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    Mensagem por scorpion em Ter Abr 02, 2019 10:58 pm

    Pessoal... postem aqui seus históricos. Não quero nada muuuuuuuito complexo. Lembrem-se que vocês têm apenas 3 níveis, então passaram por um treinamento ou uma ou duas missões menores. Nada de terem matado Dragões, Beholders e de terem visitado outros planos. Sejam simples.... a verdadeira história dos personagens de vocês começará a ser escrita agora...
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    Mensagem por Dycleal em Ter Abr 02, 2019 11:16 pm

    Cristina Razonlet é filha do druida William Ranzonlet, e da arqui-maga Eleonor Wright, ambos de Nimbral, onde a arqui-maga fazia parte do conselho de magia da ilha e seu pai treinava e cavalgava os pégasos como um caçador aéreo. Nas intrigas arcanas do conselho a vida da sua mãe e da sua amada família ficou em perigo e a arqui-maga o manda fugir para longe e seus amigos druidas do vale da névoa os acolhe e a jovem cresce amando a natureza e treinada pelo pai e pelos batedores e ranger da famosa cavalaria do vale da névoa ela se torna um excelente ranger.

    Seu pai fica sabendo de pistas que indicam a presença de Eleonor, sua esposa, em uma cidade no mar da lua, chamada Bladsbow, onde foi vista pela última vez, envolvida em conflitos com os zentharins, os mesmos zentharins que lhe deram trabalho, tanto para ele quanto para Cristina em uma invasão frustada ao vale. Cristina pede ao pai para investigar o paradeiro da sua mãe e se dirige ao mar da lua para arrumar trabalho na rica região de Bladsbow e achar a sua querida mãe que não vê a 12 anos.
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    Mensagem por Lyvio em Ter Abr 02, 2019 11:20 pm

    Ok, ficou um pouco grande, mas não tem nenhum feito fantástico é basicamente o histórico da vida dele.

    Nalklyr Turvender:


       Underdark, um vasto reino subterrâneo habitado por drow, duegars, aboleth e outras estranhas criaturas sinistras. É um lugar onde poucos seres humanos vão e de onde menos ainda retornam. Ali, o perigo é constante e todos os seus habitantes estão em risco, as raças mais organizadas e inteligentes como Drows, Duegars e Gnomos das Profundezas vivem em constante confronto e suas civilizações constantemente se preparam para confrontos de toda espécie.
       No entanto os drows além de se preocuparem com o ambiente externo devem se preocupar principalmente com seu ambiente interno. Os clãs vivem em constantes desentendimentos e confrontos são eminentes, os fortes humilham os fracos e estes muitas vezes não fazem nada e aceitam essa humilhação.
       
    Foi nessas circunstâncias que nasceu Nalklyr Turvender , um meio-drow macho numa família com pouquíssima expressão entre os Drows, pior ainda uma família inteira de Meio-drows.
    Ele nasceu e cresceu ouvindo de seus pais que deveria se submeter a familias mais poderosas pois e humilhar as menos poderosas que a deles, mas, ao mesmo tempo, buscava um futuro que sua mãe e seu pai não conseguiram em sua existência.
    Durante toda a sua infância e adolescência quando tinha tempo era constantemente humilhado por drows de familias mais expressivas, mas, ao mesmo tempo, descontava sua raiva humilhando membros das famílias menos expressivas que ele. Todavia, isso não era suficiente para deter sua raiva.

    A família de sua mãe Zarra tinha um histórico de nascer com magia inata em sí, eram em sua grande maioria feiticeiros. Seu pai Belgos seguia a tradição de sua família no envolvimento com a natureza, eram druidas e rangers em sua grande maioria, mas nunca cresceram muito de posto e em poder, quando perceberem as habilidades de Nalklyr eles decidiram  treinar o garoto no caminho divino, em homenagem a Lolth investido tudo o que podiam nele.
    Lolth era a deusa deles assim como a esmagadora maioria drow, afinal aqueles que se voltavam contra Lolth e seus sacerdotes eram mortos e mais desprezados ainda do que fazer parte de uma família com pouca expressão.

       Empolgados e visando um grande futuro não demorou muito para começarem os treinamento de Nalklyr, aos 10 anos ele dividia seu tempo com seu pai nos diferentes treinamentos.
       Nalklyr tinha uma facilidade de aprendizado muito grande porém, era preguiçoso, o que se resolvia quando seus pais jogavam em sua cara as humilhações que sofreram durante tantos e tantos anos e tantas e tantas gerações. Eles consideravam que Nalklyr era um prodígio da família. O meio-drow não tinha folga, treinava duro de manhã até a noite se é que podia se medir isso nas profundezas de Underdark.

       Aos 15 anos ele começou a entender melhor os desejos de seus pais e costumava deixar a preguiça de lado para se dedicar a seus treinamentos, mas foi aos 18 anos que ele saiu de fato pela primeira vez de sua cidade para buscar um companheiro animal para auxiliá-lo. Era tradição em usa família seguindo os preceitos de Lolth conseguir uma aranha como companheiro animal.
       Nalklyr foi acompanhado de seu pai explorar os arredores da cidade e mais além, ele estava equipado com um camisão de couro batido, um arco curto, umas 30 flechas, um escudo, uma lança e duas espadas curtas. Durante dias eles vagaram por Underdark enfrentando outras criaturas que por vezes se interpolavam em seu caminho os ameaçando e outras que eles procuravam caçar para melhorar as habilidades de combate de Nalklyr.

