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    Nightingale - Zoey

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    Mensagem por Alexyus em Qui Abr 23, 2020 10:00 pm

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    Zoey estava sentada na poltrona do avião, pensando sobre as mudanças em sua vida.

    Ela tinha passado três meses em Atenas. Bom, na verdade, não em Atenas, mas numa ilha perto de Atenas, um dos caerns mais antigos e poderosos das Fúrias Negras. Em deferência à considerável raça pura possuída por ela, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender com as maiores anciãs da tribo, o chamado Círculo Externo.

    Não tinha sido muito fácil assimilar todos os milênios de história da tribo. Zoey tinha aprendido muito sobre as lendas antigas, uma visão totalmente nova da mitologia grega. Também conheceu vários mistérios sobre a feminilidade, tanto humana quanto lupina! Ouviu dezenas de histórias aterrorizantes sobre o terrível Patriarca, um poderoso espírito da Wyrm que representava tudo que as Fúrias Negras mais odiavam. Tinha dominado formas de luta, de mudança de forma, dons, uso da Fúria e da Gnose, muitas habilidades incríveis...

    Mas também tinha percebido que jamais seria "normal". Ela finalmente soube que sempre estivera destinada a adentrar esse mundo místico e selvagem, praticamente incompatível com seu modo de vida anterior. Seu gosto musical estava a anos-luz de distância dos instrumentos líricos e tradicionais que aquelas mulheres arcaicas usavam. Comunicar-se com elas apenas na língua garou, já que elas falavam literalmente grego, também tinha sido um problema, pois alguns conceitos simplesmente não existiam naquele idioma...

    Apesar de tudo, pela primeira vez na vida, Zoey não enxergava medo, receio, pânico, ódio ou aversão nos olhos dos outros. Aquelas mulheres eram como ela, tano as jovens quanto as idosas. Na verdade, as idosas impunham um certo medo na garota, um respeito temeroso do que elas eram capazes, mas era algo mais familiar e fraternal, como as relações instintivas dos lobos.

    No fim de tudo, Zoey estava orgulhosa de ser Nightingale, a galliard cliath das Fúrias Negras! Tinha recusado permanecer no caern por mais tempo (até virar uma fúria negra "respeitável", segundo uma das anciãs), porque estava com saudades de casa e da família. Seus pais nem faziam ideia de tudo que tinha descoberto sobre si mesma, talvez nem acreditassem! Mas a jovem Langley sabia que, ao voltar para casa, precisaria equilibrar sua nova vida com a anterior, entrar em contato com as Fúrias Negras americanas, talvez até entrar numa matilha...

    BOOOOMMMMMMMM!!!!

    O avião inteiro estremeceu de repente, e luzes piscaram de modo frenético. Alguns objetos voaram pela cabine, e uma dúzia de passageiros gritou de medo e surpresa. Após alguns segundos, a voz radiofônica do piloto soou por toda a cabine:

    - Senhores passageiros, voltem aos seus assentos e coloquem seus cintos de segurança. Houve uma pane num dos motores e vamos tentar fazer um pouso de emergência sobre o oceano. Por favor, fiquem calmos e sigam as orientações...

    Era mais fácil falar do que fazer. A pressão nos ouvidos pela mudança brusca de altitude já começava a incomodar Zoey, enquanto ela olhava para baixo, para o oceano do qual o avião se aproximava vertiginosamente...
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    Mensagem por Nightingale em Sex Abr 24, 2020 1:04 am

    Nightingale - Zoey Zoey-a10

    Trilha Sonora:


    - Yeaaahhh... Rock'n roll...

    Cantarolava Zoey em tom baixo acompanhando a letra da música que tocava na sua conta Premium do Spotify que ela pagava só metade porque ainda era estudante do ensino médio, embora já fosse considerada Maior. "Obrigada América". Estava sentada com os Headphones ao lado de uma pessoa qualquer enquanto ela tentava se inspirar para uma música que tinha dado a si mesma a tarefa de compor para sua "primeira mudança", aquela da noite em que matou aquele bicho horrendo que chamavam do que mesmo? Fônogi? Fogori? Fômori? Que seja! Ela no momento só conseguia rabiscar no caderno um esboço bem escroto daquele bicho, mas nada saía.

    Fomori daquela noite:
    Nightingale - Zoey Fomori10

    - "Você é o maldito Bardo, Langley..."

    Disse ela para si mesmo rabiscando no caderno inutilmente como se aquilo fosse lhe trazer inspiração para a música daquela noite. Só havia jogado D&D uma vez e por internet, nunca quis pegr o bardo apesar de ela tocar música como eles, porque a gente sabe que o bardo acompanha o heroi e faz reputação, ele puxa o saco do herói e Zoey não gostava de bancar a puxa-saco. A função deles ficou muito clara até na série do The Witcher da Netflix, meu deus, aquela música não saía da cabeça...

    - Toss a coin to your wicther... Oh valey of plenty... Oh valey of plenty... Oooohhh...

    Cara, se ela conseguisse fazer uma música tão genial e viciante quanto àquela numa dessas assembléias ia ser do caralho! Imagina, agora podia Dedicar instrumentos para tocar quando estivesse "Crinada". Ia ser massa! Zoey então, pegava o celular que estava no modo avião e trocava a música para a da playlist "Toss a Coin to your witcher".

    Nova música tocando no Spotify:

    - "Respeito, não faz história."

    Disse em tom baixinho antes de apertar o play. "Jaskier, seu gênio, vou ter que seguir seus ensinamentos". Aquilo era um bardo de verdade, se ela tivesse que ser o Bardo queria ser aquele tipo de Bardo. Enquanto ouvia a música, se distraiu e o desenho rabiscado ao lado era dessa vez o símbolo do Lobo Branco.

    Desenho lobo branco The Witcher:
    Nightingale - Zoey U5pyau10

    "Se eles querem que eu seja um bardo, pelo menos que me coloquem com um Geralt, ia ser interessante... Oh se ia...". Zoey mordiscou o lábio pensando no corpo do Henry Cavill com aqueles cabelos brancos de Headbanger. Ela então olhou para o lado na janela enquanto se lembrava de todas aquelas velhas lobas gregas na ilha perto de Atenas, quase se sentiu em Themyscira e aquilo foi legal, toda a pegada de Heroína grega e tudo mais, apesar de ser bardo era esperado da garota que ela também fosse um Geralt. Queriam pouca coisa não? Faça feitos ao estilo Arthemis e depois faça músicas viciantes como o Jaskier, na mesma medida. "Daora velhas... Não querem um café que rejuvenesce a pele e o cérebro não? Tão precisando pra essa caduquisse. Eu só tenho 16 anos porra, é o suficiente pra tirar carteira de motorista não salvar o mundo!". Ela suspirou, ok, não podia achar ruim de tudo, ela finalmente entendeu que na real o motivo de todo mundo a tratar como um bando de cuzões era no fundo só medo, pelo menos isso! Algum respeito! "Até me jogarem na piscina" Tá... Não era tão legal... Mas pelo menos aprendeu umas paradas bem legais sobre mitologia grega, com um outro ponto de vista, o dos Lobitchomens, era bom ninguem pegar ela pensando nos Garou com esse nome, mas quando falava Lobitchomens imaginava um Crinos fofinho de pelúcia, nenhum gênio da industria de brinquedos tinha pensado nisso né? Pois é... Deviam. No final, quem diria que ela mesma era tão importante a ponto de ir para Themyscera, ok, aquele não era o nome de verdade da ilha, mas passou a chamar assim pra si mesma porque eles mesmos não foram muitos claros quanto ao nome da ilha, ela só conheceu como "Ilha perto de Atenas". A música por fim parou, e então ela mudou a música.

