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    A Lira do Bardo

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    Mensagem por Tellurian em Ter 2 Jul - 20:48

    pra estrear esse espaço novo, vou postar algumas poesias, que escrevi anos atrás (tenham isso em mente ao ler, tá? Eu era só um garoto.)

    A Donzela e o Dragão

    Deitado na estrada em noite sombria
    Lembrando as histórias vividas um dia
    à luz das estrelas o bardo cantava
    Esperando o sono que já não tardava

    Ao som límpido de sua bela canção
    contava a história de um antigo dragão
    Que uma vila pacata aterrorizava
    Exigindo tributos, e uma escrava

    A jovem mais bela foi selecionada
    E ao antigo Dragão foi ofertada
    Tal era a beleza da jovem escrava
    Que ouro e jóias sua face ofuscava

    Mas hoje algo minava sua beleza
    Pois a face da jovem transparecia tristeza
    O sorriso que antes brilhava como ouro
    Foi trocado hoje por lágrimas e choro

    Tal era a tristeza da jovem Sophia
    que sua beleza apagava e morria
    E o Dragão, comovido, com o seu sofrer
    Pois tal obra de arte não se devia perder

    "Por que choras?", o Dragão perguntou
    E Sophia: "Choro pois ferida estou"
    "Ferida?" Enfureceu-se o Dragão
    "Diz-me quem foi, e com a vida pagarão!"

    "A ferida, senhor, é em meu coração
    Pois a dor mais ardida é a dor da traição
    Na vila cresci, bebi a água e comi o pão
    E hoje fui vendida por meus próprios irmãos"

    E o Dragão, sábio e preocupado
    à jovem respondeu, aliviado
    "Afasta tal dor de teu coração,
    pois traída não foste por teus irmãos"

    "Te deram à mim, em seu esplendor
    não por traição, mas por amor
    Eles te ofertaram, já conscientes
    O ciúme que tenho de meus pertences"

    "Sabiam que mal eu não te faria
    pois a ti, como uma jóia, eu teria.
    Dormiriam tranquilos, sem medo de nada
    Sabendo que em segurança você estava"

    A jovem então, mais uma vez chorou
    E mais uma lágrima em seu rosto rolou
    Mas dessa vez, sua beleza não definhava
    Pois a alegria de seu sorriso, outra vez brilhava.


    O bardo agora, já descansava
    E a imagem da jovem seus sonhos embalava
    E o bardo sonhava em seu coração
    Um dia salvar a donzela do ciumento Dragão.
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    A Lira do Bardo Empty Re: A Lira do Bardo

    Mensagem por Tellurian em Ter 2 Jul - 20:50

    A Espada da Fúria

    Em plena estrada, o Bardo cantava
    Histórias Esquecidas sua harpa entoava
    Mas dentre todas tocadas, uma era especial
    Cantava o bardo sobre uma espada sem igual

    “Em tempos passados, em Era esquecida
    Anões trabalhavam em mina perdida
    Ocupados estavam, lutando uma guerra
    Anões preocupados, defendendo sua terra

    Mas o inimigo só avançava
    Sem piedade, suas casas queimava
    Seu trabalho corrompia, seu povo matava
    E a triste derrota já não tardava

    Mas em noite escura, em solidão
    Trabalhava na forja um grande Anão
    Seu martelo ressoava por toda a mina
    E sobre a bigorna: a sua obra-prima

    A guerra terrível já era esperada
    Pois a sua vinda foi profetizada
    Eras atrás, pelo próprio Pai-Anão
    Que trouxe em seus sonhos a solução

    Viria um tempo de grande violência
    E o povo Anão cairia em decadência
    Mas quando perto de sua derrocada
    Surgiria do fogo lendária Espada

    E qual as estrelas ela brilharia
    E na mão de um herói ela cairia
    E a vitória dos Anões seria alcançada
    Graças à lenda da poderosa Espada!

    Porém a profecia se mostrava enganada
    Pois mesmo com a lâmina já terminada
    O Lendário Herói não apareceu
    E seu povo nas minas, lutando, morreu.