       Depois de alguns dias finalmente algo agrada o jovem drow, ele encontra uma grande aranha monstruosa devorando o que parecia ser um Duegar, ele olha para seu pai que acena a cabeça em sinal positivo e ele retribui com um olhar frio:

    -Sua chance, não desonre a família de seu pai, não passamos 18 anos de treinos para ver meu filho  me envergonhar em não conseguir convencer uma uma aranha para lhe seguir…

    Aquela situação deixou Nalklyr extremamente nervoso e com uma responsabilidade enorme nos ombros.

    -Não é tão simples, o senhor sabe que não!

    -Não discuta Nalklyr, simplesmente FAÇA!


    Belgos repreende seu filho e com um aceno de cabeça manda-o conversar com a a criatura. Ela era enorme mas Nalklyr não tinha medo de seu tamanho, julgava ter poder suficiente para derrotá-la caso o atacasse, a sua grande preocupação era agradar seu pai, ele respirou fundo e se aproximou da aranha e percebeu que ela tinha alguns filhotes lsobre sí.

    Rapidamente ela o fitou com seus oito olhos e largou sua comida avançando um pouco com ar ameaçador, o meio-drow a encarava sem medo e quando percebeu que a postura dela seria de ataque começou a por em prática sua habilidades de "conversa" com esses tipos de criatura que ele vinha aprendendo com seu pai.
    Gestos, chiados, gorgolejadas e vários tipos de som eram ouvidos vindo de Nalklyr, a aranha inicialmente não respondia a nada e só o observava até curiosa, depois de um certo tempo eles ja começaram a trocar sons o que se imaginava que uma "conversa" se desenvolvia. Durante muito tempo eles "conversavam", a aranha não parecia estar muito disposta a isso e quanto mais demorava mais Nalklyr ficava nervoso.

       Seu pai apenas o olhava sem expressão nenhuma, mantendo seu olhar frio e decidido, tudo parecia se encaminha bem, porém com seu olhar perspicaz Belgos percebeu um enorme vulto descendo do teto lentamente e quando pode observar melhor se tratava de outra aranha, dessa vez bem maior que a que Nalklyr conversava e parecia que nem Nalklyr nem a aranha perceberam a aproximação do inimigo, Belgos nada disse, afinal seu filho e talvez sua futura companhia deveria aprender por sí sós, ele nada falou e apenas observou.

    Seu olhar frio e expressão não mudavam, mas em seu interior a preocupação crescia cada vez mais, conforme a criatura se aproximava de seu filho.
    Quando ela estava bem próxima a aranha grande que conversava com Nalklyr a percebeu, foi nesse momento que a criatura tentou saltar sobre a aranha que conversava com Nalklyr, mas ela foi rápida e num salto evitou o ataque, o impacto da aranha enorme no chão fez voar lascas de pedras para todos os lados e uma delas acertou Nalklyr em cheio em seu tórax quebrando uma de suas costelas, ele caiu no chão se contorcendo em dores e pedindo ajuda de seu pai:

    -Pai, me...me ajude!

    O drow olhou friamente para seu filho e respondeu:

    -Este é seu desafio Nalklyr você que tem que vencê-lo sozinho…

    Dito isto ele se retirou do local desaparecendo nas curvas da caverna deixando Nalklyr sozinho para combater a aranha enorme, mas ele não estava sozinho, a aranha menor também estava lá, lutando pela sua sobrevivência contra uma criatura mais poderosa que ela e naquele momento, Nalklyr passou a entender melhor a natureza da vida, ele parecia ter se agradado da nova companheira e tinha quase certeza já em sua mente que ela deveria ser sua parceira, mas o medo o acometeu e ele não conseguia se mexer.

    Do outro lado aranha menor sofria para evitar os golpes da aranha enorme e seu contra-ataques não eram efetivos, Nalklyr ergue-se bastante ferido se empunhou com seu escudo e sua lança e partiu para cima da aranha enorme que estava distraída atacando a aranha inimiga, num movimento preciso ele cravou a lança nas costas da aranha fazendo-a chiar de dor e virar para contra atacar, sua gigantescas quelíceras desceram como um raio em direção ao corpo de Nalklyr mas ele ergueu seu escudo de metal e bloqueou o golpe da criatura, porém a força do impacto o derrubou no chão e amassou parte de seu escudo machucando bastante seu braço.

    Nalklyr agora estava lá quase indefeso perante a enorme aranha e ela aproveitou a oportunidade para dar o golpe final.

    Ela ergueu-se sob suas patas traseiras para descer e matar o jovem meio-drow com suas gigantescas quelíceras venenosas, então,  a aranha menor saltou sobre ela e cravou as suas quelíceras venenosas na aranha enorme injetando bastante veneno, quase que instantaneamente a aranha enorme passou a ficar mais lenta o que passou a facilitar o combate, Nalklyr levantou-se a passou a estocar a aranha enorme ao mesmo tempo que a aranha grande picava-a injetando cada vez mais veneno. Mesmo envenenada a aranha enorme feriu bastante a aranha grande durante o combate que se sucedeu e Nalklyr, principalmente com pancadas com suas enormes patas e corpo.

    Ao final ela jazia morta e Nalklyr estava caído muito ferido de um lado e do outro a aranha grande andava quase que se arrastando devido a 3 de suas 8 patas estarem quebradas, duas do lado direito e uma do lado esquerdo fora vários arranhões e afundamento de carapaça em seu corpo. Após alguns passo a aranha caiu e encontrou seu fim.

    Não demorou muito e o pai de Nalklyr re-aparece na curva se aproximando de seu filho e da aranha, ele então pronuncia alguma palavra de poder e toca Nalklyr.