    Nova música tocando no spotify:

    Ela começou a batucar o pé ritmadamente com o lápis na mesma percursão de Blood Polution. Steel Dragons era uma banda ficticia mas não conseguia parar de ouvir.

    - Gimme blood... gimme blood... gimme blood... gimme blood polutioooon...

    Catarolou baixinho para si mesma acompanhando a música. Ela então passou a rabiscar na mesma olha, ao lado do Fogori e do Lobo Branco o desenho rabiscado de um Pegasus. Elas ainda queriam que ela assimilasse tanta historia assim em três meses, ela nem tinha nota tão boa em história que fica o ano todo estudando, como ia assimilar ainda nomes tão estranhos e novos em 3 meses? Estavam de palhaçada... E não era como se elas dessem um livro "A História das Fúrias Negras para Cliaths do Segundo Ano". Entendeu que a feminilidade tinha um valor muito mais espiritual do que só a questão de reprodução da espécie, tinha uma pegada meio hippie mas até bem legal que a fez sentir-se tão orgulhosa de ser mulher desde que seu pai tinha dito que as mulheres eram muito mais fortes que os homens só por aguentarem cólica e tpm ao mesmo tempo, no caso de Zoey era ao mesmo tempo. Não teve uma educação muito baseada em feminismo, apesar de sua mãe ser uma mecânica, profissão que é muito estereotipada dos homens, Zoey não fora discriminada em sua vida por ser mulher, fora discriminada em sua vida por ser uma aberração, uma aberração que só agora ela entendia o que realmente significava. Ok, apesar das estranhesas e do excesso de informações, realmente aquilo foi um "curso de verão", fez coisas e aprendeu coisas que nunca em sua vida achou que faria, conheceu o mundo da Umbra que é praticamente o mundo de quem fuma uma erva braba, e aprendeu que quem realmente fumava um erva braba podia mesmo ter umas trips pra lá. Muito louco!

    Ela então se pegou curtindo muito o solo da música e lembrando que a galera de Themyscera preferia uns instrumentos mais clássicos que os elétricos de hoje, mas felizmente Zoey não estava em Themyscera agora e o que ia usar pra registrar os feitos da galera eram sim os instrumentos de hoje, até porque torcia que teriam uns lobtichomens mais jovens como ela que concordariam que harpa e bongô era uma parada apenas pra envolta da fogueira mas se queriam algo realmente foda e marcante precisavam de umas 10 caixas Fender Mustang GT, pelo menos 5 em cada lado pra uma reuniãozinha de galera decente. No final, havia realmente gostado muito do seu "Curso de verão", pela primeira vez Zoey não se sentiu hostilizada, e aqueles olhares de "você não é bem vinda" não estavam no ar, muito pelo contrário, nunca foi tão bem recebida em nenhum lugar, nem bem acolhida, também nunca sofreu tantas exigências, mas foram por quererem por muitas expectativas boas nela. A musica parava e então uma nova começava, um clássico das Runnaways.

    Nova Musica tocando no spotify:

    Ela começou a curtir um pouco a música até chegar no refrão e começou a cantarolar baixo.

    - Hello, daddy. Hello, mom. I'm your ch-ch-ch-cherry bomb! Hello world! I'm your wild girl. I'm your ch-ch-ch-cherry bomb!

    Será que algumas das outras Fúrias em Themyscera já ouviram The Runnaways? Se não, elas deviam, podiam ficar orgulhosas. Rabiscando dessa vez duas cerejas com pinos de granada em cima, ela pensava, que não fosse a saudades de casa que estava sentindo até teria ficado mais na ilha, estava realmente gostando de lá, era quase como se tivesse encontrado uma segunda casa e uma segunda familia, as mais novas eram como irmãs e mais velhas eram como aquelas mãezonas exigentes, mas nem por isso era ruim. Só ficava pensando em como iria fazer pra conciliar aquelas duas vidas, ainda tinha que se formar no ensino médio, nem pensou em qual faculdade faria e agora tinha a vida como uma lobisomem, caraca... Era muita coisa... Provavelmente ia precisar de ajuda, quando achasse as outras Fúrias americanas iria precisar aprender como elas faziam pra conciliar aquelas coisas.

    "BOOOOOOOOOOOMMM"

    - AI MEU MEU DEUS!!!!

    Ela exclamou sem pensar se segurando no assento quase deixando o celular cair da mão. Ela logo tirou o headphone apressadamente deixando pendurado no pescoço e virou para a pessoa ao lado.

    -O que foi isso!?!?!?

    Perguntou assustada para a pessoa ao seu lado. O avião começou a estremecer, as luzes piscavam e seu coração se apertava em pavor de imaginar aquela merda caindo e ela morrendo logo agora que sua vida estava ficando mais interessante. Logo depois de uma bagunça de objetos balançar pela cabine, e o traseiro de Langley apertar tanto que nem o sinal do wi-fi poderia passar, mesmo que pudessem usar wi-fi no avião.

    piloto escreveu:- Senhores passageiros, voltem aos seus assentos e coloquem seus cintos de segurança. Houve uma pane num dos motores e vamos tentar fazer um pouso de emergência sobre o oceano. Por favor, fiquem calmos e sigam as orientações...

    - O QUE??? Ele não pode estar falando sério, ele não está falando sério, eu não quero morrer!!!

    Disse ela entrando em pânico para o passageiro ao lado dela mesma, quase fazendo cara de choro. Preferia enfrentar outro Folori mas não enfrentar aquela situação nunca!!! A garota se aquietou e olhou para a janela. Péssima idéia, péssima, péssima ideia!! Ela se apertou na poltrona, fechou os olhos, garantiu que o sinto de segurança estava realmente preso e começou a rezar mesmo que não fosse religiosa.
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    Mensagem por Alexyus em Sex Maio 01, 2020 4:24 pm

    Enquanto Zoey se prendia ao cinto com toda a pressa do mundo, ela ouviu um alto rangido metálico, seguido por outro grande estrondo. Ao olhar pela janela, ela viu a asa direita do avião incendiar-se e desfazer-se em destroços. Menos de dez segundos depois, os sons se repetiram, mas do lado oposto do avião.

    Sem asas, a aeronave começou a girar sem controle enquanto caía vertiginosamente. As máscaras de oxigênio caíram em cima de cada poltrona dos passageiros, mas muitos deles já estavam desfalecendo pela perda repentina de altitude.

    Zoey era jovem e forte e, oq eu ninguém sabia, também era uma garou. Talvez por isso ela manteve a consciência enquanto a maioria dos passageiros e tripulantes caíam desacordados. Os movimentos caóticos do avião lançavam objetos e pessoas que não estivessem bem presos para todas as direções, alguns chegando a cruzar o corredor em sua totalidade antes de chocarem-se em algo. As luzes piscavam freneticamente, e um minuto depois, apagaram-se de vez.

    Após um espaço de tempo angustiante que poderia ter sido de minutos ou horas, Zoey sentiu a aeronave chocar-se violentamente com a água. Longe do pouso controlado prometido pelo piloto, o veículo mergulhou no oceano com o bico, submergindo instantaneamente.

    Zoey ainda conseguiu ver as águas borbulhantes pela janela do avião antes de perceber que a cabine estava começando a inundar.

    O que quer que ela planejasse fazer, seria preciso fazer rápido.
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    Mensagem por Nightingale em Ter Maio 05, 2020 12:01 am

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Trilha Sonora:

    Era aquilo, tudo estava desmoronando, caindo a sabe-se lá quantos mil quilômetros por hora. Zoey tinha os olhos fechados com força enquanto estava completamente enrigecida na poltrona segurando-se o mais firme que podia em seu assento, sentindo toda aquela pressão. Ela escutou um estrondo horrível que a fez querer chorar, fez então, algo que se arrependeu amargamente e olhou para a janela ao lado, então viu a asa direita do avião pegando fogo como naqueles filmes de acidentes horríveis, seu rosto imundou-se com a face do horror e do medo, vendo os destroços da asa ficarem para trás no ar, lágrimas de pânico começaram a escorrer pelos seus olhos e seu corpo tremia dos pés à cabeça. Nunca em sua vida tinha tido tanto medo assim, nunca, talvez aquela fosse a pior experiência da sua vida, e provavelmente a ultima. Logo em seguida, não precisou ser nenhum gênio para concluir que os mesmos sons de asa se destroçando eram a outra asa acompanhando aquele acidente pavoroso.

