, 2019 11:41 pm

    WHO IS MY FRIEND?




    O clima seguia descontraído, porém com uma leve tensão.
    Que bosta. Pensava consigo mesmo, a ideia de não conseguir na relevante era frustrante, mas não se daria por vencido, sua hora eventualmente chegaria, só não era naquele momento.

    Deprimente é ficar enfurnado nessa cidade, já parou pra pensar que você vai morrer aqui e tem um mundo de possibilidades lá fora? — Alastair, acima de tudo era sincero naquele momento. Quando era jovem optou por fugir, cresceu sozinho, viveu sozinho (até agora), se apaixonou, se desiludiu, conheceu lugares que queria e viveu sonhos bobos que todos queriam ter. A vida simples podia ser o bastante para as condenadas almas de New Orleans, mas pra ele não. Era como era, fazia o que fazia e estava satisfeito com isso.

    O acidente era de fato um choque, mas mais chocante ainda era a petulância do sheriff ao puxa-lo pro lado de fora, se não fosse sido pego de surpresa, talvez xingaria o rapaz num clima amistoso que só eles tinham, mas não era o momento.

    Poderia ter sido pior.  ― Comentava Alastair usando um tom dos bem humorados enquanto encarava o carro, mesmo assim o jovem humano prestava atenção no máximo que conseguisse, é claro, aquela era New Orleans e qualquer coisa poderia acontecer, mas justo quando ele estava com o sheriff? Poucos sabiam que tinha retornado, mas alguém poderia estar no encalço de Jace. Ali tinha coisa, pelo menos era o que seus instintos diziam com todas as forças. ― Hey, Jay, você não acha que d ―.

    Enquanto observava o caos se instaurar, Alastair estranhava a atitude do amigo que lhe puxava para longe do local. Jay sempre havia dedicado ao seu trabalho e o cumpriu com zelo, aquela atitude protetiva não era condizente com o homem que ele conheceu e só serviu gerar descontentamento e mais desconfiança para o rapaz.

    Achar o carro dele não era difícil, mas lidar com a situação sim, aquilo já estava ficando ridículo.

    Que porra tá acontecendo com você, Jay?  ― Seu tom era calmo, mas o estresse era óbvio se o vampiro o encarasse. Limites, era a palavra chave do momento. ― Tem algo que você quer me contar? Existe motivo pra esse seu surto de me puxar e jogar no carro e ainda deixar os cidadãos da cidade pra trás como se não fossem nada? Você é a porra de um policial Jay, dá pra me explicar o que está acontecendo aqui? Eu não estou te reconhecendo.

    O resto do caminho Alastair seguiria em silêncio, aquela noite havia ido na mais completa e oposta direção que esperava. Talvez não soubesse direito o que era isso que tanto esperava, mas sabia que não era aquilo, definitivamente. Enquanto iam pra sei lá onde, Alastair observava Jay de canto de olho, ainda era possível confiar no amigo?

    Não demoravam pra chegar em casa, mas não era a casa de Jace e nem o apartamento de Alastair, não, era muito pior.

    VOCÊ TÁ LOUCO? ― Jace abria a porta para que Alastair saísse e ali era a primeira vez que Alastair surtava perdia a paciência desde que havia chegado na cidade, aquilo não era de seu feitio, mas até onde iria ir aquela situação? Segurando a onda, respirava fundo e juntava as duas mãos na frente do rosto, como se estivesse fazendo algum tipo de oração (mas era apenas um movimento normal mesmo). ― Me desculpa, Jay, eu só estou tentando entender e você não está me ajudando, sinceramente...

    Saindo do carro do amigo, que parecia ter um objetivo claro ali, ficava um pouco emburrado, mas seguia em frente com um leve frio na barriga. Dentro da casa nada havia mudado e aos olhos de Alastair, isso era assustador. Seu pai era um tradicionalista, isso sempre foi claro.

    Essa característica ele herdou da minha mãe.

    Pensava sozinho enquanto recordava das mais diversas experiências que já havia vivido ali, tanto tempo havia se passado e ainda assim parecia que tinha saído de casa a passava os olhos por cada canto de sua antiga casa, muitas coisas chamavam sua atenção, mas nada mais do que o quadro que imponente adornava a sala trazendo uma imagem clara de sua família.