    -Porque me abandonou aqui!? Eu poderia ter morrido! E nós perdemos a aranha, ela está morta,Pai!


    -Você ainda não entendeu? dizia Belgos de modo ríspido e continuou:

    -Se você falhasse morreria e não mereceria ser nomeado como Druida de nossa família, você passou pelo desafio e minha missão e de sua mãe acabam por aqui, agora é com você, leve a carcaça dessa aranha enorme e se ofereça para servir o exército e o círculo druídico do subterrâneo e conveça o filhote daquela aranha que o ajudou a seguir você. Ela Talvez crescerá um dia, nem todas as aranhas crescem tanto independente de seus pais.

       Dito isso ambos retornam a cidade, a aranha miuda segiu Nalklyr, ele havia a convencido  e agora era sua companheira, o Meio-Drow.  Estava irritado com o pai mas ao mesmo tempo sabia que tudo isso foi necessário e agora tinha uma nova companheira.

    -Parece que nos entendemos...preciso lhe dar um nome vejamos...ah sim Shivra! Um bom nome não concorda?

    A aranha emitiu um conjunto de sons que pareciam um sim, Nalklyr seguiu o caminho todo "conversando" com aranha a enquanto seu pai seguia sério e sereno a sua frente.
    Nalklyr não voltou para casa seguiu direto arrastando a aranha enorme amarrada por uma corda até o posto de tropas e lá apresentou a aranha e se ofereceu para servir as tropas da cidade.

    O feito agradou o comandante que aceitou o novo recruta sem impor dificuldades e complicações a partir daí ele passou a morar praticamente no posto com outros de todas as classes e famílias e mais uma vez passou a sofrer humilhações pelos mais fortes ou mais ricos, no entanto, isso só o instigava a crescer e se desenvolver para ser poderosos o suficiente e ganhar respeito.

    Ele não se importava com a vida dos outros mas não tinha o prazer como a grande maioria dos membros de sua raça tinham em matar os inimigos de preferência de modo cruel e doloroso, ele não gostava disso, nunca gostou e apesar da maldade está enraizada no sangue de sua raça sua família nunca foi dessa índole e com ele não foi diferente, Nalklyr não era bom mas também não era maligno ele preferia a indiferença e a liberdade assim como a familia de seu pai e de sua mãe.

    Nas tropas, os druidas eram enviados na retaguarda com suporte aos guerreiros durante alguns anos que Nalklyr serviu as tropas, eles guerrearam contra Duegars, Gnomos das profundezas, tribos de globinoides, invadiram covis de Trolls e trogloditas e tudo isso fazia Nalklyr ficar ainda mais poderoso, em pouco tempo ele subia de posto na hierarquia militar e vinha ganhando o respeito tanto buscado, no entanto ocorreu o que ele não havia previsto, um de seus irmãos, o mais novo Beliar se desentendeu com com uma familia mais poderosa e acabou sendo assassinado por eles, Beliar era muito querido por Nalklyr e assim que soube o drow foi até sua casa encontrando seu pai que tentou convencê-lo a esquecer o fato e seguir nas tropas.

    Nalklyr percebendo que nada mudaria por alí, foi até a família e exterminou os três membros e após assassina-los fugiu de Underdark sem se despedir de ninguém procurando uma nova vida trabalhando muito longe dali, foi então que ele encontrou o circulo druídico de nas floresta que circundam o Mar da Lua, sob a Liderança de um Orc chamado Barruluk, um velho orc que tinha um rato atroz como companheiro animal.

    Lá o Meio-drow passou a viver dedicando-se a proteger a floresta, mas sempre que podia buscava algum trabalho extra para sobreviver e não escolhia muito, contanto que as moedas estivessem em seu bolso.

    E um de seus trabalhos acabou levando-o para o Mar da Lua.
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    Mensagem por Artorias em Ter Abr 02, 2019 11:26 pm

    Kvothe, "O Cabelo de Fogo"


    Background:

    Filho de uma família de artistas itinerantes, aprendeu desde criança os segredos do ilusionismo, como fazer rir o público com palhaçadas e fazê-lo chorar de emoção com um drama, sua infância feliz ganhara um grande trauma quando uma seita misteriosa dizima todos seus familiares e conhecidos, sendo o único sobrevivente, aprendeu a viver nas ruas através do furto e do blefe, quando mais velho suas aventuras o levaram para as suas origens, vivendo como artista. Conquistara fama com seu talento, encontrara um amor e perdera novamente pela mesma seita misteriosa que reacendera seus traumas, agora seria capaz de encontrá-los e realizar sua vingança, usando seus talentos variados como artista, manipulador e negociador para encontrar pistas sobre esses assassinos. De cidade a cidade coleta novas informações com seus trabalhos itinerantes, vai deixando sempre sua marca, as pessoas nunca esquecem dele e de seu “Cabelo de Fogo”.
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    Mensagem por Norox em Qua Abr 03, 2019 1:53 am

    Background de Ta'burz Crohar, o Meio-Orc Bárbaro:
    Ta'burz Crohar é um Meio-Orc de pele levemente esverdeada, cabelos negros, olhos castanhos e com caninos inferiores um pouco avantajados.

    Nascido na região de Vaasa, Crohar é filho de uma Humana com um Orc. Após seu nascimento, sua mãe decidiu fugir com seu filho recém nascido para longe do pai, pois ela temia que sua cria se corrompesse com as atitudes malignas dos Orc. Não podendo se aproximar das cidades devido ao preconceito, a mãe de Ta'burz o criou em uma pequena fazenda que estava abandonada às margens da civilização. Lá o Meio-Orc cresceu, conheceu uma companheira humana e teve um filhinho, um lindo bebê meio-orc. Sua vida de fazendeiro era muito boa e tranquila, até o dia em que sua casa foi emboscada.