    Sem asas, o avião começou a girar, Zoey fechava os olhos novamente com o medo, não conseguia abri-los, sabia que nada podia fazer para mudar aquilo. As máscara de oxigenio caíram, Zoey sentiu as mesmas baterem em sua cabeça e logo ela pegou a máscara de oxigênio de forma desengonçada e apressada e colocou em seu rosto para usá-la. Ela não sabia que outros passageiros já estavam desfalecendo pois ela estava preocupada e apavorada demais com sua própria vida para dar importância aos outros. Um balburdia acontecia dentro do avião com pessoas e objetos sendo arremessados internamente, Zoey não via nada daquilo pois ainda estava se segurando o mais firme que podia com os olhos fechados de medo. Então, no que pareceu ser uma eternidade chocante que corroeu todo o seu corpo e sua sanidade, o avião chocou-se e talvez se ela não tivesse colocado o sinto teria sido arremessada e se arrebentado toda dentro do avião. Tudo havia parado... Um embrulho em seu estômago. Zoey sentiu sua ultima refeição subir, talvez fosse ela, talvez fosse a pressão, fato era que ela se conteve para não vomitar pelo estresse e pelo remeximento do ambiente. Chegou a por a mão na boca para conter o vômito de subir e conseguiu. Zonza, ela olhou ao seu redor, ainda tremendo dos pés à cabeça com os olhos em lágrimas, nem a sociedade Garou nem ninguém poderia prepará-la para aquilo. Zoey então olhou pela janela e o pânico tomou conta do seus olhos novamente. Ela viu que o avião não tinha pousado em terra, mas sim em água... Logo ela lembrou-se, da água... A sensação de estar afundando, o afogamento, a perda do ar... Ela mal estava conseguindo respirar só de imaginar...

    - Não... Não, não, NÃO!!!!!

    Ela logo desprendeu o sinto de forma desajeitada e se levantou do seu acento, olhando para os lados no corredor do avião, vendo todos ali jogados, machucados. Então ela olhou para seus pés, viu água... Ela pôs as mãos no cabelo, imaginando a água... Olhou para a janela, o avião estava afundando como o maldito Titanic! Ela olhou rapidamente, ofegante e soluçando em lágrimas para a porta de emergência e pensou que se fosse aberta o avião só ia afundar mais rápido. De qualquer jeito, Zoey não sabia nadar, não sabia e tinha pânico disso!!! Ela não tinha como escapar.

    - Ai meu deus, o que eu vou fazer?? o que eu vou fazer??

    Falava para si mesma em tom baixo, quase surtando e agarrando seus cabelos os puxando como se isso fosse lhe dar alguma ideia...

    - Se não tem para onde fugir, então...

    E então, um clarão acendeu-se em seus olhos e olhou ao redor.

    - Não dá pra fugir... Não dá... Então, só tem um lugar que eu posso ir... Mas...

    Ela então viu as pessoas, ela conseguiria escapar, mas e aquelas pessoas? Elas não tinham como... Iriam afundar junto com o avião... Zoey não podia salvá-los, isso era fato, não tinha esse poder, mas podia dar uma chance à eles, antes de ela mesma se salvar.

    - Dane-se a porra do véu...

    Ela então olhou para o ponto do avião, do teto talvez, das paredes talvez, que pudesse ser feito uma saída para cima do avião. Então após achar, a Garou flexionou o corpo.

    "Sinta a raiva, Langley, sinta a FÚRIA!!!!"

    - GRRRRRRAAAAAAAARRRRHHHHH!!!!!!!!

    Ela berrou como um animal deixando o medo de lado para dar lugar à raiva, à bestialidade, a agressividade. Seu grito, saiu como um gultural monstruoso junto com um conjunto de dentes afiados e pelos crescendo por todo o seu corpo , ela sentia o calor monstruoso do ódio queimar em seu corpo, como foi ensinada a fazer em Themyscera pelas outras Fúrias Negras. Seus dedos se alongaram em garras mortíferas enquanto seu corpo aumentava de tamanho rapidamente e seu corpo em questão de segundos se metamorfoseava em um Crinos, sim, no meio de toda aquela gente, para dar a eles a chance de se salvarem antes de ela mesma ir embora daquele pesadelo. O lugar ficaria apertado, é claro, mas por isso Langley já havia corrido até o ponto do avião em que queria para se posicionar e então só depois virar um monstro apavorante que afastaria todas as pessoas e ninguém ficaria no caminho dela para abrir aquela passagem.


    Nightingale - Zoey Zoey_l11


    Já transformada completamente em monstro, ela começava a socar com garras poderosas o ponto do avião ao berros monstruosos que só um Crinos era capaz de fazer

    -GRRRAAAAAAARHHHHH!!!!! RRAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!!!

    Depois que abrisse aquela maldita passagem, sem mais delongas, seria a hora da Fúria partir e deixar que os humanos mesmos conseguissem salvar suas vidas, e ela desejava em seu íntimo, que eles tivessem boa sorte, e então... Sem mais esperar, o monstro iria desaparecer daquele avião, pois ele passaria pela fina tessitura da realidade, para a Umbra, onde ela certamente estaria em outro lugar e longe daquele inferno que ela estava, pelo menos, era o que ela torcia para estar.


    OFF:
    2 Pontos de Fúria. 1 Para transformação automatica em Crinos, outro para realizar outra ação no mesmo turno, que é abrir a passagem com garras e força bruta.

    Adiantando minha próxima ação, gasto 1 ponto de Gnose para garantir minha travessia para a Umbra.

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    Mensagem por Alexyus em Dom Maio 10, 2020 4:39 pm

    Lutando para se soltar do cinto da poltrona e dos fios das máscaras de oxigênio que pendiam do teto, Zoey conseguiu passar para o corredor e foi desviando das pessoas, algumas desacordadas, outras em pânico.

    Fúria:
    Zoey gasta 2/4 pontos de Fúria, 1 para mudar para crinos e 1 para ação extra

    No fim do corredor, perto da porta de emergência, Zoey mudou para a forma Crinos, liberando a Fúria dentro de si enquanto investia violentamente contra o metal da  passagem e saída da aeronave.

    Ataque na porta:
    Zoey rolls 6 dice to Destreza+Briga 4,4,8,1,7, 4 [1 success]

    Zoey rolls 7 dice to Dano 1,5,5,7,4, 9,6 [2 successes]

    Zoey começou a golpear o metal, mas descobriu que suas garras teriam trabalho para isso. O material era resistente e quase quebrava as garras dela. A gritaria na cabine dos humanos que ainda estavam conscientes aumentava à medida em que mergulhavam no Delírio ao olharem para a figura dela em Crinos. Enquanto isso, a parcela da cabine tomada pela água só aumentava, e uma a uma, as fileiras de poltronas eram engolidas pelo mar que reclamava aquele espaço para si.

    A jovem Fúria Negra golpeava sem parar, registrando apenas pelo canto dos olhos o progresso do naufrágio do aeroplano. Parecia até mesmo que não iria dar tempo de abrir passagem antes de ser engolfada pelo turbilhão oceânico. E talve nem isso fosse suficiente, pois quais dos passageiros humanos seria capaz de nadar contra a torrente de água que invadiria a câmara assim que Zoey abrisse uma fresta era algo que a galliard tentava não pensar enquanto empreendia o máximo de seus esforços.

