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    Nightingale - Zoey

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    Mensagem por Alexyus em Qui Abr 23, 2020 10:00 pm

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    Zoey estava sentada na poltrona do avião, pensando sobre as mudanças em sua vida.

    Ela tinha passado três meses em Atenas. Bom, na verdade, não em Atenas, mas numa ilha perto de Atenas, um dos caerns mais antigos e poderosos das Fúrias Negras. Em deferência à considerável raça pura possuída por ela, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender com as maiores anciãs da tribo, o chamado Círculo Externo.

    Não tinha sido muito fácil assimilar todos os milênios de história da tribo. Zoey tinha aprendido muito sobre as lendas antigas, uma visão totalmente nova da mitologia grega. Também conheceu vários mistérios sobre a feminilidade, tanto humana quanto lupina! Ouviu dezenas de histórias aterrorizantes sobre o terrível Patriarca, um poderoso espírito da Wyrm que representava tudo que as Fúrias Negras mais odiavam. Tinha dominado formas de luta, de mudança de forma, dons, uso da Fúria e da Gnose, muitas habilidades incríveis...

    Mas também tinha percebido que jamais seria "normal". Ela finalmente soube que sempre estivera destinada a adentrar esse mundo místico e selvagem, praticamente incompatível com seu modo de vida anterior. Seu gosto musical estava a anos-luz de distância dos instrumentos líricos e tradicionais que aquelas mulheres arcaicas usavam. Comunicar-se com elas apenas na língua garou, já que elas falavam literalmente grego, também tinha sido um problema, pois alguns conceitos simplesmente não existiam naquele idioma...

    Apesar de tudo, pela primeira vez na vida, Zoey não enxergava medo, receio, pânico, ódio ou aversão nos olhos dos outros. Aquelas mulheres eram como ela, tano as jovens quanto as idosas. Na verdade, as idosas impunham um certo medo na garota, um respeito temeroso do que elas eram capazes, mas era algo mais familiar e fraternal, como as relações instintivas dos lobos.

    No fim de tudo, Zoey estava orgulhosa de ser Nightingale, a galliard cliath das Fúrias Negras! Tinha recusado permanecer no caern por mais tempo (até virar uma fúria negra "respeitável", segundo uma das anciãs), porque estava com saudades de casa e da família. Seus pais nem faziam ideia de tudo que tinha descoberto sobre si mesma, talvez nem acreditassem! Mas a jovem Langley sabia que, ao voltar para casa, precisaria equilibrar sua nova vida com a anterior, entrar em contato com as Fúrias Negras americanas, talvez até entrar numa matilha...

    BOOOOMMMMMMMM!!!!

    O avião inteiro estremeceu de repente, e luzes piscaram de modo frenético. Alguns objetos voaram pela cabine, e uma dúzia de passageiros gritou de medo e surpresa. Após alguns segundos, a voz radiofônica do piloto soou por toda a cabine:

    - Senhores passageiros, voltem aos seus assentos e coloquem seus cintos de segurança. Houve uma pane num dos motores e vamos tentar fazer um pouso de emergência sobre o oceano. Por favor, fiquem calmos e sigam as orientações...

    Era mais fácil falar do que fazer. A pressão nos ouvidos pela mudança brusca de altitude já começava a incomodar Zoey, enquanto ela olhava para baixo, para o oceano do qual o avião se aproximava vertiginosamente...
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    Mensagem por Nightingale em Sex Abr 24, 2020 1:04 am

    Nightingale - Zoey Zoey-a10

    Trilha Sonora:


    - Yeaaahhh... Rock'n roll...

    Cantarolava Zoey em tom baixo acompanhando a letra da música que tocava na sua conta Premium do Spotify que ela pagava só metade porque ainda era estudante do ensino médio, embora já fosse considerada Maior. "Obrigada América". Estava sentada com os Headphones ao lado de uma pessoa qualquer enquanto ela tentava se inspirar para uma música que tinha dado a si mesma a tarefa de compor para sua "primeira mudança", aquela da noite em que matou aquele bicho horrendo que chamavam do que mesmo? Fônogi? Fogori? Fômori? Que seja! Ela no momento só conseguia rabiscar no caderno um esboço bem escroto daquele bicho, mas nada saía.

    Fomori daquela noite:
    Nightingale - Zoey Fomori10

    - "Você é o maldito Bardo, Langley..."

    Disse ela para si mesmo rabiscando no caderno inutilmente como se aquilo fosse lhe trazer inspiração para a música daquela noite. Só havia jogado D&D uma vez e por internet, nunca quis pegr o bardo apesar de ela tocar música como eles, porque a gente sabe que o bardo acompanha o heroi e faz reputação, ele puxa o saco do herói e Zoey não gostava de bancar a puxa-saco. A função deles ficou muito clara até na série do The Witcher da Netflix, meu deus, aquela música não saía da cabeça...

    - Toss a coin to your wicther... Oh valey of plenty... Oh valey of plenty... Oooohhh...