    Crohar voltava da floresta após caçar alguns coelhos, em um final de tarde, quando encontrou a residência completamente destruída, sua mulher e filho mortos e suas terras queimadas. A única coisa deixada para trás, além do rastro de destruição, foi um pedaço de tecido que continha parte de um símbolo do antigo clã Orc de seu pai. A primeira reação de Crohar foi enlouquecer e a segunda foi a de jurar vingança. A partir daquele dia aquele Meio-Orc tinha um só objetivo: Vingar a morte de sua família e Devastar aqueles que o fizeram sentir tanto sofrimento.

    Devido ao seu momento de fúria, Ta'burz se deixou levar pela crença em Gruumsh, o Deus Orc da Destruição que era cultuado por seu pai. Isso pelo simples fato de estar enfurecido atrás daqueles que tiraram parte de sua vida. De forma despreparada e pouco usual, Ta'burz se entregou ao lado Bárbaro e Selvagem de sua linhagem não-humana.

    Assim passou à buscar por aqueles que mereciam sentir o mesmo que ele sentiu, mas, por um acaso do destino, o máximo que conseguiu foi emboscar um grupinho ou outro de membros dispersos que não informaram aonde se encontrava o líder ou a base do Clã que estava procurando. E assim seguia Ta'burz Crohar: Um Meio-Orc Bárbaro, ex pai de família, um pouco fechado, turrão, que sequer se importava em manter algum dos padrões de cordialidade dos humanos e que vagava por diversas terras buscando sua vingança.
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    Mensagem por Kether em Qua Abr 03, 2019 12:47 pm

    O jovem Elric Melniboné foi encontrado no rio Arkhen por membros das Espadas de Archendale que eram liderados pelo cavaleiro conhecido como Espada Negra. Elric estava "guardado" dentro de um escudo de madeira negra e embrulhado numa capa de cavaleiro com o Símbolo Sagrado de Tyr. O Cavaleiro ao identificar o item sagrado, levou o bebê para o Templo de Lathander entregando-o aos cuidados da Clériga Stelaga Brightstar. O jovem Elric, nome dado em honra de um Sacerdote que havia prestado serviços ao Templo durante muitos anos, e seu sobrenome estava gravado no Símbolo Sagrado que foi encontrado junto com o bebê.
    Desde jovem Elric embora ser criado por clérigos de Lathander, sempre orava para aquele que para todos salvara sua vida o Deus Tyr.

    Quando chegou a idade de Elric ser ordenado como Clérigo e escolher o seu Patrono, o jovem conversou com sua mestra e tutora Stelaga Brightstar que ele desejaria ser ordenado com Clérigo de Tyr. A Sacerdotisa então parte com um grupo de sacerdotes e poucos guardas para a segurança em direção a cidade de Phlan onde há um dos poucos Templos de Tyr.

    Na parte de ida para as Ruínas tudo transcorreu de maneira tranquila até o ritual de ordenação de Elric. Porém como Tyr é o Deus opositor da maior crença do Mar da Lua, Bane. A sua ordenação chamou a atenção pela evocação realizada no próprio ritual. As ondas divinas na realização do ritual forma tão fortes que foram identificadas no Forte Zhentil.

    Enviados pelo sumo sacerdote de Bane um grupo de Zhentarins foi enviado para averiguar o que ocorrera, então a caravana que retornava para sua cidade natal sobre uma emboscada, mas graças a presença de Stelaga Brightstar as perdas são minimizadas, mas grande parte dos integrantes são mortos e Elric é severamente ferido no combate.

    Depois de se reestabelecer, Elric, tem uma reunião com Stelaga Brightstar que lhe conta sobre o grupo que havia atacado a comitiva. Eles faziam parte de um grupo de cavaleiros chamado Zhentarins e que seu líder, conforme diziam as informações era um poderoso sacerdote de Bane, o conhecido inimigo de Tyr. Guiado pela intuição divina, Elric pede a sua tutora que o permitisse partir pelo Mar da Lua levando os ideais da Justiça de Tyr.

    Esta viagem o colocou uma segunda vez em combate contra seguidores de Bane, pois o jovem se posicionou firmemente contra uma ordem de execução sumária dada por um sacerdote de Bane contra uma menininha que havia roubado três maçãs para saciar sua fome, mais uma vez a sorte sorri para Elric que consegue a muito custo sobreviver ao embate e fugir da cidade após libertar a menina de nome (Serene ??? - ele não lembra o sobrenome dela) mas os ferimentos o fazem perder os sentidos na fuga. Ele novamente é encontrado por uma comitiva e suas vestes de sacerdote nas cores da Igreja de Lathander fazem com que o levem para um Templo onde alguns moradores orem para Lathander, dentre outras divindades na cidade...
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    Mensagem por Edu em Qua Abr 03, 2019 3:02 pm

    O inverno vem,
    Frio como um gelo
    Soprando um vento que apaga o fogo mais quente
    Com ele vem ela, a rainha,
    Aquela que o esfriará,
    Aquela que o congelará,
    Aquela que o matará,

    Song for Mab, queen of air and darkness



    Nascida em Impiltur Rachel era uma simples garota na cidade de Ilmwatch. Seu pai era um comerciante que trabalhava com o comercio da rota entre o Grande vale e o reino de Damara. Não era uma grande coisa mas ela tinha uma vida confortável. Não passava fome e nem frio, mas não ia muito além disso, como por exemplo não podendo pagar o ensino da filha numa academia de ensinos arcanos.