    Uma bela família, se é que podemos nos chamar disso. Incrível.

    Riu sozinho, não sabia se era felicidade ou desgosto, provavelmente o segundo. Tinha muitas opiniões, muitas ideias, lembranças e sensações relacionadas aquela família, com certeza chegaria o momento que elas seriam expostas, mas aquele momento não era agora. Jace havia acabado de ter uma interessante interação com a mulher e se prepara pra sair, Alastair pegava no braço do amigo. Precisava dar um recado antes que se separassem e que finalmente pudesse cumprimentar a recepcionista devidamente.

    O que foi isso, Jay?  ― Algo aconteceu bem debaixo do nariz de Alastair e ele não iria ignorar. Continuava o que tinha pra dizer. ― Eu não sei se você ainda me vê como a criança que você tem que cuidar, mas as coisas mudaram. Eu posso não ter um ancião com cara de jovem igual você, mas do mesmo jeito que eu te respeito como um velho amigo, eu apreciaria se você fizesse o mesmo, principalmente depois de hoje.  ― Soltava então, se virando contra o rapaz. ― Pode ir, você parece ter mais assuntos pra cuidar, mas a gente vai não terminou essa conversa, Jay.

    Então seguiria até a recepção e cumprimentaria Rose. Recepcionaria a mulher com sorrisos e beijos e muito bom humor, nem parecia a mesma pessoa chateada de dois segundos atrás.

    Dona Rose, a senhora não mudou nada.  ― Dizia enquanto lhe dava um abraço apertado. ― A senhora está bem? O mongo do meu pai tá por aí? Ele está te tratando bem?

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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Sab Jan 12, 2019 12:58 am


    ...

    E
    ra bem difícil de acreditar que tudo aquilo estava acontecendo justo agora, mas tudo o que Jace tinha em mente naquela noite era de relaxar um pouco, mas agora tinha que cuidar do jovem e frágil amigo humano. Não podia negar que as coisas não costumavam ser assim e estava começando a se irritar com aquela mudança na calmaria da noite. Tudo aquilo estava bem longe do que ele havia planejado e esse tipo de situação o deixa irritado.

    - Não Alastair, não! eu não sou a droga de um simples policial para o seu governo. Sou o que pode se chamar de detetive mas a coisa é complicada... Bem complicada... Merda Merda Merda Alastair! Eu te explicarei em breve, mas é melhor levar você pra outro lugar...

    Até que por desgosto do humano chegaram nesse outro lugar. Infelizmente Jace realmente não poderia dar muitas explicações... Ainda... E quanto mas o jovem humano insistiu, mas Jace cerrava os dentes para se conter. Aquele tipo de dúvida que o humano tinha era coisa para o prefeito resolver, não era mesmo nada da sua conta, caso contrário falaria demais e não estava muito afim de ouvir Alec e todo aquele bla bla bla de sempre...

    - Aqui não é lugar para isso... Entra logo sem resmungar... já disse que depois vamos conversar...

    Quando pretendia se retirar do local depois do que precisava ter feito, Alastair ainda queria que ele esclarecesse certas coisas e ser pressionado não era algo que aquele vampiro gostava e se manter no controle mediante certas situações não era bem uma de suas qualidades, tanto que chegou a olhar o humano de forma ameaçadora, enquanto ele segurava em seu braço. Se seu olhar pudesse falar ele diria talvez: “como ousa me pressionar, inseto mortal..” mas ele nada disse, ainda...

    Alastair não conseguiria reconhecer o amigo, pois ele o olhava com uma frieza de dar arrepios. Seus olhos haviam se arregalado um pouco mais do que o e costume, de forma ameaçadora. Por entre os lábios, era como se as presas que antes se mantinham discretas tivessem triplicado de tamanho, se tornando ameaçadoras como nunca antes.