    Finalmente um golpe de garra definitivo próximo  à maçaneta abriu uma brecha que imediatamente esguichou um forte jato de água. Um segundo depois, toda a porta cedeu enquanto um vagalhão de água do mar invadia o interior do avião. Zoey foi jogada pela porta propelida pela corrente contra o outro lado do corredor, prensada na parede oposta.

    Nightingale - Zoey _102102904_afogamento-gettyimages-171577202

    Enquanto era cercada pela água e começava a ficar submersa junto com os demais passageiros, Zoey concentrou-se em seu aspecto espiritual e usou sua Gnose para percorrer a película entre os mundos e escapar daquele titanic aéreo para a Penumbra.

    Mas o outro lado da realidade não era muito melhor.

    Na Penumbra, não havia avião caído, mas mesmo assim Zoey achou-se envolvida por um oceano infindável... no qual continuava a se afogar!

    Força de Vontade para evitar o frenesi, Força + Esportes para nadar:
    Zoey rolls 7 dice to Força de Vontade 10,2,2,2,2, 7,5 [3 successes]

    Zoey rolls 6 dice to Força + Esportes 5,9,7,10,5, 5 [4 successes]

    Zoey não sabia nadar, tinha verdadeira fobia disso, mas sabia que não tinha escolha naquele momento! Reunindo todo o conhecimento teórico que tinha sobre natação, ela usou a força de sua forma crinos para impulsionar-se na direção que ela achava que haveria ar.

    Nightingale irrompeu à tona da superfície do oceano umbral, sentindo seus pulmões quase explodirem sem ar. Arfou ofegante enquanto se debatia para tentar permanecer na superfície e evitar afundar.

    Não fazia ideia de como sairia daquele lugar agora.

    Foi quando algo no céu sobre ela destacou-se, inicialmente aparecendo uma espécie de gaivota ou outro pássaro, mas à medida que se aproximava ficava óbvio que era grande demais e também muito... humanóide?

    Quando já estava perto o suficiente, Zoey conseguiu ver o que se aproximava:

    Spoiler:
    Nightingale - Zoey F99e11b54d82d5cdb4a980eff08db429

    Com um rasante sobre a superfície, a crinos alada agarrou os braços de Zoey e, com um tranco, arracou-a do mar. Ela voltou a ganhar altura, deixando que Nightingale tivesse uma visão cada vez mais panorâmica do mar umbral onde tinha vindo parar.

    Quando estabilizou numa altitude de cerca de 30 metros acima do nível do mar, sua salvadora finalmente falou:

    - Você está bem, Nightingale? Meu nome é Cíntia Kritykhel, mas pode me chamar Azul Turquesa. Sou uma Fúria Negra Desbravadora, e me pediram para acompanhar sua viagem de volta à América. Não achou que iam deixar você voltar sozinha, né? E ainda bem que elas não fizeram isso! Vou levar você de volta através da Penumbra... mas, se você não se importar... poderia voltar à forma humana? Você està meio pesada e não quero me exaurir antes de chegarmos ao destino!
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    Mensagem por Nightingale em Qua Maio 13, 2020 11:00 am

    [center]Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Zoey estava transbordando em Fúria, seus rugidos eram monstruosos e seus gritos feriam os ouvidos dos humanos que estavam por pertos, acuados, cercados por um vazamento e por um grande monstro agitado dentro daquela gaiola, mas mesmo o grande monstro que tentava criar uma passagem não era forte o suficiente para criar uma passagem, pelo menos não de imediato. À medida que ela fazia aquela abertura com dificuldade mesmo com sua força desumana, ela logo se frustrou pois ou era muito fraca ou a força de um Garou não era tão poderosa mesmo quanto as Fúrias de Themyscera havia dito, suas próprias garras já ficavam doloridas e Zoey não sabia dizer se essa dor nas garras só aplacava ou instigava mais a raiva do monstro que tentava liberar aquela maldita passagem. Ele ainda urrava.

    - GRAAAAAAAAARRRRRHHHHHHH!!!!!!!!

    Dessa vez, o desespero da própria Garou em ver a água entrando fazia com que a sua raiva aumentasse e o monstro tentava mais desesperadamente terminar logo de arrancar aquela parte do avião para fazer a passagem. Não sabia o que estava pensando, talvez tenha se superestimado demais, talvez fosse o desespero do momento em contato com a água aliado à pressão de "você é uma heroina do mundo agora, Zoey" que a fez crer que de alguma forma ela conseguiria salvar alguém, talvez fosse a culpa do sobrevivente se enraizando sobre ela com antecedencia pois desde o começo ela acreditava que podia sobreviver com mais chances que eles. Logo no final, quando ela dera o ultimo golpe e ouviu a trinca de água, o grande monstro soltou um rosnado de satisfação, mas logo em seguida veio a torrente de água bem em seu fucinho e no corpo todo e um rugido cobriu todo o avião antes do som ser abafado por toda a água. Já era hora... Não havia diferença entre pegar um atalho para Umbra com aquele momento de profundo pesadelo da Fúria Negra, ao qual... Ela ainda assim... Continuou presa no seu horror pessoal. Ela estava afundando, mesmo do outro lado da Umbra, na chamada Penumbra, claro... a Penumbra era um reflexo do mundo físico, em outros reinos é que a situação seria diferente... A Galliard pensou nisso depois que estava debaixo da água e não fosse ela ainda ser habilidosa ela teria se afogado completamente. Foram seus instintos de sobrevivência que a salvaram e nada mais... Não foi o plano fracassado, nem as habilidades nadadoras que não tinha... Fora talvez, o lobo dentro dela que, tremia em Fúria querendo sobreviver e explodir em raiva. Talvez trancar a respiração foi o que a ajudou a controlar a raiva, o foco em nadar para a superfície a fez deixar que o lado raivoso dominasse seu corpo todo.

    Ela submergiu para fora da água, começou a se debater, seus pulmões conseguiram liberar o ar e ela entrava numa luta aterroradora tentando se manter na superfície da pior forma que um nadador podia fazer, com força bruta. Até que ela viu uma forma humanoide voar para cima dela, ela não sabia o que pensar daquilo e nem teve tempo, logo ela sentiu seu corpo subir para fora da água e a Garou, no começo, se desesperou completamente se debatendo enquanto era erguida, até ela olhou para baixo e viu todo o oceano da Penumbra e logo arregalou os olhos de monstro e ficou parada, mas parada de medo. Ela logo agarrou as patas no que quer que a segurasse com firmeza, como quem queria garantias de que não caíria lá em baixo denovo. O grande Crinos urrava de medo, não era um ganido como os cachorros, mas era um som monstruoso e rouco que era emitido dos longos suspiros que Zoey dava agora que podia compensar toda a falta de ar que tivera a poucos instantes. Ela olhava para cima e ouvia

    Azul Turquesa escreveu: Você está bem, Nightingale? Meu nome é Cíntia Kritykhel, mas pode me chamar Azul Turquesa. Sou uma Fúria Negra Desbravadora, e me pediram para acompanhar sua viagem de volta à América. Não achou que iam deixar você voltar sozinha, né? E ainda bem que elas não fizeram isso! Vou levar você de volta através da Penumbra... mas, se você não se importar... poderia voltar à forma humana? Você està meio pesada e não quero me exaurir antes de chegarmos ao destino!