    Um dia num inverno esquecido enquanto estava em casa ela recebeu uma estranha visita. Foi uma monótona batida na porta. Ela abriu e uma criança muito palida estava do lado de fora. O mesmo monótono tom da batida na porta era o da sua voz, ela dizia:

    Está frio aqui fora, posso entrar para brincar com você?

    Como Rachel era uma criança inocente ela a deixou entrar. Essa decisão mudou para sempre a sua vida. A estranha menina sentou num canto da sala e ficou ali sem falar nada. Querendo animar a coleguinha foi até a cozinha pegar uma bebida doce e quente, mas quando voltou a menina tinha desaparecido por completo.

    Nos primeiro dias após esse evento estranho Rachel ficou muito doente com os seus sintomas mudando toda vez que um medico tentava diagnosticar a sua doença. Seu estado de fragilidade e débil permaneceu até que conseguira encontrar um clérigo e removeram a maldição que persistia sobre o seu corpo.

    Tudo pareceu ter voltado ao normal logo depois que a maldição foi retirada do seu corpo, mas a pequena Rachel percebeu que não era isso exatamente o que tinha acontecido com ela. Já nos primeiros anos da sua adolescência enquanto caminhava pelas ruas da fortificada cidade de Ilmwatch via criança com olhos completamente pretos e peles pálidas a encarando. No fins de tarde e durante as noites o bafo gelado sempre vinha, seja por de baixo da porta ou por uma pequena fresta da janela aberta.

    Isso foi parar quando ela começou a manisfestar os seus poderes. Os poderes de um warlock podem ser raros e pouco imaginativos mas quando se manifestam são absolutamente assustadores, porquê vem de lugar inesperado numa explosão de energia violenta e incontrolável. Foi numa discussão com a sua mãe, irritada como qualquer adolescente por não conseguir o que queria. Os objetos ao seu redor começaram a quebrar um por um em sequência. Todos arregalaram os olhos e Rachel sentiu na hora muito medo. Sabia do seu histórico, principalmente com o que acontecera anos atrás.

    Os questionamentos na sua cabeça começaram a pipocar que nem loucos. Será que eu continuo amaldiçoada? O que aconteceu comigo naquele dia? Quem era ou o que era aquela criança? Posso fazer isso de novo? Essas foram apenas alguma das perguntas que apareceram na sua mente durante essa tempestade mental.

    Por lado aparecia um medo do fenômeno que estava acontecendo com ela, por outro vinha a excitação de um novo mundo que se abria para ela e que tinha muito curiosidade para explora-lo. Nos anos entre a infância e a juventude, vem a clássica rebeldia e a atração por coisa pouco convencionais, ou totalmente previsíveis mais simplesmente contra a vontade dos seus pais. Não posso dizer que Rachel tenha sido diferente ela apenas tomou uma curva uma oculto e coisas não muito faladas.

    Tudo mundo nessa idade tem o seu grupinho de amigos que vivem suas pequenas e chatas aventuras mundanas no cotidiano controlado de uma cidade como Ilmwatch. Rachel foi bem diferente nesse quesito, a jovem fez amizade com criaturas estranhas como por exemplo: um gnomo cego que vivia num beco escuro, ou uma elfa itinerante que vivia na parte externa as muralhas e magos estranhos com roupas remendadas nos quais ela comprava livros sobre magia arcana.

    Essas ligações estranhas e livros arcanos não frearam a sua curiosidade, logo começou a se aventurar fora das muralhas de Ilmwatch. Como uma garota curiosa queria só observar e conhecer o mundo. Já completamente em conhecimento do seus poderes e do que tinha se tornado. Uma warlock, quem diria,hein? Mas uma pergunta que não queria calar na sua cabeça era qual entidade era aquela que lhe deu poderes. Nenhum dos livros que ela tinha lido esclarecia a sua duvida, por isso mesmo que seus pés a levaram cada vez para mais longe da sua cidade natal e como diz um velho sábio halfling “Quando você viaja tem que aprender a controlar os seus pés senão perde o caminho de volta para casa”.
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    Mensagem por Claude Speedy em Qui Abr 11, 2019 1:13 pm

    Durante o tempo das Perturbações Lord Ao foi avistado, um culto à sua personalidade foi criado na cidade de Thentir.
    O deus soberano de todos deuses não dá poderes aos mortais a não ser em Zazesspur. Pelo menos era o que se tinha ouvido falar...

    Foi por isso que o ladino Jack Walker acreditava que levando seu filho que tinha nascido diferente por alguma razão ligada ao tempo das perturbações, para lá poder conseguir favores da religião que ele considerava ser a única verdadeira.
    Infelizmente uma coisa que ele não sabia, é que Ao de fato nunca concede poderes aos mortais e foi descoberto que Cyric é quem de verdade era o responsável por essa fraude.

    Mas é fato que as terras de Thentir são infiltradas com todo tipo de artimanhas entre seus habitantes e rapidamente um grupo de seguidores de Mask se apropriaram dos que ainda desejavam acreditar que existia apenas um Deus, foram eles quem receberam Jack e seu filho e instruíram a importante viagem que ambos deveriam fazer.

    Os servos de Mask, se passando por ministros de Ao, adotaram o garoto conhecendo sobre suas capacidades mágicas e depois de alguns anos acabaram cedendo parte da ideia de que Mask era o verdadeiro Deus, mas isso é um segredo que o rapaz não poderia contar para qualquer um. Tudo que diziam é todos os deuses são "máscaras" de Lord Ao, portanto a única e verdadeira religião era daquela obscura ordem.