    Seus conhecimentos eram muito bons, porém incompletos ainda. Desde sua infância, tinha sido instruído sobre a organização da cidade, sobre a existência de vampiros, lobos e bruxas, como se aquilo fosse algo relacionado à coisas de família. Sabia que não era coisa que podia ficar comentando com alguém e tinha que respeitar, pois até onde convivia, todos agiam de modo tranquilo com ele, como se apesar dessas diferenças fossem pessoas acima de tudo, porém a coisa era um pouco diferente. Sabia também que entre si não se gostavam muito, mas viviam em paz pois a maioria dos seres humanos desconhecia tudo.

    Não ficou chocado quando aprendeu que o amigo era um vampiro, mas via que haviam pessoas que o chamavam pelo nome, outros por sheriff e outros por detetive. Isso sempre foi algo bem confuso para qualquer pessoa que visse de fora, ainda mais porque o cargo de detetive era sua máscara, porém como vampiro que era, ser sheriff não era lá muito bonito de se ver e Alastair nunca havia visto o amigo em nenhuma situação ameaçadora perto de si, afinal do jeito que tudo lhe foi explicado foi da forma mais parecia com conto de fadas possível por conta da idade do rapaz.

    - Uma criança será sempre uma criança e ancião ou não, sua segurança ainda é minha função agora deixe de ser mimado e fique aqui quieto, que alguém precisa trabalhar, como acabou de dizer que eu não faço.

    E antes que a situação piorasse, simplesmente saiu. A governanta pigarreou uma vez para chamar a atenção de Alastair, que foi logo lhe abraçando.

    - Ah menino... que saudades de você... Eu estou bem e você sabe que seu pai me trata muito bem... do jeitinho dele... mas e você... como você está... por onde tem andado? eu vejo você ás vezes em filmes na tv.. no cinema....

    Ela faz uma pequena pausa quando ele pergunta sobre o pai. Parecia que sempre que se falava naquele bendito prefeito era sempre um assunto bem delicado a ser tratado.

    - Ah menino... seu pai está em uma reunião no escritório... em breve ele deve terminar... pois já está todos lá há mais de uma hora... mas venha para cozinha comer alguma coisa enquanto isso... você está tão magrinho... eu fiz aqueles beignets bem gostosos... venha venha...

    Então a Dona Rose saiu empurrando Alastair para aquela cozinha que lhe era tão familiar de tantos anos, com utensílios pendurados pelas paredes, armários altos, fogão de pedra, forno a lenha... Aquela grande mesa no centro da cozinha cheia de temperos, uma grande cesta de frutas e outra com tomates, limões e cebolas... do jeitinho que ele podia se lembrar. O cheiro no ar era uma mistura de lenha com farinha de pão fresco, frutos do mar e coentro.

    - Sente-se aqui menino.

    Ela aponta um banco em frente da grande mesa de centro e coloca na frene dele um prato com meia dúzia de beignets do tamanho da palma da mão de Alastair. Eram bem docinhos e bem recheados, como ela costumava fazer. Não podia faltar todo aquele açúcar de confeiteiro em cima deles. Tinham acabado de sair da fritadeira então ainda estavam bem quentinhos.





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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Ter Jan 15, 2019 9:48 pm

    WHO IS MY FRIEND?




    Os acessos de raiva de Jace eram definitivamente algo pra se preocupar, algo em Alastair lhe dizia isso, talvez em seus olhos fosse o mesmo que ver um homem forte em total fúria, todos sabem que uma coisa dessas é difícil de lidar e ele sabia que precisava baixar a bola. Sua verdadeira arma era a sua boca, o jeito que agia e falava, era assim que conquistaria tudo o que queria, havia sido descuidado mas isso não aconteceria de novo.

    A aparência de Jace mudava trazendo uma feição do amigo que nunca tinha visto antes, instintivamente seu pé direito dava um passo para trás, conhecer pela teoria era bem diferente do que ver ao vivo aquilo que sempre ouviu falar em mitos e coisas do gênero, por mais que seu exterior transparecesse controle, por dentro, era um pouco desesperador.

    A última frase de Jace entretanto fazia com que o rapaz rangesse os dentes e fechasse os punhos, quando o mesmo se virou pra ir embora.

    Só o fato de você me falar isso, já prova que não existe muita diferença entre uma criança e um ancião, filho da puta...