    Cara, se ela conseguisse fazer uma música tão genial e viciante quanto àquela numa dessas assembléias ia ser do caralho! Imagina, agora podia Dedicar instrumentos para tocar quando estivesse "Crinada". Ia ser massa! Zoey então, pegava o celular que estava no modo avião e trocava a música para a da playlist "Toss a Coin to your witcher".

    Nova música tocando no Spotify:

    - "Respeito, não faz história."

    Disse em tom baixinho antes de apertar o play. "Jaskier, seu gênio, vou ter que seguir seus ensinamentos". Aquilo era um bardo de verdade, se ela tivesse que ser o Bardo queria ser aquele tipo de Bardo. Enquanto ouvia a música, se distraiu e o desenho rabiscado ao lado era dessa vez o símbolo do Lobo Branco.

    Desenho lobo branco The Witcher:
    Nightingale - Zoey U5pyau10

    "Se eles querem que eu seja um bardo, pelo menos que me coloquem com um Geralt, ia ser interessante... Oh se ia...". Zoey mordiscou o lábio pensando no corpo do Henry Cavill com aqueles cabelos brancos de Headbanger. Ela então olhou para o lado na janela enquanto se lembrava de todas aquelas velhas lobas gregas na ilha perto de Atenas, quase se sentiu em Themyscira e aquilo foi legal, toda a pegada de Heroína grega e tudo mais, apesar de ser bardo era esperado da garota que ela também fosse um Geralt. Queriam pouca coisa não? Faça feitos ao estilo Arthemis e depois faça músicas viciantes como o Jaskier, na mesma medida. "Daora velhas... Não querem um café que rejuvenesce a pele e o cérebro não? Tão precisando pra essa caduquisse. Eu só tenho 16 anos porra, é o suficiente pra tirar carteira de motorista não salvar o mundo!". Ela suspirou, ok, não podia achar ruim de tudo, ela finalmente entendeu que na real o motivo de todo mundo a tratar como um bando de cuzões era no fundo só medo, pelo menos isso! Algum respeito! "Até me jogarem na piscina" Tá... Não era tão legal... Mas pelo menos aprendeu umas paradas bem legais sobre mitologia grega, com um outro ponto de vista, o dos Lobitchomens, era bom ninguem pegar ela pensando nos Garou com esse nome, mas quando falava Lobitchomens imaginava um Crinos fofinho de pelúcia, nenhum gênio da industria de brinquedos tinha pensado nisso né? Pois é... Deviam. No final, quem diria que ela mesma era tão importante a ponto de ir para Themyscera, ok, aquele não era o nome de verdade da ilha, mas passou a chamar assim pra si mesma porque eles mesmos não foram muitos claros quanto ao nome da ilha, ela só conheceu como "Ilha perto de Atenas". A música por fim parou, e então ela mudou a música.

    Nova música tocando no spotify:

    Ela começou a batucar o pé ritmadamente com o lápis na mesma percursão de Blood Polution. Steel Dragons era uma banda ficticia mas não conseguia parar de ouvir.

    - Gimme blood... gimme blood... gimme blood... gimme blood polutioooon...

    Catarolou baixinho para si mesma acompanhando a música. Ela então passou a rabiscar na mesma olha, ao lado do Fogori e do Lobo Branco o desenho rabiscado de um Pegasus. Elas ainda queriam que ela assimilasse tanta historia assim em três meses, ela nem tinha nota tão boa em história que fica o ano todo estudando, como ia assimilar ainda nomes tão estranhos e novos em 3 meses? Estavam de palhaçada... E não era como se elas dessem um livro "A História das Fúrias Negras para Cliaths do Segundo Ano". Entendeu que a feminilidade tinha um valor muito mais espiritual do que só a questão de reprodução da espécie, tinha uma pegada meio hippie mas até bem legal que a fez sentir-se tão orgulhosa de ser mulher desde que seu pai tinha dito que as mulheres eram muito mais fortes que os homens só por aguentarem cólica e tpm ao mesmo tempo, no caso de Zoey era ao mesmo tempo. Não teve uma educação muito baseada em feminismo, apesar de sua mãe ser uma mecânica, profissão que é muito estereotipada dos homens, Zoey não fora discriminada em sua vida por ser mulher, fora discriminada em sua vida por ser uma aberração, uma aberração que só agora ela entendia o que realmente significava. Ok, apesar das estranhesas e do excesso de informações, realmente aquilo foi um "curso de verão", fez coisas e aprendeu coisas que nunca em sua vida achou que faria, conheceu o mundo da Umbra que é praticamente o mundo de quem fuma uma erva braba, e aprendeu que quem realmente fumava um erva braba podia mesmo ter umas trips pra lá. Muito louco!