    No meio dos planos mirabolantes dos ladinos rapinantes de Mask imigrados de Tenthyr em direção do forte estão uma investida que visa tomar a rede ampliada deles assim que um ataque de aventureiros ou soldados for direcionado. É uma ação ambiociosa, onde eles confiam que os estranhos poderes mágicos do rapaz possam abrir caminho para isso... Mas o coração bondoso, apesar de trapaceiro, do jovem chamou a atenção de alguns harpistas que ocultos o veem como um possível aliado e talvez esses e algumas outras nobres almas corajosas que possam reverter esse jogo entre o Deus dos Ladrões e o Deus da Tirania.
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    Mensagem por Naruto em Sex Abr 12, 2019 12:42 am

    Ful´jin Siannodel é um poderoso druida e um de seus filhos, dizem o mais amado, chamava-se Laucian e quando ele casou com Vedhanya ouve muita festa na floresta na qual ficava o círculo e Laucian era um habilidoso ranger e uma noite recebeu a visita da deusa Mielikke que em seu sonho o mandou pregar o seu nome no vale da Névoa e Ful´jin respeitando a vontade da filha de Silvanus abençoou o casal que se estabeleceu naquele vale e por algum tempo viveu feliz.

    Mas a maldade dos Zentharin chegou ao vale e sua pequena fazenda foi atacada e Laucian e Vedhanya lutaram ferozmente e a guerreira elfa deu cobertura para o marido, um habilidoso ranger, enganar os malditos Zentharin e levou a sua pequena menina chamada Elenna e cavalgou dois dias inteiros despistando os rastros e muito ferido consegue chegar a floresta do seu círculo natal e só teve tempo de dizer ao pai que fora os Zentharin os responsáveis por esta tragédia. E o avô se apegou àquela menina se transformando em um com ela e até o imenso e feroz Aramuk, se afeiçoou a pequena, muitas vezes a deixando dormir abraçada com ele e a pequena cresceu e seguiu os passos do avô e se tornou em uma bela druida, habilidosa e gentil, tem o amor da natureza e ama os animais como se seus irmãos fosse e estava procurando ervas para o avô em uma montanha não muito distante quando recebeu o chamado do avô e levou no seu alforge as ervas que o avô pediu e curiosa segue para o encontro com seu amado avôzinho para satisfazer este seu pedido.
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    Mensagem por Mellorienna em Seg Abr 15, 2019 8:41 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar
    Undone. Uproar. Unravel.





    Casa da Personagem:

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    Estúdio de Criação:

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    - Agora chega, sim? Deixe um pouco para os outros. - sorrindo, a moça afastou o gatinho malhado do prato de leite, enquanto pegava uma grande caneca fumegante cheia de chá que repousava sobre o balcão da pia. Mayhem não tinha animais de estimação. O que não impedia que a casa vivesse cheia deles.

    Há muito tempo o coração da jovem ansiava pelo horizonte das montanhas. Mulmaster. Cidade de seus antepassados. Filha temporã de um casal já bem idoso, Kate Khenistar deixou Melvaunt após a morte dos pais, principalmente por não querer ser um entrave para as irmãs. O apelido de Mayhem não era a toa e a desorganização eficiente de que a garota se cercava já havia gerado problemas com os familiares mais de uma vez. Tudo piorava quando algum experimento explodia, desarmava nas mãos de uma criança ou espirrava ácido por aí. As preces das irmãs nos templos eram muito mais para que Mayhem tomasse juízo do que para sarar os arranhões e queimaduras leves dos sobrinhos que ela havia ferido sem querer ao longo dos anos.

    Ela não. Suas criações. Desde muito pequena, Kate queria saber como as coisas funcionavam. Única criança em uma casa de adultos (a irmã mais próxima em idade era Kelly, 13 anos mais velha), a pequena Mayhem desmontava e montava (nem sempre com perfeição, no começo) todo tipo de equipamento da casa dos pais e das irmãs (Katherine, 17 anos mais velha, e Kimberly, 21 anos mais velha, casadas desde que Mayhem se lembra). Apesar de receber incentivo da família, sua curiosidade muitas vezes resultou em confusões, de onde veio a alcunha - que Kate Khenistar adotava com orgulho: a descoberta da ciência era um caminho tortuoso, afinal.

    Diziam que ela havia herdado todo esse jeitinho com as máquinas da bisavó materna, que supostamente teria sido da raça dos Gnomos. Mayhem não sabia até que ponto aquilo era uma mera lenda - ou uma forma das irmãs tentarem provocá-la por ser baixinha - mas a vergonha dos cabelos azulados, que chamavam atenção nas festas de família, havia passado com os anos. Prendendo os fios muito longos em um coque bem alto e cheio, a moça debruçou-se sobre a mesa de projetos, bebericando o chá enquanto observava o quintal. Cachorros e gatos para todo lado. Haveria coelhos, se fosse mais cedo, e raposas, se fosse mais tarde. Talvez o fato de que podia entender os bichos - e eles podiam entendê-la também - fazia com que os animais da vizinhança sempre quisessem dar uma passada por ali. Mayhem guardava segredo absoluto dessa habilidade (que acabaria por confirmar sua longínqua herança gnômica), mas mantinha sempre água, comida e leite disponível para os pequenos amiguinhos. E ao pôr do sol, quando os passarinhos se uniam para cantar com ela, dava sementinhas para as pequenas aves emplumadas na palma da mão.