    Zoey, ou melhor.... Nightingale, naquele mundo, estava ainda apavorada, ela olhava para Cíntua, que naquele mundo era Azul Turquesa na tentativa de não olhar pra baixo. Não falou nada por enquanto, sua mente ainda tentava processar o ocorrido, o perigo, seus instintos ainda estavam à flor da pele, a ofegância diminuiu assim como os batimentos cardiácos mas ainda eram frequentes e fortes, fato era que Zoey não conseguiria ficar tranquila enquanto não saisse da zona de risco, e então que atendendo ao pedido de Azul Turquesa, ela tentou respirar fechando os olhos, era fácil sim voltar a sua forma original, foi como explicaram... Sua forma que nasceu sempre vai ser a mais fácil de acessar, porém era a Fúria que fazia a Garou mudar de forma, ao menos foi dessa vez, era difícil relaxar para voltar a forma humana, mas ela o fez como podia e então aos poucos seu corpo se metamorfoseou no de uma garota completamente ensopada e ofegante. A garota olhou para baixo novamente e novamente foi uma péssima ideia, ela fechou os olhos imediatamente querendo chorar, como se estivesse numa montanha russa e fechar os olhos era a melhor forma de controlar o seu medo e assim ficaria, até estar em terra firme. Queria agradecer à Azul Turquesa, mas sentia-se como se qualquer movimento brusco, até mesmo o movimento de seus lábios, seriam o suficiente para dar mal jeito em sua salvadora e a deixar cair sem querer.
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    Mensagem por Alexyus em Qua Maio 20, 2020 6:28 pm

    Zoey conseguiu voltar pra forma hominídea apesar do medo-quase-panico que sentia.

    Com a forma mais leve, ela sentiu que a manobrabilidade de sua carregadora melhorou e também ganhou mais velocidade.

    Azul Turquesa disse, tentando confortar a jovem:

    - Quer que eu vir mais baixo, mais perto da água? Tem gente que tem medo de altura...

    A Garou alada estava disposta a manobrar segundo a preferência de Zoey.

    Quando já estava mais à vontade, Cinthia perguntou:

    - Já tem alguma ideia de quem está tentando te matar? Claro que aquele avião não estourou os dois motores à toa, eu estava te seguindo... Aquilo foi sabotagem!
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    Mensagem por Nightingale em Qua Maio 20, 2020 8:04 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Apesar de Zoey ter sentido que Azul Turquesa, ou Cintia, não sabia a como se referir aos outros já que tem dois nomes, ter parecido melhorar nas manobras voadoras com o retorno da Fúria à sua forma racial, ela não pareceu ficar menos assustada, ainda estava com os olhos fechados e se segurando firmemente como podia nas patas da Crinos voadora. Os olhos, naturalmente, se mantinham ainda fechados.

    Azul Turquesa escreveu:- Quer que eu vir mais baixo, mais perto da água? Tem gente que tem medo de altura...

    - NÃO!!! SÓ ME TIRA DAQUI, ME LEVA PRA TERRA FIRME, POR FAVOR!!!

    Disse ela de forma alarmada e Cintia logo tentou deixar a melhor posição. Zoey estava tão apavorada com a situação da água abaixo de si que sua mente não conseguia funcionar direito enquanto não estivesse em terra firme, afinal, qualquer deslize e ela cairia denovo no seu inferno particular. Quem conseguiria pensar com uma situação assim?

    Azul Turqueza escreveu:- Já tem alguma ideia de quem está tentando te matar? Claro que aquele avião não estourou os dois motores à toa, eu estava te seguindo... Aquilo foi sabotagem!

    - Eu não sei!

    Zoey falava de olhos fechados ainda, era fácil ver que a garota ainda estava assustada demais para pensar direito, era claro que ela morria de medo de cair na água e provavelmente não iria mudar muito a situação enquanto não estivesse em terra firme como havia implorado para estar.
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    Mensagem por Alexyus em Sex Maio 22, 2020 6:58 pm

    Cinthia ficou bastante tempo em silêncio durante a viagem, deixando que Zoey se concentrasse em se acalmar.

    Pareceu um longo tempo até que elas chegaram a uma cidade cheia de teias metálicas conectando os edifícios.

    - Lá é Nova York. Vamos pousar e voltar para o mundo físico. Lá, eu e você vamos pegar um ônibus para Detroit.

    Zoey finalmente sentiu terra firme sob os pés novamente. Cinthia levou um momento para mudar para a forma humana, e Zoey percebeu que ela era ainda mais baixa que ela naquela forma.

    Cinthia:
    Nightingale - Zoey 5eec4bd6784150fc062ca6e0debfd9be

    Ela guiou Zoey na volta ao mundo material, e as duas saíram num beco. Ela deu o braço para Zoey e começou a andar rapidamente pela cidade, rumo à rodoviária mais próxima. Mesmo sem perguntar nada, ela parecia bastante acostumada com as ruas e caminhava de forma rápida e decidida. Logo elas chegaram e Cinthia comprou duas passagens para Detroit.

    Depois de se acomodarem no ônibus, Cinthia explicou:

    - São umas 15 horas até Detroit. Se quiser dormir ou conversar, pra mim tanto faz.
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    Mensagem por Nightingale em Ter Maio 26, 2020 11:25 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Havia demorado algum tempo, mas finalmente elas chegavam em terra firme. Quando sentiu o solo firme debaixo dos seus pés, Zoey soltou um alivio de suspiro, as lágrimas já havia secado mas seus olhos continuariam inchados por algum tempo. Ela olhou pro horizonte vendo o mar e ficou o encarando por um tempo, não parecia tão assustador de terra firme, mas bastava deixar aquela aguaceira acima de sua cintura que ela entraria em pânico imediatamente. Via as teias metálicas das aranhas do padrão, ao menos era assim que se recordava de terem dito pra ela.

    - Obrigada pela ajuda... Agora tá muito melhor, e foi mal o escândalo, é que... Eu não sei nadar. Se importa de não contar pra ninguem?

    Ela dizia envergonhada pelo seu comportamento e esperava que aquela notícia não se espalhasse, por dois motivos, o maior deles era que havia rasgado o véu de propósito, quer dizer "rasgado" porque não havia chances de ninguém ter sobrevivido aquilo, Zoey teve um complexo de heroi que culminou em um erro, tudo o que conseguiu foi fazer algazarra por mais que tivesse as melhores intenções, não dera nada certo. Além do mais, mesmo que alguém tivesse sobrevivido, que seu ato realmente tivesse ajudado a salvar pelo menos uma pessoa, essa pessoa iria inventar qualquer coisa na mente dela para não acreditar que viu um "lobisomem" dentro do avião, era o tal do Delírio que haviam explicado para ela, herança do que chamavam de Impergium, uma das épocas mais fascistas dos lobisomens. Outro motivo, é que não queria que ficassem dizendo por ai que ela chorou como um bebê com medo de nadar.

    Zoey viu então Azul turquesa virar uma humana normal, não sabia que os pelos dos Garou também ficavam com a mesma cor dos cabelos tingidos. Talvez pudesse dizer que Cinthia era do mesmo estilo que ela, mas a garota era muito emo para ser que nem Zoey, de qualquer jeito, Cintia parecia legal e salvara sua vida, então devia muito à ela. As duas voltaram ao mundo humano, Zoey se sentia muito melhor, o mundo umbral ainda era uma novidade para ela, deu para perceber, e todo mundo ficava desconfortável em territorio que não conhece bem. Ela deu o braço à Zoey e a mesma estranhou no começo, ou a garota queria usar algum desfacer de BFF's Nova Iorquinas, ou ele era bem "amigável". Elas pegaram a rodoviária, Cintia parecia conhecer bem e perguntou:

    - Você é daqui de Nova Iorque?