    Ela então se pegou curtindo muito o solo da música e lembrando que a galera de Themyscera preferia uns instrumentos mais clássicos que os elétricos de hoje, mas felizmente Zoey não estava em Themyscera agora e o que ia usar pra registrar os feitos da galera eram sim os instrumentos de hoje, até porque torcia que teriam uns lobtichomens mais jovens como ela que concordariam que harpa e bongô era uma parada apenas pra envolta da fogueira mas se queriam algo realmente foda e marcante precisavam de umas 10 caixas Fender Mustang GT, pelo menos 5 em cada lado pra uma reuniãozinha de galera decente. No final, havia realmente gostado muito do seu "Curso de verão", pela primeira vez Zoey não se sentiu hostilizada, e aqueles olhares de "você não é bem vinda" não estavam no ar, muito pelo contrário, nunca foi tão bem recebida em nenhum lugar, nem bem acolhida, também nunca sofreu tantas exigências, mas foram por quererem por muitas expectativas boas nela. A musica parava e então uma nova começava, um clássico das Runnaways.

    Nova Musica tocando no spotify:

    Ela começou a curtir um pouco a música até chegar no refrão e começou a cantarolar baixo.

    - Hello, daddy. Hello, mom. I'm your ch-ch-ch-cherry bomb! Hello world! I'm your wild girl. I'm your ch-ch-ch-cherry bomb!

    Será que algumas das outras Fúrias em Themyscera já ouviram The Runnaways? Se não, elas deviam, podiam ficar orgulhosas. Rabiscando dessa vez duas cerejas com pinos de granada em cima, ela pensava, que não fosse a saudades de casa que estava sentindo até teria ficado mais na ilha, estava realmente gostando de lá, era quase como se tivesse encontrado uma segunda casa e uma segunda familia, as mais novas eram como irmãs e mais velhas eram como aquelas mãezonas exigentes, mas nem por isso era ruim. Só ficava pensando em como iria fazer pra conciliar aquelas duas vidas, ainda tinha que se formar no ensino médio, nem pensou em qual faculdade faria e agora tinha a vida como uma lobisomem, caraca... Era muita coisa... Provavelmente ia precisar de ajuda, quando achasse as outras Fúrias americanas iria precisar aprender como elas faziam pra conciliar aquelas coisas.

    "BOOOOOOOOOOOMMM"

    - AI MEU MEU DEUS!!!!

    Ela exclamou sem pensar se segurando no assento quase deixando o celular cair da mão. Ela logo tirou o headphone apressadamente deixando pendurado no pescoço e virou para a pessoa ao lado.

    -O que foi isso!?!?!?

    Perguntou assustada para a pessoa ao seu lado. O avião começou a estremecer, as luzes piscavam e seu coração se apertava em pavor de imaginar aquela merda caindo e ela morrendo logo agora que sua vida estava ficando mais interessante. Logo depois de uma bagunça de objetos balançar pela cabine, e o traseiro de Langley apertar tanto que nem o sinal do wi-fi poderia passar, mesmo que pudessem usar wi-fi no avião.

    piloto escreveu:- Senhores passageiros, voltem aos seus assentos e coloquem seus cintos de segurança. Houve uma pane num dos motores e vamos tentar fazer um pouso de emergência sobre o oceano. Por favor, fiquem calmos e sigam as orientações...

    - O QUE??? Ele não pode estar falando sério, ele não está falando sério, eu não quero morrer!!!

    Disse ela entrando em pânico para o passageiro ao lado dela mesma, quase fazendo cara de choro. Preferia enfrentar outro Folori mas não enfrentar aquela situação nunca!!! A garota se aquietou e olhou para a janela. Péssima idéia, péssima, péssima ideia!! Ela se apertou na poltrona, fechou os olhos, garantiu que o sinto de segurança estava realmente preso e começou a rezar mesmo que não fosse religiosa.
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    Mensagem por Alexyus em Sex Maio 01, 2020 4:24 pm

    Enquanto Zoey se prendia ao cinto com toda a pressa do mundo, ela ouviu um alto rangido metálico, seguido por outro grande estrondo. Ao olhar pela janela, ela viu a asa direita do avião incendiar-se e desfazer-se em destroços. Menos de dez segundos depois, os sons se repetiram, mas do lado oposto do avião.

    Sem asas, a aeronave começou a girar sem controle enquanto caía vertiginosamente. As máscaras de oxigênio caíram em cima de cada poltrona dos passageiros, mas muitos deles já estavam desfalecendo pela perda repentina de altitude.

    Zoey era jovem e forte e, oq eu ninguém sabia, também era uma garou. Talvez por isso ela manteve a consciência enquanto a maioria dos passageiros e tripulantes caíam desacordados. Os movimentos caóticos do avião lançavam objetos e pessoas que não estivessem bem presos para todas as direções, alguns chegando a cruzar o corredor em sua totalidade antes de chocarem-se em algo. As luzes piscavam freneticamente, e um minuto depois, apagaram-se de vez.

    Após um espaço de tempo angustiante que poderia ter sido de minutos ou horas, Zoey sentiu a aeronave chocar-se violentamente com a água. Longe do pouso controlado prometido pelo piloto, o veículo mergulhou no oceano com o bico, submergindo instantaneamente.

    Zoey ainda conseguiu ver as águas borbulhantes pela janela do avião antes de perceber que a cabine estava começando a inundar.