    De forma geral, vivia uma vida tranquila e confortável. A casa, coberta de hera e decorada como se o arco-íris precisasse de um lugar para se esconder quando não está no céu, era sempre bagunçada, porém limpa e com um suave perfume de flores e madeira. Nos dias frios, a lareira queimava constantemente, e sempre havia algo no forno - fosse uma torta, fosse uma peça de cerâmica esculpida para uma das engenhocas de que Mayhem se ocupava. Habilidosa com as mãos, a garota ganhava dinheiro projetando e construindo mecanismos de todos os tipos, muitos testados em sua própria casa (que contava com aquecimento de água, encanamento, calefação e sistema de acendimento automático de lamparinas, além de alarmes e armadilhas diversas). Seus maiores clientes eram os comerciantes da cidade, para quem desenhava e fabricava sistemas de segurança de todo tipo. Mas já havia consertado algumas clepsidras para nobres e aberto uma ou outra porta para cidadãos de todas as classes que perderam as chaves da dispensa ou do porão - e que só se lembraram delas quando o Inverno lançou suas garras nos contrafortes das montanhas do Mar da Lua.

    Mayhem costumava ir à cidade duas vezes por semana: uma para oferecer manutenção aos sistemas que instalou para os clientes - ao custo de uma peça de cobre por visita técnica preventiva e uma peça de prata por visita técnica corretiva - e outra para comprar suprimentos - seja comida, sejam materiais e peças. Já vivia ali há quase três anos, e visitava as irmãs em Melvaunt sempre durante o Festival do Verão, quando iam à praia apenas para que Kelly e Kimberly brigassem porque ela estava magra demais e Katherine implicasse com todas as roupas que vestia. Mayhem sorriu, terminando o chá e começando os cálculos para a nova roda d'água do ferreiro.

    Era bem verdade que ela não sabia se vestir. Costumava se enfiar em blusões de lã feitos a mão, onde caberiam com folga duas Mayhems, e prender os cabelos azulados em um coque alto, para que não atrapalhassem os óculos com lentes de aumento que havia projetado para ajudar em suas criações. Gostava de meias coloridas. E só. Vagava pela casa de blusão de lã e meias de cores desconexas, a menos que tivesse muita necessidade de vestir outra coisa. Quando ia à cidade, adicionava calças de couro maleável e botas macias ao conjunto - que escondiam as meias. Falava pouco, porque sempre teve vergonha da voz de passarinho e não sabia muito bem como puxar assunto com as pessoas. Mas se dava ao luxo de ir à taverna, todas as vezes, onde bebia uma caneca de cerveja em honra de Nossa Senhora da Alegria, Liira, cuja religião havia aprendido a seguir desde a infância em Melvaunt. Ali, em Mulmaster, o culto da Deusa da Felicidade era quase inexpressivo, porém Mayhem guardava em seu coração os ensinamentos e buscava o contentamento em cada pequena atividade que realizava: assim entendia que era a boa-vida.

    De bem precioso, tinha apenas o velho diário de sua bisavó-supostamente-gnoma. Era um caderninho pequeno, com capa em couro marrom, escrito em um alfabeto intrincado e desconhecido para seus familiares. O item era tratado como mera curiosidade, mas a jovem Mayhem tinha conseguido decifrar a escrita. Ruathlek era como se chamava aquela língua. A bisavó-supostamente-gnoma nomeava alguns usos para o idioma secreto em páginas esparsas. Mas, no mais, o diário era como ler um romance histórico. A própria Mayhem havia adquirido o hábito de registrar seus dias em um pequeno caderno, mesmo que muitos fossem apenas mais do mesmo. Nada das mil aventuras e dos mil romances da bisavó-supostamente-gnoma. Por ali, a vida transcorria em ritmo muito mais sossegado.

    Olhando o próprio reflexo turvo na caneca de chá, a jovem ajeitou um pouco os cabelos, meio sem saber como fazer para melhorar a bagunça azulada e volumosa que eram suas mechas. Já havia escutado um ou outro bêbado falar uma coisa ou outra sobre seu "nariz bonitinho" quando ia à taverna - ou ao menos achava que era isso que haviam dito. Mas ela era pequena o suficiente para ser confundida com quem era Pequeno de verdade - halflings e gnomos, em maioria, vez que era muito esguia para ser anã - e o povo do Mar da Lua era desconfiado até o pó dos ossos. Não que Mayhem se importasse: nunca havia sido beijada, mas garotas que eram beijadas por aí carregavam no peito uma máquina que nem mesmo ela seria capaz de consertar. Afinal, não havia cola no mundo que pudesse curar corações partidos.




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    Mensagem por raviollius em Seg Abr 15, 2019 10:10 pm

    Galador cresceu num pequeno vilarejo rural próximo ao Vale do Rastelo, na Terra dos Vales. Filho de camponeses, sua infância foi marcada pelo trabalho árduo e o ocasional ataque de monstros provenientes da floresta próxima. Um problema recorrente para os locais, apenas o forte senso de comunidade dos aldeões – e a ajuda esporádica de heróis aposentados – tornava possível a vida no local. Este meio lhe propiciou contato com a realidade da morte ainda em seus anos formativos, uma incursão de goblins ceifando a vida de ambos os seus primos.

    Os anos se passaram, e Galador se viu forjando uma amizade improvável com Davis, “O Bandana” – um aventureiro aposentado que por algum motivo decidiu se fixar no local. Davis nunca fez questão de esconder sua experiência no lado errado da lei, mas sua disposição em ajudar os locais rapidamente se sobressaiu a qualquer crítica ao estilo de vida que levara. Dele, Galador ouviu diversas histórias fantásticas sobre missões arriscadas para salvar donzelas, invasões audaciosas à mansões de duques, e mesmo a ocasional remoção de membros mais tóxicos à sociedade. Ainda que filtrasse tais histórias com certo ceticismo, elas despertaram no jovem a vontade de um dia viver a própria aventura.