    Ali ela deu uma brecha para conversarem coisas triviais, coisas humanas mesmo, Zoey precisava deixar com que a tensão saísse, mas era dificil, os gritos de horror das pessoas do avião ainda ecoavam em seus ouvidos, em nenhum momento ela não deixava de sentir a famosa "culpa do sobrevivente", como se ter morrido junto com eles fosse o mais digno a se fazer já que eles não podiam se salvar, mas apesar disso, apesar desse momento traumatico, em que ela ainda tremia um pouco, ela tentava espairecer a mente com papo de garotas normais, mas ainda assim era fácil notar que algo incomodava Zoey. Cintia falava de que podia dormir ou podiam ir conversando no caminho, sim, Zoey estava cansada, abalada ainda, mas não iria conseguir dormir, talvez não fosse conseguir dormir aquela noite também, sua mente não deixaria, de modo que ela dá de ombros e fala:

    - Vamos ir conversando mesmo, acho que não dá pra falarmos do nosso "clubinho" aqui em ar aberto. De que música você gosta? Eu tenho umas bibliotecas na minha conta do spotfy, mas...

    A abertura era para conversa de garotas normais, e a menos que Cintia falasse que podiam sim conversar sobre o que acontecera.



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    Mensagem por Alexyus em Dom Jun 07, 2020 6:38 pm

    Zoey escreveu:- Você é daqui de Nova Iorque?

    - Nasci na Inglaterra, Manchester. Mas já viajei bastante, sou uma Desbravadora. Por isso as irmãs da Grécia me pediram pra ficar de olho em você.

    Cíntia parecia agora mais disposta a respeitar a privacidade de Zoey e não procurava mais puxar assunto.

    Zoey escreveu:- Vamos ir conversando mesmo, acho que não dá pra falarmos do nosso "clubinho" aqui em ar aberto. De que música você gosta? Eu tenho umas bibliotecas na minha conta do spotfy, mas...

    Cintia deu de ombros e passou a dar respostas automáticas e econômicas, até finalmente se recostar e fechar os olhos, deixando Nightingale só com seus pensamentos.

    Rolagens:
    Zoey rolls 6 dice to Carisma 5 + Empatia 1 2,4,4,6,6, 8 [3 successes] +1 sucesso automático pela especialização Eloquência

    Com a insistência de Zoey, Cintia acabou se abrindo e as duas tiveram um animado bate-papo durante toda a viagem.

    Quando finalmente chegaram em Detroit, Azul Turquesa acompanhou Zoey até a esquina da rua de sua casa. Lá, ela parou e tirou um papel rabiscado do bolso, entregando-o para Zoey.

    - Assim que puder, ligue pra esse número, é de uma Fúria Negra local que já sabe sobre o seu caso. Ela vai poder te ajudar. Agora, vá encontrar seus pais!

    Deixando Kritykhel pra trás, Zoey tocou a campainha de sua casa. Sua mãe atendeu a porta e a expressão de puro assombro tomou-lhe a face por um momento. No instante seguinte, ela abraçou Zoey de modo dramático, irrompendo em lágrimas.

    - Filha!!! Você está viva!!! Nós soubemos que seu avião tinha caído!!! Como...???
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    Mensagem por Nightingale em Ter Jun 09, 2020 4:51 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Zoey respondia:

    - Desbravadoras, acho que ouvi falar na ilha, são um dos "Campos" não é? Que buscam os locais sagrados e tudo mais.

    A conversa não durou muito, Cintia era meio sem sal e desinteressada, não queria falar de nada, talvez ela estivesse com muita coisa na cabeça e por isso não queria conversar ou só não tinha interesse mesmo em fazer amizade, o que para Zoey foi um pouco frustrante, pois pensou que teria uma amiga por perto. Não querendo ainda se dar por vencida, Zoey tentou mais um pouco puxar papo com Cintia, o que no final acabou rendendo uma conversa gostosa e bem fluída. Falaram como duas garotas normais, falando de coisas normais e aquilo fez Zoey se sentir melhor, afinal ela não tinha muitos amigos, seria frustrante ver que mesmo aqueles que passaram pelo mesmo "problema" que ela ainda não iriam querer conversar e interagir mais. O papo seguiu até Detroit, foi quando voltando um pouco aos assuntos da Nação Garou, Cintia deu para ela um contato

    Cintia escreveu:- Assim que puder, ligue pra esse número, é de uma Fúria Negra local que já sabe sobre o seu caso. Ela vai poder te ajudar. Agora, vá encontrar seus pais!

    Zoey pegou o contato, olhou para ver o número e depois o guardou falando.

    - Qual é o nome dela? Ah, e você não quer ficar pra jantar? Minha mãe faz uma comida sensacional! Sempre será o melhor molho de carne que já provei!

    Se Cintia disssesse que não, Zoey apenas se despediria dela e diria pra ela anotar o número do celular, que ok, agora estava sem, mas comprar outro e recuperar o número do chip seria fácil. Independente se ela iria querer ficar pra jantar ou não, Zoey iria pra casa, e só toca a campanhia porque sua chaves de casa haviam ficado no acidente... Zoey ficou cabisbaixa lembrando do acidente e dos gritos... Até que sua mãe atendeu a porta, ela logo ia entrar mas ver sua mãe com a face que estava a espantou e logo foi abraçada e Zoey a abraçou de volta querendo também descer as lágrimas pois naquele momento em que estava no avião ela mesma não sabia se iria ver sua mãe e seu pai denovo.

    Mãe:
    - Filha!!! Você está viva!!! Nós soubemos que seu avião tinha caído!!! Como...???

    Zoey abraçou forte a mãe e disse:

    - Tive ajuda, mãe... Se não acho que também não conseguiria, mas tá tudo bem, eu to bem tá?

    Desfazendo o abraço após um momento, ela diz limpando o olho esquerdo que tinha caído uma lágrima.

    - Eu só não vou te contar em detalhes porque acho mais seguro assim, quanto menos você souber melhor, só fica tranquila porque agora tá tudo bem

    E se ela concordasse, Zoey entraria em casa querendo logo ir para o chuveiro e depois jantar. Se Cintia tivessesse escolhido ficar pro jantar, ela diria:

    - Mãe, essa é a Cintia, foi ela quem me ajudou. Ela vai ficar pra jantar, tudo bem?

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    Mensagem por Alexyus em Dom Jun 14, 2020 2:44 pm

    - Qual é o nome dela? Ah, e você não quer ficar pra jantar? Minha mãe faz uma comida sensacional! Sempre será o melhor molho de carne que já provei!

    Cintia negou com a cabeça, dizendo:

    - Ainda tenho negócios para cuidar antes de partir. A Fúria Negra desse contato chama-se Hellen Daskalakis. Boa sorte, Nightingale, talvez nos encontremos de novo...

    - Tive ajuda, mãe... Se não acho que também não conseguiria, mas tá tudo bem, eu to bem tá?

    Desfazendo o abraço após um momento, ela diz limpando o olho esquerdo que tinha caído uma lágrima.

    - Eu só não vou te contar em detalhes porque acho mais seguro assim, quanto menos você souber melhor, só fica tranquila porque agora tá tudo bem

    A mãe de Zoey respondeu, aflita:

    - Mas, filha... até o FBI está nesse caso... ninguém sabe porquê o avião caiu... eles vão querer falar com você...
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    Mensagem por Nightingale em Seg Jun 15, 2020 11:47 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Zoey respondia:

    Zoey não escondeu a face aflição que ela também tinha ao ouvir que teria problemas com o FBI por isso. Ela não fazia ideia de como poderia resolver aquela bucha, ela era nova naquilo tudo e não tinha experiência. No momento, ela pegou o telefone de Hellen e ficou a olhar por alguns instantes.

    - Eu acho que sei quem pode ajudar.

    E logo ela já ia entrando em casa, primeiro, iria cumprimentar seu pai, porque também ficara com medo de nunca mais vê-lo novamente. Tão logo falou brevemente com ele, pegou o telefone e já discou o numero de Hellen, não sabia como ia driblar o FBI com aquilo.