    O que quer que ela planejasse fazer, seria preciso fazer rápido.
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    Mensagem por Nightingale em Ter Maio 05, 2020 12:01 am

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Trilha Sonora:

    Era aquilo, tudo estava desmoronando, caindo a sabe-se lá quantos mil quilômetros por hora. Zoey tinha os olhos fechados com força enquanto estava completamente enrigecida na poltrona segurando-se o mais firme que podia em seu assento, sentindo toda aquela pressão. Ela escutou um estrondo horrível que a fez querer chorar, fez então, algo que se arrependeu amargamente e olhou para a janela ao lado, então viu a asa direita do avião pegando fogo como naqueles filmes de acidentes horríveis, seu rosto imundou-se com a face do horror e do medo, vendo os destroços da asa ficarem para trás no ar, lágrimas de pânico começaram a escorrer pelos seus olhos e seu corpo tremia dos pés à cabeça. Nunca em sua vida tinha tido tanto medo assim, nunca, talvez aquela fosse a pior experiência da sua vida, e provavelmente a ultima. Logo em seguida, não precisou ser nenhum gênio para concluir que os mesmos sons de asa se destroçando eram a outra asa acompanhando aquele acidente pavoroso.

    Sem asas, o avião começou a girar, Zoey fechava os olhos novamente com o medo, não conseguia abri-los, sabia que nada podia fazer para mudar aquilo. As máscara de oxigenio caíram, Zoey sentiu as mesmas baterem em sua cabeça e logo ela pegou a máscara de oxigênio de forma desengonçada e apressada e colocou em seu rosto para usá-la. Ela não sabia que outros passageiros já estavam desfalecendo pois ela estava preocupada e apavorada demais com sua própria vida para dar importância aos outros. Um balburdia acontecia dentro do avião com pessoas e objetos sendo arremessados internamente, Zoey não via nada daquilo pois ainda estava se segurando o mais firme que podia com os olhos fechados de medo. Então, no que pareceu ser uma eternidade chocante que corroeu todo o seu corpo e sua sanidade, o avião chocou-se e talvez se ela não tivesse colocado o sinto teria sido arremessada e se arrebentado toda dentro do avião. Tudo havia parado... Um embrulho em seu estômago. Zoey sentiu sua ultima refeição subir, talvez fosse ela, talvez fosse a pressão, fato era que ela se conteve para não vomitar pelo estresse e pelo remeximento do ambiente. Chegou a por a mão na boca para conter o vômito de subir e conseguiu. Zonza, ela olhou ao seu redor, ainda tremendo dos pés à cabeça com os olhos em lágrimas, nem a sociedade Garou nem ninguém poderia prepará-la para aquilo. Zoey então olhou pela janela e o pânico tomou conta do seus olhos novamente. Ela viu que o avião não tinha pousado em terra, mas sim em água... Logo ela lembrou-se, da água... A sensação de estar afundando, o afogamento, a perda do ar... Ela mal estava conseguindo respirar só de imaginar...

    - Não... Não, não, NÃO!!!!!

    Ela logo desprendeu o sinto de forma desajeitada e se levantou do seu acento, olhando para os lados no corredor do avião, vendo todos ali jogados, machucados. Então ela olhou para seus pés, viu água... Ela pôs as mãos no cabelo, imaginando a água... Olhou para a janela, o avião estava afundando como o maldito Titanic! Ela olhou rapidamente, ofegante e soluçando em lágrimas para a porta de emergência e pensou que se fosse aberta o avião só ia afundar mais rápido. De qualquer jeito, Zoey não sabia nadar, não sabia e tinha pânico disso!!! Ela não tinha como escapar.

    - Ai meu deus, o que eu vou fazer?? o que eu vou fazer??

    Falava para si mesma em tom baixo, quase surtando e agarrando seus cabelos os puxando como se isso fosse lhe dar alguma ideia...

    - Se não tem para onde fugir, então...

    E então, um clarão acendeu-se em seus olhos e olhou ao redor.

    - Não dá pra fugir... Não dá... Então, só tem um lugar que eu posso ir... Mas...

    Ela então viu as pessoas, ela conseguiria escapar, mas e aquelas pessoas? Elas não tinham como... Iriam afundar junto com o avião... Zoey não podia salvá-los, isso era fato, não tinha esse poder, mas podia dar uma chance à eles, antes de ela mesma se salvar.

    - Dane-se a porra do véu...

    Ela então olhou para o ponto do avião, do teto talvez, das paredes talvez, que pudesse ser feito uma saída para cima do avião. Então após achar, a Garou flexionou o corpo.

    "Sinta a raiva, Langley, sinta a FÚRIA!!!!"

    - GRRRRRRAAAAAAAARRRRHHHHH!!!!!!!!