    O despertar de sua afinidade para magia arcana foi uma feliz surpresa, ainda que a sua expressão não fosse particularmente dramática. Talvez mais surpreso que o próprio jovem, Davos se provou não só amigo mas mentor: no dia seguinte ele lhe entregou meia dúzia de tomos empoeirados, passando a instruí-lo em seus primeiros mistérios arcanos.

    Os anos se passaram e o poder de Galador aumentou consideravelmente, o agora mago somava seus esforços aos demais aldeões na proteção da vila. Talvez na mesma proporção cresceu seu ego, tornando-o levemente grosso e arrogante – ainda que alguns considerem sua franqueza algo respeitável. Passou a carregar certo ar de superioridade, ocasionalmente utilizando de o intelecto para intimidar terceiros à submissão. Também desenvolveu uma forte intolerância à injustiça, sendo impelido a fazer algo e/ou dar voz às suas objeções onde quer que a encontre - somado a um saudável apetite por vingança quando ele mesmo era a parte ofendida.

    Recentemente um grupo de aventureiros passou pela vila em busca de um guia que conhecesse a orla da Floresta. Vendo ali uma chance Galador os levou pelas trilhas conhecidas, acompanhando-os mesmo quando se desviaram destas e por fim encontrando um complexo em ruínas. O grupo se aventurou por ali, descobrindo rapidamente que o local era infestado por um grande número de mortos-vivos. Com a ajuda do mago, os aventureiros eventualmente limparam o local, descobrindo - e destruindo - um orbe mágico que parecia ressonar com os mortos. Porém, tal vitória cobrou seu preço: metade do grupo pereceu no conflito, sendo enterrados nos limites da vila.

    A experiência marcou Galador, e está mudando aos poucos a forma como encara seu domínio sobre os mistérios arcanos. Mais que simples poder, ele se pôs em busca da maestria no uso da dádiva de Mystra - sem saber que não é ela a fonte de sua magia...
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    Mensagem por Obsservador em Sex Maio 17, 2019 10:23 am


    George Mayhew é um pequeno halfling da Terra dos Vales e assim ele teria permanecido se não fosse o contato com seu tio Ubyn Blackalbuk. Geoge era ainda uma criança quando conheceu seu tio que sempre o fascinou com suas histórias de aventuras fantásticas, esquemas mirabolantes e trunfos hilários que fariam qualquer pequenino (adulto ou criança) rir até as costeletas caírem.
    Tio Ubyn não era o único a contar histórias, claro, mas fora o mais marcante entre eles por que Geroge sabia que o tio realmente era um aventureiro de verdade e até chegara a conhecer alguns de seus companheiros de aventuras. Seu pais desaprovavam tal comportamento, é claro, e sempre diziam que o Tio Ubyn apesar de divertido não era um bom exemplo para as crianças: algo que todo adulto concordava imediatamente. Fato é que nós halflings (em nossa maioria) gostamos de histórias inteligentes mas preferimos que elas aconteçam além de nossas fronteiras.

    Não me deixei prender pelos costumes de meu povo e assim como meu tio cresci com uma coragem a mais no peito. Com o passar do tempo o Tio Ubyn passou a nos visitar cada vez menos mas isso não nos fez deixar de trocarmos mensagens: conversávamos através de cartas. Li bastante de suas histórias ao longo da vida e passei a compartilhar um pouco das minhas, pois sobre a sombra do manto de Brandobaris eu vesti meu capuz e fui atrás de minhas próprias aventuras.

    Confesso que não tenho a mesma sagacidade de meu tio mas dou o meu melhor e já sobrevivi a drows, zentharis e goblins com um arranhão ou outro: o que importa no final é a história por trás que poderá ser contada adiante. Em suas últimas cartas meu tio me informara que havia dado um tempo entre as viagens e as aventuras e se estabelecido no Mar da Lua. Quem em sã consciência se acomoda no Mar da Lua? Lugarzinho frio igual elemental do gelo! Péssima escolha tio, péssima escolha! Tira até a vontade de ir visitar, sem querer ofender. E de fato acho que nunca iria visitar, se não fosse a última carta que recebi informando sobre um futuro velório.

    Talvez o velho tenha ficado louco, pensei com meus botões de madeira por baixo da armadura pesada. Mas meu tio não era halfling de dar ponto sem nó, e apesar de não saber no que ele estava envolvido, sei no meu intimo que deve ser algo importante. Ele não iria sossegar por nada em um lugar recluso como o Mar da Lua e aceitar o fato de morrer com tamanha facilidade.

    Tentei chegar antes do ocorrido, mas a vida de clérigo de Brandobaris não paga bem (sabe como é né); então quando consegui chegar até meu destino me tio já havia encontrado o dele. Conversei com amigos e o pessoal da redondeza e descobri que o velho grupo havia se reunido uma última vez para o seu velório. Fico grato por isso. Também chegou a meu conhecimento de que um grupo herdou a casa do velho Ubyn Blackbulk... isso é interessante por si só mas veja só meu espanto quando encontrei a casa quase toda queimada e descobri que os "herdeiros" haviam seguido adiante com os velhos companheiros de meu tio.

    Já me envolvi em histórias alheias por muito menos, certamente não deixarei essa história de lado. Seja lá o que meu tio estava fazendo irei dar fim ao seu trabalho.
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