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    Mensagem por Alexyus em Dom Jun 21, 2020 3:16 pm

    O pai de Zoey a abraçou emocionado, e tanto ele quanto sua mãe pareciam curiosos, surpresos e ansioso em entender o que estava acontecendo.

    Quando finalmente se desvencilhou deles, Zoey discou o número que Azul Turquesa lhe dera.

    Uma voz de mulher madura atendeu:

    - Alô? Quem está falando?
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    Mensagem por Nightingale em Ter Ago 18, 2020 4:47 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Zoey respondia no telefone:

    - Alô, aqui é a... Nightingale... Azul Turquesa me passou o seu número.

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    Mensagem por Alexyus em Qui Ago 27, 2020 11:19 am

    Zoey recorreu a Hellen Daskalakis, a fúria negra que Azul Turquesa havia lhe recomendado. Assim que ouviu a história de Zoey, Hellen disse:

    - Não diga mais nada, estou indo até sua casa agora.

    Hellen Daskalakis "Sabedoria Feminina":
    Nightingale - Zoey A8cd1910

    Em poucos minutos, uma mulher de longos cabelos ruivos bateu à porta da casa dos Langley e assumiu o controle da situação. Ela instruiu Zoey e seus pais sobre o que dizer exatamente a cada pergunta que o FBI fizesse, treinando exaustivamente as respostas até que elas saíssem naturalmente da boca deles. A história inventada foi que Hellen acordou nas margens de uma praia de Nova York sem lembrar-se do que acontecera, tendo se salvado de um afogamento por mero acaso, e tinha sido socorrida por uma desconhecida que ajudou-a a voltar pra casa e depois seguiu seu caminho. Uma história bem vaga, mas crível, e sem pontos que pudessem ser apontados como evidentemente falsos.

    A preparação de Hellen valeu a pena, pois Zoey e seus pais foram interrogados por dias durante longas sessões, com seus questionadores mudando a cada vez. A imprecisão das respostas não contentou os agentes federais, mas quando eles se convenceram de estar insistindo num beco sem saída, acabaram por liberar a família.

    Hellen advertiu-os de que com certeza ainda estariam sendo vigiados discretamente, e por isso deviam evitar conversas que pudessem comprometer o Véu, fosse em casa ou por telefones ou e-mails. Isso frustrou um pouco os pais de Zoey, mas ajudou-lhe a não ter que explicar tudo que fazia como garou; por outro lado, Nightingale precisava ser muito mais discreta e cuidadosa agora.

    Tomando todas as precauções, Hellen, uma theurge de posto 4 chamada "Sabedoria Feminina", apresentou Zoey às outras Fúrias Negras da região, mas não chegou a incluí-la formalmente na seita nem mostrar-lhe a localização do caern; segundo ela, ainda não era seguro o bastante.

    Incentivada a retomar sua vida normal, Zoey voltou a frequentar o colégio, onde passou os primeiros dias sendo apontada como a sobrevivente da tragédia do avião, mas depois passou a ser apenas a roqueira esquisitona que todo mundo evitava. Hellen lhe disse que era melhor que continuasse assim.

    Impossibilitada de formar uma banda ou compartilhar seu amor pela música com os colegas de sua idade, Zoey ficou solitária, e o único momento em que sentia-se parte de algo era quando encontrava alguma de suas irmãs de tribo.

    Certa noite, caminhando pela escuridão, Zoey achava-se em meio a um breu pratiamente total, sem poder divisar nada ao seu redor. Subitamente, uma forma flamejante irrompeu na escuridão em algum lugar à frente dela. Os movimentos das chamas pareciam formar um pássaro batendo as asas de frente para ela, e o trinado feroz confirmou a impressão de Zoey. Um pouco abaixo do pássaro de fogo, que devia ser gigantesco, surgiram sombras em movimento, que assemelhavam-se a lobos correndo na direção dela. As sombras eram escuras demais para que Nightingale conseguisse identificar seus traços, à exceção de uma, que era muito familiar.

    Era a própria forma lupina de Nightingale.

    E então Zoey LAngley despertou em sua cama, suando, com a lembrança do sonho ainda vívida em sua mente.
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    Mensagem por Nightingale em Qui Ago 27, 2020 12:53 pm

    Zoey despertou suando frio aquela noite, ofegante... o ar lhe parecia mais precioso do que tudo. Olhou ao seu redor com as pupilas dilatadas, colocou a mão na testa molhada e esfregou o rosto... Por um instante fora como num pesadelo para ela... Lobos nebros, um pássaro de fogo... Sabia que o lobo, de alguma forma, era o seu lobo interior mas se ver, principalmente em lobo, sempre era algo um pouco assustador. Ela olhou para a janela, estava fechada mas o vidro e as persianas permitiam que a luz entrasse muito bem apreciou o tempo por alguns segundos e se levantou. Dormia de shorts bem curtos no verão e calça moletom no inverno, uma velha e desbotada camiseta regata do Ozzy Osbourne - que na verdade só eram rasgadas porque ela cortou as mangas pra dar um toque mais rebelde.

    Olhou para o lado de fora para saber como estava rua, já não ofegava mais e o suor começava a secar. Refletiu uns instantes como aqueles dias foram loucos... Com toda a coisa do FBI, a historia de Hellen não foi tão historia assim, praticamente fora exatamente aquilo mesmo que aconteceu, Zoey foi parar na margem de uma das praias de Nova York resgatava por uma estranha que era Azul Turquesa... Não foi dificil apenas adaptar a historia pra realidade humana, ainda assim os ensaios pro interrogatorio foram uteis.

    Seu quarto ficava no segundo andar da casa, cheio de posters de banda como AC/DC, Skid Row, HIM Green Day, Black Sabbath, Sex Pistols etc, a sua favorita era the Runnaways. O quarto parecia muito o quarto de um garoto, tirando que havia alguns bichinhos de pelucia na cama e post its coloridos espalhados pelo monitor e a mesinha toda de lembretes de dever de casa e outras tarefas que tinha de fazer. Era espaçoso para um quarto de solteiro e até confortavel, não dava a sensação de claustrofobia mas também não dava a sensação de estar em uma mansão. Ao lado da cama, em um canto, havia uma guitarra, um violão, um contrabaixo, seu ampli meteora, pedaleira para efeitos de distorção mais elaborados e fones para que pudesse tocar a noite toda sem incomodar seus pais ou vizinhos. Pegou os chinelos e foi direto pro banheiro, nem queria se olhar no espelho, ja sabia da desgraça que veria principalmente porque dormia de cabelo solto. Já tinha pego toalha e roupas, tomou um banho. No quarto de volta, enquanto ainda estava envolta de toalhas pegou a muda de roupas antiga, pegou a nova que ia usar, colouco-as lado a lado na cama que antes tinha cobertores e travesseiros desarrumados e agora estavam no chão, fechou os olhos por alguns segundos e se concentrou, sentiu  fluxo da Gnose passando de uma muda de roupas para outra, assim transferiu a Dedicação para a nova muda de roupas que iria usar hoje. Depois que terminou, ela vestiu a muda nova, uma regata do Dio - que ela também tinha rasgado as mangas - um colete de couro regata - eram jaquetas mas também rasgou as mangas, claro que comprou de um brechó, jaquetas de couro são caras pra burro - colocou uma calça jeans skinny rasgada nos joelhos e um coturno de cano curto, só não colocou as luvas sem dedo ainda porque ia tomar café da manhã mas as colocou no bolso pra quando fosse sair. Passou sua maquiagem com um lapis de olho mais ressaltado. Pegou sua mochila com materiais da escola e desceu às escadas.