    Com a atenção na governanta, que à muito tempo não via, o clima pesado aos poucos se esvaía dando lugar a um clima mais ameno e receptivo, Alastair com certeza ficava feliz na presença da mulher.

    É bom que ele te trate mesmo, fico feliz que a senhora esteja bem. ― Soltava a mulher e sorria igual um bobo. ― A senhora tem visto por onde eu ando, desbravando o mundo, aprendendo coisas novas e agora pronto pra dar uma parada, afinal, minha casa precisa de mim.

    Seus olhos percorriam novamente todo o local com uma feição um tanto maravilhada, a mulher podia deduzir que ele poderia estar falando de sua própria casa ou ainda de New Orleans, seja o que fosse, a volta dele chegava pra estremecer aquele lugar. Ao ouvir sobre o paradeiro do pai, uma ideia surgia na sua cabeça, enquanto a mulher o empurrava tentava pedir a fala, mas ela era rápida e ligeira. Ao receber o prato na mão, o apoiava sobre a mesa.

    Obrigado dona Rose, por mais que eu queira MUITO provar os seus beignets, eu preciso ver meu pai, espero que a senhora entenda. ― Com um sorriso no rosto se afastava da mulher antes que ela quisesse o obrigar a ficar. A casa era a mesma, então com certeza sabia onde ficava o escritório e assim que o encontrasse, abriria a porta sem sequer bater. ― Olá papai, estou de volta. ― Com um sorriso malicioso no rosto encararia todos os presentes. ― Olá senhores, desculpe interromper, é que eu já não vejo meu pai a anos e sinto que ele queria muito me ver. Aliás, não brigue com a dona Rose, ela tentou me segurar mas eu fui mais rápido.

    Seus braços estavam abertos (como se estivesse se preparando pra dar um abraço) e em seu rosto tinha mais empolgação do que nunca.

    Então, papai, sentiu saudades?

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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Askalians em Dom Jan 20, 2019 9:07 am


    ...

    D
    ona Rose estava realmente bastante feliz ao ver o seu menino alí de volta ao lar depois de vários anos. Agora ela já era um homem feito. Nem parecia mais o menino pequeno e franzinho que corria sempre para a barra da saia dela até a cozinha para roubar alguma coisa para comer entre um ou outro intervalo entre seus estudos. Bons tempos aqueles, mas talvez agora as coisas sejam melhores do que antes.

    Dessa vez, Alastair pretendia mesmo falar com seu pai e não se incomodou muito quando ouviu que ele estava em uma reunião com pessoas importantes. Mesmo tendo ouvido tudo isso, foi como se nada importasse para ele depois do que havia visto acontecer com seu amigo e a cena no centro do distrito Francês então, por mais que Dona Rose fizesse de tudo para que ele não fosse ao escritório interromper o pai, ele foi lá mesmo assim. Provavelmente a governanta Rose iria levar algumas broncas devido as atitudes imprudentes de Alastair.

    Chegando simplesmente na frente daquelas duas imensas portas duplas do escritório, que devia caber pelo menos umas 20 pessoas, ele abriu e entrou sem pelo menos bater na porta. Ele estava em sua casa, mas bater na porta de qualquer forma era sinal de uma boa educação e respeito, mas o que será que ele tinha em mente quando resolveu fazer aquilo?

    Havia exatamente 20 pessoas alí dentro, incluindo seu próprio pai, atrás de uma grande mesa de mogno escuro no meio daquele lugar suntuoso, que mais parecia uma imensa biblioteca por conta das prateleiras de livros ao redor do local.

    Dentre os presentes haviam homens e mulheres, das mais diversas idades, todos bem vestidos com roupas sociais para os homens e belos vestidos sociais para as mulheres. Estavam realmente trajados para uma reunião formal, ou até para uma enterro, pela predominância na cor preto.

    Quando aquelas portas se abriram, um grande barulho de ranger de dobradiças com mais aquela madeira maciça simplesmente ecoou pelo lugar. Naquela sala, todos se viraram para a porta assim que ela foi aberta. Alguns tinham achado aquilo como uma grande ameaça e se prepararam para sacar armas. Outras pessoas continuaram simplesmente sentadas, com ums terrível feição de reprovação. O prefeito Blac pareceu furioso mas não podia deixar aqueles sentimentos de querer matar Alastair vir a tona em meio ao contexto atual.