    Ela berrou como um animal deixando o medo de lado para dar lugar à raiva, à bestialidade, a agressividade. Seu grito, saiu como um gultural monstruoso junto com um conjunto de dentes afiados e pelos crescendo por todo o seu corpo , ela sentia o calor monstruoso do ódio queimar em seu corpo, como foi ensinada a fazer em Themyscera pelas outras Fúrias Negras. Seus dedos se alongaram em garras mortíferas enquanto seu corpo aumentava de tamanho rapidamente e seu corpo em questão de segundos se metamorfoseava em um Crinos, sim, no meio de toda aquela gente, para dar a eles a chance de se salvarem antes de ela mesma ir embora daquele pesadelo. O lugar ficaria apertado, é claro, mas por isso Langley já havia corrido até o ponto do avião em que queria para se posicionar e então só depois virar um monstro apavorante que afastaria todas as pessoas e ninguém ficaria no caminho dela para abrir aquela passagem.


    Nightingale - Zoey Zoey_l11


    Já transformada completamente em monstro, ela começava a socar com garras poderosas o ponto do avião ao berros monstruosos que só um Crinos era capaz de fazer

    -GRRRAAAAAAARHHHHH!!!!! RRAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!!!

    Depois que abrisse aquela maldita passagem, sem mais delongas, seria a hora da Fúria partir e deixar que os humanos mesmos conseguissem salvar suas vidas, e ela desejava em seu íntimo, que eles tivessem boa sorte, e então... Sem mais esperar, o monstro iria desaparecer daquele avião, pois ele passaria pela fina tessitura da realidade, para a Umbra, onde ela certamente estaria em outro lugar e longe daquele inferno que ela estava, pelo menos, era o que ela torcia para estar.


    OFF:
    2 Pontos de Fúria. 1 Para transformação automatica em Crinos, outro para realizar outra ação no mesmo turno, que é abrir a passagem com garras e força bruta.

    Adiantando minha próxima ação, gasto 1 ponto de Gnose para garantir minha travessia para a Umbra.

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    Mensagem por Alexyus em Dom Maio 10, 2020 4:39 pm

    Lutando para se soltar do cinto da poltrona e dos fios das máscaras de oxigênio que pendiam do teto, Zoey conseguiu passar para o corredor e foi desviando das pessoas, algumas desacordadas, outras em pânico.

    Fúria:
    Zoey gasta 2/4 pontos de Fúria, 1 para mudar para crinos e 1 para ação extra

    No fim do corredor, perto da porta de emergência, Zoey mudou para a forma Crinos, liberando a Fúria dentro de si enquanto investia violentamente contra o metal da  passagem e saída da aeronave.

    Ataque na porta:
    Zoey rolls 6 dice to Destreza+Briga 4,4,8,1,7, 4 [1 success]

    Zoey rolls 7 dice to Dano 1,5,5,7,4, 9,6 [2 successes]

    Zoey começou a golpear o metal, mas descobriu que suas garras teriam trabalho para isso. O material era resistente e quase quebrava as garras dela. A gritaria na cabine dos humanos que ainda estavam conscientes aumentava à medida em que mergulhavam no Delírio ao olharem para a figura dela em Crinos. Enquanto isso, a parcela da cabine tomada pela água só aumentava, e uma a uma, as fileiras de poltronas eram engolidas pelo mar que reclamava aquele espaço para si.

    A jovem Fúria Negra golpeava sem parar, registrando apenas pelo canto dos olhos o progresso do naufrágio do aeroplano. Parecia até mesmo que não iria dar tempo de abrir passagem antes de ser engolfada pelo turbilhão oceânico. E talve nem isso fosse suficiente, pois quais dos passageiros humanos seria capaz de nadar contra a torrente de água que invadiria a câmara assim que Zoey abrisse uma fresta era algo que a galliard tentava não pensar enquanto empreendia o máximo de seus esforços.

    Finalmente um golpe de garra definitivo próximo  à maçaneta abriu uma brecha que imediatamente esguichou um forte jato de água. Um segundo depois, toda a porta cedeu enquanto um vagalhão de água do mar invadia o interior do avião. Zoey foi jogada pela porta propelida pela corrente contra o outro lado do corredor, prensada na parede oposta.

    Nightingale - Zoey _102102904_afogamento-gettyimages-171577202

    Enquanto era cercada pela água e começava a ficar submersa junto com os demais passageiros, Zoey concentrou-se em seu aspecto espiritual e usou sua Gnose para percorrer a película entre os mundos e escapar daquele titanic aéreo para a Penumbra.

    Mas o outro lado da realidade não era muito melhor.

    Na Penumbra, não havia avião caído, mas mesmo assim Zoey achou-se envolvida por um oceano infindável... no qual continuava a se afogar!

    Força de Vontade para evitar o frenesi, Força + Esportes para nadar:
    Zoey rolls 7 dice to Força de Vontade 10,2,2,2,2, 7,5 [3 successes]

    Zoey rolls 6 dice to Força + Esportes 5,9,7,10,5, 5 [4 successes]

    Zoey não sabia nadar, tinha verdadeira fobia disso, mas sabia que não tinha escolha naquele momento! Reunindo todo o conhecimento teórico que tinha sobre natação, ela usou a força de sua forma crinos para impulsionar-se na direção que ela achava que haveria ar.