    Seus pais já tinham ido trabalhar, Zoey preparou seu café da manhã, uma coisa básica, torradas com suco de laranja, comeu sem demorar muito, pegou o headphones, conectou no celular novo e colocou a música que ia ter que tirar pra tocar junto com uma galera que também faziam canais de música, só que ela teria que gravar a música para enviar, o problema de ter uma banda online é que o delay da internet não permite uma sincronização realmente boa, por isso tinha que ser gravada e enviada pra que a banda editasse todos os videos sincronizados, era divertido, apesar de que Zoey preferia com certeza ter uma banda real, mas as pessoas nunca iam com a cara dela então não rolava.

    Zoey tivera um dia normal na escola, sozinha, fazendo trabalhos da escola sozinha, todos a encaravam com olho torno mas ela estava já acostumada com isso, as patricinhas a lá Regina George não se metiam com ela porque no fundo tinham medo de Zoey ser uma psicopata. Ela teve seu dia de aula normal e voltou pra casa. Logo ela já almoçou, mandou uma mensagem pros pais pelo whatsapp só pra avisar que estava tudo bem, subiu para o seu quarto, fez rapido o dever de casa, Zoey era responsável e sabia que acumular as tarefas só ferravam com a sua vida, por isso ela nunca perdia horas e horas fazendo o dever, ela deixava tudo em dia, esse era o problema dos seus colegas da escola, sempre deixavam pra ultima hora e se ferravam depois. Depois de terminar, Zoey foi direto para o computador, pludou o baixo no amplificador, ligou a web cam para e o microfone para se gravar tocando, já tinha tirado muito bem a musica, mas queria confirmar se não estava saindo nada errado como espectadora. Assim ela botou o playback no headphone, sem a o som do baixo com um software de edição estudio que os musicos usam como um mini studio em casa, assim a musica tocava no seu ouvido sem o som do baixo, som que ela quem faria, e assim começou Take the Power Back do Rage Against the Machine.

    A baixista se empolgava bem com a música, e esse muitas vezes era o segredo, deixar a música fluir, ela tocou agitada não se tocou que sorria e inclinava o pescoço ritimadamente com o compasso da e o timing da musica, era algo natural que ela adorava.




    Ao terminar de tocar não mais de uma, mas algumas vezes sim, nem percebeu que havia chegado a noite, o quarto estava escuro mas foi iluminado pela tela do computador, pouca coisa, e então ela olhou para o relógio, já era umas 18:30. O clima ainda estava bom, era hora de sair, seus pais deviam estar saindo agora do trabalho. Infelizmente Zoey ainda não sabia onde era o Caern como medida de proteção, provavelmente a Hellen devia ter razão em restringir um pouco as coisas e isso a desanimou pois as outras Fúrias eram realmente as unicas coisas parecidas com amigas que ela tinha. Zoey se lembrou do sonho, de qualquer jeito tinha que falar com Hellen, pra saber se... bem... Era só um sonho mesmo ou podia ser algo? Pelo que falaram em Thesmyscera, sonhos podem sim ser pressagios. Ela então mandou mensagem para uma das outras Fúrias, uma que ela sabia ser uma Theurge:

    "Oie... tudo bem aí? Tenho um sonho doido pra contar! Tá livre agora?"
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    Mensagem por Alexyus em Sab Set 05, 2020 12:48 pm

    Zoey ligou para Katherine White, a theurge Ouvidora de Pégasus, uma fostern que parecia bem mais tranquila que a séria e sisuda Hellen Daskalakis.

    Katherien White Ouvidora-de-Pégasus:
    Nightingale - Zoey Kather10

    - Claro, garota! Mas vamos falar pessoalmente. A Hellen não quer conversinhas por telefone.

    Katherine passou um endereço para Zoey e marcou o encontro para dali a uma hora.

    O lugar era um rockbar pequeno e acolhedor, reduto de mulheres, a maioria lésbicas. Desde a porta, onde mulheres enormes como armários atuavam como seguranças, até as barwomen que operavam o balcão, não se via um homem em canto nenhum. As paredes de tijolos escuros eram repletas de painéis iluminados de roxo, vermelho, rosa e branco, deixando o ambiente bastante claro, apesar das colorações escalafabéticas.

    A bela White estava sentada a uma mesa observando o movimento e acenou quando Zoey entrou. Era uma mulher alta e longilínea, usando jeans escuro apertado, uma blusinha branca e uma jaqueta de couro.

    - E então, menina? Andou sonhando com coisas estranhas, é? Senta aí, me conta tudo!
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    Mensagem por Nightingale em Qua Set 09, 2020 4:06 pm

    Tinha sido justamente por aquilo que Zoey não falou nada por telefone, vai saber se os telefones estavam grampeados pelo FBI. Depois de anotar o endereço, Zoey pegou suas coisas relevantes e partiu para o endereço. Ao chegar lá, uma hora depois, ela logo se deparou com o que seria um bar lésbico. Nunca tinha estado num lugar assim antes, nunca ficara com meninas, nem com meninos... Mas a verdade era que estranhamente, meninas pareciam ser muito mais interessantes. Passava por algumas garotas e desviava o olhar justamente porque não queria ficar encarando ninguém, principalmente porque não sabia distinguir se a estranhesa é pelo local ter lhe chamado atenção ou porque não era comum em sua rotina ver garotas com garotas. Algumas mulheres seriam mais assustadoras se Zoey não soubesse que poderia ficar maior que elas em poucos segundos e era bizarro porque realmente não se via homens por lugar nenhum, o que dava até uma boa segurança para a maior parte das mulheres que andam sozinhas a noite, se não todas... Logo Zoey viu Katherien acenar, ela era uma mulher bonita e mais velha...

    "Tá Langley, só porque você tá num bar gay agora vai começar a pensar como uma? Sai dessa hormonios!"

    Puberdade era uma merda completa, principalmente se você nunca teve chance de estravazar esses desejos sendo uma aberração pra todo mundo da sua idade e convivio social. Zoey se aproximou e se sentou olhando em volta, um misto de curiosidade e perplexidade, se distraiu um pouco com o ambiente antes de falar:

    - Ahm.. Tá, o sonho, claro, isso... Bem... Nossa, direto ao ponto né? Vou pedir uma bebida antes. Rola você falar que é minha responsável pra eu pegar alcool?

    Se ela não concordasse, pois certamente lhe seria pedido a identidade antes de ser servido alcool, Zoey suspiraria de decepção e então pediria uma soda, se ela concordasse ela pediria uma garrafa de vinho suave, e então falaria:

    - É um tanto bizarro... Eu sei que pode ser só sonho, mas como já me falaram que os espiritos tentam falar conosco por sonhos, as vezes, achei melhor não deixar pra lá. Eu sonhei que eu estava no meio da escuridão, assim, escuridão total, não dava pra ver um palmo a mais da minha frente, e aí do nada surgiu na minha frente uma fogueira, um monte de chamas, mas não pareciam chamas normais, sabe? Lembravam muito uma ave, um passáro, ou algo assim... Pareciam que a fogueira eram chamas vivas que se mexiam como um bater de asas e eu só confirmei depois que era um passaro de fogo mesmo porque ele trinou, sabe, o som que as aves fazem... Bem, o passaro era bem grande, e abaixo dele projetou a luz das chamas e eu podia ver as sombras de lobos correndo na minha direção (ou foi na direçao do passaro de fogo, considerar a correta em caso de eu ter interpretado errado, por favor) pareciam ser mais de um lobo sabe, não... melhor... Eram lobos, e eram mais de um, e eu sei disso, porque tenho certeza que um daqueles lobos projetados na sombra do passaro era eu. E aí eu acordei.

    Zoey então toma um gole da sua bebida que a essa altura devia ter chegado e diz:

    - Eu não sei se tem haver, eu só vim falar por desencargo de consciência, é um sonho meio doido, parece meio aleatorio, mas não é como se tivesse sido como um outro sonho que tive que o Batman usou o Bat gancho pra sequestrar a minha mãe e acenar pra mim antes de ir embora.
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