    Alastair deu então aquele discursinho após a interrupção da reunião. Alguns dos presentes tiram baixinho, outros olharam com uma cara de profunda decepção. E então o prefeito simplesmente disse em um tom sério e sem delongas.

    - Sente-se Alastair. Depois conversamos.

    E pretendia seguir a reunião normalmente, apesar do tipo estranho de gente que havia naquela sala. Alastair não reconheceria ninguém que estava por lá, a não ser Alec, que já havia visto junto com Jace algumas vezes.

    Todos falavam sobre alguns acontecimentos e algumas coisas que ele não fazia ideia, já que havia chego a pouco tempo. O assunto era bem estranho, pois todos falavam sobre negócios das mais diversas fontes da cidade e também sobre o quanto uns não deviam colocar os dedos e nem dar opiniões sobre os negócios dos outros. Alec observava e nada dizia. Ele fazia mil análises primeiro antes de se pronunciar sobre qualquer coisa. Para evitar maiores problemas, o ideal seria é que Alastair nem abrisse sua boca para falar nada, já que a postura de alguma presentes era de cometer alguns assassinatos ali.





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    Re: Alastair Blac

    Mensagem por Padre em Seg Jan 21, 2019 8:04 pm

    Dancing with wolves




    Ao entrar na sala, seus olhos passavam por cada uma das 20 pessoas que ali estavam, percebia a reação de cada uma, não conseguia evitar de deixar escapar o sorriso no canto da boca. É claro, seu pai queria mata-lo, é claro também, todos ali estavam em guarda e preparados pra arrancar sua vida, mas por favor, um pouco de diversão não mata ninguém. Olhando os rostos de desaprovação, no fundo não o incomodava e também não se surpreendia com a maneira lixo que o pai o recebia. Fazia quantos anos que não se viam? Não se lembrava ou só tinha preguiça de contar, de um jeito ou de outro sabia em seu coração que aquele não era seu pai, pelo menos não o mesmo pai desde que sua mãe havia falecido.

    Calma, sr. Blac, vou tomar o meu lugar.

    Procurando então alguma cômoda em que pudesse se apoiar, cruzava os braços enquanto continuava encarando seu pai e os outros presentes ali, entretanto, se não encontrasse nenhum lugar que pudesse se apoiar, apenas ficaria no canto perto da porta em pé. Ao olhar pra cara de Alec, se o rapaz o olhasse de volta daria uma piscada com um sorrisinho canalha.


    Apesar de nunca terem conversado, tinha a impressão de que aquele homem o odiava e se não odiava, pelo menos tinha alguma espécie de receio em relação a ele. Mas não deixaria que isso o afetasse.

    O decorrer da conversa era estranho e Alastair fazia o seu melhor para entender do que falavam. Sabia exatamente do que se tratava aquela reunião e quem seriam aquelas pessoas, representantes... Representantes de facções que frequentavam sua casa desde sempre, apesar de considerar antiquado, Alastair adorava, pois significa que seu pai sairia um pouco do seu pé pra lidar com questões mais importantes. A única coisa que estranhava, era o fato de Cláudia não estar ali. Quando era menor vivia correndo pela casa ou simplesmente fazia seus afazeres e era inevitável não dar de cara com algumas figuras e Cláudia era uma delas. Uma mulher gentil e misteriosa de quem Alastair pouco lembrava, mas que sempre o tratava bem. O que teria acontecido para aqueles novos rostos substituírem os antigos? De qualquer jeito, mesmo que não entendesse o que falavam, com toda certeza pegaria trejeitos e veria como lidavam uns com os outros, inclusive o seu próprio pai. Para o que tinha planejado, precisava aprender e não via oportunidade melhor.

    É melhor eu ficar assim mesmo por enquanto. Ser destroçado por um vampiro ou lobisomem não é o ideal para agora.
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    Re: Alastair Blac

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      Data/hora atual: Qua Jan 23, 2019 9:14 am