    Nightingale irrompeu à tona da superfície do oceano umbral, sentindo seus pulmões quase explodirem sem ar. Arfou ofegante enquanto se debatia para tentar permanecer na superfície e evitar afundar.

    Não fazia ideia de como sairia daquele lugar agora.

    Foi quando algo no céu sobre ela destacou-se, inicialmente aparecendo uma espécie de gaivota ou outro pássaro, mas à medida que se aproximava ficava óbvio que era grande demais e também muito... humanóide?

    Quando já estava perto o suficiente, Zoey conseguiu ver o que se aproximava:

    Spoiler:
    Nightingale - Zoey F99e11b54d82d5cdb4a980eff08db429

    Com um rasante sobre a superfície, a crinos alada agarrou os braços de Zoey e, com um tranco, arracou-a do mar. Ela voltou a ganhar altura, deixando que Nightingale tivesse uma visão cada vez mais panorâmica do mar umbral onde tinha vindo parar.

    Quando estabilizou numa altitude de cerca de 30 metros acima do nível do mar, sua salvadora finalmente falou:

    - Você está bem, Nightingale? Meu nome é Cíntia Kritykhel, mas pode me chamar Azul Turquesa. Sou uma Fúria Negra Desbravadora, e me pediram para acompanhar sua viagem de volta à América. Não achou que iam deixar você voltar sozinha, né? E ainda bem que elas não fizeram isso! Vou levar você de volta através da Penumbra... mas, se você não se importar... poderia voltar à forma humana? Você està meio pesada e não quero me exaurir antes de chegarmos ao destino!
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    Mensagem por Nightingale em Qua Maio 13, 2020 11:00 am

    [center]Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Zoey estava transbordando em Fúria, seus rugidos eram monstruosos e seus gritos feriam os ouvidos dos humanos que estavam por pertos, acuados, cercados por um vazamento e por um grande monstro agitado dentro daquela gaiola, mas mesmo o grande monstro que tentava criar uma passagem não era forte o suficiente para criar uma passagem, pelo menos não de imediato. À medida que ela fazia aquela abertura com dificuldade mesmo com sua força desumana, ela logo se frustrou pois ou era muito fraca ou a força de um Garou não era tão poderosa mesmo quanto as Fúrias de Themyscera havia dito, suas próprias garras já ficavam doloridas e Zoey não sabia dizer se essa dor nas garras só aplacava ou instigava mais a raiva do monstro que tentava liberar aquela maldita passagem. Ele ainda urrava.

    - GRAAAAAAAAARRRRRHHHHHHH!!!!!!!!

    Dessa vez, o desespero da própria Garou em ver a água entrando fazia com que a sua raiva aumentasse e o monstro tentava mais desesperadamente terminar logo de arrancar aquela parte do avião para fazer a passagem. Não sabia o que estava pensando, talvez tenha se superestimado demais, talvez fosse o desespero do momento em contato com a água aliado à pressão de "você é uma heroina do mundo agora, Zoey" que a fez crer que de alguma forma ela conseguiria salvar alguém, talvez fosse a culpa do sobrevivente se enraizando sobre ela com antecedencia pois desde o começo ela acreditava que podia sobreviver com mais chances que eles. Logo no final, quando ela dera o ultimo golpe e ouviu a trinca de água, o grande monstro soltou um rosnado de satisfação, mas logo em seguida veio a torrente de água bem em seu fucinho e no corpo todo e um rugido cobriu todo o avião antes do som ser abafado por toda a água. Já era hora... Não havia diferença entre pegar um atalho para Umbra com aquele momento de profundo pesadelo da Fúria Negra, ao qual... Ela ainda assim... Continuou presa no seu horror pessoal. Ela estava afundando, mesmo do outro lado da Umbra, na chamada Penumbra, claro... a Penumbra era um reflexo do mundo físico, em outros reinos é que a situação seria diferente... A Galliard pensou nisso depois que estava debaixo da água e não fosse ela ainda ser habilidosa ela teria se afogado completamente. Foram seus instintos de sobrevivência que a salvaram e nada mais... Não foi o plano fracassado, nem as habilidades nadadoras que não tinha... Fora talvez, o lobo dentro dela que, tremia em Fúria querendo sobreviver e explodir em raiva. Talvez trancar a respiração foi o que a ajudou a controlar a raiva, o foco em nadar para a superfície a fez deixar que o lado raivoso dominasse seu corpo todo.

