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    Sonhos Verdes

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    Mensagem por Alexyus Qua Dez 01, 2021 7:15 pm

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    Sonhos Verdes Empty Re: Sonhos Verdes

    Mensagem por Sandinus Sex Dez 03, 2021 11:50 am

    Num dos sonhos, ele se via abrindo uma bela romã de aparência promissora, mas quando chegava a seu interior, a frutava estava podre, cheia de vermes, quase oca, como se comida de dentro para fora.

    Em outro, ele apanhava uma taça de vinho, mas ao beber um gole, percebia tratar-se de vinagre azedo, e cuspia-o. O vinho cuspido ou derramado espalhava-se pelo chão, formando a silhueta de uma flecha.

    O terceiro era o mais longo e intrigante: asdulfor estava diante de uma mulher de cabelos escuros que lhe oferecia um cálice de vinho escuro. Ao beber o líquido, Asdulfor o descobria frio, amargo, queimando como fogo ao descer até cair no estômago, o que lhe causava uma dor terrível. Ao derrubar o cálice, o vinho se espalhava como sangue vermelho num piso de pedra. À frente dele, uma jovem de cabelos loiros tinha as mãos sobre os lábios em sinal de tristeza e o rosto banhado em lágrimas. A dor se tornava mais e mais lancinante, até que Asdulfor acordasse.

    Asdulfor viu em seus sonhos uma romã podre e uma romã temporã sendo jogadas juntas dentro de um jarro e masceradas até virarem suco. Aquela combinação foi servida num belo cálice escuro e servida a ele. Seu sabor era amargo e doce ao mesmo tempo.

    Asdulfor se via na pele de um gato da noite.

    A volta dele, havia uma coisa em cada um dos pontos cardeais.

    Ao norte, um represeiro branco com uma face feroz encarava as costas do felino.

    Ao oeste, um homem todo molhado de água estendia uma mão num gesto de cobrança.

    Ao sul, uma fogueira em chamas vermelhas aquecia tão forte que chegava a arder.

    Ao leste, uma estrela de sete pontas nas cores dos Sete Deuses brilhava com luzes ofuscantes.

    Havia aos pés do gato da noite um galho com três romãs. Uma delas que estava na parte mais grossa do galho já estava mais velha que as outras, já praticamente apodrecida. Outra, um pouco enterrada na terra, tinha um cheiro ruim, mas sua aparência era boa. O terceiro fruto ainda não estava maduro mas tinha uma boa aparência.

    O homem molhado com água do mar disparou uma flecha com as mãos, e ela trespassou o fruto imaturo, despedaçando-o.

    E então Asdulfor despertou.





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