    Mas a glória dos Anões um dia voltará
    Pois o lendário Herói em um tempo surgirá
    Com muito esforço, sua Espada conquistará
    O povo Anão, das cinzas Renascerá!”


    E o Bardo ainda sua estrada seguia
    E sua voz de tristeza já estremecia
    Carregando a dúvida em seu coração:
    Quem seria o Herói do povo Anão?
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    A Lira do Bardo Empty Re: A Lira do Bardo

    Mensagem por Tellurian em Ter 2 Jul - 20:53

    Lago de Lágrimas

    Seguia o Bardo por sua estrada
    Até encontrar uma vila abandonada
    O motivo da fuga era desconhecido
    e sozinho ficava, nosso Bardo amigo.

    E sob a noite enluarada
    O Bardo canta uma balada
    De triste história, muito antiga
    Uma grande tragédia, uma pequena cantiga

    "Em um lugar, esquecido e distante
    chegava um nobre cavaleiro errante
    De grande honra em seu coração
    chegava à cidade Tyr, o Leão!

    buscava o cavaleiro paz e harmonia
    Pois ele almejava mais sabedoria
    Olhando o mundo em meditação
    Passando um ano em contemplação

    E em seu coração morava tal humildade
    que ao chegar em uma tão pobre cidade
    disfarçou-se Tyr de humilde fazendeiro
    escondendo sua posição de nobre cavaleiro

    Pois temia que o povo se intimidasse
    E com fúteis honrarias se incomodasse
    Então à floresta ele se retirou
    e lá um tesouro Tyr encontrou

    andando sozinho, um lago achou
    E uma linda canção, Tyr escutou
    Embevecido ao som de tal melodia
    Tyr se perguntou de onde viria

    E olhando à margem do outro lado
    Uma jovem Tyr viu, admirado
    Cabelos negros e olhos de mel
    Túnica de seda, da cor do céu

    Colhia flores enquanto cantava
    E a presença de Tyr ela ignorava
    O cavaleiro, da moça se aproximou
    E no mesmo instante, se apaixonou

    pois a moça então, o cavaleiro notou
    e o seu olhar o dele encontrou
    Em um segundo, uma era passou
    E aquele instante, pra sempre durou

    e os dois amantes, apaixonados
    juraram viver sempre lado-a-lado
    E sob a luz das estrelas, amor eterno juraram
    E no dia seguinte, os dois se casaram

    O tempo passava em pura felicidade
    Mas o triste destino lhes reservava a maldade
    Pois num dia cinzento, de céu nublado
    Para a guerra Tyr foi convocado

    Tyr, decidido, seu dever cumpriria
    por honrado era, e ao amanhecer, partiria
    A sua esposa começou a chorar
    Mas disse que sempre iria esperar

    E na manhã seguinte, ele partiu
    E com ele o amor da moça seguiu
    E na despedida, ele se fez jurar
    Que após a guerra, pra casa iria retornar

    Mas Tyr não cumpriu o seu juramento
    Pois em tarde sombria, coberta de lamento
    Em campo de batalha, o Cavaleiro tombou
    E para sua esposa jamais retornou

    Ao belo lago jamais voltaria
    à sua esposa ele não retornaria
    E à ela Tyr não mais diria
    Que para sempre ele a amaria.

    E a linda moça se pôs a chorar
    na beira do lago, sempre à esperar
    pois o seu juramento ela cumpriria
    e o retorno de seu amado ela aguardaria

    Mas nunca chegaria a esperada vinda
    E reza a lenda que hoje ainda
    Se a água do lago alguém provar
    O gosto de lágrimas vai amargar."
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    Mensagem por Larissa Aprill em Ter 2 Jul - 22:14

    Oi Caio

    Confesso que não entendo muito de poesias, mas eu gostei bastante.

    A minha favorita foi dos anões....fiquei com pena deles...E me lembrou muito do Senhor dos Anéis.

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    Mensagem por Askalians em Qua 3 Jul - 0:28

    Olha só.. um poeta...
    Parabéns pelas poesias...
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