    Ela submergiu para fora da água, começou a se debater, seus pulmões conseguiram liberar o ar e ela entrava numa luta aterroradora tentando se manter na superfície da pior forma que um nadador podia fazer, com força bruta. Até que ela viu uma forma humanoide voar para cima dela, ela não sabia o que pensar daquilo e nem teve tempo, logo ela sentiu seu corpo subir para fora da água e a Garou, no começo, se desesperou completamente se debatendo enquanto era erguida, até ela olhou para baixo e viu todo o oceano da Penumbra e logo arregalou os olhos de monstro e ficou parada, mas parada de medo. Ela logo agarrou as patas no que quer que a segurasse com firmeza, como quem queria garantias de que não caíria lá em baixo denovo. O grande Crinos urrava de medo, não era um ganido como os cachorros, mas era um som monstruoso e rouco que era emitido dos longos suspiros que Zoey dava agora que podia compensar toda a falta de ar que tivera a poucos instantes. Ela olhava para cima e ouvia

    Azul Turquesa escreveu: Você está bem, Nightingale? Meu nome é Cíntia Kritykhel, mas pode me chamar Azul Turquesa. Sou uma Fúria Negra Desbravadora, e me pediram para acompanhar sua viagem de volta à América. Não achou que iam deixar você voltar sozinha, né? E ainda bem que elas não fizeram isso! Vou levar você de volta através da Penumbra... mas, se você não se importar... poderia voltar à forma humana? Você està meio pesada e não quero me exaurir antes de chegarmos ao destino!

    Zoey, ou melhor.... Nightingale, naquele mundo, estava ainda apavorada, ela olhava para Cíntua, que naquele mundo era Azul Turquesa na tentativa de não olhar pra baixo. Não falou nada por enquanto, sua mente ainda tentava processar o ocorrido, o perigo, seus instintos ainda estavam à flor da pele, a ofegância diminuiu assim como os batimentos cardiácos mas ainda eram frequentes e fortes, fato era que Zoey não conseguiria ficar tranquila enquanto não saisse da zona de risco, e então que atendendo ao pedido de Azul Turquesa, ela tentou respirar fechando os olhos, era fácil sim voltar a sua forma original, foi como explicaram... Sua forma que nasceu sempre vai ser a mais fácil de acessar, porém era a Fúria que fazia a Garou mudar de forma, ao menos foi dessa vez, era difícil relaxar para voltar a forma humana, mas ela o fez como podia e então aos poucos seu corpo se metamorfoseou no de uma garota completamente ensopada e ofegante. A garota olhou para baixo novamente e novamente foi uma péssima ideia, ela fechou os olhos imediatamente querendo chorar, como se estivesse numa montanha russa e fechar os olhos era a melhor forma de controlar o seu medo e assim ficaria, até estar em terra firme. Queria agradecer à Azul Turquesa, mas sentia-se como se qualquer movimento brusco, até mesmo o movimento de seus lábios, seriam o suficiente para dar mal jeito em sua salvadora e a deixar cair sem querer.
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    Mensagem por Alexyus em Qua Maio 20, 2020 6:28 pm

    Zoey conseguiu voltar pra forma hominídea apesar do medo-quase-panico que sentia.

    Com a forma mais leve, ela sentiu que a manobrabilidade de sua carregadora melhorou e também ganhou mais velocidade.

    Azul Turquesa disse, tentando confortar a jovem:

    - Quer que eu vir mais baixo, mais perto da água? Tem gente que tem medo de altura...

    A Garou alada estava disposta a manobrar segundo a preferência de Zoey.

    Quando já estava mais à vontade, Cinthia perguntou:

    - Já tem alguma ideia de quem está tentando te matar? Claro que aquele avião não estourou os dois motores à toa, eu estava te seguindo... Aquilo foi sabotagem!
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    Mensagem por Nightingale em Qua Maio 20, 2020 8:04 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Apesar de Zoey ter sentido que Azul Turquesa, ou Cintia, não sabia a como se referir aos outros já que tem dois nomes, ter parecido melhorar nas manobras voadoras com o retorno da Fúria à sua forma racial, ela não pareceu ficar menos assustada, ainda estava com os olhos fechados e se segurando firmemente como podia nas patas da Crinos voadora. Os olhos, naturalmente, se mantinham ainda fechados.

    Azul Turquesa escreveu:- Quer que eu vir mais baixo, mais perto da água? Tem gente que tem medo de altura...

    - NÃO!!! SÓ ME TIRA DAQUI, ME LEVA PRA TERRA FIRME, POR FAVOR!!!

    Disse ela de forma alarmada e Cintia logo tentou deixar a melhor posição. Zoey estava tão apavorada com a situação da água abaixo de si que sua mente não conseguia funcionar direito enquanto não estivesse em terra firme, afinal, qualquer deslize e ela cairia denovo no seu inferno particular. Quem conseguiria pensar com uma situação assim?

    Azul Turqueza escreveu:- Já tem alguma ideia de quem está tentando te matar? Claro que aquele avião não estourou os dois motores à toa, eu estava te seguindo... Aquilo foi sabotagem!

    - Eu não sei!

    Zoey falava de olhos fechados ainda, era fácil ver que a garota ainda estava assustada demais para pensar direito, era claro que ela morria de medo de cair na água e provavelmente não iria mudar muito a situação enquanto não estivesse em terra firme como havia implorado para estar.
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    Mensagem por Alexyus em Sex Maio 22, 2020 6:58 pm

    Cinthia ficou bastante tempo em silêncio durante a viagem, deixando que Zoey se concentrasse em se acalmar.

    Pareceu um longo tempo até que elas chegaram a uma cidade cheia de teias metálicas conectando os edifícios.

    - Lá é Nova York. Vamos pousar e voltar para o mundo físico. Lá, eu e você vamos pegar um ônibus para Detroit.

    Zoey finalmente sentiu terra firme sob os pés novamente. Cinthia levou um momento para mudar para a forma humana, e Zoey percebeu que ela era ainda mais baixa que ela naquela forma.

    Cinthia:
    Nightingale - Zoey 5eec4bd6784150fc062ca6e0debfd9be

    Ela guiou Zoey na volta ao mundo material, e as duas saíram num beco. Ela deu o braço para Zoey e começou a andar rapidamente pela cidade, rumo à rodoviária mais próxima. Mesmo sem perguntar nada, ela parecia bastante acostumada com as ruas e caminhava de forma rápida e decidida. Logo elas chegaram e Cinthia comprou duas passagens para Detroit.

    Depois de se acomodarem no ônibus, Cinthia explicou:

    - São umas 15 horas até Detroit. Se quiser dormir ou conversar, pra mim tanto faz.
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    Mensagem por Nightingale em Ter Maio 26, 2020 11:25 pm

    Nightingale - Zoey Zoey-l12

    Havia demorado algum tempo, mas finalmente elas chegavam em terra firme. Quando sentiu o solo firme debaixo dos seus pés, Zoey soltou um alivio de suspiro, as lágrimas já havia secado mas seus olhos continuariam inchados por algum tempo. Ela olhou pro horizonte vendo o mar e ficou o encarando por um tempo, não parecia tão assustador de terra firme, mas bastava deixar aquela aguaceira acima de sua cintura que ela entraria em pânico imediatamente. Via as teias metálicas das aranhas do padrão, ao menos era assim que se recordava de terem dito pra ela.

    - Obrigada pela ajuda... Agora tá muito melhor, e foi mal o escândalo, é que... Eu não sei nadar. Se importa de não contar pra ninguem?

    Ela dizia envergonhada pelo seu comportamento e esperava que aquela notícia não se espalhasse, por dois motivos, o maior deles era que havia rasgado o véu de propósito, quer dizer "rasgado" porque não havia chances de ninguém ter sobrevivido aquilo, Zoey teve um complexo de heroi que culminou em um erro, tudo o que conseguiu foi fazer algazarra por mais que tivesse as melhores intenções, não dera nada certo. Além do mais, mesmo que alguém tivesse sobrevivido, que seu ato realmente tivesse ajudado a salvar pelo menos uma pessoa, essa pessoa iria inventar qualquer coisa na mente dela para não acreditar que viu um "lobisomem" dentro do avião, era o tal do Delírio que haviam explicado para ela, herança do que chamavam de Impergium, uma das épocas mais fascistas dos lobisomens. Outro motivo, é que não queria que ficassem dizendo por ai que ela chorou como um bebê com medo de nadar.

    Zoey viu então Azul turquesa virar uma humana normal, não sabia que os pelos dos Garou também ficavam com a mesma cor dos cabelos tingidos. Talvez pudesse dizer que Cinthia era do mesmo estilo que ela, mas a garota era muito emo para ser que nem Zoey, de qualquer jeito, Cintia parecia legal e salvara sua vida, então devia muito à ela. As duas voltaram ao mundo humano, Zoey se sentia muito melhor, o mundo umbral ainda era uma novidade para ela, deu para perceber, e todo mundo ficava desconfortável em territorio que não conhece bem. Ela deu o braço à Zoey e a mesma estranhou no começo, ou a garota queria usar algum desfacer de BFF's Nova Iorquinas, ou ele era bem "amigável". Elas pegaram a rodoviária, Cintia parecia conhecer bem e perguntou:

    - Você é daqui de Nova Iorque?

    Ali ela deu uma brecha para conversarem coisas triviais, coisas humanas mesmo, Zoey precisava deixar com que a tensão saísse, mas era dificil, os gritos de horror das pessoas do avião ainda ecoavam em seus ouvidos, em nenhum momento ela não deixava de sentir a famosa "culpa do sobrevivente", como se ter morrido junto com eles fosse o mais digno a se fazer já que eles não podiam se salvar, mas apesar disso, apesar desse momento traumatico, em que ela ainda tremia um pouco, ela tentava espairecer a mente com papo de garotas normais, mas ainda assim era fácil notar que algo incomodava Zoey. Cintia falava de que podia dormir ou podiam ir conversando no caminho, sim, Zoey estava cansada, abalada ainda, mas não iria conseguir dormir, talvez não fosse conseguir dormir aquela noite também, sua mente não deixaria, de modo que ela dá de ombros e fala:

    - Vamos ir conversando mesmo, acho que não dá pra falarmos do nosso "clubinho" aqui em ar aberto. De que música você gosta? Eu tenho umas bibliotecas na minha conta do spotfy, mas...

    A abertura era para conversa de garotas normais, e a menos que Cintia falasse que podiam sim conversar sobre o que acontecera.



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